Você está na página 1de 50

UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

JAIR RECH

TOPOGRAFIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

LAGES
2014
JAIR RECH

TOPOGRAFIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Relatório de Estágio, apresentado ao


Curso de Engenharia Civil da
Universidade do Planalto Catarinense –
UNIPLAC – como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharel em
Engenharia Civil.

Orientação: Professor, Engenheiro Carlos


Tasior Leão.
Supervisor: Professor, Engenheiro Carlos
Eduardo de Liz.

LAGES – SC
2014
JAIR RECH

TOPOGRAFIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Trabalho de Projeto de Pesquisa de Conclusão de Curso apresentado do Departamento de


Engenharia Civil da Universidade do Planalto Catarinense – UNIPLAC – como requisito
necessário para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil, trabalho apresentado
pelo acadêmico Jair Rech sendo APROVADO pelo professor da Disciplina do Trabalho de
Conclusão do Curso e Orientador do presente trabalho.

Lages (SC), 17 de dezembro de 2014

BANCA EXAMINADORA:

_____________________________ _______________________________
Prof. Eng. Carlos Tasior Leão Prof. Eng. Carlos Eduardo de Liz
UNIPLAC UNIPLAC

__________________________________________
Professor Alexandre Tripoli Venção
Coordenador do Curso de Engenharia Civil
UNIPLAC
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a minha esposa.


AGRADECIMENTOS

A Deus, pelo dom da vida.


Ao meu orientador, Prof. Engenheiro Carlos Tasior Leão pelos ensinamentos
transmitidos para realização deste trabalho.
Ao professor do estágio obrigatório, Prof. Engenheiro Carlos Eduardo de Liz
por disponibilizar seu tempo para orientar o estágio.
Aos profissionais da MAPENG – Engenharia e Topografia Ltda, que
acompanharam-me no dia a dia durante o estágio.
A todos os professores e funcionários da UNIPLAC.

Muito obrigado!
RESUMO

O presente estudo tem como tema topografia na construção civil. E tem como
objetivo demonstrar a importância da topografia na construção civil e suas
aplicações. As dificuldades ou impossibilidades de obtenção de distâncias por
medidas diretas, pode-se conseguir indiretamente, a utilização de uma solução
matemática que nós é dada trigonometria, onde os valores angulares e lineares
necessários são obtidos pelos equipamentos e métodos topográficos.

Palavras-chave: Engenharia Civil. Medidas. Topografia.


ABSTRACT

This study has as its theme topography in construction. And aims to demonstrate the
importance of topography in the construction industry and its applications. The
difficulty or impossibility of obtaining direct measurements of distances can be
achieved indirectly using a mathematical solution is given trigonometry, where
angular and linear necessary values are obtained by surveying equipment and
methods.

Key-words: Civil Engineering. Measures. Topography.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1: Fuso UTM ................................................................................................. 17


Figura 2: Detalhe do fuso de projeção no sistema UTM.......................................... 18
Figura 3: Detalhe do fuso em corte ......................................................................... 18
Figura 4: Detalhe do fuso de projeção no sistema LTM .......................................... 20
Figura 5: Detalhe do fuso de proteção no sistema LTM .......................................... 20
Figura 6: A Terra no cilindro de projeção ................................................................ 22
Figura 7: O fuso de projeção no cilindro .................................................................. 22
Figura 8: Esquema de projeção no sistema LTM .................................................... 22
Figura 9: Convergência meridiana........................................................................... 28
Figura 10: Convergência dos meridianos .................................................................. 29
Figura 11: Estação Total – Topcon GPT 7003 .......................................................... 31
Figura 12: Mini prisma ............................................................................................... 32
Figura 13: Mini prisma no pacote .............................................................................. 32
Figura 14: Nível eletrônico ......................................................................................... 33
Figura 15: Receptor GPS RTK .................................................................................. 33
Figura 16: Levantamento topográfico em campo ...................................................... 34
Figura 17: Levantamento topográfico em construção................................................ 34
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10
1.1 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO .......................................................... 11
1.2 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA ............................................................................. 11
1.2.1 Descrição do problema .................................................................................. 11
1.2.1 Limites do projeto .......................................................................................... 11
1.3 OBJETIVOS ........................................................................................................ 12
1.3.1 Objetivo geral ................................................................................................. 12
1.3.2 Objetivos específicos..................................................................................... 12
1.3 JUSTIFICATIVA .................................................................................................. 12
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................. 13
2.1 SISTEMA DE PROJEÇÃO UTM (UNIVERSAL TRANSVERSA DE
MERCATOR)............................................................................................................. 16
2.2 SISTEMA DE COORDENADAS LTM.................................................................. 19
2.2.1 Origem do sistema LTM ................................................................................... 20
2.2.2 Características técnicas do sistema LTM ......................................................... 21
2.3 TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS GEODÉSICAS LAT/;LONG EM
COORDENADAS PLANAS LTM – Datum SIRGAS 2000 ......................................... 23
2.3.1 Determinação das coordenadas planas LTM ................................................... 24
2.3.2 Determinação dos coeficientes para o elipsoide GR80 .................................... 24
2.3.3 Determinação dos coeficientes das fórmulas ................................................... 25
2.3.4 Determinação de X ........................................................................................... 25
2.3.5 Determinação de Y ........................................................................................... 25
2.4 TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS PLANAS SISTEMA LTM EM
COORDENADAS GEODÉSICAS LAT/LONG ........................................................... 26
2.4.1 Fórmulas utilizadas .......................................................................................... 26
2.4.2 Determinação de ’ (método das aproximações sucessivas) .......................... 26
2.4.3 Cálculo de latitude ............................................................................................ 26
2.4.4 Cálculo da longitude ......................................................................................... 27
2.5 CONVERGÊNCIA DOS MERIDIANOS ............................................................... 27
2.5.1 Cálculo da convergência meridiana ................................................................. 28
2.6 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS ......................................................................... 31
2.6.1 Equipamento utilizado no trabalho de campo................................................... 31
2.6.2 Equipamento utilizado no trabalho de gabinete................................................ 36
3 METODOLOGIA .................................................................................................... 38
3.1 MÉTODO DA PESQUISA: ESTUDO DE CASO ................................................. 38
3.2 DELINEAMENTO DA PESQUISA ....................................................................... 40
4 RESULTADOS ....................................................................................................... 41
4.1 SISTEMA DE PROTEÇÃO LOCAL TRANSVERSA DE MERCADOR (LTM) ..... 41
4.2 O SISTEMA TOPOGRÁFICO LOCAL (STL) ....................................................... 42
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 44
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 45
ANEXOS ................................................................................................................... 47
ANEXO A LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO GEORREFERENCIADO ......... 48
ANEXO B PONTOS DE LOCALIZAÇÃO - MODEL .................................................. 49
10

1 INTRODUÇÃO

A Topografia está inserida em todas as atividades da Engenharia Civil.


