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Jardim do Éden: Protótipo do Santuário

O Jardim do Éden (Gênesis 2-3) contém um número poderoso de símbolos que estão
relacionados e representam arquétipos de funcionamento subsequentes dos Templos israelitas
Em uma maneira convincente, o Jardim do Éden, como é referido por meio da Bíblia,
Pseudoepígrafos1 e nos escritos rabínicos, serve como protótipo, modelo, e/ou originador dos
Templos israelitas subseqüentes, “um tipo de santuário arquétipo.” 2 O Jardim não era um
santuário construído de cedro ou de mármore, porque não é necessário para um Templo ser
um edifício ou possuir uma estrutura; mas antes ser uma área de espacial sagrada que torna-se
santa por que a presença de Deus é encontrada nele. Mircea Eliade indicou que o Jardim do
Éden era o protótipo do Templo Celestial3, e o livro de Jubilees 3:19 adiciona que o “Jardim do
Éden era o Santo dos Santos, e a morada do Senhor.” Este ensaio examinará estas
reivindicações.
Onze aspectos ou protótipos do Jardim do Éden serão examinados. São eles:

(1) A árvore da vida está situada no Jardim e no Templo.


(2) O Jardim e o Templo são associados com o as águas sagradas.
(3) As orientações leste-oeste tiveram um papel no relato do Jardim e subsequentemente
dentro dos Templos do israelitas.
(4) As montanha cósmica estava simbolicamente relacionada com o Jardim e o Templo.
(5) O relato da criação da Terra tem conexão próxima com o Jardim do Éden e o Templo.
(6) Querubins, ou seres celestiais, com função de guardiões do Jardim e do Templo.
(7) A revelação era uma parte essencial no Jardim e no Templo.
(8) O sacrifício existiu no Jardim e nas práticas do Templo.
(9) Uma linguagem religiosa similar existiu no Jardim e noTemplo.
(10) Vestes sagradas estão associadas com Adão e Eva no Jardim como com o sacerdócio no
Templo de Jerusalém.
(11) A abundância foi associada com o Jardim e o Templo.

(1) A Árvore da Vida


Muita atenção é dada à árvore da vida pelo autor de Gênesis 2-3. Ela é mencionada em três
ocasiões. A primeira citação à árvore está registrada em Gênesis 2:9, onde se indica que Deus
plantou “a árvore da vida no meio do jardim.” 4 Neste registro a árvore é uma árvore específica
(precedida pelo artigo definido, aqui chamada “árvore"), e que ficava situada no centro do
Jardim do Éden. Ela estava em oposição à “árvore do conhecimento do bem e do mal”, ou da
árvore da morte.5 Encontra-se no mesmo contexto que o rio do Éden. As segundas e terceiras
referências à árvore da vida são encontradas em conexão com o desejo de Deus proteger a
árvore das mãos de Adão e Eva (Gênesis 3:22-24). Nós aprendemos que se a Adão e Eva, fosse
permitido partilhar do fruto da árvore da vida, viveriam para sempre. Impedindo o acesso à
árvore, Deus colocou querubins com uma espada flamejante na entrada ao leste do Jardim.
A continuidade do ícone da árvore da vida na sociedade e no Templo israelita fica evidente
quando se considera a natureza do Menorá do Tabernáculo ou castiçal de sete-braços. O
Pentateuco dá a devida consideração ao menorá, como um importante simbolo religioso da
comunidade israelita. Sua construção (Exôdo 25:31-40; 37:17-24), consagração (Exôdo 30:27;
40:9), colocação no Tabernáculo (Exôdo 25:37; Números 8:2-3), e a maneira de transportá-lo
(Números 3:31; 4:9) são artigos de discussão dentro das escrituras. Este objeto sagrado foi
colocado também no Templo de Salomão (1 Reis 7:49), onde um total de dez menorás foram
usados, todos feitos de ouro puro, cinco que estão sobre o lado norte e cinco que estão no lado
sul do lugar Santíssimo do Templo. O segundo Templo também possuiu um castiçal, embora as
fontes a respeito deste sejam obscuras e frequentemente contraditórias.6
Que o menorá era uma árvore da vida estilizada é mostrado claramente na descrição
produzida em Exôdo 25:31-407. O menorá deveria ter a aparência de uma árvore, possuindo
sete ramos (um número de significado simbólico para a comunidade israelita) e um número de
flores (flores da amêndoa?). Podemos concluír que uma árvore da vida viva, estava no jardim, e
respresentações simbólicas da árvore da vida, na forma de castiçais, estavam dentro dos
últimos Templos israelitas.

(2) Águas Sagradas

Diversas narrativas escriturísticas análogas empregam descrições imaginárias de águas


