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Massas de ar e seu dinamismo

Páginas: 7 (1614 palavras) Publicado: 17 de fevereiro de 2014


Massa de ar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Diferentes massas de ar que afetam a América do Norte, bem como em outros


continentes, tendem a ser separadas por fronteiras frontais.
Massa de ar, em meteorologia, é um volume de ar definido pela sua temperatura e
teor de vapor de água. Cobre centenas ou milhares de quilômetros quadrados e
possui as mesmas características da superfícieque está abaixo dela. As massas de
ar são classificadas de acordo com a latitude e as suas regiões de origem
continental ou marítima. As de ar frio são as chamadas massas polares árticas e as
de ar quentes são denominadas massas de ar tropical. Massas de ar continentais
são secas, enquanto que as marítimas são de monção úmida. Os sistemas frontais
separam as massas de ar que têm diferentesdensidades e temperaturas. Uma vez
que uma massa de ar se move para longe de sua região de origem, fatores como a
vegetação e disponibilidade de água numa determinada região podem modificar
rapidamente o seu caráter. A dinâmica das massas de ar serviu de base para a
Classificação climática de Alisov.1
Índice
1 Classificação
2 Características
3 Movimento e frentes
4 Modificação
5 Ver também
6Referências
Classificação
A classificação Bergeron é a forma mais amplamente aceita de classificação das
massas de ar, embora haja outras classificações mais refinadas que são usadas em
diferentes regiões do globo.2 A classificação das massas de ar envolve três letras.
A primeira letra descreve suas propriedades umidade, sendo que a letra "c" é usada
para massas de ar continental (seco) e o "m"representa massas de ar marítimas
(úmido). A segunda letra descreve a característica térmica de sua região de origem:
"t" para tropical, "p" para polar, "a" para o Ártico ou Antártida, "m" para áreas de
monção, "e" para regiões equatoriais e "s" para o ar superior (ar seco formado por
movimento descendente significativo na atmosfera). A terceira letra é usada para
designar a estabilidade da atmosfera.Se a massa de ar é mais fria que a terra
debaixo dele, ele é rotulado "k". Se a massa de ar é mais quente que o chão, ele é
rotulado "w".3

Regiões de origem das massas de ar ao redor do mundo.


As massas de ar de origem oceânica são indicadas com uma minúscula "M" (que
vem de "marítima"), enquanto as massas de ar de origem continental são indicadas
com uma letra minúscula "C"("continental"). As massas de ar também são indicadas
como com ártica (letras maiúsculas "A", ou "AA" para as massas de ar antárticas),
polar ("P" maiúscula), tropical ("T" maiúscula), ou equatorial ("E" maiúscula). Estes
dois conjuntos de atributos são usados em combinações, dependendo da massa de
ar que está sendo descrita. Por exemplo, uma massa de ar sobre o sudoeste do
deserto dos Estados Unidos no verãopode ser designada "cT". Uma massa de ar de
origem sobre o norte da Sibéria no inverno pode ser indicada como "cA". No Sul da
Ásia, uma letra maiúscula "M" (de "Monsoon") tem sido ocasionalmente usado para
designar uma massa de ar dentro do regime de monção do verão na região.3
A estabilidade de uma massa de ar pode ser mostrada usando-se uma terceira
letra, ou "k" (ar mais frio do que a superfícieabaixo dele) ou "w" (massa de ar mais
quente que a superfície abaixo dele). Um exemplo disto pode ser uma massa de ar
polar soprando sobre o Corrente do Golfo, denominado "cpk".3 Outra convenção
utilizada com estes símbolos é a indicação de modificação ou transformação de um
tipo para outro. Por exemplo, uma massa de ar ártica soprada sobre o Golfo do
Alasca pode ser denominada como "CA-mpk". Noentanto, uma outra convenção
indica a estratificação das massas de ar em determinadas situações. Por exemplo,
a invasão de uma massa de ar polar por uma massa de ar a partir do Golfo do
México sobre a região central dos Estados Unidos pode ser mostrada com a
nomeclatura "mT / CP" (às vezes usando uma linha horizontal como na notação de
fração). 4
Em Portugal são sete tipos de massas de ar que...

Massas de ar

Por Thiago Azeredo


Mestre em Geografia pela UERJ


CONCEITO
Massas de ar são grandes volumes de ar com característica “homogêneas”, em relação à
temperatura e vapor de água. A circulação geral dá origem às massas de ar e provoca também
seu deslocamento, além disso suas características estão diretamente vinculadas com sua
localização ou região de origem.

