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LENYSE VIANA ALVARENGA

A ATA NOTARIAL COMO MEIO DE PROVA DE ACORDO COM CÓDIGO DE


PROCESSO CIVIL DE 2015 E SUA APLICABILIDADE PELOS CARTÓRIOS DA
CIDADE DE IMPERATRIZ - MA

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao curso de Direito da
Faculdade FacimpWyden, como
requisito parcial para obtenção do título
de Bacharel em Direito.

Orientadora: Prof. Vanessa Diniz


Mendonça Miranda

IMPERATRIZ
2018

FACULDADE FACIMP | WYDEN


Av. Prudente de Morais, s/nº - Residencial Kubitschek
Imperatriz | Maranhão
CEP: 65910-140 | Telefone: (99) 2101.8298
CNPJ 69.441.194/0001-67
wyden.com.br/facimp
LENYSE VIANA ALVARENGA

A ATA NOTARIAL COMO MEIO DE PROVA DE ACORDO COM CÓDIGO DE


PROCESSO CIVIL DE 2015 E SUA APLICABILIDADE PELOS CARTÓRIOS DA
CIDADE DE IMPERATRIZ - MA

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao curso de Direito da
Faculdade Facimp Wyden, como
requisito parcial para obtenção do título
de Bacharel em Direito.
Aprovada em 10/05/2018

BANCA EXAMINADORA

(Mestre em Desenvolvimento Regional)


Faculdade FacimpWyden

Prof. Me. Jakeline Nogueira Araújo Pinto (Examinador I)


(Mestre em Desenvolvimento Regional)
Faculdade FacimpWyden

______________________________________________________
Prof. Me. Francine Adília Rodante Ferrari Nabhan (Examinador II)
(Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional)
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Catalogação na fonte -
Biblioteca da Faculdade Facimp | Wyden, Imperatriz/MA

340
A473a
Alvarenga, Lenyse Viana.

A alta notarial como meio de prova de acordo com Código de Processo Civil de 2015
e sua aplicabilidade pelos cartórios da cidade de Imperatriz-MA. / Lenyse
Viana Alvarenga.Imperatriz – MA, 2018.
32 f.

Trabalho de Conclusão de Cursode Direito(Graduação) – Faculdade de


Imperatriz,Facimp/ Wyden, 2018.
Orientador:Prof.Vanessa Diniz Mendonça Miranda.

1. Prova. 2. Cartório. 3. Extrajudicial. 4. Notarial. 5. FéPública.


I.Título.

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A ATA NOTARIAL COMO MEIO DE PROVA DE ACORDO COM CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL DE 2015 E SUA APLICABILIDADE PELOS CARTÓRIOS DA
CIDADE DE IMPERATRIZ - MA

Lenyse Viana Alvarenga1


Vanessa Diniz Mendonça Miranda 2

Resumo: Introdução: A presente pesquisa visa analisar a aplicabilidade da ata notarial como
meio de prova através de pesquisa nos cartórios de notas de Imperatriz – MA. O Novo Código
Processo Civil vigente, instituído pela Lei n. 13.105/15. Analisando a adoção da ata notarial
como meio de prova, se é um instrumento conhecido e qual sua eficácia dentro das atividades
processuais. Enfatizando a possibilidade de comprovar fatos e evidenciar a qualidade e
densidade probante da Ata Notarial. Objetivo: O objetivo nuclear destas considerações é o de
verificar como este instrumento público é elaborado e como pode ser utilizado como meio
probatório em processo judicial. Demais disto, destacar sua utilização para servir de base na
prevenção de conflitos de interesses a ser utilizado pelos operadores do Direito e aos habituais
usuários dos serviços notariais. Metodologia: Quanto ao propósito é explicativa, possuindo
uma abordagem quantitativa e qualitativa, utilizando-se de doutrinas sobre o assunto, livros e
pesquisas na internet e entrevista. Conclusão: Diante do exposto, foi constatado que a Ata
Notarial é um mecanismo pouco conhecido entre os operadores de direito e a sociedade em
geral, dificultando a simplificação dos processos judiciais através de seu uso como meio de
prova para colaborar com um processo mais célere e descomplicado. Devendo, diante dessa
problemática, por parte dos próprios Tribunais e pela Ordem dos Advogados do Brasil,
disseminar informações sobre a Ata Notarial através de palestras, cursos e treinamentos, para
alunos de direito e advogados, a fim de ampliar conhecimentos dos operadores de direitos
para que o assunto seja difundido a sociedade em geral e assim fomentar o uso dos meios
extrajudiciais de meio de conflitos.

Palavras-chave: Prova. Cartório. Extrajudicial. Notarial. FéPública

1
Acadêmica do 10º período do curso de Direito da Faculdade de Imperatriz – FACIMP, lenysev@gmail.com.
2
Orientadora

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Abstract: Introduction: This research goal construe applicability of the notarial protocol a
means of proof through research in the note offices of Imperatriz - MA. The new Code of
Civil Procedure in force, instituted by Law no. 13.105/15. Analyzing the adoption of notarial
records as a means of proof, whether it is a known instrument and how effective it is within
procedural activities. Emphasizing the possibility of proving facts and evidencing the quality
and evidentiary density of the Notarial Act. Objective: The core objective of these
considerations is to verify how this public instrument is elaborated and how it can be used as
a probative means in judicial process. Moreover, to highlight its use to serve as a basis for the
prevention of conflicts of interest to be used by legal operators and the usual users of notary
services. Methodology: The purpose is explanatory, having a quantitative and qualitative
approach, using doctrines on the subject, books and research on the internet and interview.
Conclusion: In the light of the foregoing, it was found that the Notarial Act is a mechanism
not well known among legal operators and society in general, making it difficult to simplify
judicial processes through their use as evidence to collaborate in a faster and uncomplicated.
Due to this problem, the Courts and the Brazilian Bar Association must disseminate
information about the Notary Act through lectures, courses and training for law students and
lawyers, in order to that the matter be disseminated to society at large and thus encourage the
use of extrajudicial means of conflict.

Keywords: Proof. Notary's Office. Extrajudicial. Notarial. Public Faith.

1. INTRODUÇÃO

A presente pesquisa tem o objetivo de analisar a aplicabilidade da ata notarial como


meio de prova através de pesquisa nos tabelionatos de notas da cidade de Imperatriz – MA. O
Novo Código Processo Civil vigente, instituído pela Lei n. 13.105/15, consignou a
necessidade de novas adaptações nos mecanismos jurídicos, com instrumentalização dos
meios eletrônicos nas formas procedimentais, demonstrando categoricamente a
imprescindibilidade da celeridade processual, expondo possibilidades de alcançar tal feito
através das Atas Notariais.
No presente estudo, analisaremos a questão da adoção da ata notarial como meio de

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prova, se é um instrumento conhecido e qual sua eficácia dentro das atividades processuais.
Enfatizando a possibilidade de comprovar fatos e evidenciar a qualidade e densidade probante
da Ata Notarial. A metodologia utilizada foi entrevista, técnica de coleta de dados na qual as
perguntas são formuladas e respondidas oralmente, portanto, trata-se de uma conversação
metódica, que proporciona ao entrevistador as informações solicitadas para compreender a
aplicabilidade da Ata Notarial na Cidade de Imperatriz-MA.
É sabido, que em um processo, a principal forma para evidenciar os fatos é através de
provas lícitas e moralmente legítimas (CPC). Diante disso, a Ata Notarial, prevista no rol de
provas do NCPC, é instrumento legítimo de a parte servir-se da fé pública em que o tabelião é
investido para atestar e documentar a existência de conteúdo em sites, páginas da internet ou
em redes sociais, tendo em vista que suas estruturas são inconstantes. No entanto, na atual
conjuntura jurídica, tal mecanismo de prova é pouco utilizado e desconhecido dos operadores
do direito, tendo como consequência procedimentos judiciais carentes de provas robustas e
válidas para embasar a sua legitimidade, prejudicando assim o direito, no seu mais puro
significado.
Dessa forma, de acordo com o código de processo civil, a ata notarial está para
beneficiar tanto a parte que produziu a prova, quanto ao julgador, que, diante da força
probante deste instrumento, terá mais segurança para decidir a lide e entregar uma prestação
jurisdicional devida.

