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Livro Eletrônico

Aula 00

Regime Jurídico Único p/ INSS - Técnico do Seguro Social - 2016 (Com videoaulas)

Professor: Daniel Mesquita

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Regime Jurídico Único p/ INSS Técnico do
Seguro Social
Teoria e exercícios comentados
Prof. Daniel Mesquita Aula 00

AULA 00: Agentes Públicos.

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO 2

2. CRONOGRAMA 6
0
3. INTRODUÇÃO À AULA INAUGURAL 7

4. BASE CONSTITUCIONAL E LEGAL 8

5. CLASSIFICAÇÃO DE AGENTES PÚBLICOS 22

A. AGENTES POLÍTICOS 24
B. SERVIDORES PÚBLICOS 27
C. MILITARES 31
D. PARTICULARES EM COLABORAÇÃO COM O PODER PÚBLICO 31

6. FUNÇÕES, CARGOS E EMPREGOS PÚBLICOS 35

A. CRIAÇÃO DE CARGOS 45
B. ACESSIBILIDADE A BRASILEIROS E ESTRANGEIROS 47
C. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO 52
D. CARGOS EM COMISSÃO E FUNÇÕES DE CONFIANÇA 72
E. CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO 77
F. DIREITO DE ASSOCIAÇÃO SINDICAL E DIREITO DE GREVE 81
G. REMUNERAÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS 85
H. SERVIDORES EM EXERCÍCIO DE MANDATOS ELETIVOS 99

7. RESUMO DA AULA 103

8. QUESTÕES 113

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9. REFERÊNCIAS 121

1. Apresentação

Bem vindos ao curso de Regime Jurídico, preparatório para o


concurso da INSS – Técnico de Seguro Social.
A banca organizadora do concurso é o CESPE e as provas serão
aplicadas dia 15 de Maio de 2016.
Esse concurso é tão esperado pela expectativa para o número de
nomeados, que será grande. Afinal, a oferta total é de 950 vagas, há
reservada para negros e para candidatos com deficiência.
Sem contar que a remuneração do cargo de Técnico de Seguro
Social é simplesmente de R$ 4.614,87 (chegando a R$ 5.259,87, após
seis meses).
Você deve estar pensando: Esse curso é suficiente para a minha
aprovação?
É sim! E vou explicar a razão.
O nosso material é super completo, pois possui vídeos e aulas
em pdf. Veja bem, são aulas em pdf e não apostilas.
Nessas aulas em pdf você vai ter todo o conteúdo cobrado em
seu edital, nada mais, nada menos. Assim, você não precisa ir até uma
livraria, ficar folheando sumários para ver se o livro que você quer
adquirir atende ao edital.
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Ademais, o nosso pdf é cheio de questões comentadas da banca


do seu concurso e de concursos do mesmo estilo que a sua banca.
Assim, você não vai precisar procurar questões em sites de questões –
eu já fiz isso para você!
Outro elemento fundamental do nosso pdf para a sua aprovação
são os resumos ao final de cada aula.
Por fim, se você tiver dúvidas, você pode tirá-las em nosso
fórum!
Se você continua em dúvida, veja as avaliações que tivemos de
nossos alunos nos últimos cursos ministrados:

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Uma inovação é a disponibilização de um número de whatsapp


(61) 9432-6886 para que você tenha um meio mais direto de tirar as
dúvidas comigo.

Meu amigo tenha isso em mente: SE VOCÊ ESTUDAR, VOCÊ VAI


PASSAR E SE VOCÊ PASSAR, VOCÊ VAI SER CHAMADO!
Hoje eu estou aqui desse lado, tentando passar o caminho das
pedras pra você, mas lembre-se de que eu já estive aí, onde você está
agora.
Segue um resumo do meu currículo pra você me conhecer
melhor:

Daniel Mesquita: Professor de Direito Administrativo no Estratégia


Concursos desde o início do site. Procurador do Distrito Federal.

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Bacharel em Direito pela Universidade de Brasília – UnB. Mestre em


"Constituição e Sociedade” pelo Instituto Brasiliense de Direito Público -
IDP. Pós-graduado em direito público. Pós-graduando em Direito
Societário pelo INSPER. Coautor do livro Direito Administrativo da Série
Advocacia Pública, da editora Método. Coautor do livro Direito
Administrativo 4001 questões comentadas, Ed. Método. Coautor do
livro Direito Constitucional 4001 questões comentadas, Ed. Método.
Artigo no livro Licitações, Contratos e Convênios Administrativos, Ed.
Fórum, ano 2013, n.1, jan. 2013. Professor de Direito Administrativo,
Ética no Serviço Público e de Estatuto da OAB. Ex-Procurador Federal.
Ex-Presidente da Associação dos Procuradores do Distrito Federal,
biênio 2010/2012. Ex-Analista Judiciário do Tribunal Superior Eleitoral.
Ex-Técnico judiciário no Superior Tribunal de Justiça. Foi examinador
de direito administrativo em diversas bancas de concurso publico,
dentre elas, as de ingresso nas carreiras da AGU, da administração
pública federal, na OAB, no Ministério Público e no Poder Judiciário.
Aprovações em concurso público: Técnico do Superior Tribunal de
Justiça; Analista do Tribunal Superior Eleitoral; Procurador
Federal/AGU; Procurador do Distrito Federal.

Veja que já fui aprovado em vários concursos e que já fui,


inclusive, examinador de bancas de concurso.

Mas nem tudo na vida são louros. Na minha fase de concursando


obtive também derrotas e reprovações. Desanimei por algumas vezes,

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mas continuei firme em meu objetivo, pois só não passa em concurso


quem pára de estudar!
Espero que a minha experiência possa ajudá-lo no estudo do
direito administrativo.
Vamos tomar cuidado com os erros mais comuns, aprofundar
nos conteúdos mais recorrentes e dar a matéria na medida certa, assim
como um bom médico prescreve um medicamento.
Para que esse medicamento seja suficiente, ele deve atacar
todos os sintomas e, ao mesmo tempo, deve ser eficiente contra o foco
da doença. Isso quer dizer que não podemos deixar nenhum ponto do
edital para trás.
Todos esses instrumentos você terá a sua disposição para
encarar a batalha.

2. Cronograma

Abaixo, segue o conteúdo do nosso curso bem como o


cronograma:

DISPONÍVEL CONTEÚDO

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DISPONÍVEL CONTEÚDO

INTRODUÇÃO -Agentes públicos: classificação;


Disponível poderes, deveres e prerrogativas; cargo,
emprego e função públicos.

LEI nº 8.112/1990 - Regime Jurídico dos


Servidores Públicos Civis da União: Das
Aula 01
disposições preliminares; Do provimento
Disponível
(originário e derivado), vacância, remoção,
redistribuição e substituição. Estágio Probatório.

Aula 02 LEI nº 8.112/1990 – Dos direitos e vantagens.


Disponível Do tempo de serviço. Do direito de petição.

LEI nº 8.112/1990 – Do regime disciplinar: dos


Aula 03 deveres e proibições; da acumulação; das
Disponível responsabilidades; das penalidades, do processo
administrativo disciplinar

LEI nº 8.112/1990 – Da seguridade social do


servidor: disposições gerais, dos benefícios, da
aposentadoria, do auxílio-natalidade, do salário-
família, da licença para tratamento de saúde, da
Aula 04 licença à gestante, à adotante e da licença-
Disponível paternidade, da licença por acidente em serviço,
da pensão, do auxílio-funeral, do auxílio-
reclusão, da assistência à saúde. Das
disposições gerais e das disposições transitórias
e finais

O servidor público como agente de


Aula 05
desenvolvimento social; Saúde e Qualidade de
Disponível em 08/01/2016
Vida no Serviço Público.

3. Introdução à Aula Inaugural

Nesta aula inaugural de Regime Jurídico Único para o concurso do


INSS – Técnico do Seguro Social, vamos abordar um tema

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importante da matéria: “INTRODUÇÃO -Agentes públicos: classificação;


poderes, deveres e prerrogativas; cargo, emprego e função públicos.”.
Não se esqueça de que, ao final, você terá um resumo da aula e as
questões tratadas ao longo dela. Use esses dois pontos da aula na
véspera da prova!
Programe-se para ler os resumos na semana que antecede a
prova. Lembre-se: o planejamento é fundamental.
No que depender de mim você está dentro! Acredite você é capaz!

4. Base constitucional e legal

O art. 37 da Constituição Federal contém algumas das mais


importantes disposições constitucionais aplicáveis à administração
pública em geral, em todas as esferas de governo. No art. 38, CF, estão
previstas regras aplicáveis ao servidor público da administração direta,
autárquica e fundacional que esteja no exercício de mandato eletivo. O
art. 39, CF, traz regras especificamente aplicáveis aos servidores
públicos estatutários. No art. 40, CF, está disciplinado o regime
previdenciário desses servidores públicos (Regime Próprio de
Previdência Social – RPPS). Por fim, o art. 42, CF, trata dos militares.

Vamos falar rapidamente por alguns desses dispositivos


constitucionais, que são bastante cobrados em provas de concursos,
antes de entrarmos nos detalhes relativos aos agentes públicos.

O art. 37, inciso I, da CF, estabelece que, para o preenchimento


dos cargos, funções e empregos públicos no Brasil, aplica-se o princípio

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da ampla acessibilidade, garantindo essa possibilidade a todos os


brasileiros, natos ou naturalizados, que preencherem os requisitos e aos
estrangeiros, de acordo com a previsão legal.

Isso quer dizer que a investidura em cargo ou emprego público


depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de
provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo
ou emprego, na forma prevista em lei.

Em relação às pessoas portadoras de necessidades


especiais, a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos e
definirá os critérios de sua admissão.

O prazo de validade do concurso público será de até dois anos,


prorrogável uma vez, por igual período.

Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação,


aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos
será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir
cargo ou emprego, na carreira.

Quanto à função de confiança e ao cargo em comissão, são


destinados apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento. A função de confiança é exercida exclusivamente por
servidores ocupantes de cargo efetivo enquanto o cargo em comissão é
exercido por qualquer pessoa, desde que cumpridos os requisitos legais
e obedecidos os percentuais mínimos previstos em lei para servidores
de carreira.

Em seu art. 37, inciso IX, a Constituição Federal prevê a


possibilidade de contratação por tempo determinado para atender a

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necessidade temporária de excepcional interesse público, cujos casos


serão estabelecidos em lei.

É garantido ao servidor público civil o direito à livre associação


sindical e o direito de greve.

No tocante à remuneração ou subsídio dos servidores públicos,


somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada
a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual,
sempre na mesma data e sem distinção de índices.

Além disso, a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos,


funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e
fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de
mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões
ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não,
incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, deverão
limitar-se ao teto remuneratório previsto no art. 37, inciso XI, da CF.
Essa regra também se aplica às empresas públicas e às sociedades de
economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União,
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de
despesas de pessoal ou de custeio em geral.

Não serão computadas, para efeito do teto remuneratório,


as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.

É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies


remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço

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público. Além disso, em regra, o subsídio e os vencimentos dos


ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis.

A retribuição por subsídio foi fixada na CF para


os seguintes cargos públicos: chefes do Poder Executivo de todas as
ordens políticas; auxiliares imediatos do Poder Executivo; membros do
Poder Legislativo; magistrados federais e estaduais; membros do MP;
ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas; membros da AGU;
procuradores federais e estaduais; defensores públicos; servidores
policiais; demais servidores organizados em carreira, desde que a lei
que disciplina sua remuneração opte pelo subsídio.

Quanto à acumulação remunerada de cargos públicos, a regra é


sua vedação. Entretanto, o texto constitucional, em seu art. 37, inciso
XVI, traz exceções, desde que haja compatibilidade de horários e seja
respeitado o referido teto remuneratório:

1. Dois cargos de PROFESSOR;

2. Um cargo de PROFESSOR com outro, TÉCNICO OU


CIENTÍFICO;

3. Dois cargos ou empregos PRIVATIVOS DE PROFISSIONAIS


DE SAÚDE, com profissões regulamentadas.

Lembre-se que a proibição de acumular estende-se a empregos e


funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas,
sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.

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No caso de servidor público da administração direta, autárquica e


fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as
seguintes regras:

1) Mandato eletivo federal, estadual ou distrital: afastamento do


cargo, emprego ou função;

2) Mandato de Prefeito: afastamento do cargo, emprego ou


função, com possibilidade de escolher sua remuneração;

3) Mandato de Vereador: há duas possibilidades a)


compatibilidade de horários: vantagens de seu cargo, emprego
ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo; b)
sem compatibilidade de horários: aplicação da regra do
mandato de prefeito;

4) No caso de afastamento do cargo, emprego ou função, o


tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais,
exceto para promoção por merecimento. Além disso, para
efeito de benefício previdenciário, os valores serão
determinados como se no exercício estivesse.

Com base no art. 39 da Constituição Federal, a União, os Estados,


o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua
competência, regime jurídico único e planos de carreira para os
servidores da administração pública direta, das autarquias e das
fundações públicas.

Essa é a redação original do texto constitucional e significa que as


pessoas da Administração Direta e Indireta precisavam uniformizar o
regime para o seu quadro de pessoal, aplicando um único regime de

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servidor público para determinada ordem política, ou seja, uma lei que
regule todos os servidores públicos de cargos efetivos de cada ente
político (União, Estados, DF e municípios).

Apesar de a EC nº 19/98 ter alterado a redação do


supracitado dispositivo para afastar a obrigatoriedade do regime jurídico
único dos servidores, o STF, no dia 2 de agosto de 2007, concedeu
medida cautelar na ADI nº 2135 e suspendeu, até decisão final da ação,
a eficácia da nova redação do dispositivo para manter a redação original
da Constituição. Ou seja, o STF afastou a EC 19/98 e fez prevalecer a
necessidade de regime jurídico único até os dias atuais.

O art. 40 da Constituição Federal trata do regime de previdência


social aplicável aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos
estados, do DF e dos municípios, incluídas as respectivas autarquias e
fundações (RPPS), ou seja: regime próprio de previdência social
dos servidores públicos efetivos.

Esse regime é diferente do regime geral (RGPS),


disciplinado no art. 201, CF, a que estão sujeitos os demais
trabalhadores, não só os da iniciativa privada regidos pela CLT,
autônomos e outros, mas também os servidores ocupantes,
exclusivamente, de cargo em comissão, cargo temporário e emprego
público.

OBS: o regime geral de previdência aplica-se subsidiariamente


aos servidores públicos submetidos ao regime próprio.

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O regime tem caráter contributivo e solidário. Dessa forma,


não importa apenas o tempo de serviço do servidor; para fazer jus à
aposentadoria, só será computado o tempo de efetiva contribuição do
beneficiário. É vedado ao legislador estabelecer qualquer forma
de contagem de tempo de contribuição fictício (art. 40, § 10, da
Constituição). A instituição desse regime foi mantida em caráter
facultativo para Estados e Municípios.

Devem contribuir para o sistema o ente público, os servidores


ativos e inativos e os pensionistas. As contribuições devem observar
critérios que preserve o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema
(art. 40, caput, da CF).

No art. 40, §1º, a Constituição Federal prevê 3


modalidades de aposentadoria:

1. INVALIDEZ PERMANENTE: com proventos proporcionais ao


tempo de contribuição, em todos os casos, exceto quando a
invalidez decorrer de acidente de serviço, moléstia profissional
ou doença grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei.

2. COMPULSÓRIA (invalidez presumida): Hoje a aposentadoria


compulsória do servidor público ocorre aos 75 anos (e não mais
aos 70 anos).

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A aposentadoria compulsória do servidor público, na redação


anterior, dada pela Emenda Constitucional n. 20/98, era de 70
anos de idade.

Com a edição da Emenda Constitucional n. 88/2015, a


aposentadoria compulsória do servidor público titular de cargos
efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, incluídas suas autarquias e fundações passou a ser de
75 anos de idade.

3. VOLUNTÁRIA: pode se dar com proventos integrais ou


proporcionais.

São 4 requisitos para aposentadoria voluntária com proventos


integrais:

tempo de efetivo serviço público: 10 anos;

tempo de serviço no cargo efetivo em que se dará a


aposentadoria: 5 anos;

idade mínima: 60 anos, para o homem, e 55, para a mulher;

tempo de contribuição: 35 anos para o homem e 30 para a


mulher.

Já para a aposentadoria voluntária com proventos


proporcionais são apenas 3 requisitos:

tempo de efetivo serviço público: 10 anos;

tempo de serviço no cargo efetivo em que se dará a


aposentadoria: 5 anos;

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idade mínima: 65 anos, para o homem, e 60, para a mulher.

ATENÇÃO, PARA PROVENTOS PROPORCIONAIS não se exige um


tempo mínimo de contribuição, porém os proventos serão
proporcionais ao tempo de contribuição.

4. ESPECIAL: cabível para o professor, para o deficiente físico,


para os que exerçam atividades de risco e para aqueles cuja
atividades sejam exercidas sob condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, não sendo
admitido qualquer outro tratamento especial (art. 40, §§ 4º e
5º, da CF).

