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Movimento retardado .......................... 12 Força ...................................................

21
SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADE
Movimento uniformemente variado Força resultante .................................... 21
(SI) ......................................................2 (MUV) ........................................ 12 Equilíbrio ............................................. 22
GRANDEZAS FISICAS, PADRÕES E Velocidade em função do tempo [v=f(t)] Equilíbrio estático .................................. 22
................................................... 12 Equilíbrio dinâmico ................................ 22
UNIDADES ...........................................2
Cálculo do espaço percorrido usando o Inércia ou 1ª lei de Newton ................ 22
GRANDEZAS ESCALARES .......................... 2 gráfico v = f(t). ........................... 13 Massa de um corpo ............................... 22
GRANDEZAS VETORIAIS ........................... 2 Posição em função do tempo [s=f(t)] .... 13
Princípio fundamental da dinâmica .... 23
MEDIDAS DE COMPRIMENTO E TEMPO .. 2 Aceleração em função do tempo [a=f(t)]
(2ª lei de Newton) ............................... 23
................................................... 13
ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS .................2 Peso de um corpo .................................. 23
Fórmula de Torricelli ............................. 13
Medida de uma força ............................ 23
OPERAÇÕES ............................................. 2 Quedas dos corpos ............................. 14
Lei de Hooke .......................................... 24
Vetor .................................................. 14
ORDEM DE GRANDEZA .............................3 3ª lei de Newton (ação e reação) ....... 25
Vetores iguais e vetores opostos .......... 15
Plano inclinado ................................... 25
CINEMÁTICA ............................................ 4 Adição de dois vetores .......................... 15
Força de atrito ....................................... 25
Adição de vetores de mesma direção ... 15
Ponto material e corpo extenso ........... 4 Influência do ar...................................... 26
Vetor diferença ..................................... 16
Repouso, movimento e referência ........ 4 Força centripeta .................................... 26
Componentes retangulares de um vetor
Trajetória .............................................. 4 Trabalho de uma força .......................... 27
................................................... 16
Posição escalar ..................................... 5 Vetor posição ........................................ 16
Energia ................................................ 27
Espaço de um móvel ............................. 5 Velocidade vetorial medial ................... 16 Principio da conservação da energia ..... 27
Deslocamento e caminho percorrido.... 6 Velocidade vetorial instantânea ........... 16 Energia cinética .................................. 27
Variação no espaço................................. 6 Velocidade resultante ........................... 17 Teorema da energia cinética ................. 28
Velocidade escalar média ..................... 7 Lançamento oblíquo ............................. 17 Energia potencial gravitacional ............. 28
Exercícios ................................................ 7 Lançamento horizontal ......................... 17 Energia potencial elástica ...................... 29
Movimentos circulares uniformes ...... 18 Forças conservativas ............................. 29
Velocidade escalar instantânea ........... 8
Velocidade angular média .................... 18 Conservação da energia mecanica ........ 29
Exercicio.................................................. 8
Velocidade angular instantânea............ 18 Forças dissipativas ................................. 29
Movimento uniforme............................ 9
Função horária ..................................... 9 Movimento circular uniforme (MCU).... 18 ESTÁTICA ............................................... 30
Frequência e período ............................ 18 Equilibrio de um corpo ........................ 30
Ultrapassagem ...................................... 10
Gráfico do MU ...................................... 11 Relação matemática no MCU................ 19 Principio de transmissibilidade das
Movimento uniformemente variado .... 11 Aceleração centrípeta ........................... 19 forças ......................................... 30
Função horária angular ......................... 19
Aceleração escalar instantânea ......... 12
Acoplamento de polias ......................... 20
Movimento acelerado .......................... 12
DINÂMICA ............................................. 21
SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADE (SI) ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS
Para que as medidas feitas sejam aceitas em Em toda medida os algarismos corretos, e o
qualquer lugar do mundo, definiu-se um conjunto primeiro duvidoso são chamados algarismos
de unidades padronizadas a serem usadas em significativos. Usando uma régua centimetrada
todos os lugares. Esse sistema é chamado de (a) podemos dizer que o comprimento da barra
sistema internacional de unidade (SI). O SI está compreendida entre 7cm e 8cm, estando
surgiu para acabar com os inconvenientes mais próximo de 8cm. O algarismo que
causados pelo uso arbitrário de varias unidades representa a primeira casa depois da vírgula não
de medidas. Nele são definidas duas classes: pode ser determinado com precisão, devendo ser
unidades base e as unidades derivadas, que estimado. Desse modo, estimamos a medida do
são unidades formadas pela combinação de comprimento L em 7,6cm, o algarismo 7 é o
unidades base. correto e o algarismo 6 é o duvidoso. Com a
régua milimetrada (b), podemos com maior
GRANDEZAS FISICAS, PADRÕES E UNIDADES precisão dizer que o comprimento da barra está
Quaisquer quantidades usadas para descrever compreendido entre 7,6cm e 7,7cm.
um dado fenômeno físico são chamadas
grandezas físicas. Você sabe qual é a sua
massa e a sua altura? Eu tenho 80Kg e 1,70m.
Então, massa e comprimento são duas grandezas
físicas que descrevem as características de
qualquer pessoa.
Figura 1: (a) Régua centimetrada: (1) algarismo correto; (2)
GRANDEZAS ESCALARES algarismo duvidoso (b) Régua milimetrada. (1) algarismos
Muitas grandezas ficam bem definidas quando corretos; (2) algarismo duvidoso.
sabemos seu valor numérico e a sua
correspondente unidade. Essas grandezas são Transformando essa última medida de
chamadas grandezas escalares. centímetro, encontramos 7,64cm = 0,0764m. o
 Ex.: A massa e volume de um corpo, se valor 0,0764m também tem três algarismos
falarmos que a massa de um corpo é 20kg e significativos. Algarismo zero, à esquerda de um
que seu volume é de 10 litros, não precisamos algarismo significativo, serve para posicionar a
acrescentar mais nada para definir essa vírgula. Já o zero à direita de um algarismo
grandeza. significativo é também significativo. Ex.: 3,0m
Existem grandezas que também precisam de têm dois algarismos significativos.
direção e sentido para ficarem bem definidas.
 Ex.: A distância em linha reta de SP a BH é de OPERAÇÕES
510km. Para chegarmos a BH partindo de SP Ao efetuarmos uma multiplicação ou uma
percorremos 510km na direção sudoeste- divisão, com algarismos significativos, devemos
nordeste, no sentido de sudoeste para apresentar os resultados com, um número de
nordeste. algarismos significativos iguais ao fator que
possui menor número de algarismos
GRANDEZAS VETORIAIS significativos.
Grandezas que precisam, além do valor numérico 1. Quando multiplicamos ou dividimos
e unidades, de direção e sentido para serem números de algarismos significativos o
definidas. São chamadas grandezas vetoriais, resultado não deve ser maior que o menor
representadas por vetores. O deslocamento entre número de algarismos significativos envolvidos
dois pontos é uma grandeza vetorial. na operação. Considere o produto: 2,31 x 1,4
= 3,234. Como o primeiro fator tem três
MEDIDAS DE COMPRIMENTO E TEMPO algarismos significativos (2,31) e o segundo
Para melhor conhecer as grandezas envolvidas tem dois (1,4) apresentamos o resultado com
num fenômeno, recorremos a medida, o metro (m) dois algarismos significativos 3,2;
é a unidade fundamental de comprimento do SI. O  Maria deve expressar o número 𝜋 por:
metro admite múltiplos, como o kilometro (km), e
submúltiplos, como centímetro (cm), e o milímetro 𝑃 8,55𝐶𝑀
𝜋 = 𝐷 = 2,72𝐶𝑀 = 3,14
(mm). Outra unidade importante é a unidade do
tempo no SI: o segundo (s), o segundo admite
múltiplo, como o minuto (min), e a hora (h) e  No produto (2,7cm) x (1,11cm) x (3,1415cm)
submúltiplos, como o milessegundo (1ms = = 9,4cm, o menor fator possui dois
1000s), o microssegundo (1µs= 1000000) e o algarismos significativos e, portanto, os
nanossegundo (1ns=1000000000). resultados também devem possuir dois
algarismos significativos.
2. Fazemos o arredondamento: Sendo o  Sendo 6,37 > √10, ordem de grandeza do raio
primeiro algarismo abandonado menor que 5, da terra é dada por 106+1 m=107m.
mantemos o valor do último algarismo  Sendo, 1,49 < √10, temos para a distância da
significativo, ou, se o primeiro algarismo a ser terra ao sol a ordem de grandeza: 1011m.
abandonado for maior ou igual a 5,
acrescentamos uma unidade ao último
algarismo significativo. No exemplo, o primeiro
algarismo abandonado é 3, sendo menor que
5, mantemos o número 2, que é o último
algarismo significativo;
3. Consideremos, agora, o produto: 2,33 x
1,4=3,262. O resultado deve apresentar 2
algarismos significativos. Assim, temos 3,3.
Nesse caso, o primeiro número a ser
abandonado é 6. Sendo maior do que 5,
acrescentamos uma unidade ao número 2, que
é o ultimo algarismo significativo.
4. Ao somar ou subtrair números, atente para a
posição da vírgula, nesse caso não é
importante o número de algarismos
significativos das parcelas. o número de
algarismos significativos da soma ou da
diferença deve ocupar a mesma posição do
algarismo duvidoso dos números que estão
sendo somados ou subtraídos.
 Na soma 2,2 + 1,53 = 3,73. Como o menor
número de significativo é dois, o resultado da
operação fica 3,7. Observe que nesse caso
foi feito um arredondamento.
 Calcule 2,2 x 103 – 4,33 é mais fácil colocar
na mesma escala usando potenciais de 10, o
que ficaria 2,2 x 103 – 0,00433 x 103 =
2,19633 x 103 ,ou seja, 2,2 x 103.

ORDEM DE GRANDEZA
Determinar a ordem da grandeza de uma medida
consiste em fornecer, como resultado, a potência
de 10 mais próximas do valor encontrado, para a
grandeza. Como estabelecer essa potência de 10
mais próximas? Partindo da notação científica N x
10n, procede-se assim: se o numero N que
multiplica a potência de 10 for maior ou igual a
√10, usa-se como ordem de grandeza, a potência
de 10 de expoente um grau acima, isto é, 10n+1,
se N for menor que √10, usa-se a mesma
potencia da notação cientifica isto é 10n. é
importante obsevar que 100,5=√10=3,16 é o valor
usado como limite de aproximação, isto é,
corresponde ao ponto médio do intervalo 106 e
0+1
101 (10 2 100,5).
 N ≥ √10 → ordem de grandeza: 10n+1
 N < √10 → ordem de grandeza: 10n.