2. ATA NOTARIAL

O objetivo nuclear destas considerações é o de verificar como este instrumento público


é elaborado e como pode ser utilizado como meio probatório em processo judicial. Demais
disto, destacar sua utilização para servir de base na prevenção de conflitos de interesses a ser
utilizado pelos operadores do Direito e aos habituais usuários dos serviços notariais.
Ata Notarial tem como finalidade a constatação de fatos pelo tabelião com o objetivo
de produzir prova para fins administrativos e judiciais. Visto que a Ata Notarial tem elevado
valor probatório, pois é revestida de fé pública, isto é, os atos em que o notário declarar,
presumem-se como verdadeiro, portanto o objetivo da introdução deste instrumento visa o
melhor aproveitamento dos meios de provas e interferirá diretamente no convencimento do

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juiz, beneficiando a parte que a produziu, com um processo célere e eficaz. Diante da
produção de prova mediante Ata Notarial, não há controvérsia quanto ao alegado na mesma,
por isto, como seu conteúdo é atestado pelo notário como verdadeiro, o juiz terá segurança em
considerá-la no processo, pois não deixará margem para questionamentos e formará assim seu
livre convencimento motivado, que é previsto no Código Processo Civil em seu artigo 371,
em que o Juiz está submetido a apreciar as provas e independentemente de quem tiver
promovido, através delas resolverá o mérito e indicará na decisão, as razões em que foi
composta o seu convencimento.
Donizetti(2017, p.106) comenta sobre a formação do convencimento do juiz.
O juiz é livre na formação de seu convencimento, na apreciação das provas e
argumentos apresentados pelas partes. Essa liberdade de convicção, no entanto, há
de ser exercida de forma motivada (princípio da motivação ou da fundamentação),
estando o juiz vinculado à prova e aos demais elementos existentes nos autos, bem
como às regras legais porventura existentes e às máximas de experiência. Tendo em
vista essas limitações, o princípio da persuasão racional do juiz situa-se entre o
sistema da prova legal, no qual há prévia valoração dos elementos probatórios, e o
sistema do julgamento secundumconscientiam, no qual o juiz pode apreciar
livremente as provas e decidir até contrariamente a elas.
A propósito, o art. 479 é um exemplo de que o sistema do livre convencimento
fundamentado encontra-se vivo no novo Código.

2.1 Objeto da Ata

Do conceito de ata notarial, acima observado, podemos compreender sua finalidade,


qual seja, a reprodução de um fato, sendo ele jurídico ou não e transcrever, sem que faça
nenhuma modificação, para o livro notarial, ou para outro documento, conforme seja a ata
oficial.
Por ser uma reprodução de fatos com valor jurídico, seu objeto deve se restringir à
atividade de transpassar, sem nenhuma interpretação ou modificação, para o livro notarial. As
Atas Notariais não têm eficácia basilar nem determinada, somente força probatória.
Como visto, a ata notarial é um documento que contém a narração imparcial, portanto
sem juízo de valores, e minuciosa de fatos jurídicos expressamente solicitados e que não
sejam de atribuição de outro profissional registrador, servindo como meio de prova
processual, formada extrajudicialmente. É dotada de versatilidade e praticidade, eis que é uma
prova pré-constituída porque lavrada por Tabelião de Notas e, consequentemente, documento
dotado de fé pública.

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Tem como uma de suas diversas finalidades embasarem o convencimento do
magistrado acerca da existência ou ocorrência do ato alegado sem, entretanto, vincular o
magistrado a decidir de acordo com o requerimento da parte que a produziu. Ao juiz,
notoriamente, se garante o princípio do livre convencimento na apreciação das provas.
São muitos os conceitos doutrinários sobre Ata Notarial, como o de Loureiro (2013, p.
752), que conceitua Ata Notarial como:
Ata Notarial é o documento notarial que se destina à constatação de fatos ou a
percepção que dos mesmo tenha o notário sempre que por sua índole não possam ser
qualificados de contratos, assim como seus juízos e qualificações. Em outras
palavras, é o instrumento público que tem por finalidade conferir fé pública a fatos
constatados pelo tabelião, por meio de qualquer de seus sentidos, destinando-se à
produção de prova pré-constituída.
A Ata Notarial é meio simples de produção de provas que se caracteriza como
comprovação de direitos, para que se alcance um processo judicial satisfatório, vez que a
alegação de ausência do fato pode ser comprovada através de um instrumento elaborado por
autoridade dotado de fé pública.

2.2 Conceito Histórico

Na Magna Carta, em seu Art.5º, inciso LV aduz que “aos litigantes, em processo
judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”.
Ao assegurar ao cidadão o acesso ao Poder Judiciário, deve-se também garantir a
eficácia processual, sendo fundamental, dentre outras, a elaboração de provas daquilo que está
sendo alegado.
Uma das finalidades da Ata Notarial, como abordada nesse artigo, é ser um
instrumento de prova em processos judiciais e administrativos. Dessa maneira, em virtude de
seu funcionalismo e simplicidade, se caracteriza como prova pré-constituída, visto que, por
ser lavrada pelo Tabelião de Notas é consequentemente, documento dotado de fé pública.
Posto isso, Cotrin Netto (1974)explica que:
O poder certificante do notário é uma faculdade que a lei lhe dá para, com sua
intervenção, evitar o desaparecimento de um fato antes que as partes possam utilizar
em proveito próprio de suas expectativas. A fé pública, em todo o momento do
negócio jurídico, é o caminho mais efetivo para a evidência (...). Tudo se reduz à
intervenção notarial que, com sua presença ou sua atuação, soleniza, formaliza e dá
eficácia jurídica ao que ele manifesta ou exterioriza no instrumento público, seja

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este escriturado ou não. Isto se relaciona, também, com o poder certificante do
notário, o que permite às partes, em forma voluntária, escolher a forma e o modo de
resolver seus negócios. (...). O notário, dentro de sua ampla gama de faculdades,
logrará, com sua intervenção, estabelecer a prova pré-constituída, que há de servir
de pauta legal, no momento em que seja necessário solicitá-la.
O aludido autor textualiza que:
Se dá a maior importância às atas notariais, como instrumento público em sua mais
alta validez; têm mais simplicidade que o instrumento formal, vale como a escritura
(...), e há de servir em juízo na oportunidade de se estabelecerem direitos, de se
abreviarem procedimentos de peritagem, e de outros trâmites relacionados com as
pretensões de quem tem o justo direito (...). (COTRIN NETTO, 1974)
Segundo Justino Adriano Farias da Silva (2004), Doutor em Direito e Professor de
Direito Civil e Procurador do Estado do Rio Grande do Sul, explicando sobre a Evolução
Histórica da Ata Notarial, “Ata Notarial é o documento passado pelo tabelião, ou por outrem,
que suas vezes fizer, mediante solicitação, no qual são relatados fatos, atos, acontecimentos,
estado ou situação de coisas, que ele presencia, ouve ou constata”.
Melo Júnior (2004, p.110) discorreu em sua obra sobre a origem da ata e destacou que:
É fato, a ata é uma das primeiras formas de manifestação documental que o homem
criou. Sua finalidade primacial e histórica é documentar fatos em todas as suas
modalidades. Ao contrário do que possa sugerir a sua etimologia vocabular latina
(ata vem de acta, que daria no vernáculo “coisas feitas”), a ata não teve origem no
Direito Romano. Seu nascimento se confunde com a própria origem da escrita. Mas
foi no Direito Romano que a ata passou ao seu uso popular.
Chicuta mencionando Nuñes Lagos (2004, p.174)confirma a simplicidade e
transparência da Ata Notarial, sem qualquer padrão dominante de valores morais na
elaboração deste documento, ao citar que:
O notário só tem atividade de ver e ouvir; não entra ao fundo do assunto, adaptando-
se ao direito apenas na forma: narra o fato e o descreve como é, não o manipulando,
nem o alterando; é cópia natural, de forma real, sem qualquer alteração pelo notário;
a assinatura das partes não é outorga, nem consentimento, mas conformidade com o
narrado e lido pelo notário, que é narração do ocorrido nesse instante. É só meio de
prova e sua eficácia é reflexo da ordem jurídica; não é criação autônoma, e o fato
comprovado pela ata terá valor.
Chicuta (2004), em análise ao artigo 405 do Código de Processo Civil, esclarece que,
por muitas vezes, o Superior Tribunal de Justiça tem afirmado que a escritura pública faz
prova atestada do que nela se contem, sobretudo dos fatos que ocorreram na sua presença
(conforme Recursos Especiais 6.944 e 28.768, relatores Ministros Dias Trindade e Eduardo
Ribeiro)”.Chicuta (2004, 181) Ele ainda destaca que:
Mesmo não havendo evidência da apreciação específica da Ata Notarial, não se
pode afastar a hipótese, que a conclusão não poderá ser diversa, eis que, ao aceitar

