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NEURÔNIOS (p.

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- A maioria dos neurônios se distingue por sua especialização na sinalização elétrica de


longa distância e comunicação intercelular por meio das sinapses.

- O sinal morfológico mais óbvio da especialização neuronal para comunicação é a


extensa ramificação de neurônios. Os dois aspectos mais salientes desta ramificação para
células nervosas típicas são a presença de um axônio e a elaborada arborização de
dendritos que surgem do corpo celular neuronal na forma de ramos dendríticos.

- A maioria dos neurônios tem apenas um axônio que se estende por uma distância
relativamente longa a partir do corpo celular.

- A variação no tamanho e ramificação dos dendritos é enorme, e de importância


crítica no estabelecimento da capacidade de processamento da informação de neurônios
individuais.

- O número de entradas que um neurônio particular recebe depende da complexidade de


sua árvore dendrítica.

Convergência x Divergência

 - O número de entradas para um único neurônio reflete o grau de


CONVERGÊNCIA, ao passo que o número de alvos inervados por um neurônio
representa sua DIVERGÊNCIA.

- O número de entradas sinápticas recebidas por cada célula nervosa no sistema nervoso
humano varia de 1 a aproximadamente 100.000.

- Normalmente, o terminal axônico do neurônio pré-sináptico está imediatamente


adjacente a uma região especializada dos receptores pós-sinápticos na célula-alvo. Para
a maioria das sinapses, no entanto, não há continuidade física entre esses dois elementos.
Nesses casos, os componentes pré e pós-sinápticos se comunicam via secreção de
moléculas do terminal pré-sináptico que se ligam aos receptores na célula pós-sináptica.
Neurotransmissores e Fenda sináptica

 Estas moléculas, chamadas NEUROTRANSMISSORES, devem atravessar um


intervalo de espaço extracelular entre os elementos pré e pós-sinápticos chamada
FENDA SINÁPTICA.

- A fenda sináptica não é apenas um espaço vazio, mas é o sítio de proteínas


extracelulares que influencia na difusão, ligamento e degradação de moléculas, incluindo
neurotransmissores e outros fatores, secretados pelo terminal pré-sináptico.

Axônios

- A informação transportada pelas sinapses nos dendritos neuronais é integrada e


geralmente “lida” na origem do axônio. O axônio é a porção da célula nervosa
especializada em transmitir sinais elétricos por longas distâncias.

- Muitas células nervosas no cérebro humano possuem axônios que medem não mais que
alguns milímetros, e outras nem mesmo possuem axônios.

- Axônios relativamente curtos são uma característica de circuitos locais de neurônios, ou


INTERNEURÔNIOS, ao longo do sistema nervoso. Em contraste, os axônios dos
NEURÔNIOS DE PROJEÇÃO se estendem para alvos distantes.

- Tanto os axônios de interneurônios quanto os de neurônios de projeção normalmente se


ramificam localmente, resultando na inervação de múltiplos sítios pós-sinápticos em
muitos neurônios pós-sinápticos.

Potencial de ação

 Os axônios transmitem sinais elétricos por longas distâncias devido a uma onda
auto regenerativa de atividade elétrica chamada de POTENCIAL DE AÇÃO. Os
potenciais de ação são mudanças do tipo “tudo ou nada” no potencial elétrico
(voltagem) através da membrana da célula nervosa que transmite informação de
um lugar para outro no sistema nervoso.

- O processo pelo qual a informação codificada pelo potencial de ação é passada através
dos contatos sinápticos para uma célula-alvo é chamada TRANSMISSÃO SINÁPTICA.

- Terminais pré-sinápticos e suas especializações pós-sinápticas são normalmente


sinapses químicas, o tipo mais abundante de sinapse no sistema nervoso maduro.

- Um outro tipo, as sinapses elétricas (mediadas pelas junções de fenda “gap junctions”),
são relativamente raras no sistema nervoso maduro (mas abundantes no SNC em
desenvolvimento) e servem a funções especiais, incluindo a sincronização de redes locais
de neurônios.

- As organelas secretoras no terminal pré-sináptico das sinapses químicas são chamadas


VESÍCULAS SINÁPTICAS e são estruturas esféricas cheias de neurotransmissores e,
em alguns casos, outras moléculas neuroativas.

- O posicionamento das vesículas sinápticas na membrana pré-sináptica e sua fusão para


iniciar a liberação de neurotransmissores são regulados por uma variedade de proteínas
(incluindo várias proteínas citoesqueléticas).

- Os neurotransmissores liberados pelas vesículas sinápticas modificam as propriedades


elétricas da célula-alvo pelo ligamento aos receptores localizados principalmente nas
especializações pós-sinápticas.

CÉLULAS GLIAIS (p. 7)

- Células gliais (ou simplesmente glia) são bem diferentes de neurônios, apesar de serem
tão abundantes quanto.

- As células da glia não participam diretamente na transmissão sináptica ou sinalização


elétrica, ainda que, em suas funções de suporte, auxiliem na definição de contatos
sinápticos e na manutenção das habilidades sinalizadoras dos neurônios.
- As células com características gliais parecem ser as únicas células-tronco retidas no
cérebro maduro, e são capazes de dar origem a novas glias e, em alguns casos, novos
neurônios.

Funções da célula da glia

- As funções gliais de fato bem estabelecidas incluem:

 Manter o ambiente iônico das células nervosas;


 Modular a velocidade de propagação do sinal nervoso;
 Modular a atividade sináptica por meio da captação de neurotransmissores na
fenda sináptica ou próximos a ela;
 Fornecer arcabouço estrutural durante alguns aspectos do desenvolvimento
neural;
 Auxiliar (e, às vezes, impedir) a regeneração neural após lesão;
 Fornecer uma interface entre o cérebro e o sistema imunológico;
 Facilitar o fluxo conectivo de fluido intersticial (em todos os animais, as células
encontram-se banhadas por um líquido claro e transparente, designado por fluido
intersticial ou linfa intersticial, com o qual estabelecem trocas) através do cérebro
durante o sono, processo que “limpa” o lixo metabólico.

3 tipos de células da glia: astrócitos, oligodendrócitos e células microgliais

Astrócitos

- São restritos ao sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).


- A principal função dos astrócitos é manter, de diferentes maneiras, um ambiente
químico propício à sinalização neuronal, incluindo a formação da barreira
hematoencefálica.
- Observações recentes sugerem que os astrócitos secretam substâncias que influenciam
a construção de novas conexões sinápticas, e que um subconjunto de astrócitos no
cérebro adulto mantem a característica de células-tronco.