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FAEME -FACULDADE EVANGÉLICA DO MEIO NORTE

TRABALHO
AS ESCOLAS NA EDUCAÇÃO NA ALTA E NA BAIXA
IDADE MÉDIA
A IDADE MÉDIA teve uma duração de aproximadamente início no século V e final no
século XV. É comum para facilitar o estudo desse período duas épocas: os
primeiros cinco séculos são chamados de Alta Idade Média e os cinco
séculos posteriores de Baixa Idade Média.Os parâmetros da educação na
idade média se fundam na concepção do homem como criatura divina, de
passagem pela Terra e que deve cuidar, em primeiro lugar, da salvação da
alma e da vida eterna. Tendo em vista as possíveis contradições entre fé e
razão, recomenda-se respeitar sempre o princípio da autoridade, que exige
humildade para consultar os grandes sábios e intérpretes, autorizados pela
igreja, sobre a leitura dos clássicos e dos textos sagrados. Evita-se, assim, a
pluralidade de interpretações e se mantém a coesão da igreja. Predomina a
visão teocêntrica, a de Deus como fundamento de toda a ação pedagógica
e finalidade da formação do cristão. Quanto às técnicas de ensinar, a
maneira de pensar rigorosa e formal cada vez mais determina os passos do
trabalho escolar.

a) Alta Idade Média


Período da Idade Média que se estende do século V ao século X.caracterizada,
basicamente, pela desagregação da sociedade antiga e pela formação do
sistema feudal;onde na teoria o rei era o poder supremo mas quem
comandava mesmo era os senhores feudais e a igreja (órgão mais influente
naquela época) podendo dominar até mesmo a força suprema de um rei - A
Alta Idade Média teve início com a invasão, ocupação e assentamento dos
vários germânicos, (como francos, visigodos, suecos, ostrogodos, lombardos,
anglo-saxão), regiões européias ocidentais, o que deu origem a inúmeros
reinos. Com as invasões bárbaras, a população passa a ser composta por
camponeses, dominada pelos proprietários de terras, sofrendo constantes
períodos de fome e ataques dos povos inimigos.

A economia agrária produzia poucos excedentes, além daqueles necessários


para o próprio grupo, que passou a conviver naquela comunidade. A atividade
comercial realizada com moedas não desapareceu totalmente.

Um fato importante que marcou o período da Alta Idade Média foi à mudança
na Escravidão, característica da Antigüidade Clássica foi substituída pela
servidão do escravo. Sua condição é a de um trabalhador semi livre, isto é,
trabalho que o indivíduo é obrigado a realizar não tendo poder de decisão e
não podendo abandoná-lo por vontade própria.

O Império mais importante do período da Alta Idade Média foi o Carolingeo,


sendo Calos Magno seu primeiro imperador. Ele sonhou reunificar, sob o
domínio dele território que antes pertencera ao Império Romano.

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A contenção das últimas ondas de invasões bárbaras (muçulmanas, húngaras),
século X, seguiu-se uma fase de relativa tranqüilidade em relação às ameaças
existentes na sociedade européia ocidental havia passado por profundas
transformações e já não tinha mais as características de pânico que marcaram
séculos passados.

B) Baixa Idade Média


Período da Idade Média que se estende do século XI ao século XV.

Por volta do século XI, as invasões de bárbaros diminuiriam gradativamente


até praticamente cessar neste período. Isto garantiu aos europeus um período
de relativa paz, pois a chegada de um novo povo sempre desencadeava em
uma série de batalhas. Essa relativa paz faz com que a segurança dos feudos
perca um pouco sua importância, isso faz com que aja uma migração
clandestina para as pequenas vilas (BURGOS) dos artesãos e servos que dão
inicio a produção nas manu-fábricas o comercio e o desenvolvimento das
cidades. É o inicio do sistema capitalista e da sociedade burguesa. A Baixa
Idade Média é um momento de grandes transformações na vida da
população ocidental. Neste momento, a sociedade que se desenvolveu e
dominou todo o período feudal – nome que se originou da instituição
denominada feudo.

Feudo é sinônimo de benefício. Significa um bem ou direito cedido a alguém


com várias obrigações, em especial militares. Aquele que cedo o bem se torna
suserano que passa a ser seu vassalo.

Surge o desenvolvimento do comércio, aonde na Europa começa acontecer


encontro de comerciantes, as feiras em princípio duas a três vezes em almas
cidades européias, mas com o desenvolvimento se tornaram periódica e fixas.

Após a queda do império Romano do Ocidente, os povos da Europa Ocidental


foram perdendo contato com os centros de cultura a leste do mediterrâneo.
Muito dos ensinamentos da Antigüidade foi perdido. O que sobreviveu à "Idade
das Trevas", foi graças a sua preservação em mosteiros. Durante séculos, a
educação formal não passou de um subproduto da religião.

Nos séculos XII e XIII, esta situação mudou. Por vários canais, o aprendizado
clássico foi (em filosofia, direito e ciências) recuperado. Escolas e
universidades foram fundadas. Ao mesmo tempo, surgiu uma nova arquitetura
– a Gótica – e a literatura floresceu.

O cristianismo foi adotado como a religião oficial do Império Romano, uma


experiência que não agradou a todos. Muitos preferiram abdicar dos confortos
materiais e prazeres que a sociedade oferecia. No Egito e na Síria – as partes
mais urbanizadas e prósperas do mundo romano – foram tantos os que
seguiram este caminho que centenas de novas comunidades dedicadas a
abnegação religiosa foram estabelecidas, muitas vezes no deserto, formando
assim os primeiros mosteiros. Nos séculos V e VI, esse estilo de vida chegou ao

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Ocidente e, enquanto a cultura romana entrava em colapso, os mosteiros
sobreviviam como ilhas de estabilidade e de aprendizado silencioso e
tradicional.

Por volta do século XII, a Europa Ocidental mostrava-se uma sociedade mais
populosa e complexa. Por toda a Europa, professores começaram a abrir novas
escolas, inclusive em pequenas cidades e vilas. Em 1500, mais de 70
universidades já tinham sido criadas.

Fora da Igreja, sempre houve, é claro, uma outra cultura – até mesmo na
"Idade das Trevas". A Igreja pode ter sido uma rica patrocinadora, mas os
nobres eram ainda mais ricos. Contudo, nos primórdios da Idade Média, a
cultura da aristocracia européia era essencialmente analfabeta. Exceto na
Inglaterra anglo-saxônica, seus ideais e valores raramente eram guardados na
forma escrita e, desta forma, sabemos pouco a seu respeito.

Curso: LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO


Matéria: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

Aluno: Aldo Anunciação Dutra

Professora: Gizeuda

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