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06/03/2019 Mimetismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Mimetismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Mimetismo consiste na presença, por parte de
determinados organismos denominados mímicos,
de características que os confundem com um outro
grupo de organismos. Por exemplo o bicho-folha é
confundido com a folha de determinada espécie de
planta. Essa semelhança pode se dar
principalmente no padrão de coloração, textura,
forma do corpo, comportamento e para todas as
características químicas, e deve conferir ao mímico
uma vantagem adaptativa[1]. Difere da
camuflagem, que é o conjunto de técnicas e
métodos que permitem a um dado organismo ou
objeto permanecer indistinto do ambiente que o
cerca.[2]

Índice
Definição O mimetismo em borboletas neotropicais Heliconiini é visto
aqui, apresentando quatro formas de Heliconius numata,
Etimologia
duas formas de Heliconius melpomene e as duas formas de
Histórico imitação, correspondentes, de Heliconius erato.
Evolução do mimetismo
Classificação
Classificação quanto ao valor adaptativo
Batesiano
Peckhamiano
Wasmanniano
Mülleriano
Classificação quanto à função
Defensivo
Agressivo
Reprodutivo

Exemplos de mimetismo na natureza


Invertebrados
Vertebrados
Ver também
Referências

Definição
Mimetismo é o caso em que uma espécie possui características que evoluíram especificamente para se assemelhar com
as de outras espécies, um exemplo de evolução convergente. [3].
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Essa semelhança confere vantagens, tais como


proteção contra predação para um ou ambos os
organismos, através de algum fluxo de informação
entre os organismos miméticos e mimetizados, e o
agente que recebe os sinais miméticos (agente de
seleção). O agente de seleção (predador, simbionte,
ou hospedeiro de parasita, dependendo do tipo de
mimetismo encontrado) interage diretamente com
os organismos aparentemente similares e é iludido
por sua similaridade.[4].

Este tipo de seleção distingue o mimetismo de


outros tipos de semelhança convergente,
resultantes de outras forças seletivas, como a
camuflagem, que se refere ao padrão de coloração e
textura, que torna um organismo semelhante ao
seu entorno, dificultando a sua detecção.

Etimologia
Proveniente do termo grego "mimetés" que
significa imitação. Era originalmente usado para
descrever pessoas, só foi aplicado em biologia a
partir do início do século XIX.

Histórico
Em 28 de maio de 1848, dois jovens naturalistas
ingleses aportaram em Belém do Pará, Brasil, em A borboleta Papilio laglaizei (abaixo) é um mimético
busca de conhecimentos sobre história natural e batesiano da mariposa venenosa Alcides agathyrsus
principalmente em busca de espécimes para vender (acima) na Nova Guiné.

a colecionadores diletantes da Inglaterra e assim


pagar as despesas da viagem. Os dois naturalistas eram Henry Walter Bates e Alfred Russel Wallace. Nesta viagem que
durou cerca de 11 anos Bates viajou pela Amazônia e foi com as observações que lá obteve sobre grupos de borboletas
impalatáveis Heliconiidae, e as palatáveis Dismorphiinae (Pieridae) que cunhou o termo mimetismo e a teoria de que
espécies desprotegidas podem levar vantagem adaptativa ao parecerem com espécies protegidas (posteriormente
denominado mimetismo batesiano)em 1862.

Bates também havia observado exemplos de espécies de borboletas aparentemente desagradáveis que se
assemelhavam a outro tipo também desagradável: "Não só, porém, são as Heliconidae os objetos selecionados para a
imitação, alguns deles são eles próprios os imitadores".[5]

Bates sugeriu que espécies raras, independente de sua palatabilidade, poderiam ganhar
proteção contra predadores, assemelhando-se às mais comuns da espécie antecipando
Müller por mais de uma década.

Johann Friedrich Theodor Müller, que havia emigrado para o Brasil em 1852, foi atingido pelo mesmo fenômeno
intrigante de mimetismo entre borboletas palatáveis. Müller propôs várias explicações para a tendência, uma
explicação inicial foi inspirada pela teoria de Darwin da seleção sexual, especificamente, que os indivíduos podem
desenvolver uma preferência por parceiros com padrões de cores certas depois de ver outras formas (da mesma
espécie ou espécie diferente), com aparências semelhantes [6]. No entanto, se este argumento particular estivesse

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correto, então seria de se esperar que o processo tendesse a produzir semelhanças mais próximas entre organismos
masculinos co-mímicos que os femininos, porém, onde o dimorfismo sexual ocorre, são as fêmeas que tendem a ser
miméticos [7].

