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MANUAL DO CADERNO

MEDICINA I

1
FRENTE

BIOLOGIA
Caro(a) leitor(a),

Este manual é uma importante ferramenta para a utilização dos cadernos de sala
do Sistema de Ensino Poliedro, voltados para as turmas de 3ª série e Pré-vestibular.
Nele, descrevemos a estrutura e as seções dos cadernos, fornecendo observa-
ções que auxiliam no trabalho a ser desenvolvido em cada disciplina. Apresenta-
mos, também, as resoluções das questões presentes na seção “Exercícios de sala”
e dos possíveis exercícios opcionais – os quais servem como uma oportunidade de
aprofundar e complementar o tempo despendido para as aulas.
Os cadernos possibilitam uma prática efetiva do aprendizado em sala e, quando
utilizados em consonância com a fundamentação teórica contida nos livros de teo-
ria, oferecem uma formação ainda mais ampla e completa.
Os temas de abertura dos capítulos e os textos da seção “Texto complementar”
dos livros podem ser usados como ponto de partida para discussões em aula e
como fonte de conhecimento e curiosidades acerca dos assuntos da teoria.
Indicamos, também, o acesso a diversos recursos disponíveis no portal do Siste-
ma Poliedro (<www.sistemapoliedro.com.br>), os quais complementam o caderno
e ampliam as possibilidades de aprendizado, tais como:
• Resoluções das questões dos livros;
• Informativo mensal Leia Agora;
• Balcão de Redação PV;
• Balcão de Redação Enem;
• Banco de Questões Enem (para professores);
• Videoaulas dos autores; e
• Aulas-dica do Zoom Poliedro.

Todas essas ferramentas buscam garantir a formação do aluno e o rigor acadê-


mico almejado pelas escolas parceiras. Vale ressaltar que o professor se mantém
como principal protagonista da prática pedagógica, tendo total autonomia na utili-
zação dos recursos oferecidos.
Esperamos que se explore todo o material disponibilizado e estamos à disposi-
ção para quaisquer esclarecimentos.

Sistema de Ensino Poliedro

2 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


SUMÁRIO

Estrutura geral dos cadernos ....................................................................... 4


Estrutura das aulas ....................................................................................... 6
Exercícios de sala ..........................................................................................7
Guia de estudo ..............................................................................................8
Orientações específicas ................................................................................9

Orientações: Aulas 1 a 4
Resoluções .......................................................................................... 18
Orientações: Aulas 5 e 6
Resoluções .......................................................................................... 24
Orientações: Aulas 7 a 9
Resoluções ........................................................................................ 30
Orientações: Aulas 10 e 11
Resoluções .......................................................................................... 36
Orientações: Aulas 12 a 15
Resoluções .......................................................................................... 44
Orientações: Aulas 16 a 18
Resoluções .......................................................................................... 53

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 3


ESTRUTURA GERAL DOS CADERNOS

Os cadernos de sala, usados em conjunto com os livros de teoria, sintetizam e facilitam a compreensão dos
assuntos estudados. Todas as aulas apresentam os principais tópicos de cada tema abordado e oferecem exercí-
cios que permitem enriquecer a discussão em sala de aula e contribuir para a fixação do aprendizado.
Assim como nos livros, as disciplinas nos cadernos são divididas em frentes, que devem ser trabalhadas pa-
ralelamente. Essa divisão não só facilita a organização dos estudos, mas também permite uma visão ainda mais
sistêmica dos tópicos abordados em cada disciplina.

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6 (11
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32
)

4 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


O sumário conta com um controle no qual o aluno pode organizar sua rotina de aulas e estudos, tendo uma
visualização rápida de seu avanço pelos tópicos estudados.

ROTEIRO DO ALUNO MEDICINA

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

PORTUGUÊS INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1 Prof.: Aula Estudo 2 Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo


Controle para anotar
Aulas 1 e 2 ................ 8  
Aulas 3 e 4 .................. 11  
Aulas 1 e 2 ................ 46  
Aulas 3 e 4 .................. 49  
Aula 1 ....................... 72
Aula 2 ....................... 75



 as aulas já dadas e o
estudo já realizado
Aulas 5 e 6 ................ 16   Aula 5 ....................... 51   Aula 3 ....................... 78  
Frente Única

Aulas 7 e 8 .................. 21   Aulas 6 a 8 .................. 53   Aula 4 ....................... 83  


Frente 1

Frente 2

Aula 9 ....................... 25   Aulas 9 e 10................ 57   Aula 5 ....................... 87  


Aula 10 ....................... 28   Aulas 11 e 12.............. 59   Aula 6 ....................... 91  
Aulas 11 e 12.............. 31   Aulas 13 e 14.............. 62   Aula 7 ....................... 95  
Aulas 13 e 14 ............ 34   Aulas 15 e 16 ............ 65   Aula 8 ....................... 99  
Aula 15 ....................... 37   Aulas 17 e 18.............. 68   Aula 9 ....................... 104  
Aula 16 ..................... 40  
Aulas 17 e 18.............. 42  

Matemática e suas Tecnologias Ciências Humanas e suas Tecnologias

MATEMÁTICA HISTÓRIA GEOGRAFIA


Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 e 2 ................ 108   Aulas 1 e 2 ................ 136   Aulas 1 e 2 ................ 162   Aulas 1 e 2 ................ 186   Aulas 1 e 2 ................ 226   Aulas 1 e 2 ................ 272   Aulas 1 e 2 ................ 310  
Aulas 3 e 4 .................. 110   Aulas 3 e 4 .................. 138   Aulas 3 e 4 .................. 164   Aula 3 ....................... 189   Aula 3 ....................... 230   Aulas 3 e 4 .................. 277   Aulas 3 e 4 .................. 313  
Aulas 5 e 6 ................ 113   Aulas 5 e 6 ................ 140   Aulas 5 e 6 ................ 166   Aulas 4 e 5 ................ 191   Aula 4 ....................... 233   Aulas 5 e 6 ................ 281   Aulas 5 e 6 ................ 317  
Frente 3
Frente 2
Frente 1

Aulas 7 e 8 .................. 116   Aulas 7 e 8 .................. 143   Aulas 7 e 8 .................. 168   Aula 6 ....................... 197   Aula 5 ....................... 236   Aulas 7 e 8 .................. 286   Aulas 7 e 8 .................. 320  
Aulas 9 e 10 .............. 119   Aulas 9 e 10 .............. 146   Aulas 9 e 10 .............. 170   Aulas 7 e 8 .................. 199   Aula 6 ....................... 239   Aulas 9 e 10 .............. 290   Aulas 9 e 10 .............. 324  
Aulas 11 e 12 ............ 123   Aulas 11 e 12 ............ 149   Aulas 11 e 12 ............ 173   Aula 9 ....................... 202   Aula 7 ....................... 241   Aulas 11 e 12 ............ 294   Aulas 11 e 12 ............ 328  
Aulas 13 e 14.............. 126   Aulas 13 e 14.............. 152   Aulas 13 e 14.............. 176   Aula 10 ....................... 205   Aula 8 ....................... 244   Aulas 13 e 14.............. 299   Aulas 13 e 14.............. 331  
Frente 1

Frente 2

Frente 1

Frente 2
Aulas 15 e 16 ............ 130   Aulas 15 e 16 ............ 154   Aulas 15 e 16 ............ 179   Aula 11 ..................... 207   Aula 9 ....................... 247   Aulas 15 e 16 ............ 301   Aulas 15 e 16 ............ 335  
Aulas 17 e 18 ............ 133   Aulas 17 e 18 ............ 157   Aulas 17 e 18 ............ 182   Aula 12 ..................... 210   Aula 10 ..................... 250   Aulas 17 e 18 ............ 305   Aulas 17 e 18 ............ 340  
Aulas 13 e 14.............. 213   Aula 11 ..................... 253  
Aula 15 ..................... 217   Aula 12 ..................... 255  
Aula 16 ..................... 220   Aula 13 ..................... 257  
Aulas 17 e 18.............. 222   Aula 14 ..................... 259  
Aula 15 ..................... 261  
Aula 16 ..................... 264  
Aula 17 ..................... 266  
Aula 18 ..................... 268  

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

BIOLOGIA

Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 4 ................ 344   Aula 1 ....................... 378   Aula 1 a 3 .................. 424   Aulas 1 e 2 ................ 458  
Aulas 5 e 6 .................. 352   Aula 2 ....................... 381   Aulas 4 a 6 .................. 428   Aulas 3 e 4 .................. 461  
PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / KLEBER / 10-01-2017 (08:50) Aulas 7 a 9 ................ 356   Aula 3 ....................... 385   Aula 7 e 8.................. 436   Aulas 5 e 6 ................ 465  
Frente 2

Frente 3

Frente 4
Frente 1

Aulas 10 e 11.............. 360   Aulas 4 a 6 .................. 389   Aula 9 ....................... 439   Aulas 7 a 9 ................ 469  
Aulas 12 a 15............. 364   Aulas 7 e 8 ................ 396   Aulas 10 e 11.............. 442  
Aulas 16 a 18............. 370   Aulas 9 e 10 .............. 400   Aulas 12 a 18............. 447  
Aulas 11 e 12.............. 405  
Aulas 13 e 14 ............ 409  
Aulas 15 e 16 ............ 413  
Aulas 17 e 18 ............ 418  

FÍSICA
Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 3 ................ 476   Aulas 1 a 4 ................ 496   Aulas 1 e 2 ................ 520   Aulas 1 a 5 ................ 544  
Aulas 4 a 6 .................. 478   Aulas 5 e 6 .................. 500   Aulas 3 e 4 .................. 522   Aulas 6 a 9 ................ 547  
Aulas 7 a 9 ................ 480 Aulas 7 e 8 ................ 504 Aulas 5 e 6 ................ 525
Frente 3

Frente 4
Frente 1

Frente 2

     
Aulas 10 a 12.............. 483   Aulas 9 a 12 .............. 507   Aulas 7 a 10 ................ 528  
Aulas 13 e 14 ............ 486   Aulas 13 e 14.............. 510   Aulas 11 e 12 ............ 531  
Aulas 15 e 16 ............ 489   Aulas 15 e 16 ............ 513   Aulas 13 e 14.............. 534  
Aulas 17 e 18.............. 492   Aulas 17 e 18 ............ 517   Aulas 15 e 16 ............ 537  
Aulas 17 e 18 ............ 539  

QUÍMICA
Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo Prof.: Aula Estudo
Aulas 1 a 3 ................ 552   Aulas 1 a 3 ................ 580   Aulas 1 a 4 ................ 600   Aulas 1 e 2 ................ 616  
Aulas 4 a 6 .................. 555   Aulas 4 a 6 ................ 583   Aulas 5 a 7 ................ 603   Aulas 3 a 5 ................ 618  
Frente 1

Frente 2

Frente 3

Frente 4

Aulas 7 e 8 .................. 559   Aulas 7 a 9 .................. 586   Aulas 8 a 10 .............. 606   Aulas 6 e 7 ................ 621  
Aulas 9 a 11 .............. 563   Aulas 10 e 11 ............ 589   Aulas 11 a 13............. 608   Aulas 8 e 9 ................ 623  
Aulas 12 a 14............. 566   Aulas 12 e 13.............. 592   Aulas 14 a 16............. 610  
Aulas 15 e 16 ............ 570   Aulas 14 a 16............. 594   Aulas 17 e 18 ............ 612  
Aulas 17 e 18 ............ 575   Aulas 17 e 18 ............ 597  

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 28-10-2016 (10:28)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 5


ESTRUTURA DAS AULAS
 RESUMO TEÓRICO

Respeitando o Planejamento de aulas disponibilizado no Portal Edros, todas as aulas apresentam um resumo
esquemático do tópico trabalhado no livro, sintetizando os principais conhecimentos estudados. A organização das
atividades foi elaborada para aumentar a eficiência do trabalho em sala.

Cada disciplina tem marcação em uma Nome da aula


posição para melhor manuseio do material

Frente 1

Aulas Frente e número


E�������� �
�������� �� �������� 7e8 de aula

Trata-se da segunda parte da morfologia. Estudo dos mor- Radical Frente 1


femas – elementos que constituem o vocábulo – e de um dos
processos de formação de palavras – a derivação (prefixal, su- Aulas
O radical é a base significativa da palavra; raiz é o morfe-
ma originário que contém o núcleo significativo comum a uma

1e2 I���������
fixal e parassintética). família linguística.
Para os exames modernos, o destaque é para o emprego
dos neologismos (palavras inventadas), sua formação e funcio-
nalidade para o texto. (Sua presença é marcante no Modernis-
Prefixo
Os prefixos de nossa língua são de origem latina ou grega.
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mo brasileiro.) Alguns apresentam alteração em contato com o radical. As-
sim, o prefixo an,, indicador de privação, transforma-se em a
 Morfemas diante de consoante. Ex.: amoral, anaeróbico.
Além das desinências, do radical, da vogal temática, te- Os prefixos possuem mais independência que os sufixos,
mos como morfemas os afixos (prefixo e sufixo); são eles que
 Conceitos básicos da teoria dos
pois se originam, em geral, de advérbios ou preposições, que
 Interseção e diferença entre
possibilitam a formação de novas palavras (morfemas deri- têm ou tiveram vida independente.
conjuntos conjuntos
Os entes primitivos da teoria dos conjuntos são: o ele- Indicada por A ∩ B, a interseção entre os conjun-
vacionais). Os afixos que se antepõem ao radical chamam-se
mento, o conjunto e a relação de pertinência. O diagrama tos A e B é o conjunto formado apenas pelos elementos
prefixos; os que se pospõem denominam-se sufixos; os afixos Sufixo
que pertencem simultaneamente aos dois conjuntos,
possuem uma significação maior que as desinências. Já a vogal Os sufixos podem ser nominais, averbais
seguir representa uma situação em que x1 é elemento do
ou adverbiais.
conjunto A, mas x2 não é. A e B.
de ligação e a consoante de ligação são morfemas insignifica- Formam, respectivamente, nomes (substantivos, adjetivos),
Indicamos por A – B o conjunto dos elementos de A
tivos, servem apenas para evitar dissonâncias (hiatos, encon- verbos e advérbios (a partir de adjetivos). Ex.: anarquismo,
A x2 que não pertencem ao conjunto B, e por B – A o conjunto
tros consonantais), sequências sonoras indesejáveis. Veja: malufar, rapidamente..
dos elementos de B que não pertencem ao conjunto A.
x1
Re fazer Cinz eiro  Derivação
• Derivação prefixal: cria-se uma palavra derivada a partir
Prefixo Radical Radical Sufixo de um prefixo. Ex.: disenteria.
A B
• Derivação sufixal: cria-se uma palavra derivada a partir de
Cant a r Cha l eira um sufixo. Ex.: doutorado.
x1 ∈A
U A–B A∩B B–A
• Derivação parassintética: cria-se uma palavra derivada x2 ∉A
Radical Vogal Desinência Radical Sufixo por meio do acréscimo simultâneo de um prefixo e um
O conjunto vazio é aquele que não possui elementos:
temática Consoante sufixo. Se retirarmos qualquer um dos afixos, não tere-
de ligação A = ∅ ⇔ n(A) = 0.
mos palavra. Ex.: adoçar.
O conjunto universo é aquele que possui todos os ele-
Quando um grupo de palavras possui o mesmo radical, • Derivação prefixal e sufixal: acréscimo não simultâneo de
mentos que podem estar relacionados a um determinado
diz-se que o grupo é formado de palavras cognatas (pedra/ prefixo e sufixo. Retirando-se um dos afixos (ou os dois), n(A – B) = n(A) – n(A ∩ B)
conjunto A, tanto aqueles que pertencem ao conjunto A
pedreiro/pedreira); quando as palavras irmanam-se pelo ainda teremos palavra. Ex.: deslealdade. Obs.: Alguns lin-
quanto aqueles que não pertencem a ele. Para diferenciar n(B – A) = n(B) – n(A ∩ B)
sentido, temos a série sinonímica, a família ideológica: guistas não consideram esse tipo de derivação.
o conjunto universo dos demais conjuntos em um diagra-
casa, moradia, lar, mansão, habitação etc.
ma, usamos a figura de um retângulo. Esse retângulo deve Observação: dois conjuntos A e B são chamados de
cercar completamente tanto o conjunto A quanto todos os disjuntos quando A ∩ B = ∅.
EXERCÍCIOS DE SALA demais conjuntos que possam ser estabelecidos em um
determinado problema. Feito isso, a região exterior ao con-  União de conjuntos
junto A passa a representar o conjunto complementar de A. Indicada por A ∪ B, a união dos conjuntos A e B é o
► Texto para a questão 1. possível: ficar 99 dias sem dar nem uma “olhadinha” no
Há várias opções para a representação do complemen- conjunto formado por todos os elementos de A e todos os
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook? Facebook. O objetivo é medir o grau de felicidade dos usuá-
tar de um conjunto A em relação ao conjunto universo. elementos de B.
rios longe da rede social.
Todas elas designam o conjunto dos elementos que não
Uma organização não governamental holandesa está O projeto também é uma resposta aos experimentos
pertencem ao conjunto A.
propondo um desafio que muitos poderão considerar im- psicológicos realizados pelo próprio Facebook. A diferença ,
A = Ac = A = UA = {x ∈ U| x ∉ A} A B
PORTUGUÊS | MEDICINA I 21
U A∪B
A
PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / KLEBER / 10-10-2016 (17:44)
U A

n(A ∪ B) = n(A) + n(B) – n(A ∩ B)


n(A) + n(A) = n(U)