A aposentadoria especial do professor é a única que


tem seus requisitos expressos já no texto constitucional. No caso de
professor ou professora que comprove exclusivamente tempo de efetivo
exercício das funções de magistério na educação infantil e ensino
fundamental e médio, o tempo de contribuição e o limite de idade dão
reduzidos em 5 anos para a concessão de aposentadoria voluntária com
proventos integrais. Perceba que os professores universitários estão
excluídos desse tratamento diferenciado. Ademais, não inclui a
aposentadoria voluntária com proventos proporcionais.

As demais hipóteses de aposentadoria especial possuem sua


concretização condicionada à definição por lei complementar.

Na contagem do prazo para aquisição do direito à


aposentadoria, o servidor pode considerar o tempo de contribuição
tanto federal, quanto estadual ou municipal (art. 40, §9º, CF). Além

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disso, aplica-se o princípio da reciprocidade, que admite o


aproveitamento do tempo de contribuição por serviço prestado à
atividade privada (art. 40, §3º, CF).

Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos


acumuláveis, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à
conta do RPPS.

O art. 40, §3º, da Constituição Federal, é a regra constitucional


responsável pelo fim da aposentadoria com proventos integrais do
servidor público. Os proventos não corresponderão, como antes era
possível, ao valor da última remuneração do servidor. Seu valor será
uma média calculada, nos termos da lei, com base nas remunerações
sobre as quais o servidor contribuiu ao longo de sua vida profissional.

O art. 40, §8º, da CF, prevê a revisão dos proventos,


assegurando o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em
caráter permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em
lei. Assim, fica instituído o princípio da preservação do valor real, que é
o grande sonho de qualquer trabalhador, já que significa a manutenção
do poder aquisitivo do servidor, do seu poder de compra.

Com o fim da aposentadoria integral, levada a cabo pela


EC41/2003, veio também a obrigatoriedade de instituição do regime
de previdência complementar. O ente político que pretenda
estabelecer como teto dos proventos por ela pagos o limite de
benefícios do RGPS deverá instituir esse regime complementar, por
meio de lei ordinária de iniciativa do chefe do Poder Executivo
(Presidente da República, governador do estado ou do DF ou prefeito),

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com a finalidade de permitir que o servidor contribua mais e com isso


conquiste o direito de adquirir proventos superiores ao teto.

Esse regime complementar será organizado de forma autônoma


em relação ao regime geral de previdência social e ao regime de
previdência próprio do servidor público. Ficará a cargo de entidades
fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que
oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente
na modalidade de contribuição definida.

O servidor que tenha ingressado no serviço público até a data da


publicação do ato de instituição do correspondente regime de
previdência complementar a ele estará sujeito somente se prévia e
expressamente formalizar opção nesse sentido.

A mesma EC 41/03 inseriu outro dispositivo “inocente” no art. 40


da Constituição Federal, trata-se do § 18, que instituiu a
obrigatoriedade da contribuição do inativo. A contribuição incide
sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo
regime próprio de previdência dos servidores civis que superem o limite
máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência
(atualmente R$ 5.189,82), com percentual igual ao estabelecido para
os servidores titulares de cargos efetivos (atualmente 11,28%). OBS:
no caso de portador de doença incapacitante, essa contribuição
incidirá apenas sobre as parcelas que superem o dobro do teto
do RGPS.

Outro dispositivo inserido pela EC 41/03 foi o §19 do art. 40 da


Constituição Federal, que trouxe uma nova natureza para a figura do
“abono de permanência”, que continua servindo para evitar a saída

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dos servidores e risco de comprometimento dos serviços, garantindo o


funcionamento da Administração Pública.

E em que consiste esse instituto? Ele equivale à dispensa


do pagamento da contribuição previdenciária para o servidor que
permaneça em atividade após ter completado os requisitos para
requerer a aposentadoria voluntária não proporcional (60 anos de idade
0
e 35 de contribuição, se homem; 55 anos de idade e 30 de
contribuição, se mulher; 10 anos de efetivo exercício no serviço público;
5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria). O servidor
fará jus ao abono enquanto permanecer na ativa, até o limite de 75
anos, idade em que é alcançado pela aposentadoria compulsória.

O art. 41 da Constituição Federal trata da estabilidade do servidor


público, que consiste em uma garantia constitucional de permanência
no serviço público, e não no cargo, vinculado à atividade de mesma
natureza de quando ingressou.

Agora vamos falar de algumas importantes alterações promovidas


pela Emenda Constitucional nº 19/1998 na Constituição no que diz
respeito ao servidor público.

Com a EC 19/98, a estabilidade passou a ser conferida somente


após três anos de efetivo exercício e não mais dois anos apenas.

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Ademais, a nova redação passou a exigir outros requisitos além da


prévia aprovação em concurso público.

A partir da EC nº 19/98, passaram a ser requisitos concomitantes


para aquisição de estabilidade:

1. concurso público;

2. cargo público de provimento específico;

3. três anos de efetivo exercício;

4. aprovação em avaliação especial de desempenho por comissão


instituída para essa finalidade.

A respeito da perda do cargo, a partir da EC nº 19/98, verifica-


se que passam a ser 4 as hipóteses de rompimento não voluntário do
vínculo funcional do servidor já estável, expressas no texto
constitucional (art. 41, §1º e art. 169, §4º):

1. sentença judicial transitada em julgado;

2. processo administrativo, desde que assegurados o


contraditório e a ampla defesa;

3. insuficiência de desempenho, verificada mediante avaliação


periódica, na forma de lei complementar, assegurados também
o contraditório e a ampla defesa;

4. excesso de despesa com pessoal.

Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável,


será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável,
reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado

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em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração


proporcional ao tempo de serviço.

Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor


estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao
tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Quanto aos militares, o art. 42 da CF preceitua que os membros


das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições
organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, sendo as patentes dos
oficiais conferidas pelos respectivos governadores.

Por fim, em obediência à redação original do art. 39 da CF


(determina que as pessoas da Administração Direta e Indireta
uniformizem o regime para o seu quadro de pessoal, aplicando um
único regime para determinada ordem política), a Lei nº 8.112/90
dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União,
das autarquias e das fundações públicas federais.
Essas são as principais regras trazidas pela Constituição no que
diz respeito aos servidores públicos (arts. 37 a 40).

1. (CESPE -2015- MPU -Analista do MPU) O ocupante de cargo


vitalício só perde o cargo mediante regular processo judicial com
sentença transitada em julgado.

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A Vitaliciedade do cargo somente será perdida por sentença


transitada em julgado, por garantia da CF no art. 95, I, que trata da
garantia da vitaliciedade em relação aos magistrados. Segundo o
doutrinador José dos Santos Carvalho Filho, “(...) enquanto a perda da
vitaliciedade só pode derivar de sentença judicial transitada em julgado,
como resulta daqueles dispositivos, a da estabilidade pode originar-se
também de processo administrativo, embora assegurando-se o direito
de ampla defesa ao servidor (art. 41, II e III, CF)." (Manual de Direito
Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 684).

Gabarito: Certo.

5. Classificação de agentes públicos

Agora destacaremos a principal classificação de agentes públicos


adotada. Trata-se da apresentada por Maria Sylvia Zanella Di Pietro.
Para ela, os agentes públicos dividem-se em 4 categorias:

1. agentes políticos: titulares dos cargos estruturais à


organização política do País;

2. servidores públicos: em sentido amplo, englobam as


pessoas físicas que prestam serviços ao Estado e às entidades
da Administração Indireta, com vínculo de dependência com o
poder público (estatutário ou celetista), de natureza
profissional, de caráter não eventual e mediante remuneração
paga pelos cofres públicos;

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3. Militares: prestam serviços às Forças Armadas (Marinha,


Exército e Aeronáutica) e às Polícias Militares e Corpos de
Bombeiros Militares dos Estados, DF e dos Territórios, com
vínculo estatutário sujeito a regime jurídico próprio; e

4. particulares em colaboração com o Poder Público: as


pessoas físicas que prestam serviços ao Estado, ainda que em
caráter ocasional ou temporário, sem vínculo empregatício,
com ou sem remuneração.

2. (CESPE - 2013 - ANS - Técnico Administrativo) Agente público é


aquele que exerce emprego ou função pública mediante remuneração.

Veja o conceito dado por Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo


“Agente público é toda pessoa física que exerça, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação,
designação, contratação ou qualquer forma de investidura ou vínculo,
mandato, cargo, emprego ou função pública.”.

Diante desta definição o gabarito está errado.

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a. Agentes políticos

Para Celso Antônio Bandeira de Mello: “agentes políticos são os


titulares dos cargos estruturais à organização política do País,
ou seja, são os ocupantes dos cargos que compõem o arcabouço
constitucional do Estado e, portanto, o esquema fundamental do
poder. Sua função é a de formadores da vontade superior do Estado.”
(Curso de Direito Administrativo, 2008).

Podemos dizer que o agente político é aquele


possuidor de cargo eletivo, eleito por mandatos transitórios. Exemplos:
Os Chefes de Poder Executivo e membros do Poder Legislativo, além de
cargos de Ministros de Estado e de Secretários nas Unidades da
Federação, os quais não se sujeitam ao processo administrativo
disciplinar.

O regime jurídico desses agentes, os direitos e deveres aplicáveis


a eles, estão previstos em lei ou, em alguns casos, na própria
Constituição Federal, afastando, assim, a natureza contratual da
relação.

Assim, como bem salienta Fernanda Marinela, o vínculo jurídico


desses agentes é, em regra, de natureza política. Podem ser
nomeados, mas, em sua maioria, são escolhidos por eleição popular e o
que os qualifica não é a aptidão técnica e sim a qualidade de cidadão
com a capacidade de conduzir a sociedade.

Suas principais características são:

1. Competência prevista na própria Constituição Federal;


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2. Não sujeição às regras comuns aplicáveis aos servidores


públicos em geral;

3. Normalmente, a investidura em seus cargos é por meio de


eleição, nomeação ou designação;

4. Não são hierarquizados, salvo os auxiliares imediatos dos


Chefes dos Executivos, sujeitando-se somente às regras
constitucionais.

Um parecer da AGU merece um destaque especial:

Parecer-AGU nº GQ-35, vinculante: “4. A Lei nº 8.112, de 1990, comina a


aplicação de penalidade a quem incorre em ilícito administrativo, na condição
de servidor público, assim entendido a pessoa legalmente investida em cargo
público, de provimento efetivo ou em comissão, nos termos dos arts. 2º e 3º.
Essa responsabilidade de que provém a apenação do servidor não alcança os
titulares de cargos de natureza especial, providos em caráter precário e
transitório, eis que falta a previsão legal da punição. Os titulares dos cargos
de Ministro de Estado (cargo de natureza especial) se excluem da viabilidade
legal de responsabilização administrativa, pois não os submete a positividade
do regime jurídico dos servidores públicos federais aos deveres funcionais,
cuja inobservância acarreta a penalidade administrativa.”

De acordo com esse parecer, os que possuem cargos eletivos,


eleitos por mandatos transitórios, como os Chefes de Poder Executivo e
membros do Poder Legislativo, além de cargos de Ministros de Estado e
de Secretários nas Unidades da Federação, não se sujeitam ao processo
administrativo disciplinar.

Para você que vai fazer esse concurso, é


IMPORTANTE saber que atualmente há uma tendência a considerar os

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membros da Magistratura (juízes e desembargadores) e do Ministério


Público (promotores e procuradores de justiça) como agentes políticos.

1) “Os magistrados enquadram-se na espécie de agente político,


investidos para o exercício de atribuições constitucionais,
sendo dotados de plena liberdade funcional no desempenho de
suas funções, com prerrogativas próprias e legislação
específica” (RE 228.977/SP, STF – Segunda Turma, Rel. Min.
Néri da Silveira, julg: 05.03.2002, DJ: 12.04.2002).

2) Segundo o STF, a função dos agentes diplomáticos é


eminentemente política (Ext 1082, STF – Tribunal Pleno, Rel.
Min. Celso de Mello, julg: 19.06.2008, DJe: 07.08.2008).

3. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) Senadores, deputados e


vereadores são considerados agentes políticos.

Vimos que: agentes políticos são os titulares dos cargos


estruturais à organização política do País, ou seja, são os
ocupantes dos cargos que compõem o arcabouço constitucional do
Estado e, portanto, o esquema fundamental do poder. Sua função é
a de formadores da vontade superior do Estado.”

Resposta: certo.

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4. (CESPE - 2013 - MS - Analista Administrativo) Os magistrados,


agentes políticos investidos para o exercício de atribuições
constitucionais, têm plena liberdade funcional no desempenho de suas
funções, bem como prerrogativas próprias e legislações específicas.

Jurisprudência pura do STF, veja o julgado:

"A autoridade judiciária não tem responsabilidade civil pelos atos


jurisdicionais praticados. Os magistrados enquadram-se na espécie
agente político, investidos para o exercício de atribuições
constitucionais, sendo dotados de plena liberdade funcional no
desempenho de suas funções, com prerrogativas próprias e legislação
específica. " (RE 228.977, Rel. Min. Néri da Silveira, julgamento em 5-
3-2002, Segunda Turma, DJ de 12-4-2002.)

Resposta: certo.

b. Servidores públicos

Em sentido amplo, englobam as pessoas físicas que prestam


serviços ao Estado e às entidades da Administração Indireta, sejam
pessoas jurídicas de direito público ou privado, com vínculo
empregatício (ou seja, natureza profissional, de caráter não eventual e
sob vínculo de dependência) e mediante remuneração paga pelos cofres
públicos.

Subdividem-se em:

1. SERVIDORES ESTATUTÁRIOS: sujeitos ao regime


estatutário (= regime disposto em lei especial para disciplinar
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os servidores de determinado ente público) e ocupantes de


cargos públicos (aqui se incluem os ocupantes de
funções de confiança e cargos em comissão).

No regime estatutário, ressalvadas as pertinentes disposições


constitucionais impeditivas, o Estado deterá o poder de
alterar legislativamente o regime jurídico de seus servidores,
inexistindo a garantia de que continuarão sempre
disciplinados pelas disposições vigentes quando de seu
ingresso, já que não há direito adquirido quanto à
manutenção do regime.

2. EMPREGADOS PÚBLICOS: contratados sob o regime da


legislação trabalhista (CLT) e ocupantes de emprego público,
tendo como vínculo jurídico um contrato de trabalho (regime
contratual).

Para o regime celetista ou contratual, os direitos e obrigações


constituídos na ocasião da avença são unilateralmente
imutáveis, gerando para o servidor direito adquirido.

3. SERVIDORES TEMPORÁRIOS: contratados por tempo


determinado para atender à necessidade temporária de
excepcional interesse público. Exercem função, sem estarem
vinculados a cargo ou emprego público.

A Constituição exige a adoção, por parte de cada ente da


Federação, de um só regime jurídico (regime jurídico único)

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aplicável a todos os servidores integrantes de sua administração


direta, autarquias e fundações públicas.

CUIDADO!Os servidores das empresas públicas, sociedades de


economia mista e fundações privadas regem-se pela legislação
trabalhista.

No caso dos empregados públicos, não podem Estados e


Municípios derrogar outras normas da legislação trabalhista, já que não
têm competência para legislar sobre Direito do Trabalho, reservada
privativamente à União (art. 22, I, CF).

Aos servidores temporários aplica-se regime jurídico especial a


ser disciplinado em lei de cada unidade da federação.

5. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados – Analista) Laura foi


contratada pelo poder público federal, por tempo determinado, para
atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, sem
ter sido submetida a prévio concurso público. Nessa situação, a

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contratação é válida, já que o concurso público não é indispensável para


a investidura e para o exercício da função pública.

Como acabamos de ver, os servidores temporários são


contratados por tempo determinado para atender à necessidade
temporária de excepcional interesse público. Exercem função, sem
estarem vinculados a cargo ou emprego público. Nesse caso, dispensa-
se o concurso público.

Gabarito: Certo.

6. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial) A Constituição


Federal determina a obrigatoriedade de a União, os estados, o Distrito
Federal e os municípios instituírem, no âmbito de sua competência,
regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da
administração direta e de todas as entidades da administração indireta.

Não foi à toa que eu chamei a sua atenção para esse ponto da
aula. A Constituição exige a adoção, por parte de cada ente da
Federação, de um só regime jurídico (regime jurídico único) aplicável a
todos os servidores integrantes de sua administração direta, autarquias
e fundações públicas. E ainda disse: CUIDADO!Os servidores das
empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações privadas
regem-se pela legislação trabalhista e você se lembra que essas
estatais compõem a administração indireta.

Gabarito: Errado.

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c. Militares

Abrangem as pessoas físicas que prestam serviços às Forças


Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e às Polícias Militares e
Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, DF e dos Territórios, com
vínculo estatutário sujeito a regime jurídico próprio, mediante
remuneração paga pelos cofres públicos. Eram considerados servidores
públicos até a EC nº 18/98, sendo excluídos da categoria, só lhes
aplicando as normas referentes aos servidores públicos quando houver
previsão expressa nesse sentido.

d. Particulares em colaboração com o Poder Público

Englobam as pessoas físicas que prestam serviços ao Estado,


ainda que em caráter ocasional ou temporário, sem vínculo
empregatício, com ou sem remuneração.

