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Como é a presença de Cristo na Hóstia

Consagrada?
POR PROF. FELIPE AQUINO3 DE JUNHO DE 2015CATEQUESE

A Igreja chama de transubstanciação a mudança da natureza do pão


no corpo de Cristo, e a mudança da natureza do vinho no seu sangue.
O termo transubstanciação, na linguagem teológica, só se tornou corrente a partir do séc. XII, embora a realidade por ele
expressa já fosse professada pela Sagrada Escritura e pelas subsequentes gerações cristãs. No séc. XI um concílio regional de
Roma (1079), recolhendo os dados da tradição teológica anterior, redigiu a seguinte profissão de fé:

“Intimamente creio e abertamente confesso que o pão e o vinho colocados sobre o altar, mediante o mistério da oração sagrada
e as palavras do nosso Redentor, se convertem substancialmente (subs-tantialiter converti) na verdadeira, própria, carne e
sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; e (…) que, depois da Consagração, há o verdadeiro corpo de Cristo, o qual nasceu da
Virgem, foi oferecido para a salvação do mundo, pendurado na cruz e ora está assentado a direita do Pai; há também o
verdadeiro sangue de Cristo, que jorrou do seu lado; na propriedade da sua natureza e na realidade da sua substância” (DS
700).

No séc. XIII o Concílio do Latrão IV (1215), retomando a constante doutrina da Igreja, exprimiu-a com a palavra que se
achava esboçada pelos textos anteriores: transubstanciação. Os subsequentes Concílios de Constança (1415-1417) e Florença
(1438-1444) repetiram, em suas definições, o termo que assim se tornara clássico na teologia.

Santo Agostinho († 430) já dizia a mesma coisa em outras palavras: “O que vedes, caríssimos, na mesa do Senhor, é pão e
vinho; mas esse pão e esse vinho, acrescentando-se-lhes a palavra, tornam-se corpo e sangue de Cristo (…). Tira a palavra, e
tens pão e vinho; acrescenta a palavra, e já tens outra coisa. E essa outra coisa que é? Corpo e sangue de Cristo.

Tira a palavra, e tens pão e vinho; acrescenta a palavra, e tens um sacramento. A isso tudo vós dizeis: “Amém”. Dizer “Amém”
é subscrever Amém; em latim significa: É verdade” (Sermão 6,3).
Quando Lutero pôs em dúvida a presença real e permanente de Cristo na sagrada Hóstia, o Concílio de Trento, em 1551,
professou:

“Uma vez que Cristo nosso Redentor disse que aquilo que oferecia sob a espécie de pão era verdadeiramente o seu corpo (Mt
26,26; Mc 14,22; Lc 22,19; 1Cor 11,24), sempre houve, na Igreja de Deus, esta mesma persuasão que agora este Santo
Concílio passa a declarar: pela consagração do pão e do vinho efetua-se a conversão de toda a substância do pão na substância
do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito
acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica transubstanciação” (DS 1642; cf. DS 165).

O corpo de Cristo pode simultaneamente estar presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares, pois Jesus não
está presente na Eucaristia pela localização no espaço; mas pela presença do pão.

A mesma presença do Cristo eucarístico se multiplica, com as muitas Hóstias consagradas, sem que o corpo de Cristo se
multiplique. Não há bilocação nem multilocação do corpo de Cristo, porque simplesmente não há locação do mesmo, mas
apenas locação e multilocação do pão consagrado.

O corpo de Cristo não se parte nem se divide quando se divide a sagrada Hóstia; quando o pão consagrado é partido, só se
parte a quantidade do pão, não o corpo de Jesus. Assim, muitas Hóstias e muitos fragmentos de Hóstia não constituem muitos
Cristos, o que seria absurdo, mas muitas “presenças” de um só e mesmo Cristo. Uma comparação se pode fazer com os
espelhos. A multiplicação deles não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto. Quando você olha
para um espelho, nele você vê uma imagem do seu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se
quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.

Outra comparação é a de uma música ouvida por muitos ouvintes; isto não multiplica a música, mas apenas a presença da
mesma (Dom Estêvão Bettencourt).

Quando o pão eucarístico se deteriora por efeito do tempo, dos sucos digestivos ou de um agente corruptor, o que se estraga
são apenas os acidentes do pão (quantidade, cor, figura…); então, o corpo de Cristo deixa de estar presente sob os véus
eucarísticos desde que estes sejam alterados. Cristo claramente quis que a sua presença eucarística fosse garantida pelas
espécies, ou as aparências, de pão e vinho, não as de algum outro corpo.

É importante notar que para o físico, a substância de um corpo é algo material, que ele pode medir e pesar, mas para o filósofo
ou o teólogo, a substância das coisas materiais é uma entidade muito real, mas só perceptível pela inteligência. O que para o
físico é substância, para o filósofo é aparência, ou acidente. Assim, na Eucaristia, há mudança de substância ou essência do
pão e do vinho, mas as aparências acidentais permanecem as mesmas.

Explicando melhor: em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e
um substrato-permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado
substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão, há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a
posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de
cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota
pelas suas faculdades que os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psiquê, etc.

Leia também: Adoração Eucarística


O devido respeito para com a Sagrada Eucaristia
Quando as palavras da Consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância (essência, natureza) deste se muda ou se
converte totalmente em substância do corpo humano de Jesus (donde o nome “transubstanciação”), ficando, porém, os
acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão
consagrado já não é pão, mas é substancialmente o corpo de Cristo.

Evidentemente Cristo manteve as aparências do pão, a fim de que pudéssemos recebê-lo como alimento. O mesmo se dá com
o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da Consagração; sua substância se converte na do sangue do Senhor,
pelo poder da intervenção da Onipotência divina. As palavras do sacerdote já não são mais dele, mas de Cristo mesmo que,
pelo sacramento da Ordem, age por meio dele.

A fé católica, no Concílio de Trento, rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: isto é,
permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do corpo e a do sangue de Cristo; o pão continuaria a ser
realmente pão (e não apenas segundo as aparências), o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as
aparências), de tal sorte que o corpo de Cristo estaria como que “revestido” de pão e vinho.

Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Esta
“conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.

Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”, ambas as atividades supõem um poder
infinito que só Deus tem.

O Papa Paulo VI, na encíclica “Mysterium Fidei”, em 1965, disse:


“Todavia, para que ninguém entenda mal este modo de presença que supera as leis da natureza (…) é necessário escutar com
docilidade a voz da Igreja docente e orante. Esta voz, que repete continuamente a voz de Cristo, ensina-nos que neste
Sacramento Cristo se torna presente pela conversão de toda a substância do pão no seu Corpo e de toda a substância do vinho
no seu Sangue; conversão admirável e sem paralelo, que a Igreja Católica chama, com razão e propriedade,
‘transubstanciação’ (Cf. Conc.Trid., Decr. De Ss. Euchar., cân. 4 e cân. 2). Depois da transubstanciação as espécies do pão e
do vinho tomam nova significação e nova finalidade, deixando de pertencer a um pão usual e a uma bebida usual, para se
tornarem sinal de coisa sagrada e sinal de alimento espiritual; mas só adquirem nova significação e nova finalidade por
conterem nova ‘realidade’, a que chamamos com razão ‘ontológica’. Com efeito, sob as ditas espécies já não há o que havia
anteriormente, mas outra coisa completamente diversa: isto não só porque assim julga a fé da Igreja, mas porque é uma
realidade objetiva, pois, convertida a substância ou natureza do pão e do vinho, no Corpo e no Sangue de Cristo, nada fica do
pão e do vinho, além das espécies; debaixo destas, está Cristo completo, presente na sua ‘realidade’ física, mesmo
corporalmente, se bem que não do mesmo modo como os corpos se encontram presentes localmente” (MF 47).

Prestamos uma grande honra a uma pessoa quando cremos em sua palavra, suspeitá-la de mentira é uma grande injúria.

Quem confia na palavra do amigo não lhe pede provas e garantias. Se cremos na palavra dos nossos pais, irmãos e amigos,
por que não crer na Palavra de Jesus: “Isto é o meu corpo”, “Isto é o meu sangue?”.

Crer em Jesus na Eucaristia é honrar a sua Pessoa divina, é respeitar o mistério que o envolve, e nosso mérito é grande e alegra
o coração do Senhor. Crer “contra o que nos dizem os sentidos”, apoiando-se unicamente na Palavra do Mestre, é dar-lhe
grande glória.

Crer que neste Sacramento estão presentes o Corpo e o Sangue de Cristo, “não é coisa que se possa descobrir com os sentidos,
diz Santo Tomás, mas só com a fé, baseada na autoridade de Deus. Por isso, comentando a passagem de São Lucas, 22,19:

“Isto é o meu corpo que será entregue por vós”, diz São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita
com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente” (Summa Theol. III, q. 75, a. I.).

Prof. Felipe Aquino


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Sobre Prof. Felipe Aquino


O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor
geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de
Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título
concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova,
apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da
Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de
formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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MARCADO Cristo, Hóstia Consagrada, Igreja., Pão, Vinho.

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« Podemos comungar de joelhos?
O que é o momento de Adoração ao Santíssimo? Como viver bem este momento? »

Oração pelo Papa e pela Igreja

Ó Jesus, cabeça invisível da Santa Igreja, que fundastes, e contra a qual


prometestes que as portas do inferno não prevaleceriam jamais,
conservai e guiai aquele que lhe destes por cabeça visível, fazei que ele seja o
modelo do vosso rebanho assim como é o seu pastor. Seja
ele o primeiro por sua santidade e doutrina, assim como o é por sua alta dignidade.
Inspirai-Ihe um desejo ardente de vossa glória e da salvação das almas, e dai-lhe
muitos e zelosos cooperadores, que por suas obras e palavras convertam os
pecadores, fortifiquem os justos e aumentem o resplendor da vossa religião
santa. Amém.

NO MOMENTO DA ELEVAÇÃO DA HÓSTIA

MEU SENHOR E MEU DEUS QUE VOS FIZESTES NOSSO ALIMENTO, EU


CREIO QUE ESTAIS PRESENTE NA HÓSTIA CONSAGRADA QUE ESTÁ
SENDO ELEVADA PELO SACERDOTE NESTE MOMENTO. CREIO QUE O
ESTOU VENDO DIANTE DE MIM, DIANTE DOS MEUS PECADOS, DIANTE DAS
MINHAS NECESSIDADES, ESPIRITUAIS E CORPORAIS. JESUS! QUE O
VOSSO CORPO QUE VOU RECEBER AGORA, O TEU CORPO QUE ENTRARÁ
NO MEU CORPO, QUE ELE ME CURE E ME SALVA, ME PURIFICA E ME
LIVRE DE TODOS OS MEUS MALES DA MINHA ALMA E DO MEU CORPO.
JESUS QUE CUROU OS DOENTES. SUPLICO-VOS QUE O VOSSO CORPO
CURE AGORA O MEU CORPO! LIVRANDO-O DE REPETIR AQUELE PECADO
E DESTA DOENÇA... (DETALHAR)...

Jesus eu creio firmemente que estais presente nas espécies de pão e de


vinho. E creio como se o estivesse vendo com os meus próprios olhos. Meu
Senhor e meu Deus! Vinde habitar em mim! A minha alma está sedenta de
vós, minha alma vos anseia como a terra árida pela água!
Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada. Mas dizei uma só
palavra e minha alma seja salva!
Senhor Jesus Cristo Deus e homem verdadeiro que se fizeste alimento para a
nossa alma. Eu reconheço que nunca estarei digno de vos receber em
comunhão. Mais confiante na vossa infinita bondade e infinita misericórdia,
confiante no poder que destes aos sacerdotes para me perdoar, eu ouso
agora me aproximar do altar para receber a Eucaristia.
Jesus, que dissestes: ” ...tomai todos e comei. Isto é o meu corpo.” Não
permitas que a hóstia consagrada que vou receber, vosso corpo e vosso
sangue, se torne para mim motivo de juízo e condenação. Mas sim, que ela
seja o alimento que necessito para a minha alma e para o meu corpo, e que
me guarde para a Vida Eterna. Amém.

DEPOIS DA COMUNHÃO
Obrigado Jesus por ter querido vir habitar em mim, embora eu não o mereça.
Ficai comigo derramando sobre mim a vossa luz, vossa coragem para que eu
consiga evangelizar, vossa força para que eu vença todo pecado, esteja
sempre na vossa presença e nunca me separar de vós. Amém.
Ato de Adoração
Ó meu Deus, eu Vos adoro presente dentro em meu coração, e me uno a
Maria Santíssima, aos Anjos e aos Santos para Vos adorar como mereceis.
Ato de agradecimento
Ó Jesus, Senhor meu, eu Vos agradeço de todo o coração por terdes querido
vir habitar na minha alma. Virgem Santíssima, Anjos e Santos do céu,
agradecei a Jesus por mim. .

Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me.


Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das Vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que Vos louve com os Vossos Santos,
por todos os séculos. Amen.

Alma de Cristo
Padre Reginaldo Manzotti
Alma de Cristo, santificai-me
Corpo de Cristo, salvai-me
Sangue de Cristo, inebriai-me
Água do lado de Cristo, lavai-me
Paixão de Cristo, confortai-me
Ó Bom Jesus, ouvi-me
Dentro de vossas chagas, escondei-me

Não permitais que eu me separe de Vós


Do espírito maligno defendei-me
Na hora da morte chamai-me

E mandai-me ir para Vós


Para que com Vossos Santos Vos louve
Por todos os séculos dos séculos, Amém
Amém...

NA MISSA - Que devoção devo ter na hora da consagração

QUE DEVOÇÃO SE DEVE PRATICAR DURANTE A ELEVAÇÃO DA HÓSTIA:

Imediatamente depois da consagração, o sacerdote procede à elevação das santas espécies, cerimônia
sublime, prescrita pela santa Igreja, para que o povo possa gozar e aproveitar, mais perfeitamente, da
presença real do divino Salvador. É desta elevação e da devoção que, durante ela, se deve praticar,
que queremos tratar neste capítulo.

Oh! que júbilo para o céu! Que fonte de salvação para a terra! Que refrigério para as
almas do purgatório! Que terror para o inferno! Nesta elevação, se oferece o dom mais precioso
que possa ser apresentado ao Altíssimo! Sabes sob que forma a santa humanidade de Jesus é oferecida
a seu Pai, pelas mãos do sacerdote? Esta humanidade que é a imagem, muito perfeita, da Santíssima
Trindade, jóia única dos tesouros celestes e terrestres.

É oferecida debaixo de várias formas, porque entre as mãos do sacerdote, o Verbo encarna-se
novamente, nasce de novo e sofre a Paixão; o suor de sangue, a flagelação, a coroação de espinhos, a
crucificação, a morte... oh, que emoção para o coração do Pai eterno, durante esta elevação de seu Filho
predileto!
Entretanto, o sacerdote não é o único a expor Jesus Cristo aos olhos de seu Pai, o próprio Salvador
se expõe: "À elevação, vi Jesus Cristo apresentar-se a seu Pai e oferecer-se de uma maneira
que ultrapassa toda a compreensão", refere Santa Gertrudes no seu "Livro das Revelações". Mas,
se não podemos fazer idéia deste encontro do Pai com o Filho, a fé deve nos levar a uma oração muito
mais fervorosa no momento em que se realiza".

São Boaventura convida o sacerdote e os fiéis a dizerem então, ao Pai celeste: "Vede, ó Pai
eterno, vede vosso Filho, que o mundo inteiro não pode conter e tornou-se nosso prisioneiro.
Não o deixaremos ir sem que nos tenhais concedido o que vos pedimos em seu nome: o perdão
de nossos pecados, o aumento da graça, a riqueza das virtudes e alegria da vida eterna".

O sacerdote, ao mostrar a sagrada Hóstia, poderia ainda dizer ao povo:

"Eis cristãos, vosso divino Salvador, vosso Redentor. Olhai-o com fé viva e derramai
vossos corações diante dele em ardentes súplicas. Bem-aventurados os olhos que vêem o que
contemplais! Bem-aventurados os que crêem, firmemente, na presença de Jesus Cristo, nesta
santa Hóstia!" Se adoras assim, asseguras a salvação de tua alma, e poderás repetir com o
patriarca Jacó: "Vi a Deus face a face, a minha alma foi salva" (Gen. 32, 30).

À elevação, todo o povo deve levantar os olhos para o altar e olhar, com piedade, o
Santíssimo Sacramento. Jesus Cristo revelou a Santa Gertrudes quanto é útil à alma esta prática. "Cada
vez, escreve ela, que olharmos para o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, oculto no
Sacramento do Altar, aumentamos o grau de nosso mérito para o céu, o prazer, o gozo da vida
eterna".

Não te inclines, pois, tão profundamente à elevação que te seja impossível ver a
sagrada Hóstia.

A santa Igreja também não o deseja; ela prescreve ao sacerdote levantar as santas
espécies, alguns instantes, acima da cabeça, a fim de que o povo possa vê-las e adora-las. A
eficácia deste olhar para o divino Salvador foi figurada no antigo Testamento: "Ao povo de Israel, que
tinha murmurado contra o Senhor e contra Moisés, mandou o Senhor cobras, cujas mordedura
queimavam como fogo. Muitos, tendo sido feridos, foram ter com Moisés, dizendo: "Pecamos; roga ao
Senhor para que nos livre destas serpentes". Moisés fez uma serpente de bronze, colocou-a como
sinal, e os que, sendo feridos, olhavam para ela, ficaram curados" (Num. 21, 8).

O santo Evangelho vê, neste fato, um símbolo tocante de Cristo, porque diz: "Como Moisés
levantou a serpente no deserto, assim o Filho do homem deve ser levantado sobre a cruz" (Jo.
3, 14). Se a imagem da serpente de bronze tinha a virtude de curar os israelitas e de preservá-los da
morte, com maior de razão, a piedosa contemplação do próprio Jesus curará as almas feridas, aflitas e
desanimadas.

A fim de tornar muito eficaz este olhar para o divino Salvador, faze atos de fé em sua presença
real e no Sacrifício que ele oferece a seu Pai celeste, por nós, pobres pecadores. Estes atos de fé valer-
te-ão uma insigne recompensa. "Bem-aventurados os que não viram e creram" (Jo. 20, 29).
Estas palavras podem bem se aplicar àqueles que têm uma fé viva na presença real de Jesus Cristo
no Santíssimo Sacramento.

Tendo adorado a Santa Hóstia, faze dela oferta ao Rei celeste. Já expusemos a virtude
deste ato; acrescentamos somente a seguinte palavra da Santa Gertrudes:

"A oblação da sagrada Hóstia é a mais eficaz satisfação por nossas culpas".

Com isso quer dizer que, pobres pecadores como somos, devemos concentrar todas as forças de
nossa alma, para oferecer a Deus a Hóstia santa, a fim de obter-lhe o perdão e a misericórdia.

À elevação da santa Hóstia, sucede a do Cálice sagrado, cerimônia igualmente significativa. É


então que o precioso Sangue corre, de maneira mística, sobre os circunstantes, como se vê
das palavras do missal:

"Isto é o Cálice de meu Sangue, do novo e eterno Testamento: mistério da fé que será
derramado por vós e por muitos, para o perdão dos pecados".

Neste momento, recebes a mesma graça como se estivesses, cheio de


arrependimento, debaixo da Cruz no Calvário e o precioso Sangue te inundasse. Deus disse, no
Antigo Testamento, ao povo de Israel: "Imolai um cordeiro e marcai, com seu sangue, as portas
e os portais; e o Anjo exterminador passará a porta de vossa casa, quando vir este
sangue" (Ex. 12, 22). Se o sangue do cordeiro pascoal preservou os israelitas dos golpes do Anjo
exterminador, mais poderosamente, o Sangue do Cordeiro sem mancha nos protegerá contra a raiva do
anjo das trevas que, como um leão rugidor, anda em redor de nós, procurando a quem possa devorar.

Vejamos ainda o que devemos fazer depois da elevação do Cálice. Muitas pessoas têm o
costume de rezar então cinco Padre-Nossos em honra das cinco chagas; excelente prática,
porém muito mal colocada. Outros que se sobrecarregam de orações, continuam a fazê-las.

Seria, infinitamente, melhor fazer o que faz o sacerdote; pois, o Sacrifício nos pertence
tanto quanto a ele. Apesar das ofertas reiteradas antes da elevação, o sacerdote continua a oferecer
depois.

Nada aliás poderíamos fazer mais agradável a Deus. É por isso que o sacerdote diz, depois
de ter posto o Cálice sobre o altar:

Por esta razão, Senhor, nós, vossos servos, mas também vosso povo santo... oferecemos à

vossa augusta Majestade de vossos dons e dádivas, a Hóstia pura, a Hóstia santa, a Hóstia

imaculada, o Pão santo da vida eterna e o Cálice da salvação perpétua".

Sanchez diz destas palavras: "Em toda a Missa, o sacerdote não pronuncia palavras mais
consoladoras; pois, nem ele nem o povo poderiam fazer coisa melhor do que oferecer a Deus
o augusto Sacrifício". Compreende, portanto, como prejudicas a teus interesses, substituindo esta
preciosa oferta por tuas pobres e tíbias orações.

Criaturas indigentes que somos, desprovidos de méritos e virtudes, como não nos apoderaríamos,
avidamente, de imenso tesouro que podemos apresentar, como sucesso, ao Pai celestial? E este
tesouro, Deus no-lo dá em cada Missa, e, com ele, nos entrega todas as suas riquezas, para que as
empreguemos em saldar nossas dívidas. Oferece, pois, a santa Missa, oferece-a ainda, oferece-a sempre.

As pessoas que não sabem ler os excelentes métodos de oferecer o santo Sacrifício, contido nos
formulários de orações, podem decorar a oração seguinte:

Meu Deus, eu vos ofereço esta Santa Missa; ofereço-vos vosso caro Filho, sua encarnação, seu nascimento, sua

dolorosa paixão; ofereço-vos seu suor de sangue, sua flagelação, sua coroação de espinhos, sua via sacra, sua crucificação,

sua morte, seu precioso Sangue. Ofereço-vos, para vossa maior glória e a salvação de minha alma, tudo quanto vosso caro

Filho fez, padeceu, mereceu, e todos os Mistérios que ele renova nesta santa Missa.

Amém. Autor: Pe. Martinho de Cochem (1630-1712)

Leia mais: http://cidadaosdoinfinito.webnode.com.br/products/na%20missa%20-


%20que%20devo%C3%A7%C3%A3o%20devo%20ter%20na%20hora%20da%20consagra%C3%A7%C3%A3o/
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PEQUENO MANUAL DO CATÓLICO


A Missa e outras obrigações

O Santo Sacrifício da Missa

1) O que é a Missa?
A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.

2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?
Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente,
de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue,
mas verdadeiro e eficaz.

3) Porque dizemos que a missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?


Por que nela aquele mesmo sacrifício de Jesus se apresenta diante de nós através de sinais sensíveis
que realizam a graça sacramental. Estes sinais, no caso da missa são as espécies consagradas, o pão e
o vinho que, na consagração, se transformam no Corpo e Sangue de Jesus pelas palavras que o
sacerdote pronuncia.

4) A Missa é, então, um Sacramento?


Sim, a Missa é a cerimônia na qual se realiza o Sacramento da Eucaristia, que é a presença real de
Jesus na hóstia consagrada.

5) Essa presença de Jesus na hóstia consagrada é um símbolo de Jesus?


Não podemos dizer que seja apenas um símbolo. Jesus está realmente presente com todo seu ser.
Toda a natureza humana e toda a natureza divina estão presentes na Sagrada Hóstia. Toda a
substância do pão e do vinho se transformaram milagrosamente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade
de Cristo.

6) A Igreja católica dá um nome especial a esta transformação?


Sim, a Igreja definiu o termo de “transubstanciação” como sendo o único capaz de exprimir o milagre
que se opera na transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus.

7) Porque dizemos que a Missa é um sacrifício eficaz?


Por que pela presença real de Jesus nós recebemos não apenas a graça sacramental da Eucaristia, mas
o autor mesmo da graça, Jesus Cristo, nosso Deus, a quem adoramos de joelhos. A presença real de
Jesus é a maior graça que uma alma pode receber nesta vida.

8) De que modo podemos receber Jesus na Eucaristia?


Pela Santa Comunhão. Sendo um sinal sensível do sacrifício de Cristo, quando comungamos,
recebemos Jesus como alimento de nossas almas. Ele vem ao nosso coração de um modo muito real e
eficaz.

9) Como podemos nos preparar para receber Jesus no coração?


Antes de tudo, uma boa confissão, um arrependimento sincero dos nossos pecados. Devemos também
viver sempre na presença de Deus, consagrando nosso dia a Ele, desde o levantar e agradecendo
sempre as graças recebidas ao deitar. Na Santa Missa, estar atento ao que acontece no altar, de
preferência seguindo o texto mesmo da missa no missal.

10) Existe algum momento da missa que seja mais importante do que outros?
O mais importante momento da missa é a Consagração. Assim que foram ditas as palavras
da forma sacramental, o padre eleva a hóstia e o cálice para serem vistos pelos fiéis. Todos devem
estar de joelhos, compenetrados, silenciosos e em adoração.

11) Existe algum outro momento em que devemos estar de joelhos obrigatoriamente?
Sim. Quando o sacrário está aberto, quando a comunhão é distribuída aos fiéis, quando o padre dá a
bênção final.
Leia mais sobre o Santo Sacrifício da Missa.

O templo de Deus

A Igreja é a casa de Deus. Lugar de oração, lugar de silêncio. Nela, nada de profano deve entrar. Toda
a vida de uma igreja gira em torno das coisas de Deus, principalmente do seu culto, do seu louvor, do
seu sacrifício.

12) Qual é a parte principal de uma igreja?


