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GUIA PRÁTICO DE

PRESCRITORES
HABILITADOS E
PRESCRIÇÕES
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FARMACÊUTICOS MAGISTRAIS

GUIA PRÁTICO DE
PRESCRITORES
HABILITADOS E
PRESCRIÇÕES

2ª edição

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FARMACÊUTICOS MAGISTRAIS. Guia Prático de


Prescritores Habilitados e Prescrições. 2ª edição. Brasil, 2018.

A Anfarmag possui direitos reservados de acordo com a Lei nº 9.610, de


19/02/1998. Nenhuma parte pode ser reproduzida ou copiada por qualquer
meio (eletrônico ou outro), sem expressa autorização por escrito da associação.
Introdução
O profissional legalmente habilitado é o profissional que irá prescrever medicamentos,
preparações magistrais, oficinais e outros produtos para a saúde. As principais normas que
versam sobre a prescrição de preparações magistrais estão elencadas no final deste texto e
são publicadas por entidades de classe, órgãos sanitários e pelo poder executivo, na forma
de leis, resoluções, portarias ou códigos de conselhos profissionais.

Os códigos de ética das profissões consideram que a prescrição deve ser escrita de forma
clara e em vernáculo, sem rasuras, em letra de forma, por extenso e legível. Atualmente
também é permitida a digitação, utilizando nomenclatura e sistema de pesos e medidas
oficiais.

As prescrições devem contemplar:


- Nome da substância (de acordo com DCB, DCI ou nomenclatura botânica, com descrição
de gênero e espécie quando se tratar de insumos de origem vegetal);
- Dose;
- Quantidade total da(s) substância(s) ou duração do tratamento;
- Forma farmacêutica;
- Via de administração e intervalo entre doses;
- Nome completo do prescritor, local, endereço e telefone de forma a possibilitar contato
em caso de dúvidas ou ocorrência de problemas relacionados ao uso das substâncias
prescritas;
- Assinatura do prescritor e seu número de registro no conselho regional de classe;
- Data da prescrição.

O que não pode ocorrer em prescrições:


- Ilegibilidade;
- Emendas;
- Rasuras;
- Códigos;
- Falta de informação ou dados inconsistentes;
- Propagandas ou indicações de estabelecimentos.

Recomenda-se que nesses casos não haja o aceite das prescrições pelas farmácias.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente metade de todas as
prescrições possui algum tipo de erro que pode induzir a problemas aos usuários. Portanto,
é fundamental que o farmacêutico faça uma boa Avaliação Farmacêutica da Prescrição.

As prescrições de medicamentos, preparações magistrais e oficinais e outros produtos para


a saúde, no Brasil, somente são permitidas a profissionais legalmente habilitados conforme
normas específicas:

• Médicos: Lei nº 12.842/2013, Decreto nº 20.931/1932 e Resolução CFM nº 1.931/2009


(prescrição apenas para uso humano).
• Cirurgiões dentistas: Lei nº 5.081/1966 e Resolução CFO nº 118/2012 (prescrição apenas
para fins odontológicos).

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• Médicos veterinários: Lei nº 5.517/1968 e Resolução CFMV nº 1.138/2016 (prescrição apenas
para uso veterinário).
• Farmacêuticos: Decreto nº 20.377/1931 e Resolução CFF nº 596/2014 (prescrição apenas
para uso humano).
• Nutricionistas: Lei 8234/1991 e Resolução CFN nº 599/2018 (prescrição apenas para uso
humano, dentro do âmbito profissional).
• Biomédicos: Lei nº 6.684/1979 e Resolução CFBM nº 198/2011 (prescrição apenas para
uso humano, dentro do âmbito profissional).
• Enfermeiros: Lei nº 7.498/1986 e Resolução COFEN nº 564/2017 (prescrição apenas para
uso humano, dentro do âmbito profissional e mediante protocolo/diretriz).
• Fisioterapeutas: Decreto-Lei nº 938/1969 e Resolução COFFITO nº 424/2013 (prescrição
apenas para uso humano, dentro do âmbito profissional).

Obs.: demais categorias profissionais que não possuam regulamentação da profissão


(conselho de classe) ou regulamentação específica a respeito da prescrição por seu órgão
não poderão realizar prescrição de preparações magistrais.

Todos os profissionais envolvidos com a prática da prescrição devem estar inscritos nos
seus respectivos conselhos regionais correspondentes para terem o direito de prescrever,
sempre dentro do seu âmbito profissional e dentro de padrões éticos.

Prescrição e pesquisa de registro de profissional junto ao respectivo conselho

Para realizar a avaliação farmacêutica da prescrição de forma assertiva, segundo as normas


vigentes e de maneira a dirimir quaisquer dúvidas sobre a regularização dos profissinais junto
a conselhos de classe, o farmacêutico pode verficar se os mesmos estão com os registros
ativos. Para isto deve conferir os dados e o número do registro (a exemplo de CRM de
médicos ou RMS no Programa Mais Médicos) nos sites do Conselho Federal de Medicina e
Ministério da Saúde, respectivamente.

Da mesma forma, pode buscar informações sobre os demais profissionais nos sites
correspondentes e de cada estado da federação. Apresentamos orientação para realizar a
pesquisa em cada citação da prescrição do profissional.

