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1

Capi
tal
i
smoei
dent
idadegay
JohnD’Emili
o
SNITOW, A.
;STANSELL,C.
;THOMPSON, S.(
Org.
).Power
sofdesi
re:t
hepol
i
ticsofsexual
i
ty.
NewYor k:Mont
hlyRevi
ewPress,
1983.p.100-
113.

Par agay s1 el ésbi cas,osanos1970f oram anosdesi gni fi


cat ivasconqui stas.A
l
iber açãohomossexualeal iber açãof emi ninamudar am apai sagem sexualdanação.
Cent enasdemi lhar esdegay sel ésbi casseassumi ram eaf irmar am aber tament eoaf et o
ent r
epessoasdomesmosexo.Rev ogamosl ei sdesodomi aem met adedosest ados, uma
remoçãopar cialdenor masdeexcl usãodel ésbi casegay sdoser viçopúbl icof eder al
,
proteçãodedi reit osci v i
sem al gumasci dades,ai ncl usãodosdi reitosgay snapl at af orma
doPar ti
doDemocr ático, eael imi naçãodahomossexual idadedal istadedoençasment ais
util
izadapel ospsi qui atras.Asubcul turagayseexpandi ueset ornoucadav ezmai sv isível
em gr andesci dades,ef emi nist asl ésbi casf or am v anguar danaconst ruçãodei nstituições
alternat ivaseumacul t
ur aalter nativaquet ent av ai ncor por arumav isãol i
ber tári
adef utur o.
Nosanos1980, noent ant o,com ar essur gênci adeumadi r
ei taat i
v a, gay sel ésbi cas
encar am of uturocom caut el a.Nossasv i
tór i
aspar ecem t ênuesef rágei s;al iber dade
relativadosúl timosanospar ecem mui tor ecent espar aser em per manent es.Em al gumas
par t
es da comuni dade l ésbi ca e gay ,um sent iment o de desgr aça est á cr escendo:
anal ogi as com a Amér i
ca de McCar thy,quando “ per verti
dos sexuai s”er am um al v o
especi aldadi reita,ecom aAl emanhanazi st a,ondegay ser am mandadosacamposde
concent r
ação,apar ecem com f requenci a.Em t odol ugarháumasensaçãoquenov as
est r
at égiassãonecessár iassequi sermospr eser v arnossosdi rei
toseav ançarem nossas
conqui stas.
Acr edit oqueumanov aemai spr eci sat eor iadahi stór i
agaydev eserpar tedesse
empr eendi ment opol í
ti
co.Quandoal iber açãogaycomeçounof inaldadécadade1960,
gay sel ésbi casnão t inham umahi st óriaquepudesseserusadapar at raçarnossos
objet ivos e nossa est r
atégia.Nos anos segui nt es,const r uí
mos um mov iment o sem
conheci ment odenossahi stór i
a,aoi nv ésdi sso,i nv entamosumami tologi a.Essahi st ória
mí ti
cabaseou- seem exper i
ênci aspessoai s,quel emosnot empopassado.Porexempl o,
mui tasl ésbi casegay snosanos1960pr i
mei rodescobr iram suahomossexual idadeem
i
sol ament o,inconsci ent esdeout ros,esem r ecur sospar anomearouent enderoqueel es
sent iam.Dessaexper i
ênci a,const ruímosum mi todesi lênci o,inv i
sibilidade,ei solament o
comocar acter ísticasessenci aisnav idagaynopassadoet ambém nopr esent e.Al ém
disso,pel of atodet ermosenf r entadot ant asl ei sopr essi vas,pol íticaspúbl icas,ecr enças
cultur ais,pr ojet amosi ssonumai magem depassadoabi smal :at éal iber açãogay , l
ésbi cas
egay ssempr eer am v í
timasdeumaopr essãosi st emát i
ca, indi f
erenci adaet errí
vel.
Essesmi tost êm l i
mi t
adonossaper spect ivapol ít
ica.El escont ribuí r
am, porexempl o,
com um excessodeconf i
ançanaest rat égi adeseassumi r–set odososgay sel ésbi cas
naAmér icaseassumi ssem,aopr essãoaosgay schegar iaaof im – eper mi t
iram que
1
Noorigi
nal
,aexpressãoutil
izadaégaymen( homensgays)
,aoinvésdesimplesmentegays.Opteipor
tr
aduzi
rsimpl
esment ecomogay , j
áqueéotermocorr
ent
ehoje.Assim,aol
ongodot exto,
ot mogay
er ,
quandoempregadoparadef i
nirindiví
duos(
masnãoquandoempr egadopar
adef i
niri
denti
dade,comunidade,
subcul
tur
a,r
elações,et
c.)
,ref
er e-seaoshomensgays,
sal
voquandoespecif
icadocomomul her
esgays.(N.T.
)
2

i
gnor ássemosasf ormasi nst i
tucionai sem que a homof obia e o het er
ossexi smo se
reproduzem.El esincent i
var am,porv ezes,um desesper oincapacitante,especialment eem
moment oscomoopr esent e:comopodemosdesv endarumaopr essãogayt ãoper suasi
va
ei mutáv el?
Háum out r
omi t ohi stóricoquegozadeacei taçãoquaseuni versalnomov i
mento
gay ,omi todo“ homossexualet erno” .O ar gument oéal gocomoi sso:gay sel ésbi
cas
sempr eforam esempr eser ãogay sel ésbi cas.Estamosem t odol ugar
, nãosoment eagora,
masat ravésdahi stória,em t odasassoci edadeseem t odososper í
odos.Essemi t
oteve
umaf unçãopol íti
caposi tivanospr i
mei rosanosdal i
beraçãogay .Noi níci
odosanos1970,
quandocombat í
amosumai deologiaqueounegav anossaexi st
ênciaounosdef iniacomo
i
ndi ví
duospsi copatasouaber raçõesdanat ureza,er afortal
ecedoraf irmarque“ estamos
em t odol ugar ”
.Masr ecent ement ei ssonosconf inout ãosegur ament equant oasmai s
homof óbicasteor i
asmédi cas, et r
ancounossomov i
ment onol ugar.
Aquieuquer o desaf iaressemi to.Quer o ar gument arquegay sel ésbi cas não
existi
ram sempr e.Ao cont rári
o,el essão pr odut osda hi stóri
a,e sur gir
am numa er a
históri
caespecí f
ica.Suaemer gênciaest áassoci adacom asr el
açõesdocapi t
al i
smo;ef oi
o desenv olvi
ment o hi stórico do capi talismo – mai sespeci fi
cament e,seu si st ema de
trabalhol ivr
e–queper mi t
iuqueum gr andenúmer odehomensemul her
esnof i
naldo
séculoXI Xser eivi
ndi cassem gay s,sev issem par t
edeumacomuni dadedehomense
mul heressemel hant es,eseor ganizassem pol it
icament ecom basenessai dent dade2.
i
Finalment e,quer osuger iral gumasl içõespol í
ticasquepodemosdesenharapar t i
rdessa
visãodahi stóri
a.

