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Governador João Doria Secretário da Educação Rossieli Soares Secretário Executivo Haroldo Corrêa Rocha Chefe de

Governador

João Doria

Secretário da Educação

Rossieli Soares

Secretário Executivo

Haroldo Corrêa Rocha

Chefe de Gabinete

Renata Hauenstein

Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB

Caetano Siqueira

Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica DEGEB

Herbert Gomes da Silva

Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, do Ensino Médio e da Educação Profissional CEFAF

Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho

Professoras e professores,

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo considera fundamental as ações colaborativas na rede de ensino para a consolidação de políticas educacionais voltadas à qualidade da aprendizagem dos alunos. A colaboração dos professores na construção de materiais de apoio articula o Currículo proposto com a prática pedagógica, onde a aprendizagem ocorre nos espaços escolares. Esse é o desafio para 2019.

A Educação Paulista, nos últimos anos, passou da universalização da Educação Básica, etapa praticamente vencida, para a construção de uma escola de qualidade, em que os gestores, os professores e os alunos, sujeitos do processo educativo, e que levam o ensino à aprendizagem profícua, possam encontrar espaço efetivo para o desenvolvimento pessoal e coletivo, na perspectiva democrático- participativa. Nesse sentido, desde 2008, foi implementado o Currículo Oficial do Estado de São Paulo, com o apoio dos materiais didáticos do Programa São Paulo Faz Escola.

Após dez anos da implantação do Currículo os materiais de apoio foram importantes, no sentido de fornecer subsídios necessários para orientações e ações pedagógicas em sala de aula que, pelo histórico, sempre se resguardaram na convergência das políticas públicas educacionais em prol da aprendizagem à luz das diretrizes do Currículo Oficial do Estado de São Paulo.

Em 2019, um ano de transição, os materiais de apoio devem ser reconstruídos à luz da Base Nacional Comum Curricular - BNCC e do Currículo Paulista, que representa um novo período educacional, marcado pelo regime de colaboração entre o Estado e os Municípios.

Reafirmando os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá- los em seu trabalho, atribuindo significado e assegurando a construção colaborativa, apresentamos o Guia de Transição do São Paulo faz Escola, que tem como objetivo orientar diversas práticas e metodologias em sala de aula, que sirvam como ponto de partida para a construção dos novos materiais em 2020, com a participação de todos.

Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com as equipes curriculares da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica, apresentam sugestões que podem ser adequadas, redefinidas e reorientadas a partir da prática pedagógica, e, importante ressaltar, que para sua implementação na sala de aula, teremos como protagonistas os professores e os alunos.

Juntos podemos redefinir o papel da escola, fortalecendo-a como uma instituição pública acessível, inclusiva, democrática e participativa, com a responsabilidade de promover a permanência e o bom desempenho de toda a sua população estudantil.

Contamos com o engajamento e a participação de todas e todos!

Caetano Siqueira

Coordenador da CGEB

Apresentação

O Guia de Transição é um documento que transpassa o Currículo Oficial do Estado de São Paulo, a Base Nacional Comum Curricular - BNCC e o Currículo Paulista, fundamentando as ações para a implementação de novos materiais de apoio ao professor do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino Médio. O conjunto do guia, em dois volumes, é composto por 4 cadernos de orientações para o professor, por área de conhecimento.

Espera-se que esses materiais de cada componente possam ser adaptados e reeditados pelo professor conforme o desenvolvimento das atividades realizadas com seus alunos.

Em cada caderno do guia, são apresentadas orientações pedagógicas, metodológicas e de recursos didáticos, conjunto de competências e habilidades a serem desenvolvidas no percurso escolar, incluindo em seus tópicos a avaliação e a recuperação. Além de apoiar a prática docente, oferecem fundamentos importantes para as ações de acompanhamento pedagógico e de formação continuada, que contam com a mediação dos Professores Coordenadores, dos Supervisores de Ensino, dos Diretores do Núcleo Pedagógico e dos Professores Coordenadores do Núcleo Pedagógico, alinhando-se ao planejamento escolar 2019.

É importante ressaltar que as orientações e atividades foram construídas pela rede estadual, o que faz que a sua implementação se apoie na experiência docente.

Equipes Curriculares da CGEB

SUMÁRIO

FILOSOFIA

04

Texto Introdutório

05

As Habilidades Do Currículo Do Estado De São Paulo E As 10 Competências Gerais Da Educação

08

Quadro Das Habilidades Do Currículo Do Estado De São Paulo E Competências Gerais Da

Básica Na BNCC

Educação Básica

09

Orientações Pedagógicas E Recursos Didáticos

12

Como Os Conteúdos Estão Organizados

25

1ª Série

27

 

Por Que Estudar Filosofia? As Áreas Da Filosofia

34

2ª Série

 

Introdução à Ética

39

Autonomia E Liberdade

42

3ª Série

 

O

Que É Filosofia

49

Superação De Preconceitos Em Relação À Filosofia E Definição E Importância Para A

 

Cidadania

53

 

O

Homem Como Ser De Natureza E De Linguagem

57

GEOGRAFIA

62

6º ano

71

 

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos 1º momento

73

2º momento

81

3º momento

84

4º momento

90

7º ano

100

 

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos 1º momento

102

2º momento

110

3º momento

115

8º ano

121

 

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos 1º momento

123

2º momento

129

3º momento

135

4º momento

146

5º momento

153

9º ano

161

 

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos 1º momento

164

2º momento

168

3º momento

173

4º momento

179

1ª série

186

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos Cartografia e poder

188

Geopolítica do mundo contemporâneo

205

2ªsérie

215

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos Território Brasileiro

217

O Brasil no sistema internacional

233

3ª série

239

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos Regionalização do espaço mundial

241

HISTÓRIA

262

Fundamentos do Componente Curricular de História para os Anos Finais

264

Metodologia

265

A importância do trabalho com projetos na escola

267

Orientações para implantação de projetos

269

Avaliação

270

Recuperação

272

6º ano

273

Orientações para o 6º ano

274

7º ano

275

Orientações para o 7º ano

277

8º ano

278

Orientações para o 8º ano

280

9º ano

281

Orientações para o 9º ano

282

Fundamentos do Componente Curricular de História para o Ensino Médio

286

1ª série

287

Orientações para a 1ª série

288

2ª série

289

Orientações para a 2ª série

290

3ª série

291

Orientações para a 3ª série

292

SOCIOLOGIA 1

295

APRESENTAÇÃO 1

297

METODOLOGIA 1

300

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 1

303

TEMA/CONTEÚDO 1ª série

304

TEMA/CONTEÚDO 2ª série

310

TEMA/CONTEÚDO 3ª série

319

REFERÊNCIAS E MATERIAIS DE APOIO 1 ª série

326

REFERÊNCIAS E MATERIAIS DE APOIO 2 ª série

327

REFERÊNCIAS E MATERIAIS DE APOIO 3 ª série

329

HABILIDADES DO CURRÍCULO DE SOCIOLOGIA COMENTADAS Série 1ª Série

331

Série 2ª Série

332

Série 3ª Série

334

Créditos

336

4

FILOSOFIA

TEXTO INTRODUTÓRIO

O ensino de Filosofia , no contexto da educação básica paulista, apresenta como referência fundamental o desenvolvimento de competências e habilidades, que se encontram descritas no Currículo do Estado de São Paulo . Entretanto, a Filosofia como componente curricular da educação básica, no contexto nacional , já apresentava seus contornos bem delineados tanto nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), como nas Orientações Curriculares Nacionais (OCN). No contexto dos documentos orientadores - Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e Orientações Curriculares Nacionais (OCN), o direcionamento fundamental para o ensino de Filosofia abrange três dimensões necessárias: a leitura, a escrita e a oralidade, de forma que estas se desenvolvam por meio da

interdisciplinaridade e da cont extualização nos planos individual, social, político e cultural. Portanto , no contexto geral, o ensino deste componente curricular deverá promover entre estudantes as seguintes ações:

Ler textos filosóficos de modo significativo;

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros;

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo;

Debater, tomando uma posição, defendendo- a argumentativamente e mudando de posição em face de argumentos mais consistentes;

Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais;

Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica quanto em outros planos: o pessoal - biográfico; o entorno sócio- político, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico - tecnológica. Dest a forma, espera- se, a partir do ensino de Filosofia, que estudantes realizem leituras, pesquisas, registros, que sejam capazes de perceber que toda a tradi ção filosófica é restituída como exemplo na abordagem de questões de ordem social, ambiental, econômica, política, cultural e existencial que nos provoca cotidianamente.

A partir desta retomada inicial, consideramos que a educação básica no Brasil

está passando por um momento muito importante. A Lei 13.415/2017, que alterou

a LDB, demanda para o currículo do ensino médio nova organização, com itinerários

formativos e diferentes arranjos curriculares. A Base Nacional Comum Curricular, fundamento para este n ovo momento do ensino médio, já foi homologada e, diante destes novos tempos que estão sendo anunciados, precisamos realizar a travessia e ancorar em “novo porto”. Não se trata apenas da abordagem por área ou de ampliar

a oferta de jornada estendida ou os itinerários formativos, trata- se de um novo olhar, um novo posicionamento frente às demandas do processo educacional orientado para a integralidade. Portanto, a atividade filosófica deverá ser compreendida, exercitada e renovada neste novo contexto. Desde 2008, temos um currículo, materiais de apoio para a sua implementação, além da oferta de livros didáticos, que fazem parte do cotidiano

escolar e que, certamente, passaram a compor o nosso repertório docente. Neste curto período passamos a contar com a força das redes sociais e até a “pós- verdade” entrou na cena da esfera pública. Neste momento, somos chamados a refletir sobre

o papel do ensino de Filosofia e nos preparar para a realidade do momento. Para

tanto, precisamos olhar para os instrumentos e rep ertórios, necessários para este novo desafio. Assim, este Guia de Transição tem o sentido de oferecer sugestões e, ao mesmo tempo, provocar reflexões junto ao docente que ministra aulas de Filosofia, sobre os procedimentos didáticos para desenvolvimento d e habilidades e competências. Sim, vamos nos deparar com elas na BNCC e com uma complexidade ainda maior, pois não se trata apenas de habilidades cognitivas, mas teremos pela frente habilidades socioemocionais.

A partir da consideração deste momento de transição, enfatizamos que este

Guia não tem a pretensão de oferecer situações de aprendizagem prontas ou orientações que tenham o sentido de dirigir o trabalho docente, visa apenas e tão somente promover reflexões sobre o ensino de Filosofia e fortalecer o p lanejamento, as sequências didáticas e/ ou situações de aprendizagem que vier a construir com o

aporte do livro didático (PNLD) e/ou com outros materiais compreendidos como capazes de melhor concretizar, no cotidiano da sala de aula, o que foi planejado.

Isto posto, esclarecemos que cada sugestão, inclusive no que se refere ao trabalho com filósofos e as filosofias mencionadas neste Guia, sempre terá o sentido de apoiar o desenvolvimento das habilidades previstas no Currículo do Estado de São Paulo, assim como relacioná- las ao desenvolvimento das competências gerais da BNCC. Junto a este Guia seguirá o material de com atividades complementares para estudantes. Estas atividades podem ser utilizadas conforme o seu planejamento, na medida em que julgar neces sário. Considerando a importância do ensino de Filosofia e seu histórico de demandas indicadas nas Orientações Curriculares Nacionais e no Currículo do Estado de São Paulo, tomamos a liberdade de formular “Princípios para o Ensino de Filosofia” como uma r ecomendação a ser considerada e refletida nos momentos de planejamento, na elaboração de planos de aula, projetos e nas atividades interdisciplinares em que vier a tomar parte.

PRINCÍPIOS DO ENSINO DE FILOSOFIA*:

1. O (A) professor (a) de Filosofia não pode deixar de ensinar Filosofia seja por inação ou na

admissão que a Filosofia deixe de ser ensinada;

2. O (A) professor (a) de Filosofia deve seguir as orientações do Currículo e suas

articulações, de forma que não deixar de atender ao primeiro princí pio;

3. O ensino da Filosofia deve respeitar a sua natureza interdisciplinar, o que significa não

deixar à margem as demandas dos demais componentes curriculares integrantes da área de

Ciências Humanas, mas incorporá -las ao seu repertório sem, entretanto, abandonar a orientação do 1º princípio.

*Baseado, nas Três Leis da Robótica de Isaac Asimov

Por fim, enfatizamos que este Guia de Transição é uma singela contribuição para apoiar de forma refletida e estruturada o desenvolvimento de competências e habilidades propostas para o ensino de Filosofia e assim, mais do que um rol de sugestões, trata-se de mais um instrumento de apoio e reflexão nesta nova etapa da educação básica na rede pública do Estado de São Paulo.

Bom trabalho!

AS HABILIDADES DO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO E AS 10 COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA NA BNCC

As dez competências gerais da educação básica revelam condições fundamentais para a educação integral. Cada uma das dez competências apresenta um tema central: 1. Conhecimento articulado e atualizado com a realidade; 2. Predisposição para o pensamento científico, crítico e criativo; 3. Ampliação do repertório cultural; 4. Alargamento da compreensão e dos múltiplos usos das linguagens; 5. Expansão dos usos da cultura digital; 6. Valorização de experiências e desenvolvimento do senso de responsabilidade nas escolhas e no projeto de vida; 7. Argumentação e reflexão; 8. Autoconhecimento e autocuidado consigo e com o mundo; 9. Empatia e cooperação; 10. Responsabilidade e cidadania. A partir destes dez temas centrais, podemos olhar para os conteúdos e habilidades indicadas no Currículo do Estado de São Paulo, propostas para o ensino de Filosofia, e identificar os meios de responder às demandas da educação integral indicadas na BNCC. Na proposta de educação integral, cada habilidade prevista para o ensino de Filosofia deve também promover habilidades socioemocionais de forma que sejam incorporadas no cotidiano escolar, no tratamento do conteúdo, nas propostas de atividades, na organização dos trabalhos individuais e em grupo, entre outros momentos do processo de ensino/ aprendizagem. Ou seja, trata- se de rever as ações pedagógicas propostas e intencionalmente promover competências socioemocionais. A leitura compartilhada de um texto, o incentivo para a criação de grupo de estudos, e outras atividades que envolvam cooperação apresentam potencial para desenvolver a empatia, o acolhimento e o respeito ao outro, por exemplo. Ainda, propor projetos de pesquisa fundamentados em questões que s ão geradas por estudantes no cotidiano das aulas de Filosofia, pode ser uma excelente oportunidade para investigarem, elaborarem hipóteses e resolverem problemas de forma colaborativa.

QUADRO DAS HABILIDADES DO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO E COMPETÊ NCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

FILOSOFIA 1ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

HABILIDADES DO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO

COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Identificar movimentos associados ao processo de conhecimento, compreendendo etapa s da reflexão filosófica para desenvolver o pensamento autônomo e questionador;

Reconhecer a importância do uso de diferentes linguagens para elaborar o pensamento e a expressão em processos reflexivos;

1.

Valorizar e uti lizar os conhecimentos historicamente construídos

sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a

construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria

das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (i nclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

2.

3.

Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais,

das locais às mundiais, e também participar de práticas

 

diversificadas da produção artístico-cultural.

Identificar informações em textos filosóficos;

Utili zar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual- motora,

como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ide ias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem

ao

4.

entendimento mútuo.

Ide ntificar

características

de

argumentação em diferentes gêneros textuais;

5.

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e

Reconhecer manifestações históricas e sociais do pensamento filosófico;

comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

Relacionar questões atuais a questões da História da Filosofia;

6.

Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e

Praticar escuta atenta e atitudes de coopera ção no trabalho em equipe;

Praticar negociações abrindo mão de suas propostas diante de propostas mais adequadas a objetivos que beneficiem a todos;

apropriar - se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem

entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7.

Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis,

para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito

Expressar por escrito e oralmente conceitos relativos ao funcionamento do intelecto.

local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8.

Conhecer- se, apreciar- se e cuidar de sua saúde física e emocional,

 

compreendendo- se na diversidade humana e reconhecendo suas

emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9.

Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a

cooperação, fazendo- se respeitar e promovendo o respeito ao outro

e

aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da

diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,

identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10.

Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,

flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

FILOSOFIA 2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

HABILIDADES DO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO

COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Questionar a realidade social e

1.

Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos

planejar ações

de intervenção

sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

solidária;

Identificar diferentes conceitos de liberdade com base em algumas teorias filosóficas;

Relacionar liberdade à solidariedade;

2.

Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem

própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

Desenvolver habilidades de leitura, escrita e planejamento investigativo para autonomia intelectual;

3.

Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais,

das locais às mundiais, e também participar de práti cas diversificadas da produção artístico-cultural.

 

4.

Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual- motora,

Relacionar ética e moral.

como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital – , bem como

conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem

ao

entendimento mútuo.

5.

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e

comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas

diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6.

Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e

apropriar - se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7.

Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis,

para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a

consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito

local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8.

Conhecer - se, apreciar - se e cuidar de sua saúde física e emocional,

compreendendo- se na diversidade humana e reconhecendo suas

emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9.

Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a

cooperação, fazendo- se respeitar e promovendo o respeito ao outro

e

aos direit os humanos, com acolhimento e valorização da

diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,

identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10.

Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,

fle

xibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com

base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e

solidários.

FILOSOFIA 3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

HABILIDADES DO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO

COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Identificar situações de preconceito, particularmente em relação à Filosofia e aos filósofos;

1.

Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos

sobre o mundo físico, social, cu ltural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Reconhecer a dimensão política do preconceito diante da Filosofia e se posicionar em relação a ela;

Desenvolver habilidades de escrita, leitura e expressão oral na abordagem de temas filosóficos;

Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem

própria das ciências, incluindo a inve stigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

2.

3.

Valori zar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais,

 

das locais às mundiais, e também participar de práticas

Elaborar hipóteses e questões a partir das leituras e debates realizados;

diversificadas da produção artístico-cultural.

4.

Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual- motora,

Identificar a presença da Filosofia no cotidiano;

como Libras, e escrita) , corporal, visual, sonora e digital – , bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem

Estabelecer a distinção entre o “filosofar” espontâneo, própr io do senso comum, e o “filosofar” propriamente dito, típico dos filósofos especialistas;

ao

entendimento mútuo.

5.

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e

comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar,

acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos,

Identificar características da Filosofia como reflexão;

resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6.

Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e

 

apropriar - se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem

Distinguir diferenças e aproximações entre linguagem e língua;

Relacionar pensamento, linguagem e língua;

entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer

escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7.

Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis,

Identificar a importância da língua para a produção e preservação de saberes coletivos, bem como para representar o real e imaginar diferentes realidades.

para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8.

Conhecer - se, apreciar - se e cuidar de sua saúde física e emocional,

 

compreendendo- se na diversidade humana e reconhecendo suas

emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9.

Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a

cooperação, fazendo- se respeitar e promovendo o respeito ao outro

e

aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da

diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,

identidades, culturas e potencialida des, sem preconceitos de qualquer natureza.

10.

Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,

flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS E RECURSOS DIDÁTICOS

Enfatizamos, que a Filosofia no ensino médio tem significativo potencial para responder à necessidade de uma educação integral. Ela compõe, junto com a arte e a ciência, uma forma de abordar o mundo. Assim, o ensino de Filosofia ajusta- se perfeitamente a trabalhos e projetos interdisciplinares, inclusive, é pauta do segundo grupo de competências e habilidades do componente, presente nos PCN e nas OCN: articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdo s e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais. Nesse sentido, reforçamos a necessidade de propor, integrar e participar de projetos interdisciplinares gerados, a partir das necessidades da comunidade esco lar e/ou projetos propostos pelas equipes técnicas pedagógicas das Diretorias Regionais de Ensino. Entretanto, vale ressaltar que a interdisciplinaridade exige logicamente a especificidade disciplinar, ou seja, demanda conteúdos, habilidades e competências específicas. No trato dos conteúdos para o desenvolvimento de competências e habilidades da Filosofia, destacamos o aporte da tradição filosófica como modelo necessário para experimentar o percurso do pensamento organizado, o contato com vocabulário específico, raciocínios, hipóteses, escolhas de premissas e consequências de cada argumento. Este aporte da tradição filosófica será significativo mediante questões provocadoras, que despertem o interesse pela investigação, pelo debate e que se torne ocasião p ara a redação (dissertação), como exercício da reflexão, para assumir hipóteses e conclusões, ainda que provisórias (vemos aqui uma relação significativa com as Competências Gerais 02 e 07 da BNCC). De forma geral, espera- se que a cada tema/conteúdo, os es tudantes possam identificar os conceitos e a linha argumentativa do filósofo abordado e que, a partir desse contato, possam reconhecer a relevância do problema e da contribuição da tradição e avançar para uma reflexão e argumentação do tipo filosófica. A partir do exposto, tecemos algumas orientações pedagógicas e sugerimos alguns recursos didáticos articulando o atual Currículo de Filosofia de forma a atender às demandas postas pelas Dez Competências Gerais da Educação Básica, indicadas pela BNCC.

Import ante destacar que as orientações deste Guia têm o sentido de sugerir possibilidades para a construção de planos de aula personalizados, pensados de acordo com o Currículo, capazes de organizar de maneira sistemática e autônoma condições de ensino e aprendi zagem e orientadas para a aprendizagem das suas turmas e suas necessidades específicas, já encaminhando para as novas demandas do ensino médio. Neste sentido, as orientações pedagógicas estão organizadas por etapas que consideramos relevantes, especialmen te pelo costume estabelecido a partir do Programa São Paulo Faz Escola. Dessa forma, as orientações pedagógicas procuram atender uma certa sequência didática: sensibilização, contextualização, leitura e escrita, avaliação/recuperação e recursos didáticos, mas fica a seu critério personalizá- la, adequá- la a seu estilo de trabalho.

SENSIBILIZAÇÃO: Momento em que o estudante deve voltar a sua atenção para o assunto que
SENSIBILIZAÇÃO: Momento em que o estudante deve voltar a sua atenção para o assunto
que se inicia. Dessa forma, podemos usar de uma ferramenta áudio visual, como o cinema,
ou mesmo um poema, uma letra de música que aborde sobre o assunto escolhido. A
sensibilização deve gerar algum conforto para se falar sobre o tema, ao mesmo tempo em
que já traz algumas questões problematizadoras.
CONTEXTUALIZAÇÃO: O tema deve ser reconhecido como uma questão que faz parte da experiência do
CONTEXTUALIZAÇÃO: O tema deve ser reconhecido como uma questão que faz parte da
experiência do est udante e que em algum momento foi trabalhada pela tradição filosófica
(entre os antigos ou contemporâneos). Este reconhecimento pode ser o primeiro passo para
a investigação. Neste momento, incorpora- se textos filosóficos e outras produções
LEITURA E ESCRITA: Momento em que tanto os processos de sensibilização como de contextualização exigem
LEITURA E ESCRITA: Momento em que tanto os processos de sensibilização como de
contextualização exigem respostas, ainda que parciais sobre o tema desenvolvido. É por
meio da leitura e da escrita que o estudante deverá agregar conhecimentos e habilidades
para argumentar de forma autêntica, considerando a sua experiência acumulada,
articulada e/ou modificada pelo exercício filosófico.

A partir da consideração de momentos como sensibilização, contextualização e leitura e escrita, cada docente terá condições de reconhecer demandas de avaliação e recuperação.

AVALIAÇÃO e RECUPERAÇÃO: A avaliação é ferramenta para compreender o desenvolvimento do processo de ensino/
AVALIAÇÃO e RECUPERAÇÃO:
A avaliação é ferramenta para compreender o desenvolvimento do processo de
ensino/ aprendizagem. Ou seja, ela tem a propriedade de medir o estágio do
desenvolvimento de habilidades e competências, por meio de produtos – desempenho em
provas e nos processos capazes de manifestar o envolvimento na resolução de problemas e
em atividades em grupo.

No contexto das habilidades a serem desenvolvidas, entendemos que as provas, apresentações de seminários, pesquisas e atividades diversas devem revelar mais do que erro e acerto ou desenvoltura, a expansão do estudante na sua pos tura e atitudes em relação ao conhecimento filosófico e em relação ao envolvimento responsável com os colegas no desenvolvimento de atividades e projetos. Lembramos que a avaliação no contexto do ensino de Filosofia está presente em todos os processos e em diferentes momentos. Contudo, não podemos deixar de destacar três momentos importantes para a avaliação: a dissertação filosófica , a apresentação de seminários e a elaboração de mapas conceituais . Neste Guia, a avaliação proposta pode ser entendida como uma atividade “resumo” do desenvolvimento do tema proposto. Ela pode focar em uma habilidade considerada estruturante ou ter o sentido de articular momentos de uma certa sequência didática. A dissertação filosófica é o momento privilegiado em que o estudante pode manifestar suas reflexões, transportar para o papel, de forma organizada, os seus pensamentos. Esta compõe- se necessariamente de três momentos: introdução, desenvolvimento e conclusão:

Primeiro movimento em que se define o que será dito. É

nesse momento que o escritor deve mostrar para o leitor porque seu texto merece atenção. O assunto a ser tratado deve ser apresentado de maneira clara. Dependendo da estratégia pensada para o texto, este momento pode acolher definições, citações, perguntas, exp osição de ponto de vista oposto ao que se quer aderir ou provar, além de breves descrições.

INTRODUÇÃO

Na dissertação a persuasão aparece de forma explícita nesta etapa. É o centro da dissertação. É nesse momento

que o escritor desenvolve o tema, o argumento por m eio de referência a uma autoridade, por comprovação e/ou raciocínio lógico, tomando sua posição a respeito do que está sendo discutido. Neste sentido, ao desenvolver o argumento recorre-se, ainda que de forma breve, às considerações que foram feitas na int rodução.

DESENVOLVIMENTO

A conclusão é a parte final do texto, um resumo forte e breve

de tudo o que já foi dito. Cabe também a essa parte responder à questão proposta inicialmente, expondo uma avaliação final do assunto.

CONCLUSÃO

O objetivo da dissertação filosófica é promover o desenvolvimento de produções textuais com a intenção de fortalecer o domínio da escrita. Este tipo de atividade possibilita ao docente perceber se o estudante apresenta bons resultados com relação à aprendizagem, evidenciando a apropriação dos conhecimentos obtidos no decorrer do processo e pressupõe a experiência com a leitura, com os aportes da tradição filosófica. Conversas e debates realizados em aula podem se fazer presentes na dissertação. Estes aportes do cotidiano das aulas enriquecem e atualizam o tema a ser abordado na dissertação. A apresentação de seminários promove o trabalho colaborativo, a pesquisa e o desenvolvimento da oralidade. Os seminários, assim como a dissertação, comportam momentos fundamentais como a elaboração de um bom roteir o e a apresentação. Esta pode contar, de acordo com as condições, com recursos audiovisuais. Entretanto, no momento de exposição, nada é mais valioso, nem substitui a exposição oral, pois a linguagem que deve predominar em um seminário é a verbal. Outro momento significativo e parece pouco explorado é a construção de mapas conceituais . 1 Estes são reveladores da capacidade dos estudantes articular ideias e conceitos. O mapa conceitual é um recurso para organizar, representar

1 Para saber mais: GALLO, Silvio. Deleuze e a Educação. Parte um: Deleuze e a Filosofia. Acessível em:

http://www.ufjf.br/grupar/files/2014/09/deleuze_e_a_educacao_parte_um.pdf Acesso em 02/01/2019; SOUZA, Nadia Aparecida de; BORUCHOVITCH, Evely. “Mapas conceituais: estratégia de ensino/aprendizagem e ferramenta avaliativa”. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 26, n. 3, p. 195-217, 2010. http://www.scielo.br/pdf/edur/v26n3/v26n3a10.pdf Acesso em: 04/12/2018.

conexões reflexivas sobre o conh ecimento. Trata- se de um exercício que permite ao estudante tornar mais próximos termos e conceitos pouco acessados e testá- los a partir da realidade que se apresenta. No contexto do ensino de Filosofia, o mapa conceitual deve permitir o intercâmbio entre o conhecimento que já se tem e o conhecimento recém adquirido, promovendo, dessa forma, uma aprendizagem significativa. A elaboração de mapas conceituais pode ser uma atividade individual, mas se realizado em grupos, geram conversas e debates, que estimulam a reflexão do grupo numa tomada de decisão. Lembramos que, em geral, os mapas conceituais podem apresentar uma organização hierárquica de conceitos. Entretanto, no contexto do ensino de Filosofia, os eles não exigem uma sequência ou uma única direção. Há diferentes associações entre conceitos, que remetem a diferentes experiências. Ou seja, é possível relacioná-los entre si, sem buscar uma hierarquia ou uma filiação necessária. Neste sentido, o mapa conceitual, como recurso didático, pode ser compreendido , em certa medida, a partir do método rizomático proposto por Gilles Deleuze e Félix Gattari.

1 5 2 4 3
1
5 2
4 3
A B D C E
A
B
D C
E

A recuperação da aprendizagem está intrinsecamente ligada à avaliação. Dessa forma, sempre que o estudante revelar dificuldades ou demandas por outros conhecimentos e o consequente desenvolvimento de habilidades, outras atividades devem ser propostas. Dessa forma, a recuperação assim como a avaliação devem se fazer presentes no decorrer do processo de aprendizagem. Isto posto, talvez o termo recuperação não seja o mais adequado para o ensino de Filosofia, mas é este termo que se faz presente na cultura escolar e é o que deveremos continuar utilizando nos registros.

Por fim, para efeito de avaliação e recuperação da aprendizagem, sugerimos a elaboração de portfólios. Estes registros possibilitam tanto para professores (as) como estudantes a compreensão dos processos de ensino/aprendizagem que incluem provas, apresentação de seminários, pesquisas individuais e coletivas e o desenvolvimento de atividades de pesquisas orientadas do tipo iniciação científica. Por meio dos portfólios, estudantes encontram meios para acompanhar o desenvolvimento das suas aprendizagens e professores (as), aportes para avaliar as suas estratégias de ensino.

Recursos Didáticos:

Recursos didáticos são os recursos materiais que os (as) professores (as) podem utilizar para o desenvolvimento do plano de aula, entre eles: giz e lousa; livros didáticos; dicionários; sites; revistas e jornais (físicos e virtuais), cartazes de propaganda; filmes e músicas. Entre esses recursos, destacamos três que precisam se fazer presentes em diferentes situações sugeridas por este Guia. São eles:

LIVROS DIDÁTICOS Programa Nacional do Livro didático PNLD As obras didáticas selecionadas pelo PNLD, destinadas
LIVROS DIDÁTICOS
Programa Nacional do Livro didático PNLD
As obras didáticas selecionadas pelo PNLD, destinadas ao ensino de Fil osofia,
apresentam diferentes perspectivas metodológicas. Trazem, ainda, a marca da
diversidade do pensamento filosófico de forma a permitir que, na sua utilização, o
professor possa construir percursos adequados ao proposto pelo Currículo e demais
documen tos orientadores da educação básica, relativos ao ensino de Filosofia. Dessa
forma, é possível e desejável que os docentes não se sintam obrigados a adotar a
sequência da obra escolhida, mas que possam manusear a obra de forma a atender o
planejamento das aulas do componente curricular em articulação com o planejamento
de área e com o projeto pedagógico da escola.
FILMES Filmes de ficção e não-ficção podem ser úteis para promover sensibilização sobre o tema
FILMES
Filmes de ficção e não-ficção podem ser úteis para promover sensibilização
sobre o tema ou estimular debates e rodas de conversa. Sugerimos, dessa forma, que
verifique o acervo do Programa Cultura é Currículo / O cinema vai à Escola.
SITES Em geral, trazem referências bibliográficas e imagéticas fundamentais para enriquecer o trabalho pedagógico.
SITES
Em geral, trazem referências bibliográficas e imagéticas fundamentais para
enriquecer o trabalho pedagógico.

Há diversos recursos didáticos que podem enriquecer o trabalho com o tema proposto , entre eles indicamos alguns exemplos que podem ser utilizados conforme o planejamento de aulas do (a) professor (a).

PNLD – Filosofia (informação conforme última seleção do PNLD):

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. São Paulo, SP. Ática, 2016. COT RIM, Gilberto e FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo, SP.

Saraiva, 2016. FIGUEIREDO, Vinicius de (org). Filosofia: temas e percursos. São Paulo, SP. Berlendis e Vertecchia Editores, 2016.

GALLO, Silvio. Filosofia – Experiência do pensamento. São Paulo, SP. Scipione,

2016.

MARTINS, Maria Helena Pires e ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofando – Introdução à Filosofia. São Paulo, SP. Moderna, 2016. MELANI, Ricardo. Diálogo: Primeiros estudos em Filosofia. São Paulo, SP. Moderna, 2016. SAVIAN FILHO, Juvenal. Filosofia e filosofias – existência e sentidos. Belo

Horizonte, BH: Autentica,2016.

VASCONCELOS, José Antônio. Reflexões: Filosofia e cotidiano. São Paulo, SP. SM,

2016.

SITES:

Dicionário Escolar de Filosofia . Neste mesmo site, você encontrará link para

aprendizagem de Filosofia.

outros

https://criticanarede.com/dicionario.html#footer

Dicionário de Filosofia . Neste mesmo site, você enco ntrará link para outros

recursos úteis

http://www.filosofia.com.br/dicionario.php

ensino/ aprendizagem de Filosofia.

recursos úteis

para

o

ensino/

para

o

Farofa Filosófica. Neste site você encontrará artigos, imagens, vídeos, poesias,

filmes, documentários, etc. Tudo muito organizado com um ambiente convidativo

para a navegação.

https://farofafilosofica.com/

Guia do Estudante . Abril Cultural. Conteúdo especial aborda as principais correntes

do pensamento filosófico e os autores mais influentes.

https://guiadoestudante.abril.com.br/especiais/especial - filosofia/

Universia obras de Filosofia - p ermite acesso a obras de Filosofia em inglês ou no

idioma original.

http://noticias.universia.com.br/vida-

universitaria/noticia/2015/03/03/1120853/faca- download -gratuito - 130 -livros -

filosofia.html

Universia obras Literárias - é possível acessar obras literárias, acadêmicas,

biografias, crônicas, cordel, artigos, entre outras que podem ser significativas para

aulas.

http://noticias.universia.com.br/cultura/noticia/2017/04/05/1151023/2- 000 -

ampli ar

repertório

o

das

mil -livros -gratis- baixar.html

DO CUMENTOS OFICIAIS:

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ . Vídeo 10 Competências BNCC – https://www.youtube.com/watch?v=pq0ieMDrHr8

Coleção Explorando o Ensino - Filosofia: ensino médio / Coordenação, Gabriele Cornelli, Marcelo Carvalho e Márcio Danelon. - Brasília: Ministério da Educação, S ecretaria de Educação Básica, 2010.

Filosofia no Enem: um estudo analítico dos conteúdos relativos à Filosofia a longo das edições do ENEM entre 1998 e 2011 / Ester Pereira Neves de Macedo. Brasília, DF Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2015.

Guia de livros didáticos: PNLD 2018: Filosofia . – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2017.

Orientações curriculares para o ensino médio ; volume 3. Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, 2006.

Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio . Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria da Educação Média e tecnológica. 1998.

PCN+ Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais - Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria da Educação Média e tecnológica. 2002.

SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Filosofia / Coord. Maria Inês Fini. – São Paulo: SEE, 2008. Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Ciências Humanas e suas tecnologias / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de área, Paulo Miceli. – São Paulo: SEE, 2010.

de área, Paulo Miceli. – São Paulo: SEE, 2010. Consulte também os livros que compõem a
Consulte também os livros que compõem a Sala de Leitura de sua escola!
Consulte também os livros que compõem a Sala de Leitura
de sua escola!

LEITURAS DO PROFESSOR

a Sala de Leitura de sua escola! LEITURAS DO PROFESSOR ➢ F ILOSOFIA EM SALA DE
a Sala de Leitura de sua escola! LEITURAS DO PROFESSOR ➢ F ILOSOFIA EM SALA DE

F ILOSOFIA EM SALA DE AULA : T EORIA E PRÁTICA PARA O ENSINO MÉDIO .

Mundo das Ideias – Temas de Filosofia para o ensino médio.

Encaminhados em 2009

Encaminhados em 2009 ➢ Aprendendo a Filosofar ➢ Aristóteles – Introdução ➢ Convite à Filosofia ➢
Encaminhados em 2009 ➢ Aprendendo a Filosofar ➢ Aristóteles – Introdução ➢ Convite à Filosofia ➢

Aprendendo a Filosofar

Aristóteles – Introdução

Convite à Filosofia

➢ Aristóteles – Introdução ➢ Convite à Filosofia ➢ Ética e Cidadania ➢ História da Filosofia
➢ Aristóteles – Introdução ➢ Convite à Filosofia ➢ Ética e Cidadania ➢ História da Filosofia
➢ Aristóteles – Introdução ➢ Convite à Filosofia ➢ Ética e Cidadania ➢ História da Filosofia
➢ Aristóteles – Introdução ➢ Convite à Filosofia ➢ Ética e Cidadania ➢ História da Filosofia

Ética e Cidadania

História da Filosofia Vol. 1 / Vol. 2 / Vol. 3 / Vol. 4 / Vol. 5 / Vol. 6 e Vol. 7

Introdução à História da Filosofia 1

6 e Vol. 7 ➢ Introdução à História da Filosofia 1 ➢ O que é Adolescência
6 e Vol. 7 ➢ Introdução à História da Filosofia 1 ➢ O que é Adolescência

O que é Adolescência

O que é Criança

O que é Ética

7 ➢ Introdução à História da Filosofia 1 ➢ O que é Adolescência ➢ O que
➢ O que é Filosofia Contemporânea ➢ Pequeno dicionário de Filosofia Contemporânea ➢ Textos Básicos
➢ O que é Filosofia Contemporânea ➢ Pequeno dicionário de Filosofia Contemporânea ➢ Textos Básicos
➢ O que é Filosofia Contemporânea ➢ Pequeno dicionário de Filosofia Contemporânea ➢ Textos Básicos

O que é Filosofia Contemporânea

Pequeno dicionário de Filosofia Contemporânea

Textos Básicos de Ética

de Filosofia Contemporânea ➢ Textos Básicos de Ética ➢ Um outro olhar Encaminhados em 2010 /

Um outro olhar

Encaminhados em 2010 / 2011

de Ética ➢ Um outro olhar Encaminhados em 2010 / 2011 ➢ Você pensa o que
de Ética ➢ Um outro olhar Encaminhados em 2010 / 2011 ➢ Você pensa o que
de Ética ➢ Um outro olhar Encaminhados em 2010 / 2011 ➢ Você pensa o que

Você pensa o que acha que pensa? Um check-up filosófico.