Para exemplificar, considere o raio da terra igual


a 6,37 x 106m e a distância da terra ao sol igual a
1,49 x 1011m. Vamos calcular a ordem de
grandeza desses valores.
MECÂNICA Repouso, movimento e referência
Estuda os movimentos e as condições em que Consideramos uma pessoa A dentro de um
ele é realizado. A mecânica pode ser dividida em carro que se move para a direita, e uma outra
três partes: pessoa B em pé, no acostamento.
1. Cinemática: Estuda o movimento dos corpos
sem considerar suas causas;
2. Estática: Estuda os movimentos dos corpos
sólidos ou os fluídos em equilíbrio;
3. Dinâmica: Estuda o movimento dos corpos, Tomando a pessoa B como referência,
considerando sua causa. verificamos que a distância entre ela e A varia
Ex.: com o tempo. Neste caso, dizemos que A está
em movimento em relação a B. Supondo,
agora, que B esteja junto com A no carro, e
tomando, novamente B como referência,
verificamos que a distância entre elas não varia
com o tempo. Neste caso, dizemos que A está
em repouso em relação a B. O corpo B, que
tomamos como referência nos dois exemplos, é
chamado referencial. O referencial é
indispensável para determinar a posição de um
objeto e também necessário para verificar se um
objeto se movimenta ou está em repouso.
Figura 2: Um carrinho de brinquedo inicialmente parado
Observe que os conceitos de repousos e
sobre uma mesa. (1) A parte da física que estuda em que movimento são relativos, isto é, dependem do
condições o carrinho ficou em repouso é a Estática: (a) O referencial adotado.
carrinho é empurrado até que entra em movimento. (2) A  Referencial: É o corpo em relação ao qual
parte da física que estuda o movimento do carrinho sem
identificamos o estado de repouso ou de
levar em consideração a sua causa (empurrão) é a
Cinemática. (3) A parte da física que estuda o movimento
movimento de um móvel. Dizemos que um
levando em consideração a sua causa é a Dinâmica. móvel está em movimento em relação a um
determinado referencial, quando a sua posição
CINEMÁTICA em relação a ele. Caso contrário, o móvel está
Estuda o movimento dos corpos, independente em repouso relativamente ao referencial
da causa de seu movimento. Seu objetivo é adotado.
descrever apenas como se movem, os corpos.
Preocupa-se com as causas do movimento. Trajetória
Nela, por exemplo, estudamos as velocidades de É a linha determinada pelas varias posições que
um carro, sua aceleração e localização, após um um corpo ocupa no decorrer do tempo.
tempo de movimento.

Ponto material e corpo extenso


Um navio indo do Rio de Janeiro até a Itália.
Como suas dimensões (comprimento, largura e Figura 3: A foto mostra esquiadores em movimento. a marca
altura) são muito pequenos, quando comparadas que o esquiador deixa na neve representa o caminho
com a distância do Rio de Janeiro até a Itália, ele percorrido por ele em relação a uma pessoa parada no solo.
pode ter suas dimensões desprezadas. Neste Essa marca é chamada trajetória.
caso, dizemos que o navio é um ponto material, A trajetória depende do referencial adotado.
uma partícula ou um móvel. Supondo, um avião voando com velocidade
 Ponto material: é todo corpo cujas constante. Se num certo instante ele, abandonar
dimensões não interferem no estudo de um uma bomba, ela cairá segundo uma trajetória
determinado fenômeno. O ponto material tem vertical em relação às pessoas do avião. Porem,
massa; o que é desprezível é o seu tamanho. para um observador parado no solo, vendo de
Supondo, agora, o mesmo navio entrando lado o avião, a trajetória da bomba será uma
num porto, neste caso, suas dimensões não parabólica.
podem ser desprezadas, quando comparadas
com a largura e o comprimento do porto;
então o navio é chamado um corpo extenso.
 Corpo extenso: é todo corpo cujas De acordo com a trajetória, os movimentos
dimensões interferem no estudo de um recebem os seguintes nomes:
determinado fenômeno.  Movimento retilíneo: A trajetória é uma reta;
 Movimento curvilíneo: A trajetória é uma
curva.
Posição escalar Espaço de um móvel
Quando conhecemos a forma da trajetória de um Para localizarmos, em cada instante, um móvel P
corpo, podemos determinar sua posição no ao longo da trajetória, devemos orientá-la, e
decorrer do tempo por meio de um único número adotar um ponto 0 como origem. a medida
chamado abscissa do corpo. algébrica da arca da trajetória 0P recebe o nome
Ex.: Consideremos um corpo movimentando-se espaço s do móvel no instante t. O ponto 0 é a
sobre a trajetória da figura. origem dos espaços.

Para localizarmos esse corpo num determinado


instante, adotamos, arbitrariamente um ponto 0
sobre a trajetória, ao qual chamaremos origem
das posições, e orientamos a trajetória
positivamente, exemplo, para a direita a partir de Na figura abaixo representamos, as posições de
0. um móvel, ao longo da trajetória, em vários
instantes. Observe que a cada valor de t
corresponde um valor de s.

Para conhecer a posição do corpo, isto é, sua


abscissa, num certo instante, precisamos
conhecer sua distância em relação ao ponto 0.
Representamos a posição de um corpo num Figura 4: (a) origem dos tempos; (b) origem dos espaços.
instante dado pela letra s. essa posição será T(s) S(m)
positiva se o corpo estiver à direita na trajetória, 0 -2
a seguir, temos: 1 0
2 2
3 4
O instante t= 0 recebe o nome de origem dos
tempos e corresponde ao instante em que o
cronometro é disparado. O espaço do móvel e
A posição do corpo no instante t=1h é s= -4km; indica-se por S0, um exemplo o da figura acima,
A posição do corpo no instante t= 2h é s=3km; S0= -2m.
A posição do corpo na origem é s=0.
Deslocamento e caminho percorrido Variação no espaço
Consideremos uma pessoa que sai do ponto A e Consideremos um móvel movendo-se sobre uma
passa pelos pontos B, C e D, onde para, trajetória num instante t1, o móvel e seu instante
seguindo a trajetória indicada na figura. posterior, t2, ele apresenta o espaço s2. No
intervalo de tempo Δt= t2 - t1, ocorreu a variação de
espaço.

Podemos calcular o caminho (espaço) Figura 5: variação de espaço do móvel Δs= s2-s1.
percorrido pela pessoa efetuando a soma: Δs= s2 - s1
 Caminho percorrido = AB+BC+CD; Observe a variação do espaço Δs pode ser
 Caminho percorrido = 100 + 400 + 400=900. positiva, negativa ou nula, conforme o espaço s2
seja maior, menor ou igual ao espaço s1.

Já o deslocamento é a medida do segmento


que representa a distância entre a posição
inicial e a posição final da pessoa. Usando o
teorema de Pitágoras, temos:
d2 = 4002 + 3002;
d2 = 160000 + 90000;
d = 500m.

Se a trajetória é curva, o deslocamento do corpo


ao passar do ponto A para o ponto B e a medida
do segmento AB, e o caminho percorrido é a
medida do comprimento do arco.

Quando a trajetória é uma reta e o corpo se


movimenta, sempre no mesmo sentido, o
deslocamento e o caminho percorrido coincidem
se houver inversão de sentido, eles não serão
iguais.
Velocidade escalar média Em que Δs = s2-s1 é a variação de espaço no
Na figura abaixo temos, um circuito de uma pista intervalo de tempo Δt = t2 - t1. Os termos inicial e
de corrida. Nela estão marcadas as velocidades, final não significam o inicio e o fim do
desenvolvidas por um carro em alguns trechos movimento, mas sim o inicio e o fim da contagem
durante uma volta completa nesse circuito. dos tempos. No SI a unidade de velocidade é o
metro por segundo, que indicada por m/s, mas
também é comum usarmos o quilometro por hora
(km/h).
𝛥
Na fórmula Vm = 𝛥𝑠 , o intervalo de tempo Δt= t2 -
𝑡
t1, é sempre positivo (Δt > 0), pois representa a
diferença entre o instante final t2 e o instante
inicial t1, sendo t2 sempre maior que t1.
 Ex.: um automóvel inicia sua viagem no
marco 60km de uma estrada e 2h depois está
no marco 180km da mesma estrada, sua
velocidade escalar média foi de:
s1 = 60km;
s2 =180km;
Δt = t2 – t1 = 2h;
A velocidade do carro não é a mesma durante
toda a volta, isto é, a velocidade varia no 180−60 120
vm = 2 = 2
decorrer do tempo. Conhecendo a extensão do
vm = 60 km/h
circuito e o tempo gasto para percorrê-lo,
podemos saber quantos quilômetros, em média,
Exercícios
o corpo percorreu por hora. Para isso, basta
Numa estrada, um carro passa pelo marco
dividir o espaço percorrido pelo tempo total do
quilometro 218 as 10h15min e pelo marco 236 às
percurso. A esse quociente damos o nome de
10h30min. Qual a velocidade escalar média do
velocidade escalar média.
carro entre esses marcos?
Ex.: O espaço percorrido numa volta completa é
Resolução: fazendo uma figura correspondente
de 4,5km e o tempo total do percurso foi 90s, a
ao enunciado, obtemos:
velocidade escalar média (Vm) desse carro é
dado por:
4,5𝑘𝑚 4,5𝑘𝑚
Vm = = Vm = 1 → Vm = 180 km/h. T1 = 10h15min= 10h + 1/4h = 10h + 0,5h = 10,25h.
90𝑠 ℎ
40
T2 = 10h30min=10h + 1/2h =10h + 0,50h = 10,50h.
S1= 218km;
Durante o percurso a velocidade do carro, em
S2= 236km.
cada instante, às vezes foi maior, e outras vezes
Usando a fórmula da velocidade escalar média,
menor ou igual a 180 km/h. a velocidade escalar
temos:
média representa a velocidade constante que o 236−218
carro deveria manter, para partindo da mesma Vm = 10,5−10,25 → Vm= 72km/h.
posição inicial, chegar à mesma posição final
gastando o mesmo tempo.
Para definirmos a velocidade escalar média num
intervalo de tempo, consideremos um carro
percorrendo uma trajetória indicada na figura
abaixo.

Considere o carro no instante inicial (t1), com


velocidade inicial (v1) e, no instante final t2, com
velocidade final v2. A Vm entre esses dois
instantes é dado por:
𝛥 𝑆 −𝑆
Vm= 𝛥𝑠 = 𝑡2 −𝑡 1
𝑡 2 1
Velocidade escalar instantânea Exercicio
A velocidade também pode ser definida para um Um móvel com velocidade constante efetua um
determinado instante. Ela é chamada velocidade movimento retilineo num determinado referencial.
instantânea, é a velocidade escalar média para um Suas posições com o tempo conforme os dados
intervalo de tempo pequeno. Ex.: o valor indicado mostrados na tabela.
pelo velocímetro de um carro, num certo instante, a. Determine a posição inicla e a velocidade
representa a velocidade escalar instantânea. escalar do movimento;
O movimento é proressivo ou retrógrado?
T(s) 0 1 2 3 4 5 6 7
S(m) -5 -1 3 7 11 15 19 23

Resolução:
a) A posição inicial do movel é obtido quando
t=0 logo:
T=0 → S0= -5m.
Para determinarmos a velocidade do carro num Da tabela, observamos que o movel percorre
instante, devemos calcular a velocidade média distancias iguais em intervalos de tempo iguais
correspondente a intervalos de tempo cada vez (percorre 4m em cada 1s). logo, sua velocidade
menores (Δt tendendo a zero: Δt → 0), fazendo com escalar é constante. Assim, escolhendo o intervalo
que esses intervalos incluam o instante considerado. de tempo de 2s a 5s, temos:
15−3
Por esse processo, a Vm que se obtem aproxima-se a) Vm= 5−2 → Vm = 4m/s.
de um valor que coincide com a velocidade b) Progressivo.
instantânea. Esse processo chama-se passagem
no limite. Assim, a velocidade escalar instantânea V
é definida por:
𝑙𝑖𝑚
Vm =
𝛥𝑡 →0

𝑙𝑖𝑚 𝛥
vm =𝛥 = 𝛥𝑠
𝑡 →0 𝑠

Quando escrevemos Δt → 0, isto significa que t2


tende a t1.
Dependendo do sentido do movimento do carro, a
velocidade pode ser positiva ou negativa:
 Se o carro movimentar no sentido positivo da
trajetória a velocidade é considerada positiva (v >
0) e o movimento é chamado progressivo;
 Se o carro se movimenta no sentido contrário, do
positivo da trajetória a velocidade é considerada
negativa (V < 0) e o movimento é chamado
retrogrado.

