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Mensagem da Professora-autora, Profª. Me.

Jayra Barros Medeiros

Sejam bem-vindos!

Caro (a) estudante,


Object 1

Com satisfação dirijo a vocês esse caderno que contém um resumo da


disciplina: História Geral da Arte, disciplina essa que compõe o currículo do
importante curso, Conservação e Restauro que, por sua vez, tem como objetivo
principal contribuir para o trabalho de revitalização, conservação e restauração de
monumentos, sítios históricos e arqueológicos, capacitando recursos humanos para
o exercício profissional nos ofícios tradicionais de construção, de ornamentação e
nas técnicas de conservação e restauração de bens culturais imóveis.
Para trabalharmos com a conservação e restauro temos que ter noções
básicas de História Geral da Arte. Ou seja, Arte e História, duas disciplinas que
juntas nos oferecem noções de Patrimônios e Memórias, conceitos raros e caros
que permearão nossos estudos, nesse semestre, e no decorrer do curso que vocês
escolheram.
O referido caderno associado às aulas presenciais nos levam a viagens ao
mundo da arte. Viagens essas, que se iniciam com o conceito de História e Arte e
continuam com a arte das mais variadas culturas e sociedades. Para tanto,
levaremos em consideração os períodos da História da Humanidade. Entendendo os
períodos históricos como construções didáticas para uma melhor aprendizagem da
Arte e por extensão do Restauro e da Conservação.

Parabéns pela escolha!


Bons estudos!
Foco e Força!
A Autora.
Apresentação da Disciplina

A disciplina História Geral da Arte tem como objetivo principal compreender as


modificações ocorridas na arte através de diferentes cenários históricos. Para tanto,
é importante conceituar arte, mesmo sabendo que estamos definindo algo histórico,
ou seja, que muda de acordo com o espaço e o tempo em que estão inseridos. As
culturas e sociedades da humanidade vivenciaram a arte de forma diferente. Os pré-
históricos produziram suas artes nas paredes das cavernas, enquanto que os
Iluministas fizeram pinturas com desejos de perfeição. A disciplina nos permite ver e
entender que os desenhos dos pré-históricos, assim como as pinturas dos
Iluministas possuem importâncias para a nossa sociedade atual e que suas
produções de arte nos ensinam sobre Restauro e Patrimônio.
Desta forma, podemos concordar com Gombrich (2000) ao destacar, “uma
coisa que realmente não existe é aquilo a que se dá o nome de Arte”. O referido
autor destaca que a Arte com “A” maiúsculo e associada às ciências tradicionais
está em desuso. Portanto, “Existem somente artistas” que outrora, eram homens
que apanhavam terra colorida e modelavam toscamente as formas de um bisão na
parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham cartazes
para os tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica ninguém
chamar a todas essas atividades arte, desde que conservemos em mente que tal
palavra pode significar coisas muito diferentes, em tempos e lugares diferentes, e
que Arte com A maiúsculo não existe. Pois, a arte pode ser constantemente
redefinida. No mesmo sentindo escreveu o grande poeta Fernando Pessoa, “A
ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que
são.” Portanto, ao estudarmos arte damos vez e voz aos sentidos e localizando-os
no tempo e no espaço.
Outro conceito que fará parte de nossos estudos é o de História. Para Vavy
Pacheco, A História, como as outras formas de conhecimento da realidade, está
sempre se constituindo: o conhecimento que ela produz nunca é perfeito ou
acabado. Há inúmeras discussões entre os vários especialistas sobre o que é
história. Historiadores, filósofos, sociólogos, politicólogos, estão sempre debatendo
sobre isso. Assim, podemos perguntar, O que é História e Para que serve? Tudo o
que se relaciona com o homem em sua história; para descobri-la, o historiador vai
perguntando: o quê? Quando? Onde? Como? Por quê? Para quê? A história não se
define como o desenrolar de um processo evolutivo.
Nós, enquanto humanidade, podemos regredir ou Arte rupestre:
progredir de acordo com o que nos é dado, posto ou imposto. Representações
Por isso, a História não deve ser vista como evolução. De artísticas pré-históricas
realizadas em cavernas.
acordo com o historiador, Durval Muniz de Alburquerque Jr., a
história na verdade é um aprendizado profundamente ético. A
história seria o aprendizado de uma ética. É o saber que serviria
para uma reflexão ética sobre o estar no mundo, o ser no mundo. É o saber que me
possibilita refletir sobre o tipo de laço que eu estabeleço com o mundo e o tipo de
laço que eu estabeleço com o meu semelhante. A história serviria para isso. É certo
que brincando de que volta ao passado, brincando de que utiliza sujeito do passado,
mas eles são na verdade meros pretextos para o nosso presente.
Podemos então imaginar que a humanidade estabelece vários tipos de laços
com o mundo e que um desses laços pode ser a arte, que em seu processo de
construção nos deixa vários legados e nos faz conhecer melhor nossas Histórias.
Por tanto, estudar a arte e a História nos faz necessário a cada momento.
Podemos destacar a arte rupestre localizada no município de São Raimundo
Nonato (PI). As pinturas pré-históricas possuíam, dentre outras, “características
naturalistas, os artistas pintavam os seres, um animal, por exemplo, do modo como
via uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista
captava” (PROENÇA, 2005). A imagem, a seguir, nos mostra uma dessas pinturas
rupestres.

