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DOENÇA DE

ALZHEIMER
Aprenda a lidar e a cuidar de
portadores dessa doença degenerativa
e progressiva que apaga histórias,
lembranças e realidades.
INTRODUÇÃO
Imagine dormir e acordar num ambiente totalmente desconhecido, com objetos e pessoas que você você não lembra
ter visto algum dia na vida? Pense como seria estar caminhando na rua e, de repente, não ter mínima noção para
onde estava indo, em que lugar está e o que fazer?

Chega a ser angustiante idealizar situações assim que, a depender do estágio, se tornam frequentes na vida dos
portadores da Doença de Alzheimer. Quando se deparam com isso, muitas famílias se desesperam e ficam perdidas
sem saber o que fazer para manter a qualidade de vida do idoso com Alzheimer.

Embora se trate de um caminho sem volta, que só tende a ter progressão e controle, com informação, cuidado e
carinho os efeitos são amenizados. Por isso, nós preparamos este material com informações que fazem ou podem
fazer parte do dia a dia de quem convive com um portador deste tipo de demência.

Leia com atenção, anote o que for preciso, use as dicas a seu favor e, se tiver dúvidas, não hesite em nos enviar
(contato@geriart.com.br).

Boa leitura!
CONHECA O

ALZHEIMER
O QUE É?
É uma doença...

Degenerativa
que leva a uma gradual lesão tecidual de caráter irreversível e evolutivo, que limita as funções de
natureza neurológica;

Incurável
que não há cura, embora exista tratamento para amenizar os sintomas;

Progressiva
que não há regressão. A doença só tende a avançar.

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A doença se desenvolve com a morte gradual de neurônios e a atrofia do córtex cerebral. Essa progressão é refletida
no declínio das funções cognitivas e intelectuais. Os sintomas se manifestam em dificuldades ou impossibilidades
em:

Ter memórias Aprender novas Adquirir novos Fazer


recentes habilidades conhecimentos cálculos
ou ter ideias

Manter-se Expressar-se Avaliar e entender Manter a


alerta na linguagem diversas situações motivação
adequada

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NÃO CONFUNDA
OS SINTOMAS
COM O PROCESSO NATURAL
DE ENVELHECIMENTO
A dificuldade em identificar sintomas faz parte da maioria dos relatos de familiares que convivem com algum
portador de Alzheimer. Isso porque quando envelhecemos o nosso cérebro também envelhece e aí vamos
diminuindo a facilidade em ter lembranças e raciocínios rápidos.

Por isso, os sintomas iniciais do Azlheimer são realmente difíceis de identificar. Neste início, o portador geralmente
ainda reconhece pessoas da família e tem atitudes que são taxadas como comuns em idosos, como teimosia,
esquecimento de objetos, troca de lugar de objetos e mudança de comportamento repentina.

Um ditado popular pode exemplificar bem a diferença entre o esquecimento natural que temos com o
envelhecimento e o Alzheimer, especialmente quando se fala do estágio moderado ao avançado da doença:

Esquecer onde deixou a chave do carro não é Alzheimer. Alzheimer é não saber o que fazer com a chave do carro.

Ainda que a perda de memória seja um dos sintomas mais comentados do Alzheimer, a doença pode começar a se
manifestar de outras formas. Veja quais:

• Desorientação para escolher o que vestir em determinada época do ano. Exemplo: usar roupa de frio enquanto
está calor.

• Dificuldade de se encontrar em ambientes ou no tempo. Exemplo: ir a um local e depois não saber qual o
objetivo de ter ido até lá.

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• Encontra problemas para executar tarefas simples do dia a dia, como atender telefone e preparar uma
comida.

• Perda de memória constante. Exemplo: esquecer os acontecimentos mais recentes, esquecer palavras,
repetir tarefas e conversas como se não tivessem acontecido anteriormente.

• Alterar o lugar de objetos. Exemplo: colocar o celular no armário do banheiro.