Elas são extremamente extensas, tanto na forma horizontal (com centenas de quilômetro
quadrados) quanto na forma vertical (com milhares de metros). As características demoram a
serem adquiridas, pois o volume das massas é grande e é baixa a condutividade térmica do ar.
Sendo assim, suas regiões de origem dependem de condições de tempo uniformes. Deve-se ainda
lembrar que as condições de tempo dentro da massa em movimento são função da temperatura
da superfície.

A massa de ar encontra-se restrita à primeira camada da atmosfera, onde ocorre a movimentação


do ar. Embora denominadas de homogêneas, elas podem apresentar alterações durante seu
deslocamento, assim se tornando distintas. Um exemplo disto é a mPa, que, em sua região de
origem é seca, se torna úmida ao se deslocar para o Sul da América Latina.

O clima e o tempo brasileiro estão diretamente vinculados ao deslocamento das massas sobre o
território, gerando secas, chuvas, quedas na temperatura, etc. Além disso, é preciso lembrar que
ao mesmo tempo estão consonância mutua com a vegetação (a composição morfoclimática do
país).

AR QUENTE E AR FRIO
Quando a massa de ar é mais quente do que a superfície sobre a qual ela se desloca, massa de ar
quente – w
Massa de ar quente (Foto: Colégio Qi/Reprodução)

Características
• Superfície vai resfriando o ar por baixo
• Ausência de movimentos verticais – estratificação do ar
• Nuvens estratiformes
• Precipitação, se houver, será de chuviscos
• Má visibilidade (partículas no ar)
• Nevoeiro frenquente como resultado do resfriamento superficial

Quando a massa de ar é mais fria do que a superfície sobre a qual ela se desloca, massa de ar fria
-k

Massa de ar frio em formação (Foto: Colégio Qi/Reprodução)


Características
• Presença de convecção e turbulência
• Nuvens do tipo cumuliformes
• Precipitação intensa e na forma de pancadas
• Boa visibilidade
AMÉRICA DO SUL
As massas de ar que serão ilustradas atingem a América do Sul e consequentemente do Brasil,
são elas: Massa Equatorial Continental (MEC), Massa Equatorial Atlântica - Marítima (MEA),
Massa Tropical Continental (MTC), Massa Tropical Atlântica – Marítima (MTA) e Massa Polar
Atlântica – Marítima (MPA).

Massas de ar no Brasil e na América do Sul (Foto: Colégio Qi)

mEc – Massa Equatorial Continental


• Quente e Úmida
• Forma-se na região amazônica – região de baixa pressão
• Movimento convectivo devido à convergência dos alísios
• Verão estende-se para o sul
• Inverno retrai-se
• Provoca chuvas na Amazônia e em boa parte do país durante vários meses do ano.
• O principal fator para a grande umidade é a presença da floresta Amazônica.
• O recuo da mEc no inverno e ao mesmo tempo o avanço da mPa (Massa Polar Atlântica),
proporciona o fenômeno denominado de friagem.

O que é Friagem
É a queda brusca (rápida) da Temperatura, vinculada normalmente ao mesmo tempo a ventos
frios, ocorre com maior frenquência entre os meses de maio e agosto, sobretudo, a região
política-administrativa do Norte e Centro-Oeste, e a duração de durar dias (média 3 a 4). Em
algumas interpretações vinculam a potencialidade do evento a ação antrópica, com a destruição
de florestas, que por sua vez dificultavam a passagem da massa polar, que desloca facilmente
sem a vegetação. Tal fenômeno provoca consequências para o homem, como problemas a saúde
e a baixa sensação térmica, impacto na fauna e flora, etc.

mEa – Massa Equatorial Atlântica


• Quente e Úmida
• Ocorre sobre oceanos Atlântico e Pacífico na convergência dos alísios (ZCIT)
• Desloca-se latitudinalmente durante o ano
• No Verão sua localização estende-se até 8° S. (próximo a linha do equador)
• Inverno do hemisfério sul – retorna ao hemisfério norte
• Atuação parte do Norte e Nordeste brasileiro
• Ao encontro com a mPa, provoca chuvas de frentes ou frontais, com alta intensidade.