Desde a obtenção de plantas com curvas de nível, indispensável para a elaboração
de qualquer projeto, até a locação destes projetos. Quando aparece a necessidade
de executar um trabalho de terraplenagem, é indispensável que, antes de qualquer
máquina começar a operar, se faça um levantamento planialtimétrico para se
conhecer o modelo original do terreno; em seguida deverá ser feito um planejamento
do que se precisa executar, calculando-se com relativa precisão os volumes de corte
e aterro necessários. A Topografia também é muito utilizada nos projetos de
estradas onde atua de forma intensa (BORGES, 1977).
A Topografia adota em seus levantamentos regras e princípios matemáticos
que permitem obter a representação gráfica de uma porção da superfície terrestre,
projetada sobre um plano horizontal, com a exatidão e os detalhes necessários ao
fim a que se destina. Assim, estas regras e princípios estabelecem os métodos
gerais de levantamentos topográficos que relacionam entre si medidas de ângulos e
distâncias, com o propósito de definir, com o rigor exigido, a representação
pretendida.
Cordini (2007) comenta que, dentre os diversos métodos topográficos, o das
coordenadas retangulares e o das irradiações são os mais indicados para o
levantamento dos detalhes, enquanto o método do caminhamento e o das
intersecções servem ao levantamento do conjunto. De todos, o que oferece maior
precisão é o da triangulação, por isso é sempre recomendado para o levantamento
do conjunto, pelas vantagens que oferece na fixação mais rigorosa das posições dos
vários pontos (vértices dos triângulos) dentro da área a ser representada.
A topografia atua em:
a) Levantamento topográfico do perímetro de área urbana e rural.
b) Levantamento altimétrico em áreas de interesses.
c) Cadastramento de imóveis.
d) Perfis rodoviários e de canais ou rios.
e) Seções transversais.
f) Quantitativos de volumes.
11

g) Volume de aterros.
h) Acompanhamento da execução de obras.

1.1 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

A Empresa MAPENG – Engenharia e Topografia Ltda atua na área de


topografia em geral e construção civil, está estabelecida em Capão Alto/SC na rua
José Antunes, 150 no bairro Centro.
Criada em maio de 1999, com o foco em Topografia em Geral, em especial
Georreferenciamento de Imóveis Rurais, Divisão e Demarcação de Terras,
Loteamentos e Desmembramentos, Cadastro Técnico Municipal e Estradas;
Recentemente com serviços na área de construção civil.

1.2 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA

1.2.1 Descrição do problema

Em todos os setores da engenharia civil, seja na construção civil, estradas,


saneamento, existem no pais grandes construções em andamento, prazos curtos e
com isso a necessidade de obras rápidas e com menor desperdício de materiais
tornado a área de topografia uma ótima opção, como agilidade e precisão.

1.2.1 Limites do projeto

Na Topografia em geral, existe um imenso leque, basicamente todo o


trabalho realizado na construção civil necessita de topografia, o principal limitador
deste trabalho é o tempo, condições climáticas e equipamentos inadequados ou
ultrapassados.
12

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo geral

O presente trabalho tem por objetivo demonstrar a importância da topografia


na construção civil e suas aplicações.

1.3.2 Objetivos específicos

1. Sistema de Coordenadas UTM.


2. Sistema de Coordenadas LTM.
3. Levantamento Topográfico em Campo.
4. Equipamentos Utilizados.
5. Transporte de Coordenadas.

1.3 JUSTIFICATIVA

Cabe à Topografia promover e completar a configuração dos detalhes


naturais ou artificiais que estejam contidos em limitadas regiões estudadas (interior
das malhas geodésicas) e representá-los em mapas, cartas ou plantas topográficas,
objetivando atender as necessidades relacionados com finalidades diversas:
projetos de vias de comunicação, de traçado ou melhoramentos de cidades: projetos
para estabelecimento de portos, de redes de abastecimento de água e de esgoto,
etc.
13

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A palavra "Topografia" deriva das palavras gregas "topos" (lugar) e


"graphen" (descrever) significando, portanto, a representação exata de um lugar. A
determinação do contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada de
terreno através de cartas ou plantas, converte-se na base de qualquer projeto e obra
de engenharia ou arquitetura. Com efeito, desde edifícios e obras viárias a sistemas
de água e saneamento, planejamento urbanístico e paisagístico, entre outros, todos
se desenvolvem em função do terreno sobre o qual assentam pelo que é
fundamental o conhecimento pormenorizado desse mesmo terreno, tanto na fase do
projeto, como na sua execução. É na Topografia que se encontram os métodos e os
instrumentos que permitem esse conhecimento e asseguram uma correta
implantação da obra (BORGES, 1977).
A Topografia é a ciência que estuda a representação detalhada de uma
parte da superfície terrestre em um plano, sem levar em consideração a curvatura da
terra causada pela sua esfericidade. Significa a descrição exata e detalhada de um
lugar, determinando as dimensões, elementos existentes, variações altimétricas,
acidentes geográficos, etc. (DALAZOANA; FREITAS, 2001).
A Topografia fornece dados, obtidos através de cálculos, métodos e
instrumentos que permitem o conhecimento do terreno, dando base para execução
de projetos e obras realizadas por engenheiros ou arquitetos. Sendo fundamental
tanto na etapa de projeto quanto na execução da obra. Não se pode confundir
topografia com geodésia, pois enquanto a Topografia tem por finalidade mapear
uma pequena porção da superfície da terra, de 25 a 30 quilômetros de raio, a
Geodésia tem por finalidade mapear grandes porções (BORGES, 1977).
Da topografia, dependem diversas outras atividades, tais como: construção
civil, minerações, ferrovias, obras de urbanização pública, linhas de transmissão,
controle dimensional industrial, pavimentação, arquitetura, paisagismo, etc.
Genericamente, o objetivo da Topografia é a obtenção da planta topográfica.
Para tal, entretanto, é necessário a media de distância e ângulos. Necessário se faz,
também, a determinação da orientação e de coordenadas topográficas (X, Y) de
pontos, além da adoção de um sistema de projeção. A partir do conhecimento
14

destas variáveis, é possível determinar e representar o contorno, a dimensão e a


posição relativa de partes da superfície terrestre, com todos os detalhes necessários
(LOCH, 2007).
Entretanto, o geóide (modelo físico utilizado em substituição a verdadeira
forma da Terra) é uma superfície curva, implicando numa primeira dificuldade a ser
vencida: transformar em um plano uma superfície cuja forma geral muito se
aproxima da esfera. Por outro lado, a representação do relevo se apresenta como
outro obstáculo a ser superado.
Portanto, está delineado o problema da Cartografia (e também da
Topografia): representar em um plano a superfície do terreno, de configuração
aproximadamente esférica, com todos os detalhes existentes, como acidentes
geográficos, edificações, obras de engenharia, etc. (LOCH, 2007).
A representação gráfica dos pontos que caracterizam os acidentes naturais
(detalhes) e de todos os demais, de interesse num levantamento topográfico1, é
conseguida projetando-se ortogonalmente todos os pontos sobre um plano
horizontal de referência. Tal plano de referência é concebido como sendo o plano
tangente no ponto médio da região a ser representada. Em consequência de não se
considerar a curvatura da superfície terrestre, as projetantes (verticais) são paralelas
entre si e normais (ortogonais) ao referido plano tangente. A esta representação
gráfica, na qual é mantida uma relação constante2 entre as dimensões gráficas e as
respectivas dimensões do terreno, e onde aparecem os acidentes topográficos de
interesse, figurados por convenções, denomina-se planta topográfica (CUNHA
1983).
A extensão da região a ser representada delimita o campo topográfico, isto
é, com a abstração da curvatura terrestre se faz necessário uma concessão: a
adoção de valores aceitáveis para os erros, compatíveis com a precisão exigida para
a mencionada representação. Note-se porém que as dimensões da Terra (raio
terrestre médio de aproximadamente 6.370 km) são desproporcionais à extensão
dos levantamentos topográficos comuns (cerca de 20 km) (LOCH, 2007). Nesta linha
de raciocínio, dentro de certos limites e desde que se adotem medidas especiais, é
lícito negligenciar os erros decorrentes da curvatura do geóide.