Apresentação da Filosofia

Introdução ao pensamento filosófico

➢ Introdução ao pensamento filosófico ➢ Textos Básicos de Linguagem ➢ Introdução à Lógica ➢ Guia
➢ Introdução ao pensamento filosófico ➢ Textos Básicos de Linguagem ➢ Introdução à Lógica ➢ Guia

Textos Básicos de Linguagem

Introdução à Lógica

Guia Ilustrado Zahar – FILOSOFIA

à Lógica ➢ Guia Ilustrado Zahar – FILOSOFIA ➢ Os Clássicos da Política Volume 01 ➢
à Lógica ➢ Guia Ilustrado Zahar – FILOSOFIA ➢ Os Clássicos da Política Volume 01 ➢

Os Clássicos da Política Volume 01

Os Clássicos da Política Volume 02

Volume 01 ➢ Os Clássicos da Política Volume 02 Encaminhados em 2012 / 2013 ➢ Filosofia

Encaminhados em 2012 / 2013

da Política Volume 02 Encaminhados em 2012 / 2013 ➢ Filosofia - Publifolha ➢ Felicidade –
da Política Volume 02 Encaminhados em 2012 / 2013 ➢ Filosofia - Publifolha ➢ Felicidade –
da Política Volume 02 Encaminhados em 2012 / 2013 ➢ Filosofia - Publifolha ➢ Felicidade –

Filosofia - Publifolha

Felicidade – Dos Pré-Socráticos aos Contemporâneos

Boas -vindas à Filosofia

➢ Boas -vindas à Filosofia ➢ O que é justiça? – O Justo e o injusto
➢ Boas -vindas à Filosofia ➢ O que é justiça? – O Justo e o injusto

O que é justiça? – O Justo e o injusto na pesquisa filosófica.

Mitos e Lendas

e o injusto na pesquisa filosófica. ➢ Mitos e Lendas ➢ Homens e Deuses ➢ A

Homens e Deuses

A defesa de Sócrates

e Lendas ➢ Homens e Deuses ➢ A defesa de Sócrates Destacamos que, além destas obras,

Destacamos que, além destas obras, o acervo da sua escola pode contar com outros títulos que podem ter sido adquiridos por outros meios. Vale a pena fazer um levantamento para reconhecer os materiais de apoio disponíveis.

COMO OS CONTEÚDOS ESTÃO ORGANIZADOS

Selecionamos, para o primeiro bimestre, alguns elementos fundamentais para refletir e organizar as aulas, tendo como base o Currículo do Estado de São Paulo, mas lembramos que devemos ter no horizonte o desenvolvimento das Competências Gerais da Educação Básica.

1ª série - “Por que estudar Filosofia?” e “As áreas da Filosofia”, conteúdos, competências e habilidades pri orizam o entendimento do papel da Filosofia, seus modos de expressão e os exercícios necessários para identificar as informações e tipos de argumentos presentes na produção filosófica, assim como as relações e as incursões que a Filosofia estabelece com outras formas de conhecimento.

2ª série - “Introdução à Ética” e “Autonomia e liberdade”. São temas que devem perpassar por conteúdos, competências e habilidades, priorizando o entendimento do papel da ética e da moral relacionadas à autonomia, liberdade e solidariedade, contemplando a importância do intelecto para a definição das nossas escolhas, as possibilidades e os limites da autonomia. A partir destes temas, a reflexão filosófica deve estar articulada com a investigação e planejamento, visando o aprimoramento do conhecimento e as possibilidades de intervenção solidária na realidade em que se vive.

3ª série - “O que é Filosofia”, “Superação de preconceitos em relação à Filosofia e definição e importância para a cidadania” e “O homem como ser de natu reza e linguagem”. São temas que priorizam a compreensão da Filosofia como disciplina que compõe o ensino médio, o significado de ser filósofo e a importância da reflexão filosófica para a construção do exercício da cidadania. Priorizam também a relação entre o pensamento, a linguagem e a língua como instrumento valioso para a construção da identidade.

Dessa forma, o desenvolvimento das habilidades a seguir exige o refinamento do olhar por meio do exercício da leitura, da escrita e da prática dialógica. Vamos começar o trabalho em cada série olhando para as habilidades do Currículo relativas ao 1º bimestre.

Nos quadros que seguem, as habilidades destacadas em azul, distribuídas nas etapas da sequência didática, devem fazer parte do planejamento, pois, de acordo com o Currículo, o trabalho pedagógico precisa ser realizado tendo base o desenvolvimento de competências e habilidades. Ao observar a habilidade, sugerimos que, conforme orientação da BNCC, p. 28- 29), identifiquem o verbo (que indica o processo cognitivo a ser desenvolvido), o complemento ao verbo (revelador do objeto de conhecimento mobilizador da habilidade) e por fim, a especificidade que pode indicar o contexto para o desenvolvimento da habilidade.

Destacamos que as orientações a seguir têm o sentido de subsidiar o planejamento das aulas, a partir das habilidades relacionadas e dos temas propostos no Currículo. Lembramos que a sequência didática se apresenta de dar um olhar mais atento para momentos da aprendizagem que, no seu desenvolvimento não são estanques, mas articulados intrinsecamente, de forma que, a sensibilização também exige contextualização e da mesma forma a contextualização requer constante sensibilização e assim por diante. Desse modo, os pontos que destacamos não precisam ser estritos. Não se trata, portanto, de utilizar este guia como um manual de instruções, a ser seguido à risca. É fundamental, neste sentido, ponderar e realizar articulações que são próprias do (a) professor(a), advindas da sua experiência, caso contrário, perdemos a especificidade da atividade docente.

FILOSOFIA 1ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

Gosto de ver-te, grave e solitário, Sob o fumo de esquálida candeia, Nas mãos a ferramenta de operário,

E

na cabeça a coruscante ideia.

E

enquanto o pensamento delineia

Uma filosofia, o pão diário

A

tua mão a labutar granjeia

E

achas na independência o teu salário.

Soem cá fora agitações e lutas, Sibile o bafo aspérrimo do inverno, Tu trabalhas, tu pensas, e executas

Sóbrio, tranquilo, desvelado e terno, A lei comum, e morres, e transmutas

O suado labor no prêmio eterno.

Spinosa. Machado de Assis

SENSIBILIZAÇÃO:

TEMA: Por que estudar Filosofia?

Sugerimos que utilize elementos da produção cultural como músicas, imagens, poesi as, entre outros ou mesmo uma pergunta que possa gerar pensamentos e conversas sobre o tema. Há diferentes possibilidades para iniciá-lo junto aos estudantes. Destacamos que, neste primeiro momento, é importante a manifestação oral e/ou por escrito sobre em quais momentos eles tiveram contato com o termo “Filosofia” e, a partir desta primeira referência individual, o que eles entendem ou esperam deste componente curricular. Nesta perspectiva, é possível também propor uma “tempestade de ideias” em que todos possam trazer as suas considerações. Nesta estratégia, o questionamento “Por que estudar Filosofia?” pode ser respondido oralmente, baseados nas experiências e nos conhecimentos sobre o tema. Tudo pode ser anotado no quadro, pois cada palavra registrada poderá ser utilizada como ponto de partida para a aprendizagem do conteúdo e o desenvolvimento das habilidades. Lembramos que, dependendo das condições e espaços disponíveis nas escolas, há ferramentas digitais voltadas para este fim. Uma

delas pode ser en contrada em https://answergarden.ch/create/ ferramenta gratuita para o desenvolvimento online desta estratégia.

Praticar escuta atenta e atitudes de cooperação no trabalho em equipe

A partir deste momento inicial, uma entrevista com outros (as) professores (as) e/ou famili ares e amigos sobre o que eles sabem ou entendem sobre Filosofia também pode ser uma oportunidade para o estudante conhecer o contexto em que a Filosofia está inserida na nossa sociedade. Esta entrevista poderá ser feita em grupo e as questões formuladas antecipadamente devem revelar a intencionalidade do que se pretende saber. A partir dos resultados da entrevista pode- se elaborar uma primeira impressão por escrito, sugerimos que esta possa ser guardada para o final do semestre ou do ano, com a finalidade de que os estudantes reformulem ou aprimorem este primeiro sentido dado para a Filosofia. Ainda, a entrevista também poderá ser reservada para uma reflexão no final do ano letivo, de forma que o estudante possa opinar sobre se concorda ou não com os posicionamentos tomados pelos entrevistados em relação à Filosofia.

Expressar por escrito e oralmente conceitos relativos ao funcionamento do intelecto

Um segundo movimento de sensibilização pode ser realizado a partir da consideração de um filósofo e do ato de filosofar como ponto de partida para o conhecimento. Neste segundo movimento, os estudantes podem ser convidados para uma conversa em grupo sobre a uma frase escolhida pelo (a) professor (a) para subsidiar a atividade, por exemplo: Como conhecemos? Para responder esta questão, que não tem uma única resposta, uma pesquisa em dicionári os de Filosofia sobre as palavras “intelecto” e/ ou “faculdade”, “experiência” e “conhecimento” pode ser um primeiro disparador para diferentes atividades com a finalidade de fomentar a compreensão dos processos e percursos do conhecimento e assim se posicionarem sobre este tema. Neste exemplo de sensibilização, os estudantes devem reconhecer que a Filosofia, além de conteúdo específico, revela uma postura diante do mundo em relação ao ato de conhecer.

Identificar movimentos associados ao processo de conhecimento, compreendendo etapas da reflexão filosófica para desenvolver o pensamento autônomo e questionador

Ainda no contexto da sensibilização acerca do processo de reflexão, sobre a motivação de se estudar Filosofia, sugerimos que os estudantes sejam provocados a se manifestarem sobre a natureza da atividade filosófica. Lembramos que o momento da sensibilização pode ser especialmente propício para uma abordagem mais ampla deste processo e, neste sentido, desenvolver habilidades relacionadas à utilização de diferentes linguagens. Um movimento importante para que os estudantes compreendam o processo reflexivo é propor que eles pensem o pensamento, de forma a perceber que

o processo reflexivo é como a volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer -

se. Neste mesmo sentido, você pode apresentar duas pinturas para comparação de diferentes técnicas, de forma que os estudantes pensem e questionem a motivação de cada pintor e/ou expliquem a sua reação individual diante dessas produções (gosta ou não gosta, por quê?) Enfim, os estudantes devem ser provocados para a gerar perguntas, sem respostas prontas de forma a propiciar momentos de reflexão. Perguntas como: O que é? Como é? Por que é? Para quê? Revelam interesse pela origem, pela forma, conteúdo e finalidade das coisas, dos sentimentos, do conhecimento, das ações e das relações. Lembramos que chamar a atenção dos estudantes para o movimento reflexivo, implica já fazer referência para os processos de análise e de crítica, uma vez que tanto a reflexão, a análise como a atividade crítica fazem parte das etapas da reflexão filosófica.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

No processo de contextualização, o (a) professor (a) pode ori entar as leituras e pesquisas a partir de sites, livros didáticos e outras obras disponíveis na

sala de leitura. Pesquisas sobre “O que é a Filosofia?”, “Para que serve o seu estudo?”

e

“Por que estudar Filosofia?” permitem aos estudantes identificar os instrumentos

e

objetivos de seu ensino. Esse movimento pode ser proposto a partir do olhar dos

estudantes sobre as disciplinas que compõem o ensino médio, os objetivos que cada uma possui e os objetivos do ensino de Filosofia no ensino médio.

Reconhecer manifestações históricas e sociais do pensamento filosófico

A partir do movimento reflexivo, exercitado pelos estudantes, é possível reconhecer que a reflexão sempre esteve presente da vida humana, caracterizando, inclusive, a nossa condição humana. Estabelecer recortes históricos, a partir das questões que marcaram a filosofi a antiga como os processos do conhecimento formulados por Platão e Aristóteles e ou fundamentaram a ciência moderna, por

exemplo, podem trazer a manifestação filosófica para o processo de reflexão sobre

o conhecimento humano: Qual é o papel dos nossos sent idos no processo do

conhecimento? Os nossos sentidos podem nos enganar? A partir destas primeiras questões, você pode encaminhar outras sobre como o conhecimento científico buscou caminhos para o conhecimento seguro e introduzir a perspectiva do racionalismo e do empirismo. Neste contexto, é importante trazer as contribuições de Platão, Aristóteles, Descartes, Locke e Kant, ou de outros filósofos que historicamente são reconhecidos por debruçarem - se sobre esse tema. A

contextualização histórica, neste senti do, é fundamental, inclusive, para vincular o pensamento filosófico ao processo histórico, além de articular a produção filosófica

à produção intelectual de outras áreas do conhecimento como, por exemplo, as

contribuições da física de Galileu Galilei, a partir da descrição do movimento dos astros e a inauguração moderna da visão mecanicista da ciência, para o pensamento filosófico da época pode ser uma forma de contextualizar a produção filosófica e articular a produção filosófica e o desenvolvimento cient ífico e a abertura para novas formas de entender o mundo.

LEITURA E ESCRITA:

Nesta etapa da sequência didática sugerimos aos docentes selecionarem textos e/ou fragmentos em livros didáticos diversos, revistas filosóficas, sites específicos que fomentem as reflexões sobre a importância de estudar Filosofia no ensino médio, em que os estudantes possam identificar os movimentos associados ao processo de conhecimento, compreendendo etapas da reflexão filosófica para desenvolver o pensamento autônomo e question ador, assim como reconhecer a

importância do uso de diferentes linguagens para elaborar o pensamento e a expressão em processos reflexivos. Por meio destas leituras, os estudantes devem ser instruídos a expressar por escrito e o ralmente os conceitos relati vos à leitura realizada, desenvolvendo as atividades com a intenção de desenvolver as habilidades que seguem.

Identificar informações em textos filosóficos

A ação de identificar informações em textos filosóficos depende dos textos

e das informações que demandam o desenvolvimento das habilidades

con textualizadas nos conteúdos apresentados. Assim, entendemos que a demanda,

por identificar informações em textos filosóficos, depende do planejamento do(a) professor (a), das suas estratégias de sensibilização e contextualização. Entretanto, leitura de um texto filosófico, exige algumas considerações:

- Reconhecer que no contexto da História da Filosofia as “verdades” das

informações e/ou conceitos e/ou relações não podem ser entendidas como curiosidades ou mero ornamento de erudição, mas devem ser compreen didas na

medida em que ainda fazem sentido para a vida contemporânea.

- Compreender que não se deve adotar a perspectiva de evolução histórica

das ideias. No contexto filosófico não há superação de uma filosofia por outra. Consideramos, ainda, que:

- Uma certa precisão filológica é sempre bem-vinda. - Propor questões podem ajudar na organização
- Uma certa precisão filológica é sempre bem-vinda.
- Propor questões podem ajudar na organização da leitura, tais como:
1. Qual é o tema/ assunto?
2. Por que este tema está em questão?
3. Qual é a tese que defende ao explicar o tema?
4. Há ideias secundárias ao longo do texto que auxil iam compreensão da tese
defendida? Quais?
5. Como o autor organiza as suas ideias? Parte de um exemplo, de um caso particular
ou de uma ideia geral e cita exemplos particulares? Recorre a outros autores? Enfim,
é possível identificar o percurso, o alinhamento para chegar a conclusão, ainda que
parcial?

Lembramos que ler um texto filosófico não é tarefa fácil, especialmente para estudantes do primeiro ano do ensino médio. A partir desta constatação , pode ser estimulante e didático para o estudante ouvir a leitura do (a) professor (a). Uma leitura pausada, bem articulada pode ser o “gatilho” para o estudante almejar desenvolver esta mesma habilidade. Sugerimos, antes de iniciar a leitura, a explanação sobre o assunto e a indicação de elementos como o título da obra em que o trecho foi extraído, ilu strações (se houver), curiosidades sobre a época e sobre o autor (se houver). A utilização dessas estratégias pode chamar a atenção do estudante. Além disso, i nformá-los da importância de anotar as dúvidas que surgirem no decorrer da leitura e formulá- las ao final, desenvolve segurança e provoca conversas, debates e releituras do texto ou de outros textos sobre o mesmo assunto.

Identificar características de argumentação em diferentes gêneros textuais

A partir dos diferentes gêneros textuais reconhecidos pela Língua Portuguesa, os estudantes, neste primeiro momento, podem ser apresentados para os diferentes gêneros textuais identificados na produção filosófica. Este conhecimento certamente facilitará a sua interpretação e tornará o processo de leitura mais prazeroso. No contexto d a contextualização pensada, é importante que o estudante reconheça os gêneros dos fragmentos utilizados: poesia, conto, romance, mito/alegoria, cartas, sumas, aforismo, tratado, ensaio, entre outros. É importante que dê pistas, para que este reconhecimento possa ser feito. Por exemplo, um destinatário possível, se o texto está escrito na 1ª ou na 3ª pessoa, são pistas que provocam uma certa familiaridade com o texto.

AVALIAÇÃO:

Sugerimos no contexto das considerações e das propostas apresentadas, que a avaliação possa estar direcionada ao entendimento da natureza da Filosofia na educação básica e/ou da História da Filosofia. Neste sentido , propomos que os estudantes analisem a cena central do afresco Escola de Atenas, em que Aristóteles com gesto sinaliza para baixo e Platão para cima, a cena poderá ser contextualizada pelo (a) professor (a) e o estudante deverá ser capaz de reconhecer duas

perspectivas e entender que os gestos apresentam diferentes perspectivas de entender o conhecimento e que ambas são válidas. Esta consideração de que uma filosofia n ão deixa de existir ou de ser reconhecida diante de outra é determinante para entender os limites da ideia de superação e/ou evolução na história da Filosofia.

de superação e/ou evolução na história da Filosofia. RECUPERAÇÃO: Uma possibilidade de análise do afresco

RECUPERAÇÃO:

Uma possibilidade de análise do afresco Escola de Atenas pode ser feita por meio da questão que caiu no ENEM de 2014.

Clique aqui para conferir!

A recuperação da aprendi zagem deve ser realizada a partir de uma proposta diferenciada de
A recuperação da aprendi zagem deve ser realizada a partir de uma proposta
diferenciada de tratar o tema e de avaliar a aprendizagem do estudante, a partir do
desenvolvimento das habilidades previstas, possibilitando assim outras formas de
evidenciar o conhecimento. O docente precisa estar atento para oportunizar
possibilidades de fazer diferente, tanto as atividades quanto as avaliações.
Sugerimos, tendo em vista as sugestões apresentadas que, no processo de
recuperação da aprendizagem os estudantes escrevam uma carta “filosófica ” para o
professor comentando a diferença entre a história da ciência e a história da filosofia.

FILOSOFIA 1ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

Eu gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde

ninguém mete o nariz, aí entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto. Daí vem que, enquanto o telégrafo nos dava notícia tão graves como a taxa francesa sobre a falta de filhos e o suicídio do chefe de

polícia paraguaio, coisas que entram pelos olhos,

eu apertei os meus para ver coisas miúdas, coisas

que escapam ao maior número, coisas de míopes.