Dividem-se em:

1. DELEGADOS DO PODER PÚBLICO: exercem função pública,


em seu próprio nome, sem vínculo empregatício, porém sob
fiscalização do Poder Público. A remuneração que recebem
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não é paga pelos cofres públicos, mas pelos terceiros usuários


do serviço. Exemplos: os que exercem serviços notariais e de
registro, os leiloeiros, tradutores e intérpretes públicos.

Importante ressaltar que os oficiais dos


serviços notariais, apesar da exigência de concurso público,
não perdem a qualidade de particular, não devendo ser
incluídos na categoria de servidores públicos, como alguns
acabam confundindo. Como bem salienta o STF, os notários e
os registradores exercem atividade estatal, entretanto não
são titulares de cargo público efetivo, tampouco ocupam
cargo público, não sendo, assim, servidores públicos (ADI
2602/MG, STF – Tribunal Pleno, Rel. Min. Joaquim Barbosa e
Min. Eros Grau, julg: 24.11.2005, DJ: 31.03.2006).

2. REQUISITADOS, NOMEADOS OU DESIGNADOS PARA O


EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PÚBLICAS RELEVANTES: não
têm vínculo empregatício e, em geral, não recebem
remuneração. São agentes convocados para exercer função
pública, tendo assim a obrigação de participar sob pena de
sanção. Exemplos: jurados, convocados para prestação de
serviço militar ou eleitoral, comissários de menores,
integrantes de comissões, grupos de trabalho, etc.

3. GESTORES DE NEGÓCIO: assumem, espontaneamente,


determinada função pública em momento de emergência, como
epidemia, incêndio, enchente, etc.

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Para sistematizar, apresentamos o esquema da


classificação de Di Pietro. ABRA O OLHO, e tenha esse quadro sempre
em mente!

Agentes políticos Titulares dos cargos estruturais à organização


política do
==0==
País (Ex.: Presidente, Senadores,
Governadores, Deputados etc).

Servidores Servidores ESTATUTÁRIOS: regime estatutário e


públicos
ocupantes de cargos públicos (Ex.: você ao passar
neste concurso)
EMPREGADOS PÚBLICOS: regime trabalhista e
ocupantes de emprego público (Ex.: carteiro dos
Correios);
SERVIDORES TEMPORÁRIOS: contratados por
tempo determinado para atender à necessidade
temporária de excepcional interesse público (Ex.:
enfermeiro contratado para fazer frente a um surto
de dengue).

Militares Prestam serviços às Forças Armadas (Marinha,


Exército e Aeronáutica) e às Polícias Militares e
Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, DF e
dos Territórios, com vínculo estatutário e regime
jurídico próprio (Ex.: soldado do Exército e da PM).

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Particulares em DELEGADOS DO PODER PÚBLICO: exercem função


colaboração com
pública, em seu próprio nome, sem vínculo
o Poder Público
empregatício, porém sob fiscalização do Poder
Público (Ex.: donos de cartórios).
REQUISITADOS, NOMEADOS OU DESIGNADOS
PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PÚBLICAS
RELEVANTES: não têm vínculo empregatício e, em
geral, não recebem remuneração (Ex.: jurado do
Tribunal do Júri).
GESTORES DE NEGÓCIO: assumem,
espontaneamente, determinada função pública em
momento de emergência (Ex.: cidadão que se
prontifica a catalogar donativos para vítimas de
enchentes).

7. (CESPE - 2009 - ANATEL - Analista Administrativo - Direito) Os


jurados das sessões de tribunal do júri e os mesários convocados para
os serviços eleitorais nas eleições são classificados pela doutrina
majoritária do direito administrativo como agentes particulares
colaboradores que, embora sejam particulares, executam certas
funções especiais que podem ser qualificadas como públicas.

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Quem leu com atenção a aula já ganhou esse ponto! Jurados e


mesários são agentes particulares colaboradores e tem múnus públicos;
no entanto, não recebem remuneração.

Resposta: Certo.

8. (CESPE - 2013 - ANS - Técnico Administrativo) Os ocupantes de


cargo ou função em comissão são considerados agentes honoríficos.

Os agentes honoríficos são aqueles cidadãos que por razão da sua


notória capacidade profissional ou intelectual presta temporariamente,
prestam determinados serviços, colaborando com o Estado, mas não
possuem vínculo com o mesmo. Exemplo: jurados, os mesários
eleitorais, os comissários de menores

Gabarito: Errado.

6. Funções, cargos e empregos públicos

Qual seria a distinção entre cargo, emprego e função pública?

 CARGO PÚBLICO: conjunto de atribuições e responsabilidades


previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um
servidor, criando com este um vínculo estatutário.

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Segundo Marinela, cargo público é a mais simples e indivisível


unidade de competência a ser expressa por um agente público para o
exercício de uma função pública, representando um lugar dentro da
organização funcional da Administração Pública direta, autárquica e
fundacional. Possui regime jurídico definido em lei, denominado assim
regime legal ou estatutário, de índole institucional e não contratual.
Assim, para lembrar o que é cargo público (como um “lugar”
dentro da estrutura da Administração), tenha em mente a seguinte
imagem + vínculo estatutário:

+ VÍNCULO ESTATUTÁRIO

Fonte:
www.moveisparaescritorio.ind.br

O cargo público é acessível a todos os brasileiros.


Em regra, é criado por lei, que definirá um número
determinado, uma denominação própria e correspondente vencimento
pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em
comissão. Essa lei é de iniciativa de cada Poder.
EXCEÇÃO: no caso dos serviços auxiliares do Poder
Legislativo, a criação do cargo público será feita por resolução de cada
uma das Casas do Congresso Nacional, não dependendo de lei,

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lembrando, entretanto, que a fixação de sua remuneração depende de


lei.
Por paralelismo de formas, sua extinção também só poderá
ocorrer por meio de lei, ressalvado o caso de cargos públicos vagos,
que poderão ser extintos por decreto do Presidente da República.
Aquele que ocupa o cargo público é chamado de funcionário
público.

Em relação ao cargo público, Marinela ainda destaca outros


conceitos relacionados:

a) Carreira: é um conjunto de cargos organizados em uma


estrutura escalonada, hierarquizada;

b) Classe: é o agrupamento de cargos da mesma profissão e com


idênticas atribuições, responsabilidades e vencimentos,
consistindo nos degraus de acesso dentro da carreira;

c) Quadro: é o conjunto de carreiras e cargos isolados que


compõe a estrutura de um órgão ou Poder, podendo ser
permanente ou provisório.

Por fim, Marinela traz duas formas de classificar os cargos


públicos:

1) De acordo com a sua posição estatal no quadro funcional da


Administração, em:

a) Cargos de carreira: aqueles organizados em uma série de


classes, que consiste nos agrupamentos de cargos da

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mesma profissão, com idênticas atribuições,


responsabilidades e vencimentos, estando essas classes
escalonadas em função do grau de hierarquia existente no
serviço, que decorre do nível de responsabilidade e
complexidade de suas atribuições. Nesse caso, é garantido
aos servidores a possibilidade de ascensão funcional, o que
ocorre, normalmente, por meio de promoção.

b) Cargos isolados: apesar de estarem no quadro funcional da


Administração, não estão escalonados; são estanques, não
contando os seus ocupantes com a possibilidade de
progressão, de ascensão funcional.

2) Conforme a sua vocação para retenção de seus ocupantes,


considerando se o servidor tem maior ou menor garantia de
permanência, em:

a) Cargo em comissão: consiste em um lugar no quadro


funcional da Administração que conta com um conjunto de
atribuições e responsabilidades de direção, chefia e
assessoramento. É ocupado em caráter transitório e pode
ser preenchido por qualquer pessoa. É de livre nomeação e
livre exoneração, não dependendo de qualquer justificativa
ou motivação. Assim, não há qualquer garantia de
permanência.

b) Cargo efetivo: depende de prévia aprovação em concurso


público, sendo que a nomeação é feita em caráter definitivo
e seu ocupante tem a possibilidade de, preenchidos os
requisitos constitucionais (art. 41, CF), adquirir a

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estabilidade. Nesse caso, a retirada do servidor não ocorre


de forma livre, dependendo de motivação com prévio
processo administrativo, ou seja, conta com maior garantia
de permanência.

c) Cargo vitalício: é o mais seguro, o que oferece ao servidor a


maior garantia de permanência, pelo fato de o desligamento
só poder ocorrer via processo judicial. Em regra, esse cargo
depende de prévia aprovação em concurso público, como na
Magistratura (art. 95, I, CF) e no Ministério Público (art.
128, §5º, I, “a”, CF), salvo as exceções previstas no texto
constitucional, tais como os Ministros e Conselheiros dos
Tribunais de Contas (art. 73, §3º, CF). Essa garantia se
justifica pela independência necessária à atuação desses
agentes.

 EMPREGO PÚBLICO: é um núcleo de encargo de trabalho


permanente a ser preenchido por agente contratado para desempenhá-
lo, ou seja, também é uma unidade de atribuições e responsabilidades,
distinguindo-se do cargo pelo tipo de vínculo que liga o servidor ao
Estado.

O ocupante de emprego público tem um vínculo contratual e


submete-se ao regime trabalhista (CLT), com a aplicação de algumas
normas do regime público.

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+ VÍNCULO TRABALHISTA

Fonte:
www.moveisparaescritorio.ind.br

Para o âmbito federal, a União, com o


objetivo de definir as regras aplicáveis aos empregados públicos, editou
a Lei nº 9.962/00. O diploma estabelece, dentre outras regras, que a
escolha desses empregados deve ser por meio de concurso público (art.
2º), trata-se de um contrato com prazo indeterminado e a sua resilição
não pode ser unilateral (art. 3º). Assim fica afastada a dispensa desses
empregados de forma imotivada, só sendo possível quando ocorrer:
falta grave (art. 482, CLT); acumulação ilegal de cargos, empregos e
funções públicas; necessidade de redução de quadros por excesso de
despesa (art. 169, CF) e insuficiência de desempenho apurada em
processo administrativo.
A criação e a extinção desses empregos públicos também
devem ser feitos por meio de lei.

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 FUNÇÃO PÚBLICA: é o conjunto de atribuições às quais não


corresponde um cargo ou emprego (conceito residual), não contando,
assim, com um lugar no quadro funcional da Administração. Segundo
Marinela, consiste no conjunto de atribuições e responsabilidades
assinaladas a um servidor; é a atividade em si mesma, ou seja,
corresponde às inúmeras tarefas que devem ser desenvolvidas por um
servidor.

A criação e a extinção dessa função também deve ser feita por


meio de lei.

Abrange 2 tipos de situação: função exercida por servidores


contratados temporariamente, para a qual não se exige,
necessariamente, concurso público, e função de natureza permanente,
correspondentes a chefia, direção, assessoramento (função de
confiança, de livre provimento e exoneração).

PARA AS OBSERVAÇÕES:

OBS1) As funções de confiança, exercidas exclusivamente por


servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão,
a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos,
condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se
apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.

OBS2) No art. 37, II, da Constituição Federal, o constituinte só


exigiu concurso público para a investidura em cargo ou
emprego. Nos casos de função, essa exigência não existe.

Confira os seguintes dispositivos constitucionais:

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37. II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação


prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a
natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração;
(...)
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores
ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos
por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos
previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento

IMPORTANTE OBSERVAR que os tribunais


brasileiros já sedimentaram o entendimento de que não existe direito
adquirido à manutenção do regime jurídico do servidor público;
o regime jurídico pode ser alterado unilateralmente pelo poder público,
com a simples alteração da lei de regência.

9. (CESPE -2015 – TCU - Auditor Federal de Controle Externo -


Conhecimentos Gerais) No que se refere a ato administrativo, agente
público e princípios da administração pública, julgue o próximo item. A
exoneração dos ocupantes de cargos em comissão deve ser motivada,
respeitando-se o contraditório e a ampla defesa.

Conforme estudado ao longo da aula, Cargo em comissão consiste


em um lugar no quadro funcional da Administração que conta com um

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conjunto de atribuições e responsabilidades de direção, chefia e


assessoramento. É ocupado em caráter transitório e pode ser
preenchido por qualquer pessoa. É de livre nomeação e livre
exoneração, não dependendo de qualquer justificativa ou
motivação. Assim, não há qualquer garantia de permanência.

Gabarito – Errada.

10. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário - Área Administrativa


- Específicos) Cargo público é o conjunto de atribuições e
responsabilidades que, previstas na estrutura organizacional, devem ser
cometidas a um servidor.

CARGO PÚBLICO: conjunto de atribuições e responsabilidades


previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um
servidor, criando com este um vínculo estatutário. Acessível a todos
os brasileiros, criado por lei, com denominação própria e vencimento
pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em
comissão. Aquele que ocupa o cargo público é chamado de
funcionário público

Resposta: Certo.

11. (CESPE - 2013 - IBAMA - Analista Administrativo) A investidura no


cargo público ocorre com a nomeação, sendo de trinta dias o prazo para
o nomeado tomar posse.

Alunos, atenção aos detalhes! Veremos esse ponto mais adiante,


mas saiba desde já que a investidura no cargo ocorre com a posse e
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não com a nomeação. O prazo está correto, é de 30 dias, nos termos da


Lei nº 8.112/90.

Gabarito: Errado

12. (CESPE - 2013 - MPU - Analista - Direito) São requisitos para a


investidura em cargo público, entre outros, a idade mínima de dezoito
anos e a aptidão física e mental, podendo as atribuições do cargo
justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.

É isso mesmo, o artigo 5º da Lei n. 8.112/90, que será abordada


a fundo logo logo, nos ensina quais são os requisitos mínimos para a
investidura. Não esqueça do parágrafo 1º:

Art. 5º- São requisitos básicos para investidura em cargo público:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o gozo dos direitos políticos;

III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

V - a idade mínima de dezoito anos;

VI - aptidão física e mental.

§ 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros


requisitos estabelecidos em lei.

Gabarito: Certo.

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13. (CESPE - 2013 - TC-DF - Procurador) A promoção constitui


investidura derivada, enquanto a nomeação traduz investidura
originária do servidor público.

Meus caros, saiba desde já que a única forma de provimento


originário é a nomeação, qualquer outra é derivada.
Gabarito: Certo.

a. Criação de cargos

E como se dá a criação, transformação e extinção de cargos,


empregos e funções públicas?

No âmbito federal, isso ocorre por meio de lei, da competência do


Congresso Nacional. A iniciativa dessa lei é privativa do Presidente da
República, quando se tratar de cargos, funções ou empregos públicos
na administração federal direta e autárquica.

De acordo com o princípio do paralelismo, o STF considera que os


Estados devem seguir o mesmo modelo. Portanto, nos Estados-
membros, o Governador tem a iniciativa do projeto de lei e a
Assembleia Legislativa tem a competência de editá-la.

No caso específico de cargo ou função pública que estejam


vagos, a extinção pode ser feita mediante decreto do próprio Chefe
do Executivo (não precisa edição de lei pelo Legislativo).

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A extinção de função ou cargo público preenchido


somente poderá ser efetivada mediante lei; caso o cargo esteja
vago, a competência para sua extinção é privativa do Chefe do
Poder Executivo, mediante decreto autônomo.

14. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo)


Apesar do princípio da legalidade, que norteia toda a administração
pública, o presidente da República pode dispor, por meio de decreto,
sobre a organização e o funcionamento da administração federal se isso
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos.

Compete privativamente ao Presidente da República, a organização


e funcionamento da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos,
segundo o artigo 84, VI, da Constituição Federal. Item certo.

15. (CESPE - 2013 - ANS - Técnico Administrativo) A extinção de


cargo público preenchido somente pode ser efetivada mediante lei. No

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entanto, nos casos de cargo vago, essa extinção pode ser efetivada
mediante decreto autônomo.

Conforme a CF/88 a criação, transformação ou extinção de cargos


será por lei. Mas é competência privativa do Presidente da República
dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou cargos
públicos, quando vagos.

Gabarito: Certo.

b. Acessibilidade a brasileiros e estrangeiros

Marinela conceitua acessibilidade como o conjunto de regras e


princípios que regulam o ingresso de pessoas nos quadros da
Administração Pública.

De acordo com o art. 37, I, da Constituição Federal, os cargos,


empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos
estrangeiros, na forma da lei. Trata-se do princípio da ampla
acessibilidade.

Os referidos requisitos estabelecidos em lei devem,


obrigatoriamente, mostrar-se necessários ao adequado desempenho da
função pública correspondente. Além disso, é vedado o
estabelecimento de exigências ou condições pelos editais de concursos
públicos que não possuam amparo legal. OBS: a EC nº 45/2004
estabeleceu duas hipóteses novas de requisitos constitucionais
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especificamente para o acesso aos cargos de juiz e de membro


do Ministério Público, tanto estaduais quanto federais. A
referida emenda passou a exigir do bacharel em direito, em
ambos os casos, no mínimo 3 anos de atividade jurídica, além da
aprovação em concurso público de provas e títulos.