É o altar. Ele é o centro e a razão de ser da igreja. Todo altar é de pedra, pois é sobre a pedra que se
realiza um sacrifício. No Antigo Testamento vemos diversos exemplos de sacrifícios oferecidos sobre
altares de pedra. Noé, quando sai da arca; Abraão quando vai sacrificar Isaac; Jacó quando acorda do
sonho etc.
A Igreja mantém este costume. Mas o sacrifício oferecido já não é apenas figurativo do verdadeiro
sacrifício, como no Antigo Testamento, mas o próprio sacrifício por excelência, o único agradável a
Deus, o sacrifício de seu Filho.

13) Qual a primeira coisa que devemos fazer ao entrar numa igreja?
Molhando os dedos na água benta, fazemos o Sinal da Cruz. Caminhamos até o lugar em que vamos
rezar, fazemos a genuflexão e nos ajoelhamos para rezar.

14) O que é uma genuflexão?


É um ato de adoração pelo qual dobramos nosso joelho direito até tocar o solo e voltamos à posição
normal.

15) Em que momento devemos fazer a genuflexão?


Quando entramos na igreja, antes de sair da igreja e cada vez que passamos na frente do sacrário.

16) Existe algum outro tipo de genuflexão?


Sim. Devemos genuflectir com os dois joelhos sempre que o Sacrário estiver aberto, ou que um padre
estiver elevando a hóstia na consagração de uma missa e que entrarmos nessa hora na igreja, ou
ainda se o padre estiver distribuindo a comunhão. Também devemos fazer esta genuflexão com os
dois joelhos quando o Santíssimo Sacramento estiver exposto na Custódia, para nossa adoração.

17) Como se faz esta genuflexão com os dois joelhos?


Devemos nos por de joelhos completamente, fazer uma leve inclinação com a cabeça e nos levantar-
mos em seguida.

18) Além da água benta, da genuflexão e da oração, o que mais se pede quando se entra
numa igreja?
Devemos estar vestidos corretamente, sem bermudas ou shorts, sem chinelos mas bem calçados, sem
camisetas de alça, mas com camisas de mangas. Os homens e rapazes devem evitar as blusas com
desenhos espalhafatosos, de esportes e coisas parecidas. As mulheres não podem entrar numa igreja
com os ombros descobertos, sem mangas ou com mini-saias.
19) É obrigatório para as mulheres o uso do véu?
Desde São Paulo até bem pouco tempo sempre foi pedido às mulheres que cobrissem a cabeça dentro
da Igreja. Esse é o costume que mantemos em nossas igrejas. Não somente porque está assim na
Bíblia, mas também porque isso favorece o recolhimento e a oração.

20) Porque as mulheres devem vir à igreja de saias?


Porque as calças compridas dão a elas um ar menos feminino, diminuindo a distinção entre os sexos e
favorecendo uma atitude menos recatada. Também por isso a saia deve ser abaixo do joelho. Estes
são os critérios para as vestimentas em nossas capelas e isso tem mantido um ambiente muito bom,
próprio para a oração.

21) Como podemos saber que a Sagrada Hóstia está presente no Sacrário?
O principal sinal da presença do Santíssimo é o véu que cobre o Sacrário. Este véu se chama
“conopeu” e costuma ter a cor dos paramentos do dia. Além do conopeu, deve sempre haver uma
lamparina acesa perto do Sacrário.

22) Se o Sacrário estiver vazio, devemos fazer a genuflexão?


Não. Diante do Sacrário vazio fazemos apenas uma profunda inclinação ao altar e ao Crucifixo. Neste
caso a lamparina deve estar apagada e o conopeu levantado ou ausente.

A Missa vai começar

23) Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?


Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e,
sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.

24) É permitido chegar atrasado na Missa?


Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente
prejuízo espiritual para as almas.

25) Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?


Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.

26) E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?


A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa
dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar. É preciso, no entanto,
evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.

27) Qual o melhor lugar para se assistir à missa?


Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se
que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais
aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes
costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.

28) Qual o melhor modo de se assistir à Missa?


Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza
durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que
são explicados passo a passo.

29) Existe um modo de se entender melhor as diversas orações que compõem uma missa?
Uma divisão lógica dos textos pode ajudar a se localizar:
Devemos antes de tudo distinguir entre
Ordinário da Missa: são as orações fixas que se rezam em todas as missas
Próprio da Missa: são as orações daquele dia em particular.
No Próprio de toda missa existem:
- 3 antífonas : Intróito, Ofertório e Comunhão – As antífonas são pequenos textos que
introduzem um salmo. Na missa, os salmos que seguem estas 3 antífonas ficam reduzidos a um
versículo, como podemos ver no missal.
- 3 orações: Coleta, Secreta e Pós-comunhão – A Coleta é a oração sobre os fiéis, nossas
necessidades espirituais. A Secreta é a oração sobre as secretas, termo antigo que designava o pão e
vinho separados no Ofertório para serem consagrados. A pós-comunhão é a oração de ação de graças
pelo alimento sacramental que acabamos de receber.
- 2 leituras, Epístola e Evangelho. Entre as duas curtas meditações que variam de acordo com a
época do Ano Litúrgico: Gradual, Aleluia, Trato.

30) Existe ainda outras divisões que possam ajudar a assistir à Missa?
Sim. Considerando a missa de modo cronológico, podemos distinguir três partes.

31) Como se chama a primeira parte da missa?


Chama-se Missa dos Catecúmenos. Assim chamada porque, sendo formada pela parte penitencial e de
instrução, era assistida também pelas pessoas que se preparavam para o batismo (os catecúmenos).
Estes deviam deixar a igreja após o Credo. Os Santos Mistérios só podiam ser assistidos pelos
batizados. Já não se tem este costume, mas o nome permanece. Também se chama a esta parte de
Ante-missa.

32) Quais as orações da Missa dos Catecúmenos?


Orações ao pé do altar, com o Salmo Judica me (42) e o Confiteor.
Intróito, Coleta e a parte da Instrução: epístola, evangelho, sermão e o Credo, que é a profissão de fé
católica.

33) Qual a segunda parte da Missa?


É a Missa dos Fiéis. Na antiguidade, todos os que, já sendo batizados e tendo podido confessar-se,
estavam aptos para assistir o Santo Sacrifício e comungar.

34) Quais as orações ou partes da Missa dos Fiéis?


Ofertório, com o oferecimento do pão e do vinho que serão consagrados
Prefácio, longo canto que exprime o mistério da missa do dia.
Cânon, parte central da Missa. São as mais belas orações que o padre reza em silêncio e que têm seu
ápice na Consagração.
Pai Nosso, rezado apenas pelo celebrante porque este ocupa o lugar de Cristo, que o rezou sozinho
para ensinar aos Apóstolos
Comunhão
Orações finais

35) Qual a posição que devemos adotar ao longo da missa?


De joelhos:
- orações ao pé do altar até o final do Kyrie (nas missas de roxo ou preto até o fim da Coleta)
- do final do Sanctus até antes do Pai Nosso
- do Agnus Dei, durante toda a comunhão, até que o padre venha rezar a antífona da comunhão
- na bênção final

De pé:
- no Glória
- no Evangelho
- no Orate Fratres até o fim do Sanctus
- no Pai-Nosso até o Agnus Dei
- na antífona da comunhão até o fim do Ite Missa Est.
- no último Evangelho

Sentado:
- durante a Epístola até que o padre entoe o Evangelho
- durante o ofertório até que o padre entoe o Orate Fratres
- é permitido, mas não recomendado, sentar-se após o sacrário ser fechado, depois da
comunhão (nunca se sentar durante a distribuição da comunhão ou com o sacrário aberto).

Seria uma falta não estar de joelhos: (salvo doença)


- na consagração
- a partir do Ecce Agnus Dei, quando o padre mostra a hóstia, até que o Sacrário seja fechado
- na bênção final

36) O que se deve fazer após a comunhão?


Quando nos levantamos da mesa de comunhão, carregamos Jesus no coração. Toda nossa atenção
deve estar voltada ao hóspede divino que nos vem visitar com tanto amor e misericórdia. Uma atitude
compenetrada, o olhar voltado para baixo, silêncio na alma e no corpo. Chegando ao nosso lugar,
ficamos de joelhos, procuramos fechar os olhos e rezar em silêncio, saboreando este encontro sublime
com Nosso Salvador. Podemos também, para ajudar a concentração, rezar as orações tradicionais de
“ação de graças”, como se encontram no próprio missal ou nos livros de oração.

37) Quando o padre sai da igreja, no final da missa, devemos sair também?
Quanto vale um só instante com Jesus presente em nós? Vale a pena prolongar nossas orações e
nosso silêncio, principalmente se considerarmos que durante a semana, são raros os momentos de
silêncio e oração. Fiquemos alguns instantes com Jesus em ação de graças, após a Santa Missa. O
padre também volta à igreja para rezar sua ação de graças. Procuremos não impedi-lo, com nossas
necessidades, de fazer sua ação de graças.

O uso do missal

38) Como podemos nos localizar melhor quando seguimos a missa no missal?
- O Ordinário da Missa fica no meio do missal. Ponha um marcador reservado para o Ordinário. É a
parte fixa que se reza em todas as missas.
- Temporal : Toda a parte que precede o Ordinário é chamado de Temporal (missas próprias para o
tempo): engloba todas as missas dos domingos ao longo do ano além de algumas outras missas que
podem cair em dia de semana mas que estão inseridas nos mistérios da vida de Jesus Cristo: Natal,
Epifania e outras. Ponha um marcador reservado também para esta parte
- Santoral : Logo depois do Ordinário vem o Santoral. Missas dos Santos. Dividido em duas partes:
- Comum dos Santos – são missas indicadas para diversos santos : comum dos confessores,
ou comum dos mártires etc. No dia do santo está indicada a página quando se deve usar a missa do
comum. Ponha um marcador par o Comum dos santos.
- Próprio dos Santos – são as missas indicadas no dia mesmo do santo. Junto com a missa
vem uma breve notícia histórica sobre a vida do santo. Vale a pena abrir todos os dias o missal para
acompanhar os santos de cada dia. Ponha um marcador para o próprio dos santos.
- Missas votivas – São missas que rememoram algum mistério fora de época, para quando não houver
nenhuma missa indicada naquele dia.
- Missa dos defuntos – todas as orações que devemos fazer nos enterros e nas doenças graves para
pedir a Deus pelos nossos parentes e amigos.
- Manual de orações – muitas orações, ladainhas, consagrações, hinos, cânticos se encontram ainda no
fim do missal. Não deixe de conhecer profundamente todas elas.

Outras obrigações dos fiéis

39) Além da assistência à Santa Missa, o que mais é pedido aos fiéis?
A Santa Igreja em sua sabedoria e para o bem de nossas almas, maior glória de Deus e para nossa
salvação, pede ainda outras obrigações, que devemos procurar realizar com espírito de obediência e
amor por Deus Nosso Senhor. São os chamados “Mandamentos da Igreja”.

40) Quais são esses Mandamentos?


São cinco:
- Assistir a missa inteira aos domingos e dias Santos de Guarda
- Confessar-se uma vez por ano pelo menos
- Comungar por ocasião da Páscoa
- Fazer jejum e abstinência nos dias prescritos
- Dar o dízimo segundo o costume

41) Porque a Igreja nos obriga a confessar e comungar na Páscoa?


Sendo a mais importante festa do Ano Litúrgico, centro dos mistérios da vida de Nosso Senhor, a
Igreja considera que todos os católicos devem realizar este mínimo de amor por Jesus Sacramentado.
Não significa que esta comuhão seja suficiente. O ideal seria que comungássemos todos os domingos.
Mas a obrigação da comunhão pascal nos impele a fazer um bom exame de consciência. Quantas
pessoas receberam a graça da conversão devido à confissão para a comunhão pascal.

42) Quais os dias Santos de Guarda?


Na Igreja Universal são dias santos de Guarda:
- Oitava de Natal (1º de janeiro)
- Epifania (6 de janeiro)
- São José (19 de março)
- Ascensão de Nosso Senhor
- Corpus Christi
- São Pedro e São Paulo (29 de junho)
- Assunção de N. Senhora (15 de agosto)
- Todos os Santos (1º de novembro)
- N. Sra da Conceição (8 de dezembro)

Em cada país a legislação muda quanto aos dias feriados. Todos os católicos devem fazer um esforço
para ir à Santa Missa nos dias santos de Guarda quando não for feriado.

43) Quais os dias de jejum obrigatório?


Atualmente, apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Mas o espírito da Quaresma nos
move a jejuar com maior frequência, mesmo não sendo de obrigação. Leia mais sobre o jejum e a
abstinência

44) Ainda é de rigor a abstinência de carne nas sextas-feiras?


Sim. Toda sexta-feira do ano devemos nos abster de comer carne (podemos comer peixe), em honra e
em memória das dores da Paixão de Cristo.

45) Porque existe a obrigação do dízimo?


Os padres não recebem salários, mas se dedicam em tempo integral às almas. Vivem atentos a todas
as necessidades espirituais, e muitas vezes, às necessidades materiais dos seus fiéis. Nada mais justo
que as famílias prevejam a subsistência do seu padre.

46) Como se paga o dízimo em nossas Capelas?


Cada família costuma deixar no início do mês uma quantia para este fim. Ela varia de acordo com as
possibilidades de cada. Mas todos devem estar atentos para não faltar, de modo a cumprir esta grave
obrigação que a Igreja nos impõe, em nome da Caridade e que não deixa de reverter-se para o bem
dos próprios fiéis.

O JEJUM E A ABSTINÊNCIA

Com o intuito de fazer penitência por nossos pecados, de melhor nos dispor para a oração e de estar
unidos aos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santa Igreja nos pede, nos tempos de
penitência, que ofereçamos jejum e abstinência a Deus.

O Jejum:

Praticado desde toda a Antiguidade pelo povo eleito, como sinal de arrependimento, praticado por
Nosso Senhor Jesus Cristo e por todos os santos, recomendado pela Santa Igreja como instrumento de
santificação da alma, de controle do corpo e equilíbrio emocional, o jejum obrigatório foi sendo
reduzido ao longo dos séculos.
Quando devemos jejuar por obrigação?

Na Quarta-feira de cinzas, abertura da Quaresma


Na Sexta-feira Santa, dia da morte de Nosso Senhor.

No entanto, todos os católicos devem ter a mortificação e o jejum presentes em suas vidas ao longo do
ano, principalmente durante o Advento, a Quaresma e nas Quatro Têmporas, tendo sempre o espírito
mortificado, fugindo do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecendo alguns
sacrifícios a Deus, seja no comer, no beber, nas diversões (televisão principalmente), nos desconfortos
que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo.
Assim sendo, mesmo não sendo obrigatório, continua sendo recomendado o jejum nas Quartas e
Sextas da Quaresma e do Advento, guardando-se sempre o espírito pronto para as pequenas
mortificações também nos demais dias.

Quem deve jejuar?


As pessoas maiores de 21 anos são obrigadas. Mas é evidente que os adolescentes podem muito bem
oferecer esse sacrifício sem prejuízo para a saúde.
Quanto às crianças menores, mesmo alimentando-se bem, devem ser orientadas no sentido de
oferecer pequenos sacrifícios, e acompanhar a frugalidade das refeições.
As pessoas doentes podem ser dispensadas (é sempre bom pedir a permissão ao padre)
As pessoas com mais de sessenta anos não têm obrigação de jejuar, mas podem fazê-lo se não houver
perigo para a saúde.

Como jejuar nos dias de jejum obrigatório?


- Café da manhã mais simples que de hábito: uma xícara de café puro, um pedaço de pão, uma fruta.
- Almoço normal, mas sem carne (peixe pode), sem doces e sobremesas mais apetitosas, sem bebidas
alcoólicas ou refrigerantes.
- No jantar, um copo de leite ou um prato de sopa, um pedaço de pão, uma fruta.
São inúmeras as passagens das Sagradas Escrituras referentes ao jejum. Eis algumas poucas
referências:
II Reis XII,16
Tobias XII,8
Daniel I, 6-16
S. Mateus IV,1
S. Mateus VI, 17
S. Mateus XVII,20
Atos XIV,22
II Coríntios VI,5

A Abstinência de carne

Dentro do mesmo espírito de mortificação, pede-nos a Santa Madre Igreja a mortificação de não comer
carne às sextas-feiras, o ano todo, de modo a honrar e adorar a santa morte de Nosso Senhor. (ficam
excluídas as sextas-feiras das grandes festas, segundo a orientação do padre).
A abstinência ainda é praticada e, diferente do jejum, começa desde a adolescência, a partir dos
quatorze anos.
Nas sextas-feiras do ano, e mais ainda durante os tempos de penitência, saibamos oferecer esse
pequeno sacrifício a Nosso Senhor. Se vamos a um restaurante, peçamos peixe (muitos restaurantes
ainda hoje servem pratos de peixe nas sextas-feiras).

O Jejum eucarístico

O jejum eucarístico é o fato de se comungar sem nenhum alimento comum no estômago, em honra à
Santíssima Eucaristia.
O espírito do jejum eucarístico é de receber a Santa Comunhão como primeiro alimento do dia.
Quando o Papa Pio XII modificou a disciplina do jejum eucarístico, devido à guerra, salientou que todos
os que podiam deviam praticar esse jejum, chamado natural : só tomar alimento depois da comunhão.
Quem assiste à Santa Missa cedo pode, muitas vezes, praticar esse jejum.
Apesar da lei eclesiástica em vigor determinar apenas uma hora antes da comunhão para o jejum
eucarístico, todos os padres sérios pedem a seus fiéis que se esforçem para deixar três horas, visto
que uma hora não chega a ser nem mesmo um sacrifício.
Caso as crianças ou pessoas debilitadas precisarem tomar algo antes da comunhão, com menos de
três horas, procurem, ao menos, tomar apenas líquido, um copo de leite, por exemplo. Porém, tendo
se alimentado com menos de uma hora antes da hora da comunhão, não se deve, de modo algum, se
aproximar da Sagrada Mesa.

O jejum, a abstinência e o confessionário

Como o jejum e a abstinência fazem parte dos mandamentos da Igreja, devemos nos empenhar para
praticá-los por amor de Deus. Caso haja alguma negligência ou fraqueza da nossa vontade que nos
leve a quebrar o santo jejum ou a abstinência, devemos nos arrepender por não termos obedecido ao
que nos ordena nossa Santa Madre Igreja, confessando-nos por termos assim ofendido a Deus.
Nos casos de esquecimento, devemos substituir essa obra por outra equivalente, como fazer o jejum
em outro dia, rezar um terço, etc.
É sempre bom lembrar que a água pura não quebra o jejum.
As pessoas inclinadas à mortificação e ao jejum não devem nunca determinar um aumento de
penitência sem o consentimento explícito do sacerdote responsável. O demônio usa muito o excesso de
penitência corporal para enfraquecer a alma. Tudo fazer na obediência.

U.I.O.G.D

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Apresentamos a nossos leitores mais um trabalho de Francisco Lafayette de Moraes escrito na intenção de
todos os católicos que, tendo tomado conhecimento da Missa de São Pio V, voltaram a frequentá-la, a
estudá-la e a fazer do Santo Sacrifício da Missa uma fonte de vida espiritual.
Como o modernismo instalado na Igreja deturpa as almas com seus erros, com seus ritos heretizantes,
parece necessário devolver a elas a base que já não recebem mais no catecismo. Por isso o autor apresenta
de modo suscinto o essencial sobre a Santa Missa, frizando seu duplo caráter, de verdadeiro sacrifício e de
sacramento instituido para a nossa salvação.

O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

PELAS ORIGENS DA SANTA MISSA

Francisco Lafayette de Moraes

- APRESENTAÇÃO -

Este trabalho é a ordenação de trechos de várias obras, de vários autores (ver Bibliografia), que
mostraram e provaram que a Missa enquanto sacrifício estava predita desde o Antigo Testamento, e,
ainda, que Jesus anunciou - prometeu - e - instituiu o sacrifício-sacramento, tendo os Santos Padres da
Igreja, desde os primórdios do Cristianismo, sempre ensinado aquilo que hoje é dogma de fé: Missa é
sacrifício com a presença real (física) da Sagrada Vítima.

Se os dogmas relativos à Missa — isto é, o de ser a Missa um verdadeiro sacrifício, o da presença


real, e o relativo ao sacerdócio ministerial — só foram formulados pelo Concílio de Trento, isto não
significa que aquele Concílio do século XVI formulou uma doutrina nova, mas que tornou explícita a
doutrina que até então havia sido sempre tacitamente aceita, e o fez em função da heresia protestante
que negou, como ainda hoje nega, que a Missa seja sacrifício, querendo eles que seja um simples
memorial do Senhor; negam, ainda, os protestantes a “presença real” e o “sacerdócio ministerial”.

Hoje, depois do Concílio Vaticano II, quando muitos prelados da Igreja Católica, e até mesmo
altos prelados, por terem assimilado a heresia protestante, apresentam a Missa como um memorial
da Ceia do Senhor, entendi ser proveitoso compilar, para ajudar a combater a heresia progressista, o
que outros autores com sabedoria e profundidade já haviam escrito para demonstrar que a Missa
enquanto sacrifício está inserida no Deposito da Fé católica, estando predita no Velho Testamento -e-
confirmada no Novo Testamento.

Rio de Janeiro, no ano de 1992.

Francisco Lafayette de Moraes

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ÍNDICE

01 EUCARISTIA:SACRIFÍCIOE SACRAMENTO
02 - SACRIFÍCIO É FAZER O SAGRADO
03 - OS SACRIFÍCIOS DA ANTIGA LEI
04 - A ANTIGA LEI É FIGURA DA NOVA LEI
05 - O SACRIFÍCIO DA MISSA É PREFIGURADO DOIS MIL ANOS ANTES DE INSTITUÍDO
06 - O SACRIFÍCIO DA MISSA É PROFETIZADO
07 - DEUS ANUNCIA A SUBSTITUIÇÃO DOS ANTIGOS SACRIFÍCIOS DA LEI MOSAICA
08 - CHEGA O TEMPO DO NOVO SACRIFÍCIO
09 - JESUS CRISTO ANUNCIA UM NOVO SACRIFÍCIO
10 - JESUS CRISTO PROMETE A EUCARISTIA
11 - JESUS CRISTO OFERECE — ANTES DA CRUZ — O NOVO SACRIFÍCIO
12 - O SACRIFÍCIO DA CRUZ
13 - O SACRIFÍCIO DA CRUZ É ÚNICO. POR QUE RENOVÁ-LO?
14 - O SACRIFÍCIO DA CRUZ E SUAS MODALIDADES
15 - O SACRIFÍCIO DA MISSA
16 - O SACRIFÍCIO DA MISSA NÃO É A MISSA
17 - O SACRIFÍCIO DA MISSA É REALIZADO NA DUPLA CONSAGRAÇÃO
18 - O SACRIFÍCIO DA MISSA SEGUNDO SÃO PAULO
19 - O SACRIFÍCIO DA MISSA SEGUNDO OS SANTOS PADRES DA IGREJA
20 - O SACRIFÍCIO DA MISSA É O MESMO SACRIFÍCIO DA CRUZ
21 - SUBAMOS O CALVÁRIO

BIBLIOGRAFIA

01 - SACERDOTE CATÓLICO - “LA SANTA MISA Y LA NUEVA MISA” - Revista ROMA AETERNA n.116,
SET, 1990.

02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES


CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA.
03 - DOM GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA - BRUGES/BÉLGICA.

04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) - LES
EDITIONS DU CERF - PARIS.

05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O VATICANO II” -
Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983.

06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,


OCTOBRE, 1990.

07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA AGIR
EDITORA - RIO DE JANEIRO.

08 - CONCÍLIO DE TRENTO - EXTRATO DE CANONES E DECRETOS - SEM DATA - “Imprimatur” de 15-


07-1953 - EDITORA VOZES - PETRÓPOLIS.

09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO

10 - GUSTAVO CORÇÃO - “AS FRONTEIRAS DA TÉCNICA” - 5a. Edição - 1963 - LIVRARIA AGIR
EDITORA - RIO DE JANEIRO.

11 - “TERCEIRO CATECISMO DA DOUTRINA CRISTÔ - 1976 - EDITORA VERA CRUZ

OBSERVAÇÃO:

Cada OBRA, quando transcrita e/ou citada, está indicada em nota.

01

EUCARISTIA: SACRIFÍCIO E SACRAMENTO

Nosso Senhor Jesus Cristo, na Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, transubstanciou o pão em seu Corpo
e o vinho em seu Sangue, um separado do outro, e ofereceu ali o mesmo sacrifício que realizaria na
Cruz, onde o seu Sangue foi separado do seu Corpo, derramado por nós, em remissão dos pecados.
Depois de ter-Se imolado na Santa Ceia, Ele se deu a Si mesmo aos Apóstolos ao levá-los a participar
da consumação do seu Corpo e do seu Sangue. A Eucaristia é, assim, ao mesmo tempo, sacrifício e
sacramento.

EUCARISTIA ENQUANTO SACRIFÍCIO[1]

Enquanto sacrifício a Eucaristia é o Sacrifício da Missa, o sacrifício da Nova Lei no qual Nosso
Senhor Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote, se oferece a Si mesmo a Deus, de maneira incruenta,
sob as aparências do pão e do vinho.[2]
EUCARISTIA ENQUANTO SACRAMENTO

Enquanto sacramento a Eucaristia é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus
Cristo[3], que é dado àqueles que O querem, e podem, receber como alimento espiritual.[4]

02

SACRIFÍCIO É FAZER O SAGRADO

A religião é um culto que nos liga a Deus por um perfeito sujeitamento de nós mesmos ao Ser
supremo, e que nos faz relacionar à Sua glória tudo o que nós somos e tudo o que nós fazemos; e a
religião nos faz cumprir, de modo particular, este dever indispensável pelo sacrifício, que é uma oblação
feita a Deus para reconhecer seu soberano domínio sobre tudo o que foi criado.[5]

O sacrifício é, portanto, a expressão privilegiada da virtude da religião e, segundo a etimologia


da palavra, sacrifício consiste em fazer o sagrado (sacrum facere), diz-nos São Tomás de Aquino, isto é,
separar para Deus.[6]

Os homens sempre foram inspirados, pelas luzes da razão natural, a considerar o sacrifício como
o primeiro de todos os atos essenciais à religião.[7]

De fato, desde a origem da humanidade, vemos o homem oferecer a Deus sacrifícios e exprimir
desse modo sua religião. Mesmo depois do pecado original, permaneceu no homem a consciência de um
dever: o de render culto ao Senhor. Tão universal era essa voz interior que não houve um tempo, remoto
que fosse, ou região por demais longínqua, em que não se prestasse um culto e não se oferecesse um
sacrifício a Deus.

