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Sexta-feira, 20 de Julho de 2018 I SERIE — Numero 142 BOLETIM DA REPUBLICA PUBLICACAO OFICIAL DA REPUBLICA DE MOCAMBIQUE IMPRENSA NACIONAL DE MOCAMBIQUE, €. P. AVISO [A materia @ pubcar no «Boietm da Repbica» deve ser remetica em ctpia devidameste avtenticads, uns. por cada assunto, donde conse, além cas inseapSoenocesetiae para esc oli, o averamanto sequins, ainado © aulentease: Para pubieaglo no «Bolan da Repablica», SUMARIO Ministério dos Recursos Minerais @ Energia: Despacho: Aprova o Mecanismo de Execugdo do Programa de Marcagio de ‘combustiveis Conselho de Regulagao de Aguas: Resolugdo n 1/2018: ‘Estabelece a estruturatarifiria dos sistemas seeundérios e ixa as tarifas médias de referéncia, Resolugdo n 22018: ‘Aprova o ajustamento das tarifas médias de referéncia, ixadas pela Resolugio n* 3/2017, Resolugao n= 32018: Altera para 250,00 MTiin (metros etbicos), a Tarifa Especial sprovada pela Resolugio n-* 3/2010, de 27 de Outubro, MINISTERIO DOS RECURSOS MINERAIS. EENERGIA Despacho Havendo necessidade de implementar o Diploma Ministerial 1251/2017, de 11 de Julho, que define as regras-e procedimentos que regem a marcagio € realizagdo dos testes para 0 controlo de adulteragao de produtos petroliferos, comercializados em todo 0 tertitrio nacional ¢ a0 abrigo do disposto no n° 2 do artigo 84 do Regime de Produgio, Recepgio, Armazenamento, Manuseamento, Distribuigao, Comercializagio, Transport. Exportagio e Reexportagio dos Produtos Petroliferos, aprovado pelo Decreto n° 45/2012, de 28 de Dezembro, determino: Agnico L ‘Mecanismo de Execueao de marcagao de combustivel 1, E aprovado o Mecanismo de Execugio do Pro; de Marcagdo de combustiveis. 2. A autorizagdo de carregamento e saida dos produtos petrolfferos, deve obedecer aos termos do Cédigo de Imposto sobre o Valor Acrescentado, do Regulamento sobre os documentos que devem acompanhar as mercadorias em circulagio.e do Regulamento Especifico de Armazéns designado para Produtos Petroliferos. 3. Apds as operagoes de carregamento € marcagdo de combusifvel, deve ser emitido um documento que certifica a ‘mareagIo do produto, assinado por todos os intervenientes do processo. 4. Conclufdas as operagdes de carregamento e mareacio referidos no niémero anterior, o camido cistema ou qualquer outro ‘meio de transporte de combustfvcis deve ser devidamente selado pela empresa distribuidora de combustivel;, 5. Noacto do carregamento, as empresas distribuidoras devem apresentar documentos com a devida indicagio do nome do consignatério, tipo de combustivel, destino do produto e para o caso do gas6leo, indicar 0 segmento de consumo. Antico? Marcagao de Produtos Petroliteros 1. A marcagio de Combustiveis deve ser efectuada em langues de meio de transporte adequado ¢ autorizado. no acto de carregamento dos produtos petrolfferos nas terminais de distribuigo, cam destino ao mercado nacional 2. As operagdes de marcacdo de combustiveis devem ser realizadas em observincia 8s normas de seguranga aplicéveis As Instalagdes Petroliferas, em conformidade com 0 do Regime de Producio, Recepedo, Armazenamento, Manuseamento, Distribuigao, Comercializagio, Transporte, Exportagao e Reexportagdo dos Produtos Petrolieros, aprovado pelo Decreto 45/2012, de 28 de Dezembro. 3. A marcagio de Combustiveis deve ser feta exclusivamente A gasolina, petrSleo de iluminagZo e gasbleo comercializados no ‘mercado doméstico. 4. Na marcacio de combustiveis so usados 5 (cinco) ‘marcadores diferentes a saber: 4) 1 (um) para a gasolina; ») 1 (um) para o petréleo de iluminacio; e €) 3 (trés) para o gasdleo. 5. Os marcadores a serem usados no gas6leo devem ser 4istintos por segmentos, designadamente: 4) Retalho; +b) Megaprojectos; ©) Obras Pablicas; 4) Empresas de Construgao e Dragagem € @) Agricultura e Pescas. 