Fonte: http://1000dias.com/rodrigo/pedra-furada-e-o-famoso-beijo/
Através da pintura podemos perceber como os pré-históricos trabalhavam
com os sentidos e as sensações que envolvem as artes e nos mostra como que “nos
períodos mais "primitivos", quando os artistas não eram tão habilidosos quanto hoje
na representação de rostos e gestos humanos, é tanto mais comovente, com
freqüência, ver como eles tentaram, não obstante, expressar os sentimentos que
queriam transmitir”. (GOMBRICH, 2000).
Desta forma, iremos trabalhar as:
Competências:

• Realizar o mapeamento e a análise crítica acerca das principais escolas


artísticas que balizaram o desenvolvimento estético da cultura ocidental, de
modo a compreender as modificações ocorridas na arte através de diferentes
cenários históricos;

• Conhecer aspectos básicos da disciplina de História da Arte;

• Realizar leituras de imagens artísticas a partir de fundamentos da estética e


da comunicação visual;

• Localizar, numa perspectiva histórico-social, os principais estilos e tendências


que constituíram a arte ocidental;

• Problematizar a produção de arte frente a outros campos do conhecimento e


da atividade humana;

• Estimular a percepção das obras artísticas e a formulação de juízos estéticos;

Habilidades:

• Analisar criticamente as principais escolas artísticas mapeadas na história


do desenvolvimento estético da cultura ocidental, compreendendo suas
modificações ocorridas através de diferentes cenários históricos;

• Dominar os conhecimentos básicos relacionados à História da Arte;

• Conhecer os fundamentos da estética e da comunicação visual, utilizando-


os com eficiência na leitura de imagens;
• Reconhecer os principais estilos e tendências artísticos ocidentais,
localizando-os numa perspectiva histórico-social;

• Analisar a produção artística paralela a outros campos do conhecimento e


da atividade humana;

• Perceber obras artísticas e elaborar análises estéticas.


Sumário

Unidade 1 - Relação entre Arte e História


Unidade 2 - Formação da História da Arte (métodos, abordagens e teorias); A
arte como fenômeno social. Sociedade e arte
Unidade 3 - Arte pré-histórica e mesopotâmica
Unidade 4 - Arte egípcia
Unidade 5 - Arte grega
Unidade 6 - Arte romana
Unidade 7 - Arte românica e gótica
Unidade 8 - Renascimento
UNIDADE 1 – RELAÇÃO ENTRE HISTÓRIA E ARTE

Grito do Ipiranga – Pintado por Pedro Américo em Florença, Itália.

A imagem que inicia nossa primeira Unidade


Glossário: Monarquia Sistema
transmite a ideia do poder monárquico do recém- Político que tem um indivíduo
como líder
instaurado império brasileiro. A tela foi encomendada pela
família imperial para registrar o momento da
independência do Brasil ou grito do Ipiranga. Depois da
independência do Brasil, o sistema político instaurado foi
uma monarquia e teve como representantes principais dois Imperadores, D. Pedro I
e D. Pedro II.

A pintura foi realizada pelo artista Pedro Américo que terminou o quadro em
1888 em Florença, na Itália (66 anos após a independência do Brasil ser
proclamada). A obra fazia parte do projeto de intensificação do sistema político do
período e investia na construção do Museu do Ipiranga (atual Museu Paulista) como
parte desse projeto.

A seguir, a imagem do Museu Paulista:


Fonte: http://www.mp.usp.br/ < acesso em 05 de agosto de 2017>

O contexto histórico da pintura de Pedro


Saiba mais:
Américo refere-se ao Segundo Império
brasileiro que conheceu prosperidades
Quem foi Pedro Américo?
econômicas como o café. Certa estabilidade
Pedro Américo de Figueiredo e
econômica fez com que o Imperador
Melo (1843-1905) nasceu em
procurasse dar ao país um desenvolvimento Areias Estado da Paraíba. Em
1854 passou a morar no Rio de
cultural mais sólido, com o apoio às artes que
Janeiro, onde frequentou o
refletiam modelos clássicos europeus. colégio D. Pedro II e, depois, a
academia de Belas- Artes. Entre
A obra “O Grito do Ipiranga” é uma os anos de 1859 e 1864 estudou
na escola de Belas-artes de Paris,
pintura acadêmica e ligada ao Neoclassicismo
sob o patrocínio de D. Pedro II.
e nos revela a relação entre História e Arte, na
medida em que, mostra a importância dos contextos históricos para o entendimento
das obras de arte. Ou seja, cada cultura, cada sociedade possui manifestações que
pertencem ao seu tempo e ao seu espaço. A pintura que analisamos anteriormente
nos remete ao tempo e espaço do Império Brasileiro. O historiador Marc Bloch
aponta a História como a “ciência dos homens no tempo” e nos ajuda a
compreender que ao pintar a independência do Brasil Pedro Américo escrevia do
seu período e com a mentalidade da época estabelecia uma ponte entre o passado
e o presente e nos permite ver a História mais humanizada e ligada às artes. Desta
forma, a aproximação entre História e Arte se faz necessária e importante.

Bloch ainda afirma que há muitas formas de conhecer o passado, dentre elas,
destacamos as imagens que nos ajudam a entender nosso presente e passado.
Pois,

As imagens são fruto de ação humana, que interpreta e recria o


mundo como representação, exercendo grande fascínio. As
imagens são visuais, e carregam consigo esta condição especial
que se realiza no plano dos sentidos, ao serem captadas e fixadas
por um certo tempo na retina de quem vê. Imagens são, pois,
traços de uma experiência sensorial e emotiva (PESAVENTO,
2008).