No caso dos brasileiros, natos ou naturalizados, basta o


atendimento aos requisitos da lei para que se tenha a possibilidade de
acesso aos cargos, empregos e funções públicas. Já para os
estrangeiros, é necessária a edição de lei que estabeleça as condições
de ingresso; por exemplo, o art. 5º, §3º, da Lei nº 8.112/90 prevê que
as universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica
federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e
cientistas estrangeiros.

Segundo Fernanda Marinela, esse conjunto de normas que define


os requisitos e parâmetros para o acesso ao serviço público deve ser
respeitado rigorosamente pelos Administradores, gerando, assim, no
que tange aos parâmetros exigidos, um direito subjetivo para os
candidatos a essas vagas, sendo vedada qualquer possibilidade de
discriminação abusiva, o que gera flagrante desrespeito ao princípio da
isonomia.

Quanto aos brasileiros, é importante ressaltar a exceção do art.


12, §3º, da CF, que listou alguns cargos que só podem ser preenchidos
por brasileiros natos, em razão da segurança nacional.

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Art. 12.§3º - São privativos de brasileiro nato os cargos:


I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa (Incluído pela Emenda Constitucional nº
23, de 1999)

Além disso, exige-se a qualidade de brasileiro nato aos cidadãos


que vão ocupar as seis vagas no Conselho da República (art. 89, VII).

Esse tópico não pode ser encerrado sem a seguinte transcrição da


Lei nº 8.112/90, que trata da contratação de professores estrangeiros:

Art. 5º (...)
§ 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica
federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas
estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

16. (CESPE – 2015 – FUB - Conhecimentos Básicos - Nível


Intermediário) À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 acerca
da administração pública, julgue o item a seguir.

Os cargos públicos devem ser plenamente acessíveis a brasileiros e


a estrangeiros, podendo o edital do concurso estabelecer,
justificadamente, requisitos apropriados às funções a serem
desempenhadas.

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Conforme estudado acima, o art. 37, I, da Constituição Federal


determina que os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis
aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim
como aos estrangeiros, na forma da lei. Trata-se do princípio da ampla
acessibilidade.

Gabarito – Errado.

17. (CESPE -2015 –FUB) Considere que Joana, servidora pública da


Universidade de Brasília, tenha recebido documentação para a instrução
do processo administrativo de posse de um professor estrangeiro em
um cargo público da universidade. Nessa situação, Joana deve
desconsiderar a não apresentação, pelo professor, do documento
comprobatório de nacionalidade brasileira, devendo dar prosseguimento
ao referido processo.

Sabemos, que é requisito para a investidura a nacionalidade


brasileira, porém, na contratação de professores estrangeiros, aplica-se
a seguinte regrinha:

Art. 5º (...)
§ 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica
federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas
estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

Gabarito: Certo

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18. (CESPE - 2013 - TCE-RS - Oficial de Controle Externo) Professor


estrangeiro que resida no Brasil e pretenda ocupar cargo público em
universidade federal somente poderá atuar como professor visitante,
visto que a investidura em cargo público é restrita a brasileiros natos ou
naturalizados.

A disposição constitucional que guiará nosso raciocínio para


essa questão é o artigo 37, I. Os cargos públicos são acessíveis tanto a
brasileiros que preencham os requisitos quanto a estrangeiros, na
forma da lei. Veja que a questão do estrangeiro na maioria das vezes é
fonte de dúvidas, mas agora, você já gravou o dispositivo constitucional
que permite a investidura.
Além disso, a Lei 8.112 prevê expressamente a
possibilidade de as Universidades e instituições de pesquisa proverem
seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros.
Portanto o gabarito é: Errado.

19. (CESPE - 2013 - MPU - Técnico - Tecnologia da Informação e


Comunicação) A Constituição Federal de 1988 (CF) não restringe o
acesso aos cargos públicos a brasileiros que gozam de direitos políticos,
admitindo que cargos, empregos e funções públicas sejam preenchidos
por estrangeiros, na forma da lei.

De acordo com o art. 37, I, da Constituição Federal, os cargos,


empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos
estrangeiros, na forma da lei.

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Gabarito: Certo.

20. (CESPE - 2013 - MI - Analista Técnico - Administrativo) A


ausência de previsão de acesso de estrangeiros a cargos públicos
coaduna-se com a política de soberania do Estado brasileiro, que
restringe as funções públicas aos brasileiros que gozam de direitos
políticos.

De acordo com o art. 37, I, da Constituição Federal, os cargos,


empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos
estrangeiros, na forma da lei, ou seja, há sim previsão de acesso a
estrangeiros a cargos públicos na legislação brasileira (art. 5º, § 3º, da
Lei n. 8.112/90).

Resposta: Errado.

c. Exigência de concurso público

A investidura em cargo ou emprego público depende de


aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos,
de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na
forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.

Esse dispositivo é aplicável à administração direta e indireta,


inclusive para o preenchimento de empregos nas empresas

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públicas e sociedades de economia mista, pessoas jurídicas de


direito privado integrantes da administração indireta.

Ao falar em concurso público, a Constituição Federal está exigindo


procedimento aberto a todos os interessados, ficando vedados os
chamados concursos internos, só abertos a quem já pertence ao quadro
de pessoal da Administração Pública. Além disso, deve-se propiciar igual
oportunidade de acesso a cargos e empregos públicos a todos os que
atendam aos requisitos estabelecidos de forma geral e abstrata em lei.

Marinela entende que o concurso público é um procedimento


administrativo colocado à disposição da Administração Pública para a
escolha de seus futuros servidores. Representa a efetivação de
princípios como a impessoalidade, a isonomia, a moralidade
administrativa, permitindo que qualquer um que preencha os requisitos,
sendo aprovado em razão de seu mérito, possa ser servidor público,
ficando afastados os favoritismos e perseguições pessoais, bem como o
nepotismo.

Como bem lembrado por Marinela, para evitar


os abusos, os Tribunais Superiores vem realizando um papel
fundamental para aplicação dessa exigência, reconhecendo, por
exemplo:

1) a impossibilidade de provimento ou deslocamento de um


servidor para cargos de carreiras diversas, antigamente
denominadas transposição ou ascensão funcional (Súmula nº
685 do STF);

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2) a impossibilidade de transformação de cargos ou a


transferência de servidores celetistas não submetidos a
concurso público para servidores estatutários, o que pressupõe
a ocupação de cargos efetivos (ADI 248/RJ, STF – Tribunal
Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJ: 08.04.1994; RMS
13604/RO, STJ – Sexta Turma, Rel. Min. Paulo Medina, julg:
03.03.2005, DJ: 18.04.2005);

3) a proibição para criação de novas carreiras com inúmeros


cargos para serem preenchidos com antigos servidores de
carreiras diversas, independentemente de serem eles celetistas
ou estatutários. Nova carreira exige novo concurso público;

4) ser vedado o aproveitamento de servidores de um ente político


em cargos ou empregos de outros entes públicos. A exigência
de concurso público se refere à investidura em cargo ou
emprego público de carreira de cada pessoa jurídica de direito
público, não autorizando o provimento inicial de cargo ou
emprego de entidade política diversa (ADI 402, STF – Tribunal
Pleno, Rel. Min. Moreira Alves, DJ: 20.04.2001);

5) ser proibido o aproveitamento de servidores de cargos extintos


em outros cargos em que não haja plena identidade
substancial entre eles, compatibilidade funcional e
remuneratória e equivalência dos requisitos exigidos em
concurso (ADI 3.051/MG, STF – Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos
Britto, DJ: 28.10.2005; EREsp 279.920/PE, Rel. Min. Paulo
Medina, DJ: 06.02.2006).

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CUIDADO COM AS EXCEÇÕES, MEUS CAROS!!!

Para os cargos em comissão e para a contratação por tempo


determinado (contratos temporários) para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público, dispensa-se o concurso
público. Também a nomeação dos membros dos Tribunais não
necessita ser precedida de concurso público. Outras exceções são:
cargos de mandato eletivo e ex-combatentes que tenham
efetivamente participado das operações bélicas da Segunda Guerra
Mundial.

Segundo o art. 11 da Lei nº 8.112/90, o concurso será de provas


ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme
dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira,
condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no
edital, quando indispensável ao seu custeio, e ressalvadas as hipóteses
de isenção nele expressamente previstas

Importante perceber que o concurso público deverá ser de


provas ou de provas e títulos, ficando, assim, proibida a realização
de contratações para cargos ou empregos efetivos com base em análise
exclusiva de títulos ou currículos ou quaisquer outros procedimentos
que não incluam a realização de provas.

No Brasil, hoje é vedada a prova somente de


títulos por prejudicar a disputa igualitária. A prova de titulação não

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pode ser o único parâmetro para seleção de candidatos a cargo ou


emprego público, sob pena de excluir as pessoas que estão no início da
carreira, servindo apenas como mecanismo para definir a classificação
dos candidatos no concurso.

A regra da acessibilidade e do concurso visa dar a todos iguais


oportunidades, não se admitindo distinções entre brasileiros natos e
naturalizados, exceto hipóteses do art. 12, §3º, da CF, nem mesmo as
distinções em razão de idade e sexo, exceto aquelas distinções cuja
natureza do cargo assim o exigir, desde que previstas em lei.

A exigência de 3 anos de atividade jurídica para as carreiras da


Magistratura e do Ministério Público é possível no concurso
independente de lei formal para instituí-la, isso porque trata-se de regra
expressa na Constituição Federal a partir do advento da EC nº 45/2004
(arts. 95, I, e 129, §3º). Inclusive, essa norma já foi objeto da ADI nº
3.460 no STF, sendo declarada constitucional.

Admite-se a exigência de aprovação em exame psicotécnico


para provimento de alguns cargos públicos, com vistas à avaliação
pessoal, intelectual e profissional do candidato. No entanto, exige-se a
presença dos seguintes pressupostos:

a) haver previsão legal, sendo insuficiente mera exigência no


edital. Segundo a Súmula nº 686 do STF, só por lei se pode
sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a
cargo público.

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b) ser realizado a partir de critérios objetivos de aferição da


capacidade psicológica do candidato, por meio da
cientificidade. Não pode haver subjetivismos tampouco
discriminação dos candidatos;

c) ser passível de recurso pelo candidato.

Caso não obedeça a essas exigências, será uma avaliação ilegal,


devendo ser anulada, de forma a submeter o candidato a um novo
exame válido. Essa anulação não gera para o candidato o direito de
continuar ou obter aprovação automática nas demais fases do certame,
devendo o teste ser repetido.

1) Segundo a jurisprudência do STF e STJ, somente por lei pode o


Administrador estabelecer critérios discriminatórios em concurso
público, tais como sexo, limite de idade, altura, peso, exame
psicotécnico (Ag Reg no AI 534560, STF – Primeira Turma, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJ: 25.08.2006; e AgRg no REsp 748271/RS, STJ
– Quinta Turma, Relª Minª Laurita Vaz, Julg: 11.12.2008, DJe:
09.02.2009).

2) Conforme Súmula nº 683 do STF, o limite de idade para


inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX,
da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das
atribuições do cargo a ser preenchido. No Agravo em Recurso
Extraordinário nº ARE 678112 o STF definiu que é possível sim limitar a
idade em concurso para a carreira de polícia civil: “Segundo o ministro
Fux, a decisão do TJ-MG está em consonância com a jurisprudência da

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Corte, razão pela qual não merece reparos. ‘Insta saber se é razoável
ou não limitar idade para ingressar em carreira policial, a par da
aprovação em testes médicos e físicos. Com efeito, o Supremo tem
entendido, em casos semelhantes, que o estabelecimento de limite de
idade para inscrição em concurso público apenas é legítimo quando
justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido’,
concluiu”.

4) A jurisprudência do STF e STJ fixou no sentido de que o exame


psicotécnico pode ser estabelecido para concurso público desde que por
lei, tendo por base critérios objetivos de reconhecido caráter científico,
devendo existir, inclusive, a possibilidade de reexame (RE 473719
AgR/DF, STF – Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, julg: 17.06.2008,
DJe: 31.07.2008; e RMS 29087/MS, STJ – Quinta Turma, Rel. Min. Felix
Fischer, julg: 05.05.2009, DJe: 01.06.2009).

Quanto às regras a serem observadas pelos candidatos no


momento da inscrição para o certame, devem ser previstas no edital,
não podendo a Administração extrapolar as suas exigências. Além
disso, essas condições devem ser razoáveis, guardar compatibilidade
com as atribuições do cargo e estar previstas na lei que disciplina a
carreira.

Em qual momento deve o candidato demonstrar o


preenchimento dos requisitos??? No momento da inscrição, na hora da
prova, na nomeação ou na posse??? A fim de escolher o momento
certo, deve o Administrador verificar quando o requisito em questão é
condicionante. Por exemplo, a Súmula nº 266 do STJ traz o

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entendimento de que o diploma ou habilitação legal para o exercício do


cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso
público.

No tocante à taxa de inscrição, a jurisprudência já reconheceu


como inconstitucionais as normas que vinculam a taxa de inscrição ao
salário-mínimo (ADI 1568 MC/ES, STF – Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos
Velloso, julg: 26.05.1997, DJe: 20.06.1997). Quanto à isenção, no caso
dos concursos no âmbito do Poder Executivo Federal, o Decreto nº
6.593/08 concede para candidato inscrito no Cadastro único de
Programas sociais ou membro de família de baixa renda.

No caso de indeferimento do pedido de inscrição, a autoridade


deve demonstrar os motivos que justificaram a exclusão do candidato.
Nesse sentido, a Súmula nº 684 do STF: “É inconstitucional o veto não
motivado à participação de candidato a concurso público.”.

Os atos praticados em concurso público são atos administrativos


e, por isso, estão sujeitos à publicidade, devendo ser praticados com
os cuidados necessários para atender a seus objetivos e cumprir as
exigências do ordenamento jurídico.

1) Conforme jurisprudência do STJ: “(...) 1. Muito embora não


houvesse previsão expressa no edital do certame de intimação pessoal
do candidato acerca de sua nomeação, em observância aos princípios
constitucionais da publicidade e da razoabilidade, a Administração
Pública deveria, mormente em face do longo lapso temporal decorrido
entre a homologação do concurso e a nomeação do recorrente (mais de

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três anos), comunicar pessoalmente o candidato sobre sua nomeação,


para que pudesse exercer, se fosse de seu interesse, seu direito à
posse. (...) é dever da Administração conferir aos seus atos a mais
ampla divulgação possível, principalmente quando os administrados
forem individualmente afetados (...) (RMS 21.554, STJ – Sexta Turma,
Rel.ª Min.ª Maria Tereza de Assis Moura, julg: 04.05.2010, DJ:
02.08.2010).

2) Assim reconhece o STJ: “(...) 1. O edital, em regra, deve


prever a forma como tornará pública a convocação dos candidatos para
as etapas do concurso público e, se possível, a data em que ocorrerá tal
ato, considerando o princípio da publicidade e a circunstância de não ser
razoável exigir do cidadão que, diariamente, leia o Diário Oficial. (...)”
(RMS 22508/BA, STJ – Quinta Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves, julg:
03.04.08, DJe: 02.06.08).

No dia 15.12.2011, foi aprovada a Lei nº


12.550, que inseriu no Código Penal o art. 311-A, passando a tipificar
como crime a conduta de utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim
de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do
certame, conteúdo sigiloso de concurso público, avaliação ou exame
público, processo seletivo para ingresso no ensino superior ou exame ou
processo seletivo previstos em lei.

Como princípio específico do concurso público, tem-se a


vinculação ao instrumento convocatório. Por essa razão, a doutrina
diz que o edital é a lei interna do concurso, valendo ressaltar que o
Administrador tem liberdade para definir seu conteúdo. Trata-se de

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uma decisão discricionária da autoridade, observando a conveniência e


a oportunidade para o interesse público, que se exaure com sua
publicação, estando a autoridade públia, a partir desse momento,
vinculada a seus ditames. Assim, com a publicação, o edital transforma-
se em ato vinculado.

Em relação à mudança em edital de concurso, a jurisprudência só


admite em caráter excepcional, como ocorre com a superveniência de
norma legal que estabeleça novas regras para a carreira, mas deve-se
sempre observar todos os princípios pertinentes à atuação da
Administração Pública, como isonomia, impessoalidade, publicidade,
além de outros.

Nos termos do art. 37, II, da Constituição, o prazo de validade


do concurso público será de até dois anos (ou seja, o edital pode fixar
um prazo inferior), prorrogável uma vez, por igual período. A
prorrogação fica a critério da Administração, inexistindo, para os
candidatos aprovados, direito subjetivo a essa prorrogação.

Esse prazo é contado da homologação do concurso, que é o ato


administrativo mediante o qual a autoridade competente certifica que o
procedimento do concurso foi válida e regularmente concluído.

O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização


serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial da União e
em jornal diário de grande circulação.

1) È indispensável que essa decisão de prorrogar seja


tomada antes de vencer o primeiro período, pois é impossível prorrogar
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algo que não existe mais (RE 352258/BA, STF – Segunda Turma, Rel.ª
Min.ª Ellen Gracie, DJ: 14.05.2004).