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uma escritura na qual o notário declara o que constatou diretamente, os julgadores
estão aceitando a afirmação do notário como prova dos fatos.
Outro aspecto interessante de mencionar, é que cada vez mais os equipamentos
digitais se fazem presentes e úteis no dia a dia. Com os recursos digitais como celulares e
máquinas digitais para registro de momentos importantes da vida das pessoas, acompanhado a
evolução tecnológica, tornou-se possível guardar todos os momentos que se acha oportuno, e
que posteriormente pode ser usado até mesmo como provas processuais.
Pois bem, há muito tempo se utilizou a fotografia em Juízo anexando-se as fotos e os
negativos aos autos para comprovação de um fato ou estado de coisas. Para regular isto e
tentar impedir eventuais fraudes, o Código de Processo Civil de 1973, em seu parágrafo
primeiro do artigo 385, estabeleceu que, quando se tratar de fotografia, esta terá de ser
acompanhada do respectivo negativo, como consta abaixo:
Art. 385. A cópia de documento particular tem o mesmo valor probante que o
original, cabendo ao escrivão, intimadas as partes, proceder à conferência e certificar
a conformidade entre a cópia e o original.
§ 1o - Quando se tratar de fotografia, esta terá de ser acompanhada do respectivo
negativo.
§ 2o - Se a prova for uma fotografia publicada em jornal, exigir-se-ão o original e o
negativo.
Segundo Brandelli (2011), um dos primeiros acontecimentos em que se tem historiado
do uso da Ata Notarial foi feito por Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada portuguesa,
narrou de forma minuciosa ao rei de Portugal, a descoberta do que presenciou as primeiras
formas do que seria hoje o Brasil.
O Novo Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/15) trouxe inovações, e também
ressaltou procedimentos já existentes, como a Ata Notarial. Embora seja pouco conhecida,
não é uma novidade, a mesma, não é muito utilizada nos procedimentos judiciais pátrios e não
tem a merecida atenção entre os operadores do direito, porém, ainda que não seja tão
conhecida e utilizada, remetendo ao contexto histórico, a ata notarial é tão antiga quanto a
própria função notarial, diz Brandelli (2011).
No Direito privado romano, durante o período de Justiniano, conforme Argentino I.
Néri(1980, p.1104), adotou-se, por influência da Igreja, o costume de redigir os contratos por
meio de atas feitas pelos tabelliones. Os tabelliones eram encarregados de lavrar, a pedido das
partes, os contratos, testamentos e convênios entre particulares, intervindo nos negócios
privados com notável aptidão como redator, propiciando uma eficaz conservação dos

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documentos.
Brandelli (2011) conclui: “Depreende-se da evolução histórica do notariado que se
trata de uma instituição pré-jurídica, que teve sua incoação e desenvolvimento decretados pela
necessidade social”, trazendo para o contexto atual, o novo código de processo civil baseou-se
no mesmo sentido para satisfazer a ineficiência do código anterior, que necessitava de alterar
alguns artigos para que fosse possível adaptar a norma ao caso concreto.
Devido à evolução, Ata Notarial tornou-se um ato diferente dos demais atos, tornando
especifico para constituir prova dos fatos narrados pelas partes e verificados pelo tabelião. É
considerado no âmbito jurídico, como um importante instrumento probatório para o processo,
visto que tem poder probante equiparado com da Escritura Pública prevista no Código
Civil,Artigo 215 da Lei n. 10.406/02, que é utilizada por sua natureza constitutiva
obrigacional, enquanto a Ata Notarial é apenas um ato de natureza autenticatória.

2.3 Conceito

A ata notarial é instrumento público através do qual o notário constata por suas
perspectivas, de um fato, situação já predeterminada, e o transcreve para seus livros de notas
ou para outro documento.
A Ata Notarial, de acordo com Valmir Gonçalves da Silva (2007), Notário e
Registrador de Cabo Frio, RJ, " [...] é um instrumento público posto à disposição do Notário e
da sociedade para narrar fatos jurídicos por ele presenciados, sem a emissão de juízo de valor
ou manifestação de vontades."
É a percepção de um ato ou fato, pelo notário, e a transcrição dessa percepção em
documento próprio. A ata notarial decorre da capacidade integral de autenticação de que é
concedido ao notário, onde lhe é incumbido o poder de descrever os fatos com autenticidade,
incumbência essa que encontra-se constante no artigo 6º, inciso III, da Lei nº 8.935/94. Tal
atribuição é inata ao tabelião e consiste, na exposição de Ceneviva (2010, p.43), na
“confirmação, pela autoridade da qual o notário é investido, da existência e das circunstâncias
que caracterizam o fato, enquanto acontecimento juridicamente relevante”. Para Pereira
(1995), consiste na comprovação, na afirmação, pelo notário, de um fato jurídico, seja ele
natural ou voluntário. Ainda atípico por inúmeros profissionais do direito, se observa 3 (três)

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importantes particularidades da ata notarial: sua previsão legal, sua distinção com as
escrituras públicas e declaratórias e seu campo de aplicação.
Para Ipiens, notário de Madrid, citado por diversos autores brasileiros e estrangeiros, a
Ata Notarial é:
Instrumento público autorizado por notário competente, a requerimento de uma
pessoa com interesse legítimo e que, fundamentada nos princípios da função
imparcial e independente, pública e responsável, tem por objeto constatar a realidade
ou verdade de um fato que o notário vê, ouve ou percebe por seus sentidos, cuja
finalidade precípua é a de ser um instrumento de prova em processo judicial, mas
que pode ter outros fins na esfera privada, administrativa, registral, e, inclusive,
integradores de uma atuação jurídica não negocial ou de um processo negocial
complexo, para sua preparação, constatação ou execução.

2.3.1 Previsão Legal

A Ata Notarial tem sua previsão legal na Lei nº 8.935/94, e no seu art. 7º, traz uma a
especificidade em que o Tabelião de Notas tem exclusiva competência de lavrar o instrumento
notarial, vejamos o artigo em que cita essa atribuição.
Art. 7º - Aos tabeliães de notas compete com exclusividade:
I – Lavrar escrituras e procurações públicas
II – ...
III – Lavrar Atas Notariais.
Parágrafo único. É facultado aos tabeliães de notas realizar todas as gestões e
diligências necessárias ou convenientes ao preparo dos atos notariais, requerendo o
que couber, sem ônus maiores que os emolumentos devidos pelo ato.
Com base na análise da legislação e da prática notarial é possível conceituar a ata
notarial como um documento de narrativa imparcial, portanto sem juízos axiológicos, e dispõe
de fatos jurídicos precisos, que são intencionalmente requerido pelo Tabelião de Notas. Este,
deve se ater em descrever aquilo que ouve, vê ou, como arrolado, podendo também, constatar
através de seus demais sentindo, como audição ou olfato.
Este documento pode servir de base probante de fatos jurídicos, assim entendidos
como aqueles considerados pertinentes para o Direito e que, por previsão no ordenamento
jurídico, geram efeitos a que a norma entende como sendo idôneo.
A Ata Notarial foi considerada como um instrumento autônomo, diferenciando-a do
gênero "escrituras públicas" mencionado no item I do art. 7º da Lei 8.935/94. No Brasil, até o
advento dessa lei, não havia o que se falar de ata notarial, ainda que seja um dispositivo muito

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utilizado em outros países latinos, como a Argentina e Espanha.
Antes da elaboração da lei 8.935/94, os fatos, atos e negócios jurídicos eram lavrados
através das escrituras públicas. Diante disso, o legislador separou os atos que deveriam ser
objeto das escrituras e das atas notariais.
É comum que os Operadores do Direito se deparem com acontecimentos em que a
produção de provas é excepcionalmente complicado, de difícil superação. Isto ocorre
principalmente naqueles casos que envolvem danos cujos resultados podem ser irreparáveis
ou de difícil reparação.
É a partir daí que deve ser dada a máxima importância à Lei 8.935/94, e em especial
para este tópico, ao artigo 6º. inciso III, que confere atribuição aos tabeliães, que notadamente
em muito facilita a produção do conteúdo probante no processo civil: autenticar fatos.
O artigo 7º. da aludida Lei deve ser reproduzido, dada a sua importância, para o
presente estudo:
Art. 7º. Aos tabeliões de notas compete com exclusividade:
I – lavrar escrituras e procurações, públicas;
II – lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados;
III – lavrar atas notariais;
Fica então mais claro entender o alcance e a utilização do artigo 405 do Código de
Processo Civil, ao estabelecer que: "O documento público faz prova não só da sua formação,
mas também dos fatos que o escrivão, o chefe de secretaria, o tabelião ou o servidor declarar
que ocorreram em sua presença".
O Código Civil também cita a atividade notarial em seu artigo 217, contextualizando
que: "Terão a mesma força probante os traslados e as certidões, extraídos por tabelião ou
oficial de registro, de instrumentos ou documentos lançados em suas notas".
Diante dessa disposição, pode-se constar o sigilo sobre o conteúdo da ata notarial,
assegurado que a ninguém seja dado o direito de saber o seu teor. O assunto nela contida pode
ser até utilizada em processo judicial adequadamente, mas nessa ocasião, não se assegura o
sigilo da prova entre as partes.
Diante disso, é bastante pertinente que a parte interessada se sirva da ata notarial, para
autenticar a reprodução daquele documento ou ato, que na contemporaneidade, se usa através
de celulares, e que podem ser facilmente encontradas em redes sociais e aplicativos
transmissores de mensagens, da qual se faz desnecessária fotografia impressa, visto que a

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parte pode se dirigir ao tabelionato de notas e mostrar através de seu aparelho tal fato que
queira que seja percebido através da Ata Notarial.
Cabe ao advogado então, cada vez mais, se valer deste meio de prova para mais
facilmente se chegar ao convencimento, em Juízo.