6.0 gastleo comercializado para os Segmentos nio previstos no presente Despacho, deve ser marcado como retalho. 7. A realizagio da mareaio de combustiveis deve ser presenciada por uma equipa técnica constituida por funcionérios 40 Ministério que superintende a area de combustiveis e da Autoridade Tributéria de Mogambique. 8. Durante o percurso, 0 camido cisterna deve ostentar 0 selo, 2 ser retirado no acto da descarga do produto, ¢ 0 motorista deve «estar acompanhado dos documentos de certificago da marcagio do produto petrolifero da autorizagio do carregamento da safda Antico 3 ‘Testes para o Controle de Adultoragdo dos Produtos Petroliteros 1. Os testes para 0 controlo de adulterago dos produtos petroliferos devem ser ealizados em toda acadeia de distribuicao, em todo o terrtério nacional, nomeadamente nos seguintes locas: 4) Postos de abastecimento; +) Instalagoes centais de armazenagem; 6) Instalagdes de armazenagem para © consumo proprio; © 4) Meios de transporte dos produtos peroliferos. 2. Os proprietérios das InstalagGes Pewoltferas referidas no nimero anterior, devem permit 0 acesso as mesmas, para colheita de amostras com vista realizagdo dos testes de controlo de adulterago dos produtos petroliferos pela equipa técnica prevista no n. 1 do artigo 12 dos Procedimentos de Marcaglo Testes parao Controlo de Adulteracio dos Produtos Peroliferos, provado pelo Diploma Ministerial n° 51/2017, de 11 de Julho 3. Os testes previstos no n. 1 do presente artigo devem ser realizados por uma equipa conjunta constituida pela empresa contratada para prestagio dos servigos de marcagio e equipa téonica prevista no n.* | do artigo 12 dos Procedimentas de Marcagio e Testes para o Controlo de Adulteragio dos Produtos, Petroliferos, aprovado pelo Diploma Ministerial n® 51/2017, de 11 de Julho. Agmigo 4 Procadimentos de Cobranga e Pagamento 1, Geusto de marcagao c testes dos produtos petroliferos deve sercoberto fixado pela estrutura de pregos de-combustiveis, nos termos previstos nos artigos 53 e $7 do Regime de Produgio, Recepedo, Armazenamento, Manuseamento, Distribuigao, Comercializagio, Transporte, Exportagio ¢ Reexportagio dos Produtos Petoliferos, aprovado pelo Decreto n° 45/2012, de 28 de Dezembro 2.0 prego a ser fixado na estrutura de prego, resulta da proposta financeira da empresa contratada para realizagdo da actividade de marcagio de combustiveis, 3. Omontanteresultante da prestagao dos servigos de marcagao de combustiveis € cobrado pelas empresas distribuidoras dos produtos petroliferose canalizado ao Ministerio que superintende a Grea de combustiveis através de uma conta bancéria a ser indicada para o efeito. 4, Asempresas distribuidoras dos produtos petroiferos devem canalizaro valor cobrado pela prestagio dos servigos de marcagio até a0 dia 20 do més seguinte 20 da verificagaio da marcagao. 5.A falta de canalizagao do montante de marcagdo nos termos referidos nos nimeros anteriores pelas empresas distribuidoras dos produtos petroliferos, dé lugar a suspenso de marcagio consequente proibico do carregamento e comercializagio dos rmesmos, até a sua regularizagao. 1 SERIE — NUMERO 142 6. A empresa contratada para prestago dos servigos de ‘marcagio de combustiveis deve entregar, até ao dia 5 do més seguinte ao da verificacdo da marcagio, as facturas correspondentes ao volume de combustiveis marcados. 7.0 Ministério que superintende a rea dos combustiveis, em ccoardenagiio com a Autoridade Tributiria de Mogambique, deve verificar a conformidade das facturas recebidas da provedora dos servigos e submeter as empresas distribuidoras dos produtos petrolfferos até a0 dia 10 do més seguinte a0 da realizagiio da mareagao. 