sagradas que se originam e fluem do Templo. O profeta Joel afirma explicitamente isso “(...)e
sairá uma fonte da Casas do Senhor(...)” (Joel 3:18). Após ter fornecido a longa descrição do
futuro Templo de Jerusalém (veja Ezequiel 40-46), Ezequiel apresenta uma indicação a respeito
de um rio que fluirá do ponto inicial do Templo, através do pátio, e para fora da cidade de
Jerusalém, finalmente alcançando o Mar Morto.
A profecia indica que o rio do Templo curará as pútridas águas do Mar Morto, abençoando os
pescadores com abundância de peixes e aumentando e frutificando a vegetação no deserto.
Em resumo, o rio do Templo abençoará a humanidade com uma Terra Parasidíaca (veja
Ezequiel 47:1-12). João o Revelador viu em visão e ouviu, sendo levado para tráz até o estado
parasidíaco original do Jardim do Éden. Falando do Templo no céu o vidente descreve “(...) um
rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.”
(Apocalipse 22:1-4). O trono de Deus, naturalmente, situado dentro do Santos dos Santos do
Templo.
O livro de Daniel descreve um tipo diferente de rio, que também manará de um trono. Após ter
recebido uma visão escatológica, Daniel fornece a descrição do Ancião de Dias sentado em seu
trono de “chamas de fogo”.Fluindo de seus trono “Um rio de fogo manava e saía de diante
dele.”(Daniel 7:9-11). Duas passagens pseudepígraficas retomam as declarações de Daniel.
Primeiramente, em 3 Enoque 36:1-2, lê-se, “um rio de fogo(. . .) fluíndo de baixo do trono da
glória” ; e o segundo em 1 Enoch 14:15. diz, “debaixo do trono emanavam córregos de fogo
flamejante”. Enoque, similarmente as descrições de João e Daniel, descreve as águas como
vindo do trono, sugerindo que Deus é a fonte das águas.
Os rios do Éden, descritos em Gênesis 2-3, representam a quinta-essência das águas sagradas.
Originando, de acordo com 3 Enoque 18:19, “oposto ao trono da glória”, estes canais puros
separam-se em quatro rios e vão adiante do Éden molhar a terra inteira (veja o Gênesis 2:10).8
É evidente que as águas sagradas do Éden serviram como um modelo para os rios
subseqüentes dos Templos.

3) Orientação Leste-Oeste

A orientação espacial tem um papel vital na arquitetura dos Templos do Oriente Próximo9.
Assim sendo, o Tabernáculo Mosaico e os Templos de Jerusalém estavam com sua localização
direcional de modo que a entrada do tabernáculo ou do Templo estava no lado Leste.
O Jardim de Éden, possuindo um número de qualidades em comum com os Templos, produziu
o protótipo para a orientação subseqüente do Templo Israelita10. O leste parece ser o sentido
de importância no Éden. Três indicações bíblicas revelam um interesse para essa orientação no
Éden11:
(1) o fato que Deus plantou o Jardim no lado leste de Éden (veja Gênesis 2:8) sugerem uma
primazia para este sentido. Embora a finalidade desta posição do Éden não seja indicada
explicitamente, ela é aceita geralmente pelos estudiosos que esse leste, possuindo um número
de significados simbólicos, é o sentido sagrado na religião israelita.
(2) a segunda designação do “leste” no Jardim é mencionado em conexão com os quatro rios
do Éden. É provável que os quatro rios do Éden (veja Gênesis 2:10-14)12 fluem para fora de
Éden pelos quatro sentidos cardiais - norte, leste, sul, e oeste.O Éden é descrito como sendo
estabelecido no centro dos quatro rios, talvez fornecendo a fonte de água para os quatro rios.
O significado etimológico da palavra templum (“temple” em inglês)13 tem uma conexão direta
com os quatro pontos cardeais , um conceito que foi estabelecido por um bom número de
autores14. Em especial o registro da descrição narrativa dos rios é que todos os quatro os rios
são mencionados pelo nome - Pisom, Giom, Hidéquel, Eufrates - mas somente um dos quatro
sentidos são mencionado pelo nome. O rio número três fluindo do lado leste , escreve o autor
do Gênesis.
O fluxo direcional de outros três rios é desconhecido.
(3) uma vez mais o leste mostra-se uma posição proeminente na história do Jardim. Após Adão
e Eva serem expulsos do Jardim, um querubim foi colocado por Deus com uma espada
flamejante no “ao oriente do Jardim do Éden”(Gênesis 3:24; Alma 12:21) para impedir que o
casal decaído realizasse um retorno desautorizado ao Jardim. Este bloqueio celestial sugere
que havia existido uma entrada para o Jardim localizada no fim do lado leste. Se nenhuma
entrada houvesse existido, então por que um bloqueio seria necessário? Ou, se outros
entradas fossem encontradas no Jardim, então em porque Deus não colocou querubins e
espadas em outras posições em torno do Jardim? Uma vez mais a orientação Leste do Jardim
traça um paralelo com a orientação leste do Tabernáculo Mosaico e dos Templos de Jerusalém,
tendo as entradas no leste.