• Mudança de humor repentina e sem motivo aparente.

É comum que alguns portadores de Alzheimer se sintam um pouco confusos no início. Isso também é um sinal que
aparece no início da doença. “O que está acontecendo comigo?”, “Estou esquecendo de tudo, tem algo errado.” Só
que para algumas pessoas não funciona assim.

Para essas, que não levam em consideração os primeiros sinais, trocar algo de lugar, esquecer datas, palavras ou
objetos pode ser só mais um sinal de quem tem preocupações demais que, aparentemente, não indique qualquer
ligação com a doença.

Por isso, quem convive com o idoso deve observar se os sinais descritos acima passaram a ser rotineiros e buscar
um atendimento geriátrico que pondere toda a rotina do idoso.

Para facilitar o seu entendimento, preparamos um infográfico que aponta as características de cada fase do
Alzheimer.

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Fase inicial Intermediária Grave

Lapsos na A perda de memória se Dependência física total


memória recente intensifica os comandos cerebrais já
foram destruídos
Mudanças de
blá
comportamento: Repetição Não anda e
oi, oi, oi
oi oi, oi

o introvertido fica infinita de informações quase não fala


falante ou vice-versa

Senso de direção Estranhamento Não reconhece


comprometido. O constante da própria
?
? ? ninguém, nem a
doente se perde casa e dos pertences si mesmo

Atitude mais agressiva 2+2=5 Alternância Aparecimento de


que normal, às vezes sem de momentos de lucidez infecções, especialmente
justificativa aparente e confusão mental urinária e pneumonia

Dificuldade em fixar Estresse psicológico A deglutição


informações novas e depressão fica prejudicada

Não! Teimosia O portador Agressividade Surgimento de feridas


insiste em dizer que não há quando é contrariado e problemas de circulação.
nada de errado com ele Por passar longos períodos
sentado ou deitado
Começa a dependência física:
algumas atividades se tornam
penosas e outras perigosas

ABC Vocabulário
O doente esquece
palavras óbvias

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Uma
HISTÓRIA REAL…
A Lilian é filha de uma paciente da Geriart muito querida. Ela
reservou um tempinho para falar pra gente como começou a
aparecer os primeiros sintomas do Alzheimer da mãe, que tem
70 anos. Os primeiros sintomas apareceram há 6 anos.

Os primeiros sintomas foram percebidos no terceiro ano em que meus pais ficaram completamente sós e longe dos filhos.
Meu pai aposentou e eles tiveram que ir para um apartamento mais funcional.

Minha mãe começou a repetir a mesma história várias vezes sem perceber, como se fosse pela primeira vez. Ela evitava sair
para visitar parentes e amigos e, agora, acredito que era pelo constrangimento de não conseguir lembrar deles.

Nós demoramos a desconfiar porque ela conseguia disfarçar os sintomas muito bem. Há também o fato de não queríamos
acreditar que poderia ser Alzheimer, pois ela sempre foi muito comunicativa e independente.

Em seguida, veio a dificuldade de procurar um médico especialista que pudesse diagnosticar. Ela sempre relutou em
consultar e nos acomodamos por um tempo. Atualmente, já com um ano do diagnóstico com idas e vindas no tratamento
estamos tentando amenizar o tempo perdido.

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Uma coisa que é interessante relatar é a dificuldade de aceitação dos familiares. Tenho tias e irmãos que não conseguem
nem falar o nome da doença, dizem que ela é muito nova, que pode ser uma depressão e não Alzheimer.

A melhor atitude quando a família não aceita o diagnóstico é manter o diálogo. Fale sobre o dia a dia, conte relatos
que evidenciem os sintomas do Alzheimer. Atualize os entes mais próximos sobre as idas ao médico, os avanços e
regressões.

