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ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE ENGENHARIA E ESTUDOS AMBIENTAIS

DE OBRAS E SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA DE SISTEMAS INTEGRADOS


DE DESTINAÇÃO FINAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS - CT 131/2013
UGR PAULO AFONSO

VAZADOURO À CEU ABERTO – MUNICÍPIO DE JEREMOABO 2013.

Produto 3
Projeto Básico

JEREMOABO
Setembro, 2014
CONDER – COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO ESTADO DA BAHIA

José Ubiratan Cardoso Matos


Presidência

Airton José Vilaça Maia


Diretoria de Equipamentos e Qualificação Urbanística

Luiz Baqueiro
Superintendência de Projetos

Larissa Brito
Coordenação de Resíduos Sólidos - CORES

UNIDADE TÉCNICA DE PROJETOS

Clériston Oliveira
Carmelita Bizerra de Aguiar
Luciano Alvin Borges
Quize Maia
Pedro Passos

LEVA CONSTRUÇÕES E CONSULTORIA LTDA

André Cabral
Coordenação Geral

EQUIPE TÉCNICA DA LEVA


Adriana Santos Machado
Ana Cássia A. Assis
André José Aguiar de Souza
André Gustavo Freitas Papi
Antônio Jorge Mendes Oliveira
Areobaldo Oliveira Aflitos
Enalba Maria Alves de Meirelles
Evaldo Bergson Pinto Borges
Edvaldo Borges
Fabiano S. Sandes
Rachel Caroline Barros Brandão
Ricardo Drummond
Rodrigo Almeida
Thaís Figueiredo Santos Silva

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COLABORAÇÃO
Prefeitura Municipal de Jeremoabo

Anabel de Sá Lima Carvalho


Prefeita Municipal

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO .................................................................................................................. 5
1. OBJETIVOS ................................................................................................................. 6
2. ÁREA SELECIONADA PARA IMPLANTAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO............................ 7
3. DIMENSIONAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO ............................................................ 7
4. CÉLULAS DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES E PÚBLICOS ...................................... 9
5. INFRAESTRUTURA COMPLEMENTAR ........................................................................ 10
6. SISTEMA DE DRENAGEM SUPERFICIAL ..................................................................... 10
7. SISTEMA DE DRENAGEM E ACUMULAÇÃO DO PERCOLADO ..................................... 11
8. SISTEMA DE COLETA DE GÁS .................................................................................... 12
9. ACESSOS .................................................................................................................. 12
10. FECHAMENTO DA ÁREA ........................................................................................... 12
11. CINTURÃO VERDE/PAISAGISMO .............................................................................. 13
ANEXO I – ORÇAMENTO DAS OBRAS................................................................................. 15
ANEXOS II – PEÇAS GRÁFICAS ........................................................................................... 16
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................... 17
GLOSSÁRIO DOS TERMOS TÉCNICOS ................................................................................. 19

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APRESENTAÇÃO

O Governo do Estado através da SEDUR/CONDER priorizou as ações propostas pelo


Ministério das Cidades para os Municípios baianos integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio
São Francisco (BHRSF) visando à minimização de resíduos, o consumo consciente e a
destinação dos resíduos urbanos de forma diferenciada. Para tanto foi firmado o contrato CT
293.694-61/2009 com Caixa Econômica Federal – CEF para repasse dos recursos do
Orçamento Geral da União – OGU, originados da seleção realizada pelo Ministério das
Cidades no contexto do PAC-Saneamento, e, para a realização dos estudos para Elaboração
de Projetos de Engenharia e Estudos Ambientais de Obras e Serviços de Infraestrutura
de Sistemas Integrados de Destinação Final De Resíduos Sólidos Urbanos foi contratada
a empresa Leva Construções e Consultoria LTDA.

O Projeto foi dividido em 04 Produtos sendo Produto 1 - Estudo de Concepção, Produto 2 -


Serviços Topográfico e Geotécnico, Produto 3 – Projeto Básico e Produto 4 – Projeto
Executivo.

O presente Relatório constitui-se no Produto 3 – Projeto Básico do referido Estudo, onde é


apresentado um pré-dimensionamento da intervenção proposta para o município de
Jeremoabo, o Aterro Sanitário Convencional.

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1. OBJETIVOS


 Objetivo Geral

Este Relatório do Projeto Básico, referente ao contrato 131/2013 firmado entre a CONDER e
a Leva Construções e Consultoria LTDA e contrato 293.694-61/2009 realizado entre a
SEDUR/CONDER e a Caixa Econômica Federal – CEF, visa à Elaboração dos Projetos de
Engenharia de Obras e Serviços de Infraestrutura de Resíduos Sólidos Urbanos - RSU na
unidade de gestão regional – UGR Paulo Afonso com o objetivo de dotar os Municípios com
instrumentos que possibilitem a implantação de um sistema de Limpeza Pública que promova
a adequada destinação final dos resíduos gerados em cada Município.

 Objetivos Específicos

Dimensionamento preliminar e definição de modelo para construção do Aterro Sanitário


Convencional no Município de Jeremoabo, tendo em vista a disposição final ambientalmente
adequada dos rejeitos urbanos do município conforme critérios técnicos específicos, de modo
a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais
adversos.

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2. ÁREA SELECIONADA PARA IMPLANTAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO

Conforme item 6 do R.P. 1.2 - Relatório da Seleção de Glebas, a área escolhida para a
implantação do aterro corresponde a gleba do atual vazadouro a céu aberto da cidade, em
vista da melhor pontuação dentre as áreas analisadas na matriz.

A gleba encontra-se na coordenada UTM 0570679 m E, 8881696 m S, com acesso pela BA


235 em leito natural na maior parte do percurso. Dista cerca de 14 km do centro gerador de
resíduos, apresentando energia elétrica nas suas proximidades.

A topografia do terreno é pouco ondulado e o solo possui camada superficial arenosa. O solo
no local é do tipo Areias Quartzosas (EMBRAPA, 2006). Esses solos possuem textura
arenosa e elevada profundidade, sua permeabilidade também é elevada (Silva, 2000).

A região no entorno da gleba apresenta-se antropizada, sem uso, sendo o impacto visual
parcial. Com relação aos recursos hídricos, não há rios nas proximidades da gleba
(GEOBAHIA, 2013), e segundo informação de campo, o lençol freático é profundo.

3. DIMENSIONAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO

Para o dimensionamento do aterro sanitário é utilizado a projeção da população e de resíduos


sólidos apresentado no Relatório R.P.1.1 – Diagnóstico Ambiental. A população considerada
contribuinte para a geração de resíduos sólidos corresponde a população da sede, do distrito
de Canché e dos Povoados: Itapicuru, Alvorado, Cordão, Riacho de São José, baixada da
Pedra, Caritá, Lago do mato, Monte Alegre, Brejo Grande, Cirica, Lago do Inácio e
Residência que possuem serviço de limpeza urbana prestado pelo município.