108 MATEMÁTICA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 21-10-2016 (10:52) PDF FINA

Disciplina e caderno

6 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


 EXERCÍCIOS DE SALA

EXERCÍCIOS DE SALA

Além das questões do livro, é apresentada uma seção de exercícios específicos sobre o assunto das aulas, os
quais possibilitam a fixação dos conteúdos estudados e oferecem preparação adicional aos alunos.
Em cada aula, há a proposta de o professor resolver as questões com toda a classe ou pedir aos alunos que as
respondam individualmente. Nesse momento, aspectos relevantes da aula são retomados, dando oportunidade
ao professor e aos alunos de discutirem possíveis dificuldades. Todos os exercícios têm sua resolução apresentada
neste manual.

AL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 21-10-2016 (10:52)

As questões são de
importantes exames
vestibulares de todo o
Brasil ou autorais, em
momentos nos quais a
explicação exige.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 7


 GUIA DE ESTUDO

Ao final de cada aula, o caderno de sala oferece um guia que orienta o aluno para os estudos que serão reali-
zados em casa. A seção “Guia de estudo” direciona a leitura, no livro de teoria, dos assuntos que foram tratados e
indica exercícios pertinentes a serem resolvidos, visando consolidar o conhecimento adquirido em sala.
Levando em conta que o tempo de estudo em casa deve ser cumprido de forma satisfatória, esse guia é pensa-
do com bastante cuidado. Ao especificar o número de exercícios a serem feitos, consideram-se o tempo destinado
à leitura da teoria e também o tempo que será despendido para a resolução das questões. Assim, o resultado é a
satisfação do aluno, que consegue cumprir suas metas diárias de estudo em um tempo possível.

GUIA DE ESTUDO
1 Química | Livro 1 | Frente 3 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 282 a 284. 2
3 II. Faça os exercícios 5 e 6 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 38, de 40 a 42 e de 44 a 46.

GUIA DE ESTUDO
Português | Livro 1 | Frente 1 | Capítulo 1
I. Leia as páginas de 7 a 15.
II. Faça os exercícios de 1 a 3 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 4 a 9

GUIA DE ESTUDO
Geografia | Livro 1 | Frente 1 | Capítulo 1
I. Leia as páginas de 12 a 18.
II. Faça os exercícios 10 e 11 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 48, 56, 70, 71, 78, 80, 81 e 83.

GUIA DE ESTUDO
História | Livro 1 | Frente 2 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 131 a 134.
II. Faça o exercício 2 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 10, 12, 14, 16 e 19.

GUIA DE ESTUDO
Biologia | Livro 1 | Frente 2 | Capítulo 3
I. Leia as páginas de 117 a 120.
II. Faça os exercícios 1 e de 3 a 5 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 5 a 10.

1 Indicação de disciplina, 2 Localização das 3 Seleção de


livro, frente e capítulo páginas do livro com exercícios.
correspondente à aula. a teoria estudada.

8 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

Embora seja uma área do conhecimento considerada bastante antiga, apenas a nomenclatura
– Biologia – é recente. O estudo dos seres vivos é muito antigo e tomou forma ao longo do tempo.
Desde os naturalistas e xamãs até as grandes farmacêuticas atuais, o estudo de plantas medicinais,
por exemplo, encanta menos pelas respostas que ele traz e mais pelas novas perguntas que nos
permite fazer. Durante sua evolução, a Biologia deixou de ser uma ciência simplesmente classifica-
tória para se transformar em uma ciência capaz de questionar critérios de classificação, revê-los e
alterá-los quando necessário; é capaz também de oferecer explicações sobre os diversos aspectos da
vida e oportunidade de diagnosticar problemas do meio. A principal dificuldade em se trabalhar com
Biologia é a amplitude do seu campo de atuação, que é tão diverso quanto os seres vivos e ambientes
que ela estuda.
O material do Sistema de Ensino Poliedro pretende mostrar essa diversidade, explorando as rela-
ções entre as diferentes áreas da Biologia e suas relações com outras disciplinas, não só com a Quími-
ca e a Física – nas chamadas Ciências da Natureza –, mas também com a História, a Geografia, a Ma-
temática, com todo o conhecimento humano, e como essa ciência se desenvolve com essas relações.
Enfim, tratá-la como uma ciência capaz de levar a novas perguntas e novas respostas, e não como
uma disciplina estática. O material é completo e atualizado, trazendo abordagens atuais e os temas
mais discutidos em provas e exames nacionais, permitindo ao aluno ter uma formação consistente.
No caderno Medicina, o estudo da Biologia está dividido em 4 frentes. A Frente 1 aborda princi-
palmente citologia e genética; a Frente 2 estuda a evolução, a ecologia, os organismos unicelulares,
os vírus e a botânica; a Frente 3 traz a zoologia e a fisiologia animal; já a Frente 4 aborda conteúdos
das frentes 1, 2 e 3 que, por serem estudados em maior quantidade de aulas, podem ser trabalhados
com mais ênfase. O deslocamento dos conteúdos em nada interfere na sequência dos assuntos tra-
tados nas demais frentes e permite que todos sejam oferecidos de forma paralela. O planejamento
foi estruturado de forma que uma frente dê suporte à outra, com os tópicos se relacionando harmo-
niosamente.

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 9


N����� �� �����������
Frente 1

Aulas
1a4 ��� ����� �����.
M������ ���������.
N����� �� �������������
 Algumas áreas da Biologia

© Ben Goode | Dreamstime.com


Os níveis de organização dos seres vivos permitem
separar áreas de estudo na Biologia, tais como: Bioquí-
mica, Citologia, Histologia, Anatomia, Fisiologia, Ecologia
entre outras.

Níveis de organização
dos seres vivos

Bioquímica Moléculas
Todas as onças-pintadas de um ambiente constituem uma população.
Orgânulos
Citologia
Células

Histologia Tecidos Fisiologia

Órgãos

Anatomia Sistemas

Organismo

População

Comunidade Comunidade: é o conjunto de todos os seres vivos de um ambiente.


Ecologia
Ecossistema  A organização de um organismo
Biosfera
animal
• O organismo de um animal, e também de plantas, apre-
senta níveis de organização em:
Áreas de estudo da Biologia e sua relação com os níveis de organização.
– Sistemas: partes do organismo que exercem papéis
definidos, contribuindo para o seu funcionamento.
 O organismo e o ambiente – Órgãos: são integrantes dos sistemas, colaborando
• Um ambiente apresenta os seguintes níveis de orga- para o seu funcionamento.
nização: – Tecidos: são camadas componentes dos órgãos;
– População: é o conjunto de seres vivos da mesma geralmente apresentam células semelhantes.
espécie que vivem em um mesmo ambiente. – Células: são unidades funcionais dos seres vivos;
– Comunidade: é o conjunto de populações que ha- normalmente, as células do organismo humano
bitam um mesmo ambiente. possuem membrana, citoplasma e núcleo.
– Ecossistema: ambiente formado por uma comunida- – Organoides: são estruturas com funções especiali-
de em interação com os fatores abióticos do meio. zadas, contribuindo para a atividade celular.
– Biosfera: é o conjunto de todos os ecossistemas – Moléculas: são constituídas por átomos e têm pa-
do planeta. pel fundamental para a realização dos processos
que mantêm a vida.
• Há seres unicelulares e seres pluricelulares.
• Vírus são acelulares.

344 BIOLOGIA | MEDICINA I

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10 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 1 a 4

Organismo
(humano)
Sistema
(digestório)

Órgão
(estômago)

Tecido
(muscular)

Célula
Átomo (muscular)
Molécula Organoide
(fósforo) (DNA) (mitocôndria) Membrana
Núcleo
Citoplasma

Níveis de organização dos seres vivos: exemplos de estruturas do organismo ao átomo.

 Célula animal – Seres vivos que apresentam carioteca são denomina-


Uma célula animal apresenta três componentes princi- dos eucariontes, como animais e plantas.
pais: membrana, citoplasma e núcleo. – No interior do núcleo, há os componentes:
No interior das células, ocorrem atividades metabólicas. □ Nucleoplasma (cariolinfa).
□ Filamentos de cromatina, formados por DNA e his-
Metabolismo tonas (proteínas).
– Conjunto de reações químicas responsáveis pela ma- □ Nucléolo, rico em RNA ribossômico (um dos com-
nutenção da vida. As reações que ocorrem no âmbito ponentes dos ribossomos).
celular são controladas por enzimas.

Membrana plasmática Ribossomos


Carioteca
– Constituída de lipídeos e proteínas (lipoproteica). Cariolinfa
Núcleo
Cromatina
– Controla as trocas que a célula realiza com o ambiente Nucléolo
em que se encontra: tem permeabilidade seletiva.

Núcleo
– Tem DNA (ácido desoxirribonucleico): material genético. Retículo endoplasmático
– É delimitado pela carioteca (envoltório nuclear de na-
Organização do núcleo e sua ligação com o retículo endoplasmático.
tureza lipoproteica), a qual é ligada ao retículo endo-
plasmático.

BIOLOGIA | MEDICINA I 345

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 11


Aulas 1 a 4

Citoplasma Carioteca
Cariolinfa
Núcleo
Cromatina
– Localizado entre a membrana e o núcleo.
Nucléolo
– Possui citosol e orgânulos (organelas/organoi-
des). Mitocôndria Complexo golgiense

– As organelas desempenham papéis específicos no Centríolo


Citoplasma Citosol
metabolismo celular: são exemplos as mitocôn- Orgânulos Lisossomos
drias (respiração celular) e os ribossomos (síntese Ribossomos
de proteínas). Retículo endoplasmático

Componentes de uma célula animal.

Orgânulos do citoplasma de uma célula animal:

Orgânulo Características Funções principais


Estruturas com aspecto granular e que não são
Ribossomos Síntese de proteínas
delimitados por membrana. Possuem RNA e proteínas.
Formadas por duas membranas. Seu interior possui um coloide,
Mitocôndrias Respiração celular
ribossomos e DNA.
Constituído por sacos membranosos achatados, Concentração de substâncias,
Complexo golgiense
empilhados e com extremidades dilatadas. empacotamento e secreção
liso ou agranular Constituído por tubos membranosos ramificados que não têm
Transporte e síntese de lipídeos
Retículo (sem ribossomos) ribossomos aderidos à sua superfície.
endoplasmático rugoso ou granular Constituído por canais membranosos ramificados e mais achata-
Transporte e síntese de proteínas
(com ribossomos) dos, em cuja superfície aderem-se ribossomos.
Vesículas membranosas que contêm enzimas digestivas; são Digestão no interior da célula
Lisossomos
derivados do complexo golgiense. (intracelular)
Normalmente constituem pares, dispostos perpendicularmente Formação de cílios e flagelos e
Centríolos
entre si. Cada centríolo é constituído por blocos de proteínas. participação na divisão celular
Contêm enzimas, como a catala-
Peroxissomos Vesículas membranosas que contêm enzimas.
se, que degrada água oxigenada
Os orgânulos citoplasmáticos, suas características e funções.

 Célula vegetal
Membrana Uma célula vegetal típica apresenta estruturas que não
Núcleo são encontradas em células animais, como cloroplastos e
parede celular.
• Cloroplastos: são orgânulos membranosos; contêm
Citoplasma DNA e pigmentos (como a clorofila). São responsáveis
pela fotossíntese.
• Parede celular (membrana esquelética): envolve a cé-
Citosol Orgânulos
lula. Suas funções são a proteção da célula e a sustenta-
Proteínas H2O Mitocôndria Ribossomos Outros
ção mecânica. Seu principal componente é a celulose.
• Vacúolo: é uma grande vesícula que deriva do retículo
endoplasmático; armazena água, sais, açúcares e ou-
tros materiais. Participa de processos osmóticos (os-
mose) da célula.
Respiração Síntese das Recebe enzimas digestivas provenientes do retículo
celular proteínas
endoplasmático e desempenha papel na digestão in-
Os principais componentes celulares. tracelular (função correspondente à dos lisossomos).

346 BIOLOGIA | MEDICINA I

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12 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 1 a 4

 Energia e vida
Membrana Mitocôndria • Obtemos energia por meio do alimento.
• Utilizamos energia na realização de nossas atividades
Parede Núcleo
metabólicas.
celular • Parte da energia é dissipada na forma de calor.
Vacúolo Retículo
endoplasmático
Cloroplasto Ribossomos Energia
do alimento

Componentes de uma célula vegetal. Dissipação


Atividades de calor
metabólicas
 Célula bacteriana
Uma célula bacteriana apresenta estrutura distinta das Impulso Contração Síntese de
células animal e vegetal, com itens em comum e itens inéditos. nervoso muscular proteínas
• Parede celular de peptidoglicano: presente na maio-
ria das bactérias, atua como proteção. Destino da energia proveniente do alimento.
• Cápsula: aderida à superfície externa da parede ce-
lular, contribui para uma proteção adicional à célula
bacteriana. Fotossíntese
• Membrana plasmática: apresenta invaginações, os me- • Seres fotossintetizantes empregam água, gás carbô-
sossomos, estruturas responsáveis pela respiração celu- nico (CO2) e luz, fazendo com que o processo ocorra
lar e que contribuem para a divisão celular bacteriana. durante o dia.
• Nucleoide: é a região onde se localiza o material ge- • Há produção de glicose (C6H12O6), água e gás oxi-
nético, constituído por uma molécula de DNA circular, gênio (O2).
sem histonas associadas. • Assim, durante a fotossíntese, ocorre a produção de
• Bactérias não têm carioteca: são desprovidas de nú- matéria orgânica por meio de matéria inorgânica.
cleo, sendo consideradas seres procariontes.
• Plasmídeos: são moléculas menores de DNA, dispersas
Plantas
pela célula e que podem contribuir para a sobrevivên- Executada por Algas
cia da bactéria. Algumas bactérias
• Citoplasma: compreende todo o espaço interior à
membrana. Inclui o citosol, as moléculas de DNA e os Equação 6CO2 + 12H2O
luz
clorofila
C6H12O6 + 6O2 + 6H2O
ribossomos. Gás
carbônico
Água Glicose Gás
oxigênio
Água

Mesossomo Cápsula Fotossíntese: equação e ocorrência entre os seres vivos.