Figura 6: (a) No movimento progressivo, o espaço s cresce


com o tempo e a sua velocidade escalar é positiva; (b) no
movimento retrogrado, o espaço s decresce com o tempo e
a sua velocidade escalar é negativa.
Movimento uniforme Função horária
Se um carro percorre distâncias iguais em Quando um corpo está em movimento, sua
intervalos de tempo iguais, o seu movimento é posição varia no decorrer do tempo em relação a
chamado movimento uniforme (MU). o MU pode um referencial. a função que relaciona a posição s
ser definido como aquele em que o móvel tem com o tempo t é denominada, função horária das
velocidade escalar instantânea constante, posições do movimento e é representada por:
coincidindo com a Vm, qualquer que seja o s= f(t): lê-se s é uma função de T.
intervalo de tempo considerado. Para obter essa função, considere um corpo
Ex.: se um carro percorre 60km em 1h, em meia percorrendo com velocidade constante a trajetória
hora percorrerá 30km, em ¼ de hora 15km e da figura:
assim por diante.

Isso ocorre porque a velocidade escalar nesse caso:


instantânea v é igual à Vm em qualquer intervalo S1=S0 é a posição inicial do corpo;
de tempo, ou seja, a velocidade do carro é t1=t0 é o instante inicial (t0=0);
constante e diferente de zero no decorrer do t2=t é o instante final;
tempo. se um movimento é uniforme temos: s2=s é a posição do corpo no instante final t;
v= Vm = cte ≠ 0. usando a fórmula da Vm, temos:
O movimento de rotação da terra e o movimento
de um relógio, são praticamente movimentos
uniformes. Porém, a maioria dos movimento não é
uniforme. ex.:
Um trem se afasta de uma estação, percorre, em
intervalo de tempos iguais, distancias cada vez Figura 7: s = s0+vt.
maiores e, quando se aproxima da estação,
𝑠2 −𝑠1 𝑠−𝑠0
percorre distancias cada vez menores em Vm = →v= → s-s0 = Vt → s = s0 + Vt.
𝑡2 −𝑡1 𝑡
intervalos de tempos iguais.
Um atleta, numa prova de atletismo, percorre
Essa fórmula mostra que, partindo da posição
distancias diferentes em intervalos de tempo
atual do corpo, num certo referencial, e
iguais.
conhecendo sua velocidade, podemos determinar
O movimento do trem e do atleta são exemplos
a sua posição futura em relação ao mesmo
de movimentos variados, se no movimento
referêncial.
uniforme a trajetória retilínea, ele é chamado
movimento retilíneo e uniforme (MRU). Como a função s=s0+VT é do 1º grau em relação
ao tempo, o seu gráfico é representado por uma
reta.
1º caso: velocidade positiva (v > 0): nesse caso,
as posições crescem algébricamente com o
tempo, isto é, o corpo caminha no sentido positivo
da trajetória. O gráfico representativo é:

2º caso: velocidade negativa (v < 0): nesse caso,


as posições decrescem algébricamente com o
tempo, isto é, o corpo caminha no sentido
contrário ao positivo da trajetória. o gráfico
representativo é:
Ex.: Um movimento uniforme é caracterizado pela Ultrapassagem
função horária s= 3+5t. o espaço inicial s0= 3m. a Agora, veremos o que ocorre quando as
velocidade escalar constante do movimento é v= dimensões dos corpos não podem ser
5m/s. desprezadas, como um carro que ultrapassa um
caminhão na estrada ou um trem que atravessa
um túnel.
Ex.: Um trem de 80m, deslocando-se com
velocidade escalar constante de 72km/h atravessa
um túnel de 100m de comprimento. Qual o
intervalo de tempo entre o instante em que o trem
Figura 8: Velocidade escalar instantânea positiva,
começa a entrar no túnel e o instante em que o
movimento progressivo.
último vagão deixa o túnel?.
Resolução: como a velocidade do trem é
Observe que a velocidade escalar instantânea
constante (v=72km/h = 20m/s), o movimento é
móvel é positiva e, portanto, ele está se
uniforme.
deslocando a favor do sentido escolhido para a
trajetoria seu movimento é progressivo.

Ex.: A função horária de um movimento uniforme


é s= 8-4t, sendo s medido em metro e t em
segundos.
O espaço inicial vale: s0=8m; Considerando o ponto A (traseira do trem) como
a velocidade escalar do móvel é: v= -4m/s; origem das posições e o sentido positivo para a
admitindo ser retilínea a trajetória, o esquema direita, temos:
indicativo da posição inicial do móvel é: SA= s0 + Vat → SA = 0 + 20t → SA = 20t
Quando termina a ultrapassagem, a posição do
ponto A é 80m + 100m = 180m. Assim temos:
Sa = 20t → 180= 20t → t=9s

Figura 9: velocidade escalar instantânea negativa,


movimento retrogrado.
Observe que a velocidade escalar instantânea do
móvel é negativa: ele está se deslocando em
sentido contrário ao escolhido para a trajetória seu
movimento é retrógrado.
Gráfico do MU Movimento uniformemente variado
O gráfico a seguir mostram as posições em Em quase todos os movimentos de um corpo a
função do tempo de dois ciclistas A e B, em velocidade muda de valor no decorrer do tempo.
movimento sobre uma trajetória. Considere um carro cujo velocímetro indica, num
certo instante, t=0, a velocidade de 5m/s (18km/h),
se, por exemplo, 1s após pisar no acelerador, o
velocímetro indicar 15m/s (54km/h), podemos
dizer que a velocidade do carro aumentou de
10m/s em 1s. Nesse caso, dizemos que o carro
teve um arranque, isto é, recebeu uma
aceleração.
Grandezas: variação de velocidade e tempo.
Para definirmos a aceleração escalar média,
vamos considerar um móvel percorrendo a
trajetória da figura.
a. Qual a posição inicial dos ciclista A e B?;
b. Qual a velocidade de cada um deles?;
c. em que posição estarão os ciclistas A e B
no instante 10h?;
d. Construa, num mesmo sistema cartesiano,
os gráficos das velocidades de A e B em Temos:
função do tempo. V1= velocidade no instante t1;
Resolução: V2 = velocidade no instante t2;
a. Posição inicial é o valor da posição ∆𝑣 = V2-V1 = variação de velocidade;
correspondente ao instante t = 0. isto é: ∆𝑡 = T2-T1 = intervalo de tempo na variação ∆𝑣 .
S0A= 30km e S0B= 80km.
b. obtendo valores correspondentes de ∆𝑠 e define-se aceleração escalar média, entre os
∆𝑡, temos; instantes t1 e t2, a grandeza am, dada por:
c. se o gráfico da função horária das ∆ 𝑣 −𝑣
am = 𝑣 = 2 1
posições é uma reta, os movimentos de A ∆𝑡 𝑡2 −𝑡1

e B são uniformes. logo: no exemplo anterior a aceleração média do


SA = S0A + Vat → SA = 30 + 25t; automóvel é:
15𝑚
SB = S0B + Vbt → SB = 80 – 15t. −5𝑚/𝑠 10 𝑚/𝑠
𝑠
am 1𝑠−0
= 1𝑠
sendo t= 10h, obtemos:
SA= 30 + 25 x 10 → SA = 280km; Isto significa que o valor da velocidade aumenta,
SB= 80 – 15 x 10 → SB = -70km. em média 10m/s em cada 1s. uma outra forma de
se indicar a unidade de medida da aceleração
d. As velocidades de A e B são constantes, escalar média é.
pois os movimentos de A e B são 10𝑚/𝑠 𝑚 1
uniformes. am = 5 = 10 x → am = 10m/s2
𝑠 5
1

lê-se: 10 metros por Segundo ao quadrado.


Aceleração escalar instantânea Movimento uniformemente variado (MUV)
A aceleração instantânea é a que corresponde a Na natureza, na maior parte dos movimentos, a
um instante dado. Para tanto, devemos reduzir velocidade varia no decorrer do tempo, suponha
cada vez mais o intervalo de tempo, tornando-o que, observando a velocidade de um carro em
próximo de zero. movimento, em intervalo de tempo 1s, obtemos os
A definição matemática é: valores:
𝑙𝑖𝑚 Tempo (s) Velocidade (km/h)
A=
∆𝑡 →0
0 20
𝑙𝑖𝑚 ∆𝑣 1 26 ∆𝑣 6km/h
am = ∆ ∆𝑡
∆𝑡 → 0 (lê-se: ∆𝑡 tende a zero). 2 30 ∆𝑣 4km/h
𝑡→
3 37 ∆𝑣 7km/h
Em que a é a aceleração escalar instantânea. de 4 45 ∆𝑣 8km/h
acordo com os sinais da velocidade e da
aceleração, podemos ter dois tipos de movimento: Note que a variação da velocidade em cada
acelerado e retardado. segundo não é constante. Nesse caso, o
movimento é chamado movimento variado.
Movimento acelerado Agora, suponha que estejamos observando o
É aquele no qual o módulo da velocidade velocímetro de outro carro em movimento,
aumenta no decorrer do tempo. Para que isso também em intervalos de 1s, e obtenha os
ocorra devemos ter a velocidade e a aceleração valores:
com o mesmo sinal. Tempos (s) Velocidade (km/h)
Movimento acelerado ↔ v x a > 0. 0 8 ∆𝑣 =km/h
Ex.: Um móvel percorrendo a trajetória da figura 1 18 ∆𝑣 =km/h
e o motorista pisando no acelerador é um exemplo 2 28 ∆𝑣 =km/h
disso. 3 38

Note que a variação de velocidade em cada


segundo é sempre a mesma, ou seja, a
aceleração é constante. nesse caso, o movimento
T (h) 0 1 2 3 4 é chamado MUV. para que isso ocorra em
V (Km/) 10 30 50 70 90 qualquer intervalo de tempo, a aceleração escalar
média, deve ser constante, diferente de zero e
Movimento retardado igual à aceleração escalar instantânea.
É aquele no qual o módulo da velocidade diminui am= a = cte ≠ 0.
no decorrer do tempo. Nesse caso, devemos ter a MUV é aquele em que a velocidade escalar é
velocidade e a aceleração com sinais contrários. variável e a aceleração escalar é constante e não-
Movimento retardado ↔ V x a < 0 nula, no caso da trajetória ser retilínea, o
Ex.: Podemos ter um carro freado ao se movimento é chamado movimento retilíneo
aproximar de uma pessoa. uniformemente variado (MRUV).

Velocidade em função do tempo [v=f(t)]


Consideremos um móvel percorrendo, com MUV
a trajetória da figura.