Os profissionais devem possuir receitas e/ou talonários específicos de acordo com o tipo de
medicamento, formulação ou produto a ser prescrito. Frisa-se que tais receitas ou talonários
não podem conter propaganda ou indicação de estabelecimentos.

Médicos

A prescrição de um determinado medicamento só é realizada pelo profissional após


avaliação e diagnóstico de cada paciente, de forma mais assertiva possível em relação à
patologia ou mal que o acomete, podendo ser um medicamento industrializado ou
manipulado. A prescrição deverá conter a dose e a posologia adequadas e compatível com
a avaliação do paciente em relação às interações (medicamentosas e outras).

Para os casos em que não se obtém resposta terapêutica satisfatória após início do uso e
acompanhamento, o médico pode ajustar a dose ou alterar a prescrição mudando sua
formulação, suas associações ou a posologia.

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O exercício da Medicina só é permitido a partir do registro do Diploma de Graduação
Médica, com sua posterior inscrição no Conselho Regional de Medicina da jurisdição
competente. A partir desse registro, o médico pode exercer quaisquer atividades na área de
diagnóstico e tratamento, independentemente de ter ou não um Título de Especialista.
Assim, teoricamente, todo médico regularmente habilitado em sua jurisdição pode exercer
a medicina no ramo que conscientemente se julgar capaz, respondendo, no entanto, ética
e legalmente pelos resultados atípicos e inadequados do ato médico praticado.

Nome do Médico
CRM 00000

Sr (a) Paciente

Uso interno

Ácido Ascórbico................................250mg
Piridoxina............................................100mg
ExcIpiente qsp.............................1 cápsula

Mande 30 cápsula

Tomar 1 cápsula duas vezes ao dia

Assinatura do médico
Carimbro do médico

Endereço Bairro Cidade cep: 00000-000 Tel: 0000-0000

Para consultar o cadastro do profissional, utilizar o portal:


http://www.webdeskanfarmag.com.br/Forms/WFPrincipal.aspx (Anfarmag) ou http://por-
tal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59 (portal CFM)

Médicos do Programa Mais Médicos

Esse programa foi criado por meio da Medida Provisória n° 621/2013 e regulamentada em
outubro do mesmo ano pela Lei n° 12.871/2013.

Os médicos do programa que não têm registro no Conselho de Classe no Brasil (por terem
formação no exterior), sejam brasileiros ou estrangeiros, recebem autorização do Ministério
da Saúde (RMS) para o exercício da profissão exclusivamente no âmbito das ações previstas
no programa e na localidade indicada pelo ministério. Isso quer dizer que ele não pode atuar
em outros serviços de saúde que não façam parte do Programa Mais Médicos.

Todos os médicos que atendem na atenção básica do SUS estão habilitados, podem e
devem realizar consultas, fazer diagnósticos, prescrever tratamentos e medicamentos,

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solicitar exames e emitir atestados conforme as orientações e normativas do SUS em
âmbitos local e nacional. Esses médicos têm a autorização determinada por Registro do
Ministério da Saúde (RMS).

Para consultar o cadastro do profissional do Programa Mais Médicos, utilize o portal


http://www.webdeskanfarmag.com.br/Forms/WFPrincipal.aspx (Anfarmag) ou http://mais-
medicos.saude.gov.br/new/web/app.php/maismedicos/rms (programa mais médicos)

Para os médicos graduados no Brasil que atendem no Programa Mais Médicos, consulte
normalmente seu número de registro no portal do CFM.

Cirurgiões-dentistas

A Lei nº 5.081/1966, que regula o exercício da Odontologia, determina no art. 6, item II:
"Compete ao cirurgião-dentista prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso
interno e externo, indicadas em Odontologia".

Os medicamentos ou formulações devem ser prescritos dentro da sua especificidade e para


uso odontológico apropriado. Em relação às substâncias sujeitas ao controle especial, a
Portaria SVS/MS nº 344/1998 preconiza em seus artigos 38º e 55º: "As prescrições por
cirurgiões-dentistas e médicos veterinários só poderão ser feitas para uso odontológico e
veterinário, respectivamente".

Os medicamentos comuns na rotina da prescrição odontológica são: antissépticos,


analgésicos, anti-inflamatórios não esteroidais, corticosteroides com menor frequência
prescritos em receituário simples e antibióticos, que atualmente estão regulamentados por
meio da Resolução RDC nº 20/2011 e prescritos em receituário simples em duas vias, sendo
uma via retida na farmácia.

Quanto aos medicamentos controlados pela Portaria SVS/MS nº 344/1998, os


benzodiazepínicos (lista B1, psicotrópicos prescritos em notificação de receita “B” - cor azul)
são os mais utilizados para o controle da ansiedade na clínica odontológica.

Outros controlados também poderão ser utilizados:


- Analgésicos opioides, que podem ser agonistas fracos (codeína, tramadol, propoxifeno,
etc.) utilizados em dores de moderadas a intensas causadas por pós-operatório nas
cirurgias orais menores e extraorais; e potentes (morfina) de boa eficácia no tratamento
de pacientes com dor oncológica, mista ou neuropática.

- Benzodiazepínicos (alprazolam, bromazepam e diazepam, etc.), que apresentam ação


ansiolítica, hipnótica e miorrelaxante, objetivando realizar sedação consciente, indicados
em pacientes acometidos de intensa ansiedade.