Parede
celular

Nucleoide Membrana
(região com plasmática
cromatina) Plasmídeos

Citosol Ribossomos

Componentes de uma célula bacteriana.

BIOLOGIA | MEDICINA I 347

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MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 13


Aulas 1 a 4

Autótrofos e heterótrofos Liberação de energia


• Autótrofos: são organismos capazes de produzir maté- A glicose é degradada nos processos de respiração ce-
ria orgânica utilizando matéria inorgânica. lular ou de fermentação.
• Heterótrofos: são organismos que não são capazes
de produzir matéria orgânica por meio de matéria • Respiração celular:
inorgânica. – É um processo aeróbico de liberação de energia.
– A energia é dissipada como calor e uma parte é uti-
Autótrofos Heterótrofos lizada para a realização de processos metabólicos.
– A respiração ocorre entre diversos tipos de autó-
Produzem matéria orgânica Não produzem matéria orgânica
por meio de matéria inorgânica. por meio de matéria inorgânica. trofos e de heterótrofos; é realizada durante o dia
e durante a noite.
Matéria Matéria Matéria Matéria
inorgânica orgânica orgânica orgânica
Plantas
Exemplos: Exemplos:
Executada por Animais
Plantas Animais Algumas bactérias etc.
Algas Fungos
Algumas bactérias Protozoários
Muitas bactérias Equação C6H12O6 + 6O2 6H2O + 6CO2 + Energia
Glicose Gás Água Gás
oxigênio carbônico
Tipos de nutrição dos seres vivos.
Equação da respiração celular.

Quimiossíntese
• Quimiossíntese é um processo de síntese de matéria: • Fermentação:
– Converte matéria inorgânica em matéria orgânica, – É um processo anaeróbico de liberação de energia.
sem empregar energia luminosa. – Pode gerar resíduos, como o álcool ou o ácido
– A fonte energética desse processo é sempre al- láctico.
guma reação química de oxidação, envolvendo – Libera menos energia que a respiração.
substâncias inorgânicas.
– Bactérias nitrificantes realizam quimiossíntese. Microrganismos
Executada por
Ex.: Fungos (leveduras) e algumas bactérias

Oxidação –
1a ETAPA NH3 NO2 Equação C6H12O6 2CO2 + 2C2H5OH + Energia
Glicose Gás Etanol
Amônia Energia Nitrito carbônico

Equação da fermentação alcoólica.


2a ETAPA CO2 + H2O Glicose
Matéria Matéria
inorgânica orgânica  ATP
• O ATP (adenosina trifosfato) apresenta três fosfatos (P)
e uma adenosina.
Quimiossíntese realizada pela oxidação de compostos de nitrogênio.
– A adenosina é formada pela base nitrogenada
adenina e por uma ribose.
• Funciona como um acumulador temporário de energia
proveniente da respiração celular ou da fermentação.
• A energia liberada na degradação do ATP (em ADP + P)
é empregada em atividades celulares.
• O ADP (adenosina difosfato) apresenta dois fosfatos
(P) e uma adenosina.

348 BIOLOGIA | MEDICINA I

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14 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 1 a 4

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Unicamp 2015 O desenvolvimento da microscopia trou- Porém, o ilustrador cometeu um engano ao identificar as
xe uma contribuição significativa para o estudo da biologia. estruturas celulares. É correto afirmar que
Microscópios ópticos que usam luz visível permitem amplia- A II é uma célula vegetal e o engano está na identificação
ções de até 1.000 vezes, sendo possível observar objetos do complexo golgiense nesta célula, uma vez que este
maiores que 200 nanômetros. ocorre em células animais, mas não em células vegetais.
a) Cite dois componentes celulares que podem ser obser- B II é uma célula animal e o engano está na identifica-
vados em uma preparação que contém uma película ção do vacúolo em ambas as células, além de este ser
extraída da epiderme de uma cebola, utilizando-se um característico de células vegetais, mas não de células
microscópio de luz. animais.
C II é uma célula animal e o engano está na identifica-
ção dos centríolos nesta célula, uma vez que estes são
característicos de células vegetais, mas não de células
animais.
D I é uma célula animal e o engano está na identificação das
mitocôndrias em ambas as células, além de estas ocor-
rerem em células animais, mas não em células vegetais.
E I é uma célula vegetal e o engano está na identificação
da membrana plasmática nesta célula, uma vez que
esta ocorre em células animais, mas não em células
b) Quais células podem ser observadas em uma prepara- vegetais.
ção de sangue humano, utilizando-se um microscópio
de luz? 3 Uema 2012 Todos os seres vivos, excluindo os vírus,
apresentam estrutura celular. Entretanto, os organismos
unicelulares comparados com as células dos tecidos dos
pluricelulares são muito diferentes entre si. Considerando
essa grande variedade morfológica, que componentes ce-
lulares são encontrados em todas as células vivas?

2 Unesp 2014 A figura apresenta os esquemas de duas


células.

Célula I Célula II
10
4
5
6
7
1
2 8

3 9
1 - Tonoplasto 6 - Vacúolo de suco celular
2 - Cloroplasto 7 - Retículo endoplasmático liso
3 - Parede celular 8 - Complexo golgiense
4 - Mitocôndria 9 - Membrana plasmática
5 - Retículo endoplasmático rugoso 10 - Centríolos

Disponível em: <http://macanicelular.webnote.com.br>. (Adapt.).

BIOLOGIA | MEDICINA I 349

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MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 15


Aulas 1 a 4

4 PUC-RS 2014 Analise o quadro a seguir e assinale a única 6 UEPG 2012 Com relação às células, assinale o que for
sequência que NÃO associa corretamente a organela celular correto.
com sua função e/ou sua ocorrência em determinado grupo 01 A célula da bactéria é mais simples do que a célula dos
de seres vivos. eucariotos. A célula procariota é caracterizada pela au-
sência de uma membrana envolvendo o seu material
Organela Função Ocorrência
genético, não havendo então a presença de um núcleo
Compartimento que
Procariotos e individualizado.
A Núcleo contém o material
eucariotos
genético (DNA) 02 A energia celular é proveniente das mitocôndrias, or-
B Ribossomos Síntese de proteínas Todas as células ganelas responsáveis pela digestão de partículas no
interior das células.
Responsável pela Protistas e
C Cloroplasto
fotossíntese plantas 04 Os lisossomos são pequenos vacúolos que têm por
função armazenar substâncias tóxicas às células e ex-
Permeabilidade seletiva,
Membrana cretá-las ao meio extracelular.
D plasmática
trocas entre meio intra e Todas as células
extracelular 08 Os centríolos são organelas localizadas próximo ao
Síntese, modificação, centro das células, proporcionado a nutrição necessá-
Complexo armazenamento e ria ao funcionamento celular.
E de Golgi secreção de produtos
Eucariotos
16 O retículo endoplasmático é chamado de rugoso quan-
celulares
do está associado aos ribossomos, tendo como função a
síntese de proteínas. Já o retículo endoplasmático liso é
aquele livre dos ribossomos.
5 UFF 2011 (Adapt.) As células animais, vegetais e bacte- Soma:
rianas apresentam diferenças estruturais relacionadas às
suas características fisiológicas. A tabela mostra a presença
ou ausência de algumas dessas estruturas. 7 Uerj 2013 O esquema abaixo indica etapas do ciclo do
carbono em um ecossistema lacustre. Os conjuntos A e B
Células
Estruturas representam importantes atividades metabólicas encon-
animal vegetal bacteriana
tradas em seres vivos desse lago.
Centríolos + – –
Citoplasma + + + CO2
A B
Membrana
+ + +
citoplasmática
H2O
Núcleo + + –
Parede celular – + + O2 Matéria
Plastos – + – orgânica
Legenda: (+) presente/(–) ausente.
Considere as atividades metabólicas encontradas em ani-
Analisando as informações apresentadas, é correto afirmar mais e em cianobactérias desse ecossistema.
que: Aponte quais desses seres vivos realizam tanto o conjunto
A tanto os vegetais quanto as bactérias são autótrofos A quanto o conjunto B de atividades. Justifique sua respos-
devido à presença da parede celular. ta, utilizando as informações do esquema.
B o citoplasma de todas as células são iguais.
C as bactérias não possuem cromossomos por não pos-
suírem núcleo.
D a célula animal é a única que realiza divisão celular com
fuso mitótico com centríolos nas suas extremidades.

350 BIOLOGIA | MEDICINA I

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16 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 1 a 4

8 Fuvest 2013 A lei 7.678 de 1988 define que “vinho é a 10 Univás 2011 A fotossíntese e a respiração são os pro-
bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto simples cessos mais importantes de transformação de energia nos
de uva sã, fresca e madura”. Na produção de vinho, são uti- seres vivos. Podemos classificá-los em processos de libera-
lizadas leveduras anaeróbicas facultativas. Os pequenos ção e de incorporação de energia.
produtores adicionam essas leveduras ao mosto (uvas es- São estes processos vitais para os seres vivos e sobre eles
magadas, suco e cascas) com os tanques abertos, para que foram feitas algumas afirmativas. Observe as alternativas
elas se reproduzam mais rapidamente. Posteriormente, os e assinale a opção de acordo com as respostas.
tanques são hermeticamente fechados. Nessas condições, 1. Os seres ditos autótrofos realizam os processos de libe-
pode-se afirmar, corretamente, que: ração e de incorporação de energia.
A o vinho se forma somente após o fechamento dos tan- 2. Os seres ditos heterótrofos realizam diretamente o
ques, pois, na fase anterior, os produtos da ação das processo de liberação e dependem indiretamente do
leveduras são a água e o gás carbônico. processo de incorporação de energia.
B o vinho começa a ser formado já com os tanques aber- 3. Podemos considerar o processo de incorporação quimi-
tos, pois o produto da ação das leveduras, nessa fase, camente contrário ao processo de liberação de energia,
é utilizado depois como substrato para a fermentação. mas são, ao mesmo tempo, processos complementares,
C a fermentação ocorre principalmente durante a repro- propiciando nos ecossistemas o ciclo do CO2 e do O2.
dução das leveduras, pois esses organismos necessitam 4. É exclusiva dos seres autótrofos a realização do proces-
de grande aporte de energia para sua multiplicação. so de incorporação de energia.
D a fermentação só é possível se, antes, houver um pro- A Quando as alternativas 1, 2 e 3 estiverem corretas.
cesso de respiração aeróbica que forneça energia para B Quando as alternativas 1 e 3 estiverem corretas.
as etapas posteriores, que são anaeróbicas. C Quando as alternativas 2 e 4 estiverem corretas.
E o vinho se forma somente quando os tanques voltam D Quando somente a alternativa 4 estiver correta.
a ser abertos, após a fermentação se completar, para E Quando todas as alternativas estiverem corretas.
que as leveduras realizem respiração aeróbica.

9 Enem 2012 Há milhares de anos o homem faz uso da bio-


tecnologia para a produção de alimentos como pães, cerve-
jas e vinhos. Na fabricação de pães, por exemplo, são usados
fungos unicelulares, chamados de leveduras, que são comer-
cializados como fermento biológico. Eles são usados para pro-
mover o crescimento da massa, deixando-a leve e macia. O
crescimento da massa do pão pelo processo citado é resul-
tante da:
A liberação de gás carbônico.
B formação de ácido lático.
C formação de água.
D produção de ATP.
E liberação de calor.

GUIA DE ESTUDO
Biologia / Livro 1 / Frente 1 / Capítulo 1
I. Leia as páginas de 7 a 12.
II. Faça os exercícios 4, 5, 7, 10, 14, 17, 19 e 20 da seção
“Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 6 a 17.

BIOLOGIA | MEDICINA I 351

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 17


 Orientações
Essas aulas iniciam com a definição dos níveis de organização da vida no planeta, tanto em um ambiente quanto em
termos da formação de um organismo animal. Além disso, estabelece-se a relação desses níveis com algumas áreas de
estudo abrangidas pela Biologia.
A partir daí, é discutida a organização geral do núcleo, da membrana e do citoplasma de células eucarióticas (animal
e vegetal); em seguida, analisa-se a célula bacteriana. Abordam-se ainda as diferentes formas empregadas pelos seres
vivos para obter energia (alimentação – heterótrofos; fotossíntese e quimiossíntese – autótrofos). Tendo em vista a no-
ção de metabolismo e da célula como centro das atividades metabólicas, são discutidos os mecanismos de liberação/
armazenamento de energia: respiração celular, fermentação e ATP.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 a) Podem ser observados o vacúolo central, a parede celular e o núcleo.


b) As células que podem ser observadas são as hemácias e os leucócitos.

2 Alternativa: B.
A estrutura indicada pela legenda de número 6 é o núcleo das células. O vacúolo está indicado em 1 e é uma estrutura
exclusiva da célula I (vegetal).

3 Todas as células apresentam membrana plasmática, citosol, material genético e ribossomos.

4 Alternativa: A.
O núcleo ocorre somente em células eucarióticas.

5 Alternativa: D.
A parede celular não está relacionada à fotossíntese. O citoplasma das três células indicadas tem componentes diferentes.
Bactérias não têm núcleo, mas possuem cromossomo.

6 Soma = 17
01 Correta. A célula bacteriana é desprovida de carioteca e não apresenta núcleo organizado.
02 Incorreta. A mitocôndria é responsável pela respiração celular, e não pela digestão.
04 Incorreta. Lisossomos são vesículas que contêm enzimas digestivas.
08 Incorreta. Centríolos estão relacionados com a formação de flagelos e de cílios.
16 Correta. O retículo rugoso apresenta ribossomos, e o retículo liso não.

7 Os seres vivos que realizam os dois conjuntos de atividades são as cianobactérias. Essas bactérias realizam tanto a respiração,
indicada no conjunto B pelo consumo de matéria orgânica e produção de água e gás carbônico, quanto a fotossíntese,
apontada no conjunto A pela produção de oxigênio e matéria orgânica e pelo consumo de água e gás carbônico.

8 Alternativa: A.
A fermentação ocorre na ausência de gás oxigênio, quando os tanques são fechados.

9 Alternativa: A.
Leveduras usadas na produção de pão realizam fermentação, processo que gera gás carbônico, álcool etílico e ATP, sendo o
gás carbônico o responsável pelo crescimento da massa do pão.