Quando analisamos as imagens como fruto das sensações e sensibilidades


humanas aproximamos essa experiência das artes. Os artistas necessitam está
transbordando de emoções para produzirem suas obras de arte.

Em relação a História das artes no Brasil podemos destacar a escola de


belas-artes. No dia 12 de agosto de 1816, através de um Decreto-Lei de D. João VI,
foi criada a Escola Real das Ciências Artes e Ofícios, que viria a se transformar na
escola de belas artes. A seguir, a Imagem da referida escola,
Fonte: http://diariodorio.com/historia-da-escola-de-belas-artes/ < acesso em 10
de agosto de 2017>

Desta forma, a escola de belas-artes também faz parte do projeto de


consolidação do Império que apoiava-se nas letras e na arte. Além do interesse de
D. João VI pelo assunto, a presença da Missão Artística Francesa, também foi de
suma importância para o desenvolvimento do estudo das artes no Brasil. De acordo
com Graça Proença com a chegada da Missão Francesa, a arquitetura brasileira
substituiu o Barroco pelas linhas neoclássicas. Mas, no final do século XIX e nas
primeiras décadas do século XX, passa por uma nova transformação ao seguir duas
tendências europeias: O Art Nouveau e o Ecletismo. Essa última tendência reunia
aspectos de estilos do passado, principalmente aqueles que tinham uma finalidade
decorativa. Assim, alguns arquitetos mantiveram, num mesmo edifício, elementos
grego-romano, góticos, renascentistas e mouriscos. Atualmente é a Escola de belas
artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Sabia Mais
Museu do Ipiranga:
Trata-se de instituição científica e cultural centenária, cuja trajetória iniciou-se em
1893. Naquela ocasião, e simultaneamente à organização do regime republicano, o
edifício-monumento, erguido pelo governo imperial na capital paulista nas
proximidades do riacho do Ipiranga, para celebrar a Independência e a fundação
do Império, foi apropriado pelas autoridades do novo regime para abrigar coleções
de história natural, dando origem ao primeiro museu público de São Paulo, o
Museu Paulista, oficialmente inaugurado a 7 de setembro de 1895. O fato de estar
situado no palácio-monumento do Ipiranga fez com que, entre outras razões, o
Museu se tornasse popularmente conhecido como Museu do Ipiranga.

Atividade de Aprendizagem:

1. Qual a importância da História para o entendimento das obras de artes?


2. Conceitue:
a) História
b) Artes
3. Cite a relação da arte com a consolidação do Império Brasileiro.
4. A sensibilidade das obras de arte pode nos ajudar no entendimento da nossa
História? Justifique sua resposta.
5. Analise o contexto histórico da Pintura de Pedro Américo.
UNIDADE 2 - OS ASPECTOS METODOLÓGICOS E SOCIAIS DA
ARTE

Como destacamos na apresentação desse caderno concordamos com


Gombrich (2000) quando destaca que, “uma coisa que realmente não existe é aquilo
a que se dá o nome de Arte”. O referido autor associa a Arte às ciências tradicionais
e acrescenta que está em desuso. Portanto, “Existem somente artistas” que outrora,
eram homens que apanhavam terra colorida e modelavam toscamente as formas de
um bisão na parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham
cartazes para os tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica
ninguém chamar a todas essas atividades arte, desde que conservemos em mente
que tal palavra pode significar coisas muito diferentes, em tempos e lugares
diferentes, e que Arte com A maiúsculo não existe. Pois, a arte pode ser
constantemente redefinida. No mesmo sentindo escreveu o grande poeta Fernando
Pessoa, “A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como
se sente que são.” Portanto, ao estudarmos arte damos vez e voz aos sentidos e
localizando-os no tempo e no espaço.

Segundo Jorge Coli , “são certas


Glossário: Cultura: Tudo aquilo que
manifestações da atividade humana diante o homem produz ao longo do
das quais nosso sentimento é admirativo, isto tempo.
é: nossa cultura possui uma noção que
denomina solidamente algumas de suas atividades e as privilegia”. Desta forma, a
História da Arte é um campo bastante abrangente envolve, pinturas, esculturas,
arquiteturas, músicas, dentre outros. Os seja, uma forma de expressão utilizada
pelo homem desde os tempos mais remotos até nossos dias. Para Proença,

O homem sempre produziu ferramentas para facilitar seu trabalho ou


para ajudá-lo a superar suas limitações físicas [...] Assim, o homem,
um ser que facilmente vencido pelos elementos da natureza, produziu
sem-número de artefatos que lhe possibilitaram dominar e
transformar o meio natural. (2005, p. 7)

Esses artefatos acabam mostrando o processo civilizatório pelo qual o


homem vem passando desde os primeiros tempos. A partir dessas criações
podemos desvendar as organizações sociais que tem a arte em suas criações .
Assim, podemos destacar a importância da sociedade ou das sociedades para o
aperfeiçoamento e criação das artes.

Para começarmos nossos estudos sobre as metodologias e teorias da arte


nos perguntamos, Como podemos identificar uma obra de arte? Nossa cultura
possui procedimentos para identificarmos objetos que são considerados artes. Jorge
Coli apontou instrumentos específicos que nos ajudam a conhecer as arte. Um deles
é:

[…] o discurso sobre o objeto artístico, ao qual conhecemos


competência e autoridade. Esse discurso é o que profere o crítico,
o historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles
que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura
também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se,
quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto.

