Você está na página 1de 14

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO

FACET – Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas

Cursos: Ciências da Computação e Engenharia


Disciplina: Fundamentos de Lógica para Computação
Período: I
Professor: Vânia Cristina da Silva Rodrigues

4.2 Implicação Lógica

Sejam proposições p, q dizemos que p implica logicamente se todas as vezes


que p for verdadeira (1), q também é verdadeira.

• p implica logicamente q é representada por p ⇒ q.

Veja a implicação lógica através da construção das tabelas verdade das


proposições (p+q) • p´ ⇒ q:

p q p+q p´ (p+q) • p´
1 1 1 0 0
1 0 1 0 0
0 1 1 1 1
0 0 0 1 0

Está proposição é verdadeira (1) somente na linha 3 e, nesta linha, a


proposição q também é verdadeira (1).

Observação: Não confundir os símbolos → e ⇒ , pois, enquanto o primeiro


representa uma operação entre ´proposições dando origem a uma proposição,o
segundo indica apenas uma relação entre duas proposições dadas.

Propriedades:

1. A proposição p implica logicamente a proposição q , isto é, p ⇒ q se e


somente se o condicional p → q é uma tautologia.
Exemplo: A proposição (p ↔ q) • p implica logicamente q, pois, o condicional (p
↔ q) • p → q é uma tautologia, conforme a tabela-verdade:

p q p↔ (p ↔ q) (p ↔ q) • p →
q •p q
1 1 1 1 1
1 0 0 0 1
0 1 0 0 1
0 0 1 0 1

Portanto, simbolicamente: (p → q) • p ⇒ q.

2. A proposição p é equivalente a proposição q , isto é, p ⇔ q se e somente


se o condicional p ↔ q é uma tautologia.

Exemplo: A proposição p → q é equivalente a proposição p’+q, pois, o


bicondicional p → q ↔ p’ + q é uma tautologia, conforme a tabela-verdade:

p q p→ q p’ p’ + q p → q ↔ p’ + q
1 1 1 0 1 1
1 0 0 0 0 1
0 1 1 1 1 1
0 0 1 1 1 1

Portanto, simbolicamente: p → q ⇔ p’ + q.

Veremos a seguir regras de inferências e algumas propriedades referentes à


equivalência lógica que serão úteis na simplificação de proposições

5. Regras de Inferência:

5.1 Argumento Válido:

Definição: Chama-se de argumento válido toda seqüência


p1 , p 2 ,  , p n +1 , n ∈ N , na qual sempre que as premissas p1 , p 2 ,  , p n são
verdadeiras a conclusão p n +1 também é verdadeira e tal que a conjunção das n
primeiras implica a última, isto é, p1 • p 2 •  • pn ⇒ p n+1 .
• Regras de Inferência: são argumentos válidos dos simples. A principais
regras são:

Regras Fórmulas Atômicas


Modus Ponens MP p• (p → q) ⇒ q
Modus Tollens MT •
q’ (p → q) ⇒ p’
Silogismo Hipotético SH •
(p → q) (q → r) ⇒ (p → r)
Silogismo Disjuntivo SD •
(p+q) p’ ⇒ q
Simplificação SM •
p q⇒ p
Adição AD p ⇒ p+q
Eliminação EL •
(p → (q+r)) q’ ⇒ p → r
Prova por Casos CS •
(p → r) (q → r) ⇒ (p+q) →
r

• Equivalência Lógica: Todas estas propriedades podem ser


demonstradas usando tabelas verdades.

Comutativa • •
p q⇔ q p p+q ⇔ q+p
Associativa • • • •
(p q) r ⇔ p (q r) (p+q)+r ⇔ p+(q+r)
Indepotente •
p p⇔ p p+p ⇔ p
Propriedade de V •
p V⇔ p p+V ⇔ V
Propriedade de F •
p F⇔ F p+F ⇔ p
Absorção •
p (p+r) ⇔ p •
p+(p r) ⇔ p
Distributivas • • • •
p (q+r) ⇔ (p q) (p r) •
p+(q r) ⇔ (p+q ) (p+r) •
Distributivas • •
p → (q r) ⇔ (p → q) (p → p → (q + r) ⇔ (p → q)+(p →
r) r)
Leis De Morgan • •
(p q)’ ⇔ p’ q’ (p + q)’ ⇔ p’ q’ •
Def. Implicação p → q ⇔ p’+q •
p → q ⇔ (p q’ )’