10 Alternativa: E.
A liberação de energia é realizada por respiração e por fermentação. A incorporação de energia corresponde à síntese de
moléculas orgânicas com origem em substâncias inorgânicas.
Esse processo ocorre por fotossíntese e por quimiossíntese.

18 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


1. Autótrofos realizam incorporação e liberação de energia.
2. Heterótrofos realizam processos de liberação de energia utilizando matéria orgânica que foi produzida por algum organismo
autótrofo (que incorporou energia).
3. Incorporação de energia, como no caso da fotossíntese, envolve a conversão de matéria inorgânica em matéria orgânica:
emprega CO2 e libera O2. A liberação de energia, como no caso da respiração celular, envolve a conversão de matéria
orgânica em matéria inorgânica: emprega O2 e libera CO2.
4. Somente autótrofos são capazes de realizar processos de incorporação de energia.

ANOTAÇÕES







































MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 19


Frente 1

Aulas
5e6 O���������� �� ������.
C����������. P������

 Organização do núcleo Ciclo celular


O núcleo de uma célula é dotado de: Uma célula normalmente apresenta dois períodos:
• carioteca, • Intérfase (não divisão): período com maior atividade
• cariolinfa (ou nucleoplasma), metabólica da célula e no qual o DNA realiza replicação.
• filamentos de cromatina e • Divisão celular: mitose ou meiose.
• nucléolo.

Carioteca
Cariolinfa
Poro Núcleo
Cromatina
Prófase
Nucléolo
Intérfase Divisão Metáfase
Ribossomos (não está em divisão) (meiose ou mitose)
Anáfase
Retículo
endoplasmático Telófase

Componentes do núcleo de uma célula.

Etapas do ciclo celular.


Cromatina
• Filamento de cromatina (cromonema); possui DNA e
histonas (proteínas associadas). O material genético no ciclo celular
• Cada cromonema apresenta inúmeros genes. • Célula em intérfase:
• Procariontes têm DNA circular e não têm histonas. – Tem filamentos de cromatina descondensados.
• Eucariontes têm núcleo com filamentos de cromatina. – Pode ocorrer a replicação do material genético,
gerando duas cromátides-irmãs unidas pelo cen-
DNA trômero.
• Célula em divisão celular (mitose):
Nucleossomo – Há condensação do material genético, que se dife-
(8 móleculas rencia em cromossomos.
de histonas)
– O centrômero duplica-se e há a separação das cro-
mátides, que passam a ser denominadas cromos-
somos-irmãos.
Histonas – Posteriormente, ocorre a descondensação dos
cromossomos.
Organização de um filamento de cromatina (cromonema).

352 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

20 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 5 e 6

A A
Centrômero
Con
o den
licaçã saç
Rep B B ão

Cromátides

Cromonema Cromátides
A
A A
Genes Centrômero

B B B
Cromossomo
Centrômeros duplicado

A A
Des
con ão
den
saç araç
ão Sep
B B

Cromossomos-irmãos

Modificações do material genético durante o ciclo celular.

 Tipos de células quanto à ploidia – Células haploides (n): por exemplo, os gametas de
• Células diploides: têm “número duplo” de cromosso- um animal, que têm um representante de cada par
mos. São o zigoto e as células somáticas. Número di- de homólogos.
ploide é representado por 2n.
• Células haploides: possuem “número simples” de cro- Espermatozoide
mossomos. São representadas pelos gametas e alguns (n = 2) Cromossomos Cromossomos
homólogos homólogos
esporos. O número haploide de cromossomos é repre-
sentado por n.
Fecundação

Espermatozoide

23 Zigoto
Fecundação
46
Mitoses
Indivíduo (2n = 4)
(tem células somáticas
Óvulo 23 Zigoto com 46 cromossomos) Óvulo
(n = 2)
Células haploides Células diploides
Cromossomos homólogos, células diploides e células haploides.
n 2n

Células haploides e células diploides.


• Alelos: são genes localizados na mesma região de cro-
mossomos homólogos e são responsáveis pela deter-
 Homólogos e alelos minação de uma mesma característica.
• Cromossomos homólogos: têm a mesma forma, o
mesmo tamanho e a mesma sequência de genes. Um é Cromossomos
homólogos
proveniente do pai, e o outro da mãe.
A: confere pelo ondulado
– Células diploides (2n): por exemplo, as células do A a Alelos
a: confere pelo liso
corpo de um animal (somáticas), que apresentam
pares de cromossomos homólogos. B: confere pelo preto
B b Alelos
b: confere pelo marrom

Exemplo de alelos de gene em cromossomos homólogos.

BIOLOGIA | MEDICINA I 353

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MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 21


Aulas 5 e 6

EXERCÍCIOS DE SALA

1 UFRGS 2015 Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) 2 Cefet-MG 2014 O DNA apresenta diferentes níveis de
as afirmações a seguir, referentes aos constituintes do condensação, conforme representado na figura.
núcleo celular.
A
A carioteca é uma membrana lipoproteica dupla pre- Dupla fita
sente durante as mitoses. de DNA
(2 ηm)
Os nucléolos, corpúsculos ricos em RNA ribossômico,
são observados na interfase.
Os cromossomas condensados na fase inicial da mitose
são constituídos por duas cromátides. B
DNA ao redor
de 8 proteínas
Cromossomas homólogos são os que apresentam seus histonas (11 ηm)
C
genes com alelos idênticos. 30 ηm
D 300 ηm
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de
cima para baixo, é
A V – V – F – V.
B V – F – V – F.
E
C F – V – V – F. 700 ηm

D F – F – V – V.
E V – F – F – V.
F 1400 ηm

Disponível em: <http://biociencia.org>.


Acesso em: 30 ago. 2013. (Adapt.).

No momento em que o DNA de uma célula somática huma-


na for visualizado no nível “F” de condensação, está ocor-
rendo o processo de
A síntese de proteínas.
B multiplicação celular.
C permutação cromossômica.
D produção de ácido ribonucleico.
E duplicação do material genético.

354 BIOLOGIA | MEDICINA I

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22 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 5 e 6

3 Unesp 2013 Leia a placa informativa presente em uma 4 UEM 2013 O núcleo é considerado portador dos fatores
churrascaria. hereditários e controlador das atividades metabólicas da
célula animal. Sobre esse assunto, assinale a(s) alternati-
va(s) correta(s).
01 Os nucléolos representam o material genético contido
Restaurante no núcleo, sendo resultantes da associação entre pro-
Churrascaria teínas e moléculas de DNA.
02 Cromossomos homólogos são os dois representantes
Servimos carne de javali puro de cada par cromossômico presente em células diploi-
Javali Animais com 36 cromossomos des, provenientes originalmente do par de gametas.
04 Um trecho da molécula de DNA cromossômico que contém
informações para sintetizar a cadeia de aminoácidos de
Porcos e javalis são subespécies de uma mesma espécie, uma proteína é definido como gene.
Sus scrofa. A referência ao número de cromossomos jus- 08 A principal função da carioteca é manter o conteúdo nu-
tifica-se pelo fato de que são considerados javalis puros clear separado do meio citoplasmático, impedindo o in-
apenas os indivíduos com 36 cromossomos. Os porcos do- tercâmbio de substâncias entre o núcleo e o citoplasma.
mésticos possuem 38 cromossomos e podem cruzar com 16 A análise do cariótipo de um feto revela a forma, o
javalis. número e o tamanho dos cromossomos, possibilitan-
Desse modo, é correto afirmar que: do detectar alterações cromossômicas antes do nasci-
A os animais com 37 cromossomos serão filhos de um mento da criança.
leitão ou de uma leitoa, mas não de um casal de javalis. Soma:
B um híbrido de porco e javali, conhecido como javapor-
co, terá 74 cromossomos, tendo herdado o material
genético de ambas as subespécies.
C do cruzamento de uma leitoa com um javali devem re-
sultar híbridos fêmeas com 38 cromossomos e híbridos
machos com 36 cromossomos.
D os animais não puros terão o mesmo número de cro-
mossomos do porco doméstico, mas não o número
cromossômico do javali.
E os animais puros, aos quais o restaurante se refere, são
filhos de casais em que pelo menos um dos animais
paternos tem 36 cromossomos.

GUIA DE ESTUDO
Biologia / Livro 1 / Frente 1 / Capítulo 2
I. Leia as páginas de 22 a 24.
II. Faça os exercícios de 2 a 5 e 7 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 1, 5 e de 8 a 10.

BIOLOGIA | MEDICINA I 355

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 27-10-2016 (13:50)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 23


 Orientações
Em relação ao núcleo, são apresentados sua organização e os conceitos de ciclo celular (intérfase e mitose). Também
são discutidos os conceitos de ploidia, cromossomos homólogos e alelos.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: C.
A carioteca está presente na intérfase e no início da divisão celular, mas desaparece no final da prófase e volta a surgir somente
na telófase. Cromossomos homólogos são aqueles que possuem genes alelos iguais ou diferentes no mesmo locus gênico.

2 Alternativa: B.
No nível “F” de condensação, o DNA está na forma de cromossomo. O DNA é uma estrutura presente durante as divisões
celulares.

3 Alternativa: A.
O híbrido de porco com javali, o javaporco, deve apresentar 37 cromossomos em suas células, sendo 19 deles provenientes
do leitão ou da leitoa e 18 do javali (macho ou fêmea).

4 Soma = 22
01 Incorreta. O nucléolo é uma região do núcleo rica em RNA ribossômico e proteínas.
08 Incorreta. A carioteca possui poros, que permitem a passagem de substâncias e a comunicação entre núcleo e citoplasma.

ANOTAÇÕES

24 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


ANOTAÇÕES






















































MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 25


Frente 1

Aulas
7a9 N����� �� �������� ��������.
C������� ����������. M�������

 Controle do metabolismo Como o material genético funciona


O DNA orienta a produção de enzimas (proteínas), que • Gene é um segmento de DNA que comanda a produção
controlam as reações químicas metabólicas. de uma proteína.
• O trecho de DNA serve como modelo para a produção
Célula de RNA mensageiro (RNAm).
DNA: • RNAm se liga aos ribossomos e orienta a síntese de
Comando do
metabolismo uma proteína.
Entrada Saída
• Proteína pode ser uma enzima, responsável pelo controle
de de
materiais Reações materiais de uma reação química específica. Essa reação pode
químicas
(controladas
determinar uma característica.
por enzimas)

DNA e o controle do metabolismo. DNA

Como o material genético está organizado Síntese de RNAm


no núcleo
RNAm
• Filamentos de cromatina (cromonemas):
– Presentes no núcleo dos eucariontes.
– Possuem molécula de DNA e histonas (proteínas).
Núcleo
– Condensam-se durante a divisão celular, originando
os cromossomos.
Citoplasma
– A molécula de DNA tem duas fitas em forma heli-
coidal.
– Filamento de cromatina pode ter milhares de genes. RNAm

Núcleo
(46 filamentos
Ribossomo
de cromatina)

Célula

Aminoácidos
Proteína
DNA

Cromossomo
RNAm

Histonas Proteína
(enzima)

Nucleossoma
Catalisa reação
química específica
Gene
Mecanismo de controle de reações químicas pelo DNA nuclear.
Organização do material genético de um eucarionte.

356 BIOLOGIA | MEDICINA I

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26 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 7 a 9

 Mutações
Radiações
Induzidas por
fatores ambientais
• São modificações no material genético que ocorrem Substâncias químicas
Mutações
principalmente por alteração na ordem das bases ni-
Ex.: durante a
Espontâneas
trogenadas. duplicação do DNA

Mutações Alterações do Mudanças de


material genético características A A a Gene
mutante
Duplicação
Alteração Genes

DNA
B B B
Filamento Filamento
de cromatina duplicado
RNAm alterado
Mutações podem ser espontâneas ou induzidas.

Proteína alterada
(enzima) • Consequências de mutações:
– Favoráveis: resultam na expressão de uma caracterís-
Ex.: Tirosina tica que confere adaptabilidade ao organismo.
Melanina não é produzida – Desfavoráveis: resultam na expressão de caracte-
(provoca o albinismo)
rística que prejudica (e até inviabiliza) a sobrevi-
Exemplo de mutação que resulta em albinismo.
vência do indivíduo.
– Indiferentes: resultam em característica que não
Mutações – causas e consequências interfere na adaptação do organismo.
• Causas de mutações:
– Espontâneas: ocorrem sem atuação de agentes Apenas as mutações que ocorrem em células germinati-
externos. vas são transmitidas aos descendentes.
– Induzidas: pela atuação de agentes do ambiente. Mutações ocorrem de modo aleatório e não são provo-
cadas pelas necessidades dos seres vivos.
EXERCÍCIOS DE SALA

1 UFG 2013 A figura a seguir esquematiza as duas etapas Com base nessas informações, responda:
envolvidas no processo de síntese proteica em um linfócito B. a) Como são denominadas as etapas 01 e 02, respectiva-
mente?

Proteína

Membrana
Etapa 02 celular
tRNA
Ribossomo
mRNA

mRNA Membrana
Splicing
Etapa 01
(remoção
nuclear b) Onde ocorrem esses processos nas células procarióticas?
de íntrons)
DNA

BIOLOGIA | MEDICINA I 357

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MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 27


Aulas 7 a 9

2 PUC-RS 2015 Pesticidas do tipo bactericidas destroem 5 UFSC 2013 Segundo o site Scientific Reports, ligado à
procariotos por meio de diversos mecanismos: afetan- revista Nature, o desastre nuclear de Fukushima, ocorrido
do a estrutura de _________, o agente inibe a formação após o terremoto de 11 de março de 2011, já mostra efeitos
da parede celular; destruindo _________, a toxina impe- na fauna local do Nordeste japonês. Cientistas encontraram
de diretamente a síntese proteica; e, alterando enzimas borboletas que sofreram mutações (foto a seguir) devido à
transcricionais, a droga bloqueia a formação imediata de radiação liberada pelos reatores danificados da usina.
_________.
A desmossomos – íntrons – RNA.
B desmossomos – ribossomos – ATP.
C glicocálix – fosfolipídeos – dupla hélice.
D peptidoglicanos – ribossomos – RNA.
E peptidoglicanos – fosfolipídeos – dupla hélice.