Desta forma, o estatuto da


Saiba mais:
arte parte de instrumentos da
nossa cultura A cultura julga e diz Michelangelo(1475-1564): Arquiteto,
o que é arte. Para afinar-se com a pintor, poeta e escultor um dos maiores
sociedade vários artistas buscam representantes do renascimentos.
objetividade. Os discursos sobre Como pintor sua maior obra é a pintura
as artes parecem, com frequência, do teto da capela cistina.
ter a nostalgia do rigor científico, a
vontade de atingiruma Glossário:
objetividade de análise que lhes Renascimento: momento da historia em
garanta as conclusões. E na que houve vários progressos nas artes. As
história do discurso, na história da mentalidades estavam ligadas as

crítica, na historiografia da arte, racionalidades e ao humanisnismo.


constantemente encontramos esforços para atingir algumas bases sólidas
sobre as quais se possa apoiar uma construção rigorosa. Foi com esse rigor
metodológico que a arte de Michelangelo ficou conhecida no mundo inteiro. A
obra de arte a seguir,
Michelangelo: A criação de Adão. Capela Sistina; Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Michelangelo

Neste sentido, é importante destacarmos a estética que pode ser vista como
uma especialidade filosófica que visa investigar a essência da beleza e as bases da
arte. Ela procura compreender as emoções, ideias e juízos que são despertados ao
se observar uma obra de arte. A partir do exposto consideramos que a arte possui
metodologias, abordagens e teorias que variam no tempo e no espaço e que
portanto possui características históricas.
UNIDADE 3 - ARTE PRÉ-HISTÓRICA E MESOPOTÂMICA
3.1 Arte na Pré-história
Pré-história

• Período da História não registrado por documentos escritos;

• Resultado de pesquisas de antropólogos, arqueólogos e historiadores;

• Objetos encontrados em várias partes do mundo;

• Pinturas achadas no interior de várias cavernas. Exemplos dessas pinturas


estão em São Raimundo Nonato – Pi;

• Para efeito de estudo dividimos a pré-história em dois períodos, Paleolítico e


Neolítico.

Os conceitos mais cristalizados de História e pré-história passam, sem


dúvida, pelos campos de estudos antes delineados. Para a sociedade em geral há,
ainda, uma concepção de história dominada por um modo de pensar positivista, que
se propõe a um conhecimento absoluto dos fatos históricos, como se eles fossem
capazes de construir, através do seu encadeamento lógico e cronológico, uma
verdade inquestionável. Apesar de todas as transformações da historiografia
mundial, perante o senso comum, e até mesmo no interior das instituições de ensino
superior, ainda prevalece essa concepção de História ligada essencialmente ao
documento.

[…] Sérgio Buarque de Holanda(1996,p.15) afirma que mesmo eles, os


primitivos, não resistiram ao impulso de tornar inânime a vida, aprisionando-a nas
paredes rochosas, imobilizando-a através de signos. Eles também tem sua História
registrada, narrada sob a forma de petróglifos e pictografias que, assim como letras
em páginas em branco, tentam imortalizar instantes, eternizar mensagens, fixar
ideias. Há mesmo quem diga que o que levou os primeiros homens a realizar os
primeiros registros nas paredes de pedra foi uma “expansão de vitalidade”, um
esforço de resistência ao aniquilamento”, um “desejo de libertação”, mas esse
raciocínio é fruto do valor extremo que se dá a palavra escrita.É que há de se notar
já nos primevos, esse afã de reduzir o informe à forma, o livre ao necessário, o
acidental à regra”, um vez que eles são homens como nós. É essa, portanto, a
perspectiva que não se pode nunca perder de vista.

Adaptado de BORGES, Freitas. A História Negada: em busca de novos caminhos.


FUNDAPI: Fundação de Apoio Cultural no Piauí. 2004.
3.1.1 O Naturalismo na arte paleolítica

Idade da Pedra lascada

• Primeiros hominídeos;
• Caça e coleta;
• Controle do fogo;
• Instrumentos de Pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas,
machados;

• Instrumentos de marfim, ossos madeira e pedra: machado, arco e


flecha, lançador de dardos, anzol e linha;

• Desenvolvimento da pintura e escultura.

Para (CALABRIA; MARTINS, 2009) os primeiros artistas da humanidade


foram os homens da Pré-história. Eles viviam em pequenos grupos e eram
nômades, não tinha lugar fixo para morar. Alimentavam-se da caça, da pesca e da
colheita de frutos. Descobriram o fogo, utilizavam as pedras para fazer seus
instrumentos. A imagem a seguir, retrata uma visão sobre a cultura paleolítica.

Fonte:http://ligadosnahistoria.blogspot.com.br/2010/03/periodos-da-pre-
historia.html. Acesso em <agosto de 2017>.
Arte produzida pelos primeiros homens foi denominada de naturalista,

os artistas pintavam os seres, um animal, por exemplo, do modo


como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a
natureza tal qual sua vista a captava. (PROENÇA, 2005)

As primeiras expressões de arte do homem paleolítico eram muito simples.


