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GEOGRAFIA

DA
POPULAÇÃO
POPULAÇÃO
O que é População?

População é um conjunto de
pessoas que ocupam um determinado
espaço em um período de tempo
específico.
População Absoluta

População Relativa

O caso do Brasil:
 Populoso: grande população absoluta - quase
190 milhões.
 Pouco povoado: baixa população relativa -
aproximadamente 22 habitantes/Km²
Ranking dos Países Mais Populosos
Posição País População
1 China 1,330,141,295
2 Índia 1,173,108,018
3 Estados Unidos 310,232,863
4 Indonésia 242,968,342
5 Brasil 201,103,330
6 Paquistão 184,404,791
7 Bangladesh 156,118,464
8 Nigéria 152,217,341
9 Rússia 139,390,205
10 Japão 126,804,433
Fonte: U.S. Census Bureau, International Data Base
http://www.census.gov/cgi-bin/broker
Taxa de Natalidade
Número de nascidos vivos registrados em um
ano por mil habitantes.

Causas da queda da Natalidade


- Redução do trabalho familiar;

- Queda no número de casamento precoce;

- Altos custos com filhos;

- Ingresso da mulher no mercado de trabalho;

- Avanços na medicina: métodos anticoncepcionais.


Taxa de Mortalidade
Número de óbitos registrados em um ano
por mil habitantes.

Causas da queda da Mortalidade


- Melhoria do saneamento básico;
- Avanços na medicina: descoberta de vacinas e novos
tratamentos;
- Novas tecnologias médicas.
Taxa de Fecundidade
Designa o número proporcional de
nascimentos com vida em relação a população
de mulheres e um tempo determinados.

Taxa de Fertilidade
Número médio de filhos por mulher em
idade de procriar (entre 15 a 45).
Taxa de Expectativa de vida
Corresponde a quantidade de anos que vive
em média a população.

Causas do aumento da EV
Destaca-se a melhoria nas condições de
saúde, incluindo a implantação de saneamento
básico, campanhas de vacinação e melhor
atendimento médico-hospitalar à criança e à
gestante.
Crescimento Vegetativo ou Natural

Diferença entre a natalidade e a


mortalidade, ou seja, a porcentagem que a
população cresceu.

CV = Natalidade - Mortalidade
Crescimento Demográfico
 Crescimento Vegetativo ou Natural
 Taxa de Migração
 Emigração

 Imigração

 Fatores Atrativos

 Fatores Repulsivos

CD = (Nat + Imigração) – (Mort + Emigração)


Tipos de Migrações
Consequências da Emigração
Consequências da Imigração
• Fases do Crescimento Demográfico
Fases Taxas
Pré-transicional (1) Mortalidade: Alta
Natalidade: Alta
Crescimento Vegetativo: Regular
Primeira Fase da Transição (2) Mortalidade: Baixa
Natalidade: Alta
Crescimento Vegetativo: Alto
Segunda Fase da Transição (3) Mortalidade: Baixa
Natalidade: Diminui
Crescimento Vegetativo: Diminui
Transição em Conclusão (4) Mortalidade: Baixa
Natalidade: Baixa
Crescimento Vegetativo: Baixo
Pirâmide Etária por fase de
Crescimento Demográfico
Teorias Demográficas
 Malthusiana (também chamada de
pessimista)
 Neomalthusiana (reformulação da
anterior)
 Reformista (também chamada de
otimista)
 Ecomalthusiana
Teoria Malthusiana

 Para Malthus seria necessária a existência de


catástrofes, tendo por objetivo o controle
populacional;
 Considerava que o crescimento populacional
crescia em Progressão Geométrica (2, 4, 8, 16,
32...) enquanto que o número de alimentos crescia
em Progressão Aritmética (2, 4, 6, 8, 10, 12...)
Críticas à teoria Malthusiana
 A pobreza nem sempre ocorre em função da
escassez de alimentos, mas simplesmente da
distribuição deles;
 O número de pessoas em nada está relacionado à
escassez de alimentos no mundo atual;
 A produção de alimentos cresceu mais que o
esperado graças as inovações tecnológicas e
agrícolas.
Teoria Neomalthusiana