2) A prorrogação é uma decisão discricionária do


administrador que deverá ser devidamente fundamentada, levando em
consideração a conveniência e a oportunidade do interesse público
(AgRg no REsp 834175/DF, STJ – Sexta Turma, Rel. Min. Vasco Della
Giustina (Desembargador convocado do TJ/RS), julg: 28.06.2011, DJe:
03.08.2011). Essa decisão é passível de revogação, desde que o prazo
de prorrogação não tenha ainda iniciado (STF, RE 301.163, Rel. Min.
Eros Grau, julg: 25.11.2004).

NÃO SE ESQUEÇA DISSO JAMAIS:

A orientação atual do STF é que a aprovação em concurso


público, dentro do número de vagas fixado no edital e enquanto
válido o certame, cria para o candidato direito adquirido à
nomeação e não mera expectativa de direito, obedecida,
evidentemente, a ordem de classificação. Entretanto, a
administração tem direito de efetuar parceladamente as
nomeações, dentro do prazo de validade do concurso.

Reconhece o STF que a Administração Pública tem o dever de


boa-fé, o dever incondicional às regras do edital, inclusive quanto às
vagas, além do respeito à segurança jurídica como princípio de proteção
à confiança. Admite ainda que o direito à nomeação é uma garantia
fundamental da plena efetividade do princípio do concurso público.
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No entanto, vale ressaltar que, apesar de reconhecido o direito


subjetivo à nomeação, tal garantia não é absoluta, admitindo o STF que
em situações excepcionalíssimas a Administração motivadamente
poderá não nomear. Tais situações exigem algumas características
como a superveniência do fato, a imprevisibilidade, a gravidade
exigindo acontecimentos extremamente graves, além da necessidade,
ou seja, a não nomeação deve ser uma solução drástica e excepcional.

O STJ foi ainda mais longe: se o edital não fixar o número de


vagas, ou seja, se o concurso for apenas para o “cadastro de
reserva”, o primeiro colocado no concurso tem direito à
nomeação, pois se presume que há uma vaga disponível (AgRg
no RMS 33.426-RS).

Veja ainda o que disse o STJ:

O candidato aprovado fora das vagas previstas originariamente no


edital, mas classificado até o limite das vagas surgidas durante o
prazo de validade do concurso, possui direito líquido e certo à
nomeação se o edital dispuser que serão providas, além das vagas
oferecidas, as outras que vierem a existir durante sua validade.

MAS ATENÇÃO!!!

Mais recentemente o STJ limitou o direito subjetivo à


nomeação para cargos criados no curso do prazo de validade do
concurso e julgou no sentido de que, “ainda que sejam criados novos
cargos durante a validade do concurso, a Administração Pública não
poderá ser compelida a nomear candidato aprovado fora do
número de vagas oferecidas no edital de abertura do certame na

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hipótese em que inexista dotação orçamentária específica” (RMS


37.700-RO, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 4/4/2013).

Portanto, existe uma condição para que o candidato aprovado fora


do número de vagas seja nomeado para cargos novos criados durante a
validade do concurso: Deve haver dotação orçamentária específica!

Assim, chegamos às seguintes conclusões:

- quem passou dentro do número de vagas tem direito subjetivo à


nomeação (= o Estado tem a obrigação de nomear) – STF

- concurso só para cadastro de reserva: candidato aprovado em


1º lugar tem direito subjetivo à nomeação – STJ

- candidato aprovado fora das vagas do edital, mas dentro das


vagas surgidas no prazo de validade do certame só tem direito à
nomeação se existir dotação orçamentária específica para a nomeação –
STJ.

Ainda quanto ao concurso público, há a regra do art. 37, IV, da


Constituição Federal:

IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele


aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será
convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou
emprego, na carreira

Esse dispositivo da Constituição estabelece prioridade para a


nomeação de aprovados em um concurso anterior ainda dentro do
prazo de validade sobre os aprovados no novo concurso para o mesmo
cargo ou emprego.

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Para resguardar a aplicação desse dispositivo constitucional, a Lei


nº 8.112/90 proíbe a abertura de concurso público para determinado
cargo ou emprego enquanto ainda esteja dentro do prazo de validade
um concurso anterior realizado pela mesma administração.

Art. 12 (...) § 2o Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato


aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.

E se um candidato passou em 1º lugar, mas a administração


convocou o 3º da lista?

O 1º lugar tem direito adquirido à nomeação se a administração


nomear antes dele outro candidato que haja obtido colocação inferior no
certame.

O art. 37, §2º, da Constituição Federal, estabelece que a não


observância da exigência de concurso público, respeitado seu prazo de
validade, implicará na nulidade do ato e na punição da autoridade
responsável.

ATENÇÃO!!!!

Em virtude da exigência constitucional de aprovação em concurso


público específico para cada cargo, o servidor público desviado de
suas funções não pode ser reenquadrado, mas tem direito ao
recebimento, como indenização, da diferença remuneratória entre os
vencimentos do cargo efetivo e os daquele exercido de fato.

Também não se admite a transposição de cargos públicos, ou


seja, a mudança das funções de um servidor de determinada carreira

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para as funções de outra carreira, seja mediante ato administrativo seja


mediante lei, sob pena de se violar a regra do concurso público.

Quanto aos portadores de deficiências, o art. 37, VIII, da


Constituição Federal, dispõe que a lei reservará percentual dos cargos e
empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá
os critérios de sua admissão.

A Lei nº 8.112/90 prevê esse percentual da seguinte forma, em


seu art. 5º:

§ 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se


inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições
sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas
serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no
concurso.

Veja que a lei autoriza a reserva de até 20% das vagas aos
portadores de necessidades especiais.

Para a Súmula nº 377 do STF, o portador de visão monocular tem


direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos
deficientes.

No que tange à possibilidade de controle dos concursos


públicos, a orientação jurisprudencial é de que o Poder Judiciário não
pode controlar todos os aspectos do concurso, como, por exemplo,
adentrar nos critérios estabelecidos no edital, nem tampouco se imiscuir
no mérito das correções das questões da prova (ex: o juiz não pode, via
de regra, afirmar que o examinador do concurso está errado ao dar o
gabarito da questão como certo ou errado e alterar o gabarito da
questão do concurso). Esses aspectos, de acordo com a jurisprudência
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majoritária, são considerados mérito administrativo, sobre qual o


Poder Judiciário não pode interferir.

Contudo, assim como todo ato administrativo, o concurso público


é sujeito ao controle de legalidade em sentido amplo, ou seja, o juiz
pode declarar a nulidade de um edital se verificar que ele apresenta
disposições contrárias à lei.

Dessa forma, admite-se o controle dos concursos no que diz


respeito às regras e exigências do edital considerando a aplicação de
todos os princípios constitucionais, tais como isonomia, razoabilidade,
proporcionalidade, moralidade, impessoalidade e outros, considerando
tratar-se de controle de legalidade em sentido amplo, sendo um
controle de regras constitucionais.

Ademais, o concurso público está sujeito também ao controle


interno feito pela própria Administração. No caso de constatar a
ocorrência de irregularidade na realização de um concurso em
quaisquer de suas fases, a Administração deve se valer de seu poder de
autotutela e invalidar o concurso público. Nesse caso, a hipótese é de
anulação, quando se constata alguma ilegalidade insanável em alguma
etapa do certame.

Em relação à investidura irregular, orienta o STF em


jurisprudência consolidada que, quando a investidura for irregular,
embora sua situação tenha aparência de legalidade, o que é
denominado “agente de fato putativo” ou “teoria do funcionário de
fato”, em nome dos princípios da aparência, boa-fé dos administrados,
segurança jurídica e presunção de legalidade, deve ser invalidada essa
investidura, mas os atos praticados pelo suposto servidor devem ser

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considerados válidos se não houver outro motivo que os invalide, não


havendo obrigação de devolver a remuneração percebida no período
trabalhado, sob pena de caracterizar enriquecimento ilícito da
Administração.

Ressalte-se, contudo, que, para a invalidação da investidura, é


exigido o devido procedimento administrativo, respeitados os princípios
do contraditório e da ampla defesa.

21. (CESPE -2014/ MTE/ Agente Administrativo) Acerca da disciplina


do funcionalismo público no Brasil, julgue os itens subsequentes no que
tange à disciplina constitucional e à Lei n.º 8.112/1990. Apenas por
meio de prévia aprovação em concurso de provas ou de provas e
títulos, poderá o cidadão brasileiro ter acesso aos cargos e empregos
públicos.

RESPOSTA:

Segundo artigo 37, inciso II, da Constituição Federal: a


investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a
natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em
lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei
de livre nomeação e exoneração

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Sendo assim, o item está incorreto, pois os cargos em comissão


não necessitam de concurso.

Gabarito: E

22. (CESPE - 2013 - Telebrás - Técnico em Gestão de


Telecomunicações – Assistente Administrativo) A forma de ingresso
para exercer qualquer cargo, emprego ou função pública é por meio de
concurso público, conforme legislação vigente.

Sabemos que o ingresso em cargos, empregos ou funções


públicas é dispensado caso o cargo seja em comissão, declarado em lei
de livre nomeação e exoneração. Assim, não é “qualquer cargo” que
exige concurso. Cuidado com as expressões: “sempre”, “nunca”,
“qualquer”, “nenhum” etc.

Resposta: Errado.

23. (CESPE - 2009 - SECONT-ES - Auditor do Estado – Tecnologia da


Informação) Em hipóteses excepcionais e plenamente justificadas, é
possível o preenchimento de cargos públicos permanentes mediante
contrato administrativo.

Pessoal, sendo cargo público permanente, o preenchimento


depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de
provas e títulos.

Resposta: Errado.

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24. (CESPE - 2013 - Telebrás - Técnico em Gestão de


Telecomunicações – Assistente Administrativo) A contratação
temporária é regulamentada como possível desde que seja feita para
atender a interesse público de caráter excepcional.

Justamente o que contei a vocês, meus caros. A contratação


temporária ou por prazo determinado é possível para atender a
necessidades excepcionais, passageiras e prol do interesse público e
nesse caso, complementando a questão, dispensa concurso público.

Resposta: Certo.

25. (CESPE - 2013 - MS – Administrador) A aprovação em concurso


público é condição necessária para que o servidor público seja investido
em cargo ou função pública.

De acordo com a CF/88 a investidura em cargo ou emprego


público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou
de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do
cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações
para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
exoneração.

Para cargo em comissão não precisa de concurso!

Gabarito: Errado

26. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico – Administrativo)


Segundo entendimento firmado pelo STJ, o candidato aprovado fora das
vagas previstas originariamente no edital, mas classificado até o limite
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das vagas surgidas durante o prazo de validade do concurso, possui


direito líquido e certo à nomeação se o edital dispuser que serão
providas, além das vagas oferecidas, as outras que vierem a existir
durante a validade do certame.

Foi justamente isso que mencionamos acima: No entendimento do


STJ: o candidato aprovado fora das vagas previstas originariamente no
edital, mas classificado até o limite das vagas surgidas durante o prazo
de validade do concurso, possui direito líquido e certo à nomeação se
o edital dispuser que serão providas, além das vagas oferecidas, as
outras que vierem a existir durante sua validade. CUIDADO se a
questão falar da “dotação orçamentária específica” – essa
obrigatoriedade de nomeação não vai existir se não houver essa
dotação.

Gabarito: Certo.

27. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial)Tanto a


investidura em cargo como em emprego público exige aprovação prévia
em concurso público, mas a nomeação para cargos em comissão e
funções de confiança, assim como a contratação para serviços
temporários, prescinde dessa exigência.

Meu caro, se você ficou com dúvida nessa questão, acredito que
seja quanto ao português, especificamente a palavra “prescinde”, que
significa dispensar, não precisar. Pois falamos em aula quanto à
obrigatoriedade do concurso, a investidura em cargo ou emprego
público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou
de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do
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cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações


para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
exoneração. Para os cargos em comissão e para a contratação por
tempo determinado (contratos temporários) para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público, dispensa-se
o concurso público.

Gabarito: Certo.

28. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) Os


candidatos inscritos em concurso público não têm direito adquirido à
realização do certame.

O candidato não tem direito a realização do certame, uma vez que


a Administração pode anular ou revogar o procedimento do concurso se
verificar qualquer problema ou se constatar que os cargos não
necessitam ser preenchidos naquele momento.

Gabarito: Certo

d. Cargos em comissão e funções de confiança

Segundo o art. 37, V, da Constituição Federal, as funções de


confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes
de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por
servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos

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previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção,


chefia e assessoramento.

Existe cargo sem função, professor? E função sem cargo?

Não existe cargo sem função, uma vez que todo cargo encerra um
conjunto de atribuições. Entretanto, podem existir funções sem um
cargo específico correspondente, como é o caso das funções de
confiança ou aquelas oferecidas aos que foram contratados
temporariamente.

Os cargos em comissão são declarados em lei como de livre


nomeação e exoneração (exoneração ad nutum), ou seja, a escolha é
baseada na confiança.

E o que significa isso?

Significa que, em regra, qualquer pessoa, mesmo que não seja


servidor público efetivo em nenhum Poder ou esfera da Federação,
pode ser nomeada para exercer um cargo em comissão. Entretanto,
alguns dos cargos em comissão deverão ser preenchidos por servidores
de carreira (concursados), nos casos, condições e percentuais mínimos
previstos em lei.

Nosso constituinte, preocupado com as


intermináveis substituições que ocorrem no cargos em comissão, e para
proteger a continuidade dos serviços públicos, considerando que esses
cargos podem ser ocupados por qualquer pessoa, inclusive aquelas que
não tenham prática na atividade administrativa, decidiu reservar um

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número mínimo, previsto em lei, que só pode ser atribuído a servidores


de carreira. Esses servidores afastam-se de seus cargos efetivos,
passam a exercer o cargo de confiança e a receber a sua remuneração
e, quando exonerados, retornam para o seu cargo de origem.

No caso de “função de confiança”, como vimos, a designação para


o seu exercício deve recair, obrigatoriamente, sobre servidor
ocupante de cargo efetivo. Convém lembrar que cargo efetivo é daquele
que conta com nomeação em caráter definitivo e com prévia aprovação
em concurso público. Dessa maneira, uma pessoa qualquer, que não
está nos quadros da Administração Pública, não pode ser titular de uma
função pública.

ATENÇÃO!!! Não se adquire, em nenhuma hipótese, estabilidade


em decorrência do exercício de cargo comissionado, não importa
durante quanto tempo o servidor o exerça.

Além disso, a exoneração de cargo em comissão e a dispensa de


função de confiança dar-se-á a juízo da autoridade competente (= não
é preciso a abertura de procedimento administrativo ou sequer
demotivação) ou a pedido do próprio servidor (art. 35).

Quanto ao nepotismo, destaca-se o que preceitua a Súmula


Vinculante nº 13:

“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou


por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de
servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou

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assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou,


ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a
Constituição Federal.”

Observe que fica resguardada da proibição a nomeação de


parentes para cargos políticos, como os de Ministro ou Secretário
Estadual ou Municipal.

Importante salientar, ainda, que o STF reconhece que


a vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal, porque a
proibição decorre diretamente dos princípios contidos no art. 37, caput,
fa CF (RE 579.951/RN, STF – Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, julg: 20.08.2008, DJe: 24.10.2008).

Ainda com relação aos cargos em comissão, não podemos deixar


de mencionar o disposto no art. 9º da Lei nº 8.112/90:

Art. 9o A nomeação far-se-á:


(...)
II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de confiança
vagos.
Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza
especial poderá ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro
cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa,
hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o
período da interinidade.

Veja que, se um servidor ocupante de cargo em comissão for


nomeado para ter exercício interinamente em outro cargo de confiança,
sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa, ele deverá optar
pela remuneração de um dos dois cargos.

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Por fim, a Lei nº 8.112/90 prevê uma importante obrigação


àqueles que ocupam cargo em comissão ou função de confiança: eles se
submetem ao regime de integral dedicação ao serviço, podendo ser
convocado sempre que houver interesse da Administração (art. 19, §
1º).

29. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Técnico Judiciário) Ainda que


interinamente, é vedado ao servidor público exercer mais de um cargo
em comissão.

Obviamente o item está errado, conforme o parágrafo único do art.


9º, acima transcrito.

30. (CESPE – 2013 – TRT10ª região- Técnico Judiciário) Os servidores


ocupantes de cargo em comissão, declarado em lei de livre nomeação e
exoneração, desde que não ocupem também cargo efetivo, submetem-
se ao regime geral de previdência social.

O Art. 40, § 13 dispõe que: Ao servidor ocupante, exclusivamente,


de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração
bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se
o regime geral de previdência social.

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Chamamos atenção para o fato de que o regime próprio de


previdência dos servidores públicos, no âmbito das pessoas federativas,
abrange tão só os ocupantes de cargos EFETIVOS, ou seja, não alcança
os que ocupem, EXCLUSIVAMENTE, cargos em comissão ou
temporários, que estarão ligados ao Regime GERAL de Previdência
Social.
Item Correto!

e. Contratação por tempo determinado

De acordo com o art. 37, IX, da Constituição Federal, “a lei


estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”.
Representa uma situação excepcional nos quadros da Administração
Pública.