Só com o passar do tempo eles foram aperfeiçoando suas técnicas. Para pintar eles
produziam tintas misturando terra avermelhada com carvão, sangue e gordura de
animais. Utilizava os dedos e, provavelmente, pinceis rudimentares (como tocos de
madeira), conforme vestígios de objetos encontrados por arqueólogos. A técnica da
mão em negativo, também, foi bastante utilizada. Como demonstra a imagem, a
seguir,

Fonte:http://artistasdogino.blogspot.com.br/2014/10/arte-na-pre-historia-pinturas-
rupestres_15.html

Para se obter uma "mão em negativo", os homens pré-históricos após obter um pó


colorido a partir da trituração de rochas, sopravam através de um canudo, sobre a mão
pousada na parede da caverna. a região em volta da mão ficava colorida e a parte coberta pela
mão não. Assim, obtinha-se uma silhueta da mão.

Ao estudarmos as Pinturas Rupestres. Uma pergunta nos vem a mente, Quais os


motivos que levaram o homem a fazer essas pinturas? A teoria mais aceita é a de que esses
desenhos eram feitos por caçadores que utilizando a magia acreditam que a pintura atraia suas
caças. Essas pinturas ainda nos revelam a capacidade de seus criadores interpretarem a
natureza. Podemos ainda destacar a grande religiosidade e a representação da figura feminina.
Saiba mais:

A Figura feminina no Paleolítico

Fonte:http://prehistoria.tumblr.com/

Era muito importante para os primeiros grupos humanos garantir a continuidade da


espécie. Esse sentimento era demonstrado esculpindo-se figuras femininas em pedra os
marfim com formas bem avantajadas: seios, quadris e ventres enormes, o ressalta a
importância da fertilidade. Essas esculturas são chamadas de Vênus. Bem diferentes da
imagem anterior que mostra “os flitons” representação contemporânea de um casal pré-
histórico.

Fonte:http://prehistoria.tumblr.com/
3.2 A Arte no Neolítico

Idade da Pedra Polida

• Construir armas e instrumentos com Pedra Polida mediante atrito;

• Inicio da Agricultura;

• Domesticação de animais;

• Substituição da vida nômade por uma vida mais estabilizada;

• Revolução Neolítica;

• Aumento rápido d população e o desenvolvimento das primeiras instituições,


como família e a divisão do trabalho;

• Tecer panos, fabricar cerâmicas e construir as primeiras moradias.

Saiba mais:
Revolução Neolítica:

As conquistas técnicas aliadas às transformações no


ambiente permitiram aos ser humano um controle gradativo da
natureza, libertando-o do modelo de sobrevivência baseado na
caça e na coleta. Ele aprendeu não só a reproduzir plantas
(raízes, trigo) e domesticar animais (extraindo deles, carne,
leite, couro e força de tração) como estocar em silos parte da
sua produção. Dava-se inicio então a profunda transformação
nas relações humanas, provocadas por essa revolução na
produção agrícola, conhecida como Revolução Agrícola ou
Neolítica.

Supõe-se que o processo tenha ocorrido inicialmente há


cerca de 10 mil anos no Oriente Médio (no chamado Crescente
Fértil) e também, em momentos distintos, na Índia, China,
Europa e América.

Adaptado de MORAES, José Geraldo Vinci. História Geral e


do Brasil. São Paulo: Atual. 2003.
Essas transformações intensas interferiram na Arte, como vimos
anteriormente, é tudo aquilo que homem produz em um dado momento e espaço.
Para Proença,

O Homem, que se tornara um camponês, não precisava mais ter


os sentidos apurados do caçador do Paleolítico, e seu poder de
observação foi substituído pela abstração e racionalização. A
consequência imediata foi o abandono do estilo naturalista que
predominava na arte do paleolítico, e o surgimento de um estilo
simplificador e geometrizante.

Desta forma, esses pintores não terão mais a intenção de representar a


natureza fielmente. As figuras passam a sugerir e não reproduzir os seres. Os
temas das artes, também, se modificaram, a ideia de movimento começou a ser
representada em suas atividades cotidianas. Um exemplo, a imagem, a seguir,

Desenho rupestre do período neolítico. (30.000 a 40.000 anos) Parque Nacional


da Serra da Capivara, Piauí.

Fonte: http://blogdaasta.blogspot.com.br/2012/01/desenhodo-neolitico-ao-
contemporaneo.html
A pintura está situada no período do Neolítico que representa grandes
transformações para a História da humanidade. Esse período, também, comporta
uma modificação na História da Arte. Como podemos analisar, no quadro abaixo:

PALEOLÍTICO NEOLÍTICO

Sentidos apurados de um caçador Camponês

Poder de observação Abstração e racionalização

Estilo Naturalista Estilo simplificador e Geometrizante

Fonte: Adaptado de Proença, 2005.

Atividade de Aprendizagem

1. Cite as principais características da arte na pré-história.

2. Analise as diferenças entre a arte no paleolítico e a no neolítico.

3. Quais as contribuições das pinturas rupestres para a o entendimento de nossa


História?

4. Quais as contribuições da História para o entendimento das artes produzidas


pelos primeiros homens.?

5. O que são as pinturas rupestres? Elas são consideradas arte. ? Explique sua
resposta.
3.2. A Arte na Mesopotâmia

A Idade Antiga é um período da História que se caracteriza pela invenção da


escrita. Os povos que deram inicio as cidades e ao Estado tinham como base a
escrita. Para alguns estudiosos os primeiros escritos teria permitido a formação das
sociedades mais complexas. Dentre essas sociedades destacamos a Mesopotâmia
que se origina do grego meso, meio, potamos, água, significando “terra entre rios”
era uma região situada entre os rios Tigres e Eufrates, onde hoje localiza grande
parte do território Iraque.