Assim, Caim e Abel ofereceram a Deus frutos da terra e animais[8] e Noé saindo da arca levantou
um altar, tomou de todos os animais puros e os ofereceu ao Senhor em holocausto sobre aquele altar.[9]

O sacrifício exterior consiste, pois, em oferecer a Deus uma coisa sensível e exterior para ser
destruída ou para que sofra uma mudança qualquer, o que é feito por quatro razões que são os quatro
fins do sacrifício:

reconhecer o soberano domínio de Deus sobre todas as criaturas;

 reconhecer a nossa dívida para com a justiça divina e obter o perdão dos pecados;

 agradecer a graça recebida; e

 pedir a graça que necessitamos.[10]

03

OS SACRIFÍCIOS DA ANTIGA LEI


TIPOS - FINALIDADES - COMO ERAM FEITOS

Sob a Lei de Moisés havia quatro sacrifícios: o holocausto, o sacrifício propiciatório, o sacrifício
eucarístico e o sacrifício impetratório.[11]

HOLOCAUSTO

As vítimas eram oferecidas em holocausto em reconhecimento ao soberano domínio de Deus


sobre todas as criaturas[12]. O holocausto consistia em queimar a vítima de tal forma que ninguém a
pudesse comer, para render, por essa consumação total, uma homenagem plena e sem reservas ao
soberano domínio de Deus.[13]

SACRIFÍCIO PROPICIATÓRIO

O sacrifício propiciatório era oferecido para a expiação de qualquer pecado e de forma a tornar
Deus propício[14]. Este sacrifício era também denominado “hóstia pelo pecado”[15], sendo a vítima
muitas vezes unida ao holocausto[16], e essa vítima era então dividida em três partes, sendo que uma
era consumida sobre o altar dos holocaustos, a outra era queimada fora do acampamento[17], e a
terceira era comida pelos sacerdotes[18]. Aqueles que ofereciam as vítimas pelos seus pecados não as
podiam comer; e quando os sacerdotes ofereciam por eles mesmos ninguém as consumia.[19]

SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO

O sacrifício eucarístico era oferecido para agradecer a Deus qualquer favor considerável que fosse
recebido[20]. Eram sacrifícios de louvor, de ação de graças.

SACRIFÍCIO IMPETRATÓRIO

O sacrifício impetratório[21] era feito para pedir a Deus qualquer graça importante.[22]

Os sacrifícios eucarísticos e impetratórios, também chamados de “pacíficos”, se distinguiam da


“hóstia pelo pecado” apenas pelo fato de que o povo e os sacerdotes deviam participar consumindo uma
parte da vítima.[23]

SACRIFÍCIOS DESAGRADÁVEIS A DEUS

Ainda que esses sacrifícios fossem ordenados pela lei divina, eles não passavam de sinais
incapazes, por eles mesmos, de agradar à Deus[24].

Quando esses sacrifícios eram oferecidos por santos como haviam sido Abel[25], Abraão, Job e
todos aqueles homens de fé que haviam vivido na espera do Messias, então tais sacrifícios eram
agradáveis a Deus que os recebia como um suave aroma, segundo a expressão da Escritura.[26]
Mas quando os sacerdotes se limitavam à cerimonia exterior, alijando do sacrifício o espírito que
lhe trazia todo o mérito, os holocaustos não podiam agradar a Deus, pois, por mais atenção que os
sacerdotes pudessem ter na escolha de animais sem mancha e sem defeito, tais sacrifícios não passavam
de simples figuras inteiramente vazias e inanimadas.[27]

E por serem sacrifícios que não agradavam a Deus, Santo Agostinho, no seu décimo-sétimo Livro
da Cidade de Deus, referindo-se ao santo Sacrifício da Missa, diz: “Este Sacrifício foi estabelecido
para tomar o lugar de todos os sacrifícios do Antigo Testamento”[28], para tomar o lugar dos
sacrifícios da Antiga Lei.

04

A ANTIGA LEI É FIGURA DA NOVA LEI

As personagens e toda a história do Antigo Testamento mais não foram que preparação e anúncio
daquilo que Cristo e a sua Igreja deveriam realizar, quando chegasse a plenitude dos tempos[29] e, por
isso mesmo, na história do povo judeu estão consignados os desígnios de Deus acerca da salvação de
todo o gênero humano:

 o afastamento de Esaú em benefício de Jacob mostra que não é a linhagem terrestre


que importa, mas a escolha gratuita de Deus, que faz os eleitos;

 José, vendido por seus irmãos e salvando o Egito, é Jesus salvando o mundo, depois
de ser rejeitado e traído pelos seus;

 Moisés, que arranca o seu povo à escravidão, e o conduz a terra prometida, é Jesus
que nos liberta do cativeiro do pecado e abre as portas do Céu;[30]

 o gesto de Abraão, que se prepara para imolar o filho, é o prenúncio do sacrifício que
Deus exigirá a seu próprio Filho, para expiação das faltas cometidas pela
humanidade;[31] e

 Isaac, destinado à imolação e arrancado depois à morte, é a figura de Jesus, morto e


ressuscitado.[32]

O sacrifício prefigurado em Abraão e Isaac foi concretizado no Sacrifício da Cruz e é continuado


pelo Sacrifício da Missa, que é o Sacrifício da Nova Lei.[33]

05

O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA É PREFIGURADO DOIS MIL ANOS ANTES DE INSTITUÍDO

Dentre todas as figuras da Eucaristia, enquanto sacrifício, existentes no Antigo Testamento


nenhuma é tão recordada pela tradição como o sacrifício de pão e vinho oferecido por
Melquisedeque[34]. Este relato do Gênesis está, por isso mesmo, apresentado mais abaixo e também,
por força de uma razão ainda maior, porque nos Salmos[35] e no Novo Testamento[36] se diz
expressamente de Nosso Senhor Jesus Cristo que Ele é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
Com efeito, a Sagrada Escritura relaciona a oblação que Jesus fez de seu Corpo e Sangue, na Última
Ceia, ao Pai, com o fato de ser Ele sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque[37], como O
chamou o rei David[38]. De modo que deve ser afirmado que a oblação de Melquisedeque foi verdadeiro
tipo do sacrifício eucarístico, o que vale dizer que aquela não é apenas uma oblação semelhante, mas
que Deus dispôs que Melquisedeque a fizera e assim nos fosse narrada no Gênesis, para que tivéssemos
uma autêntica prefiguração da Eucaristia[39].

Diz o Livro do Gênesis:

“18-Então, Melquisedeque, monarca de Salem, tomou pão e vinho, pois era sacerdote do Deus
Altíssimo, 19 os benzeu, exclamando: ‘Bendito Abraão do Deus Altíssimo, criador do céu e da terra, 20
e bendito seja Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos em tuas mãos!’ Depois do que Abraão lhe
deu o dízimo de tudo”[40].

Regressava Abraão depois de derrotar vários reis, que haviam[41] aprisionado a seu sobrinho Lot
e tudo que ele tinha, e Melquisedeque, rei e sacerdote (monarca de Salem... sacerdote do Deus
Altíssimo[42]), saiu a seu encontro, ofereceu a Deus um sacrifício de pão e vinho que logo deu em
convite a Abraão e aos seus e por fim abençoou a Abraão[43].

A divina Providencia, uns dois mil anos antes da efetiva instituição da Eucaristia, já havia tido o
cuidado de figurar este Sacrifício e este Convite, que havia de ser o centro do culto cristão[44]: o santo
Sacrifício da Missa e o Sacramento da Comunhão.

06

O SACRIFÍCIO DA MISSA É PROFETIZADO POR DAVID

O rei David dá a Jesus Cristo, no salmo 109, o título de Sacerdote eterno segundo a ordem de
Melquisedeque, porque nosso divino Salvador irá empregar o pão e o vinho no Sacrifício da Nova Aliança,
como outrora o havia feito Melquisedeque.

O rei profeta O chama Padre eterno porque pai Ele sempre será e porque o sacrifício que Ele irá
instituir continuará a existir até o fim dos tempos graças ao sacerdócio católico.

POR MALAQUIAS

O profeta Malaquias diz, no primeiro capítulo, versículo 11, que “depois do nascer e até o pôr do
sol, será oferecido, em toda parte[45] (em todo lugar[46]) um sacrifício puro e sem mancha à
majestade do Altíssimo”.

POR JEREMIAS
O profeta Jeremias, no capítulo 33, versículo 18, profetiza que “nunca se verá faltar os sacerdotes
e os sacrifícios”.[47]

E é a Igreja Católica, pelo ministério dos seus sacerdotes, que oferecerá até o fim dos tempos,
em todos os lugares, o Sacrifício da Cruz, perpetuado pelo santo Sacrifício da Missa, conforme as
profecias de David, Malaquias e Jeremias.

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07

DEUS ANUNCIA A SUBSTITUIÇÃO DOS ANTIGOS SACRIFÍCIOS DA LEI MOSAICA

Malaquias, cronologicamente o último dos profetas chamados menores do Antigo Testamento,


escreveu, de acordo com todos os dados, na época de Esdras e Nehemias, nos meados do século V antes
de Cristo[48], 500 anos antes da vinda do Senhor.

No começo da profecia de Malaquias, Deus insiste no amor que tem ao seu povo e, por sua vez,
nos pecados daquele povo que explicavam os sofrimentos que haviam caído sobre ele. Refere-Se antes
de tudo aos pecados dos sacerdotes os quais, contrariando as prescrições legais, ofereciam a Deus
sacrifícios de animais defeituosos. O Senhor anuncia que essas oblações não O agradam e que em lugar
delas há de vir uma oblação extremamente pura que será oferecida a Deus em todo lugar, entre as
nações; e os termos empregados mostram que se trata de uma “oblação sacrifical” e indicam,
principalmente, a oblação de um sacrifício incruento. Além disso, tendo em vista o conhecimento
universal de Deus e uma vez que irão ser oferecidos sacrifícios agradáveis a Deus entre os gentios,
fica caracterizado que Malaquias se refere aos tempos messiânicos.[49]

Uma vez que toda a ordem do Antigo Testamento tinha em vista a ordem do Novo Testamento,
dispôs admiravelmente o Espírito Santo que sua última profecia naquele Testamento se referisse à
Sagrada Eucaristia, a qual, continuando o Sacrifício da Cruz, irá constituir o centro da vida cristã.
Também é significativo que esta profecia se encontre em Malaquias, aquele que tão decididamente
insistiu no amor de Deus a seu povo: “Os tenho amado”[50], declara o Senhor Deus (Javeh).[51]

Nos versículos 10 e 11 do capítulo 1 de Malaquias temos:

“10... Minha afeição não está em vós, diz o Senhor Deus dos Exércitos e eu não receberei a
oblação que vem de vossas mãos. 11 Eis que desde o nascer do sol até seu ocaso sacrificam a Mim em
todo lugar e oferecem em meu nome uma oblação toda pura, pois grande é o meu nome em todas as
nações”.[52]

Os mais antigos documentos cristãos têm uma predileção por esta profecia de Malaquias, cujo
eco foi recolhido pelo Concílio de Trento[53], ao dizer, a respeito do Sacrifício da Missa: “E esta é
certamente aquela oblação pura, que não pode ser manchada por qualquer indignidade ou malícia dos
ofertantes, a qual foi predita pelo Senhor, por Malaquias, que havia de ser oferecida pura, em todo
lugar, ao seu nome, o qual havia de ser grande entre as gentes”.[54]

08

CHEGA O TEMPO DO NOVO SACRIFÍCIO

O espírito que devia animar todas as cerimônias religiosas diminuía dia a dia, e a irreligião e a
estupidez chegaram ao ponto culminante imediatamente antes da chegada do Messias. O que, de fato,
esperar dos fariseus que se detinham apenas nas exterioridades da lei? E sobretudo dos saduceus, que
dominavam o templo, que presidiam os sacrifícios e que não acreditavam na ressurreição? Era, pois, o
tempo em que as figuras deviam acabar e que, de acordo com a predição do Profeta-Rei[55], Deus devia
rejeitar os sacrifícios que haviam sido oferecidos, até então, apenas no templo de Jerusalém.[56]

Era o tempo em que iam ser cumpridas as profecias do Antigo Testamento e, assim sendo, em
seu encontro com a samaritana, Jesus Cristo anuncia um novo Sacrifício.

09

JESUS CRISTO ANUNCIA UM NOVO SACRIFÍCIO

Era o tempo de um novo sacrifício.

E era preciso um novo sacrifício que fosse necessariamente oferecido em espírito e em


verdade.[57]

E é este sacrifício que Jesus Cristo anuncia à samaritana, quando ela lhe coloca a questão relativa
ao lugar onde se devia adorar[58], isto é, sacrificar; porque a contenda entre os judeus e os samaritanos
dizia respeito apenas ao lugar do culto exterior, das oblações e dos sacrifícios, e não sobre o lugar da
prece e do sacrifício interior, pois todos estavam persuadidos que se podia rezar e se oferecer a Deus
em toda parte. Jesus Cristo entra no pensamento da samaritana e lhe diz que chegou a hora[59] em
que não mais se adorará, isto é, que não se sacrificará mais, nem sobre a montanha de Garizin, nem
em Jerusalém; mas que existirão verdadeiros adoradores que adorarão o Pai em espírito e em
verdade[60], e que não ficarão mais restritos a um lugar em particular.[61]

A resposta de Jesus Cristo confirma a necessidade de um novo sacrifício, do Sacrifício da Nova


Lei, que será oferecido em todo lugar e que será sempre oferecido em espírito e em verdade por Aquele
que é a própria Verdade.[62]

Este novo sacrifício, anunciado por Jesus Cristo à samaritana, já tinha o seu protótipo no sacrifício
de pão e vinho oferecido por Melquisedeque, como disposto por Deus 2000 anos antes; e, por isso
mesmo, o pão e o vinho devem ser, sempre, a matéria do sacrifício que Nosso Senhor Jesus Cristo está
por instituir.[63]
E sobre este novo sacrifício, agora, é o próprio Verbo de Deus feito homem, e não mais os antigos
profetas, quem vai nos falar, primeiramente prometendo a Eucaristia e depois realizando Ele mesmo a
grande maravilha.[64]

10

JESUS CRISTO PROMETE A EUCARISTIA

O evangelista São João, com a vivência do testemunho ocular e com a garantia de escritor sagrado
inspirado por Deus, nos relata o que aconteceu. Para ambientar a promessa eucarística, São João faz
neste caso uma exceção singular com relação à norma que se havia imposto de completar os sinópticos
e, portanto, de não repetir os milagres já narrados nos outros Evangelhos. Os outros três evangelistas
haviam descrito a primeira multiplicação dos pães (Mt.14,13-21; Mc.6,34-44; Lc.9,12-17) e dois deles
como andou Jesus sobre as águas em seguida àqueles milagres (Mt.14,22-34; Mc.6,45-53) e, todavia,
São João volta a referir-se sobre esses acontecimentos (Jo.6,1-21), sem dúvida alguma não só para
tornar mais inteligíveis as palavras de Jesus relativas aos pães multiplicados por Ele, como também
para indicar-nos a preparação psicológica que o Senhor se dignou dar aos seus apóstolos, mostrando-
lhes o seu poder e chamando a sua atenção sobre as propriedades singulares que Ele podia fazer
desfrutar seu Corpo, a fim de que eles pudessem receber melhor a inaudita promessa.[65]

Partindo do milagre da multiplicação dos pães (Jo.6,1-15), começa Jesus convidando seus
ouvintes a que trabalhem não por um alimento perecível mas por aquele que dura até a vida eterna
(Jo.7,27)[66], que é superior ao maná (Jo.6,31-33; 6,49; 6,58), que é o próprio Cristo — o pão da vida
— isto é, a carne e o sangue de Cristo que, verdadeira comida e verdadeira bebida, dão a vida eterna
pela união com a vida do próprio Cristo [“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece
em Mim e Eu nele” (Jo.6,56)]. Insiste Jesus na fé como disposição fundamental e como força da alma
para compreender e viver a realidade eucarística.[67]

A realidade da Eucaristia como comida e bebida, do Corpo e do Sangue do Senhor, está afirmada
em termos peremptórios a ponto de empregar (nos versículos 54 e 56[68]), para falar de comer, uma
palavra mais realista que significa literalmente mastigar [que é palavra sumamente rara e que não
aparece na versão grega do Antigo Testamento, chamada dos setenta, nem no Novo Testamento, a não
ser nesta passagem de São João (Cap.6), em Jo.13,18 e em Mt.24,38], e a ponto de reforçar Jesus o
sentido de comida e de bebida dizendo "verdadeira comida" e "verdadeira bebida" (v55[69] ou 56). E,
além disso, esta realidade eucarística é posta em evidência pelo fato de que os ouvintes de Jesus O
interpretaram neste sentido e por isso se escandalizaram, não conseguindo compreender como podia o
Senhor dar-lhes a sua Carne para comer (v52 ou 53); e Jesus não desautorizou tal interpretação, como
deveria fazê-lo tratando-se de um ponto tão importante e de tantas conseqüências, mas, ao contrário,
confirmou o que havia dito com expressões as mais realistas (vv. 53-58 ou 54-59). Outrossim, quando
muitos dentre os seus próprios discípulos murmuravam como era “dura” (v.60 ou 61) essa linguagem e
inclusive se afastaram de Jesus (v.66 ou 67), o Mestre não disse aos seus doze apóstolos: entendei bem
as coisas e não vos assusteis, pois o que lhes disse é uma figura ou um simbolismo, mas apenas lhes
perguntou simplesmente se também eles queriam se retirar (v.67 ou 68).[70]
Continuando seu discurso eucarístico, Jesus promete com toda clareza que sua Carne eucarística
dará imortalidade a quem a coma; não imortalidade corporal, mas sim ressurreição (v54 ou 55), para
nunca mais morrer de novo. Este é um dos pensamentos que, com mais carinho, foi recolhido já nos
primeiros documentos da tradição cristã na luta contra os hereges que acreditavam que a carne era,
em si mesma, má e incapaz de ressuscitar para uma vida sem fim.[71]

Diz o Evangelho de São João, no capítulo 6, versículos 47 a 58[72], que:

“47 Em verdade, em verdade, vos digo: Quem crê tem a vida eterna. 48 Eu sou o
PÃO da VIDA. 49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. 50 O pão que
desceu do céu é tal que quem come dele não morre. 51 Eu sou o PÃO VIVO QUE DESCI
DO CÉU.[73] Se alguém comer deste pão viverá eternamente; e o PÃO, QUE EU DAREI, É
A MINHA CARNE, para a vida do mundo”.

52 Mas os judeus discutiam entre si dizendo: “Como pode este dar-nos a sua carne
para comer?”

53 “Em verdade, em verdade, vos digo, respondeu-lhes Jesus: Se não comerdes


a carne do Filho do homem e beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem
come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no
último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é
verdadeiramente bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece
em Mim e Eu nele. 57 Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, assim
quem Me come, também viverá por Mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como
aquele que vossos pais comeram e morreram. QUEM COME DESTE PÃO VIVERÁ
ETERNAMENTE”.[74]

Afirma, assim, Nosso Senhor Jesus Cristo que esse Pão — matéria do novo sacrifício que Ele já
havia anunciado — e que Ele irá dar — será sua Carne e uma verdadeira comida, assim como seu Sangue
uma verdadeira bebida, para a vida do mundo.[75]

Aproxima-se hora do Novo Sacrifício; pão e vinho serão transformados, isto é, serão
transubstanciados no Corpo e no Sangue de Jesus e essa Vítima, pura e sem mancha, será ofertada à
majestade do Altíssimo[76], quando Ele, Jesus, oferecer ao Pai, pela primeira vez, na Última Ceia, o
Sacrifício da Nova Aliança, quando Ele fará, também, que os Apóstolos participem da consumação da
Sagrada Vítima.

JESUS CRISTO vai instituir —mistério dos mistérios— a EUCARISTIA: SACRIFÍCIO e


SACRAMENTO.

11

JESUS CRISTO OFERECE - ANTES DA CRUZ - O NOVO SACRIFÍCIO


O Novo Testamento oferece-nos quatro relatos sobre a instituição do Sacrifício da Nova Aliança:
os dos três Evangelhos sinópticos e o de São Paulo em sua primeira carta aos Coríntios. Os quatro
coincidem inteiramente em relatar que Jesus, na véspera de sua morte, fez do pão e do vinho seu próprio
Corpo e seu próprio Sangue.[77]

A simplicidade das palavras de Jesus foi extrema: ESTE É O MEU CORPO; ESTE É O MEU
SANGUE[78]; a mesma simplicidade com que é dito no Gênesis, quando Deus criou o mundo, que Ele o
fez dizendo: QUE ASSIM SE FAÇA[79].

Porém a inteligência humana experimenta uma vertigem ao acercar-se a este abismo, ou melhor,
a este mistério: o pão convertido no verdadeiro Corpo de Jesus, de modo tão real que, como logo dirá
Cirilonas, naquela Última Ceia Jesus se levava a Si mesmo em suas mãos.[80]

Todavia, é preciso considerar que os Apóstolos já haviam conhecido esta infalível eficácia da
palavra do Salvador ao ser aplicada sobre a matéria inanimada: cala, emudece, havia dito encarando o
mar, e amainou o vento e seguiu-se uma grande bonança {Mc.4,39}. Além disso, o poder de Jesus sobre
o pão havia sido mostrado de forma patente e concretamente aos Apóstolos nas milagrosas
multiplicações do pão {Jo.6,1-15; Mt.15,32-39} e sobre o vinho quando Jesus fez da água vinho, em
Caná {Jo.2,1-11}. Por outro lado, com relação ao próprio Corpo de Jesus, já sabiam os Apóstolos que o
mesmo facilmente se libertava das leis a que estavam sujeitos os demais corpos, como o haviam
comprovado quando Jesus andou sobre as águas do mar {Jo.6,16-21} e no episódio da transfiguração
{Mt.17,1-9}.[81]

Psicologicamente o que mais diretamente obrigava os Apóstolos a entender as palavras de Jesus


tal como foram ditas: ESTE É O MEU CORPO, ESTE É O MEU SANGUE, era a promessa que lhes havia
feito, com termos tão claros, de dar-lhes a comer a sua Carne e de dar-lhes a beber o seu Sangue. Aos
Apóstolos era impossível esquecer aquela promessa, que em si mesma já era admirável, mas que,
ademais, havia significado para eles o momento crucial em sua decisão de seguir acompanhando-O,
enquanto que muitos discípulos haviam, então, se separado de Jesus {Jo.6,67-70[82]}.[83]

Jesus Cristo, na Última Ceia, transubstanciou então o pão e o vinho em seu Corpo e em seu
Sangue e, em seguida, ofereceu-Se em sacrifício.

Este caráter de sacrifício está manifestamente indicado na Sagrada Escritura. Encontramos, com
efeito, expressões típicas de sacrifício, principalmente a respeito do Sangue, o qual é ditoderramado por
muitos em remissão dos pecados {Mt.26,28} e que é chamado Sangue do Testamento {Mt.26,28;
Mc.14,24} ou do Novo Testamento[84] {Lc.22,20; 1Cor.11,25}, palavras estas que na doutrina do
Antigo e do Novo Testamento têm sentido próprio de sacrifício. Este sacrifício tem necessária e íntima
relação com o sacrifício que Jesus vai oferecer no dia seguinte na Cruz, mas que aqui aparece oferecido
na própria Ceia, como o provam suficientemente os particípios Corpo “dado” {Lc.22,19} e Sangue
“derramado” {Mt.26,28; Mc.14,24; e Lc.22,20} que são particípios presentes e também porque se acaba
de falar do Corpo e do Sangue no indicativo presente "é"[85]. Um argumento ainda mais forte advem
do relato de São Lucas quando diz que o cálice[86] é derramado {Lc.22,20} porque assim fica bem
mais claro que não se trata do Sangue derramado na Cruz mas sim do Sangue contido no cálice. Trata-
se, portanto, do sacrifício oferecido por Jesus na Última Ceia em indissolúvel união com
o sacrifício oferecido na Cruz[87], pois, tanto na Ceia como na Cruz trata-se do Sacrifício do Corpo
e do Sangue de Jesus.

E este sacrifício, que Jesus Cristo institui imediatamente antes de ir se oferecer sobre a Cruz, Ele
o instituiu por amor[88]: “Jesus que tinha amado os seus que estavam no mundo amou-os até o fim”
{Jo.13,1)[89].

E certamente era preciso um enorme poder e um amor infinito para transformar o pão e o vinho
em seu Corpo e em seu Sangue e para fazer antes de sua morte, por antecipação, uma efusão de seu
Sangue[90]: “ESTE É O MEU CORPO QUE É DADO POR VÓS...ESTE CÁLICE DA NOVA ALIANÇA É O MEU
SANGUE QUE É DERRAMADO POR VÓS” {Lc.22,19-20}; efusão real e misteriosa no corpo e no coração
dos comungantes antes deste Sangue sair visivelmente de seu Corpo sobre a Cruz[91].

Nosso Senhor Jesus Cristo havia instituído a Eucaristia; havia sido oferecido o primeiro Sacrifício
e entregue aos convidados a primeira Comunhão.

E, mais ainda, pois além de instituir, Nosso Senhor perpetuou este Sacrifício ao ordenar: hoc
facite! {Lc.22,19}.

“FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”.

