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Novena de Pentecostes Segundo dia

O dom da Sabedoria
“O dom de sabedoria é um conhecimento saboroso de Deus, dos seus atributos, de
Jesus Cristo, do seu Coração e dos seus mistérios” (Leão Dehon, OSP 3, p. 551).
Canto
Vem, espírito de Deus; vem espírito santo Manda teu fogo, dá-nos teu poder! Vem,
espírito de Deus; vem espírito santo Manda teu fogo, dá-nos teu poder!

Vem, espírito santo, és a luz infinita. Tua glória sublime nos envia do céu
Vem, espírito de Deus; vem espírito santo Manda teu fogo, dá-nos teu poder! Vem,
espírito de Deus; vem espírito santo Manda teu fogo, dá-nos teu poder!
Heb. 1: A sapiência consiste precisamente nisto: é a graça de poder ver tudo com os
olhos de Deus. É simplesmente isto: ver o mundo, as situações, as conjunturas e os
problemas, tudo, com os olhos de Deus. Nisto consiste a sabedoria. Às vezes nós
vemos a realidade segundo o nosso prazer, ou em conformidade com a situação do
nosso coração, com amor ou com ódio, com inveja... Não, este não é o olhar de Deus.
A sabedoria é aquilo que o Espírito Santo realiza em nós, a fim de vermos todas as
realidades com os olhos de Deus. Este é o dom da sabedoria.
Heb. 2: E obviamente ele deriva da intimidade com Deus, da relação íntima que
temos com Deus, da nossa relação de filhos com o Pai. E quando mantemos esta
relação, o Espírito Santo concede-nos o dom da sabedoria. Quando estamos em
comunhão com o Senhor, é como se o Espírito Santo transfigurasse o nosso coração,
levando-o a sentir toda a sua veemência e predileção. (Papa Francisco)
Todos: Senhor, dai-nos a beber a água da Sabedoria, que brota do vosso divino
Coração. Tenho sede dessa água, desejo-a, peço-a. Dai-me essa sabedoria, quero
preparar-me para ela, tanto quanto está em mim, pela pureza de coração e pela
vigilância. Quero evitar o pecado venial e a tibieza, que Vos afastam do meu
coração. Perdoai-me o mal cometido e ajudai-me para o futuro. (cf. Leão Dehon,
OSP 3, p. 552)
Leitura dehoniana
Coro 01: Escreve o Pe. Dehon «O dom da sabedoria é um conhecimento saboroso
de Deus, dos seus atributos, de Jesus Cristo, do seu Coração e dos seus mistérios.
A inteligência ajuda-nos somente a conceber a Deus, a sua grandeza, a sua beleza,
as suas perfeições, os seus mistérios como infinitamente adoráveis e amáveis: e
deste conhecimento resulta um gosto delicioso que se estende mesmo algumas
vezes até ao corpo, e que é maior ou menor conforme o estado de perfeição e
pureza em que a alma se encontra.
Coro 02: S. Francisco estava tão cheio deste gosto de sabedoria que, ao pronunciar
o nome de Deus ou o nome de Jesus, sentia na sua boca e nos seus lábios um
sabor mais doce mil vezes que o mel e que o açúcar.
Coro 01: S. Bernardo diz-nos que o nome de Jesus é um mel nos seus lábios, um a
harmonia nas suas orelhas, uma doce fruição no seu coração. É ao Dom da
sabedoria que pertencem particularmente as doçuras e as consolações espirituais e
as graças sensíveis.
Coro 02: No começo da vida espiritual, as coisas, divinas são insípidas e temos
dificuldade em saboreá-las; mas depois elas tornam-se tão doces e tão saborosas
que saboreamo-las com prazer, até não termos senão desgosto por tudo o resto.
Coro 01: S. Bernardo diz: "A sabedoria é o amor da virtude e o sabor do bem. Desde
que alguém lhe dê entrada numa alma, ela amortece os sentimentos da carne,
purifica o entendimento, cura o gosto corrompido do coração, dá à alma uma perfeita
santidade, que a coloca em estado de apreciar o sabor do bem e o da própria
sabedoria que, de todos os bens é o mais excelente e o mais doce”.» (Leão Dehon,
OSP 3, p. 551).
Oração Veni Creator
Vinde Espirito Criador, Veni Creator Spiritus,
As nossas almas visitai Mentes tuorum visita,
E enchei os nossos corações Imple superna gratia,
Com vossos dons celestiais. Quae tu creasti, pectora.
Vós sois chamado o intercessor, Qui Paraclitus diceris,
Do Deus excelso o dom sem par. Altissimi donum Dei,
A fonte viva, o fogo, o amor, Fons vivus, ignis, caritas,
A unção divina e salutar. Et spiritalis unctio.
Sois doador dos sete dons e Tu septiformis munere,
E sois poder na mão do Pai. Digitus Paternae dexterae,
Por Ele prometido a nós, Tu rite promissum Patris,
Por nós Seus feitos proclamai. Sermone ditans guttura.
A nossa mente iluminai, Accende lumen sensibus,
Os corações enchei de amor. Infunde amorem cordibus,
Nossa fraqueza encorajai Infirma nostri corpis
Qual força eterna e protetor. Virtute firmans perpeti.
Nosso inimigo repeli e Hostem repellas longius,
E concedei-nos vossa paz. Pacemque dones protinus;
Se pela graça nos guiais Ductore sic te praevio,
O mal deixamos para trás. Vitemus omne noxium.
Ao Pai e ao Filho Salvador Per te sciamus da Patrem
Por vós possamos conhecer. Noscamus atque Filium;
Que procedeis do seu amor Teque utriusque Spiritum
Fazei-nos sempre firmes crer. Credamus omni tempore.
Amém! Deo Patri sit gloria,
Et Filio, qui a mortuis
Surrexit, ac Paraclito
In saeculorum saecula. Amen.