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BUSQUE AJUDA MÉDICA PARA

DIAGNOSTICAR
Chegar até o diagnóstico final do Alzheimer nem sempre é fácil. Por se tratar de uma doença predominantemente
comum em pessoas acima de 65 anos, há muita dúvida se os primeiros sintomas são da doença ou fazem parte do
envelhecimento natural que acomete com o corpo e cérebro.

O primeiro passo
Surgiu uma desconfiança? O idoso começou a apresentar alguns dos sintomas que citamos acima? Então, não tem
o que temer. Buscar atendimento médico é a melhor forma de não criar expectativas e evitar um diagnóstico tardio.

Embora não exista um único exame específico para determinar se alguém tem ou não Alzheimer, o ideal é que o
idoso já tenha um acompanhamento com um médico geriatra antes mesmo de apresentar qualquer sintoma. Por
lidar diariamente com casos de demência e problemas que aparecem no processo do envelhecimento, esse
profissional é capaz de diferenciar sinais, fazer avaliações mais a fundo e encaminhar aos médicos especialistas
que achar necessário.

Se você tem um familiar que ainda não foi diagnosticado, o ideal é levar na primeira consulta uma lista com as
alterações de memória. Passe a anotar tudo que for esquecido e as alterações que não fazem parte do perfil do
idoso.

Alguns passos para diagnosticar o Alzheimer são:

Relatos pessoais ou da família: Normalmente, o médico necessita de um tempo para avaliar o


histórico do paciente, alguns exames e os relatos dos familiares para chegar ao diagnóstico.

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Exames laboratoriais: Alguns sintomas parecidos com o Alzheimer podem ser desenvolvidos
devido a uma série de outras causas, como deficiência vitamínica, distúrbios metabólicos, infecções e
efeitos colaterais de medicamentos. É importante descartar todas essas possibilidades para se
chegar ao diagnóstico.
Os exames laboratoriais de rotina utilizados no diagnóstico são, entre outros:
- Análises ao sangue para investigar: anemia; infecção; equilíbrio de eletrólitos (sal e água); função hepática;
deficiência de vitamina B12; tireóide; problemas de dosagem e urina.

Avaliação do estado mental incluindo avaliação cognitiva: As avaliações cognitivas são


feitas em consultório e clínicas especializadas em avaliação neurológica. São testes que medem as
funções cognitivas e/ou do pensamento, como memória, concentração, orientação visual e espacial,
resolução de problemas, capacidade de contagem e linguística. Alguns dos testes cognitivos mais
utilizados são:
• Exame do Estado Mental ( Mini-Mental State Examination - MMSE) - Este teste leva cerca de 5 minutos para
concluir. O MMSE é o teste neuropsicológico mais comum para o rastreio da Doença de Alzheimer e de outras causas
de demência. Avalia capacidade como leitura, escrita, orientação e memória a curto prazo.

• Escala de avaliação para a Doença de Alzheimer - Cognitiva - Consiste em várias provas de desempenho. Demora
cerca de 30 minutos para ser finalizado. e geralmente é realizado por um especialista no consultório, ou poderá ser
referenciado para fazer o teste com um psicólogo.

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Outros exames que ajudam a ter um diagnóstico mais definido são exames de imagem e tomografias (para descartar
tumores, acidentes vasculares, etc). Ressonância Magnética (revela padrões de perda do tecido cerebral),
Tomografia por emissão de positrões (PET) e Tomografia Computorizada por emissão de fotão único (SPECT).
Nestes dois últimos, há, respectivamente, fornecimento de imagens visuais da atividade do cérebro e imagens do
fluxo sanguíneo.

Diagnóstico precoce: Chegar a um diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida das pessoas com
Alzheimer porque há chances de tratar os sintomas corretamente e retardar os sintomas da doença. Quanto mais
cedo se diagnosticar, mais cedo se consegue tratar e, consequentemente, postergar os problemas que a doença
provoca.

