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Caro leitor, está prestes a ler e se debruçar sobre uma das histórias mais magníficas que o mundo já

presenciou. Uma história não apenas de uma protagonista-estrela, mas sim de uma constelação
inteira que quis, lutou e conquistou, trazendo revolução e novos caminhos para mulheres do mundo
todo.

Uma prepotência e a dominação masculina foi instaurada ao longo da história, desde os primórdios
da Grécia antiga. Toda a exaltação de feitos, seja eles políticos, econômicos ou militares eram dados
ao ser masculino. Para além, os cargos de historiados eram ocupados por eles, que enfatizavam a
dominação masculina na história. Como conseguinte, as mulheres foram tomando posição de
submissa e dependente, ocultando assim, seu brilho e poder.

De pouco a pouco esse ciclo vicioso começou a se quebrar. Na revolução francesa apesar de ainda
não ocuparem cargos políticos na época elas fizeram a diferença. Seja no início dos trabalhos na
assembleia, em que se faziam presentes ou na fiscalização de deputados. Elas eram as estrelas
informantes da população sobre as decisões políticas que eram tomadas. De uma forma ou de outra,
elas se faziam ser ouvidas, sejam pelas manifestações ou gritos nas tribunas.

E então em 8 de março de 1857 na cidade de Nova York, ouve uma espécie de "explosão estelar"
ocasionada por marcha e gritos de uma constelação inteira de mulheres operárias de uma fábrica de
tecidos, que reivindicavam por melhores condições de trabalho para si. Não tão contente com o ato,
o patronato emite uma resposta: um massacre cruel ocorreu naquele dia, findando-se a vida grande
parte das estrelas que ali brilhavam naquela passeata.

Avançando um pouco mais no tempo, em 1917 mulheres operárias de uma indústria têxtil que
requeriam respeito e igualdade de gênero foram as protagonistas do início da revolução de fevereiro
que derrubou o Regime Czarista da época. Elas eram frequentemente assediadas e violentadas das
fábricas.

Frida... como não lembrar de Frida? Mulher exótica e irreverente. Frida Kahlo com vestimenta
tehuana, típica de mulheres mexicanas que carregavam a reputação por sua independência econômica e
pessoal, foi pintora de renome. Não possuía corpo no padrão estético imposto, mas nem fazia questão de
conquista-lo. Artista, guerreira, mulher e estrela.

Poderia discorrer uma vasta monografia sobre as várias estrelas e constelações que por meio de suas
trajetórias permitiram que uma série de questões fossem levantadas e resolvidas durante a história. Meu
intuito como autora não é simplesmente recontar os relatos de mulheres e enchê-lo com meras palavras
que possivelmente irá esquecer após 30 minutos da leitura deste texto. Mas sim é te fazer recordar
dessas histórias, com uma cosmovisão diferente, percebendo a correlação de mudanças positivas que
foram proporcionadas ao mundo por meio de mulheres que deram suas vidas em prol das outras que
viriam. Por um mundo justo, igualitário e digno de todos.
(1) León Trótsky “A História da Revolução Russa” Editora Paz e Terra, 2a Edição,
1977, vol.1, capítulo VII.