- Antidepressivos (amitriptilina, imipramina, desipramina, paroxetina, fluoxetina, mianserina,


doxepina) e anticonvulsivantes (fenitoína, ácido valpróico, topiramato, lamotrigina,
gabapentina, carbamazepina, etc.) em dores neuropáticas (neuralgia do trigêmeo,
neuropatia pós-traumática, dores pós-herpética), doenças crônicas com disfunção da
articulação temporomandibular (ATM), síndrome da ardência bucal e dores oncológicas,
entre outras. Indicações sempre embasadas em anamnese e diagnóstico preciso,
individualizando a conduta no manejo do paciente e com bom senso por parte do
profissional.

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- Analgésicos de ação central, como o tramadol e o dextropropoxifeno que constam na
lista “A2”, mas em dosagens inferiores a 100mg por unidade posológica (Receita de
Controle Especial, de cor branca, em duas vias).

- Antidepressivos tricíclicos, pertencentes à lista C1, utilizados no tratamento de dores


neurogênicas que costumam ser prescritos em dosagens inferiores às usadas com
ação antidepressiva. A gabapentina, por exemplo, é usada em Odontologia para
tratamento do bruxismo associada às desordens da ATM (Articulação Têmporo
Mandibular).

- Os medicamentos inibidores da COX-2 como o celecoxibe, eterocoxibe e lumiracoxibe,


também pertencentes à lista C1 e prescritos na receita de controle especial, são empregados
como medicação pré e pós-operatória em intervenções odontológicas e no tratamento
da dor em quadros inflamatórios agudos.

Geralmente, todos esses medicamentos prescritos pelos dentistas não possuem indicações

Nome do Dentista
Odontólogo CRO-SP-00000
Especialidade

www.site.com.br
Endeço completo, 000 / Bairro - Cidade / CEP 00000-000
(11)0000-0000 / (11) 0000-0000

Há de se considerar ainda a Resolução CFO nº 176/2016 que autoriza a utilização da toxina


botulínica e dos preenchedores faciais pelo cirurgião-dentista, para fins terapêuticos
funcionais e/ou estéticos, desde que não extrapole sua área anatômica de atuação.

Obs.: a área anatômica de atuação clínico-cirúrgica do cirurgião-dentista é superiormente


ao osso hioide, até o limite do ponto násio (ossos próprios de nariz) e anteriormente ao
tragus, abrangendo estruturas anexas e afins.

Para consultar o cadastro do profissional, utilize o portal http://cfo.org.br/servicos-e-con-


sultas/cadastro/

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Médicos veterinários

O médico veterinário é o profissional autorizado para exercer a Medicina Veterinária,


ocupando-se da saúde animal por meio da prevenção, controle, erradicação e tratamento
das doenças, traumatismos ou qualquer outro agravo à saúde dos animais.

Os médicos veterinários podem ser generalistas, isto é, não especializados em nenhuma


área específica, ou especialistas, quando especializados em alguma área. O título de
especialização para os médicos veterinários depende da realização de cursos próprios e
outros critérios que deverão ser avaliados por meio de prova escrita (critérios e modos de
pontuação diferentes em cada entidade).

Esses profissionais podem prescrever todos os tipos de medicamentos e formulações desde


que direcionados unicamente para animais, indistinto à raça.

Para prescrição de substâncias sujeitas ao controle especial, o profissional veterinário deverá


observar as exigências contidas na Instrução Normativa nº 35/2017. Assim, além de possuir
número de cadastro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o
médico veterinário deverá utilizar as notificações de receita quando da prescrição de
produtos comerciais (industrializados) e utilizar seus formulários usuais para prescrição de
produtos manipulados.

Obs.: segundo a referida norma, fica vedada a utilização da notificação de receita veterinária
para prescrição de preparação magistral veterinária sujeita a controle especial.

Dr(a). xxx
CRMV: xxx

Rua xxx
Fone: xxx
Horário: xxx

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Farmacêuticos

O ato da prescrição farmacêutica, conforme Resolução CFF nº 586/2013, pode ocorrer em


diferentes estabelecimentos farmacêuticos, consultórios, serviços e níveis de atenção à
saúde, desde que respeitado o princípio da confidencialidade e a privacidade do paciente no
atendimento.

Compete ao farmacêutico a prescrição de medicamentos e outros produtos com finalidade


terapêutica cuja dispensação não exija prescrição médica, incluindo medicamentos
industrializados e preparações magistrais – alopáticas ou dinamizadas – plantas medicinais,
drogas vegetais, suplementos alimentares e outras categorias quando aprovadas pelo órgão
federal.

Obs.: o Conselho Federal de Farmácia emitiu, em 2018, a Resolução CFF nº 661/2018 que
estabelece os requisitos necessários à dispensação e prescrição das categorias de alimentos
com venda permitida em drogarias, farmácias magistrais e estabelecimentos comerciais de
alimentos pelo farmacêutico, que incluem os suplementos alimentares, alimentos para fins
especiais, chás, produtos apícolas, alimentos com alegações de propriedade funcional ou
de saúde e as preparações magistrais.