Por se tratar de uma região entre rios suas cidades sobreviviam da agricultura
e organizaram-se em torno do cultivo da cevada, trigo e legumes. Essa sociedade
pode ser pensando com a ajuda da imagem, a seguir,

Fonte: http://sro-social-science-1-eso.webnode.es/mesopotamia/
Essa organização social se utilizava da escrita que ficou conhecida com o
nome de Cuneiforme. Os Sumérios criaram essa escrita com sinais que tinham
formato de cunhas e que possuía uma ligação com o comércio intenso na região, as
atividades administrativas das cidades e o trabalho coletivo. Todas essas normas
eram registradas por meio da escrita cuneiforme: os símbolos eram gravados em
pedaços de barro úmido e mole, que depois secavam e endureciam ao sol. Esse
processo de registro alterou radicalmente as formas de transmissão de
conhecimento, causando uma verdadeira revolução cultural. Essa cultura alterada e
renovada dar lugar a uma arte que prevalece no imaginário da sociedade atual. Nos
nossos estudos consideramos a escrita cuneiforme uma arte que estava
intimamente ligada a religião e ao Estado. A imagem, a seguir, nos apresenta a
escrita dos mesopotâmicos,

Prateleira argila (2400 anos aC.) em escrita cuneiforme.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-geral/escrita-cuneiforme

No entanto, mesmo antes dos Sumérios, os mesopotâmicos produziram


cerâmicas que demonstram o seu interesse pelas artes. Como podemos perceber
com a imagem, a seguir,
Cerâmica Mesopotâmica. Fonte:
https://oi.uchicago.edu/collections/highlights/highlights-collection-
mesopotâmia

A arte na Mesopotâmia muito nos ensina sobre os povos que viveram na


região. Da arquitetura, por exemplo, pouco nos restou devido a dificuldades de se
encontrar pedras na região, as construções eram feitas em adobe (tijolo preparado
com argila crua e secado ao sol). Desta forma, além da fragilidade do adobe, cada
vez que um império conquistava outro havia grande destruição. No entanto, alguns
relatos ficaram sobre a arquitetura mesopotâmica. Dos quais, destacamos os
zigurates, templos religiosos construídos em forma de pirâmide com diversos
andares; no topo encontrava-se um templo cujo acesso era feito por escadarias. A
imagem, a seguir é uma provável forma dos referidos templos,
Fonte: https://incrivelhistoria.com.br/mais/arquitetura/zigurate/
Unidade 4 - Arte egípcia

Fonte: http://historia-da-arte.info/idade-antiga/arte-egipcia.html

A arte egípcia por um lado, é marcada pela escrita avançada e pela religião.
Ela foi capaz de determinar o modo de vida, as relações sociais e hierarquias,
direcionando todas as formas de representação artística daquele povo.

Eles eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses e esses


poderiam mudar o curso de vida de cada um. Acreditavam, também, na vida após a
morte. Baseados nisso, vemos túmulos, estátuas e vasos que eram deixados com
os mortos. Toda a arquitetura egípcia, como exemplo, as pirâmides, eram edificadas
sob contruções mortuárias, as chamadas tumbas. Elas eram idênticas às casas
onde os faraós habitavam em vida. As pessoas de classe social mais importante
eram sepultadas nas mastabas, que deram origem às grandes pirâmides.

A classe social era dividida entre sacerdotes e faraós, fazendo parte da classe
alta, e de comerciantes, artesãos e camponeses, e mais abaixo ainda da camada
estavam os escravos. Esse império se iniciou com Djoser o Antigo Império (3200-
2200 a.C.) seu contribuição foi transformar o Baixo Egito no centro do reino. O
império é dividido em:
• Antigo Império - 3200 a 2300 a. C.
• Médio Império - 2000 a 1580 a. C. - as convenções e o conservadorismo
mostravam esculturas e retratos que representavam a aparência ideal e não a
real das pessoas.
• Novo Império - 1580 a 525 a. C.

AS PIRAMIDES NO EGITO ANTIGO

As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam


máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide,
maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza
destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram
construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para
serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda
em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.

A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides.


Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a
obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de
forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma
simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.

Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se


depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições
hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses
soubessem dos feitos realizados pelo governante.

Atividade de Aprendizagem

1. Analise a arte no Egito Antigo.

2. Explique a influência da religião no Egito.


3. Cite um exemplo de obras de arte no Egito Antigo.

4.(UFMS) Sobre a arte egípcia, é incorreto afirmar:

a) As grandes manifestações da arquitetura egípcia foram os magníficos templos


religiosos, as pirâmides, os hipogeus e as mastabas.

b) Na pintura, as figuras eram representadas com os olhos e os ombros em perfil,


embora com o restante do corpo de frente.

c) A escultura egípcia obedecia a uma orientação predominantemente religiosa.


Eram numerosas as estátuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro de túmulos.
A escultura egípcia atingiu seu desenvolvimento máximo com os sarcófagos,
esculpidos em pedra ou madeira.

d) A cultura egípcia foi profundamente marcada pela religião e pela supremacia


política do faraó. Esses dois elementos exerceram grande influência nas artes
(arquitetura, escultura, pintura, literatura) e na atividade científica.

e) A gradação, a mistura de tonalidades e o claro-escuro não eram utilizados.