 Aponta para a necessidade de redução da


população jovem;
 Tendo em vista a sobra de recursos destinados à
educação, saúde etc.
 Prega um extenso programa de redução
populacional semelhante ao aplicado na China.
Teoria Reformista
 Percepção de que a causa da pobreza não ocorre
em função do número de pessoas, mas em função
da distribuição da renda;
 Prega melhor distribuição dos alimentos,
principalmente considerando o nível tecnológico
no mundo atual.
Teoria Ecomalthusiana

 Defende a tese de que o rápido crescimento


populacional geraria enorme pressão sobre os
recursos naturais, e por conseqüência sérios
riscos ambientais para o futuro.
Índice de Desenvolvimento
Humano - IDH
É um indicador que serve de comparação
entre os países, com objetivo de medir o grau de
desenvolvimento econômico e a qualidade de
vida oferecida à população.

Considera os índices de saúde, renda e


educação de um país.
Estrutura da População
Com base na estrutura ocupacional:
 População Economicamente Ativa (PEA);

 População Economicamente Inativa (PEI).

Os setores da economia:
 Primário;

 Secundário;

 Terciário.
Dinâmica da População Mundial

 Asprincipais áreas de atração são a América Anglo-


saxônica e a Europa Ocidental.

 As principais áreas de saída são a América Latina,


África e Sul e Sudeste da Ásia.

 A globalização da economia mundial tem


acentuado as diferenças regionais e sócio-
econômicas.
Dinâmica da População Brasileira
Migrações Intra-Regionais:

 Séculos XVI e XVII – deslocamento de pessoas do litoral para o


interior do Nordeste;
 Século XVIII – deslocamento de paulistas e nordestinos para
Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso;
 1870-1910 – deslocamento de nordestinos para a Amazônia;
 Final do século XIX e Início do século XX – nordestinos para
São Paulo;
 Década de 1940 – nordestinos para oeste paulista e norte do
Paraná;
 Década de 1950 – nordestinos para Goiás;
 Décadas de 1960/70 – nordestinos para a Amazônia.
Brasil e as Migrações Internacionais:

 1500 – 1930: Perfil receptor


 Colonizadores portugueses
 Escravos africanos
 Europeus não lusitanos
 Asiáticos
 1930 – 2010: Perfil repulsor
 Lei de cotas de 1934
 Êxodo rural e Macrocefalia urbana
 Busca por melhores condições de vida
Os principais grupos de imigrantes que vieram para
o Brasil:
 Portugueses;

 Italianos;

 Espanhóis;

 Alemães;

 Japoneses.

Além desse grupos podemos mencionar a entrada


de imigrantes eslavos (principalmente no Paraná), sírios,
libaneses, turcos, judeus, asiáticos do extremo oriente, e
reduzida presença de franceses, holandeses e até norte-
americanos.
Questão 1
O movimento migratório no Brasil é significativo, principalmente em
função do volume de pessoas que saem de uma região com destino a
outras regiões. Um desses movimentos ficou famoso nos anos 80,
quando muitos nordestinos deixaram a região Nordeste em direção ao
Sudeste do Brasil. Segundo os dados do IBGE de 2000, este processo
continuou crescente no período seguinte, os anos 90, com um
acréscimo de 7,6% nas migrações deste mesmo fluxo. A Pesquisa de
Padrão de Vida, feita pelo IBGE, em 1996, aponta que, entre os
nordestinos que chegam ao Sudeste, 48,6% exercem trabalhos manuais
não qualificados, 18,5% são trabalhadores manuais qualificados,
enquanto 13,5%, embora não sejam trabalhadores manuais, se
encontram em áreas que não exigem formação profissional. O mesmo
estudo indica também que esses migrantes possuem, em média,
condição de vida e nível educacional acima dos de seus conterrâneos e
abaixo dos de cidadãos estáveis do Sudeste.
Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 30 jul. 2009 (adaptado).
Com base nas informações contidas no texto, depreende-se que:

