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SEDEST

SECRETARIA DE ESTADO DO TRABALHO, DESENVOLVIMENTO SOCIAL,


MULHERES, IGUALDADE RACIAL E DIREITOS HUMANOS

Direito Administrativo
Agentes Públicos

Livro Eletrônico
© 12/2018

PRESIDENTE: Gabriel Granjeiro

VICE-PRESIDENTE: Rodrigo Teles Calado

COORDENADORA PEDAGÓGICA: Élica Lopes

ASSISTENTES PEDAGÓGICAS: Francineide Fontana, Kamilla Fernandes e Larissa Carvalho

SUPERVISORA DE PRODUÇÃO: Emanuelle Alves Melo

ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Giulia Batelli, Jéssica Sousa, Juliane Fenícia de Castro e Thaylinne Gomes Lima

REVISOR: Bárbara Pimentel

DIAGRAMADOR: Weverton Carvalho

CAPA: Washington Nunes Chaves

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DIOGO SURDI

Diogo Surdi é formado em Administração Pública


e é professor de Direito Administrativo em
concursos públicos, tendo sido aprovado para
vários cargos, dentre os quais se destacam:
Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil
(2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013),
Analista Tributário da Receita Federal do Brasil
(2012) e Técnico Judiciário dos seguintes
órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-
MS e MPU.

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DIREITO ADMINISTRATIVO
Agentes Públicos
Prof. Diogo Surdi

SUMÁRIO
Agentes Públicos.........................................................................................7
1. Conceito de Agentes Públicos....................................................................7
2. Classificações dos Agentes........................................................................8
2.1. Classificação de Hely Lopes Meirelles.......................................................9
2.1.1. Agentes Políticos................................................................................9
2.1.2. Agentes Administrativos.................................................................... 12
2.1.3. Agentes Honoríficos.......................................................................... 19
2.1.4. Agentes Credenciados....................................................................... 19
2.1.5. Agentes Delegados........................................................................... 20
2.2. Classificação de Maria Sylvia Zanella Di Pietro......................................... 21
2.2.1. Agentes Políticos.............................................................................. 22
2.2.2. Servidores Públicos.......................................................................... 23
2.2.3. Militares.......................................................................................... 23
2.2.4. Particulares em Colaboração com o Poder Público................................. 24
3. Regime Jurídico..................................................................................... 25
3.1. Obrigatoriedade do Regime Jurídico Único.............................................. 26
3.2. Regime Jurídico Estatutário.................................................................. 28
3.3. Regime Jurídico Celetista..................................................................... 29
4. Disposições Constitucionais sobre os Agentes Públicos................................ 29
4.1. Servidores Públicos em Sentido Amplo e Restrito..................................... 30
4.1.1. Servidores Públicos em Sentido Restrito.............................................. 30
4.1.2. Servidores Públicos em Sentido Amplo................................................ 30
4.2. Acesso a Cargos, Empregos e Funções Públicas....................................... 32

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Agentes Públicos
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4.2.1. Limite de Idade................................................................................ 35


4.2.2. A Questão do Exame Psicotécnico....................................................... 36
4.2.3. Edital.............................................................................................. 38
4.2.4. Direito de Nomeação........................................................................ 40
4.2.5. Apresentação da Documentação......................................................... 42
4.3. Remuneração dos Agentes Públicos....................................................... 45
4.3.1. Subsídio.......................................................................................... 45
4.3.2. Vencimentos.................................................................................... 46
4.3.3. Salário............................................................................................ 46
4.3.4. Remuneração em Sentido Amplo e em Sentido Estrito........................... 47
4.3.5. Teto Remuneratório.......................................................................... 48
4.4. Acumulação de Cargos, Empregos e Funções.......................................... 52
4.5. Direito de Greve e de Associação Sindical............................................... 54
4.6. Aposentadoria dos Servidores Públicos................................................... 57
4.6.1. Aposentadoria por Invalidez............................................................... 58
4.6.2. Aposentadoria Compulsória............................................................... 59
4.6.3. Aposentadoria Voluntária................................................................... 60
4.7. Direitos Sociais Atribuídos aos Servidores............................................... 61
5. Poder Hierárquico.................................................................................. 63
Resumo.................................................................................................... 70
Questões de Concurso................................................................................ 77
Gabarito................................................................................................... 98
Gabarito Comentado.................................................................................. 99

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Agentes Públicos
Prof. Diogo Surdi

Olá, aluno(a), tudo bem? Espero que sim!

Na aula de hoje, estudaremos as disposições constitucionais, doutrinárias e ju-

risprudenciais acerca dos agentes públicos.

Além disso, veremos as disposições relacionadas com um dos mais importantes

poderes administrativos: o Poder Hierárquico.

Grande abraço e boa aula!

Diogo.

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Agentes Públicos
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AGENTES PÚBLICOS

1. Conceito de Agentes Públicos


Os agentes públicos podem ser conceituados como todas as pessoas que

possuem uma vinculação profissional com o Estado, mesmo que em cará-

ter temporário e ainda que sem o recebimento de remuneração. Por isso

mesmo, trata-se de um conceito bastante amplo, que, de maneira geral, pode ser

definido por intermédio do artigo 2º da Lei n. 8.429/1992:

Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação
ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função
nas entidades mencionadas no artigo anterior.

Ainda que o artigo exposto seja restrito às disposições da Lei n. 8.429/1992, esta-

mos diante do conceito de agentes públicos que comumente é utilizado pelas bancas

organizadoras, uma vez que apresenta um sentido bastante amplo de agentes públi-

cos.

É por meio dos agentes que o Estado exerce suas funções e pratica os atos admi-

nistrativos que lhe são competentes. Assim, em caso de dano causado ao particular

em decorrência da atuação estatal, será o Estado quem será responsabilizado, e não

o respectivo agente. Posteriormente, verificando o Poder Público que o agente agiu

com dolo ou culpa, poderá promover a competente ação de ressarcimento.

Aprendendo na Prática

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Agentes Públicos
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Suponha que um agente público, dirigindo um veículo oficial do órgão público onde

desempenha suas atribuições, deixa de observar a sinalização de trânsito e colide

com um veículo particular.

Neste caso, quem responderá perante o particular que teve o automóvel danifica-

do será o próprio Poder Público. No caso de dolo ou culpa do agente público (caso

tenha havido a intenção ou o agente tenha sido imprudente, negligente ou imperi-

to), terá o Estado a faculdade de ajuizar uma ação regressiva contra o servidor que

causou prejuízo ao particular.

Ainda que o exemplo transcrito trate do conceito de responsabilidade civil do

Estado, conseguimos, por meio da situação narrada, verificar como os agentes

públicos são importantes para a realização de todas as atividades que o

Estado se dispõe a prestar.

Quanto mais íntegros, eficientes e preparados os agentes públicos forem,

melhor será o desempenho da atividade estatal e do bem-estar da coletividade.

2. Classificações dos Agentes

A classificação dos agentes públicos é tema que não apresenta uniformidade

por parte dos autores administrativistas. Basicamente, as bancas utilizam a classi-

ficação apresentada por Hely Lopes Meirelles, por meio da qual os agentes públicos

são divididos em cinco categorias: agentes políticos; agentes administrativos;

agentes honoríficos; agentes delegados; e agentes credenciados.

Ocasionalmente, é possível encontrar questões exigindo o conhecimento da

classificação da autora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, para a qual os agentes pos-

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Agentes Públicos
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suem quatro classificações: agentes políticos; servidores públicos; militares;

e particulares em colaboração com o Poder Público.

Classificação de Hely Lopes Meirelles Classificação de Maria Sylvia Zanella Di Pietro


Agentes políticos Agentes políticos
Agentes administrativos Servidores públicos
Agentes honoríficos Militares
Agentes credenciados Particulares em colaboração
Agentes delegados

2.1. Classificação de Hely Lopes Meirelles

2.1.1. Agentes Políticos

Os agentes políticos são aqueles que ocupam os mais altos postos no âmbito

dos Poderes da República, estando ligados às decisões fundamentais do Estado

e possuindo grande parte de suas competências estabelecidas diretamente pela

Constituição. Outra peculiaridade dessa classe é o alto nível de autonomia que

possuem para tomar as suas decisões.

No âmbito do Poder Executivo, os agentes políticos são os ocupantes dos mais

altos cargos da Administração Pública, tal como os Chefes do Poder Executivo (Pre-

sidente, Governador e Prefeito) e seus respectivos Ministros e Secretários Esta-

duais e Municipais.

Durante algum tempo, houve certa dúvida sobre a questão de os Magistrados

pertencerem ou não à classe dos agentes políticos. Coube ao STF, no julgamento do

Recurso Especial n. 228.977, sedimentar o entendimento, considerando todos os

magistrados (independentemente da esfera ou área de atuação) agentes políticos:

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Agentes Públicos
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Jurisprudência para Concursos


Os magistrados enquadram-se na espécie agente político, investidos para o
exercício de atribuições constitucionais, sendo dotados de plena liberdade fun-
cional no desempenho de suas funções, com prerrogativas próprias e legisla-
ção específica.

A grande discussão existente, atualmente, está na classificação que deve ser

adotada para os membros dos Tribunais de Contas e para os membros do Minis-

tério Público.

No que se refere aos membros dos Tribunais de Contas, temos a inusitada situa-

ção de que a doutrina os classifica como agentes políticos, ao passo que o STF,

em sentido oposto, os classifica como agentes administrativos.

Em questões de provas, aconselha-se que seja utilizado o seguinte enten-

dimento: caso a questão solicite a classificação dos membros dos Tribunais de

Contas e mencione expressamente que deve ser utilizado o entendimento de

acordo com o STF, deve-se responder que estes, indiscutivelmente, são agentes

administrativos.

Para todas as demais situações em que a questão não vier “blindada”, deve

ser respondido que os membros dos Tribunais de Contas são classificados como

agentes políticos.

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Agentes Públicos
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No caso dos membros do Ministério Público (Promotores e Procuradores), a


corrente majoritária tem entendido que eles pertencem à classe de agentes polí-
ticos, uma vez que, ainda que o Ministério Público não se trate de um dos Poderes
da República, é inegável que sua função é imprescindível para a defesa da ordem
jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis,

conforme estabelece o artigo 127 da Constituição Federal.

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Agentes Públicos
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2.1.2. Agentes Administrativos

Se os agentes políticos se caracterizam por possuir uma grande parcela de po-

der, podendo exercer suas atribuições com autonomia e discricionariedade, não se

pode afirmar isso dos agentes administrativos, uma vez que tal classe de agentes

se caracteriza justamente pela subordinação e pela hierarquia funcional.

Assim, os agentes administrativos são todas as pessoas investidas no âmbito de

um órgão ou entidade da administração pública, com competências executórias

e tendo seus direitos e deveres sendo regulados por meio de uma lei, e não dire-

tamente da Constituição.

Percebe-se que temos agentes administrativos tanto no âmbito dos órgãos da

administração direta quanto nas entidades da administração indireta. Em ambas as

organizações, há a necessidade de agentes encarregados de cumprir as atividades

necessárias para que o Poder Público consiga manifestar sua vontade.

2.1.2.1. Cargo, Emprego e Função Pública

Os agentes administrativos podem vir a ocupar cargos, empregos ou funções

públicas no âmbito da estrutura da Administração Pública.

Cargos públicos

Os cargos públicos podem ser conceituados como o conjunto de atribui-

ções, responsabilidades, direitos e obrigações que são atribuídas aos ser-

vidores públicos para o desempenho das suas atividades funcionais. Dessa

forma, quem ocupa cargo público encontra-se regido por um estatuto funcional,

que é o documento legal em que todos os direitos e benefícios do servidor público

encontram-se presentes.

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Agentes Públicos
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Ressalta-se que a criação de cargos públicos deverá ser feita por intermédio de

lei, sendo que a iniciativa para propor a norma caberá ao chefe do respectivo Poder

em que os cargos estão sendo criados.

Os cargos públicos podem ser divididos em cargos isolados, cargos de car-

reira e cargos em comissão.

Os cargos isolados são aqueles que são formados apenas por uma classe, sen-

do que o seu ocupante, com o passar do tempo, não possui o direito de progredir

na carreira.

Os cargos em carreira, em sentido oposto, são aqueles que são organizados

em classes, de forma que os servidores ocupantes, após um intervalo de tempo e

desde que atendidas as demais condições previstas em lei, progridem na carreira.

Aprendendo na Prática

Se tomarmos como exemplo a estrutura de cargos do Poder Judiciário da União,

veremos que estes são organizados em três classes (A, B e C), sendo que cada

classe é composta por diversos padrões. Representam os padrões, dessa forma,

uma subdivisão das classes.

No âmbito do Poder Judiciário da União, as Classes A e B possuem 5 padrões, e a

Classe C possui 3 padrões.

Assim, ao entrar em exercício, o servidor público pertence à Classe A e ao padrão

1. Após o intervalo de 1 ano, passará ele, desde que atendidos todos os requisi-

tos legais, ao padrão 2, mas ainda estará dentro da mesma classe. O processo de

mudança de padrão é chamado de progressão.

Quando o servidor chegar ao último padrão da Classe A (A5), passará ele, após o

período de 1 ano, para o primeiro padrão de uma nova Classe (no caso, a B). Nessa

hipótese, não ocorre a progressão, mas sim a promoção do servidor.

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Agentes Públicos
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Os cargos em comissão são aqueles destinados às funções de direção, che-

fia e assessoramento. Em virtude dessa condição, são considerados de livre no-

meação e exoneração por parte da autoridade competente, o que implica dizer que

a sua nomeação independe da realização de concurso público, requisito imprescin-

dível para a admissão dos servidores estatutários e dos empregados públicos.

De acordo com a Constituição Federal (art. 37, V), os cargos em comissão po-

dem ser providos tanto por servidores já ocupantes da carreira funcional (e

que foram aprovados em concurso público) quanto por terceiros que ainda não

possuam vínculo funcional com o respectivo Poder Público.

Entretanto, como forma de evitar que todo os cargos de direção, chefia e asses-

soramento fossem providos exclusivamente por pessoas alheias ao serviço público,

a Constituição Federal estabeleceu que as leis organizadoras de cada carreira deve-

rão determinar que seja observado um percentual mínimo de servidores de carreira

para as nomeações destinadas aos cargos em comissão.

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Agentes Públicos
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Aprendendo na Prática
Caso um parlamentar resolva nomear um assessor para chefiar o respectivo gabi-
nete, poderá ele optar entre realizar a nomeação de um servidor de carreira ou de
um terceiro que não possua vínculo com o órgão público.
No entanto, o total geral das nomeações para cargos em comissão deverá observar
um percentual mínimo de servidores de carreira. Tal percentual deverá constar na
lei que regulamenta a carreira dos servidores.

Empregos públicos
Os empregos públicos são exercidos por pessoas que se sujeitam às regras
da CLT, tal como ocorre com os funcionários da iniciativa privada, mas com a pe-
culiaridade de estarem exercendo suas atribuições no âmbito da Adminis-
tração Pública.
Em outras palavras, os empregados públicos podem ser entendidos como pes-
soas que trabalham nas entidades da Administração Pública indireta que possuem
personalidade jurídica de direito privado. Tais entidades são as ditas empresas esta-

tais, conceito que abarca as empresas públicas e as sociedades de economia mista.

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Agentes Públicos
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Como essas pessoas são regidas pela CLT (que é o regime adotado pelas empre-

sas privadas), podemos chamá-los de empregados. Entretanto, como essa “em-

presa” é uma entidade da Administração Pública, ela deve obediência a uma série

de regras previstas para o direito público, tais como a necessidade da realização

de concurso público e a obrigatoriedade da prestação de contas. Logo, nada mais

natural do que a denominação “públicos” para tais agentes.

Servidores públicos Empregados públicos


Regidos por um estatuto funcional Regidos pela CLT
Pertencem à Administração Pública Pertencem à Administração Pública
Normas de direito público Normas de direito privado
Garantias como a estabilidade Direitos como o FGTS

Função pública

Por fim, temos a função pública, que é encontrada pelo critério residual em

nosso ordenamento. Assim, os agentes que não ocuparem um cargo ou um empre-

go público, mas que desempenharem atividades em regime de vínculo com o Poder

Público, serão classificados como ocupantes de uma função pública.

De acordo com Hely Lopes Meirelles, em passagem que já foi objeto de vários

questionamentos em provas de concursos, “Todo cargo tem função, mas pode

haver função sem cargo”.

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Agentes Públicos
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Aprendendo na Prática
Ao ocupar um cargo público, o servidor passa a desempenhar uma série de fun-
ções. Como consequência, o servidor ocupa um cargo público e desempenha uma
função pública.
Situação diferente ocorre com um mesário convocado para trabalhar nas eleições.
Nessa situação, ele não ocupa um cargo ou um emprego público, uma vez que suas
atividades serão realizadas por um prazo determinado de tempo. Mas é inegável
que ele desempenha uma função pública, uma vez que sua atividade é essencial
para a manutenção do regime democrático.

Outro exemplo clássico de ocupantes exclusivos de funções públicas são os


agentes temporários. De acordo com a Constituição, em seu artigo 37, IX, temos
a seguinte previsão:

A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a ne-
cessidade temporária de excepcional interesse público.

Dessa forma, os entes federativos estão autorizados pela Constituição a contra-


tar em caráter temporário. No entanto, para que isso seja possível, exige-se que,
anteriormente, seja editada uma lei disciplinando todas as regras que deve-
rão ser observadas pelos futuros contratados.
E como as atividades desempenhadas por tais agentes são executadas apenas
por um período determinado de tempo, eles não podem eles ser classificados como
ocupantes de cargos ou empregos públicos. Fazendo uso do critério residual, é cor-
reto afirmar que os agentes temporários ocupam uma função pública.
É importante frisar que os agentes temporários não são regidos por um estatu-
to (tal como ocorre com os servidores públicos) ou pelas normas da CLT (tal como
ocorre com os empregados públicos), mas sim por uma lei específica, própria

de cada ente federativo.

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Agentes Públicos
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O fato de não estarem regidos pela CLT é fundamental para determinar qual

a justiça competente para o julgamento dos seus litígios. Nesse sentido, o STJ já

se manifestou que não compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as

causas relativas aos agentes temporários, mas sim à Justiça Comum, con-

forme se observa do teor do Agravo Regimental n. 134.888:

Jurisprudência para Concursos


1. Cabe à Justiça Comum processar e julgar as causas entre a administra-
ção e seus contratados temporários, admitidos com fundamento no art. 37,
IX, da Constituição Federal. Precedentes do STJ e do STF. Devido à carac-
terística da temporariedade, não há necessidade de realização de concurso
público para a admissão dos temporários, bastando a utilização de processo
seletivo simplificado.

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Agentes Públicos
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2.1.3. Agentes Honoríficos

Os agentes honoríficos podem ser compreendidos como pessoas que são de-

signadas ou requisitadas para a prestação de um determinado serviço público em

razão de características que lhes são próprias, tais como a honra e a capacidade

profissional.

A principal característica dessa classe de agentes é a particularidade de não

possuírem um vínculo permanente com o Estado, de forma que eles são requisita-

dos por um determinado período de tempo e, como regra, não recebem remunera-

ção pela sua atuação.

Aprendendo na Prática

Como exemplo, temos os jurados de um Tribunal do Júri e os mesários das eleições.

Em ambas as situações, a atividade desempenhada é por tempo determinado, de

forma que tais agentes não ocupam um cargo ou um emprego público, mas sim

desempenham uma função pública.

2.1.4. Agentes Credenciados

Segundo Hely Lopes Meirelles, os agentes credenciados podem ser conceitua-

dos da seguinte forma:

Agentes credenciados são os que recebem a incumbência da Administração para repre-


sentá-la em determinado ato ou praticar certa atividade específica, mediante remune-
ração do Poder Público credenciante.

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Agentes Públicos
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Aprendendo na Prática

É a situação em que um conhecido advogado é designado para palestrar, em nome

do Brasil, em um congresso internacional, ou então quando um médico renomado

é enviado em representação brasileira, com a finalidade de ser entrevistado sobre

pesquisas aqui realizadas.

2.1.5. Agentes Delegados

A principal característica dos agentes delegados é o fato de assumirem o

risco da atividade em que atuam. Assim, nessas áreas, o Estado opta por não

realizar diretamente o serviço, ficando apenas com a fiscalização.

Caso a atividade apresente prejuízo, deverá o particular arcar com as despesas

correspondentes, não havendo que se falar em responsabilidade do Estado. Por

isso mesmo, os agentes delegados não são servidores públicos e não atuam em

nome do Estado, mas apenas colaboram com o Poder Público.

Aprendendo na Prática

Como exemplo, temos os leiloeiros oficiais e as concessionárias e permissionárias

de serviço público. Nessas atividades, o Estado opta por não as realizar diretamen-

te, delegando a sua prestação a particulares que já atuem nas respectivas áreas.