Em 1878, Müller fez uma breve descrição de uma explicação diferente para o fenômeno, desta vez, como a teoria
original de Bates, ele assumiu que o mimetismo surgiu como consequência da seleção imposta por predação. O
argumento de Müller baseou-se na "força dos números": duas ou mais espécies não palatáveis podem evoluir para
uma aparência semelhante, simplesmente por compartilharem custos de mortalidade menores envolvidos no ensino
de predadores ingênuos para evitá-los. [8]

Evolução do mimetismo
Ainda há muitas perguntas sobre a via evolutiva do mimetismo que não foram elucidadas, no entanto, várias hipóteses
foram geradas para tentar explicar como as alterações na aparência dos organismos que emitem sinal semelhante se
movem em relação um ao outro durante a evolução.

Dixey em 1897 argumentou que a aparência do modelo não se altera durante a evolução do mimético. Este raciocínio
baseia-se no pressuposto de que a resposta mimética gradual atinge seu máximo com a manutenção das características
do modelo. Assim mutações no modelo seriam geralmente menos eficientes.

Fisher em 1930 argumentou contra Dixey e afirmou que a seleção tenderá a modificar o modelo de modo a torná-lo
diferente do organismo mimético e tão evidente, chamando atenção do predador, quanto possível. No entanto,
manteve a ideia de que o valor mimético atinge seu máximo com a manutenção das características do modelo. Sua
explicação foi baseada na suposição de que o valor mimético é assimétrico, de modo que as mutações que distanciam o
modelo do mimético são menos desvantajosas que aquelas que o aproximam.

Recentemente, pesquisadores têm argumentado que o modelo se afasta do mimético, mas a um ritmo mais lento onde,
o mimético deve ser capaz de se aproximar do modelo mais rápido do que este se afasta para que o mimetismo possa
se estabelecer. Parece necessário para a aparência do modelo alterar-se durante a evolução, caso contrário o
mimetismo mülleriano tornar-se-ia um problema, pois, ambos o modelo e o mimético podem ser vistos como modelo
um para o outro. Se a aparência dos dois organismos for diferente e ambos estiverem em sua resposta máxima, eles
podem evoluir para esse novo sinal que os diferencia?

Uma alternativa para este dilema foi feita por Nicholson em 1927, a hipótese das duas etapas. Nela o primeiro passo é
a mutação de um gene modificador que atua na regulação de um complexo supergene, trazendo uma espécie mais
próxima em aparência da outra rapidamente. O segundo passo seria de pequenas mutações que ajustariam a
semelhança perfeita entre modelo e mimético [9]

Classificação
Existem diversos tipos de mimetismo, e estes podem ser classificados quanto ao valor adaptativo que beneficia a
espécie imitadora ou também podem ser classificados quanto às diferentes funções que desempenham na vida do
organismo.

Classificação quanto ao valor adaptativo


Essa classificação leva em conta o valor adaptativo que beneficia a espécie imitadora. Existem quatro tipos de
mimetismo: Batesiano, Mülerriano, Peckhamiano e Wasmanniano.

Batesiano

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O mimetismo batesiano ocorre quando a espécie mimética e o modelo vivem no mesmo espaço geográfico ao mesmo
tempo, mas não interagem de forma direta. É notável que uma característica presente neste tipo seja a maior
abundância do organismo modelo na natureza que o ser mimético, de modo que o predador tenha maiores chances de
predar o modelo (impalatável, agressivo...) e aprenda a evitá-los .[10].

O mimetismo batesiano é conhecido como o fenômeno onde um animal inofensivo ou palatável evolui semelhante a
um animal perigoso ou desagradável (modelo).