2.4 Ata Notarial X Escritura Publica

É comum que surja dúvidas entre escritura pública e a Ata Notarial, vez que, as duas
são de responsabilidade do tabelião. Todavia, é fácil a compreensão das diferenças e
semelhanças em que ambas possuem, pois, a escritura pública é um documento que possui a
manifestação de vontade das partes interessadas. O notário, ao confeccionar a Escritura
Pública, apenas descrever categoricamente aquilo que lhe informam, sem esmiuçar se todo os
fatos são fidedignos.
A Ata Notarial é a narração de um acontecimento em que o tabelião verificou ou
presenciou e os transcreveu como forma de documento que possui fé e conteúdo probatório de
uma escritura pública, o que lhe reveste o status de testemunha extrajudicial. Ademais, a Lei
n. 7.433/85 traz um tipo de proposta para a ata notarial diferentes daqueles já citados com
relação a Escritura Pública.
Além de ser utilizada em procedimento judicial, administrativo ou de forma restrita
em transações comerciais, a ata notarial é também um instrumento de autenticação em que o
tabelião, através de um evento ocorrido, descrito nos seus livros faz dele uma prova e
perpetuação da memória.
É sabido, que os principais documentos notariais são a escritura pública – que abrange
a procuração e o testamento; e a ata notarial. Os suplementares seriam a autenticação de cópia
reprográfica e reconhecimento de firma. Diante dessas classificações, pode ser compreendido
dadas expressões “Autenticar fatos” e “Lavrar atas notariais”.
Segundo Ipien, notário de Madrid, citado por diversos autores brasileiros e
estrangeiros
Ata Notarial é instrumento público autorizado por notário competente, a
requerimento de uma pessoa [ ..] que, fundamentada nos princípios da função
imparcial e independente [ ..], tem por objeto constatar a realidade ou verdade de um
fato que o notário vê, ouve ou percebe[...].

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Para Pereira(1995),Ex-Notário Paulista e Diretor do Boletim Cartorário, in “Ata
Notarial” do Boletim Cartorário, “Ata Notarial é instrumento destinado ao registro de fatos
jurídicos – sejam eles naturais ou voluntários – com consequências ou possíveis
consequências jurídicas”.
O propósito da ata notarial é atingido por exclusão, ou seja, para ser objeto de Ata
Notarial não pode ser objeto de escritura pública, visto que esta integra a Ata Notarial. A
diferença precisa entre as duas é a existência, ou não, de declaração de vontade, que está
presente na escritura, e ausente na ata. Assim, não pode o tabelião recepcionar uma declaração
de vontade destinada a compor um suporte fáctico abstrato, mediante ata notarial; a recepção
de tal manifestação de vontade, que caracteriza o ato jurídico lato sensu, dar-se-á mediante
escritura pública, através da qual o notário não somente recepcionará tal vontade como a
moldará juridicamente. Na ata há a narração de um fato, que caracteriza-se pela ausência de
manifestação de vontade.

3. ATA NOTARIAL COMO MEIO DE PROVA

3.1 Meios de provas

O código de processo civil de 2015 trouxe consigo o capítulo XII - DAS PROVAS, e
nele em seu artigo 369 informa o direito em que as partes tem de servir-se de todos os meios
legais e moralmente legítimos para provar a verdade dos fatos em que alegarem ou em defesa
para contribuir de forma eficaz na convicção do juiz, que é previsto nos artigos posteriores,
que cabe o juiz de ofício ou a requerimento das partes determinar as provas necessárias ao
julgamento do mérito. E diante do princípio do livre convencimento do juiz, ele apreciará a
prova presente nos autos, independentemente do sujeito que a tiver promovido, e indicará na
decisão as razões da formação de seu convencimento.
Ainda que não tenha lei específica no ordenamento pátrio, a Ata Notarial foi exposta
no rol de provas do artigo 384 do código civil vigente. Dentro desse capítulo, encontra-se a
Seção III- Da Ata Notarial, em que nesse artigo, faz menção a Ata Notarial, informando que é
um dos mecanismos de defesa utilizados como forma de provar "A existência e o modo de
existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, a requerimento do interessado,

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mediante ata lavrada por tabelião" e em seu parágrafo único menciona que arquivos
eletrônicos, gravações por imagem, vídeos ou áudios poderão ser incluídos em ata.
Na Subseção I - Da Força Probante dos Documentos, expõe a relevância em que um
documento público tem perante os demais documentos, em que o primeiro não faz prova só
da sua formação, mas também dos fatos em que o tabelião, servidor, dentre outros, podem
declarar que ocorreram em sua presença. Documento esse, que a Ata Notarial pode ser a
utilizada para o fim desse artigo 405, dessa subseção.
A Ata Notarial como meio de prova, é considerada por muitos como uma prova cabal
por ser atestado por tabelião e consequentemente ter fé pública, pode ser de grande valia nos
processos judiciais, visto que o juiz terá uma segurança ao considerar aquela prova como uma
prova fidedigna.
São muitas as possibilidades do uso da Ata Notarial como meio de prova. Para provar
acontecimentos ocorridos na esfera virtual, esse instrumento pode ser de grande valia no que
tange provar conteúdos em que foram oportunamente apagados para não constituir prova
contra aquele a quem redigiu, ou seja, com as inovações dos dias correntes, é comum ocorrer
discursões em redes sociais, tais como Facebook, Instagram, Twitter, em que são deferidos
injúrias e difamações, e logo após são acometidas por seus interlocutores. Diante disso, para
resguardar o direito do ofendido, a Ata Notarial convém para que nesses casos, a pessoa, em
tempo, procure o Tabelião de Registro de Notas para que o ele ateste e transcreve o ocorrido,
e lavre esse instrumento para que seja dotado de fé pública todos os dados e fatos em que
presenciou, e assim assegure o direito de provar e posteriormente ter a justiça em que se
almeja.
Assim como esse fato, pode também o Tabelião atestar além de conteúdos abusivos na
internet, fatos trabalhistas, acidentes, atestar a propriedade de imóveis, colher depoimento
testemunhal e diversas outras hipóteses de fatos em que podem ser evidenciados e transcritos
para ata para que seja utilizada como Prova judicial.

3.2 Formação

A Ata Notarial é um instrumento público confeccionada pelo Tabelião ou por seus


serventuários, em Cartórios Extrajudiciais que tenha atribuição de Registro de Tabelionato de

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Notas.
Ela deve ser feita através da constatação dos fatos, devendo está presente no momento
que do ocorrido, devendo relatar apenas o que ver, sendo impossibilitado escrever fatos em
que a parte queira que seja abordado.
Os principais documentos para que seja confeccionado a Ata Notarial é a identidade,
CPF e comprovante de residência do requerente, para que conste na qualificação do
solicitante da Ata Notarial. E os demais documentos será de acordo com a matéria objeto da
demanda, ou seja, se for caso de crime cibernético, deverá constar dados do aparelho em que
está sendo utilizado para constar os fatos, as fotos se houver, captura de tela, conteúdo da
conversa e etc.. Cada caso terá os documentos necessários específicos para atender a demanda
desejada, assim como nos demais processos judiciais e administrativo.

3.2.1 Minuta

ATA NOTARIAL, QUE NESTAS NOTAS FAZ (CAMPO A PREENCHER COM NOME
DA REQUERENTE), NA FORMA ABAIXO:

DATA, faço saber por esta pública ATA NOTARIAL que, no Cartório do (CAMPO A
PREENCHER) Ofício Extrajudicial de Imperatriz, Estado do Maranhão, localizado na Rua do
(CAMPO A PREENCHER), Bairro do (CAMPO A PREENCHER), perante a mim,
TABELIÃO, compareceu como

SOLICITANTE: (CAMPO A PREENCHER COM A QUALIFICAÇÃO DO


SOLICITANTE)

Reconhecida como a própria perante a mim, TABELIÃO, à vista de seus documentos


apresentados, do que dou fé. E, pela solicitante me foi solicitado que verificasse o seguinte:
do (CAMPO A PREENCHER COM OS FATOS)

Tudo foi observado e relatado conforme do (CAMPO A PREENCHER SE HOUVER TIDO


DIÁLOGOS VERIFICADOS NO ÁUDIO E MENSAGENS) por mim, TABELIÃO, ficando

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uma cópia do conteúdo das imagens, nestas Notas. Assim disse e me pediu lhe lavrasse a
presente Escritura Pública, que sendo-lhe lida em voz alta, aceita, outorga' e assina, comigo,
do (CAMPO A PREENCHER COM NOME DO TABELIÃO), que a digitei, subscrevo dou
fé e assino em público e raso, juntamente com as partes, (Ass) do (CAMPO A PREENCHER
COM NOME DA REQUERENTE). Valores Cobrados pelo ato (Lei Estadual n° 9.109/09):
Emolumentos R$ 159,50 + FERC R$ 4,80 = R$ 164,30. Está conforme. Trasladada em
(DATA). Eu, _____________________ Tabelião que subscrevi, a fiz digitar e assino em
público e raso.