É importante perguntar ao médico como serão os exames, quanto tempo costumam demorar, se envolvem
desconforto e qual a necessidade de ter um preparo anterior. O tempo que se leva para diagnosticar pode causar um
desgaste físico e emocional no idoso. Por isso, mantenha o diálogo, o carinho e a paciência com quem está lidando
com esse dilema.

É importante saber que…


A doença NÃO é igual para todos - Não tenha como base o Alzheimer de um parente ou conhecido. Ainda que
os sintomas sejam parecidos, a doença não se manifesta de forma absoluta em todos. Enquanto que umas são
mais calmas, outras tem alteração do comportamento. Enquanto que algumas são fáceis de cuidar, outras podem
necessitar até de internação.

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A vida NÃO acabou - É normal ver famílias amarguradas acreditando que foi o fim da linha e que a partir dali o
paciente “está partindo”. Pensar assim desestimula a família a encontrar alternativas de proporcionar qualidade de
vida ao idoso, que será o maior prejudicado com esse pensamento.

Com os tratamentos atuais e, claro, a orientação adequada, a expectativa de vida de uma pessoa com Alzheimer
aumentou. É possível sim ter qualidade de vida, se divertir e se relacionar.

É possível SIM compreender o que se passa ao seu redor - Apesar das dificuldades de memória e dos
outros sintomas, o portador de Alzheimer se mantém consciente do que acontece ao seu redor. Isso só muda em
estágios avançados isso muda. Diferente do que muitas pessoas imaginam, o idoso com Alzheimer continua sendo
sábio.

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COMO A FAMÍLIA PODE

AJUDAR?
Há muitos casos de famílias que postergam a busca pelo diagnóstico certo e relutam contra a indicação de
Alzheimer, principalmente quando o paciente teve uma vida intelectual muito ativa, era comunicativo e esperto,
como é o exemplo da mãe da Lilian (na história real da página 10). Essa resistência acaba provocando o avanço da
doença, que fica tempos ali sem ter um acompanhamento correto com medicação, terapias e atividades.

Nós separamos algumas dicas do que pode ser feito para amenizar os impactos da doença na vida do paciente e dos
familiares.

Comunique a família. Essa atitude é importantíssima. Toda a família saiba deve estar ciente da
situação de quem foi diagnosticado com Alzheimer. Isso evita constrangimento ou irritação com o
paciente, que já se encontra em um momento confuso. Não deixe, também, de falar com as crianças.

Auxilie nas vestimentas. Algumas situações constrangedoras podem ocorrer quando o assunto
é vestuário. Além de ter dificuldade em escolher as roupas certas (combinações, estilos), o portador de
Alzheimer pode trocar as épocas do ano e usar, por exemplo, uma roupa de frio em pleno verão ou uma
meia para sair na rua de sandália.

Ajudar a escolher as roupas ou dar-lhes opções pode ser uma boa para evitar que o paciente se sinta
intimidado com a percepção dos outros.

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Deixe ele fazer o que está ao alcance. Não faça tudo que o paciente tem capacidade de fazer.
Se ele tem dificuldade em definir o que comer, espere e force-o a definir o que quer colocar no prato.
Tirar a independência que ainda resta de um portador de Alzheimer pode acelerar as limitações.

Preserve o espaço. Deixe um banheiro e quarto só para o paciente. O portador de Alzheimer tem
necessidades específicas, então é fundamental que ele se sinta em um espaço seu, com
possibilidades que não lhe limitem. Não esqueça que é necessário observar a segurança nesses
ambientes: boxe adequado, barras de apoio, cômodas estáticas, tapetes antiderrapantes, cama na
altura certa.

Preste atenção nas idas ao banheiro. Quando for ao banheiro, seja para tomar banho, seja
para fazer suas necessidades, observe se o paciente está conseguindo fazer isso corretamente. Em
alguns casos e estágios da doença é necessário ter alguém para auxiliar nessas tarefas.