Uma característica dos agentes delegados é a questão de responderem, tal

como a Administração Pública direta e as entidades com personalidade jurídica

de direito público da administração indireta (autarquias e fundações públicas), de

forma objetiva, pelos danos causados aos usuários do serviço público, conforme

determinação da Constituição Federal (art. 37, § 6º):

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Agentes Públicos
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As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços pú-


blicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros,
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Dessa forma, se os agentes delegados, quando no exercício de suas atribuições,


causarem danos aos particulares, deverão ser responsabilizados a pagar a respecti-
va indenização, independentemente de haver conduta dolosa ou culposa por parte
de seus agentes.
Relaciona-se, adiante, as cinco espécies de classificação dos agentes públicos
na visão de Hely Lopes Meirelles:

São os detentores de Poder, com competências previstas na Constitui-


Agentes
ção Federal e autonomia para tomar suas decisões.
Políticos
Ex.: chefes do Executivo, Membros do Legislativo e Magistrados.
São os ocupantes de cargo, emprego ou função pública, desempenhando
Agentes atividades de execução e estando subordinados hierarquicamente.
Administrativos Ex.: servidores de um órgão público e empregados públicos de uma
sociedade de economia mista.
São pessoas designadas ou requisitadas para a prestação de determi-
Agentes nados serviços públicos em razão de condições que lhe são peculiares.
Honoríficos Em regra, atuam sem remuneração.
Ex.: jurados e mesários eleitorais.
São pessoas que recebem a incumbência de representar a Administra-
Agentes
ção Pública em razão de condições pessoais ou profissionais.
Credenciados
Ex.: um artista ou um advogado que represente o Brasil no exterior.
São os que assumem os riscos das atividades em que atuam, exercendo
Agentes
suas atribuições como colaboradores do Estado.
Delegados
Ex.: leiloeiros e as concessionárias de serviço público.

2.2. Classificação de Maria Sylvia Zanella Di Pietro

De acordo com a autora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, são quatro as possíveis
classificações que os agentes públicos podem vir a receber quando da sua atuação,
sendo elas: agentes políticos; servidores públicos; militares; e particulares

em colaboração.

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2.2.1. Agentes Políticos

Os agentes políticos, na visão da mencionada autora, não apresentam maio-

res distinções em relação à classificação proposta por Hely Lopes Meirelles. Assim,

tais servidores possuem as características da autonomia funcional e da discri-

cionariedade de sua atuação. Da mesma forma, suas atribuições encontram-se

expressas, precipuamente, na Constituição.

De acordo com a autora, são agentes políticos aqueles que exercem mandato eleti-

vo (Chefes do Poder Executivo, Senadores e Deputados), os Magistrados e os respec-

tivos Ministros e Secretários. Em sentido oposto, não entram no conceito de agentes

políticos os membros do Ministério Públicos e os membros dos Tribunais de Contas.

Não obstante, aconselha-se que o conceito de agentes políticos que deve ser

levado para as provas de concursos seja o do autor Hely Lopes Meirelles.

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2.2.2. Servidores Públicos

A classificação dos agentes públicos como servidores civis não oferece maiores

dificuldades, sendo composta pelos servidores estatutários, pelos empregados

públicos e pelos agentes temporários.

Os servidores estatutários são admitidos por meio de concurso público, sen-

do regidos por um estatuto e ocupantes de cargos públicos.

Os empregados públicos são regidos pela CLT, sendo admitidos por concurso

e ocupantes de emprego público.

Os agentes temporários não são admitidos por meio de concurso público,

mas sim mediante processo seletivo simplificado. Tais servidores não ocupam cargo

ou emprego, apenas desempenhando uma função pública de caráter transitório.

Claramente se percebe que a presente classificação se assemelha, em muitos

aspectos, aos que Hely Lopes Meirelles conceitua como agentes administrativos.

2.2.3. Militares

Os militares são agentes regidos pelo regime estatutário, instituído por meio de

lei, mas com regras jurídicas próprias das estabelecidas para os servidores civis.

Em nosso ordenamento, são militares os agentes que prestam serviços

para as seguintes corporações:

• Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica);

• Polícia Militar;

• Corpo de Bombeiros Militar.

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Antes da entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 18, os militares eram

classificados como “servidores militares”, sendo que os direitos previstos para

os servidores civis eram a eles estendidos. Com e entrada da Emenda Constitucio-

nal, tais agentes passaram a ser regidos por regras próprias, sendo a eles assegu-

rados apenas alguns direitos que os servidores civis fazem jus.

Nesse sentido, são direitos sociais conferidos aos militares (art. 142, § 3º, VIII):

décimo terceiro salário; salário-família; férias anuais remuneradas; licença

à gestante; licença-paternidade; e assistência gratuita aos filhos e depen-

dentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas.

2.2.4. Particulares em Colaboração com o Poder Público

Os particulares em colaboração são pessoas que prestam serviços ao Poder

Público sem vínculo com o Estado. Tal forma de prestação pode se dar de forma

remunerada ou gratuita, sendo que tais agentes colaboram com o Poder Público por

meio dos mais diversos vínculos, dentre os quais se destacam:

• delegação: atividades desempenhadas, entre outros, pelas concessionárias

e permissionárias e pelos leiloeiros oficiais. Trata-se da classificação de agen-

tes delegados de Hely Lopes Meirelles;

• requisição: atividades desempenhadas em razão de condições morais e cívi-

cas dos particulares, sendo exemplos os jurados e os mesários eleitorais. Nessa

classificação, temos o conceito de agentes honoríficos de Hely Lopes Meirelles;

• gestores de negócios: são aqueles que, espontaneamente, assumem de-

terminadas funções públicas em momento de emergência, tal como ocorre

com um incêndio, uma enchente ou um desmoronamento.

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Aprendendo na Prática

Com uma enchente, diversas pessoas são afetadas e, como consequência, neces-

sitam de ajuda estatal.

Assim, todos os particulares que auxiliarem as pessoas necessitadas são conside-

rados gestores de negócios.

Isso ocorre porque a finalidade primordial do Poder Público é garantir o bem-estar

coletivo, de forma que todos aqueles que auxiliarem no atendimento dessa finali-

dade passam a desempenhar um encargo público.

Como forma de facilitar a memorização das duas correntes de classificação dos

agentes públicos, relacionam-se, a seguir, com as comparações pertinentes, os en-

tendimentos dos dois autores administrativistas.

Agentes honoríficos Correspondem aos particulares em colaboração


Agentes delegados Correspondem aos particulares em colaboração
Agentes credenciados Sem correspondência
Agentes administrativos Correspondem aos servidores públicos
Agentes políticos Correspondem aos agentes políticos
Sem correspondência Militares

3. Regime Jurídico
O regime jurídico pode ser conceituado como o conjunto de regras que

disciplinam os direitos e as obrigações de uma determinada categoria de

agentes públicos. É por meio do regime jurídico, por exemplo, que conhecemos

todas as vantagens e benefícios que um servidor público pode usufruir ao longo de

sua carreira.

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3.1. Obrigatoriedade do Regime Jurídico Único

Ainda que a imensa maioria dos entes federativos utilize o regime jurídico

estatutário como forma de regular a vida funcional de seus agentes, deve-se sa-

lientar que não há a obrigação, por parte de um determinado ente, da utilização de

um regime jurídico específico.

Entretanto, há a obrigação da adoção de um regime jurídico único por

parte de cada um dos entes federados. No âmbito da União e dos Estados, o

regime utilizado é o estatutário, instituído por lei e conferindo aos seus agentes a

ocupação de cargos públicos.

Com a entrada em vigor da Constituição Federal, ficou estabelecido, em seu ar-

tigo 39, que todos os entes federativos deveriam adotar um regime jurídico único:

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua


competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da adminis-
tração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.

Assim, tanto a União quanto os demais entes federativos poderiam escolher um

regime jurídico, desde que tal regime fosse aplicado a todos os servidores daquele

respectivo ente. Foi com base neste dispositivo, por exemplo, que a União editou

a Lei n. 8.112, que, desde então, é a norma que disciplina a relação jurídica dos

servidores públicos civis federais.

Ocorre que, com a Emenda Constitucional n. 19/1998, o regime jurídico único

foi revogado, fazendo com que cada ente federativo pudesse ter em seu quadro

funcional, ao mesmo tempo, servidores de mais de um regime jurídico.

A redação do artigo 39 da Constituição Federal, após a entrada em vigor da

emenda em questão, ficou assim:

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A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política


de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos
respectivos Poderes.

Perceba que não mais se fazia menção a um regime jurídico único, sendo

que tal peculiaridade, ainda que existente em muitos entes, deixou de ser obri-

gatória. A partir de então, inúmeros entes da Federação (principalmente os Muni-

cípios) começaram a contratar servidores, ainda que por meio de concurso público

(pois essa regra não foi modificada), mas regendo-os pelas disposições da CLT.

Tal situação perdurou até o ano de 2007, sendo esta a razão de ainda encon-

trarmos, nos dias atuais, Municípios com servidores regidos por ambos os regimes

jurídicos. Em 2007, porém, o STF declarou que a Emenda Constitucional n. 19 pa-

decia de inconstitucionalidade, uma vez que foi aprovada sem respeitar o rito es-

tabelecido pela Constituição Federal. A decisão do STF garantiu eficácia ex-nunc,

com efeitos prospectivos, sendo que apenas a partir da decisão é que o regime

jurídico funcional voltaria a ser único.

Para facilitar a compreensão, podemos ordenar os fatos que determinaram a

obrigatoriedade da adoção de um regime jurídico único, bem como a existência,

atualmente, de agentes públicos regidos por diferentes regimes jurídicos:

• inicialmente, cada ente federativo podia escolher o regime jurídico

que adotaria para reger seus servidores, sendo que a única regra que

devia ser observada é que o regime escolhido fosse único para todos os ser-

vidores daquele ente;

• com a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 19, o regime ju-

rídico único foi revogado, de forma que passou a ser possível, para todos

os entes federativos, reger seus servidores por regimes jurídicos di-

ferentes;

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• com a suspensão da aplicabilidade da EC n. 19, ocorrida em 2007, o regi-

me jurídico único passou a vigorar novamente, mas apenas a partir da

decisão do STF, ou seja, sem efeitos retroativos, de forma que todas as con-

tratações realizadas na vigência da EC n. 19 permaneciam válidas e em vigor;

• nos dias atuais, os entes da Federação apenas podem admitir servi-

dores pelo regime jurídico único (à escolha de cada ente), mas podemos

encontrar, em diversas unidades da Federação, agentes públicos sendo regi-

dos por regimes diferentes do atual, uma vez que estes foram contratados no

período de vigência da EC n. 19.

3.2. Regime Jurídico Estatutário

O regime estatutário caracteriza-se, basicamente, por ser estabelecido por

meio de lei de cada ente federativo. Assim, tanto a União como os diversos Es-

tados e Municípios publicam uma lei que regula toda a atividade funcional de seus

servidores, incluindo aí os direitos e as obrigações e os critérios gerais de diversos

outros institutos.

Na esfera federal, temos a Lei n. 8.112/1990, que estatui o regime jurídico

dos servidores públicos civis da união.

Sendo o estatuto um regime legal, pode ser modificado, por lei, pela pessoa po-

lítica instituidora (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios), desde que respei-

tados os direitos já adquiridos pelos servidores. Estes, depois de empossados nos

seus cargos (e não empregos), ingressam em situação jurídica legalmente definida.

As principais características de um regime jurídico estatutário são a estabilida-

de, o estágio probatório, o regime próprio de previdência e as diversas licenças e

adicionais.

Servidores estatutários são agentes públicos detentores de cargo público.

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3.3. Regime Jurídico Celetista

Já o regime celetista é o utilizado pela iniciativa privada e, no âmbito da Ad-

ministração Pública, pelas empresas estatais (empresas públicas e sociedades de

economia mista). Tal regime possui como base normativa a Consolidação das Leis

do Trabalho (CLT) e assegura aos seus funcionários uma relação de emprego,

que pode ser na iniciativa privada ou, como mencionado, em uma empresa estatal.

Nesse último caso, dizemos que o seu ocupante é detentor de um emprego

público, tendo como principais características o fato de ser uma relação contratual

e assegurar direitos como o FGTS (Fundo de garantia por tempo de serviço) e multa

em caso de demissão imotivada.

Regime Jurídico Estatutário Regime Jurídico Celetista


Regidos por um estatuto Regidos pela CLT
Normas de Direito Público Normas de Direito Privado
Servidores públicos Empregados públicos
Garantias da estabilidade Direitos como o FGTS

4. Disposições Constitucionais sobre os Agentes Públicos


Diversas são as regras a serem observadas pela Administração Pública, de acor-

do com o texto constitucional, com o objetivo de conferir legitimidade e legalida-

de à atuação do Poder Público.

De início, cumpre salientar que a Constituição Federal de 1988 preocupou-se

não só com as regras gerais a serem observadas por todas as esferas da Admi-

nistração Pública, mas sim também em detalhar diversos direitos e garantias aos

ocupantes de cargos, empregos e funções públicas.

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4.1. Servidores Públicos em Sentido Amplo e Restrito

Antes de partirmos para as disposições propriamente constitucionais, vamos ana-

lisar dois conceitos que constantemente são exigidos pelas bancas organizadoras: o

conceito de servidores em sentido amplo e de servidores em sentido restrito.

4.1.1. Servidores Públicos em Sentido Restrito

Em sentido restrito, a expressão “servidores públicos” compreende os agentes

públicos que estão sendo regidos por um estatuto funcional. Cabe ao estatuto, des-

sa forma, disciplinar todos os direitos, deveres, vantagens e responsabilidades que

devem ser observadas pelo servidor no âmbito de sua vida funcional.

Aprendendo na Prática

Como exemplo, podemos citar os servidores públicos federais, regidos pelas dispo-

sições da Lei n. 8.112.

No âmbito de sua vida funcional, todos os direitos devidos a tais servidores, bem

como a forma com que estes podem ser exercidos, estão dispostos na referida norma.

Como o estatuto se trata de uma lei, ele pode constantemente ser modificado por

meio da edição de outra norma, exigindo-se, para tal, a observância dos direitos

adquiridos dos servidores.

4.1.2. Servidores Públicos em Sentido Amplo

Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, servidores públicos em sentido amplo

“são as pessoas físicas que prestam serviços ao Estado e às entidades da

administração indireta, com vínculo empregatício e mediante remunera-

ção paga pelos cofres públicos”.

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Temos, dessa forma, que o conceito de servidor público, em sentido amplo,

abrange as três categorias a seguir.

a) Estatutários ou servidor público em sentido estrito

São os titulares de cargo público efetivo ou em comissão, com regime jurídico

estatutário definido em lei.

b) Empregados públicos

São os titulares de empregos públicos das empresas públicas e das sociedades

de economia mista. Não ocupam cargo público e não possui o direito à estabilida-

de. Embora sujeitos à CLT, submetem-se às normas constitucionais referentes aos

requisitos de investidura, acumulação de cargos e vencimentos. São enquadrados,

tal como os comissionados e temporários, no regime geral da previdência, que é o

utilizado na iniciativa privada.

c) Temporários

Agentes temporários são os que exercem uma função pública sem estarem

vinculados a cargo ou emprego público. Só pode ocorrer a contratação por tempo

determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse

público, cabendo a cada ente federativo regulamentar, por meio de lei específica, o

regime jurídico destes servidores.

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4.2. Acesso a Cargos, Empregos e Funções Públicas

A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 37, I e II, as regras pertinentes

à forma como deve ocorrer a admissão dos agentes públicos:

I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preen-
cham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em con-
curso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a comple-
xidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

Dos incisos expostos, conseguimos perceber que os brasileiros natos ou na-

turalizados podem ocupar qualquer cargo público, desde que para tal obede-

çam aos requisitos estipulados em lei para o respectivo exercício.

Com relação aos estrangeiros, temos, como regra, a impossibilidade de tais

pessoas ocuparem cargos, empregos ou funções públicas. No entanto, e com o

objetivo de incentivar o desenvolvimento nacional em setores estratégicos (tais como

a pesquisa e a educação), a Constituição Federal assegurou a possibilidade dos

estrangeiros terem acesso às funções estatais. Para tal, basta que o ente fede-

rativo interessado edite uma lei disciplinando a forma como se dará o exercício.

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Quando à investidura, temos a previsão constitucional da realização de con-

curso público como critério de seleção. Dessa forma, o concurso público pode ser

entendido como o procedimento administrativo instaurado pelo Poder Público com

o objetivo de selecionar os candidatos mais aptos para o exercício de cargos e em-

pregos públicos.

O fundamento para a realização do concurso está na vedação às contrata-

ções pautadas em critérios subjetivos, tais como o apadrinhamento e a

nomeação de pessoas conhecidas em troca de benefícios escusos. Identifi-

ca-se, assim, que a realização de concurso público está pautada na observância dos

princípios da impessoalidade, da moralidade, da isonomia e da legalidade.

A regra geral é que todas as pessoas possam participar do concurso público, que

deverá ser amplamente divulgado como forma de encontrar interessados. Nesse

ponto, merece destaque o fato da publicidade oficial do edital de concurso público

ser condição imprescindível para a produção de efeitos perante terceiros.

Da mesma forma, o concurso público deve sempre ser pautado em critérios

objetivos de escolha, ainda que algumas fases do certame, eventualmente, se-

jam constituídas por exame de títulos ou por experiência profissional comprovada.

Consequentemente, pode-se afirmar que jamais poderemos ter um concurso

público realizado apenas com a fase da análise de títulos, uma vez que tal

procedimento colocaria em risco a objetividade e a lisura da seleção.

Merecem destaque, no que se refere ao concurso público, as disposições do ar-

tigo 37, III e IV, da Constituição Federal, de seguinte teor:

III – o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma
vez, por igual período;
IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado
em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade
sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;

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Da análise dos incisos, consegue-se extrair que o prazo de validade de um

concurso público será de, no máximo, dois anos, de forma que a Administra-

ção pode, perfeitamente, realizar concurso público com prazo de validade inferior

ao constitucionalmente previsto.

Trata-se a prorrogação do prazo de validade do concurso de uma faculdade para

a Administração que o realizou. Caso, no entanto, queira prorrogar, deverá ser ob-

servado o mesmo prazo inicialmente previsto para a validade do certame.

Nesse mesmo sentido, durante o prazo inicialmente previsto para a validade do

concurso, ainda que a Administração possa realizar nova seleção, os candidatos

aprovados no primeiro processo deverão ser chamados com prioridade so-

bre novos aprovados.

Aprendendo na Prática

Uma autarquia realiza concurso público para provimento de cargos vagos, estabe-

lecendo, em seu edital, prazo de validade de dois anos e possibilidade de prorro-

gação por mais dois anos.

Tendo realizado o concurso, e estando dentro do prazo de validade de dois anos,

poderá a Administração, em tese, realizar uma nova seleção, oportunidade em que

uma nova lista de aprovados será gerada.

Contudo, a Administração não pode, nessa situação, chamar os aprovados na

segunda seleção sem que tenha esgotado a lista do primeiro concurso realizado.

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4.2.1. Limite de Idade

O STF possui entendimento sumulado de que o limite de idade como condição

para a participação em concurso público apenas é válido quando decorrer das

necessidades das atribuições do cargo que será exercido.

Como regra, é proibida a previsão de limite de idade para participação em con-

cursos públicos, uma vez que o artigo 7º, XXX, da Constituição Federal estabelece

a impossibilidade de admissão, dentre outros, por motivo de idade.

XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admis-


são por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

Entretanto, algumas atribuições podem dar ensejo à limitação de idade, tal

como ocorre, por exemplo, com os concursos destinados ao provimento de profis-

sionais da segurança pública.

Em tais situações, o que é levado em conta é o interesse coletivo, assegurando

à população profissionais em plenas condições de atender às atividades públicas.

Neste sentido é a Súmula n. 683 do STF:

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O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face


do art. 7º, XXX, da CF/1988, quando possa ser justificado pela natureza das
atribuições do cargo a ser preenchido.

É importante salientar que, de acordo com o STF, o veto não motivado à parti-

cipação em concurso público é inconstitucional, uma vez que agride diversos prin-

cípios, tais como o da impessoalidade e da moralidade. Na esteira desse entendi-

mento, destaca-se a Súmula n. 684 do STF, de seguinte teor:

É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso


público.

Percebe-se, pelo teor das duas súmulas, que a Administração pode perfeita-

mente vetar ou limitar a idade de determinados candidatos, uma vez que

não existem direitos ou garantias de caráter absoluto.

O que se exige, em ambos os casos, é que haja motivação por parte da Ad-

ministração Pública: no caso do veto, relatando a causa de tal providência; no caso

do limite etário, demonstrando que o serviço a ser executado não é viável, por circuns-

tâncias de ordem física ou psicológica, para pessoas acima de determinada idade.

4.2.2. A Questão do Exame Psicotécnico

Questão bastante interessante é a possibilidade de aplicação de exame psi-

cotécnico ou avaliação psicológica como etapa eliminatória do concurso.

Durante muito tempo, tivemos diversos impasses nas decisões dos tribunais

superiores, até que o STF, no julgamento do AI 758.533/MG, estabeleceu que “O

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exame psicotécnico pode ser estabelecido para concurso público desde

que por lei, tendo por base critérios objetivos de reconhecido caráter cien-

tífico, devendo existir, inclusive, a possibilidade de reexame”.