O referido dispositivo constitucional trata-se de uma norma de


eficácia limitada, ou seja, a contratação temporária de pessoal só pode
ser exercida após o advento da lei, elaborada por cada ente da
federação, considerando que uns podem ter interesse e necessidade
desse tipo de contrato e outros não. Considerada essa exigência
constitucional, a jurisprudência pátria já reconheceu que a ausência de
lei anterior compromete a validade do vínculo temporário, tornando-se
um mero contrato de trabalho, o que não pode ser praticado pela
Administração.

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Nessa situação, o pessoal não ocupa cargo público e não se trata


do “contrato de trabalho” propriamente dito, previsto na CLT.

Então, qual seria o regime jurídico dos contratados por


tempo determinado?

O regime jurídico dos agentes públicos contratados por tempo


determinado não é trabalhista e sim estatutário (= regulados por um
regime trazido em lei específica, no âmbito da União, pela Lei n.
8.745/93). Diante dessa constatação, o STF firmou a orientação de que
as lides entre o Poder Público contratante e os agentes públicos
temporários não são da competência da Justiça do Trabalho e sim da
Justiça Comum, federal ou estadual, conforme o caso. Esse
entendimento é aplicado independentemente da validade do vínculo, o
que também deve ser analisado na mesma Justiça Comum.

É justamente por isso que o STJ entende que os servidores


contratados em caráter temporário têm direito à gratificação de
insalubridade/periculosidade percebida pelos servidores ocupantes de
cargo efetivo que desenvolvem suas atividades no mesmo setor
considerado insalubre (RMS 24.495-SC).

E qual o regime de previdência desses contratados?

O regime de previdência social a que estão sujeitos os agentes


públicos contratados por tempo determinado é o regime geral (RGPS).

O STF tem afirmado que o inciso IX do art. 37 da Constituição


Federal deve ser interpretado restritivamente, porque configura exceção

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à regra geral que estabelece o concurso público como meio idôneo à


admissão de pessoal no serviço público.

Por fim, apresentamos os 4 requisitos


cumulativos para que se considere legítima a contratação temporária,
em todos os níveis da Federação:

1. Os casos excepcionados devem estar previstos em lei;

2. O prazo de contratação deve ser predeterminado;

3. A necessidade deve ser temporária;

4. O interesse público deve ser excepcional (ou seja, não pode


referir-se a situações administrativas rotineiras, comuns).

Se ausente um desses requisitos, a contratação será ilegal.

1) A orientação do STF é a de que a prorrogação do prazo de


vigência do contrato temporário não altera a natureza jurídica de cunho
administrativo que se estabelece originalmente, admitindo que a
medida poderá comprometer sua validade ou caracterizar ato de
improbidade, entretanto não modifica a competência da Justiça Comum.
Além disso, a prorrogação, no caso de ser necessária, deve ser feita de
forma transparente e motivada, demonstrando o preenchimento de
todos os requisitos para esse tipo de contrato, evitando assim a prática
de desvio de finalidade.

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2) Conforme orientação dominante no país, a necessidade


dessas funções deve ser temporária, portanto, caracterizada
necessidade permanente, o estado deve realizar concurso público e
preencher pelas vias normais, usando cargos ou empregos públicos.
Inclusive decisões do STF reconhecem ser inconstitucional a utilização
de contratos temporários para admissão de servidores para funções
burocráticas ordinárias e permanentes.

3) Nos contratos temporários ilegais, nos contratos já vencidos


em que o serviço continua sendo prestado, a orientação do TCU é pela
impossibilidade de devolução das parcelas de natureza salarial,
considerando que o trabalho foi efetivamente prestado.

31. (CESPE - 2010 - MPU - Técnico de Informática) Na administração


pública, admite-se a contratação, sem concurso público e por tempo
determinado, de servidores temporários para atender à necessidade
passageira de excepcional interesse público, sendo que esse tipo de
servidor exerce função sem estar vinculado a cargo ou emprego
público.

Exatamente de acordo com o que vocês viram em aula. É


praticamente a letra do artigo 37, IX, da CF.

Resposta: Certo.

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f. Direito de associação sindical e direito de greve

O art. 37, VI, da Constituição Federal garante ao servidor público


civil o direito à livre associação sindical, ou seja, permite ao servidor
aderir ao sindicato representativo de sua categoria profissional. Pode
ser exercido de forma livre pelos servidores, a liberdade é absoluta, daí
não haver obrigatoriedade na filiação desse servidor.

Essa garantia, apesar de exercida há muitos anos


pelos empregados comuns, regidos pela CLT, era vedada aos servidores
públicos pelo art. 566 da CLT, sendo asssim uma novidade da CF/88.

Conforme destaca Marinela, no que tange à estabilidade sindical,


o entendimento que prevalece é que essa também deve ser aplicável
aos servidores públicos, utilizando como fundamento o mesmo art. 8º,
inciso VIII, da CF, sendo proibida a dispensa de empregado
sindicalizado a partir de sua candidatura a cargo representativo no
sindicato. Essa garantia não é reconhecida para os servidores ocupantes
de cargos em comissão em razão de sua natureza transitória.

O inciso VII do art. 37 da Constituição Federal concede aos


servidores públicos o direito de greve, nos termos e limites definidos em
lei específica, ou seja, lei ordinária que deve cuidar especificamente
desse assunto.

A lei regulamentadora do direito de greve dos servidores públicos,


requerida pela Constituição, até hoje não foi editada.

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E o que aconteceu, diante dessa inércia?

O STF determinou a aplicação temporária ao setor público, no que


couber, da lei de greve vigente no setor privado, até que o
Congresso Nacional edite a mencionada lei regulamentadora.

Conforme destacado por Marinela, a decisão do STF alerta para a


necessidade de compatibilização e coerência entre o exercício do direito
de greve pelo servidor público e a continuidade na prestação dos
serviços públicos.

Isso quer dizer que se deve reconhecer o direito de greve dos


servidores sem desconsiderar a garantia da continuidade na prestação
dos serviços públicos, que é elemento fundamental para a preservação
do interesse público. Daí por que não deve ser aplicado ao exercício de
greve no âmbito da Administração tão somente a fria letra do disposto
na Lei nº 7.783/89, devendo ser realizadas as adaptações necessárias.
Lembrando que cada greve apresenta um quadro fático próprio e, por
isso, deve ser analisada segundo suas peculiaridades.

Com relação à greve dos empregados públicos, aplica-se a


regência da CLT.

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A sindicalização e a greve são vedadas aos militares.

1) Conforme a orientação jurisprudencial, não se admite a


exoneração de servidor em estágio probatório pelo fato de ter aderido
ao movimento grevista, uma vez que essa ausência não teria como
motivação a vontade consciente de não comparecer ao trabalho
simplesmente por não comparecer ou por não gostar de trabalhar.
Revelaria, isso sim, inassiduidade imprópria, resultante de um
movimento de paralisação da categoria em busca de melhores
condições de trabalho.

2) O STF entende que, quanto à competência para julgamento


do direito de greve, é da Justiça do Trabalho quando os vínculos forem
trabalhistas e da Justiça Comum quando forem jurídico-administrativos,
especialmente os estatutários. Orienta, ainda, o STF que o STJ é
competente para decidir sobre greves de servidores públicos civis
quando a paralisação for nacional ou abranger mais de uma unidade da
federação.

3) O STF entende que “as atividades exercidas por policiais


civis constituem serviços públicos essenciais desenvolvidos por grupos
armados, consideradas, para esse efeito, análogas às dos militares”.
Assim, os policiais civis não possuem direito subjetivo à greve.
(MI 774 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno,

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julgado em 28/05/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-125 DIVULG 27-


06-2014 PUBLIC 01-07-2014)

32. (CESPE - 2015 – FUB - Assistente em Administração) Com


referência às disposições do regime jurídico dos servidores públicos civis
da União (Lei n.º 8.112/1990), julgue o item que se segue.

Se um servidor público estiver em estágio probatório, o seu cargo


não poderá ser extinto, já que isso resultaria na perda da função
pública desse servidor.

Conforme Súmula n° 22 do STF, “O estágio probatório não


protege o funcionário contra a extinção do cargo”.

Gabarito – Errado.

33. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) O direito à


livre associação sindical é aplicável ao servidor público civil, mas não
abrange o servidor militar, já que existe norma constitucional expressa
que veda aos militares a sindicalização e a greve.

O art. 37, VI, da Constituição Federal garante ao servidor público


civil o direito à livre associação sindical. E não se esqueça: A
sindicalização e a greve são vedadas aos militares.

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Gabarito: Certo.

g. Remuneração dos agentes públicos

Prezados alunos, se vocês quiserem eleger um tópico desta aula


para estudar muito e revisar dois minutos antes da prova, eu sugiro que
você escolha este! Hoje todo mundo quer saber quanto o servidor
público ganha, porque ganha, se pode ganhar...

Por isso, meus caros, OLHO ABERTO PARA OS PRÓXIMOS


PARÁGRAFOS!!!

Vale, inicialmente a leitura do art. 37, X, da CF:

X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do


art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada
a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre
na mesma data e sem distinção de índices;

Muito cuidado meus caros!!! É vedada a prestação de serviços


gratuitos, salvo os previstos em lei. Confira o dispositivo da Lei
8112/90:

Art. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos


previstos em lei.

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Observe que o sistema remuneratório dos agentes públicos é


composto por três distintas categorias jurídicas, a saber:

1. SUBSÍDIO (introduzido com a Reforma Administrativa de


1998): retribuição fixada em parcela única, vedado o acréscimo
de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou outra espécie remuneratória. É modalidade de
remuneração (em sentido amplo) de aplicação:

Obrigatória: para os agentes políticos (ex: chefes do


Poder Executivo, deputados, senadores, vereadores, ministros
de Estado, secretários estaduais e municipais, membros da
magistratura, membros do Ministério Público, ministros dos
tribunais de contas, etc) e para alguns servidores públicos
(servidores das carreiras pertencentes à AGU, à Defensoria
Pública, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, às
procuradorias dos estados e do DF e os servidores da Polícia
Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias civis, polícias
militares e corpos de bombeiros militares);

Facultativa: para os servidores públicos organizados em


carreira, desde que assim disponham as leis federais,
estaduais, municipais ou do DF, conforme a carreira de que se
trate.

2. VENCIMENTO BÁSICO: é a retribuição pecuniária básica,


estabelecido em lei. Nos termos do art. 40 da Lei 8112/90, é a
retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. Pode
ser menor que o salário mínimo.

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3. REMUNERAÇÃO: conjunto das retribuições (sinônimo de


“vencimentos”). Não pode ser menor que o salário mínimo.
Composto pelo vencimento básico do cargo e mais as
vantagens pecuniárias de caráter permanente estabelecidas
em lei. Pagos aos servidores públicos submetidos a regime
jurídico estatutário.

remuneração = vencimento básico + vantagens


pecuniárias

3. SALÁRIO: contraprestação pecuniária paga aos empregados


públicos, admitidos sob o regime jurídico trabalhista, contratual,
sujeitos predominantemente à CLT.

Questão de
concurso

34. (CESPE - 2013 - MI - Assistente Técnico Administrativo) Os


vencimentos dos servidores públicos podem ser objeto de arresto,
sequestro e penhora para pagamento de dívidas comerciais.

Você estudará isso quando formos tratar da Lei n. 8.112/90, mas


saiba desde já que, pelo artigo 48 da Lei em estudo, “o vencimento, a
remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou
penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de
decisão judicial”. Como a questão se refere a dívidas comerciais, o item
está errado.

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35. (CESPE - 2009 - MDS - Agente Administrativo) Os vencimentos


dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário podem ser
superiores aos pagos pelo Poder Executivo.

Conforme conversamos, essa é uma vedação constitucional.

Resposta: Errado.

36. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Técnico Judiciário)O vencimento, a


remuneração e o provento de um servidor somente podem ser objeto
de penhora nos casos de indenização ao erário e prestação alimentícia
que resultem de decisão judicial.

A Lei 8.112 coloca que o vencimento, a remuneração e o


provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou
penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de
decisão judicial. Gabarito: errado.

CUIDADO! MUITA CALMA NESSA HORA!

Isso não quer dizer que o servidor não possa sofrer desconto em
folha. A lei é clara no sentido de autorizar o desconto sobre a
remuneração ou provento nos casos de imposição legal, mandado
judicial, autorização do servidor a favor de terceiros (art. 45 da
Lei nº 8.112/90) e reposições ao erário (art. 46).

Quanto aos descontos, são possíveis em caso de falta sem


motivo justificado e de atrasos, sendo, neste caso, proporcionais, desde
que não tenha havido compensação autorizada pela chefia (art. 44 da
Lei nº 8.112/90).
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Além disso, o servidor pode autorizar a consignação em folha de


pagamento a favor de terceiros. Veja o disposto no parágrafo primeiro
art. 45:

§ 1o Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha


de pagamento em favor de terceiros, a critério da administração e com
reposição de custos, na forma definida em regulamento

Conforme alteração feita pela Lei 13.172/2015 que determina que


a soma mensal das consignações facultativas de cada consignado não
excederá a trinta e cinco por cento da respectiva remuneração.

Há ainda a hipótese de desconto em folha do servidor para


promover reposições e indenizações ao erário. Nesse caso, a
regulamentação é feita pelo art. 46 da Lei nº 8.112/90. Confira:

Art. 46. As reposições e indenizações ao erário, atualizadas até 30 de junho


de 1994, serão previamente comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao
pensionista, para pagamento, no prazo máximo de trinta dias, podendo ser
parceladas, a pedido do interessado.
§ 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a
dez por cento da remuneração, provento ou pensão.
§ 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do
processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em uma única
parcela.
§ 3o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a
decisão liminar, a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada
ou rescindida, serão eles atualizados até a data da reposição.

Em razão de possuírem natureza alimentar, o vencimento, a


remuneração e o provento não podem ser objeto de penhora,
arresto e seqüestro, salvo por débito alimentar (art. 48 da Lei nº
8.112/90).

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Vamos em frente, com os aspectos gerais da remuneração do


servidor público.

Em regra, exige-se lei ordinária específica para que se fixe ou


altere a remuneração (em sentido amplo) dos servidores públicos, para
cada cargo, emprego ou função, após prévia dotação orçamentária e
autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. Ou seja, cada
alteração de remuneração de qualquer cargo deverá ser feita por meio
de edição de uma lei ordinária que somente trate deste assunto. A
iniciativa privativa das leis que fixem ou alterem remunerações
dependerá do cargo a que a lei se refira.

No âmbito da administração direta e indireta (“servidores do


Executivo”), a iniciativa é do Chefe do Poder Executivo.

Em algumas hipóteses expressas na CF, a remuneração não será


definida por lei e sim por decreto legislativo, como no caso do
Presidente da República, Ministros de Estado, Senadores e Deputados
Federais, além dos Vereadores.

Os servidores têm direito subjetivo à revisão geral anual de sua


remuneração, sempre na mesma data e sem distinção de índices (art.
37, inciso X, CF). O que seria isso, professor?

Essa revisão geral anual tem como objetivo atualizar as


remunerações de modo a acompanhar a evolução do poder aquisitivo
da remuneração do servidor, ou seja, reajustar genericamente e
recompor a perda do poder aquisitivo do servidor em decorrência da
inflação. A revisão geral, diferentemente das reestruturações de
carreiras, deve estender-se a todos os servidores públicos (civis), sejam

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ou não ocupantes de cargos pertencentes a carreiras que tenham sido


reestruturadas.

Essa revisão anual constitui direito dos servidores, o que não


impede revisões outras, feitas com o objetivo de reestruturar ou
conceder melhorias a carreiras determinadas, por outras razões que
não a de atualização do poder aquisitivo dos vencimentos e subsídios.

Com base no texto constitucional, Marinela traz os


seguintes requisitos para a revisão da remuneração dos servidores
públicos:

Previsão por lei específica, observada a regra de iniciativa


privativa para cada caso (requisito formal)

Caráter geral, ou seja, a revisão deve atingir a totalidade


dos servidores, de todos os poderes

Anualidade, ou seja, o intervalo entre um reajuste e outro


deve ser o prazo máximo de um ano, sendo possíveis
reajustes com intervalos menores

Idênticos índices de revisão (isonomia)

Quanto ao teto das remunerações e subsídios, o art. 37, XI,


da Constituição Federal, prevê:

“XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e


empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos
membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes
políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer
outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie,
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite,
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nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito


Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder
Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do
Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do
subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos
membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores
Públicos;”

O teto abrange tanto os que continuam sob o regime


remuneratório como os que passarem para o regime de subsídio.
Engloba os servidores públicos ocupantes de cargos, funções e
empregos públicos, o que significa que o teto independe do regime
jurídico, estatutário ou trabalhista, a que se submete o servidor.

O teto alcança os servidores da Administração Direta, autárquica


e fundacional.

Quanto às empresas públicas, sociedades de


economia mista e subsidiárias, somente são alcançadas pelo teto se
receberem recursos da União, dos Estados, do DF ou dos
Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em
geral (ex: os empregados da Petrobrás não se sujeitam ao teto, pois a
empresa não recebe recursos da União).

O teto atinge os proventos dos aposentados e a pensão devida


aos dependentes do servidor falecido.

