Você está na página 1de 1

22-O MISTÉRIO DAS DROGAS-12/Novembro/2004

Mais um assunto misterioso e, por isso mesmo, complicado de se abordar. Trata-se de


um “aditivo” que mata aos poucos quem o ingere com exacerbação: é a droga. Afinal,
por que o ser humano é atraído por ela? Para fugir da realidade? Necessidade de
aventura? Pesquisa? Motivos que ele próprio desconhece? A verdade, é que ninguém
sabe exatamente. A ânsia pelo desconhecido, pela aventura, talvez, possa ser o passo
inicial que leva a pessoa a experimentar a droga. O tema é, pois, exaustivamente
debatido sob todas as formas e óticas. Há os que prescrevem antídotos, outros,
tratamentos de ordem psíquica ou de caráter puramente medicinal. Os resultados podem
ser positivos, mas nem sempre a cura total advém. O que acontece, na maioria das
vezes, é a implacável morte. A droga é destruidora e impiedosa. O relato de seus efeitos
é lido em inúmeras obras e estudos. Mas, e o que acontece “depois”? Eis uma questão
capciosa. Verdade seja dita: ninguém sabe. Porém, em respeito ao tom desta série de
artigos, ouso adentrar numa seara perigosa, não obstante, respeitando as crenças e aos
cientistas especialistas no assunto. Em suma, o que será aventado a seguir, poderá
mexer com susceptibilidades. Contudo e, guardando a precaução devida, é bom prevenir
aos consumidores, que o “aqui-agora” pode até ser fantástico (pelo menos enquanto o
efeito alucinógeno durar), mas o porvir (sem contar a fase de tratamento, se for o caso),
não é nada venturoso... Antes de adentrar no cerne deste ensaio, é bom alvitre recordar
que a palavra "droga" está associada tanto ao conceito de narcótico ou entorpecente
quanto ao conceito de medicamento. Em outras palavras, "droga é qualquer substância,
química ou a mistura delas (à exceção daquelas necessárias para a manutenção da saúde,
como, por exemplo, água e oxigênio), que altera a função biológica e possivelmente a
sua estrutura". Portanto, toda substância, natural ou sintética, que tem a capacidade de
alterar as funções fisiológicas ou de comportamento da pessoa, é considerada “droga”
que, no mais, pode ser: álcool; anabolizantes; anfetaminas; ayahuasca; cocaína;
cogumelos; “crack”; “ecstasy”; haxixe; heroína; inalantes; “LSD”; maconha; ópio e
tabaco. Assim, quando a ingestão de quaisquer dessas drogas ultrapassa o limite
tolerado, a morte acontece irremediavelmente. E o que viria depois dela? Eis o maior
mistério de todos. O que será descrito a seguir, repita-se, poderá desagradar, e até
afrontar, além, claro, de fazer com que se duvide de sua veracidade. É o direito de cada
um, questionar. Que se evite, todavia, de comprovar tal “autenticidade”...
Ressalte-se, de novo, que tudo não passa de mera especulação, não custa, contudo,
exercitar a imaginação. Verdade, ou fantasia, no mínimo servirá de sobreaviso.
Pelo menos, que fiquem “atentos” os contumazes usuários de drogas...
Dizem, que logo após a morte, o espírito do viciado continua se debatendo até que dele
se aproximam sedentas entidades do mal que, então, passam a "vampirizá-lo", isto é,
começam a sugar tudo o que lhe resta em termos de energia vital. Esse ato macabro é
efetuado de forma cruel e desrespeitosa, como não podia deixar de ser.
Metaforicamente, seria como glutões estivessem em volta de uma mesa, saboreando um
prato suculento. Cada um, portando um canudinho. O “festim” prosseguiria, depois,
com o chamado “cordão de prata” (elo imaginário que une o corpo ao espírito e é
rompido, aos poucos, após a morte, segundo os espiritistas) que seria impiedosa e
abruptamente partido. Ainda assim, o viciado, morto por “overdose” continuaria com a
sensação do corpo físico. Isto é, ele continuaria “sentindo” a sua alma sendo vorazmente
consumida pelos famintos algozes, bem como vermes reais devorando o corpo em
estado de putrefação. Como se não bastasse, o infeliz “presenciaria”, ainda, o
retalhamento de sua carne durante a autópsia. Ao final do banquete, os “sugadores”
buscariam uma substância semelhante ao líquido semiótico. Seria esse, o momento mais
doloroso do sombrio ritual. Pelo visto, o sofrimento continua no “outro lado”. Cuidado!