Exemplos

Um dos modelos mais imitados por aranhas e outros


artrópodes são as formigas, isso porque as formigas são
evitadas pela grande maioria dos grupos animais por
apresentarem ferrão, fortes mandíbulas, exoesqueleto
duro, substâncias irritantes como o ácido fórmico e um
sistema de defesa espetacular já que vivem em colônia. As
aranhas que imitam formigas acabam apresentando um
corpo que aparenta ser dividido em três segmentos, suas
pernas se tornam longas e finas e suas quelíceras se
Aranha mimetizando formiga.
assemelham a mandíbulas como as da formiga. Os olhos e
o ferrão são imitados pela cutícula e fiandeira.[10].

Outro modelo do mimetismo batesiano é o que ocorre entre os Lepidoptera tóxicos e não-tóxicos. Por exemplo, as
lagartas de mariposas do gênero Alcides, que alimentam-se de plantas da família Euphorbiaceae cujo nível de toxinas
acumuladas acaba por afastá-las de predação em sua fase adulta.[11] Na Nova Guiné a mariposa Alcides agathyrsus
possui como modelo mimético não-tóxico a borboleta Papilionidae, de asas de coloração similar, Papilio laglaizei. Ela
mimetiza a mariposa tóxica para obter a mesma vantagem de escape à predação.[12][13][14] Na América do Sul,
diversas borboletas apresentam um padrão de coloração em laranja, amarelo e negro, indicando sua toxidade; modelo
este compartilhado por espécies palatáveis e impalatáveis.

Peckhamiano
Ocorre quando a espécie mimética é o predador, que engana sua presa para se aproximar o suficiente a ponto de
capturá-la.

Wasmanniano
Neste tipo de mimetismo as estratégias são variadas. Os estímulos utilizados dependem da forma na qual o hospedeiro
reconhece co-específicos, podendo os estímulos serem químicos ou táteis. Neste mimetismo a espécie mimética não
afeta negativamente a espécie imitada já que cada uma utiliza-se de presas distintas e a presença do mímico não tem
efeito algum sobre o sucesso reprodutivo do modelo. Seriam basicamente comensalistas.

Mülleriano
Neste tipo de mimetismo a interação entre o modelo, a espécie mimética e o receptor do sinal igual é semelhante ao
visto no batesiano, porém neste, tanto o modelo quanto o mimético compartilham sinais defensivos, coloração, forma
e odores que conferem uma vantagem adaptativa ao facilitar a memorização destes animais pelo predador.[15]
Fazendo com que o predador associe a imagem da presa como imprópria para consumo, porém essa imagem é
compartilhada entre 2 espécies diferentes, fazendo com que nenhuma dessas espécies seja predada..

Exemplo

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Um exemplo bem conhecido é o da lagarta Euchelia jacobaea,


aberrantemente colorida com faixas amarelas e negras, é rejeitada por aves
insetívoras após um contacto mínimo, devido a secreções nauseabundas
que emanam de sua derme. As vespas que trazem o mesmo padrão de
coloração têm igualmente um gosto nauseabundo, por causa de seus
órgãos digestivos. As aves, após terem atacado vespas ou lagartas daquelas
espécies, rejeitam qualquer inseto que exiba o mesmo tipo de padrão
cromático.

Classificação quanto à função

Defensivo
Tem como alvo os predadores
Diversas espécies inofensivas que
do mímico. Quando um mimetizam vespas.
organismo (perigoso ou não)
mimetiza outro organismo
perigoso. Como o mimetismo batesiano, onde uma espécie inofensiva
Coral falsa. mimetiza uma espécie perigosa.

Agressivo
Tem como alvo a presa do mímico. Organismos perigosos que imitam situações inofensivas, como as aranhas do
gênero Myrmarachne, Família Salticidae, que se disfarçam de formigas.

Em algumas situações é vantajoso para um predador para se assemelhar a sua presa, ou um parasita seu hospedeiro
(mimetismo do tipo peckhamiano). Para o mimetismo agressivo, a frase "um lobo em pele de cordeiro" é uma
descrição apropriada, pois não envolve os mecanismos de alerta. O imitador adota algumas das marcas de
reconhecimento de seu modelo, a fim de assegurar vantagem em relação ao modelo ou em relação a uma terceira
espécie que interage com o modelo. O modelo pode ser mimetizado durante apenas uma etapa única do ciclo de vida,
como no caso de cucos parasitárias, que põem ovos que se assemelham aos de seus hospedeiros, ou o modelo pode
imitar uma presa da vítima, como no caso dos peixes pescador, que possuem espinhos modificados com uma "isca"
para atrair outros peixes próximos. [16]

