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Como funciona um piano?

Quando pressionamos uma tecla em um piano, alavancas


acionam um martelo almofadado que bate em uma ou mais
cordas daquela nota da tecla para logo em seguida se afastar.
Manter o dedo na tecla faz com que a corda continue a
vibrar e o som acaba aos poucos Se abrirmos o instrumento,
veremos o que produz o som. Mais de 200 cordas de aço
paralelas, bem esticadas, produzem 88 notas. As cordas
curtas e finas, que vibram rapidamente, produzem notas
altas, enquanto que as cordas grossas e compridas, muitas
vezes recobertas de cobre, produzem notas baixas. As notas
mais baixas são as únicas que não são produzidas por duas
ou três cordas afinadas em uníssono.
Quando o pianista tira o dedo da tecla, um abafador vai de encontro à corda para silenciá-la. Se
o pedal direito (pedal forte), na base do piano, é pressionado, mantém todos os abafadores afastados e
permite que notas sucessivas enriqueçam umas às outras.
Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas
vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. Permite executar uma técnica
designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo. Compositores como Frédéric
Chopin usaram nas suas peças este pedal com bastante frequência.
O pedal esquerdo é o chamado ‘una corda’. Despoleta nos pianos de cauda um mecanismo que desvia
muito ligeiramente a posição dos martelos. Isto faz com que uma nota que habitualmente é executada quando
o martelo atinge em simultâneo três cordas soe mais suavemente pois o martelo atinge somente duas.
O pedal central, chamado de sustenuto possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas
teclas estão acionadas no momento do acionamento dos pedais. As notas atacadas posteriormente não soarão
livremente, interrompendo-se assim que o pianista soltar as teclas. Isso possibilita sustentar algumas notas
enquanto as mãos do pianista se encontram livres para tocar outras notas, o que é muito útil ao realizar, por
exemplo, passagens em baixo contínuo.

Tipos de Piano
Além do piano acústico, com a invenção da eletrônica surgiu o chamado piano digital. Esse piano é
diferente dos teclados por simular a sensação das teclas e o som dos pianos acústicos.
Os pianos acústicos podem ser subdivididos em piano de cauda e piano vertical (ou piano armário).
No piano de cauda, a armação das cordas é horizontal, enquanto no piano vertical ou armário a armação é
vertical. O piano de cauda se destaca por ser bastante volumoso e pelo alto custo, sendo adequado para salas
de concertos com boa acústica.
Propriedades do som: Altura e Intensidade
Altura:
A Altura de um Som é a propriedade que permite distinguir os sons agudos (“finos”) dos sons graves
(“grossos”). De um modo geral, as mulheres têm vozes mais agudas, enquanto que os rapazes têm vozes mais
graves. A Altura de um Som está diretamente relacionada com a frequência do som:

Sons de maior frequência correspondem a sons agudos;

Sons de menor frequência correspondem a sons graves.

No piano a Altura da nota depende da sua localização:


Exercícios:
1. Abrir o piano e observar diferença na espessura das cordas, diferenciando as notas localizadas em
região aguda, média ou grave.
2. Localizar todos os DÓs do piano.

Intensidade:
O som produzido pelo motor de um avião é completamente diferente do som produzido pelo bater
de asas de uma mosca. Para além disso, o som produzido pelo motor do avião ouve-se muito bem, mesmo
que estejamos bastante afastados dele. Pelo contrário, o som produzido pelas asas da mosca só se ouve se
estivermos muito próximos dela. Por esse motivo, dizemos que os sons produzidos têm intensidades sonoras
diferentes:
o som produzido pelo avião é um som forte;
o som produzido pela mosca é um som fraco.
A Intensidade Sonora está relacionada com a Amplitude da onda sonora e com a quantidade de
energia que a fonte sonora transmite ao meio de propagação do som:
quanto maior a Intensidade Sonora, maior a Amplitude da onda sonora e maior a energia transmitida ao meio
de propagação do som;
quanto menor a Intensidade Sonora, menor a Amplitude da onda sonora e menor a energia transmitida ao
meio de propagação do som.
À medida que o som se propaga, a energia associada à vibração das partículas do meio vai diminuindo,
logo a amplitude de vibração vai diminuindo também. Por esse motivo, quanto mais afastados estamos da
fonte sonora, mais dificuldade temos em ouvir o som produzido.