Quais,ent ão,sãoasr elaçõesent reosi stemadet r


abal hol ivr
edocapi t
al i
smoea
homossexual idade?Pr imeir
o,per mita-
mer ev i
saral gumascar act erí
sticasdocapi talismo.
Sobocapi t
ali
smo,ost rabal
hador essãoempr egados“ l
ivres”deduasf ormas.Temosa
l
iberdade de pr ocur arum empr ego.Temosnossa habi l
idade par at rabal
hare t emos
l
iberdadedev endernossaf orçadet rabalhoporsal ári
ospar aqual querum quedesej e
compr a-l
a.Somost ambém l iber
tadosdapr opriedadedequal quercoi sa,excetodenossa
forçadet rabalho.Mui t
osdenósnãopossuí mosat erraouasf errament asquepr oduzem
tudoquepr ecisamos,masaoi nv ésdissot emosquet rabalharpar anossust entarpar a
podermossobr eviver .Então,sesomosl i
vrespar av endernossaf orçadet rabalho,num
senti
doposi t
ivo,somost ambém l i
ber t
ados,num sent i
donegat iv o,dequal queralternati
va.
Essadi al
ética–ar elaçãoconst anteent r
eexpl oraçãoeal gumamedi dadeaut onomi a–
denunciatodaahi stóriadaquelesquev i
veram ev ivem sobocapi tal
ismo.
Aopassoqueocapi t
al–di nheir
ousadopar apr oduzirmai sdi nheir
o–expande,

2
Nãoquer osugerirqueninguém nuncapr opôsqueai dentidadegayéum pr odutodemudançashi stóri
cas.
Veja,porexemplo,Mar yMcI nt osh,“TheHomosexual Role”,SocialProblems16( 1968):182-92.JeffreyWeeks,
Comi ngOut:HomosexualPol i
ticsinBr i
tai
n( NewYor k:QuartetBooks, 1977).Estátambém i mplíci
toem
MichelFoucault
,TheHi storyofSexual it
y ,
v ol
.1:AnIntroducti
on, tr
.RobertHurley(NewYor k:Pantheon,1978).
Noent ant
o,issorepresentaum pont odev i
staminori
tári
oeost r abalhoscit
adosaci manãoespeci f
icaram
comoocapi t
ali
smoenquant osi st
emadepr oduçãopermitiuaemer gênci
adeumai dentidadegayel ésbi
ca.
Comoexempl odat esedo“ et ernohomossexual ”,v
ideJohnBoswel l,Chri
sti
anit
y,SocialTolerance,and
Homosexual i
ty(Chicago:Uni ver si
tyofChi cagoPress,1980) ,
onde“ pessoasgay s”permanecem numa
categori
asociali
mut áveldur ant equinzesécul osdehistóri
adoMedi t
err
âneoedaEur opaOci dental.(N.
A.)
3

também expandeessesi stemadet rabal hol i


v re.Ocapi talexpandededi v ersasf ormas.
Nor mal ment eel eexpandenomesmol ugar ,transf or mandopequenasf ir
masem gr andes,
mast ambém expandet omandonov asár easdepr odução:at ecelagem der oupas,por
exempl o, ouaf abr i
caçãodepão.Fi nalment e,ocapi tal i
smoexpandegeogr af i
cament e.Nos
EstadosUni dos, ocapi tali
smoi nicialment ef i
rmousuasr aí zesnoNor dest e,num t empoem
queaescr av i
dãoer aosi st emadomi nandonoSulesoci edadesnãocapi talistasdenat i
v os
norte-amer i
canosocupar am amet adeoest edocont inente.Dur ant eosécul oXI X, ocapi tal
seespal houdoAt lânt i
copar aoPací f
ico,enosécul oXX,ocapi talamer icanopenet r ou
quaset odapar tedomundo.
A expansão do capi tale a di fusão do t rabal ho assal ar i
ado pr ov ocar am uma
profundat ransf or maçãonaest ruturaenasf unçõesdaf amí l
ianucl ear,nai deol ogi adav ida
em f amí l
ia, enosent i
dodasr elaçõeshet erossexuai s.Sãoessasmudançasnaf amí l
iaque
estãomai sdiret ament el igadasaoapar eciment odeumav idagaycol eti
va.
Oscol oni zador esbr ancosnaNov aI ngl aterradosécul oXVI Iest abel ecer am v ilas
estrutur adasem t ornodeumaeconomi adomést ica,compost aporuni dadesf ami li
ar esque
eram basi cament eaut ossuf icient es,i ndependent es,epat riarcais.Homens,mul her ese
cri
anças cul t
iv avam um t er ra que per tenci a ao chef e mascul ino da f amí lia.Embor a
houv esseumadi visãodet r
abal hoent rehomensemul her es, af amí l
iaerav erdadei rament e
umauni dadei ndependent edepr odução:asobr eviv ênciadecadamembr odependi ada
cooper açãodet odos.Essel arer aum l ocaldet rabal hoondemul herespr ocessav am
produt osagr ícol ascr us,t r ansf ormando- osem comi da par a consumo di ária,ondese
faziam r oupas, sabão, ev elas, eondemar i
dos, esposasecr iançast r
abalhav am j unt ospar a
produzi rosbensqueel esconsumi am.
Nosécul oXI X,osi stemaf ami li
ardepr oduçãoest av aem decl í
nio.NoNor dest e,ao
passoquemer cador escapi talistasi nvest iram odi nhei roacumul adoat rav ésdocomér cio
napr oduçãodebens,ot rabal hoassal ariadoset ornoumai scomum.Homensemul her es
saíram daeconomi af ami l
iaral tament eaut ossuf i
cient edaer acol onialpar aum si stema
capitalist a de t rabal ho l i
vr e.Par a as mul her es do sécul o XI X,t r
abal harporsal ár i
o
rarament edur av asobocasament o; par aoshomens, set or nouumacondi çãoper manent e.
Af amí li
a,por tant o,nãoer amai sumauni dadei ndependent edepr odução.Mas
apesardenãosermai si ndependent e, afamí li
aai ndaer ai nt erdependent e.Pel of atodeque
aexpansãodocapi talismonãohav iai domai sl onge,pel of atodequeocapi talismoai nda
nãot inhaassumi doocont role–ousoci alizado–osbensdeconsumo, asmul her esai nda
reali
zav am t rabal hopr odut i
v oem casa.Mui tasf amí liasnãopr oduzi am mai sgr ãos, masas
esposasai ndaassav am opãocom af arinhaqueel ascompr avam com osal áriodeseus
mar idos.Na met ade do sécul o XVI I
I,o capi talismo hav ia dest ruído a economi a
autossuf icient edemui tasf amí l
ias, masnãoadependênci amút uadeseusmembr os.
Essat ransi çãodeumaeconomi abaseadanaf amí l
iapar aumaeconomi acapi talista
det rabal hol i
v recompl etament edesenv olvidaocor reumui tol ent ament e,porquasedoi s
sécul os.Nof i
naldadécadade1920,50porcent odapopul açãoamer i
canav i
v i
aem
comuni dadescom menosde2. 500habi tant es.Av ast amai oriadosnegr osnoi níciodo
3
sécul oXXv i
v i
af oradaeconomi adet rabal hol ivre,num si st emademeação ei nqui l
inat o