(4) Montanha Cósmica

Cada Templo no Orinte Próximo recorda simbolicamente uma montanha15, mas o primeiro
Templo complexo (i.e., o Jardim do Éden) possuía de fato uma montanha. O relato bíblico do
Jardim do Éden faz alusão à presença de uma montanha. Registra que o rio que originou-se no
Éden dividiu-se em quatro braços, e fluiu para fora (i.e, para baixo) nas quatro partes do
mundo. Supondo que as leis naturais da gravitação estavam tendo efeito durante esta era
primordial, os rios de Éden teriam fluído para baixo, sugerindo que o Éden estava situado em
uma elevação mais alta (i.e., a montanha) do que o territórios circunvizinhos.
Colocando suposições de lado, a evidência bíblica coloca a montanha dentro do Éden. Em
Ezequiel 28:11-16 o rei de Tiro é comparado metafóricamente a Adão, ao rei é dito: “Estiveste
no Éden, jardim de Deus;(...) Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte
santo de Deus (...)Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se
achou iniqüidade em ti. (...)e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus(...).”(vv.
13-16). Os termos “jardim do deus”, “Éden”, “querubim” e o conceito de pecado são temas
edênicos encontrados no Gênesis 2-3. Ezequiel emprega a tipologia edênica, explicando que o
Rei de Tiro (Adão) era perfeito quando estava no Jardim do Éden, ungido, e por um período de
tempo residiu na montanha do Deus. Mas pecou e foi lançado para fora da montanha, ou o
modelo do templo, já que nenhuma coisa impura era permitida no Templo. Importante para
nossas finalidades é a noção que uma montanha existiu em Éden.
O pseudoepígrafo 1 Enoque 18:6-12, 24-25 fornecem uma descrição das montanhas
no Éden. Durante uma visão panorâmica do paraíso, Enoque viu diversas e extraordinárias
montanhas. Todas eram “dignas e gloriosas” feitas de preciosas pedras celestiais. E o, mais
importante, as montanhas (que estavam nos grupos de três) não eram dispostas através do
horizonte como é típico das montanhas. Certamente, Enoque observou que as montanhas
estavam empilhadas em três alturas, uma no alto da outra, escalando o lado do céu. As
montanhas “estavam pressionando o céus como trono de Deus”e alcançado o lado do céu
“onde os céus juntam-se.”, isto dá a idéia de que as montanhas estavam uma no alto da outra,
ou de três elevações, é a apoteóse da “sucessiva ascenção ao céus.” 16
Estes conceitos foram ensinados anteriormente no Oriente Próximo pela antiga idéia do do
monte17 ou outeiro primordial. De acordo com a tradição babilônica, por exemplo, o templo
de Eninnu, que foi construído por Gudea, representa o outeiro primordial que levantou-se fora
das águas caóticas (apsu).18 A respeito da visão egípcia do monte primordial, Lundquist
escreve que “no Egito(. . .) todos os templos são vistos como representando o monte primevo.”
19 Os antigos projetos primordiais do monte na história remeten-se ao período da criação da
terra, onde, de acordo com a tradição hebraica, o monte primordial era a primeira terra que
emergiu das águas do caos durante o período de criação (cf. Gênesis 1:9-10).20 Identificando
como os topos consagrados, o monte primordial representou a ordem e a definição emergindo
das águas turbulentas e caóticas.21
Do conceito rudimentar da colina primordial desenvolveu-se a idéia da montanha cósmica (i.e.,
o templo), com sua delimitação cuidadosa, fronteiras e espaços bem definidos. A transição de
uma montanha natural crua a um exame sintético do edificio do templo parece ter sido
completamente natural. Em primeiro lugar, os edifícios dos templos retiveram seu caráter
distinto da montanha sendo construído de material natural, muitas vezes que vêm das próprias
montanhas.

Pessoas que tiveram diante de si os componentes elevados do Templo enxergam naturalmente


um lugar celestial, similarmente um que esteja diante de uma montanha impressionante. Nesta
consideração o Templo transformou-se em “uma incorporação arquitetônica da montanha
cósmica.” 22 Mais importante, entretanto, é que o edifício do templo foi construído em cima
de uma montanha ou de um monte de importância reconhecida. Os Templos de Jerusalém
(Salomão, Zorobabel e de Herodes), foram todos contruídos em cima do mesmo monte, sendo
a parte de uma contínua tradição de eventos que ocorreram lá.
O que era uma vez os outeiros sagrados tornaram-se agora outeiros sagrados com sagrada
arquitetura sobre ele.

(5) Criação

Significativamente, a história do jardim segue-se imediatamente ao relato da criação no livro


do Gênesis. Como foi mostrado em outra parte neste volume, existe aí uma conexão entre a
criação do cosmos e o antigo ritual do Oriente Próximo. Diversos estudiosos, incluindo
Weinfeld e Kearney, notaram conexão entre a criação do cosmos e o Templo Israelita. Weinfeld
justapôs o relato da criação (Gênesis 1-2) com os capítulos do Exôdo que tratam da construção
do Tabernáculo (veja, especialmente, Exôdo 39-40), onde estão presentes diversos pontos de
comparação entre os dois relatos. Nota-se que após seis dias de atividade criativa divina, Deus
descansou no sétimo dia. Similarmente, após construção do Tabernáculo, que foi feito também
em seis dias, a deidade descansou23.
Avançando neste mesmo ponto, Fisher revela que o Templo de Salomão foi construído em sete
anos (veja 1 Reis 6:38), precisamente como o mundo fora criado em sete dias.
Fisher conclui que “um deve falar da organização do cosmos nos termos de sete períodos
iguais, igualmente a construção do microcósmo deve ser de acordo com o mesmo modelo.” 24
Desta forma, ele determina que a construção do Tabernáculo Mosaico e do Templo de Salomão
recorde a formação da terra. Assim como o caos tornou-se organizado e em ordem, assim o
Templo traz a ordem e a organização até o mundo.
P. J. Kearney extrai também um número de comparações entre o relato da criação (Gênesis 1-2)
e a passagem do Tabernáculo (Exôdo 25-31).25 Ambos Deus e Aarão trazem a luz - Deus trouxe
luz ao mundo (veja Gênesis 1:2-3); Aarão produziu a luz para o recinto do Tabernáculo (veja o
Exôdo 30:1-8). Em Gênesis, Deus criou os mares e colocou os lugares altos dentro das águas;
no Templo um lavatório de bronze ou o mar de fundição foi construído de acordo com
instruções de Deus e tornou-se uma peça do recinto do Templo (cf. Gênesis 1:9-10 e 1 Reis
7:23). Kearney acredita que o edifício do Templo dentro o mundo antigo era uma conseqüência
natural e construído em cima da criação do mundo.26
Uma correspondência adicional entre a criação do cosmos e a construção do Templo pode ser
adicionada à lista – a deidade agiu como se supervisionasse ambas. Na conclusão de seu
trabalho criativo do cósmos, Deus declarou que o trabalho era “bom” (Gênesis 1:10. 12, 18, 21,
25), e então Deus abençoou e santificou o sétimo dia (veja o Gênesis 2:3).