3 Fuvest 2015 Certa planta apresenta variabilidade no for-


mato e na espessura das folhas: há indivíduos que possuem
folhas largas e carnosas, e outros, folhas largas e finas; exis-
tem também indivíduos que têm folhas estreitas e carnosas,
Disponível em: <http://blogs.estadao.com.br/radar-cientifi-
e outros com folhas estreitas e finas. Essas características são co/2012/08/14/borboletas-mutantes-sao-encontradas-na-regiao-de-
determinadas geneticamente. As variantes dos genes respon- -fukushima/>. Acesso em: 12 set. 2012. (Adapt.).
sáveis pela variabilidade dessas características da folha origi-
naram-se por Considerando o exposto anteriormente, assinale a(s) pro-
A seleção natural. posição(ões) CORRETA(S).
B mutação. 01 As mutações originadas pela radiação nas borboletas
C recombinação genética. em Fukushima, citadas no artigo, restringem-se aos fe-
D adaptação. nótipos e não afetaram seus genótipos.
E isolamento geográfico. 02 Segundo Darwin, em seu célebre livro A origem das es-
pécies por meio da seleção natural, as mutações são o
4 Uece 2013 Quanto às características gerais dos seres vi- principal agente de variabilidade entre as espécies.
vos, assinale a opção correta. 04 As mutações gênicas e a recombinação gênica contri-
A A célula eucariota apresenta uma membrana nuclear, buem para a variabilidade genética das populações.
ou carioteca. 08 Uma mutação só ocorre quando envolve a mudança de
B Todos os seres vivos, inclusive os vírus, são constituídos um códon no DNA.
por unidades conhecidas como células. 16 Mutações somente ocorrem em algumas regiões da
C As mutações consistem na alteração de uma ou mais cadeia de DNA.
características dos seres vivos, ocasionada por altera- 32 Todas as mutações são perceptíveis no fenótipo dos
ções em um ou mais genes, porém, sem alterações nos indivíduos que as possuem.
cromossomos. 64 Apesar de ocorrerem muitas mutações ao longo da ca-
D Os seres vivos estão em constante atividade e isso os deia de DNA, elas podem ser corrigidas por mecanis-
obriga a um consumo permanente de energia e devido mos que envolvem enzimas especializadas no reparo.
a esse fato são todos obrigatoriamente consumidores. Soma:

358 BIOLOGIA | MEDICINA I

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28 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 7 a 9

6 Puccamp 2011 O uso do protetor solar é um importante 8 Unesp A respeito das mutações gênicas, foram apresen-
aliado contra o câncer de pele. Isso porque os raios UV pre- tadas as cinco afirmações seguintes.
sentes na luz solar são agentes mutagênicos e podem causar I. As mutações podem ocorrer tanto em células somáti-
alterações permanentes na estrutura e fisiologia das células. cas como em células germinativas.
A respeito das mutações causadas por raios UV nas células II. Somente as mutações ocorridas em células somáticas
da pele, é correto afirmar que: poderão produzir alterações transmitidas à sua descen-
A podem ser transmitidas aos descendentes através da dência, independentemente do seu sistema reprodutivo.
reprodução. III. Apenas as mutações que atingem as células germina-
B contribuem para o aumento da variabilidade genética tivas da espécie humana podem ser transmitidas aos
e para a evolução. descendentes.
C alteram aminoácidos e, consequentemente, interfe- IV. As mutações não podem ser espontâneas, mas apenas
rem na síntese proteica. causadas por fatores mutagênicos, tais como agentes
D modificam o DNA, o que pode levar a alterações nas químicos e físicos.
proteínas celulares. V. As mutações são fatores importantes na promoção da va-
E alteram o processo de tradução e com isso modificam riabilidade genética e para a evolução das espécies.
os RNAs mensageiros.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmações corretas.
7 UFPB 2012 (Adapt.) O aumento da temperatura nas A I, II e III.
últimas décadas, principalmente influenciado por fatores B I, III e V.
antrópicos, como a crescente emissão de CO2 devido a um C I, IV e V.
processo de industrialização massivo, está diretamente re- D II, III e IV.
lacionado à alta incidência de câncer de pele na população, E II, III e V.
em consequência do aumento da radiação UV. Utilizando os
conhecimentos sobre ciclo celular e material genético, julgue
as afirmativas a seguir, relativas à ação da radiação UV sobre
as células.
Provoca mutações que podem aumentar a ação dos fa-
tores de crescimento celular.
Destrói os tecidos.
Induz a célula a parar de se multiplicar.
Aumenta o tamanho das células.

GUIA DE ESTUDO
Biologia / Livro 1 / Frente 1 / Capítulo 2
I. Leia as páginas 24 e 25.
II. Faça os exercícios de 9 a 12 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 12 a 19.

BIOLOGIA | MEDICINA I 359

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 27-10-2016 (13:50)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 29


 Orientações
É retomada a estrutura do núcleo, aprofundando um pouco mais a organização do material genético. Discute-se a
ação do material genético no controle do metabolismo e mostra-se a relação entre DNA, RNA, proteínas, enzimas e con-
trole de reações. Além disso, é dada uma noção acerca de mutações, suas causas e consequências.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 a) A etapa 1 representa o processo de transcrição, ou seja, produção de RNA mensageiro, e a etapa 2 representa o
processo de tradução, ou seja, a síntese da proteína nos ribossomos.
b) Nas células procarióticas, a transcrição e a tradução ocorrem simultaneamente no citoplasma da célula.

2 Alternativa: D.
Pesticidas podem afetar a estrutura de peptidoglicanos da parede celular, a síntese de proteínas nos ribossomos ou a produção
de moléculas de RNA (transcrição) nas bactérias.

3 Alternativa: B.
Mutações são responsáveis pelo surgimento de alelos novos, que estão relacionados com a variabilidade de caraterísticas
apresentada pelas folhas da planta.

4 Alternativa: A.
(a) Eucariontes são caracterizados pela presença de carioteca.
(b) Vírus são desprovidos de células.
(c) Mutações podem afetar genes ou cromossomos.
(d) Consumidores são organismos heterótrofos; a liberação de energia também ocorre em seres autótrofos.

5 Soma = 68
01 Incorreta. As mutações originadas pela radiação nas borboletas afetaram os genótipos e fenótipos dos organismos.
02 Incorreta. No livro de Charles Darwin (A origem das espécies por meio da seleção natural), o evolucionista não
explicou as causas da variabilidade nos descendentes, elucidada somente no século XX na Teoria sintética da evolução
(neodarwinismo).
08 Incorreta. As mutações quando ocorrem afetam muitos códons, e não apenas um.
16 Incorreta. As mutações podem ocorrer em toda a cadeia de DNA.
32 Incorreta. As mutações silenciosas não alteram a sequência de aminoácidos das proteínas e não são perceptíveis no
fenótipo.

6 Alternativa: D.
A radiação ultravioleta pode modificar o DNA, o que pode afetar as proteínas geradas a partir dele.

7 V; F; F; F.
As células epidérmicas compõem a superfície do nosso corpo e, ao serem atingidas diretamente pela radiação UV, tornam-se
mais sujeitas à ocorrência de mutações, responsáveis pela alteração do seu DNA. Esse fenômeno pode ser responsável por
desregular todo o ciclo celular.

8 Alternativa: B.
I. Correta. Mutações podem ocorrer em células que originam os gametas (germinativas) e nas demais células do organismo
(somáticas).
II. Incorreta. Mutações ocorridas em células somáticas não são transmitidas aos descendentes.
III. Correta. Mutações ocorridas em células germinativas são transmitidas aos descendentes.
IV. Incorreta. Há mutações espontâneas e induzidas por agentes mutagênicos.
V. Correta. Mutações constituem a fonte primária de variabilidade genética dos seres vivos e desempenham importante
função na evolução biológica.

30 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


ANOTAÇÕES






















































MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 31


Frente 1

Aulas
10 e 11 M�����

 Conceito de mitose Etapas do ciclo celular


• Mitose é um tipo de divisão celular em que uma célu- Ciclo celular com mitose apresenta:
la-mãe origina duas células-filhas idênticas. • Intérfase: constituída por três etapas:
• A mitose conserva o mesmo número de cromosso- – G1,
mos da célula-mãe nas células-filhas; é denominada – S (período caracterizado pela duplicação do mate-
divisão equacional. rial genético) e
– G2.
Célula-mãe Mitose Células-filhas
• Mitose: acontece depois da intérfase.
n
n
n

Cromatina
2n
2n Carioteca
2n Nucléolo

3n
3n
3n Centríolos

∴ Mitose é um tipo de divisão equacional


Estrutura típica da célula em intérfase.
Mitose mantém constante o número de cromossomos.
Fase G1 Fase G2

Papéis biológicos da mitose Cromonema


Fase S
Cromátides
Mitose é fundamental para:
Gene b b b
• a reprodução assexuada; Replicação
do DNA
• o crescimento de um organismo;
Centrômero
• a reparação de tecidos lesados;
• o desenvolvimento de um câncer, que também envol-
ve elevada taxa mitótica de um tecido.

Bipartição 2x de DNA 4x de DNA


ex.: ameba

O material genético e as etapas da intérfase.


Crescimento e desenvolvimento
Reposição de células
 Mitose
Reparação de tecidos lesados
A mitose é constituída por fases, nas quais vários pro-
Reprodução assexuada Brotamento cessos acontecem. São elas:
ex.: esponja
• Prófase: primeira fase do processo de mitose celular;
apresenta como características principais:
– condensação do material genético.
– desintegração da carioteca e do nucléolo.
– formação das fibras do fuso.
Principais papéis da mitose.

360 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

32 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 10 e 11

• Metáfase: segunda fase do processo de mitose, na qual: Variação na quantidade de DNA


– cromossomos estão em máxima condensação e A quantidade de DNA dobra na fase S da intérfase e
presos ao fuso. volta à sua condição inicial durante a anáfase.
– não há carioteca nem nucléolo.
– centríolos encontram-se em polos opostos.

Quantidade de DNA
4x
– no final da etapa, ocorre a duplicação do centrô-
mero. 2x
• Anáfase: terceira fase do processo de mitose, na qual:
– ocorre o encurtamento das fibras do fuso.
Fases
– ocorre o afastamento das cromátides-irmãs, origi-

se
G

as

as

as

fa
óf

áf

áf


Pr

et

An

Te
nando-se os cromossomos-irmãos.

M
• Telófase: quarta fase do processo de mitose, na qual há: Gráfico representativo da variação da quantidade de DNA ao longo do
– descondensação de cromossomos. ciclo celular com mitose.
– reorganização da carioteca e do nucléolo.
– divisão do citoplasma (citocinese). Mais detalhes
– despolarização das fibras do fuso. • Microtúbulos:
– São os componentes dos centríolos, do áster e do
Prófase fuso.
– São formados por tubulina, polimerizada no cen-
Carioteca Cromossomo trossomo. No interior do centrossomo, encon-
em condensação
4x de DNA Nucléolo
tram-se os centríolos.
– Células vegetais têm estruturas correspondentes
Áster
Centríolos a centrossomos (MTOC), onde são produzidas as
Fuso
fibras do fuso.
Metáfase
Cromossomo condensado
Fibra do fuso Centrossomo
Áster
Áster Fibra
Centríolos do Microtúbulo Centríolos
fuso
Cinetócoro Fuso
4x de DNA

Polimerização
Anáfase Moléculas nos ribossomos
Cromossomos-irmãos da proteína
tubulina

Origem e destino dos microtúbulos.

• Vimblastina e colchicina:
– São substâncias que impedem a polimerização das
fibras do fuso.
Telófase
Citocinese
– Sua atuação permite a replicação do material genéti-
co da célula e dos centrômeros, mas não há o tracio-
Cromossomo namento do material genético para polos opostos.
descondensando
2x de DNA Carioteca – A célula permanece com a ploidia dobrada (de 2n
em cada
Nucléolo
célula formada para 4n, por exemplo).
Cromossomos após
a duplicação de
Comportamento da célula durante as fases da mitose. centrômero

Aspecto dos cromossomos de uma célula na qual não há formação de


fibras do fuso.

BIOLOGIA | MEDICINA I 361

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 33


Aulas 10 e 11

EXERCÍCIOS DE SALA

1 UEL 2015 Leia o texto a seguir. 01 falhas nos mecanismos de controle do ciclo celular po-
Quando se fala em divisão celular, não valem as regras dem desencadear a formação de tumores.
matemáticas: para uma célula dividir significa duplicar. 02 no câncer, as células mitóticas se transformam em cé-
A célula se divide ao meio, mas antes duplica o programa lulas meióticas.
genético localizado em seus cromossomos. Isso permite que 04 uma das estratégias nas pesquisas de combate ao cân-
cada uma das células-filhas reconstitua tudo o que foi dividido cer é a indução à apoptose das células tumorais por
no processo. meio da manipulação da regulação gênica.
J. M. Amabis; G. R. Martho. Biologia. São Paulo: 08 a figura representa um exemplo de metástase.
Moderna, 1994. p. 203. v. 1.
16 o câncer é uma doença de origem genética sobre a
Considerando uma célula haploide com 8 cromossomos qual nenhum fator ambiental tem influência.
(n = 8), assinale a alternativa que apresenta, corretamen- 32 as células tumorais apresentam alta taxa metabólica
te, a constituição cromossômica dessa célula em divisão na devido à intensa proliferação celular.
fase de metáfase da mitose. Soma:
A 8 cromossomos distintos, cada um com 1 cromátide.
B 8 cromossomos distintos, cada um com 2 cromátides.
C 8 cromossomos pareados 2 a 2, cada um com 1 cromátide. 3 UFRGS 2013 A figura abaixo representa o ciclo celular de
D 8 cromossomos pareados 2 a 2, cada um com 2 uma célula eucariótica.
cromátides.
E 8 cromossomos pareados 4 a 4, cada um com 2
cromátides.
Mitose

2 UFSC 2015 A figura a seguir representa a chegada e a


proliferação de células tumorais no tecido hepático prove- (G2) (G1)
nientes do tecido pulmonar.

Tumor Células tumorais Células tumorais


em tecido deixam o tecido atingem vasos
pulmonar pulmonar sanguíneos
(G0)
Ilustrações Cecília Iwashita

Intérfase
Vaso
sanguíneo
(S)

PURVES, W. K. e cols. Vida: a ciência da Biologia. 6 ed.


Porto Alegre: Artmed, 2002.

Assinale a alternativa correta em relação à intérfase.


Células tumorais aderem à Células tumorais atravessam Células tumorais A A intérfase é o período em que não ocorre divisão ce-
parede do vaso sanguíneo o vaso sanguíneo e atingem proliferam no fígado
no fígado o tecido hepático lular, e a célula permanece sem atividade metabólica.
Rita Helena Bröckelmann. Conexões com a biologia. 1 ed. B As células que não se dividem são normalmente man-
São Paulo: Moderna, 2013. p. 152. v. 1. (Adapt.).
tidas em G0.
C O nucléolo desaparece durante o G1.
Com base na figura e nos conhecimentos atuais sobre o D A quantidade de DNA permanece constante durante o
câncer, é CORRETO afirmar que: período S.
E O G2 caracteriza-se pela presença de cromossomos
constituídos de uma única cromátide.

362 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

34 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 10 e 11

4 UFU O ciclo celular é um processo fisiológico que acon- 6 Fuvest 2013 Na figura abaixo, está representado o ciclo
tece todos os dias na dinâmica de funcionamento do corpo celular. Na fase S, ocorre síntese de DNA; na fase M, ocorre
humano. Seja na reparação, formação ou renovação de te- a mitose e, dela, resultam novas células, indicadas no es-
cidos, ou ainda na formação de gametas, a atividade celular quema pelas letras C.
é intensa.
Neste processo, são eventos do ciclo celular: c
I. Condensação máxima dos cromossomos. c
II. Reorganização do nucléolo.
III. Duplicação dos cromossomos.
M
IV. Separação das cromátides-irmãs.
Divisão
G
Os eventos acima citados correspondem, respectivamente, a: 2 Mitose
A prófase, fase S da intérfase, telófase, anáfase.
B fase S da intérfase, prófase, metáfase, telófase.
C metáfase, telófase, fase S da intérfase, anáfase. G
1

D metáfase, anáfase, prófase, telófase.

5 Uninove Observe a imagem de um tecido vegetal vista


I n t é rfa s e
em microscópio. S

Considerando que, em G1, existe um par de alelos Bb,


quantos representantes de cada alelo existirão ao final de S
e de G2 e em cada C?
A 4, 4 e 4.
B 4, 4 e 2.
2 3 C 4, 2 e 1.
D 2, 2 e 2.
E 2, 2 e 1.

