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79-MISTÉRIO DO SENSITIVO-Junho 2006

Dando continuidade ao tema que aborda o ser humano que foi analisado em sua
essência puramente material, é hora de comentar sobre o seu “lado sutil”. Como se
analisaria os indivíduos que “enxergam”, “ouvem” e “agem” além das circunscrições
sensoriais conhecidas? Que características psíquicas teriam para atingir os universos
paralelos desconhecidos pela maioria? Como funciona o cérebro desses “especiais”?
A neurologia pode conhecer bem as funções químico-orgânicas do cérebro, porém tem
muito o que aprender quando se trata do seu campo sensorial ou seja, ainda engatinha
no que tange à funcionalidade cerebral do sensitivo que, em geral, é detectada pelo
sistema nervoso periférico. O fato é que a sede do pensamento ou da mente ainda não
foi “localizada”. Uns dizem que estaria na glândula pineal, outros acreditam que a
fonte da paranormalidade seria no cerebelo. O seu grau de desenvolvimento é que
indicaria o nível da habilidade psíquica, segundo atesta a chamada “metapsíquica” que
especula terem os sensitivos o dom de detectar outros campos vibratórios não
identificados pela ciência. Por sinal, esta matéria foi substituída pela parapsicologia
porque, segundo os mais conservadores, estaria vinculada ao espiritismo, além de terem
ficado incomodados quando ela deu “explicações” para os milagres operados por Jesus
(reduzindo seu significado meramente religioso). E a parapsicologia atribuiu aos
fenômenos ditos sobrenaturais única e exclusivamente como de origem humana. Mas, o
que faz com que uma pessoa seja sensitiva e outra não? Genética? Sabe-se, também,
que há sensitivos que não assumem esta condição ou evitam utilizar seus dotes seja por
temor, seja por imposição de suas crenças e até por medo de serem discriminados pela
sociedade. O resultado não poderia ser outro senão seu retrocesso e estagnação. Por
outro lado, há indivíduos que contribuem para o próprio surgimento de faculdades
latentes através de estudos e experimentos. Disso pode se deduzir, por conseguinte, que
todos os seres humanos teriam capacidade extra-sensorial, diferindo entre si somente
quanto ao seu estágio e desenvolvimento durante a vida. Assim, os sentidos
adormecidos poderiam ou não serem aprimorados ao logo da existência de cada um.
Sempre vai depender sobretudo do grau de interesse e disposição de seus “donos”. Em
outras palavras, os que simplesmente refutam seu estado de sensitivo, certamente
precisarão ser melhor instruídos a fim de eliminar seu temor ou excesso de respeito com
relação aos seus princípios mormente de cunho religioso, sob pena de retrocesso
irreversível. O fato é que os sensitivos - mais comumente conhecidos como médiuns -
ainda são espécimes raros. Outro empecilho que os impede de se manifestar mais
abertamente seria correr o risco de serem injustamente taxados de charlatães ou mesmo
de doidos. Em síntese, estaria a humanidade preparada para conviver com as pessoas
possuidoras de dotes psíquicos não-rotulados pela ciência? E o que se pode dizer sobre
quem utiliza seus poderes de maneira negativa, ou seja, no intuito de prejudicar os
outros? Como alguém deveria ser penalizado por não estar utilizando bem seus poderes
mentais? Perdendo-os? Talvez seja este um dos motivos que impede que as habilidades
psíquicas tenham lugar-comum entre os homens. Ainda é difícil vislumbrar todos
sensitivos utilizando seus dotes somente em benefício do próximo e não sendo
discriminado por isso. Primeiramente, essa “supra-condição humana” não poderá ser
ocultada ou omitida pela ciência dita ortodoxa. Para isso, os sensitivos em potencial
devem se “abrir” logo para, afinal, assumir sua realidade e ver sua importância perante
a ordem universal. Esta poderia ser uma forma de evitar que ondas mentais distorcidas e
descontroladas continuem aviltando a natureza cujas “anomalias” não são ocasionadas
somente por causa de transições necessárias para o desenvolvimento geológico da Terra.
É chegada a hora das mentes sensitivas se unirem em prol do bem-comum. Talvez isto
ainda não aconteceu porque ninguém notou que o planeta tem um limite de tolerância.

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