3
Meação(
shar
ecr
oppi
ng)éum si
stemadepar
ti
lhaem queost
rabal
hador
esr
ecebem odi
rei
todecul
ti
vara
4

quer est av anaf amí li


a.Nãosoment eaagr iculturai ndependent ecomoest i
lodev idaai nda
exist i
apar ami lhõesdeamer icanos,comot ambém mesmoem pequenasci dadesas
mul her escont inuav am acul tivarepr ocessarcomi da,f azerr oupas,eempenhav am- seem
out rasat ivi
dadesdepr oduçãodomést ica.
Maspar aaquel aspessoasquesent i
ram opesodessasmudanças, af amí l
iaganhou
um nov osi gnificadocomoumauni dadeaf etiva,umai nstituiçãoquepr oduzi anãobens,
massat isfaçãoemoci onalef elici
dade.Nosanos1920,ent reacl assemédi abr anca,a
i
deol ogi a em t or no da f amí li
a descr eveu- a como o mei o at rav ésdo qualhomense
mul her es f ormav am r elações sat i
sf atór i
as e mut uament er eforçadas,e cr i
av am um
ambi ent eem quenut ri
aosf ilhos.Af amí l
iat ornou- seum cenár iopar auma“ v idapessoal ”,
4
niti
dament edi stint aedesconect adadomundopúbl icodot rabal hoedapr odução.
Osent i
dodasr elaçõeshet erossexuai st ambém mudou.NaNov aI nglat er r
acol oni al,
amédi adat axadenat al i
dadeer aaci madeset ef i
lhospormul herem i dadef ér ti
l.Homens
emul her espr eci sav am dot rabalhodascr ianças.Ger arf i
lhoser at ãonecessár iopar aa
sobr ev ivênci acomo pr oduzi rgr ãos.Sexo er ar est ri
to àpr ocr i
ação.Ospur it
anosnão
celebr av am a het erosexual idade,mas si m o casament o,el es condenav am t odas as
expr essões sexuai sf or a dos l aços do casament o e não di ferenci av a com ni tideza
5
sodomi adaf or ni caçãohet erossexual .
Nosanos1970,noent anto,at axadenat al idadecai upar amenosdedoi s.Com
exceçãodobabyboom pósI IGuer r
aMundi al,odecl íniof oicont í
nuopordoi ssécul os,
par alelament e com a di fusão das r elações capi tal i
stas de pr odução.I sso acont eceu
mesmoquandooacessoamét odoscont racept ivoseaoabor toer am si stemat icament e
rest ri
ngi dos.O decl ínioi ncl uiut odosossegment osdapopul ação–f amí l
iasur banase
6
rurais, br ancosenegr os, ét ni
coseWASPs, acl assemédi aeacl asset ralhador a.
Ao passo que o t rabal ho assal ar iado se espal hav a e a pr odução se t or nav a
soci alizada,por t anto,f oipossí v elliber arasexual idadedo“ imper ativo”depr ocr iação.
Ideol ogi cament e,a expr essão het erossexualpassou a serum mei o de est abel ecer
i
nt i
mi dade,pr omov erf elicidade,e exper iment arpr azer.Ao al ienara f amí li
a de sua
i
ndependênci aeconômi caepr omov erasepar ação ent resexual i
dadeepr ocr iação,o
capi talismocr i
oucondi çõesqueper mi tir
am queal gunshomensemul her esor gani zassem
suav idapessoalem t or nodesuaat raçãoer ótica/ emoci onalporpessoasdomesmosexo.
Foi possí vel af or maçãodecomuni dadesur banasdegay sel ésbi case, mai sr ecent ement e,
af ormaçãodeumapol íticabaseadaem i dent i
dadesexual .
Ev idênci asdosr egi st r
osdacor tedaNov aI ngl aterraedeser mõesnai gr ej
ai ndi cam
que o compor tament o homossexualmascul ino e f emi nino exi stiam no sécul o XVI I.
7
Compor tament o homossexual ,no ent ant o,é di ferente de i dent i
dade homossexual.
Simpl esment e,nãohav ia“ espaçosoci al”nosi stemacol onialdepr oduçãoqueper mi ti
aque
homens e mul her es f ossem gay s.A sobr evivênci a er a est r
ut urada em t orno da

terr
a, em tr
ocade50%det odaaprodução.(N.T.
)
4
Vi
deEl iZaresky,Capi
tal
ism, t
heFamily,andPersonalLi
fe(NewYork:HarperandRow,1976)ePaul aPass,
TheDamnedandt heBeautif
ul:Amer
icanYouthint he1920s(NewYork:OxfordUni
ver
sit
yPr ess,1977)
.(N.A.
)
5
Gr
ifosdoaut or.(N.T.
)
6
WASP: abreviaçãode“branco,angl
o-saxãoeprotestant
e”(Whit
e,Angl
o-SaxonandProtest
ant).(N.
T.)
7
Gr
ifosdoaut or.(N.T.
)
5

participaçãodaf amí li
anucl ear .Hav iaal gunsat oshomossexuai s–sodomi aent rehomens,
“l
ascí via”ent remul her es– nosquai si ndi ví
duosseenv olviam,masaf amí l
iaer at ão
penet rant equeasoci edadecol oni alnãopossuí asequeracat egor iadehomossexualou
l
ésbi capar adescr ev erumapessoa.É bem possí velqueal gunshomensemul heres
tenham t idoumaat raçãomai sf or tepel opr ópr i
osexodoquepel oopost o–def at o,alguns
casosdacor tecol onialr ef erem ahomensqueper sistiam nassuasat ração“ nãonat urais”
–masnãosepodi af az eressapr efer ênci aum mododev ida.NaMassachuset tscol onial
hav i
a, inclusive, l
eisquepr oi biam adul tosnãocasadosdemor arem f oradesuasuni dades
8
fami li
ar es.
Nasegundamet adedosécul oXI X,asi t
uaçãoest avanot av el
ment emudandoao
passoqueosi st emacapi talist adet rabal hol i
v r
et omouposse.Soment equandoi ndivíduos
começar am af azersuapr ópr i
av idaat rav ésdot rabal hoassal ar i
ado, aoi nv ésdepar tesde
uma uni dade f ami li
ari nt er dependent e,f oipossí velque o desej o homossexualse
aglutinasseem uma i dent idadepessoal– uma i dent idadebaseada na habi lidadede
permanecerf or adaf amí l
iahet er ossexualedeconst ruirumav idapessoalcal cadana
atraçãoporpessoasdomesmosexo.Nof i
m dosécul o,exi stiaumacl assedehomense
mul her esquer econheci am seui nt eresseer óticonomesmosexo,eper cebi ai ssocomo
umacar acterísticaqueossepar av adamai ori
ahet er ossexual ,epr ocurav aout roscomo
eles.Essaspr imei r
asv idasgay sv inham deum l argoespect rosoci al:funcionár iospúbl i
cos
eexecut i
vos, at endent esdel oj asdedepar tament osepr of essor esuni versitár i
os, oper ários,
past ores,coz inhei ros,t rabal hador esdomést icos,ambul ant es,er icosoci osos:homense
mul her es, negr osebr ancos, imi gr antesenat i
vos.
Nest eper íodo,gay sel ésbi cascomeçar am ai nv ent arf ormasdeseencont r
arem e
sustent arem um gr upo.Noi ní ciodosécul oXX,gr andesci dadesj ácont i
nham bar espar a
9
homenshomossexuai s.Gay sdemar cav am ár easde“ pegação”, comooRi v ersi
deDr iveem
Nov aI or queeoLaf ay et tePar kem Washi ngt on.Em Sai ntLoui senacapi talnaci onal,
concur sosde t r
ansf or mi st asr euni am um gr ande númer o de gay snegr os.Banhei ros
10
públicos e YMCAs t or nar am- se pont os de encont ro par a homens homossexuai s.
Lésbi casf ormav am soci edadesl i
ter áriasecl ubessoci aispr ivados.Al gumasmul heres
trabalhador as“ passav am- se”porhomenspar aobt erempr egoscom mel hor essal ár i
ose
parav i
v erem com out rasmul her es–casai slésbi cosqueapar eciam par aomundocomo
mar idoemul her .Ent reoscur sosnasf aculdadesf emi ninas,nascasasdeassi stênci a
social,enasassoci açõespr of i
ssi onai secl ubesqueasmul heresf ormar am er apossí vel
encont rarr el
açõesí nt imasdur adour asapoi adasem umar ededeami gasl ésbi cas.Nos
8
Rober tF.Oaks, “’ThingsFear fult
oName’ :SodomyandBugger yinSev enteent h-Cent uryNewEngl and”,
Jour nalofSoci alHi stor y12( 1978) :
268-81; J.R.Rober ts,“TheCaseofSar ahNor manandMar yHammond” ,
SinisterWi sdom 24( 1980) :
57-62; eJoant hanKar z,GayAmer i
canHi story(NewYor k:Crowell
, 1976),pp.16-24,
568- 71.(N.A.)
9
Aspasmi nhas: “pegação”éamel hortraduçãopar aot ermoem i nglês(cruising), embor asej aum termoum
tantoquant oinformal .( N.T.)
10
YMCA( YoungMen’ sChr isti
anAssoci at i
on) ,noBrasilACM ( AssociaçãoCr istãdeMoços) ,éuma
organi zaçãocr i
st ãmundi alquepr opõeapl i
carospr incípioscristãospar aodesenv ol
vimentode“ corpo,
ment eeespí r
ito”saudáv eis,atravésdeuni dadesquecombi nam oest udodaBí bliacom apr áticade
ativi
dadesespor t i
vas, educaci onaiseaof ertadeassi stênciasoci al
.NoBr asil,aACM ébasi cament euma
rededeacademi asdegi nástica,masem out rospaísesécomoumaescol a,eosYMCAsser viram,incl
usiv
e,
deal ojament opar asol dadosem di versospaí sesdurant eaIeaI IGuer r
aMundi al.(N.T.)
6