Posteriormente, o entendimento foi sedimentado por meio da Súmula Vincu-

lante n. 44, de seguinte teor:

Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a


cargo público.

Nota-se, dessa forma, que é plenamente possível o estabelecimento de exame

psicotécnico como uma das fases do concurso público. Para isso, a previsão deverá

estar expressa em lei, não sendo possível a sua determinação, exclusivamente, por

meio da edição de ato administrativo. Além disso, deverá a Administração pautar

a avaliação por critérios objetivos, bem como possibilitar ao particular o reexame

da avaliação.

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4.2.3. Edital

Sempre que a Administração resolver realização concurso público para admis-

são de pessoal, deverá publicar edital dispondo sobre todas as regras per-

tinentes à seleção. Trata-se o edital, dessa forma, da lei do concurso público,

encontrando-se a Administração vinculada às regras nele previstas.

Entre outras, são informações que devem constar no edital: o prazo para a

realização das inscrições e o respectivo valor; a data da realização das provas; os

critérios utilizados para a classificação dos candidatos; e a possibilidade de recurso

ante a realização de cada uma das etapas da seleção.

Entretanto, ainda que o edital seja considerado o documento máximo pertinente

ao concurso público, trata-se este de um ato administrativo. Assim, é com a

publicidade que o documento passa a produzir efeitos jurídicos perante terceiros.

Caso, no entanto, ocorra uma mudança legislativa referente à carreira que está

sendo objeto de seleção, poderá a Administração, ainda que o concurso esteja

em andamento, realizar as necessárias alterações. Parte-se do pressuposto,

nesses casos, de que a lei possui hierarquia superior aos atos administrativos.

O próprio STF já se manifestou neste sentido, conforme se observa do julga-

mento do Recurso Especial n. 318.106:

Após a publicação do edital e no curso do certame, só se admite a alteração das regras


do concurso se houver modificação na legislação que disciplina a respectiva carreira.
Precedentes.

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Aprendendo na Prática

Suponhamos que a Receita Federal publique edital para o cargo de Auditor-Fiscal

e coloque, como uma das fases do concurso, a participação em curso de formação

de caráter estritamente classificatório, ou seja, sem a possibilidade de eliminação

dos candidatos.

Dessa forma, todos os candidatos que foram aprovados nas fases anteriores do con-

curso (prova objetiva e prova subjetiva) estarão aptos a iniciar o curso de formação.

Antes do término do concurso, no entanto, o Ministério da Fazenda pública lei que

altera as regras relativas à carreira dos Auditores-Fiscais, de modo que agora, para

se tornar auditor, o candidato, além de ter sido aprovado nas provas objetivas e

subjetivas, deverá também participar de curso de formação, que passará a ter

caráter eliminatório e classificatório, ou seja, com a possibilidade de eliminação dos

candidatos que não atingirem as notas mínimas exigidas.

Nessa situação, ainda que o edital nada mencionasse sobre o caráter eliminató-

rio do curso de formação (uma vez que a lei vigente à época nada mencionava a

esse respeito), agora, com a alteração legislativa, todos os aprovados em concurso

público ainda não homologados deverão igualmente se sujeitar às novas regras,

participando do curso de formação de caráter classificatório e eliminatório.

Sobre os critérios utilizados para a escolha dos candidatos, ainda que certas

carreiras contem com a possibilidade da avaliação de títulos, ressalta-se que de-

verá haver previsão, no edital do concurso, de critérios objetivos de classificação.

Nesse sentido, concursos que apresentam como critério de desempate o tempo de

serviço público anteriormente prestado são considerados, na visão do STF, incons-

titucionais e conflitantes com o princípio da razoabilidade.

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Dois julgados do STF ajudam a esclarecer a opinião do tribunal, sendo ambos

proferidos, respectivamente, no julgamento das ADI n. 3.443 e n. 3.522.

Viola o princípio constitucional da isonomia norma que estabelece como título o mero
exercício de função pública (ADI n. 3.443).
Surge a conflitar com a igualdade almejada pelo concurso público o empréstimo de
pontos a desempenho profissional anterior em atividade relacionada com o concurso
público. Mostra-se conflitante com o princípio da razoabilidade eleger como critério de
desempate tempo anterior na titularidade do serviço para o qual se realiza o concurso
público (ADI n. 3.522).

4.2.4. Direito de Nomeação

Com a aprovação dos candidatos e a homologação do respectivo concurso, os

aprovados dentro do número inicial de vagas previstas no edital possuem, se-

gundo entendimento do STF, direito subjetivo à nomeação.

Atualmente, este entendimento encontra-se sedimentado por meio da Súmula n. 15:

Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o direito


à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação.

Aprendendo na Prática

A Administração realiza concurso público para admissão de servidores. No edital,

ela estabelece a existência de 30 cargos vagos. Tendo sido realizadas as provas e

homologado o resultado final, constam 35 candidatos aprovados.

Assim, antes do término do prazo de validade do concurso, deverão ser chamados,

obrigatoriamente, 30 candidatos aprovados.

Em caso de desistência de algum candidato aprovado dentro do número de vagas,

o direito subjetivo à nomeação passa a ser do candidato seguinte.

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Ressalta-se que o STF possui entendimento de que o candidato aprovado (ain-

da que fora do número de vagas inicialmente previstas) possui direito à nomeação

caso surjam vagas novas no decorrer no prazo de validade da seleção. Neste sen-

tido é o teor da ARE 790.897, de seguinte teor:

Jurisprudência para Concursos


O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do
número de vagas previstas no edital na hipótese em que surgirem novas vagas
no prazo de validade do concurso.

Merece destaque, contudo, a decisão do STF no sentido de possibilitar que, em

situações excepcionais, a Administração Pública possa deixar de nomear os candi-

datos aprovados dentro do número de vagas inicialmente previstas. Neste sentido,

por exemplo, é o entendimento do tribunal no âmbito do RE 598.099:

Jurisprudência para Concursos


Quando se afirma que a Administração Pública tem a obrigação de nomear os
aprovados dentro do número de vagas previsto no edital, deve-se levar em
consideração a possibilidade de situações excepcionalíssimas que justifiquem
soluções diferenciadas, devidamente motivadas de acordo com o interesse
público. Não se pode ignorar que determinadas situações excepcionais podem
exigir a recusa da Administração Pública de nomear novos servidores.

Nessas hipóteses, que se revestem de caráter excepcionalíssimo, algumas ca-

racterísticas devem ser observadas cumulativamente:

• superveniência: os eventuais fatos ensejadores de uma situação excep-

cional devem ser necessariamente posteriores à publicação do edital do

certame público;

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• imprevisibilidade: a situação deve ser determinada por circunstâncias ex-

traordinárias, imprevisíveis à época da publicação do edital;

• gravidade: os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis devem ser ex-

tremamente graves, implicando onerosidade excessiva, dificuldade ou mes-

mo impossibilidade de cumprimento efetivo das regras do edital;

• necessidade: a solução drástica e excepcional de não cumprimento do dever

de nomeação deve ser extremamente necessária, de forma que a Administração

somente pode adotar tal medida quando absolutamente não existirem outros

meios menos gravosos para lidar com a situação excepcional e imprevisível.

Aprendendo na Prática

Caso o Poder Público tenha realizado concurso público com a previsão de 15 vagas,

os candidatos aprovados dentro deste número possuem, como já mencionado,

direito subjetivo de nomeação.

Entretanto, caso seja editada uma lei, dentro do prazo de validade do concurso,

prevendo a criação de mais 10 cargos, o número de candidatos com direito subje-

tivo de nomeação passa a ser de 25.

4.2.5. Apresentação da Documentação

Outra controvérsia que vem sendo objeto de inúmeras ações judiciais é a ques-

tão do momento temporal em que a Administração deve exigir a documen-

tação que comprove que o servidor possui todos os requisitos legais.

Ainda que inúmeros sejam entes estabeleçam, como data limite para apresen-

tação da documentação exigida, a data de realização da inscrição (de forma que

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o candidato que não reunir, neste momento, todos os requisitos para entrar em

exercício é declarado inapto), o entendimento que deve ser levado é o de que, nos

termos da Súmula n. 266 do STJ:

O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na


posse e não na inscrição para o concurso público.

Entretanto, com a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 45, um dos

requisitos necessários para o ingresso na carreira da Magistratura ou do Ministério

Público passou a ser o cumprimento de três anos de atividade jurídica.

Regulamentando tais disposições, o Conselho Nacional de Justiça estabeleceu

que o cumprimento de tal lapso temporal deve tomar como base a data da inscrição

definitiva do candidato. Em outros termos, todos os candidatos ao cargo de Juiz

que não comprovem, na data da inscrição definitiva, o cumprimento de três anos

de atividade jurídica, estarão eliminados do concurso.

No âmbito do Ministério Público, coube ao Conselho Nacional do Ministério Pú-

blico editar resolução com a expressa previsão de que a exigência constitucional de

três anos deveria ser comprovada no momento inscrição. Posteriormente, o mesmo

Conselho alterou sua resolução e passou a dispor que o momento da comprovação

dos três anos de atividade jurídica deveria ser na data da posse.

Coube ao STF, no julgamento da ADI n. 3.460, estabelecer que o prazo de três

anos deve ser comprovado na data da inscrição definitiva:

A norma impugnada veio atender ao objetivo da Emenda Constitucional


45/2004 de recrutar, com mais rígidos critérios de seletividade técnico-pro-
fissional, os pretendentes a carreira ministerial pública. Os três anos de ati-
vidade jurídica contam-se da data da conclusão do curso de Direito e o fra-

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seado “atividade jurídica” é significante de atividade para cujo desempenho


se faz imprescindível a conclusão de curso de bacharelado em Direito. O
momento da comprovação desses requisitos deve ocorrer na data da ins-
crição no concurso, de molde a promover maior segurança jurídica tanto da
sociedade quanto dos candidatos.

Salienta-se, no entanto, que a decisão do STF foi tomada antes da alteração da


resolução por parte do Conselho Nacional do Ministério Público, bem como que, na
mencionada decisão da suprema corte, ficou estabelecido que ambos os Conselhos
poderiam livremente dispor sobre o momento em que os três anos de atividade
jurídica deveriam ser comprovados.
Dessa forma, é correto afirmar, atualmente, que, ainda que a regra da exi-
gência dos requisitos de habilitação tenha como base a data da posse, no
caso dos candidatos à Magistratura, em caráter de exceção, exige-se a
comprovação no momento da inscrição definitiva.
Outra exceção à regra refere-se à comprovação da idade máxima nas situações
em que os editais reguladores prevejam a vedação à participação de pessoas aci-
ma de determinada idade. Nesses casos, como o requisito é necessário à própria
participação do concurso, deve-se exigir a comprovação de idade no momento de
realização das inscrições.

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4.3. Remuneração dos Agentes Públicos

Com a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 19, ocorrida em 1998, o

sistema remuneratório da Administração Pública passou a contar com três formas dis-

tintas de categorias jurídicas, sendo elas o subsídio, os vencimentos e o salário.

4.3.1. Subsídio

O subsídio caracteriza-se por ser a forma de pagamento realizado em parcela

única, sendo vedado o acréscimo de qualquer tipo de gratificação, adicional

ou verba de representação.

Constitui o subsídio a forma mais transparente de remunerar os servidores pú-

blicos, uma vez que evita as chamadas gratificações imprecisas ou pouco detalha-

das. Por meio do subsídio, temos um valor único fixado em lei, de forma que o valor

final a ser recebido pelo servidor já é conhecido de antemão, sem a possibilidade de

recebimento gratificações ou adicionais que se incorporem ao vencimento.

De acordo com a Constituição Federal, todas as classes de servidores podem

receber por meio de subsídio, desde que alterem a lei que regula a respectiva car-

reira funcional.

Para algumas categorias, no entanto, temos a determinação constitucional do

recebimento por meio de subsídio, sem a hipótese de alteração, ainda que por

intermédio de norma legal, sendo elas:

• agentes políticos (Chefes do Executivo, Parlamentares, Magistrados, Minis-

tros, Secretários);

• membros da Advocacia-Geral da União;

• defensores públicos;

• procurador-geral da Fazenda Pública;

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• procuradores dos Estados e do Distrito Federal;


• Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar;
• Corpo de Bombeiros Militar.

4.3.2. Vencimentos

Também chamada de remuneração em sentido estrito, é a recebida pelos


servidores públicos estatutários. Compreende o vencimento básico, que cor-
responde ao padrão que cada servidor ocupa na carreira acrescido das vantagens
pecuniárias previstas em lei, tais como as gratificações, os adicionais, os abonos e
as ajudas de custo.

4.3.3. Salário

Por salário devemos entender o valor que é pago aos empregados públi-
cos, uma vez que estes, ainda que integrantes das entidades da administração
indireta, encontram-se submetidos ao mesmo regime jurídico dos trabalhadores da
iniciativa privada, fazendo jus a todas as regras e direitos a eles garantidos.
Em nosso ordenamento, o diploma que estabelece as regras pertinentes aos
empregados públicos, bem como aos empregados em geral, é a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT).

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4.3.4. Remuneração em Sentido Amplo e em Sentido Estrito

A remuneração em sentido amplo compreende todas as espécies remunerató-

rias que sejam passíveis de pagamento aos agentes públicos, dela fazendo parte,

por exemplo, os vencimentos, os salários e os subsídios.

Em sentido estrito, a remuneração compreende os vencimentos e as gratifica-

ções, adicionais e demais verbas passíveis de pagamento aos servidores.

Nota-se, dessa forma, que a remuneração em sentido amplo compreende a remu-

neração em sentido estrito (composta pelo vencimento e pelas demais gratificações

e adicionais) e as demais formas de remuneração dos servidores (subsídio e salário).

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4.3.5. Teto Remuneratório

No âmbito da remuneração que pode ser paga aos servidores públicos, precisa-

mos conhecer o dispositivo constitucional que estabelece o teto a ser observado por

todos os servidores dos três Poderes. Assim, nos termos da Constituição Federal

(artigo 37, XI), temos a seguinte regra geral:

A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da


administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remu-
neratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de
qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Mi-
nistros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsí-
dio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no
âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito
do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado
a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie,
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este
limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos.

Salienta-se que não serão computadas, para efeito dos limites remunera-

tórios de que trata o mencionado artigo constitucional, as parcelas de caráter

indenizatório previstas em lei.

Para os fins do limite previsto na Constituição Federal, fica facultado aos Estados

e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Consti-

tuições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores

do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cen-

tésimos por cento do subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal,

não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais

e Distritais e dos Vereadores.

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Vamos entender melhor como funciona a questão do teto e dos subtetos.

1) Existe um teto geral que deve ser observado por todos os membros

e servidores de todos os entes da Federação (União, Estados, Distrito Federal

e Municípios). Tal teto tem como parâmetro o subsídio dos membros do Supremo

Tribunal Federal.

2) Além do teto geral, existem subtetos a serem observados pelos Esta-

dos, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, sendo eles:

• nos Municípios, o subteto do funcionalismo será o subsídio dos Prefeitos;

• Nos Estados e no Distrito Federal, teremos subtetos em cada um dos Poderes:

− no Executivo, o limite será o subsídio do Governador;

− no Legislativo, o limite será o subsídio dos Deputados Estaduais ou

Distritais;

− no Judiciário, teremos como limite remuneratório o subsídio dos Desem-

bargadores dos Tribunais de Justiça.

3) Os Estados e o Distrito Federal possuem a faculdade de fixar como

teto um limite único, que será o subsídio dos Desembargadores do Tribunal

de Justiça.

4) Apenas estão excluídas do teto as parcelas de caráter indenizatório, e ain-

da assim desde que estejam previstas em lei.

5) Tais limites compreendem todas as verbas remuneratórias, independente-

mente da denominação ou das características a elas concernentes.

Em outras palavras, de nada adianta determinada administração pública remu-

nerar seus servidores com uma parcela denominada “indenização pelos servi-

ços prestados” quando esta parcela for constituída de caráter remuneratório.

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De acordo com a Constituição Federal, o valor do teto remuneratório se aplica

ainda que os servidores, empregados ou demais agentes públicos acumu-

lem licitamente dois cargos públicos. Assim, o que é levado em conta, para

análise da observância do teto constitucional, é a soma de todos os valores recebi-

dos pelo servidor, ainda que em caráter de acumulação ou com relação às parcelas

decorrentes da inatividade.

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Aprendendo na Prática
Dessa forma, se um servidor se aposenta de um cargo público, ele passa a receber
proventos decorrentes da inatividade.
Caso, posteriormente, ele venha a ocupar outro cargo público licitamente acumu-
lável, a soma das duas fontes de renda (ativa e inativa) será levada em conta para
a aplicação do teto constitucional.

Questão interessante refere-se aos empregados das empresas públicas e


das sociedades de economia mista.
Como tais entidades, ainda que integrantes da administração indireta, são regi-
das, predominantemente, pelo Direito Privado, elas devem enfrentar a concorrên-
cia no âmbito de seu campo de atuação.
Com isso, vigora a regra, em nosso ordenamento, de que os empregados
públicos (tais como os empregados da iniciativa privada) não se submetem à
regra da obrigatoriedade de observar o limite remuneratório constitucio-
nalmente previsto.
Entretanto, caso as mencionadas entidades recebam subvenções do Poder Pú-
blico para custear suas atividades ou para auxiliar no pagamento de pessoal, a

observância do teto constitucional deverá ser mantida.

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4.4. Acumulação de Cargos, Empregos e Funções

Como regra, é vedada a acumulação remunerada de cargos, empregos

ou funções públicas, vedação esta que se estende, de acordo com a previsão

constitucional, às subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indireta-

mente, pelo Poder Público.

Devem observar a regra da vedação à acumulação de cargos, empregos ou fun-

ções públicas todos os órgãos da administração direta, todas as entidades da ad-

ministração indireta e as respectivas subsidiárias ou sociedades controladas de tais

entidades. Da mesma forma, a remuneração recebida pelos servidores não poderá

ser acumulada com os proventos decorrentes da inatividade, ainda que os cargos

públicos sejam acumuláveis quando em atividade.

Em caráter de exceção, a Constituição Federal apresenta as situações em que a

acumulação será lícita. Para tal, deverá ser observada, em todos os casos, a com-

patibilidade de horários.

Vejamos as disposições constitucionais sobre o tema, expressa no artigo 37,

XVI e XVII, da Constituição Federal:

XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver


compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas;
XVII – a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias,
fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e so-
ciedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público;

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Além das hipóteses elencadas pelo mencionado artigo, a Constituição Fede-

ral apresenta, ainda, três outras situações em que a acumulação é considerada


lícita, sendo elas:
• cargo de juiz com outro de magistério;
• cargo de membro do Ministério Público com outro de magistério;
• cargo eletivo de vereador com o cargo ocupante pelo servidor eleito.

Em todas as situações, conforme já afirmado, deve ser observada a regra da


compatibilidade de horários para que a acumulação seja considerada lí-
cita. Logo, é correto afirmar que a acumulação de cargos, empregos ou funções
públicas apenas será possível quando as jornadas forem passíveis de exercício em
horários distintos.
As hipóteses que configuram exceção à regra da impossibilidade de acumulação
de cargos, empregos ou funções públicas podem ser mais bem visualizadas por

meio do gráfico a seguir:

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4.5. Direito de Greve e de Associação Sindical

Com relação ao direito de associação sindical, estabelece a Constituição Fe-

deral, em seu artigo 37, VI, que todos os servidores públicos civis possuem o direi-

to de se associar à sindicato:

VI – é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;

Salienta-se que o mencionado inciso não é extensível a todos os agentes públi-

cos, mas sim apenas aos servidores públicos civis. Em sentido oposto, os militares

não possuem o direito à livre associação sindical, conforme previsão do artigo 142,

IV, da Constituição Federal:

IV – ao militar são proibidas a sindicalização e a greve;

É importante a questão que se refere à possibilidade de greve por parte

dos servidores públicos. De início, estabelece a Constituição, em seu artigo

37, VII, que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos

em lei específica”.

Como se observa, trata-se de uma norma de eficácia limitada, carecendo de

regulamentação legal para que possa entrar em vigor. E como tal lei, até o mo-

mento, ainda não foi editada, questionava-se se o direito à greve, por parte dos

servidores públicos, poderia ser exercido.

Quando a questão chegou à análise do STF, determinou o tribunal em ques-

tão, em decisão histórica, que o direito à greve dos servidores públicos civis

não poderia ser obstado, devendo ser aplicado a tais agentes, até a edição

da lei regulamentadora, as normas relativas à Lei Geral da Greve (Lei n.

7.783/1989).

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Merece destaque, com relação à possibilidade de greve, passagem extraída do

voto do Ministro Celso de Mello, no julgamento do MI n. 708, que exemplifica com

maestria o entendimento da Suprema Corte:

Não mais se pode tolerar, sob pena de fraudar-se a vontade da Constituição,


esse estado de continuada, inaceitável, irrazoável e abusiva inércia do Con-
gresso Nacional, cuja omissão, além de lesiva ao direito dos servidores públi-
cos civis – a quem se vem negando, arbitrariamente, o exercício do direito de
greve, já assegurado pelo texto constitucional –, traduz um incompreensível
sentimento de desapreço pela autoridade, pelo valor e pelo alto significado de
que se reveste a Constituição da República.