T (h) 0 0,5 1 1,5


V (km/h) 60 40 20 0

Sejam:
V1= a velocidade do móvel no instante t0= 0
(velocidade inicial);
V= a velocidade do móvel no instante t.
A am do móvel no intervalo de tempo ∆𝑡 = t-t0 = t
é
𝑣−𝑣0 𝑣−𝑣0
am = 𝑡−𝑡0
→a= 𝑡
(am = a = cte)

v-v0 = at → v = v0 + at
Essa é a função horária da velocidade no MUV Posição em função do tempo [s=f(t)]
como ela é do 1º grau, o gráfico que a representa consideremos um corpo percorrendo a trajetória
é uma reta. Podemos ter os seguintes casos. da figura com MUV.
Aceleração positiva (a > 0).

s0 = a posição do móvel no instante t0 = 0 (posição


inicial);
v0 = a velocidade do móvel no instante t0 = 0
Gráfico 1: Nesse caso, a função é crescente. (velocidade inicial);
Aceleração negativa (a < 0) s = a posição do móvel no instante t;
a = aceleração.
A partir do gráfico da função horária da velocidade
podemos demonstrar que a posição do corpo, no
decorrer do tempo sobre a trajetória da figura é
dada por:
s= s0 + v0t + ½ at2
Essa função permite determinar a posição s num
instante t, qualquer, desde que se conheça a
posição inicial s0, a velocidade inicial v0 e a
aceleração a.
Gráfico 2: Nesse caso, a função é decrescente.

Aceleração em função do tempo [a=f(t)]


Cálculo do espaço percorrido usando o gráfico Um móvel que realiza um MUV sofre acréscimo
v = f(t). de velocidades iguais em intervalos de tempos
A área limitada pelo gráfico representativo e iguais. Para que isso ocorra, a aceleração do
pelos eixos coordenados entre os instantes 0 e t1 corpo deve ser constante e diferente de zero.
é igual ao valor numérico do espaço percorrido a = cte ≠ 0
pelo corpo entre esses instantes.
Fórmula de Torricelli
O físico italiano Torricelli (1608-1647)
responsável pela fórmula que relaciona a
velocidade com o espaço percorrido pelo corpo
num MUV. Podemos obter essa fórmula da
seguinte forma;
s= s0 + v0t + ½ at2 (1)
v= v0 + at (2)
Isolando o valor de t na segunda equação e o
Gráfico 3: (a) área do trapézio = ∆𝒔 > 0; (b) área do trapézio = substituindo na 1ª, temos.
𝑣−𝑣
∆𝒔 < 0. (2) → t = 𝑎 0
substituindo na equação (1)
O espaço percorrido ∆𝒔 pode ser positivo ou 𝑣−𝑣 𝑣−𝑣
negativo, conforme essa área esteja acima ou s= s0 + v0 ( 𝑎 0 ) + ½ a ( 𝑎 0 )2
abaixo do eixo dos tempos.
Eliminando os parênteses e reduzindo ao mesmo
denominador, obtemos:
v2 = 𝑣02 + 2ª (s-s0) → v2 = 𝑣02 + 2a∆s
Vetor
Quedas dos corpos Para descrever o movimento de um corpo, de um
Se largarmos uma pedra e uma pena, de uma carro, por exemplo, que percorre uma trajetória
mesma altura, observaremos que a pedra cai retilínea, basta conhecer o valor ou o sentido do
primeiro. Isso ocorre, entre outras coisas também, seu deslocamento no decorrer do tempo. Porem,
devido ao fato da pena ter mais superfície de para localizar o carro quando ele se move num
contato com o ar. Desse modo, a resistência do ar plano ou no espaço, tais informações são
é maior sobre a pena. Pensamos que os corpos insuficientes. Considere um carro que se
mais pesados caem mais rápidos eu os mais movimenta de acordo com a figura, nesse caso,
leves, no entanto, isso não é verdade. para indicar a sua localização é preciso conhecer,
Quando lançamos um corpo verticalmente para além do modulo e do sentido de cada
cima, vemos que ele sobe até certa altura e deslocamento, a direção em que o carro se
depois cai, porque é atraído pela terra. O mesmo movimenta.
acontece quando um corpo é abandonado de
certa altura, ele cai porque é atraído pela terra.
Chamaremos de queda livre o movimento de
subida ou de descida que os corpos realizam,
sujeitos a gravidade nas proximidades da terra, e
desprezaremos as resistências de qualquer
espécie.
Os corpos são atraídos pela terra, por causa, de
seu campo gravitacional que exerce atração sobre
Figura 10: O movimento do carro está descrito por uma →.
eles. No campo gravitacional os corpos são
cada → mostra a direção, o sentido e o valor do
atraídos para a terra, sofrendo variações de deslocamento.
velocidade por terem adquirido aceleração,
chamada aceleração da gravidade. Largamos Uma pessoa, por exemplo, que vai de sua casa
um corpo a certa altura da superfície da terra, e (ponto 0) até uma farmácia (ponto P), distante
fotografamos a sua queda com uma lâmpada, que 200m, realiza um deslocamento.
pisca a cada 0,2s, permitindo obter a sequencia
de fator indicado na figura abaixo.

Para representar esse deslocamento, usamos


uma reta chamada vetor, pois ela representa de
forma fiel às três propriedades que caracterizam o
Construindo o gráfico da posição em função do deslocamento: a distância, a direção e o sentido.
tempo do movimento, obtemos uma parábola.
portanto o MUV. para determinarmos a aceleração
desse movimento usaremos s= ½ x at2+, pois a
velocidade inicial é nula ( o corpo é largado do
repouso). assim, obtemos um valor médio próximo
de 9,8m/s2 para a aceleração. Para facilitar
usamos g=10m/s2. ⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = P-0.
Indicamos: 𝑣⃗ = 𝑂𝑃
Essa é a aceleração com que os corpos caem Todos os vetores têm três características:
próximos à superfície da terra. A aceleração da
gravidade é sempre vertical e dirigida para baixo.

O módulo de um vetor é a medida da seta que o


representa. Nesse caso, o módulo do vetor 𝑣⃗ é
igual a três unidades de medida.
Vetores iguais e vetores opostos Se os vetores 𝑎⃗ e 𝑏⃗⃗ forem perpendiculares para
⃗⃗ e ⃗𝒃⃗, são iguais quando têm a
Dois vetores, 𝒂 acharem o módulo do vetor soma basta aplicar o
mesma direção, mesmo sentido e mesmo módulo, teorema de Pitágoras.
se pelo menos uma dessas características
diferem, são chamados vetores diferentes.

R = √𝑎2 + 𝑏 2
Obs.: o vetor soma 𝑅⃗⃗ pode ser representado pelo
segmento orientado cuja origem coincide com a
⃗⃗ = ⃗𝒃⃗; (b) 𝒄⃗ ≠ ⃗𝒅⃗.
Figura 11: (a) 𝒂 origem do primeiro e cuja extremidade coincide
com a extremidade do segundo.
Dois vetores são opostos quando tem mesma
direção, mesmo módulo e sentidos contrários.

Esse método é chamado de regra do polígono.

Adição de vetores de mesma direção


Se dois vetores têm a mesma direção e mesmo
⃗⃗ são opostos.
⃗⃗ e 𝒃
Figura 12: 𝒂 sentido, o vetor resultante será:
 Intensidade: R = a + b;
Adição de dois vetores  Direção: mesma de ⃗𝑎⃗⃗ e ⃗⃗⃗
𝑏;
Dados os vetores ⃗𝑎⃗⃗ e ⃗⃗⃗ 𝑏, vamos obter o vetor  Sentido: mesmo de 𝑎⃗ e 𝑏⃗⃗.
⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗
soma 𝑅 . tal que 𝑅 = 𝑎 + 𝑏.

⃗⃗

Tracemos pela extremidade de cada vetor uma


paralela a outro vetor. Se dois vetores têm mesma direção e sentidos
contrários, o vetor resultante será:
 Intensidade: R= a-b;
 Direção: mesma de ⃗𝑎⃗⃗ e ⃗⃗⃗
𝑏;
 Sentido: mesmo sentido do vetor de maior
intensidade.
O vetor soma ou resultante ⃗⃗⃗⃗
𝑅 tem origem no
ponto 0 e extremidade no ponto de cruzamento
das duas paralelas traçadas. Este método é
chamado de método do paralelograma.

O vetor soma 𝑅⃗⃗ tem as seguintes características:


Módulo → R = √𝑎2 + 𝑏 2 + 2𝑎𝑏 cos 𝑎;
Direção → da reta ⃡⃗⃗⃗⃗
0P;
Sentido → de 0 para P.
A expressão do modulo do vetor 𝑅⃗⃗ pode ser
demonstrada aplicando-se a lei dos cossenos no
triângulo OBP.
Vetor diferença Velocidade vetorial medial
Consideremos os vetores ⃗𝑎⃗⃗ = A-0 e ⃗⃗⃗
𝑏 = B-0, Sejam P1 e P2 as posições de um móvel nos
que formam entre eles um ângulo α. instantes t1 e t2, respectivamente. Define-se como
vetor deslocamento, entre os instantes t1 e t2, o
vetor ⃗⃗⃗⃗⃗
𝛥𝑟 = P2 – P1.
Obs.: velocidade vetorial média desse móvel
entre os instantes do vetor deslocamento ⃗⃗⃗⃗⃗
𝛥𝑟 pelo
intervalo de tempo Δt gasto nesse deslocamento.
O vetor diferença ⃗⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗ - ⃗⃗⃗
𝑣𝑑 = 𝑎 𝑏, é dado por:
𝑣𝑑 = 𝑎
⃗⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗ → ⃗⃗⃗⃗⃗=
⃗⃗⃗ - 𝑏 𝑣𝑑 (A-0) – (B-0).
𝑣𝑑 = Aextremidade - Borigem.
⃗⃗⃗⃗⃗

Algébricamente o vetor ⃗⃗⃗⃗⃗ 𝑣𝑑 é dado por:


2 2
Módulo: vd = √𝑎 + 𝑏 − 2𝑎𝑏 cos 𝛼
Direção: da reta 𝐴𝐵⃡⃗⃗⃗⃗⃗ ;
Sentido: de B para A;
Para subtrairmos dois vetores opostos, basta
fazermos a adição de um, com o oposto do outro. 𝛥
𝑣𝑚 = 𝛥𝑟
⃗⃗⃗⃗⃗⃗
Ex.: 𝑡
Característica de ⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑣𝑚
𝑅⃗⃗ = 𝑎⃗ − 𝑏⃗⃗ → 𝑅⃗⃗ = 𝑎⃗ + (−𝑏⃗⃗ ) 𝛥𝑟
 Módulo: vm 𝛥 ;
𝑡
Componentes retangulares de um vetor  Direção: a mesma que ⃗⃗⃗⃗⃗
𝛥𝑟 ;
Consideremos o vetor 𝑎⃗ nos eixos x e y, obtemos  ⃗⃗⃗⃗⃗
Sentido: o mesmo de 𝛥𝑟 .
seus componentes retangulares ⃗⃗⃗⃗⃗
𝑎𝑥 e ⃗⃗⃗⃗⃗.
𝑎𝑦
Velocidade vetorial instantânea
Considere o movimento de um móvel do ponto P1
para o ponto P2 sobre a trajetória curva da figura.

Da figura, temos: Quanto mais próximo o ponto P2 estiver do ponto


𝑎
cos α = 𝑎𝑥 → ax = a cos α; P1, o vetor Δ𝑟⃗ tende a ficar tangente à trajetória
sen α =
𝑎𝑥
→ ay = a sen α. pelo ponto P1.
𝑎

Vetor posição
Consideremos um móvel descrevendo a trajetória
plana (plano xy) indicado na figura em relação ao
ponto 0 origem do sistema cartesiano. seja P a
posição do móvel num instante t. Definimos como
vetor posição, no instante considerado, o vetor 𝑟⃗ = Para Δt tendendo a zero (o instante t2 é
P - 0. praticamente igual ao instante t1), o vetor
velocidade média é chamado vetor velocidade
instantânea e indicamos por 𝑣⃗.