anos1920e1930, gr
andesci dadescomoNov aI orqueeChi cagocont inham bar esl ésbi cos.
Essespadr õesdev idapuder am ev olui rpor queocapi talismoper mitiuquei ndi ví
duos
11
sobr ev ivessem al ém dasf rontei r
asdaf amí li
a.
Simul t
aneament e,as def i
ni ções i deol ógicas do compor tament o homossexual
mudar am.Médi cosdesenv olviam t eor i
assobr eahomossexual idade, descr ev endo- acomo
umacondi ção,al goqueer ai ner ent eaumapessoa,comopar tedesua“ natur eza” .Essas
teor i
asnãor epr esent av am av ançosci entífi
cos,el ucidaçõesdeár easdoconheci ment o
prev iament edesconheci das; aoi nv és, eram umar espost ai deológi caaumanov afor made
organi zaçãodav idapessoal .Apopul ar izaçãodomodel omédi co,porsuav ez,af etoua
consci ência de mul her es e homens que t i
nham desej o homossexual ,de modo que
12
passar am adef inir-seasi própr iosat rav ésdesuav idaer ót ica.
Essas nov as f ormas de i dent i
dade gaye padr ões de v ida em gr upo t ambém
refletiram adi ferenciaçãodepessoasdeacor docom gêner o,r açaecl assesoci al,queé
tãopenet rantenassoci edadescapi tali
st as.Ent r
eosbr ancos,porexempl o,gay stem si do
tradicional ment emai sv isíveisquel ésbi cas.Em par te,i ssodecor redadi v i
sãoent rea
esf era públ i
ca mascul ina e a esf er a pr ivada f emi nina. Ruas,par ques e bar es,
especi alment eànoi te,er am “ espaçosmascul inos” .Al ém di sso,amai orv i
sibili
dadede
gay sbr ancost ambém r ef l
etiam seugr andenúmer o.Osest udosdeKi nseynosanos1940
e 1950 encont r
ar am si gni fi
cant ement e mai s homens que mul heres com hi stór ias
predomi nantement e homossexuai s,uma si tuação causada,eu di ri
a,pel of at o do
capi talismot eri nser i
domui tomai shomensquemul her esnomer cadodet rabal ho,ecom
salár i
ossuper i
or es.Homenspoder i
am const ruirmai sf aci lment eumav idai ndependent e
dosl açoscom osexoopost o, enquant omul heresest av am mai ssuj eitasaper manecer em
economi cament e dependent es dos homens.Ki nsey t ambém encont rou uma f orte
cor relação posi t
iv a ent re escol ar idade e at ividade l ésbi ca.Mul her es br ancas com
educaçãouni versi t
ária,mui tomai scapazesdesesust ent ar em sozi nhasqueseuspar esda
classe t rabalhador a,poder i
am sobr eviv ermai sf acilment e sem r elaçõesí ntimascom
13
homens.
Ent r
eost rabalhador esi mi gr ant esno i nício do sécul o XX,ascoesasr edesde
par ent esco e a ét i
ca da sol idar iedade f ami l
i
arcol ocav am r estrições na aut onomi a
i
ndi v i
dualef azi am dav idagayumaopçãodi fícildesegui r.Em cont rast e,porr azõesque
não são compl et ament e cl aras,comuni dades negr as ur banas apar ent ement e er a
relativament etol erant esàhomossexual idade.Apopul ar i
dadedecançõescom t emasgay s

11
Ref erenteaoper í
odode1870a1940, videosdocument osem Kat z,GayAmer icanHist ory
, eidem,
Gay /
Lesbi anAl manac( NewYor k:Cr
owel l,1983).Out r
asf ont esincluem Al l
anBérubé,“Lesbi ansandGayMen
inEar l
ySanFr ancisco:NotesTowar daSoci alHistoryofLesbi ansandGayMeni nAmer ica”,art
igonão
publicado, 1979; VernBull
ougheBonni eBul l
ough, “Lesbiani sm inthe1920sand1930s: ANewf oundSt udy ”
,
Signs2( Summer1977) :895-904.(N.A.)
12
Ref erenteaomodel omédi cov i
deWeeks, Comi ngOut ,pp.23-32.Oi mpact odomodel omédi cona
consci ênciadehomensemul herespodeserv i
stoem Loui sHude, ed.,Ratandt heDevil:TheJour nalLetter
s
ofF.O.Mat thiessenandRusselCheney( Hamden, Conn. :
Ar chon, 1978), p.47,enahist
ór iadeLuci ll
eHar tem
Katz, GayAmer icanHistory
,pp.258- 79.Anov elacl ássicadeRadcl yffeHal lsobr
elesbi
ani smo, TheWel lof
Lonel i
ness, publicadoem 1928, eratal
vezum dosmai simpor t
antesv eículosparaapopul ar
izaçãodomodel o
médi co.( N.A.)
13
VideAl fredKi nseyetal.
,SexualBehav iorintheHumanMal e(Philadelphia:W.B.Saunder s,1948)eSexual
Behav iorint heHumanFemal e(Phil
adelphia:W.B.Saunder s,1953).(N.A. )
7