Somente poderão ser prescritos medicamentos que exijam prescrição médica quando
condicionado à existência de diagnóstico prévio e apenas quando estiver previsto em
programas, protocolos, diretrizes ou normas técnicas aprovados para uso no âmbito de
instituições de saúde ou quando da formalização de acordos de colaboração com outros
prescritores ou instituições de saúde, e o farmacêutico deve possuir título de especialista ou
título de especialista profissional farmacêutico na área clínica, reconhecidos pelo Conselho
Regional de Farmácia de sua jurisdição.

Substituir por endereço do


estabelecimento farmacêutico
consultório ou do serviços de saúde
ao qual o farmacêutico está

NDF
vinculado

Nome da Farmácia

Nome Completo do Paciente


Contato
Substituir por descrição da terapia
farmacológica:

- nome do medicamento/formulação-
concentração/dinamização - forma
farmacêutica - via de administração;
------------

-------------

nome do medicamento/formulação -dose, frequência de administração do


medicamento e duração do tratamento;
dose, frequência e duração do tratamento
-intruções adicionais, quando necessário.
instruções adicionais
Descrição da terapia não farmacológica ou
de outra intervenção relativa ao cuidado
do paciente

Nome Completo do Farmacêutico

Assinatura

nº CRF
Substituir por endereço do
estabelecimento farmacêutico (cidade), (dia) de (mês) de (ano)
consultório ou do serviços de saúde
ao qual o farmacêutico está
vinculado

R. Nome da Rua, 123 - Bairro - Cidade -


SP - CEP - 12345-67 Fone: 55555-7654

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Nota: O farmacêutico pode encaminhar formalmente o paciente a outro profissional
quando detectar algo que foge a seu âmbito profissional.

Para consultar o cadastro do profissional, utilize o portal: http://www.cff.org.br/pagina.php?i-


d=116&menu=103&titulo=CRFs+-+Contatos

Biomédicos

O biomédico que possuir habilitação em Biomedicina Estética pode realizar a prescrição de


substâncias e outros produtos para fins estéticos incluindo substâncias biológicas (toxina
botulínica tipo A), substâncias utilizadas na intradermoterapia (incluindo substâncias
eutróficas, venotróficas e lipolíticas), substâncias classificadas como correlatos de uso
injetável conforme definido pela Anvisa, preenchimentos dérmicos, subcutâneos e
supraperiostais (excetuando-se o polimetilmetacrilato - PMMA), fitoterápicos, nutrientes
(vitaminas, minerais, aminoácidos, bioflavonóides, enzimas e lactobacilos), seguindo
também as normatizações da Anvisa.

A permissão para tanto consta na Resolução CFBM nº 241/2014 (dispõe sobre atos do
profissional biomédico com habilitação em biomedicina estética e regulamenta a
prescrição por este profissional para fins estéticos).

Cabe ainda ao profissional biomédico a prescrição de formulações magistrais ou de


produtos de referência, de cosméticos, cosmecêuticos, dermocosméticos, óleos essenciais
e fármacos de administração tópica dentro de sua esfera de atuação. Segundo a respectiva
norma, o biomédico também pode prescrever formulações magistrais e de referência de
peelings químicos, enzimáticos e biológicos, incluindo a tretinoína (ácido retinoico de 0,01%
a 0,5% de uso domiciliar e até 10% para uso exclusivo em clínica) seguindo instruções da
Anvisa. (art. 6º da Resolução 241/14).

Nota: Há de se considerar ainda que a Portaria SVS/MS nº 344/1998, a qual aprova o


Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, em
sua última atualização (RDC nº 246/2018), atribui privativamente ao profissional médico, de
forma clara e expressa, a prescrição do ácido retinóico (lista "C2").

Em 2016, foi emitida pelo Conselho de Biomedicina, a seguinte nota de esclarecimento:


NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS BIOMÉDICOS ESTETAS
De acordo com a RDC nº 87, de 28 de junho de 2016, a ANVISA passa a classificar
as substâncias retinóicas como controladas, segundo o fragmento abaixo:
“LISTA – C2 LISTA DE SUBSTÂNCIAS RETINÓICAS (Sujeitas a Notificação de Receita
Especial)
ACITRETINA
ADAPALENO
BEXAROTENO
ISOTRETINOÍNA
TRETINOÍNA
ADENDO:
1) ficam também sob controle:
1.1. os sais, éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre
que seja possível a sua existência;

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1.2. os sais de éteres, ésteres e isômeros das substâncias enumeradas acima, sempre
que seja possível a sua existência.
2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista ficam sujeitos
a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA.”
Assim, a partir deste momento não é mais permitida a prescrição de substâncias
contidas nesta lista por Biomédicos Estetas.
Mais informações em:
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33864/340935/RDC%2B-
n%C2%BA%2B87%2Bde%2B28_06_2016/9b5c7218-e239-4f70-863f-0c8bffef8b91
21/09/2016

Fonte: http://crbm5.gov.br/site/nota-de-esclarecimento-aos-biomedicos-estetas/

Caso a farmácia tenha o interesse neste atendimento, recomenda-se que haja o contato
prévio (por escrito) junto à autoridade sanitária e Anvisa para fins de respaldo. Devem ser
respeitadas as normas sanitárias e éticas no âmbito dessa profissão. Lembrando que estas
formulações somente poderão ser prescritas por tais profissionais se "isentos de prescrição
médica".