𝑣⃗ = lim Δt → ⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑣𝑚
A direção do vetor velocidade instantânea é
sempre tangente à trajetória e o sentido é o do
movimento.
Velocidade resultante Lançamento horizontal
Ao descrever uma trajetória qualquer, o Consideremos um corpo (uma bola de tênis)
movimento resultante de um corpo é, muitas lançada horizontalmente com ⃗⃗⃗⃗⃗.
𝑣0
vezes, composto por mais de um movimento. Ex.:
a velocidade de um barco ao atravessar um rio.
𝑣𝑟 ⃗⃗⃗⃗⃗
⃗⃗⃗⃗= 𝑣𝑏 + ⃗⃗⃗⃗
𝑣𝑐

Logo após sair da mão da pessoa a bola de tênis


começa a cair, devido ao seu peso, ao longo do
percurso em forma de parábola:
 Um MRU na direção horizontal;
 Outra MRVU na direção vertical com
Sendo: aceleração 𝑔⃗.
vb= velocidade do barco; O lançamento horizontal é um caso particular de
vc= velocidade da correnteza; lançamento oblíquo. Nesse caso, o ângulo de
vr = velocidade resultante. lançamento é igual à zero (α=0º).

Observando a composição dos movimentos,


Galileu Galilei, concluiu que podia estudar os
movimentos de um corpo analisando
separadamente os movimentos que o compõem, e
enuncia o principio da independência dos
movimentos, que diz:
Se um corpo se encontra sob ação simultânea de
vários movimentos, cada um deles se processa Note que, na direção horizontal, a bola tende a
como se os demais não existissem. manter a velocidade horizontal que possuía ao
sair da mão da pessoa.
Lançamento oblíquo
Consideremos um corpo lançado obliquamente,
𝑣0 e formando um ângulo α com o eixo x.
com ⃗⃗⃗⃗⃗
Considerando que a atmosféra não tenha
influência alguma por causa da alteração da terra.
Podemos estudar esse movimento imaginando o
lançamento obliquo como sendo resultante da
composição de dois movimentos: Um na direção
horizontal x e outro na direção vertical y.

Na direção horizontal, o corpo realiza um


movimento retilíneo e uniforme com velocidade
igual a ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗.
𝑣0𝑥 Na direção vertical, o corpo realiza
um MRUV com velocidade inicial igual a ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗,
𝑣0𝑦 e
aceleração igual à aceleração da gravidade.
Movimentos circulares uniformes Frequência e período
Velocidade angular média Consideremos uma roda-gigante girando.
Considere um móvel percorrendo uma trajetória
circular de raio R e os ângulos φ1, e φ2 quando o
móvel se encontra nos instantes t1 e t2
respectivamente.
Defini-se como velocidade angular media o
quociente entre o ângulo descrito, e o tempo, Δt,
gasto para descrevê-lo. Temos:
𝛥 𝜑 −𝜑
ωm = 𝛥𝜑 = 𝑡2 −𝑡 1
𝑡 2 1

Durante esse movimento, cada cadeira da roda-


gigante descreve uma circunferência
continuamente, ou seja, cada uma delas passa
repetidas vezes pela mesma posição e nas
mesmas condições (posição, velocidade etc.) em
 ωm = velocidade angular média; intervalos de tempo iguais. Devido a isso, o
movimento da rotação da roda-gigante é
 Δφ = deslocamento;
considerado periódico.
 Δt = tempo.
O número de voltas (ou ciclos) que a roda-gigante
No SI, os ângulos são medidas em radianos.
efetua na unidade de tempo é chamado
Assim, a unidade de velocidade é rad/s.
frequência do movimento. se, por exemplo,
cada cadeira dá 15 voltas por minutos, dizemos
Velocidade angular instantânea que a rota-gigante gira com uma frequência de 15
É o limite para o qual tende a velocidade media ciclos por minutos (15rpm). Se quisermos achar a
quando Δt tende a zero, isto é: frequência em segundos, basta dividirmos por 60,
ω = lim Δt→0 pois 1 minuto é igual a 60s.
𝛥𝜑
ωm = lim Δt→0 𝛥𝑡 . A unidade ciclos por segundo ou rotações por
Obs.: a velocidade escalar, também pode ser segundo é chamado Hertz, que se abrevia Hz.
chamado de velocidade linear, para não ser Assim:
15 1 1
confundido com a velocidade angular, que 15 rpm: 60 rps = 4 = 4 Hz.
acabamos de definir. A velocidade linear levar em Por outro lado, o tempo que a roda-gigante leva
consideração a distância percorrida na unidade de para dar uma volt completa é chamado período do
tempo. movimento.
Podemos achar o período do movimento da roda-
Movimento circular uniforme (MCU) gigante estabelecendo uma regra de três simples:
Dizemos que um móvel realiza um movimento se a roda-gigante de ¼ de volta por segundo,
circular uniforme quando sua trajetória é circular e então, o tempo gasto para dar uma volta completa
o módulo do vetor velocidade permanece é T.
constante e diferente de zero. Número de voltas Tempo (s)
Ex.:
½ 1
 O movimento das extremidades dos
ponteiros de um relógio; 1 t
 O movimento das pás de um ventilador; 1/4/1 = 1/t → f= ¼
 O movimento de um disco.

Figura 13: |𝒗
⃗⃗⃗⃗⃗|=
𝟏 : |𝒗 𝟐 = : |𝒗
⃗⃗⃗⃗⃗| 𝟑 = cte ≠ 0
⃗⃗⃗⃗⃗|
Relação matemática no MCU Sendo:
Consideremos um móvel descrevendo um v a velocidade escalar;
movimento circular uniforme no sentido anti- R o raio da trajetória.
horário, conforme a figura. A aceleração centrípeta por função variar a
direção do vetor velocidade, mantendo o móvel
sobre a circunferência, produzindo o movimento
circular. Em cada posição do móvel o vetor ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑎𝑐𝑝 é
perpendicular ao vetor 𝑣⃗ é dirigido para o centro
da circunferência.

Para uma volta completa, o espaço percorrido


é o comprimento da circunferência (Δs = 2𝜋),
o ângulo descrito é 360º a 2𝜋rad (Δφ = 2𝜋) e
o tempo gasto é o período T.
Assim:
𝛥𝜑 2𝜔 1
ω = 𝛥 → ω = 𝑇 ou ω = 2𝜋.𝑇 ou ω = 2𝜋f
𝑡
Função horária angular
𝛥 2𝜋𝑟 Para localizar um ponto material que descreve
Δ = 𝛥𝑠 → v → v = ωr. um MCU e mais útil uma função que forneça o
𝑡 𝑇
ângulo no decorrer do tempo, isto é, precisamos
Aceleração centrípeta de uma função horária angular. Isso ocorre porque
No movimento circular uniforme o vetor a posição escalar não é uma variável conveniente.
velocidade é constante em módulo, mas é variável o ponto material em MCU pode variar pela mesma
em direção e sentido em cada ponto. posição sobre a circunferência.
O mesmo não ocorre com o ângulo que esse
ponto material percorre durante o movimento.
Seus valores nunca se repetem, pois quando o
ponto material passa pelo mesmo ponto o valor do
ângulo é acrescido de 360º ou 2𝜋 rad.

Figura 14: |𝒗
⃗⃗𝟏 | = |𝒗
⃗⃗𝟐 | = v

Como existe variação do vetor velocidade, existe


aceleração. A aceleração 𝑎⃗ é dada por:
⃗⃗
𝛥𝑣 ⃗⃗⃗⃗⃗−𝑣
𝑣2 ⃗⃗1
𝑎⃗: =
𝛥𝑡 𝛥𝑡
Se 𝑎⃗ tem a mesma direção e o mesmo sentido de
𝛥𝑣⃗ , concluímos que a aceleração é dirigido para o Assim, podemos obter uma relação matemática
centro da circunstancia sendo chamado de entre o ângulo φ e o instante t considerado. Para
aceleração centrípeta ou aceleração normal e isso, consideremos a figura:
indicamos 𝑎⃗.

Demonstra-se que o modelo da aceleração


centrípeta é dada por:
𝑣2
Acp = 𝑅
ou Acp = W 2R.
A velocidade angular é dada por
𝛥
ω = 𝜑 (1);
𝛥1

Mas 𝛥𝜑 = φ-φ (2);


Δt = t - t0 = t - 0 = t (3).
𝜑−𝜑
ω = 𝑡 0 → φ=𝜑0 + Wt, função sob a forma
Ângular t.
Sendo:
φ o ângulo ou a fase no instante t;
φ o ângulo inicial ou a fase inicial;
ω a velocidade angular;
t o tempo.

Acoplamento de polias
Os motores têm uma frequência de rotação fixa.
Entretanto, as maquinas acionadas por eles têm,
quase sempre, sistemas girantes que precisam de
diferentes frequências de rotação, muitas vezes
essas frequências são fornecidas por um único
motor. Por isso, o eixo desse motor é acoplado a
polias de diferentes tamanhos por meio de
correias ou engrenagens. Duas polias podem ser
acopladas das seguintes formas:
Acoplamentos por correias:

Para esse tipo de acoplamento, temos:


 RA= raio da polia-A;
 RB= raio da polia-B;
 VA= velocidade escalar de um ponto
periférico da polia-A;
 VB= velocidade escalar de um ponto
periférico da polia-B.
Acoplamento com mesmo eixo:
Consideremos duas polias, associadas conforme
a figura. Nesse caso, os pontos A e B descrevem
o mesmo ângulo central φ, no mesmo intervalo de
tempo.

Para esse tipo de acoplamento, a velocidade


angular de um ponto periférico da polia-A é igual
a velocidade angular de um ponto periférico da
polia-B, isto é:
ωA = ωB
DINÂMICA Força resultante
Estuda o movimento dos corpos e o que causou Seja uma partícula onde estão aplicadas varias
esses movimentos. a primeira teoria sobre esse forças. Esse sistema de forças pode ser
assunto, Philosofhia e naturalis principia substituído por uma única força, a força resultante,
mathematica, publicada em 1687 por Isaac que é capaz de produzir na partícula o mesmo
Newton, explicou de forma completa o movimento efeito que todas as forças aplicadas.
dos corpos, trabalho esse apoiado nos estudos
realizados por Galileu Galilei e Johannes Kepler.
nesse trabalho Newton conseguiu estabelecer
relações entre a massa do corpo e seus
movimentos, surgindo daí três lei básicas que são
chamadas leis de Newton ou, princípios da
dinâmica. nessa obra explica o movimento dos
astros e os efeitos da massa dos planetas sobre
os corpos próximos a elas, por meio da lei da
gravitação universal.
a teoria proposta por Newton, também chamada
Figura 15: (a) sistema de forças; (b) força resultante. ⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = 𝑭⃗⃗⃗⃗⃗𝟏
de mecânica clássica, permitiu que Max Planck ⃗⃗⃗⃗⃗𝟐 + 𝑭
⃗⃗⃗⃗⃗𝟑 +...+ ⃗⃗⃗⃗⃗
+𝑭 𝑭𝑵 .
desenvolvesse a mecânica quântica e Albert
Einstein a mecânica relativista.
Duas forças concorrente, ⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟏 e ⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟐 , de intensidade
Força 4N e 3N, atuam num mesmo ponto material,
Forças são interações entre corpos, causando formando um ângulo α entre si.
variações no seu estado de movimento ou uma determine a intensidade da força resultante para
deformação. os seguintes valores de α:
Quando ocorre uma interação entre corpos, a. 0º;
podem ocorrer variações na velocidade, b. 60º;
deformações ou ambos os fenômenos. as causas c. 180º.
dessas variações ou deformações são chamadas Resolução:
forças a. Sendo α = 0º, as forças têm a mesma direção
Quando um corpo é abandonado de uma e mesmo sentido. A intensidade da força
determinada altura, cai com movimento acelerado resultante será:
devido à fora de atração da terra. Ao chutarmos
uma bola, o pé faz sobre ela uma força que, além
de deforma-la, inicia-lhe o movimento. Quando as
superstições, dos corpos que interagem se tocam
como a interação pé-bola, por exemplo, a força é A intensidade da força resultante será:
chamada de contado. Ocorrendo a interação e ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟏 + ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟐 → ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟏 + ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟐 → ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟏 + ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟐
estando os corpos a distancia, a força é chamada
⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭 4 + 3 → ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = 7N.
de campo. Ex.: é a interação terra-maça. Forças 𝑹
são interações entre corpos, causando variações
no seu estado de movimento ou uma deformação. Para α = 60º.
tal qual a aceleração, a força é uma grandeza
vetorial, exigindo, para ser caracterizado, uma
intensidade, uma direção e um sentido. a unidade
de fora no SI é o Newton (N).

⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭 = ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟏 + ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟐 → ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = √𝐹12 + 2𝐹1𝐹2 cos 60º
𝑹
⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭 𝑹 = √ 4 + 3 + 2 𝑋 4 𝑋 3 𝑋 1/2
2 2

⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭 𝑹 = 6,1 N
Sendo α = 180º, as forces têm a mesma direção e Inércia ou 1ª lei de Newton
sentidos contrários: Um corpo não submetido à ação de força alguma.
Nessa condição esse corpo não sofre variações
de velocidade. Isso significa que, se ele está
parado, permanecerá parado e se está em
movimento sua velocidade se mantém constante.
A intensidade da força resultante será: Esse princípio é conhecido como 1º princípio da
⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟏 + ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟐 → ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟏 - ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝟐 dinâmica (1ª lei de Newton) ou princípio da inércia.
⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹 = 4-3 → ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ 𝑭𝑹 = 1N. O princípio da inércia pode ser observado no
movimento de um ônibus. Quando o ônibus
Equilíbrio arranca a partir do repouso, os passageiros
Um ponto material está em equilíbrio quando a tendem a deslocar-se para trás, resistindo ao
resultante das forças que nele atuam é nula. movimento. Da mesma forma, quando o ônibus já
Podemos diferenciar dois casos: em movimento freia, os passageiros deslocam-se
para à frente, tendendo a continuar com a
velocidade que possuíam.
Equilíbrio estático
Um ponto material está em equilíbrio estático
quando se encontra em repouso, isto é, sua Massa de um corpo
velocidade vetorial é nula no decorrer do tempo. Sabemos eu os corpos que apresentam maior
⃗⃗⃗⃗⃗⃗ inércia são aqueles de maior massa. ex.: é mais
𝑭 𝑹 = 0. fácil empurrar um carrinho vazio do que um cheio
𝑣⃗= 0. de compras.
Repouso. o carrinho com compras oferece maior resistência
para sair do repouso. podemos, então, associar a
Equilíbrio dinâmico massa de um corpo à sua inércia, dizendo que a
O equilíbrio é dito dinâmico quando o ponto massa de um corpo é a medida numérica de sua
material está em movimento retilíneo uniforme, inércia.
isto é, sua velocidade vetorial é constante e no SI a massa tem como padrão o Kg. o seu
diferente de zero. submúltiplo e o múltiplo, são, respectivamente, (g)
⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭𝑹= 0. e (t).
𝑣⃗= cte ≠ 0 } MRU. 1g = 1/1000 kg = 10-3;

1t = 1000kg = 103kg.
Princípio fundamental da dinâmica
(2ª lei de Newton)
Uma força produzirá diferentes acelerações sobre
diferentes corpos. Uma mesma força provoca uma
aceleração maior numa bola de tênis do que num
automóvel, isto é, quanto maior a massa de um
corpo mais força será necessária para produzir
uma dada aceleração.
Esse princípio estabelece uma proporcionalidade
entre causa (força) e efeito (aceleração). Um
ponto material de massa M submetido a uma força
resultante 𝑭 ⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑹 adquire uma aceleração 𝑎 ⃗ na
mesma direção da força tal, que:
Medida de uma força
Podemos medir a intensidade de uma força que
ela produz num corpo elástico. O dispositivo
⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝑭 𝑹 =Mx𝑎⃗. usado é o dinamometro, que consiste numa mola
1N = Kg x m/s2. helicoidal de açõ enolvido por um protetor. Na
Um Newton (N) é a intensidade da força que, extremidade livre da mola há um ponteiro que se
aplicada à massa de 1Kg, produz na sua direção e desloca ao longo de uma escala.
no seu sentido um movimento de aceleração A medida de uma força é feita por comparação da
1m/s2. deformação causada por essa força com a de
forças padrão.
Peso de um corpo
Em torno da terra há o campo gravitacional, na
qual todos os corpos sofrem sua influencia que se
apresenta em forma de uma força essa força de
atração são chamadas forças gravitacionais. Peso
é à força de atração gravitacional que a terra
exerce sobre um corpo.
Desprezando-se a resistência do ar, todos os
corpos abandonados próximos à superfície da
terra caem devidos aos seus pesos, em
velocidade crescente, sujeitos a uma mesma Figura 16: dinamômetro.
aceleração, chamada aceleração da gravidade.
Sendo M a massa do corpo e 𝑔⃗ a aceleração da
gravidade, podemos aplicar o principio
fundamental da dinâmica e obter o peso 𝑝⃗ do
corpo.
𝑝⃗ = M x 𝑔⃗
O peso de um corpo é uma grandeza vetorial que
tem direção vertical orientado para o centro da
terra e cuja intensidade depende do valor local da
aceleração da gravidade. Em torno de qualquer
planeta ou satélite existe um campo gravitacional.
Por isso, podemos falar em peso de um corpo na
lua ou em Marte, por exemplo.
A unidade de peso no SI é o Newton. Pode mas
ainda usar o Kilograma-força, que é uma unidade
de força muito usada pela indústria.
1kgf é o peso de um corpo de 1kg de massa num
local em que a aceleração da gravidade é igual a
9,8m/s2.
A relação entre o kgf e o Newton é:
p = mg → 1kgf = 1kg x 9,8m/s2 → 1kgf= 9,8
kg x m/s2 → 1kgf = 9,8N.
a massa é uma propriedade exclusive do corpo,
não depende do local em que é medida. O peso
do copo depende do local no qual é medido.
Lei de Hooke
Uma mola apresenta uma deformação elástica se,
retirad a força que a deforma, ela retorna ao seu
comprimento e forma originais.

Robert Hooke, estudando as deformações


elasticas, verificou que, duplicando a força
aplicada, a deformação duplica, triplicando a
força, a deformação triplica e assim
sucessivemente.

Analisando esses dados, Hooke verificou que


existe uma proporcionalidade entre a força
exercida na mola e a correspondente deformação
e enunciou a seguinte lei:
A intensidade da força deformadora é proporcional
à deformação a expressão matemática da lei de
Hooke é:
F=kx.
Em que:
F=força deformadora;
x= deformação sofrida pela mola;
k= constate de proporcionalidade caracteristicas
da mola, chamada de constante elásticas da mola.
O valor de K depende do material com que é feita
a mola. Molas com valores de k muito grande são
muito duros. O valor de k é dado por:

𝐹 2𝐹 3𝐹
= 2𝑋 = 3𝑋 = K
𝑋
A unidade de k no SI é o N/m.
Observações:
O dinamômetro indica a intensidade da força
aplicada numa de suas extremidades.
Tracionando um dinamômetro com duas forças
iguais de 200N, conforme indica a figura, o
dinamômetro acusa somente 200N.
Uma corda de borracha, ou um elastico, também
obedece à lei de Hooke.
3ª lei de Newton (ação e reação) Plano inclinado
Quando dois corpos interagem aparecem um par Diariamente temos oportunidades de observar
de forças como resultado da ação que um corpo objetos em movimentos ou em repouso sobre uma
exerce sobre o outro. Essas forças são chamadas superfície inclinada. Usamos o plano inclinado
de ação e reação. O principio da ação e reação para facilitar certas tarefas.
estabelece as seguintes propriedades das forças
decorrentes de uma interação entre os corpos. Força de atrito
A toda ação correspondente uma reação, com a O fato de não conseguirmos fazer um corpo
mesma intensidade, mesma direção e sentido deslizar sobre uma superficie é justificado pelo
contrário. aparecimento de uma força entre as superfícies
Admita dois patinadores, A e B. se A exerce uma de contato que impede o movimento. Chamada
⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ força de atrito estático. Quando um corpo desliza
forção ⃒𝐹𝐴 ⃒ = ⃒𝐹𝐵 ⃒ sobre outro surge uma força de contato que se
Mesma direção: horizontal; opoe ao movimento, chamado força de atrito
Sentidos contrários: ⃗⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗⃗⃗
𝐹𝐴 = -𝐹 𝐵 (o sinal – indica que dinâmico. A força de atrito entre corpos sólidos é
são forças de sentido opostos). devido às asperzas das super´ficies em contato e
Como consequencia dessas interações, A e B não diminui com o polimento ou com o uso de
se movimenta em sentidos contrários. Apesar de lubrificantes.
as forças de ação e reação apresentarem a
mesma intensidade, os efeitos produzidos por elas
dependerão da massa e das caracteristicas de
cada corpo.
Força peso: na interação da terra com um corpo, o Figura 17: O corpo de cima desliza sobre o de baixo,
peso do corpo é a ação, e a força que o corpo mostrando as duas superfícies em contato.

exerce sobre a terra é a reação; Admita um corpo sobre uma superfície sento
Força de tração em fio: quando esticamos um fio solicitado a mover-se pela força 𝐹⃗ , cresce também
ideal (inextensivel e de massa despresivel), nas o valor da força de atrito estático, de modo a
suas extremidades aparecem forças de mesma equilibrar a força 𝐹⃗ atingir um determinado valor, o
intensidade chamadas de forças de tração (T). corpo fica na iminencia de deslizar, e a força de
Forças de reação normal: um corpo em repouso, atrito estatico atinge seu valor maximo. A partir
apoiado numa superfície horizontal, aplica sobre desse instante, com qualuer acrescimo que
esta uma força 𝐹⃗ de compressão, cuja intensidade força 𝐹⃗ sofre, o corpo começa a deslizar. Uma vez
é igual à do seu peso. A superfície de apoio iniciado o movimento, a força de atrito estático
exerce no corpo uma força 𝑁 ⃗⃗ de reação, que por deixa de existir, passando a atuar a força de
ser perpendicular às superfícies de contato é atritoestática deixa de existir, passando a atuar a
chamado foça de reação normal de apoio. Ao força de atrito dinamico, de valor inferior ao valor
considerarmos o ppeso do corpo, nele atuam duas maximo da força de atrito estático.
forças de mesma intensidade e sentido contrários.
Logo, elas se anulam.

A força de atrito um par qualquer de superfície as


seguintes leis:
1ª; é a aproximadamente independente da área
de contato;
2ª é aproximadamente proprocional à intensidade
da força normal.