1
Por levantamento de campo entende-se o conjunto de operações efetuadas no terreno para se obter
as medidas de interesse à representação desejada.
2
A esta relação constante denomina-se escala.
15

A definição clássica de topografia, segundo Loch (2007, p. 18):

Topografia como a ciência aplicada, baseada na geometria e na


trigonometria plana, que utiliza medidas de distâncias horizontais,
diferenças de nível, ângulos e orientação, com o fim de obter a
representação, em projeção ortogonal sobre um plano de referência, dos
pontos que definem a forma, as dimensões e a posição relativa de uma
porção limitada do terreno, sem considerar a curvatura da Terra.

Classicamente, visando atender os seus objetivos, a Topografia se divide


em: topometria e topologia.
A topometria estuda os processos clássicos de media de distância, ângulos
e diferença de nível. Encarrega-se, portanto, da media das grandezas lineares e
angulares, quer seja no plano horizontal ou no plano vertical, objetivando definir o
posicionamento relativo dos pontos topográficos3. Por sua vez, a topometria se
divide em: planimetria e altimetria (CUNHA, 1983).
A planimetria estuda e estabelece os procedimentos e métodos de medida,
no plano horizontal, de distâncias e ângulos, e a consequente determinação de
coordenadas planas (X, Y) de pontos de interesse (BORGES, 1977).
A altimetria estuda e estabelece os procedimentos e métodos de medida de
distâncias verticais ou diferenças de nível, incluindo-se a medida de ângulos
verticais. A operação topográfica que visa o levantamento de dados altimétricos é o
nivelamento.
A topometria pode alcançar o seu objetivo mediante três procedimentos
distintos:
a) efetuando medidas de grandezas angulares e lineares em relação a um
plano horizontal de referência: planimetria; efetuando medidas de grandezas
angulares e lineares em relação a um plano vertical de referência: altimetria;
b) efetuando conjuntamente medidas de grandezas angulares e lineares em
relação aos planos horizontal e vertical, determinando assim as posições relativas
dos pontos topográficos, bem como suas respectivas alturas – taqueometria4;

3
Ponto topográfico é qualquer ponto do terreno que contribui para a definição das medidas lineares
ou angulares.
4
Taqueometria: do grego takhys (rápido), metrum (medida). São levantamentos topográficos
denominados planialtimétricos (LOCH, 2007, p. 20).
16

c) Efetuando medidas de ângulos, distâncias e diferenças de nível sobre


fotografias tomadas de pontos do terreno: fotogrametria terrestre; ou sobre
fotografias tomas a partir de aeronaves: aerofotogrametria (CUNHA, 1983).
A topologia tem por objetivo o estudo das formas exteriores do terreno
(relevo) e as leis que regem a sua formação (CUNHA, 1983). Em topografia, a
aplicação da topologia é dirigida para a representação do relevo em planta, através
das curvas de nível e dos planos cotados.

2.1 SISTEMA DE PROJEÇÃO UTM (UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR)

Conforme Dalazoana e Freitas (2001) o Sistema Universal Transversa de


Mercator (UTM) é uma modificação da Projeção Transversa de Mercator, e surgiu na
década de 40 devido à necessidade de um sistema de projeção global para o apoio
aos trabalhos geodésicos visando atender aos interesses militares. Loch e Cordini
(1995) retratam que o termo universal é devido ao fato de que o sistema UTM poder
ser utilizado para qualquer região da Terra, exceto às calotas polares. Smith (apud
DALAZOANA; FREITAS, 2001) retratam que o sistema foi concebido com a
finalidade de minimizar as distorções em azimute e de manter as distorções em
escala dentro de certos limites.
A seguir serão apresentadas as especificações e características do sistema
UTM (BRASIL, 1975; OLIVEIRA, 1993):
1. Adota a projeção conforme (Mercator) transversa de Gauyss, a qual a
superfície de projeção utilizada é o cilindro que se encontra secante ao
elipsoide;
2. Estabelece a Terra dividida em 60 fusos de seis graus de longitude e a
origem localizada no antimeridiano de Greenwich;
3. O sistema é limitado pelos paralelos de 80ºS e 84ºN;
4. Meridiano Central e o Equador são representados por linhas retas, os
demais paralelos e meridianos são linhas curvas;
5. O coeficiente de deformação linear no meridiano central (K0) é 0,9996,
gerando uma distorção linear de 1/2.500;
6. A origem do sistema se encontra no cruzamento do equador com o
meridiano central do fuso;
17

7. As abscissas são representadas pela letra E (Este) e as ordenadas são


representadas pela letra N (Norte);
8. As coordenadas de origem para o hemisfério sul são 500.000m na
direção leste (abscissas) e 10.000.000m na direção norte (ordenadas).
As abscissas têm sentido crescente na direção leste e as ordenadas têm
sentido decrescente na direção sul;
Em consequência da deformação linear ocorrida devido ao cilindro estar
secante ao elipsóide, o sistema não possui escala única, apresentando reduções e
ampliações. As reduções máximas ocorrem no meridiano central e as ampliações
máximas nos extremos do fuso (MORAIS, 2014).
Segundo Robinson e Sale (1995) o sistema UTM tem sido largamente
adotado para os mapas topográficos, imagens de satélites, bancos de dados de
recursos naturais e outras aplicações que requerem posicionamento preciso. Assim,
o sistema de projeção UTM tem grande aplicabilidade em cartas de escala média
(1/250.000 – 1/25.000), porém em se tratando de escalas cadastrais (1/10.000 –
1/1.000), esta projeção traz algumas consequências negativas gerando distorções
além do aceitável. Neste sentido foram propostos dois sistemas de projeção (RTM –
Regional Transversa de Mercator e LTM – Local Transversa de Mercator) com a
finalidade de aumentar a precisão na representação em grandes escalas.

Figura 1: Fuso UTM

Fonte: (A MIRA 2011).