mTa – Massa Tropical Atlântica


• Forma-se sobre oceanos Atlântico (e Pacífico)
• Associada aos anticiclones do Atlântico Sul (e do Pacífico Sul)
• Ar subsidente quente e seco que se superpõe ao ar úmido e menos aquecido (camada de
inversão entre 500 e 1500 m)
• Duas camadas
Inferior – fria e úmida
Superior – quente e seca
(De forma geral essa massa é caracterizada como quente e úmida.
• Nuvens cúmulos de pouca extensão
• Pouca chuva associada à orografia e no litoral
• No inverno com o deslocamento do anticiclone do Atlântico Sul para o continente, esta massa
passa a ser uma massa subsidente continental (CS), incapaz de provocar se quer formação de
nuvens – céu claro, sem nuvens, sem chuvas – estação seca.
• A massa tropical do Pacífico – no verão transborda por cima da Cordilheira dos Andes e se
associa a continental tropical, alimentando a depressão do Chaco.
• Possui seu centro de formação próximo ao Trópico de Capricórnio
• Atua em extensas faixas do litoral brasileiro
• A região Sudeste contribui para a formação de chuvas orográficas (ou chuvas de relevo)
durante o verão.

mTc – Massa Tropical Continental


• Quente e Seca
• Associada à Baixa (depressão) do Chaco (parte na Argentina e no Paraguaia)
• Resultado do grande aquecimento no verão
• Massa de ar quente e seca, instável com atividade convectiva intensa até 3000 m
• Precipitação fraca, céu pouco nublado o que favoreceu ainda mais o aquecimento diurno e
resfriamento noturno
• Essa massa pode provocar, sobretudo, no Centro-Oeste, com a alternância das estações,
períodos chuvosos e também secos, assim, determinando o ritmo da vida no bioma do Pantanal.
Durante a época das chuvas (novembro até abril), as águas cobrem dois terços da região, pois o
fato de está cercada de montanhas, aliado às baixas altitudes, dificulta o escoamento das chuvas.
A época da vazante começa em maio, deixando uma camada de húmus sobre o solo que, de
maneira geral, são pobres e têm excesso de sal. É bem verdade que essa cheias estão diretamente
vinculadas, ao mesmo tempo, a avanço da mEc.

mPa – Massa Polar Atlântica


• Fria e Úmida (Sua umidade refere-se ao percurso, zona polar ao continente americano, sobre o
oceano atlântico)
• Associada aos anticiclones migratórios
• Inicialmente é estável
• Ao se deslocar, desaparece a inversão e torna-se instável
• Mais intensas no inverno, destacando-se sobre os continentes nesta estação, atingindo as baixas
latitudes.
• Sua origem ao entrar no Brasil está relacionada nas porções do Oceano Atlântico próximo a
Patagônia (sul da Argentina)
• Ao penetrar no Brasil sob a forma de frente fria, provoca chuvas e declínio da temperatura.
• Seu avanço ao litoral brasileira destaque para o Nordeste, provoca chuvas de frentes ou frontal
(Ex.: mPa em encontro com a mTa).
• O encontro com a mEc e mTa, proporciona chuvas com alta intensidade. (Ex.: as chuvas da
Região Serrana do Rio de Janeiro, ocasionando um grande desastre)

Massas de Ar
As Massas de Ar designam porções de ar que se deslocam na terra, as quais influenciam no clima por onde atuam,
podendo alcançar milhares de quilômetros quadrados de extensão.
As massas de ar se formam por causa da diferença de pressão e de temperatura de determinados locais. Por sua vez
as denominadas “frentes” são as zonas de transição quando se encontram duas massas de ar, e mais comumente são
caracterizadas em frentes frias e quentes.