A vantagem dos míopes é enxergar onde as grandes vistas não pegam.

SENSIBILIZAÇÃO:

Machado de Assis. “A semana” na Gazeta de Notícias.

TEMA: As áreas da Filosofia

A sensibilização sobre a manifestação da Filosofia nas diferentes áreas que a compõem pode ser feita a partir de questionamentos junto aos estudantes sobre o que eles entendem por “ética”, “política”, “história da Filosofia”, “estética”, “teoria do conhecimento”, “lógica”, “metafísica”, entre outros. Os estudantes devem ser estimulados a tecer hipóteses sobre o significado destas palavras e como elas se fazem presentes no cotidiano.

Reconhecer a importância do uso de diferentes linguagens para elaborar o pensamento e a expressão em processos reflexivos

Na sequência deste proces so de sensibilização, os estudantes podem trazer recortes de jornais, revistas, trechos de vídeos, músicas ou poemas em que há referências sobre uma das áreas da Filosofia. Outra possibilidade, muito próxima ao que já foi sugerido, pode ser a composição de um painel de imagens com fotografias e/ou desenhos feitos pelos estudantes em que cada imagem representa uma área da Filosofia. Este painel pode ser o disparador para o debate sobre as impressões e as expectativas que os estudantes têm das áreas da Filoso fia expostas em imagens.

Praticar escuta atenta e atitudes de cooperação no trabalho em equipe

Ainda, propomos que reserve um tempo para que os estudantes apresentem o que eles pensam, as suas opiniões, dúvidas e dificuldades que surgiram no decorrer do processo de sensibilização. Este momento pode ser determinante par a reorientar o seu planejamento no contexto do tema tratado.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

A contextualização do tema “As áreas da Filosofia” poderá ser realizada a partir de pesquisas e produções por parte dos estudantes (preferencialmente em grupo). Sugerimos, qu e os estudantes produzam uma linha do tempo que os permita reconhecer os diferentes representantes da tradição filosófica em meio a eventos históricos. Nesta construção, os estudantes podem ser orientados a observar a recorrência de temas e problemas em di ferentes momentos. A intervenção do (a) professor (a) é fundamental, a partir desta atividade, inclusive para trazer esclarecimentos sobre a recorrência de problemas e situações e como estas compõe os campos de atuação da Filosofia formando as suas áreas. É fundamental que os estudantes percebam, ao entrar em contato com os temas e problemas filosóficos, que estes sempre se referem a um aspecto da experiência humana. Diante do exposto, a partir desta sugestão, recomendamos que os estudantes sejam orientado s para a refletir se as áreas da Filosofia podem ser pensadas isoladamente ou se elas estão intrinsecamente relacionadas. Destacamos que, ao se elaborar uma linha do tempo, faz -se necessária a intervenção do (a) professor (a) alertando para a tendência d e se encontrar referências europeias, quase que exclusivamente e que esta tendência não reflete a realidade. Dessa forma, é importante que os estudantes sejam alertados da importância das contribuições do pensamento filosófico da Europa ocidental, mas que este não esgota toda a produção filosófica. Recomendamos, assim, destacar a rica produção filosófica africana, asiática e americana ao longo da História da Filosofia. Também poderá ser destacada a quase completa ausência das mulheres na linha do tempo. Est e alerta, destacamos, já apresenta indicações para a turma refletir sobre esta situação e as possíveis motivações para que a produção filosófica

fora do eixo da Europa ocidental seja praticamente desconhecida e o motivo das mulheres terem representatividad e t ão ínfima quando se trata da tradição filosófica.

Relacionar questões atuais a questões da História da Filosofia

Isto posto, consideramos que a simples elaboração de uma linha do tempo do pensamento filosófico, pode gerar uma série de discussões e debates sobre etnocentrismo, racismo, relações de gênero entre o utros temas fundamentais do nosso tempo.

LEITURA E ESCRITA:

No âmbito da contextualização proposta, sugerimos que os (as) professores (as) selecionem textos e/ou fragmentos em livros didáticos diversos, revistas filosóficas, sites específicos, com informações relevantes para os estudantes reconhecerem as áreas da Filosofia. Pequenos excertos da tradição filosófica como proposta de conceito de Lógica, Epistemologia, Teoria do conhecimento, Ética, Filosofia política, Estética, Metafísica e Filosofia da Histó ria. A partir da leitura destes pequenos excertos, é possível conversar com os estudantes sobre o tema e considerar a possibilidades dos estudantes redigirem com as suas palavras o entendimento que eles adquiriram sobre estas áreas e sua presença na vida cotidiana.

Praticar negociações abrindo mão de suas propostas diante de propostas mais adequadas a objetivos que beneficiem a todos

A partir desta situação, pode ser realizado um debate a partir de uma questão, tendo como referência um mesmo assunto abordado a partir de diferentes áreas da Filosofia, por exemplo, “o desenvolvimento da ciência” do ponto de vista ético e d o ponto de vista epistemológico. Em algum momento estas duas perspectivas se cruzam?

ATIVIDADE O desenvolvimento das atividades deve promover a aprendizagem por meio de práticas e experiências
ATIVIDADE
O desenvolvimento das atividades deve promover a aprendizagem por meio de
práticas e experiências vivenciais, individuais e em grupo, o que inclui atividades
relacionadas à leitura e à escrita.
Ao propor atividades referentes ao tema, s ugerimos que os professores
considerem a necessidade de estabelecer a especificidade da Filosofia e ao mesmo tempo
articular o seu campo de atuação no contexto da área de Ciências Humanas. Para
contemplar a habilidade acima, os docentes podem desenvolver um debate, em que os
estudantes apresentam suas ideias referentes ao tema proposto, estando dispostos a
persuadir e a serem persuadidos. Trata -se de um exercício de movimento de pensamento,
cujo melhor argumento, mais convincente e coerente, é apreendido pelo grupo.

AVALIAÇÃO:

Os estudantes poderão ser avaliados a partir das produções escritas e participação nas atividades. Sugerimos, de acordo com as sugestões deste Guia, que os estudantes retomem as áreas da Filosofia e escrevam um comentário explicando de que forma duas ou mais áreas da Filosofia se articulam.

de que forma duas ou mais áreas da Filosofia se articulam. RECUPERAÇÃO: Uma possibilidade de pensar

RECUPERAÇÃO:

Uma possibilidade de pensar os saberes filosóficos pode ser feita por meio da questão que caiu no ENEM de 2012.

Clique aqui para conferir!

A recuperação da aprendizagem deve ser realizada por meio de uma proposta diferenciada de tratar
A recuperação da aprendizagem deve ser realizada por meio de uma proposta
diferenciada de tratar o tema e de avaliar a aprendizagem do estudante, considerando o
desenvolvimento das habilidades previstas, p ossibilitando, assim, outras formas de
evidenciar o conhecimento. A partir do tema proposto, a recuperação, poderá ser
encaminhada para a elaboração de um mapa conceitual sobre as áreas da Filosofia.

RECURSOS DIDÁTICOS:

Há diversos recursos didáticos que podem enriquecer o trabalho com o tema

proposto, indicamos alguns exemplos que podem ser utilizados conforme o

planejamento de aulas do (a) professor (a).

Dica (links):

1. https://descomplica.com.br/gabarito - enem/questoes/2014/primeiro -

dia/no - centro -da- imagem -o - filosofo - platao - e- retratado - apontando- para- o-

alto/

2. http://educacao.globo.com/provas/enem - 2012/questoes/28.html

Artigos:

“A Evolução do pensamento cosmológico e o nascimento da Ciência Moderna”. Revista Brasileira de ensino de física . Acessível em:

http://www.scielo.br/pdf/rbef/v30n4/v30n4a15.pdf Acesso em 27/11/2018.

“Cinco pensadores modernos africanos que tratam de identidade, língua e regionalismo.” https://www.geledes.org.br/cinco - pensadores-modernos- africanos - que- tratam - de- identidade- lingua- e- regionalismo/ Acesso em 24/11/2018.

“A recepção do pensamento chinês na filosofia moderna.”

oquenosfazpensar.fil.puc-

rio.br/import/pdf_articles/OQNFP_36_17_antonio_florentino_neto.pdf

Acesso em 24/11/2018

“Onde estão as mulheres na História da Filosofia”. Projeto Paideia (sobre a pouca representatividade da mulher na História da Filosofia).

https://projetopaideia.wordpress.com/2015/03/13/onde- estao - as - mulheres - na-

historia- da- filosofia/ Acesso em 27/11/2018.

“As mulheres e a Filosofia” por Maria Luísa Ribeiro Ferreira e Margarida Gomes Amaral. http://www.scielo.mec.pt/pdf/eva/n36/n36a10.pdf Acesso em 27/11/2018.

“Mulher e Filosofia: Onde estão as Filósofas?” Juliana Pacheco Borges da Silva.

http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/anais/semanadefilosofia/XIII/15.pdf

Acesso em 27/11/2018.

Gêneros Textuais - https://www.todamateria.com.br/generos - textuais/

FILOSOFIA 2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

) (

[lei]; sou assim por natureza Não quero opor-me a todos

os concidadãos (

Ismênia: Não fujo a ela

)

SÓFLOCLES. Antígona.

TEMA: “Introdução à Ética”

Elaborar um guia não é tarefa simples, especialmente quando se trata de abordar a ética. São muitos enfoques ao longo da História da Filosofia e todos com muitos pontos de interesse para a educação básica. Dessa forma, as breves orientações que apresentamos aqui não têm o sentido de determinar o formato ou

a

seleção de autores e trechos mais adequados sobre o tema. Nossas sugestões para

o

tratamento de um tema tão complexo têm como base o Currículo do Estado de São

Paulo e as Dez Competências Gerais da Educação Básica, que procuramos articular. Acrescentamos neste percurso outros pontos que julgamos relevantes para atualizar o trajeto. Certamente, o (a) professor (a) poderá considerar outras inclusões no roteiro, tendo em vista as demandas das turmas, mas insistiremos que toda abordagem sobre ética e moral deverá, obrigatoriamente, reconhecer que a ética e a moral são produtos sociais, culturais e históricos, como toda construção

humana.

SENSIBILIZAÇÃO:

Há diferentes possibilidades para iniciar uma introdução à ética. Um “dispar ador” para uma reflexão inicial pode ser um poema, uma letra de música, um trecho de filme, uma notícia ou, ainda, uma frase ou consideração a ser redigida na lousa. A consideração que segue pode ser um exemplo : Se tudo fosse luz não pensaríamos no escuro. A existência dos opostos é o que nos faz distinguir, pensar e nos possibilita escolher. Como escolher o certo, senão em correlação com o errado? Mas o que consideramos certo e errado? Este entendimento é universal? A sombra não precisa de luz para existir? Somos obrigados a reconhecer a necessidade de refletir sobre as nossas escolhas. (Especialmente elaborado para este Guia)

É importante que a sensibilização não se restrinja a este momento inicial.

Independente dos “disparadores” que podem ser utilizados, é importante que este primeiro disparador, propicie o desenvolvimento da sensibilização sobre o tema.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

A contextualização do tema “Introdução à Ética” pode ser realizada a partir

de pesquisas e produções por parte dos estudantes (preferencialmente em grupo).

O principal objetivo deste momento da sequência didática é construir relações entre

o conceito de ética e o conceito de m oral. Uma possibilidade é a construção de uma pesquisa onde os estudantes evidenciem as principais diferenças e aproximações entre os dois conceitos. A socialização dos resultados da pesquisa pode se dar por meio de apresentação de seminário para toda a t urma. Para o desenvolvimento desta pesquisa, seguida do seminário, os(as ) professores (as) podem orientar os estudantes a construírem apresentações em PPT (Power Point) e buscarem exemplos em vídeos para enriquecerem a apresentação da temática trabalhada.

Relacionar ética e moral

Estabelecer relações entre ética e moral é, em certa medida, avaliar eventos históricos, costumes, o padrão social vigente e as regras. Isto posto, essa é a oportunidade para os estudantes trabalharem estes conceitos ao mesmo tempo tão bem estabelecido s e instáveis, pois são reveladores de diferentes experiências da vida social e da subjetividade constantemente construída. Esta condição da ética e da moral de fundação e ao mesmo tempo de incessante construção deve ser compreendida pelos estudantes nas s uas reflexões, mas também constatada no contexto da História da Filosofia a partir de diferentes pensadores, como, Aristóteles, Kant, entre outros.

LEITURA E ESCRITA:

No âmbito da contextualização proposta, sugerimos que os (as) professores (as) selecionem textos e/ou fragmentos em livros didáticos diversos, revistas filosóficas, sites específicos com informações relevantes para os estudantes elaborarem por escrito a compreensão das leituras realizadas.

Uma leitura que serve de exemplo é o código de ética médica de 2010, como princípio fundamental IV, orienta que o “médico deverá atuar com respeito pelo ser humano e sempre em seu benefício. No exercício da profissão, jamais empregará seus conhecimentos de forma a acarretar sofrimento físico ou moral, para o aniquilamento do ser humano ou para tolerar e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade” 2 . Em continuidade, sugerimos a partir deste exemplo, a leitura do Juramento de Hipócrates. A partir deste princípio, o código revela a necessidade do méd ico atuar com respeito e não pelo contrário; o médico deverá atuar com a intenção de evitar, de forma efetiva, o sofrimento físico e moral, evitando , o contrário, que seria uma atuação que ignora o sofrimento do outro. Ainda, atuar em prol da vida sempre, não tolerando o seu contrário que é o assassínio e o rompimento com a integridade do outro. A explicitação dos termos do código e do seu contrário pode gerar momentos de debate, de forma que os estudantes possam se manifestar sobre o tema. No contexto de d ebate, pode ser importante para aprofundamento do tema trazer informações adicionais como, por exemplo, a atuação dos médicos no regime nazista e ou a atuação de médicos que são exemplos de atuação ética. Dessa forma, refletir sobre posturas, regras e as condições objetivas do exercício da medicina pode expandir a discussão para outras profissões e atividades que envolvem tratamento de seres vivos. Lembramos que o debate é realizado entre os estudantes, mas o (a) professor (a) deve se fazer presente para orientar e manter o foco . Neste sentido, às vezes, convém intervir a partir de perguntas relativas ao tema proposto.

AVALIAÇÃO:

Os estudantes poderão ser avaliados, a partir das produções escritas e grau de profundidade da pesquisa ou outras atividades pr opostas pelo (a) professor (a). No contexto do tema introdução à ética e da habilidade destacada, sugerimos que a avaliação apresente como foco a relação entre ética e moral. Dessa forma, os estudantes podem, a partir de pequenos fragmentos de textos, de uma frase ou

2 Conforme Conselho Federal de Medicina. Código de Ética Médica, 2010. Conselho Federal de Medicina. Acessível em: http://www.rcem.cfm.org.br/index.php/cem -atual#cap1. Acesso em 08/11/2018.

música, refletir e argumentar por escrito se os meios de comunicação e as redes sociais têm regras morais e se nestes meios há espaço para o debate ético.

morais e se nestes meios há espaço para o debate ético. RECUPERAÇÃO: Uma possibilidade de pensar

RECUPERAÇÃO:

Uma possibilidade de pensar ética e moral pode ser feita por meio da questão que caiu no ENEM de 2017.

Clique aqui para conferir!

A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma proposta diferenciada de tratar
A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma proposta
diferenciada de tratar o tema e de avaliar a aprendizagem do estudante. É preciso estar
atento para oportunizar possibilidades de fazer diferente, tanto as atividades quanto as
avaliações.
Sugerimos que os estudantes escolham um fato histórico ou um
acontecimento recente e escrevam um artigo, fundamentando as suas reflexões éticas,
a partir do pensamento de um filósofo. Neste artigo, o estudante pode exercitar a
citação utilizando regras da ABNT.

FILOSOFIA 2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

Ao volante.

(

).

À esquerda o casebre — sim, o casebre —

à

beira da estrada

À

direita o campo aberto, com a lua ao longe.

O

automóvel, que parecia há pouco dar-me

liberdade,

É agora uma coisa onde estou fechado

Que só posso conduzir se nele estiver fechado, Que só domino se me incluir nele, se ele me

incluir a mim (

)

Fernando Pessoa.

SENSIBILIZAÇÃO:

TEMA: “ Autonomia e liberdade”

Uma vida baseada ou fundada em códigos normativos tem espaço para a liberdade? Existe a liberdade?

O que é autonomia?

Quais caminhos precisam ser trilhados para que as nossas ações sejam pautadas pelo r espeito e pela solidariedade?

A existência de limites significa ausência de liberdade?

Perguntas como estas podem ser um bom ponto de partida para o desenvolvimento do tema “Autonomia e liberdade”. Sugerimos que, ao iniciar o trabalho desta temática, os d ocentes promovam a provocação sobre a real possibilidade de sermos livres, instigando os estudantes a pensarem sobre suas escolhas para a construção de u ma vida autônoma de forma ética.

Questionar a realidade social e planejar ações de intervenção solidária

A reflexão sobre as escolhas para a construção de u ma vida aut ônoma de

forma ética poderá conduzir a considerações sobre os limites das nossas escolhas, limites sociais, econômicos e/ ou morais, por exemplo. Ou seja, como a realidade

social pode ser o lugar para a realização dos projetos de vida e ao mesmo tempo, trazer empecilhos? Os estudantes podem trazer exemplos de como a vida social pode ser espaço para a liberdade e ao mesmo tempo limitadora da realização dos nossos projetos de vida. Ainda, neste sentido, uma pergunta deverá ser feita para uma roda de conversa/ debate: “na perspectiva de que a vida em sociedade pode abrigar mais e melhor os diferentes projetos de vida abrindo espaço para diferentes escolhas, a ação em conjunto e solidária, prevendo o benefício de todos, pode ser mais efetiva do que a ação individual na busca de benefício próprio?” Destacamos que esta pergunta é um mero exemplo e que cabe ao (a)professor (a) fazer perguntas capazes de conduzir os estudantes para uma reflexão aprofundada sobre o tema.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

Sugerimos que o (a) pro fessor (a) apresente para a turma o trecho de uma música, uma poesia ou uma imagem que remeta à ideia de liberdade. Por exemplo:

“ Liberdade! Liberdade /Abre as asas sobre nós /Das lutas na tempestade /Dá que ouçamos tua voz”, trecho do Hino da Proclamação da República; ou trecho do samba enredo da Imperatriz Leopoldinense de 1989, composto por Dudu Nobre “Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós!”. O objetivo da utilização destes recursos é a contextualização do tema por meio de imagens capazes de captar impressões comuns de liberdade e já inserir questões problematizadoras. Neste sentido, é possível questionar junto aos estudantes: Por que a liberdade está simbolicamente associada a asas ou a pássaros? Qual é o sentido de voz nesta estrofe? Os estudant es podem trazer considerações sobre a liberdade de voar como ausência de empecilhos para ir e fazer o que quiser e, neste movimento, é possível questionar se os pássaros são realmente livres, uma vez que voar é uma condição própria da natureza dos pássaros . Sugerimos que utilize o livro didático escolhido pela sua unidade escolar para o trabalho com as relações entre liberdade e determinismo.