Nutricionistas

De acordo com a Lei nº 8.234/1991, o nutricionista pode prescrever suplementos nutricionais


desde que seja para completar a dieta habitual do paciente.

Ainda, a Resolução CFN nº 390/2006, que regulamenta a prescrição dietética de


suplementos nutricionais pelo nutricionista traz em seu art. 2º que devem ser respeitados os
níveis máximos de segurança, regulamentados pela Anvisa e, na falta destes, os definidos
como “Tolerable Upper Intake Levels” (UL), ou seja, Limite de Ingestão Máxima Tolerável,
sendo esse o maior nível de ingestão diária de um nutriente que não cause efeitos adversos
à saúde.

O nutricionista não pode prescrever medicamentos alopáticos, mas pode criar fórmulas que
contenham produtos fitoterápicos, de acordo com as Resoluções CFN nº 525/2013 e nº
556/2015, a qual permite esse tipo de prescrição.

A competência para a prescrição de plantas medicinais e drogas vegetais é atribuída ao


nutricionista sem especialização, enquanto a competência para prescrição de fitoterápicos
e de preparações magistrais é atribuída exclusivamente ao nutricionista portador de título de
especialista ou certificado de pós-graduação lato sensu nessa área.

Ainda, a prescrição de plantas medicinais ou drogas vegetais deverá ser legível, conter o
nome do paciente, data da prescrição e identificação completa do profissional prescritor
(nome e número do CRN, assinatura, carimbo, endereço e forma de contato) e conter todas
as seguintes especificações quanto ao produto prescrito:
I - nomenclatura botânica, sendo opcional incluir a indicação do nome popular;
II - parte utilizada;
III - forma de utilização e modo de preparo;
IV - posologia e modo de usar;
V - tempo de uso.

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A prescrição de fitoterápicos e de preparações magistrais, sob responsabilidade do nutricionista
detentor de título de especialista e registrado no Conselho Regional onde mantem inscrição
principal, deverá atender às exigências em norma, acrescentando-se sempre que disponível
na literatura científica, a padronização do marcador da parte da planta prescrita, a forma ou
meio de extração, e a forma farmacêutica, exclusivamente para consumo via
oral.

Obs.: a prescrição de preparações magistrais e de fitoterápicos far-se-á exclusivamente a


partir de matérias-primas derivadas de drogas vegetais, não sendo permitido o uso de
substâncias ativas isoladas, mesmo as de origem vegetal, ou das mesmas associadas a
vitaminas, minerais, aminoácidos ou quaisquer outros componentes.

Nome do paciente: __________________________

Chá Verde (Camelia sinensis) ............................................250mg


Excipiente padrão qsp............................................................1 cap

Uso oral

Fazer: 120 cápsulas


Posologia:
Ingerir 1 cápsula 1 hora antes do almoço e jantar diariamente
por dois meses.

Nome do nutricionista
Nutricionista - CRN XXXX
Telefone: (XX) XXX-XXXX
email: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Enfermeiros

O enfermeiro, como profissional integrante da equipe de saúde, possui respaldo ético-legal


para prescrever determinados medicamentos, porém dentro dos limites que a Lei do
Exercício Profissional de Enfermagem (Lei nº 7.498/1986) impõe, bem como determinado
pelas normatizações do Ministério da Saúde e as resoluções do Conselho Federal de
Enfermagem (Cofen). Portanto, somente como integrante de equipe de saúde, o
enfermeiro pode prescrever medicamentos.

A prescrição por enfermeiro está limitada a medicamentos previamente estabelecidos em


programas de saúde pública e em rotinas aprovadas pelas instituições de saúde. Vale
observar que essa prescrição não é autônoma, ou seja, o enfermeiro tem que preceituar o
medicamento que foi previamente estabelecido pelos médicos coordenadores daqueles
programas.

Os profissionais de enfermagem devem ser orientados pelo Cofen para que não pratiquem
atos reservados aos profissionais médicos em observância à Portaria nº 648/GM/2006, do

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Ministério da Saúde, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica.

O entendimento da Anvisa é que, conforme a Lei nº 7498/1986, os profissionais enfermeiros


devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos antimicrobianos quando
estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de
saúde. A prescrição, entretanto, não pode ser realizada no setor privado.

Fisioterapeutas

Embora não haja, até o presente momento, uma norma que, de fato, regulamente a
prescrição pelo profissional fisioterapeuta, temos apenas que a Resolução nº 424, de 3 de
maio de 2013 (Coffito) preconiza que é proibido ao profissional “recomendar, prescrever e
executar tratamento ou nele colaborar, quando a) desnecessário; b) proibido por lei ou pela
ética profissional”.

O Acórdão nº 611/2017, emitido pelo Coffito, concorda com a utilização e a indicação de


substâncias isentas de prescrição médica pelo profissional fisioterapeuta, quando do seu
âmbito profissional e embasado em literatura científica/uso tradicional. Assim, tem-se
precedente para utilização e a indicação de substâncias isentas de prescrição médica pelo
fisioterapeuta. Ressalta-se ainda que um acórdão expressa a concordância de um assunto
por um órgão colegiado, neste caso, pelos conselheiros do Conselho Federal de
Fisioterapia e Terapia Ocupacional, sendo um conceito diferente de resolução.