Tipos de Massas de Ar
As massas de ar diferem-se de acordo com o local de origem (continental e marítima), latitude (equatorial, tropical,
ártica e antártica e polar) e temperaturas (quente e fria), a saber:
 Continental: Origina-se na porção continental sendo caracterizada pela baixa umidade, fato que as difere das
massas de ar marítimas.
 Marítima: Por sua vez, as massas marítimas são formadas nos mares e oceanos de forma que a principal
característica é a elevada umidade.
 Massa Equatorial: Surgem nas regiões equatoriais do planeta, ou seja próximo à linha do Equador e dos mares
tropicais, sendo caracterizadas pelas elevadas temperaturas e umidade.
 Massa Tropical: Surgem nas zonas tropicais do globo sendo classificadas em Tropical Continental (elevadas
temperatura e baixa umidade) e Tropical Marítima (temperatura mais amena e alta umidade). A massa de ar
tropical continental surge nas áreas subtropicais, enquanto a massa de ar tropical marítima é originada nas áreas
subtropicais oceânicas.
 Massa Ártica e Antártica: Surge nas regiões do Ártico e da Antártica, ou seja, originam-se nas regiões polares do
globo, caraterizadas pelas baixas temperaturas e consideradas as mais frias durante o inverno
 Massa Polar: Surge nos polos, norte ou sul, sendo classificadas em Polares Continentais (baixa temperatura e baixa
umidade) posto que atuam nas áreas continentais polares; e Polares Marítimas (baixa temperatura e alta umidade)
oriundas das áreas oceânicas sub polares e ártica.
 Quente: As massas de ar quente são as que se originam nas zonas tropicais (formadas entre os trópicos de câncer
e capricórnio) e as massas equatoriais (surgem próxima a linha do Equador).
 Fria: As massas de ar fria são caracterizadas por serem uma vez que surgem nas regiões polares do globo: polo
norte e polo sul

Massas de Ar
Por Caroline Faria

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Massas de ar são porções ou volumes da atmosfera que possuem praticamente as mesmas
características de pressão, temperatura e umidade por causa de sua localização e são bastante
espessas e homogêneas.

As massas de ar se formam sobre grandes áreas de terra ou água uniformes, onde não há muito
vento. Assim, o ar vai adquirindo características de acordo com a superfície sobre a qual se
encontra. Uma massa de ar localizada sobre um oceano, por exemplo, costuma ser bastante
úmida, ao contrário de uma massa de ar formada sobre um continente que, geralmente, é seca.

Os processos ou fenômenos que fazem com que a massa de ar vá adquirindo características


adaptadas à superfície são a radiação solar, a convecção vertical (quando o ar morno próximo à
superfície da terra subitamente levanta indo para a camada superior da troposfera e depois
retorna em questão de dias), a advecção (movimento horizontal da massa de ar quando uma
substitui outra de características diferentes) e a turbulência.

As massas de ar se movimentam pela troposfera devido à diferença de pressão e temperatura


caracterizando as áreas de alta e baixa pressão. As áreas de baixa pressão são áreas de grande
nebulosidade e precipitação elevada devido ocasionada pela grande instabilidade atmosférica e
ao fato de serem receptoras de ventos. Já as áreas de alta pressão são livres de nebulosidade e
com maior estabilidade atmosférica, tendendo a temperaturas menores.

Duas massas de ar, ao se encontrarem, não se misturam como seria de se esperar, pelo contrário,
elas mantêm as características adquiridas no local de origem. Isso faz com que surja uma
“frente” ou uma “descontinuidade” ao longo da zona limítrofe das massas de ar (é o que
chamamos de “frente fria”, por exemplo, quando duas massas de ar frio se encontram). De
qualquer forma, quando uma massa de ar cruza uma região ela causa uma mudança brusca na
temperatura por causa da substituição de um ar pelo outro.

As massas de ar podem ser classificadas de acordo com o local e latitude onde se originam e de
acordo com a temperatura em relação à superfície de contato. Quanto ao local de origem,
podemos classificá-las em “continental” ou “marítima”, quando se formam sobre continentes ou
sobre o mar respectivamente. Quanto à latitude de origem, classificamos as massas de ar em
“árticas”, “polares”, “tropicais” ou “equatoriais”. E, quanto à temperatura com relação à
superfície de contato (local sobre o qual se encontram no momento), classificamos em “quentes”
ou “frias”.

Fontes
http://www.iag.usp.br
http://www.climabrasileiro.hpg.com.br

Massas de Ar
Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena em Geografia Física



As massas de ar influenciam na dinâmica climática

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As massas de ar são volumes de ar acumulados que possuem características em comum,


como temperatura e umidade, e que se formam sobre grandes áreas uniformes de terra ou
água. Suas características são determinadas a partir da influência da área onde elas se
constituem.
As massas de ar estão em constante deslocamento, que ocorre em virtude das diferenças de
pressão. O movimento sempre acontece das zonas de alta para as zonas de baixa pressão e
determinam, assim, a dinâmica geral da circulação atmosférica e as formações dos diferentes
tipos climáticos.