Importante, ainda, considerar os encaminhamentos que o livro didático apresenta para este tema e, dependendo do percurso, vale acrescentar, se julgar necessário, aspectos da liberdade jurídica, a partir de excertos de textos legais, conforme exemplo (grifo nosso):

TÍTULO I

Dos Princípios Fundamentais

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária ; ( )

IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras

formas de discriminação.

TÍTULO II:

Dos Direitos e Garantias Fundamentais

Capítulo I: Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo -se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualda de, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano

material, moral ou à imagem;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos

cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e

militares de internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou

política, salvo se as invocar para eximir- se de obrigação legal a todos imposta e recusar- se a cumprir

prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação , independentemente de censura ou licença;

) (

XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício o u profissão, atendidas as qualificações

profissionais que a lei estabelecer;

) (

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos

termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,

independentemente de autorização , desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;

( )

Uma leitura refletida do texto constitucional, conforme o exemplo, pode ser significativo para estabelecer a relação entre liberdade e solidariedade. De acordo, pri ncípio explicitado no artigo 3º. Neste sentido, a liberdade está articulada a princípios da vida política, com o ideal de sociedade. A partir desta sugestão de contextualização, os estudantes podem discutir em rodas de conversa ou debates, aspectos da liberdade jurídica e da liberdade ética, esta última associada ao sujeito moral capaz de agir com autonomia em relação a si e aos outros.

LEITURA E ESCRITA:

A leitura de um texto filosófico ou fragmento de texto filosófico, que o docente julgar pertinente par a o desenvolvimento do tema, poderá ser melhor apreciada com o auxílio de técnicas de leitura e estudo como, por exemplo, uma leitura colaborativa com reflexões sobre as intenções e potencialidades dos textos e/ou o fichamento.

Desenvolver habilidades de leitura, escrita e planejamento investigativo para autonomia intelectual

O Fichamento possibilita ao estudante reconhecer no texto estudado o seu conteúdo e a ordem que nele é expresso. Ao fichar um texto, o estudante terá condições de reconhecer os conceitos básicos, o problema e o encadeamento das ideias na constituição dos argumentos. No fichamento , o estudante deverá identificar a obra e o trecho que está sendo fichado. Em seguida, caracterizar o texto, os dados iniciais e, por fim, os argumentos.

ATIVIDADE A ampliação do vocabulário filosófico e a sua contextualização na História da Filosofia é
ATIVIDADE
A ampliação do vocabulário filosófico e a sua contextualização na História da
Filosofia é fundamental para o aprofundamento do t ema. Desta forma, sugerimos a seleção
de textos e/ou fragmentos em livros didáticos diversos, revistas filosóficas, sites específicos
e dicionários de língua portuguesa e filosofia, com informações relevantes para os estudantes
construírem um glossário sobre os conceitos: autonomia, heteronomia, livre, liberdade, livre
arbítrio, escolha, solidariedade, destino e determinismo. Os estudantes devem ser instruídos
na pesquisa para que realizem a leitura dos significados e transcrevam em seu caderno ou
em folha de atividade com suas palavras, demonstrando a compreensão.

Identificar diferentes conceitos de liberdade com base em algumas teorias filosóficas;

Ao proceder esta atividade, espera- se que os estudantes possam sentir- se mais familiar izados com os conceitos, desenvolvendo certa segurança ao argumentar sobre o tema.

AVALIAÇÃO:

Sugerimos que a avaliação seja realizada segundo as atividades previstas e realizadas. Uma vez considerada as sugestões deste guia (a reflexão por meio de debat es e rodas de conversa, pesquisas, fichamentos e reescritas). No contexto do tema e das habilidades relacionadas, sugerimos a elaboração de um mapa conceitual ilustrando os caminhos da autonomia e heteronomia, com a indicação de exemplos.

da autonomia e heteronomia, com a indicação de exemplos. RECUPERAÇÃO: Uma possibilidade de pensar o determinismo

RECUPERAÇÃO:

Uma possibilidade de pensar o determinismo pode ser feita por meio da questão que caiu no ENEM de 2016 .

Clique aqui para conferir!

Sugerimos que verifique, a partir das ativid ades propostas, as deficiências apresentadas e apresente uma
Sugerimos que verifique, a partir das ativid ades propostas, as deficiências
apresentadas e apresente uma proposta diferenciada de tratar o tema, tendo em vista
as habilidades previstas, possibilitando, assim, outras formas de evidenciar o
conhecimento, por exemplo, caso a dificuldade se apresente na reescrita de um
conceito, pode ser interessante proporcionar outra ocasião para se tratar da reescrita.
Talvez, orientar os estudantes para escrever uma carta para um determinado filósofo,
tecendo considerações sobre os conceitos que envolvem o tema, pode ser um caminho
para o estudante se manifestar sobre o assunto. Há, ainda, a possibilidade de indicar
que o estudante assista a um filme de ficção ou não ficção sobre o tema e, ao final,
redigir um relatório sobre a abordagem da liberdade/autonomia no desenvolvimento
da narrativa.

RECURSOS DIDÁTICOS:

Obra Literária:

Trechos para leitura compartilhada ou individual são sempre bem - vindos para a reflexão ética, inclusive, vale destacar, que a literatura é um campo sem fim para o desenvolvimento do pensamento no que se r efere a ética.

Dica (links)

1. https://descomplica.com.br/gabarito-enem/questoes/2017/primeiro- dia/uma - pessoa - ve- se - forcada - pela - necessidade - obrigada - pedir- dinheiro- emprestado/

2. https://descomplica.com.br/gabarito-enem/questoes/2016- segunda- aplicacao/primeiro-

dia/o- trecho- da - obra - de - sofocles-que -expressa - o- nucleo- da - tragedia -grega- revela - oa/

Música: https://www.letras.com.br/samba- enredo/imperatriz- leopoldinense-

samba- enredo - 1989

Sites

Em geral trazem referências bibliográficas e imagéticas fundamentais para

enriquecer o trabalho pedagógico. -

Cremesp

https://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Historia&esc=3 Acesso em 24/11/2018.

Hipócrates.

Juramento

de

Frases dos filósofos sobre Ética htt ps://www.pensador.com/frases_filosofos_etica/ Acesso em 24/11/2018.

Artigos:

“Fichamento como método de documentação e estudo” de Marivalde Moacir Francelin. http://www3.eca.usp.br/sites/default/files/form/biblioteca/acervo/producao - academica/002749741.pdf Acesso em 08/11/2018.

ABNT para Artigos - https://www.significados.com.br/exemplo- formatacao -

artigo - cientifico - normas- abnt/

FILOSOFIA 3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

Conhecimentos de Filosofia

A Filosofia é teoria, visão crítica, trabalho do conceito, devendo ser preservada como tal e não como um somatório de ideias que o estudante deva decorar.

MEC. Orientação Curriculares Nacionais, 2006.

SENSIBILIZAÇÃO:

TEMA: “O que é Filosofia”

Depois de dois anos estudando Filosofia, o jovem do ensino médio já deve possuir um olhar mais refinado sobre “o que é a Filosofia?”. O movimento proposto neste momento deve contemplar as ideias que as pessoas têm da Filosofia, sendo interessante fazer uma pesquisa sobre o que os estudantes pensam dela, o que compreendem sobre a sua aplicação prática, qual a sua utilidade e qual a sua relação com o cotidiano. Para realizar esta atividade de sensibilização, sugere- se uma roda de conversa em que os estudantes vão colocando espontaneamente os seus pensamentos sobre o tema. É importante que alguém se voluntarie para realizar o registro, que pode ser feito também pelo (a) professor (a).

Identificar a presença da Filosofia no cotidiano

A partir deste registro, os estudantes podem produzir um material sobre

F ilosofia. Um breve vídeo, trazendo relatos sobre como a ativi dade filosófica se faz

presente no cotidiano ou um artigo trazendo informações e reflexões sobre a presença de filósofos na vida contemporânea, suas preocupações e a presença em diferentes mídias, entre outros. Importante destacar que nesta sugestão, a par ticipação dos (as) professores (as) indicando fontes para o desenvolvimento desta atividade de sensibilização é fundamental, não só para orientá-los, mas para principalmente estimulá-los. Neste sentido, a indicação de programas de televisão

em que os filós ofos fazem parte, a presença da Filosofia na composição do currículo de outras áreas do conhecimento são dicas que podem apoiar a produção dos estudantes.

A identificação da presença da Filosofia no cotidiano pode promover um

entendimento mais amplo e atu alizado sobre a atividade filosófica no mundo

contemporâneo, o que permite “articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais” e “contextualizar conheci mentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica quanto em outros planos: o pessoal - biográfico; o entorno sócio - político, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico - tecnológica”.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

No desafio de ampliar a percepção do alcance da Filosofia no cotidiano, sugerimos que os estudantes sejam convidados a interpretar as afirmações: “todos somos filósofos” (conforme, Gramsci) e “ O bacharelado em Filosofia visa a uma formação técnica e crítica do aluno, por meio do estudo ap rofundado da História da Filosofia e dos temas que são os eixos da reflexão filosófica, tanto os legados pela tradição, quanto os vinculados às questões contemporâneas” (conforme, apresentação do Departamento de Filosofia da USP). As interpretações podem s er escritas em forma de redação ou oralmente, por meio de debate organizado. Este primeiro momento de reflexão e/ou debate poder ser seguido da apresentação de fragmentos de textos em que a figura do filósofo e/ou a descrição da Filosofia permitam ao estud ante reconhecer as especificidades da Filosofia como conhecimento técnico específico e a Filosofia que pertence à condição humana.

Estabelecer a distinção entre o “filosofar” espontâneo, próprio do senso comum, e o “filosofar” propriamente dito, típico dos filósofos especialistas

A partir deste exercício de contextualização é possível, se julgar pertinente, ampliar esta reflexão para certos episódios da Filosofia ao longo da sua história como, por exemplo, a Filosofia no mundo grego, entre os pré- socráticos e a sua articulação com o conhecimento científico, a figura de Sócrates, a Filosofia medieval como atividade intelectual dos membros da Igreja, entre outros que produziram certas imprecisões sobre a atividade filosófica.

LEITURA E ESCRITA:

A partir deste tema e das competências e habilidades descritas, parece fundamental afirmar a atividade reflexiva como fundamento da Filosofia, pois , apesar de todas as características e finalidades que foram se apresentando na História, a Filosofia se firma como atividade reflexiva. Ou seja, a investigação metódica na busca da certeza, a partir dos recursos do pensamento. A prática reflexiva, em um percurso diferente do pensamento instrumental, se caracteriza, principalmente, pela atuação nas situações de ambiguidade e indeterminação, em problemas pouco delineados, nas relações de causa e efeito pouco claras. Dewey foi um dos pensadores da Filosofia contempo rânea a caracterizar a prática reflexiva como um exame cuidadoso e questionador de conhecimentos, pressupostos e conclusões. No contexto do filosofar espontâneo, trata- se do famoso, “parar para pensar”, projetar e considerar prós e contras no que tange ao indivíduo reflexivo e às pessoas que o cercam, não deixa de ser uma atividade rigorosa.

Identificar características da Filosofia como reflexão

Neste contexto, sugerimos que os estudantes sejam motivados a identificar as marcas da reflexão presente em textos filosóficos. Esta prática considera, conforme Folscheid e Wunenburger, que “pensar o que foi pensado é repensar, é retomar os pensamentos pensados por outros” e neste repensar já há a marca daquele que repensou. Identificar marcas do pensamento filosófico em textos permite ao estudante pensar junto com o filósofo e acompanhá-lo na sua arquitetura conceitual. Entretanto, a leitura do texto filosófico não é fácil e sempre é necessário retomar a velha prática do (a) professor (a) realizar a primeira leitura do texto. Uma leitura pausada e bem articulada, capaz de dar significação ao texto e, assim, aproximar o estudante não apenas para a prática da leitura, mas também para a reflexão. Muitos dos nossos estudantes, ainda que cursando o último ano do ensino médio, apresentam dificuldades com a leitura. Dessa forma, a primeira leitura realizada pelo (a) professor (a), pode ser fundamental para que eles releiam e se sintam mais seguros e interessados em prosseguir nas suas reflexões e investigações.

AVALIAÇÃO:

Sugerimos que a avaliação seja realizada segundo as atividades previstas e realizadas. Uma vez considerada as sugestões deste Guia por meio das produções, leituras e redações.

deste Guia por meio das produções, leituras e redações. RECUPERAÇÃO: Uma possibilidade de pensar o que

RECUPERAÇÃO:

Uma possibilidade de pensar o que é a Filosofia pode ser feita por meio da questão que caiu no ENEM de

2015.

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A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma proposta distinta do que
A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma proposta
distinta do que já foi feito no processo avaliativo, possibilitando, assim, outras formas
de evidenciar o conhecimento. O docente precisa estar atento para oportunizar
possibilidades de fazer diferente, tanto as atividades quanto as avaliações.
Sugerimos, considerando o perfil do tema, o exercício de explicação do texto a
partir de um comentário, tomando como base a sua estruturação lógica. Neste caso,
talvez seja relevante um texto fora do campo filosófico, mas com tema similar a o que foi
tratado.

FILOSOFIA 3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

O Binômio de Newton

O Binômio de Newton é tão belo como a Vênus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso. óóóó--- óóóóóó óóó--- óóóóóóó óóóóóóóó (O vento lá fora.)

Fernando Pessoa. Poemas de Álvaro Campos

SENSIBILIZAÇÃO:

TEMA: “Superação de preconceitos em

relação à Filo sofia e definição e

importância para a cidadania”

Depois de estabelecer a distinção entre o “filosofar” espontâneo e o “filosofar”

dos filósofos especialistas, parece importante considerar qual percepção as pessoas,

em geral, têm da at ividade filosófica e do filósofo.

Neste contexto, sugerimos que os estudantes rememorem a ideia que faziam

do filósofo e da atividade filosófica e considerem se esta ideia foi alterada e porquê.

A partir deste primeiro momento, os estudantes podem ser mobilizados a realizar

uma pesquisa, no formato de entrevista, sobre o que as pessoas entendem como

valor moral e ético e o que elas entendem por atividade reflexiva. Nesta pesquisa, os

estudantes devem ser orientados a elaborar questões sobre o tema, considerando

os perfis dos entrevistados, como sexo, idade, profissão, entre outros. Os dados das

entrevistas devem ser tabulados, os resultados quantitativos apresentados em

forma de gráfico e os qualitativos, a partir de análise contextualizada.

Identificar situações de preconceito, particularmente em relação à Filosofia e aos filósofos

É important e que os estudantes, ao elaborarem as questões, demonstrem

clareza sobre o motivo da entrevista. Após a pesquisa, os estudantes devem

apresentar os resultados, indicando, a partir dos dados, o que as pessoas pensam sobre valores éticos e morais e sobre a atividade reflexiva. Lembramos que há diversas formas de abordar o tema e desenvolver a habilidade prevista. Este Guia apresenta apenas mais uma possibilidade.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

Considerando que na nossa sociedade algumas práticas podem ser alvo de precon ceito, sugerimos que os estudantes sejam orientados a retomar a ideia de “preconceito”, descrevendo as diferentes situações em que ele pode ocorrer. A partir dessa primeira consideração sobre a manifestação do preconceito, a reflexão pode avançar de forma a considerar como este se instala na sociedade, por exemplo: se consideramos que o preconceito tem relação com os valores pronunciados pela sociedade e que certos valores são mais desejáveis que outros, em diferentes sociedades e m omentos históricos, p odemos considerar que certas decisões políticas, fundamentadas em certos valores que julgados superiores podem favorecer certas práticas e desvalorizar outras? Seguindo este pensamento, quais valores são considerados superiores no mundo contemporâneo? Eles est ão alinhados com a prática filosófica? A partir d essas questões , sugerimos que os estudantes sejam orientados para

a realização de pesquisa (preferencialmente em grupo). Pesquisa sobre a dimensão política do preconceito diante da Filosofia que permita con hecer a realidade sobre os diferentes estereótipos e ameaças que o saber filosófico tem sofrido. Nesta pesquisa, os estudantes podem ser orientados a observar a recorrência do preconceito à Filosofia em diferentes momentos históricos e a sua relação com a perspectiva de cidadania. Neste contexto, recomendamos a intervenção do(a) professor(a) para trazer esclarecimentos sobre os diferentes contextos históricos da Filosofia, inclusive, no cenário educacional. É fundamental que os estudantes percebam, ao entrar em contato com os temas e problemas filosóficos, que estes sempre se referem a um aspecto da experiência humana. Diante do exposto, a partir desta sugestão, recomendamos que os estudantes sejam orientados a refletir se a Filosofia pode ser pensada isolad amente ou se ela está intrinsecamente relacionada

à dimensão política.

No caso da Filosofia, o fato dela ter sido afastada da educação básica durante algum tempo, pode ter sido um fator de preconceito em relação a ela? Estas e outras questões podem favorecer a compreensão do preconceito de forma geral e do preconceito em relação à Filosofia especificamente. Para melhor contextualização, sugerimos que os estudantes entrem em contato com eventos que tem afastado a Filosofia das atividades mais valorizadas da sociedade. Textos como a Apologia de Sócrates pode ser um bom exemplo para compreender a dimensão política da atividade filosófica e como a reação a ela pode dar indicativos do tipo de cidadania se idealiza para a formação de crianças e jovens.

LEITURA E ESCRITA:

A partir da sugestão da leitura da Apologia de Sócrates , propomos que os estudantes sejam orientados a reescrever alguns trechos em formato diverso do apresentado. Dessa forma, a reescrita pode ser como um poema, um conto ou uma cena teatral a ser encenada para os demais estudantes da turma. Neste exercício, os estudantes podem alterar nomes, incluir outras falas, descrever fisicamente os personagens, descrever o ambiente, as emoções, entre outras.

Desenvolver habilidades de escrita, leitura e expressão oral na abordagem de temas filosóficos

A reescrita neste caso tem o sentido de chamar a atenção do estudante para o evento narrado na Apologia de Sócrates e, ao mesmo tempo, provocá- lo para produzir um “novo” acontecimento, a partir de uma adaptação do texto original. Dessa forma, os estudantes podem exercitar suas capacidades de com preensão e produção de texto.

AVALIAÇÃO:

Sugerimos que a avaliação seja realizada segundo as atividades previstas e realizadas. Uma vez considerada as sugestões deste Guia a saber , por meio das leituras, reflexões e produções. A avaliação deverá con siderar todas estas atividades no que foi plenamente desenvolvido e no que foi parcial. As provas que por ventura vierem a ser aplicadas precisam, de alguma forma, retomar este percurso com as abordagens realizadas. Considerando o perfil do tema, o exercício de explicação do texto, poderá ser realizado a partir de um trecho da obra Apologia de Sócrates .

a partir de um trecho da obra Apologia de Sócrates . Para pensar questões relativas ao

Para pensar questões relativas ao preconceito em relação à filosofia, pode ser considerada, a partir da questão 11, Ciências Humanas, a 2ª fase da UNESP de

2017

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Uma possibilidade de pensar os preconceitos e a cidadania pode ser feita por meio da questão que caiu no ENEM de 2012.