Recomenda-se que o Acórdão seja arquivado no estabelecimento para fins de justificativa


caso haja questionamento pela autoridade sanitária.

As atividades a serem praticadas pelo fisioterapeuta especialista em dermatofuncional estão


dispostas na Resolução nº 349/2011. Segue link para leitura: http://www.crefito2.gov.br/
l e g i s l a c a o / r e s o l u c o e s - c o ffi t o / r e s o l u c a o - 3 9 4 - - d e - 2 0 1 1 - 3 1 4 . h t m l

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Prática da homeopatia na
medicina humana e veterinária
A homeopatia prioriza o tratamento de cada organismo como único, respeitando as suas
particularidades. A conduta do profissional habilitado, seja no tratamento humano ou
veterinário, visa a individualização do paciente, buscando ao máximo a forma de compreender
o significado de saúde e consequentemente de doença e sintomas apresentados, entendendo
que o que é digno de curar é o doente e não a patologia propriamente dita. O modelo da
receita é o mesmo citado neste documento, respeitando a legislação vigente.

Obs.: as preparações homeopáticas para uso veterinário deverão ser manipuladas em


conformidade com a Farmacopeia Homeopática Brasileira com potência igual ou superior
a 6CH ou 12DH. Observar ainda o anexo da Instrução Normativa nº 41/2014 (Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA).

Prescrição de fitoterápicos

Profissionais que podem prescrever produtos fitoterápicos


• médico;
• nutricionista: somente pode prescrever fitoterápicos dentro do âmbito da nutrição;
• cirurgião dentista: somente pode prescrever fitoterápicos dentro do âmbito da odontologia;
• médico-veterinário: somente pode prescrever fitoterápicos dentro do âmbito da medicina
veterinária;
• farmacêutico: pode prescrever fitoterápicos isentos de prescrição médica para doenças
de baixa gravidade e em atenção básica à saúde;
• enfermeiro: pode prescrever, desde que faça curso reconhecido de no mínimo 360 horas,
o que corresponde à carga horária de cursos de pós-graduação.

Profissionais legalmente habilitados a recomendar fitoterápicos


• terapeuta (técnicos em acupuntura, podólogos, técnicos em quiropraxia e terapeutas
holísticos podem recomendar fitoterápicos somente de venda livre, não manipulados).

Profissionais sem legislação específica (sem regulamentação)


• naturólogo (pode ser encaixar como “terapeuta holístico”);
• psicólogo (pode recomendar fitoterápicos presentes em farmacopeia ou de venda livre
quando é especializado em acupuntura, encaixando-se na categoria de acupunturista);
• fisioterapeuta (pode recomendar fitoterápicos presentes em farmacopeia ou de venda
livre quando é especializado em acupuntura, encaixando-se na categoria de acupunturista).

Todos os profissionais habilitados devem observar as regras para o preenchimento dos


dados das receitas e das notificações de receitas, esta última quando aplicável, estabelecidas
nas legislações sanitárias e de ética.

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Prescrições: responsabilidade,
guarda e forma de preenchimento
Classes terapêuticas para as prescrições:

1 – Notificações de Receitas “A”


Analgésicos (dor), Anestésicos.
Tarja preta: “Venda sob prescrição médica – Atenção, pode causar dependência física ou
psíquica”.

2 – Notificações de Receitas “B”


Benzodiazepínicos.
Tarja preta: “Venda sob prescrição médica – O abuso deste medicamento pode causar
dependência”.

3 – Notificações de Receitas “B2”


Anorexígenos.
Tarja preta: “Venda sob prescrição médica” – “O abuso deste medicamento pode causar
dependência”. A prescrição deve estar acompanhada de “Termo de Responsabilidade do
Prescritor”.

4 – Receitas de Controle Especial


Antidepressivos, anticonvulsivantes, ansiolíticos e anestésicos em geral.
Tarja vermelha: “Venda sob prescrição médica – Só pode ser vendido com retenção de
receita”.
As substâncias listadas permitem sua aquisição mediante apresentação de receita comum,
em duas vias.

5 – Receitas com antimicrobianos (receita comum)


A prescrição de antimicrobianos deve ser em receituário do próprio prescritor habilitado
ou do estabelecimento de saúde, em duas vias. ,

Nota: para a prescrição dos antimicrobianos além dos dados acima, deve constar o
sexo do paciente.

6 – Receita comum

Nota: a partir da publicação da Lei nº 13.732/2018, vigente somente em 90 dias após a data da
publicação, o receituário de medicamentos terá validade em todo o território nacional,
independentemente da unidade da Federação em que tenha sido emitido, inclusive o de
medicamentos sujeitos ao controle sanitário especial, nos termos disciplinados em regulamento.