12

O SACRIFÍCIO DA CRUZ

A Sagrada Escritura e a Tradição, junto com as declarações solenes do Magistério Eclesiástico,


nos ensinam como dogma de fé que, na Cruz, Jesus Cristo ofereceu ao Pai, ofendido por nossos pecados,
um verdadeiro e autêntico sacrifício.[92]

Nos infelizes tempos de irreligiosidade, que haviam antecedido a chegada do Messias, Jesus
Cristo, que era a verdade de todas as figuras, vem se oferecer a Si mesmo, e suprir assim a imperfeição
de todos os antigos sacrifícios.[93]

Com efeito, Jesus Cristo predisse por duas vezes a sua Paixão[94] e em uma dessas ocasiões Ele
diz: “É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos
príncipes dos sacerdotes e escribas, que seja morto, e ressuscite ao terceiro dia (Lc.9,22)”.[95]

“Não encontrando coisa alguma no mundo, diz Santo Agostinho, que fosse bastante pura para
oferecer a Deus, Ele se ofereceu a Si mesmo. E é por esta oblação, que será permanente e eterna, que
os homens foram santificados (Hebr.10,10; 10,14). Porque Ele se ofereceu uma vez e para sempre
(Hebr.10,14; 10,10). Sua vida foi um contínuo sacrifício até que Ele, na Cruz, tivesse derramado todo
seu Sangue. Então, a figura dos sacrifícios sangrentos de Aarão foi substituída; e todos os sacrifícios,
que deviam ser multiplicados por causa de suas imperfeições, desapareceram, para que os fiéis recorram
apenas ao único e verdadeiro sacrifício de nosso divino Mediador, que é o sacrifício que expia os
pecados”.[96]

E São Paulo, em sua carta aos Hebreus, demonstra a superioridade do Sacrifício de Cristo sobre
os da Antiga Aliança:

“É verdade que a primeira Aliança teve também regulamentos relativos ao culto e


um santuário temporal. Com efeito, foi construído o tabernáculo com uma parte anterior,
chamada o ‘santo’, na qual estavam o candelabro, a mesa e os pães da proposição. Por
trás do segundo véu, havia um tabernáculo, que se chama o ‘santo dos santos’, contendo
um turíbulo de ouro e a Arca da Aliança, coberta de ouro por todos os lados. E nela havia
uma urna de ouro, com o maná, a vara de Aarão que tinha florescido, e as tábuas da
aliança. E sobre elas estavam os querubins da glória, que cobriam o propiciatório. Mas não
cabe aqui falarmos destas coisas pormenorizadamente. Dispostas assim estas coisas, os
sacerdotes entravam em qualquer tempo no primeiro tabernáculo, para desempenhar as
funções do culto. Mas no segundo o pontífice só entrava uma vez no ano, não sem sangue,
que oferecia pelos seus pecados e pelos do povo[97]. Com isto o Espírito Santo mostra
que o caminho do santuário não estava ainda franqueado, enquanto subsistisse o primeiro
tabernáculo. Isto é uma figura do tempo presente. Ela significa que as oblações e
sacrifícios então oferecidos não podiam purificar a consciência de quem prestava o culto.
Com efeito, eles constavam somente de comidas e bebidas[98], e de diversas abluções e
cerimônias carnais, impostas até o tempo da restauração” (Hebr.9,1-10).[99]

(Valor do sacrifício do Cristo)

A seguir (Hebr.9,11-15), o Apóstolo contrapõe aos sacrifícios antigos, inferiores e ineficazes, o


Sacrifício de Cristo, que penetrou o céu (v.11) com seu sangue (v.12) e nos purificou do pecado (v.14),
tornando-se o Mediador da Nova Aliança (v.15)[100]:

“11 Mas Cristo veio como Pontífice dos bens futuros; e passando por um
tabernáculo mais excelente e perfeito, não feito por mão de homem, isto é, não deste
mundo, 12 entrou no Santo dos Santos não pelo sangue de bodes ou de bezerros, mas
pelo seu próprio Sangue, e de uma vez para sempre, porque alcançou a Redenção eterna.
13 Com efeito, se o sangue dos cabritos e dos touros bem como a cinza duma novilha,
com que se aspergem os impuros, os santifica quanto à pureza do corpo, 14 quanto mais
o Sangue de Cristo, que pelo Espírito Santo se ofereceu a Si mesmo, sem mácula, a Deus,
não purificará a nossa consciência das obras da morte, para servirmos ao Deus vivo?”[101]

“15 E por isso Ele é o Mediador da Nova Aliança: morrendo para resgatar os
pecados cometidos sob a primeira Aliança, quis que recebessem a herança eterna os
escolhidos, a quem foi prometida, em Jesus Cristo, Nosso Senhor” (Hebr.9,15).[102]

De fato, as oblações da antiga Aliança não agradavam a Deus[103] e, assim sendo, São Paulo,
na mesma Epístola aos Hebreus, diz:
“Por isso é que, entrando no mundo, Cristo diz[104]: Tu não quiseste hóstia nem
oblação, mas me deste um corpo. Os holocaustos pelo pecado não te agradaram. Então
disse Eu: Eis que venho para fazer, ó Deus, a tua vontade, como está escrito de Mim no
cabeçalho do livro” (Hebr.10,5-7).[105]

E continua São Paulo:

“Primeiro disse: não quiseste hóstias, oblações e holocaustos pelo pecado, nem te
agradas deles: são coisas que se oferecem segundo a lei. Depois acrescentou: Eis que eu
venho para fazer, ó Deus, a tua vontade. Aboliu o primeiro para estabelecer o segundo.
Por essa vontade é que somos santificados, pela oblação do Corpo de Jesus Cristo, uma
vez para sempre” (Hebr.10,8-10).[106]

E é em Jesus Cristo que encontramos realmente, nesse único santificador, tudo aquilo que nós
podemos desejar e considerar em todos os sacrifícios: Deus a quem se deve oferecer, o sacerdote que
oferece e o dom que se deve ofertar. Porque este divino Mediador, Sacerdote e Vítima, é um com Deus
a quem Ele oferece; e que está reunido, ou, mais ainda, que se fez um com todos os fiéis que Ele oferece
para os reconciliar com Deus. É certo que, na cruz, Ele foi ao mesmo tempo Sacerdote e Vítima[107].
Os judeus e os gentios que o mataram foram os seus carrascos e não os seus sacrificadores[108]; foi
então Ele quem se ofereceu em sacrifício e quem nos ofereceu com Ele sobre a cruz.[109]

Com este sacrifício deu Jesus Cristo, e em Jesus Cristo o gênero humano também, ao Pai uma
adoração, uma ação de graças, uma expiação infinitas; apresentou uma impetração de valor infinito,
ficamos redimidos de nossos pecados; foi o Pai satisfeito por todas as maldades dos homens com
satisfação condigna e superabundante; foi o Pai amado e glorificado com amor infinito e com infinita
glorificação. Por Jesus Cristo e em Jesus Cristo damos à Augusta Trindade mais honra do que aquilo que
Lhe tiramos pelo pecado de Adão e por quantos pecados adicionaram os homens. O Sacrifício de Jesus
é o momento culminante da criação.[110]

Felizmente este momento foi perpetuado[111]; foi perpetuado na herança que o Senhor nos
deixou ao instituir, na Última Ceia, um sacrifício visível: “fazei isto em memória de Mim”; um
sacrifício para dar continuidade, ao longo dos séculos e até o fim dos tempos, ao Sacrifício da Cruz; um
sacrifício incruento no qual Nosso Senhor Jesus Cristo é o oferente principal e também a própria vítima;
um sacrifício que faz chegar até nós — e aos que virão depois de nós — as graças salvadoras do Sacrifício
do Calvário. Tal sacrifício é o Santo Sacrifício da Missa, que é o mesmoSacrifício da Cruz
sacramentalmente transportado para os nossos altares, e é, por isso mesmo, a nossa maior
herança.[112]

13

O SACRIFÍCIO DA CRUZ É ÚNICO. POR QUE RENOVÁ-LO?


Diz São Paulo que é pela vontade de Deus que “somos santificados, pela oblação do Corpo de
Jesus, uma vez para sempre” (Hebr.10,10)[113], mas, antes, foi dito que o Sacrifício da Cruz foi
perpetuado. Aprofundemos, pois, um pouco mais esta questão.

O Sacrifício do Calvário é único e basta para render a Deus toda honra e glória e para obter para
os homens a graça; todavia esse Sacrifício, fonte única de todo o bem superior, Deus o quis tornar
presente em todas as gerações de homens que se sucederão ao longo de todos os séculos até o fim do
mundo, como já havia profetizado o profeta Malaquias: “Eis que em todo lugar se oferece a Deus
uma oblação pura”.[114]

É certíssimo que Cristo operou a Redenção do mundo em um ato único e que Ele morreu uma só
vez. Por sua morte, logrou Cristo a salvação para todos os homens. Esta é a doutrina da Igreja; Cristo
morreu, portanto, para todos. No entanto, isso não quer dizer que todos os homens sejam salvos. Ao
contrário, Cristo nos disse que muitos irão ao fogo eterno.[115]

A Paixão de Cristo é causa universal de salvação e uma causa universal deve ser aplicada aos
casos individuais. Ora, os méritos da Paixão de Cristo nos são aplicados precisamente pela renovação do
Sacrifício da Cruz que é continuado no santo Sacrifício da Missa.[116]

Eis um exemplo. Ainda que uma fonte seja suficientemente abundante para satisfazer as
necessidades de toda uma cidade, ainda será preciso captar essa fonte e transportar a água até a porta
de cada habitante, senão, apesar da fonte, pode-se vir a morrer de sede. Assim, por sua Paixão, Cristo
abriu a fonte de todo o bem espiritual. Todavia, isso não basta para que efetivamente participemos dessa
fonte, pois é preciso que a aplicação de seus frutos se faça para cada um de nós.[117] Essa é a obra do
Sacrifício da Missa.

O Sacrifício da Missa, Sacrifício da Cruz sacramentalmente trazido para os nossos altares, é


necessário para que os frutos da Paixão cheguem até nós.[118]

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14

O SACRIFÍCIO DA CRUZ E SUAS MODALIDADES

O Sacrifício da Cruz — fonte original de todas as fontes de graças — foi perpetuado no


Santo Sacrifício da Missa que é o mesmo sacrifício que Jesus Cristo instituiu e ofereceu na Última
Ceia, quando Ele, na véspera de sua Paixão, ordenou aos Apóstolos oferecerem o sacrifício do seu Corpo
e do seu Sangue:

“Fazei isto em memória de Mim”.

Na Última Ceia o Sacrifício da Cruz foi antecipado e não só foi este sacrifício ali oferecido como
foi instituído o modo segundo o qual devia ser celebrado, depois do Calvário, até o fim dos tempos.
Na Missa o Sacrifício da Cruz é sacramentalmente transportado para o altar, ao ser realizado
conforme o modo estabelecido por Jesus na Última Ceia.

Há, pois, três modalidades, mas um único sacrifício: o Sacrifício da Ceia é o próprio Sacrifício
da Cruz que é o mesmo Sacrifício da Missa.

15

O SACRIFÍCIO DA MISSA

O Sacrifício da Missa é a continuação — no tempo e no espaço — do Sacrifício da Cruz[119]; no


Altar é oferecida a mesma Vítima que foi imolada no Calvário, isto é, o próprio Cristo; uma Vítima que
está fisicamente presente, que tem uma Presença Real ainda que sacramental, pois está escondida sob
as aparências do pão e do vinho. Só a maneira de oferecer é diferente: no Calvário a imolação é
sangrenta, na Missa a imolação reproduz-se sacramentalmente, isto é, por um sinal sacramental, a Deus
reservado, que produz e realiza o que significa. A separação das oblatas é sinal sagrado que significa a
morte de Cristo na Missa.[120]

No sacrifício de animais da Antiga Aliança, a separação do corpo e do sangue significa a morte da


vítima; no Sacrifício da Nova Aliança, a separação do pão e do vinho consagrados significa
sacramentalmente a morte da Vítima: Cristo.[121]

No Sacrifício da Missa, o sacerdote sacrificador também é Cristo, que perpetua a oferenda


voluntária de seu sacrifício, mas, agora, Ele o faz pelos lábios de seus ministros, que são seus
instrumentos[122], que, agindo “in persona Christi”[123], atualizam a palavra como se o próprio Cristo
a pronunciasse. Com efeito, o sacerdote, pelas palavras que ele pronuncia na Consagração, faz vir Deus
à terra[124]; quando fala o sacerdote é o próprio Cristo que fala e que opera o milagre[125], isto é, a
transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso
mesmo, os seus ministros devem fazer, por ocasião do Sacrifício da Missa, aquilo que Jesus Cristo fez
na Última Ceia, quando Ele antecipou, por assim dizer, o Sacrifício da Cruz.

Ao dizer “hoc facite” — fazei isto em memória de Mim[126]— Jesus Cristo não só estabeleceu o
mandato, como também instituiu “o que” e “como” devia ser oferecido o santo Sacrifício da Missa, por
“quem” devia faze-lo; de fato, para a validez duma Missa existem condições essenciais: a matéria e a
forma do sacramento, o sacerdote validamente ordenado e a intenção de fazer o que sempre fez a
Igreja[127]. Como “matéria” do sacramento Ele escolheu o pão e o vinho, como o havia feito
Melquisedeque, que são separados do uso comum e se tornam as oblatas[128]; a “forma” do sacramento
são as palavras que Jesus pronunciou na Última Ceia e, por elas, as oblatas são transubstanciadas no
Corpo e no Sangue do Senhor, o que torna a Vítima efetivamente presente e não apenas
simbolicamente[129]; e os sacerdotes são aqueles que foram separados da vida comum para servirem
ao Senhor e que, como sucessores dos Apóstolos, receberam o mandato de oferecer o santo Sacrifício
da Missa. E se tomarmos um bispo qualquer de nossos tempos, podemos reconstituir a fila ininterrupta
que pode ser assim imaginada: mãos antigas impostas em cabeças novas, e outras mãos mais antigas
pousadas em outras cabeças, até o dia em que os primeiros Apóstolos receberam de Cristo a primeira
sagração episcopal[130]; e por isso mesmo: “nunca se verá faltar os sacerdotes e os sacrifícios”, como
predisse Jeremias[131].

E o Sacrifício da Missa, que será oferecido, até o fim dos tempos, e “em toda parte”[132] pelo
“sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque”[133], por meio de seus ministros, é ofertado a
Deus com os seguintes fins:

 para adorá-Lo[134], para honrá-Lo como convém, e sob este ponto de vista o sacrifício é
LATRÊUTICO[135];

 para Lhe dar graças pelos benefícios recebidos, e sob este ponto de vista o sacrifício é
EUCARÍSTICO;

 para aplacá-Lo, dar-Lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, para sufragar as almas
do Purgatório, e sob este ponto de vista o sacrifício é PROPICIATÓRIO[136]; [137]e

 para alcançar todas as graças que nos são necessárias, e sob este ponto de vista o sacrifício
é IMPETRATÓRIO[138].[139]

Temos, assim, o único Sacrifício da Nova Aliança substituindo todos os sacrifícios da Antiga
Aliança, os quais não agradavam a Deus.[140]

16

O SACRIFÍCIO DA MISSA NÃO É A MISSA

Convém esclarecer que o Sacrifício da Missa e a Missa não constituem uma só e mesma coisa,
mas o sacrifício se efetua na Missa.[141]

De fato, é na dupla Consagração que se realiza o Sacrifício; é nesse rito, prescrito pelo Senhor,
que se renova sacramentalmente o Sacrifício do Calvário.[142]

Jesus Cristo é, portanto, Ele mesmo, o autor da Missa naquilo que ela tem de essencial.[143]

É a Igreja que, por sua vez, institui os ritos da Missa para magnificar o Sacrifício do Senhor e
para explicitar seu mistério e dispor, desse modo, os espíritos aos sentimentos de adoração e de
devoção.[144]

17

O SACRIFÍCIO DA MISSA É REALIZADO NA DUPLA CONSAGRAÇÃO

O autor do “De Sacramentis”, atribuído a Santo Ambrósio (+397), diz que a mudança, ou melhor,
a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor se dá no momento que são
pronunciadas as palavras de Jesus Cristo.[145]
Santo Ambrósio, no tratado “Dos Iniciados”, que é incontestavelmente de sua autoria, pronuncia-
se quase que com os mesmos termos sobre tal mudança[146] e assinala que a benção tem mais força
que a natureza, porque a benção muda mesmo a natureza.[147]

Ainda que apenas a benção ou apenas a prece de Jesus Cristo possa, sem dúvida, produzir a
mudança do pão em seu Corpo, como apenas a Sua vontade modificou a água em vinho nas bodas de
Caná, ou como a Sua benção multiplicou os pães, os Padres nos dizem sem qualquer ambigüidade que
Jesus consagrou seu Corpo com estas palavras: Isto é o meu Corpo. Jesus Cristo tomando o pão, diz
Tertuliano, e o dando aos seus discípulos, Ele o fez seu Corpo ao dizer: Isto é o meu Corpo. Santo
Ambrósio, Santo Agostinho falaram a mesma coisa e é assim que a Igreja deseja que nós falemos.[148]

(A intenção da Igreja deve ser manifestada)

E sobre a Consagração que se faz todos os dias sobre os nossos altares, também deve ser dito
que a Igreja deve fazer aquilo que Jesus Cristo fez. É uma ordem: hoc facite, fazei isto em memória de
Mim. Ora, Jesus Cristo rezou, benzeu e pronunciou estas palavras: Isto é o meu Corpo; é necessário,
pois, rezar, benzer e pronunciar estas mesmas palavras. Estas preces, que o sacerdote deve dizer,
vieram da mais alta tradição a todas as grandes Igrejas. São Basílio (+379) desejando mostrar que há
dogmas não escritos diz: “Quem é este que nos deixou por escrito as palavras que servem para
a consagração da Eucaristia?” porque, prossegue ele, “nós não nos contentamos com as palavras que
são relatadas pelo Apóstolo e pelos Evangelistas; mas nós acrescentamos outras antes e depois, como
tendo bastante força para os mistérios, as quais nós aprendemos nessa doutrina não escrita”.[149]

São Justino, que escreveu 40 anos depois da morte de São João[150], por sua vez, diz que “nós
sabemos que estes alimentos, destinados à nossa alimentação comum, são modificados pelas preces no
Corpo e no Sangue de Jesus Cristo”, porque de fato essas preces contêm as palavras de Jesus Cristo e
tudo aquilo que as deve acompanhar.[151]

O que isto quer dizer? que as preces da Igreja têm a mesma virtude que as palavras de Cristo?
Não é isso que os Padres e os Concílios querem que nós entendamos, já que eles nos dizem abertamente,
em diversos lugares, que as palavras de Jesus Cristo contêm essencialmente a virtude que modifica as
dádivas (as ofertas, os dons) em seu Corpo e em seu Sangue, como o Concílio de Florença declarou
depois deles e como a Igreja do Oriente o reconheceu, de acordo mesmo com o relato daqueles que
permaneceram no cisma. Mas todos os antigos autores juntaram sempre, com desvelo, as preces da
Igreja às palavras de Jesus Cristo como tendo bastante força para a consagração, conforme a expressão
de São Basílio. E por que isto? porque nos sacramentos a intenção da Igreja deve ser
manifestada. Ora, as preces que acompanham as palavras de Jesus Cristo assinalam a intenção, os
desejos, e o que a Igreja tem em vista ao fazer pronunciar tais palavras[152], pois isto[153] sem
aquilo[154], poderá ser considerado como uma leitura histórica. É a Igreja que, pela autoridade de
Jesus Cristo, consagra os padres aos quais Ela assinala o que eles devem fazer por ocasião da grande
ação do Sacrifício. O sacerdote é o ministro de Jesus Cristo e da Igreja e ele deve falar pela pessoa de
Jesus Cristo e como representante da Igreja. Ele começa em nome da Igreja invocando o Todo-Poderoso
para que atue sobre o pão e o vinho, a fim de que eles sejam transubstanciados no Corpo e no Sangue
de Jesus Cristo; e, depois disso, como ministro de Jesus Cristo, ele não fala mais em seu nome, dizem
os Padres. Ele pronuncia as palavras de Jesus Cristo e, conseqüentemente, é a palavra de Jesus Cristo
que consagra; isto é, a palavra d`Aquele por quem todas as coisas foram feitas. Assim, é Jesus Cristo
quem consagra, como dizem várias vezes São Crisóstomo e os outros Padres; mas Ele o faz pela boca e
pelas preces dos sacerdotes, como diz São Jerônimo.[155]

Admiremos, pois, todas as palavras sagradas que os padres pronunciam e digamos com
São João Crisóstomo (+407) em seu terceiro livro do Sacerdócio: “Quando vocês vêm o sacerdote
aplicado ao Santo Sacrifício, fazendo as suas preces, envolvido pelo povo santo, que foi lavado pelo
precioso Sangue, e o divino Salvador que se imola sobre o altar, pensam vocês que estão ainda sobre a
terra? não acreditam vocês estarem elevados até o céu? ó milagre! ó bondade! Aquele que está sentado
à direita do Pai encontra-se por um momento entre nossas mãos e vai se dar àqueles que o querem
receber”.[156]

Assim, a doutrina da Igreja que nos assegura que ao serem ditas as palavras da Consagração,
quando se dá a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, Jesus Cristo está
realmente, está fisicamente presente no Altar, trazido a terra pelo sacerdote, e que Ele se oferece em
verdadeiro sacrifício, não é uma doutrina tardia (como disse -e ainda diz- a heresia protestante e como
o diz agora a heresia progressista), mas é, na verdade, a mesma doutrina que foi pregada pelos
Apóstolos, por São Paulo e pelos primeiros Santos Padres da Igreja.

18

O SACRIFÍCIO DA MISSA SEGUNDO SÃO PAULO

São João não se refere em seu Evangelho à instituição da Sagrada Eucaristia. Neste ponto o
Apóstolo não sentiu haver necessidade de completar os evangelhos sinópticos, os quais, todavia, havia
completado magnificamente com o discurso de Jesus prometendo a Eucaristia.[157]

Quando o discípulo amado compôs o seu Evangelho, já havia muitos anos que as comunidades
cristãs vinham celebrando a Eucaristia do Corpo e do Sangue do Senhor, como nos testemunham as
cartas de São Paulo e os Atos dos Apóstolos.[158]

Podemos deduzir, pois, que São João entendeu que não era necessário acrescentar coisa alguma
à doutrina do Apóstolo dos gentios.