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RECUPERAÇÃO:

A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma proposta distinta do que
A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma proposta
distinta do que já foi feito no processo avaliativo, possibilitando, assim, outras formas
de evidenciar o conhecimento. O docente precisa estar atento para oportunizar
possibilidades de fazer diferente, tanto as atividades quanto as avaliações.
Sugere-se a seleção de um texto “não filosófico” que tenha como temática a
cidadania (uma letra de música ou uma poesia) e um produzido por um filósofo. Os
estudantes devem proceder a leitura e tecer considerações sobre os temas, as
abordagens, suas semelhanças e as diferentes contribuições para o entendimento do
tema.

FILOSOFIA 3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO – 1º BIMESTRE

Pensar a palavra é pensar as condições para proferi-la. Condições físicas, psicológicas, sociais e políticas, além daquelas situações que ficam na encruzilhada entre afinidades e antipatias, apropriações e recusas, criações e reproduções, próprios das relações culturais que, por vezes, é tão difícil de pronunciar

Elaborado especialmente para este Guia

SENSIBILIZAÇÃO:

TEMA: “O homem como ser de natureza e de linguagem”

O que nos marca como animais da espécie humana? Quais consequências tem a palavra para a constituição do ser humano? Estas perguntas podem provocar a sensibilização para o tema “O homem como ser de natureza e linguagem”. No entanto, apenas as pergun tas podem ser insuficientes para afetar os jovens sobre o tema. Sugerimos também que o docente utilize algumas imagens e/ou vídeos ou fragmentos de cenas de filmes do período pré- histórico, em que ocorre a descoberta do fogo, pinturas rupestres e tentativas de comunicação. O objetivo da ação é envolver os jovens sobre a importância da língua para a produção do conhecimento.

Elaborar hipóteses e questões a partir das leituras e debates realizados

A partir destes referenciais, os estudantes podem conversar e tecer considerações sobre o conteúdo dos recursos utilizados pelo (a) professor (a) e responder às questões propostas. Sugerimos que as conversas e as resposta às questões sejam feitas em grupo e, dessa forma, elas devem ser o resultado de amplo debate entre os estudantes.

CONTEXTUALIZAÇÃO:

A partir da sensibilização que, no exemplo dado, procurou chamar atenção para a condição básica da comunicação, na contextualização consideramos a

necessidade de que o estudante se aproprie da relação entre a convenção, alicerce da língua, e das capacidades de manifestação próprios da li nguagem. Neste sentido, sugerimos que os estudantes pesquisem em diferentes meios, dicionários de língua portuguesa, sites e consulta junto a professores (as) de Língua Portuguesa a definição de língua e linguagem. A partir das diferentes fontes consultadas, os estudantes poderão elaborar uma pequena definição de língua e linguagem seja agregando todas as informações das diferentes fontes ou selecionando algumas informações capazes de apontar em que sentido estas definições podem satisfazer a compreensão das aproximações e diferenças entre linguagem e língua.

Distinguir diferenças e aproximações entre linguagem e língua

No processo de reconhecer as diferenças e aproximações entre língua e linguagem, os estudantes podem reconhecer como a língua representa o mundo em que vivemos, entendendo o mundo não apenas como pl aneta, mas como cultura, como modo de ser e de se relacionar com a natureza, com os objetos, instituições e com os outros indivíduos. Sugerimos, na sequência, uma reflexão sobre como as línguas, tanto no conjunto das palavras, quanto nas relações que estas palavras podem ter entre si são ao mesmo tempo, produtos do meio social e ordenadoras dos conhecimentos, comportamentos e das relações que os indivíduos manifestam no mundo em que vivem. Ou seja, por estar intrinsecamente ligada ao mundo em que vivemos, a língua desenvolve- se historicamente e estabelece maneiras de organizar o mundo. Mas é importante destacar junto aos estudantes que, apesar da língua ser um sistema privilegiado para a expressão do pensamento, uma vez que permite mais precisão na comunicação de fatos, ideias, relações e pensamentos, outros sistemas de comunicação da linguagem são capazes de dar expressão aos pensamentos humanos.

Relacionar pensamento, linguagem e língua

Considerando o tema e as habilidades do currículo relacionadas, sugerimos a leitura de um fragmento de texto de filósofo que perpasse estas questões. Em geral, os livros didáticos trazem reflexões sobre a linguagem, uma vez que a articulação pensamento -linguagem é o fundamento da atividade filosófica.

A partir do desenvolvimento do tema proposto e das habilidades relacionadas, sugerimos que os estudantes reflitam sobre como o processo de

socialização, os estímulos do meio em que se vive podem revelar aspectos do mundo

e das ideias que formulamos, assim como a sua expressão. Ainda, que considerem se

na medida em que desempenhamos diferentes funções, que conhecemos pessoas de diferentes idades, com experiências diversas, o nosso mundo se amplia? A ampliação do nosso mundo gera alguma consequência para a nossa linguagem?

LEITURA E ESCRITA:

Considerando a reflexão pr oposta, os estudantes podem apresentar e/ou representar a sua reflexão, a partir de uma frase ou trecho de um poema que apresente a relação entre a linguagem e o mundo. Sugerimos, neste sentido, o seguinte pensamento de Ludwig J. J. Wittgenstein : “os limit es de minha linguagem significam os limites do meu mundo”.

Identificar a importância da língua para a produção e preservação de saberes coletivos, bem como para representar o real e imaginar diferentes realidades

Por fim, sugerimos um debate sobre a linguagem utilizada nas redes sociais

e o que este fenômeno linguístico pode dizer sobre a vida contemporânea, os saberes coletivos, as relações que estabelecemos com o tempo e as formas de inclusão e exclusão.

ATIVIDADE Com a intenção de fomentar o uso de diferentes recursos, sugere -se a produção
ATIVIDADE
Com a intenção de fomentar o uso de diferentes recursos, sugere -se a
produção de um vídeo com fragmentos de diferentes línguas, culturas e linguagens,
com o tempo máximo de dois minutos para posterior apresentação.
Este tipo de atividade, além de possibilitar a distinção das diferenças e
aproximações entre linguagem e língua, causa o desenvolvimento de conhecimentos
necessários para a aprendizagem de diferentes recursos.
As pesquisas, e a elaboração e edição dos vídeos podem ser feitas na sala de
informática da unidade escolar ou nos aparelhos celulares dos estudantes.
Após a realização do vídeo, o estudante faz upload do vídeo no YouTube e
apresenta para a turma, em momento oportuno organizado pelo docente.
Caso o docente opte por outro tipo de atividade, é importante salientar que o
principal objetivo da ação deve estar voltada para a demonstração da compreensão

AVALIAÇÃO:

Sugerimos que a avaliação seja realizada segundo as atividades previstas. Uma vez considerada as sugestões deste Guia, por meio das leituras, reflexões e produções. A avaliação dever á considerar todas estas atividades, no que foi plenamente ou parcialmente desenvolvido. As provas, que por ventura vierem a ser aplicadas, precisam, de alguma forma, retomar este percurso com as abordagens realizadas. A partir do que foi sugerido neste guia para o tema e habilidades relacionadas, a avaliação poderá ser efetivada por questões/dissertação que abordem as relações entre língua, linguagem e pensamento.

abordem as relações entre língua, linguagem e pensamento. RECUPERAÇÃO: Uma possibilidade de pensar a linguagem e

RECUPERAÇÃO:

Uma possibilidade de pensar a linguagem e a filosofia está na questão do vestibular da Unesp de 2013

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A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma proposta distinta do que
A recuperação da aprendizagem deve ser realizada a partir de uma
proposta distinta do que já foi feito no processo avaliativo, possibilitando, assim,
outras formas de evidenciar o conhecimento. O (A) docente precisa estar atento
para oportunizar possibilidades de fazer diferente, tanto as atividades quanto as
avaliações.
Sugerimos, considerando o perfil do tema e as habilidades relacionadas, a
construção, por meio de consultas a livros e anotações de aula, de um “mapa
conceitual”, tendo como referência uma ou mais habilidades pertinentes ao tema,

RECURSOS DIDÁTICOS:

Dica (links)

1. https://www.resumov.com.br/provas/enem- 2015/q11/

2. http://educacao.globo.com/provas/enem - 2012/questoes/3.html

3.

https://rachacuca.com.br/educacao/vestibular/unesp/2013/primeira-

fase/55/

4. https://www.curso-

objetivo.br/vestibular/resolucao_comentada/unesp/unesp2017.asp?img=0

Artigos:

SOUZA, Nadia Aparecida de; BORUCHOVITCH, Evely. “Mapas conceituais: estratégia

de ensino/aprendizagem e ferramenta avaliativa”. Educação em Revista , Belo Horizonte , v. 26, n. 3, p. 1 95 - 217, 2010. http://www.scielo.br/pdf/edur/v26n3/v26n3a10.pdf Acesso em: 04/12/2018.

Sites:

Revista Superinteressante . Abril. Acessível em:

https://super.abril.com.br/especiais/uma- breve- historia- da- Filosofia/

Acesso em 29/11/2018. Apologia de Sócrates . Domínio Público. Acessível em:

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000065.pdf

Acesso em 30/11/2018.

Como fazer vídeos. Tutoriais no Youtube.

https://www.youtube.com/results?search_query=como+fazer+v%C3%ADdeos

Acesso em 13/12/2018.

Como subir vídeos no Youtube. Tutoriais com o passo a passo para fazer o upload dos vídeos produzidos.

https://www.youtube.com/results?search_query=como+fazer+upload+de+v%C3

%ADdeos Acesso em 13/12/2018.

O

O 62

Secretaria de Estado de São Paulo

Coordenadoria de Gestão da Educação Básica

Centro de Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional

GUIA DE TRANSIÇÃO GEOGRAFIA

Ensino Fundamental Anos Finais (6º ao 9º ano)

1º Bimestre

São Paulo, 2019

Introdução

Considerando o contexto da homologação das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 3 e a construção do Currículo Paulista voltado para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano), a Secretaria de Estado da Educação por meio da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica e do Centro de Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional apresenta à rede estadual de ensino, o Guia de Transição que tem o propósito de contribuir com o processo de ensino-aprendizagem no decorrer do 1º bimestre de 2019. O Guia de Transição de Geografia consiste em um conjunto de orientações pedagógicas para o desenvolvimento de competências e habilidades à luz da BNCC, no que diz respeito ao Ensino Fundamental Anos Finais. Quanto ao Ensino Médio, a proposta consiste em continuar com a implementação do Currículo do Estado de São Paulo, visto a necessidade de aguardar os desdobramentos da homologação da BNCC do segmento. É importante destacar que estamos vivendo um período marcado pela transição entre o Currículo do Estado de São Paulo e a futura implementação do Currículo Paulista do Ensino Fundamental, e isso, traz diversos desafios e oportunidades para refletir sobre os percursos e os referenciais teóricos-metodológicos do ensino de Geografia. Na construção deste Guia de Transição, a Equipe Curricular de Geografia e os Professores Coordenadores dos Núcleos Pedagógicos das Diretorias Regionais de Ensino 4 se basearam nas referências do Currículo Paulista – versão 1 para elaborarem as recomendações. Nesse sentido, poderá ser observado uma pluralidade de olhares sobre processos de ensino-aprendizagem com relação à concepção, estilo de escrita, experiências e referências bibliográficas. O Guia de Transição de Geografia é voltado para uso do(a) professor(a), visto que apresenta sugestões para apoiar a elaboração dos planos de aulas. Nessa perspectiva, acredita-se que as recomendações serão ampliadas a partir do contexto da prática docente, das diretrizes do Projeto Político Pedagógico e da realidade e entorno

3 Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf (Acesso em 19/12/2018) 4 Diretorias Regionais de Ensino: Centro, Caraguatatuba, Itapetininga, Guaratinguetá, Leste 5, Penápolis, São João da Boa Vista e São Vicente.

da escola. Sendo assim, cabe ao/à professor(a) recorrer também a outros materiais de apoio disponíveis na escola e em outras fontes para ampliar o seu repertório teórico- metodológico, de forma a aprimorar sua prática. O documento visa dialogar com a realidade da comunidade local e regional, à luz de aspectos demográficos, naturais, políticos e econômicos socioculturais do Estado, assim como temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Na Educação Básica, a Geografia permite ao estudante ler e interpretar o espaço geográfico por meio das formas, processos, dinâmicas e os fenômenos e a entender as relações entre as sociedades e a natureza em um mundo complexo e em constante transformação. Embora o espaço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que os estudantes dominem outros conceitos operacionais e que expressam aspectos diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e paisagem. Diante da complexidade do espaço geográfico, o ensino de Geografia na contemporaneidade tem o desafio de articular teorias, pressupostos éticos-políticos da educação e caminhos metodológicos para que o(a) estudante aprenda a pensar e a reconhecer o espaço por meio de diferentes escalas e tempos, desenvolvendo raciocínios geográficos, o pensamento espacial e construindo novos conhecimentos. O ensino de Geografia mobiliza competências e habilidades por meio de diferentes linguagens, de princípios e dos conceitos estruturantes espaço geográfico, paisagem, lugar, território e região e outras categorias que contemplam a natureza, a sociedade, o tempo, a cultura, o trabalho e as redes entre outros, considerando as suas diversas escalas. Outro conceito estruturante refere-se à educação cartográfica que deve perpassar todos os anos do Ensino Fundamental e Ensino Médio. A linguagem cartográfica tem um papel importante no processo de aprendizagem em Geografia, no sentido, de contribuir para o desenvolvimento de habilidades necessárias para o entendimento das interações, dinâmicas, relações e dos fenômenos geográficos em diferentes escalas e para a formação da cidadania, da criticidade e autonomia do(a) estudante. Para que isso ocorra, o Guia de Transição de Geografia, propõe orientações pedagógicas que foram inspiradas nas situações de aprendizagem do material de apoio

ao Currículo do Programa São Paulo Faz Escola, tais como: apresentação das habilidades

e

competências, sensibilização, contextualização, metodologias, avaliação, recuperação

e

saiba mais.

Sensibilização: momento em que se chama atenção para o tema/conteúdo. A sensibilização requer sempre a criatividade do(a) professor(a) para provocar a curiosidade e o interesse inicial pelo tema. A sensibilização inicial pode ser disparada por meio de uma foto, uma música, um passeio, um vídeo, entre outras produções/ ações. A escolha do meio depende do eixo central que o(a) professor(a) quer dar ao tema. Destacamos que neste momento o(a)s estudantes devem manifestar suas percepções e sentimentos sobre o tema proposto. Contextualização: De forma geral, contextualização é o ato de vincular o conhecimento à sua origem e à sua aplicação. A perspectiva da contextualização no âmbito da sequência didática é trazer o(a)s estudantes para participar do processo de aprendizagem, requer a presença do(a) estudante em todo o processo, fazendo as conexões entre os conhecimentos. Metodologias: Envolvem pesquisa e um produto decorrente, que pode ser uma manifestação artística, um seminário, um debate, uma campanha, etc. Avaliação: Apesar de ser o último item da sequência sugerida, a avaliação deve estar sempre presente no cotidiano escolar e em diferentes momentos. Conforme já mencionado pode ser diversificada, incluindo a autoavaliação da aprendizagem, o desenvolvimento de um projeto de pesquisa, uma campanha, um teste entre outros. Ressalta-se, entretanto, que independente das formas de avaliação, o(a) estudante deve ter clareza sobre os critérios e os momentos em que será avaliado(a). Outro ponto importante refere-se à autoavaliação, tanto individual e/ou em grupo. O(a) estudantes precisam estar conscientes das suas necessidades, dos seus avanços e das suas dificuldades do seu percurso formativo, de forma a entender que é protagonista da sua aprendizagem. Para os(as) estudantes iniciarem o processo de autoavaliação, eles precisam ter clareza sobre o conteúdo e as habilidades que estão sendo avaliados em cada atividade. No final deste Guia de Transição, consta uma proposta de ficha de autoavaliação.

Recuperação: Na recuperação, espera-se que sejam retomados conceitos fundamentais para que o(a) estudante recupere o conteúdo essencial, presente no desenvolvimento dessas habilidades. Neste momento é de suma importância um olhar mais apurado, para diagnosticar e indicar o(a)s estudantes que apresentam defasagens na aprendizagem, e suas reais necessidades de recuperar tais conteúdos não assimilados. Nesse sentido, a mobilização e utilização de diferentes metodologias e instrumentos de avaliação, privilegia a retomada dos conteúdos e assimilação dos conceitos não compreendidos pelos estudantes. Em todas as etapas, é imprescindível o desenvolvimento das competências leitora e escritora, visto que a leitura e a escrita perpassam todos os momentos propostos neste Guia de Transição. Quanto aos recursos didáticos, ressaltamos que diferentes fontes permitem diversificar os meios de informação e enriquem o tratamento didático do tema. É imprescindível que o(a) professor(a) se reconheça como mediador no processo de ensino-aprendizagem, de forma que possa contribuir com a formação de cidadãos reflexivos, críticos, autônomos e transformadores da realidade local, regional e global, apresentando possibilidades para a ampliação de repertório teórico- metodológico e a formação integral dos estudantes. Ao mesmo tempo, é preciso também que o estudante se reconheça como um sujeito que vive em um mundo contraditório e desafiador e que tem responsabilidades na construção de uma sociedade justa, igualitária e sustentável. Assim, os seus conhecimentos prévios, experiências, percepções e memórias individuais e coletivas são essenciais para a construção dos conhecimentos geográficos. O documento curricular visa dialogar com a realidade da comunidade local e regional, à luz de aspectos como características demográficas, naturais, políticas e econômicas e elementos socioculturais do estado, assim como temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei nº 8.069/1990), educação para o trânsito (Lei nº 9.503/1997), educação ambiental (Lei nº9.795/1999), Parecer CNE/CP nº 14/2012 e Resolução CNE/CP nº 2/2012), educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009), processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso (Lei nº 10.741/2003), educação em

direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009), Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012), educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 3/2004 12 e Resolução CNE/CP nº 1/2004), bem como saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/2010), Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) - (Lei nº 12.608/2012). Essas temáticas são contempladas no ensino de Geografia e em habilidades de componentes curriculares de outras áreas do conhecimento, cabendo às escolas, de acordo com suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada e transversal. Portanto, de modo geral, as orientações pedagógicas visam contribuir com o exercício da cidadania, proposição de ações de intervenção na realidade, protagonismo, projeto de vida, aproximação com saberes científicos e relações de alteridade. A progressão das habilidades amplia e aprofunda a complexidade ao longo do percurso formativo, considerando que o desenvolvimento de habilidades em Geografia prevê alinhamento com os demais componentes da área de Ciências Humanas, componentes de outras áreas de conhecimento, temas integradores e transversais e que a linguagem cartográfica perpassa todos os anos do Ensino Fundamental e Ensino Médio, visando estimular os estudantes para continuar seus estudos e preparar os estudantes para os desafios do mundo contemporâneo.

ANEXO

 

SUGESTÃO DE FICHA PARA AUTOAVALIAÇÃO

 

Critérios para observação relacionados ao uso de estratégias de leitura

 

Realizei

Realizei

Não

Comentários e/ou observações

adequadamente

parcialmente

realizei

Ao iniciar a leitura realizei reflexões sobre o título;

       

Pesquisei

sobre

o

autor

do

       

texto, buscando informações de

relevância,

e

avançando

em

minhas hipóteses;

 

Verifiquei qual gênero textual será tratado (reportagem, notícia, crônica, artigo de opinião) e onde ele vai circular;

       

Compreendi a real finalidade do texto;

       

Explorei as características do público leitor deste gênero;

       

Troquei informações com meus colegas se já leram ou ouviram algo sobre o assunto;

       

Analisei se na fonte informações

       

que

complementam e/ou confirmam as hipóteses que levantamos até agora.