8,0 Ministério que superintende a érea dos combustiveis deve cefectuar o pagamento dos servigos de marcagZo de combustiveis, até ao dia 15 do més seguinte ao da recepedo da fatura da provedora dos servigos. Agnigo 5 Disposigbes Finals e Transitérlas 1. Com vista a instaler equipamentos e manusear 0 marcador para efeitos de operagSes de marcagio, as empresas detentoras de instalagdes petroliferas nas terminais de distribuigao devem ddisponibilizar espacos & empresa contratada para prestagio dos servigos de marcaglo de combustiveis, mediante um mecanismo acordado entre as partes. 2. A responsabilidade por danos que possam ser causados pela ‘operagdes de marcagao de combusttveis € regulada no Ambito do contrato celebrado entre o Ministério que superintende a &rea dos combustiveis e a empresa prestadora dos servigos de marcaeio de combustiveis 3. As dividas e omissdes resultantes da interpretagio aplicagio do presente Despacho sto esclarecidas pelo do Regime de Produgio, Recepgao, Armazenamento, Manuseamento. Distribuigdo, Comercializagao, Transporte, Exportagio ¢ Reexportagdo dos Produtos Petroliferos, aprovado pelo Decreio n® 45/2012, de 28 de Dezembro conjugado como Diploma Ministerial n° 51/2017, de 11 de Julho ¢ éemais lei aplicével Antico 6 Entrada em Vigor ‘Opresente Despacho entra em vigor na data da sua publicasio. ‘Maputo, 40s 29 de Junho de 2018. — O Ministro, Emesio, Max Elias Tonela, CONSELHO DE REGULAGAO DE AGUAS Resolucao n° 1/2018 de 20 de Jutho ‘Plendrio do Consetho de Regulagdo de Aguas (CRA), no ws0 das suas compeléncias,apreciou a proposta de fxapto de arifas de4gua podvel,submetida pela Adminisragio de Inraestruturas de Agua e Saneamento (AIAS), a serem aplicadas aos sistemas referdos no artigo 2 da presente Resolugdo, ‘Analsados os principasfctoesdeterminantes na ixaso das tsrifes de dgua para salvaguarda da manutengao dos sistemas, 20 DE JULHO DE 2018 1683 continuidade de fornecimento de servigode qualidadee protecgio do Decreto n° 25/2011. de 08 de Junho, oPleniriodo CRA delibera: dos consumidores hi necessidadede fixaras tarifas de égua destes Arrigo 1, E estabelecida a estrutura tariféria dos sistemas sistemas, pelo que a0 abriso do disposto nos artigos 4, 5€ 14 secundarios, nos termos que se seguem. LIGAGOES NAO DOMESTICAS GACOES DOM ‘! LIGAGOES DOMESTICAS EMUNICIPAIS uli omastuatuny : ‘Consumo superior 2 Taxade — | Consumo asa" taxa de | 6°54 | Consumo 2 | disponibitidade a sponibitidade | ™!™!'™? | acima do Serigo | até Sm? consumo |“geServigo | 18m? | minimo * 0-7 m? | superior a i Tm! Art. 2, Silo fixadas as tarifas médias de referencia para os sistemas indicados abaixo. Sistemas “Tarifa Média de Referéncia (MT/m3) ‘Alto Moldcu’, Ancuabe, Cais, Chibuto.Chigubo.Chidre Expungabera, Guro, Gurué, Mabalane, Malema, Morrumbene, ate ssingir, Milange, Name a Tha de Mocambique 32,00 Praia do By 33.00) Mandlkazi 3400) Mocimivoa da Praia 35,00) Tnharrime, Jangamo, Homoine, Massinga, Moamba, Mocuba, Montene. Mopeta, Mueda, Uidngu® e Vilankulo rae Art. 3, As tarifas especiticas, por sub-categoria, categoria e esealio de consumo so fixadas de acordo com os valores constantes na tabela abaixo. TIGACOES NXO DOMESTICAS Tespoey Donel TeM FCE AS ible, ométi,indstia) sun tase te | consume Taxa de | Comme Soni | eS esege | 15m? | inime Mai | ase [ ee Tit mie [a mes | ti [Ato Maical Arcus Ca chit, crits cs Espengibss Giro, ise JMabiane Matera Mosuntew, | 1ee0 | sor | sovoo | aase | sso | s5000 | seo | 3400 IMabat, taint an Name Nanda Nara abue Pesan cin Image Morand i ooo | saoo | voaoo [sass | saco [roams [so |_ sa [Prado Bina 000 | S000 | ~sos00 [2258 | #200 | 18000 | oo | <0 [Manaus 1000 | sno | sono ‘600 | 13007 | on [600 IMocinbos cas o0_| sae | traeo [2400 | #600 rsn00 | om | 4600 — me Massing, Means. oc, wooo} sao | saa | 2400 | sooo | sso sooo Ioontepuce Moria, \fuoda, | . lunge Visto i