As regiões de origem das massas de ar determinam suas características de pressão,


temperatura e umidade. Por exemplo: massas de ar formadas em regiões polares vão
apresentar características próprias dessa localidade, com baixas temperaturas, pressão
elevada e baixa umidade.

Uma boa maneira para se visualizar isso é retirar uma forma de gelo do congelador e observar
aquela “fumaça” branca que se forma ao redor do gelo (e do próprio congelador). Nas regiões
polares acontece da mesma forma, só que em proporções muito maiores e com a capacidade
de influenciar toda a dinâmica climática dos locais para onde as massas de ar se deslocam.
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A fumaça que se forma ao redor de um cubo de gelo é igual às massas de ar frio, porém com
proporção muito menor

Tipos de massas de ar
As massas de ar, em face de sua formação e propriedades, apresentam diferentes
características, o que permite classificá-las em três tipos distintos: massas equatoriais, tropicais
e polares.

Massas Equatoriais: originam-se nas regiões de baixas latitudes (ou seja, próximas à Linha da
Equador). Em razão disso, apresentam temperaturas mais elevadas. Elas se dividem
em equatoriais oceânicas, mais úmidas pela influência dos oceanos, e equatoriais
continentais, mais quentes e um pouco menos úmidas.
Massas Tropicais: originam-se em latitudes intermediárias (entre a Linha do Equador e os
polos). Caracterizam-se pela baixa pressão e pelas elevadas temperaturas.
Massas polares: originam-se nas regiões de altas latitudes (próximas aos polos). Possuem
uma massa menor do que as demais. As massas polares continentais são mais frias e secas,
e as massas polares oceânicas são mais úmidas e menos frias.

Massas de Ar – MP: Massas polares; ME: Massas Equatoriais; MT: Massas Tropicais
Classificação das Massas de Ar

As massas de ar são classificadas de acordo com a região da Terra onde se originam. As regiões
onde as massas de ar formam-se são chamadas de regiões fonte. As regiões fontes ideais são
aquelas no globo terrestre dominadas pela presença de anticiclones. Isso inclui planíces cobertas
por neve e gelo no inverno (regiões polares), oceanos subtropicais, e os desertos no verão.

As massas de ar são, em geral, classificadas segundo sua região fonte em 4 categorias. Massas
que se originam na região polar são identificadas pela letra maiúscula “P”; aquelas que se
formam nas regiões tropicais úmidas são identificadas pela letra maíuscula “T”. Se a região fonte
for a terra, a massa de ar será seca e identificada identificada pela letra “c”(continental),
precedida por P ou T. Se a massa de ar se originar sobre a água, ela será úmida e identificada por
“m”, precedida por P ou T.

Sob o ponto de vista da quantidade de calor e de umidade que a massa recebeu, ou perdeu,
durante a sua formação, as massas de ar são classificadas como quente e frias, e úmidas e secas,
respectivamente. Esta classificação depende da comparação entre a massa de ar e a superfície
sobre a qual ela se desloca.

Condições de Tempo Associadas às Massas de Ar

As massas de ar adquirem as características das regiões onde elas se formam. Ao se deslocarem,


carregam as propriedades adquiridas na região de origem, e produzem nas regiões por onde se
deslocam grandes modificações locais no tempo. Conforme a tabela abaixo, ao produzir
instabilidade no tempo, propicia ou favorece a formação de nuvens que podem gerar chuvas de
grande intensidade.

Essas nuvens são comumentes chamadas de nuvens cumuliformes, ou cúmulos, e desenvolvem-


se em regiões com grande aquecimento e grande disponibilidade de umidade no ar. Ao gerar
condições estáveis, o tempo permanecerá eventualmente nublado, mas com maiores
possibilidades de chuvas de maior duração e pequena intensidade. Nesse caso, as nuvens são
chamadas de estratiformes, assemelhando-se a extensas camadas que cobrem o céu de forma
homogênea.