Imperatriz-MA, (DATA).

Em testº ______________ da verdade.

______ASSINATURA DO TABELIÃO_____
NOME DO TABELIÃO
TABELIÃO

4. ATA NOTARIAL NOS CARTÓRIOS DE IMPERATRIZ-MA

4.1 Cartórios de Imperatriz-MA

Imperatriz conta com sete Cartórios Extrajudiciais, todos eles possuem a atribuição do
Tabelionato de Notas, que é o responsável pela elaboração do objeto dessa pesquisa, a Ata
Notarial, conforme art. 686, Seção XII do Código de Normas da Corregedoria Geral do
Maranhão.
A técnica utilizada de coleta de dados foi a entrevista, na qual as perguntas foram
previamente formuladas e respondidas oralmente. A entrevista foi utilizada para a obtenção de
informações a respeito do que os Tabeliães, escreventes e demais funcionários sabem, fazem
ou fizeram, vivenciam e também acerca das suas explicações, razões e opiniões a respeito da
Ata Notarial.
As entrevistas foram realizadas no dia 29 de outubro de 2018, com duração de 10 a 20

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minutos. No momento em que permitiam a entrevista, o Oficial ou responsável pela
elaboração da Ata Notarial assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, em
anexo, informando ter ciência de que a entrevista seria gravada e transcrita e que autoriza,
com o objetivo de contribuir para a pesquisa acadêmica.
As perguntas previamente elaboradas foram as a seguir:
a) qual a demanda para elaboração das atas notariais?
b) pode nos dizer em numeros, a quantidade de atas feitas nos ultimos anos?
c) das atas notariais elaboradas, quais as principais matérias abordadas?
d) quais são os documentos necessarios para confecção da ata notarial?
e) com o advento do novo codigo civil, evidenciando a importancia da ata notarial
para o processos judiciais, houve aumento na procura das atas notariais?

Diante disso, foi iniciada a pesquisa de campo com objetivo de conhecer e estudar o
uso da Ata Notarial em Imperatriz, e se é utilizada como meio de prova em Processos
Judiciais e Administrativos

4.1.1 Cartório 1° ofício

O nome Oficial dessa serventia é 1º Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais e
Tabelionato De Notas, e seu nome Fantasia é Cartório Veloso. A Tabeliã Titular é Sra. Maria
das Graças Souza Veloso e a Tabelião Substituto entrevistado foi José Roberto Sousa Veloso.
São atribuições deste ofício registros de nascimentos, casamentos, óbitos, interdições e
Tutelas, e Tabelionato de Notas, que é a principal atribuição para fins desse artigo.
O Cartório atualmente conta com uma média de 15 (quinze) funcionários e está
localizado Cidade de Imperatriz no Estado doMaranhão.
Uma das incumbências atribuída a este ofício é o Tabelionato de Notas, que tem a
competência de elaborar a Ata Notarial, objeto dessa pesquisa, diante disso, colhemos as
demais informações.
O responsável pela elaboração da Ata Notarial desse Ofício é o Tabelião Substituto
José Roberto Sousa Veloso, que foi o entrevistado, respondendo às perguntas previamente
elaboradas, esclarecendo dúvidas e expondo sua opinião no que diz respeito a Ata Notarial e

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seus efeitos.
Ele explicou que a maior demanda para elaboração da Ata Notarial em seu serviço
Registral se dá sobre matérias relacionadas a imóveis, sobre sua posse, compra e venda, e ele
acha que o aumento do número de procura se deu com a novidade da Lei nº 13.465, de 11 de
julho de 2017, que trouxe solução para diversos problemas que já tinham sido identificados na
usucapião extrajudicial, alterando a redação de incisos e parágrafos do art. 216-A da Lei de
Registros Públicos. Inclusive abordou sobre um congresso que esteve presente recentemente
que abordava sobre o assunto, o I Congresso dos Notários e Registradores do Maranhão, em
que tinha o dado de ter apenas uma única Ata Notarial feita até aquele momento.
Mas que diante da importância explicitada sobre a ata notarial relacionada a imóveis
não exclui as demais matérias a procura, como causas criminais, litígios de vizinhos,
cobrança, comprovação de residência e até mesmo o objeto mais conhecido do momento que
é a Ata Notarial para fins cibernéticos.
E para finalizar a visita, o Sr. tabelião José, nos informou que nos últimos três anos,
por mais que a procura tivesse aumentado, a quantidade feita foi em média de dez a quinze
Atas Notariais por ano, que percebeu o aumento da procura após o advento do Código de
Processo Civil de 2015, e relatou que um dos principais fatores para o baixo número de Atas
Notariais elaboras se dá em virtude da falta de conhecimento do poder probante que a mesma
tem, e que na sua opinião, poderia ajudar demasiadamente os processos judiciais, cita que
umas das facilidades é o recolhimento de depoimento judicial de forma tempestiva para fazer
prova dentro do processo, já que a fé pública que ela tem como atributo, poder de facilitar que
juiz tenha uma decisão mais acertada.

4.1.1 Cartório 2° ofício

O nome Oficial dessa serventia é 2º ofício de Registro Civil Das Pessoas Naturais E
Tabelionato De Notas, e seu nome Fantasia é Cartório Almeida. A Tabeliã Titular é Sra.
Maria Madalena Almeida e o Escrevente entrevistado foi Harryson André Cordeiro Cardoso.
São atribuições deste ofício registros de nascimentos, casamentos, óbitos, interdições e
Tutelas, e Tabelionato de Notas, que é a principal atribuição para fins desse artigo.

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O Cartório atualmente conta com uma média de 25 (vinte e cinco) funcionários, sendo
apenas ele que e exerce a função de transcrever a Ata Notarial. Esta serventia está localizada
na Cidade de Imperatriz no Estado do Maranhão.
Também, uma das incumbências atribuída a este ofício é o Tabelionato de Notas, que
tem a competência de elaborar a Ata Notarial, objeto dessa pesquisa, diante disso, colhemos
as demais informações.
O responsável pela elaboração da Ata Notarial dessa serventia é o Escrevente
Harryson André Cordeiro Cardoso, que foi o entrevistado, respondendo às perguntas
previamente elaboradas, esclarecendo dúvidas e expondo sua opinião no que diz respeito a
Ata Notarial e seus efeitos.
Inicialmente, o escrevente citou os documentos necessários para elaboração da Ata
Notarial, que basicamente são os documentos pessoais da pessoa requerente e explica como é
feita a confecção da Ata Notarial e como é realizada as visitas externas quando necessária
diligencia fora do cartório.
Basicamente é identidade e CPF da pessoa que requer, eu fico responsável pela
confecção e também pelas visitas externas quando necessário é, daí quando eu
trago todo esse material, eu elaboro o texto e a tabeliã faz a conferência,
juntamente com a parte interessada e daí a gente finaliza a ata.
Sobre a demanda, ele comentou sobre a procura e quais as principais matérias
procuradas e quais são possíveis de serem objeto da Ata.
Bastante, os clientes até que muito pouco, alguns, a maioria não tem informação
sobre a existência não sabe pra que serve. Mas os colegas (advogados) procuram
muito, e tem muita dúvida, inclusive, porque muitos deles querem fazer atas das
quais não tem como ser feitas, então, é um assunto que é bem desconhecido e
confuso pra alguns.
A exemplo disso citou:
Por exemplo: já teve gente querendo fazer ata de que fulano tem desejo de construir
um segundo andar em um imóvel. Não se faz esse tipo de ata né? Então tem
algumas coisas que são absurdas, eles querem que o cartório dê fé pública de uma
situação que ainda não existe.
Você não pode fazer uma Ata desse tipo de situação, se faz ata de fatos, daquilo que
eu posso realmente da fé de que existe, de que aconteceu e do que está acontecendo,
como é o caso dos crimes de internet de rede social, as discussões que tem por
conversas de Whatsapp, ou invasões de privacidade como fotos, vídeos, por aí vai.
Continuou explicando que uma das maiores demandas nessa serventia se dá em casos
cibernéticos. E informou a quantidade de Atas Notariais feitas nesse ano de 2018, e qual a
média anual dos últimos três anos.
Hoje é Whatsapp.