Para o cálculo da estimativa da produção de resíduos total foi utilizado como base os índices
de produção per capita de resíduos sólidos, de acordo com o “Banco de Dados do Sistema de
Limpeza Urbana e Caracterização do Destino Final de Resíduos Sólidos de 96 Municípios da
Bahia” elaborado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em 2004. As
projeções desses valores per capita para cada ano utiliza um acréscimo de 1% ao ano, como
resumido no Quadro a seguir, considerando 30 anos de horizonte de projeto. No ano de 2025
pelo fato de a população ultrapassar a faixa populacional de 20.000 habitantes, o per capita
passa para 0,55.

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Quadro 01 - Produção Per Capita por Tipo de Resíduo (kg.hab/dia).

Resíduos da Resíduos dos Resíduos


Resíduos Resíduos Resíduos da
ANO Construção Serviços de de Total
Domiciliar Volumosos Feira
Civil Saúde Limpeza

2014 0,44 0,88 0,01 0,08 0,02 0,07 1,50


2024 0,49 0,98 0,01 0,09 0,02 0,07 1,65
2025 0,55 1,10 0,01 0,08 0,02 0,08 1,84
2034 0,60 1,21 0,01 0,09 0,02 0,09 2,02
2044 0,67 1,33 0,01 0,10 0,02 0,10 2,23
Fonte: LEVA, 2014.

Para o cálculo do volume de resíduos sólidos compactados utilizou-se o peso específico de


resíduos compactados de 0,5 t/m³. Após o cálculo do volume acumulado de resíduos sólidos
para o final do horizonte de projeto foi acrescentado 20%, referente ao volume de terra para
cobertura de resíduos. O dimensionamento do volume de resíduos sólidos a ser disposto no
aterro sanitário é apresentado no Quadro abaixo.
Quadro 02 – Volume de resíduos sólidos compactados no Aterro Sanitário (m³).
População Massa de Volume de RS compactados no Aterro
Ano Atendida RS
pelo SLU (t/dia) m³/d m³/ano Acumulado m³

2014 21.081 11,1 22,1 8.073,1 8.073,1


2015 21.576 11,4 22,9 8.344,6 16.417,7
2016 22.067 11,8 23,6 8.619,8 25.037,5
2017 22.553 12,2 24,4 8.898,0 33.935,5
2018 23.035 12,6 25,1 9.179,0 43.114,5
2019 23.511 13,0 25,9 9.462,3 52.576,8
2020 23.981 13,4 26,7 9.747,7 62.324,5
2021 24.445 13,7 27,5 10.036,0 72.360,5
2022 24.903 14,1 28,3 10.325,9 82.686,4
2023 25.353 14,5 29,1 10.618,6 93.305,0
2024 25.795 14,9 29,9 10.910,6 104.215,5
2025 26.230 15,4 30,7 11.206,2 115.421,8
2026 26.657 17,4 34,7 12.679,4 128.101,1
2027 27.075 17,8 35,6 13.007,9 141.109,0
2028 27.485 18,3 36,5 13.336,4 154.445,4
2029 27.887 18,7 37,4 13.666,3 168.111,7
2030 28.280 19,2 38,4 13.998,5 182.110,2
2031 28.664 19,6 39,3 14.329,9 196.440,1
2032 29.039 20,1 40,2 14.662,8 211.102,9
2033 29.405 20,5 41,1 14.995,7 226.098,5
2034 29.763 21,0 42,0 15.330,0 241.428,5
2035 30.111 21,5 42,9 15.664,3 257.092,9

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2036 30.451 21,9 43,8 16.000,1 273.093,0
2037 30.782 22,4 44,8 16.335,9 289.428,9
2038 31.104 22,8 45,7 16.671,7 306.100,7
2039 31.418 23,3 46,6 17.008,3 323.109,0
2040 31.723 23,8 47,5 17.344,8 340.453,8
2041 32.020 24,2 48,4 17.682,8 358.136,5
2042 32.309 24,7 49,4 18.020,8 376.157,3
2043 32.591 25,2 50,3 18.359,5 394.516,8
2044 32.864 25,6 51,2 18.698,2 413.215,0
Volume Total do Aterro com 20% de material de cobertura 495.858,0
Fonte: Leva, 2014.

Observa-se que o volume total de resíduos e material de cobertura a ser disposto no aterro
sanitário corresponde a 495.858 m³, o que refere-se ao volume útil do aterro.

4. CÉLULAS DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES E PÚBLICOS

Devido às características topográficas do terreno, se definiu a implantação/operação do aterro


sanitário segundo o “método de área”. A área útil necessária para implantação do aterro
sanitário será de 6,9 ha ou aproximadamente 7,0 ha, com a instalação das células, do sistema
de tratamento dos gases e de chorume, como lagoa anaeróbicas e as facultativas, drenagem
superficial, além de instalações de infraestrutura como sala da administração, almoxarifados,
garagem, área de convivências e outros além de balança eletrônica e portão de entrada de
acesso para os veículos e equipamentos da coleta. O terreno ou a gleba escolhida, onde deverá
ser implantado o aterro sanitário será de 20 ha.

Nesta etapa de projeto será apresentado os estudos e métodos que serão descritos conforme
processo de engenharia aplicado ao tratamento dos resíduos, bem como os dimensionamentos
dos elementos de projeto, os quais servirão de base para o projeto executivo.

Devido às características topográficas do terreno, se definiu a implantação/operação do aterro


sanitário segundo o “Método de Área”. Que consiste na escavação do terreno, onde deverá
ser construída uma célula para tratar o maciço de rejeito sólido urbano produzido na cidade.
Nesta alternativa a qual foi escolhida, apresentou dentre as demais, maior viabilidade social,
ambiental, técnica e econômica.

Como se observa, para o início do ano de 2014, o rejeito de Jeremoabo oriundo de domicílios,
de feira, comercio, escolas, prefeituras, parque, logradouros públicos entre outros, está
estimada uma produção diária de rejeito urbano aproximadamente 11,1 toneladas.
Apresentando um volume compactado na ordem de 22,1m³, cujo grau de compactação
adotado para os cálculos é de 500 kg/m³ ou 0,50 ton/m³, considerado um peso específico
adotado, razoável quando comparado com o de Salvador que chega 1,1 ton/m³. Para o final de
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plano do projeto, cuja população atendida com os serviços de limpeza pública terá uma
projeção de 32.864 indivíduos atingindo o acumulado de volume de rejeito na ordem de
413.215 m³. Para os resíduos domiciliares, 11,1 toneladas/dia, deverá ser encaminhada para o
aterro sanitário para o tratamento físico-quimico, através das bactérias onde deverão realizar
as atividades bacterianas transformando a massa de rejeitos em gases, líquidos e sólidos
bioestabilizados conforme as diferentes fases de tratamento.