Em duas passagens de sua primeira Carta aos fiéis de Corinto, fala São Paulo da Eucaristia. A
data desta carta deve ser colocada provavelmente na páscoa do ano 56. Note-se a importância de tal
documento, ainda que do ponto de vista meramente histórico, distante pouco mais de vinte (20) anos
da instituição da Eucaristia na Última Ceia. Esta Carta só teria como anterior a ela, entre os escritos do
Novo Testamento, quando muito, o Evangelho de São Mateus.[159]

São Paulo faz, no capítulo 10, uma alusão à Eucaristia quando se refere ao maná (Ex.16,15) e à
água que por duas vezes jorrou do rochedo (Ex.17,6):
“3 e todos comeram da mesma comida espiritual; 4 e todos beberam da mesma bebida
espiritual (pois eles bebiam da pedra espiritual que os acompanhava - e a pedra era Cristo)”.[160]

E referindo-se a Cristo como pedra, designação dada a Javeh no Antigo Testamento, que ia
defendendo e ajudando seu povo através do deserto, São Paulo nos oferece um precioso testemunho da
divindade de Jesus Cristo.[161]

(O Sacrifício Eucarístico segundo São Paulo)

Na segunda passagem, São Paulo é inteiramente explícito em relação à Eucaristia. Para que os
Coríntios fiquem muito longe da idolatria o Apóstolo lhes propõe este argumento[162]: por meio das
carnes imoladas entra aquele que as come em comunhão com aquele a quem se oferece o sacrifício; os
sacrifícios oferecidos aos ídolos, na realidade, são oferecidos aos demônios e aquele que em um banquete
sacrifical participa das vítimas que lhes são oferecidas entra em comunhão com os demônios[163]; da
mesma forma que aquele que participa das vítimas oferecidas no altar do antigo Israel entra em
comunhão com esse altar, e se não entra em comunhão com Javeh, a quem são oferecidos esses
sacrifícios, é porque já se rompeu a união segundo a carneentre Javeh e o velho Israel. Nós cristãos ao
participarmos do cálice e do pão, entramos em comunhão com o Corpo e o Sangue de Cristo [“O cálice
de bênção que consagramos não é, porventura, a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos
não é a comunhão do Corpo do Senhor?”[164]]. Não é, pois, possível participar da mesa do Senhor e
também participar da mesa dos demônios.[165]

O caráter de Sacrifício da Eucaristia é realçado com toda força nesta passagem pelo
paralelismo que São Paulo estabelece entre a Eucaristia, os sacrifícios pagãos e os sacrifícios israelíticos.
Além disso, acreditamos que há aqui também um argumento para a equiparação absoluta entre Jesus
Cristo e Deus, uma vez que São Paulo não sente necessidade de dizer, como pediria o paralelismo, que
a participação do pão e do cálice nos une a Deus, a quem se oferece o sacrifício, mas apenas lhe é
suficiente dizer que nos faz entrar em comunhão com o Corpo e o Sangue de Cristo.[166]

(A Presença Real)

Outra indicação fundamental, que se recolhe desta passagem de São Paulo [“O cálice de bênção
que consagramos não é, porventura, a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos não é a
comunhão do Corpo do Senhor?” (1Cor.10,16[167])], é que a Presença Real do Senhor fica
suficientemente estabelecida ao empregar São Paulo, sem atenuante algum, as expressõesSangue de
Cristo e Corpo de Cristo, as mesmas que utilizará no capítulo 11, em sentido tão realista.[168]

Nesse capítulo 11 de sua primeira Carta aos Coríntios (11,23-28), narra São Paulo a instituição
da Eucaristia na Última Ceia, conforme o Senhor lhe havia dado a conhecer, o que a seguir
transcrevemos:

“23 Recebi do Senhor - o que também vos transmiti que, na noite em que foi entregue,
o Senhor Jesus tomou o pão, 24 e, depois de ter dado graças, o partiu e disse: ‘Tomai e comei;
isto é o meu Corpo que é entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim’. 25 Do mesmo modo,
depois da Ceia, tomou também o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança no meu Sangue.
Todas as vezes que o beberdes, fazei isto em memória de Mim. 26 Pois todas as vezes que
comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha’. 27
Portanto, quem comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e
do Sangue do Senhor. 28 Examine-se, pois, o homem, e assim coma deste pão e beba deste
cálice. Porque quem come e bebe indignamente sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe
a sua própria condenação”.[169]

Diz, portanto, S. Paulo, a respeito da Presença Real do verdadeiro Corpo e do verdadeiro Sangue
do Senhor na Eucaristia[170], que se trata de comer o pão e de beber o cálice do Senhordignamente,
pois quem não o faz será réu do Corpo e do Sangue do Senhor... pois quem come e bebe sem discernir
o Corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Estas expressões tão reais, comentário de
São Paulo às palavras de Jesus na Última Ceia, não deixam lugar a dúvida sobre o fato que o pão e o
vinho a que se refere são realmente[171] o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo.[172]

(Continuação da doutrina de São Paulo)

A respeito da Eucaristia como sacrifício é também riquíssima de sentido esta afirmação de São
Paulo: “pois todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciareis a morte do
Senhor até que Ele venha” (1Cor.11,26). Trata-se, com efeito, de uma renovação objetiva do Sacrifício
da Cruz[173], continuação[174], por expresso mandato do Senhor, do Sacrifício da Última Ceia, na
qual Jesus falou do Corpo que era dado por nós e do cálice que era o Novo Testamento, a Nova Aliança
em seu Sangue (v24s). Por sua vez, este Sacrifício nos coloca diante da alegria esperançosa da vinda
triunfal do Salvador, imolado por nós para dar-nos a vida eterna, “até que Ele venha”.[175]

Acrescentamos, para completar a doutrina eucarística de São Paulo, a seguinte passagem de sua
Carta aos Hebreus (13,10)[176]:

“10 Nós temos um altar, do qual não podem comer os que servem no tabernáculo”.[177]

São Paulo insiste, nesta Carta aos Hebreus, que Jesus é sacerdote segundo a ordem de
Melquisedeque (5,6-10; 6,20; 7,11-15-17-21), que ofereceu pão e vinho, se bem que São Paulo não
faça menção expressa deste oferecimento de pão e vinho por parte de Melquisedeque; além disso, o
vocabulário de São Paulo nesta Carta é profundamente eucarístico (p. ex: 9,15.18ss; 10,16s.29; 12,24;
13,20). E as próprias palavras que emprega no versículo 10 acima transcrito, pois o Apóstolo fala
de altar, de comer e diz no presente temos, são uma prova do pensamento eucarístico do Apóstolo que
unia, sem poder dissociá-los, o Sacrifício da Cruz e sua continuação como sacrifício incruento no Sacrifício
do Altar.[178]

19

O SACRIFÍCIO DA MISSA SEGUNDO OS SANTOS PADRES DA IGREJA


“Do nascer ao pôr do sol, será oferecido a Mim, em todo lugar, um sacrifício, e será uma oblação
toda pura, porque o Meu nome é grande em todas as nações” (Mal.1,10-11).[179]

Não é possível deixar de considerar que os mais antigos doutores da Igreja: São Justino (+165),
São Irineu (+202), Tertuliano, São Cipriano (+258), etc, tenham aplicado esta profecia de Malaquias à
Eucaristia.[180]

Os primeiros santos Padres da Igreja nos fazem ver, de maneira irrefutável, que desde os
primeiros tempos do Cristianismo era oferecido a Deus (como o é ainda hoje) um sacrifício — o Santo
Sacrifício da Missa — o mesmo Sacrifício da Cruz —, isto é, a própria “Paixão do Salvador”; com
Presença Real da Sagrada Vítima[181]; sacrifício ofertado por aqueles a quem Nosso Senhor Jesus Cristo
havia concedido tal poder: “hoc facite!”. Senão vejamos:

(sobre SACRIFÍCIO)

SÃO PAULO

São Paulo, 20 anos depois da instituição da Eucaristia, escreve em sua primeira carta aos
Coríntios: “O cálice da benção que consagramos não é, porventura, a comunhão do Sangue de Cristo? E
o pão que partimos não é a comunhão do Corpo do Senhor?”.

E na sua carta aos Hebreus: “Nós temos um altar, do qual não podem comer os que servem no
tabernáculo”.

Ver também a subdivisão 18.

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA (+110)

A princípios do século II, Santo Inácio de Antioquia expressava a fé comum ao dizer que a
Eucaristia é “a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o
Pai ressuscitou por sua benignidade”.[182]

SÃO IRINEU (+202)

“Os Apóstolos receberam este Sacrifício de Jesus Cristo e a Igreja o recebeu dos Apóstolos e Ela
O oferece hoje, por toda parte, conforme a profecia de Malaquias”.[183]

SÃO CIPRIANO (+258)

“O Sacrifício que nós oferecemos é a mesma Paixão do Salvador”.[184]

“O pão e o vinho devem ser sempre a matéria do Sacrifício de Jesus Cristo e tornar-se-ão
seu Corpo e seu Sangue”.[185]

SÃO CIRILO de JERUSALÉM (+386)


São Cirilo de Jerusalém, nos meados do século IV, ao instruir os novos batizados sobre a
necessidade de rezar pelos mortos, já dizia: “Nós cremos que suas almas recebem um alívio muito
grande em virtude das preces que são oferecidas por eles no santo e temível Sacrifício do Altar”.[186]

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO (+407)

“Quando vocês vêm o sacerdote aplicado ao Santo Sacrifício, fazendo as suas preces, envolvido
pelo povo santo, que foi lavado pelo precioso Sangue, e o divino Salvador que se imola sobre o
altar, pensam vocês que estão ainda sobre a terra? não acreditam vocês estarem elevados até o céu?
Ó milagre! Ó bondade! Aquele que está sentado à direita do Pai encontra-se por um momento entre
nossas mãos e vai se dar àqueles que o querem receber”.[187]

SÃO JERÔNIMO (+420)

São Jerônimo, por sua vez, diz que Jesus Cristo “ensinou os Apóstolos a atreverem-se a dizer,
todos os dias, durante o Sacrifício do seu Corpo: Pai Nosso que estais no céu”.[188]

SANTO AGOSTINHO (+430)

Santo Agostinho falando a cerca do Sacrifício da Missa, em seu décimo sétimo livro da Cidade de
Deus, diz: “Este Sacrifício foi estabelecido para substituir todos os sacrifícios do Antigo
Testamento”.[189]

“Oferecemos por toda parte, sob o grande Pontífice Jesus Cristo, aquilo que ofereceu
Melquisedeque”.[190]

E é também Santo Agostinho quem nos explica maravilhosamente o versículo 7 do salmo 39:
“Vós não quisestes nem oblações nem sacrifícios”, ao escrever:

“E agora! ficamos nós sem sacrifício? Que Deus não permita. Escutemos a continuação da
profecia: ‘Mas me destes um Corpo’. Eis aqui uma nova vítima, e então o que é que Deus rejeitará?
As figuras. O que é que Deus aceitará e nos prescreverá para substituir as figuras? O Corpo que substitui
todas as figuras, o Corpo adorável de Jesus Cristo sobre nossos altares[191]; este Corpo que os fiéis
conhecem e que os catecúmenos não conhecem[192]. Este Corpo que nós recebemos, nós que O
conhecemos e que vós ireis conhecer, vós, catecúmenos, que não O conheceis ainda; e agrade a Deus
que quando vós O conheçais vós não O recebais jamais para a vossa condenação”.[193]

(sobre PRESENÇA REAL)

SÃO PAULO

Ver a subdivisão 18.

SÃO CIPRIANO (+258)


“O pão e o vinho devem ser sempre a matéria do Sacrifício de Jesus Cristo e tornar-se-ão seu
Corpo e seu Sangue”.[194]

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA (+110)

A princípios do século II, Santo Inácio de Antioquia expressava a fé comum ao dizer que a
Eucaristia é “a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o Pai
ressuscitou por sua benignidade”.[195]

“Esforçai-vos em realizar uma só Eucaristia, pois uma só é a Carne de Nosso Senhor Jesus Cristo
e um só é o cálice para nos unirmos em seu Sangue”.[196]

“Quero o pão de Deus que é a Carne de Jesus Cristo... e por bebida quero seu Sangue que é puro
amor”.[197]

SÃO JUSTINO (+165)

São Justino, que escreveu 40 anos depois da morte de São João[198], por sua vez, diz que “nós
sabemos que estes alimentos, destinados à nossa alimentação comum, são modificados pelas preces no
Corpo e no Sangue de Jesus Cristo”.[199]

“Este alimento se chama entre nós Eucaristia. Do qual nenhum outro é lícito participar senão ao
que crê que a nossa doutrina é verdadeira, e que tenha sido purificado com o batismo para o perdão dos
pecados e para a regeneração, e que vive como Jesus ensinou. Porque estas coisas não a tomamos como
pão ordinário nem como bebida ordinária, mas assim como o Verbo de Deus encarnado, Jesus Cristo
nosso Salvador, teve Carne e Sangue para a nossa salvação (na Cruz), assim também nos foi ensinado
que o alimento ‘eucaristizado’ pela palavra da oração vinda de Deus (na dupla consagração) é a Carne
e o Sangue daquele Jesus que se encarnou (Presença Real). Porque os Apóstolos, nos comentários por
eles compostos chamados Evangelhos, nos transmitiram que assim lhes havia sido mandado”.[200]

SANTO AMBRÓSIO (+397)

“Ele (Deus) nos alimenta realmente todos os dias deste sacramento da Paixão”.[201]

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO (+407)

“Quando vocês vêm o sacerdote aplicado ao Santo Sacrifício, fazendo as suas preces, envolvido
pelo povo santo, que foi lavado pelo precioso Sangue, e o divino Salvador que se imola sobre o altar,
pensam vocês que estão ainda sobre a terra? não acreditam vocês estarem elevados até o céu? ó
milagre! ó bondade! Aquele que está sentado à direita do Pai encontra-se por um momento entre nossas
mãos e vai se dar àqueles que o querem receber”.[202]

SANTO AGOSTINHO (+430)


Santo Agostinho, ao falar sobre a assiduidade de sua mãe ao Sacrifício do Altar, diz: “Nós
participamos deste altar divino, onde nós sabemos que é distribuída a vítima santa pela qual a
condenação foi apagada”.[203]

(sobre SACERDÓCIO MINISTERIAL)

SÃO JOÃO EVANGELHISTA

“(Vós) não sois do mundo e Eu vos escolhi e separei do mundo...”.[204]

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO (+407)

“Não foi homem, nem anjo, nem arcanjo e nenhuma outra potestade senão o próprio Paráclito
quem instituiu este ministério”.[205]

“Quando vês o Senhor sacrificado e humilde e o Sacerdote orando sobre a Vítima e a todos
aspergidos por aquele precioso Sangue, por que razão crês estar na terra entre os homens? Não penetras
imediatamente nos céus?”.[206]

As citações acima não exigem qualquer interpretação; elas mostram o que os Apóstolos
transmitiram aos seus sucessores e assim sucessivamente.

As figuras da Antiga Lei já haviam sido substituídas e com Santo Agostinho afirmamos que foram
substituídas pelo Sacrifício do Corpo adorável de Jesus Cristo oferecido sobre nossos altares; e sendo
este novo Sacrifício um aprimoramento do antigo sacrifício propiciatório, agora, sacerdote e fiéis devem
participar da consumação da Vítima.[207]

E com o Padre Le Brun dizemos que o Sacrifício da Nova Lei é o Sacrifício do Corpo de Jesus
Cristo, “oferecido e comido sobre nossos altares, por toda a terra”.[208]

O Sacrifício da Nova Lei é o Santo Sacrifício da Missa que é o mesmo Sacrifício da Cruz.[209]

20

O SACRIFÍCIO DA MISSA É O MESMO SACRIFÍCIO DA CRUZ

NA MISSA HÁ UM VERDADEIRO SACRIFÍCIO

Jesus Cristo usando o seu poder supremo para fazer a mudança do pão em seu Corpo, e do vinho
em seu Sangue (Presença Real), exerceu ao mesmo tempo, o seu poder sacerdotal, ao qual Ele não se
elevou de Si mesmo, diz S. Paulo (Hebr.5,5)[210], mas que Ele recebeu de seu Pai (“mas foi elevado
por Aquele que Lhe disse: Tu és meu Filho, Eu hoje te gerei”), para ser “sacerdote eternamente segundo
a ordem de Melquisedeque” (Hebr.5,6)[211]. Como seu sacerdócio é eterno, Ele oferecerá eternamente
este sacrifício, e Ele não terá um sucessor. Ele estará sempre sobre os nossos altares, ainda que
invisivelmente, o Sacerdote e o Dom, o oferente e a coisa ofertada, como diz Santo Agostinho[212]. Mas
para que este sacrifício seja visível, Ele estabeleceu como seus ministros os Apóstolos e os sucessores
dos Apóstolos, aos quais Ele deu na Última Ceia o poder de fazer aquilo que Ele acabara de fazer: fazei
isto em memória de Mim (Lc.22,19)[213], inclusive repetindo o mandato por ocasião da
transubstanciação do vinho em seu sangue, como registrou São Paulo (1Cor.11,25)[214]; e eles o têm
feito e eles o farão, sempre, todos os dias, em seu nome, por toda a terra: “Oferecemos por toda
parte, sob o grande Pontífice Jesus Cristo, aquilo que ofereceu Melquisedeque”, diz Santo Agostinho. E
para mostrar que este Sacrifício jamais terminará sobre a terra, Ele nos ordenou participar e anunciar a
sua morte até a Sua última vinda (1Cor.11,26)[215].

(Com consumação do Corpo e do Sangue da vítima)

O essencial do Sacrifício da Cruz consistiu na oblação que Jesus fez do seu Corpo[216] e, como
já foi dito, Ele continua a oferecer este mesmo Corpo sobre o altar; e, levando à sua derradeira perfeição
este divino Sacrifício (que no Calvário não podia ser comido pelos fiéis), Ele nos alimenta realmente
todos os dias com o sacramento da Paixão, como diz Santo Ambrósio (+397); a manducação da vítima,
que faltava no Altar da Cruz, faz a perfeição do sacrifício dos nossos altares. “Nós temos um altar”, diz
São Paulo (Hebr.13,10)[217], e é no altar da Igreja que esta manducação se efetua pela comunhão. A
mesma vítima é oferecida sobre o Calvário e sobre os nossos altares, mas no Calvário ela é apenas
oferecida, enquanto que na Missa ela é oferecida e distribuída, segundo a expressão de Santo Agostinho
ao falar sobre a assiduidade de sua mãe ao Sacrifício do Altar: Nós participamos deste altar divino, onde
nós sabemos que é distribuída a vítima santa pela qual a condenação foi apagada.[218]

E esta é a fé da Igreja: que Jesus Cristo está sentado a direita do Pai e está fisicamente presente,
tem uma Presença Real em todos os altares onde o santo Sacrifício da Missa é oferecido, e é o seu Corpo
e é o seu Sangue que nos são dados como alimento e bebida da alma:

“Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna...”[219].

COM PRESENÇA REAL DA VÍTIMA

A fé da Igreja na Presença Real de Jesus Cristo sob as espécies sacramentais eucarísticas é a fé


de todos os tempos.[220]

A princípios do século II, Santo Inácio de Antioquia (+110) expressava a fé comum ao dizer que
a Eucaristia é “a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o
Pai ressuscitou por sua benignidade”.

Nos começos da negação eucarística por parte de Berengário, o Concílio Romano do ano 1079 lhe
opôs a fé da Igreja: “...e que depois da consagração [o pão e o vinho] são o verdadeiro Corpo de Cristo,
(Corpo) que nasceu da Virgem e que, oferecido pela salvação do mundo, esteve pendurado na Cruz, e
que está sentado à direita do Pai, e [que o pão e o vinho] são o verdadeiro Sangue de Cristo que foi
derramado de seu lado”.
No tempo da maior negação da Eucaristia por parte dos protestantes, o Concílio de Trento
proclamava a mesma fé: “Ensina primeiramente o Santo Concílio e confessa aberta e simplesmente que
no venerável sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, debaixo das
aparências destas coisas sensíveis, se encerra Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro
homem, verdadeira, real[221] e substancialmente (Canon 1). Porque não há contradição entre o fato de
estar o Nosso Salvador, Ele mesmo, sempre sentado à mão direita do Pai no céu, conforme o seu modo
natural de existir, e que, não obstante, a sua substância esteja presente entre nós, em muitos outros
lugares, sacramentalmente, com aquele modo de existir, o qual, ainda que nós possamos apenas
exprimi-lo com palavras, podemos, contudo, alcançar com a razão iluminada pela fé e devemos crer
firmemente ser possível a Deus”.[222]

Mais recentemente, na grande Encíclica “Mediator Dei” sobre a Liturgia, temos, “uma vez mais,
uma idêntica profissão de fé: [com seu culto eucarístico] os fiéis cristãos atestam e solenemente
manifestam a fé da Igreja pela qual cremos que é o mesmo Verbo de Deus e Filho da Virgem Maria, que
padeceu na Cruz, que se esconde presente na Eucaristia e que reina nos céus”.[223]

E é Jesus Cristo — presente na Eucaristia — quem se oferece no Altar, como Ele se ofereceu
para morrer sobre a Cruz[224], mas agora, no Sacrifício da Missa, ele se oferece pelo ministério dos
sacerdotes[225].

E NUNCA SE VERÁ FALTAR OS SACRIFÍCIOS EM FUNÇÃO DO SACERDÓCIO MINISTERIAL

FAZEI ISTO! HOC FACITE![226] Ao dizer tais palavras, Jesus Cristo fez dos Apóstolos, e dos seus
sucessores, sacerdotes da Nova Aliança.

Os apóstolos, depois de orar, escolheram a Matias para o lugar de Judas (At.1,24-26)[227]; mais
adiante, também depois de orar, impuseram as mãos sobre sete novos auxiliares (Estevão, Felipe,
Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau); e por obra do Espírito Santo impuseram as mãos sobre
Saulo e Barnabé (At.13,2-3)[228]; e a palavra do Senhor se divulgava (At.6,5-7)[229]. São Paulo
constituiu Timóteo bispo de Éfeso[230] e a Tito bispo de Creta[231]; mãos antigas colocadas sobre
cabeças mais novas e assim sucessivamente[232]; e deste modo foram sendo escolhidos e nomeados
os sacerdotes da Nova Aliança.

São João Crisóstomo (354-407), chamado “doutor da Eucaristia”, diz que “não foi homem, nem
anjo, nem arcanjo e nenhuma outra potestade, senão o próprio Paráclito quem instituiu este
Ministério”[233], o Ministério dos Sacerdotes e, conseqüentemente, “nunca se verá faltar nem os
sacerdotes e nem os sacrifícios” (Jer.33,18).

O sacerdócio da Nova Aliança, com sacerdotes segundo a ordem de Melquisedeque, foi


estabelecido para ser oferecido, pelo Sacerdote Eterno, em toda parte, um Sacrifício puro e sem mancha,
como profetizou Malaquias, sacrifício este que foi instituído “para tomar o lugar de todos os sacrifícios
do Antigo Testamento”, como disse Santo Agostinho[234]: o Santo Sacrifício da Missa.
Assim, o Sacerdote, ao oferecer o Santo Sacrifício da Missa, apenas dá continuidade ao Sacrifício
da Cruz, uma vez que recebeu de Jesus Cristo a ordem formal, na véspera da sua morte[235], durante
a Última Ceia: fazei isto.

Se os sacerdotes oferecem tal sacrifício — o Santo Sacrifício da Missa — como ministros de Cristo
e da Igreja, também o oferecem os demais fiéis. Mas há entre aqueles e estes uma diferença essencial
que reside no caráter sacerdotal, que unicamente se imprime na alma pelo sacramento da Ordem que
dá ao sacerdote o poder de consagrar.[236]

Atendendo aos diversos aspectos, explica a doutrina da Igreja que a imolação incruenta pela qual
Cristo, em virtude das palavras da consagração, se faz presente sobre o altar em estado de vítima, não
a faz o sacerdote na qualidade de representante dos fiéis, senão que como representante de Jesus Cristo
mesmo.[237]

Apesar da diferença que existe entre o sacerdócio ministerial e o sacerdócio comum dos fiéis, os
assistentes, como dito acima, também oferecem o Santo Sacrifício da Missa; as pessoas reunidas diante
do altar unem-se a Jesus Cristo no oferecimento que é feito a Deus; oferecem a Deus a melhor dádiva
que Lhe pode ser ofertada: o sacrifício do seu próprio Filho, o qual substituiu todos os sacrifícios da
Antiga Lei que não agradavam a Deus. E os propósitos pelos quais este sacrifício é realizado são, sempre
foram e sempre serão os seguintes: adoração - agradecimento- satisfação pelos pecados e para a
salvação das almas - pelos vivos e pelos mortos - pelos presentes e ausentes - pela Santa Igreja Católica
- e - para receber as graças que precisamos

“ET INTROÍBO AD ALTÁRE DEI: AD DEUM QUI LAETÍFICAT JUVENTÚTEM MEAM”.


“E APROXIMAR-ME-EI DO ALTAR DE DEUS; PERANTE DEUS QUE É A ALEGRIA DA MINHA JUVENTUDE”.

21

SUBAMOS O CALVÁRIO

O Santo Sacrifício da Missa é o mesmo Sacrifício da Cruz e, por isso mesmo, a sua
celebração permite aplicar aos fiéis os méritos da Cruz, perpetuar esta fonte de graças no tempo e no
espaço. O Evangelho de São Mateus termina com estas palavras: “E eis que Eu estou convosco todos os
dias até a consumação dos séculos”[238].

Assim, cada vez que assistimos ao Sacrifício da Missa, subimos, em espírito, o Calvário, onde
nos sentimos ao lado da Mãe das Dores e de São João[239].

“Eu lá estava”, dizia Santo Agostinho.[240]

“Eu quero estar lá, no Calvário de nossos altares”, digamos nós.

Subamos o Calvário para dobrarmos os nossos joelhos, para nos curvarmos diante de Nosso
Senhor Jesus Cristo e Ele, fisicamente — realmente — presente, receberá as nossas ofertas e súplicas,
para levá-las, junto com seu Corpo e seu Sangue, como um suave aroma[241], ao altar celestial: a seu
Pai, nosso Deus Todo-Poderoso.

FIM

Reedição concluída a 13 de janeiro de 2001 - festa da Sagrada Família

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[1] - 08 - CONCÍLIO DE TRENTO - EXTRATO DE CANONES E DECRETOS - SEM DATA - “Imprimatur”


de 15-07-1953 - EDITORA VOZES - PETRÓPOLIS, Pag. 59 , n.937a

[2]- 01 - SACERDOTE CATÓLICO - “LA SANTA MISA Y LA NUEVA MISA” - Revista ROMA AETERNA
n.116, SET, 1990, Pag. 38/39

[3]- 11 - “TERCEIRO CATECISMO DA DOUTRINA CRISTÔ - 1976 - EDITORA VERA CRUZ, Pag. 113,
n.594

[4]- 11 - “TERCEIRO CATECISMO DA DOUTRINA CRISTÔ - 1976 - EDITORA VERA CRUZ, Pag. 113,
n.594

[5] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.9

[6] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O VATICANO
II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.10

[7] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.10

[8] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.10, nota 2: Gen.4,3-4

[9] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.10 nota 2: Gen.8,20

[10] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.11

[11] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 3
[12] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 3; ver também 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” -
1949 (primeira edição em 1716) - LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.11

[13] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.12

[14] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 3

[15] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.12. “Hóstia”, em latim, quer dizer “vítima” (Hostia, hostiae).

[16] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.12: Lev. 14 e 16

[17] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 297: Hebreus 13,11

[18] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.12: Lev. 6 e 7

[19] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.12

[20] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 3

[21] - Impetração: ação de obter as graças e as bençãos divinas; ver 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE -
“CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT. PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag.
P18 e 21.

[22] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 4

[23] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.12

[24] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.12

[25] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.13, nota2: Hebr.11
[26] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.13: Gen.8,21

[27] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.13

[28] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 4

[29] - 03 - DOM GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA -


BRUGES/BÉLGICA, Pag. 264

[30] - 03 - DOM GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA -


BRUGES/BÉLGICA, Pag. 136

[31] - 03 - DOM GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA -


BRUGES/BÉLGICA, Pag. 118

[32] - 03 - DOM GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA -


BRUGES/BÉLGICA, Pag. 130

[33] - Como será visto mais adiante.

[34] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 3

[35] - 109,4

[36] - Hebreus 5,6-10;6,20; 7,11; 7,15; 7,17

[37] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 3

[38] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 3

[39] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 3

[40] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 5: Gen.14,18-20

[41] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 3

[42] - Gen.14,18
[43] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 5

[44] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 5

[45] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O VATICANO
II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.10

[46] - 08 - CONCÍLIO DE TRENTO - EXTRATO DE CANONES E DECRETOS - SEM DATA - “Imprimatur”


de 15-07-1953 - EDITORA VOZES - PETRÓPOLIS, Pag. 60

[47] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES, n.35,
OCTOBRE, 1990, Pag. 3

[48] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 6

[49] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 6

[50] - Mal.1,2

[51] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 6

[52] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.15 - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS
PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 8 -e- 05 - Padre
DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O VATICANO II” - Revista
PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.10

[53] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 8

[54] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 5

[55] - Salmo 39,9

[56] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.13/14

[57] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.14
[58] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.14: Jo.4,20-26

[59] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 117

[60] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 117

[61] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.14

[62] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.15

[63] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.18

[64] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 8

[65] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 8

[66] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 121

[67] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 9

[68] - Na versão da obra 7. Em outras obras v.55 e v.57.

[69] - Na versão da obra 7.

[70] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 9/10

[71] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 10/11

[72] - Versão da obra número 7, do Padre Negromonte.

[73] - Em outras obras, depois deste ponto começa o versículo 52.

[74] - Os destaques são, evidentemente, meus.