Def. Bicondicional p ↔ q ⇔ (p → q) (q → p) p ↔ q ⇔ (p’+q) (q’+p)•
Negação ( p’)’ ⇔ p
Contraposição p → q ⇔ q’ → p’ (p • q) → r ⇔ p → ( q → r )
Exportação ( ⇒ ) Importação ( ⇐ ) (p • q) → r ⇔ p → ( q → r )
Troca de Premissas p → (q → r) ⇔ q → (p → r)

5.2 Técnicas Dedutivas


• Prova direta: Diz-se que uma proposição q é formalmente dedutível
(conseqüência) de certas proposições dadas (premissas) quando for
possível formar uma seqüência de proposições p1 , p 2 ,  , p n de tal modo
que:
a) p1 , p 2 ,  , p n
b)Para qualquer valor de i ( i =1,2,  , n ), pi ou é uma das premissas ou
constitui a conclusão de um argumento válido formado a partir das
proposições que a precedem nas seqüência.
p1
p2
p3 ou p1 , p 2 ,  , p n ⇒ p n

p n −1
____
pn

A proposição q no caso de ser formalmente dedutível chama-se teorema e a


seqüência formada chama-se prova ou demonstração do teorema.

Exemplo 1: Provar s’ dadas às premissas:


1. t (premissa)
2. t → q ' (premissa)
3. p ' → s ' (premissa)
Demonstração:
1. t (premissa)
2. t →q ' (premissa)
3. p ' →s ' (premissa)
4. q ' (MP) 2,1 : ( t → q') • t ⇒ q'
6. s ' (MP), 3,4 : ( q ' →s ') • q ' ⇒s '

Exemplo 2: Provar r+s’ dadas às premissas:


1. s • q (premissa)
2. t →q ' (premissa)
3. t ' →r (premissa)
Demonstração:
1. s • q (premissa)
2. t →q ' (premissa)
3. t ' →r (premissa)
4. q (S) 1 : s • q ⇒ q
5. t ' (MT), 2,4 : ( t → q ') • q ⇒ t '
6. r (MT), 3,5 : ( t ' → r ) • t ' ⇒ r
7. r + s ' (AD), 6 : r ⇒ r + s '

• Prova Indireta (teoria do absurdo): Observemos, inicialmente, que de


uma contradição pode-se deduzir qualquer proposição. Seja a
contradição p • p ' e α uma proposição qualquer, temos:

A partir de uma contradição é possível provar qualquer proposição. Para


mostrar a validade de um argumento por prova ou demonstração indireta,
introduz-se a negação da conclusão como premissa provisória (PP) e deduz-se
uma contradição.

Exemplo 1: Utilizando prova indireta, provar r dadas as premissas:


1. p ' →r (premissa)
2. r ' →q (premissa)
3. p '+ q ' (premissa)
Demonstração:
1. p ' →r (premissa)
2. r ' →q (premissa)
3. p '+ q ' (premissa)
4. r ' (PP) (premissa provisória)
5. q (MP), 2,4 : ( r ' → q ) • r ' ⇒ q
6. p ' (SD), 3,5 : ( p'+q ) • q ⇒ p'
7. r (MP), 1,6 : ( p' → r ) • p' ⇒ r
8. r • r ' (União), 4,7 : r • r ' ⇒ r • r '
Logo, r por prova indireta, 4 ao 8.

Exemplo 2: Utilizando prova indireta, provar t’ dadas às premissas:


1. t → s ' (premissa)
2. f →t ' (premissa)
3. s + f (premissa)
Demonstração:
1. t → s ' (premissa)
2. f →t ' (premissa)
3. s + f (premissa)
4. t (PP) (premissa provisória)
5. f ' (MT), 2, 4 : ( f → t ') • t ⇒ f '
6. s ' (MP), 1, 4 : ( t → s') • t ⇒ s'
7. f (SD), 3,6 : ( s + f ) • s ' f ⇒ f
8. f • f ' (União), 5,7 : f • f ' ⇒ f • f '
9. t ' (PI) 4 a 8