O dimensionamento da célula para disposição e compactação de rejeito baseado nos dados da


planilha de referência, Quadro 02 é de 413.215 m³. A célula será construída em duas etapas, a
primeira deverá receber e tratar os rejeitos compactados para um volume aproximadamente de
206.607,5 m³ no período de 10 anos. Desse volume será adicionado mais 20% de material de
cobertura atingindo um volume de 247.929,0 m³, uma das fases do processo de operação que
é a cobertura da célula, denominada movimentação de terra e rejeitos que consiste das
atividades de corte e aterro, necessária a disposição e cobertura do maciço na célula. A vala
deverá ser escavada a uma altura de 6 m de profundidade, atingindo a cota de topo de 18 m
onde deverá prover de proteção da camada inferior, com solo compactado numa camada de
0,80 m e em seguida instalação de manta PEAD (Polietileno Extrudado de Alta Densidade),
sobre toda a base e talude da célula, conforme especificação técnica.

Será preparada uma frente de serviços onde deverá receber tratamento específico de
engenharia com cobertura diária de 1,0 m, avanço horizontal de 3,0 m de largura e de 8,0 m
de comprimento, inclinação da rampa do maciço 1:3 (vertical: horizontal), volume diário de
lixo aterrado 22,1m³/dia, considerando o grau de compactação de 500kg/m³ e que do total de
rejeito produzido no aterro deverá ser aterrando 11,1 t/ dia, volume diário de cobertura de
topo, considerando uma camada de solo de 20 cm compactado, incrementando 4,2% do
volume de material a aterrar.

5. INFRAESTRUTURA COMPLEMENTAR

Deverá ser contemplada com sala de administração e de engenharia, área de convivência,


portaria e balança para pesagem das cargas, almoxarifado, garagem, oficina mecânica dentre
outras.

6. SISTEMA DE DRENAGEM SUPERFICIAL

Preparação de acesso, drenagem de águas pluviais, escavação de materiais, aterramento


celular de resíduos, drenagem e retenção de líquidos percolados, drenagem e captação de
gases. Essas etapas do tratamento primário consistem na aplicação dos processos físicos que
não altera as características químicas e biológicas dos resíduos e contaminantes.

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O sistema de drenagem superficial em aterros sanitários contempla a implantação de
dispositivos para drenagens provisórias (executadas para atender às necessidades de
afastamento das águas pluviais durante a operação) e drenagem permanente, implantadas nos
locais onde não se espera nenhuma atividade de disposição.

No projeto proposto inicialmente são definidas valas de terras a serem executadas com
lâminas de trator, transversais às curvas de níveis, localizadas nas áreas mais altas que tem
como objetivo evitar alagamentos do sistema viário de acesso às valas. Nas extremidades de
jusante destas valas, em pontos baixos do terreno, foram projetados bueiros de manilhas de
concreto armado do tipo CA2, de diâmetros de 600mm.

De modo similar também foram projetadas outras valas, em cotas altimétricas diferentes, para
proteção das áreas de deposição de lixos ao longo do tempo. A evolução das construções
destas valas deverá obedecer aos critérios de execuções das camadas de coberturas das
células, sempre acompanhando as evoluções das construções do sistema viário.

O sistema de drenagem pluvial das células é composto de canaletas de concreto armado de


seção retangular com dimensões variadas (dependentes das áreas de contribuições), que
deverão ser construídas com larguras das paredes e lajes de fundo com espessura de 0,20 m. A
opção por esta espessura das paredes se baseia na necessidade de um cobrimento mínimo de 5
cm da armadura, de modo a protegê-la contra a ação agressiva do chorume.

7. SISTEMA DE DRENAGEM E ACUMULAÇÃO DO PERCOLADO

O efluente líquido (chorume), resultante do processo de biodegradação da matéria orgânica e


da umidade contida nos resíduos sólidos urbanos do tipo domiciliares e públicos, tem um
elevado poder poluidor e uma composição extremamente variável. Esta variação ocorre, tanto
sazonalmente, fruto da variação das condições climáticas (principalmente do índice
pluviométrico), como continuamente ao longo do tempo, em decorrência da diminuição
progressiva da matéria orgânica biodegradável.

O efluente proveniente das células de resíduos sólidos classe II A. A malha de drenagem


implantada na base da célula garante a captação do percolado gerado, encaminhando-o á caixa
de acumulação, instalada no pé do talude. Essa caixa tem por finalidade de servir de caixa de
acúmulo do percolado gerado e tem a função de permitir a sedimentação de partículas grossas
existentes no percolado, evitando assim que elas se dirijam para as lagoas de tratamento.

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8. SISTEMA DE COLETA DE GÁS

O sistema de drenagem de gases será constituído de drenos verticais, com o objetivo de


coletar o biogás na massa de resíduos, atravessando todas as camadas do aterro, até atingir a
superfície. No topo dos drenos será implantado um sistema para queima dos gases.

Os gases provenientes da decomposição do lixo serão drenados através de drenos verticais


construídos com Abertura de cava com retroescavadeira até 0,80m, colocação de tela telcom
(Q 335) no diâmetro de 1,20m de modo permitir que o rachão colocado permaneça estável,
preenchimento com brita nº 4 e reaterro em volta do dreno com rejeito.

Na fase inicial do aterro, ou na base da célula, os drenos de gases serão posicionados sobre os
drenos transversais de chorume (horizontais), objetivando captar os gases que eventualmente
escoem por stes drenos horizontais. Serão espaçados entre si, em média a cada 30 metros,
sendo que sua construção acompanhará o processo de crescimento vertical e horizontal do
aterro.

9. ACESSOS

O acesso principal ao ASC (Aterro Sanitário Convencional) se dará através BR - 235, que liga
com a BR 110.

O projeto contempla a implantação de um acesso principal que se bifurca em vários traçados


alternativos a partir da (Ponto de Referencia Topográfica) aproximadamente, com objetivos
de atendimentos às diversas amplitudes dos limites das células do aterro. Existe também outra
derivação para propiciar o acesso às lagoas de tratamentos de efluentes e às áreas previstas
para construção dos equipamentos de compostagem.

10. FECHAMENTO DA ÁREA

Para o fechamento do perímetro da área de implantação do empreendimento concebeu-se a


execução de uma cerca de arame farpado com mourões em concreto de 0,10 m x 0,10 m x
2,00 m, espaçados entre si de 2,5 m em 2,5 m e chumbados no terreno de modo a
permanecerem estáveis e firmes. Para uma melhor fixação da cerca deverá ser previsto um
estaiamento ao chão dos mourões.

A cerca de arame será construída com 05 (cinco) fios de arame farpado de aços, devidamente
amarrados aos mourões. Considerando-se o perímetro total da poligonal limítrofe 1.724,51,00
m apresentada no documento Levantamento Topográfico, serão necessários 690 mourões.

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O acesso à área se dará exclusivamente através de dois portões juntos à guarita/administração
e balança, sendo um para o acesso de veículos e equipamentos e outro para acesso de
pedestres.