el ésbicosnosanos1920e1930–como“ B.D.Woman” ,“Prov eItonMe” ,“SissyMan” ,


14
“FaireyBl ues” –suger em umaaber turasobr eahomossexual idade,em est ranhament o
aoscost umesdosbr ancos.Ent r
eoshomensdo oest er uralnosanos1940,Ki nsey
encont rouumai ncidênci ai ntensadecompor tament ohomossexual ,mas,em cont r
ast e
com oshomensbr ancosdasgr andesci dades, poucaconsci ênciadei denti
dadegay .Assi m,
mesmocom ocapi talismot endoexer cidoumai nfluênci ahomogenei zanteport ransfor mar
gradual ment e mai si ndivíduos em t rabal hador es assal ariados e os separ ando das
comuni dadest radici onais, diferentesgr uposdepessoasf oram t ambém af etadosdemodo
15
dif
er ente.
As deci sões de homens e mul her es par ticulares em at uarna sua pr eferênci a
erótica/emoci onalpel omesmosexo, em conj unt ocom umanov aconsci ênci adequeessa
preferênci aosf aziadi ferent es,lev ouàf ormaçãodeumasubcul turaur banadegay se
l
ésbi cas.Noent anto,pel omenosat émeadosdosanos1930essasubcul turamant ev e-se
rudiment ar,inst ávele di fícilde encont rar.Como,ent ão,emer giu a comuni dade gay
compl exaebem desenv olv i
daqueexi stianomoment oem queomov iment odel i
ber ação
16
gayexpl odiu? Ar espost apodeserencont radadur anteaI IGuer raMundi al,um t empono
qual mudançasacumul adasdev áriasdécadassef undiram em umanov afor maqual i
tat i
v a.
Aguer rar ompeupadr õest r
adicionai sder elaçõesdegêner oesexual idade,ecr iou
tempor ar i
ament eumanov asi tuaçãoer ót i
capr opíci aàexpr essãohomossexual .Mi lhões
dehomensemul her esj ov ens,cuj ai dent i
dadesexualest avaai ndaem f ormação,f or am
arrancadosdesuascasas,ar rancadosdesuasv ilasepequenasci dades,ar rancadosdo
ambi ent eheterossexualdaf amí li
a,ef oram j ogadosem si tuaçõesdesegr egaçãosexual–
como GI s,WACs e WAVEs17,e em pensões f emi ninas par at rabalhador as que se
deslocar am par apr ocur arempr ego.Aguer ralibertoumi l
hõesdehomensemul her esdo
cenár i
oondeahet erossexual idadeer anor malment eimpost a.Par ahomensemul her es
quej áer am gay s, foiof ereci daumaopor tunidadedeencont rarpessoascomoel es.Out ros
podiam t ornar-segay sporcont adal i
ber dadet empor ári
apar aexpl orarasexual idade, dada

14
“B.D.Woman”( Bul lDy keWoman–al gocomo“ mulhermascul i
na”)éum bl uesdeLuci lleBogan, gravado
em 1935; “ProveitonMe”( prov e-oem mi m)éum bl uesdeGer trude‘Ma’ Rainey,gravadoem 1928,
clarament elésbico; “SissyMan”éum bl ues, grav adoporv áriosar ti
stas( KokomoAr nolds, JoshWhi te,George
Nobl eeConni eMcLean’ sRhy thm Kings)nosanosde1935e1936, ondeonar radorpedeadeusque, senão
puderenv i
arumamul her ,env i
eum “ si ssyman”( mar i
cas) ;e“Fai reyBl ues”éum bl uesgr av adoporPegLeg
Howel lem 1922, ondeonar radordescr ev eseuamorporuma“ fada”( um homem com j eitodecr i
ança) .(
N.T.)
15
Com r elaçãoàmúsi canegr a,v i
de“ AC/ DCBl ue:GayJazzRei ssues” ,StashRecor ds,ST- 106( 1977)eChr i
s
Albertson, Bessie( NewYor k: SteinandDay ,1974) ;sobr eaper sistênciader edesdepar ent escoem
comuni dadesét nicasbr ancas, vi
deJudi t
hSmi th, “
OurOwnKi nd: Fami lyandCommuni tyNet wor ksi n
Prov i
dence” ,inAHer itageofHerOwn, ed.NancyF.Cot teEl izabet hH.Pl eck( NewYor k:SimonandSchust er,
1979) ,pp.393- 411; ar espei todasdi f erençasnohomoer oti
smomascul i
nour banoer ural,v i
deKi nseyetal .
,
SexualBehav iorint heHumanMal e,pp. 455- 57, 630-31.
16
Omov i
ment odel iberaçãogayaqueot ext oser efer eexplodi uem 28dej unhode1969, nolevant ede
Stonewal l
, em Nov aIor que; quandogay s,lésbicaset ravestisocupar am asr uasnoent ornodobarSt onewall
Inn,seenf rentandocont raapol íci
aport r
êsnoi tessegui das, cont r
aasconst antesbat i
daspol i
ciasque
ocor r
iam nosbar esgay s.( N.T.)
17
GIéot ermousadopar adescr everosmembr osdoexér cit
oamer icanoeosi tensnoseuequi pament o.
WAC( Women’ sArmyCor ps–cor pof emi ninodoexér cit
o),er aobr açof emi ninodoexér citoamer i
cano.
WAVE( WomenAccept edf orVol unteerEmer gencySer vi
ce–mul heresacei taspar aser viçov oluntáriode
emer gência)er aobr açof emi ninodamar inhaamer icana.( N.T.)
8

18
pelaguer ra.
LisaBem,porexempl o,seassumi udur ant eaguer ra.El adei xouapequenaci dade
naCal if
ór niaondef oicriada,f oipar aLosAngel espar apr ocur art r
abal ho,ev i
v euem uma
pensãof emi nina.Láel aencont roupel apr i
mei rav ezl ésbi casqueal ev ar am par abar es
gay seaapr esentaram par aout rasmul her esgay s.Donal dVi ninger aum j ovem com
mui tosdesej oshomossexuai sepoucasexper i
ênci ashomossexuai s.Elesemudoupar a
Nov aI orquedur anteaguer raet rabal houem umagr andeuni dadedoYMCA.Seusdi ár ios
revel am numer osasav ent uraser óticascom sol dados, mar inhei ros, f
uzilei
r osnav aiseci v i
s
nauni dadeem queel et rabal hav a,bem comonapensãomascul inaondeel ev ivia,eem
par ques,bar eseci nemas.Mui tosmi l
it
ar esf i
cav am em ci dadespor tuár i
ascomoNov a
Iorque,em YMCAscomoondeVi ningt rabal hav a.Nassuashi st óri
asor aissobr egay sem
SãoFr anci sco,f ocandonosanos1940,Al lanBér ubédescobr i
uqueosanosdaguer ra
19
foram cr íticosnaf ormaçãodeumacomuni dade gaymascul inanaci dade.Lugar est ão
20
diferent escomoSanJose,Denv ereKansasCi ty t iv
er am seuspr imeirosbar esgay snos
anos1940.Mesmoar epr essãosev erapodet ert idoef eitoscol ateraisposi tiv
os.PatBond,
umal ésbi cadeDav enpor t,Iowa,j unt ou-seàsWACsdur ant eosanos1940.Pegaem um
expur go de cent enas de l ésbicas das WACs do Pací fico,não r etornou a I owa.El a
per maneceuem SãoFr anci scoet or nou-separ tedeumacomuni dadedel ésbi cas.Quant as
out rasmul heresehomenst iver am exper i
ênci ascompar áveis?Quant asout rasci dades
21
vir
am um r ápidocr esci
ment odecomuni dadesgay sel ésbi cas?
Oshomensemul heresgay sdosanos1940f oram pi oneiros.Suasdeci sõesde
atuar em em seusdesej osf ormar am asf undaçõesdeumasubcul turaur banadegay se
l
ésbi cas.At ravésdosanos1950e1960, asubcul t uragaycr esceueseest abi l
izoudemodo
queaspessoasqueseassumi am nest aépocapodi am encont rarout rosgay sel ésbicas
mai sf acilment equenopassado.Jor naiser ev i
staspubl icav am ar t
igosdescr ev endoav ida
gay mascul ina. Liter
alment e cent enas de r omances com t emas l ésbi cos f or am
22
publ icados .Psi canali
stasr eclamav am sobr eanov af aci l
idadecom aqualseuspaci ent es
gay sencont r
av am parceirossexuai s.Easubcul tur agaynãoser estringiamai ssoment eàs