18

Para solucionar a distorção linear o sistema de coordenadas planas – UTM


foi substituído pelo sistema de coordenadas planas – LTM (Local Transversal de
Mercator). O erro máximo, no sistema LTM, é observado no extremo sul do Brasil,
(latitude 33ºsul), na extremidade do fuso, e atinge 1:45.662.

Figura 2: Detalhe do fuso de projeção no sistema UTM

Fonte: (A MIRA 2011)

Figura 3: Detalhe do fuso em corte

Fonte: (A MIRA 2011)

Na figura 2:
Se = Distância na superfície do elipsoide
SP = Distância plana no sistema de coordenadas UTM
19

2.2 SISTEMA DE COORDENADAS LTM

Em muitos países do mundo, o mapeamento urbano não é efetuado no


sistema UTM, em função das distorções lineares que o mesmo acarreta no
mapeamento, principalmente nos limites do fuso (A MIRA 2011).
Para solucionar estes problemas foi criado, nos Estados Unidos, o sistema
SPC (State Plane Coordinate) o qual proporciona o mapeamento de áreas urbanas
em grande escala diminuindo os erros de distorções cometidos pelo sistema UTM (A
MIRA 2011).
Este novo sistema utiliza fuso de 2º, conhecido como RTM (Regional
Transverso de Mercator) e fuso de 1º, conhecido como LTM (Local Transverso de
Mercator) (A MIRA 2011).
O sistema LTM atende à necessidade do mapeamento urbano em relação à
equivalência entre as distâncias medidas em campo e sua respectiva projeção no
mapa topográfico. A distorção linear, mesmo no limite do fuso, é tão pequena que
pode ser desprezada em mapeamentos urbanos de grande escala (1:2.000 ou
1:1.000).
No sistema LTM, a distorção máxima, no extremo sul brasileiro,
considerando o limite do fuso, chega a 1:46.966, enquanto que o sistema UTM
ocasiona, para o mesmo ponto, uma distorção de 1:1.831.
Para regiões próximas ao meridiano de secância do sistema UTM, pode-se
usar o mesmo sistema, que equivale, nesta região, ao sistema LTM, limitando a
região em 1º (30’ para cada lado do meridiano de secância).
20

Figura 4: Detalhe do fuso de projeção no sistema LTM

Fonte: (A MIRA 2011)

Figura 5: Detalhe do fuso de proteção no sistema LTM

Fonte: (A MIRA 2011)

Na figura 5:
Zona de ampliação SPI > Se1 – K > 1
Zona de redução SP2 < Se2 – K < 1
Zona de secância SP = Se – K = 1

2.2.1 Origem do sistema LTM

O sistema de coordenadas planas LTM, usado no Brasil, é originado do


sistema SPCS –State Plane Coordenates System (Sistema de Coordenadas Locais)
21

implantado nos Estados Unidos em meados da década de 1930 pelo Departamento


de Transportes do estado da Carolina do Norte (A MIRA 2011).
O sistema SPCS foi criado por Oscar S. Adams e consiste em 130 zonas, de
1º cada, referenciadas, ao Datum NAD 27 (North American de 1927). Foi efetuado
um estudo para aumentar a precisão da tecnologia utilizando o Datum NAD 83.
O sistema atual é conhecido como HGPN – High Precision GPS Network
(Rede de Alta Precisão de Referência).
Originalmente (no NAD 27) era usado o pé como unidade de medida linear,
migrando o sistema métrico com a adoção do Datum NAD 83.
O sistema SPCS é altamente preciso dentro de cada zona alcançando erro
menor que 1:10.000.
No Brasil o sistema LTM é pouco divulgado e por isso pouco utilizado.

2.2.2 Características técnicas do sistema LTM

As principais características do sistema de coordenadas planas LTM são:


a) Projeção conforme de Mercator ou Transversa de Gauss (mesma
projeção do sistema UTM).
b) Fusos de 1º de amplitude limitados por meridianos nas longitudes
inteiras.
c) Limitação recomendada para o sistema LTM até a latitude 45º para norte
e 45º para o sul a partir do equador.
d) Coeficiente de escala no meridiano central – Ko = 0,999995
e) Origem do sistema de coordenadas LTM.
Cruzamento do equador com o meridiano central (MC) do fuso.
X = 200.000 no meridiano central;
Y = 5.000.000 no equador para o hemisfério sul;
Y = 0 no equador para o hemisfério norte.
f) Designação das coordenadas.
Ordenadas = Y (latitude)
Abscissa = X (Longitude)
g) Sistema formado por eixos cartesianos ortogonais.
Eixo X paralelo ao equador;
22

Eixo Y paralelo ao meridiano central.


h) Representação gráfica da projeção.

Figura 6: A Terra no cilindro de projeção

Fonte: (A MIRA 2011)

Figura 7: O fuso de projeção no cilindro

Fonte: (A MIRA 2011)

Figura 8: Esquema de projeção no sistema LTM

Fonte: (A MIRA 2011)


23

O sistema RTM é utilizado para evitar a transposição de fuso quando a


região é próxima ao final do fuso de 1º (LTM).

Características do Sistema RTM:


a) Fuso de 2 graus
b) Meridiano Central nas longitudes ímpares
c) K0=0,999995
d) N=5.000.000 – N’ (hemisfério sul)
e) N=N’ (hemisfério norte)
f) E=400.000 ± E’ (+E’ se o ponto se encontrar a oeste do MC e –E’ se o
ponto se encontrar a leste do MC)
Características do Sistema LTM:
a) Fuso de 1 grau
b) Meridiano central nas longitudes de meio grau
c) K0=0,999995
d) N=5.000.000 - N’ (hemisfério sul)
e) N=N’ (hemisfério norte)
f) E=200.000 ± E’ (+E’ se o ponto se encontrar a oeste do MC e –E’ se o
ponto se encontrar a leste do MC.

2.3 TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS GEODÉSICAS LAT/;LONG EM


COORDENADAS PLANAS LTM – Datum SIRGAS 2000

Semi-eixo equatorial a = 6.378.137,000


Semi-eixo polar b = 6.356.752,3141
1ª excentricidade

a2 − b2
e= 1
a
e = 0,0818191910428

2ª excentricidade
24

a2 − b 2
e' = 2
a
e’ = 0,0820944381519

2.3.1 Determinação das coordenadas planas LTM

Y’ = I + II x P2 + III x P4 + A’6 x P6 3
X’ = IV X P + V X P3 + B’5 X P5 4
Y = 5.000.000 – Y’ X = 200.000 ± X’ 5
P = 0,0001 X ∆λ 6
∆λ” = │ λ-MC │x 3600 7

2.3.2 Determinação dos coeficientes para o elipsoide GR80

Elipsóide do Datum
3 2 45 4 175 6 11025 8
A = 1+ e + e + e + e + e10 8
4 64 256 16.384
A = 1,005052501813
3 2 15 4 525 6 2205 8 72765 10
B= e + e + e + e + e 9
4 16 512 2048 65536
B = 0,005063108622
15 4 105 6 2205 8 10395 10
C= e + e + e + e 10
64 256 4096 16384
C = 10,62759026 x 10-6
35 6 315 8 31185 10
D= e + e + e 11
512 2048 131072
D = 20,82037857 X 10-9
315 8 3465 10
E= e + e 12
16384 165538
E = 3,932371371 x 10-11
639
F= e10 13
131072
F = 6.554547942
25

