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37-O MISTÉRIO DO TELEPATIA-25/Março/2005

Pelo menos, uma vez na vida, alguém deve ter ficado com vontade de ligar para um
amigo, e quando o fez, este lhe disse que “coincidentemente” teve o mesmo desejo. Em
outras ocasiões, fez um determinado comentário perto de seu acompanhante e este,
admirado, lhe disse que estava pensando justamente naquilo que ele disse. Mera
coincidência, ou uma fortuita sincronia de idéias? E se aconteceu mesmo, uma autêntica
transmissão e recepção de pensamentos? Então significaria que dois pensamentos de
duas ou mais pessoas se cruzaram no espaço físico, sem interferências. Para este
fenômeno, dá-se o nome de “telepatia”. Como se operaria este mistério? O que se passa
dentro de uma cabeça, poderia ser captado por outro indivíduo, esteja ele receptivo, ou
não? A possibilidade de “ler” o pensamento alheio, para, em seguida retransmití-lo de
modo inteligível, é mesmo possível? Como sempre, muitas perguntas e poucas
respostas. Para os cientistas, esta realidade já é palpável e há muitos anos. E, segundo
asseguram, o será futuramente com maior freqüência ainda. Em síntese, a telepatia não
seria fantasia. Muitos casos são registrados, uns não passam mesmo de coincidências,
mas outros são exemplos genuínos de transmissão de pensamento. Porém, ainda não se
deu o valor merecido ao assunto. Isto, porque pouco se sabe acerca da capacidade e do
poder mental do ser humano que faz precário uso de sua mente (por sinal, tema para o
próximo “mistério”). Não seria somente a afinidade entre as pessoas o fator básico para
que se efetive a telepatia. Elas teriam de ter uma espécie de capacidade para poder
“decodificar” o campo magnético uma da outra, traduzindo-o de maneira compreensiva
ao entendimento comum. O campo que circunda todo o corpo da pessoa é chamado de
aura que, de acordo com os entendidos, varia de coloração ou tonalidade (vibrações)
paralelamente ao estado emocional do indivíduo. O halo em torno da cabeça é que teria
de ser decifrado para a captação. Os processos biofísicos e bioquímicos dos neurônios
gerariam o pensamento que, por sua vez, é a pura energia mental. É esta energia que
será “conduzida” por intermédio das emissões ou radiações eletromagnéticas que
formam o campo tridimensional que será interpretado de forma material pelo telepata.
Em outras palavras, qualquer pensamento, por menos intenso que seja (intensidade no
sentido estritamente emocional), gera no interior do cérebro, sinapses, os impulsos
nervosos dos neurônios. Com a generalização da telepatia, quem sabe, esta não vá se
tornar futuramente um meio de comunicação universal? Resta saber como seria
configurado este tipo de linguagem. De forma simbólica, ou através da troca de
sentimentos, de emoções? Mente entendendo mente? Consciência “falando” com
consciência? Fim dos idiomas falados? Seres da Terra e de vários orbes se confabulando
e se compreendendo? Todavia, os cientistas afirmam que para a efetivação dessa
“conversa mental”, seria necessário que todos os comunicantes extra-galácticos, sem
exceção, tivessem um aparelho visual semelhante ao dos habitantes deste planeta, como
também um sistema de compreensão análogo, ou seja, as imagens e sentimentos teriam
que ser correlatos, do contrário, de nada adiantaria a leitura de pensamentos. No mais,
quiçá chegue esse dia, quando a prática da telepatia se tornar corriqueira.
Somente assim, é que o homem perceberá cabalmente a sua realidade consciencial e
transcendental. Mas, para tanto, ele terá que parar de ser negativo e, em conseqüência,
descobrir e desenvolver seus poderes - ainda ocultos -, adquirindo a habilidade para
“detectar” o seu interlocutor através de sua freqüência mental, captando-a quando bem
quiser. Nesse mundo de “colóquios vibracionais”, o diálogo será por intermédio do
pensamento.O tempo e espaço, então, não mais serão barreiras intransponíveis como
atualmente. Certamente, a falsidade vai ser coisa do passado.
A compreensão mútua será, enfim, alcançada. Afinal, sentimentos não mentem.
Agora sim, os olhos serão de fato, a “janela da alma”.