(6) Querubim

Nos escritos bíblicos o primeiro a mencionar querubim (forma hebraica para o plural querub) é
encontrado no relato edênico. “E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente
do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da
árvore da vida”(Gênesis 3:24). A representação simbólica do querubim mais tarde foi bordado
no véu do Tabernáculo (veja Exôdus 26:31) e gravada nas paredes, portas, e painéis do Templo
de Salomão (veja 1 Reis 6:29-35; 7:29. 36).27 Em adição, dois grandes querubins foram
colocados um ao lado do outro no trono de Deus no Santo dos Santos (veja 1 Reis 6:23-28;
Exôdo 25:18-22; 1 Samuel 4:4; 2 Samuel 6:2). Os querubins eram idênticos no tamanho e
possuíam grandes asas que se estendiam de uma parede a outra do Santos dos Santos. Cada
querubim foi feito de madeira de oliveira, folhada com ouro. Ezequiel menciona também o
querubim em sua descrição do futuro Templo de Jerusalém (veja 41:18-25).
A missão primária do querubim, junto com a espada flamejante, era protejer a árvore da vida
de modo que o homem, em seu estado decaído, não partilhasse do fruto da árvore (cf.
também Alma 42:2-3).28 O local das respresentações do querubim dentro dos Templos
mantiferam este significado. Estavam situados de um ao lado do outro do trono de Deus (trono
da graça), bordado no véu, e situado ao longo do trajeto que conduzia à presença de Deus.
O querubim funcionou como sentinela divina, guardando o trajeto que conduz à presença de
Deus, impedindo a passagem à pessoas desautorizadas.

(7) Revelação

Uma das muitas dádivas do antigo Templo foi tornar possível uma comunicação direta entre
Deus e o homem. A profética posição teológica era direcionar a oração, os adoradores no
Templo dirigiram suas orações para o Templo de Jerusalém (veja 1 Reis 8:42; Salmos 5:7; 138:2;
Daniel 6:10; Jonas 2:4).
Similarmente, a revelação existiu no jardim de Éden, “comunicação com o céu era fácil no illo
tempore”, e reunião entre os deuses e o homem ocorreu dentro de uma realidade.29
Comungar com Deus era o uma coisa fácil para o homem, porque o homem poderia subir a
montanha do Éden, chegar a árvore da vida, e ascender aos céus.30 Em 2 Enoque 31:2 foi dado
por Deus a Adão ter os “céus abertos” assim o primeiro homem podia “olhar acima dos anjos.”
Exemplos da conversação divina (ou do revelação direta) entre Deus e o homem dentro do
Jardim do Éden abundam em Gênesis 2 e 3:
2:16 “E ordenou o Senhor Deus ao homen, dizendo”
2:18 “E disse o Senhor Deus”
3:8 “E ouviram a voz do Senhor Deus”
3:9 “E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe”
3:11 “E Deus disse”
3:13 “E disse o Senhor Deus à mulher”
3:16 “E à mulher[ Deus ] disse”
3:17 “E a Adão [ Deus ] disse”
3:22 “E então disse o Senhor Deus”

Adão e Eva receberam numerosas comunicações pessoais de Deus dentro do Jardim. Depois da
queda, entretanto, o casal orava em um altar, e a revelação tornou-se menos freqüente, e
ocorria em formas diferentes e em lugares diferentes.