Dessa forma, os servidores públicos civis podem perfeitamente fazer uso do

direito de greve a eles assegurados, com a ressalva de que certos serviços, de-

vido à sua essencialidade para a coletividade, não podem ser objeto de

paralisação coletiva, devendo, nessas situações, ser mantido um contingente de

servidores para evitar danos à população.

Foi com base nesse entendimento que o STJ fixou um percentual mínimo de

servidores que devem permanecer em exercício quando da realização de greve. De


acordo com as Petições n. 7.933, n. 7.961 e n. 7.985, o tribunal estabeleceu que,

no período eleitoral, o percentual mínimo de servidores da Justiça Eleitoral não

poderá ser inferior a 80%. Da mesma forma, o número de contingentes míni-

mos de servidores não poderá ser inferior a 60% para os servidores da Justiça

Federal e 50% para os peritos do INSS.

Nem todos os agentes públicos poderão fazer uso da greve. Estabelece a Consti-

tuição Federal (artigos 142, § 3º, IV, e 42, § 1º) que os militares das Forças Arma-

das (Marinha, Exército e Aeronáutica) e dos respectivos Estados, Distrito Federal

e Territórios não poderão utilizar tal direito. Por aplicação analógica, o STF possui

entendimento de que os policiais civis também estão impedidos de fazer greve.

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Com a realização da greve, pode o órgão público determinar o corte dos ven-

cimentos dos servidores grevistas durante o período em que a greve per-

durar, uma vez que, em tal situação, estamos diante de faltas não abonadas pela

chefia competente.

Entretanto, nada impede que o órgão em que os servidores exerçam suas fun-

ções adote uma medida compensatória como forma de restabelecer a re-

muneração dos dias não trabalhados. Nesse caso, deverá o servidor trabalhar

além de sua jornada, como forma de compensar os dias de paralisação.

Por fim, ainda que diversas sejam as leis existentes em nosso ordenamento

jurídico determinando que os servidores em estágio probatório não podem fazer

greve, sob pena de exoneração, o STF possui entendimento, conforme se observa

da ADI n. 3.235, de que tais leis violam o direito constitucional da greve e o prin-

cípio da isonomia.

Jurisprudência para Concursos


O Supremo Tribunal Federal, nos termos dos Mandados de Injunção n. 670/ES,
n. 708/DF e n. 712/PA, já manifestou o entendimento no sentido da eficácia
imediata do direito constitucional de greve dos servidores públicos, a ser exer-
cício por meio da aplicação da Lei n. 7.783/1989, até que sobrevenha lei espe-
cífica para regulamentar a questão. Decreto estadual que viola a Constituição

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Federal, por (a) considerar o exercício não abusivo do direito constitucional de


greve como fato desabonador da conduta do servidor público e por (b) criar
distinção de tratamento a servidores públicos estáveis e não estáveis em razão
do exercício do direito de greve.

4.6. Aposentadoria dos Servidores Públicos

Ao entrar em exercício, os servidores públicos efetivos passam a ser regidos por


um regime próprio de previdência social (RPPS), que, em diversos aspectos,
se diferencia do regime geral de previdência social (RGPS), aplicável aos trabalha-
dores da iniciativa privada.
Salienta-se, em um primeiro momento, que não são todos os agentes públicos
que se submetem às regras do regime próprio de previdência, mas sim apenas
os servidores públicos estatutários. Em sentido oposto, os servidores que
ocupem exclusivamente cargo em comissão, os empregados públicos, os
agentes temporários e os titulares de mandato eletivo estão regidos pelas
regras do regime geral de previdência social.

Regime próprio de previdência social Regime geral de previdência social


Servidores públicos estatutários Empregados públicos
Ocupantes de cargo em comissão
Agentes temporários
Titulares de mandatos eletivos

Ainda que a regra de submissão à regime próprio de previdência seja um direito


dos servidores públicos estatutários de todos os entes federativos, diversos Municí-
pios, devido à precariedade da máquina administrativa, optam por não insti-

tuir regime próprio. Nessas situações, o regime que irá reger os seus servidores é

o geral, tal como ocorre com os trabalhadores da iniciativa privada.

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Tal medida não afasta os direitos e garantias atribuídos por lei aos servidores,
tais como a estabilidade e as diversas licenças e concessões. Contudo, o limite com
que tais servidores poderão se aposentar será o estabelecido, no momento da apo-
sentadoria, para o teto das aposentadorias regidas pelo regime geral.

Aprendendo na Prática
Determinado Município, por não contar com uma grande estrutura administrativa, opta
por não instituir regime próprio de previdência para os seus servidores estatutários.
Nesse caso, todos os servidores do município, quando atingirem as condições pre-
vistas em estatuto para a aposentadoria, poderão solicitar tal providência, com a
ressalva de que o valor máximo do benefício será o referente ao teto das aposen-
tadorias regidas pelo regime geral, aplicável também a todos os trabalhadores da
iniciativa privada.
De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 40, três são as formas dis-
tintas com que o servidor público estatutário poderá se aposentar: por invalidez
permanente, compulsoriamente ou voluntariamente.

4.6.1. Aposentadoria por Invalidez

A aposentadoria por invalidez ocorre nas situações em que o servidor público é con-
siderado inválido, em caráter permanente, para o exercício da função pública.
Como regra, tal forma de aposentadoria acarretará para o servidor o direito ao
recebimento de proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Caso, no en-
tanto, o servidor tenha sido considerado inválido em virtude de acidente em ser-
viço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, seus
proventos serão integrais, de forma que os valores a serem recebidos a título de
aposentadoria serão os mesmos que o servidor recebia, até então, no desempenho
de suas atividades.

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4.6.2. Aposentadoria Compulsória

A aposentadoria compulsória ocorre quando o servidor público atinge a ida-


de limite para permanecer em exercício no serviço público.
Antes da entrada da Emenda Constitucional n. 88, de 2015, a idade em que a
aposentadoria compulsória ocorria era aos 70 anos de idade. Com a mencionada
emenda, passamos a contar com a possibilidade de lei complementar estabelecer
o prazo de 75 anos para a aposentadoria compulsória.
Vejamos o mencionado texto constitucional, já com as alterações promovidas
pela EC n. 88/2015 (art. 40, § 1º, II):

II – compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos


70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei
complementar;

Trata-se o artigo exposto de uma norma constitucional de eficácia limitada,


carecendo de lei complementar para a sua regulamentação. Nesse sentido, é im-
portante frisar que a competência para a edição da mencionada lei é do Congresso
Nacional, uma vez que o STF possui entendimento consolidado, no sentido de que
cabe à União legislar sobre a previdência dos servidores públicos, conforme se ob-

serva, por exemplo, da leitura do Mandado de Injunção n. 1.898:

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A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência concorrente para legislar


sobre previdência dos servidores públicos não afasta a necessidade da edição de norma
regulamentadora de caráter nacional, cuja competência é da União.

Regulamentando a emenda constitucional, foi editada a Lei Complementar n.

152, que, por trata-se de uma norma nacional, é de observância obrigatória por

todos os entes federativos. Por intermédio de tal lei, os servidores públicos da

União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios serão aposenta-

dos compulsoriamente aos 75 anos de idade.

4.6.3. Aposentadoria Voluntária

A aposentadoria voluntária será concedida quando o servidor público atender a

uma série de condições estabelecidas na Constituição Federal, sendo elas:

• tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no serviço público;

• tempo mínimo de 5 anos no cargo público em que se dará a aposen-

tadoria;

• tempo de idade e contribuição, sendo:

− sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cin-

quenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher. Para

os professores que comprovem, exclusivamente, tempo de efetivo exercí-

cio, nas funções de magistério, dedicados ao ensino fundamental e médio, os

limites de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos.

Nessas hipóteses, a aposentadoria ocorrerá com proventos integrais;

− sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de ida-

de, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.

Nessa situação, a aposentadoria ocorrerá com proventos proporcionais.

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Aposentadoria voluntária integral Aposentadoria voluntária proporcional

Mínimo de 10 anos de exercício no serviço público Mínimo de 10 anos de exercício no serviço público

Mínimo de 5 anos no cargo em que ocorrerá a apo- Mínimo de 5 anos no cargo em que ocorrerá a
sentadoria aposentadoria

Homens: 60 anos de idade e 35 de contribuição Homens: 65 anos de idade

Mulheres: 55 anos de idade e 30 de contribuição Mulheres: 60 anos de idade

Homem professor: 55 anos de idade e 30 de con-


tribuição

Mulher professora: 50 anos de idade e 25 de con-


tribuição

4.7. Direitos Sociais Atribuídos aos Servidores

De acordo com o artigo 39, § 3º, da Constituição Federal, diversos direitos

sociais atribuídos aos trabalhadores em geral são estendidos aos servido-

res públicos. Tal lista comporta, atualmente, quatorze direitos, que podem ser

mais bem visualizados por meio da divisão a seguir proposta.

• Três direitos referem-se ao termo “salário”:

1) salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender

às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação,

educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com

reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vin-

culação para qualquer fim;

2) garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem re-

muneração variável;

3) salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa ren-

da nos termos da lei.

• Sete direitos são referentes aos direitos comuns, facilmente identifi-

cados na maioria das relações trabalhistas:

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1) décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da

aposentadoria;

2) remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

3) repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

4) remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% à

do normal;

5) gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais

do que o salário normal;

6) licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração

de 120 dias;

7) licença-paternidade, nos termos fixados em lei.

• Três direitos referem-se à isonomia e à proteção à segurança:

1) proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos espe-

cíficos, nos termos da lei;

2) redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde,

higiene e segurança;

3) proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério

de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.

• Por fim, temos um direito bastante específico e tipicamente utiliza-

do nas relações privadas, motivo pelo qual pode ensejar a dúvida de

inúmeros candidatos:

1) duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e

quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada,

mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

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5. Poder Hierárquico

Para que o Poder Público possa alcançar a sua finalidade, que é a de garantir a

integridade da coletividade, faz-se necessário a existência de prerrogativas

e sujeições aos agentes públicos, uma vez que são estes que desempenham as

atividades em nome do Estado.

No âmbito das prerrogativas, o regime jurídico confere aos agentes certos

poderes que não estão presentes na relação entre particulares, mas sim apenas

no âmbito da relação do Poder Público com os administrados. Tais poderes são ins-

trumentos de que se vale o agente estatal para conseguir fazer valer a vontade do

Estado. Como operam no âmbito da atividade administrativa, são conhecidos como

poderes administrativos.

Os poderes administrativos não se confundem com os poderes do Estado. En-

quanto estes são os alicerces da organização estatal, formados pelo Executivo, pelo

Legislativo e pelo Judiciário, os poderes administrativos são meios de alcance da

vontade da Administração Pública.

Também não podemos confundir os poderes administrativos com os poderes

políticos, uma vez que estes são os utilizados com base nas diretrizes expressas na

Constituição Federal e exercidos com alto grau de discricionariedade.

Como exemplo de poder político, temos o poder para propor a iniciativa de uma lei

e para vetar ou sancionar uma lei anteriormente aprovada.

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Ainda que o termo “poderes” seja comumente utilizado, ressalta-se que não

há facultatividade na sua utilização por parte dos agentes públicos. Assim, diante

de uma situação em que o administrador deva exercer o poder a ele legalmente

conferido, não há margem de decisão entre fazer ou não uso de tal prerrogativa.

Nesse sentido, a doutrina entende que os poderes administrativos se caracteri-

zam por ter uma natureza de obrigação, de dever a ser cumprido.

Frisa-se, no entanto, que o agente público não possui ampla e total liberdade

para fazer uso dos poderes administrativos, que, por isso mesmo, apenas podem

ser exercidos dentro do estritamente necessário para o alcance dos fins públicos,

sob pena de caracterização de abuso de poder.

No âmbito das sujeições, o administrador público possui uma série de obriga-

ções com a sociedade. Assim, ainda que vários sejam os poderes conferidos aos

agentes públicos, os deveres surgem à tona como uma possibilidade de controle,

por parte da sociedade, acerca do regular uso dos poderes outrora conferidos.

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De acordo com a doutrina majoritária, são os seguintes os poderes administra-

tivos passíveis de utilização pela Administração Pública: poder vinculado; poder

discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; poder regulamentar; e

poder de polícia.

Ainda que cada um dos poderes tenha suas próprias peculiaridades, é possível estabe-

lecer, como características comuns a todos os poderes administrativos, as seguintes:

• são decorrência das prerrogativas conferidas à Administração Pública;

• devem ser exercidos dentro da estrita necessidade, sob pena de restar confi-

gurado abuso de poder;

• são irrenunciáveis, de forma que não há a possibilidade de os agentes públi-

cos deixarem de exercê-los;

• são poderes instrumentais, não podendo ser confundidos com os poderes es-

truturais do Estado e com os poderes políticos.

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De acordo com o edital do concurso, precisamos conhecer, apenas, as disposi-

ções relacionadas com o poder hierárquico. Está pronto(a)?

O poder hierárquico está fundamentado na necessidade de organização que

os órgãos e entidades possuem para poder desempenhar de melhor forma a função

pública. Relaciona-se o poder hierárquico com a possibilidade de o agente público

dar ordens, fiscalizar, rever e, principalmente, de avocar e delegar competências.

Por operar-se no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, a atuação decorrente

de tal poder pressupõe hierarquia e subordinação. E a hierarquia, ressalta-se, é

característica inerente a toda a atividade administrativa, não havendo necessidade

de edição de lei para a sua existência.

Temos hierarquia, dessa forma, no âmbito interno de um órgão administrativo

ou de uma entidade integrante da administração pública indireta.

Em sentido oposto, não teremos hierarquia entre as entidades da administra-

ção indireta e as integrantes da administração direta, uma vez que a subordinação

apenas existe no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.

Aprendendo na prática

Quando uma entidade da administração indireta resolve distribuir internamente

suas competências, criando os órgãos públicos, estamos diante de uma relação hie-

rárquica, uma vez que estamos no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.

Quando ocorre a criação de uma autarquia, entidade integrante da administração

pública indireta, não estamos diante de uma relação hierárquica, uma vez que a

subordinação não está presente entre pessoas jurídicas distintas.

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Merece destaque, no âmbito do poder hierárquico, a possibilidade de delegação

e avocação de competências. Por delegação, pode-se entender a transferência de

parte da competência originariamente atribuída a um órgão ou entidade para outro

de mesmo nível ou de nível hierarquicamente inferior.

A previsão para a delegação, no âmbito federal, está prevista no artigo 12 da

Lei n. 9.784, que assim expressa:

Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, de-
legar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe
sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circuns-
tâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

Dessa forma, a delegação, como regra, sempre será possível, salvo nos casos

em que a lei expressamente preveja a sua vedação.

No âmbito federal, em conformidade com as disposições da Lei n. 9.784, três

são as situações em que não poderá ocorrer a delegação:

• a edição de atos de caráter normativo;

• a decisão de recursos administrativos;

• as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

Em sentido oposto, a regra é que a avocação apenas será possível nos casos

em que a lei assim o prever, tratando-se, conforme demonstra o artigo 15 da Lei

n. 9.784, de medida excepcional. Na avocação, ocorre o chamamento, por parte de

um órgão hierarquicamente superior, de competência inicialmente atribuída a um

órgão com hierarquia inferior.

Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justifica-


dos, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

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É decorrência do poder hierárquico, ainda, a possibilidade de revisão, pela au-

toridade superior, dos atos praticados pelos seus subordinados. Como resultado,

pode a autoridade superior manter o ato inicialmente praticado, anulá-lo, revogá-lo

ou convalidá-lo.

Em tais situações, as mesmas regras concernentes aos atos administrativos

são aplicáveis, de forma que tanto a anulação quanto a convalidação podem ser

declaradas de ofício, pela Administração Pública, ou mediante provocação do inte-

ressado. A convalidação, por sua vez, consiste no saneamento dos defeitos de um

ato por meio da edição de um ato posterior.

Tais hipóteses estão expressas na Súmula n. 473 do STF, de seguinte teor:

A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tor-
nam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de con-
veniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos
os casos, a apreciação judicial.

As prerrogativas decorrentes do exercício do poder hierárquico podem ser resu-

midas no quadro a seguir:

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Questão 1    (FCC/TRT-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) Quando a Administração

pública edita atos normativos que se prestam a orientar e disciplinar a atuação de

seus órgãos subordinados, diz-se que atuação é expressão de seu poder:

a) hierárquico, traduzindo a competência de ordenar a atuação dos órgãos que

integram sua estrutura.

b) disciplinar, atingindo eventuais terceiros que não integram a estrutura da Admi-

nistração.

c) de polícia interna, que tem lugar quando os destinatários integram a própria

estrutura da Administração.

d) normativo, que tem lugar quando os destinatários integram a própria estrutura

da Administração.

e) de polícia normativa, embora não atinjam os administrados em geral, sujeitos

apenas ao poder regulamentar.

Letra a.

Se a administração quer orientar as pessoas que lhe são subordinadas, não há dú-

vida que estamos diante do poder hierárquico.

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RESUMO

• Os agentes públicos podem ser conceituados como todas as pessoas que

possuem uma vinculação profissional com o Estado, mesmo que em

caráter temporário e ainda que sem o recebimento de remuneração.

• É por meio dos agentes que o Estado exerce suas funções e pratica os

atos administrativos que lhe são competentes. Assim, em caso de dano

causado ao particular em decorrência da atuação estatal, será o Estado quem

será responsabilizado, e não o respectivo agente.

• Duas são as principais classificações acerca dos agentes públicos, con-

forme pode ser verificado na tabela a seguir:

Classificação de Hely Lopes Meirelles Classificação de Maria Sylvia Zanella Di Pietro

Agentes políticos Agentes políticos

Agentes administrativos Servidores públicos

Agentes honoríficos Militares

Agentes credenciados Particulares em colaboração

Agentes delegados

• Os agentes políticos são aqueles que ocupam os mais altos postos no

âmbito dos Poderes da República, estando ligados às decisões fundamen-

tais do Estado e possuindo grande parte de suas competências estabele-

cidas diretamente pela Constituição. Outra peculiaridade dessa classe é o

alto nível de autonomia que possuem para tomar as suas decisões.

• Os agentes administrativos são todas as pessoas investidas no âmbito

de um órgão ou entidade da administração pública, com competências

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executórias e tendo seus direitos e deveres sendo regulados por meio de uma

lei, e não diretamente da Constituição.

• Os agentes administrativos podem vir a ocupar cargos, empregos ou fun-

ções públicas no âmbito da estrutura da Administração Pública.

• Os cargos públicos podem ser conceituados como o conjunto de atribui-

ções, responsabilidades, direitos e obrigações que são atribuídas aos

servidores públicos para o desempenho das suas atividades funcionais.

• Os empregos públicos são exercidos por pessoas que se sujeitam às re-

gras da CLT, tal como ocorre com os funcionários da iniciativa privada, mas

com a peculiaridade de estarem exercendo suas atribuições no âmbito da

Administração Pública.

• Por fim, temos a função pública, que é encontrada pelo critério residual em

nosso ordenamento. Assim, os agentes que não ocuparem um cargo ou

um emprego público, mas que desempenharem atividades em regime de

vínculo com o Poder Público, serão classificados como ocupantes de uma

função pública.

• Os agentes honoríficos podem ser compreendidos como pessoas que são

designadas ou requisitadas para a prestação de um determinado serviço

público em razão de características que lhes são próprias, tal como a

honra e a capacidade profissional.

• Agentes credenciados são os que recebem a incumbência da Adminis-

tração para representá-la em determinado ato ou para praticar certa

atividade específica mediante remuneração do Poder Público credenciante.

• A principal característica dos agentes delegados é o fato de assumirem o

risco da atividade em que atuam. Assim, nessas áreas, o Estado opta por

não realizar diretamente o serviço, ficando apenas com a fiscalização.

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• Os particulares em colaboração são pessoas que prestam serviços ao

Poder Público sem vínculo com o Estado.

• O regime jurídico pode ser conceituado como o conjunto de regras que

disciplinam os direitos e as obrigações de uma determinada categoria

de agentes públicos.

• Ainda que a imensa maioria dos entes federativos utilize o regime jurídico

estatutário como forma de regular a vida funcional de seus agentes, deve-se

salientar que não há a obrigação, por parte de um determinado ente,

da utilização de um regime jurídico específico.

• O regime estatutário caracteriza-se, basicamente, por ser estabelecido

por meio de lei de cada ente federativo. Assim, tanto a União como os

diversos Estados e Municípios publicam uma lei que regula toda a atividade

funcional de seus servidores, incluindo aí os direitos e as obrigações e os cri-

térios gerais de diversos outros institutos.

• Já o regime celetista é o utilizado pela iniciativa privada e, no âmbito da

Administração Pública, pelas empresas estatais (empresas públicas e

sociedades de economia mista). Tal regime possui, como base normativa,

a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e assegura aos seus funcionários

uma relação de emprego, que pode ser na iniciativa privada ou, como men-

cionado, em uma empresa estatal.