18
Osar gument oseai nfor maçãosobr ei ssoesobr eospr óximospar ágrafosv em domeul ivroSexual
Pol i
tics, SexualCommuni ti
es:TheMaki ngofaHomosexualMi nori
tyintheUni tedSt ates,1940- 1970
(Chi cago: Univ ersityofChi cagoPr ess,1983) .Também desenv olviissocom r efer ênciaaSãoFr anciscoem
“GayPol i
tics, GayCommuni t
y :SanFr anci sco’sExper i
ence” ,Sociali
stRev iew55( Januar y
-Febr uary1981):
77-
104.( N.A.)
19
Gr ifodoaut or .(N.T.)
20
SanJoseéat erceiramai orci dadedoest adodaCal i
fór
nia,sendohoj eaci dademai simpor t
antedoVal edo
Silí
ci o.Denv eréacapi tal doest adodeCol orado.KansasCi tyéumaconur baçãoent reosest adosde
Mi ssour ieKansas, sendoKansasCi ty,Kansasaci dademai simpor tantedoest adodeKansaseKansasCi t
y,
Mi ssour iaci dademai spopul osadoest adodeMi ssour i
.(N.T.)
21
Donal dVi ni ng, AGayDi ary, 1933-1946( NewYor k:Pepy sPr ess,1979) ;“PatBond”i nNancyAdai reCasey
Adai r, Wor ldisOut( NewYor k: NewGl i
dePubl icat
ions, 1978) ,
pp.55- 65;eAl lanBér ubé, “
Mar chingt oa
Differ entDr ummer :Comi ngOutDur i
ngWor ldWarI I”,umaapr esentaçãodesl i
des/ oralnareuni ãoannual da
Amer i
canHi st oricalAssoci ation,dezembr ode1981, LosAngel es.Umav ersãomai scur t
adaapr esentaçãode
Bér ubépodeserencont radaem TheAdv ocat e,October15, 1981, pp.20- 24,enest ev olume.( N.A.)
22
Sobr er omancesl ésbicos, v deTheLadder
i ,marçode1958, p.18; f
evereirode1960, pp.14- 15;abr i
lde1961,
pp.12- 13; fev ereirode1962, pp.6-11;janei rode1963, pp.6-13; fevereir
ode1964, pp.12-19;f evereir
ode1965,
pp.19- 23; mar çode1966, pp.22- 26;eabr i
lde1967, pp.8-13.TheLadderer aar ev i
stapublicadapel a
Daught er sofBi li
tis[N.T.–apr i
mei r
aor gani zaçãol ésbicanosEUA] .(N.A.)
9

mai ores ci dades. Bar es gay sel ésbicos exi stiam em l ugar es como Wor cest er,
Massachuset ts,eBuf f
alo,Nov aIor que;em Col umbi a,Car oli
nadoSuleDesMoi nes,I owa.
Av i
dagaynosanos1950e1960t ornou- seum f enômenodeext ensãonaci onal .Not empo
dol ev ant edeSt onewall,em Nov aI orqueem 1969–oev entoquei nflamouomov iment o
del iber açãogay–nossasi tuaçãodi f
icilment eeradesi lêncio,i nv isi
bili
dadeei solament o.
Um mov iment odel iberaçãomassi voeenr aizadopôdesef or marquasequedeum di a
par aout r
opr ecisament epor queexi sti
am comuni dadesdel ésbi casegay s.
Apesardeumacomuni dadegayt ersi doumapr é-condi çãopar aum mov i
ment ode
massas,a opr essão a l ésbi case gay sf oia f orça que i mpul sionou a exi stênci a do
mov i
ment o.Aopassoqueasubcul turaseexpandi aet ornav a-semai sv isívelnaer após- I
I
Guer ra,aopr essãodoEst adosei nt ensificou,t ornando- semai ssi stemát i
caei nclusi va.A
23
direitat ransf ormou“ perv ertidossexuai s”em bodeexpi atóriodur anteaer aMcCar t
hy .
24
Eisenhower i
mpôspr oibiçãot otalnoempr egodehomensemul heresgay snogov er no
feder aleem empr esascont ratadaspel ogov erno.OFBIi nstaur ouumal argav igilânciade
l
ocai sdeencont rodegay sedeor gani zaçõesgay sel ésbicas, comoasDaught ersofBi litis
eaMat tachineSoci ety.Aagênci apost alcol ocavar ast r
eador esnascor r espondênci asde
gay ser emet iaev i
dênciasdeat ivi
dadehomossexualaosempr egador es.Pat rul
hasur banas
i
nv adi am r esidências,armav am emboscadasagay sem l ugar espúbl icos,ef oment av am
caçasàsbr uxasl ocais.Oper igoenv olvidoem sergayoul ésbi cacr esceumesmocom a
mel hor iadepossi bi
li
dadedesergayoul ésbica.Omov iment odel i
beraçãogayf oiuma
respost aaessacont r
adição.

Embor alésbicasegay stenham conqui st


adov itóriassi gni fi
cat i
vasnosanos1970, e
abr iram um espaço soci alsegur o onde não exi stiam,não podemos af irmart ermos
desf er i
doum gol pef at
alnohet erossexi smoenahomof obia.Pode- seat éaf i
rmarquea
aplicaçãodaopr essãohomof óbi
casoment emudoudel ugar ,tr
ocandodeal gumaf ormao
Est adopel aarenadav i
ol ênciaextralegalnaf ormadoaument odeat aquesf ísicosaber tos
al ésbi casegay s.Ecomonossosmov i
ment oscr escer am,el esger aram umar eaçãoque
ameaçaacabarcom asnossasconqui stas.Signifi
cant ement e,essanov aoposi çãode
direitat omouf ormacomoum mov i
ment o“pró-f
amí l
ia”.Comoocapi tali
smo, cuj aest r
utura
tornoupossí velaemer sãodeumai dent i
dadegayeacr iaçãodecomuni dadesgay s
urbanas,par ece seri ncapaz de acei targay sel ésbi cas em seu mei o? Porque o
het erossexi smoeahomof obiaparecem sert ãoresistent esaoat aque?
Asr espostas,cr eioeu,podem serencont radasnar elaçãocont r
adi tóriaent reo
capi talismo e a f amí l
i
a.Como af i
r meiant eri
orment e,o capi tal
ismo mi nou as bases
mat eriaisdaf amíli
anucl earaor etirarasf unçõeseconômi casqueci ment av am osl aços
ent reosmembr osdaf amí l
ia.Aopassoquemai sadul toser am l ançadosaosi stemade
trabal hol i
vre,eaopassoqueocapi talexpandiaseual cancepar apr oduzi
rcomomat éri
a-
primaamai ori
adosbenseser viçosquepr ecisamospar asobr eviver
,asf orçasque
i
mpul sionavam homens e mul her es à f amí l
i
a,e que mant inham a f amí l
i
a,se
23
JosephMcCarthyfoi
senadorpeloestadodeWisconsi
nentr
e1947e1957, perí
ododeint
ensaper
segui
ção
aoscomunistasnosEUA.McCar t
hyésí mbol
odesteperí
ododecaçaàsbruxas,conheci
docomo
“Macarti
smo”ou“ er
aMcCarthy
”.(N.T.)
24
DwightD.Ei
senhowerfoi
presi
dent edosEUAentre1953e1961.(
N.T.
)
10