Tabela. CONDIÇÕES DE TEMPO PROVOCADAS POR PENETRAÇÃO DE MASSAS DE


AR

Massas de Ar Equilíbrio Nuvem Chuva Vento Visibilidade

Fria Instável Cúmulos Aguaceiro Turbulento Boa


Quente Estável Estratiformes Contínua Constante Nevoeiro

Massas de Ar Frio

Quando uma massa de ar apresenta temperatura mais fria do que a superfície de contato por onde
ela desloca-se, esta massa é aquecida por baixo, gerando movimentos convectivos que irão
aquecer camadas cada vez mais elevadas da massa. A intensidade e profundidade dos
movimentos convectivos está diretamente relacionada à diferença entre a temperatura da massa
de ar fria e a temperatura da superfície por onde esta massa de ar se desloca. Quanto mais intenso
o movimento vertical, mais profundo será o transporte de calor. Este processo irá ao longo do
tempo modificando a temperatura da massa de ar fria. O ar que é transportado por movimentos
convectivos se resfria ao longo do movimento de ascensão, e a água se condensa, formando
nuvens espessas que podem ocasionar chuvas intensas.

Localmente, a penetração de uma massa de ar fria ocasiona a queda de temperatura na região,


formação de nuvens densas (cumulos e cumulos Nimbus) e intensa precipitação associada. Este
mecanismo vai se enfraquecendo ao longo do tempo à medida que a superfície por onde a massa
penetrou vai se resfriando. Assim o mecanismo de convecção vai se enfraquecendo e dando
resultado a nuvens menos desenvolvidas. Ao longo desse processo a chuva diminui.