(8) Sacrifício
Sabe-se bem que os sacrifícios de animais deram forma a um considerável parcela dos rituais
do antigo Templos israelitas.31 Há seções inteiras da bíblia que são dedicadas aos vários tipos
de sacrifícios, esboçando suas regras e mandamentos a respeito do sacrifícios. As numerosas
leis de sacrifício como reveladas a Moisés não foram conhecidas no Jardim do Éden.
Entretanto, o texto bíblico indica que o sacrifício não existiu antes que Adão e Eva fossem
condusidos para fora do Jardim. Depois que Adão e Eva foram amaldiçoados por Deus, Ele lhes
fez roupas de peles de animais e então ”vestiu-os” (Gênesis 3:21). É significativo que Deus usou
uma pele de animal para vestir Adão e Eva. Para adquirir a pele, um animal teve que ser morto,
e talvez o animal tenha sido abatido como a parte de uma cerimônia sacrificial.
Será possível que o prório Deus tenha executado o sacrifício? Poderemos saber que tipo de
animal foi sacrificado? Se Deus não executou o sacrifício em favor de Adão e Eva, quem o fez ?
E se um cordeiro (ou o novilho) não foram usados para as vestimentas de pele, então com que
tipo de peles Adão e Eva foram vestidos? Certamente, para não ter usado a pele de um camelo
ou um suíno ou de outro animal considerado impuro para os futuros israelitas.
Visto que os cordeiros eram mortos aos milhares como a parte da Lei de Moisés, a pele de um
cordeiro era a escolha lógica. Concebìvelmente, Deus teria sacrificado um cordeiro, afim de
apontar para a frente, o momento em que o Cordeiro de Deus seria morto como sacrifício
expiatório em nome de toda a humanidade. É de notar-se o próprio Deus “vestiu” Adão e Eva
com as vestes. Atenção tão pessoal por parte da Deidade a esta matéria das vestimentas de
peles demonstram a importancia litúrgica das vestes. Candlish, acredita que o sacrifício animal
originado no jardim, registrou desde então que Deus “providenciou Ele próprio os materiais”
das vestes, algo “mais elevado e mais santo” foi pretendido, alguns significados e finalidades
espirituais para as peles.32
Aparentemente o sacrifício animal conduzido por Deus no Jardim do Éden representou
somente um tipo de sacrifício, as escrituras extra-canônicas identificam o conceito de sacrifício
com o Jardim. Uma passagem dos livros de Adão e Eva indica que Adão e Eva praticaram uma
forma de sacrifício antes de serem expulsos do jardim. Após a queda de Adão, o primeiro
homem pleiteou com os anjos: “veja, eu fui expulso. Eu oro a você, que permita-me pegar
ervas perfumadas do paraíso, de modo que eu possa oferecer uma oferta a Deus em seguida
sairei do paraíso, quero que me ouça.” 33

(9) Língua Esotérica

Freqüentemente a linguagem descritiva das escrituras a respeito dos Templos israelitas


recordam a experiência do Jardim do Éden. Específicamente três frases, encontram conexão
com o Jardim do Éden, são usadas também pelos últimos escritores bíblicos quando descrevem
o Tabernáculo ou o Templo. Cada uma das três frases será examinada.
1. Adão foi dito “lavrar e o guardar [ o jardim ]”
Deus ordenou a Adão “lavrar” (trabalho) e “guardar” o jardim (Gênesis 2:15).

Os dois termos hebraicos utilizados neste versículo indicam, cabad (trabalho) e samar
(sustento), são também encontrado em outras referências e fazem menção aos sistemas mais
antigos dos Templos israelitas. Para citar como exemplo, os Levitas foram instruídos “tenham
cuidado (samar) de todos os utensílios da tenda da congregação” e “para administrar (cabad) o
ministério” do tabernáculo (Números 3:8; tradução do autor; veja também Números 8:26;
18:5-6). Comentando estes paralelos, Gordon Wenham escreveu isso “se o Éden é visto como
um santuario ideal, então talvez Adão deva ser descrito como um arquétipo de Levita.” 34
Gênesis Rabbah, um comentario rabínico ao livro do Gênesis, viu um paralelo entre o Jardim e
o Templo. De acordo com Gênesis Rabbah 16:5, a frase “para trabalhá-lo e mante-lo” (Gênesis
2:15; tradução do autor) é uma adiantada ordem sacrificial.35
A atenção especial deve ser dada termo hebreu cabad . O significado de sua raiz hebraica é
conectado com os conceitos do serviço e do trabalho, ambos secular e religioso. Em um
sentido religioso, o termo aponta expressamente a construção do tabernáculo (veja Exôdo
35:24), a reparação do Templo (veja 2 Crônicas 34:13), e trabalhar com linho fino (veja 1
Crônicas 4:21).36 De acordo com um léxico hebraico, o cabad significa “a adoração” ou “a
execução de um ritual.” 37 Durante o segundo período do antigo Templo, o termo também está
associado com a adoração do Templo, mas mencionado frequentemente em conexão com uma
árvore sagrada.38
Se este conceito recorda ou não a árvore sagrada da vida do Jardim do Éden é uma matéria que
merece um estudo adicional.
2. Deus andou no Éden e no Templo
O método pelo qual Deus movia-se no Éden (veja Gênesis 3:8) e no Tabernáculo (veja 2 Samuel
7:6-7; Leviticos 26:12; Deuteronômio 23:14) eram idênticos. Os autores bíblicos descrevem o
movimento de Deus em ambos os lugares sagrados usando o termo hebraico hithpa'el, uma
forma verbal do halakh. A forma do participio masculino singular , é encontrado somente oito
vezes na bíblia hebraica, e podem ser traduzidas como “andando sobre” ou “andando ele
mesmo”, assim em ambos Deus, “andou” no o jardim e “andou” no Tabernáculo. Visto que esta
mesma forma verbal rara é empregado em diversas indicações a respeito do Templo, uma
conexão parece existir entre o Jardim do Éden e o Templo.
3. Na presença do SENHOR
Menachem Haran defendeu que a frase “precença do Senhor”(lipnê Yahweh) indica um local
do Templo. Escreve que “no geral, alguma atividade de culto a que o texto bíblico aplica a
forma ‘precença do Senhor’ pode ser considerado uma indicação da existência de um templo
no local, desde que esta expressão origina uma concepção básica do templo como uma lugar-
moradia divino e pertence realmente a terminologia técnica do templo.” 39 A frase é registrada
em Gênesis 3:8. onde se indica isso “e escondeu-se Adão e sua mulher da precença [de diante ]
do SENHOR Deus [ mippðnê Yahweh ].”40 Outra vez, uma linguagem idêntica é empregada no
Jardim do Éden e no Templo de Jerusalém.