Exemplo

Nesta classe de mimetismo exemplos como aranhas gênero Zodarion, Aphantochilus e Strophius são especializadas
em se alimentar de formigas e para facilitar tal processo predatório estas mimetizam as formigas. As formigas não
apresentam boa visão e isso é uma vantagem para o mimetismo das aranhas. As formigas interpretam o ambiente
usando sensores químicos e táteis, muito pouco a visão. A estratégia agressiva da aranha é simples, primeiro atrai ou
passa despercebida pela formiga para capturá-la. Geralmente evitam contato físico para evitar a defesa corporativa, ou
seja, o ataque de oda a colônia.

Reprodutivo
Muito comum em plantas, que mimetizam a fêmea de algumas espécies de inseto e se beneficiam da tentativa de
cópula do macho para sua polinização. Um grande número de plantas, especialmente orquídeas, usam a mímica para
atrair insetos polinizadores à visitar a flor e polinizar com sucesso sem recompensa alimentar, como no caso de
plantas que ofertam néctar, ao inseto polinizador.

Exemplo

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Muitas flores que são vermelho escuro ou vermelho-púrpura produzem um


perfume que é semelhante ao cheiro de carne podre. Neste caso, o polinizador
visita a flor acreditando que há uma refeição ou uma carcaça, em que poderá
colocar seus ovos. Moscas fêmeas pousam sobre essas flores, colocam seus
ovos, e no processo de mudança de flor, inadvertidamente, polinizam-no. No
entanto, quando os ovos eclodem as larvas morrem, pois não há carne podre
para comer. Em outros casos, polinizadores enganados sobre a flor ao se
moverem em torno desta, inadvertidamente, polinizam-na, enquanto tentam
encontrar a carne podre para comer. Além da necessidade de comer,
polinizadores precisam se acasalar, a fim de produzir a próxima geração e
assegurar a continuidade da espécie. Muitas orquídeas aproveitam esse
comportamento inato para se reproduzir. A verruga martelo orquídea da
Austrália Ocidental produz um odor químico quase idêntico ao feromônio que
a vespa Thynnine fêmea libera quando está sexualmente receptiva. O labelo da
orquídea (lábio inferior) é também moldado de forma semelhante ao corpo da
Orquídea mimetizando fêmea de vespa fêmea. A vespa Thynnine macho agarra a fêmea imitação e tenta voar,
artrópode. neste processo ele carrega pólen alí contido, levando a outras orquídeas.[10].

Exemplos de mimetismo na natureza

Invertebrados
Joaninha (Coccinellidae) e besouros (Chrysomelidae) são considerados impalatáveis, e
apresentam cores de destaque denominadas apozemáticas, geralmente, com manchas
contrastantes. Um grupo inteiro de baratas filipinas do gênero Prosoplecta mimetiza
esses besouros, tendo sofrido modificações profundas para alcançar a semelhança.
Para simular a forma curta e arredondada das joaninhas, as grandes asas traseiras das
baratas são enroladas e dobradas em uma forma sem paralelo em outros insetos. Outro
grupo que comumente imita joaninhas são as aranhas que imitam as cores e manchas
na parte superior.

A ordem Lepidoptera é rica em mímica batesiana, o mais conhecido dos quais é uma
borboleta de rabo de andorinha, Papilio Dardano, uma espécie comum em África. Em
muitas populações desta espécie as fêmeas são polimórficas, isto é, um número de
diferentes tipos de coloração são encontrados, com cada tipo sendo um mímico de uma
espécie de borboleta não comestível de outro gênero (quer Danaus ou Amauris). Em
todas as populações, os machos não são mímicos, mantendo o mesmo padrão amarelo
e preto.

A ordem Hymenoptera (especialmente as abelhas, vespas e marimbondos),


normalmente é bem protegida contra a maioria dos predadores, possuindo além de
uma coloração de advertência, picadas dolorosas. Sendo assim são imitados por insetos
de muitas outras ordens.
Mimetismo de aranhas.