Massas de Ar Quente

As massas de ar que se deslocam sob uma superfície cuja temperatura é inferior à temperatura da
massa de ar, são chamadas de massas de ar quente. A massa de ar quente é resfriada por baixo na
região que está em contato com a superfície. Este resfriamento por baixo limita ou impede o
deslocamento vertical de parcelas de ar para cima, propiciando portanto a estabilização das
camadas. A estratificação das camadas inferiores leva à formação de nuvens estratiformes.
Quando a massa de ar quente é úmida, o resfriamento por baixo favorecerá a formação de
nevoeiros que dependerá do teor de umidade da massa de ar e do vento local. Os ventos mais
fracos propiciam a formação de nevoeiros intensos, e os ventos mais fortes propiciam a formação
de nuvens estratiformes.
As massas de ar são grandes porções de ar que apresentam condições internas de
temperatura, pressão e umidade relativamente homogêneas, influenciadas pela região onde
são formadas.
O local de formação da massa de ar é denominado região de origem, é neste local que a
massa de ar irá adquirir suas características de temperatura, pressão e umidade. Portanto,
uma massa de ar que se forma sobre uma superfície gelada, como a Antártida, apresenta
características típicas dessa região, ou seja, temperatura baixa, alta pressão e pouca umidade.
Ao se deslocarem, as massas de ar vão aos poucos, perdendo as suas características de
temperatura, pressão e umidade originadas no momento de sua formação. Esse deslocamento
ocorre sempre no sentido das altas pressões para as baixas pressões.
A troposfera (local de movimentação das massas de ar) não é uma camada homogênea. Nela,
encontram-se basicamente três tipos distintos de massas de ar que se diferenciam conforme a
latitude sobre a qual elas se formaram, podendo ser classificadas em equatorial, tropical ou
polar. Dentre essa classificação, diferencia-se ainda em continental (formadas em áreas
continentais) ou oceânica (formadas em áreas oceânicas).
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Massas equatoriais – sua formação ocorre nas baixas latitudes, na região próxima da linha
do Equador, entre 5° Norte e 5° Sul. Apresentam temperaturas elevadas, quando formadas
em áreas oceânicas são úmidas; se formadas em regiões continentais, são menos úmidas.
Massas tropicais – suas regiões de origem são nas áreas próximas aos trópicos de
Capricórnio e Câncer, entre as latitudes 25° e 30° tanto no hemisfério norte como no
hemisfério sul. São massas de ar bastante úmidas, no entanto, se formadas em áreas
continentais, normalmente, são secas.
Massas polares – formam-se nas regiões próximas aos polos Sul e Norte, sempre em
latitudes superiores a 50° e por esses aspectos, são extremamente frias. A polar continental é
mais fria e mais seca; a oceânica é mais úmida.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
MASSAS TROPICAIS OU TÉPIDAS
De acordo com Coutinho (1991), são massas de ar que a temperatura é um meio termo entre o ar
quente equatorial e o ar frio polar por serem formadas próximas dos trópicos de Capricórnio e Câncer.
Tendo umidade abaixo do ponto de orvalho, determinando climas áridos e semi-áridos. Elas apresentam
ar límpido e estável porque apresentam gradientes negativos, ou seja, a temperatura diminui de cima
para baixo. Este processo ocasiona a existência de uma camada de inversão, ou outra anormalidade,
como por exemplo, a massa ser mais fria em baixo e mais quente em cima.
As massas tépidas dividem-se em: Tépida Kalaariana, Tépida Atlântica e Tépida Pacífica.
 Massa Tépida Kalaariana (MTK)
Esta massa move-se em todas as estações do ano no deserto do Kalaari, na África, para a costa do
Nordeste brasileiro de sul para norte. No inverno, ela vai até o sul de Mato Grosso, ocasionando o
inverno seco do Brasil Central.
Segundo Coutinho (1991), a Tépida Kalaariana é composta de duas camadas: uma inferior fresca e
úmida, devido sua viagem oceânica, desfazendo-se na costa provocando chuvas de relevo, influenciada
pela Frente Polar Atlântica (FPA). A outra superior é quente e seca, agindo no interior. Assim, a massa
Kalaariana tem sua estabilidade garantida por uma camada de inversão que permanece o ano inteiro.
 Massa Tépida Atlântica (MTA)
É originada nos centros de altas pressões do Atlântico Sul e apresenta características marinhas, além de
ser uma das principais massas que influencia os tipos climáticos do Brasil. Ela possui temperatura e
umidade elevada, e por meio de correntes de leste e de nordeste é atraída para as áreas ciclonais que
se formam sobre o continente, trazendo muita umidade e calor, reforçando a tropicalidade do clima
brasileiro.
Mendonça (2007), afirma essa massa atua durante o ano todo nos climas do Brasil, principalmente na
porção litorânea, que devido o seu relevo, provoca bastante chuva, principalmente no verão. Ela também
ocasiona ondas de calor de nordeste e de leste na parte leste-sudeste-sul e central do País.
 Massa Tépida Pacífica (MTP)
Essa massa possui as mesmas características da Tropical Atlântica, embora a sua atuação seja apenas
sobre o oceano Pacífico, exercendo pouquíssima influência no continente, devido ter a trajetória
desviada por influência da cordilheira dos Andes. Porém, no Brasil por efeito de "barlavento" e
"sotavento" auxilia na homogeneização da região de origem da MTC. Dessa forma, a precipitação ocorre
somente sobre o oceano Pacífico, enquanto, o litoral tropical oeste da América do Sul apresenta
baixíssimos índices de precipitação e umidade do ar, caracterizando faixas semi-áridas e desérticas,
como o deserto do Atacama.
De acordo com Coutinho as massas tropicais são divididas em: Tropical Kalaariana, Tropical Atlântica e
Tropical Pacifica. Enquanto Mendonça divide-as em Tropical Atlântica, Tropical Continental e Tropical
Pacifica.
 Massa Tropical Continental (MTC)
Segundo Mendonça (2007), essa massa é formada na região central da América do Sul na Depressão
do Chaco, surgindo como um bolsão de ar de características próprias, no final do inverno e início da
primavera. Ela deslocar-se para interagir com o ar de outras localidades, formando uma condição de
divergência atmosférica, tornando-se uma massa de ar quente e seca. E Sousa (2009) afirma que, ela
atua basicamente na região de origem, e causa longos períodos quentes e secos no sul da região
Centro-oeste e no interior das regiões Sul e Sudeste.
MASSA POLAR
São massas originadas em altas latitudes e, geralmente são muito frias e úmidas, devido o acúmulo de
ar polar sobre o oceano atlântico. E são atraídas pelas baixas pressões tropicais e equatoriais,
recebendo influência da força de atrito com o relevo sobre o qual se movimenta. Assim, é facilitado o seu
deslocamento em direção norte, que após atingir a cordilheira dos Andes ela divide-se em duas, Massa
Polar do Pacífico (MPP) e Massa Polar Atlântica (MPA).
Dessa forma, a MPP associa-se à corrente marinha fria de Humboldt, se deslocando até próximo a linha
do trópico de Capricórnio não influenciando no clima do Brasil. Enquanto, a MPA atua sobre a porção
centro-sul-leste da América do Sul, chegando às vezes a ultrapassar a linha do Equador.
Segundo Mendonça (2007), quando ela atingi a latitude do rio Prata subdivide-se em duas, a primeira
associa-se a queda térmica de inverno e os reduzidos índices do ar e de pluviosidade no interior do
Brasil. A outra se desloca pelo litoral e associa-se à MTA provocando chuvas no leste brasileiro,
principalmente entre os finais de verão e de inverno.
Com isso, verifica-se que a atuação da massa polar atlântica é bastante ativa, pois ao misturar-se com o
ar da tropical atlântica (MTA) gera uma descontinuidade, e transforma-se na frente polar atlântica (FPA)
e quando chega ao Brasil é sobre a forma de frente fria, causando chuvas pesadas e trovoadas, às
vezes ela ganha latitude e chega até a região amazônica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa teve como objetivo demonstrar os fenômenos climáticos, as massas de ar e as frentes, as
quais são essenciais na formação e diversificação do clima brasileiro, pois, elas o influenciam
diretamente. Ressalta-se que algumas têm maior participação como à massa equatorial continental, que
é originada na Amazônia e exerce grande domínio na região, e a massa polar atlântica que ao juntar-se
com a frente polar provoca bastante oscilações na região sul.
Dessa forma, este estudo destinou-se ao conhecimento dos movimentos das massas de ar, como
também ao deslocamento dos sistemas frontais, que atingem e influenciam praticamente todo o Brasil.