Mantenha-o em movimento. O Alzheimer não está aí para deixar o idoso parado, olhando para
o horizonte, embora seja essa a vontade dele. Como não há vontade em fazer atividades por conta
própria, estimule-o. Converse sobre algum trabalho a ser feito na casa, peça opiniões, peça auxílio em
alguma tarefa, convide-o para passear em lugares novos e/ou que sempre lhe agradaram. É importante
ponderar as atividades que o idoso consegue realizar e fazer isso acontecer.

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Acompanhe-o nas saídas. Os familiares mais próximos devem priorizar que o idoso com
Alzheimer saia acompanhado. Isso previne que, em algum momento que ele se sentir perdido, tenha
como voltar para casa. Fique atento também às portas e janelas. Crie o hábito de trancá-las e, se
possível, guardar as chaves. Se você perceber que o paciente está se sentindo preso, coloque as
chaves de volta, mas redobre a atenção. Nas janelas, o ideal é ter grades, principalmente quando se
trata de apartamentos.

Mantenha-se perto na hora de dormir. Alguns pacientes com Alzheimer encontram


dificuldade para pegar no sono com facilidade. Uma boa estratégia nesses casos é evitar que o idoso
durma durante o dia. À noite, encaminhe-o para o quarto quando ele já estiver demonstrando sono,
não deixe o quarto totalmente escuro e, se possível, faça companhia ou fique por perto até ele dormir.

Inclua-o sempre nos eventos. Nos eventos familiares não deixe de incluir o idoso com
Alzheimer, seja aniversários, festas de fim de ano, almoços de domingo. Possibilite que ele possa fazer
as refeições junto com todos da família. E lembre-se sempre de citar o nome de quem se aproxima,
ressaltando quem é a pessoa, e quais suas características dentro da família (de quem é filha, o que faz,
onde mora, etc).

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Proximidade com os profissionais da saúde. Normalmente, o idoso com Alzheimer
necessita de um acompanhamento integrado de profissionais da saúde. Isso inclui geriatra,
fisioterapeuta, nutricionista e médicos de outras especialidades que forem surgindo conforme for
havendo a necessidade. Os familiares mais próximos e que têm a responsabilidade de preservar a
saúde do idoso devem ter contato frequente com esses profissionais. Questione-os diante de algum
sintoma ou comportamento diferente e busque auxílio para dar ainda mais qualidade de vida.
Tente entrar antes ou sair um pouco depois nas consultas para conversar sobre o idoso com
Alzheimer.

Estimule-o a beber água. O próprio envelhecimento faz com que depois 60 anos tenhamos
pouco mais de 50% de água no organismo. Ous seja, os idosos têm menor reserva de líquidos. Quem
tem Alzheimer, mais ainda, pois o idoso passa a esquecer se tomou água. A perda de sensibilidade do
paladar também pode causar também outros problemas aos idosos com a doença. Alguns pedem
mais sal ou mais açúcar para conseguir sentir o gosto.

Não tenha vergonha de pedir ajuda. Se foi você quem assumiu as principais tarefas de cuidar
e acompanhar o tratamento de alguém da família com Alzheimer, em algum momento o cansaço pode
bater. Não tenha vergonha de pedir ajuda aos demais familiares, divida as tarefas que forem
convenientes e não deixe de realizar as suas próprias atividades.

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Se possível, contrate um cuidador. A rotina de cuidados dos pacientes com Alzheimer pode
ser cansativa e muitas vezes desgastante. Nem todo mundo consegue priorizar em tempo integral os
cuidados com um familiar diagnosticado, pois é preciso também dar atenção à família, ao trabalho,
etc. Os cuidadores são um dos profissionais mais importantes. Principalmente para acompanhar o
idoso em casa. Se contratar, faça pesquisa e busque pelo menos três referências.