Li o trecho pausadamente, grifando as ideias centrais;

       

Organizei as informações que coletei do texto em forma de texto e/ou tópicos;

       

Redigi as respostas, citando trechos do texto e utilizando aspas;

       
 

Com base na autoavaliação anterior, preencha os campos abaixo:

Aquilo que você acha que precisa aprender, pois ainda não sabe fazer;

 

Aquilo

que

você

precisa

 

melhorar

em

relação

às

estratégias utilizadas;

Aquilo que você acha que faz muito bem;

 

O que eu aprendi;

O que eu aprendi;

Referências bibliográficas ALMEIDA, R. D. (Org.) Novos rumos da cartografia: currículo, linguagem e tecnologia. São Paulo: Contexto, 2011. 191 p. BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: geografia. Secretaria de Educação Fundamental.

Brasília: MEC/ SEF, 1998. 156 p. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – Educação é a Base. Ministério da Educação. Brasília, 2017. 600 p. Disponível:

CALLAI, H. C. Educação Geográfica: Ensinar e Aprender Geografia. Conhecimentos escolares e caminhos metodológicos/ Gislaine Munhoz, Sônia Vanzella Castellar (organizadoras); Alexandre

Cely Rodiguéz

CASTELLAR, S. M. V. Cartografia Escolar e o Pensamento Espacial fortalecendo o conhecimento geográfico. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 7, n. 13, p. 207-232, jan./jun., 2017. São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Ciências Humanas e suas tecnologias / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de área, Paulo Miceli. – 1. ed. atual. – São Paulo: SE, 2011. 152 p.

[et alt]. São Paulo: Xamã, 2012. 223p.

Ensino Fundamental Anos Finais

6º ano

1º Bimestre

 

Ensino Fundamental Anos Finais – 6º ano

 

Habilidades

 

Habilidades

 

Unidades

 

Habilidades

(Currículo do Estado de São Paulo)

(Habilidades específicas de Geografia – BNCC)

Temáticas

(Currículo Paulista Versão 1)

• Construir e aplicar o conceito de paisagem.

   

(EF06GE01A) Reconhecer o conceito de paisagem, descrevendo elementos constitutivos, comparando as modificações e relacionando com a atuação de diferentes grupos sociais e os usos, nos lugares de vivência, em diferentes tempos.

• Descrever elementos constitutivos de uma paisagem

(EF06GE01)

Relacionar informações que permitam identificar os diferentes elementos constitutivos da paisagem. • Elaborar hipóteses para explicar as mudanças ocorridas na paisagem com base na observação de imagens.

Comparar modificações das paisagens nos lugares de vivência e os usos desses lugares em diferentes tempos.

O

sujeito

e

seu

lugar no mundo

(EF06GE01B) Elaborar hipóteses para explicar as mudanças e permanências ocorridas em uma dada paisagem, em diferentes lugares e tempos.

Descrever elementos constitutivos de mudanças e

   

permanências em uma dada paisagem.

(EF06GE02)

 

Identificar e descrever, nas paisagens, os elementos

Analisar modificações de paisagens

(EF06GE02A) Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedades, com destaque para os povos originários ou comunidades tradicionais, estabelecendo comparações, em diferentes tempos.

mais duráveis e os mais suscetíveis a mudanças na temporalidade humana.

Interpretar e produzir textos simples acerca das

por

diferentes tipos de sociedade,

com destaque para os povos originários.

transformações observáveis no tempo e no espaço.

 

Identificar, a partir de iconografias, diferentes formas de desigualdade social impressas na paisagem.

 

(EF06GE08) Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas.

Formas

 

de

(EF06GE08A) Reconhecer a importância da Cartografia como uma forma de linguagem para trabalhar em diferentes escalas espaciais as representações locais, regionais e globais do espaço geográfico.

representação

e

pensamento

 

espacial

   

(EF06GE09) Elaborar modelos tridimensionais, blocos-diagramas

 

(EF06GE08B) Reconhecer o significado da seletividade na representação cartográfica e a distinção entre mapas e imagens de satélites.

e

perfis topográficos e de

vegetação, visando à representação

(EF06GE08C) Identificar os pontos cardeais e colaterais, aplicando técnicas de orientação relativa e o sistema de coordenadas geográficas para determinar a posição absoluta dos lugares.

de

elementos e estruturas da

superfície terrestre.

Orientações Pedagógicas e Recursos Didáticos

É importante destacar que os conteúdos e temáticas trabalhados nas habilidades apresentadas no quadro a seguir, constavam no Currículo do Estado de São Paulo, no 6º ano no 1º bimestre nos conteúdos “Paisagem - O tempo da natureza” e “A leitura de paisagens”. A temática aparece na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Guia de Transição, nos objetos de conhecimento, “Transformação das paisagens naturais e antrópicas” no 6º ano.

1º momento

(EF06GE01A) Reconhecer o conceito de paisagem, descrevendo elementos constitutivos, comparando as modificações e relacionando com a atuação de diferentes grupos sociais e os usos, nos lugares de vivência, em diferentes tempos. (EF06GE01B) Elaborar hipóteses para explicar as mudanças e permanências ocorridas em uma dada paisagem, em diferentes lugares e tempos. (EF06GE02A) Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedades, com destaque para os povos originários ou comunidades tradicionais, estabelecendo comparações, em diferentes tempos.

A habilidade (EF06GE01B) possui interface com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11, que trata de cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Já a habilidade (EF06GE02A) possui interface com as temáticas de Educação Ambiental e Sustentabilidade, Educação em Redução de Riscos e Desastres (RRD), Educação em Direitos Humanos e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11, que trata de cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Ressaltamos que este conjunto de habilidades estabelece relação com as competências específicas de Ciências Humanas 03 e 05 e as três competências específicas de Geografia. Para o desenvolvimento dessas habilidades é importante retomar os conceitos de paisagem, lugar e espaço geográfico, trabalhados nos anos iniciais. A geografia escolar, para dar conta do objeto de estudo, no caso a PAISAGEM, deve lidar com as representações da vida dos estudantes, sendo fundamental proporcionar situações de aprendizagem que valorizem as referências dos espaços vividos por eles. Lembramos que na BNCC, está claro que, o entendimento dos conceitos de paisagem e transformação, é necessário para que os estudantes compreendam o processo de evolução dos seres humanos e das diversas formas de ocupação espacial em diferentes épocas. (BNCC p. 379).

Sensibilização

Para ativação dos conhecimentos prévios do(a)s estudantes, sugerimos que convide-o(a)s a olhar

pela janela da sala de aula ou leve-o(a)s até a entrada da escola. Você pode perguntar para o que eles estão vendo, neste momento você pode explicar que tudo o que descrevem compõe uma paisagem. Incentive o grupo na observação dos detalhes lançando mão de alguns questionamentos: A paisagem observada é natural ou resultado da ação humana?, Esse lugar sempre foi assim?; Vocês sabem como ele era antes?; Quem foi responsável por essas mudanças?; Todos os objetos que aparecem na paisagem observada foram produzidos ao mesmo tempo?; Quais são mais antigos? e Quais são mais recentes?

A partir das respostas do(a)s estudantes é importante sistematizar as observações e comentários,

pois o exercício de observação da paisagem é necessário para que possam "enxergar" suas diversas características, e assim construírem quais são as relações existentes entre os componentes de uma paisagem e suas funções. Esta sistematização pode ocorrer de forma escrita, na lousa, ou numa roda de conversa com os registros das conclusões coletivas. É importante ressaltar que após esse reconhecimento da paisagem, é

preciso ampliar o repertório do(a)s estudantes para que eles possam comparar as modificações e relacionar como a atuação de diferentes grupos sociais, atuam nos lugares de vivência nos diferentes tempos.

A partir desta sondagem sugerimos a realização de um exercício de representação de paisagens

por meio de desenhos. Esta atividade favorece o papel no processo de desenvolvimento humano, pois atua

na formação do conhecimento, por ser um instrumento de comunicação que ajuda no desenvolvimento da linguagem.

A produção dos desenhos, criados pelo(a)s estudantes, deve ser de forma orientada para que

estes representem uma paisagem observada no entorno da escola, no trajeto da escola até sua casa ou uma que tenha algum significado especial. É necessário que o desenho tenha um título, importante fator de identificação da paisagem representada. Concluídos os desenhos, eles podem ser expostos para possibilitar a realização de uma análise com o(a)s estudantes, de todos os desenhos, considerando as seguintes questões: Quais elementos naturais estão presentes? Desde quando eles existem? Quais forças os produziram e/ou os modificaram? Quais elementos construídos estão presentes? Para que eles foram criados? As respostas são abertas, pois dependem das características das paisagens que foram selecionadas. A partir desta sondagem é possível diagnosticar o domínio do conceito de paisagem dos estudantes.

Contextualização

Segundo o Currículo de Ciências Humanas do Estado de São Paulo, o conceito de paisagem é definido, tais como: “Distinto do senso comum, este conceito tem um caráter específico para a Geografia. A paisagem geográfica é a unidade visível do real e que incorpora todos os fatores resultantes da construção natural e social. A paisagem acumula tempos e deve ser considerada como “tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança” (Santos, 1996), ou seja, corresponde à manifestação de uma realidade concreta, tornando-se elemento primordial no reconhecimento do espaço geográfico. As paisagens devem ser consideradas como forma de um processo em contínua construção, pois representam a aparência dos elementos construídos socialmente e, assim, representam a essência da própria sociedade que as constrói. É importante salientar que este conjunto de habilidades levará o(a)s estudantes ao reconhecimento do conceito de paisagem, como uma unidade visível do real e que incorpora todos os fatores resultantes da construção natural e social e suas modificações, inclusive nos diferentes tipos de sociedades. Nesse sentido Santos (1994), além de fornecer elementos sobre o espaço, discute, também, o conceito de paisagem, ao afirmar que é:

“Tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança. Esta pode ser definida como o domínio do

visível, aquilo que a vista abarca. Não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos,

odores, sons, etc. [

tempos históricos representativos das diversas maneiras de produzir as coisas, de construir o espaço”

A paisagem é um conjunto de formas heterogêneas, de idades diferentes, pedaços de

]

(SANTOS, 2008, p.40)

Após a definição e reflexão mediada pela ação do professor sobre o conceito de paisagem, é hora de checar se os desenhos produzidos pelos estudantes na etapa anterior, promovem a compreensão do significado das expressões “objetos naturais” e “objetos sociais” e que sejam capazes de resumir as características de cada um.

Metodologia

Segundo SHOROEDER, Hélio, a utilização da música como recurso em sala de aula objetiva promover uma maior interação entre o(a)s estudantes e o conhecimento, despertando também maior interesse pelas aulas, e pelo aprendizado, a partir de atividades atrativas, prazerosas que promovam o conhecimento. [ Portanto, sugerimos a utilização do ODA - Objeto Digital de Aprendizagem disponibilizado na Plataforma Currículo Mais, acessando o link- http://curriculomais.educacao.sp.gov.br/paisagem-da-janela/

(Acesso em: 14 de dez 2018), que permite a audição da música “Paisagem da Janela”, do compositor Flávio Venturini, que favorece o entendimento de paisagem. Após a audição e análise da letra da música, pode- se fazer as intervenções de forma dialogada com a turma sobre o conceito de paisagem. O(a)s estudantes poderão elaborar hipóteses para explicar as mudanças e permanências ocorridas em uma dada paisagem, em diferentes lugares e tempo. Como forma de coletar informações a respeito dos saberes do(a)s estudantes sobre as mudanças e permanências de uma paisagem, pode-se lançar alguns questionamentos numa aula dialogada. É importante que se use, como exemplo, os lugares mais conhecidos por eles, preferencialmente, aqueles que fazem parte do seu dia-a-dia, no próprio bairro da escola. Estes questionamentos junto aos\às estudantes devem ter como foco a identificação das manifestações de objetos produzidos em temporalidades distintas, tanto na escala da história natural quanto na da história humana. Por exemplo, vamos analisar e pensar juntos sobre a praça municipal, ou/a avenida principal mais próxima da escola, ou/o córrego que fica no entorno da escola, enfim, você deverá elencar alguns lugares, lançando alguns questionamentos, como:

Vocês acreditam que esse lugar foi sempre assim? Quais elementos dessa paisagem sofreram transformações nestes últimos 10 anos? Como será que era esse lugar antes da ação do homem? As mudanças desse lugar acorreram de um dia para o outro? Vocês conhecem outros lugares que sofreram mudanças pela ação do homem? Quem daqui já conheceu um lugar que nunca foi transformado pelo homem?

Para dar continuidade a estes questionamentos sugerimos o desenvolvimento de leitura de fotografias, de acordo com o roteiro a seguir:

- Com antecedência de uma semana, solicite aos estudantes que registrem com uma câmera fotográfica

ou celular, cenas ou paisagens de lugares que são frequentados por eles, preferencialmente de seu bairro.

- Solicite também que tragam fotos antigas de familiares que viveram nesses lugares fotografados, ou

próximos a eles.

- No dia combinado os estudantes trarão as fotos, gravadas em uma mídia para projetar a imagem com o

propósito de dar maior visibilidade das fotografias em sala de aula com o uso do projetor multimídia, por

exemplo.

- Solicite aos colegas de trabalho e/ou pesquise no acervo da prefeitura, algumas fotos de lugares da cidade, pois isso poderá complementar a apresentação da pesquisa dos estudantes.

- O(a)s estudantes poderão ser convidados a apresentar a “foto do seu lugar”, de como é hoje e como era

antigamente usando os recursos de PowerPoint, por exemplo. Sugerimos que o(a) professor(a) faça uma mediação, para ampliar as discussões a respeito do processo de transformação de uma paisagem ao longo da história, permitindo comparações e hipóteses na vida cotidiana das pessoas, inclusive se inserindo nesse contexto, os problemas enfrentados devido ao

trânsito, a poluição, a violência ou mesmo dizer quais atividades são realizadas ali, como o comércio formal ou informal, a mobilidade das pessoas, o nome das pessoas que residem, as mudanças e permanências nas edificações, nos vestuários, enfim na forma de vivência das pessoas. É necessário também considerar o tipo de relações entre o ser humano e a natureza, pois a paisagem coexiste momentos históricos diferentes. Nenhuma paisagem é igual a outra. Enfim, procure levar o(a)s estudantes a explorar junto aos colegas todas as informações da paisagem fotografada através do levantamento de hipóteses. Ao problematizar as análises com levantamento de hipóteses, você possibilitará a aprendizagem, principalmente na contextualização referente às mudanças e permanências que ocorreram em diferentes lugares. O desenvolvimento desta habilidade dará continuidade ao conceito de paisagem, trabalhado na habilidade (EF06GE01A) anteriormente. Partimos agora para a análise das modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedades, com destaque para os povos originários ou comunidades tradicionais em diferentes tempos, atendendo a Habilidade (EF06GE02A) que está de acordo com o Decreto – 6040/07 presente no link:

http://www.mma.gov.br/desenvolvimento-rural/terras-indígenas,-povos-e-comunidades-

tradicionais.html (Acesso em 11 de dez. 2018). Ao evidenciar os povos originários ou comunidades tradicionais (Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros, Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de Fundo de Pasto, Catadoras

de mangaba, Faxinalenses, Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros, Caiçaras, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos, Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros, Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia, entre outros), você poderá ampliar os seus conhecimentos, para posteriormente repertoriar o(a)s estudantes. Sugerimos a utilização das informações contidas nos links a seguir para desenvolver a habilidade com os estudantes: <https://uc.socioambiental.org/territorios-de-ocupacao-tradicional/quem-sao-as- populacoes-tradicionais>. Acesso em 11 de dez. 2018. Quem são as populações tradicionais?

<https://www.partes.com.br/2011/04/03/as-comunidades-tradicionais-e-seus-conhecimentos-

compreendidos-pelas-vertentes-do-conceito-de-paisagem/>. Acesso em 11 de dez. 2018. As Comunidades tradicionais e seus conhecimentos compreendidos pelas vertentes do conceito de paisagem. Para a compreensão de que esses grupos possuem formas próprias de organização social, cultural, religiosa, ancestral, econômica e etc., sugerimos uma sensibilização, junto aos estudantes, sobre a localização dos povos originários ou comunidades tradicionais no Estado de São Paulo e no município (da escola), utilizando como metodologia a roda de conversa, lançando alguns questionamentos usando como exemplo, os povos indígenas. Porém, este diálogo pode ser direcionado a outros povos originários ou comunidades tradicionais, partindo sempre da realidade vivida pelos estudantes ou localização da escola. Sugerimos a apresentação destas questões para o(a)s estudantes: Onde estão localizadas as Aldeias indígenas do Estado de São Paulo? Vocês conhecem alguma aldeia indígena? Como vocês imaginam

que sejam constituídas as paisagens naturais das comunidades indígenas? E as edificações das aldeias, como são? Como é realizado o comércio nas aldeias? E o consumo? Que tipo de transporte é usado nas aldeias? Como vocês imaginam que esses povos trabalham com a questão de preservação e conservação da natureza? Tente descrever como seria uma paisagem numa aldeia? Quais modificações podem ocorrer nas paisagens de uma aldeia? A partir daí muitos questionamentos podem ser realizados de acordo com os conhecimentos do(a)s estudantes. Em seguida, pode-se realizar uma atividade em duplas a ser feita numa cartolina ou papel Kraft, solicitando que os estudantes desenhem uma aldeia indígena. Os trabalhos podem ser afixados na lousa para que de forma coletiva, para que exista uma análise das produções comparando, uma com a outra, pensando nos elementos constitutivos de cada representação. Em seguida, recomenda-se uma pesquisa aos\às estudantes, em duplas, sobre os povos indígenas. Professor(a) você poderá solicitar que o(a)s estudantes pesquisem o site <http://cpisp.org.br/indios-em-sao-paulo/terras-indigenas/terras-indigenas-em-sao-paulo/>. Acesso 11 de dez. 2018, para levantar o nome de duas aldeias indígenas, diferentes para cada dupla. Feito isso solicite que busquem no Google Earth (https://www.google.com.br/intl/pt-BR/earth/) Acesso 11 de dez. 2018, as imagens das duas aldeias para analisar as suas paisagens. Solicite-os que registrem as suas observações. O(a) estudantes podem também buscar alguns vídeos sobre as aldeias para ampliar a sua pesquisa. Propomos a pesquisa sobre duas aldeias do Estado de São Paulo: Aldeia do Ribeirão Silveira (Bertioga- SP) e Aldeia Icatu (Braúna – SP):

guarani-do/>. Acesso 11 de dez. 2018 Aldeia Icatu < https://www.youtube.com/watch?v=QGobwwAccG8>. Acesso 11 de dez. 2018.