Os limites incluem todas as espécies remuneratórias e todas as


parcelas integrantes do valor total percebido, incluídas as vantagens
pessoais ou quaisquer outras, excetuadas as parcelas de caráter
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indenizatório previstas em lei. Abrangem os valores resultantes de


acumulação de remunerações ou subsídios, ou de remunerações ou
subsídios com proventos, pensões ou qualquer outra espécie
remuneratória, seja ou não lícita a acumulação. O servidor que esteja
em regime de acumulação está sujeito a um teto único que abrange a
soma da dupla retribuição pecuniária.

Como se vê, a aplicação da regra do teto é ampla!

ATENÇÃO PARA AS VERBAS QUE FICAM EXCLUÍDAS DO TETO!!!

Verbas de natureza indenizatória, em razão de visarem à


recomposição de uma despesa tida pelo servidor na prestação
do serviço e de caráter transitório

Direitos sociais como o 13º salário, o terço constitucional de


férias, o adiantamento de férias, o trabalho extraordinário,
além de outros previstos no art. 39, §3º, da CF

Abono de permanência em serviço (pago ao servidor que, já


tendo os requisitos para se aposentar, decide continuar
trabalhando)

Exercício do magistério (para os juízes a exclusão dessa verba


do teto encontra previsão no art. 8º, II, a, da Resolução CNJ nº
13/06)

Atualmente, há um teto geral, que é o subsídio dos ministros do


STF, e outros limites nos estados, Distrito Federal e municípios, que
podem ser inferiores ou, no máximo, iguais ao subsídio dos ministros do
STF. Nos municípios, o teto é o subsídio percebido pelo Prefeito; nos
estados e no DF, há um limite diferenciado por Poder, correspondendo

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ao subsídio mensal do Governador para o Poder Executivo, ao subsídio


dos deputados estaduais ou distritais no Poder Legislativo e ao subsídio
dos desembargadores do TJ, no âmbito do Poder Judiciário.

Fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu


âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica,
como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do
respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e
cinco centésimos por cento (90,25%) do subsídio mensal dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste
parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos
Vereadores.

Quanto aos pagamentos em atraso, atualmente, a posição


dominante é que incide atualização monetária sobre os valores
atrasados, com a finalidade de impedir que a remuneração sofra
redução em seu valor real provocada pelo decurso do tempo e pela
inflação. Neste sentido, a Súmula nº 682 do STF: “Não ofende a
Constituição a correção monetária no pagamento com atraso dos
vencimentos de servidores públicos”.

Qual o índice utilizado na correção monetária??? Segundo


entende o STJ, é o INPC, por ser o índice que melhor reflete a realidade
inflacionária (REsp 1.097.672/PR, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES
LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 21/05/2009, DJe 15/06/2009).

Além da correção monetária, o atraso também gera incidência


de juros de mora, os quais se limitam a 6% ao ano (art. 1º-F da Lei nº
9.494/97, dispositivo reconhecido como constitucional pelo STF).

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ATENÇÃO!!! A possibilidade de o servidor público pleitear


remuneração prescreve em cinco anos (Decreto nº 20.910/32)!!!

IMPORTANTE você levar pra prova a redação dos seguintes incisos


do art. 37 da Constituição:

XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário


não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies
remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;

Como se vê, os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do


Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder
Executivo. É evidente que o comando somente pode se referir a
cargos assemelhados nos três Poderes, já que o propósito do
constituinte foi evitar as disparidades entre os Poderes e entre os
cargos, funções ou empregos idênticos. O art. 41, §4º, da Lei nº
8.112/90, foi criado para o mesmo sentido.

Além disso, ATENÇÃO! É vedada a vinculação ou equiparação de


quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de
pessoal do serviço público. A finalidade é evitar os aumentos em
cascata, que ocorrem quando uma classe de servidores é beneficiada
com um reajuste e as demais também conseguem a vantagem de
forma indireta.

Vinculação (relação de comparação vertical) = critérios (fórmulas)


automáticos de reajustamento da remuneração. Segundo Marinela, um

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cargo inferior (menores atribuições e complexidade) vincula-se a outro


superior, para efeito de retribuição, de sorte que, aumentando-se os
vencimentos de um, os do outro também ficam automaticamente
majorados, para guardar a mesma distância preestabelecida.

Equiparar (relação de comparação horizontal)= afirmar em uma


lei que um determinado cargo terá remuneração igual à de um outro
cargo. Para Marinela, equipara-se cargos de denominação e atribuições
diversas, considerando-se iguais para fins de lhes conferirem os
mesmos vencimentos, de tal sorte que, aumentando-se o padrão do
cargo-paradigma, automaticamente o do outro fica também majorado
na mesma proporção.

Essas vedações (reajuste automático de vencimentos) existem


porque a Administração Pública precisa de previsão orçamentária para
pagar seus servidores.

Por isso, a Súmula nº 681 do STF e a Súmula Vinculante nº 4


assim dispõem:

Súmula nº 681 É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de


servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção
monetária.

Súmula Vinculante 4 Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário


mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de
vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por
decisão judicial.

Ainda quanto à remuneração, a Constituição afirma que os


acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão
computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos
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ulteriores (art. 37, XIV, CF). Isso quer dizer que o cálculo cumulativo de
uma vantagem sobre outra é vedado, qualquer que seja o título ou
fundamento sob os quais sejam pagas.

Outro IMPORTANTE aspecto da remuneração dos agentes


públicos, analisamos a irredutibilidade de vencimentos, já
mencionada acima.

Segundo o art. 37, XV, da Constituição Federal, o subsídio e os


vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são
irredutíveis, ressalvadas algumas situações. IMPORTANTE!!! Tal
garantia só é válida quando a retribuição paga ao servidor é legal,
fixada com obediência às exigências constitucionais e legais!!!

O STF já decidiu que o preceito em foco aplica-se não só aos


cargos efetivos, mas também aos cargos em comissão.

Destacamos algumas exceções ao referido


dispositivo:

 Redução de vencimentos decorrente da vedação da incidência


de acréscimos sobre outras parcelas, incorporadas ou não, ao
vencimento básico.

 Redução da parcela dos subsídios ou vencimentos que


excederem o teto de remuneração.

 A irredutibilidade não impede a criação ou a majoração de


tributos incidentes sobre os vencimentos ou os subsídios, ou

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sobre os correspondentes proventos de aposentadoria ou de


pensão.

Por último, é preciso enfatizar que a jurisprudência do STF afirma


que essa irredutibilidade dos vencimentos e subsídios é nominal (= o
valor numeral do que o servidor recebe), inexistindo garantia de
irredutibilidade real (= valor real de compra) de vencimentos ou
subsídios.

1) O STF reconheceu que o direito de irredutibilidade da


remuneração não impede a mudança na forma de cálculo, desde que
não cause redução nominal dos valores, não existindo para o servidor
público direito adquirido à forma como são calculadas as suas
remunerações (Repercussão Geral – Mérito – RE 563965/RN, STF –
Tribunal Pleno, Rel.ª Min.ª Cármem Lúcia, julgamento 11.02.2009, DJe:
19.03.2009).

2) O STF possui entendimento consolidado no sentido de que o


servidor público não tem direito adquirido de manter o regime jurídico
existente no momento em que ingressou no serviço público. No
entanto, as mudanças no regime jurídico do servidor não podem reduzir
a sua remuneração, considerando que o art. 37, XV, da CF/88 assegura
o princípio da irredutibilidade dos vencimentos (STF. Plenário. MS
25875/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 9/10/2014).

Não podemos encerrar este tópico sem as seguintes Súmulas do


STF:

Súmula Vinculante 6 Não viola a Constituição o estabelecimento de

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remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço


militar inicial.
Súmula Vinculante 15 O cálculo de gratificações e outras vantagens do
servidor público não incide sobre o abono utilizado para se atingir o salário
mínimo.
STF Súmula nº 339 Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de
isonomia.

37. (CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário) A remuneração de


servidor público pode ser fixada ou alterada apenas mediante lei
específica.

O artigo 37, X, da CF, nos fala que a remuneração dos servidores


públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão
ser fixados ou alterados por lei específica. Item correto.

h. Servidores em exercício de mandatos eletivos

Para estudar esse ponto, indispensável a leitura do art. 38 da


Constituição Federal:

Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional,


no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará
afastado de seu cargo, emprego ou função;

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II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou


função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de
horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem
prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade,
será aplicada a norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato
eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais,
exceto para promoção por merecimento;
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os
valores serão determinados como se no exercício estivesse.

Como se vê, o dispositivo elenca 3 situações


específicas relacionadas à acumulação de cargos e remunerações de
servidores públicos das Administrações Diretas, autarquias e fundações
públicas, eleitos para o exercício de mandatos nos Poderes
Executivo ou Legislativo:

 Servidor público eleito para QUALQUER CARGO, do Executivo


ou do Legislativo, federal, estadual ou distrital (Presidente
da República, governador de estado ou do DF, senador,
deputado federal, deputado estadual ou distrital):
afastamento obrigatório do seu cargo, efetivo ou em
comissão, função ou emprego público. A remuneração
percebida será, obrigatoriamente, a do cargo eletivo.

 Servidor público eleito para PREFEITO: afastamento


obrigatório de seu cargo, emprego ou função pública. Nesse
caso, o servidor poderá optar entre a remuneração do

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cargo de prefeito e a remuneração do cargo, emprego ou


função de que foi afastado.

 Servidor público eleito para VEREADOR: faculdade de


acumulação do exercício da vereança com o de seu cargo,
função ou emprego público, caso haja compatibilidade de
horários. Na hipótese de acumulação, o servidor receberá as
duas remunerações, a de vereador e a de seu outro cargo,
emprego ou função pública, obedecidos os limites
constitucionais. OBS: não existindo compatibilidade de
horários, o servidor será afastado de seu cargo,
exercendo apenas o de vereador; poderá, entretanto,
optar entre a remuneração de vereador e a
remuneração do cargo, emprego ou função de que foi
afastado.

Quando o servidor estiver em atividade e


resolver assumir um mandato eletivo, em regra esse não poderá
acumular, só sendo possível no caso de mandato eletivo de vereador
quando o horário de trabalho dos dois cargos for compatível.

A Lei nº 8.112/90 repete as disposições constitucionais,


complementando a regulamentação do tema com os seguintes
dispositivos:

Art. 94.
(...)
§ 1o No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a

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seguridade social como se em exercício estivesse.


§ 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser
removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde
exerce o mandato.

38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO- DF e TO- Técnico Judiciário)A


acumulação lícita de cargos públicos por parte do servidor é
condicionada à demonstração de compatibilidade de horários.

Prezados, sempre que pensarmos em acumulação de cargos, um


dos primeiros itens a ser observado é se há compatibilidade de horários.
Se não houver, no agente não poderá desempenhar as duas funções e
portanto, receberá apenas um dos salários. Essa é a determinação do
artigo 118, parágrafo 2º da Lei 8.112/90.

Gabarito: Certo.

39. (CESPE - 2013 - PRF - Policial Rodoviário Federal)O servidor


público federal investido em mandato eletivo municipal somente será
afastado do cargo se não houver compatibilidade de horário, sendo-lhe
facultado, em caso de afastamento, optar pela sua remuneração.

Vamos aproveitar a oportunidade para revisar um pouco sobre o


prefeito e o vereador. A diferença é importante, já que no caso do

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prefeito, necessariamente será afastado do cargo, sendo-lhe facultado


optar pela sua remuneração, consoante art. 94, II da Lei 8.112/90.

O erro da questão é generalizar, pois o servidor pode ser


afastado, mesmo havendo compatibilidade de horário, como no caso de
prefeito.

Gabarito: Errado.

Encerramos por aqui. Por hoje é só!

Vamos ao resumo da aula!

7. Resumo da aula

Agentes políticos Titulares dos cargos estruturais à organização


política do País.
Servidores Servidores ESTATUTÁRIOS
públicos EMPREGADOS PÚBLICOS
SERVIDORES TEMPORÁRIOS
Militares Prestam serviços às Forças Armadas (Marinha,
Exército e Aeronáutica) e às Polícias Militares e
Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, DF e
dos Territórios, com vínculo estatutário e regime
jurídico próprio.
Particulares em DELEGADOS DO PODER PÚBLICO
colaboração com REQUISITADOS, NOMEADOS OU DESIGNADOS
o Poder Público PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PÚBLICAS
RELEVANTES
GESTORES DE NEGÓCIO

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Distinção entre cargo, emprego e função:

 CARGO PÚBLICO: conjunto de atribuições e


responsabilidades previstas na estrutura organizacional que
devem ser cometidas a um servidor, criando com este um
vínculo estatutário. Acessível a todos os brasileiros, criado
por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos
cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em
comissão.

 EMPREGO PÚBLICO: é um núcleo de encargo de trabalho


permanente a ser preenchido por agente contratado para
desempenhá-lo, ou seja, também é uma unidade de
atribuições e responsabilidades, distinguindo-se do cargo pelo
tipo de vínculo que liga o servidor ao Estado. O ocupante de
emprego público tem um vínculo contratual e submete-se
ao regime trabalhista (CLT), com a aplicação de algumas
normas do regime público.

 FUNÇÃO PÚBLICA: é o conjunto de atribuições às quais não


corresponde um cargo ou emprego (conceito residual), não
contando, assim, com um lugar no quadro funcional da
Administração. Segundo Marinela, consiste no conjunto de
atribuições e responsabilidades assinaladas a um servidor; é a
atividade em si mesma, ou seja, corresponde às inúmeras
tarefas que devem ser desenvolvidas por um servidor.
Abrange 2 tipos de situação: função exercida por servidores
contratados temporariamente, para a qual não se exige,
necessariamente, concurso público, e função de natureza

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permanente, correspondentes a chefia, direção,


assessoramento (função de confiança, de livre provimento e
exoneração).

A criação, transformação e extinção de cargos, empregos e


funções públicas são da competência do Congresso Nacional, por meio
de lei. A iniciativa dessa lei é privativa do Presidente da República,
quando se tratar de cargos, funções ou empregos públicos na
administração federal direta e autárquica.

De acordo com o princípio do paralelismo, o STF considera que os


Estados devem seguir o mesmo modelo. Portanto, nos Estados-
membros, o Governador tem a iniciativa do projeto de lei e a
Assembleia Legislativa tem a competência de editá-la.

ATENÇÃO!!! A extinção de função ou cargo público


preenchido somente poderá ser efetivada mediante lei; caso o
cargo esteja vago, a competência para sua extinção é privativa
do Chefe do Poder Executivo, mediante decreto autônomo.

De acordo com o art. 37, I, da Constituição Federal, os cargos,


empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos
estrangeiros, na forma da lei. Trata-se do princípio da ampla
acessibilidade.

Quanto à obrigatoriedade do concurso, a investidura em cargo ou


emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei,

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ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de


livre nomeação e exoneração.

CUIDADO COM AS EXCEÇÕES!!!

Para os cargos em comissão e para a contratação por tempo


determinado (contratos temporários) para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público, dispensa-se o concurso
público. Também a nomeação dos membros dos Tribunais são
necessita ser precedida de concurso público. Outras exceções são:
cargos de mandato eletivo e ex-combatentes que tenham
efetivamente participado das operações bélicas da Segunda Guerra
Mundial.

Nos termos do art. 37, II, da Constituição, o prazo de validade


do concurso público será de até dois anos (ou seja, o edital pode fixar
um prazo inferior), prorrogável uma vez, por igual período. A
prorrogação fica a critério da Administração, inexistindo, para os
candidatos aprovados, direito subjetivo a essa prorrogação.

O art. 37, §2º, da Constituição Federal, estabelece que a não


observância da exigência de concurso público, respeitado seu prazo de
validade, implicará na nulidade do ato e na punição da autoridade
responsável.

A orientação atual do STF é que a aprovação em concurso público


dentro do número de vagas fixado no edital cria para o candidato direito
adquirido à nomeação e não mera expectativa de direito, obedecida,
evidentemente, a ordem de classificação. Entretanto, a administração
tem direito de efetuar parceladamente as nomeações, dentro do prazo
de validade do concurso.
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Lembre-se dos julgados do STJ para chegar às seguintes


conclusões:

- quem passou dentro do número de vagas tem direito subjetivo à


nomeação (= o Estado tem a obrigação de nomear) – STF

- concurso só para cadastro de reserva: candidato aprovado em


1º lugar tem direito subjetivo à nomeação – STJ

- candidato aprovado fora das vagas do edital, mas dentro das


vagas surgidas no prazo de validade do certame só tem direito à
nomeação se existir dotação orçamentária específica para a nomeação –
STJ.

Segundo o art. 37, V, da Constituição Federal, as funções de


confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo
efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores
de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em
lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento.

De acordo com o art. 37, IX, da Constituição Federal, “a lei


estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”.
Representa uma situação excepcional nos quadros da Administração
Pública.

Quais são os requisitos cumulativos para que se considere


legítima a contratação temporária?

 Os casos excepcionados devem estar previstos em lei;

 O prazo de contratação deve ser predeterminado;


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 A necessidade deve ser temporária;

 O interesse público deve ser excepcional (ou seja, não pode


referir-se a situações administrativas rotineiras, comuns).