2.3.3 Determinação dos coeficientes das fórmulas

I = Ko x S
Ko = 0,999995 (Ko do sistema LTM)
 A xφxπ 1 1 1 1 1 
S = a x (1 − e 2 )x − B x sen 2 φ + C x sen4 φ − D x sen6φ + E x sen8φ − F x sen10φ  14
 180 2 4 6 8 10 

N x senφ x cons φ x sen2 1"


II = xK o x108
2
a
N= 15
1 − e 2 x sen 2φ

III =
sen 4 1" x N x senφ x cos 3
24
(
x 5 − tg2φ + 9e 2 xcos 2φ + 4e 4 xcos 4φ xK0x10 6 ) 16

sen 6 1" x N x senφ x cos 5 φ 


A '6 = x 61 - 58 x tg 2 φ + 270 x e '2 x cos 2 φ + 330 x e '2 x sen 2 φ  x Ko x 10 24 17
720  

IV = N x cos Φ x sem 1” x Ko x 104 18

V=
sen3 1" x N x cos φ
6
(
x 1 − tg2φ + e '2 x cos 2φ x K o x 1012) 19

B '5 =
sen5 1" x N x cos 5 φ
120
(
x 5 − 18 x tg2φ − tg 4 φ + 14 x e '2 x cos 2φ − 58 x e '2 x sen2φ x K o x 10 20 20 )

2.3.4 Determinação de X

X’ = IV x P + V x P3 + B’5 x P5 21
X = 200.000 ± X’
+ X’ para ponto situado a leste do MC.
- X’ para ponto situado a oeste do MC

2.3.5 Determinação de Y

Y’ = I + II x P2 + III x P4 + A’6 x P6 22
Y’ = 5.000.000 – Y’
26

2.4 TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS PLANAS SISTEMA LTM EM


COORDENADAS GEODÉSICAS LAT/LONG

2.4.1 Fórmulas utilizadas

Y’ = 5.000.000 – Y
X’ = 1.200.000 – X
A x a x (1 − e 2 ) π
α= 23
180 o

B x a x (1 − e 2 )
β = 24
2

C x a x (1 − e 2 )
γ = 25
4

D x a x (1 − e 2 )
δ = 26
6

E x a x (1 − e 2 )
ε = 27
8

F x a x (1 − e 2 ) π
ξ = 28
10

2.4.2 Determinação de ’ (método das aproximações sucessivas)

1ª Aproximação
Y'
φ '1 = 29
Ko x α
2ª Aproximação

1  Y' 
φ2' =  xββsen2 1' − ysen4φ1' + δsen6φ1' − εsen8φ1' + εsen10φ1'  30
α  Ko 

2.4.3 Cálculo de latitude

= ’ – VII x q2 + VIII x q4 – D’6 x q6 31


tgφ 1
VII = 2
x(1 + e '2 x cos2 φ ' )x 2 x1012 32
2N xsen1" Ko
27

Cálculo de N
a
N= 33
1 − e xsen 2φ '
2

Tgφ ' 1
VIII = x(5 + 3tg 2φ '+6e '2 x cos '2 φ '−6e '2 xsen 2φ '−3e '4 x cos 4 φ '−9e '4 x cos 2 φ ' xsen 2φ ' ) x10 24 34
24 xN 4 xsen1" Ko 4

2.4.4 Cálculo da longitude

∆λ = IX x q – X x q3 + E’5 x q5 35
Determinação dos coeficientes
secφ ' 1
IX = x x10 6 36
N x sen1" Ko
1
sec φ ' = 37
cos φ '
λ = MC ± ∆λ 38
Ponto a leste do MC
λ = MC - ∆λ 39
Pontoa a oeste do MC
λ = MC + λ 40

2.5 CONVERGÊNCIA DOS MERIDIANOS

Em obras de engenharia que abrangem grandes distâncias tais como os


levantamentos destinados a projetos de linhas de transporte, sejam rodovias,
ferrovias, energia elétrica etc., nas quais se utilizam poligonais abertas e portanto
sem controle de erros de fechamento, tanto angular como linear, devemos levar em
consideração a Convergência dos meridianos no transporte e cálculo dos azimutes.
Isto porque ao efetuarmos o levantamento de campo estamos trabalhando sobre
uma superfície curva e não sobre um plano. Desta maneira, o azimute de um
alinhamento não difere de seu contra-azimute de 180º. Uma das consequências
deste fato é que a direção N-S num determinado ponto não é paralela à direção N-S
em um outro ponto que se encontre a alguns quilômetros de distância.
28

Para amenizar-se este erro no levantamento de poligonais abertas de


grande envergadura, são programadas determinações da direção do norte
verdadeiro ou geográfico entre intervalos de distância preestabelecidos, geralmente
a cada 10km. Com isso, os azimutes dos alinhamentos, que vêm sendo calculados
através dos ângulos medidos, podem ser controlados e corrigidos.
Dá-se o nome de convergência meridiana à diferença angular existente entre
o norte verdadeiro ou geográfico(NV) e o norte da quadrícula (NQ) (Figura 9).
Sobre o meridiano central, a convergência meridiana é nula, uma vez que o
norte verdadeiro coincide com o norte da quadrícula. À medida que nos afastamos
do meridiano central, a convergência meridiana vai aumentando.

Figura 9: Convergência meridiana

Fonte: (A MIRA 2011)

2.5.1 Cálculo da convergência meridiana

Para a determinação da Convergência Meridiana podemos obter sua


dedução a partir da Figura 10.
29

Figura 10: Convergência dos meridianos

Fonte: (A MIRA 2011)

PN=Pólo Norte
∆λ= Diferença de longitudes entre os pontos considerados (A e B)
 ϕ + ϕB 
φm=Latitude média do local  A 
 2 
γ=Convergência dos Meridianos
Da Figura 5 temos:
Do triângulo ABT podemos dizer que:
AB
= seny 41
BT

Do triângulo ABO’ podemos dizer que:


AB
= sen∆λ 42
BO'

Do triângulo BO’T podemos dizer que:


BO'
= senϕ 43
BT
30

Logo equipa rando-se as equações acima temos:


BO' x sen∆λ
seny = 44
BO'
senϕ
senγ = sen∆λ × sen 45
como temos dois pontos (A e B) o valor de φ será a média das latitudes (φm)
destes dois pontos e assim podemos escrever a equação como:
senγ = sen∆λ × sen 46
Como os valores de senγ e sen∆λ são pequenos estes se confundem com
os próprios valores de γ e de ∆λ, sendo assim a equação pode ser expressa por:
γ = ∆λ × sen 47
Para o cálculo da convergência meridiana (γ=CM) pode ser usada a
seguinte fórmula que nos dá um valor aproximado mas dentro das precisão
topográfica:
CM = ∆ λ. Senφm 48
onde ∆λ é a diferença de longitude entre o meridiano central e o ponto
considerado e φ é a latitude do ponto.
O valor da latitude (φ) e da longitude (λ) podem ser obtidos a partir de uma
carta topográfica com precisão mínima de minuto.
Seja um alinhamento AB cujo Azimute de Quadrícula é de 114º34'20" e φ = -
32º02'05,6" e λ = -51º14'05,41" as coordenadas do ponto A (Ponto referente do
canteiro posterior ao salão de Atos da UFRGS). Determinar o Azimute Verdadeiro do
referido alinhamento.
Da fórmula da convergência meridiana temos:
CM = ∆λ . senφm
Donde:
∆λ = MC - λA
Meridiano Central (MC) = 51º
∆λ = 51º - 51º14'05,41"
∆λ = -0º14'05,41"

CM = -0º14'05,41" x sen-32º02'05,6"
CM = (-0.2348361111) x (-0,5304355645)
CM = 0,1245654253º
31

CM = 0º07'28,4"
Azimute verdadeiro = Azimute da Quadrícula + CM
AzVed = 114º34'20" + 0º07'28,4"
AzVed = 114º41'48,4"

2.6 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS

Este item pretende fazer uma breve descrição do equipamento utilizado para
a execução das tarefas diárias realizadas ao longo deste estágio. Optou-se por fazer
uma separação entre o equipamento utilizado no trabalho de campo, o qual permitiu
a recolha da informação necessária à execução dos diferentes projetos, e o
equipamento usado em gabinete, responsável pelo tratamento e elaboração dos
documentos a ele respeitantes.

2.6.1 Equipamento utilizado no trabalho de campo

O equipamento utilizado no trabalho de campo é muito diversificado,


variando entre material de sinalização e segurança pessoal até ao material de
medição do terreno, passando por outro tipo de material auxiliar.
A lista a seguir discrimina o equipamento disponibilizado pela empresa para
a execução dos trabalhos efetuados:

Figura 11: Estação Total – Topcon GPT 7003

Fonte. (A MIRA, 2911)


32

Figura 12: Mini prisma

Fonte: (A MIRA, 2011)

Figura 13: Mini prisma no pacote

Fonte: (A MIRA, 2011)


33

Figura 14: Nível eletrônico

Fonte: (A MIRA, 2011)

Figura 15: Receptor GPS RTK

Fonte: (A MIRA, 2011)


34

Figura 16: Levantamento topográfico em campo

Fonte: Pesquisa do Autor (2014)

Figura 17: Levantamento topográfico em construção

Fonte: Pesquisa do Autor (2014)

De todo o material referido, as estações totais são aquelas que revelam


maior complexidade pelo que justificam uma maior atenção neste relatório. Durante
o estágio foram utilizadas três Estações Totais: Topcon GPT 7003, Topcon GPT
6001, e Topcon GTS 603, com 3’’ 1” e 3’’ de precisão angular, respectivamente. A
distingui-las, além da precisão angular, existe apenas a medição a laser que integra
as Estações Totais Topcon GPT 7003 e Topcon GPT 6001, que permite a medição
de pontos sem a necessidade de prisma reflector (A MIRA 2011).
Estas estações têm incluído software, segundo A Mira (2011), que
asseguram diversas funções estruturadas num sistema de menus que permitem uma
fácil utilização, das quais se destacam:
35

• Ficheiros de trabalho – a estação permite que se efetuem diferentes


trabalhos localmente através da sua gravação em memória interna com
um nome próprio. É possível criar, abrir, editar e apagar trabalhos.
• Sequências de Registo de Poligonais e Topografia – Observações atrás
e à frente permitem registar poligonais ou várias leituras em qualquer
sequência, as quais são utilizadas para calcular médias dinamicamente.
Uma observação permite o registo com uma tecla para observações
topográficas. Além disso, leituras de poligonais e observações simples
podem ser combinadas.
• Levantamento modo PTL – permite implantar pontos por alinhamento
através de dois pontos de coordenadas conhecidas.
• Perfis transversais – permite a observação de perfis transversais com a
indicação do código PK e permite que os pontos registados sejam
descarregados no mesmo código.
• Offsets – a opção de offset simples é ativada com uma tecla de função,
permitindo a entrada de offsets perpendiculares, ou calculados, incluindo
alturas remotas a partir de uma segunda leitura.
• Criação de coordenadas de pontos – as coordenadas são criadas em
tempo real com opção de registo em ficheiro, sendo utilizadas no
estacionamento e no cálculo de rumos.
• Edição de dados – permite a edição das coordenadas de pontos e
códigos.
• Carregar / descarregar ficheiros através de porta série – permite que
sejam carregados ou descarregados para o PC as coordenadas de
pontos e perfis transversais, através de um cabo série.
• Irradiação de pontos – o programa de irradiação calcula rumos e
distâncias, e mostra offsets a irradiar após cada medição. As
coordenadas dos pontos podem ser registadas.
• Intersecção inversa – efetua o cálculo de coordenadas através de pontos
conhecidos, podendo ser utilizados um mínimo de 2 e um máximo de 16
pontos.
• Cálculo da cota do ponto ocupado – calcula a cota da estação só por
observação de um ponto com cota conhecida.
36

• Cálculo de áreas – o programa calcula a área entre pontos que formem


uma figura geométrica fechada.
Sendo equipamentos de alta precisão, o seu manuseamento deve ser feito
com grande cuidado, sendo também necessária uma cautela especial na sua
limpeza. Periodicamente é necessário proceder à sua calibração, operação efetuada
pela própria marca ou empresa habilitadas para tal, que emitem um certificado de
conformidade do aparelho, normalmente válido por um ano. Em alguns trabalhos, é
mesmo necessária a entrega deste certificado (A MIRA 2011).

2.6.2 Equipamento utilizado no trabalho de gabinete

O trabalho de gabinete, segundo A Mira (2011) consiste no tratamento da


informação recolhida no trabalho de campo ou na preparação de implantação de
pontos em obra. O equipamento disponibilizado para estas funções foi o seguinte:
- Computadores de secretária
- Computadores portáteis
- Plotters
- Impressoras
- Software de desenho assistido
Relativamente ao hardware referido, trata-se de material normal, ainda que
com grande capacidade de processamento inerente ao tipo de trabalho que
desempenha. A atenção especial neste capítulo vai para o software utilizado, esse
sim mais específico, a merecer uma melhor descrição, até porque existem no
mercado vários produtos para o tratamento da informação recolhida (A MIRA, 2011).
O principal software utilizado na empresa é o Sierrasoft Geomatics Suite
10.0, complementado pelo AutoCad. O Sierrasoft Geomatics é um programa
constituído por diferentes módulos, tendo, neste estágio, sido utilizado o módulo
Topko. Este módulo permite a importação e a exportação de dados a partir da
Estação Total, contendo uma base de dados com várias marcas e modelos dos
vários aparelhos entre eles a Topcon, aqui utilizada. É um software para a gestão
dos trabalhos topográficos que fornece sofisticados instrumentos para o
levantamento topográfico, modelação tridimensional do terreno e cadastral (A MIRA,
37

2011). É ainda possível gerar perfis longitudinais e secções transversais, criar


modelos digitais do terreno e calcular volumes de movimentos de terra.
38

3 METODOLOGIA

A metodologia segundo Gil (1991, p. 76) significa: “[...] etimologicamente, o


estudo dos caminhos, dos instrumentos usados para se fazer pesquisa científica, os
quais respondem o como fazê-la de forma eficiente”.
Assim, Richardson (1999), os estudos descritivos propõem-se a estudar o
“que é”, ou seja, a descobrir as características de um fenômeno como tal e podem
abordar aspectos amplos de uma sociedade, levantamento da opinião e atitudes de
uma população acerca de determinada situação, caracterização do funcionamento
de organizações e identificação de comportamento de grupos.