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Quadro para esclarecimentos gerais sobre as prescrições:

Cores e
Listas /
Notificação (retida na Validade da
Notificação de Quantidade máxima
farmácia) acompanhada de prescrição
receitas
receita (via do paciente)
Listas A1, A2 e A3 Notificação“A” – amarela 30 dias 30 dias de tratamento
Lista B1 Notificação “B” – azul 30 dias 60 dias de tratamento
30 dias de tratamento
Lista B2 Notificação“B2” – azul 30 dias
60 dias (sibutramina)

Listas / Cores e
Receita de Retenção da 1ª via na Validade da
controle especial farmácia e prescrição Quantidade máxima
ou comum 2ª via do paciente
Lista C1 Branca - Com retenção 30 dias 60 dias de tratamento
Lista C2 (interno) Branca - Com retenção 30 dias 60 dias de tratamento
Lista C2 (tópico) Branca - Sem retenção
Lista C5 (interno) Branca - Com retenção 30 dias 60 dias de tratamento
Branca - Com cópia da
Lista C5 (externo) receita (física ou 30 dias 60 dias de tratamento
digitalizada)
Adendos das listas
A1, A 2 e B1 Branca - Com retenção 30 dias 60 dias de tratamento
Antiparkinsonianos
e Branca - Com retenção 30 dias Até 6 meses de tratamento
anticonvulsivantes

Listas / Cores – de escolha do Validade da


Quantidade máxima
Receita comum profissional Prescrição
Es sencialmente ao
Retenção da 2ª via na
tratamento.
farmácia.
Antimicrobianos 10 dias Em caso de tratamento
prolongado o período é até
Original do paciente
90 dias

Listas /
Validade da
Receita Cores Quantidade máxima
Prescrição
veterinária
Notificação de 30 dias de tratamento
receita (uso contínuo:
Branca 30 dias
(medicamento até 180 dias de
industrializado) tratamento)
Formulário usual 30 dias de tratamento(uso
(preparação Branca contínuo: até 180 dias de
magistral) tratamento)

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Modelos de receita

Receituário comum
Prescrição, escrita ou digitada, de formulação magistral ou de especialidade farmacêutica,
contendo orientação de uso para o paciente, efetuada por profissional legalmente habilitado.
O preenchimento dos dados deve ser feito conforme determina a legislação.

Nome do Médico
Médico CRM-SP-00000
Especialidade

www.site.com.br
Endeço completo, 000 / Bairro - Cidade / CEP 00000-000
(11)0000-0000 / (11) 0000-0000

Nota: A receita de antimicrobianos pode ser prescrita em receituário comum, mas deve ser
em duas vias, sendo que a original deve ser entregue ao paciente e a segunda é de retenção
na farmácia.

Receituário de controle especial


Ou comum com determinados itens exigidos pela legislação específica. São duas vias,
sendo a primeira via de retenção na farmácia e a segunda via entregue ao paciente.

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Nota: Deve estar devidamente preenchida nos campos referentes aos dados do profissional,
hospital ou clínica, nome e endereço do paciente, prescrição em DCB, data e assinatura ou
carimbo com CRM ou CRO.

Notificações
As notificações devem obrigatoriamente estar acompanhadas de receitas, quando se tratar
de prescrição de uso humano, sendo que a receita pertence ao paciente e a notificação
deve ser retida na farmácia.

Obs.: a notificação de receita prescrita pelo médico veterinário, numeração expedida pelo
Mapa, será aplicável apenas ao medicamento industrializado controlado (IN nº 35/2017).
Não será permitida a prescrição de preparações magistrais em notificação de receita, sendo
aceita apenas a prescrição em duas vias em formulário próprio.

O profissional prescritor pode ir pessoalmente à Visa ou enviar pessoa de confiança para


preencher a ficha cadastral do profissional para receber gratuitamente o talão de
Notificação de Receita “A” (oficial, de cor amarela) e/ou retirar a numeração para imprimir
em gráfica o talão de Notificação de Receita “B” e/ou “B2” (cor azul).

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Controle e guarda
Os talões de notificações de receitas para a prescrição de substâncias sujeitas a controle da
Portaria SVS/MS nº 344/1998* (entorpecentes, psicotrópicos, controle especial) ou medicamentos
que as contenham, devem:
• Ser guardados em um local a chave ou outro dispositivo que ofereça segurança.
• Ter acesso restrito à pessoa de inteira confiança do profissional.
• Em caso de roubo de todo ou parte do talão de notificação de receita, o prescritor deve
registrar um Boletim de Ocorrência Policial (BO) e informar à autoridade sanitária para
as providências.

Nota: As farmácias somente podem aviar e dispensar formulações e medicamentos que


estejam em formulários próprios e com todos os campos de responsabilidade do
profissional (médico, dentista e médico veterinário) preenchidos e dentro dos padrões
estabelecidos nas normas vigentes, legíveis e livres de erros de prescrição.

- Notificações de Receitas “A” (entorpecentes)

- Notificações de Receitas “B” (psicotrópicos)

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- Notificações de Receitas “B2” (psicotrópicos – anorexígenos)

GUIA PÁTICO DE PRESCRITORES HABILITADOS E PRESCRIÇÕES 21


- Notificações de Receita – Uso veterinário

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Nota: As farmácias somente podem aviar ou dispensar formulações e medicamentos que
estejam em formulários próprios e devidamente preenchidos todos os campos de
responsabilidade do profissional (médico veterinário) e dentro dos padrões estabelecidos
nas normas vigentes, devidamente legíveis e livres de erros de prescrição.

GUIA PÁTICO DE PRESCRITORES HABILITADOS E PRESCRIÇÕES 23


Referências:

1. BRASIL. Lei nº 12.842, de 10 de julho de 2013. Dispõe sobre o exercício da Medicina.


Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12842.htm
Acessado em: 23/11/2018.