10) Vestimentas Sagradas

Vestir-se com vestes sagradas para adorar e oficiar no Templo, era habitual nos templos
israelitas.41 Capítulos inteiros, tais como o Exôdo 28-29, descrevem as vestimentas sagradas a
serem vestidas por Aarão e por seus filhos ao ministrar no Templo. As vestimentas sacerdotais
ordináriamente consistiram em quatro partes: calções, uma mitra, um cinto, e uma túnica. As
vestimentas dos sumos-sacerdotes consistiram de oito partes: além das quatro vestimentas
que pertencem ao sacerdote, o sumo-sacerdote vestiram um éfode, manto, peitoral e uma
tiara.
Adão e Eva, quando estavam no jardim, possuíam duas peças de roupa isso significando um
ritual aparentemente apreendido: o avental (veja Gênesis 3:7) e a roupas de peles (veja
Gênesis 3:21). O avental, talvez feito das folhas de figueira da mesma árvore a qual eles haviam
comido ilegalmente,42 sem dúvida alguma manteve alguma coisa do significado cerimonial
para o primeiro casal. As roupas de peles foram feitas por Deus (veja Gênesis 3:21), este fato
adiciona significado e importância a roupa sagrada. É bem provável que estas vestimentas,
pertencentes a Adão e Eva e obtidos quando estavam no jardim, serviu como arquétipos para
as últimas vestimentas sagradas pertencentes ao culto dos Templos israelitas.

(11) Abundância e Prosperidade

Ao criar uma lista dos motivos comuns entre o Oriente Próximo e os antigos Templos, John
Lundquist encontrou um motivo comum entre sistemas de culto dos Templos e é “que o
temple é associado com a abundância e prosperidade.” 43 Assim, como no Éden - a
prosperidade e a abundância existiram lá como circunstâncias padrão.44
O jardim foi plantado por Deus (veja o Gênesis 2:8), e talvez por esta razão Ezequiel
chama o Éden de “jardim do Deus” (28:13). Interessante qu a palavra signifique “luxo” e
“deleite.” 45Assim Éden conota uma situação de abundância. Registra também a idéia de que o
jardim foi julgado um lugar sagrado e limpo, apropriado ao rito e a cerimônia ( pré-requisitos
dos Templos israelitas), puro bastante para que Deus ande nele (veja Gênesis 3:8-10).
Além disso, Deus plantou “toda a árvore agradável à vista, e boa para comida”(Gênesis 2:9).
Aparentemente todas ou a maioria das árvores do Jardim produziam frutos, para Adão Deus
disse que “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do
bem e do mal, dela não comerás” (Gênesis 2:16-17). Também, Deus deu “toda a erva que dá
semente e que está sobre a face de toda a terra e toda átvore em que há fruto de árvore que
dá semente; servos-ão para matimento. E todo o animal da terra, e a toda ave do céus, e a
todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para
mentimento.”(Gênesis 1:29-30). O Jardim foi regado por um rio (veja Gênesis 2:10).
Para alguns dos últimos profetas bíblicos, o Jardim do Éden transformou-se um adágio de
prosperidade e frutificação (veja Isaías 51:3; Ezequiel 36:35; Joel 2:3). Cada um destes
elementos – o jardim plantado pela mão de Deus, sua presença divine lá, as frutas e as ervas
projetadas como alimento para o homem e as bestas, o rio de água fornecendo uma fonte de
vida para as plantas - denota um lugar da abundância e de prosperidade.

Conclusão

Em primeiro lugar, o Jardim do Éden transformou-se em um espaço sagrado porque foi criado
pela Deidade, e sua presença foi encontrada lá. Permaneceu sagrado (como os Templos)
porque Deus expulsou aqueles que o profanaram (i.e., Adão e Eva). O Jardim do Éden, como
descrito no livro de Gênesis e em outras partes, contém um número de características que
estão presentes nos Templos israelitas subsequêntes. Estas características incluem
respresentações simbólicas da paisagem primordial: a árvore da vida, as águas sagradas, e a
montanha cósmica.
Além disso, o Jardim do Éden mostrou-se similar em muitos outros aspectos com respeito aos
Temploss israelitas, possuindo uma orientação Leste-Oeste, querubim, vestes sagradas, e foi
associado com a prosperidade e a abundância. O jardim foi associado com revelação divina,
ordenanças sacrificiais e a criação da Terra. Finalmente, a linguagem religiosa descreveu,
similarmente, o Jardim do Éden nos Templos subseqüentes.

(Traduzido por: Edson Artêmio dos Santos, em 16/05/2006)

1 (Nota do Tradutor): Livros apócrifos.