enf raquecer am.Porout rol ado,asoci edadecapi tali


st ai lumi nouaf amí liacomoumaf onte
deamor ,afeiçãoesegur ançaemoci onal ,ol ugarondeser ealizanossanecessi dadede
relaçõeshumanasest ávei seí ntimas.
Essael ev açãodaf amí l
ianucl earàpr eemi nênci adaesf eradav idapessoalnãoé
acident al.Todasoci edadepr ecisadeest rutur aspar ar epr oduçãoecr i
açãodosf il
hos, mas
aspossi bil
idadesnãosãol imitadasàf amí lianucl ear .Ai ndaassi m,af amí liapr i
v adase
encai xa bem com as r el ações de pr odução capi talistas.O capi t
alismo soci alizou a
produção, mant endoqueospr odut ospr oveni ent esdot r abalhosoci ali
zadoper tencem aos
donosdapr opr iedadepr ivada.Demui tasmanei ras,acr i
ação dosf ilhost ambém f oi
progr essi vament esoci alizadaaol ongodosúl timosdoi ssécul os,com escol as,amí dia,
gruposet ários,eempr egadost omandof unçõesqueant eser am dospai s.Todav ia,a
soci edadecapi talistamant ém quear epr oduçãoeacr iaçãodosf il
hossãot aref aspr ivadas,
queosf i
lhos“ per tencem”aospai s,queexer citam odi r eitodeposse.I deol ogi cament e,o
capi talismol ev aaspessoasaf amí l
iashet erossexuai s;cadager açãochegaàmai or idade
tendo i nternal izado um model o het erossexi sta de i ntimidade e r elações pessoai s.
Mat erialment e,ocapi tali
smoenf r
aqueceuosl açosquemant i
nham asf amí li
asuni das,e
assi m seusmembr ost i
v eram exper i
ênci acom umacr escent ei nstabi l
idadenol ugarem
que se esper av a encont rarf eli
ci dade e segur ança emoci onal .Por tant o,enquant oo
capi talismo der rubou as f undações mat eriais da v ida em f amí li
a,l ésbi cas,gay se
femi nistashet erossexuai st or
nar am- sebodesexpi atór iospar aai nstabi li
dadesoci aldo
sistema.
Essaanál ise,seper suasiva,t em i mpl i
caçõespar anóshoj e.El apodeaf etarnossa
per cepção de i dent idade,nossa f or mação de obj et ivos pol í
ticos e nossas deci sões
est ratégi cas.
Af ir
meiqueai dent idadel ésbi caegayeascomuni dadessãopr odut oshi stóricos,o
resul tadodeum pr ocessododesenv ol v i
ment ocapi talist aquej ádur amui tasger ações.O
produt ol ógicodessaaf i
rmaçãoéquenãosomosumami noriasoci alfixacompost at odoo
tempodeumacer tapor cent agem dapopul ação.Hámai sdenóshoj edoquehácem anos,
mai sdenósqueháquar ent aanos.Asaf irmações,f eitasporgay senãogay s,dequea
orient açãosexualéf ixadanumai dadepr ecoce,queogr andenúmer odegay sel ésbi cas
visívei snasoci edade, namí diaenasescol asnãot erãoi nfluênci anasi dent idadessexuai s
dosj ov ens,est ãoer radas.Ocapi talismocr iouascondi çõesmat eriaispar aqueodesej o
homossexualseexpr essassecomoum component ecent ralnav idadeal gunsi ndi víduos;
agor a,nossosmov iment ospol í
ticosest ão mudando consci ênci as,cr iando condi ções
25
i
deol ógi casquet ornam mai sfácilpar aaspessoasf azer em essaescol ha.
Cer tament e, essaaf i
rmaçãoconf irmaospi or esmedoseamai sr ast eirar etór icade
nossosoposi tor espol ít
icos.Masnossar espost adev eserdesaf iaracr ençasubj acent e
que r elações homossexuai s são r ui ns,uma segunda escol ha i nf erior .Não dev emos
escor regarnadef esaopor tunistaqueasoci edadenãopr ecisasepr eocuparem nost olerar,
j
áquesoment ehomossexuai sset or nam homossexuai s.Namel hordashi pót eses,a
anál isedeum gr upomi nor itár
ioeumaest r atégi adedi r eit
osci visdi zem r espei toàquel es
denósquej ásãogay s.Issof azcom quej ov ensdehoj e–l ésbi casegay sdeamanhã–

25
Gr
if
osdoaut
or.(
N.T.
)
11

deixem dei nternal izarmodel oshet erossexi stasquel ev am umav idat odapar aexpur gar .
Também af irmeique o capi t alismo l ev ou à separ ação ent re sexual i
dade e
procr iação.O desej o sexualhumano não pr eci sa mai s serat rel
ado a i mper at iv
os
reprodut ivos,par apr ocriação;suaexpr essãot em cadav ezmai sent r
adonocampoda
escol ha.Lésbi casegay spr ecisam cl arament eincor por aropot enci aldessaci são, umav ez
quer elaçõesgay sl ocalizam- secompl et ament ef or adoquadr odapr ocriação.Aacei tação
denossasescol haser ót i
cas,em úl ti
maanál ise,dependenogr aunoqualasoci edade
pretendo af irmar a expr essão sexualcomo uma f orma de di versão,posi tivae
engr andecedor a.Nossomov iment opodet ercomeçadocomoal utadeuma“ minor ia”,mas
oquenósdev eríamosest art entando“ l
iberar”agor aéum aspect odav i
dapessoalde
26
todasaspessoas–aexpr essãosexual .
Finalment e,suger iquear el açãoent recapi t
al i
smoef amí li
aéf undament alment e
cont raditór i
a.Deum l ado,ocapi talismoenf r
aqueceucont inuament eaf undaçãomat erial
dav idaem f amí lia,t ornandopossí velpar ai ndiv íduosv iv erem f oradaf amíli
aepar ao
desenv olv i
ment odeumai dent i
dadel ésbi caegay .Deout ro,épr eci soempur rarhomense
mul her espar adent r
odasf amí li
as,pel omenosport emposuf i
cient epar ar eproduzi ra
próxima ger ação de t rabal hador es.A el evação da f amí li
a à pr eemi nênciai deol ógi ca
garant equeasoci edadecapi tal
istai rár eproduzi rnãosoment ecr ianças,mast ambém o
27
heter ossexi smoeahomof obi a.Nosent idomai spr of undo, ocapi talismoéopr oblema.
Comoev i
tamosper manecer moscomobodesexpi atór ios,asv í
timaspol iciaisde
umai nst abil
idadesoci alqueocapi tal i
smoger a?Comopodemost omaressar elação
cont raditór i
aeusá- lapar aav ançar mosnosent idodal iber ação?
Gay sel ésbi casexi stem num t er renosoci alquef icaal ém dasf ronteir
asdaf amí li
a
nuclearhet erossexual .Nossascomuni dadesf or am f ormadasnest eespaçosoci al.Nossa
sobr ev iv
ênci ael iber açãodependem danossahabi li
dadededef endereexpandi resse
terr
eno, nãosoment epar anósmesmoscomopar at odos.I ssoi mpl ica,em par te,noapoi o
aquest õesqueampl i
am asopor t uni dadespar aumav i
daf oradasuni dadesf ami li
ar es
heter ossexuai str adi cionais;quest õescomoadi sponi bili
dadedoabor t
oear atifi
caçãoda
28
emendadei gualdadededi reitos , açõesaf i
rmat ivaspar apessoasdecorepar amul heres,
crechesgr atuitaseout r
osser vi
çossoci ai sessenci ai s,pr ev idênci asoci aldecente, empr ego
pleno,os di reitos dos j ov ens – em out ras pal avras,pr ogr amas e quest ões que
propor ci
onam basesmat eriaispar aumaaut onomi apessoal .
Osdi r
eitosdosj ov enssãoespeci alment ecr ít
icos.Aacei taçãodecr iançascomo