[75] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 10

[76] - Ver Malaquias, em “O sacrifício da Missa é profetizado”, na subdivisão 6 (ou parte 6) deste
trabalho.

[77] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 18

[78] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 18

[79] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.20

[80] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 18

[81] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 19

[82] - Na obra 7, do Padre Negromonte: Jo.6,66-69.

[83] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 19

[84] - O Padre Negromonte chama de “Aliança”ou “Nova Aliança”.

[85] - Este é o meu Corpo ...

[86] - “É importante assinalar, diz o Padre Le Brun, que foi depois da Ceia” [outra versão (03 - DOM
GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA - BRUGES/BÉLGICA, Pag. 767) diz
“termina-da a Ceia”], isto é, “foi depois da manducação do Cordeiro Pascal, que Jesus Cristo tomou o
cálice para o benzer. E São Lucas nos fala distintamente de dois cálices; um ao começo da refeição
especificada pela Lei, o qual não foi considerado; o outro, do final da refeição, o qual, segundo o rito dos
judeus, se chamava de taça de ação de graças; e é esta taça que se transformou na verdadeira taça,
no verdadeiro Cálice de ação de graças, porque contém o Sangue adorável de Jesus Cristo” (04 -
Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) - LES EDITIONS
DU CERF - PARIS, Pag.431/432).

[87] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 21

[88] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.18
[89] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 132

[90] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.18

[91] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.19

[92] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES
CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. XXII/XXIIII

[93] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.17

[94] - Para a primeira vez ver Mt.16,21-28; Mc.8,31-39; Lc.9,22-27. Para a segunda vez: Mt.17,21-
22; Mc.9,29-31; Lc.9,44-45.

[95] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 86/87. O destaque é, evidentemente, meu.

[96] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) -
LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.17

[97] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 291-nota 7. Ao entrar no Santo dos Santos, o Pontífice levava
o sangue das vítimas para aspergir o propiciatório duas vezes: uma por si e outra pelo povo
(Lev.16,14-15).

[98] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 291-nota 10. Os ritos constituidos por coisas materiais eram
apenas figurativos do verdadeiro sacrifício. Por isto deviam cessar quando este se realizasse.

[99] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 291

[100] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 291-nota 11

[101] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 291 e 03 - DOM GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL
QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA - BRUGES/BÉLGICA, Pag. 296/297
[102] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 291 e 03 - DOM GASPAR LEFEBVRE - “MEU MISSAL
QUOTIDIANO” - 1965 - BÍBLICA - BRUGES/BÉLGICA, Pag. 296/297

[103] - Ver as subdivisões 3 e 7.

[104] - Segue-se citação do Salmo 39,7; ver 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA
MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) - LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.16-nota 1.

[105] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 292

[106] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 292

[107] - Como disse Santo Agostinho; ver 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” -
1949 (primeira edição em 1716) - LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.18-nota 2.

[108] - “Ofertantes”, segundo o Padre des Graviers; ver 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE
A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983,
Pag.10.

[109] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.17/18

[110] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. XXIII

[111] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. XXIII

[112] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. XXIII

[113] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 292

[114] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.10

[115] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.13

[116] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.13
[117] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O
VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.13

[118] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.13

[119] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.19

[120] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.12

[121] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.12

[122] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.11

[123] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.21

[124] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 37

[125] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.21

[126] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.408

[127] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 20. Sobre a “intenção da Igreja”, ver a subdivisão 17.

[128] - Padre R. Dulac, Permanência Nov/Dez/75/P24.

[129] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 17

[130] - 10 - GUSTAVO CORÇÃO - “AS FRONTEIRAS DA TÉCNICA” - 5a. Edição - 1963 - LIVRARIA AGIR
EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 155

[131] - Jer.33,18

[132] - Mal.1,11

[133] - David salmo 109


[134] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 18

[135] - LATRIA: adoração devida a Deus.

[136] - PROPICIAÇÃO: ação de tornar Deus propício.

[137] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 21

[138] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 21. IMPETRAÇÃO: ação de obter as graças e as bençãos
divinas.

[139] - 11 - “TERCEIRO CATECISMO DA DOUTRINA CRISTÔ - 1976 - EDITORA VERA CRUZ, Pag.
123/124

[140] - Ver Malaquias na subdivisão 07.

[141] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.11

[142] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.11

[143] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES,


n.35, OCTOBRE, 1990, Pag. 3

[144] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.11

[145] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.407

[146] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.407

[147] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.408

[148] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.408

[149] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.408/409
[150] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.146/147

[151] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.409

[152] - O oferecimento de um sacrifício.

[153] - A repetição das palavras de Jesus.

[154] - Sem aquelas preces.

[155] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.410/411

[156] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.411

[157] - Ver a subdivisão 10.

[158] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 22,126

[159] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 29,140

[160] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 29 e 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO
TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 211 (1Cor)
cap.10, nota dos vers. 3 e 4.

[161] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 29/30,141

[162] - Resposta dada pelo Apóstolo a uma consulta que lhe fizeram os Coríntios, a respeito de comer
das carnes que haviam sido imoladas aos ídolos, situação que tantas vezes se apresentava àqueles
cristãos que viviam em uma sociedade paganizada. Ver 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS
PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL. AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 29,141.

[163] - “O que os pagãos imolam, é aos demônios que imolam, e não a Deus. E não quero que tenhais
parte com o demônio” (1Cor.10,20). Ver 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO
TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 12.

[164] - 1Cor.10,16.
[165] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.
AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 30,142

[166] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 30,142

[167] - Já transcrito acima, antes da nota de rodapé n.165. Reproduzida novamente para facilitar a
leitura.

[168] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 30,142

[169] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 213

[170] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 31

[171] - “REAL” significando: “que existe de fato”, “verdadeiro”. O dogma da “Presença Real” de Nosso
Senhor na Eucaristia afirma que Jesus Cristo está fisicamente presente - em Corpo, Sangue, Alma e
Divindade - no pão e no vinho consagrados.

[172] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 31,143

[173] - Pela renovação sacramental da “morte do Senhor”

[174] - Continuação que é realizada “todas as vezes” que é celebrado o Santo Sacrifício da Missa, que é
o mesmo Sacrifício da Cruz.

[175] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 31/32,146

[176] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 32,147

[177] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 297

[178] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 32,147

[179] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.15, VIII
[180] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.15, VIII

[181] - Ver, mais abaixo: “sobre PRESENÇA REAL”.

[182] - Ver subdivisão 20.

[183] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES,


n.35, OCTOBRE, 1990, Pag. 4

[184] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.20,XIV e 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA
MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716) - LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.449

[185] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.18,XII

[186] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.474

[187] - Ver subdivisão 17.

[188] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.491

[189] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES,


n.35, OCTOBRE, 1990, Pag. 4

[190] - Ver subdivisão 20.

[191] - Nítida afirmação da Presença Real do Corpo de Nosso Senhor sobre o Altar.

[192] - Êles não tinham acesso à parte da Missa - Missa dos Fiéis - onde acontece a Consagração e a
Comunhão.

[193] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.16,IX

[194] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.18,XII

[195] - Ver subdivisão 20.

[196] - Obra 2: Carta aos Filadelfos.

[197] - Obra 2: Carta aos Romanos.


[198] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.146/147

[199] - Ver subdivisão 17.

[200] - Obra 2: Primeira Apologia.

[201] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.21,XV

[202] - Ver subdivisão 17.

[203] - Ver subdivisão 20.

[204] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 25: Jo.15,19, versão da obra 7.

[205] - Obra 2.

[206] - Obra 2.

[207] - Ver “Sacrifício Propiciatório”, na subdivisão 03.

[208] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.16,IX

[209] - Sacrifício prefigurado na Antiga Lei; ver o último parágrafo da subdivisão 04.

[210] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 288

[211] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 288

[212] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.19,XIII

[213] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.19,XIII

[214] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. 22,125

[215] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.19,XIII
[216] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.21,XV

[217] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.21,XV

[218] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.21,XV

[219] - Jo.6,54

[220] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. XXXIII

[221] - Presença física de Jesus sob as espécies do pão e do vinho.

[222] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. P XXXIII/XXXIV adaptado com 08 - CONCÍLIO DE
TRENTO - EXTRATO DE CANONES E DECRETOS - SEM DATA - “Imprimatur” de 15-07-1953 - EDITORA
VOZES - PETRÓPOLIS, Pag. 31,874

[223] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. XXXIV

[224] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.21,XV

[225] - 08 - CONCÍLIO DE TRENTO - EXTRATO DE CANONES E DECRETOS - SEM DATA - “Imprimatur”


de 15-07-1953 - EDITORA VOZES - PETRÓPOLIS, Pag. 61,940

[226] - 04 - Padre PIERRE LE BRUN - “EXPLICATION DE LA MESSE” - 1949 (primeira edição em 1716)
- LES EDITIONS DU CERF - PARIS, Pag.408

[227] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 147

[228] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 162

[229] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 152

[230] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 268
[231] - 07 - Monsenhor ÁLVARO NEGROMONTE - “NOVO TESTAMENTO” - 3a. Edição - 1961 - LIVRARIA
AGIR EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 279/280

[232] - 10 - GUSTAVO CORÇÃO - “AS FRONTEIRAS DA TÉCNICA” - 5a. Edição - 1963 - LIVRARIA AGIR
EDITORA - RIO DE JANEIRO, Pag. 155

[233] - Obra 2.

[234] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES,


n.35, OCTOBRE, 1990, Pag. 3

[235] - 06 - Monsenhor CH. GUAY - “L`ÉGLISE ET LES SACREMENTS” - Revista COMMUNICANTES,


n.35, OCTOBRE, 1990, Pag. 3

[236] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.13

[237] - 02 - JESUS SOLANO - “TEXTOS EUCARÍSTICOS PRIMITIVOS” - TOMO I - 1978 - BIBL.


AUTORES CRISTIANOS (BAC) - ESPANHA, Pag. XXVI

[238] - 09 - Mons. Marcel. LEFEBVRE - “CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS” - 1984 - EDIT.
PERMANÊNCIA - RIO DE JANEIRO, Pag. 17/18

[239] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.12

[240] - 05 - Padre DES GRAVIERS - “PARECER SOBRE A ‘RESTAURAÇÃO’ DA MISSA” APÓS O


VATICANO II” - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983, Pag.12

[241] - Ver “Sacrifícios desagradáveis a Deus”, na subdivisão 03.

Símbolos e objetos litúrgicos

"A Eucaristia é um mistério altíssimo, é propriamente o Mistério da fé, como se exprime a Sagrada
Liturgia: Nele só, estão concentradas, com singular riqueza e variedade de milagres, todas as
realidades sobrenaturais. [...] Sobretudo deste Mistério é necessário que nos aproximemos com
humilde respeito, não dominados por pensamentos humanos, que devem emudecer, mas atendo-nos
firmemente à Revelação divina" (carta encíclica Mysterium Fidei).

As palavras do papa Paulo VI ajudam-nos a compreender o papel da sagrada liturgia. Somos, por
natureza, apegados aos sentidos. Diante de uma realidade sobrenatural, como o é a santa missa, a
liturgia vem em nosso socorro, para que, através de símbolos e gestos concretos, alcançemos o
entendimento daquilo que pela fé cremos. Não que se exija do fiel que o mistério seja plenamente
entendido, pois este é, antes, para ser crido, mais que explicado; mas, iluminados pela sagrada
liturgia, possamos dirigir a Deus o culto de adoração que lhe é devido, de modo que a nossa oração
seja um espelho fiel da nossa fé.

Um símbolo litúrgico será necessariamente simples, pois a realidade que ele nos faz penetrar é
também simples, como o é o Criador de todos os mistérios. Portanto, não desprezemos os gestos, as
palavras ditas, as vestes, o sagrado rito, por sua simplicidade, para não corrermos o risco de
desprezarmos também o mistério que esses símbolos escondem e apontam. Se um homem
enamorado devota às cartas de sua namorada o amor que dirige à sua autora, muito mais devemos
nós, também, zelar para que a santa missa seja sempre honrada e respeitada, em toda a sua
inteireza.

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OBJETOS LITÚRGICOS

Os objetos litúrgicos, também chamados de "alfaias", são aqueles que servem ao culto divino e ao
uso sagrado, razão pela qual não podem ser manuseados de modo displicente, muito menos de
forma desrespeitosa. Os objetos usados no culto divino devem ser feitos de materiais nobres, ornados
de tal forma que invoquem a riqueza dos mistérios que eles servem.

A encíclica Sacrosanctum Concilium assim descreve a importância da dignidade dos objetos


utilizados na liturgia: "A Igreja preocupou-se com muita solicitude em que as alfaias sagradas
contribuíssem para a dignidade e beleza do culto". Dessa forma, não cumpre o papel a que se
propõe, objetos que não exaltem essa dignidade, tais como cálices de vidro comum ou patenas
improvisadas, feitas de materiais desprovidos de valor. Vamos conhecer os objetos mais importantes:

Galhetas - dois recipientes para a


Âmbula - também chamada de cibório ou colocação da água e do vinho,
píxide; é utilizada para a conservação e para a celebração da missa.
distribuição das hóstias consagradas aos fiéis.

Corporal - tecido em forma


quadrangular sobre o qual se
coloca o cálice com o vinho e a
patena com o pão.
Cálice - recipiente onde se consagra o vinho
durante a missa.
Pala - cartão quadrado, revestido de
pano, utilizado para cobrir a patena e o
cálice.
Sangüíneo - ou purificatório. É um
Patena - pequeno prato, geralmente de metal,
tecido retangular com o qual o
utilizado na consagração do pão. Também é
sacerdote, depois da comunhão,
usada na distribuição da comunhão, para
limpa o cálice e, se for preciso, a
prevenir a possibilidade de queda das
boca e os dedos.
partículas consagradas ou partes delas.

Manustérgio - toalha com que o


sacerdote enxuga as mãos no rito
Teca - pequeno estojo, geralmente de metal, do lavabo.
onde se leva a Eucaristia para os doentes.

Caldeirinha e aspersório - a
caldeirinha é o recipiente utilizado
para colocar água benta para a
Hóstia - pão não fermentado (ázimo) circular.
aspersão. O aspersório é um
Ao pão maior chamamos hóstia, consagrada
pequeno bastão metálico com o
e consumida pelo sacerdote durante a missa.
qual a água benta é aspergida.
Aos menores, consagrados e distribuídos aos
fiéis, chamamos partículas. Essas, uma vez
guardadas no sacrário para adoração dos
Ostensório - é o objeto que serve para
fiéis, e que são consumidas na missa
expor o Santíssimo para a adoração dos
seguinte, chamamos reserva eucarística.
fiéis e também para dar a bênção
eucarística. Nele há a parte central fixa,
chamada decustódia, que contém uma
Turíbulo - é o objeto utilizado na incensação. Nele é
parte móvel, transparente, circular,
colocado oincenso, uma resina aromática, sobre a
aluneta, onde se coloca a hóstia
brasa. O incenso, que simboliza a oração elevada a
consagrada para adoração.
Deus, é depositado no turíbulo, pelo sacerdote, e
guardado nanaveta, um pequeno vaso utilizado para
o seu transporte.
Círio Pascal - uma vela grande,
benzida na missa solene da Vigília
Pascal, no Sábado Santo. É utilizado
nas missas celebradas durante o
Crucifixo - além da cruz processional, que
Tempo Pascal e também, no ano
abre a procissão de entrada, há um crucifixo
inteiro, nos batizados. Representa, na
menor, que fica sobre o altar, durante a a
liturgia, a luz de Cristo.
missa.

Além desses objetos, há também os castiçais, candelabros, velas, a bacia a jarra, utilizadas no rito do
lavabo, um pouco antes do ofertório. Tais objetos devem ser confeccionados com o mesmo decoro e
bom gosto que se exigem dos demais objetos sagrados.

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LIVROS UTILIZADOS NA MISSA VESTES LITÚRGICAS

Os primeiros cristãos guardavam os livros sagrados com todo o Alva - é uma túnica longa, de cor
cuidado e não permitiam que caíssem nas mãos dos infieis. No branca, amarrada na cintura por
tempo das perseguições, o ato de entregá-los às autoridades pagãs um cordão grosso
era considerado uma fraqueza. Os nossos livros litúrgicos, à chamadocíngulo.
semelhança dos demais objetos utlizados no culto divino, devem ser
ornados de tal forma que apontem para o tesouro que eles encerram:
Amito - é uma peça que o
a Palavra de Deus.
sacerdote põe sobre os ombros ao
se vestir com os paramentos para
São usados normalmente dois livros litúrgicos: o missal, no altar,
a celebração eucarística. É posto
colocado perto do corporal, e o Lecionário, no ambão, para as
antes da alva.
leituras.

Casula - é exclusiva do sacerdote.


Missal - livro utilizado pelo sacerdote. Trata-se de um manto que se
veste sobre a alva e a estola. O
Lecionário - contém as leituras. Pode diácono usa adalmática, sobre a
ser dominical(domingos e dias de alva e a estola.
festa),semanal (leituras dos dias de semana)
ou santoral(sonelidades da memória dos santos e Estola - veste litúrgica do
leituras específicas para a administração de sacerdote. A estola fica encoberta
sacramentos). quase totalmente pela casula. A
estola do diácono difere da do
sacerdote: é colocada em
Evangeliário - é o livro que contém o texto do evangelho para as diagonal, correndo do ombro
celebrações dominicais e para as grandes solenidades. esquerdo à cintura direita.

Véu umeral - manto ricamente


ornado, usado pelo sacerdote na
bênção do Santíssimo. Durante as
procissões, ao conduzir o
Santíssimo, o sacerdote usa
acapa pluvial.

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CORES UTILIZADAS NA LITURGIA O TEMPLO

As cores litúrgicas variam de acordo com o tempo "A arte sacra deve caracterizar-se pela sua capacidade
litúrgico ou a solenidade que se celebra. As cores de exprimir adequadamente o mistério lido na plenitude
aparecem nas vestes do sacerdote e do diácono, na de fé da Igreja" (Ecclesia de Eucharistia). Nossos
templos, portanto, devem ser sinais inequívocos da
toalha do altar e do ambão e, eventualmente, nas nossa propria fé. O decoro, a harmonia, a beleza,
cortinas colocadas atrás do altar (onde houver). mesmo nos edifícios mais austeros, tudo deve
testemunhar a dignidade do culto que lá se celebra.
Branco - simboliza a paz, a vitória, a ressurreição, a Selecionamos, a seguir, as expressões pelas quais são
pureza e a alegria. É utilizado na Quinta-feira Santa, na conhecidas as principais partes do templo.
missa solene da Vigília Pascal do Sábado Santo e em
todo o Tempo Pascal. Também é usado no Natal, nas Altar - mesa fixa, destinada à celebração eucarística. É o
festas dos santos não mártires e nas festas do Senhor, lugar onde se renova o sacrifício redentor de Cristo. De
com exceção da Sexta-Feira Santa. acordo com as normas da liturgia, cada altar conserva,
numa cavidade especial, grãos de incenso, relíquias de
Vermelho - simboliza o amor, o sangue, o martírio, o santos e um documento de consagração assinado pelo
fogo. É utilizado no Domingo de Ramos, na Sexta-Feira bispo. Antes, os altares eram encostados à parede,
Santa, no domingo de Pentecostes, nas festas dos sendo o altar-mor (o principal da igreja) localizado em um
apóstolos e dos santos mártires e dos evangelistas. nível mais alto, acessível por um número ímpar de
degraus. Após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II,
Verde - simboliza a esperança. É usado em todo o o altar fica numa localização mais central do presbitério,
Tempo Litúrgico comum, quando não há uma festa de um permitindo ao sacerdote circundá-lo, na celebração.
santo ou do Senhor. Nesses casos, utiliza-se a cor
adequada. Sacrário ou tabernáculo - pequeno compartimento onde
são guardadas as partículas consagradas. Deve ficar no
Roxo - simboliza a penitência. Usa-se nos tempos local de maior dignidade do templo. O tabernáculo deve
penitenciais (Quaresma e Advento). Também se pode ser confeccionado de modo a exprimir a riqueza do
utilizá-lo nos ofícios e missas pelos fiéis defuntos. tesouro que contém. Uma lâmpada vermelha acesa
avisa ao fiel que o sacrário contém o Santíssimo. O
Preto - simboliza o luto. É utilizado geralmente nas cibório, com a reserva eucarística, é velado por uma
missas rezadas pelos mortos. pequena cortina, chamada conopeu, com a cor litúrgica
do dia.
Rosa - significa a alegria. É utilizado somente em duas
ocasiões, no tempo litúrgico: no terceiro domingo do Ambão - é uma tribuna destacada destinada à liturgia da
Advento, tambem chamado 'Gaudete', e no quarto palavra, localizada no presbitério. Consta de uma
domingo da quaresma, chamado de 'Laetare'. Tais plataforma alta, sustentada por colunas ou por um alto
celebrações, em que se destaca a alegria, foram pedestal, delimitado por parapeitos que se prolongam ao
inseridas nos tempos penitenciais como forma de alentar longo da escada de acesso. Em sua acepção mais
os fiéis em meio aos rigores próprios daqueles tempos. simples, um pequeno móvel, onde se coloca o lecionário
ou evangeliário, para as leituras.

OUTROS SÍMBOLOS Presbitério - é a parte da igreja reservada aos oficiantes


(presbíteros). Com freqüência, situa-se num nível mais
IHS - Iesus Hominum Salvator, Jesus Salvador elevado, para pôr em relevo a sacralidade do lugar e
dos homens. Símbolo fartamente utilizado nos também para tornar mais visível o desenrolar do rito
paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e sagrado aos fiéis. É, por assim dizer, o espaço vital do
nas hóstias. templo, onde se desenvolve todas as ações litúrgicas.
Nele estão o altar, a cátedra do bispo (quando houver),
XP - são as duas primeiras letras da palavra os assentos para os sacerdotes, o ambão, etc.
Cristo em grego:ΧΡΙΣΤΌΣ. É um dos mais
antigos símbolos do Cristianismo. Credência- pequena mesa, próxima do altar, onde se
colocam os objetos litúrgicos que serão utilizados na
celebração.
Alfa e Ômega - respectivamente, a primeira e Púlpito - era o lugar onde o presidente predicava,
a última letra do alfabeto grego. Jesus é o "alfa geralmente um lugar elevado de modo a que todos
e ômega", princípio e fim de todas as coisas. pudessem ouvir a homilia. Os templos construídos mais
recentemente não mais trazem púlpitos. Geralmente, a
predicação é feita no presbitério, no ambão.
Cordeiro de Deus - Jesus Cristo. Nas
palavras de S. João Batista: "Ecce Agnus Dei"
Nave da igreja - é o espaço do templo reservado aos
(Eis o Cordeiro de Deus).
fiéis.

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Oração diante
do Santíssimo
Veja meus Links
Veja quem sou
Veja minha casa e cidade

Veja porque Maria Chora

O Inferno esta rugindo

Rumores de Guerra
As 15 Oração de Santa Brígida Espírito! Espírito!..... Que desce como fogo! ......Vem como em
Obrigado Senhor
pentecostes, e enche-me de novo!!!
Oração ao Santíssimo
O Anticristo Surgindo ( Faça essa oração 9 dias diante do Santíssimo Sacramento )
Viva a Ultima Ceia
Masterplano Diabólico " Jesus ressuscitado, eu creio que o Senhor esta vivo diante de meus
Cisma Eminente olhos na Hóstia consagrada . Creio também Jesus, no seu poder
Santa Catarina e Brasil contra toda espécie de mal, porque o Senhor venceu, pela sua morte
Verdade, Honra, Vergonha e ressurreição, o pecado e a morte. Seu Preciosíssimo sangue
Esta preparado P/o futuro
derramado na cruz esta presente na Hóstia Santa. Eu creio, Jesus e
clamo que este sangue seja agora derramado sobre mim e sobre
Desejo o Suficiente P/ Vc.
Salve Rainha, da Paz
todos meus familiares. Eu peço senhor Jesus, que pelo poder
Últimos apelos da Virgem
libertador e salvador deste sangue, possamos nos livrar de toda
opressão diabólica que possa estar prejudicando a nossa família.
O Juízo Particular
Peço também que atenda, em especial, este pedido que faço na sua
Deus e a criança
presença; ( apresente aqui seu pedido...) eu, desde já, agradeço,
Amanhã será tarde
confiante que me atenderá. Eu louvo ó Pai por ter nos dado o Senhor,
Testemunho de Jim Caviezel
Jesus, como presente de Páscoa. Eu agradeço de coração ao Espírito
Quando tudo parecer perdido
Santo que me ilumina e me conduz nos momentos de sofrimento e de
Resumo da grande tribulação
escuridão. Muito obrigado, Jesus meu salvador e libertador.
Terceiro segredo de Fátima
Historia movimento salvai almas ( Reze com fé um pai nosso, uma Ave Maria e o Glória )
Saiba a farsa do aquecimento
Revelações Apelos 2006
Revelações Apelos 2007
Revelações Apelos 2008
Revelações Apelos 2009
Revelações Apelos 2010
Revelações Apelos 2011
Oração pelo Brasil
Ó Maria, concebida sem pecado, olhai para o nosso pobre
Brasil, rogai por ele, salvai-o. Quanto mais culpado é, tanto
mais necessidade tem ele de vossa intercessão. Uma palavra
vossa a Jesus, e o Brasil será salvo.
Ó Jesus, que nada negais a Vossa Mãe Santíssima, salvai
nosso Brasil.
‘Doce Coração de Maria, sede a salvação do Brasil, da
América Latina e de todo o mundo.’
‘Pela Vossa pura e Imaculada Conceição, ó Maria,
obtende-nos a conversão do Brasil, da América Latina e
Mensagens de Maria do mundo inteiro.’