3.1 MÉTODO DA PESQUISA: ESTUDO DE CASO

Nas pesquisa qualitativa, o estudo de caso é o mais relevante, segundo


Triviños (1987, p. 46):

O estudo de caso é uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade


que se analisa aprofundadamente. Pode ser caracterizado como um estudo
de uma entidade bem definida, como um programa, uma instituição, um
sistema educativo, uma pessoa ou uma unidade social. Visa evidenciar a
sua unidade e identidade próprias. É uma investigação que se assume
como particularistica, debruçando-se sobre uma situação específica
procurando descobrir o que há nela de mais essencial e característico.

Do ponto de vista de Gil (1991, p. 159)

A pesquisa exploratória visa proporcionar maior familiaridade com o


problema com vistas a torná-lo explicito ou a construir hipóteses. Envolve
levantamento bibliográfico: entrevistas com pessoas que tiveram
experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que
estimulam a compreensão. E a pesquisa descritiva visa descrever as
características de determinada população ou fenômeno ou o
estabelecimento de relações entre variáveis.

Segundo Yin (2001, p. 26): “os estudos de caso são a estratégia preferível
quando as perguntas colocadas são do tipo ‘como’ e ‘por que’, quando o
39

pesquisador tem pouco controle sobre os eventos e quando o foco é um fenômeno


contemporâneo inserido em algum contexto da vida real”.
Além disso, também se caracteriza por ser um método em que “múltiplas
fontes de evidência são utilizadas” (YIN, 2001, p. 27). Portanto, foi possível com as
informações colhidas, identificar as mais relevantes, a partir de critérios de análise
definidos pelos participantes.
O estudo de caso é uma metodologia de investigação particularmente
apropriada quando procuramos compreender, explorar ou descrever acontecimentos
e contextos complexos, nos quais estão simultaneamente envolvidos fatores. Yin
(2001), afirma ainda que este método é adequado quando pretendemos definir os
tópicos de investigação de forma abrangente, quando queremos considerar a
influência do contexto de ocorrência do fenômeno em estudo e quando queremos
socorrermos-nos de múltiplas fontes de evidências - dados (YIN, 2001, p. 11).
A definição de estudo de caso é, segundo Yin (2001, p. 13):

Com base nas características do fenômeno em estudo e com base num


conjunto de características associadas ao processo de recolha de dados e
às estratégias de análise dos mesmos. Para este autor, o estudo de caso é
um processo de investigação empírica com o qual se pretende estudar um
fenômeno contemporâneo no contexto real em que este ocorre, sendo
particularmente adequado ao seu uso quando as fronteiras entre o
fenômeno em estudo e o contexto em que ele ocorre não são claramente
evidentes. Este autor acrescenta que, pelo fato de muitas vezes ser difícil
isolar o fenômeno em estudo do contexto em que ocorre, é normalmente
necessário usar múltiplas fontes de evidência (dados) e cruzar (triangular)
os diferentes dados recolhidos.

Desta forma, há que se considerar a perspectiva da conferência o estudo de


caso sempre envolve uma instância em ação. Este, entretanto, se constitui em
conceito muito amplo, o que, segundo André (2005), pode levar a conclusões
equivocadas. Para a referida autora, tendo como aporte teórico Stake (1994 apud
ANDRÉ, 2005), o estudo de caso não é um método específico de pesquisa nem uma
escolha metodológica, mas uma forma particular de estudo e uma escolha do objeto
a ser estudado.
Triviños (1987), enfatiza as características do estudo de caso como estudos
que partem de alguns pressupostos teóricos iniciais, mas procuram manter-se
constantemente atentos a novos elementos emergentes e importantes para discutir a
40

problemática em questão. Diante do exposto, entendemos o estudo de caso como


uma estratégia de pesquisa relevante no processo educativo.

3.2 DELINEAMENTO DA PESQUISA

Este trabalho buscou analisar o quanto a Topografia é importante para a


Engenharia Civil o levantamento planialtimétrico para se conhecer o modelo original
do terreno.
41

4 RESULTADOS

4.1 SISTEMA DE PROTEÇÃO LOCAL TRANSVERSA DE MERCADOR (LTM)

Sistema de Projeção LTM (Local Transversa de Mercator) Segundo Gripp e


Silva (1997) o sistema LTM foi programado a fim de aumentar a fidelidade de
representação das medidas até um limite compatível com a precisão de locação,
necessárias em trabalhos de engenharia. Segundo Rocha (1998) este sistema tem
sido utilizado pelo Instituto de Cartografia Aeronáutica para mapeamentos de
aeroportos em escala 1/2.000.
O sistema apresenta as seguintes especificações (ROCHA, 1998):
• Assim como o sistema UTM adota a superfície de projeção cilíndrica,
transversa e secante;
• Apresenta fusos de um grau de longitude com meridianos centrais nas
longitudes de 30 minutos (ver figura 09);
• Semelhante ao sistema RTM, apresenta o coeficiente de deformação
linear no meridiano central (K0) igual a 0,999995, gerando uma distorção
linear de 1/200.000;
• Tem como coordenadas de origem para o hemisfério sul, 200.000m na
direção leste (abscissas) e 5.000.000m na direção norte (ordenadas). As
abscissas têm sentido crescente na direção leste e as ordenadas têm
sentido decrescente na direção sul;
Da mesma forma que no sistema RTM, para o LTM foram encontradas mais
duas versões diferentes do que a mais usual na comunidade científica (descrita por
Carvalho, 1999).
Assim, para Tondim (1996) o sistema LTM apresenta como origem o valor
de 100.000m na direção leste, e para Gripp e Silva (1997) o sistema LTM tem como
origem o valor de 10.000.000m na direção norte.
No entanto, segundo Gripp e Silva (1997) apesar dos sistemas RTM e LTM
minimizarem os erros de projeção, eles não alteram o conceito das reduções das
observações ao elipsóide e para lugares de altitudes elevadas a perda por redução
continua ainda muito significativa; assim a NBR 13.133 lançada em 1994, trouxe
42

consigo a definição do sistema de projeção topográfica ou sistema topográfico local,


tema este a ser revisado na sequência.