Os portões serão em perfis de aço, compostos de duas folhas, respectivamente com as


seguintes dimensões: 6,00 m de largura x 2,00 m de altura e 0,80 m de largura x 2,00 m de
altura.

As cercas devem ser mantidas sempre em perfeitas condições, impedindo assim o acesso de
pessoas não autorizadas e animais à parte interna do aterro. Para tanto, estas deverão ser
inspecionadas, em todo o seu desenvolvimento, pelo menos uma vez por semana. Será
verificado o estado dos fios, dos mourões de concreto e da vegetação (cinturão verde), sendo
reparados imediatamente quaisquer defeitos encontrados.

11. CINTURÃO VERDE/PAISAGISMO

O cinturão verde tem a função de diminuir a poluição visual, funcionando como barreira
contra a ação dos ventos, impedindo o transporte de materiais de baixo peso específico e
ainda dificultando a difusão de odores. O cinturão verde deverá ser implantado no perímetro
de toda a área e no entorno das instalações do aterro sanitário. O cinturão verde possui uma
extensão de 1.965,00 m, largura variando de 5,00 a 10,00 m, e será constituído de árvores e
arbustos de espécies nativas local, sendo inclusive transplantadas de áreas com vegetação que
porventura estejam em área de implantação das intervenções inerentes ao empreendimento.

O plantio das espécies será efetuado em cinco linhas, paralelas à cerca delimitadora da área, a
cada 2,5 m, de tal forma que as espécies de uma linha estejam situadas no espaço vazio da
outra linha. Assim pretende-se impedir completamente o alcance visual da área de operação
do aterro.

As barreiras vegetais são constituídas de árvores e arbustos de espécies nativas local, sendo
eleitas dentre as espécies apresentadas a seguir:

 angico verdadeiro (Anadenanthera macrocarpa);

 pereiro vermelho (Aspidosperma pyrifolium);

 umburana de cambão (Commiphora leptophloes.);

 favela (Cnidoscolus phyllacanthus).

 pau branco (Auxema oncocalyx)


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 sucupira (Lonchocarpus araripensis)

 catingueira (Caesalpinia pyramidalis)

 sete cascas (Tabebuia spongiosa)

 juremas pretas (Mimosa teneiflora)

 pinhão de boi (Jatropha sp).

Além da barreira vegetal, o projeto prevê um tratamento paisagístico em toda a área do


Aterro, constituindo-se do plantio de grama em hidrossemeadura nos taludes executados do
aterro e áreas de entorno das instalações de apoio e entre as células, bem como árvores e
arbustos como elementos de composição paisagística.

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ANEXO I – ORÇAMENTO DAS OBRAS

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CONDER - COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO ESTADO DA BAHIA

PLANILHA ORÇAMENTARIA

SERVIÇO: ATERRO SANITÁRIO DE JEREMOABO BDI 1,25


LOCAL: JEREMOABO - BAHIA DATA SET/2014

CÓDIGO
ITEM DISCRIMINAÇÃO UNID QUANT P.UNITÁRIO P.TOTAL
SINAPI
1 SERVIÇOS PRELIMINARES 1.037,16
1.1 74209/001 Placa de identificação de obra, confecção, transporte e instalação, conforme
padrão CONDER m2 2,40 432,15 1.037,16

2 ACESSOS INTERNOS E INTERSEÇÃO RODOVIÁRIA 182.983,74


2.1 7385/001 Desmatamento e limpeza m2 13.200,00 0,19 2.475,00
2.2 74155/001 Escavação, carga e transporte a lâmina de trator de solo de 1ª categoria
DMT = 50m m3 1.152,00 1,73 1.987,20
2.3 74154/001 Escavação, carga e transporte de solo de 1ª categoria / DMT = 200m m3 3.600,00 5,79 20.835,00
2.4 74153/001 Espalhamento e compactação m3 4.752,00 0,28 1.306,80
2.5 79484 Execução de aterro compactado a 95% do proctor simples, incluindo
fornecimento de materiais m3 1.996,00 44,38 88.572,50
2.7 73856/002 + Bueiro simples, tubular de concreto com berço em concreto, diâmetro
83678 0,60m, incluindo bocas m 30,00 1.034,16 31.024,88
2.8 73698 Lançamento de drenagem com enrocamento de pedra, conforme projeto m3 2,00 202,74 405,48
2.9 79480 Valetas de drenagem em solo, escavadas a lâmina de patrol m3 550,00 2,81 1.546,88
2.10 79475 Escavação manual de valetas de drenagem m3 100,00 348,30 34.830,00

3 CELULAS 446.674,78
3.1 SERVIÇOS PRELIMINARES 1.420,20
3.1.1 7385/001 Desmatamento e limpeza m2 7.574,40 0,19 1.420,20

3.2 TERRAPLANAGEM 259.300,62


3.2.1 74154/001 Escavação, carga e transporte de solo 1ª categoria / DMT = 600m m3 5.089,05 5,79 29.452,88
3.2.2 79484 Execução de aterro compactado a 95% do proctor normal, incluindo
fornecimento materiais m3 2.548,47 44,38 113.088,36
3.2.3 79484 Execução de camada de proteção em areia de jazida próxima com esp =
0,30m incluindo fornecimento m3 2.272,32 44,38 100.834,20
3.2.4 73964/005 Execução de 2ª camada de proteção de manta solo arenoso com esp =
0,20m incluindo fornecimento m3 1.514,88 10,51 15.925,18

3.3 IMPERMEABILIZAÇÃO DA BASE 106.500,00


3.3.1 73881/003 Fornecimento e colocação de geomembrana em PEAD com 1,5mm m2 8.000,00 13,31 106.500,00

3.4 DRAGAGEM DO CHORUME 10.677,94


3.4.1 73881/002 Dreno longitudinal principal de fundo em brita envolta em geotextil
gramatura (300g/m2), conforme dimensões do projeto m 155,00 10,93 1.693,38
3.4.2 73881/001 Dreno transversal de fundo em brita envolta em geotêxtil gramatura
(200g/m2), conforme dimensões do projeto m 180,00 7,26 1.307,25
3.4.4 74206/001 Caixas de inspeção 1,00x1,00x1,80m em tijolinhos maciços revestidos
internamente equipados para desvio do fluxo e com tampa em concreto
armado un 5,00 1.535,46 7.677,31