É importante saber…
Estimule e mantenha as capacidades mentais do paciente com Alzheimer
Evite desligá-lo do seu ambiente e não forçe as relações sociais
Proporcione segurança dentro de casa e nos momentos que for sair
Estimule o reconhecimento da própria identidade e da autoestima
Reduza os momentos de estresse
Provoque o conhecimento cognitivo
Dê-lhe autonomia nas atividades da vida diária
Mantenha a calma e a paciência
No diálogo gesticule e reformule perguntas para que ele lembre o que perguntou
Use o bom humor

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ALGUMAS ATIVIDADES QUE

SOMAM
Atividades cognitivas - Essas atividades possibilitam o bom funcionamento das funções cognitivas.

Algumas opções:

Desafios mentais como oficina de memória, jogo da velha, xadrez, dominó, dama, ligação de pontos, etc.
Aulas de artesanato, informática, jardinagem, pintura, etc.
Em casa: sessões de cinema com com discussões posteriores, sessões de fotografias, decoração, culinária.

Atividades musicais - Cantar, tocar um instrumento, memorizar peças e letras musicais, improvisar na hora das
aulas. Essas atividades que envolvem música e dança proporcionam relaxamento, trabalham a respiração,
trabalham a habilidade física e motora.

Preste atenção:

• Se as músicas estão agradando-o.


• Se elas estão tocando sem interrupções (elas podem causar confusões no paciente).
• Provoque o movimento. Dance, mexa com as mãos e com o corpo, e instigue-o com que o idoso com Alzheimer
também faça.
• Evite sons muito altos e agudos demais.

A atividade física nem sempre é bem fácil de ser implantada na rotina de quem tem Alzheimer. Em estágios mais
avançados fica praticamente impossível incluí-la. Quem ainda demonstra habilidade física e tem disposição e saúde
pode optar por caminhadas ou hidroginástica. É importante que o paciente com Alzheimer esteja sempre
acompanhado de alguém nessas atividades.

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E PARA FINALIZAR...
O Alzheimer atinge somente no Brasil cerca de 1,2 milhões de pessoas, segundo a Associação Brasileira de
Alzheimer (Abraz). Como a doença provoca a diminuição progressiva das funções cognitivas que afetam
diretamente a rotina do paciente e o modo como ele se relaciona com as pessoas, inclusive a família, há - quase
sempre - um desgaste psicológico no seio familiar.

Manter o contato com os médicos, seguir as orientações de cuidados com a saúde e proporcionar qualidade de vida
ao paciente são fundamentais, mas, além disso, está um componente dessa batalha que pode fazer muita diferença:
o carinho. Há relatos de muitos pacientes que antes eram vistos como pessoas sérias e fechadas, mas que, com o
Alzheimer, se transformaram em outra pessoa. E vice-versa. Independente de qual seja o seu caso, o carinho é um
remédio natural que acalenta e dá apoio.

Uma declaração do Dr. Dráuzio Varella em uma edição do Fantástico denotou isso. "Eu acho que, quando você tem
uma pessoa com Alzheimer ou com outro tipo de demência, e você tem dúvida do que fazer, de como se comportar,
TOQUE. Toca, pega a pessoa. Abraça, beija. Faz carinho. Tenta tocar com a mão mesmo." Então, quando não souber
o que fazer, o que responder, dê carinho. Se a dúvida persistir, busque apoio médico, familiar e, se possível,
psicológico.

A Geriart pode ajudar você a ter saúde!


Somos uma clínica com foco no atendimento em geriatria e
fisioterapia para idosos, com profissionais especializados e
com grande experiência. Prestamos serviços domiciliares e
em consultório com horários diferenciados.

Nosso objetivo é proporcionar melhora da qualidade de vida


ao idoso, contribuir com a prevenção de doenças e fazer
acompanhamento humanizado de patologias relacionadas à
idade.

O idoso atendido pela Geriart conta com uma equipe de


profissionais que buscam a individualização no cuidado.

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