Aldeia

Silveira

<http://cggamgati.funai.gov.br/index.php/experiencias-em-gestao/terra-indigena-

O(a)s estudantes deverão observar os elementos que compõem o relevo, a hidrografia e a vegetação e a sua relação com os elementos humanos, bem como as características das construções encontradas entre outros. Podem explorar imagens ou vídeos, sobre as Aldeias, analisando as modificações em diferentes tempos. Após, esse processo de pesquisa e apresentação do material elaborado, pelo(a) estudante, ou pelo professor(a), é necessário fazer uma síntese sobre as informações, pois espera-se que o(a)s estudantes possam identificar e interpretar mudanças ocorridas em diferentes paisagens, como também a aquisição de informações referentes aos povos originários ou comunidades tradicionais do nosso Estado ou município. Portanto, nesse momento, você poderá fazer uso de vários recursos como apresentação oral, produção de texto escrito, produção de desenhos, mapas mentais que podem ser feitos em uma cartolina ou utilizando o aplicativo (https://www.mindmeister.com/pt?r=420909) Acesso 11 de dez. 2018, nuvens de palavras (https://wordart.com/create ) Acesso 11 de dez. 2018, etc.

Esta habilidade tem relação direta com a (EF06GE01) e espera-se que o (a)s estudantes possam identificar e interpretar as modificações ocorridas em diferentes paisagens. A partir desta habilidade, é possível realizar um trabalho interdisciplinar com o componente de História, habilidade (EF06HI05) que trata da descrição e análise das modificações na natureza e paisagem causadas por diferentes sociedades, em especial os povos originários. Para finalizar os estudos referentes a este conjunto de habilidades, sugerimos a produção de

relatório/questões (o professor deverá elaborar um roteiro de análise dos vídeos utilizados, para subsidiar a elaboração do relatório ou resolução de questões), pelos estudantes, após apresentação de dois vídeos do material - Programa - EJA Mundo do trabalho: “O homem na transformação da paisagem” e “O tempo

passa

http://www.ejamundodotrabalho.sp.gov.br/Conteudo.aspx?MateriaID=3&tipo=Videos. Acesso em 13 de dez. 2018.

a

cidade

muda”.

Avaliação/Recuperação

É importante enfatizar a avaliação diagnóstica, contínua e progressiva durante todo o processo de aprendizagem, e não só na etapa final de provas, em um momento factual e isolado. Neste conjunto de habilidades devemos avaliar o(a)s estudantes quanto ao seu nível de desenvolvimento cognitivo, domínio conceitual e procedimental em relação ao conteúdo proposto. Quanto à consolidação das habilidades na aprendizagem do estudante, é necessário que ele seja capaz de reconhecer o conceito de paisagem; elaborar hipóteses sobre as mudanças e permanências das paisagens; analisar as modificações de paisagens nos diferentes tipos de sociedades, através da:

Oralidade - Que deve ser estimulada por meio das expressões das ideias, como: no estudo do meio, nas análises das imagens, dos mapas mentais, dos desenhos, das fotografias, nas rodas de conversa, na apresentação dos trabalhos, nos questionamentos, nas reflexões e argumentações, de forma coletiva e individual;

Produção textual - é importante que o estudante consiga montar textos descritivos sobre o ambiente

estudado, com coesão, coerência e sequência lógica das análises, de acordo com o desenvolvimento das atividades propostas;

Participação do(a)s estudantes nas atividades em equipe, seu grau de cooperativismo e coletivismo; Conhecimento na interpretação de textos e imagens, no domínio e estabelecimento de relações e comparações entre as paisagens das diferentes sociedades analisando fotos, vídeos, fotografias. É necessário diversificar o uso de instrumentos de avaliação e privilegiar aqueles em que o conhecimento do conceito de paisagem, seja o foco desse processo avaliativo. A observação, pelo(a)

professor(a), é um procedimento essencial, devendo estar cada vez mais presente no trabalho desenvolvido

em sala de aula, lembrando sempre da importância dos registros, do que foi observado. Além disso, avaliações escritas, com questões dissertativas ou objetivas, podem fazer parte no desenvolvimento dessas habilidades. Na recuperação, espera-se que sejam retomados conceitos fundamentais para que o(a) estudante recupere o conteúdo essencial, presente no desenvolvimento dessas habilidades. Neste momento é de suma importância um olhar mais apurado, para diagnosticar e indicar os estudantes que apresentam

defasagens na aprendizagem, e suas reais necessidades de recuperar tais conteúdos não assimilados. A mobilização e utilização de diferentes metodologias e instrumentos de avaliação, privilegiando a retomada dos conteúdos e assimilação dos conceitos não compreendidos. Sugerimos a leitura de dois documentos para ampliar os seus conhecimentos sobre recuperação:

<https://novaescola.org.br/conteudo/395/avaliar-para-ensinar-melhor> Acesso 11 de dez. 2018; e

<https://novaescola.org.br/conteudo/1338/11-respostas-para-as-questoes-mais-comuns-sobre-

recuperacao> Acesso 11 de dez. 2018.

Saiba Mais

<http://www.periodicos.ufpb.br/index.php/okara/article/viewFile/10768/7465>. Acesso em 11 dez.

2018. Referente ao texto. A PAISAGEM NO ENSINO DA GEOGRAFIA: breves reflexões para

do Ensino Fundamental II. Ana Beatriz Câmara Maciel. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Fábio Daniel Pereira Marinho. Universidade Federal do Rio Grande do Norte

<http://www.memorialdosmunicipios.com.br/listaprod/memorial/historico-categoria,3,H.html>

Acesso 11 de dez. 2018. Memorial de Braúna.

<https://www.youtube.com/watch?v=V8rh0qvN2MI> acesso 11 de dez. 2018.

2018. Cidade Viva. Tribos

Indígenas. Saiba mais sobre outras Aldeias. Terras indígenas.

https://www.ssoar.info/ssoar/bitstream/handle/document/35837/ssoar-etd-2012-2-coelho_et_al-

VITAE_recuperacao_de_objetos_de.pdf?sequence=1 . Acessado em 21 dez. 2018 Publicado em ETD – Educ. temat. digit. Campinas, SP v.14 n.2 p.238-257

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Xlv0mf3nKBEJ:ferramentas.unipinhal.edu.br

/educacao/include/getdoc.php%3Fid%3D144%26article%3D36%26mode%3Dpdf+&cd=1&hl=pt-

BR&ct=clnk&gl=br . Acessado em 21 dez. 2018. Publicado em EDUC@ação - Rev. Ped. - UNIPINHAL – Esp. Sto. do Pinhal – SP

2018.

http://etech.sc.senai.br/index.php/edicao01/article/view/272/279

Publicado em E-Tech: Tecnologias para Competitividade Industrial, Florianópolis, n. especial, Educação,

https://novaescola.org.br/conteudo/6561/mudancasna-paisagem . Acesso em 11 dez. 2018.

<https://www.youtube.com/watch?v=Fw4pMC3lS9Y> Acesso 11 de dez.

docentes

Acessado

em

21

dez

Publicado em NOVA ESCOLA 02 de Setembro | 2017, contribui na elaboração do seu plano de aula.

11

dez. 2018. Publicado em NOVA ESCOLA 02 de Setembro | 2017, contribui na elaboração do seu plano de

aula.

https://novaescola.org.br/conteudo/6683/observacaoe-representacao-da-paisagem.

Acesso

em

https://novaescola.org.br/conteudo/6561/mudancas-na-paisagem. Publicado em NOVA ESCOLA 02 de

Setembro | 2017 História. Acesso 11 de dez. 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/837/como-fazer-bons-projetos-didaticos-para-ensinar-geografia.

Acesso em 13 de dez 2018.

https://novaescola.org.br/conteudo/7379/um-passeio-pela-paisagem Acesso em 13 de dez 2018.

2º momento

EF06GE08A) Reconhecer a importância da Cartografia como uma forma de linguagem para trabalhar em diferentes escalas espaciais as representações locais, regionais e globais do espaço geográfico.

(EF06GE08B) Reconhecer o significado da seletividade na representação cartográfica e a distinção entre mapas e imagens de satélites

(EF06GE08C) Identificar os pontos cardeais e colaterais, aplicando técnicas de orientação relativa e o sistema de coordenadas geográficas para determinar a posição absoluta dos lugares.

As propostas pedagógicas para desenvolvimento deste objeto de conhecimento, constavam

anteriormente no Currículo do Estado de São Paulo, no 6º ano, 2º bimestre trazendo “O mundo e suas

representações: Exemplos de representações; Arte e fotografia; Introdução à história da cartografia e A

linguagem dos mapas: Orientação relativa; A Rosa dos Ventos e Coordenadas geográficas”.

Nesta Unidade Temática – “Formas de representação e pensamento espacial”, temos como

objeto de conhecimento os “Fenômenos naturais e sociais representados de diferentes maneiras”. Para

todo o processo de ensino, deste conteúdo, será necessário o desenvolvimento de seis habilidades, porém

para o 1º bimestre somente três (EF06GE08A/ EF06GE08B/ EF06GE08C) serão desenvolvidas, e as demais,

serão trabalhadas no 2º bimestre. Ressaltamos que este conjunto de habilidades estabelece relação com a

competência específica de Ciências Humanas 07 e com as duas competências específicas de Geografia,

presentes na BNCC.

Neste conjunto de habilidades, a proposta é retomar conceitos da Cartografia desenvolvidos no

Ensino Fundamental Anos Iniciais, com aprofundamento dos conceitos de escalas espaciais, dentro da

linguagem cartográfica, a seletividade na representação cartográfica e os pontos cardeais e colaterais.

Sabe-se que a alfabetização cartográfica é um dos objetivos básicos dos anos iniciais do ensino de

Geografia, pois ela consiste no processo de ensino-aprendizagem para que o estudante consiga

compreender todas as informações contidas no mapa.

Sensibilização

Vamos partir da ativação dos conhecimentos prévios do(a)s estudantes. Assim como acontece na escrita, a descoberta dos significados que existem no mapa ilumina e encanta a mente dos estudantes, portanto neste momento a ideia é que eles se apropriem dos mapas para entender sobre a sua importância, funcionalidade, e utilização no dia a dia das pessoas. Então, de forma dialogada, sugerimos a realização de alguns questionamentos, como: O que é um mapa? Os mapas são importantes no seu dia-a-dia? Você já se orientou por um mapa? O que você observou? Ao folhear uma revista, vocês já se depararam com algum mapa? Que tipos de mapas encontramos num jornal escrito? E no jornal televisivo? Vocês já foram convidados para uma festa em que o “mapa” explicava o trajeto? Qual a diferença entre um mapa e um croqui? Um mapa pode representar espaços grandes ou pequenos? Qual a diferença entre os mapas políticos do Estado de São Paulo e Mapa- múndi? É possível representar um Município, Estado, País, Continente e Mundo em mapas do mesmo tamanho? Enfim, vários questionamentos podem ser feitos para efetivar esse momento de sondagem junto aos\às estudantes, com foco no desenvolvimento da habilidade (EF06GEO8A). Lembramos que, caso tenha um(a) estudante com deficiência visual é importante que as atividades propostas sejam adaptadas para atender suas necessidades. Sugerimos a consulta dos materiais a seguir:

http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Ensenanzadelageografia/Investigacionydes

arrolloeducativo/97.pdf Acessado em: 21 dez 2018. Nele podemos encontra abordagens inclusivas para introduzir noções e conceitos geográficos no universo do estudante com deficiência visual.

https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/47182/1/u1_d22_v9_tb.pdf Acessado em: 21 dez 2018. O material traz possibilidades didáticas da Cartografia Tátil em sala de aula.

https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/Geographis/article/view/6330/4690 Acessado em 21

dez 2018 O material traz possibilidades didáticas da Cartografia Tátil e a construção de maquetes em sala de aula.

Contextualização

O mapa sempre foi um instrumento usado pelos homens para se orientarem, se localizarem, se informarem, enfim, para se comunicarem. O mapa é usado pelo cientista e pelo leigo, tanto em atividades profissionais como sociais, culturais e turísticas. O mapa é empregado pelo administrador, pelo viajante e pelo professor. Todos, de alguma maneira, em algum momento, com maior ou menor frequência recorrem

ao mapa para se expressarem espacialmente. [

]

O mapa ocupa um lugar de destaque na Geografia, porque é ao mesmo tempo instrumento de

trabalho, registro e armazenamento de informação, além de um modo de expressão e comunicação, uma

Esse sistema de comunicação exigiu, desde o início, uma “escrita” e,

consequentemente, uma “leitura” dos significados expressos. [

Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2010. P.16 a 24. Dessa forma, conclui-se que o mapa não deverá ser planejado para ser usado uma vez ou duas, mas para ser usado constantemente.

OLIVEIRA, Lívia de. In: ALMEIDA,

linguagem gráfica [

]

]

Metodologias

Recomendamos o uso do material - Memória, caminhos e descobertas – Sociedade e natureza do 4º ano. Atividade 1 – “O lugar onde vivo no mundo”, disponível no link: https://drive.google.com/file/d/0B- 9PsL5EweLZYV9xWlJLeTlPUXJQY0JXNU8xWGk0U19SOVFR/view?usp=sharing, acesso em: 14 de dez 2018. O material apresenta alguns mapas como: Estado de São Paulo, Região Sudeste, Brasil, América do Sul e Mapa-múndi. Apesar de ser uma atividade voltada para o 4º ano dos Anos Iniciais, ela resultará num diagnóstico do domínio do(a)s estudantes quanto às diferentes escalas espaciais e suas representações. Sugerimos que solicite o(a)s estudantes que realizem as atividades propostas. Os resultados diagnosticados poderão ser avaliados e verificados quanto ao alcance dos objetivos propostos. Em seguida, sugerimos um trabalho em grupos com o uso de Atlas, para análise de alguns mapas, em diferentes escalas espaciais. A turma pode ser dividida em grupos de três estudantes e solicite a eles que busquem no Atlas uma diversidade de mapas, por exemplo: Grupo 1 e 2 – Mapa de São Paulo, Grupo 3 e 4- Mapa do Brasil, Grupos 5 e 6 -Mapa da América do Sul e Grupos 7 e 8 – Mapa-múndi. Esta divisão depende do número de estudantes de cada classe. Cada grupo vai analisar um mapa e registrar as suas impressões. Isso significa dizer que, no procedimento de decodificação do mapa, na leitura interpretativa, algumas perguntas podem ser levantadas quanto: ao tamanho dos mapas; se eles representam espaços que são enormes, como o mundo, ou, espaços menores, como um Estado; quais detalhes eles observam nos mapas, como as cores, pontos, linhas, símbolos, etc. Após este processo seria interessante a realização de uma leitura compartilhada de alguns mapas com diferentes escalas. É nesse contexto de leitura e análise, dos objetos representados nos mapas, que ganha relevância

e sentido a compreensão dos estudantes em diferentes escalas espaciais as representações locais, regionais

e globais do espaço geográfico. Nesse sentido, neste momento o foco é a importância da cartografia como uma forma de linguagem para trabalhar as diferentes formas de representação em diferentes escalas espaciais.

Avaliação e Recuperação

A avaliação proposta será diagnóstica, formativa e processual, acontecendo de forma contínua, gradativa, cumulativa e produtiva durante todo o processo de ensino/aprendizagem previsto nesta intervenção pedagógica. Dessa forma, sugerimos que as avaliações, tenham como foco, o reconhecimento da importância da cartografia como forma de linguagem. Sendo assim, vários instrumentos de avaliação poderão fazer parte desse percurso de

aprendizagem, no desenvolvimento da habilidade EF06GEO8A, sendo eles: a observação na participação do(a)s estudantes, nos momentos da oralidade, em que eles precisam expressar as suas ideias, análises e impressões; na resolução das questões do material - Sociedade e Espaço - 4º Anos; no uso e análise dos mapas do Atlas geográfico e nas questões atitudinais dos estudantes quanto ao comprometimento e participação das atividades propostas, como também, o cooperativismo, o respeito e o protagonismo.

A recuperação deve ser realizada à medida que o(a) professor(a) identifique que certos

estudantes não se apropriaram do conceito trabalhado, como também, a não consolidação da habilidade proposta. Portanto, é necessária uma retomada do conteúdo, de forma diferenciada, com estratégias inovadoras para que o(a) estudante possa aprender. Em seguida, sugerimos a aplicação de instrumentos

de avaliação de acordo com as aulas dadas.

Saiba Mais

Para saber mais sobre o assunto, explore este material complementar, no link <http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=10273> Acesso em 14 de dez. 2018.

3º momento

O desenvolvimento da habilidade (EF06GEO8B) Reconhecer o significado da seletividade na

representação cartográfica e a distinção entre mapas e imagens de satélites, deve preparar o(a) estudante para a leitura das representações cartográficas, com a proposta de resgatar alguns momentos da história da produção de mapas, procurando relacionar formas diversas na seletividade da representação cartográfica, com os contextos técnicos e históricos nos quais foram produzidas.

É necessário, neste momento, que o(a) estudante adquira o domínio de uma linguagem específica, representada por símbolos e a sua seletividade. “A preparação do estudante para essa leitura deve passar por preocupações metodológicas tão sérias quanto a de se ensinar a ler e escrever, contar e fazer cálculos matemáticos” (Almeida: Passini, 1991, p.15). Portanto, para que o(a) estudante reconheça o significado da seletividade na representação cartográfica em uma linguagem que visa localizar os fenômenos ocorridos na superfície da Terra e estabelecer relação entre eles, como a distinção entre mapas e imagens de satélite, é necessário ter domínio sobre essa linguagem na vida cotidiana.

Sensibilização

Para iniciar a reflexão, sugerimos o trabalho com algumas questões, que podem ser realizadas de forma oral ou escrita, lembrando que neste momento estamos fazendo apenas uma sondagem:

1- Fale sobre o trajeto que você faz de sua casa até a escola. É importante que o(a)s estudantes criem um mapa mental e que citem os pontos de referências pelo trajeto realizado. 2- Alguém conhece o mapa da sua cidade? Alguma vez já o utilizou? Se sim, com qual finalidade? Nota-se que o uso de mapas pelos estudantes, fora do espaço escolar, é quase inexistente. Sendo assim, dependendo das respostas apresentadas, talvez seja necessário que você pense em formas de apresentação desse mapa da cidade e proponha alguns exercícios de localização. Vale lembrar que este momento é oportuno para se trabalhar a finalidade dos mapas. 3- Por que nos aeroportos, estações de trem, de metrô e rodoviárias, sempre é disponibilizado mapas da cidade para seus usuários? É importante neste momento que os estudantes entendam que estes mapas consistem num recurso muito útil para quem precisa se locomover rapidamente ou está em um local que não conhece. 4- Alguns modelos de carros e telefones celulares são equipados com GPS. Você já ouviu falar sobre essa tecnologia? Sabe para que ela serve? É importante que diversas formas de representações cartográficas sejam recuperadas, desde croquis de localização até sistemas avançados de posicionamento global, para que os estudantes entendam a importância dos mapas na vida cotidiana.

Espera-se que após a leitura das respostas, pelo(a)s estudantes, um diálogo seja estabelecido para que seja possível diagnosticar, o grau de domínio, quanto ao reconhecimento do significado da seletividade na representação cartográfica, como também a compreensão de que os mapas podem mostrar mais do que apenas a localização do lugar, do caminho ou da área, isto é, fazer mais do que apenas responder à questão “onde fica?”. Eles dizem muito mais sobre cada lugar, caminho ou área, caracterizando-os.