2 Gordon J. Wenham, Genesis 1-15, vol. 1 of Word Biblical Commentary (Waco, Texas: Word
Books, 1987), 86.
3 Veja Kurt Sethe, Patterns in Comparative Religion (New York: New American Library, 1958),
282.
4 Aqui lemos no termo hebraico bðtôk como “meio”, melhor que a leitura tradicional do “meio”
(veja Francis Brown, S. R. Driver, and Charles A. Briggs, A Hebrew and English Lexicon of the Old
Testament, trans. Edward Robison [Oxford: Clarendon, 1977], 1063).. Outras fontes, primárias e
secundárias, colocam árvore no centro do paraíso (veja, para exemplo, Esther C. Quinn, The
Penitence of Adam [University of Mississippi: Romance Monographs, 1980], 113; and Mircea
Eliade, "The Yearning for Paradise," Daedalus
88 [1959]: 257-60). Eliade escreveu muito sobre o centro mítico do universo e de seu
relacionamento com a religião e os templos. Coloca árvore sagrada no centro ou no umbigo do
mundo, que se torna centro mundi do pólo ou da linha central do universo. A árvore sagrada é
encontrada sempre no alto de uma montanha sagrada, e as duas características da paisagem,
montanha e a árvore, conecta o céu e a terra, permitindo a humanidade a comunicação com os
deuses.
5 A “árvore do conhecimento do bem e do mal”como a árvore da morte, ver Ingvild Saelid
Gilhus, “a árvore da vida e a árvore da morte”, Religion: Journal of Religion and Religions 17
(Oct. 1987): 337-53.
6 Ver Carol L. Meyers, The Tabernacle Menorah (Missoula: Scholars, 1976), 36-38.
7 Veja também o ibid., passim.
8 Cf. 3 Enoch 19:4.
9 Sobre o assunto da orientação espacial, veja John D. Wilkinson, "Orientation, Jewish and
Christian," Palestine Exploration Quarterly 116 (1984): 16-30; L. A. Snijders, "L'orientation du
temple de Jerusalem," Oudtestamentische Studiën 14 (1965): 214-34; Hans J. Klimkeit, "Spatial
Orientation in Mythical Thinking
as Exemplified in Ancient Egypt: Considerations toward a Geography of Religions," History of
Religions 14 (1975): 266-81; B. Diebner, "Die Orientierung des Jerusalemer Tempels und die
‘Sacred Direction' der frühchristlichen Kirchen," Zeitschrift des Deutschen Palästina-Vereins 87
(1971): 153-66; and Bezalel Porten, "The Structure and Orientation of the Jewish Temple at
Elephantine—A Revised Plan of the Jewish District," Journal of the American Oriental Society 81
(1961): 38-42.

10 A palavra oriente tem laços etimológicos ao termo do leste. F. Landsberger explicou que
“etimológicamente”, ‘a orientação’ significa um giro para o leste” ("The Sacred Direction in
Synagogue and Church", Hebrew Union College Annual 28 [1957]: 181).
11 Além das implicações bíblicas neste assunto da orientação leste-oeste do jardim, duas
passagens
do pseudoepigráfos fazem conexões ao assuntod (veja Sibylline Oracles 3:24-26 and 2 Enoch
30:13-14).
12 Cf. 3 Enoch 18:19; 19:4.
13 Para o significado de templum, veja o The Concise Oxford Dictionary of English Etymology,
ed. T. F. Hoad (Oxford: Clarendon, 1986), 485; Henry Corbin, Temple and Contemplation, trans.
Philip Sherrard (London: Islamic, 1986), 386, first published in 1980 sob o título templo e
comtemplação. Veja também a aproximação lingüística ao templum da palavra perto Palmira
Cipriano, Templum (Roma: Di de Prima Cattedra Glottologia Universita, 1983). Mais, sobre o
relacionamento etimológico entre as palavras tempus e templum, ver Hermann Usener,
Goettername (Bonn: Cohen, 1929), 191-93; Albrecht Blumenthal, "Templum," Klio 27 (1934): 1-
13; Kurt Latte, "Augur und Templum in der Varronischen Augurformel," Philologus: Zeitschrift
für das klassische Altertum 97 (1948):143-59.
14 Wilhelm Kroll indicação em "Mundus" em Pauly-Wissowa, der de Realencyclopaedie
classischen Altertumswissenschaft, 24 vols. (Estugarda: Metzler, 1893), 16:1.563. demonstra a
conexão central entre os quatro sentidos cardiais e o templo, “daqui onde as quatro regiões
juntam-se.”cruzar-se as linhas, cardo e decumanus, são discutidas em Werner Müller, Die
heilige Stadt, Roma quadrata, himmlisches Jerusalem und die Myth vom Weltnabel (Stuttgart:
Kohlhammer, 1961), 9-21; Ellis Hesselmeyer, "Decumanus," Klio 28 (1935): 133-79; and Stefan
Weinstock, "Templum," Romisch Mittheilungen 47 (1932): 100-103.
15 As publicações que tratam da montanha cósmica no Oriente Próximo antigo é extensiva.
Veja, por exemplo, Richard J. Clifford, "The Cosmic Mountain in Canaan and the Old
Testament," Biblica 55 (1974): 443-46; Robert L. Cohn, The Shape of Sacred Space: Four Biblical
Studies (Chico: Scholars, 1981); W. Gaerte, "Komische Vorstellungen im Bilde prähistorischer
Zeit: Erdberg, Himmelsberg, Erdnabel und Weltenströme," Anthropos 9 (1913): 956-79.
16 John M. Lundquist, "What Is a Temple? A Preliminary Typology," in this volume, Temples of
the Ancient World, 93-94. Posted by permission on
http://home.uchicago.edu/~spackman/temple
17 Muitos autores modernos investigaram aspectos diferentes do monte primordial. Maurice
A. Canney, "The Primordial Mound," Journal of the Manchester University Egyptian and
Oriental Society 20 (1936): 25-40, investiga restos da tradição primordial do monte durante
todo o antigo oriente próximo e pos-tbiblico, incluindo Egípcios, Babilônios, Samaritanos,
Judeus, e culturas Cristãs (veja também E. A. E. Reymond, The Mythical Origin of the Egyptian
Temple [New York: Barnes and Noble, 1969], 46-47, 59, and 266; and Lundquist, "What Is a
Temple?" 84-86).
18 Veja Canney, " The Primordial Mound”, 25-40.
19 Lundquist, "What Is a Temple?" 86.