2. BRASIL. Lei nº 5.081, de 24 de agosto de 1966. Regula o exercício da Odontologia.


Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-5081-24-
-agosto-1966-364652-normaatualizada-pl.html
Acessado em: 23/11/2018.

3. BRASIL. Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1968. Dispõe sobre o exercício da profissão de


Médico Veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária.
Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-5517-23-
-outubro-1968-375057-normaatualizada-pl.html
Acessado em: 23/11/2018.

4. BRASIL. Decreto nº 20.377, de 8 de setembro de 1931. Aprova a regulamentação do exercício


da profissão farmacêutica no Brasil.
Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-
-20377-8-setembro-1931-498354-publicacaooriginal-1-pe.html
Acessado em: 23/11/2018.

5. BRASIL. Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1991. Regulamenta a profissão de nutricionista.

6. BRASIL. Lei nº 6.684, de 3 de setembro de 1979. Regulamenta as profissões de biólogo e


de biomédicos.
Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-6684-3-
-setembro-1979-377756-normaatualizada-pl.html
Acessado em: 23/11/2018.

7. BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício


da Enfermagem e dá outras providências.
Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1980-1987/lei-7498-25-
-junho-1986-368005-normaatualizada-pl.html
Acessado em: 23/11/2018.

8. BRASIL. Decreto Lei nº 938, de 13 de outubro de 1969. Provê sobre as profissões de


fisioterapeuta e terapeuta ocupacional.
Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1960-1969/decreto-
-lei-938-13-outubro-1969-375357-publicacaooriginal-1-pe.html
Acessado em: 23/11/2018.

9. BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Código de Ética Médica. Resolução CFM nº


1.931/2009, disciplina o exercício da profissão médica e delimita direitos, deveres e
responsabilidades a ela concernentes.

10. BRASIL. Conselho Federal de Farmácia. Resolução CFF nº 417, de 29 de setembro de 2004.
Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica.

11. BRASIL. Conselho Federal de Farmácia. Resolução CFF nº 586, de 29 de agosto de 2013.

GUIA PÁTICO DE PRESCRITORES HABILITADOS E PRESCRIÇÕES 24


Regula a prescrição farmacêutica e dá outras providências.

12. BRASIL. Conselho Federal de Nutrição. Resolução CFN nº 390/2006. Regulamenta a


prescrição dietética de suplementos nutricionais pelo nutricionista e dá outras providências.

13. BRASIL. Conselho Federal de Biomedicina. Resolução CFBM nº 241, de 29 de maio de


2014. Dispõe sobre atos do profissional biomédico com habilitação em biomedicina estética
e regulamenta a prescrição por este profissional para fins estéticos.

14. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio
de 1998. Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a
controle especial.

15. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 67, de 8 de outubro
de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais
para Uso Humano em farmácias.

16. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 87, de 21 de novembro
de 2008. Altera o Regulamento Técnico sobre as Boas Práticas de Manipulação em Farmácias.

17. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 20, de 05 de maio de 2011.
Dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como
antimicrobianos, de uso sob prescrição, isoladas ou em associação.

Sites:

1. http://portal.crfsp.org.br/index.php/geral-sp-1286672280/ge-
ral/2616-complemento-prescricao-de-medicamentos-por-dentistas.html
Acessado em: 23/11/2018.

2. http://www.sbrafh.org.br/site/public/temp/5161ea3ccde67.pdf
Acessado em: 23/11/2018.

3. http://lyraterapeutica.com.br:8180/materiais/fitoterapia-legislacao-prescricao-LT.pdf
Acessado em: 23/11/2018.

4. http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/index.asp?Secao=Usua-
rio&usersecoes=1&userassunto=168
Acessado em: 23/11/2018.

5. http://www.crbm1.gov.br/duvidas_frequentes.asp
Acessado em: 23/11/2018.

6. http://www.portalmedico.org.br/notasdespachos/CFM/2009/347_2009.pdf
Acessado em: 23/11/2018.

7. http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/legislacao-
-farmaceutica/621-enfermeiros-podem-prescrever-medicamentos-antimicrobianos.html
Acessado em: 23/11/2018.

GUIA PÁTICO DE PRESCRITORES HABILITADOS E PRESCRIÇÕES 25


8. http://sistemasweb.agricultura.gov.br/arquivosislegis/ane-
xos/arquivos/DO1_2012_11_21(1).pdf
Acessado em: 23/11/2018.

9. http://www.crefito2.gov.br/legislacao/resolucoes-coffito/reso-
lucao-394--de-2011-314.html
Acessado em: 23/11/2018.

10. http://crbm5.gov.br/site/nota-de-esclarecimento-aos-biomedicos-estetas/
Acessado em: 23/11/2018.

11. http://portal.crfsp.org.br/index.php/consulta-inscritos.html
Acessado em: 23/11/2018.

12. http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/cadastro/
Acessado em: 23/11/2018.

13. http://www.webdeskanfarmag.com.br/Forms/WFPrincipal.aspx
Acessado em: 23/11/2018.

14. http://maismedicos.saude.gov.br/new/web/app.php/maismedicos/rms
Acessado em: 23/11/2018.

15. http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59
Acessado em: 23/11/2018.

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