5. Leia o trecho abaixo:

“[...] Em todo o caso, elas preservariam o seu corpo sagrado da decomposição. Pois
os egípcios acreditavam que o corpo tinha que ser preservado a fim de que a alma
pudesse continuar vivendo no além. Por isso impediam a desintegração do cadáver,
graças a um elaborado método de embalsamar e enfaixar em tiras de pano.”
(GOMBRICH, E.H. A História da Arte. 16ª edição. Trad. Álvaro Cabral. Rio de
Janeiro: LTC, 1999. p. 55.)

O texto acima diz respeito a um complexo de monumentos bastante imponente e


importante para a civilização egípcia. Trata-se:

a) da Biblioteca de Alexandria

b) do Taj Mahal

c) das grandes pirâmides do Vale de Gizé.

d) o templo da rainha Vasti

e) o Mausoléu de Helicarnasso
Unidade 5 -Arte grega

Escultura Grega. Fonte: http://www.historiadaarteweb.com/idade-antiga/arte-grega/

A arte grega é marcada pela sua escultura, no final do século VII a.C. No
Período Arcaico, eles começaram a esculpir e mostrar a influência que a escultura
egípcia tinha sobre eles. Estátuas eram perfeitas. Inicialmente, o material era feito
com mármore, cujo nome era Kouros, que significa homem jovem. O escultor fazia
com que a estátua fosse um objeto belo e não somente a estátua de um homem.

O escultor valorizava a simetria natural, assim como os egípcios e ele


esculpia a figura de homens nus eretos, numa posição frontal. Mas, como não havia
regras rígidas para sua produção, a escultura evoluiu: a escultura possuía a cabeça
mais levantada, como em pose, o corpo descansava sobre uma das pernas e o
quadril era um pouco mais alto que o outro. Um exemplo disso é a escultura de
Efebo de Crítios.

A Arte Grega é constituída pelo conjunto de todas as artes que compuseram


o cenário da Grécia Antiga. A Pintura, Arquitetura, Escultura, as Artes cênicas, a
Literatura. Com perfeição e harmonia, os gregos antigos souberam retratar através
de sua arte o seu cotidiano.

Com suas obras eles deixaram um grande legado histórico. Enquanto a


arquitetura e escultura nos revelam sua religiosidade mitológica, a pintura e artes
cênicas nos contam sua história através de belas impressões de seu cotidiano. Para
entender cada particularidade da arte grega é preciso detalhar alguns pontos.

Algumas imagens da arte grega:

Partenon - na Acrópole grega, construído entre 447 e 438 a.C


Discobolo de Miron - 450 a.C
Vênus de Milo - séc II a.C

Afrodite de Praxiteles 370 a.C


Para refletir: Analise as imagens gregas citadas acima. Pontuando
característica da arte grega

PINTURA

O período arcaico deu origem à plástica grega, tanto à escultura quanto à


pintura. Também aos pequenos bronzes geométricos e as primeiras estatuetas de
marfim e as terracotas denominadas dedálicas – séc VIII a.C.

Os retratos pouco foram trabalhados pelos gregos, pois suas obras


procuravam a perfeição e o retrato exigiria a fidelidade ao modelo, inclusive dos
defeitos.

O tempo e as guerras se encarregaram de destruir quase toda a pintura grega


e muito pouco chegou até nós. Os gregos trabalharam muito os afrescos, e em
muitos casos utilizaram o mosaico para substituir a pintura.

Historiadores encontraram relatos de pinturas lindíssimas por toda a Grécia e


salientam, como mestres da pintura grega os nomes de Parrásio, Apeles, Timantes
de Citnos, Colotes de Teos, entre outros.

As primeiras manifestações da pintura grega estão contidas nos vasos de


cerâmica, com uma forte decoração linear ou de figuras geometrizadas. Não
restaram obras originais da pintura grega nos períodos arcaico e clássico. Desse
modo para estudá-la, temos de nos valer de fontes indiretas, entre as quais estão,
em primeiro lugar, as decorações dos vasos.

A segunda fonte de informações indiretas está nos afrescos e mosaicos


romanos. Os pintores romanos inspiravam-se nos gregos e mesmo os copiavam.
Numerosos artistas gregos trabalhavam em Roma e noutras cidades da Itália. Os
mosaicos e afrescos de Pompeia , serviram para o melhor conhecimento da pintura
grega arcaica e clássica.

Aos poucos foram surgindo as pinturas de cavaletes que começa a ser


gradativamente comercializada. Por outro lado os pintores passam a se preocupar
com as alegorias literárias e de sentimento mais aristocrático. Também realizam
certas conquistas na imitação da realidade, a ilusão do espaço com a aplicação de
regras da perspectiva e de volume, através do claro e escuro.

Os maiores pintores do classicismo grego foram Zêuxis, cuja habilidade nas


sombras do colorido fizeram dele o mais famoso dos atenienses. Apeles destacou-
se pela liberdade de inspiração, pelas inspirações anatômicas, interpretação da
realidade e originalidade do colorido. Sua obra foi muito apreciada pelos romanos,
sendo que existem cópias em pompeia e herculano. Entre suas obras mais famosas
se destacam Afrodite e Calúnia.