20 Veja o ibid., 86-87. Sumário de Lundquist a proposção está correta que "a montanha
cosmica representa olugar alto primordial, o lugar que primeiramente imergiu das águas que
cobríam a Terra durante o processo da criação "(86).
21 Veja o ibid.
22 Ibid., 85-86.
23 Moshe Weinfeld, "Sabbath, Temple, and the Enthronement of the Lord: The Problem of the
‘Sitz im Leben' of Genesis 1:1-2:3," Melanges Bibliques et Orientaux (1981): 501-12.
24 Loren R. Fisher, "The Temple Quarter," Journal of Semitic Studies 8 (1963): 41.
25 Veja P. J. Kearney, "Creation and Liturgy: The P Redaction of Exodus 25-40," Zeitschrift für die
alttestamentliche Wissenschaft 89 (1977): 375-87.
26 Ibid., 384-87.
27 A religião assíria antiga teve o equivalente ao querubim israelita. Menahem Haran, "The Ark
and the Cherubim: Their Symbolic Significance in Biblical Ritual," Israel Exploration Journal 9
(1959): 30-38,89-94, identifica o cherubic-tipo seres pertencentes às religiões da Mesopotâmia
(92-94).
28 Para várias aproximações ao assunto e a natureza do querubim, ver R. H. Pfeiffer,
"Cherubim," Journal of Biblical Literature 41 (1922): 249-50; Édouard (Paul) Dhorme, "Les
Cherubins," Revue biblique 35 (1926): 328-58, 481-95; and William F. Albright, "What Were the
Cherubim?" Biblical Archaeologist (1938): 1-3.
29 Eliade, "Yearning for Paradise," 260.
30 Ibid., 256
31 Na significação e no simbolismo do sacrifício na bíblia, ver Baruch A. Levine, In the Presence
of the Lord (Leiden: Brill, 1974); and N. Kiuchi, The Purification Offering in the Priestly
Literature: Its Meaning and Function (Sheffield: Sheffield Academic Press, 1987). Nos aspectos
sociais do sacrifício, veja Gary A.Anderson, Sacrifices and Offerings in Ancient Israel: Studies in
their Social and Political Importance (Atlanta: Scholars, 1987), 27-55.
32 Robert S. Candlish, Studies in Genesis (Grand Rapids: Kregal, 1979), 82.
33 Books of Adam and Eve 9:3-4; cf. 29:4; Jubilees 3:27-28; Exôdo 29:18; 30:34.
34 Gordon Wenham, "Sanctuary Symbolism in the Garden of Eden Story," Proceedings of the
Ninth World Congress of Jewish Studies, Jerusalem, August 4-12, 1985 (Jerusalem: World Union
of Jewish Studies,1986): 21.
35 Os comentadores rabínicos viram outras conexões entre o Templo e o Jardim. Por exemplo,
Genesis Rabbah 21:8 comparam o expulsão de Adão e Eva do Éden à destruição do Templo.
36 R. Laird Harris, ed., Theological Wordbook of the Old Testament, 2 vols. (Chicago: Moody,
1980),2:640.
37 Léxico in Veteris, 670-71, citiando o Exôdo 13:5. Cf. também o uso do cabad em Zechariah
3:8. Onde O ramo messiânico do título é encontrada. ' o abad é "uma raiz árabe que significa '
adorar, obedecer ' (deus)" (Theological Wordbook do testament velho, 2:639).
38 De acordo com Jastrow, o avodah do termo (' do abad) tem a referência ao "espaço
requerido atendendo a planta "(Marcus Jastrow, A Dictionary of the Targumim, the Talmud
Babli and Yerushalmi, and the Midrashic Literature [New York: Pardes, 1950], 1036). Meus
agradecimentos a Robert C. Robbins, um do meu estudantes hebreus, para apontar esta fonte
para fora de mim.

39 TTS, 26.
40 A leitura da KJV está também correta: "da presença do SENHOR Deus."
41 Um dos temas tipologicos de Lundquist inclui "dentro do temple. . . adoração. . . são
vestidos " (Lundquist, "What Is a Temple?" 97).
42 Veja Books of Adam and Eve 20:5.
43 Lundquist, "What Is a Temple?" 97.
44 De acordo com materiais pseudeoepígrafos, durante o estado pristino encontrado no Éden,
toda a vida animal podia falar (veja Book of Jubilees 3:28) e todos os seres comunicacavam-se
com Deus (veja o Testament of Adam 1:10; 2:7). A escuridão não foi conhecida por seus
habitantes, porque tiveram a luz perpétua (veja 2 Enoch 31:2). Ninguém conheceu a dor,
doença ou a morte, porque a fruta da vegetação ofereceram a vida contínua.
45 Brown, Driver, and Briggs, Hebrew and English Lexicon of the Old Testament, 726.
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Por Donald W. Parry, em Temples of the Ancient World. Donald W. Parry and Stephen D. Ricks
eds., (Salt Lake City: Deseret Book and FARMS, 1994.): 126-152.

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