Figura 18: (a) corpo na iminência de deslizar. Fat, max = µN; (b)
corpo em movimento, Fat=µN.
O fator µ é uma constante de proporcionalidade, Influência do ar
chamada, coeficiente de atrito, que depende do O meio onde o corpo está imerso (ar ou líquido)
material dos corpos em contato e do polimentos oferece também uma resistencia ao
das superficies. O µ é adimencional e recebe o deslocamento. Um corpo abandonado do alto de
nome de coeficiente de atrito estático (µe) na um prédio adquire movimento acelerado por
iminencia do deslizamenteo e o de coeficiente de causa da ação da força peso. Além da fora, atua
atrito dinamico (µd) quando já foi iniciado o no corpo a força de resistencia do ar, que tem
movimento. A experiencia mostra que, para um mesma direção e sentido contrário ao da força
mesmo par de superfície: peso. Essa força de resistencia do ar é variável e
µe > µg. depende da velocidade do corpo, de sua forma e
Nos exercicios se for especificado µe ou µd, usa-se da maio seção transversal em relação à direção
simplesmente o coeficiente de atrito µ e admite- do movimento.
se: Ex.:
µe = µd. Para uma gota de chuva cuja velocidade é de
2m/s, a força de resistencia do ar é propocional a
obs: essa velocidade.
1º quando dois corpos são colocados em contato, Para corpos pequenos cuja velocidade varia entre
a áea microscopica efetiva de contato é muito 24m/s a força da resistencia do ar é proporcional
menor eu a área macroscopica aparente de ao quadrado da velocidade;
contato. Pode-se estabelecer que essas áreas na Um pára-quedas tem forma semi-esférica concave
razão de 1 para 104. (área muito grande) para aumentar a força de
2º o fato de a força de atrito ser independente da resistencia do ar;
area aparente de contato significa, por exemplo, Carros, aviois e peixes tem forma aerodinamicas
que a força necessária para arrastar um tijolo (cortam o ar e a água) e área da secção
metalico sobre uma superfície metalica é a transversal muito pequena para diminuir a força
mesma, não importanto qual face da superficie do de resistencia do ar ou da água.
tijolo esteja em contato com a superfície.
3º a força de atrito de rolamento é muito menor Força centripeta
que no atrito do deslizamento, ai residindo a Quando um corpo de massa m efetua um MCU,
vantagem da inveção da roda. É o atrito que nos está sujeito a uma aceleração que é responsável
permite caminhar sobre uma superfície. pela mudança da direção do movimento. Essa
O pé da pessoa exerce uma força ⃗⃗⃗⃗ 𝐹1 sobre o solo aceleração é constante, chama-se aceleração
e, devido ao atrito, o solo aplica no pé a força −𝐹⃗⃗⃗⃗1 centripeta e é perpendicular, em cada instante, ao
(principio da ação e reação), que empurra a ⃗⃗ .
vetor velocidade 𝑉
pessoa para a frente. Se não houvesse o atrito, o Se existe uma aceleração, e acordo com a 2[ lei
pé da pessoa escorregaria para tras. Num carro de Newton, deve haver uma força resultante, na
com trasão traseira são as rodas traseiras que direção da aceleração, perpendicular à velocidade
empurram o solo para trás, exercendo sobre ele a e dirigida para o centro da circunferencia que é
força ⃗⃗⃗⃗
𝐹1 , e devido ao atrito (força de ação e chamada força centrieta. Sem ela, uma corpo não
⃗⃗⃗⃗1 , pode descrever um movimento circular. Se o
reação) o solo exerce sobre as rodas a força -𝐹
movimento é circular e uniforme, a força centripeta
que empurra o carro para a frente.
tem valor constante.
𝑉2
Sendo acp = 𝑅 , a força centripeta é dada por Fcp =
𝑉2
macp → Fcp = M 𝑅
Devemos salientar que a força centrípeta é a
resultante das forças que agem sobre o corpo, ou
seja, em cada situação, uma ou mais forças
podem exercer o papel da força centripeta.
Ex.: Quando giramos uma pedra presa à Energia
⃗⃗ no fio faz o
extremidade de um fio, a tração 𝑇 Um corpo em movimento possui energia,
papel da força centripeta. associada a um corpo em movimento, é chamado
e energia cinética. Possuindo energia cinética, o
corpo pode provocar a realização de trabalho, por
exemplo, ao entrar em conato com um outro
corpo. Nesse caso, há transferência de enerfia de
um corpo para outro.
entretanto, mesmo estanto em repouso, um corpo
pode possuir uma energia apenas em função da
Ex.: a lua movimenta-se em órbita circular devido posição que ele ocupa. Exemplo, uma pedra
a força centripeta, que é propria força que a terra parada a uma certa altura possui energia. Se
exerce sobre a lua. abandonado ela cai cada vez mais rapido. A força
No caso do pendulo conico, a força centripeta é a peso realiza trabalho e a pedra adquire energia
resultante da força peso e da tração no fio. cinética. Quando em repouso, a pedra possua
No caso de um carro que descreve uma curva energia, em vista de sua posição relativamente à
horizontal, as forças de atrito originam a resultante torna, chamada energia potencial gravitacional.
centripeta. Outras formas de energia: uma mola comprimida
No looping um carrionho de montanha-russa está ou esticada possui energia potencial elástica; um
sujeita a uma resultante centripeta. explosivo possui energia quimica, a energia
térmica relaciona-se com a agitação das
Trabalho de uma força moléculas, a energia elétrica está associada às
Um homem que levanta um corpo até uma cargas eletricas, etc.
determinada altura realiza um trabalho. Já em Cada uma dessas formas de energia transferida
fisica, trabalho que uma pessoa realiza ao, ou transformada. A unidade de energia é, a
sustentar um objeto numa certa altura sem se mesma do trabalho: joule (J), no SI.
mover é nulo, pois não houve deslocamento.
Concluimos, que uma força aplicada num corpo Principio da conservação da energia
realiza um trabalho quando produz um Entre os diferentes tipos de energia há uma
deslocamento desse corpo. Dizemos trabalho de constante transformação. Num corpo que cai,
uma força e não trabalho de um corpo. O trabalho numa mola comprimida que empurra um corpo,há
é uma grandeza física criada para medir energia. conversão de energia potencial em energia
Consideremos dois casos: cinética. Quando um carro é freado, energia
1º caso: a força tem a mesma direção do cinética se transforma em energia térmica. Uma
deslocamento. Consideremos um ponto material pilha converte energia química em energia
que, por causa da força 𝐹⃗ , horizontal e constante, elétrica.
se movimenta da posição A para a posição B, Na transformação energético não há criação ou
sofrendo um deslocamento d. destruição de energia. Há somente uma mudança
no seu modo de manifestar-se. Exemplo, se um
dado motor elétrico consome 200 joules de
energia elétrica e dele se obtem 180 joules de
energia mecanica, podemos garantir que 20 joules
de energia mecanica, aquecendo o aparelho.
- a energia nunca é criada nem destruida, mas
O trabalho de 𝐹⃗ no deslocamento AB é dado por:
apenas transformada de um tipo em outro (ou
Ƹ A, B = Fd.
outros). O total de energia existente antes da
O valor dessetrabalho é igual à energia transferida
transformação é igual ao total de energia obtida
pela pessoa ao corpo supondo que o sistema seja
depois da transformação.
ideal, sem perdas.
Se a força 𝑓⃗ tem o mesmo sentido do Energia cinética
deslocamento, o trablaho é dito motor. Se tem É a energia associada a um corpo em movimento
sentido contrário, o trabalh é chamado resstente. sendo m a massa do corpo e V a sua velocidade
Por convenção: num dado instante, a energia cinética dele é dada
Ƹmotor > 0 e Ƹresistente < O. pela expressão.
𝑚𝑣 2
Ec= 2

Observe que, sendo v ≠ 0, a energia cinética é


positiva, pois V2 e m são grandezas positivas.
Teorema da energia cinética
Consideremos que um móvel de massa m se
deslocou da posição A para posição B. Sob ação
da força constante 𝐅⃗. No deslocamento d entre A
e B, a velocidade do corpo de VA para VB.

Figura 20: na posição B, o corpo não possui energia


O trabalho realizado pela força 𝐹⃗ é dado por t=f x cinetica, mas tem a capacidade potencial de vir a possui-la.
𝑉𝐵2 − 𝑉𝐴2
d. mas F=m x a. e a = 2𝑑 Consideremos inicialmente o trabalho da força
𝑉𝐵2 − 𝑉𝐴2 peso. Se um corpo de massa m for abandonado
Substituindo em, vem: T= med = m 2𝑑
xd
2 2 do repouso na posição B à altura h em relação ao
𝑚𝑣𝐵 𝑚𝑣𝐴
T= 2
- 2
solo (posição A), o peso realiza o trabalho Ʈ=mgh
𝑚𝑣 2
e o grupo adquire a nergia cinética Ec= 2 .
2
𝑚𝑣𝐴
Como 2
= 𝐸𝐶𝐴 e a energia cinética do corpo na Na posição B, o corpo tem uma energia associada
𝑚𝑣 2 à sua posição em relação a terra, ainda não
posição A e 2 𝐵 = 𝐸𝐶𝐵 é a energia cinética do transformada na forma útil. Essa energia é
corpo na posição B, vem. chamada energia potencial gravitacional e medida
T= 𝐸𝐶𝐵 - 𝐸𝐴 pelo trabalho realizado pelo peso ao passar o
O teorema da resultante das forças agentes num corpo da posição B para posição A:
corpo em determinado deslocamento mede a Ep= mgh
variação de energia cinetica ocorrida nesse
deslocamento. Ex.: consideremos um corpo de massa m=2kg se
Se a resultante realiza um trabalho motor, a encontra a 1m do piso de um apartamento e com
energia cinética aumenta. do nivel da rua.
T. motor Ec aumenta. Seja g=10m/s2 a aceleração da gravidade local. A
Se realiza um trabalho resistente, a energia energia potencial gravitacional do corpo tem os
cinética diminui seguintes valores.
t. resistente. Ec diminui. 1º em relação ao piso apartamento.
Caso a energia cinética não tenha variado entre H1=1m;
duas posições, significa que a resultante das M=2kg;
forças agentes sobre o corpo realizou um trabalho G=10m/22.Ep1=20j.
nulo.

Figura 19: Ʈ=0. Ec constante ou 𝑬𝑪𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝑬𝑪𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍. (a) quando

um corpo cai, o peso realiza trabalho motor e a energia 2º em relação ao nivel da rua:
cinética aumenta; (b) quando um corpo é lançado H2=10m
verticalmente para cima, ao subir o peso realiza trabalho M=2kg;
resistente: a energia cinética diminui; (c) um satelite em
G= 10m/s2;
movimento circular e uniforme tem velocidade escalar
constante: a energia cinética não varia e o trabalho da força
E=mgh2 = 2x 10 x 10.
agente é nulo. Ep2 = 200j.