Disponível em: <www2.sluh.org/bioweb/microscopy/


mitosis/index.html>.

Algumas células estão em diferentes fases do ciclo celular.


A partir da imagem, responda:
a) Que número indica a célula em intérfase? O que ocorre
com o material genético na fase S do ciclo celular?

b) Que número indica a célula em anáfase? Cite um acon-


tecimento que é marcante nessa fase da divisão celular.

GUIA DE ESTUDO
Biologia / Livro 1 / Frente 1 / Capítulo 3.
I. Leia as páginas de 34 a 37.
II. Faça os exercícios 1 e de 4 a 7 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 1 a 8, 10 e 12.

BIOLOGIA | MEDICINA I 363

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 28-10-2016 (09:26)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 35


 Orientações
Nessas aulas, é feita uma análise mais detalhada do ciclo celular, discutindo-se os períodos da intérfase e das fases
da mitose. É explicada a importância da mitose para os seres vivos e as diferenças entre o processo em células animais e
vegetais. São abordadas as variações na quantidade de DNA ao longo do ciclo celular.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: B.
Na metáfase de uma célula haploide com 8 cromossomos, serão observados 8 cromossomos distintos, com duas cromátides
em cada um deles.
Por se tratar da metáfase da mitose, os cromossomos não se encontram pareados como na meiose.
Portanto, as alternativas c, d e e são incorretas. Na metáfase da mitose, em célula n = 8, os cromossomos estarão distintos,
cada um com 2 cromátides, resultado da duplicação do DNA na intérfase. Assim, a alternativa b é correta, já que a alternativa
a não considera a duplicação do DNA.

2 Soma = 45
02 Incorreta. O câncer representa uma proliferação mitótica descontrolada de células.
16 Incorreta. Existem fatores mutagênicos químicos (como a nicotina), físicos (por exemplo, radiação UV) e biológicos (como
os vírus) que influenciam o surgimento de células cancerígenas.

3 Alternativa: B.
(a) No período de intérfase, a célula tem alta atividade metabólica.
(b) Células que não se dividem permanecem em G0.
(c) A desintegração do nucléolo inicia-se na prófase e termina na metáfase.
(d) A quantidade de DNA dobra no final de S.
(e) Em G2, cada cromossomo tem duas cromátides.

4 Alternativa: C.
Para a divisão celular, os cromossomos são duplicados para que cada célula-filha fique com uma cópia de cada cromossomo;
esse processo ocorre durante a fase S da intérfase. Após a condensação dos cromossomos, que atinge seu nível máximo
durante a metáfase, eles são separados do seu par na anáfase para depois serem reorganizados em um novo núcleo, já na
telófase.

5 a) O número 3. Na fase S, ocorre a replicação do material genético.


b) O número 2 indica uma célula em anáfase. Nesse período, ocorre o encurtamento de fibras do fuso e a migração do
material genético para polos opostos da célula.

6 Alternativa: E.
Na intérfase, ocorre a replicação do DNA, gerando dois representantes de cada alelo: BB e bb; essa quantidade mantém-se
em G2. No final da mitose, cada célula fica com um representante de cada alelo (Bb).

ANOTAÇÕES

36 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


ANOTAÇÕES






















































MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 37


Frente 1

Aulas
12 a 15 M����� � ������������

 Conceito de meiose
• Meiose é um tipo de divisão celular na qual uma célula-mãe gera quatro células-filhas, dotadas da metade do número de
cromossomos presentes na célula que as gerou.
• Apresenta duas divisões: uma reducional e outra equacional.

Célula-mãe Células-filhas
n
n R! simboliza divisão
Meiose
2n reducional
R! n
n

Meiose reduz o número de cromossomos à metade.

Papéis biológicos da meiose


• Nos animais, gera gametas.
• Nos vegetais, a meiose produz esporos.
• É fonte de variabilidade genética.

 Meiose
Ciclo celular com meiose apresenta:
• Intérfase: constituída por três etapas:
– G1,
– S (período caracterizado pela duplicação do material genético) e
– G2.
• Meiose:
– Meiose I (reducional): formam-se duas células com a metade do número de cromossomos presentes na célula-
-mãe. Há a separação de cromossomos homólogos.
– Intercinese: período de transição entre a meiose I e a meiose II.
– Meiose II (equacional): formam-se quatro células-filhas. Ocorre a separação das cromátides.

G1
2n Intérfase S (replicação de DNA)
Prófase I
G2
Meiose I Metáfase I
(reducional) Anáfase I
Telófase I
n n
Prófase II
Meiose II Metáfase II
(equacional)
n n n n Anáfase II
Telófase II
Células-filhas
As principais etapas do processo meiótico que compreende: intérfase,
meiose I, intercinese e meiose II.

A meiose é constituída por fases, nas quais vários processos acontecem. São elas:
• Meiose I: entre os principais processos, podem ser citados:
– Prófase I: ocorre o pareamento dos cromossomos homólogos.
– Anáfase I: cromossomos homólogos se separam.

364 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

38 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


PRÓFASE I METÁFASE I

Homólogos Homólogos
pareados pareados
Carioteca

Nucléolo

Centríolos
Fuso
4x de DNA 4x de DNA

ANÁFASE I TELÓFASE I

Separação Citocinese
dos homólogos

Aulas 12 a 15

• Meiose II: entre as fases, pode ser citada a:


– Anáfase II: há a separação das cromátides-irmãs. 2x de DNA 2x de DNA

MEIOSE I MEIOSE II
PRÓFASE I METÁFASE I PRÓFASE II METÁFASE II

Homólogos Homólogos
pareados pareados
Carioteca (n) (n) (n) (n)
Nucléolo

Centríolos
2x de DNA 2x de DNA 2x de DNA 2x de DNA
Fuso
4x de DNA 4x de DNA
ANÁFASE II TELÓFASE II
x de DNA x de DNA
ANÁFASE I TELÓFASE I
Separação
Separação Citocinese das cromátides
dos homólogos

2x de DNA 2x de DNA
x de DNA x de DNA
MEIOSE II
Representação de cada uma das fases da meiose I e da meiose II.
PRÓFASE II METÁFASE II
4x
Quantidade de DNA

Cromossomos
(n) homólogos
(n) (n) (n)
(2n) 2x
x

Replicação na intérfase
2x de DNA 2x de DNA 2x de DNA 2x de DNA G1 S G2 ase
I eI e I e I II II II II Fases
as áfas ófas fase fase fase fase
Pr
óf táf l ó á á ó
Me An Te Pr Met An Tel
ANÁFASE II TELÓFASE II
(2n) Cromátides-irmãs Gráfico representativo da variação da quantidade de DNA ao longo do
x de DNA x de DNA
ciclo celular com meiose.
Separação
das cromátides
Pareamento dos
cromossomos
Meiose e variabilidade genética
homólogos A meiose contribui para o aumento da variabilidade
genética, pois:
(2n)
na meiose I • Há ocorrência de crossing-over:
– Ocorre na prófase I.
Separação dos – Envolve a troca de segmentos entre cromátides
x de DNA
homólogos x de DNA
homólogas.
• Há segregação independente dos homólogos:
(n) (n) – Na anáfase I, ocorre a separação dos cromosso-
Separação das mos homólogos para as células-filhas.
cromátides na – Em células com vários pares de homólogos, a se-
meiose II
paração dos homólogos pode gerar diferentes ti-
pos de células-filhas.

(n) (n) (n) (n) A


a
b Célula-mãe
B
O comportamento geral do material genético ao longo do processo
meiótico.
A A a a
B b B b
Variação na quantidade de DNA na meiose
Gametas
A quantidade de DNA dobra durante a intérfase (período
Célula com dois pares de cromossomos homólogos e as possíveis
S) e sofre duas reduções (na anáfase I e na anáfase II).
células-filhas geradas por meiose.
BIOLOGIA | MEDICINA I 365

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 39


Aulas 12 a 15

A
Parentais

Cromátides-irmãs
A
Cromátides homólogas

A A a a A A a a Gametas b
A A a a
formados
Recombinantes

B B b b a
B B b b B b B b

Permutação B
Separação de homólogas
Enzima (crossing-over) e
de quebra
Separação de cromátides
a
Parentais

b
Conclusão: são produzidos quatro tipos de gametas: AB Ab aB ab

O crossing-over permite a formação de gametas com novas combinações de genes, contribuindo para o aumento da variabilidade genética.

 Gametogênese
Gametogênese é o processo de formação de gametas. Células germinativas embrionárias

• Espermatogênese é a formação de espermatozoides; 2n Mitose


• Ovulogênese é a formação de óvulos.
Mitose

Processo geral Gônias


2n Mitose
A gametogênese inicia-se na fase embrionária.
• Células germinativas (2n) se multiplicam por mitose. Crescimento
Ovogônias ( )
Espermatogônias ( )
• São geradas gônias (2n), que crescem e se diferenciam
Cito I
em citos I (primeira ordem). Tem pares de homólogos

• Citos I sofrem a primeira divisão meiótica, gerando 2n

citos II (n).
Meiose I

Espermatogênese Cito II
Tem um representante do par de homólogos
Na espermatogênese:
n
• espermatócitos II sofrem a segunda divisão meiótica,
Cromossomos estão duplicados
formando espermátides.
• espermátides diferenciam-se em espermatozoides Meiose II

pelo processo de espermiogênese. Célula


Cromossomos simples

n
Ovulogênese (ovogênese)
Na ovulogênese:
• ovócito I gera um ovócito II e um corpúsculo polar.
Gameta
• Na segunda divisão meiótica:
– corpúsculo polar gera dois corpúsculos polares; Processo geral de gametogênese, mostrando o comportamento dos
– ovócito II gera um óvulo e um corpúsculo polar. cromossomos.

366 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

40 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 12 a 15
Ploidia e
condição dos cromossomos Espermatogênese Ovulogênese

Espermatogônia Mitose Ovogônia Mitose


( 2n ) ( 2n ) (limitada)

Crescimento Crescimento

2n Espermatócito I Ovócito I
( 2n ) ( 2n )

Meiose I

n Espermatócitos II Ovócito II Corpúsculo polar


(n) (n) (n)

Meiose II

Espermátides
(n)
n Espermiogênese
Corpúsculos polares
Espermatozoides (n)
Óvulo
(n)
(n)
Degeneram

Quadro comparativo de espermatogênese e ovulogênese.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Fuvest 2011 A figura a seguir representa uma célula di- 2 Fuvest 2012 Considere os eventos a seguir, que podem
ploide e as células resultantes de sua divisão. ocorrer na mitose ou na meiose.
I. Emparelhamento dos cromossomos homólogos
duplicados.
II. Alinhamento dos cromossomos no plano equatorial da
célula.
III. Permutação de segmentos entre cromossomos
Célula diploide
homólogos.
IV. Divisão dos centrômeros resultando na separação das
cromátides-irmãs.

No processo de multiplicação celular para reparação de


tecidos, os eventos relacionados à distribuição equitati-
Células-filhas
va do material genético entre as células resultantes estão
Nesse processo: indicados em:
A houve um único período de síntese de DNA, seguido de A I e III, apenas.
uma única divisão celular. B II e IV, apenas.
B houve um único período de síntese de DNA, seguido de C II e III, apenas.
duas divisões celulares. D I e IV, apenas.
C houve dois períodos de síntese de DNA, seguidos de E I, II, III e IV.
duas divisões celulares.
D não pode ter ocorrido permutação cromossômica.
E a quantidade de DNA das células-filhas permaneceu
igual à da célula-mãe.

BIOLOGIA | MEDICINA I 367

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 27-10-2016 (13:53)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 41


Aulas 12 a 15

3 UFRGS 2014 Observe o desenho a seguir. O desenho re- 5 Unesp 2014 A figura mostra o encontro de duas células,
fere-se a uma célula. um espermatozoide e um ovócito humano, momentos an-
tes da fecundação.

Disponível em: <http://epoca.com>.


A germinativa em metáfase I. Considerando as divisões celulares que deram origem a es-
B somática em prófase. sas células, é correto afirmar que o sexo da criança que será
C germinativa em prófase II. gerada foi definido na
D somática em metáfase. A metáfase I da gametogênese feminina.
E germinativa em anáfase II. B diacinese da gametogênese masculina.
C anáfase II da gametogênese feminina.
4 UFTM 2012 Considere uma célula com o genótipo a se- D anáfase I da gametogênese masculina.
guir e suponha que ela entre em divisão meiótica. E telófase II da gametogênese masculina.

6 UFRGS 2011 A coluna da esquerda, abaixo, apresenta


diferentes fases da meiose; a da direita, as fontes de varia-
bilidade genética de duas dessas fases.
B b
Associe adequadamente a coluna da direita à da esquerda.

A a 1 – prófase I

2 – anáfase I permutação

3 – prófase II

a) Qual será a composição de alelos nessa célula ao final da 4 – metáfase II

fase S da intérfase? Justifique sua resposta. 5 – anáfase II segregação independente de homólogos

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de


cima para baixo, é:
A 1e2
B 2e3
C 3e4
D 4e5
b) Suponha que ao final dessa meiose não tenha ocorri- E 5e1
do crossing-over ou mutação. Qual fenômeno poderia
ocorrer na meiose que promoveria um aumento na va- 7 Univás Em um ciclo celular normal, uma célula dá ori-
riabilidade genética dos gametas formados? Explique gem a duas (2) células-filhas idênticas pelo processo de
esse fenômeno. mitose e dá origem a quatro (4) células haploides pelo pro-
cesso da meiose. Sabe-se que nas células cancerosas o ci-
clo celular é alterado ou modificado. Sabe-se também que
nessas células ocorre uma alteração em seus genes, muito
provavelmente naqueles que controlam o ciclo celular.
Observe as alternativas e assinale a opção de acordo com
as respostas.