Regime Jurídico Estatutário Regime Jurídico Celetista


Regidos por um estatuto Regidos pela CLT
Normas de Direito Público Normas de Direito Privado
Servidores públicos Empregados públicos
Garantias da estabilidade Direitos como o FGTS

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• Em sentido restrito, a expressão “servidores públicos” compreende os

agentes públicos que estão sendo regidos por um estatuto funcional.

• Servidores públicos em sentido amplo são as pessoas físicas que prestam

serviços ao Estado e às entidades da administração indireta, com vínculo

empregatício e mediante remuneração paga pelos cofres públicos.

• Temos, dessa forma, que o conceito de servidor público em sentido amplo

abrange três categorias distintas: a) estatutários ou servidor público em

sentido estrito; b) empregados públicos; e c) temporários.

• Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros

que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estran-

geiros, na forma da lei.

• O STF possui entendimento sumulado de que o limite de idade como condição

para a participação em concurso público apenas é válido quando decorrer das

necessidades das atribuições do cargo que será exercido.

• O exame psicotécnico pode ser estabelecido para concurso público desde

que por lei, tendo por base critérios objetivos de reconhecido caráter

científico, devendo existir, inclusive, a possibilidade de reexame.

• Viola o princípio constitucional da isonomia norma que estabelece como

título o mero exercício de função pública.

• Com a aprovação dos candidatos e a homologação do respectivo concurso,

os aprovados dentro do número inicial de vagas previstas no edital

possuem, segundo entendimento do STF, direito subjetivo à nomeação.

• A comprovação do atendimento dos requisitos exigidos no edital deve ser

feita no momento da posse, e não na inscrição ou na data de realização

das provas.

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• Com a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 19, ocorrida em 1998,

o sistema remuneratório da Administração Pública passou a contar com três

formas distintas de categorias jurídicas, sendo elas o subsídio, os venci-

mentos e o salário.

• O subsídio caracteriza-se por ser a forma de pagamento realizado em

parcela única, sendo vedado o acréscimo de qualquer tipo de gratificação,

adicional ou verba de representação.

• O vencimento, também chamado de remuneração em sentido estrito, é

a parcela recebida pelos servidores públicos estatutários. Compreende

o vencimento básico, que corresponde ao padrão que cada servidor ocupa na

carreira, acrescido das vantagens pecuniárias previstas em lei, tais como as

gratificações, os adicionais, os abonos e as ajudas de custo.

• Por salário devemos entender o valor que é pago aos empregados pú-

blicos, uma vez que estes, ainda que integrantes das entidades da admi-

nistração indireta, encontram-se submetidos ao mesmo regime jurídico dos

trabalhadores da iniciativa privada, fazendo jus a todas as regras e direitos a

eles garantidos.

• A remuneração em sentido amplo compreende todas as espécies remu-

neratórias que sejam passíveis de pagamento aos agentes públicos,

dela fazendo parte, por exemplo, os vencimentos, os salários e os subsídios.

• Em sentido estrito, a remuneração compreende os vencimentos e as gra-

tificações, adicionais e demais verbas passíveis de pagamento aos

servidores.

• Como regra, é vedada a acumulação remunerada de cargos, empregos

ou funções públicas, vedação esta que se estende, de acordo com a previ-

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são constitucional, às subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indire-

tamente, pelo Poder Público.

• Em caráter de exceção, a Constituição Federal apresenta as situações em que

a acumulação será lícita. Para tal, deverá ser observada, em todos os ca-

sos, a compatibilidade de horários.

• São hipóteses de acumulação previstas na Constituição Federal: a) a de dois

cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico

ou científico; c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de

saúde, com profissões regulamentadas; d) a de um cargo de juiz com ou-

tro de magistério; e) a de um cargo de membro do Ministério Público com

outro de magistério; f) a de um cargo eletivo de vereador com o cargo

ocupante pelo servidor eleito.

• Ao entrar em exercício, os servidores públicos efetivos passam a ser regidos

por um regime próprio de previdência social (RPPS), que, em diversos

aspectos, se diferencia do regime geral de previdência social (RGPS), aplicá-

vel aos trabalhadores da iniciativa privada.

• A aposentadoria por invalidez ocorre nas situações em que o servidor públi-

co é considerado inválido, em caráter permanente, para o exercício da

função pública.

• A aposentadoria compulsória ocorre quando o servidor público atinge a

idade limite para permanecer em exercício no serviço público. Atual-

mente, a idade limite é a de 75 anos.

• A aposentadoria voluntária será concedida quando o servidor público aten-

der a uma série de condições estabelecidas na Constituição Federal,

podendo dar-se de forma integral ou parcial.

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Aposentadoria voluntária integral Aposentadoria voluntária proporcional

Mínimo de 10 anos de exercício no serviço público Mínimo de 10 anos de exercício no serviço


público

Mínimo de 5 anos no cargo em que ocorrerá a apo- Mínimo de 5 anos no cargo em que ocorrerá a
sentadoria aposentadoria

Homens: 60 anos de idade e 35 de contribuição Homens: 65 anos de idade

Mulheres: 55 anos de idade e 30 de contribuição Mulheres: 60 anos de idade

Homem professor: 55 anos de idade e 30 de con-


tribuição

Mulher professora: 50 anos de idade e 25 de con-


tribuição

• O poder hierárquico está presente na estrutura interna de cada órgão ou

entidade. Hierarquia pressupõe subordinação e o poder de dar ordens, de fis-

calizar e de delegar e avocar competências.

• A regra é a possibilidade de delegação, sendo a exceção as matérias em que

tal técnica não pode ser feita. São elas: a edição de atos de caráter nor-

mativo; a decisão de recursos administrativos; e a competência para

o exercício de competência exclusiva.

• Já a avocação é exceção, só sendo permitida nos casos previstos em lei.

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QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1    (FCC/TRT-6/2015) O conceito de agente público NÃO é coincidente com

o de agente político, cabendo destacar que

a) os particulares que atuam em colaboração com a Administração, embora no

exercício de função estatal, não são considerados agentes públicos.

b) todos aqueles que exercem função estatal em caráter transitório, sem vínculo com

a Administração, não são considerados agentes públicos e sim agentes políticos.

c) apenas os ocupantes de cargos, empregos e funções na Administração pública

podem ser considerados agentes públicos.

d) são exemplos de agentes políticos os Chefes do Executivo e seus auxiliares ime-

diatos, assim entendidos Ministros e Secretários de Estado.

e) os detentores de mandato eletivo são os únicos que se caracterizam como agen-

tes políticos.

Questão 2    (FCC/CNMP/2015) Os agentes públicos subdividem-se em cinco espé-

cies ou categorias bem diferenciadas, dentre elas, o agente

a) investigador.

b) corporativo.

c) integral.

d) supervisor.

e) delegado.

Questão 3    (FCC/CNMP/2015) Corresponde à espécie agente político:

a) Dirigentes de empresas estatais.

b) Membros do Conselho Tutelar.

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c) Membros do Ministério Público.

d) Agentes Comunitários de Saúde.

e) Mesário da Justiça Eleitoral.

Questão 4    (FCC/TRT-15/2015) O conceito de agente político

a) alcança apenas os detentores de mandato eletivo, inclusive os membros do Po-

der Executivo.

b) corresponde àqueles que não detêm vínculo jurídico com a Administração, mas

exercem atividade pública.

c) compreende as pessoas que exercem atividades típicas de governo, entre as

quais os Chefes do Poderes Executivo, os Ministros e Secretários de Estado.

d) diz respeito apenas aos detentores de mandato eletivo no âmbito do Poder Le-

gislativo.

e) é espécie do gênero agente público, diferenciando-se do conceito de servidor

público em face apenas do caráter temporário da investidura perante a Admi-

nistração.

Questão 5    (FCC/TCE-CE/2015) Depois de anos de trabalho na iniciativa privada

no setor de tecnologia, Marinaldo foi convidado pelo Prefeito recém-eleito no último

pleito, para assumir a direção do órgão responsável pelos contratos de informática,

em uma fundação instituída pelo Município para atuar nessa área. Diante de sua

notória experiência, Marinaldo foi contratado sem concurso público e passou a per-

ceber, além dos regulares vencimentos, gratificação de responsabilidade, atribuída

a todos os cargos e funções de direção no Município. Finda a gestão do prefeito

que nomeou Marinaldo, a nova gestão entendeu por bem pôr em prática política

de enxugamento das despesas públicas, determinando o corte de 20% dos cargos

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em comissão na Administração direta e de 30% na Administração indireta. Planeja,

ainda, extinguir alguns entes integrantes da Administração indireta, em especial

fundações municipais que desempenhem atividades passíveis de serem contrata-

das na iniciativa privada a menores custos. Diante desse cenário,

a) a Administração pública não poderá demitir Marinaldo sem justa causa, posto

que, após três anos no cargo, ele adquiriu estabilidade e, um ano depois, vitalicie-

dade, sem prejuízo de poder ser submetido a processo administrativo para extinção

do vínculo com a Administração Indireta.

b) o cargo de Marinaldo poderá ser colocado em disponibilidade, com percebimento

integral de seus vencimentos e gratificações, vedada sua demissão antes do de-

curso de processo administrativo com observância do contraditório e ampla defesa.

c) considerando que Marinaldo ocupava cargo em comissão, o que não enseja es-

tabilidade ou vitaliciedade, poderá ser livremente exonerado, ainda que a fundação

na qual exerça suas funções não seja extinta pela Administração central.

d) poderá Marinaldo ser exonerado caso a fundação onde ocupa cargo em comis-

são seja regularmente extinta, posto que, nesse caso, não incide a vitaliciedade

que protege o servidor no caso de cortes orçamentários e de pessoal.

e) como Marinaldo possui vínculo de empregado público, posto que contratado sem

concurso público, somente poderá ser exonerado ou demitido após a Administração

ter desocupado todos os cargos em comissão e de assessoramento, que são de li-

vre provimento.

Questão 6    (FCC/TRE-PB/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Cargo público é o conjunto

de atribuições e responsabilidades de um servidor público. São características típi-

cas do cargo público:

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a) de provimento efetivo, a investidura mediante prévio concurso público, bem

como a submissão de seu titular a estágio probatório.

b) efetivo ou comissionado, a investidura mediante prévio concurso público e o de-

ferimento de estabilidade ao titular, o que exige processo judicial para exoneração.

c) quando na forma de emprego público, a nomeação precedida de concurso públi-

co, a estabilidade, a teto remuneratório e a submissão a regime estatutário.

d) quando corresponde à função pública, a submissão a regime estatutário pelos

titulares, a obrigatoriedade de estágio probatório e vitaliciedade.

e) a vitaliciedade, a estabilidade, a não submissão a teto remuneratório quando se

tratar de cargo público de provimento efetivo.

Questão 7    (FCC/DPE-RR/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2015) A expressão

agentes públicos é bastante abrangente, compreendendo categorias sujeitas a dis-

tintos regimes jurídicos. Dentre as várias espécies de agentes públicos inserem-se

os servidores públicos estatutários,

a) que ocupam cargos públicos e os empregados públicos, cujo vínculo é pautado

na legislação trabalhista, excluindo-se os servidores temporários, porque não po-

dem se vincular definitivamente à Administração Pública.

b) que ocupam cargos públicos, os empregados públicos, cujo vínculo é pautado na

legislação trabalhista e os servidores temporários, contratados por tempo determi-

nado, para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público.

c) celetistas e temporários e os agentes políticos, excluindo-se os particulares em

colaboração com o Poder Público, por não manterem com o Poder Público vínculo

empregatício.

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d) que ocupam cargos públicos e os servidores temporários, contratados por tem-

po determinado, excluindo-se os empregados públicos, por não se submeterem a

concurso público.

e) celetistas e temporários e os particulares em colaboração com o Poder Público,

excluindo-se os agentes políticos, porque foram investidos por eleição nos respec-

tivos cargos.

Questão 8    (FCC/TCM-GO/2015) A Constituição Federal estabeleceu o concurso

público como exigência ao ingresso na Administração pública objetivando igualar,

da melhor forma possível, as oportunidades de acesso às vagas disponíveis no ser-

viço público. A partir dessa afirmativa, é correto afirmar:

a) É exceção à regra da prévia aprovação em concurso público de provas e de provas

e títulos o provimento de emprego público em autarquias, porquanto estas integram a

Administração pública indireta, que realiza concurso baseado unicamente em títulos.

b) A exigência constitucional do concurso público aplica- se inclusive ao provimen-

to de cargos em comissão, razão porque os servidores comissionados, a partir da

Constituição Federal de 1988, são dotados de estabilidade.

c) A regra do concurso público incide no acesso aos cargos de provimento efe-

tivo, não alcançando o procedimento de contratação pela CLT levado a efeito

pela Administração pública, que, neste caso, está obrigada a realizar processo

de seleção simplificado.

d) O servidor que tenha originalmente ingressado na Administração pública por con-

curso público pode ser alçado a cargo de outra carreira sem que, com isso, haja ofen-

sa ao princípio do concurso público, o que se denomina provimento por derivação.

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e) É exceção à regra do concurso público a nomeação para cargo em comissão

declarado em lei de livre nomeação e exoneração, bem como os casos de contra-

tação por tempo determinado para atender necessidade temporária de excepcional

interesse público.

Questão 9    (FCC/TJ-GO/2015) As normas constitucionais que delineiam os con-

tornos do regime jurídico dos servidores públicos preconizam a possibilidade de

contratação sem prévio concurso público de provas e títulos para

I – empregos públicos, em sociedades de economia mista e empresas públicas que

atuem em regime de competição no mercado.

II – cargos em comissão, destinados exclusivamente a funções de chefia, direção

e assessoramento.

III – contratações temporárias, limitadas a 20% do quadro permanente efetivo.

Está correto as situações descritas APENAS em

a) I.

b) I e II.

c) II e III.

d) II.

e) III.

Questão 10    (FCC/PREFEITURA DE SÃO LUÍS/2016) Considere as assertivas a se-

guir sobre a submissão a concurso público de provas e títulos e as consequências

dele em relação ao candidato e ao ente da Administração pública que o realizou.

I – A nomeação de candidato aprovado em concurso público insere-se na discri-

cionariedade da Administração pública, mas pode vir a constituir direito subjetivo

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do candidato, mesmo no caso de cadastro reserva, quando a Administração decidir

pela realização de novo concurso para a mesma finalidade quando o anterior ainda

estiver no prazo de validade.

II – A aprovação em concurso público gera direito subjetivo à nomeação no mesmo

exercício orçamentário para o qual foi comprovada a existência de recursos financei-

ros para a realização do certame, devendo ser observado o prazo máximo de 30 dias

pela Administração pública, mesmo período concedido ao aprovado para a posse.

III – A aprovação em concurso público não gera direito subjetivo à nomeação,

constituindo mera expectativa de direito, sendo a única exceção reconhecida pelo

Supremo Tribunal Federal os casos de preterição da ordem de classificação.

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.

b) I e II, apenas.

c) I, II e III.

d) III, apenas.

e) II e III, apenas.

Questão 11    (FCC/MPE-SE/ANALISTA/2013) Quanto aos cargos declarados em lei

de provimento em comissão, é correto afirmar que

a) a nomeação para ocupá-los, dispensa a prévia aprovação em concurso público e

a exoneração de seu titular fica a exclusivo critério da autoridade nomeante.

b) a nomeação, para ocupá-los, não dispensa a aprovação prévia em concurso pú-

blico, mas a exoneração é livre, despida de qualquer formalidade especial.

c) são considerados de livre nomeação e exoneração, o que não dispensa a prévia

aprovação em concurso público.

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d) o exercício se dá em razão de relação de confiança entre a autoridade nomeante

e o seu titular, mas a exoneração não é livre, sendo necessário, para tanto, proces-

so administrativo de defesa.

e) são instituídos em caráter transitório, mas seu desempenho é permanente, e,

por essa razão é que são considerados de livre nomeação e exoneração.

Questão 12    (FCC/CVM/ANALISTA/2003) Segundo os estudos de Celso Antônio Ban-

deira de Mello, os agentes públicos podem ser definidos como todos aqueles que,

a) exclusivamente vinculados ao Estado, prestam serviço a este, seja permanente-

mente seja de forma ocasional.

b) vinculados ou não ao Estado, prestam serviço a este, de forma ocasional.

c) vinculados ou não ao Estado, prestam serviço a este, seja permanentemente

seja de forma ocasional.

d) exclusivamente vinculados ao Estado, prestam serviço a este, permanentemente.

e) exclusivamente ou não vinculados ao Estado, prestam serviço a este, perma-

nentemente.

Questão 13    (FCC/TRT-RJ/JUIZ DO TRABALHO/2012) São considerados agentes

públicos

a) apenas aqueles que exercem atividades típicas de governo, detentores de man-

dato eletivo e seus auxiliares diretos.

b) apenas aqueles ligados ao Poder Público por vínculo de natureza estatutária,

investidos mediante nomeação para cargo público.

c) os servidores públicos, os agentes políticos, os militares e os particulares em

colaboração com o Poder Público.

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d) os servidores públicos, desde que detentores de vínculo estatutário, bem como

os agentes políticos, excluídos os militares.

e) exclusivamente os servidores públicos, detentores de vínculo estatutário ou ce-

letista, excluídos os agentes políticos.

Questão 14    (FCC/TRT-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2014) Os servidores públicos po-

dem ocupar cargo público, emprego público ou função pública. Distinguem-se es-

sas categorias, de forma não exaustiva, porque

a) os servidores ocupantes de funções de livre provimento, de confiança, tais como

chefia, direção ou assessoramento, não se submetem a concurso público, este que

também não se aplica aos servidores temporários, podendo, contudo, haver nor-

mas que não se aplicam indistintamente aos dois tipos de função.

b) a contratação de servidores para ocupar função pública dispensa a realização

de prévio concurso público, mas permite ocupar, ainda que temporariamente, os

cargos vagos no quadro da Administração pública contratante.

c) a contratação de servidores para ocupar função pública dispensa a realização de

prévio concurso público, mas permite ocupar, ainda que temporariamente, os em-

pregos públicos vagos no quadro da Administração pública contratante, somente

não ensejando aquisição de estabilidade.

d) os servidores ocupantes de função pública não se submetem a prévio concurso

público, restrita essa possibilidade, contudo, à contratação temporária.

e) a contratação de servidores para ocupar cargo demanda prévia realização de

concurso público, enquanto a contratação de empregados públicos prescinde do

certame, na medida em que os servidores submetem-se integralmente ao regime

da CLT.

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Questão 15    (FCC/SEFAZ-SP/FISCAL DE RENDAS/2013) A respeito das normas

constitucionais aplicáveis aos servidores públicos, é INCORRETO afirmar que

a) os cargos em comissão destinam-se apenas às atribuições de chefia, direção e

assessoramento.

b) as funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes

de cargo efetivo.

c) os servidores públicos organizados em carreira devem ser remunerados exclusi-

vamente por subsídio fixado em parcela única.

d) a contratação por tempo determinado destina-se ao atendimento de necessida-

de temporária de excepcional interesse público nos termos estabelecidos em lei.

e) a aposentadoria compulsória do servidor ocupante de cargo efetivo dá-se aos

setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.

Questão 16    (FCC/TRT-PR/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) A Constituição Federal

brasileira determina, no inciso IX, do artigo 37, que “a lei estabelecerá os casos de

contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de ex-

cepcional interesse público.” Sobre esses servidores temporários contratados sem

a realização de concurso público, é correto afirmar que

a) podem ocupar emprego público quando exercerem suas atividades em empre-

sas públicas.

b) podem ocupar função pública ou emprego público, desde que nesse caso seja

prescindível a realização de concurso público.

c) ocupam função pública, para a qual não se exige concurso, inclusive em razão

da urgência da contratação.

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d) ocupam emprego público, com as normas aplicáveis aos celetistas vigendo pelo

tempo que durar o contrato de trabalho, com exceção daquelas referentes a extin-

ção do vínculo.

e) podem ocupar cargo público transitório, não se estendendo a eles, no entanto,

as vantagens do regime estatutário.

Questão 17    (FCC/SEFAZ-RJ/AUDITOR-FISCAL/2014) A Constituição Federal, com

o texto dado pela EC N. 19/1998, assim dispõe: Art. 7º São direitos dos trabalhado-

res urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

[...] IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender

a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação,

educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com

reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vin-

culação para qualquer fim; Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Mu-

nicípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal,

integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes [...]

§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV,

VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei es-

tabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.

Conforme entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal, os arts. 7º, IV, e

39, § 3º (redação da EC n. 19/1998), da Constituição referem-se

a) à remuneração percebida pelo servidor público, excluídas as indenizações.

b) ao vencimento básico percebido pelo servidor público, descontada qualquer van-

tagem pecuniária pessoal.

c) ao total da remuneração percebida pelo servidor público.

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d) ao vencimento básico percebido pelo servidor público, acrescido dos adicionais

que já hajam se incorporado permanentemente.

e) à remuneração percebida pelo servidor público, excluídas as gratificações.