3.5 DRENAGEM DE GASES 3.375,00


3.5.1 Preparo de base e parte inicial dos poços de drenos de gases conforme
projeto un 6,00 562,50 3.375,00

3.6 DRENAGEM PLUVIAL 65.401,02


3.6.2 74206/001 Caixa coletora de valeta 0,80mx0,80x0,80, conforme projeto un 12,00 1.535,46 18.425,55
3.6.3 83678 Tubulação de ligação CS-2, DN 600 m 70,00 157,14 10.999,63
3.6.4 73856/002 Bocas de bueiro DN 600 un 5,00 877,03 4.385,13
3.6.5 73698 Lançamento de drenagem com enrocamento de pedra, conforme projeto m³ 3,00 202,74 608,21
3.6.6 79475 Escavação manual de valetas de drenagem m3 70,00 348,30 24.381,00
3.6.7 73882/003 Canaleta de concreto meia cana 400mm m 180,00 36,68 6.601,50
4 PLATÔS DIVERSOS, ESCRITÓRIOS - 4.000m2 / PODAS - 2.520m2 35.881,49
4.1 7385/001 Desmatamento e limpeza m2 4.000,00 0,19 750,00
4.2 74155/001 Escavação e transporte a lâmina de trator de solo 1ª categoria, DMT = 50m
m3 1.850,00 1,73 3.191,25
4.3 74154/001 Escavação, carga e transporte em solo de 1ª categoria DMT = 200m m3 500,00 5,79 2.893,75
4.4 79484 Execução de aterro a 95% do proctor normal, incluindo fornecimento de
materiais m3 650,00 44,38 28.843,75
4.7 73698 Lançamento de drenagem com enrocamento de pedra, conforme projeto un 1,00 202,74 202,74

5 LAGOAS de TRATAMENTO 92.273,05


5.1 SERVIÇOS PRELIMINARES 834,38
5.1.1 7385/001 Desmatamento e limpeza m2 4.450,00 0,19 834,38

Página 1 de 2
CONDER - COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO ESTADO DA BAHIA

PLANILHA ORÇAMENTARIA

SERVIÇO: ATERRO SANITÁRIO DE JEREMOABO BDI 1,25


LOCAL: JEREMOABO - BAHIA DATA SET/2014

CÓDIGO
ITEM DISCRIMINAÇÃO UNID QUANT P.UNITÁRIO P.TOTAL
SINAPI
5.2 TERRAPLANAGEM 48.814,69
5.2.1 74154/001 Escavação, carga e transporte de solo de 1ª categoria DMT = 200m m3 8.325,00 5,79 48.180,94
5.2.3 41879 Regularização e compactação do sub-leito m2 3.900,00 0,16 633,75

5.3 IMPERMEABILIZAÇÃO DA BASE 30.618,75


5.3.1 73881/003 Fornecimento e colocação de geomembrana em PEAD com 1,0mm m2 2.300,00 13,31 30.618,75

5.4 DRENAGEM PLUVIAL 12.005,23


5.4.1 83677 Tubulação de ligação CS-2, DN 400 m 25,00 120,69 3.017,19
5.4.2 79480 Valeta provisória de drenagem m 20,00 2,81 56,25
5.4.3 79475 Escavação manual de valetas de drenage m3 20,00 348,30 6.966,00
5.4.5 73856/001 Bocas de bueiro DN 400 un 3,00 655,26 1.965,79

6 EDIFICAÇÕES / CERCA
6.1 UNIDADES DE APOIO 83.125,00
6.1.1 Fornecimento e instalação de balança de 50 ton un 1,00 40.000,00 40.000,00
6.1.2 Prédio de administração m2 36,00 1.062,50 38.250,00
6.1.3 Prédio da portaria m2 6,00 812,50 4.875,00

7 DIVERSOS 162.823,99
7.1 RESERVATÓRIO 1.215,00
7.1.1 Reservatório d' água elevados em fibra de vidro com capacidade 1.000 L
apoiado em estrutura cilíndrica de concreto armado, com tubulações em
PVC DN 1" un 3,00 405,00 1.215,00

7.2 SISTEMA DE SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA E ILUMINAÇÃO 48.166,84


7.2.1 41598 Entrada / medição de energia elétrica (padrão COELBA) un 1,00 1.016,84 1.016,84
7.2.2 Rede de distribuição em iluminação externa com subestação m 260,00 137,50 35.750,00
7.2.3 Fornecimento em instalação de luminárias un 10,00 150,00 1.500,00
7.2.4 Poços de monitoramento ambiental (3) com caixa de proteção da boca m 36,00 275,00 9.900,00

7.3 FECHAMENTO DE ÁREA 113.442,15


7.3.1 74039/001 Cerca com 06 fios de arame farpado 16 BWG 4"x4", estacas em madeira
(17,0cm; h=2,30cm) espaçados de dois em dois metros, incluindo
escoramento nos cantos m 1.965,00 24,16 47.479,31
7.3.2 68054 Portão de acesso em tubos de ferro galvanizado, completo, inclusive pintura m2 16,00 194,21 3.107,40
7.3.3 85178 Plantil de espécies nativas da região mudas 1.965,00 31,99 62.855,44

8 RECUPERAÇÃO DO LIXÃO 42.249,38


8.1 74155/001 Escavação, movimentação de resíduos com regularização de superfície do
lixo, carga, transporte e descarga com DMT = 1km e recobrimento do lixo
(aquisi m3 9.000,00 3,45 31.050,00
8.2 Canaleta de concreto 1/2 cana - 400mm m 300,00 36,68 11.002,50
8.3 73816/001 Dreno de gás m 10,00 19,69 196,88

9 PRÉ-OPERAÇÃO 33.750,00
9.1 Monitoramento geotécnico e ambiental mês 6,00 2.262,50 13.575,00
9.2 Relatório mensal de atividades (operação + monitoramento) un 6,00 862,50 5.175,00
9.3 Programa de treinamento h/a 100,00 150,00 15.000,00

TOTAL 1.080.798,59

Página 2 de 2
ANEXOS II – PEÇAS GRÁFICAS

16
- CANALETA PARA DRENAGEM SUPERFICIAL

- CAIXA DE PASSAGEM PROJETADA


- DRENO VERTICAL DE GASES

LEVA
335.00 335.00

1 1

1 1

330.00 330.00

1 1 1 1 1 1

1 1 1 1 1 1

325.00 325.00

1 1

1 1

320.00 320.00

LEVA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT NBR 10004/2004 – Resíduos Sólidos – Classificação.

ABNT NBR 10005/2004 – Lixiviação de Resíduos.

ABNT NBR 10006/2004 – Solubilização de Resíduos.

ABNT NBR 10157/1987 – Aterros de Resíduos Perigosos.

ABNT NBR 11174/1990 – Armazenamento de Resíduos Classe II não inertes e III Inertes.

ABNT NBR 11175/1990 – Incineração de Resíduos Perigosos.

ABNT NBR 12.980/1993 – Coleta, Varrição e Acondicionamento de Resíduos Sólidos


Urbanos.

ABNT NBR 13221/2007 – Transporte de Resíduos.

ABNT NBR 13463/1995 – Coleta de Resíduos Sólidos.

ABNT NBR 13896/1997 – Aterros de Resíduos não perigosos. Critérios para projetos,
construção e operação.

ABNT NBR 15.849/2010 – Aterros Sanitários de Pequeno Porte. Diretrizes para projetos,
implantação, operação e encerramento.

ABNT NBR 8419/1992 – Apresentação de Projetos de Aterros Sanitários de RESÍDUOS


Sólidos Urbanos.