4.2 O SISTEMA TOPOGRÁFICO LOCAL (STL)

O STL representa uma alternativa aos sistemas UTM, RTM e LTM,


facilitando os cálculos e introduzindo simplificações nas aplicações topográficas. O
mesmo autor ressalta ainda que o uso da projeção UTM em locação requer a
transformação da distância plana em sua equivalente na superfície topográfica,
através da aplicação do coeficiente de deformação linear e do fator de ampliação
devido à altitude da superfície topográfica. Exemplifica também que, no que tange a
determinação de áreas, estas se encontrarão mais próximas da realidade da
superfície topográfica quando representadas pelo STL (LOCH; CORDINI, 2007).
Segundo a NBR 13.133 (1994) e NBR 14.166 (1994) as características do
sistema são:
• A superfície de projeção é um plano normal à vertical do lugar no ponto
da superfície terrestre considerado como origem do levantamento, sendo
seu referencial altimétrico referido ao Datum vertical brasileiro;
• As projetantes são ortogonais à superfície de projeção, significando o
ponto de vista da projeção estar no infinito;
As deformações máximas inerentes à desconsideração da curvatura
terrestre e a refração atmosférica têm as seguintes expressões aproximadas:
• Deformação Planimétrica devida à curvatura terrestre: I (mm) = -20,004 /
km;
• Deformação Altimétrica devida à curvatura terrestre: H (mm) = +78,52/
km;
• Deformação Altimétrica devida ao efeito conjunto da curvatura terrestre e
da refração atmosférica H’(mm) = +67,0 / km;
O plano de projeção tem a sua dimensão máxima limitada a 70 km, a partir
da origem de maneira que o erro relativo, decorrente da desconsideração da
curvatura terrestre, não ultrapasse 1/50000 nesta dimensão e 1/20000 nas
imediações da extremidade desta dimensão;
43

A localização planimétrica dos pontos, medidos no terreno e projetados no


plano de projeção, se dá por intermédio de um sistema de coordenadas cartesianas,
cuja origem coincide com a do levantamento topográfico;
Os eixos X e Y estão jacentes no Plano do Horizonte Local (plano tangente
ao elipsóide de referência) sendo que o eixo Y coincide com a linha meridiana
(Norte-Sul) geográfica, no ponto de tangência, orientado positivamente, para o norte
geográfico, conforme os Anexos A e B (LOCH; CORDINI, 2007).
44

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A primeira coisa que um Engenheiro precisa saber antes de iniciar o


planejamento de uma construção são as dimensões e condições do terreno onde ela
será alocada. Informações sobre a variação de cotas, presença e localização de
elementos estranhos à obra - árvores, lagos, antigas pavimentações etc. - ajudam a
determinar o local onde a construção será feita e a prever serviços como
terraplanagem, transplantes de árvores, entre outros.
Quem fornece esses dados é o Topógrafo, profissional responsável por fazer
o levantamento dos elementos existentes no terreno e confeccionar uma planta com
a posição exata de cada um deles, assim como a variação de cotas no local.
Essa primeira planta (chamada de planta topográfica) é fornecida ao
projetista que poderá, então, situar a obra no terreno. Esse desenho é devolvido ao
topógrafo para que ele marque no terreno os pontos de referência para os
profissionais no momento de execução de cada serviço, indicando onde devem ser
feitas obras de terraplanagem, fundações, paredes, etc.
Além de ser fundamental no momento de planejamento e projeto da
construção, o Topógrafo também atua na execução e no acompanhamento da obra,
verificando se a execução está bem alinhada e posicionada, por exemplo. Ele ainda
pode trabalhar no monitoramento da obra, identificando se houve deslocamentos de
estruturas.
O presente estudo teve como objetivo principal, somar e servir de
instrumento de consulta diante da falta de material didático disponível à área de
topografia, pois é de costume tais conhecimentos serem repassados apenas na
prática aos profissionais que pretendem seguir a carreira.
45

REFERÊNCIAS

A MIRA. Agrimensura e cartografia. Sistema de coordenadas planas LTM aplicado


em projetos rodoviários., a. XXI, n. 159, 2011.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 13.133. Execução de


levantamentos topográficos. Rio de janeiro, 1994.

_____. NBR 14.166. Rede de Referência Cadastral Municipal. Rio de Janeiro, 1998.

ANDRÉ, O. O árduo desafio de ir e vir na cidade do rio de janeiro. Revista


Eletrônica Novo Enfoque, v. 13, n. 13, p. 170-187, 2005.

BORGES, A. C. Topografia. São Paulo: Edgar Blücher, 1977.

BRASIL. Ministério do Exército. Manual Técnico; coordenadas planas, sistema


UTM. Diretoria do Serviço Geográfico do Exército. Rio de Janeiro. 1975.

CARVALHO, L. D. Análise das técnicas GPS atuais para os posicionamentos


estatísticos e cinemáticos em bases curtas. Curitiba, 1999. (Dissertação
Mestrado em Ciências Geodésicas)-Universidade Federal do Paraná.

CUNHA, N. O. Programa da disciplina ECV 1121. Topografia. Florianópolis: UFSC,


1983.

DALAZOANA, R.; FREITAS, S. R. C. A evolução do sistema geodésico brasileiro e


futura adoção do SIRGAS: Implicações na Cartografia. In: 30 ANOS DE PÓS-
GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS GEODÉSICAS NO BRASIL, 1, 2001, Curitiba, PR.
Anais do I Colóquio em Ciências Geodésicas, Curitiba: UFPR, 2001.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 3. ed. São Paulo:
Atlas, 1991.

GRIPP, J.; SILVA, A. S. Geodésia geométrica. Notas de aulas da disciplina Civ-


425. Geodésia geométrica. Departamento de Engenharia Civil, UFV, 1997.

LOCH, C. Topografia contemporânea: planimetria. 3. ed. Florianópolis: UFSC,


2007.

LOCH, C.; CORDINI, J. Topografia contemporânea: planimetria. Florianópolis, Ed.


UFSC, 1995.
46

MORAIS, R. V. Análise de uma metodologia simplificada para o transporte de


coordenadas no sistema UTM num cadastro técnico urbano através da avaliação do
erro de fechamento de poligonais. Diponível em: <https://www.ufpe.br/cgtg/
ISIMGEO/CD/html/geodesia/Artigos/G006.pdf>. Acesso em: 15 set. 2014.

OLIVEIRA, C. Curso de cartografia moderna. Rio de Janeiro, IBGE, 2a Edição,


1993.

RICHARDSON, R. J. (coord.). Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo:


Atlas, 1999.

ROBINSON, A. H.; SALE, R. Elements of cartography. John Wiley & Sons, New
York. 1995.

ROCHA, R. S. Algumas considerações sobre as projeções cartográficas


utilizadas no Brasil para mapeamentos em grandes escalas. In.: CD do III
Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário. COBRAC, Florianópolis,
18 a 22 out. 1998.

TRIVINOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a


pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman,


2005.
47

ANEXOS
48

ANEXO A LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO GEORREFERENCIADO


49

ANEXO B PONTOS DE LOCALIZAÇÃO - MODEL