26
Issopr ecisaserespecialment eenf atizadohoj e.Aconfer
ênciaanual deor ganizaçõesnaci onai sde
mul heresde1980, porexempl o, aprovouumar esol
uçãosobr emulheresl ésbicasquedef i
niaaquest ãocomo
“discriminaçãobaseadaem pr eferência/ ori
entaçãoafeti
va/sexual”
, eexplicit
ament eadi ssocioudeout ras
quest õesdasex uali
dade,comopor nogr afia,sadomasoquismo, sexoem públ i
coepeder asti
a.(N. A.)
27
Nãoqui ssuger i
rqueahomof obiaé“ causada”pel ocapit
alismo,oquesóéencont radaem soci edades
capi t
alist
as.Vár i
assançõescont raohomoer otismopodem serencont radasem soci edadesfeudai s
eur opeiaseem paí sessocial
istascont empor âneos.Masomeuf oconesseensai of oiaemer sãodeuma
identidadegaysobocapi t
ali
smo, eosmecani smosespecíficosdocapi tali
smoqueat ornaram possí veleque
também r eproduzem ahomof obi a.(N.A. )
28
Equal RightsAmendment ,f
oi umapr opost adeemendaconst it
ucionalquev i
savaagar anti
adei gualdadede
direit
osent reossexos, echegouaserapr ovadanasduascasasdoCongr essoNaci onalamer icanoem 1972,
masnãoconsegui uonúmer omí nimoder ati
f i
caçãonascasasl egisl
ati
vasnosest ados, sendo, portanto,
invalidadaem 1982.Apr opostaf oireapr esentadaem 2009.( N.
T.)
12

dependent es,comoper tencesdospai s,ét ãopr of undament ear r


ai gadaquemalpodemos
i
magi naroquesi gnificar iatratá-l
oscomoser eshumanosaut ônomos,par ticularment eno
campodaexpr essãosexualedaescol ha.Enquant oi ssoacont ecer ,al i
ber açãogayf icará
foradeal cance.
Masaaut onomi apessoalésoment emet adedaest ória.Ai nst abil
idadedef amí li
ae
asensaçãodei mper manênci aei nsegur ançaqueaspessoasagor aest ãoexper iment ando
em suasr elaçõespessoai ssãor eaispr obl emassoci aisquepr ecisam serabor dados.
Precisamosdesol uçõespol ít
icaspar aessasdi ficuldadesnav idapessoal .Essassol uções
nãodev iam v i
rnaf ormadeumav ersãor adi caldaposi çãopr ó- famí lia,deal gumapr opost a
daesquer dapar af ort
al eceraf amí l
ia.Soci alist asger alment enãor espondem àexpl oração
eàdesi gual dadeeconômi cadocapi t
al i
smoi ndust ri
alchamandoaum r etornoàf amí liano
campoeàpr oduçãoar t esanal.Reconhecemosqueov ast oaument odepr odut ivi
dadeque
ocapi tali
smot ornoupossí velaosoci alizarapr oduçãoéumadesuascar acterísticas
progr essivas.Si mi l
arment e,nãodev eríamosest art ent andov olt
aror elógiopar aal guma
eramí sti
cadaf amí li
af eliz.
Preci samos,noent anto,est ruturasepr ogr amasqueaj udem adi ssol verosl i
mi tes
que i solam a f amí li
a,par ti
cularment e aquel es que pr i
vatizam a cr i
ação dos f i
lhos.
Precisamosdecr echescont roladaspel acomuni dade–oupel ost rabal hador es, habitações
em quepr i
v acidadeecomuni dadecoexi stam, inst i
tuiçõesdebai rro–decl ínicasmédi casa
teatros–queampl i
em auni dadesoci alondecadaum denóst em um l ugarsegur o.Ao
cri
armos est rutur as al ém da f amí lia nucl earque pr opor cionem uma sensação de
pertenci ment o,af amí l
iai r
ádecai rem si gni ficânci a.Cadav ezmenosel apar ecer áfazerou
quebr arnossasegur ançaemoci onal.
Nesseaspect o,gay sel ésbicasest ãobem si tuadospar acumpr i
rum papelespeci al
.
Já excl uídosda f amí l
ia como mui tosde nóssomos,t i
vemosque cr iar,par a nossa
sobrev ivênci a,r edesdeapoi oquenãodependem del igaçõesdesangueoul i
cençado
Estado,masquesãol ivr ement eescol hi dasenut ridas.Aconst ruçãodeuma“ comuni dade
afeti
v a”dev esert antoumapar tedenossomov iment opol í
ticocomoosãoascampanhas
pordi r
eitosci vis.Dessaf ormapodemospr ef igur arof or mat oder elaçõespessoai sem
umasoci edadebaseadaem i gualdeej ust içaaoi nv ésdeexpl oraçãoeopr essão,uma
sociedadeondeaut onomi aesegur ançanãoseexcl uam mut uament e,mascoexi stam.
13

Notasdoaut or
Esseensaioéumav ersãor evisadadeumapal estradadaapósv ár
iasaudiênciasem
1979e1980.Agr adeçoaossegui ntesgrupospormedarum espaçopar aconv ersaret er
um feedback: oBal
timor eGayAl l
i
ance, oSanFr anciscoLesbi anandGayHi st
or yProject,
os
organizadoresdoGayAwar enessWeek1980naUni versi
dadeEst adualdeSanJosee
Universi
dadedaCal if
ór niaem I rvine,eoscoor denador esdoSt udentAf fai
rsLect uresna
Universi
dadedaCal ifórniaem I rvi
ne.
LisaDuggan,Est elleFr eedman,Jonat hanKat z
,Car leVance,Paul aWebst er,Bert
Hansen,e osedi toresdest ev olume fornecer am cr í
ticasproveitosasa um r ascunho
anteri
or.Eu especi alment e gost aria de agr
adecerAl lan Bérubé e Jonat han Kat zpor
generosament etercompar t
ilhadocomi gosuaspr ópr i
aspesqui sas,eAmberHol li
baugh
pormui tashorasexcitant esdeconv ersasini
nterruptassobr emarxismoesexual i
dade.

(
Tradução:
ElderSanoPer
eir
a)