ABNT NBR 8849/85 – Apresentação de Projetos de Aterros Controlados de Resíduos sólidos;

BRASIL, Área de Manejo de Resíduo Sólido. Orientação para o seu licenciamento e


aplicação da resolução CONAMA 307/2002. Ministério das Cidades e Ministério do Meio
Ambiente, 37 p.

BRASIL, Planos de gestão de resíduos sólidos: manual de orientação, ICLEI Ministério do


Meio Ambiente, Brasília, 2012, 156 p.

Decreto 7404/2010 - Regulamenta a Lei no 12.305/2010, que institui a Política Nacional de


Resíduos Sólidos.
IBAM. Manual de Gerenciamento Integrado de resíduos sólidos. 200 p. Instituto Brasileiro de
Administração Municipal. Rio de Janeiro, 2001.

17
18
GLOSSÁRIO DOS TERMOS TÉCNICOS

Acondicionador – dispositivo ou equipamento destinado ao acondicionamento correto dos


resíduos sólidos em recipientes padronizados.
Acondicionamento – ato ou efeito de embalar os resíduos sólidos, para proteger e facilitar o
seu transporte.
Área de coleta – região que, em virtude de suas características, é considerada separadamente,
para fins de planejamento e execução da coleta de resíduos sólidos no interior do seu
perímetro.
Área de Triagem e Transbordo de RCC (ATT) – área cercada destinada ao recebimento de
Resíduos da Construção Civil, classificados de acordo com a Resolução CONAMA nº.
307/02 que dispõe sobre a gestão dos resíduos da construção civil, gerados e coletados por
agentes públicos ou privados. Está unidade deverá estar localizada em área que não cause
danos à saúde pública e ao meio ambiente. Os resíduos recebidos nesta unidade serão triados
e classificados, podendo ter eventual transformação e posterior remoção para adequada
disposição, conforme especificações da norma brasileira NBR 15.112/2004 da Associação
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, que dispõe Área de Transbordo e Triagem -
Diretrizes para projeto, implantação e operação.
Aterro Controlado de Resíduos Sólidos (ACRS)– Instalação de disposição de resíduos
sólidos no solo, cercada na qual são implementadas algumas ações de controle associados a
estes resíduos como: espalhamento e recobrimento dos resíduos com material inerte em
intervalos máximos de uma semana, não considerando tecnicamente os mecanismos de
formação de gases e líquidos percolados, ou seja, não há captação e tratamentos, destes
componentes da decomposição dos resíduos sólidos.
Aterro de Resíduos de Construção Civil e Demolição (ARCC) – área selecionada e
licenciada ambientalmente para disposição de forma tecnicamente adequada de resíduos da
construção civil e demolição classe A, de acordo com a Resolução CONAMA nº. 307/02,
visando à estocagem do material segregado no solo para que possibilite a utilização futura do
material e/ou da área de acordo com os princípios de engenharia para confiná-los ao menor
volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente conforme
especificações da norma brasileira NBR 15.113/2004 da ABNT – Resíduos Sólidos da
construção civil e resíduos inertes – Aterros – Diretrizes para projeto, implantação e operação.
Aterro Sanitário (AS) – área selecionada e licenciada ambientalmente para disposição de
forma tecnicamente adequada de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos
à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza
os princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos ao menor volume possível,
cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou a
intervalos menores se for necessário, com captação e tratamento dos gases e líquidos
percolados resultante da decomposição dos resíduos sólidos urbanos, conforme especificações
19
da norma brasileira NBR 8419/1992 da ABNT – Apresentação de projetos de aterros
sanitários de resíduos sólidos urbanos.
Aterro Sanitário de Pequeno Porte (ASPP) – área selecionada e licenciada ambientalmente
para disposição no solo de até vinte toneladas por dia de resíduos sólidos urbanos não
perigosos em que, considerados os condicionantes físicos locais, a concepção do sistema
possa ser simplificada, reduzindo os elementos de proteção ambiental sem prejuízo da
minimização dos impactos ao meio ambiente e à saúde pública; os aterros sanitários de
pequeno porte podem ser concebidos para execução em valas ou trincheiras, mediante
escavação do solo; execução em encosta, aproveitando desníveis existentes ou execução em
área quando não for possível a escavação no terreno, depositando os resíduos, em camadas,
sobre o solo existente, conforme especificação da norma brasileira NBR 15.849/10 da ABNT-
Aterros sanitários de pequeno porte – Diretrizes para localização, projeto, implantação,
operação e encerramento;.
Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) – estudos básicos dos meios físico, biótico e
antrópico que visam a caracterização e a viabilidade ambiental plena de áreas para implantar
empreendimentos, visando subsidiar a eleição da alternativa mais viável de desenvolvimento
de projeto do empreendimento.
Biogás – é o gás formado a partir da decomposição anaeróbica da matéria orgânica, sendo
composto principalmente de metano (CH4) e gás carbônico (CO2) em composições variáveis.
Camada impermeabilizante da base do aterro sanitário – elemento de proteção ambiental
do aterro sanitário destinado a isolar os resíduos sólidos do solo natural subjacente de maneira
a minimizar a migração de lixiviados e de biogás e escoá-los, quando necessário, para
dispositivos de manejo. Pode ser constituída pelo solo natural ou, por este mesmo solo
preparado para incremento de sua impermeabilidade, por solo importado e/ou manta sintética.
Catador de resíduos recicláveis – individuo que trabalha exclusivamente com a triagem e/ou
coleta dos resíduos recicláveis para a comercialização e subsistência. Podendo ser autônomo
ou estar associado a cooperativas e/ou associações.
Central de Processamento e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (CPTRSU) -
unidade composta de várias instalações de processamento tratamento de resíduos a exemplo
de: aterro sanitário (AS) e unidade de compostagem (UC), vala séptica (VS), incinerador (I),
autoclave (AU), unidade de tratamento de lixiviados (UL), etc., com toda a infra-estrutura
necessária a sua operação conjunta.
Central de Processamento e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos de Pequeno Porte
(CPTRSPP) - unidade composta de várias instalações de processamento tratamento de
resíduos a exemplo de: aterro sanitário de pequeno porte (ASPP), unidade de compostagem
(UC), vala séptica (VS), com toda a infra-estrutura necessária a sua operação conjunta.
Chorume – líquido produzido pela decomposição de substâncias orgânicas contidas nos
resíduos sólidos, que tem como características a cor escura, o mau cheiro com elevadas