(A) o processo migratório foi desencadeado por ações de governo


para viabilizar a produção industrial no Sudeste.
(B) os governos estaduais do Sudeste priorizaram a qualificação da
mão-de-obra migrante.
(C) o processo de migração para o Sudeste contribui para o fenômeno
conhecido como inchaço urbano.
(D) as migrações para o sudeste desencadearam a valorização do
trabalho manual, sobretudo na década de 80.
(E) a falta de especialização dos migrantes é positiva para os
empregadores, pois significa maior versatilidade profissional.
Questão 2
A tabela a seguir apresenta dados referentes à mortalidade infantil, à
porcentagem de famílias de baixa renda com crianças menores de 6
anos e às taxas de analfabetismo das diferentes regiões brasileiras e do
Brasil como um todo.

* A mortalidade infantil indica o número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade
para cada grupo de 1 000 crianças que nasceram vivas.
Suponha que um grupo de alunos recebeu a tarefa de pesquisar fatores
que interferem na manutenção da saúde ou no desenvolvimento de
doenças. O primeiro grupo deveria colher dados que apoiassem a idéia
de que se combatendo agentes biológicos e químicos se garante a saúde.
Já o segundo grupo deveria coletar informações que reforçassem a idéia
de que a saúde de um indivíduo está diretamente relacionada à sua
condição socioeconômica.

Os dados da tabela podem ser utilizados apropriadamente para:

(A) apoiar apenas a argumentação do primeiro grupo.


(B) apoiar apenas a argumentação do segundo grupo.
(C) refutar apenas a posição a ser defendida pelo segundo grupo.
(D) apoiar a argumentação dos dois grupos.
(E) refutar apenas a posição a ser defendida pelo segundo grupo.
Questão 3

Uma pesquisadora francesa produziu o seguinte texto para


caracterizar nosso país: “O Brasil, quinto país do mundo em
extensão territorial, é o mais vasto do hemisfério Sul. Ele faz parte
essencialmente do mundo tropical, à exceção de seus estados mais
meridionais, ao sul de São Paulo. O Brasil dispõe de vastos
territórios subpovoados, como o da Amazônia, conhece também um
crescimento urbano extremamente rápido, índices de pobreza que
não diminuem e uma das sociedades mais desiguais do mundo.
Qualificado de ‘terra de contrastes’, o Brasil é um país moderno do
Terceiro Mundo, com todas as contradições que isso tem por
conseqüência.

Adap.: DROULERS, M. Dictionnaire geopolitique des états. Organizado por Yves Lacoste. Paris:
Éditions Flamarion, 1995.
O Brasil é qualificado como uma “terra de contrastes” por:

(A) fazer parte do mundo tropical, mas ter um crescimento urbano


semelhante ao dos países temperados.
(B) não conseguir evitar seu rápido crescimento urbano, por ser um
país com grande extensão de fronteiras terrestres e de costa.
(C) possuir grandes diferenças sociais e regionais e ser considerado
um país moderno do Terceiro Mundo.
(D) possuir vastos territórios subpovoados, apesar de não ter
recursos econômicos e tecnológicos para explorá-los.
(E) ter elevados índices de pobreza, por ser um país com grande
extensão territorial e predomínio de atividades rurais.
Questão 4
O número de indivíduos de certa população é representado pelo
gráfico a seguir.

