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Importância das vacinas e dos soros

Publicado por: Paula Louredo Moraes em Imunologia 0 Comentários

As vacinas e os soros agem como defesas artificiais do nosso corpo

Vacinas são substâncias produzidas com bactérias ou vírus causadores de


doenças. Esses microrganismos podem estar mortos ou atenuados, ou
seja, tratados de modo que não causem a doença.

Uma vez no organismo, os antígenos presentes nas vacinas estimulam a


produção de anticorpos pelo sistema imunológico, produzindo células de
memória. Dessa forma, caso o organismo seja invadido pelo
microrganismo pelo qual foi imunizado, ele reagirá de forma rápida e
intensa contra os invasores, destruindo-os e não deixando que a doença
se desenvolva, ou em certos casos, se desenvolva de forma branda.

Atualmente existem vacinas para muitas doenças como tétano, malária,


poliomielite, raiva, rubéola, gripe, entre tantas outras, que podem ser
encontradas no sistema público de saúde ou na rede particular. O
governo, através de campanhas de vacinação, tem conseguido controlar
muitas doenças, e em alguns casos até mesmo erradicá-las. É importante
frisar que não só crianças, mas adolescentes, jovens, adultos e idosos
devem se manter em dia com suas vacinas, a fim de se prevenirem contra
muitas doenças.

Algumas vacinas são aplicadas em várias doses em nosso organismo. Isso


acontece porque o tempo que os anticorpos permanecem em nosso
organismo é variável, e dependendo do tipo de vacina faz-se necessária a
aplicação de outra dose que chamamos de reforço. Após o reforço, o
sistema imunológico será estimulado a produzir os anticorpos que
protegerão o organismo contra determinada doença.

Dizemos que a vacina é um caso de imunização ativa, pois é o nosso


próprio organismo que produz os anticorpos para sua defesa. Há casos
como acidentes com animais venenosos ou acidentes com objetos
suspeitos de estarem contaminados com a bactéria causadora do tétano,
em que o organismo necessita de uma defesa rápida. Nesses, faz-se
necessária a utilização de anticorpos já “prontos”, que são encontrados
nos soros imunes produzidos a partir do próprio veneno ou toxina
bacteriana. Esses soros possuem anticorpos que conseguem neutralizar
imediatamente os antígenos, impedindo a progressão da infecção ou da
intoxicação.

O soro é considerado uma imunização passiva, pois o organismo não


consegue produzir células de memória como acontece com as vacinas.
Após a aplicação do soro, esses anticorpos desaparecem da circulação em
poucos dias, pois o organismo os considera como sendo corpos estranhos,
e por isso começam a produzir outros anticorpos específicos para
combatê-los. Diante disso, é importante que o organismo não receba o
mesmo soro mais de uma vez, pois uma segunda injeção desencadearia
uma reação imunitária contra o soro, o que poderia causar danos à saúde.

Para saber mais como ocorre a produção de soros autoimunes, leia o texto
Soro Antipeçonhento
Vacina contra a gripe
Publicado por: Mariana Araguaia de Castro Sá Lima em Imunologia 0
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A vacina contra a gripe é bastante eficaz.

A gripe, causada pelo vírus influenza, provoca sintomas semelhantes ao do


resfriado comum, porém com maior intensidade. Complicações podem
desencadear em pneumonia, e até óbito, principalmente em pessoas com
imunidade mais baixa.

Diante desses fatos, anualmente é executada a Campanha Nacional do


Idoso Contra a Gripe, a fim de reduzir o índice de internações e
mortalidade da população idosa, acima de 60 anos - e também de
indígenas com idade igual ou superior a seis meses, profissionais da saúde
e população carcerária - por esta doença.

A vacina, feita a partir de vírus inativados, previne contra os principais e


mais recentes tipos destes. Tal afirmação significa que nem todo tipo de
gripe é combatido por meio deste método. Mesmo assim, é essencial que
estas pessoas sejam vacinadas anualmente, considerando o alto poder de
mutação do influenza, o potencial desta em reduzir a gravidade de outros
tipos deste vírus, e seus 98% de eficácia.

É raro acontecer reações adversas à vacina. Quando ocorrem, geralmente


são caracterizadas por dor, vermelhidão local, febre ou reações alérgicas.
Quanto a este último sintoma, considerando que a vacina é produzida em
ovos de galinha, é essencial que pessoas alérgicas a esse alimento
consultem previamente o agente de saúde, para verificar se é viável ou
não tomá-la.

Por Mariana Araguaia

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