20
concentrações de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e Demanda Química de Oxigênio
(DQO).
Coeficiente de permeabilidade – é um índice empregado para estabelecer parâmetros de
permeabilidade dos solos (K), isto é, representa a velocidade com que a água atravessa uma
amostra.
Coleta de resíduos de serviços de saúde (RSS) – Coleta regular que remove resíduo
proveniente de hospitais, casas de saúde, sanatórios, farmácias e estabelecimentos similares.
Coleta de resíduos sólidos – ato de recolher ou transportar resíduos sólidos de qualquer
natureza, utilizando veículos e equipamentos apropriados para tal fim.
Coleta seletiva – coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua
constituição ou composição.
Coletor de resíduos – operário que recolhe o resíduo acondicionado em recipiente
padronizado, transferindo-o para o veículo de coleta. Faz parte da guarnição do veículo
coletor. Ex: Coleteiro, gari, agente de limpeza, etc.
Condicionantes físicos locais – conjunto de aspectos que determinam a adoção ou não de
alguns dos elementos de proteção ambiental do aterro sanitário, determinam o grau de
proteção a ser adotada para a minimização dos impactos no ambiente local, e auxiliam na
adoção de soluções economicamente adequadas e mais eficientes. Incluem as características
de permeabilidade do solo, a profundidade do lençol freático e o regime de pluviosidade, que
deverão ser analisados em função das características dos resíduos a aterrar e do volume diário
de resíduos a dispor.
EIA/RIMA – um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, instituído pela
RESOLUÇÃO CONAMA N.º 01/86, de 23/01/1986. Atividades que utilizam Recursos
Ambientais consideradas de significativo potencial de degradação ou poluição dependerão do
Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental
(RIMA) para seu licenciamento ambiental.
Elementos de proteção ambiental do aterro sanitário – componentes do aterro sanitário
destinados a reduzir os impactos ambientais decorrentes da disposição dos resíduos sólidos
não perigosos no solo. Inclui a camada impermeabilizante do solo, sistema de manejo de
águas pluviais, sistema de manejo de lixiviados e sistema de manejo de efluentes gasosos.
Encerramento de lixão - o conjunto dos procedimentos, serviços e obras necessário para o
encerramento das atividades de operação do lixão. Estão incluídos a retirada e
encaminhamento dos catadores para centrais galpões de triagem ou execução de coleta
diferenciada de resíduos secos recicláveis, cobertura dos resíduos com solo e cercamento da
área.
Estação de Transbordo (ET) - instalação que possibilita a transferência e/ou transbordo de
resíduos sólidos urbanos (RSU) recolhidos por veículos ou equipamentos coletores (triciclos,

21
tração animal e veículos motorizados) para outro meio de transporte de maior capacidade de
carga (veículos tipo roll on roll off com caixas estacionárias acopladas, carretas, barcaças, e
vagões rodoviários que também são opções de transporte), capaz transportar o referido
resíduo por longas distâncias até o local em que deva ser feita sua descarga final (instalação
de tratamento e/ou destinação final).
Estação de Tratamento de Lixiviados (ETL) – sistema, biológico e/ou físico-químico, de
tratamento de líquidos lixiviados das unidades de aterro sanitário, aterro controlado e/ou
compostagem, cujo efluente final tratado deverá atender aos padrões de emissão adotados
pelo órgão ambiental competente.
Estudo Ambiental Específico – estudo ambiental complementar, a ser realizado pela
Contratada, para subsidiar o órgão ambiental competente para a análise do pedido de
licenciamento ambiental da atividade.
Estudo de concepção e viabilidade - documento técnico destinado a definir as condições que
assegurem a viabilidade técnica, econômica, social e ambiental da implantação de uma
instalação (ou conjunto de instalações) para o processamento e/ou destinação final de resíduos
sólidos, tendo em vista seus impactos potenciais sobre os meios físico, biótico e antrópico,
neste último caso abrangendo os aspectos relevantes de natureza sócio-econômica.
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) - é um estudo das prováveis modificações nas diversas
características sócio-econômicas e biofísicas do meio ambiente que podem resultar de um
projeto proposto. Consiste de um conjunto de atividades científicas e técnicas que incluem o
diagnóstico ambiental, a identificação, previsão e medição dos impactos, sua interpretação e
valoração e a definição de medidas mitigadoras e compensatórias e programas de
monitoração.
Gleba/Área – porção de terreno, rural ou urbano, com escritura e proprietário devidamente
identificado.
Estudo de Pesquisa e Seleção de Gleba – estudo preliminar com base em critérios técnicos,
ambientais, econômicos e sociais para identificar a gleba de terreno mais adequada para a
implantação da unidade de manejo, tratamento ou destino final de resíduos sólidos.
Estudo de Reconhecimento - estudo preliminar da exeqüibilidade de uma instalação (ou
conjunto de instalações) para o processamento e/ou destinação final de resíduos sólidos,
abrangendo a obtenção e análise de dados e informações gerais sobre a localidade (ou região)
a ser beneficiada pela(s) mesma(s); o diagnóstico das instalações de mesma natureza ali
existentes; a análise das tendências de evolução futura da população e da geração de resíduos
sólidos, com definição clara e precisa dos dados necessários para a realização dos estudos de
concepção, viabilidade, projeto básicos e executivos.
Fiscalização - equipe da Contratante indicada para exercer, em sua representação, a
fiscalização do contrato.

22
Impacto Ambiental - qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do
meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades
humanas que, direta ou indiretamente, afetam: a saúde, a segurança e o bem-estar da
população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do
meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais. Estas alterações podem ser
quantificadas, pois apresentam variações relativas, podendo ser positivas ou negativas,
grandes ou pequenas.
Implantação inicial – fase da implantação física de um empreendimento para o
processamento, tratamento e/ou destinação final de resíduos sólidos, usualmente
correspondente aos três primeiros anos subsequentes à obtenção de sua licença de instalação
(LI) e que corresponde à efetiva execução das obras e serviços essenciais para a obtenção da
respectiva licença de operação (LO). A essa fase, assim como os serviços e obras por ela
abrangidos, deverão referir-se o cronograma físico-financeiro e as planilhas detalhadas dos
custos de implantação do empreendimento, elementos esses obrigatoriamente constantes do
seu projeto executivo.
Lixão – disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos no meio ambiente contaminando a
atmosfera, solo, águas subterrâneas e águas superficiais, não havendo nenhuma forma de
segurança ambiental, inclusive com a possibilidade de presença de catadores.
Lixiviado – efluente líquido que percola (infiltra) através da massa de resíduos sólidos
resultante da água contida nos resíduos (água de constituição), da precipitação (água de
chuva) sobre a massa de resíduos e, eventualmente, da infiltração de águas subterrâneas
preexistente.
Nota de Empenho - documento utilizado para registrar as operações que envolvam despesas
orçamentárias, onde é indicado o nome do credor, a especificação e a importância da despesa.
Percolado – líquido que passou através de um meio poroso.
Ponto de Entrega Voluntária (PEV) - instalação localizada na zona urbana para receber os
resíduos da construção civil (RCC), decorrentes da aplicação da Resolução CONAMA n o
307/02, de pequenos geradores, dos resíduos recicláveis (RR) e dos resíduos volumosos a
exemplo de móveis, eletro-eletrônicos, etc. Nestes pontos também poderão ocorrer a triagem,
estocagem e transbordo de pequenos volumes dos resíduos especificados acima.
Ponto de Entrega Voluntária Central (PEV Central) - instalação localizada na zona
urbana, composta por um PEV e uma ATT para receber os resíduos da construção civil
(RCC), decorrentes da aplicação da Resolução CONAMA no 307/02, de pequenos geradores
e os resíduos recicláveis (RR), onde poderá ocorrer a triagem, estocagem e o transbordo dos
RCC e resíduos volumosos.
Projeto Básico (PB) - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão
adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços elaborados
com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade

23
técnica e de adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, que possibilite a
avaliação do custo da obra, a definição dos métodos e os prazos de execução, de acordo com
as normas pertinentes da ABNT.
Projeto Executivo (PE) - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de
precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços,
elaborado com base no projeto básico e nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que
assegurem a viabilidade técnica e adequado tratamento do impacto ambiental do
empreendimento, compreendendo memorial técnico, memorial descritivo, especificações
técnicas e desenhos, que possibilite o perfeito entendimento e execução completa da obra, de
acordo com as Normas Técnicas da ABNT.
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) - espelha as conclusões do EIA, sendo um resumo
desse estudo consubstanciado em um documento elaborado em linguagem acessível,
municiado com gráficos, cartazes, fluxogramas e outras técnicas visuais para facilitar seu
entendimento.
Relatório Parcial (RP) - documento a ser apresentado, que traduz o resultado parcial dos
serviços ou de componentes dos serviços.
Remediação de lixão – consiste no conjunto de procedimentos, serviços e obras necessários
para a redução ao mínimo possível do ponto de vista técnico e viável financeiramente
(recursos disponíveis) o potencial de comprometimento ambiental de uma área degradada
com disposição irregular de resíduos sólidos urbanos. Nos procedimentos deverão ser
considerados: o volume aparente e tipo de resíduos predominantes dispostos, bem como a
maior ou menor fragilidade dos contextos ambientais em que esteja inserida a área degradada.
Também está incluso os procedimentos e programas sociais necessários para a inserção de
catadores de materiais recicláveis, eventualmente atuante na área degrada (lixão) em ações
formais de coleta seletiva e recuperação de resíduos recicláveis no mesmo Município.
Resíduos de Construção Civil (RCC) – resíduos provenientes de construções, reformas,
reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da
escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas,
metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas,
pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados
de entulhos de obras. Devem ser classificados, conforme o disposto na Resolução CONAMA
nº. 307/02, nas classes A, B, C e D.
Resíduos de Serviço de Saúde (RSS) – são todos aqueles provenientes de qualquer unidade
que execute atividades de natureza médico-assistencial ás populações humanas ou animal,
centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde,
bem como os medicamentos vencidos e deteriorados. São classificados em: Grupo A –
resíduos infectantes, Grupos – resíduos que contenham substâncias químicas que podem
apresentar risco a saúde pública, Grupo C resíduos que contenham radionuclídeos em
quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão
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Nacional de Energia Nuclear – CNEM, Grupo D – resíduos que não apresentam riscos
biológicos, químicos e radiológicos a saúde a ao meio ambiente e Grupo E – materiais perfuro
cortantes ou escarificantes.
Resíduos especiais – são todos aqueles que tornem impossíveis ou não recomendáveis seu
manejo regular em conjunto com os resíduos sólidos domiciliares, quer por suas
características qualitativas intrínsecas, quer em função das quantidades (em volume, ou em
massa) em que sejam gerados em um único estabelecimento.
Resíduos industriais perigosos – todos os resíduos sólidos, semissólidos e os líquidos não
passíveis de tratamento convencional, resultantes da atividade industrial e do tratamento de
seus efluentes que, por suas características, apresentam periculosidade efetiva ou potencial à
saúde humana ou ao meio ambiente, requerendo cuidados especiais quanto ao
acondicionamento, coleta, transporte, armazenamento, tratamento e disposição final.
Resíduos Orgânicos (RO) - conjunto de resíduos de origem vegetal ou animal que não são
recicláveis na forma em que são coletados, sendo decompostos com facilidade pelos
microrganismos, tais como: restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne e ossos,
madeira, entre outros e passíveis de serem tratados pelo processo de compostagem.
Resíduos Recicláveis (RR) - conjunto dos resíduos sólidos urbanos que possuem condições
de serem comercializados na forma em que são coletados para o seu reprocessamento, tais
como: papéis, papelão, metais, isopor, plásticos (polímeros), vidros, entre outros.
Resíduos Sólidos Domiciliares (RSD) - são aqueles originados da vida diária das residências,
constituídos por restos de alimentos, embalagens em geral, produtos deteriorados, jornais,
revistas, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros
componentes. Estes resíduos também são gerados habitualmente pequenos estabelecimentos
comerciais e/ou de prestação de serviços, bem como entidades correlatas.
Resíduos sólidos não perigosos – resíduos no estado sólido, que não apresentam
características de reatividade, corrosividade, toxicidade, inflamabilidade e patogenicidade,
podendo apresentar propriedades tais como biodegradabilidade, combustibilidade e
solubilidade em água.
Resíduos Sólidos Públicos (RSP) - conjunto daqueles resíduos sólidos resultantes das
atividades de limpeza pública urbana, varrição das vias, restos de podas e feiras livres.
Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) – são os resíduos gerados num aglomerado urbano,
excetuando os resíduos industriais perigosos, de serviços de saúde (grupos A, B, D e E) e de
portos aeroportos.
Resíduos volumosos – resíduos constituídos basicamente por materiais volumosos não
removidos pela coleta pública Municipal rotineira como móveis e equipamentos domésticos
inutilizados, grandes embalagens e peças de madeira, resíduos vegetais provenientes da
manutenção de áreas verdes públicas ou privadas e outros, comumente chamados de bagulhos
e não caracterizados como resíduos industriais.
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Unidade de compostagem (UCO) - instalação onde se processa os resíduos orgânicos para
promover a sua bioestabilização por meio de compostagem aeróbia, que é o processo
biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas,
papel e restos de comida, num material fisicamente semelhante ao solo, a que se chama
composto, e que pode ser utilizado como biofertilizante no solo para produção agrícola.
Unidade de Gestão Regional (UGR) – conjunto de Municípios que compartilham, de forma
integrada e compartilhada, unidades de manejo e destino final de resíduos sólidos urbanos.
Unidade de Triagem (UT) – conjunto das edificações e instalações destinadas ao manejo dos
materiais provenientes da coleta seletiva de resíduos secos provenientes de resíduos
domiciliares ou a eles assemelhados (papéis, plásticos, metais, entre outros), por parte de
trabalhadores com materiais recicláveis, formalmente vinculados a organizações desta
categoria, conforme a logística de implantação e funcionamento.
Windrow – processo de compostagem de resíduos sólidos orgânicos com a aeração das leiras
por meio de reviramento manual ou mecânico.

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