Em 1975, a população
tinha um tamanho
aproximadamente igual
ao de:

(A) 1960
(B) 1963
(C) 1967
(D) 1970
(E) 1980
Questão 5
Em reportagem sobre crescimento da população brasileira, uma revista
de divulgação científica publicou tabela com a participação relativa de
grupos etários na população brasileira, no período de 1970 a 2050
(projeção), em três faixas de idade: abaixo de 15 anos; entre 15 e 65
anos; e acima de 65 anos.
Admitindo-se que o título da reportagem se refira ao grupo etário cuja
população cresceu sempre, ao longo do período registrado, um título
adequado poderia ser:
(A) "O Brasil de fraldas"
(B) "Brasil: ainda um país de adolescentes"
(C) "O Brasil chega à idade adulta"
(D) "O Brasil troca a escola pela fábrica"
(E) "O Brasil de cabelos brancos"
Questão 6
O gráfico mostra a porcentagem da força de trabalho brasileira em 40
anos, com relação aos setores agrícola, de serviços e industrial/mineral.
A leitura do gráfico permite constatar que:
(A) Em 40 anos, o Brasil deixou de ser essencialmente agrícola
para se tornar uma sociedade quase que exclusivamente industrial.
(B) A variação da força de trabalho agrícola foi mais acentuada no
período de 1940 a 1960.
(C) Por volta de 1970, a força de trabalho agrícola tornou-se
equivalente à industrial e de mineração.
(D) Em 1980, metade dos trabalhadores brasileiros constituía a
força de trabalho do setor agrícola.
(E) De 1960 a 1980, foi equivalente o crescimento percentual de
trabalhadores nos setores industrial/mineral e de serviços.
Questão 7
Sobre as migrações, no Brasil, Analisando os indicadores citados no
leia o seguinte texto: texto, é possível afirmar que:
O Brasil, por suas características (A) o grande número de
de crescimento econômico, e desempregados no Brasil está
apesar da crise e do retrocesso exclusivamente ligado ao grande
das últimas décadas, é aumento da população.
classificado como um país (B) existe uma “exclusão social”, que
moderno. Tal conceito pode ser, é resultado da grande concorrência
na verdade, questionado se existente entre a mão-de-obra
levarmos em conta os indicadores qualificada.
sociais: o grande número de (C) o déficit de moradia está
desempregados, o índice de intimamente ligado à falta de espaços
analfabetismo, o déficit de nas cidades grandes.
moradia, o sucateamento da (D) os trabalhadores brasileiros não
saúde, enfim, a avalanche de qualificados engrossam as fileiras dos
brasileiros envolvidos e tragados “excluídos”.
num processo de repetidas
migrações [...] (E) por conta do crescimento
econômico do país, os trabalhadores
VALIN. Migrações: da perda de terra à exclusão social. São Paulo: pertencem à categoria de mão-de-
Atual, 1996. (Texto adaptado) obra qualificada.
Questão 8
A tabela apresenta a taxa de desemprego dos jovens entre 15 e 24 anos
estratificada com base em diferentes categorias.
Considerando apenas os dados anteriores e analisando as
características de candidatos a emprego, é possível concluir que
teriam menor chance de consegui-lo:
(A) mulheres, concluintes do ensino médio, moradoras da cidade
de São Paulo.
(B) mulheres, concluintes de curso superior, moradoras da cidade
do Rio de Janeiro.
(C) homens, com curso de pós-graduação, moradores de Manaus.
(D) homens, com dois anos de ensino fundamental, moradores de
Recife.
(E) mulheres, com ensino médio incompleto, moradoras de Belo
Horizonte.
Questão 9
O quadro abaixo mostra a taxa de crescimento natural da população
brasileira no século XX.
Analisando os dados podemos caracterizar o período entre

(A) 1920 e 1960, como de crescimento do planejamento familiar.


(B) 1950 e 1970, como de nítida explosão demográfica.
(C) 1960 e 1980, como de crescimento da taxa de fertilidade.
(D) 1970 e 1990, como de decréscimo da densidade demográfica.
(E) 1980 e 2000, como de estabilização do crescimento
demográfico.
Questão 10

Ainda com base na tabela da questão anterior, é correto afirmar


que a população brasileira

(A) apresentou crescimento percentual menor nas últimas décadas.


(B) apresentou crescimento percentual maior nas últimas décadas.
(C) decresceu em valores absolutos nas cinco últimas décadas.
(D) apresentou apenas uma pequena queda entre 1950 e 1980.
(E) permaneceu praticamente inalterada desde 1950.