Vertebrados
O fenômeno do mimetismo, onde uma espécie evolui para se assemelhar a outras surgem muitas vezes ao longo dos
processos evolutivos dos reinos animal e vegetal. Em peixes marinhos, este tipo de comportamento é muito bem
documentado por Randall (2005). O trabalho de Sazima (2002) revisa os principais casos de mimetismo agressivo
tanto para peixes de água doce quanto para peixes marinhos. Em anfíbios (salamandras) o mimetismo é bem
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conhecido e estudado, envolve duas formas de cor da salamandra-de-dorso-vermelho comum, Plethodon cinereus. Tal
salamandra normalmente apresenta pigmentação escura nas laterais do corpo, mas em algumas regiões encontra-se
uma forma que não possui a pigmentação escura e possui coloração vermelho-alaranjada nos flancos e dorso. Esta
forma assemelha-se aos tritões-vermelhos que são extremamente tóxicos e pode dar algum grau de proteção a estas
salamandras que são palatáveis. [17]

Ver também
Camuflagem

Referências
1. “Mimetismo” no site TodaBiologia.com (http://www.todabiologia.com/zoologia/mimetismo.htm) acessado a 16 de
junho de 2009
2. http://www.infoescola.com/biologia/camuflagem-e-mimetismo/
3. Futuyma, Douglas J. – Evolution! Douglas J. Futuyma; Sinauer Associetes, INC. 2005
4. “Mimicry” no site Encyclopedia Britânica.com (http://www.britannica.com/EBchecked/topic/383252/mimicry)
acessado a 01 de junho de 2012
5. Bates HW (1862) Contributions to an insect fauna of the Amazon valley. Lepidoptera: Heliconidae. Trans Linn Soc
Lond 23:495–566.
6. Holmgren NMA. 1999. Dynamics of mimicry evolution. Biological Journal of Linnean Society 66:145-158
7. Turner JRG. 1987. The evolutionary dynamics of Batesian and Muellerian mimicry:similarities and differences.
Ecol. Entomology 12:81-95
8. Müller F (1879) Ituna and Thyridia: a remarkable case of mimicry in butterflies. Proc Entomol Soc Lond 1879:xx–
xxiv
9. Helm E. 2008. The Evolution of Mimicry. Eukaryon, Vol.4, March 2008, Lake Forest College
10. “Exemplos de Mimetismo” no site Netnature.com (http://netnature.wordpress.com/2012/05/23/tipos-de-mimetismo
-e-os-preciosos-exemplos-da-natureza/) acessado a 23 de maio de 2012
11. Lees, David C.; Smith, Neal G. (1991). «Food plant associations of the Uraniinae (Uraniidae) and their systematic,
evolutionary, and ecological significance» (http://images.peabody.yale.edu/lepsoc/jls/1990s/1991/1991-45(4)296-L
ees.pdf) (PDF) (em inglês). Journal of the Lepidopterists' Society 45(4). p. 296-347. Consultado em 12 de março
de 2017
12. «Uraniinae» (https://web.archive.org/web/20170313130555/http://beta.eol.org/pages/2684628/hierarchy_entries/5
5719411/details#) (em inglês). Encyclopedia of Life. 1 páginas. Consultado em 12 de março de 2017. Arquivado
do original (http://beta.eol.org/pages/2684628/hierarchy_entries/55719411/details) em 13 de março de 2017.
“There are cases where harmless butterflies mimic these toxic moths, e.g. Papilio laglaizei and Alcides
agathyrsus.”
13. SMART, Paul (1975). The Illustrated Encyclopaedia of the Butterfly World, In Colour. Over 2.000 species
reproduced life size (em inglês). London: Salamander Books Ltd. p. 80. 274 páginas. ISBN 0-86101-101-5
14. Savela, Markku. «Papilio laglaizei» (http://www.nic.funet.fi/pub/sci/bio/life/insecta/lepidoptera/ditrysia/papilionoide
a/papilionidae/papilioninae/papilio/#laglaizei) (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas.
Consultado em 12 de março de 2017
15. “The evolution of Müllerian mimicry” no site ncbi.nlm.gov.com (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2443
389/) acessado a 15 de maio de 2012
16. Helm E.; The Evolution os Mimicry. Eukaryon, Vol. 4, March 2008, Lake Forest College
17. Pough FH.,Janis CM., Heiser JB.– A vida dos Vertebrados! Atheneus, 6 Edição 2006

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