Energia potencial gravitacional


A energia assocada a um corpo em função de sua
posição é chamada energia potencial. Essa
energia está relacionada a trabalhos que
independem da trajetoria descrita, como o da
força peso (Ʈ=mgh) eo da força elastica.
𝐾𝑥 2
(Ʈ= 2
)
Energia potencial elástica Essa soma é chamada energia mecanica do
Consideremos um sistema elástco constituido de sistema. A energia mecanica de um sistema
um corpo de massa m preso a uma mola de permanece constante, quando este se movimenta
constante elástica k, para deformar o sistema num sob ação de forças conservativas e eventuamente
comprimido x é necessário realizar o trabalho de outras forças que realizam trabalho nulo.
𝐾𝑥 2
Ʈ=
2 Forças dissipativas
Se o corpo for abandonado apartir dessa posição São aquelas que, quando realizam trabalho, este
B, espontaneamente ele tende a retornar à é sempre resistente, em qualquer deslocamento.
primeira posição, A, adquirindo energia cinética. Como consequência, a energia mecânica de um
Portanto, quando o sistema estava na posição B, sistema, sob ação de forças dissipativas, diminui.
não possuia energia cinética mas sim Ex.: considere um corpo em movimento sob ação
acapacidade potencial de vir a ter energia cinética. de seus peso e da força de resistência do ar. Na
Assim, na posição B o corpo possui uma energia descida ou na subida, a força de resistência do ar
associada a sua posição (em relação a A), ainda realiza um trabalho resistente, transformando
não transformada na forma útil. Essa energia é energia mecânica em energia térmica. A força de
chamada energia potencial elastica e medida pelo resistência do ar é dissipativa.
trabalho realiza pela força elastica quando o corpo
passa da posição B para a posição A.

Figura 22: Fac= Força de resistência do ar.

𝒌𝒙𝟐
Figura 21: Ep=
𝟐

Forças conservativas
São aquelas que está associada uma energia
potencial, como o peso e a força elástica.
Quando um corpo está sob ação de uma força
conservativa que realiza trabalho resistente, a
energia cinética diminui, mas em compensação
ocorre m aumento de energia cinética aumenta, o
que corresponde a uma diminuição equivalente de
energia potencial.
Ex.: Quando um corpo é lançado verticalmente
para cima no vácuo, o peso realiza um trabalho
resistente na subida a energia cinética do corpo
diminui, mas simultaneamente ocorre um aumento
equivalente da eneria potencial gravitacional. Na
descida o peso realiza, um trabalho motor. A
energia cinética do corpo aumento equivalente da
eneria potencial gravitacional.
Na descida o peso realiza um trabalho motor. A
energia cinética do corpo aumeta, ocorrendo
simultaneamente uma diminuição equivalente da
energia potencial gravitacional.
Quando, num sistema de corpos, as forças que
realizam trabalho são todos conservativos, o
sistema é chamado sistema conservativo.

Conservação da energia mecanica


No sistema conservativo, uma diminuição da
energia cinética é compensada por um simultaneo
aumento da energia potencial, ou vice-versa,
podemos afirmar que a soma dessas duas
energias permanece constante no sistema.
Energia cinética + energia potencial = constante
ESTÁTICA Define-se momento de uma força em relação a
Equilibrio de um corpo um ponto 0, chamado pólo, como o produto da
As condições segundo as quais os corpos, na intensidade da força 𝐹⃗ pela distancia d do ponto
natureza, podem ser mantidos em repouso ou em (pólo) considerado à sua linha de ação.
movimento uniforme. Tal estado é chamado de M=+ −𝐹 x d.
equilibrio, e o estudo das forças e momentos A distância d do pólo à linha de ação da força
(torques) necessários para mantê-los pertence à costuma ser chamada de braço de alavanca da
estática. força. A unidade de momento no SI é Newton
Os conhecimentos de estática possibilitam ao vezes metros (n x m).
homem criar as chamadas máquinas simples, Por convenção, adota-se o sinal positivo (+) para
como alavancas, o plano inclinado e as polias, o momento no qual a força tende a produzir, em
conseguindo levantar e locomover pesos bem torno do polo, rotação no snetido anti-horário (a).
acima de sua capacidade muscular. E certas Adota-se o sinal negativo (-) para o momento no
ferramentas como o martelo, são feitas de forma qual a força tende a produzir rotação no sentido
que o homem consiga obter resultados melhores horário (b), em torno do pólo.
com menores esforços, instrumentos como a
balança de pratas tem seu principio de
funcionamento nos fundamentos da estática.

Principio de transmissibilidade das forças


Consideremos dois casos:
1º caso: puxamos um corpo de forma cúbica,
aplicando uma força 𝐹⃗ no ponto A, centro da face
lateral direita do corpo.

Equilirio de corpo extenso


O corpo extenso, cujo equilibrio vamos estudar, é
um conjunto de pontos materiais. Nas condições
seguintes, admitimos que o corpo extenso é
absolutamente rigido, isto é, qualquer força a ele Ex.: Ao fechar uma porta de 0,80m de largura,
aplicada pode modificar seu estado de repouso ou uma pessoa aplica perpendicularmente a ela uma
de movimento, mas não o deforma, nos estudos fora de 3,0N, como na figura abaixo. O momento
das condições de equilibrio de um corpo extenso, dessa força em relação ao eixo 0 será negativo.
devemos considerar o equilibrio de translação e o (sentido horário rotação) e dado por.
de rotação. É necessário aparesentar uma
importante grandeza, relacionado com o
movimento de rotação, o momento de uma força.

Momento de uma força


Experimente fechar uma porta, aplicando uma
mesma força 𝐹⃗ a diferentes distâncias do eixo de
rotação, constituida pelas dobradiças você M= -F x d;
verificará que, quanto mais distantes do eixo a M = -3,0 x 0,80;
força for aplicada, tanto mais facilmente, a porta M = -2,4 N x M.
irá se fechar. Assim, a ação de força de rotação
depende da distância de sua linha de ação Condições de equilíbrio de um corpo extenso
relativamente ao eixo. Para estabelecer as condições de equilibrio de um
corpo extenso é preciso considerar um equilibrio
de translação e um equilibrio de rotação.

Equilíbrio de translação
A condição necessária e suficiente para que um
corpo extenso esteja em equilibrio de translação
(ausencia de translação ou translação retilinea e
Figura 23: (a) força aplicada longe do eixo de rotação: a
uniforme) é que seja nula a resultante ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗𝐹 𝑒𝑥𝑡 de
porta fecha com facilidade; (b) força aplicada perto do eixo todas as forãs externas que agem sobre ele.
de rotação: a porta ``custa´´ a fechar. ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗
𝐹 𝑒𝑥𝑡 = ⃗⃗⃗⃗
𝐹1 + ⃗⃗⃗⃗⃗
𝐹2 + ⃗⃗⃗⃗⃗
𝐹3 +...+ ⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗
𝐹𝑛 = 0
Equilíbio de barras articulas O brinquedo João-Teimoso tem seu centro de
Considere uma barra homogênea de peso 𝑃⃗⃗ gravidade, G, próximo à base de apoio. Ao ser
articulado em A e sustentada por um fio ideal inclinado, seu peso tem momento em relação ao
preso à extremidade B. ponto de contato C, fazendo-o voltar à posição de
equilibrio. Por isso, seu equilíbrio e estável.

Na barra atuam três forças: o peso 𝑃⃗⃗, a tração 𝑇 ⃗⃗


e a força 𝐹⃗ da articulação. Para representarmos a
força 𝐹⃗ que articulação exerce na barra
aplicarmos o teoremos das tres forças:
 Quando um corpo está em equilibrio sob ação
de três forças não paralelas, elas devem ser
concorrente.
Assim, 𝑃⃗⃗ e 𝑇⃗⃗ concorrem no ponto C. logo, a força
𝐹⃗ te, a direção da reta definida pelos pontos A e
C.

Essa resultante se justifica, pois 𝑃⃗⃗ e 𝑇 ⃗⃗,


concorrendo em C, têm momentos nulos em
relação a C. para que a soma algébrica de todos
os momentos seja nulo em relação a C,
concluimos que a linha de ação de 𝐹⃗ deve
também passar po C.

Tipos de equilibrio de um corpo


Para saber o tipo de equilibrio de um corpo,
devemos deslocá-los ligeiramente da posição de
equilibrio, abandonando-o em seguida se o corpo
tender a voltar à posição original o equilibrio é
estavel, afastando-se, o equilibrio é instavel, e,
permanecendo em equilibrio na posição, é
indiferente.

Figura 24: (a) apoio côncavo: equilírio estável afastando-se


a esfera da posição de equilibrio, o peso 𝑷 ⃗⃗, aplicando no
cnetro de gravidade de G, tem momento em relação ao
ponto de contato C, fazendo a esfera voltar à posição de
equilibrio; (b) apoio convexo: equilibrio instavel afastando-
se a esfera da posição de equilibrio, o peso tem momento
em relação ao pontode contato C, fazendo a esfera se
afastar da posição de equilibrio; (c) apoio plano: equílibrio
afastando-se a esfera da posição de equilibrio, ela
permanece em equilibrio na nova posição.
HIDROSTÁTICA Teorema de Stein
Pressão Consideremos um líquido homogêneo de
Consideremos uma superfície da área S sobre a densidade (d), em equilibrio, preenchendo, ate
qual se distribui perpendicularmente um sistema uma altura (h), um recipiente cilíndrinco cuja base
de força cuja resultante é 𝐹⃗ . Define-se a pressão tem área S.
média na superfície considerada como sendo a
relação entre a intensidade considerada como
sendo a relação entre a intensidade da força
atuante F e áreas da superfície.
𝐹
Pm = 𝑆

Figura 26: P=Patm + Pliq.

A pressão (P) exercida num ponto ualquer do


fundo do recipiente é a soma da pressão que o ar
Figura 25: Quanto maior a profundidade, maior a pressão
hidrostática sobre o mergulhador.
exerce na superfície do líquido (pressão
atmosférica) mais a pressão que a coluna de
A pressão num ponto é definido pelo limite da líquido exerce, devida ao seu peso.
relação anterior, a área S tendendo a zero: Pliq= d x g x h
P = lim Essa fórmula mostra que a pressão exercidad
𝐹 por uma coluna líquida não depende da área da
s→0 𝑆 sua seção, depende apenas da natureza do
Para as situações que estudaremos, vamos líquido (d), do local (g) e da altura da coluna (h).
considerar uma distribuição uniforme das forças Podemos exprimir a diferença de pressão Δp
atuante, de modo que a pressão média coincida entre dois pontos, X e Y, no interior de um líquido
com a pressão em qualquer ponto. No SI, a homogeneo em equilibrio, cuja diferença de
unidade de pressão é o Newton por metro profundidade é Δh, por:
quadrado (N/m2), também chamado Pascal (Pa). Δp = d x g x Δh
Ex.: um líquido de peso 20N está no interior de um
de um recipiente cujo fundo tem área igual a
0,2m2. A pressão que o líquido exerce no fundo do
recipiente é.
F=P=20N
S=0,2m2
𝐹 20
P= 𝑆
= 0,2 P = 100N/m2.
A diferença de pressão Δp = Py-Px entre dois
Massa específica de uma substância pontos, x e y, no interior de um mes
Consideremos uma amostra de dada substância
de volume v, massa m e peso 𝑝⃗. A massa
específica N da substância é a relação entre a
massa m da amostra e seu volume v.
𝑚
µ= 𝑣

densidedade de um corpo
consideremos um corpo, homogeneo ou não, de
massa (m) e volume (v). a densidade (d) do corpo
e a relação entre a m do corpo e o seu v.
𝑚
d= 𝑣
as unidades de densidade são as mesmas de
massa especifica. A densidadade só coincide com
a massa especifica se o corpo for homogêneo.
Nesse caso, a densidade do corpo é igual à
massa especifica dad substância que o constitui.
Para os líquidos, geralmente homogeneos, não se
costuma fazer a distinção entre massa especifica
e densidade, está comumente chamado de
densidade absoluta.