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Esse ano já fiz umas 5 atas. Nos últimos anos foram de uma a duas no máximo.
Pode se dizer que a Ata é um instrumento hoje conhecido, 2018 pra frente.
Esclareceu que diante dos números apresentados, se houve melhora do ano de 2015
para esse ano atual, e se o Código de Processo Civil teve alguma influência:
Muito grande, consideravelmente, teve pelo conhecimento da matéria em si. Muitos
colegas não tinham se atentado, e dado a devida importância.
Acho que pelo "boca a boca". Um usou teve sucesso e o outro foi puxando a mesma
ideia e por aí vai. Aí chegou o ponto que todo mundo ficou sabendo que a ata tem
uma utilidade, aí tá, o que está confuso ainda é para que serve. Porque todo mundo
acha que serve pra tudo. As vezes leem alguns comentários na internet e aí
confundem um pouco e levam pra um raciocínio não muito correto e acaba achando
que serve pra qualquer coisa.
Diante disso, expressou sua opinião quanto a utilidade da ata:
A utilidade da ata, sem sombra de dúvidas, tem uma utilidade muito grande. Pra
essa prova principalmente de fatos como publicação em redes sociais, facebook,
hoje você pode publicar fazer uma ata notarial dessa publicação e o cara de
repente amanhã tirar, então se você fizer ata previamente, você vai conseguir
deixar como prova que aquilo realmente existiu, entendeu? Que aquilo não é “fake”
como a gente chama hoje, e também Whatsapp.
Whatsapp hoje você pode mandar mensagens e o próprio remetente dela apagar,
então se você conseguir fazer a ata dessa mensagem antes que ela seja excluída, aí
você tem a prova que ela realmente existiu. E tem como acontece muito também,
greve de banco, greve de órgão públicos, eu posso ir lá ver a coisa acontecer e
relatar o que está acontecendo. Fazer essa diligência e relatar o que está
acontecendo, mas eu não posso dizer: há ontem tal coisa aconteceu, não eu preciso
está presente, e o relato deve ser momentâneo ou no dia.
Explanou sobre a importância da Ata Notarial:
A contribuição quando se há responsabilidade pelo o que está fazendo
principalmente, a contribuição do tabelião pra essa produção de prova é muito boa.
Se ela for sempre lícita, sem malicia e sem manipulação, ela ajuda a provar e dá fé
de muita coisa sem sombra de dúvidas. Coisas que você dependeria de uma ação
que sabe-se lá quando se mandaria algum oficial, ou se você precisasse produzir a
prova por si mesmo, nem sempre essa prova pode ser considerada como licita.
A fé do tabelião vai suprir muita coisa, mas tem que ter uma certa responsabilidade
e prudência na hora de fazer sem sombra de dúvidas.
Para finalizar, comentou sobre algumas dificuldades e responsabilidades do Tabelião:
O nosso trabalho é limitado até onde vai a cidade, eu não posso invadir a jurisdição
do colega de outros municípios que não são comarcas de Imperatriz, e se lá já tiver
cartório, atribui ao tabelião da cidade fazer esse serviço.
O que realmente gera uma dificuldade pra mim, pode ser tempo, pela minha
demanda de serviço e eu ser a única pessoa que estou tendo a capacidade de tratar
desse assunto no momento, e também as vezes a necessidade de ir ao local e eu não
poder ir por ter alguma demanda de cliente pra atender e não ter quem mandar com
a capacidade que eu tenho e a responsabilidade principalmente, é muito
complicado confiar nos outros não é fácil, é uma confiança que a tabeliã daqui do
cartório atribui a mim, que ela sempre confere todos os documentos porque a gente
confia sempre desconfiando , não porque aquela pessoa não seja de confiança, mas
é uma responsabilidade muito grande, pois quem fizer tem que ter a capacidade
plena e tem que ter maturidade pra fazer isso, porque não é brincadeira não, você

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meche com direito dos outros. Se cometer um pecado o prejuízo é alheio e não
próprio.

4.1.2 Cartório 3° ofício

O nome Oficial dessa serventia é 3º ofício, não tendo acesso ao nome oficial. A
Tabeliã Titular é Sra. KamillyBorsoi Barros. Informações essas tiradas da internet.
São atribuições deste ofício registros de nascimentos, casamentos, óbitos, interdições e
Tutelas, e Tabelionato de Notas, que é a principal atribuição para fins desse artigo.
Não foi possível entrar em contato com o Tabelião dessa Serventia para a realização
da entrevista.

4.1.3 Cartório 4° ofício

O nome Oficial dessa serventia é 4º Ofício, e seu nome Fantasia é Cartório Bandeira.
A Tabeliã Titular é Sra. Maria das Graças Bandeira de Aguiar Lima e o segundo Tabelião
Substituto entrevistado foi Holegário César de Menezes.
São atribuições deste ofício registros de Protesto de Títulos, Registro de Títulos e
Documentos, Registro Civil de Pessoas Jurídicas e Tabelionato de Notas, que é a principal
atribuição para fins desse artigo.
O Cartório atualmente conta com uma média de 9 (nove) funcionários. Esta serventia
está localizada na Cidade de Imperatriz no Estado do Maranhão.
Também, uma das incumbências atribuída a este ofício é o Tabelionato de Notas, que
tem a competência de elaborar a Ata Notarial, objeto dessa pesquisa, diante disso, colhemos
as demais informações.
O responsável pela elaboração da Ata Notarial dessa serventia é segundo Tabelião
Substituto entrevistado foi Holegário César, que foi o entrevistado, respondendo as perguntas
previamente elaboradas, esclarecendo dúvidas e expondo sua opinião no que diz respeito a
Ata Notarial e seus efeitos.
O Tabelião iniciou a entrevista falando sobre os documentos necessários para
elaboração.

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Para elaboração da ata notarial, aqui a gente pede cópia dos documentos pessoais
do declarante e dependendo do objeto da ata a gente solicita documentos que fazem
prova ao objeto pretendido lá na Ata. Então tipo, por exemplo, se for pra meios de
prova a gente pede fotos, históricos de e-mail, Whatsapp, qualquer prova que
venha, qualquer meio de prova que seja suficiente pra lavrar na ata.
Após perguntar sobre a demanda, ele expõe sua opinião sobre o assunto.
É bem baixa.
Eu acredito que a baixa demanda seja exatamente pela falta de conhecimento das
pessoas, do poder que a ata notarial tem. Inclusive a gente sabe que agora
recentemente, foi autorizado a usucapião extrajudicial. Que a ata notarial é
instrumento principal para o processo dessa formalização da usucapião
extrajudicial. Que para que isso é uma ferramenta importantíssima inclusive para
regularização fundiária. Que ela vai servir como peça, como acabei de falar, como
peça principal para o processo que corre dentro do cartório.
Logo após, foi direcionada a pergunta ao tabelião substituto, qual seria a média de
confecção de atas, e se houve aumento na procura para elaboração da após o advento do
Código de Processo Civil de 2015 e deu suas considerações sobre o assunto.
Não sei dizer exatamente, mas é em média duas por mês.
Apesar da demanda ser baixa, antes era mais baixa ainda, então houve uma leve
melhora.
Eu creio que sim, que os advogados que vem aqui, eles vêm com conhecimento da
mudança do código civil.
Eu vejo que a ata notarial ela veio pra reforçar nessa questão ai de meio de prova,
as vistas dos documentos apresentado, o juiz vai ter um entendimento, vai dá uma
decisão mais pautada da verdade, vai se aproximar cada vez mais de uma certeza
ali naquele processo. E como eu falei antes, a questão que eu acho a muito
importante, é a questão usucapião extrajudicial que isso aí é muito importante pra
formalização e regularização do imóvel daquele, da pessoa que faz o pedido junto
aos cartórios de registro de imóveis.
Diante disso, explicou como funciona os meios para confecção da ata notarial, quando
necessárias diligências fora do cartório, citou o código de normas e a lei 8.935/94 e alguns
exemplos do que ocorre.
Principais matérias que são feitas são pra fazer prova em locais. Por exemplo,
imóveis, imóveis abandonados, invasão de terras, tem procurado algumas vezes pra
fazer ata notarial e Whatsapp, questão de, confusão de briga entre marido e mulher.
Quando for pra contestação de abandono de imóveis por inquilinos, ai eu vou no
local, a gente tem o código de normas e a lei 8935, faz menção sobre isso, que o
tabelião pode ir no local.
Ao citar a capacidade do Tabelião poder sair do cartório para fazer diligências
externas, ele explica brevemente sobre a Tabela de Emolumentos, e finaliza sua contribuição
com a pesquisa.
A tabela de emolumentos equivale para todo estado, cada estado tem uma tabela
que é dado pela corregedoria. O valor é R$167,00 (cento e sessenta e sete reais) e
se exceder folhas é R$83,50 (oitenta e três reais e cinquenta centavos) e a diligencia
é R$21,70 (vinte e um reais e setenta centavos).

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4.1.5 Cartório 5° ofício

O nome dessa serventia é 5º Ofício, não tendo acesso ao nome oficial. A Tabeliã
Titular é Sra. Marluce Carvalho Branco. Informações essas tiradas da internet.
É atribuições deste ofício registros de protesto de títulos, registro de títulos e
documentos, registro civil de pessoas jurídicas e Tabelionato de Notas, que é a principal
atribuição para fins desse artigo.
Em nota, essa serventia possui a atribuição de Tabelionato de Notas, porém não a
exerce, portanto não foi possível realizar entrevista com o responsável.