2. Cálculo de Predicados
Dotado de uma linguagem mais rica, tem várias aplicações importantes não só
para matemáticos e filósofos como também para estudantes de Ciência da
Computação. Podemos observar que nas linguagens de programação conhecidas
como PROCEDURAIS (Pascal e outras), os programas são elaborados para
"dizer" ao computador a tarefa que deve ser realizada. Em outras linguagens
de programação conhecidas como DECLARATIVAS, os programas reúnem uma
série de dados e regras e as usam para gerar conclusões. Estes programas são
conhecidos como SISTEMAS ESPECIALISTAS ou SISTEMAS BASEADOS
NO CONHECIMENTO que simulam em muitos casos a ação de um ser humano.
Essas linguagens declarativas incluem predicados, quantificadores, conectivos
lógicos e regras de inferência que, como veremos, fazem parte do Cálculo de
Predicados. Também podemos observar, como expomos abaixo, que existem
vários tipos de argumentos os quais, apesar de válidos, não é possível justificá-
los com os recursos do Cálculo Proposicional:

1. Todo amigo de Carlos é amigo de Jonas.


Pedro não é amigo de Jonas.
Logo, Pedro não é amigo de Carlos.

2. Todos os humanos são racionais.


Alguns animais são humanos.
Portanto, alguns animais são racionais.

A verificação da validade desses argumentos nos leva não só ao significado dos


conectivos, mas também ao significado de expressões como "todo", "algum",
"qualquer", etc.

2.1 Símbolos da Linguagem

Para que possamos tornar a estrutura de sentenças complexas mais


transparente é necessária a introdução de novos símbolos na linguagem do
Cálculo Proposicional, obtendo-se a linguagem do Cálculo de Predicados de 1a
Ordem.

Nesta nova linguagem teremos, além dos conectivos do cálculo proposicional e


os parênteses, os seguintes novos símbolos:

Variáveis: x, y , z , 
Constantes : a, b, c, 
Símbolos de predicados: P, Q, R, S , 
Quantificadores : ∀ (universal) , ∃ (existencial)

As variáveis representam objetos que não estão identificados no Universo


considerado ("alguém", "algo", etc.). As constantes representam objetos
identificados do Universo ("João", "o ponto A", etc.). Os símbolos de
predicados representam propriedades ou relações entre os objetos do
Universo.

Exemplo:

1. "Maria é inteligente”
I (m) ; onde "m" está identificando Maria e "I" a propriedade de "ser
inteligente".

2. "Alguém gosta de Maria"


G ( x, m) : onde G representa a relação "gostar de" e "x" representa
"alguém".

De modo geral temos:


• P ( x ) : significa que x tem a propriedade P.

• (∀x ) P ( x ) : significa que a propriedade P vale para todo x, ou ainda, que


todos os objetos do Universo considerado tem a propriedade P.

• (∃x ) P ( x) : significa que algum x tem a propriedade P, ou ainda, que


existe no mínimo um objeto do Universo considerado que tem a
propriedade P.

Exemplos:

1. Escrever de maneira simbólica as seguintes proposições:


a) Todo inteiro é racional.
Solução: ∀x, x ∈Z → x ∈Q

b) Os números do conjunto a são todos os reais.


Solução: Q ( x) : x é real
∀x, x ∈ A ↔ x ∈R

Assim os argumentos dados no início podem ser representados simbolicamente


como:

1. Todos os humanos são racionais.


Alguns animais são humanos.
Portanto, alguns animais são racionais.
(∀x) (P(x) → Q(x))
(∃ x) (R(x) • P(x))
(∃ x) (R(x) • Q(x))
onde P ,Q ,R simbolizam as propriedades de: ser humano, ser racional e ser
animal respectivamente.

Negação de fórmulas quantificadas: da definição de fórmula dada acima


podemos perceber que um quantificador universal ou existencial pode ser
precedido de uma negação. Vejamos como podemos proceder se for necessária
a eliminação dessa negação.

Consideremos, por exemplo, a fórmula (∀x ) P( x) e o conjunto universo


U={a,b,c}. É evidente que nesse caso temos: ( ∀x ) P( x) ⇔P (a ) • P (b) • P(c) .
Podemos considerar então que:
(∀x ) P ( x ) ⇔( P ( a ) • P (b) • P (c ) )' ⇔P ( a )' +P (b)' +P (c )'
o qual significa que existe no mínimo um objeto em U tal que ∼ P(x) , ou seja ,
(∀x ) ' P ( x) ⇔(∃x) ) P( x)'
ou ainda de modo geral para uma fórmula qualquer temos
(1)∼ (∀x) α ⇔ (∃ x) ∼ α
Da equivalência acima segue imediatamente que:
1. (∀x ) ' P ( x )' ⇔(∃x ) ) P( x)
2. ( ∃x )' P ( x) ⇔(∀x) ) P ( x )
3. (∃x )' P ( x)' ⇔(∀x) ) P ( x )