Questão 18    (FCC/TCE-SP/AUDITOR/2013) De acordo com a Constituição Federal,

a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em con-

curso público. Tal comando constitucional traz como consequência a antijuridicida-

de do provimento de cargo público mediante

a) transposição.

b) readaptação.

c) reversão.

d) aproveitamento.

e) recondução.

Questão 19    (FCC/TRF-2/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2007) O cidadão que é convocado

ou designado para prestar, transitoriamente, determinado serviço ao Poder Público

em razão da sua condição cívica ou de sua notória capacidade profissional, mas

sem vínculo empregatício, é denominado agente

a) administrativo.

b) político.

c) delegado.

d) credenciado.

e) honorífico.

Questão 20    (FCC/TRT-1/2016) A Constituição Federal assegura, em seu art. 39, §

3º, entre outros, aos servidores ocupantes de cargos públicos os seguintes direitos

também previstos em seu art. 7º:

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I – adicional para as atividades insalubres.

II – irredutibilidade de salário.

III – repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.

IV – licença-paternidade.

Está correto o que consta APENAS em

a) II e IV.

b) I, II e IV.

c) I, II e III.

d) I e III.

e) III e IV.

Questão 21    (FCC/PREF. DE TERESINA/ADVOGADO/2016) Uma empresa pública

pretende ampliar seu quadro de servidores em razão de ter celebrado, recente-

mente, um novo contrato para prestação dos serviços públicos que são seu escopo

institucional. Considerando que essa empresa foi contratada por dispensa de licita-

ção por um ente público para a prestação desses serviços,

a) a contratação de seus servidores também poderá ser feita com dispensa de lici-

tação, de forma que não será necessária a realização de concurso.

b) será necessária a realização de concurso público de provas e títulos, mas o regime

jurídico a que estarão sujeitos seus servidores não se altera, pois é definido pelos

administradores da mesma, mediante aprovação do Conselho de Administração.

c) a contratação de seus servidores ainda dependerá da realização de concurso pú-

blico, independentemente do regime jurídico que vierem a se submeter, celetistas

ou estatutários, na forma da lei.

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d) os servidores que vierem a ser contratados se submeterão ao regime celetis-

ta e a prévio concurso público, tendo em vista que a atividade desenvolvida pela

empresa não interfere nesse vínculo, podendo ser dispensados posteriormente por

decisão motivada.

e) pode haver contratação de servidores vinculados ao contrato de prestação de

serviços em execução, remunerados diretamente pelas receitas oriundas desse ins-

trumento, não gerando vínculo funcional com a empresa estatal.

Questão 22    (FCC/TRE-SP/2017) Entre as semelhanças e distinções possíveis de

serem indicadas para os ocupantes de cargos e empregos públicos, está a

a) possibilidade de submissão a regime público de aposentadoria, independente

da natureza jurídica do ente ao qual estão vinculados, desde que previsto na lei de

criação do ente.

b) obrigatoriedade, para ambos, de se submeterem a estatuto disciplinar conten-

do direitos e deveres, estes que, se violados, dão lugar a processo disciplinar para

aplicação de penalidades, exigindo-se participação de advogado para imposição de

pena demissão.

c) obrigatoriedade de prévia submissão a concurso público de provas e títulos,

sendo que, no caso de empregados públicos, desde que, da lei que cria o ente que

integra a Administração indireta, tenha constado essa exigência.

d) responsabilidade objetiva para os funcionários públicos, à semelhança do im-

posto para a Administração direta, enquanto remanesce a modalidade subjetiva

para os ocupantes de emprego público e seus empregadores.

e) possibilidade de os empregados públicos serem demitidos por decisão motiva-

da, não sendo necessário processo disciplinar, tal qual exigido para os funcionários

públicos efetivos.

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Questão 23    (FCC/ARTESP/2017) A Administração Pública direta contrata seus

servidores

a) por meio de concurso público, para ocupação de cargos e empregos públicos, a

depender da política pública em vigor na época da contratação.

b) por meio de concurso público, submetendo-se os aprovados e nomeados à exis-

tência de recursos financeiros para pagamento.

c) para empregos públicos para as chamadas funções meio, e cargos públicos para

funções de confiança e os demais casos.

d) pelo mesmo processo formal que os dispensa, com instauração de processo ad-

ministrativo, célere e informal, diferindo-se os pagamentos iniciais para fase poste-

rior à efetivação dos funcionários.

e) por meio de concurso público, para ocupação de cargos públicos efetivos, admi-

tindo-se o livre provimento para ocupação de funções de confiança com as finalida-

des de chefia, direção e assessoramento.

Questão 24    (FCC/TRE-PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) O ingresso no serviço pú-

blico está sujeito ao cumprimento dos termos e condições previstos na legislação,

dentre os quais,

a) o concurso público de provas e títulos, necessário para provimento de cargos

públicos, vedada a exigência de outros requisitos de habilitação, como exames psi-

cotécnicos ou físicos.

b) a submissão a prévio concurso público de títulos e documentos, para cargos,

empregos e funções públicas, independentemente do prazo de duração do vínculo

funcional pretendido, como forma de privilegiar os princípios da igualdade e da pu-

blicidade.

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c) a possibilidade de nomeação para cargos de livre provimento, seja para vínculos

funcionais temporários, seja para vínculos funcionais permanentes, passíveis de

extinção apenas por meio de processo administrativo disciplinar.

d) a obrigatoriedade de submissão a concurso público de provas e títulos para

provimento de cargos e empregos públicos, admitindo-se a inclusão de outros re-

quisitos de habilitação se houver previsão legal e pertinência com as atribuições a

serem executadas pelo servidor.

e) a realização de provas físicas, psicológicas e psicotécnicas após a aprovação em

concurso público de provas e títulos, para aferição da expectativa de longevidade

dos candidatos.

Questão 25    (FCC/ARTESP/2017) O conceito de agente público, na amplitude de-

corrente das disposições da Constituição Federal após a edição da Emenda Consti-

tucional n. 19/1998,

a) inclui os militares, porém não mais na categoria de servidor público, sendo que

aos mesmos somente são extensíveis as normas aplicáveis aos servidores expres-

samente indicadas na Constituição Federal.

b) exclui os empregados públicos, contratados pelas entidades integrantes da Ad-

ministração indireta pelo regime celetista.

c) exclui os servidores temporários, contratados por tempo determinado, eis que

exercem função, sem vinculação a cargo ou emprego público.

d) exclui os agentes políticos, detentores de mandato eletivo, porém inclui seus auxi-

liares diretos, Ministros ou Secretários de Estado, ocupantes de cargos em comissão.

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e) inclui os particulares que atuam em colaboração com o Poder Público, com vín-

culo de requisição ou nomeação, porém exclui os que atuam em empresas conces-

sionárias de serviços públicos.

Questão 26    (FCC/PGE-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2016) Empresa estatal

pretende contratar pessoal para desempenhar funções técnico-administrativas, não

correspondentes às de direção, chefia ou assessoramento. Para tanto deve

a) abrir processo de concurso público, por exigência da Constituição Federal.

b) abrir processo de concurso público, em decorrência do princípio da razoabilidade.

c) abrir processo de concurso público, em decorrência do princípio da continuidade

dos serviços públicos.

d) realizar contratações diretas, sem concurso público, desde que transparentes,

por tratar-se de entidade de direito privado da Administração indireta e, como tal,

não submetida a todos os deveres típicos do regime de direito público.

e) realizar contratações diretas, sem concurso público, calcadas na supremacia do

interesse público residente na celeridade do processo.

Questão 27    (FCC/PGE-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2016) A nomeação para

cargo público de carreira em caráter efetivo, seguida da tomada de posse no

cargo, envolve

a) a impossibilidade jurídica de o servidor nomeado e empossado vir a ser exone-

rado, contra a sua vontade, do cargo que passou a ocupar.

b) a imediata aquisição da estabilidade no cargo, consistente no direito de nele

permanecer, somente vindo a perdê-lo em virtude de sentença judicial transitada

em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada

ampla defesa.

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c) a observância do requisito da prévia habilitação em concurso público de provas

ou de provas e títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua valida-

de, tornando-se, posteriormente, impossível a exoneração do servidor, contra a sua

vontade, do cargo que passou a ocupar.

d) o cumprimento, pelo servidor, de estágio probatório de 2 anos, podendo ser o

mesmo exonerado em caso de avaliação negativa de sua aptidão e capacidade no

desempenho do cargo, independentemente de processo regular de avaliação.

e) a observância do requisito da prévia habilitação em concurso público de provas

ou de provas e títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua valida-

de, assim como a observância de outros requisitos previstos em lei.

Questão 28    (FCC/MPE-SE/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2009) É permitida a acu-

mulação remunerada de cargos públicos quando houver compatibilidade de horá-

rios no caso de

a) dois cargos técnicos ou científicos.

b) dois cargos de professor com outro, técnico ou científico.

c) três cargos de professor.

d) dois cargos técnicos com um cargo de professor.

e) dois cargos privativos de profissionais da saúde, com profissões regulamentadas.

Questão 29    (FCC/TCE-GO/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2009) Segundo estabelece

a Constituição, o prazo de validade do concurso público é

a) de dois anos, improrrogáveis.

b) de, no máximo 1 ano, prorrogável por igual período.

c) o previsto no edital, de no máximo dois anos, improrrogável.

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d) o previsto no edital, de no máximo dois anos, prorrogável uma vez, por igual

período.

e) o previsto no edital, sem limite máximo de validade.

Questão 30    (FCC/TRE-MG/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2005) Os particulares que

executam, em nome próprio e por sua conta e risco, determinados serviços públi-

cos em conformidade com as normas do Estado e perante a fiscalização deste, são

denominados agentes

a) políticos.

b) honoríficos.

c) credenciados.

d) delegados.

e) administrativos.

Questão 31    (FCC/TRE-RR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) A edição de atos normati-

vos de efeitos internos, com o objetivo de ordenar a atuação dos órgãos subordi-

nados decorre do poder

a) regulamentar.

b) hierárquico.

c) de polícia.

d) normativo.

e) disciplinar.

Questão 32    (FCC/TRE-SP/2012) Os poderes administrativos de um agente público

a) podem ser exercidos segundo a sua conveniência.

b) podem ser aplicados sempre que os políticos assim determinarem.

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c) devem ser exercidos obrigatoriamente quando determinar a lei.

d) constituem um direito de agir, condicionado ao princípio da impessoalidade.

e) configuram um imperativo moral a que todo cidadão está obrigado.

Questão 33    (FCC/TRE-AP/2011) NÃO constitui objetivo do poder hierárquico o ato

(ou a conduta) de

a) ordenar.

b) sancionar.

c) controlar.

d) coordenar.

e) corrigir.

Questão 34    (FCC/TRT-19/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2014) Carlos Eduardo, servidor

público estadual e chefe de determinada repartição pública, adoeceu e, em razão

de tal fato, ficou impossibilitado de comparecer ao serviço público. No entanto,

justamente no dia em que o mencionado servidor faltou ao serviço, fazia-se neces-

sária a prática de importante ato administrativo. Em razão do episódio, Joaquim,

servidor público subordinado de Carlos Eduardo, praticou o ato, vez que a lei auto-

rizava a delegação. O fato narrado corresponde a típico exemplo do poder

a) disciplinar.

b) de polícia.

c) regulamentar.

d) hierárquico.

e) normativo-disjuntivo.

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Questão 35    (FCC/ALMS/POLICIAL LEGISLATIVO/2016) Rafael, servidor público

estadual e chefe de determinada repartição, no exercício de seu poder hierárquico,

editou ato normativo, qual seja, resolução, a fim de ordenar a atuação de seus su-

bordinados. A propósito do tema, a conduta de Rafael está

a) correta, pois o poder hierárquico é mais abrangente e sempre engloba o poder

normativo da Administração pública, também denominado de poder regulamentar.

b) correta, pois insere-se dentro das atribuições próprias do poder hierárquico.

c) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hierár-

quico, mas sim, do poder disciplinar.

d) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hie-

rárquico, mas sim, do poder de polícia, que também vigora entre os servidores e

órgãos públicos.

e) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hierár-

quico, mas sim, do poder normativo.

Questão 36    (FCC/PGE-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2016) Os poderes hierár-

quicos do Chefe do Poder Executivo compreendem a possibilidade de

a) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, desde

que compatíveis com o Direito.

b) dar ordens aos gestores públicos, inclusive àqueles que pertençam à Adminis-

tração pública indireta.

c) avocar competências de seus subordinados, a exemplo, invariavelmente, das de

caráter normativo.

d) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, ainda

que contrárias ao Direito.

e) demitir, a seu exclusivo critério, gestores que lhe sejam subordinados, inclusive

os estáveis.

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GABARITO

1. d 24. d

2. e 25. a

3. c 26. a

4. c 27. e

5. c 28. e

6. a 29. d

7. b 30. d

8. e 31. b

9. d 32. c

10. a 33. b

11. a 34. d

12. c 35. b

13. c 36. a

14. a

15. c

16. c

17. c

18. a

19. e

20. b

21. d

22. e

23. e

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GABARITO COMENTADO
Questão 1    (FCC/TRT-6/2015) O conceito de agente público NÃO é coincidente com

o de agente político, cabendo destacar que

a) os particulares que atuam em colaboração com a Administração, embora no

exercício de função estatal, não são considerados agentes públicos.

b) todos aqueles que exercem função estatal em caráter transitório, sem vínculo

com a Administração, não são considerados agentes públicos e sim agentes políticos.

c) apenas os ocupantes de cargos, empregos e funções na Administração pública

podem ser considerados agentes públicos.

d) são exemplos de agentes políticos os Chefes do Executivo e seus auxiliares ime-

diatos, assim entendidos Ministros e Secretários de Estado.

e) os detentores de mandato eletivo são os únicos que se caracterizam como agen-

tes políticos.

Letra d.

a) Errada. Os particulares em colaboração com a Administração Pública são uma es-

pécie do gênero agentes públicos, do qual fazem parte, também, os agentes políticos.

b) Errada. Caso haja o exercício de uma função estatal, ainda que em caráter

transitório e sem vínculo com o Poder Público, o particular será considerado um

agente público. Como exemplo, temos os mesários das eleições e os jurados do

Tribunal do Júri.

c) Errada. Como já afirmado, o conjunto de agentes públicos não está restrito aos

ocupantes de cargos, funções e empregos públicos, abarcando, ainda, os militares

e os particulares em colaboração com o Poder Público.

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d) Certa. Os agentes políticos são aqueles que desempenham funções estabeleci-

das diretamente na Constituição Federal, possuindo ampla liberdade para desem-

penhar suas atividades. Como exemplo, temos os Chefes do Poder Executivo e seus

respectivos auxiliares (Ministros, Secretários Estaduais e Secretários Municipais).

e) Errada. Não apenas os ocupantes de cargo eletivo são considerados agentes

políticos. Como exemplo de outros agentes, temos os magistrados e os membros

do Ministério Público.

Questão 2    (FCC/CNMP/2015) Os agentes públicos subdividem-se em cinco espé-

cies ou categorias bem diferenciadas, dentre elas, o agente

a) investigador.

b) corporativo.

c) integral.

d) supervisor.

e) delegado.

Letra e.

De acordo com a doutrina majoritária, cinco são as classificações para os agentes

públicos, sendo elas: agentes administrativos; agentes credenciados; agentes de-

legados; agentes honoríficos; e agentes políticos.

Questão 3    (FCC/CNMP/2015) Corresponde à espécie agente político:

a) Dirigentes de empresas estatais.

b) Membros do Conselho Tutelar.

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c) Membros do Ministério Público.

d) Agentes Comunitários de Saúde.

e) Mesário da Justiça Eleitoral.

Letra c.

Duas são as principais características dos agentes políticos:

• suas competências encontram fundamento diretamente na Constituição Federal;

• possuem, no desempenho de suas atribuições, ampla liberdade de atuação.

São exemplos de agentes políticos os Chefes do Poder Executivo, os Parlamentares,

os Juízes e os membros do Ministério Público.

Questão 4    (FCC/TRT-15/2015) O conceito de agente político

a) alcança apenas os detentores de mandato eletivo, inclusive os membros do Po-

der Executivo.

b) corresponde àqueles que não detêm vínculo jurídico com a Administração, mas

exercem atividade pública.

c) compreende as pessoas que exercem atividades típicas de governo, entre as

quais os Chefes do Poderes Executivo, os Ministros e Secretários de Estado.

d) diz respeito apenas aos detentores de mandato eletivo no âmbito do Poder

Legislativo.

e) é espécie do gênero agente público, diferenciando-se do conceito de servidor pú-

blico em face apenas do caráter temporário da investidura perante a Administração.

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Letra c.

a) Errada. Os agentes políticos não são apenas os ocupantes de cargos eletivos,

mas sim também, a título de exemplo, os magistrados e os membros do Ministério

Público.

b) Errada. Os agentes políticos são uma espécie de agente público, possuindo

vínculo com a Administração e desempenhando atividades essenciais para o fun-

cionamento do Estado.

c) Certa. Os Chefes do Poder Executivo e seus respectivos auxiliares são exemplos

clássicos de agentes políticos.

d) Errada. Como já afirmado, o conceito de agente político é bem mais amplo do

que os ocupantes de cargos eletivos.

e) Errada. Certos agentes políticos, como os magistrados e os membros do Minis-

tério Público, possuem a característica da vitaliciedade (e não da temporariedade)

com a Administração Pública.

Questão 5    (FCC/TCE-CE/2015) Depois de anos de trabalho na iniciativa privada

no setor de tecnologia, Marinaldo foi convidado pelo Prefeito recém-eleito no último

pleito, para assumir a direção do órgão responsável pelos contratos de informática,

em uma fundação instituída pelo Município para atuar nessa área. Diante de sua

notória experiência, Marinaldo foi contratado sem concurso público e passou a per-

ceber, além dos regulares vencimentos, gratificação de responsabilidade, atribuída

a todos os cargos e funções de direção no Município. Finda a gestão do prefeito

que nomeou Marinaldo, a nova gestão entendeu por bem pôr em prática política

de enxugamento das despesas públicas, determinando o corte de 20% dos cargos

em comissão na Administração direta e de 30% na Administração indireta. Planeja,

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ainda, extinguir alguns entes integrantes da Administração indireta, em especial

fundações municipais que desempenhem atividades passíveis de serem contrata-

das na iniciativa privada a menores custos. Diante desse cenário,

a) a Administração pública não poderá demitir Marinaldo sem justa causa, posto

que, após três anos no cargo, ele adquiriu estabilidade e, um ano depois, vitalicie-

dade, sem prejuízo de poder ser submetido a processo administrativo para extinção

do vínculo com a Administração Indireta.

b) o cargo de Marinaldo poderá ser colocado em disponibilidade, com percebimento

integral de seus vencimentos e gratificações, vedada sua demissão antes do de-

curso de processo administrativo com observância do contraditório e ampla defesa.

c) considerando que Marinaldo ocupava cargo em comissão, o que não enseja es-

tabilidade ou vitaliciedade, poderá ser livremente exonerado, ainda que a fundação

na qual exerça suas funções não seja extinta pela Administração central.

d) poderá Marinaldo ser exonerado caso a fundação onde ocupa cargo em comis-

são seja regularmente extinta, posto que, nesse caso, não incide a vitaliciedade

que protege o servidor no caso de cortes orçamentários e de pessoal.

e) como Marinaldo possui vínculo de empregado público, posto que contratado sem

concurso público, somente poderá ser exonerado ou demitido após a Administração

ter desocupado todos os cargos em comissão e de assessoramento, que são de li-

vre provimento.

Letra c.

Na situação apresentada, Marinaldo ocupa um cargo em comissão, podendo,

sem prévia motivação, ser exonerado a qualquer momento pela Administração

Pública municipal.

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No caso das funções públicas, assim como ocorre com os cargos e com os empre-

gos públicos, não há que se falar em vitaliciedade.

a) Errada. Na situação narrada, Marinaldo não possui a garantia da estabilidade,

uma vez que desempenha, apenas, uma função pública.

b) Errada. A demissão é uma penalidade aplicável aos servidores públicos que

cometeram infrações administrativas. No caso, Marinaldo deve ser exonerado, e

não demitido.

c) Certa. Como afirmado, os servidores ocupantes de cargo em comissão podem

ser exonerados a qualquer tempo, sem a necessidade de motivação por parte da

Administração Pública.

d) Errada. Não há que se falar em vitaliciedade, para os servidores públicos, no caso

de cortes orçamentários e de pessoal. A garantia que tais agentes possuem (com

exceção dos ocupantes de cargo exclusivamente em comissão) é a da estabilidade.

e) Errada. Marinaldo não possui o vínculo de empregado público, sendo um servi-

dor público ocupante de cargo exclusivamente em comissão.

Questão 6    (FCC/TRE-PB/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Cargo público é o conjunto

de atribuições e responsabilidades de um servidor público. São características típi-

cas do cargo público:

a) de provimento efetivo, a investidura mediante prévio concurso público, bem

como a submissão de seu titular a estágio probatório.

b) efetivo ou comissionado, a investidura mediante prévio concurso público e o de-

ferimento de estabilidade ao titular, o que exige processo judicial para exoneração.

c) quando na forma de emprego público, a nomeação precedida de concurso públi-

co, a estabilidade, a teto remuneratório e a submissão a regime estatutário.