A intensidade sonora refere-se à energia com que a onda sonora atinge nossos ouvidos. Para indicar a
intensidade sonora com que ele quer que uma nota ou trecho musical seja executado, o compositor utiliza
uma gradação que vai desde o molto pianissimo (intensidade sonora mínima, quase inaudível) até o molto
fortissimo (o máximo de intensidade sonora que se pode obter sem danificar a voz ou o instrumento). As
gradações dinâmicas mais frequentes são (da mais fraca para a mais intensa):

ppp molto pianissimo


pp pianissimo
p piano
mp mezzo-piano
mf mezzo-forte
f forte
ff fortissimo
fff molto fortissimo
As variações de intensidade são indicadas por símbolos gráficos na partitura ou através de textos:

Sforzando
Esta marca, colocada abaixo de uma nota na partitura, denota um aumento súbito de
intensidade ao longo de uma única nota.

Crescendo
Um crescimento gradual do volume. Essa marca pode ser estendida ao longo de muitas notas,
sob a pauta para indicar que o volume cresce gradualmente ao longo da frase musical.

Diminuendo
Uma diminuição gradual do volume. Essa marca, colocada sob a pauta, pode ser estendida por
várias notas como o crescendo.

A indicação dinâmica crescendo aplicada a um trecho musical significa intensidade sonora que aumenta
gradativamente desde piano até forte, ou desde pianissimo até fortissimo; o contrário é diminuendo.

Exercícios:
1. Tocar DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL primeiro com a mão DIREITA com intensidade FORTE. Depois fazer o
mesmo com a mão ESQUERDA.
2. Tocar DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL primeiro com a mão DIREITA com intensidade PIANO. Depois fazer o
mesmo com a mão ESQUERDA.

Para executar o exercício é necessário compreender a posição dos dedos e das notas no piano:
Postura:
Nossa primeira lição:

BRILHA BRILHA ESTRELINHA


(S. SUZUKI)

EXECUTAR A MÚSICA COM A MÃO DIREITA


LOGO DEPOIS, COM A MÃO ESQUERDA

DÓ DÓ SOL SOL LÁ LÁ SOL


FÁ FÁ MI MI RÉ RÉ DÓ
SOL SOL FÁ FÁ MI MI RÉ
SOL SOL FÁ FÁ MI MI RÉ
DÓ DÓ SOL SOL LÁ LÁ SOL
FÁ FÁ MI MI RÉ RÉ DÓ

LÁ LÁ = TOCAR COM O INDICADOR DA OUTRA MÃO


SE ESTIVER TOCANDO A LIÇÃO COM A MÃO DIREITA, O LÁ SERÁ FEITO COM A
ESQUERDA. SE ESTIVER TOCANDO COM A MÃO ESQUERDA, O LÁ SERÁ FEITO COM A
MÃO DIREITA!!

Brilha, brilha estrelinha,


Lá no céu pequenininha.
Solitária se conduz,
Pelo céu com tua luz.
EXECUTAR A MÚSICA EM CADA VARIAÇÃO RÍTMICA
PRIMEIRO COM A MÃO DIREITA
LOGO DEPOIS, COM A MÃO ESQUERDA

VARIAÇÃO A

VARIAÇÃO B

VARIAÇÃO C

VARIAÇÃO D
Agora vamos compreender a partitura:
Exercícios: Colocar nome nas notas
Agora vamos colocar nome nas notas da canção
Brilha Brilha Estrelinha:
Lembre-se:

BRILHA BRILHA ESTRELINHA


(S. SUZUKI)

AGORA VAMOS TOCAR


OLHANDO NA
PARTITURA!!!
Mudando a mão de lugar!
Primeiro com a mão direita na variação A:
Agora com a mão esquerda:

AGORA VAMOS TOCAR TODAS


AS VARIAÇÕES FAZENDO A
MUDANÇA CORRETA DOS
DEDOS!!
VARIAÇÃO B
VARIAÇÃO C
VARIAÇÃO D

IMPORTANTE!!!!
BRILHA BRILHA ESTRELINHA
(S. SUZUKI)

THE FLYER
(Leila Fletcher)
THE BOATMAN
(Leila Fletcher)

OF TO THE
CIRCUS
(Leila
Fletcher)
TIGER
HUNT
(Leila
Fletcher)

THE STEAMBOAT (Leila Fletcher)


AUTUMN SNOW STORM
(Leila Fletcher)
FISHING
(Leila Fletcher)

SLUMBER BOAT
(Leila Fletcher)
EVENING SONG
(Leila Fletcher)

MY PONY
(Leila Fletcher)
RAIN
(Leila Fletcher)
AT THE ZOO
(Leila Fletcher)

HUMPTY DUMPTY
(Leila Fletcher)

THE GIANT
(Leila Fletcher)
THE FLUTE SONG
(Leila Fletcher)

MARCH OF THE DWARFS


(Leila Fletcher)
HALLOWE’EN
(Leila Fletcher)

THE DONKEY
(Leila Fletcher)