3. NOÇÕES DE ÁLGEBRA BOOLEANA


Vimos que o Cálculo Proposicional e a Teoria dos Conjuntos possuem algumas
propriedades em comum ou sejam são estruturas matemáticas que, juntamente
com operações ou relações entre seus objetos obedecem a certas regras.
Assim, vamos definir, uma estrutura matemática, Álgebra Booleana, que
incorpora as propriedades básicas do Cálculo Proposicional e da Teoria dos
Conjuntos, ou seja, é um outro modelo de uma mesma estrutura matemática. O
conceito de Álgebra Booleana foi formulado pelo matemático inglês George
Boole por volta de 1850. Atualmente, todos os sistemas digitais são baseados
nela, relacionando os níveis lógicos 0 (falso) e 1 (verdadeiro) com a passagem ou
ausência de corrente elétrica.

Por ÁLGEBRA BOOLEANA entendemos um conjunto B = { p, q, r , } junto com


duas operações binárias + e • em B, uma operação singular ’ em B e dois
elementos distintos 0 e 1 de B tais que valem as seguintes propriedades: (para
todo p , q , r em B ) :

Comutativa p+q =q+ p p• q = q• p


Associativa ( p + q) + r = p + ( q + r ) ( p • q) • r = p • ( q • r )
Indepotente p+ p= p p• p = p
Propriedade do 1 p +1 = p p •1 = p
Propriedade de 0 p +0 = p p •0 = 0
Absorção ( p • q) + p = p ( p + q) • p = p
Distributiva p + ( q • r ) = ( p + q) • ( p + r ) p • ( q + r ) = ( p • q) + ( p • r )
Quaisquer que p + p ' =1 p • p' = 0
sejam p em B,
existe p’ em B tal
que,

Indicamos uma Álgebra Booleana por [ B,+,•, ' ,0,1] .


A operação p • q pode ser denotada simplesmente por pq eliminando o
operador • .
É normal a seguinte terminologia na Álgebra Booleana :
p • q : encontro de p e q.
p + q : junção de p e q.
p’ : complemento de p.
0 : elemento zero e 1 : elemento unitário.

Teorema 1: (Princípio da Dualidade) Todo resultado dedutível dos axiomas de


uma álgebra de Boole permanece válido se nele trocarmos + por • e 0 por 1 e
vice-versa.
Exemplos:

1. Dualizar a expressão: x • y '+x'•y • z + y • z ' .


Solução: Como a expressão não apresenta os valores 0 e 1, basta trocar os
sinais + por • e vice-versa:
( x + y ') • ( x'+ y + z ) • ( y • z ') ,
que é o dual da expressão dada.

2. Dar o dual da expressão: x '+y =0 .


Solução: Trocando na expressão os sinais + por • e 0 por 1 temos:
x '•y =1 ,

que é o dual da expressão dada.

Teorema 2: ∀a ∈B, a + a = a e a• a = a.

Teorema 3: ∀a ∈B, a +1 = a e a • 0 = a .

Teorema 4: (Lei de Absorção) ∀a, b ∈ B, a + ( a • b ) = a e a • ( a + b ) = a .

Teorema 5: ∀a, b ∈ B, a + ( a '•b ) = a + b .

3.1 APLICAÇÕES DE ÁLGEBRA BOOLEANA : MAPA DE KARNAUGH


De modo sucinto podemos dizer que o MAPA DE KARNAUGH, idealizado em
1950 por Maurice Karnaugh, é um método de simplificação de expressões
lógicas fundamentado em teoremas da Álgebra Booleana e utilizando
representações gráficas. Utilizando o mapa de Karnaugh podemos simplificar
fórmulas ou expressões booleanas, sem o uso direto de propriedades para
obter tais simplificações.

