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Geologicamente, os minerais são corpos sólidos (à temperatura ambiente), naturais (não resultam

da atividade do Homem), inorgânicos (não são feitos de/por dos seres vivos) de estrutura cristalina
(as suas partículas constituintes definem uma distribuição regular no espaço), com composição
química definida, fixa ou variável dentro de certos limites. Desta forma, não são minerais o mercúrio
(é líquido), a opala e calcedónia (não têm estrutura cristalina – são mineralóides) e a pérola (é
orgânica).
É ainda de destacar que é possível que os minerais sejam quimicamente semelhantes, mas
apresentem estruturas cristalinas diferentes – polimorfos (diamante e grafite). Por outro lado,
existem minerais com composição química diferente, mas que apresentam a mesma estrutura
cristalina – isomorfos (minerais do grupo dos silicatos). É a composição química e a estrutura
cristalina que determinam as propriedades dos minerais. Estas propriedades são muito importantes
no que toca à sua identificação. Destacam-se as seguintes propriedades:
 A cor, depende da absorção, pelos minerais, de certos comprimentos de onda do espectro
solar. Pode ser variável – minerais alocromáticos ou constante – minerais idiocromáticos. Há
minerais que são transparentes.
 O brilho, modo como os minerais refletem a luz natural por fratura recente, pode ser
metálico (semelhante ao observado nos metais) e não metálico.
 A risca ou traço corresponde à cor do mineral quando reduzido a pó. Em regra, minerais
alocromáticos têm risca incolor ou branca; minerais idiocromáticos não metálicos têm risca
igual à sua cor; nos minerais de brilho metálico a risca tende a ser negra.
 A dureza é a resistência que o mineral oferece ao ser riscado por outro ou por certos objetos.
A dureza pode ser absoluta ou relativa (usa-se frequentemente a escala de Mohs na
determinação da dureza relativa de um mineral).
 A clivagem distingue-se quando o mineral fica sujeito a uma pancada e se fragmenta de
forma regular e com direção definida em superfícies planas e brilhantes.
 A fratura distingue-se quando o mineral fica sujeito a uma pancada e se fragmenta de forma
irregular e sem direção definida.
 A densidade relativa, definida como a relação entre o peso de um determinado volume do
mineral e o peso de igual volume de água a 4 ºC ou a densidade absoluta são também
importantes para a identificação do mineral.
 Propriedades químicas: São exemplos o teste do sabor salgado para identificar halite, o teste
do cheiro, ou o teste da efervescência, que é uma reacção em que há libertação de dióxido
de carbono quando a calcite reage com um ácido.