368 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 27-10-2016 (13:56)

42 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 12 a 15

1. Durante a metáfase I, os cromossomos simples se 9 Univás 2012 (Adapt.) O processo de formação dos gametas,
dispõem no centro equatorial da célula formando uma masculino e feminino, é muito complexo. Os gametas são células
figura chamada metástase. haploides altamente especializadas, apresentando o número
2. Durante a prófase I, os cromossomos homólogos se atraem, de cromossomos correspondente à metade do número de
emparelhando-se. Esse pareamento dos cromossomos cromossomos da espécie. Durante a gametogênese – formação
homólogos só ocorre no processo de meiose. do óvulo e do espermatozoide –, observam-se processos como:
3. A meiose somente ocorre em células destinadas à crescimento, diferenciação, divisão reducional, aumento do
formação dos gametas, partindo sempre de uma célula número de células. Quando as células passam da fase do ovócito
haploide, que sofre duas divisões sucessivas do citoplasma. I para ovócito II; de espermatogônia para espermatócito I; de
4. O crossing-over aumenta sempre a variabilidade genética espermatócito II para espermátide, ocorrem, respectivamente:
das células formadas, pois reúne em um mesmo A meiose, meiose II, diferenciação.
cromossomo genes originados da mãe, presentes em uma B meiose I, crescimento, meiose II.
cromátide, e genes vindos do pai, presentes em outra. C mitose, meiose I, diferenciação.
A Quando as alternativas 1, 2 e 3 estiverem corretas. D meiose II, meiose I, mitose.
B Quando as alternativas 1 e 3 estiverem corretas. E meiose I, meiose II, mitose.
C Quando as alternativas 2 e 4 estiverem corretas.
D Quando somente a alternativa 4 estiver correta. 10 Fuvest 2013 Nas mulheres, uma ovogônia diferencia-se
E Quando todas as alternativas estiverem corretas. em ovócito primário, que sofre a divisão I da meiose. Dessa di-
visão, resultam o ovócito secundário e outra célula, chamada
8 Unesp 2015 Um casal procurou ajuda médica, pois há primeiro corpúsculo polar. Ao final da divisão II da meiose, o
anos desejava gerar filhos e não obtinha sucesso. Os exames ovócito secundário origina duas células – o óvulo e o segundo
apontaram que a mulher era reprodutivamente normal. Com corpúsculo polar.
relação ao homem, o exame revelou que a espermatogênese a) Quantos cromossomos existem na ovogônia, no óvulo
era comprometida por uma alteração cromossômica, e no segundo corpúsculo polar?
embora seu fenótipo e desempenho sexual fossem normais.
Por causa dessa alteração, não ocorria o pareamento dos
cromossomos homólogos, a meiose não avançava além do
zigóteno e os espermatócitos I degeneravam.
Desse modo, é correto afirmar que a análise do esperma
desse homem revelará b) Admitindo que a quantidade de DNA da ovogônia é X,
A secreções da próstata e das glândulas seminais, mas quanto DNA existe no ovócito primário, no ovócito
não haverá espermatozoides, em razão de não se com- secundário, e no primeiro e no segundo corpúsculos
pletar a prófase I. polares?
B sêmen composto por espermátides, mas não por es-
permatozoides, em razão de não se completar a esper-
matogênese pela falta de segregação cromossômica.
C espermatozoides sem cromossomos, em função da
não segregação cromossômica, e sem mobilidade, em
razão do sêmen não ter secreções da próstata e das c) Quantos gametas resultam de uma ovogônia?
glândulas seminais.
D uma secreção mucosa lubrificante, eliminada pelas
glândulas bulbouretrais, além de espermatogônias
anucleadas, em razão da não formação da telófase I.
E secreções das glândulas do sistema genital masculino,
assim como espermatozoides com 2n cromossomos, em
razão da não segregação das cromátides na anáfase II.
GUIA DE ESTUDO
Biologia / Livro 1 / Frente 1 / Capítulo 3
I. Leia as páginas de 37 a 42.
II. Faça os exercícios de 8 a 14 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 13, 16, 18, 19, 22, 25, 26, 28,
33, 39, 40, 45 e 46.

BIOLOGIA | MEDICINA I 369

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 27-10-2016 (13:57)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 43


 Orientações
O estudo da meiose envolve o conceito e as etapas do processo. São analisadas as relações entre meiose e variabi-
lidade genética, com a introdução do conceito de crossing-over. É feito um estudo sobre a gametogênese, seu processo
geral e como ocorre a espermatogênese e a ovulogênese, com um quadro comparativo desses dois processos.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: B.
O processo meiótico envolve uma duplicação do material genético (no período S da intérfase) e duas divisões celulares
(meiose I e meiose II).

2 Alternativa: B.
No processo de reparação de tecidos, as células se multiplicam por mitose. Nesse processo, os cromossomos duplicados
são alinhados no plano equatorial da célula na metáfase. Após a divisão dos centrômeros, as cromátides-irmãs separam-
-se, e cada um dos cromossomos é tracionado em direção a um dos polos; isso garante a distribuição equitativa do material
genético. Emparelhamento dos cromossomos homólogos e permutação (crossing-over) são eventos que somente ocorrem
na divisão por meiose.

3 Alternativa: A.
A presença de cromossomos homólogos pareados na placa metafásica indica que esta é uma célula germinativa na
metáfase I da meiose.

4 a) A composição de alelos será: AA/aa e BB/bb. Isso ocorre porque, no final da intérfase, completa-se o processo de
replicação, e todos os genes estão duplicados.
b) A variabilidade seria produzida pela segregação dos homólogos. Esse processo permite a separação ao acaso dos
cromossomos homólogos para as células-filhas, sendo que cada uma delas recebe um representante de cada par de
homólogos. No caso apresentado, os gametas possíveis são: AB, Ab, aB e ab.

5 Alternativa: D.
O sexo da criança foi definido na anáfase I da gametogênese masculina, quando os cromossomos sexuais foram separados,
originando 50% de células com cromossomo sexual X e 50% de células com cromossomo sexual Y.

6 Alternativa: A.
Há ocorrência de crossing-over, ou permutação, durante a prófase I. Há ocorrência de segregação independente dos
homólogos durante a anáfase I.

7 Alternativa: C.
1. Metástase é o processo por meio do qual células cancerosas espalham-se para outros tecidos do organismo.
2. O pareamento de homólogos só ocorre na meiose e se processa na prófase I.
3. A meiose ocorre em células diploides.
4. O crossing-over corresponde a uma troca de segmentos de cromátides homólogas, uma de origem materna e outra de
origem paterna.

8 Alternativa: A.
A análise do esperma desse homem revelará secreções da próstata e das glândulas seminais, mas não haverá
espermatozoides, pois os espermatócitos primários, células precursoras dos espermatozoides, não completam a prófase I
da meiose.

44 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


9 Alternativa: B.
A passagem de ovócito I para ovócito II corresponde à meiose I.
A passagem de espermatogônia para espermatócito I envolve crescimento da célula.
A passagem de espermatócito II para espermátide corresponde à meiose II.

10 a) Uma célula humana diploide (2n) possui 46 cromossomos; a ovogônia é diploide e apresenta esse número de cromossomos.
O óvulo e o segundo corpúsculo polar surgem após a meiose; são, portanto, células haploides e possuem 23 cromossomos.
b) O ovócito I possui 2X de DNA. Vale lembrar que os ovários apresentam ovócitos I estacionados por vários anos em prófase
I da meiose; nesse período, o material genético já se encontra duplicado.
O ovócito II e o primeiro corpúsculo polar possuem X de DNA, uma vez que, na anáfase I da meiose, ocorrida no ovócito I,
houve a separação dos cromossomos homólogos.
O segundo corpúsculo polar apresenta X/2 de DNA; essa célula é gerada após a meiose II, etapa em que se dá a separação
das cromátides dos cromossomos que ainda estavam duplicados.
c) Forma-se apenas um gameta funcional.

ANOTAÇÕES






































MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 45


Frente 1

Aulas C��������� ������� ��� �����


16 a 18 �����: ����, ���� ��������,
������������ � ��������
 Composição química dos seres vivos Tecidos mais Pequena atividade Baixo teor
Há dois tipos de componentes químicos nos seres vivos: velhos metabólica de água
• Inorgânicos: a maioria não possui carbono. Exemplos: Tecidos mais Grande atividade Elevado teor
jovens metabólica de água
água e sais minerais.
• Orgânicos: possuem carbono. Exemplos: carboidratos, Teor de água: idade e metabolismo.
lipídeos, proteínas, vitaminas e ácidos nucleicos.
Porcentagem em
Tecido ou órgão
Água água (massa)
A água desempenha inúmeros papéis nos seres vivos: Plasma sanguíneo, saliva, outros líquidos 90-99,5
Encéfalo do embrião 92
Solvente Tecido nervoso 84
A água dissolve várias substâncias, formando soluções Músculos 80
aquosas; nelas, as partículas dissolvidas (moléculas ou íons)
Fígado 73
ficam mais afastadas.
Pele 71
Solvente Água Pulmões 70
Rins 60,8
Solução
Tecido conjuntivo 60
Soluto Moléculas ou íons Ossos 48,2
Componentes de uma solução. A água atua como um importante solvente. Tecido adiposo 30
Dentina 12
Meio para reações Porcentagem de água em diversos tecidos e órgãos.
Em solução aquosa, as partículas de soluto apresentam
movimento, podendo chocar-se, o que colabora para a rea- Idade (anos) Percentual de água no organismo
lização de reações químicas (controladas por enzimas). 0-2 75-80
2-5 70-75
H2O 5-10 65-70
10-15 63-65
Solvente 15-20 60-63
20-40 58-60
Separação de partículas 40-60 50-58
>60 <58
Favorece reações químicas (metabolismo) Porcentagem de água no organismo humano em função da idade.

Papéis fundamentais da água: solvente e meio de reações químicas. Transporte


A água pode carregar partículas dissolvidas, como
• Observação: a quantidade de água e a idade do tecido ocorre na seiva dos vegetais e no sangue dos animais.
ou do indivíduo têm relação com a atividade metabólica.
– Estruturas com maior atividade metabólica apre- Controle térmico
sentam elevada porcentagem de água. A água contribui para o controle da temperatura, pois:
– Com o avanço da idade, a porcentagem de água • promove a dissipação de calor, que pode ocorrer com a
declina. perda de vapor-d’água. Exemplos: transpiração em plan-
tas e respiração pulmonar e suor nos seres humanos.

370 BIOLOGIA | MEDICINA I

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46 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 16 a 18

• tem alto calor específico, podendo absorver muita energia Carboidratos


térmica sem elevar consideravelmente sua temperatura. • Sinônimos: hidratos de carbono, glicídios, glucídios ou
sacarídeos.
Sais minerais • Tipos principais: açúcares (como a sacarose e a glicose) e
São os compostos minerais do organismo. Encontram- polissacarídeos (como a celulose e o amido).
-se em duas formas: • Modelo de carboidrato: glicose (C6H12O6).
• Íons dissolvidos: dispersos em água, como no interior
das células (potássio e cloreto), no fluido intersticial Cadeia aberta Cadeia cíclica

(sódio) e no plasma sanguíneo (cálcio). O H aldeído


• Imobilizados: não estão dissolvidos e fazem parte de C 1
6 CH2OH
estruturas. Exemplos: o cálcio e o fosfato são compo-
H C OH 2
nentes dos ossos. H C
5
O OH
Têm dois tipos de funções: HO C H 3 C4
H
H C1
OH
• Função plástica: são componentes de estruturas.
H C OH 4 HO C C2 H
Exemplo: o fósforo é integrante das membranas. 3

• Função reguladora: alguns minerais, como o zinco e H C OH 5


H OH
o magnésio, são fundamentais na atividade de certas D-glucose

enzimas. CH2 OH 6
álcool

Papel geral Mineral Ação específica Representação da molécula de glicose em cadeia aberta e em cadeia
cíclica.
Sua concentração e movimentação
Ação na Sódio, por meio da membrana são fun- • Classificação geral dos carboidratos
membrana potássio e damentais para vários processos,
plasmática cloro como impulso nervoso e contração
– Monossacarídeos: são açúcares constituídos por
muscular. uma única unidade molecular. Exemplos: glicose,
São componentes do fosfato de galactose e frutose. Esses três açúcares são isôme-
Cálcio e ros, pois têm a mesma fórmula, mas apresentam
cálcio, abundante nos ossos; contri-
fósforo
buem para a rigidez dos ossos. diferentes arranjos de átomos.
Componente
Integrante do fosfato, que faz parte – Dissacarídeos: são açúcares constituídos por duas
de estruturas
Fósforo da membrana plasmática (fosfoli- unidades, ou seja, dois monossacarídeos.
biológicas
pídeos).
– Polissacarídeos: são carboidratos formados por
Cálcio e Componentes da lamela média de inúmeras moléculas de monossacarídeos. Exem-
magnésio células vegetais.
plo: amido, constituído por muitas moléculas de
Contração glicose.
Cálcio Desencadeia a contração muscular.
muscular
Essa classificação dos carboidratos apresenta os se-
Coagulação do Participa do processo de coagulação
Cálcio guintes detalhes:
sangue sanguínea.
Chamados de cofatores enzimá-
Auxiliares na Magnésio,
ticos, unem-se a certas enzimas,
Monossacarídeos
atividade de zinco e • Sua classificação tem por base o número de átomos de
sendo indispensáveis para sua
enzimas manganês
atividade. carbono:
Fósforo É integrante do ATP. – Heptoses: 7 carbonos.
Faz parte da molécula de clorofila, – Hexoses: 6 carbonos.
Magnésio fundamental para a realização de – Pentoses: 5 carbonos.
Metabolismo fotossíntese. – Tetroses: 4 carbonos.
energético Integrante dos citocromos, que – Trioses: 3 carbonos.
atuam na cadeia respiratória • A fórmula geral dos monossacarídeos é CnH2nOn.
Ferro
(processo que faz parte da
respiração celular).
• Dentre as pentoses, há duas muito importantes:
– Ribose: componente do RNA; sua fórmula é
Integrante da molécula de hemo-
Componente Ferro globina, proteína presente nos C5H10O5.
de macromolé- glóbulos vermelhos. – Desoxirribose: faz parte da molécula de DNA; sua
culas
Fósforo Componente do DNA e do RNA. fórmula é C5H10O4.
Apresentação de minerais importantes, com seus papéis no organismo.

BIOLOGIA | MEDICINA I 371

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MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 47


Aulas 16 a 18

Polissacarídeos
Monossacarídeos Papel geral Tipos Localização
• Composição: são constituídos por inúmeras moléculas
Componente de monossacarídeos. Exemplos: amido, celulose e gli-
Integrantes Ribose
do RNA.
Pentoses dos ácidos cogênio, constituídos por muitas moléculas de glicose.
nucleicos. Componente
Desoxirribose • Solubilidade: são insolúveis em água; já monossacarí-
do DNA.
deos e dissacarídeos são solúveis em água.
Sangue, uva e
Glicose
mel.
Fornecem CH2OH CH2OH
Frutas em
energia para Frutose
Hexoses geral. H H H H
as atividades C O C O
metabólicas. Componente C OH H C C OH H C
Galactose da lactose,
O C C O C C O
açúcar do leite.
Os principais monossacarídeos e seus papéis biológicos. H OH H OH

Ligação entre monossacarídeos


Dissacarídeos
Exemplos:
• A formação de dissacarídeos acontece por meio de
uma reação que produz água. É uma reação do tipo
síntese por desidratação.
• Exemplos: pode ser citada a sacarose, que é o açúcar de
cana, formada pela reação entre glicose e frutose:

C6H12O6 + C6H12O6 C12H22O11 + H2O

Glicose Frutose Sacarose

Reação de formação da sacarose.


Amido Glicogênio
• Papel biológico: dissacarídeos têm papel energético
A ligação entre monossacarídeos é fundamental para a formação
no metabolismo.
dos polissacarídeos. Glicogênio e amido são formados pela união de
• Digestão: no tubo digestório, os dissacarídeos sofrem moléculas de glicose, porém o amido apresenta uma estrutura menos
hidrólise, um tipo de reação química que envolve a ramificada e compacta.
participação de água e de uma enzima.
Monossacarídeo
Polissacarídeo Localização Papel
Enzima componente
Onde é Produtos da
Dissacarídeo envolvida em
encontrado hidrólise Tecidos de reser-
sua hidrólise
va de vegetais,
Reserva
Cana-de-açúcar e Glicose e como batata,
Sacarose Sacarase Amido Glicose energética
beterraba frutose arroz, milho,
de vegetais.
Gerada durante mandioca e
Maltose a digestão do Maltase Glicose banana.
amido Citoplasma de
Reserva
Glicose e fungos e de ani-
Lactose Leite Lactase energética
galactose Glicogênio Glicose mais (principal-
de fungos e
mente no fígado
Principais características de três dissacarídeos: sacarose, maltose e de animais.
e nos músculos).
lactose.
Proteção
• Observações: Parede celular de células e
– Monossacarídeos podem ser transferidos do trato Celulose Glicose de vegetais e de sustentação
digestório, passando para a corrente sanguínea. muitas algas. mecânica
de vegetais.
– Muitos seres humanos adultos apresentam pouca
ou nenhuma lactase, por isso não digerem a lacto- N-acetilglucosami- Exoesqueleto
Proteção e
na (monossacarí- de artrópodes e
se presente no leite. Quitina sustentação
deo que contém parede celular de
mecânica.
nitrogênio) fungos.
Principais características de alguns polissacarídeos.