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d) quando corresponde à função pública, a submissão a regime estatutário pelos

titulares, a obrigatoriedade de estágio probatório e vitaliciedade.

e) a vitaliciedade, a estabilidade, a não submissão a teto remuneratório quando se

tratar de cargo público de provimento efetivo.

Letra a.

a) Certa. A alternativa apresenta características dos cargos públicos de provimen-

to efetivo: necessidade de aprovação em concurso público e submissão de seus

ocupantes a um período de avaliação (estágio probatório).

b) Errada. Os cargos em comissão não necessitam de prévia aprovação em con-

curso público.

c) Errada. Os empregados públicos não possuem a garantia da estabilidade, sendo

regidos pelas normas da CLT, e não por um regime jurídico estatutário.

d) Errada. Os ocupantes de função pública não estão sujeitos à vitaliciedade.

e) Errada. Os ocupantes de cargos públicos não possuem a garantia da vitaliciedade.

Questão 7    (FCC/DPE-RR/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2015) A expressão

agentes públicos é bastante abrangente, compreendendo categorias sujeitas a dis-

tintos regimes jurídicos. Dentre as várias espécies de agentes públicos inserem-se

os servidores públicos estatutários,

a) que ocupam cargos públicos e os empregados públicos, cujo vínculo é pautado

na legislação trabalhista, excluindo-se os servidores temporários, porque não po-

dem se vincular definitivamente à Administração Pública.

b) que ocupam cargos públicos, os empregados públicos, cujo vínculo é pautado na

legislação trabalhista e os servidores temporários, contratados por tempo determi-

nado, para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público.

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c) celetistas e temporários e os agentes políticos, excluindo-se os particulares em

colaboração com o Poder Público, por não manterem com o Poder Público vínculo

empregatício.

d) que ocupam cargos públicos e os servidores temporários, contratados por tem-

po determinado, excluindo-se os empregados públicos, por não se submeterem a

concurso público.

e) celetistas e temporários e os particulares em colaboração com o Poder Público,

excluindo-se os agentes políticos, porque foram investidos por eleição nos respec-

tivos cargos.

Letra b.

a) Errada. Os servidores públicos estatutários ocupam apenas cargos públicos, e

não empregos públicos. Como o próprio nome sugere, tais servidores são regidos

por um estatuto, e não pelas disposições da CLT.

b) Certa. Trata-se do conceito central de cada uma das três espécies de agentes

administrativos:

• servidores públicos: ocupam cargos públicos/regidos por um estatuto;

• empregados públicos: ocupam empregos públicos/regidos pela legislação

trabalhista;

• agentes temporários: desempenham uma função pública/regidos por uma

norma específica.

c) Errada. Os particulares em colaboração são uma espécie de agente público.

d) Errada. Os empregados públicos estão sujeitos à prévia aprovação em concurso

público, sendo considerados, assim como os ocupantes de cargos e funções, agen-

tes públicos.

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e) Errada. Como já mencionado em diversas oportunidades, os agentes políticos

são uma das espécies de agente público.

Questão 8    (FCC/TCM-GO/2015) A Constituição Federal estabeleceu o concurso

público como exigência ao ingresso na Administração pública objetivando igualar,

da melhor forma possível, as oportunidades de acesso às vagas disponíveis no ser-

viço público. A partir dessa afirmativa, é correto afirmar:

a) É exceção à regra da prévia aprovação em concurso público de provas e de provas

e títulos o provimento de emprego público em autarquias, porquanto estas integram a

Administração pública indireta, que realiza concurso baseado unicamente em títulos.

b) A exigência constitucional do concurso público aplica- se inclusive ao provimen-

to de cargos em comissão, razão porque os servidores comissionados, a partir da

Constituição Federal de 1988, são dotados de estabilidade.

c) A regra do concurso público incide no acesso aos cargos de provimento efetivo, não

alcançando o procedimento de contratação pela CLT levado a efeito pela Administração

pública, que, neste caso, está obrigada a realizar processo de seleção simplificado.

d) O servidor que tenha originalmente ingressado na Administração pública por con-

curso público pode ser alçado a cargo de outra carreira sem que, com isso, haja ofen-

sa ao princípio do concurso público, o que se denomina provimento por derivação.

e) É exceção à regra do concurso público a nomeação para cargo em comissão

declarado em lei de livre nomeação e exoneração, bem como os casos de contra-

tação por tempo determinado para atender necessidade temporária de excepcional

interesse público.

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Letra e.

a) Errada. O concurso público trata-se de regra que deve ser observada por toda

a Administração Pública (seja ela direta ou indireta) de todos os entes federativos.

No caso das empresas públicas e das sociedades de economia mista (entidades in-

tegrantes da Administração Indireta), os agentes ocupantes são considerados em-

pregados públicos, se submetendo, assim como os ocupantes de cargos públicos, à

realização de concurso público.

b) Errada. Os cargos em comissão são de livre provimento e exoneração, motivo

pelo qual são uma exceção à regra da realização de concurso público.

c) Errada. Os empregados públicos, que são regidos pela CLT, devem se sujeitar

à obrigatoriedade do concurso público como condição para admissão das entidades

da Administração Pública. Como exemplo, temos os ocupantes das empresas públi-

cas e das sociedades de economia mista.

d) Errada. Não há possibilidade de um particular realizar concurso para uma de-

terminada carreira (Técnico Judiciário, por exemplo) e ser, posteriormente, alçado

à carreira de Analista Judiciário. Para a mudança na carreira, deve ocorrer, obriga-

toriamente, a realização de novo concurso público.

e) Certa. Os cargos em comissão, como ressaltado, são exceções à regra da rea-

lização de concurso público. Consequentemente, podem ser providos e exonerados

a qualquer tempo pela autoridade superior, não havendo necessidade de prévia

motivação para a realização do ato.

Situação semelhante ocorre com os agentes temporários, que, devido ao vínculo

transitório mantido com o Poder Público, são admitidos, comumente, por meio de

processo seletivo simplificado.

Nas duas situações, temos exceções à regra da obrigatoriedade de concurso públi-

co como condição para admissão de pessoal no serviço público.

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Questão 9    (FCC/TJ-GO/2015) As normas constitucionais que delineiam os con-

tornos do regime jurídico dos servidores públicos preconizam a possibilidade de

contratação sem prévio concurso público de provas e títulos para

I – empregos públicos, em sociedades de economia mista e empresas públicas que

atuem em regime de competição no mercado.

II – cargos em comissão, destinados exclusivamente a funções de chefia, direção

e assessoramento.

III – contratações temporárias, limitadas a 20% do quadro permanente efetivo.

Está correto as situações descritas APENAS em

a) I.

b) I e II.

c) II e III.

d) II.

e) III.

Letra d.

I – Errado. Os empregados públicos apenas podem ser admitidos após a prévia

aprovação em concurso público.

II – Correto. Os cargos em comissão destinam-se às funções de direção, chefia e

atribuição, podendo ser livremente providos e exonerados pela autoridade compe-

tente. Consequentemente, não há a necessidade de realização de concurso público

para o provimento.

III – Errado. As contratações temporárias não dependem de prévia realização de con-

curso público. O erro do item está em afirmar que há uma limitação percentual para

a contratação de agentes temporários, algo que não ocorre em nosso ordenamento.

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Questão 10    (FCC/PREFEITURA DE SÃO LUÍS/2016) Considere as assertivas a se-

guir sobre a submissão a concurso público de provas e títulos e as consequências

dele em relação ao candidato e ao ente da Administração pública que o realizou.

I – A nomeação de candidato aprovado em concurso público insere-se na discri-

cionariedade da Administração pública, mas pode vir a constituir direito subjetivo

do candidato, mesmo no caso de cadastro reserva, quando a Administração decidir

pela realização de novo concurso para a mesma finalidade quando o anterior ainda

estiver no prazo de validade.

II – A aprovação em concurso público gera direito subjetivo à nomeação no mesmo

exercício orçamentário para o qual foi comprovada a existência de recursos financei-

ros para a realização do certame, devendo ser observado o prazo máximo de 30 dias

pela Administração pública, mesmo período concedido ao aprovado para a posse.

III – A aprovação em concurso público não gera direito subjetivo à nomeação,

constituindo mera expectativa de direito, sendo a única exceção reconhecida pelo

Supremo Tribunal Federal os casos de preterição da ordem de classificação.

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.

b) I e II, apenas.

c) I, II e III.

d) III, apenas.

e) II e III, apenas.

Letra a.

I – Correto. Como regra, a simples aprovação em concurso público não gera, para

o candidato, o direito subjetivo à nomeação. Inúmeras são as situações, contudo,

em que o particular aprovado passa a ter o direito de ser nomeado.

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Como exemplo, temos a situação apresentada pelo item, na qual a Administração

Pública, tendo um concurso com validade não expirada, decide abrir novo edital para

o provimento de cargos com as mesmas atribuições que o anteriormente realizado.

Nesse caso, a Administração deverá nomear, primeiramente, os candidatos aprova-

dos na primeira seleção, gerando, para estes, o direito subjetivo de ser nomeado.

II – Errado. Não há qualquer relação entre a aprovação de candidato e a obriga-

toriedade de nomeação em determinado exercício financeiro. A nomeação trata-se

de atividade discricionária da Administração Pública, podendo ser realizada até a

data do término de validade do concurso.

III – Errado. A preterição da ordem de nomeação (não respeitar a ordem de clas-

sificação do concurso) trata-se de uma das hipóteses ensejadoras de direito público

subjetivo de nomeação. Não se trata, contudo, da única situação existente, como

pode-se observar, por exemplo, da análise do item I da presente questão.

Questão 11    (FCC/MPE-SE/ANALISTA/2013) Quanto aos cargos declarados em lei

de provimento em comissão, é correto afirmar que

a) a nomeação para ocupá-los, dispensa a prévia aprovação em concurso público e

a exoneração de seu titular fica a exclusivo critério da autoridade nomeante.

b) a nomeação, para ocupá-los, não dispensa a aprovação prévia em concurso pú-

blico, mas a exoneração é livre, despida de qualquer formalidade especial.

c) são considerados de livre nomeação e exoneração, o que não dispensa a prévia

aprovação em concurso público.

d) o exercício se dá em razão de relação de confiança entre a autoridade nomeante

e o seu titular, mas a exoneração não é livre, sendo necessário, para tanto, proces-

so administrativo de defesa.

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e) são instituídos em caráter transitório, mas seu desempenho é permanente, e,

por essa razão é que são considerados de livre nomeação e exoneração.

Letra a.

As alternativas “b” e “c” afirmam que os cargos em comissão não dispensam a

prévia aprovação em concurso público, o que está errado, uma vez que concurso

público é exclusividade dos cargos efetivos.

A alternativa “d” afirma que a exoneração não é livre, o que também está errado,

pois os cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração, ou seja, a admi-

nistração pode exonerar os respectivos servidores a qualquer tempo, sem a neces-

sidade de existir um motivo para tal.

A alternativa “e” também erra ao afirmar que os cargos em comissão possuem de-

sempenho permanente. Se assim o fosse, não haveria necessidade de termos

concurso público, não é mesmo?

Dessa forma, a alternativa correta é a letra “a”.

Questão 12    (FCC/CVM/ANALISTA/2003) Segundo os estudos de Celso Antônio Ban-

deira de Mello, os agentes públicos podem ser definidos como todos aqueles que,

a) exclusivamente vinculados ao Estado, prestam serviço a este, seja permanente-

mente seja de forma ocasional.

b) vinculados ou não ao Estado, prestam serviço a este, de forma ocasional.

c) vinculados ou não ao Estado, prestam serviço a este, seja permanentemente

seja de forma ocasional.

d) exclusivamente vinculados ao Estado, prestam serviço a este, permanentemente.

e) exclusivamente ou não vinculados ao Estado, prestam serviço a este, perma-

nentemente.

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Letra c.

O conceito de Agentes Públicos adotado em nosso ordenamento é o mais amplo

possível, compreendendo todas as pessoas que mantém vínculo com o Estado, seja

ele permanente ou apenas em caráter temporário ou ocasional.

Questão 13    (FCC/TRT-RJ/JUIZ DO TRABALHO/2012) São considerados agentes

públicos

a) apenas aqueles que exercem atividades típicas de governo, detentores de man-

dato eletivo e seus auxiliares diretos.

b) apenas aqueles ligados ao Poder Público por vínculo de natureza estatutária,

investidos mediante nomeação para cargo público.

c) os servidores públicos, os agentes políticos, os militares e os particulares em

colaboração com o Poder Público.

d) os servidores públicos, desde que detentores de vínculo estatutário, bem como

os agentes políticos, excluídos os militares.

e) exclusivamente os servidores públicos, detentores de vínculo estatutário ou ce-

letista, excluídos os agentes políticos.

Letra c.

O conceito de agente público é o mais amplo possível, abrangendo todos aqueles que

possuem vínculo com o Estado, ainda que transitoriamente ou sem remuneração.

Assim, veja que as alternativas “a”, “b”, “d” e “e” tentam limitar o conceito, rela-

cionando os Agentes a alguma característica específica (daí o uso dos termos “ape-

nas”, “exclusivamente” e “desde que”).

O conceito, no entanto, é em sentido lato, amplo, de forma que a alternativa “c” é

a que preenche corretamente o comando da questão.

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Questão 14    (FCC/TRT-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2014) Os servidores públicos po-

dem ocupar cargo público, emprego público ou função pública. Distinguem-se es-

sas categorias, de forma não exaustiva, porque

a) os servidores ocupantes de funções de livre provimento, de confiança, tais como

chefia, direção ou assessoramento, não se submetem a concurso público, este que

também não se aplica aos servidores temporários, podendo, contudo, haver nor-

mas que não se aplicam indistintamente aos dois tipos de função.

b) a contratação de servidores para ocupar função pública dispensa a realização

de prévio concurso público, mas permite ocupar, ainda que temporariamente, os

cargos vagos no quadro da Administração pública contratante.

c) a contratação de servidores para ocupar função pública dispensa a realização de

prévio concurso público, mas permite ocupar, ainda que temporariamente, os em-

pregos públicos vagos no quadro da Administração pública contratante, somente

não ensejando aquisição de estabilidade.

d) os servidores ocupantes de função pública não se submetem a prévio concurso

público, restrita essa possibilidade, contudo, à contratação temporária.

e) a contratação de servidores para ocupar cargo demanda prévia realização de con-

curso público, enquanto a contratação de empregados públicos prescinde do certame,

na medida em que os servidores submetem-se integralmente ao regime da CLT.

Letra a.

a) Certa. Os dois exemplos mencionados se enquadram no conceito de servidores

que possuem apenas Função Pública, mas não cargo e tampouco emprego público.

E, ainda que ambos ocupem funções públicas, isso não quer dizer que as duas ca-

tegorias possuem os mesmos direitos e obrigações. Em ambos os casos, será a lei

que rege cada categoria que disciplinará a sua vida funcional.

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b) Errada. A primeira parte da assertiva está correta, uma vez que a contratação

de servidores para desempenhar função pública dispensa a realização de concurso,

sendo um clássico exemplo os Cargos em Comissão. No entanto, tais contratações

não podem suprimir o quadro funcional da Administração Pública, ocupando cargos

públicos vagos.

c) Errada. Mesmos motivos da assertiva anterior.

d) Errada. Todos os servidores que apenas ocupam função pública, sem, no en-

tanto, serem titulares de cargos ou empregos públicos, não precisam de concurso

para entrarem em exercício.

e) Errada. Os empregados públicos também são contratados por meio de Concur-

so Público.

Questão 15    (FCC/SEFAZ-SP/FISCAL DE RENDAS/2013) A respeito das normas

constitucionais aplicáveis aos servidores públicos, é INCORRETO afirmar que

a) os cargos em comissão destinam-se apenas às atribuições de chefia, direção e

assessoramento.

b) as funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes

de cargo efetivo.

c) os servidores públicos organizados em carreira devem ser remunerados exclusi-

vamente por subsídio fixado em parcela única.

d) a contratação por tempo determinado destina-se ao atendimento de necessida-

de temporária de excepcional interesse público nos termos estabelecidos em lei.

e) a aposentadoria compulsória do servidor ocupante de cargo efetivo dá-se aos

setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.

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Letra c.

Como a questão solicita a alternativa errada, facilmente encontramos a resposta

ao ler a alternativa “c”, uma vez que não há a obrigatoriedade de adoção da siste-

mática de pagamento subsídio para todas as classes que se organizem em carreira.

Ainda que o pagamento por meio de subsídio seja uma possibilidade para todos os

agentes públicos, apenas determinadas categorias de servidores (e não todas as

organizadas em carreira, como menciona a assertiva) devem ser obrigatoriamente

remuneradas por tal espécie.

Todas as demais alternativas estão corretas, sendo a reprodução das regras estipu-

ladas pela Constituição Federal aos servidores públicos.

Questão 16    (FCC/TRT-PR/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) A Constituição Federal

brasileira determina, no inciso IX, do artigo 37, que “a lei estabelecerá os casos de

contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de ex-

cepcional interesse público.” Sobre esses servidores temporários contratados sem

a realização de concurso público, é correto afirmar que

a) podem ocupar emprego público quando exercerem suas atividades em empre-

sas públicas.

b) podem ocupar função pública ou emprego público, desde que nesse caso seja

prescindível a realização de concurso público.

c) ocupam função pública, para a qual não se exige concurso, inclusive em razão

da urgência da contratação.

d) ocupam emprego público, com as normas aplicáveis aos celetistas vigendo pelo

tempo que durar o contrato de trabalho, com exceção daquelas referentes a extin-

ção do vínculo.

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e) podem ocupar cargo público transitório, não se estendendo a eles, no entanto,

as vantagens do regime estatutário.

Letra c.

Os servidores temporários não ocupam cargo ou emprego público, mas sim fun-

ções públicas.

Questão 17    (FCC/SEFAZ-RJ/AUDITOR-FISCAL/2014) A Constituição Federal, com

o texto dado pela EC N. 19/1998, assim dispõe: Art. 7º São direitos dos trabalhado-

res urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

[...] IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender

a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação,

educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com

reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vin-

culação para qualquer fim; Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Mu-

nicípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal,

integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes [...]

§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV,

VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei es-

tabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.

Conforme entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal, os arts. 7º, IV, e

39, § 3º (redação da EC n. 19/1998), da Constituição referem-se

a) à remuneração percebida pelo servidor público, excluídas as indenizações.

b) ao vencimento básico percebido pelo servidor público, descontada qualquer van-

tagem pecuniária pessoal.

c) ao total da remuneração percebida pelo servidor público.

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d) ao vencimento básico percebido pelo servidor público, acrescido dos adicionais

que já hajam se incorporado permanentemente.

e) à remuneração percebida pelo servidor público, excluídas as gratificações.

Letra c.

Trata-se de questão que exige o conhecimento da Súmula Vinculante n. 15, que

assim dispõe:

Os arts. 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC N. 19/1998), da Constituição, refe-


rem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público.

A ideia da edição dessa súmula, por parte do STF, foi pacificar o entendimento que

alguns tribunais tinham sobre a impossibilidade de o vencimento ser inferior ao

salário mínimo.

Com a edição, o STF deixou claro que o valor que não poderá ser inferior ao salário

mínimo é a remuneração do servidor, que compreende o vencimento básico e as

demais parcelas de caráter pessoal.

Questão 18    (FCC/TCE-SP/AUDITOR/2013) De acordo com a Constituição Federal,

a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em con-

curso público. Tal comando constitucional traz como consequência a antijuridicida-

de do provimento de cargo público mediante

a) transposição.

b) readaptação.

c) reversão.

d) aproveitamento.

e) recondução.

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Letra a.

Das alternativas, apenas a transposição não é uma forma de provimento aceita

em nosso ordenamento jurídico, uma vez que não decorre da realização de con-

curso público.

Questão 19    (FCC/TRF-2/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2007) O cidadão que é convocado

ou designado para prestar, transitoriamente, determinado serviço ao Poder Público

em razão da sua condição cívica ou de sua notória capacidade profissional, mas

sem vínculo empregatício, é denominado agente

a) administrativo.

b) político.

c) delegado.

d) credenciado.

e) honorífico.

Letra e.

Neste caso, estamos diante do clássico conceito de agentes honoríficos. Desde já

fica a dica: se a questão mencionar “condição cívica ou capacidade profissional”,

certamente estamos diante dessa classe de agentes públicos.

Questão 20    (FCC/TRT-1/2016) A Constituição Federal assegura, em seu art. 39, §

3º, entre outros, aos servidores ocupantes de cargos públicos os seguintes direitos

também previstos em seu art. 7º:

I – adicional para as atividades insalubres.

II – irredutibilidade de salário.

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III – repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.

IV – licença-paternidade.

Está correto o que consta APENAS em

a) II e IV.

b) I, II e IV.

c) I, II e III.

d) I e III.

e) III e IV.

Letra b.