4.1.6Cartório 6° ofício

O nome Oficial dessa serventia é 6º ofício de Registro de Imóveis e Tabelionato De


Notas, e seu nome Fantasia é Cartório 6º Ofício de Imperatriz. O Tabelião Titular é Sr.
Marcelo Claudio Bernardes Pereira (o primeiro tabelião concursado a assumir este cartório) e
a Escrevente entrevistada, Idelvania Teixeira Marinho.
São atribuições deste ofício Registro de Imóveis e Tabelionato de Notas, que é a
principal atribuição para fins desse artigo.
O Cartório atualmente conta com uma média de 60 (sessenta) funcionários, sendo 05
(cinco) atendentes, incluindo ela, fazem a Ata Notarial. Dos 05 (cinco) funcionários, 03 (três)
exerce a função de transcrever, e 02 (dois) de conferir. Esta serventia está localizada no centro
Cidade de Imperatriz no Estado do Maranhão.
Também, uma das incumbências atribuída a este ofício é o Tabelionato de Notas, que
tem a competência de elaborar a Ata Notarial, objeto dessa pesquisa, diante disso, colhemos
as demais informações.
O responsável pela elaboração da Ata Notarial dessa serventia é a Escrevente
Idelvania Teixeira Marinho, que foi o entrevistado, respondendo às perguntas previamente
elaboradas, esclarecendo dúvidas e expondo sua opinião no que diz respeito a Ata Notarial e

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seus efeitos.
Iniciou informando os documentos em que entende necessário, como a ata serve como
prova de fatos, inclusive citou brevemente a diferença da escritura pública de declaração e a
ata notarial.
Como a ata, ela serve como prova de fatos né tipo assim, pra provar uma situação,
geralmente os documentos apresentados são fotos, tipo se for de celular, o aparelho
celular que a gente tem que pegar o número de série do celular pra anotar todas
aquelas informações e geralmente é isso, só pego o documento de identidade ou
CNH, como é prova e fatos, quando é ocorrências, tipo ocorrência na rua, de
determinado acidente, que ai a gente tem eu ir lá pra poder verificar o fato pra
poder descrever. Não é a pessoa que vai descrever, diferente da declaração, que a
pessoa que vai descrever para a gente, a gente vai ver pra poder descrever.
Em relação as demandas, ela constatou em seus registros que nos últimos 3 (três) anos
número de procuras aumentaram, identificou que as pessoas tiveram conhecimento do que é a
ata notarial, e seu poder após o ano de 2015. Nos deu em números que no ano de 2014, antes
do advento do código de processo civil, o número de Atas Notariais transcritas foram de
apenas 3 (três). Em 2015 não houve nenhuma Ata confeccionada nessa serventia, porém em
2016 teve 4 (quatro) e no ano de 2017 houve um aumento significativo, de 23 (vinte e três)
Atas Notariais elaboradas, e em 2018 até o mês de outubro haviam feito 15. E relatou sobre a
demanda:
Não é tanta, mas aumentou nos últimos três anos que o pessoal aprendeu mesmo
que a ata tem grande valia no caso, pra poder provar alguma coisa, alguma
situação. Principalmente hoje em dia, nessa era digital, negócio de fake, essas
coisas são muito usadas.
Tendo em vista a escritura declaratória ela e bem menos, mas tem aumentado
porque o pessoal... nem mesmo os próprios advogados não conhece em si.
Diante disso, constata-se que a demanda está aumentando a cada ano. A escrevente,
comparou, tendo em vista a escritura declaratória que é mais utilizada, que a procura tem
aumentado, pois em seu entender, a Ata Notarial não é tão conhecida pelos próprios
operadores de direito.
Ela, assim, tendo em vista a escritura declaratória ela e bem menos, mas tem
aumentado porque o pessoal... nem mesmo os próprios advogados não conhece em
si.
Tenho mais de doze anos que trabalho aqui, eu sabia porque a gente ver mesmo
falando, mas de 2015 pra cá, a procura aumentou.
Porém, diante dessas informações, ela comentou um pouco sobre as principais
matérias procuradas como objeto da Ata Notarial.
Geralmente é invasão facebook, publicação, alguns fatos trabalhistas, que o
funcionário usa a senha do outro, essas coisas.

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A pessoa diz os dados, a gente acessa a rede social, e-mail dela, tudo a gente
fazendo e não ela vai olhando tudo que ela está querendo relatar. Ai tipo, se tiver
uma situação que a gente não viu e ela dizer: porque foi tal dia, junto com isso. A
gente não põe. A gente só coloca o que tá vendo mesmo, o que tá tendo acesso.
Falou também brevemente sobre a Ata Notarial e a Usucapião Extrajudicial.
Na verdade, a gente não faz a usucapião, a gente faz uma ata notarial para que a
pessoa junte com as outras provas pra poder da uma fé para aquele registro, é um
suporte. Porque como geralmente é documento de uma área que não tem
documento, é uma área invadida, uma pessoa de posse, aí a ata que dá um reforço,
mas tipo assim, a ata a gente faz. Mas só com a ata, pra ser franca, já teve duas
aqui que foram feitas que não foram registradas porquê e todo um processo. Você
faz a ata, ai da entrada no registro, ai do registro eles exigem alguma coisa que ver
que só ata não foi suficiente.
Tendo em vista que essa serventia é também de Registro de imóveis, a escrevente nos
informou sobre os casos de registro de usucapião extrajudicial, portanto a ata notarial não é
um instrumento que vá concretizar a usucapião, é apenas um dos meios de evidenciar se
existe ou não direito.
Foi feita várias atas, mas não teve nenhum registro.
Teve uma que na publicação, porque tem que publicar no jornal, apareceu uma
pessoa reivindicando. Ai já e um requisito pra paralisar o processo. Aí teve outro
que duas testemunhas se recusou.
Tá pouco conhecida a finalidade dela, porque assim, tem muitas situações que com
uma ata resolveria fácil, as vezes a pessoa vem e diz que acabou de acontecer
"assim assim assado", se soubesse o conhecimento, já vem com advogado, já faz o
processo todinho, as vezes nem fala a finalidade pra gente, e se fosse através de
uma ata, poderia ser bem mais ágil. Porque assim, a ata pode tanto ajudar como
atrapalhar. A gente teve caso que colocar o que a gente viu, mas que de certa forma
prejudicou ela, e ela disse que não sabia se ia ser usada, porque ela queria que a
gente colocasse uma situação que não foi naquele momento, ela omitiu pra gente e
ela queria que a gente colocasse que foi naquele momento, como foi uma coisa que
não ficou registrado, não tinha como a gente provar.
Para finalizar, a escrevente autorizada comentou um pouco sobre o que acha da Ata
Notarial e deu sua opinião como tem sido o uso.
Em questão de ata notarial pra outras finalidades, sem ser pra o fim de usucapião
ela é uma prova cabal. Porque a ata, pelo menos o que os advogados falam, é isso,
que pra um processo, é uma peça chave, mas pra um usucapião não é fundamental,
importante é, mas tem muito processo pra correr pra pessoa poder registrar.

4.1.7 Cartório 7° ofício

O nome Oficial dessa serventia é 7º ofício de Registro de Imóveis e Tabelionato de


Notas. A Tabeliã Titular é a Sra. Evelise Crespo Gonçalves e o terceiro Tabelião Substituto
entrevistado, José Feitosa Neto.

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São atribuições deste ofício Registro de Imóveis e Tabelionato de Notas, que é a
principal atribuição para fins desse artigo.
O Cartório atualmente conta com uma média de 23 (vinte e três) funcionários, sendo
03 (três) funcionários, incluindo ele, que elaboram a Ata Notarial. Esta serventia está
localizada na Cidade de Imperatriz no Estado do Maranhão.
Também, uma das incumbências atribuída a este ofício é o Tabelionato de Notas, que
tem a competência de elaborar a Ata Notarial, objeto dessa pesquisa, diante disso, colhemos
as demais informações.
O responsável pela elaboração da Ata Notarial dessa serventia é terceiro Tabelião
Substituto entrevistado, José Feitosa Neto, que foi o entrevistado, respondendo às perguntas
previamente elaboradas, esclarecendo dúvidas e expondo sua opinião no que diz respeito à
Ata Notarial e seus efeitos, e teve uma pequena contribuição da Escrevente Caroline Sousa.
O Tabelião iniciou falando um pouco sobre suas impressões sobre Código de Processo
Civil 2015 e as inovações quanto a Ata Notarial:
Apesar da inovação do Novo Código De Processo Civil, ainda é pouca, penso que
com essa inovação poderia dar mais amplitude, mas a procura ainda é baixa, e
procurei saber com outros colegas e com eles também são baixas. Em média é de 02
(duas) atas notariais por ano. Pensamos que a procura ia aumentar diante do
período eleitoral, por causa das fakenews, mas não houve aumento.
Maior objeto de demanda da ata notarial é sobre conversas de Whatsapp de brigas
de casais, e tivemos duas sobre pedido de usucapião. Acho que deveria haver mais
divulgação da própria em torno desse assunto, partindo da própria Ordem dos
Advogados, buscar parcerias, treinamentos, cursos, para poder divulgar esse
instituto, seria ideal, pois a procura entre os advogados é pouco, e a com a
sociedade em geral. Pois quem faz essa ponte é o Tabelião com o advogado.
Comentou também sobre a elaboração da Ata Notarial e quais são as matérias
procuradas para sua produção:
O que nós fazemos na ata: nós colhemos informações, transcrevemos de forma
imparcial. De duas uma, se você trouxer tipo uma conversa no Whatsapp, por
exemplo, você está brigando com seu cônjuge ou companheiro, nós fazemos a ata,
gravação “daquilo ali”, daquela conversa, e lavramos a ata de forma imparcial. Se
for usucapião, a gente vai lá constatar se a pessoa tem a posse mesmo, mansa ou
pacífica, temos que fazer entrevista com vizinhos próximos e com os vizinhos
distantes, para saber de fato a verdade sobre a posse para fazer o pedido de
usucapião. Não é difícil, é como se fosse um texto elaborado de forma imparcial.
Explicou também acerca da Ata Notarial como meio de prova:
Questão da ata para meio de prova, já é uma ajuda e tanto, o que se retira dos
braços do judiciário, acho que o judiciário tem que ter atribuições e de fato ter
como rotina deles com fatos mais propensos mais complexos do que uma briga
entre casal, que tem um Whatsapp, antes precisava fazer a usucapião que
necessitava fazer no fórum, que passava 10, 20 anos. Hoje em dia não, hoje com