372 BIOLOGIA | MEDICINA I

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48 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 16 a 18

• Polissacarídeos e o ser humano • Papéis biológicos


– Amido: é digerido por enzimas da saliva (amilase – Importante reserva energética de animais e de ve-
salivar) e do suco produzido pelo pâncreas (amila- getais.
se pancreática), gerando moléculas de maltose. A – Isolante térmico.
maltose é hidrolisada com a participação da enzima – Amortecedor de impacto.
maltase, gerando duas moléculas de glicose. – Responsável por contribuir para a flutuabilidade de
– Glicogênio: é armazenado no fígado e nos múscu- animais marinhos, como focas, pinguins e baleias.
los, após uma refeição rica em carboidratos. Entre Ceras
as refeições, o fígado degrada glicogênio, gerando • Composição
glicose, que é liberada para o sangue e chega às – São produzidas pela reação entre um ou mais áci-
demais células do organismo. O controle do nível dos graxos com um álcool (exceto o glicerol).
de glicose sanguínea é regulado pelos hormônios • Papéis biológicos
insulina e glucagon. – Impermeabilização de estruturas: como exemplo,
– Celulose: não é digerida por seres humanos, pois pode ser citada a superfície do exoesqueleto de inse-
eles não possuem a enzima celulase. Apesar disso, tos e da epiderme de vegetais (como a da carnaubei-
as fibras de celulose ajudam a aumentar a moti- ra, da qual se pode extrair a cera).
lidade do intestino e retêm água, tornando mais
fácil a eliminação das fezes. Há animais que pos- Fosfolipídeos
suem em seu tubo digestório microrganismos, • Composição
como bactérias e protozoários ciliados, capazes de – A molécula apresenta duas partes, uma “cabeça” e
digeri-la. duas “pernas”. A “cabeça” consiste em um fosfato,
é polar e hidrofílica; as “pernas” são ácidos graxos,
Lipídeos conferindo-lhes natureza apolar e hidrofóbica.
• Composição: constituem um grupo bastante diversifi- • Papéis biológicos
cado em termos químicos; têm moléculas com longas – São componentes da membrana plasmática das
cadeias carbônicas, dotadas de baixa solubilidade em células e das membranas que envolvem organelas,
água. Normalmente, apresentam carbono, oxigênio e como mitocôndrias, retículo endoplasmático, clo-
hidrogênio; os fosfolipídeos também têm fósforo. roplastos e outras.
• Principais tipos: compreendem glicerídeos (óleos e
gorduras), ceras, fosfolipídeos e esteroides. Porção polar
(com fosfato)

Glicerídeos Fosfolipídeo
• Nomes populares Porção apolar
– Óleos e gorduras: (cadeias carbônicas)
° Óleos normalmente são líquidos e encontrados
em vegetais.
° Gorduras normalmente são sólidas e encontradas
em animais, por exemplo, no tecido subcutâneo.
• Composição
– Resultam de uma reação de síntese por desidrata-
ção, envolvendo uma molécula de glicerol e três
de ácidos graxos, com a formação de três molécu-
Organização de uma molécula de fosfolipídeo e sua participação
las de água.
como integrante da membrana plasmática de uma célula.

O
Esteroides
H2C O C R
H2C OH
O O • Composição
HC OH + 3 R C O− + 3H+ HC O C R + 3H2O – Formados por cadeias complexas, compostas de
O anéis interligados, onde o colesterol é fundamental
H2C OH
H2C O C R
para sua formação.
Glicerol Ácidos graxos Triacilglicerol
– O colesterol é o esteroide que possui a estrutura
Reação de formação de um glicerídeo. química típica do grupo.

BIOLOGIA | MEDICINA I 373

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MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 49


Aulas 16 a 18

• Papéis biológicos do colesterol Tipo de lipídeo Estrutura química Funções


– É componente estrutural da membrana das células Reserva energética, amor-
Glicerol unido a três
animais (não é encontrado em vegetais). Glicerídeos (óleos tecimento de impacto,
moléculas de ácidos
e gorduras) isolamento térmico e
– É empregado na síntese de hormônios esteroides, graxos.
flutuabilidade.
como a testosterona (hormônio masculino) e o es-
Álcool (exceto o gli-
trógeno (hormônio feminino). cerol) unido a uma Impermeabilização de
– Tem importante relação com doenças cardiovascu- Ceras
ou mais moléculas estruturas.
lares. de ácidos graxos.
O Duas moléculas de Componentes da mem-
Colesterol
CH3
CH3 Fosfolipídeos ácidos graxos unidas brana plasmática e de
a uma de fosfato. membranas de organelas.
CH3 H Colesterol é componente
H
estrutural da membrana
H H Apresentam um
H H plasmática animal. Por
HO Progesterona Esteroides núcleo com quatro
O meio dele, são produzidos
anéis interligados.
hormônios esteroides e a
OH
vitamina D.
H
Aspectos fundamentais da diversidade dos lipídeos.

H H
O
Testosterona
Estrutura química de alguns esteroides.

EXERCÍCIOS DE SALA

1 UEM 2012 A respeito de alguns minerais, de suas fun- a) Cite duas estruturas, uma no corpo de um animal e ou-
ções no organismo humano e suas principais fontes na ali- tra no corpo de um vegetal, em que se verifica a função
mentação, assinale o que for correto. estrutural dos carboidratos.
01 O ferro é um componente da hemoglobina, da mioglo-
bina e das enzimas respiratórias. O fígado de boi é uma
fonte rica desse componente, na forma oxidada.
02 O sódio é o principal cátion no líquido intracelular;
apresenta-se como um cátion bivalente e tem no sal
de cozinha sua principal fonte.
04 O iodo é um dos componentes dos hormônios da ti-
reoide e é encontrado na substância NaC.
08 O enxofre é um componente essencial na produção de
lipídios e sua fonte principal são os sulfatos presentes b) Ao chegar ao duodeno, as gotas de gordura são proces-
em águas minerais. sadas por agentes não enzimáticos e por uma enzima
16 O cálcio é um elemento essencial à coagulação sanguí- em especial. Identifique estes agentes e esta enzima,
nea, sendo encontrado em leites. mencionando a ação de cada um.
Soma:

2 Unifesp 2015 Recomenda-se frequentemente aos ves-


tibulandos que, antes do exame, prefiram alimentos ricos
em carboidratos (glicídios) em vez de gorduras (lipídios),
pois estas são digeridas mais lentamente. Além da função
energética, os carboidratos exercem também funções es-
truturais, participando, por exemplo, dos sistemas de sus-
tentação do corpo de animais e vegetais.

374 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 27-10-2016 (13:58)

50 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


Aulas 16 a 18

3 Unesp 2014 Três consumidores, A, B e C, compraram, Sabendo-se que o consumidor A tinha intolerância à lactose,
cada um deles, uma bebida em embalagem longa vida, ade- o consumidor B era diabético e o consumidor C tinha altos
quada às suas respectivas dietas. As tabelas a seguir trazem níveis de colesterol e que as bebidas compradas foram suco
informações nutricionais sobre cada uma dessas três bebidas. néctar de pêssego, bebida pura de soja e iogurte integral
Tabela 1 natural, assinale a alternativa que associa corretamente a
porção: 100 mL %VD
bebida comprada com a respectiva tabela e o consumidor
que a adquiriu.
Valor energético 86,3 kcal 4%
A Suco néctar de pêssego, tabela 1, consumidor A.
Carboidratos 21,3 g 7%
B Iogurte integral natural, tabela 2, consumidor C.
Proteínas 0,0 g 0%
C Iogurte integral natural, tabela 1, consumidor B.
Gorduras totais 0,0 g 0%
D Bebida pura de soja, tabela 2, consumidor A.
Gorduras saturadas 0,0 g 0% E Suco néctar de pêssego, tabela 3, consumidor B.
Gorduras trans 0,0 g –
Fibra alimentar 0,0 g 0% 4 UEM 2013 O colesterol é um dos lipídios encontrados no
Sódio 12,1 mg 1% corpo humano, bastante conhecido devido à sua associa-
Tabela 2
ção com doenças cardiovasculares. Apresenta ainda diver-
sas funções importantes ao organismo. Sobre essa molécu-
porção: 100 mL %VD
la, é correto afirmar que
Valor energético 51,5 kcal 3%
01 ela é a precursora dos hormônios sexuais, como a tes-
Carboidratos 1,9 g 1%
tosterona e a progesterona.
Proteínas 4,1 g 5%
02 ela participa da composição química da membrana
Gorduras saturadas 1,8 g 8% plasmática.
Gorduras monoinsaturadas 0,9 g – 04 ela é encontrada em alimentos de origem animal e
Gorduras poli-insaturadas 0,1 g – vegetal, uma vez que é derivada do metabolismo dos
Cálcio 143,1 mg 14% glicerídeos.
Vitamina A 22,5 µg 4% 08 ela é produzida no fígado, quando de origem endógena.
Vitamina C 0,9 mg 2% 16 ela permite a formação da vitamina D e dos sais biliares.
Magnésio 11,3 mg 4% Soma:
Colesterol 13,8 mg –
Lipídeos 3,0 mg –
Sódio 51,6 mg 2%

Tabela 3
porção: 100 mL %VD
Valor energético 27,0 kcal 1%
Carboidratos 1,5 g 1%
Açúcares 1,5 g –
Proteínas 2,6 g 3%
Gorduras totais 1,2 g 2%
Gorduras saturadas 0,2 g 1%
Gorduras trans 0,0 g –
Gorduras monoinsaturadas 0,3 g –
Gorduras poli-insaturadas 0,7 g –
Fibra alimentar 0,4 g 2%
Lactose 0,0 g –
Colesterol 0,0 mg –
Sódio 49,5 mg 2%
Disponível em: <www.tabelanutricional.com.br>.

BIOLOGIA | MEDICINA I 375

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 24-10-2016 (08:58)

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 51


Aulas 16 a 18

5 Uepa 2012 O surgimento e a manutenção da vida, no 6 PUC-RS 2012 Na fabricação da cerveja, a fermentação
nosso planeta, estão associados à água, que é a subs- transforma o açúcar do cereal em álcool. O mesmo proces-
tância mais abundante dentro e fora do corpo dos seres so é usado no preparo da massa de bolos e pães, onde os
vivos. Entretanto, segundo dados fornecidos pela Associa- fermentos consomem o açúcar da farinha e liberam o gás
ção Brasileira de Entidades do Meio Ambiente (Abema), carbônico que aumenta o volume da massa. Esse açúcar é
80% dos esgotos do país não recebem nenhum tipo de ______ que deriva do amido, um ______, sintetizado por
tratamento e são despejados diretamente em rios, mares, ______ como reserva energética.
lagos e mananciais, contaminando a água aí existente. A a glicose – polissacarídeo – vegetais
Poluição da Água. Disponível em: <www.colegioweb.com.br/biologia/ B a glicose – polipeptídeo – fungos e plantas
constituicaoda-agua.html>. Acesso em: 5 set. 2011. (Adapt.).
C o glicogênio – polissacarídeo – fungos e plantas
Considerando as funções exercidas nos seres vivos pela D o glicogênio – polipeptídeo – fungos e plantas
substância em destaque no texto, analise as afirmativas. E o glicogênio – polissacarídeo – vegetais
I. Facilita o transporte das demais substâncias no organismo.
II. Participa do processo da fotossíntese.
III. Dissolve as gorduras, facilitando sua absorção.
IV. Auxilia na manutenção da temperatura do corpo.

De acordo com as afirmativas acima, a alternativa correta é:


A I e II.
B I, II e III.
C I, II e IV.
D II, III e IV.
E I, II, III e IV.

GUIA DE ESTUDO
Biologia / Livro 1 / Frente 1 / Capítulo 5
I. Leia as páginas de 67 a 71.
II. Faça os exercícios 2, 7, 9, 12 e 13 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 3 a 12.

376 BIOLOGIA | MEDICINA I

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / FRANCISCO.SILVA / 27-10-2016 (13:58)

52 MANUAL DO CADERNO MEDICINA I


 Orientações
Nessas aulas, iniciar apresentando os componentes inorgânicos e orgânicos dos seres vivos. Inicialmente, falar sobre
os diversos papéis da água, com destaque para o de solvente e o de meio para reações. Em seguida, apresentar as fun-
ções plástica e reguladora desempenhadas pelos sais minerais. Os carboidratos terão uma abordagem geral, mas deve-se
falar sobre mono, di e polissacarídeos. Finalmente, apresentar os lipídeos e seus grupos: glicerídeos, ceras, fosfolipídeos
e esteroides.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Soma = 17
02 Incorreta. O sódio é o principal cátion no meio extracelular e apresenta-se como um cátion monovalente.
04 Incorreta. O iodo é encontrado no sal de cozinha na forma de iodeto de potássio (KI), e não na substância NaC.
08 Incorreta. O enxofre é componente essencial na produção de dois aminoácidos (metionina e cisteína) e suas principais
fontes são as proteínas da carne, do leite, dos ovos e dos cereais.

2 a) Os artrópodes possuem exoesqueleto formado por quitina e as plantas possuem parede celular composta por celulose.
Estes polissacarídeos possuem função estrutural, pois formam o corpo destes seres vivos.
b) As gotas grandes de gordura são transformadas em gotas menores pela ação dos sais biliares (agentes não enzimáticos),
processo conhecido como emulsificação dos lipídeos. Este processo facilita a ação das lipases, que são enzimas capazes
de digerir os lipídeos transformando-os em ácidos graxos e glicerol.

3 Alternativa: A.
O consumidor A (intolerante à lactose) comprou o suco de pêssego, o qual não possui lactose e é rico em carboidratos
(açúcares), indicado na tabela 1.
O consumidor B (diabético) comprou o iogurte natural, o qual possui baixa concentração de açúcares e possui colesterol, o
que indica que é um produto de origem animal, pertencente à tabela 2.
O consumidor C (com altos níveis de colesterol) comprou a bebida pura de soja rica em proteínas e não possui colesterol,
indicada na tabela 3.

4 Soma = 27
04 Incorreta. O colesterol não é produzido pelos vegetais, sendo encontrado somente em alimentos de origem animal.

5 Alternativa: C.
Afirmativa I: correta. A água, por ser solvente, contribui para o transporte de substâncias no organismo.
Afirmativa II: correta. A água é um dos reagentes da fotossíntese.
Afirmativa III: incorreta. A água é uma substância polar e não dissolve gorduras.
Afirmativa IV: correta. A água auxilia na manutenção da temperatura corporal devido ao seu elevado calor específico e por
conta de processos relacionados à perda de água na forma de vapor.

6 Alternativa: A.
A glicose é componente do amido; e o polissacarídeo, da reserva das plantas.

ANOTAÇÕES

MANUAL DO CADERNO MEDICINA I 53