Das alternativas propostas, apenas o item III (irredutibilidade de salário) trata-se

de um direito social que não é assegurado aos servidores públicos.

Questão 21    (FCC/PREF. DE TERESINA/ADVOGADO/2016) Uma empresa pública

pretende ampliar seu quadro de servidores em razão de ter celebrado, recente-

mente, um novo contrato para prestação dos serviços públicos que são seu escopo

institucional. Considerando que essa empresa foi contratada por dispensa de licita-

ção por um ente público para a prestação desses serviços,

a) a contratação de seus servidores também poderá ser feita com dispensa de lici-

tação, de forma que não será necessária a realização de concurso.

b) será necessária a realização de concurso público de provas e títulos, mas o regime

jurídico a que estarão sujeitos seus servidores não se altera, pois é definido pelos

administradores da mesma, mediante aprovação do Conselho de Administração.

c) a contratação de seus servidores ainda dependerá da realização de concurso pú-

blico, independentemente do regime jurídico que vierem a se submeter, celetistas

ou estatutários, na forma da lei.

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d) os servidores que vierem a ser contratados se submeterão ao regime celetis-

ta e a prévio concurso público, tendo em vista que a atividade desenvolvida pela

empresa não interfere nesse vínculo, podendo ser dispensados posteriormente por

decisão motivada.

e) pode haver contratação de servidores vinculados ao contrato de prestação de

serviços em execução, remunerados diretamente pelas receitas oriundas desse ins-

trumento, não gerando vínculo funcional com a empresa estatal.

Letra d.

Na situação apresentada, estamos diante de uma empresa pública, entidade que

faz parte da Administração Pública. Consequentemente, a admissão de seus servi-

dores deverá ser feita, obrigatoriamente, por meio de concurso público.

Uma vez aprovados, os agentes passam a ser considerados empregados públicos,

sendo regidos pelas disposições da CLT.

Entre as previsões da CLT, assim como acontece com os empregados da iniciativa

privada, está a possibilidade de dispensa.

Aqui, no entanto, temos que considerar que a empresa pública em questão é uma

prestadora de serviços públicos. Consequentemente, a dispensa deverá ser prece-

dida de motivação.

Questão 22    (FCC/TRE-SP/2017) Entre as semelhanças e distinções possíveis de

serem indicadas para os ocupantes de cargos e empregos públicos, está a

a) possibilidade de submissão a regime público de aposentadoria, independente

da natureza jurídica do ente ao qual estão vinculados, desde que previsto na lei de

criação do ente.

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b) obrigatoriedade, para ambos, de se submeterem a estatuto disciplinar conten-

do direitos e deveres, estes que, se violados, dão lugar a processo disciplinar para

aplicação de penalidades, exigindo-se participação de advogado para imposição de

pena demissão.

c) obrigatoriedade de prévia submissão a concurso público de provas e títulos,

sendo que, no caso de empregados públicos, desde que, da lei que cria o ente que

integra a Administração indireta, tenha constado essa exigência.

d) responsabilidade objetiva para os funcionários públicos, à semelhança do im-

posto para a Administração direta, enquanto remanesce a modalidade subjetiva

para os ocupantes de emprego público e seus empregadores.

e) possibilidade de os empregados públicos serem demitidos por decisão motiva-

da, não sendo necessário processo disciplinar, tal qual exigido para os funcionários

públicos efetivos.

Letra e.

a) Errada. Os empregados públicos não estão vinculados ao regime público de

previdência, mas sim ao Regime Geral de Previdência Social.

b) Errada. Os empregados públicos não se sujeitam a um estatuto, mas sim às

disposições da CLT.

c) Errada. Tanto os servidores quando os empregados públicos devem ser admiti-

dos por meio de concurso público.

d) Errada. A responsabilidade objetiva é aplicada para as pessoas jurídicas de

direito público e para as de direito privado prestadoras de serviços públicos. A res-

ponsabilidade dos servidores, na ação regressiva, é subjetiva, carecendo da exis-

tência de dolo ou culpa.

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e) Certa. Ao contrário do que acontece com os servidores públicos, que apenas

podem ser demitidos após processo administrativo disciplinar, os empregados pú-

blicos podem ser demitidos sem a instauração do procedimento, bastando para isso

que a demissão seja motivada.

Questão 23    (FCC/ARTESP/2017) A Administração Pública direta contrata seus ser-

vidores

a) por meio de concurso público, para ocupação de cargos e empregos públicos, a

depender da política pública em vigor na época da contratação.

b) por meio de concurso público, submetendo-se os aprovados e nomeados à exis-

tência de recursos financeiros para pagamento.

c) para empregos públicos para as chamadas funções meio, e cargos públicos para

funções de confiança e os demais casos.

d) pelo mesmo processo formal que os dispensa, com instauração de processo ad-

ministrativo, célere e informal, diferindo-se os pagamentos iniciais para fase poste-

rior à efetivação dos funcionários.

e) por meio de concurso público, para ocupação de cargos públicos efetivos, admi-

tindo-se o livre provimento para ocupação de funções de confiança com as finalida-

des de chefia, direção e assessoramento.

Letra e.

Como regra geral, todas as admissões, no âmbito do serviço público, devem ser

feitas por meio da realização de concurso público.

Exceção à regra é o provimento para cargos em comissão, que desempenham fun-

ções de confiança relacionadas com direção, chefia e assessoramento.

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Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em con-
curso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a com-
plexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações
para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

Questão 24    (FCC/TRE-PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) O ingresso no serviço pú-

blico está sujeito ao cumprimento dos termos e condições previstos na legislação,

dentre os quais,

a) o concurso público de provas e títulos, necessário para provimento de cargos

públicos, vedada a exigência de outros requisitos de habilitação, como exames psi-

cotécnicos ou físicos.

b) a submissão a prévio concurso público de títulos e documentos, para cargos, em-

pregos e funções públicas, independentemente do prazo de duração do vínculo funcio-

nal pretendido, como forma de privilegiar os princípios da igualdade e da publicidade.

c) a possibilidade de nomeação para cargos de livre provimento, seja para vínculos

funcionais temporários, seja para vínculos funcionais permanentes, passíveis de

extinção apenas por meio de processo administrativo disciplinar.

d) a obrigatoriedade de submissão a concurso público de provas e títulos para

provimento de cargos e empregos públicos, admitindo-se a inclusão de outros re-

quisitos de habilitação se houver previsão legal e pertinência com as atribuições a

serem executadas pelo servidor.

e) a realização de provas físicas, psicológicas e psicotécnicas após a aprovação em

concurso público de provas e títulos, para aferição da expectativa de longevidade

dos candidatos.

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Letra d.

No âmbito do serviço público, a forma de admissão dos agentes ocorre por meio da

realização de concursos públicos, que podem ser de provas ou de provas e títulos.

No entanto, nada impede que outros requisitos sejam exigidos como condição de

habilitação. Como exemplo, temos a realização de exame psicotécnico e os testes

de aptidão física.

Salienta-se, no entanto, que tais requisitos apenas serão válidos quando expressa-

mente previstos em lei.

Questão 25    (FCC/ARTESP/2017) O conceito de agente público, na amplitude de-

corrente das disposições da Constituição Federal após a edição da Emenda Consti-

tucional n. 19/1998,

a) inclui os militares, porém não mais na categoria de servidor público, sendo que

aos mesmos somente são extensíveis as normas aplicáveis aos servidores expres-

samente indicadas na Constituição Federal.

b) exclui os empregados públicos, contratados pelas entidades integrantes da Ad-

ministração indireta pelo regime celetista.

c) exclui os servidores temporários, contratados por tempo determinado, eis que

exercem função, sem vinculação a cargo ou emprego público.

d) exclui os agentes políticos, detentores de mandato eletivo, porém inclui seus auxi-

liares diretos, Ministros ou Secretários de Estado, ocupantes de cargos em comissão.

e) inclui os particulares que atuam em colaboração com o Poder Público, com vín-

culo de requisição ou nomeação, porém exclui os que atuam em empresas conces-

sionárias de serviços públicos.

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Letra a.

Atualmente, os militares, ainda que sejam considerados agentes públicos, não estão

compreendidos na categoria dos servidores públicos, que, conforme vimos em aula,

trata-se de um conceito que abarca, apenas, os cargos, empregos e funções públicas.

Dessa forma, os direitos assegurados aos militares devem constar expressamente

no texto da Constituição Federal.

Questão 26    (FCC/PGE-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2016) Empresa estatal

pretende contratar pessoal para desempenhar funções técnico-administrativas, não

correspondentes às de direção, chefia ou assessoramento. Para tanto deve

a) abrir processo de concurso público, por exigência da Constituição Federal.

b) abrir processo de concurso público, em decorrência do princípio da razoabilidade.

c) abrir processo de concurso público, em decorrência do princípio da continuidade

dos serviços públicos.

d) realizar contratações diretas, sem concurso público, desde que transparentes,

por tratar-se de entidade de direito privado da Administração indireta e, como tal,

não submetida a todos os deveres típicos do regime de direito público.

e) realizar contratações diretas, sem concurso público, calcadas na supremacia do

interesse público residente na celeridade do processo.

Letra a.

Estabelece a Constituição Federal, em seu artigo 37, I e II, as regras pertinentes à

forma como deve ocorrer a admissão dos agentes públicos:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

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I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preen-
cham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em con-
curso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a comple-
xidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

Dessa forma, o concurso público pode ser entendido como o procedimento admi-

nistrativo instaurado pelo Poder Público com o objetivo de selecionar os candidatos

mais aptos para o exercício de cargos e empregos públicos.

Vejamos as alternativas propostas.

a) Certa. Do caput do mencionado artigo 37, observa-se que toda a Administração

Pública, seja ela direta ou indireta, deve, para a admissão dos seus agentes, reali-

zar concurso público. Em caráter de exceção, temos os cargos de direção, chefia e

assessoramento, que podem ser contratados diretamente. Assim, a obrigatorieda-

de de realização de concurso público, por parte das empresas estatais, decorre de

uma previsão constitucional.

b) Errada. A necessidade de realização de concurso público para admissão de pes-

soal não decorre do princípio da razoabilidade. Por meio desse princípio, a atuação

da Administração Pública deve ter uma relação entre os meios e fins utilização.

c) Errada. Também não decorre do princípio da continuidade do serviço público a

realização de concurso público. A continuidade determina que as atividades admi-

nistrativas não sejam paralisadas, fato que causaria prejuízo à coletividade.

d)/e) Erradas. Como não estamos diante de cargos de direção, chefia e assesso-

ramento, o concurso público deve, obrigatoriamente, ser realizado.

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Questão 27    (FCC/PGE-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2016) A nomeação para

cargo público de carreira em caráter efetivo, seguida da tomada de posse no

cargo, envolve

a) a impossibilidade jurídica de o servidor nomeado e empossado vir a ser exone-

rado, contra a sua vontade, do cargo que passou a ocupar.

b) a imediata aquisição da estabilidade no cargo, consistente no direito de nele perma-

necer, somente vindo a perdê-lo em virtude de sentença judicial transitada em julgado

ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.

c) a observância do requisito da prévia habilitação em concurso público de provas

ou de provas e títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua valida-

de, tornando-se, posteriormente, impossível a exoneração do servidor, contra a sua

vontade, do cargo que passou a ocupar.

d) o cumprimento, pelo servidor, de estágio probatório de 2 anos, podendo ser o

mesmo exonerado em caso de avaliação negativa de sua aptidão e capacidade no

desempenho do cargo, independentemente de processo regular de avaliação.

e) a observância do requisito da prévia habilitação em concurso público de provas

ou de provas e títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua valida-

de, assim como a observância de outros requisitos previstos em lei.

Letra e.

a) Errada. Uma vez nomeado e tendo tomado posse no cargo público em que fora

aprovado, pode o servidor, ao contrário do que informa a alternativa, ser exonerado.

Isso ocorre, por exemplo, quando ele deixa de atender aos critérios exigidos em lei

para a avaliação do período de estágio probatório. Além disso, a própria Constitui-

ção Federal apresenta situações em que até mesmo o servidor estável poderá vir a

perder o cargo público que ocupa.

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Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados
para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo:
I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei
complementar, assegurada ampla defesa.

b) Errada. A estabilidade, como verificado no artigo mencionado na alternativa

anterior, depende de três anos de efetivo exercício no cargo público em que o par-

ticular obteve aprovação por meio de concurso público.

c) Errada. Para ocupar cargo público de provimento efetivo, deve o particular, an-

teriormente, ter sido aprovado em concurso público de provas ou de provas e títu-

los. Uma vez aprovado, poderá ele, tanto no período de estágio probatório quanto

nas hipóteses apresentadas pela Constituição Federal, ser exonerado.

Art. 37, II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação pré-


via em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natu-
reza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

d) Errada. O período de estágio probatório é de três anos, e não dois, conforme in-

formado pela alternativa. Neste sentido é o texto da Constituição Federal, que, ainda

que faça menção à estabilidade, deve ter igual prazo aplicado ao estágio probatório.

Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para
cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.

e) Certa. Como já afirmado, o acesso a cargos públicos de provimento efetivo deve

ser feito por meio de concurso público de provas ou de provas e títulos. No momento

das nomeações, deve o Poder Público observar a ordem de classificação, de forma que

os candidatos mais bem classificados devem ser chamados inicialmente aos demais.

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Ainda de acordo com o texto da Constituição, o prazo de validade do concurso pú-

blico será de até dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual pe-

ríodo. Durante este período de tempo (validade + eventual prorrogação) é que os

candidatos poderão ser chamados.

Art. 37, II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação


prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a na-
tureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;
III – o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável
uma vez, por igual período;
IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado
em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade
sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;

Questão 28    (FCC/MPE-SE/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2009) É permitida a acu-

mulação remunerada de cargos públicos quando houver compatibilidade de horá-

rios no caso de

a) dois cargos técnicos ou científicos.

b) dois cargos de professor com outro, técnico ou científico.

c) três cargos de professor.

d) dois cargos técnicos com um cargo de professor.

e) dois cargos privativos de profissionais da saúde, com profissões regulamentadas.

Letra e.

A regra, no âmbito do serviço público, é a impossibilidade de acumulação de car-

gos, empregos e funções públicas. As exceções constam expressamente no texto

da Constituição Federal, de seguinte redação:

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Art. 37, XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com pro-
fissões regulamentadas;

Questão 29    (FCC/TCE-GO/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2009) Segundo estabelece

a Constituição, o prazo de validade do concurso público é

a) de dois anos, improrrogáveis.

b) de, no máximo 1 ano, prorrogável por igual período.

c) o previsto no edital, de no máximo dois anos, improrrogável.

d) o previsto no edital, de no máximo dois anos, prorrogável uma vez, por igual

período.

e) o previsto no edital, sem limite máximo de validade.

Letra d.

De acordo com a Constituição Federal, o prazo de validade dos concursos públicos é

de até dois anos, prazo este que poderá ser prorrogado uma vez, por igual período.

Salienta-se que o prazo de validade do concurso público deve constar expressa-

mente no edital regulador do concurso.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
III – o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável
uma vez, por igual período;

Questão 30    (FCC/TRE-MG/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2005) Os particulares que

executam, em nome próprio e por sua conta e risco, determinados serviços públi-

cos em conformidade com as normas do Estado e perante a fiscalização deste, são

denominados agentes

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a) políticos.

b) honoríficos.

c) credenciados.

d) delegados.

e) administrativos.

Letra d.

A principal característica dos agentes delegados é o fato de assumirem o risco da

atividade em que atuam. Assim, nestas áreas, o Estado opta por não realizar dire-

tamente o serviço, ficando apenas com a fiscalização.

Questão 31    (FCC/TRE-RR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) A edição de atos normati-

vos de efeitos internos, com o objetivo de ordenar a atuação dos órgãos subordi-

nados decorre do poder

a) regulamentar.

b) hierárquico.

c) de polícia.

d) normativo.

e) disciplinar.

Letra b.

O poder hierárquico é aquele existente exclusivamente no âmbito interno de um

órgão ou de uma entidade da Administração Pública. Por meio da hierarquia, as

autoridades superiores podem, entre outras medidas, editar atos normativos com

a finalidade de organizar a atuação dos órgãos e agentes a elas subordinados.

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Questão 32    (FCC/TRE-SP/2012) Os poderes administrativos de um agente público

a) podem ser exercidos segundo a sua conveniência.

b) podem ser aplicados sempre que os políticos assim determinarem.

c) devem ser exercidos obrigatoriamente quando determinar a lei.

d) constituem um direito de agir, condicionado ao princípio da impessoalidade.

e) configuram um imperativo moral a que todo cidadão está obrigado.

Letra c.

Os poderes administrativos são, na verdade, deveres atribuídos aos agentes públi-

cos. Como consequência, o seu exercício é obrigatório nas hipóteses em que a lei

determinar uma atuação do agente estatal.

Questão 33    (FCC/TRE-AP/2011) NÃO constitui objetivo do poder hierárquico o ato

(ou a conduta) de

a) ordenar.

b) sancionar.

c) controlar.

d) coordenar.

e) corrigir.

Letra b.

O poder hierárquico trata-se de poder eminentemente interno, motivo pelo qual

é exercido no âmbito de uma mesma entidade ou órgão público.

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Decorrem do poder hierárquico as prerrogativas de ordenar, controlar, coorde-

nar e corrigir, sendo que todas são exercidas pelos superiores sobre a atuação

dos agentes subordinados.

Das alternativas propostas, apenas a possibilidade de sancionar não decorre do

poder hierárquico, sendo medida prevista, diretamente, para o poder disciplinar.

Questão 34    (FCC/TRT-19/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2014) Carlos Eduardo, servidor

público estadual e chefe de determinada repartição pública, adoeceu e, em razão

de tal fato, ficou impossibilitado de comparecer ao serviço público. No entanto,

justamente no dia em que o mencionado servidor faltou ao serviço, fazia-se neces-

sária a prática de importante ato administrativo. Em razão do episódio, Joaquim,

servidor público subordinado de Carlos Eduardo, praticou o ato, vez que a lei auto-

rizava a delegação. O fato narrado corresponde a típico exemplo do poder

a) disciplinar.

b) de polícia.

c) regulamentar.

d) hierárquico.

e) normativo-disjuntivo.

Letra d.

Perceba que apenas pela palavra avocação conseguiríamos resolver a questão sem

problemas, uma vez que tal instituto, assim como ocorre com a delegação, sempre

está relacionado com o poder hierárquico.

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Questão 35    (FCC/ALMS/POLICIAL LEGISLATIVO/2016) Rafael, servidor público

estadual e chefe de determinada repartição, no exercício de seu poder hierárquico,

editou ato normativo, qual seja, resolução, a fim de ordenar a atuação de seus su-

bordinados. A propósito do tema, a conduta de Rafael está

a) correta, pois o poder hierárquico é mais abrangente e sempre engloba o poder

normativo da Administração pública, também denominado de poder regulamentar.

b) correta, pois insere-se dentro das atribuições próprias do poder hierárquico.

c) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hierár-

quico, mas sim, do poder disciplinar.

d) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hie-

rárquico, mas sim, do poder de polícia, que também vigora entre os servidores e

órgãos públicos.

e) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hierár-

quico, mas sim, do poder normativo.

Letra b.

No caso, Rafael editou uma resolução com a finalidade de estabelecer regras a

serem observadas pelos seus subordinados. Considerando que há hierarquia en-

volvida na situação, a medida é decorrente do poder hierárquico, estando correta

(eliminamos com isso as letras “c”, “d” e “e”).

Na letra “a”, o erro está em afirmar que o poder hierárquico é mais abrangente do

que o poder normativo. Diversamente, o poder hierárquico limita-se às relações

internas de um órgão ou entidade pública, ao passo que o poder normativo atinge,

também, os administrados.

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Questão 36    (FCC/PGE-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2016) Os poderes hierár-


quicos do Chefe do Poder Executivo compreendem a possibilidade de
a) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, desde
que compatíveis com o Direito.
b) dar ordens aos gestores públicos, inclusive àqueles que pertençam à Adminis-
tração pública indireta.
c) avocar competências de seus subordinados, a exemplo, invariavelmente, das de
caráter normativo.
d) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, ainda
que contrárias ao Direito.
e) demitir, a seu exclusivo critério, gestores que lhe sejam subordinados, inclusive
os estáveis.

Letra a.
a) Certa. A alternativa elenca uma das principais medidas decorrentes do poder
hierárquico, ou seja, a possibilidade de dar ordens aos subordinados administrati-
vamente.
b) Errada. A hierarquia apenas pode ser exercida dentro de um mesmo órgão ou
entidade. Logo, não podem os Chefes do Poder Executivo dar ordens aos agentes
da administração indireta, haja vista que não existe relação de subordinação e hie-
rarquia entre a administração direta e a indireta.
c) Errada. As competências de caráter normativo não podem ser avocadas pelos
Chefes do Poder Executivo.
d) Errada. Todas as ordens apenas podem ser dadas caso estejam em consonância
com o ordenamento jurídico.
e) Errada. A demissão é uma sanção disciplinar, sendo consequência do poder

disciplinar conferido à Administração Pública.

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