Ártica e Antártica são massas de ar polares e frias. As qualidades do tipo ártico são desenvolvidas sobre o gelo e
neve que cobre o solo. Massas árticas são mais frias do que os ares polares. Ar ártico pode ser superficial no verão
e se modificar enquanto na locomoção ao equador.
Interessante notar que massas polares de ar se desenvolvem sobre as latitudes mais elevadas da Terra.
Consideradas estáveis e mais rasas do que o ar no ártico. Massas polares sobre o oceano (marítimo) perdem a
estabilidade, visto que ganha umidade sobre as águas oceânicas com maior temperatura.
Massas de ar tropicais e equatoriais são quentes porque se desenvolvem em latitudes baixas. Aqueles que se
desenvolvem sobre a terra (continental) são mais secos e mais quentes do que os desenvolvidos acima dos
oceanos. Eles viajam para o norte, na periferia oeste das altas subtropicais.
Massas de ar superiores são secas e quase nunca atingem o sol. De maneira usual, reside sobre massas de ar
tropicais marítimas, formando camada mais quente e seca e moderando a parte úmida do interior, formando aspecto
conhecido como inversão da massa de ar marítima e tropical.
Massas continentais polares de ar (CP) são frias e secas em virtude da região de origem continental. Elas afetam
em grosso modo as terras da América do Norte, precisamente ao longo interior do Canadá. A massa continental
tropical traz ares produzidos em regiões subtropicais e áridas.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
COUTINHO, Ana Maria Andrade. Fundamentos de climatologia. Recife: UFPE, 1991.
FERREIRA, Artur Gonçalves. Meteorologia prática. São Paulo: Oficina de Textos, 2006.
MENDONÇA, Francisco; DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia: noções básicas e climas do
Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.
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http://www.atmosphere.mpg.de/enid/1__Condi__es_meteorol_gicas___frentes/-_Frentes_2pz.html
Acesso em: 22 de julho de 2011.
SOUSA, João Bosco Oliveira de. Massas de ar que atuam no Brasil. Disponível em:
http://blogdogeohistoria.blogspot.com/2009/06/massas-que-atuam-no-brasil.html Acesso em: 24 de julho
de 2011.

Referências

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA - INMET. Manual de observações meteorológicas. 3. ed.


Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1999. OLIVEIRA, S. L. Dados meteorológicos para
geografi a. 1981. Monografi a - Departamento de Geografi a, Universidade Federal do Rio Grande do
Norte, Natal, 1981. RETALLACK, B. J. Notas de treinamento para a formação do pessoal meteorológico
classe IV. Brasília: DNEMET, 1977. SILVA, M. A. V. Meteorologia e climatologia. Recife: INMET, 2005.
VIANELLO, R. L. Meteorologia básica e aplicações. Viçosa: UFV, Impr. Univ., 1991. TUBELIS, Antônio.
Meteorologia descritiva: fundamentos e aplicações brasileiras. São Paulo: Nobel, 1992. TUBELIS, A.;
NASCIMENTO, F. J. L. Meteorologia descritiva: fundamentos e aplicações brasileiras. São Paulo: Nobel,
1980.

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