Atividade

1. Quais as contribuições da arte grega para nossos dias.

2. Cite exemplos da arte grega e analise-os.

3. Aponte as características da pintura grega.

4. Aponte as características das esculturas gregas.


Unidade 6 - Arte romana

Fonte: http://multiplosestilos.blogspot.com.br/2009/12/escultura-romana.html

Embora fossem grandes admiradores da arte grega, os romanos, por


temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos,
suas esculturas são em geral uma representação das pessoas, e não a de um ideal
de beleza humana, como fizeram os gregos.

Não obstante, ao entrar em contato com os gregos, os escultores romanos


sofreram forte influência das concepções helenísticas de arte, mesmo não
abdicando de um interesse muito próprio: representar os traços característicos do
retratado. O resultado desse contato foi uma acomodação entre a concepção
artística romana e a grega.
A preocupação romana com representações bastante realistas pode ser
observada não só nas estátuas de imperadores, mas também nos relevos
esculpidos em monumentos que celebram feitos importantes do Império Romano.
Estamos tão habituados a ver as esculturas romanas na cor original do
mármore, que pensamos que sempre foi assim, mas um dia elas foram coloridas,
entretanto seus pigmentos não resistiram ao tempo.

Já os pintores romanos usaram, ao mesmo tempo que o realismo, a


imaginação, dando origem às obras que ocupavam grandes espaços, enriquecendo
mais a arquitetura. A maioria das pinturas originou-se da cidade de Pompeia e
Herculano e foram soterradas pela erupção de um vulcão. Elas desencadearam
quatro estilos de pintura:

• 1º estilo - Não era considerada uma pintura: as paredes eram pintadas com
gesso, dando impressão de placas de mármore;
• 2º estilo - Descobriu-se que a ilusão com gesso poderia ser substituída pela
pintura: os artistas pintavam painéis, com pessoas, animais, objetos
sugerindo profundidade;
• 3º estilo - Valorização dos detalhes: no final do século I a. C., a realidade das
representações foi trocada por detalhes;
• 4º estilo - Volta da profundidade, dos espaços: a ilusão dos espaços foi
combinada a delicadeza, dando origem ao quarto estilo. Ex.: sala da casa dos
Vetti, em Pompeia.

Sobre as pinturas romanas. Destacamos a imagem a seguir,

Fresco de uma casa de Herculano. Fonte:http://umolharsobreaarte.blogs.sapo.pt/8801.html

A pintura é uma das formas artísticas que melhor documenta o modo de vida
e de ser dos Romanos;
Sofreu grande influência dos Etruscos que decoravam as paredes dos
templos, dos túmulos e, mais tarde, das suas casas , construídos em madeira ou
terracota, com pinturas a fresco. Deles herdaram a enorme vivacidade narrativa, o
grande sentido da realidade e a carga expressiva, linear e vigorosa; da arte egípcia,
principalmente no retrato; e da arte grega;

Seus anfiteatros eram bastante amplos e foram criados para abrigar muitos
espectadores. Com criação dos arcos, os romanos puderam criar o auditório, um
local destinado ao público. Anfiteatro que vem do grego significa: Teatro com
lugares dos dois lados do palco, para se sentar. Na Roma antiga este espaço era
oval ou circular.Era destinado à espetáculos públicos, combates de feras ou de
gladiadores que muitas vezes lutavam inclusive com animais, jogos e
representações teatrais. E os romanos ainda tinham os Circos, que também era de
uma arquitetura fantástica! Onde os romanos assistiam corridas a pé, a cavalos e
sobretudo de carros ou bigas.

A seguir, imagens da arquitetura grega:

O coliseu. Fonte: https://meninasemarte.wordpress.com/2012/04/13/arte-romana/


Circus Máximus. https://meninasemarte.wordpress.com/2012/04/13/arte-
romana/
A planta de uma casa romana era rigorosamente desenhada sobre um
retângulo. Fonte: https://meninasemarte.wordpress.com/2012/04/13/arte-
romana/
As Insulas, habitação para a plebe na Roma Antiga. Fonte:
https://meninasemarte.wordpress.com/2012/04/13/arte-romana/

As termas eram balneários públicos ou locais destinados aos banhos. Fonte:


https://meninasemarte.wordpress.com/2012/04/13/arte-romana/
Banheiros públicos. https://meninasemarte.wordpress.com/2012/04/13/arte-
romana/

Outro exemplo de arte desenvolvida pelos romanos foi a arte no cristianismo.


Após a morte de jesus Cristo, seus discípulos passaram a divulgar seus
ensinamentos. Inicialmente, essa divulgação se estrigiu região onde Jesus nasceu
(Judeia). Depois essa arte começa a dispersar-se por várias regiões do Império
Romano. (PROENÇA, 2005)

Inicialmente essas pinturas se limitavam a representações dos símbolos


cristãos: a cruz – símbolo do sacrifício de Cristo, dentre outros. Essas pinturas
Cristãs também evoluíram, e mais tarde, começaram a aparecer do Antigo e do
Novo testamento. Mas o tema predileto dos artistas eram a figura de Jesus Cristo, o
Redentor, representado como o bom pastor. É importante notar que essa arte não
era executada por grandes artistas, mas por homens do povo, convertidos a uma
nova religião. Daí sua forma rude e as vezes grosseira, mas, sobretudo, muito
simples.

A seguir, exemplos de arte cristã;


«Pintura mural do
Batistério de Dura-Europos, séc. III. Embaixo as Três Marias no Santo
Sepulcro»

Fonte:https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/historia_da_igreja/a_arte_crista.h
tml

Fonte:https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/historia_da_igreja/a_arte_crista.h
tml