Mens.de N.Sra. 25/05/2011


Mens.de N.Sra. 02/05/2011
Mens.de N.Sra. 02/04/2011
Mens.de N.Sra. 02/03/2011
Mens.de N.Sra. 25/02/2011
Mens.de N.Sra. 02/02/2011
Mens.de N.Sra. 25/01/2011 A Santíssima Virgem disse “Reza assim:
Mens.de N.Sra. 02/01/2011 «Senhor, eu Vos ofereço tudo o que sou, o que tenho, o que
Mens.de N.Sra. 25/12/2010 posso, tudo coloco em Vossas mãos. Edificai Vós, Senhor,
Mens.de N.Sra. 25/11/2010
com o pouco que sou. Pelos méritos de Vosso Filho,
Mens.de N.Sra. 02/11/2010
transformai-me, Deus Altíssimo. Peço-Vos por minha família,
Mens.de N.Sra. 25/10/2010
por meus benfeitores, por cada membro de nosso Apostolado,
Mens.de N.Sra. 02/10/2010
por todas as pessoas que nos combatem, por aqueles que se
Mens.de N.Sra. 25/09/2010
encomendam às minhas pobres orações... Ensinai-me a pôr
Mens.de N.Sra. 02/09/2010
Mens.de N.Sra. 02/08/2010
meu coração no chão para que o caminhar deles seja menos
Mens.de N.Sra. 25/07/2010
penoso.»
Mens.de N.Sra. 02/07/2010
Mens.de N.Sra. 25/06/2010
Mens.de N.Sra. 02/06/2010
Mens.de N.Sra. 25/05/2010
Mens.de N.Sra. 25/04/2010
Mens.de N.Sra. 02/03/2010
Mens.de N.Sra. 25/02/2010
Mens.de N.Sra. 25/01/2010
Oração para o nosso tempo.
Oração de cura Pe. Eugenio
Testemunho Pe. Eugenio 1º
Ó Pai Celestial, em nome do teu Filho Amado, Jesus Cristo.
Testemunho Pe. Eugenio 2º Quem sofreu muito por causa dos pecados da humanidade,
Testemunho Pe. Eugenio 3º por favor nos ajude nestes tempos difíceis que enfrentamos.
Testemunho Pe. Eugenio 4º Ajude-nos a sobreviver à perseguição que está sendo
Visão do inferno em Fátima planejado pelos governantes gananciosos e aqueles que
PNDH Direitos Humanos 1º querem destruir suas igrejas e seus filhos.
PNDH Direitos Humanos 2º
PNDH Direitos Humanos 3º Nós imploramos a você Querido Pai para ajudar a alimentar
Historia da Irmã Faustina as nossas famílias e salvar as vidas daqueles que irão ser
Links de Aparições forçados a uma guerra contra a sua vontade. Nós te amamos
Querido Pai. Pedimos-vos que nos ajude no momento da
Perguntas Freqüentes sobre
necessidade. Salva-nos das garras do anticristo. Ajude-nos a
Apelos Urgente no Brasil
sobreviver a sua marca, a marca da besta, por se recusar a
Site Medjugorje Brasil
aceitá-la. Ajuda aqueles que te amam para permanecer fiéis a
Aparições S. José dos Pinhais
Sua Santa Palavra em todos os momentos para que
Retorno Imediato
recebamos as graças para sobreviver no corpo e na alma.
Aparições em Itapiranga
Amem.
Mensagens de Itapiranga
Aparições Piedade dos Gerais
Queridos Filhos Aparições
Últimas e derradeiras Graças

Apelos do Céu
Espaço de Maria
Aparições no Rio G do Sul
Nossa Senhora de Medjugorje Ato de Contrição:
Apelos em Medjugorje Senhor Meu Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Criador
Aparições de Jacareí e Redentor meu. Por serdes Vós quem sois, sumamente bom
Avisos do Céu e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos
Mensagens da vidente Anne amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de
Orientações p/ nosso tempo vos ter ofendido, pesa-me também por ter perdido o Céu e
Medjugorje vidente Miriana merecido o inferno. Proponho firmemente, com o auxílio de
Medjugorje Mensagens N.S. vossa divina graça, e pela poderosa intercessão de vossa Mãe
Medjugorje Ecos de Maria Santíssima, emendar-me de nunca mais vos tornar a ofender.
Links Católicos extra
Espaço James Espero alcançar o perdão de minhas culpas, pela vossa
Salve Rainha da Paz infinita misericórdia. Amem.
Fim dos tempos
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Recados do Aarão
Pai de Amor
Final dos Dias
Site Vídeos interessantes
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Pai celeste, eu agora pela fé, clamo a proteção da Vossa
Site Repórter de Cristo
armadura, para que eu possa
Testemunho Glória Pólo Port.
permanecer firme contra satanás e todo seu exército e, em
Links Católicos nome do Senhor Jesus, vencê-lo.
Rosário Permanente Tomo a Vossa verdade contra as mentiras e os erros do
São Pio de Pietrelcina inimigo astucioso.
Filhos de Santo Padre Pio Tomo a Vossa justiça para vencer os maus pensamentos e as
Padre Pio sua Biografia acusações de satanás.
Provida de Anápolis Tomo o equipamento do Evangelho da paz e deixo a
Diocese de Guarulhos segurança e os confortos da vida para combater o inimigo. E,
Canto da Paz Franciscano acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da
Honra a São Miguel Arcanjo minha alma às dúvidas e incredulidades. Tomo a Vossa
Mensagens de Maria salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma
Segunda Vinda de Jesus
contra os ataques de satanás. Tomo a Vossa Palavra e peço
Lurdes e suas Aparições
para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente
Espaço Padre Eugenio Maria
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Os ceifadores
cativo de satanás, no poderoso Nome de Jesus Cristo, meu
Palavra de Deus
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Sagrado Coração Jesus


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Nossa Senhora de Fátima Oração A São Miguel Arcanjo
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Links Especiais São Miguel Arcanjo, defendei nos no combate, sede nosso
Site do Padre Geraldo
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Site Oficial do Vaticano
lhe, Deus, instantemente o pedimos; e vos, príncipe da mídia
Dei Verbum comunidade celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno satanás e
Carmelo Santa Tereza todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para
Comunidade Católica perder as almas. Amem!
Veja um tesouro escondido
Atenção Urgente Vote aqui Grande e glorioso Príncipe dos exércitos celestes, São Miguel
Você esta preparado? Arcanjo, defendei-nos "Porque para nós a luta não é contra a
Futuro Mapa do Brasil carne e o sangue, mas sim contra as potestades, contra os
Mensagem Ns. Senhora poderes mundanos destas trevas, contra os espíritos da
Rainha da Paz maldade celeste." [Efes. 6, 12]. Vem e assiste ao homem que
Marca da Besta Microchip foi criado na sua imagem e a quem Ele redimiu da tirania do
Página do amor demônio a um grande preço.
Terço dos Homens

Santa Maria dos pobres A Santa Igreja venera-vos como seu guardião e protetor. A ti
Cisma eminente na Igreja o Senhor confiou as almas dos redimidos, para que as dirijas
Nossa Senhora Rosa Mística ao Céu. Ora, portanto, que o Deus da Paz, atire satanás para
Site da Sagrada Família debaixo dos nossos pés, para que ele não possa manter o
Promessa para seu Santo homem em pecado e fazer mal à Igreja. Oferece as nossas
Coração em Adoração
orações ao mais Alto, que sem demora elas atraiam a sua
Santa Gemma Galgani
misericórdia sobre nós, que vença o dragão, "...a serpente
Testemunho de Glória Polo
antiga, que é o demônio, satanás, e acorrente-o por mil
Cruzada do fim anos... Lançou-o, no Abismo, a fim de que não seduzisse
Site do Pe. Paulo Ricardo
mais as nações..." [Apoc. 20: 2-3].
Site a Santíssima Trindade
Imaculada Conceição
[Nota: "+" indica uma benção que é dada se um sacerdote
Corpos Santos Incorruptos
invoca o exorcismo. Se um leigo a invoca, então a "+" indica
Nova Ordem Mundial
o lugar onde o símbolo da cruz é feito silenciosamente pelo
A Imagem da Besta
fiel que esteja a oferecer essa secção específica.]
Links de Utilidades
Painel Global On-line EXORCISMO
Relógio Mundial Em nome de Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, fortalecido
Pesquisa consulta remédios pela interseção da Imaculada Viagem Maria, Mãe de Deus, do
WebCam ao vivo Colina Bendito Miguel Arcanjo, dos Benditos Apóstolos, Pedro e
WebCam Igreja Medjugorje Paulo, e de todos os Santos, confiadamente nos dispomos à
WebCam Medjugorje e Site tarefa de repudiar os ataques e enganos do diabo.
Radio Mir Medjugorje
Radio Fm Dom Bosco Salmo 67
WebCam ao vivo Medjugorje Deus levanta-se; Os seus inimigos são derrotados e os que o
Tv. Maria de Medjugorje
odeiam, fogem ante Ele.
Câmera ao vivo Fátima
Como o fumo é expulsado, eles são expulsados; como a cera
Tv. 2000 Italia
se derrete ante o fogo, também os malvados perecem com a
Links de Sites Católicos presença de Deus.
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V. - Contemplai a cruz do Senhor, fujam todos os Seus
Tv. Canção Nova
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R. - Ele conquistou. O Leão da tribo de Judá. O rebento de
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David.
Palestra com Mons. Jonas

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V. - Permite que a vossa misericórdia, Senhor, desça sobre
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nós.
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R. - Em proporção à nossa Esperança e fé em Ti.
Teste a velocidade da Internet

Expulsamos-vos de nós, quem quer que sejam, espíritos


sujos, todos os poderes satânicos, todos os invasores
infernais, todas as legiões malvadas, assembleias e seitas;
em nome e pelo poder de Nosso Senhor Jesus Cristo, + que
sejam extirpados e sacados da Igreja de Deus e das almas
feitas à imagem e semelhança de Deus e redimidas pelo
precioso sangue do Divino Cordeiro. + Astuta serpente, não
te atreverás mais a enganar a raça humana, perseguir a
Igreja, atormentar aos eleitos por Deus e ceifa-los como se
fossem trigo. + O Deus Mais Alto ordena-te. + Ele, com
quem, na tua grande insolência, ainda reclamas ser igual.

Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao


conhecimento da verdade. [ 1Tim. 2: 4].

O Deus Pai ordena-te. + O Deus Filho ordena-te. + O Deus


Espírito Santo ordena-te. + Cristo, a Palavra de Deus
encarnada, ordena-te; + Ele, que para salvar a nossa raça
perdida por consequência da tua inveja, ...humilhou-se Ele
mesmo, fazendo-se obediente até à morte... [Fil. 2: 8].

Ele que construiu a sua Igreja numa rocha firme e declarou


que as portas do inferno não triunfaram contra ela, porque
Ele estará com ela; e conosco estará todos os dias até á
consumação dos tempos. [S. Mateus 28: 20].

O sagrado sinal da cruz ordena-te, + como também o faz o


poder dos mistérios da fé cristã, + a gloriosa Mãe de Deus, A
Virgem Maria, ordena-te; + Ela, que pela sua humildade e
desde o primeiro momento da sua imaculada Concepção,
esmagou a tua orgulhosa cabeça. A fé dos santos Apóstolos
Pedro e Paulo e os outros Apóstolos ordenam-te. + O sangue
de Mártires e a piedosa interseção dos Santos ordenam-te.+

Portanto, maldito dragão, e vós, legiões diabólicas,


ordenamos pelo Deus vivo, + pelo Deus verdadeiro, + pelo
Deus Santo, + pelo Deus que ...assim amou Deus ao mundo;
até dar o Seu Filho único, para que todos aqueles que
acreditam nele, não se percam, mas sim tenham a vida
eterna; [S. Juan 3: 16]; deixa de enganar as criaturas
humanas e derramar sobre elas o veneno da condenação
eterna; deixa de ferir a Igreja interferindo com a sua
liberdade. Vai-te embora satanás, inventor e mestre de todas
as mentiras, inimigo da salvação do homem.

Sai do caminho de Cristo em quem não pudeste encontrar


nenhum dos teus trabalhos; dá-lhe o seu lugar A Única,
Santa, Católica e Apostólica Igreja adquirida por Cristo ao
preço do seu sangue. Rebaixa-te por baixo de toda a
poderosa mão de Deus; treme e foge quando invocarmos o
Santo Nome de Jesus, este Nome, que faz tremer o inferno,
este Nome, ao qual as Virtudes, Poderes e Domínios do Céu
estão humildemente submetidos, este Nome ao qual os
Querubins e Serafins dizem constantemente repetindo:
Santo, Santo, Santo É o Senhor, O Deus dos exércitos.

V. - Oh, Senhor, ouve a minha oração.


R. - Permite que o meu clamor chegue até vós.

V. - Que o Senhor esteja contigo.


R. - Ele está no meio de nós.
Oremos... Deus do Céu, Deus da terra, Deus dos Anjos, Deus
dos Arcanjos, Deus dos Patriarcas, Deus dos Profetas, Deus
dos Apóstolos, Deus dos Mártires, Deus dos confessores,
Deus das Virgens, Deus que tem o poder de dar a vida depois
da morte e descanso depois do trabalho, porque não há outro
Deus além de Ti e não pode haver outro, porque Tu És o
Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, cujo reino não
terá fim, prostramo-nos humildemente perante a Tua Gloriosa
Majestade e te rogamos que nos libertes com o teu poder, de
toda a tirania dos espíritos infernais, das suas ciladas, das
suas mentiras e da suas furiosas maldades; propícia, oh,
Senhor, que desça sobre nós a Tua poderosa proteção e nos
mantenhas seguros e saudáveis. Rogamos-te através de
Jesus Cristo Nosso Senhor. Amem !

Das ciladas do demônio, liberta-nos, oh , Senhor.


Que a Tua Igreja possa servir em paz e liberdade, rogamos
que nos ouças, Senhor.
Que afastes a todos os inimigos da Tua Igreja, rogamos que
nos ouças, Senhor.

[Água benta deve ser salpicada no lugar onde se pronuncia a


oração.]

Consagração das últimas horas de nossa vida à Santíssima


Virgem

Prostrado a vossos pés, humilhado pelas muitas faltas que


cometi, porém cheio de confiança em vós, ó Maria, suplico-
vos que vos digneis atender à prece que meu coração vos
dirige: É para os meus últimos momentos que venho solicitar
vossa proteção e vosso amor maternal, a fim de que, desse
momento decisivo, possais fazer por mim tudo o que vossa
afeição vos sugerir. Consagro-vos, pois, as duas últimas
horas de minha vida; assisti-me naqueles instantes, para
receberdes o meu último suspiro; e, quando a morte cortar o
fio de minha existência terrena, dizei a
Jesus, apresentando-lhe minha alma: Eu a amo! Essa única
palavra bastará para me alcançar as bênçãos de Deus e a
ventura de vos ver na eternidade. Confio em vós, ó Maria, e
estou certo de que a minha confiança não será vã.
Ó Maria, minha terna Mãe, rogai por este (a) vosso(a) filho
(a). Amém.
Oração para abençoar as mãos que curam

Senhor Jesus, eu te entrego minhas mãos para que elas


continuem a ser as tuas mãos em todo momento de dor.
Quando as estendo para ajudar os doentes, que eles sintam
bem-estar em minhas mãos. Quando as estendo para tocar
os que sofrem, que eles se sintam consolados. Espero
encontrar meios de trazer a cura hoje e sempre. Tu sabes que
estas mãos são instrumentos teus. Obrigado, Senhor Jesus.
Amém.

Histórias da Costa
Oeste Documentário Histórico da
Costa Oeste, Filmado e editado por
mim, Luiz Freimuller entre os anos
de 1981 a 1983. - Antes e durante
a formação do Lago de Itaipu. - ORAÇÃO DAS CHAGAS DO SENHOR
Conteúdo do filme: - Guaira com
as 7 Quedas, - Formação do Lago
1. Adoro-vos, preciosíssima chaga da mão direita do meu Senhor Jesus
de Itaipu, -Lançamento e
Construção da Praia Artificial de Cristo. Por ela e por Vossa grande misericórdia, eu Vos rogo, meu amado
Santa Helena, - Construção da Senhor, me deis a eterna glória no paraíso. Amém.
ponte que liga Santa Helena com
(Rezar: Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória:
os municípios lindeiros, - Usina de
Itaipu no ano de 1982, Logo apos
a formação do Lago de Itaipu, Etc. Senhor meu Jesus Cristo, Deus do meu coração: por aquelas cinco chagas
Recebera de brinde 2 CDs. Um
que na cruz Vos abriu o Vosso amor, socorrei os Vossos servos remidos
com rosários meditados, terço da
divina misericórdia, Etc... e outro com o Vosso precioso Sangue.
de mensagens e palestras em 2. Adoro-vos, preciosíssima chaga da mão esquerda de meu Senhor Jesus
MP3. Obrigado
Cristo. Por ela e por Vossa infinita bondade, eu Vos rogo, meu amado
3X R$ 5,00
S/juros Senhor, que me livreis das penas do inferno. Amém.
Rezar: Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória:

Oração pelo Brasil Senhor meu Jesus Cristo, Deus do meu coração: por aquelas cinco chagas
Ó Maria, concebida sem que na cruz Vos abriu o Vosso amor, socorrei os Vossos servos remidos
pecado, olhai para o nosso com o Vosso precioso Sangue.
pobre Brasil, rogai por ele, 3. Adoro-vos, preciosíssima chaga do pé direito de meu Senhor Jesus
salvai-o. Quanto mais Cristo. Por ela e pelo Sangue que derramastes pela salvação do gênero
culpado é, tanto mais humano, eu Vos rogo, meu amado Senhor. Amém.
Rezar: Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória:
necessidade tem ele de vossa
intercessão. Uma palavra Senhor meu Jesus Cristo, Deus do meu coração: por aquelas cinco chagas
vossa a Jesus, e o Brasil será que na cruz Vos abriu o Vosso amor, socorrei os Vossos servos remidos
salvo. com o Vosso precioso Sangue.
Ó Jesus, que nada negais a 4. Adoro-vos, preciosíssima chaga do pé esquerdo do meu Senhor Jesus
Vossa Mãe Santíssima, Cristo. Por ela e por toda a Vossa santíssima vida, paixão e morte, eu Vos
salvai nosso Brasil. rogo, meu amado Senhor. Amém.
Rezar: Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória:
‘Doce Coração de Maria,
sede a salvação do Brasil, Senhor meu Jesus Cristo, Deus do meu coração: por aquelas cinco chagas
da América Latina e de que na cruz Vos abriu o Vosso amor, socorrei os Vossos servos remidos
todo o mundo.’ com o Vosso precioso Sangue.
‘Pela Vossa pura e 5. Adoro-vos, preciosíssima chaga do sacrossanto lado do meu Senhor
Imaculada Conceição, ó Jesus Cristo.
Maria, obtende-nos a Por ela e pelo terno amor de Vosso preciosismo coração, eu Vos rogo,
conversão do Brasil, da meu amado Senhor, me concedais o Vosso santo amor e temor.
América Latina e do Rezar: Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória:
mundo inteiro.’
Senhor meu Jesus Cristo, Deus do meu coração: por aquelas cinco chagas
que na cruz Vos abriu o Vosso amor, socorrei os Vossos servos remidos
com o Vosso precioso Sangue. Amém

Oração de agradecimento

Meu Deus, meu pai, e meu criador, eu vos adoro, e reverencio, de


todo o meu coração!, dou-vos infinitas graças, por todos os benefícios
que me concedeste ate agora, dignai-vos senhor, guardar-nos, eu e
todas as nossas famílias, de todos os assaltos e sequestros, de gente,
ou do espírito maligno, e de todos os males, do corpo e da alma,
acolhei todos, junto ao vosso rebanho! E não permitais que nenhum
de nos se separe de vos. Não permitais que o espírito maligno tome
conta de nos! Mas envia senhor, os vossos Santos e vossos Anjos,
para nos amparar e socorrer em todas as nossas
necessidades... Entrego-me agora, eu e toda a minha família em
vossas mãos abençoadas, para sermos todos conduzidos pelo teu
Santo espírito nos teus caminhos!. Declaro que tu ES o meu Deus e
Senhor!, Aquele que nos salva sustenta, exalta, protege e cura. Em
quem coloco toda minha confiança e esperança, e por tudo o que
tenho recebido de vos, dou - vos gloria e graças!, E por tudo o que
ainda hei de receber, vos louvo e bendigo. Roga por mim e por
toda minha família, santa mãe de Deus em nome de Jesus. Amém.

Oração á São José

Oh! meu querido São José, Santo Trabalhador, que em vida


fizestes a vontade de Deus através do trabalho, sustentando com
o pão honesto a boca de teu filho Jesus. Dai-me forças e coragem
para não desistir ao primeiro “não”, e que cada “não” que
ouça alimente minha fé para buscar um “sim”.
Protegei nossas famílias para que não se deixem vencer pelo
medo, pela violência, pela falta de trabalho e dá-nos esperança
renovada a cada Domingo da Ressurreição.
Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixe sem o
pão de cada dia e sem perspectiva de trabalho para sustentar
honestamente minha família.
Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus
inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo
olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem
sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu
corpo amarrar.
Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina
graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,
protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua
divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades
e perseguições dos meus inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as
suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua
grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos
fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de
Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

Louvores ao Pai.

Pai querido, Pai Santo, Pai Amado, toma-nos como somos, na nossa
fraqueza, na nossa miséria, nos nossos pecados, nas nossas dores, e
lava-nos no precioso sangue de Jesus, teu filho amado. E enche-nos
com o teu Santo Espírito, transforma-nos naquilo que tu deseja que
sejamos, imagem e semelhança de Jesus, eu e toda a minha família.
Acolhei-nos todos juntos ao seu rebanho, e não permitais que nenhum
de nos se separe de vos. Amparai-nos e socorrei-nos em todas as
nossas necessidades. Livrai-nos defendei-nos de todos os assaltos e
sequestros de gente ou do Espírito maligno, e de todos os males do
corpo e da alma, amem. E agora Pai querido Santo e amado em nome
de Jesus que morreu na Cruz para nos salvar, salva-nos perdoa-nos.
Pai querido Santo e amado, em nome de Jesus, Maria e José, coloco
eu e toda a minha família, em vossas mãos poderosas e abençoadas,
para sermos todos conduzidos pelo teu Santo Espírito nos teus
caminhos. Declaro que tu és meu Deus e Senhor, aquele que nos
salva, sustenta, exalta, protege e cura, em quem coloco toda a minha
confiança e esperança. E por tudo que temos recebido de vós, dou-
vos glória e graças, e por tudo que ainda vou receber te louvo e
bendigo, Amem.
Prece poderosa de socorro no dia de angústia.

Grande Deus e senhor da minha alma, eu recorro a vós com esta


oração, confiando no nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Eu e toda a
minha família precisamos ser envolvidos no poder do teu Espírito
Santo, e que toda a graça do céu venha ao encontro de nossas vidas.
Seja esmagado o império do mal, seja destruída toda a obra do
maligno, afastada e quebrada toda a feitiçaria, saia toda a inveja,
afastada toda perturbação. Afaste de mim e de toda minha família a
maldade, o ódio, a vingança, o pecado, e as doenças. E o nosso corpo
seja curado, e que haja sobre nos a benção da prosperidade.
Progresso em nosso trabalho, bonança em nosso lar, vitória para
nosso viver, e mais fé para vencer. Com Deus vencerei! em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amem.

Prece ao Pai.

Pai querido Santo e Amado. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,


no poder da sua Cruz, e do seu Sangue, e com a intercessão da
Virgem Maria e de todos os Santos, principalmente de São Miguel
Arcanjo, de São Jorge, eu peço ao Pai que desfaça todo o poder de
satanás na minha vida, e na vida de toda minha família, e clamo pela
vossa cura Salvação e libertação. Creio e confio na tua misericórdia,
no teu poder, e no teu perdão. Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito
Santo, Amem.

Oração ao Santo Anjo.

Poderoso Santo Anjo que por Deus nos foi concedido, para nossa
proteção e auxilio, em nome da Santíssima Trindade eu vos suplico,
vinde depressa, socorrei-nos em todas as nossas necessidades,
intercedei todos juntos ao Pai por mim e por toda minha Família,
Amem.
Oração à Santa Rita de Cássia

Ó poderosa Santa Rita, chamada de Santa dos Impossíveis,


advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio
e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da
desesperação, com toda confiança no vosso poder junto ao Coração
Sagrado de Jesus, a Vós recorro no caso difícil e imprevisto, que
dolorosamente oprime o meu coração. Obtende-se a graça que
desejo, pois, sendo-me necessária a quero. Apresentada por Vós a
minha oração, o meu pedido, por vós que sois tão amada por Deus,
certamente serei atendido. Dizei a Nosso Senhor que valerei da graça
para melhorar a minha vida e os meus costumes e para cantar na
terra e no Céu a divina misericórdia.

Rezar: 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Glória ao Pai.

Oração das Coisas Impossíveis.


Ó beata Santa Rita dos impossíveis, Vós que conheceis um coração
angustiado interceda junto ao Pai por mim ( pede-se a graça ).
Eu vos louvo para sempre curvando-me diante de vós.
Rezar: ( 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Glória ao Pai ).
Prece: Confio em Deus com toda a minha força e peço que ilumine
meu caminho e a minha vida. Pois tudo é possível quando se tem Fé.

Consagração pedida pela Virgem Santa em Anguera Ba.

Maria, Rainha da Paz e consoladora dos aflitos aqui estamos aos


vossos pés, com o coração cheio de alegria como Vós, para nos
consagrar ao Vosso Imaculado Coração, sede sempre a nossa
constante Companheira e protegei-nos dos perigos que nos cercam.
Abençoai nossas famílias e protegei o nosso Brasil, que também Vos
pertence. Dai-nos a Vossa paz, pois sois a nossa Rainha da Paz.
Ajudai-nos a viver e Evangelho do Vosso Filho e a ser mansos e
humildes de coração. Com este sincero ato de consagração,
pretendemos, como Vós, fazer a vontade do Pai.
Vemos o perigo em que o mundo se encontra e, com a Vossa ajuda e
a Vossa graça, queremos salvá-lo. Prometemos-Vos mais fervor na
oração, na participação da Santa Missa e, sobretudo, prometemos-
Vos ser fiéis à Igreja do Vosso Filho e ao sucessor de Pedro, o Papa
Bento XVI . Prometemos-Vos, ainda, viver a nossa consagração e
levar o maior número possível de almas ao Vosso dileto Filho, Nosso
Senhor Jesus Cristo. Pedimos a Vossa bênção e a Vossa proteção
para o nosso querido Brasil. Amém.

CONSAGRAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.

Ó Jesus, sabemos que fostes manso, e oferecestes por nós o


Vosso Coração. Coração coroado por espinhos, e pelos nossos
pecados! Sabemos que hoje, Também rezais pela nossa salvação,
Jesus, lembrai-Vos de nós quando cairmos no pecado. Fazei que, por
meio do Vosso Santíssimo Coração, todos nós, seres humanos, nos
amemos. Desapareça o ódio do seio da humanidade! Mostrai-nos o
vosso amor. Todos nós Vos amamos, e desejamos que o Vosso
Coração de pastor, nos proteja de todo o pecado. Entrai em todos os
corações, ó Jesus! Batei. Batei à porta do nosso coração. Sede
paciente e perseverante. Nós continuamos ainda fechados, porque
não compreendemos a Vossa vontade. Batei
continuamente. Fazei, ó bom Jesus, que saibamos abrir para Vós os
nossos corações, ao menos quando nos lembramos da Vossa paixão,
que sofrestes por nós. Amém.

CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA.

Ó Coração Imaculado de Maria, repleto de bondade, mostrai-nos o


Vosso amor. A chama do Vosso Coração, ó Maria, desça sobre
todos os homens! Nós Vos amamos infinitamente! imprimi nos nossos
corações o verdadeiro amor, para que sintamos o desejo de Vos
buscar incessantemente. Ó Maria, Vós que tendes um Coração suave
e humilde, lembrai-vos de nós quando cairmos no pecado. Vós
sabeis que todos os homens pecam, Concedei que, por meio do
Vosso imaculado e Materno Coração, sejamos curados de toda
doença espiritual. Fazei que possamos sempre, contemplar a
bondade do Vosso Materno Coração, e nos convertermos, por meio
da chama do Vosso Coração. Amém.

Consagrações ditadas por Nossa Senhora a JELENA, em novembro de 1983


Súplica a Santa Teresinha

Minha santa Teresinha do Menino Jesus, que prometestes enviar


uma chuva de rosas sobre o mundo, peço-vos: realizai em minha
vida vossa consoladora promessa. Preciso de uma chuva de
graças, que lave minha alma nas águas das bênçãos do Pai.
Intercedei por mim, junto ao vosso Bem-amado Jesus.
Acompanhai-me com vossas orações, aumentai minha confiança
na misericórdia divina. Alcançai-me a graça de não duvidar do
amor que Jesus tem por mim. Concedei-me, da parte de Jesus, o
dom da alegria, a capacidade de sorrir e crer, mesmo quando
houver escuridão dentro de mim. Fizestes do Amor o objetivo e
sentido de vossa breve vida. Enfrentaste com um sorriso todas
as provações e nada negaste ao Bom Deus. Que Jesus, vosso
amado esposo, Caminho, Verdade e Vida estejam sempre comigo
e com as pessoas que amo. Atendei-me esta graça

Oração
Nossa Senhora, minha Mãe e de minha Família, Mãe de todos
nós, volvei teu olhar benevolente para minha família neste
momento de tão grande aflição. Que o vosso olhar, seja o
sinal de vossa especial proteção nas dificuldades e desafios
que enfrento.
Afugente toda desesperança e desânimo. Dai-me tua mão.
Não permitais que me afaste de vós, nem que eu perca a fé.
Virgem dos pobres e dos fracos, inclinai vossos ouvidos e
venha em meu socorro, ouça a minha oração. Derrame luz
em meu caminho a fim de que eu vença estas barreiras.
Amém

Oração
Querida Mãe, Rainha da Paz, hoje senti um desejo muito grande de estar perto
de ti, de falar, de receber o teu amor, o teu carinho tão maternal. Sabe Mãe
querida, na nossa vida nem tudo é pleno e perfeito. É preciso que eu busque
alegria nela contida, mas ao invés disso, guardo em minha memória tantas
recordações de fatos que me marcaram, pessoas que me magoaram e tudo isso
pesa no meu coração tirando-me a paz. Eu peço a tua intercessão ó doce Mãe e
tão querida
Amiga. Ajuda-me a afastar para longe todas essas lembranças. Sei que sendo
Rainha da Paz o que mais desejas é a Suprema Paz, que é Jesus. Estejas pois,
com cada um de nós. Dá-me a Tua Paz, Ó Mãe, e que esta Paz se
derrame sobre todos os teus filhos. Que a Tua Paz Permaneça conosco e que
nada nos separe dela. Roga por nós . Amém.

JACULATÓRIAS COM INDULGÊNCIAS

As breves orações chamadas de jaculatórias, podem ser recitadas a


qualquer momento e trazem grande proveito pois são enriquecidas de
indulgências.

* Para se ganhar uma indulgência plena que é a remissão total da culpa


dos pecados já perdoados, é necessário confissão e comunhão e rezar na
intenção do Papa. Todas as indulgências podem ser aplicadas à almas do
purgatório Ø Fazendo o sinal da cruz e dizendo: - Em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo. - Se ganha indulgência de 100 dias cada vez que
recitada, fazendo-se com água benta 300 dias. Ø Ao Rei dos séculos,
imortal e invisível, único Deus, honra e glória pelos séculos dos séculos.
Amém. - Se ganha indulgência de 500 dias cada vez que recitada e
Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Seja feita, louvada e
exaltada eternamente a justíssima, altíssima e amabilíssima vontade de
Deus em todas as coisas. - Se ganha indulgência de 500 dias cada vez
que recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Benção e
claridade e sabedoria e ação de graças, honra, virtude e fortaleza ao
nosso deus pelos séculos dos séculos! Amém. - Se ganha indulgência de
500 dias cada vez que recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1
mês. Ø Em vossas mãos Senhor entrego meu espírito. - Se ganha
indulgência de 500 dias cada vez que recitada e Indulgência Plena se
recitada durante 1 mês. Ø Ó Deus, vinde em meu auxílio; senhor apresse-
vos a socorrer-me. - Se ganha indulgência de 500 dias cada vez que
recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Senhor
aumentai-nos a fé. - Se ganha indulgência de 500 dias cada vez que
recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Senhor, não
vos lembreis de nossas antigas maldades, e perdoai os nossos pecados
por amor de vosso nome! - Se ganha indulgência de 500 dias cada vez
que recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Eterno Pai,
eu vos ofereço o Sangue Preciosíssimo de Jesus Cristo em desconto dos
meus pecados, em sufrágio das santas almas do purgatório e pelas
necessidades da Santa Igreja. - Se ganha indulgência de 500 dias cada
vez que recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Jesus
Manso e humilde de coração fazei nosso coração semelhante ao vosso! -
Se ganha indulgência de 500 dias cada vez que recitada e Indulgência
Plena se recitada durante 1 mês. Ø Sacratíssimo Coração de Jesus tende
piedade de nós! - Se ganha indulgência de 500 dias cada vez que recitada
e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Enviai, Senhor,
operários à vossa messe! - Se ganha indulgência de 500 dias cada vez
que recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø
Suplicamos-vos, Senhor, concedei que na hora de nossa morte
mereçamos ser confortados com os sacramentos, purificados de todas as
culpas e recebidos jubilosos no seio de vossa misericórdia! Por Cristo
Nosso senhor. Assim seja. - Se ganha indulgência de 3 anos cada vez que
recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Ó Maria
concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós! - Se ganha
indulgência de 300 dias cada vez que recitada e Indulgência Plena se
recitada durante 1 mês. Ø Jesus, Maria, José! - Se ganha indulgência de 7
anos cada vez que recitada e Indulgência Plena se recitada durante 1
mês. Ø Jesus, Maria, José, expire minha alma em paz em vossa
companhia. - Se ganha indulgência de 7 anos cada vez que recitada e
Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Nossa Senhora da
Conceição Aparecida ( ou de Lourdes ou outro título aprovado pela Igreja)
rogai por nós. - Se ganha indulgência de 300 dias cada vez que recitada e
Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø Nós vos adoramos, ó
Cristo, e vos bendizemos, porque por vossa santa cruz remistes o mundo.
- Se ganha indulgência de 3 anos cada vez que recitada e Indulgência
Plena se recitada durante 1 mês. Ø Senhor meu e Deus meu! - Se ganha
indulgência de 7 anos cada vez que recitada na Elevação ou perante o
santíssimo exposto e Indulgência Plena se recitada durante 1 mês. Ø
Senhor meu e Deus meu! - Se ganha indulgência de 7 anos cada vez que
recitada na Elevação ou perante o santíssimo exposto e Indulgência Plena
se recitada durante 1 mês. Ø Adoramos-vos Senhor santíssimo, Jesus
Cristo, aqui e em todas as vossas igrejas do mundo inteiro, e bendizemos-
vos porque por vossa santa cruz remistes o mundo. - Indulgência de 7
anos a quem, ao entrar ou sair da igreja rezar de joelhos esta oração.
Indulgência Plena se durante um mês. Ø Ao se ajoelhar diante do
santíssimo exposto. 500 dias. Ø Por um sinal exterior de reverência ao
passar na frente de uma igreja. 300 dias. Ø Nas visitas ao Santíssimo e na
hora santa. 10 anos e Indulgência Plena se houver comungado no dia. Ø
"Minha Mãe Santíssima imprimi em meu coração as Chagas de Jesus
Crucificado". Indulgência de 300 dias cada vez. Ø "Oh! docíssimo Jesus
não seja meu juiz, mas meu Salvador". Indulgência de 100 dias cada vez.
v +Jaculatórias - Indulgência de 500 dias por cada uma destas três
jaculatórias ainda mesmo separadamente, se forem recitadas na elevação
da Santa Missa. a) Salve, vítima salutar oferecida por mim e por todo o
gênero humano, no patíbulo da Cruz. b) Salve precioso Sangue, que
jorrais das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado, e lavais os
pecados de todo o mundo. c) Recordai-Vos Senhor, da Vossa criatura, que
remistes com Vosso precioso Sangue. - Indulgência de 300 dias. Ø
Suplicamos-vos, Senhor, Vos digneis socorrer os Vossos servos que
resgatastes, com o Vosso precioso Sangue. v +Jaculatórias com
indulgências parciais. 1. Doce Coração de meu Jesus que tanto me amais,
fazei que eu vos ame cada vez mais. 2. Doce Coração de meu Jesus, sede
meus amor. 3. Coração de Jesus, abrasado de amor por nós, inflamai
nosso coração de amor por vós. 4. Jesus manso e humilde de Coração
faça o meu coração semelhante ao vosso. 5. Por toda a parte seja amado
o Sagrado Coração de Jesus.

ORAÇÃO DE GUERRA

Pai Celestial, eu me coloco diante de Ti em oração e louvor. Eu


me cubro com o Sangue do Senhor Jesus Cristo para me proteger
durante este período de oração, eu me submeto a Ti completamente e
sem reserva em todos os setores de minha vida. Eu tomo posição
contra toda a operação de Satanás que possa me impedir neste período
de oração e me dirijo exclusivamente ao Deus vivo e verdadeiro,
recusando-me a qualquer envolvimento com Satanás em minha oração.
Satanás, eu te ordeno, em nome do Senhor Jesus Cristo, que saias da
minha presença com todos os seus demônios . Entre mim e vós eu
coloco o Sangue do Senhor Jesus. Pai celestial, eu Te adoro e Te
louvo. Reconheço que Tu és digno de receber toda a honra, glória e
louvor. Renovo minha fidelidade e louvor.. Renovo minha fidelidade a
Ti e oro para que o bendito Espírito Santo me capacite nesse período
de oração.

Sinto-me grata, Pai celestial, por me teres amado desde a


eternidade passada e por me teres enviado o Senhor Jesus Cristo a
este mundo para morrer como meu substituto a fim de que eu fosse
redimida. Sinto-me grata porque o Senhor Jesus Cristo veio como meu
representante e porque através dele Tu me perdoaste completamente,
deste-me a vida eterna, deste-me a justiça perfeita do Senhor Jesus
Cristo, de modo que estou agora justificada. Sinto-me grata porque em
Cristo Tu me fizeste completa e porque Te ofereceste a mim para ser
minha ajuda e força diárias..
Pai Celestial, vem e abre meus olhos para que eu possa ver como Tu
és grande e como Tua provisão é completa para esse dia.

Em nome do Senhor Jesus Cristo, eu assumo meu lugar com


Cristo nos lugares celestiais, tendo sob meus pés todos principados,
potestades, poderes das trevas e espíritos malignos. Eu declaro que
todos os principados, potestades e todos espíritos malignos são-me
sujeitos no nome do nome do Senhor Jesus Cristo.

Sinto-me grata pela armadura que me providenciaste. Eu me sinto


com a verdade, revisto-me da Couraça da Justiça, calço as Sandálias
da Prontidão para o evangelho da paz e coloco o Capacete da
Salvação. Levanto o escudo da Fé contra todos os ardentes dardos do
inimigo; tomo em minha mão a espada do Espírito que é a Palavra de
Deus e uso a Tua Palavra contra todas as forças do mal em minha vida.
Eu me revisto desta armadura, vivendo e orando em completa
dependência de Ti, Bendito Espírito Santo.

Sinto-me grato, Pai Celestial, porque o Senhor Jesus Cristo


triunfou completamente sobre os principados e potestades e os
desmascarou. Reivindico toda essa vitória para minha vida hoje. Rejeito
todas as insinuações, acusações e tentações de Satanás.

Pai Celestial, faço a escolha de viver em obediência a Ti, em


comunhão Contigo e de viver na luz da Palavra de Deus que é a
verdade.

Abre meus olhos e mostra-me as áreas de minha vida que não Te


agradam. Opera em minha vida para que não haja nela nenhuma base
para Satanás tomar posição contra mim.

Mostra-me qualquer área de fraqueza, qualquer área de minha


vida na qual devo modificar algo para Te ser agradável. De todas as
maneiras, eu me coloco a Teu lado e sob o ministério do Espírito Santo.
Pela Fé eu me dispo do velho homem e permaneço dentro de toda
vitória da crucificação onde o Senhor Jesus Cristo forneceu a
purificação da velha natureza. Eu me revisto do novo homem e
permaneço dentro de toda a vitória da ressurreição e tomo posse da
provisão que Ele fez por mim ali, para viver acima do pecado. Portanto
eu me desvencilho da velha natureza com seu egoísmo, seu medo,
suas enganosas concupiscências e me revisto da nova natureza com
seu amor, toda sua força, e com toda sua justiça e pureza. Sob todos
os aspectos eu me coloco como herdeiro da vitória da ascensão e
glorificação do Filho de Deus, onde todos os principados, potestades e
poderes lhe foram sujeitos.

Bendito Espírito Santo, enche-me de Ti mesmo. Entra em minha


vida e derruba todos os ídolos e expulsa todos os inimigos. Sinto-me
grata, Pai Celestial, pela expressão da Tua vontade para minha vida
diária, conforme mostraste na Tua Palavra. Por isso reivindico toda
vontade de Deus para o meu viver hoje e sempre.

Eu Te agradeço por teres me abençoado com todas as bênçãos


espirituais nos lugares celestiais em Cristo Jesus.

Dou-te graças porque Tu me criaste para uma esperança viva


através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos e me fizeste
uma provisão tal que hoje eu posso viver cheio do Espírito Santo de
Deus com amor, alegria e auto-controle em minha vida.

E eu reconheço que esta é a Tua vontade para mim e, por isso,


rejeito e resisto a todas as tentativas de Satanás e seus demônios de
me roubarem a vontade de Deus. Recuso-me a crer em meus próprios
sentimentos e levanto o escudo da ge contra todas as acusações e
todas as insinuações que Satanás venha colocar em minha mente.

Pai Celestial, em nome do Senhor Jesus Cristo eu me submeto


completamente a Ti como um sacrifício vivo, e faço a escolha de não
me conformar com este mundo. Eu faço a escolha de ser transformado
pela renovação de minha mente pela Tua Palavra e peço que Tu me
mostres a Tua vontade e me capacites a andar em toda plenitude da
vontade de Deus.

Sou-te grato Pai Celestial, porque as armas de nosso conflito não


são carnais, mas poderosas em Deus para derrubar fortalezas, para
desfazer as imaginações e todas as coisas que se exaltam conterá o
conhecimento de Deus, trazendo cativo cada pensamento em
obediência ao Senhor Jesus.. Portanto, em minha própria vida, no dia
de hoje, eu derrubo as fortalezas de Satanás contra minha mente e
esmago todos os planos que ele armou contra mim.

Eu submeto minha mente a ti, bendito Espírito Santo.

Eu afirmo, Pai Celestial, que tu não concedeste espírito de temor,


mas de poder e amor e de uma mente sã; eu derrubo e esmago as
fortalezas que Satanás levantou contra as minhas emoções no dia de
hoje e entrego minhas emoções a Ti, Senhor.

Eu esmago as fortalezas que Satanás levantou contra minha


vontade no dia de hoje, e entrego minha vontade a ti, Senhor, fazendo
a escolha de tomar as decisões de fé que Te agradam.

EU esmago as fortalezas que Satanás armou contra o meu corpo


hoje e entrego meu corpo a Ti, Senhor, reconhecendo que sou o Teu
templo e me regozijo em Tua misericórdia e bondade. Pai Celestial peço
que tu me vivifiques. Mostra-me como Satanás está impedindo,
tentando, mentindo, dissimulando e distorcendo a verdade em minha
vida.

Capacita-me Senhor a ser a espécie de pessoa que Te seja


agradável.

Capacita-me a ser ousado na oração.

Capacita-me mentalmente a ser ousado e a pensar os Teus


pensamentos de acordo contigo, e a dar-Te o Teu lugar de direito em
minha vida.

Novamente me cubro com o Sangue do Senhor Jesus Cristo e oro


para que Tu, bendito Espírito Santo, coloques em minha vida, no dia de
hoje, toda obra da glorificação de Cristo Jesus.

Eu me recuso a ser desencorajado. Tu és o Deus de toda a


esperança. Tu tens provado o teu poder, ressuscitando Jesus Cristo
dentre os mortos e eu reivindico de todas as maneiras, a Tua vitória
sobre tidas as forças satânicas em minha vida, e rejeito essa s forças.
Eu oro em nome do Senhor Jesus Cristo com ação de graças.

Amém.

O Terço da Vitória
Simplesmente Uma Oração de Poder

- JO 3, 14-16: “...e do modo que Moisés levantou a serpente no


deserto, assim importa que o filho do homem seja levantado [...] porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para
todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”
- LC 11, 9 “Por isso vos digo: peça e vos será dado, buscai e
achareis, batei e vos Será aberto”
- JO 10, 11 “Eu sou o bom pastor, e o bom pastor dá a vida pelas
suas ovelhas.”
- MT 20, 30-34 “E eis que dois cegos assentados a beira do
caminho, tendo ouvido que JESUS passava clamaram: Senhor, filho de
Davi tem compaixão de nós! [...] condoído, Jesus tocou-lhes os olhos e
imediatamente recuperaram a vista”.
Diante destas passagens bíblicas, o gênero humano passa a ter
certeza de que Nosso Senhor Jesus Cristo opera de forma maravilhosa,
sempre buscando amparar aqueles que buscam seu auxílio. O terço da
vitória foi revelado para a humanidade com o intuito de firmar a fé e a
confiança dos homens em Deus; confiança esta que por diversas vezes
encontrou-se abalada frente às constantes duvidas oriundas da
incredulidade de parte da sociedade contemporânea. Quantas vezes
precisamos de auxílio divino em meio a uma dificuldade, e neste
momento, mesmo as palavras sendo positivas, o pensamento
permanece pessimista, como se Deus não estivesse a escutar nossa
prece! Mas, tal como no poema ‘pegadas na areia’ Jesus Cristo em sua
infinita misericórdia nos toma em seus braços em auxílio nas
dificuldades, e deste modo, está a esperar que seus filhos venham ao
encontro dele, para lhes conceder bênçãos. Caríssimos irmãos,
quantas vitórias a humanidade poderá conseguir se consagrar seus
objetivos a Nosso Senhor Jesus Cristo! Por esta causa, estamos
difundindo o terço da Vitória, uma reflexão magnífica, que de modo
simples ensina a enaltecer o santo nome de Jesus Cristo, além de ser
uma forma de recitar o rosário de um modo especial, que levará o fiel
ao engrandecimento e maturidade da fé, juntamente com o intimo
contato com Deus através da oração.

TERÇO DA VITÓRIA
(destinado à veneração do Santo Nome do Senhor Jesus)

Inicio: 1 credo, 3 Ave Maria (uma dedicada ao Deus Pai, outra


ao Deus filho e outra ao Espírito Santo), um Glória ao Pai.
Nas contas grandes: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal,
pelo poder se seu sangue derramado em reparação por nossos
pecados, e por intermédio do divino significado do sacrifício do seu
santo corpo no madeiro da cruz, ajuda-me a superar as barreiras e a
vencer as batalhas. Enxugue minhas lágrimas, e dai-me forças, daí-me
graças e dai-me bênçãos.
Nas contas pequenas: Nosso Senhor Jesus Cristo, nunca
ninguém que invocou teu santo nome ficou desamparado, concedei-me
a graça de... (dizer a graça desejada).
Antes do fim, reza-se 7 credos pelos ateus e pela constante renovação
da nossa fé.
Ao final reza-se um Pai Nosso e uma Salve Rainha.
Depois de terminar o terço, faça a seguinte consagração:
Senhor Deus Pai Todo Poderoso Criador de todo o universo,
Sagrado Coração de Jesus, Imaculado Coração de Maria e Coração
Castissimo de São José. Eu vos consagro nesta (manhã, tarde ou noite)
a minha mente(+), as minhas palavras(+), o meu corpo(+), o meu
coração(+) e a minha alma(+), para que a vossa vontade seja feita
através de mim nesta (manhã, tarde ou noite), que assim seja, Amém*.
* A cada sinal (+) fazer uma cruz na testa, na boca, no meio do peito,
no lado esquerdo (do coração), e no lado direito do peito.
OBS: O que você está esperando? Creia e peça! Jesus está te
esperando para lhe conceder muitas graças!

Oração – Maria, passa na frente


Maria passa na frente e vai abrindo estradas e caminhos.
Abrindo portas e portões.
Abrindo casas e corações.
A Mãe vai na frente e os filhos protegidos seguem seus passos.
Maria, passa na frente e resolve tudo aquilo que somos incapazes de resolver.
Mãe, cuida de tudo o que não está ao nosso alcance.
Tu tens poder para isso!
Mãe,vai acalmando, serenando e tranquilizando os corações.
Termina com o ódio, os rancores, as mágoas e as maldições.
Tira teus filhos da perdição!
Maria, tu és Mãe e também a porteira.
Vai abrindo o coração das pessoas e as portas pelo caminho.
Maria, eu te peço: PASSA NA FRENTE!
Vai conduzindo, ajudando e curando os filhos que necessitam de ti.
Ninguém foi decepcionado por ti depois de ter te invocado e pedido a tua
proteção.
Só tu, com o poder de teu Filho, podes resolver as coisas difíceis e
impossíveis.
Amém!

Colocamos abaixo o melhor jeito de rezar nas horas de necessidade:


TERÇO ABRE CAMINHOS
Creio, Pai-Nosso, 3 Ave-Marias e Glória
Nas contas grandes:
São Rafael com Tobias, São Gabriel com Maria, São
Miguel com toda a hierarquia, abrindo todas as vias.
No lugar das 10 Ave-Marias:
D - Maria Porta do Céu
R - Passa na frente
No final:
Santo Anjo e Salve Rainha
Glorioso Santo Antonio que tivestes a sublime graça de
abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me a graça
que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração.
Vós que tendes sido tão bondoso para com os
pecadores, não olheis para os poucos méritos de quem
vos pede, mas pelos méritos de tua santidade e
prestígio junto a Deus, atende o meu insistente pedido.
Amém. (Fazer o pedido).
Santo Antonio, rogai por nós.

Ó Mãe querida, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, socorrei-nos


sempre em todas as nossas necessidades, mas principalmente na
hora da nossa morte, Amem.

Site do sagrado coração de Jesus


http://www.asc.org.br
Ele sempre cumpre o que promete! Experimente.
http://as-12-promessas-do-sagrado-coracao.blogspot.com

Nossa Senhora continua aparecendo diariamente em


Mediugórie, e em Anguera Bahia, e ela diz que são as ultimas!
Veja as mensagens que ela nos deixa no dia 25 de cada mês, e
que são publicadas no site.
http://www.servosdarainha.org.br

Ela também esta aparecendo no Brasil, veja as mensagens que


ela nos deixa neste link:
http://www.apelosurgentes.com.br/

Obrigado Senhor por mais um dia!!!


Se você que leu essa mensagem, desejar receber um DVD com o filme das
aparições da virgem Maria, que estão acontecendo em Medjugorje, e
Anguera BA.Gratuitamente... E um CD com a gravação do rosário, um com
terço e cantos e mais CDs com palestra e testemunho, gratuitamente...
Mande um E-mail para luiz@movelandia.com.br Dizendo: Quero receber o
CD do rosário, com seu endereço completo, que enviaremos pelos correios
os CDs.Gratuitamente.
Se você tiver um gravador de CD pode baixar o rosário e cânticos aqui.
http://www.movelandia.com.br/rosario.htm

OBS: Devido ao grande numero de pedidos, ultrapassando meus limites, e para


poder continuar com essa missão, estamos solicitando a contribuição da postagem,
no valor de R$ 10,00, pois são em torno de 10 Cds. e Dvds. no total, para cada
pedido. Quem não tiver esse valor, escreva no e-mail. Não posso colaborar com o
frete, será enviado por minha conta. Obrigado.
Conta CEF. AG. 1268 CC. 4463-5 Luiz Freimuller.