3.2 APLICAÇÕES DE ÁLGEBRA BOOLEANA: ÁLGEBRA DOS CIRCUITOS

A introdução de uma Álgebra Booleana no estudo dos circuitos deve-se ao


matemático americano CLAUDE ELWOOD SHANNON (1916-2001) (A
Symbolic Analysis of Relay and Switching Circuits - 1938). De modo sucinto
mostraremos esse tipo de relacionamento com a Cálculo Proposicional e a
Álgebra Booleana.
Um interruptor é um dispositivo ligado a um ponto de um circuito, que pode
assumir um dos dois estados, "fechado" ou "aberto". No estado "fechado" (que
indicaremos por 1) o interruptor permite que a corrente passe através do
ponto, enquanto no estado "aberto" (que indicaremos por 0) nenhuma corrente
pode passar pelo ponto.

1.Circuito com um interruptor p:

A indicação "fechado" ou "aberto" do interruptor


será conhecida com a indicação de p=1 ou p=0 respectivamente.

2. Circuito com dois interruptores p e q: Em paralelo indicado por p+q.

Neste caso não passa corrente se e somente p=0 e q=0, ou seja, estão ambos
"abertos" o que corresponde no Cálculo Proposicional à tabela verdade da
disjunção.

• Em série indicado por p • q ou pq: Neste caso passa corrente se e somente


se p=1 e q=1 ou seja, estão ambos "fechados" o que corresponde no Cálculo
Proposicional à tabela verdade da conjunção.

p q

• Circuitos acoplados contraditórios: quando um abre o


outro fecha e reciprocamente correspondendo à tabela verdade da negação.

• Circuitos acoplados equivalentes: se comportam do mesmo modo


correspondendo à tabela verdade da bi-implicação p ↔ q .

Exemplo: A expressão booleana correspondente ao esquema abaixo é:


(( p• q) + ((p• q) + q)) = pq + pq + q.
Simplificando a expressão:
(( p• q) + ((p• q) + q)) = ( p• q) + q = q
(por absorção) representamos o circuito simplificado obtido :

Exercícios Resolvidos:

1. Formalize as seguintes frases:

a) A eutanásia é permitida por lei se for praticada na Holanda.


Solução: p : “A eutanásia é permitida por lei”.
q : “A eutanásia é permitida na Holanda”.
p→q

b) A eutanásia deve ser permitida se, e só se, for aplicada a doentes terminais.
Solução: p : “A eutanásia deve ser permitida”.
q : “A eutanásia é aplicada em doentes terminais”.
p↔q

c) Se Picasso é espanhol e está vivo, então não é pintor.


Solução: p : “Picasso está vivo”.
q : “ Picasso é espanhol”.
r: “Picasso é pintor”.
( p • q) → r'

d) Se Picasso é espanhol e, se está vivo, então não é pintor.

e) Picasso não está vivo, embora seja espanhol e pintor.

f) Não acontece depressa e bem.

g) Se o professor não se despachar, chega tarde à escola e os alunos têm folga.

g) Pedro e Inês amam-se.

2. Formalize os argumentos:
a) Se for à praia e tomar banho, leio um livro. Sucede que não leio um livro,
portanto não vou à praia e tomo banho.
Solução: p : “Vou à praia”.
q : “ Tomo banho”.
r: “Leio um livro”.
( p • q) → r
r' .
∴ ( p • q )'

b) Está a chover, uma vez que se não chovesse as pessoas não estavam
molhadas e as pessoas estão molhadas.
Solução: p : “Está a chover”.
q : “ A pessoas estão molhadas”.
p' → q'
q .
∴ p'

c) A Ana não está contente, pois quando tira positivo num teste fica contente e
sempre que fica contente canta. Acontece que a Ana não canta.
Solução: p : “A Ana está contente”.
q : “ A Ana tira positivo”.
r: “ A Ana canta”.
q→ p
p→ r
r' .
∴ q'

d) Deus existe ou a Bíblia está errada. Se Deus existe, não existe o mal no
mundo. Mas no mundo existe o mal. Daí que a Bíblia esteja errada.

e) Se Deus existe e é bom, então o mal não existe no mundo. E se o mal não
existe no mundo então o paraíso terrestre existe. A verdade é que o paraíso
terrestre não existe. Logo, não é verdade que Deus existe e é bom.

3. Testar a validade do argumento 2.a, 2.b utilizando tabela verdade.

4. Simplificar as expressões a seguir, justificar cada passagem:

a) ( a • b ) + ( a • b') b) ( a • b ) + ( a • b') c) ( p • q ) + ( p • ( q'• r ) )


d) ( b • ( a • c ) ) + ( a • ( b • c') ) e) p + ( ( p '•( p + q ) ) + ( q • r ') ) d) f + g + h + f '•g '•h'