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120 (cento e vinte) dias no cartório, apresentando toda a documentação
acompanhada do advogado você consegue ter sua propriedade.
A Escrevente autorizada fez considerações do que julga ser importante, e deu em
números a quantidade de atas produzidas:
Esse ano de 2018 a Ata foi mais procurada, esse ano já veio mais pessoas procurar.
Não tanto que a gente pensaria que ia ter, mas esse ano foi bem melhor do que o
ano de 2015 e 2016.
Nos anos de 2015 à 2018 foram feitas o total de 30 atas notariais, sendo que no ano
de 2015 foram feitas 03 (três); no ano de 2016 foram feitas 04 (quatro); no ano de
2017 foram feitas 08 (oito) e em 2018 foi 15 (quinze) Atas notariais.
Em 2018, depois que surgiu essa lei da usucapião o pessoal veio procurar mais.
Foram feitas apenas duas Atas Notariais sobre usucapião até o momento, mas
muita gente pede informação pra saber como funciona. Mas a maioria é só
informação, pois como é nova, eles querem mais saber informação.

4.2 Tabela de emolumentos

Emolumentos são taxas remuneratórias de serviços públicos, tanto notariais, quanto de


registro, configurando uma obrigação pecuniária a ser paga pelo próprio requerente.
A tabela de Emolumentos (figura 1) é feita pelo Tribunal de Justiça de cada Estado
federativo do Brasil. No Maranhão, o Desembargador Cleones Carvalho Cunha, faz no uso de
suas atribuições legais, que lhe são conferidas pelo artigo 38, da Lei Estadual nº. 9.109, de 29
de dezembro de 2009 e pelo artigo 3º, §1º, da Lei Complementar Estadual nº. 48, de 15 de
dezembro de 2000, para estabelecera atualização monetária de custas e emolumentos a serem
realizados todos os anos.
A Resolução do Gabinete da Presidência nº. 852017 com código de validação nº.
09425F85B6, nela dispõe sobre a atualização monetária das tabelas de custas e emolumentos
previstas na Lei Estadual nº. 9.109/2009, para o exercício de 2018:
CONSIDERANDO que a atualização do valor monetário não constitui majoração de
tributo (art. 97, § 2º, CTN), com a possibilidade de o reajuste ser realizado através
de ato administrativo;
RESOLVE, ad referendum do Plenário:
Art. 1º Atualizar monetariamente 1,9447700% os valores previstos nas tabelas
anexas à Lei Estadual nº. 9.109, de 29 de dezembro de 2009, e o limite geral
máximo das custas e emolumentos, passando a vigorar com as alterações dispostas
nesta Resolução e seus anexos.
Art. 2º O limite geral máximo das custas e emolumentos, previsto no artigo 37, da
Lei Estadual nº. 9.109/2009 fica estabelecido em R$ 10.441,20 (dez mil,
quatrocentos e quarenta e um reais, e vinte centavos).

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Art. 3º. Fica, ainda, acrescido aos emolumentos o percentual de 3% (três por cento),
previsto na Lei Complementar Estadual nº. 130/2009, inclusive sobre o limite geral,
previsto no art. 2º desta Resolução.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2018, revogadas as
disposições em contrário, especialmente a Resolução nº. 77/2016.

Figura 1: tabela de emolumentos


Fonte: TJMA, 2018.

5 CONCLUSÃO

Dado exposto é indubitável o valor jurídico em que a Ata Notarial possui e os efeitos
que podem ser gerados através dela. Porém, o que pode ser percebido através dessa pesquisa é
que, por mais que a Ata Notarial seja um instituto de extrema simplicidade e de possuir a
capacidade de fundar o convencimento do magistrado, para que ele possa decidir de forma
mais acertada, não é tão utilizada, sendo sua adoção precária pela falta de conhecimento não
possibilitando a Ata Notarial ter sua eficácia nas esferas judiciais.
Em virtude do princípio do livre convencimento do juiz, a Ata Notarial se mostra um
mecanismo de extrema importância visto que se caracteriza como efetivação de direitos para

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comprovar a existência ou inexistência de fatos que poderá ser comprovado através deste
instrumento público confeccionado por tabelião dotado de fé pública.
Através de breve analise percebemos que é um instrumento público simples em sua
elaboração e complexo nos efeitos em que pode gerar, pois existem inúmeras formas de
utiliza-la, e por isso merece maior atenção para que tenha um melhor aproveitamento na
esfera jurídica e administrativa. Ainda que evidente a importância da Ata Notarial, ela não
tem a devida notoriedade em que deveria ter para desempenhar suas finalidades de forma
efetiva.
Tendo em vista a quantia de atas elaboradas por ano, que varia de um cartório para
outro, mas que todos têm a mesma perspectiva de que a procura para entender o que é a Ata
Notarial e para que ela serve é consideravelmente boa, porém demanda é pouca, tendo em
vista que a cidade de Imperatriz possui sete cartórios extrajudiciais com atribuições para
elaboração dela, apenas seis exercem a função. E desses seis cartórios, a média de confecção
anual de Atas por essas serventias é menor que vinte, ou seja, a cidade de Imperatriz, com
número de 258.016 (duzentos e cinquenta e oito mil e dezesseis) habitantes, com a quantidade
exorbitantes de processos judiciais não resolvidos por falta de provas não fazem uso da Ata
notarial como meio de sanar tal contratempo em benefício de si ou de outrem pelo não
conhecimento da matéria.
Como foi relatado por parte dos entrevistados, Ata Notarial é um mecanismo pouco
conhecido entre os operadores de direito e a sociedade, impossibilitando a simplificação do
processo jurídico através de seu uso como meio de prova, para colaborar com um processo
mais célere e descomplicado. Podendo assim, por parte dos próprios Tribunais e pela Ordem
dos Advogados do Brasil, disseminar informações sobre a Ata Notarial através de palestras,
cursos e treinamentos, para alunos de direito e advogados, a fim de ampliar conhecimentos
dos operadores de direitos para que o assunto seja difundido a sociedade em geral e assim
fomentar o uso dos meios extrajudiciais de meio de conflitos.

REFERÊNCIAS

BRANDELLI, Leonardo.Teoria Geral do Direito Notarial. V.4. Rio de Janeiro: Saraiva,


2011.

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BRASIL.Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil:
promulgada em 5 de outubro de 1988. Brasília: Congresso Nacional, 1988. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>. Acesso em:
16 out. 2018

BRASIL. Lei n. 13105, de 16 de out. de 2018. Código de Processo Civil. Código de Processo
Civil: promulgada em 16 DE MARÇO DE 2015. Brasília. 2015. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm>. Acesso em:
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CENEVIVA,Walter.Lei dos Notários e dos Registradores Comentada: (lei n. 8.935/94).


São Paulo: Saraiva, 2010.

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(Coord.). Ata notarial. Porto Alegre: Instituto de Registro Imobiliário do Brasil, 2004.

DEMO, Pedro.Introdução à metodologia da ciência I. São Paulo: Atlas, 1985.

DIDIER JR, Fredie. Curso de direito processual civil: introdução ao direito processual civil,
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DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 20ª ed. São Paulo: Atlas,
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IPIENS, José Antonio Escartin. El acta notarial de presencia en el proceso.Revista Del


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LOUREIRO, Luiz Guilherme.Registros públicos: teoria e pratica. Rio de Janeiro: Método,


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essencial para o aperfeiçoamento da Justiça”. Anais do 3ºCongresso Notarial Brasileiro.
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PEREIRA, Antonio Albergaria. Comentários á lei nº 8.935. Serviços notariais e registrais.


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RODRIGUES, Felipe Leonardo. Ata Notarial Possibilita a Produção de Provas com Fé


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