Se ausente um desses requisitos, a contratação será ilegal.

O art. 37, VI, da Constituição Federal garante ao servidor público


civil o direito à livre associação sindical, ou seja, permite ao servidor
aderir ao sindicato representativo de sua categoria profissional. Pode
ser exercido de forma livre pelos servidores, a liberdade é absoluta, daí
não haver obrigatoriedade na filiação desse servidor.

O inciso VII do art. 37 da Constituição Federal concede aos


servidores públicos o direito de greve, nos termos e limites definidos em
lei específica, ou seja, lei ordinária que deve cuidar especificamente
desse assunto.

O STF determinou a aplicação temporária ao setor público, no que


couber, da lei de greve vigente no setor privado, até que o
Congresso Nacional edite a mencionada lei regulamentadora.

A sindicalização e a greve são vedadas aos militares.

ATENÇÃO!!! Observe que o sistema remuneratório dos agentes


públicos é composto por três distintas categorias jurídicas, a saber:

1. SUBSÍDIO (introduzido com a Reforma Administrativa de 1998):


retribuição fixada em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra
espécie remuneratória. É modalidade de remuneração (em sentido
amplo) de aplicação:

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Obrigatória: para os agentes políticos (ex: chefes do Poder


Executivo, deputados, senadores, vereadores, ministros de Estado,
secretários estaduais e municipais, membros da magistratura,
membros do Ministério Público, ministros dos tribunais de contas,
etc) e para alguns servidores públicos (servidores das carreiras
pertencentes à AGU, à Defensoria Pública, à Procuradoria-Geral da
Fazenda Nacional, às procuradorias dos estados e do DF e os
servidores da Polícia Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias
civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares;

Facultativa: para os servidores públicos organizados em carreira,


desde que assim disponham as leis federais, estaduais, municipais
ou do DF, conforme a carreira de que se trate.

2. VENCIMENTO BÁSICO: é a retribuição pecuniária básica,


estabelecido em lei. Nos termos do art. 40 da Lei 8112/90, é a
retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. Pode ser
menor que o salário mínimo.

3. REMUNERAÇÃO: conjunto das retribuições (sinônimo de


“vencimentos”). Não pode ser menor que o salário mínimo.
Composto pelo vencimento básico do cargo e mais as vantagens
pecuniárias de caráter permanente estabelecidas em lei. Pagos aos
servidores públicos submetidos a regime jurídico estatutário.

remuneração = vencimento básico + vantagens


pecuniárias

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3. SALÁRIO: contraprestação pecuniária paga aos empregados


públicos, admitidos sob o regime jurídico trabalhista, contratual,
sujeitos predominantemente à CLT.

Em regra, exige-se lei ordinária específica para que se fixe ou


altere a remuneração (em sentido amplo) dos servidores públicos, para
cada cargo, emprego ou função, após prévia dotação orçamentária e
autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias.

Os servidores têm direito subjetivo à revisão geral anual de sua


remuneração, sempre na mesma data e sem distinção de índices (art.
37, inciso X, CF).

Atualmente, há um teto geral, que é o subsídio dos ministros do


STF, e outros limites nos estados, Distrito Federal e municípios, que
podem ser inferiores ou, no máximo, iguais ao subsídio dos ministros do
STF. Nos municípios, o teto é o subsídio percebido pelo Prefeito; nos
estados e no DF, há um limite diferenciado por Poder, correspondendo
ao subsídio mensal do Governador para o Poder Executivo, ao subsídio
dos deputados estaduais ou distritais no Poder Legislativo e ao subsídio
dos desembargadores do TJ, no âmbito do Poder Judiciário.

Fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu


âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica,
como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do
respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e
cinco centésimos por cento (90,25%) do subsídio mensal dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste
parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos
Vereadores.

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Os limites incluem todas as espécies remuneratórias e todas as


parcelas integrantes do valor total percebido, incluídas as vantagens
pessoais ou quaisquer outras, excetuadas as parcelas de caráter
indenizatório previstas em lei.

Segundo o art. 37, XV, da Constituição Federal, o subsídio e os


vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são
irredutíveis, ressalvadas algumas situações. IMPORTANTE!!! Tal
garantia só é válida quando a retribuição paga ao servidor é legal,
fixada com obediência às exigências constitucionais e legais!!!

O STF já decidiu que o preceito em foco aplica-se não só aos


cargos efetivos, mas também aos cargos em comissão.

Destacamos algumas exceções ao referido dispositivo:

 Redução de vencimentos decorrente da vedação da incidência


de acréscimos sobre outras parcelas, incorporadas ou não, ao
vencimento básico.

 Redução da parcela dos subsídios ou vencimentos que


excederem o teto de remuneração.

 A irredutibilidade não impede a criação ou a majoração de


tributos incidentes sobre os vencimentos ou os subsídios, ou
sobre os correspondentes proventos de aposentadoria ou de
pensão.

Por último, é preciso enfatizar que a jurisprudência do STF afirma


que essa irredutibilidade dos vencimentos e subsídios é nominal (= o
valor numeral do que o servidor recebe), inexistindo garantia de

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irredutibilidade real (= valor real de compra) de vencimentos ou


subsídios.

O art. 38 da CF elenca 3 situações específicas relacionadas à


acumulação de cargos e remunerações de servidores públicos das
Administrações Diretas, autarquias e fundações públicas, eleitos para
o exercício de mandatos nos Poderes Executivo ou Legislativo:

 Servidor público eleito para QUALQUER CARGO, do Executivo


ou do Legislativo, federal, estadual ou distrital (Presidente
da República, governador de estado ou do DF, senador,
deputado federal, deputado estadual ou distrital):
afastamento obrigatório do seu cargo, efetivo ou em
comissão, função ou emprego público. A remuneração
percebida será, obrigatoriamente, a do cargo eletivo.

 Servidor público eleito para PREFEITO: afastamento


obrigatório de seu cargo, emprego ou função pública. Nesse
caso, o servidor poderá optar entre a remuneração do
cargo de prefeito e a remuneração do cargo, emprego ou
função de que foi afastado.

 Servidor público eleito para VEREADOR: faculdade de


acumulação do exercício da vereança com o de seu cargo,
função ou emprego público, caso haja compatibilidade de
horários. Na hipótese de acumulação, o servidor receberá as
duas remunerações, a de vereador e a de seu outro cargo,
emprego ou função pública, obedecidos os limites
constitucionais. OBS: não existindo compatibilidade de
horários, o servidor será afastado de seu cargo,

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exercendo apenas o de vereador; poderá, entretanto,


optar entre a remuneração de vereador e a
remuneração do cargo, emprego ou função de que foi
afastado.

8. Questões

1. (CESPE -2015- MPU -Analista do MPU) O ocupante de cargo


vitalício só perde o cargo mediante regular processo judicial com
sentença transitada em julgado.

2. (CESPE - 2013 - ANS - Técnico Administrativo) Agente público é


aquele que exerce emprego ou função pública mediante remuneração.

3. (CESPE - 2013 - MS - Administrador) Senadores, deputados e


vereadores são considerados agentes políticos.

4. (CESPE - 2013 - MS - Analista Administrativo) Os magistrados,


agentes políticos investidos para o exercício de atribuições
constitucionais, têm plena liberdade funcional no desempenho de suas
funções, bem como prerrogativas próprias e legislações específicas.

5. (CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados – Analista) Laura foi


contratada pelo poder público federal, por tempo determinado, para
atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, sem

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ter sido submetida a prévio concurso público. Nessa situação, a


contratação é válida, já que o concurso público não é indispensável para
a investidura e para o exercício da função pública.

6. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial)A Constituição


Federal determina a obrigatoriedade de a União, os estados, o Distrito
Federal e os municípios instituírem, no âmbito de sua competência,
regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da
administração direta e de todas as entidades da administração indireta.

7. (CESPE - 2009 - ANATEL - Analista Administrativo - Direito) Os


jurados das sessões de tribunal do júri e os mesários convocados para
os serviços eleitorais nas eleições são classificados pela doutrina
majoritária do direito administrativo como agentes particulares
colaboradores que, embora sejam particulares, executam certas
funções especiais que podem ser qualificadas como públicas.

8. (CESPE - 2013 - ANS - Técnico Administrativo) Os ocupantes de


cargo ou função em comissão são considerados agentes honoríficos.

9. (CESPE -2015 – TCU - Auditor Federal de Controle Externo -


Conhecimentos Gerais) No que se refere a ato administrativo, agente
público e princípios da administração pública, julgue o próximo item.

A exoneração dos ocupantes de cargos em comissão deve ser


motivada, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa.

10. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Analista Judiciário - Área Administrativa


- Específicos) Cargo público é o conjunto de atribuições e

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responsabilidades que, previstas na estrutura organizacional, devem ser


cometidas a um servidor.

11. (CESPE - 2013 - IBAMA - Analista Administrativo) A investidura no


cargo público ocorre com a nomeação, sendo de trinta dias o prazo para
o nomeado tomar posse.

12. (CESPE - 2013 - MPU - Analista - Direito) São requisitos para a


investidura em cargo público, entre outros, a idade mínima de dezoito
anos e a aptidão física e mental, podendo as atribuições do cargo
justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.

13. (CESPE - 2013 - TC-DF - Procurador) A promoção constitui


investidura derivada, enquanto a nomeação traduz investidura
originária do servidor público.

14. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo)


Apesar do princípio da legalidade, que norteia toda a administração
pública, o presidente da República pode dispor, por meio de decreto,
sobre a organização e o funcionamento da administração federal se isso
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos.

15. (CESPE - 2013 - ANS - Técnico Administrativo) A extinção de


cargo público preenchido somente pode ser efetivada mediante lei.No
entanto, nos casos de cargo vago, essa extinção pode ser efetivada
mediante decreto autônomo.

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16. (CESPE – 2015 – FUB - Conhecimentos Básicos - Nível


Intermediário) À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 acerca
da administração pública, julgue o item a seguir.

Os cargos públicos devem ser plenamente acessíveis a brasileiros e


a estrangeiros, podendo o edital do concurso estabelecer,
justificadamente, requisitos apropriados às funções a serem
desempenhadas.

17. (CESPE -2015 –FUB) Considere que Joana, servidora pública da


Universidade de Brasília, tenha recebido documentação para a instrução
do processo administrativo de posse de um professor estrangeiro em
um cargo público da universidade. Nessa situação, Joana deve
desconsiderar a não apresentação, pelo professor, do documento
comprobatório de nacionalidade brasileira, devendo dar prosseguimento
ao referido processo.

18. (CESPE - 2013 - TCE-RS - Oficial de Controle Externo) Professor


estrangeiro que resida no Brasil e pretenda ocupar cargo público em
universidade federal somente poderá atuar como professor visitante,
visto que a investidura em cargo público é restrita a brasileiros natos ou
naturalizados.

19. (CESPE - 2013 - MPU - Técnico - Tecnologia da Informação e


Comunicação) A Constituição Federal de 1988 (CF) não restringe o
acesso aos cargos públicos a brasileiros que gozam de direitos políticos,

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admitindo que cargos, empregos e funções públicas sejam preenchidos


por estrangeiros, na forma da lei.

20. (CESPE - 2013 - MI - Analista Técnico - Administrativo) A


ausência de previsão de acesso de estrangeiros a cargos públicos
coaduna-se com a política de soberania do Estado brasileiro, que
restringe as funções públicas aos brasileiros que gozam de direitos
políticos.

21. (CESPE -2014/ MTE/ Agente Administrativo) Acerca da disciplina


do funcionalismo público no Brasil, julgue os itens subsequentes no que
tange à disciplina constitucional e à Lei n.º 8.112/1990. Apenas por
meio de prévia aprovação em concurso de provas ou de provas e
títulos, poderá o cidadão brasileiro ter acesso aos cargos e empregos
públicos.

22. (CESPE - 2013 - Telebrás - Técnico em Gestão de


Telecomunicações – Assistente Administrativo) A forma de ingresso
para exercer qualquer cargo, emprego ou função pública é por meio de
concurso público, conforme legislação vigente.

23. (CESPE - 2009 - SECONT-ES - Auditor do Estado – Tecnologia da


Informação) Em hipóteses excepcionais e plenamente justificadas, é
possível o preenchimento de cargos públicos permanentes mediante
contrato administrativo.

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24. (CESPE - 2013 - Telebrás - Técnico em Gestão de


Telecomunicações – Assistente Administrativo) A contratação
temporária é regulamentada como possível desde que seja feita para
atender a interesse público de caráter excepcional.

25. (CESPE - 2013 - MS – Administrador) A aprovação em concurso


público é condição necessária para que o servidor público seja investido
em cargo ou função pública.

26. (CESPE - 2013 - MJ - Analista Técnico – Administrativo) Segundo


entendimento firmado pelo STJ, o candidato aprovado fora das vagas
previstas originariamente no edital, mas classificado até o limite das
vagas surgidas durante o prazo de validade do concurso, possui direito
líquido e certo à nomeação se o edital dispuser que serão providas,
além das vagas oferecidas, as outras que vierem a existir durante a
validade do certame.

27. (CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial)Tanto a investidura


em cargo como em emprego público exige aprovação prévia em
concurso público, mas a nomeação para cargos em comissão e funções
de confiança, assim como a contratação para serviços temporários,
prescinde dessa exigência.

28. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) Os


candidatos inscritos em concurso público não têm direito adquirido à
realização do certame.

29. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Técnico Judiciário)Ainda que


interinamente, é vedado ao servidor público exercer mais de um cargo
em comissão.

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30. (CESPE – 2013 – TRT10ª região- Técnico Judiciário) Os servidores


ocupantes de cargo em comissão, declarado em lei de livre nomeação e
exoneração, desde que não ocupem também cargo efetivo, submetem-
se ao regime geral de previdência social.

31. (CESPE - 2010 - MPU - Técnico de Informática) Na administração


pública, admite-se a contratação, sem concurso público e por tempo
determinado, de servidores temporários para atender à necessidade
passageira de excepcional interesse público, sendo que esse tipo de
servidor exerce função sem estar vinculado a cargo ou emprego
público.

32. (CESPE - 2015 – FUB - Assistente em Administração) Com


referência às disposições do regime jurídico dos servidores públicos civis
da União (Lei n.º 8.112/1990), julgue o item que se segue.

Se um servidor público estiver em estágio probatório, o seu cargo


não poderá ser extinto, já que isso resultaria na perda da função
pública desse servidor.

33. (CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo) O direito à


livre associação sindical é aplicável ao servidor público civil, mas não
abrange o servidor militar, já que existe norma constitucional expressa
que veda aos militares a sindicalização e a greve.

34. (CESPE - 2013 - MI - Assistente Técnico Administrativo) Os


vencimentos dos servidores públicos podem ser objeto de arresto,
sequestro e penhora para pagamento de dívidas comerciais.

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35. (CESPE - 2009 - MDS - Agente Administrativo) Os vencimentos


dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário podem ser
superiores aos pagos pelo Poder Executivo.

36. (CESPE - 2011 - TRE-ES - Técnico Judiciário)O vencimento, a


remuneração e o provento de um servidor somente podem ser objeto
de penhora nos casos de indenização ao erário e prestação alimentícia
que resultem de decisão judicial.

37. (CESPE - 2011 - STM - Analista Judiciário) A remuneração de


servidor público pode ser fixada ou alterada apenas mediante lei
específica.

38. (CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO- DF e TO- Técnico Judiciário)A


acumulação lícita de cargos públicos por parte do servidor é
condicionada à demonstração de compatibilidade de horários.

39. (CESPE - 2013 - PRF - Policial Rodoviário Federal)O servidor


público federal investido em mandato eletivo municipal somente será
afastado do cargo se não houver compatibilidade de horário, sendo-lhe
facultado, em caso de afastamento, optar pela sua remuneração.

Gabarito

1. C 7. C
2. E 8. E
3. C 9. E
4. C 10. C
5. C 11. E
6. E 12. C
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13. C 27. C
14. C 28. C
15. C 29. E
16. E 30. C
17. C 31. C
18. E 32. E
19. C 33. C
20. E 34. E
21. E 35. E
22. E 36. E
23. E 37. C
24. C 38. C
25. E 39. E
26. C

9. Referências

ALEXANDRINO, Marcelo e PAULO, Vicente. Direito Administrativo


descomplicado. 18ª ed. São Paulo: Método, 2010.
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo.
27ª ed. São Paulo: Malheiros, 2010.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo.
13ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22ª ed. São
Paulo: Editora Atlas, 2009.
GASPARINI, Diogenes. Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo:
Saraiva, 2008.
MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo, 8ª Ed., Niterói: Impetrus,
2014.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro. São Paulo:
Malheiros, 2003.
MESQUITA, Daniel. Direito Administrativo – Série Advocacia Pública,
Vol. 3, Ed. Forense, Rio de Janeiro, Ed. Método, São Paulo, 2011.
STOCO, Rui. Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial:
doutrina e jurisprudência. 4ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais,
1999.

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Informativos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em


www.stf.jus.br, e do Superior Tribunal de Justiça, em www.stj.jus.br.

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