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C Â MARA DO S DE P UT A DOS

AN~L\IS
DA

COMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO "

P /lRECERES E RELATÓRIOS D/JS SVBC0/71/SSÕ,o /

ORGAN IZADOS PELA REDAÇÃO DE ANAIS


E DOCUMENTOS P ARLAMENTARES

IMPRENSA NACIONAL * RIO DE JANEIRO * BRASIL * 1948


CÂMARA DOS DEPUTADOS ,

ANAIS
DA

COMISSÃO · DA ~ONSTITUIÇÃO .
I
I' ARECERES E RELATÓRIOS DAS SUBCOJ!1ISSÕES 1

ORGANIZADOS PELA REDAÇÃO DE ANAIS


E DOCUMENTOS PARLAMENTARES

IMPRENSA NACIONAL * RI O. DE JANEIRO * BRASIL * 1943


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PRIMEIRA SUBCOMISSÃO
Da Organização Federal

Nós, 'Os representantes do p ov0 bra- 2 - a indepenC.-ência e harmonfa


tileir-0, reunidos em As&embléia Cons- w s poderes ent:re si;
tituillte pa.ra dot.:i.r o Brasil de uma 3 - a temporariedade das funções
nov:::. Constituição, capaz c1e lhe asse·- eletivas;
gurar a unidade, a crd·em, a liberda- 4 - as g.:i,rantias do p-oder ju:licià-
J.e, <. justiça. é o/ bem estar social --' rio;
pondo a nossa co11fianç,:i, em Deus 5 - a alfovncmia dos mLmicíplr,s.
- c.<t:cretamos e promulgamos a se- Art. 6. 0 • Ir.cumbe a cada est.aoo
guint-t prover, a exp-e-nsas próprias, às ne-
OOB'itia des ae seu govêrno e admids-
' traçãr1; a U11ilíc., porém, prestará so-
corros ao r,st-a.do que, em caso de c.'l.-
Constituição dos Estados lamidac'.c<~ púb:,ca, os solicitar .
Unidos do Brasil Art . 7. 0 . A União não poderá inter-
vir em negócios peculiàres aos esta-
CAPÍTULO PRIMEIRO dos salvo para manter a integridade
naci-Oillal. Cumpr.e-lhe, entretlj,nto,
LISPOSIÇÓES PRELIMINARES atender às requisições· tle fôrca que
lhe s·ejam: · - '
Art. l.º O Brasil, c'Onstituido em a) solic,itadas ,pelos governadores
estado federa.l. com base na divtsã-0 dos e-stadcs, para o restabelecimento
do reu território em e::tados federa- da ordem e trnnquilida.de pública;
âos, distrito fe,deral e ·territórioo,
mantém a forma republicana de go- b) requi,itadJ.S pelos tribunais judi-
vêrno, sob o regime representa.tive. ciári'Os para garantia de poose e livre
exercício de c;.ualquer c:os órgãos dos
Art. 2. 0 . E' mantida a atual divisão poderes lt1ca!s e para assegru·ar a exe-
poiitica e territorial. cução de Sl!f).S decisões.
Art. 8. 0 . No 'c aso de .conflito entre
Art. 3.0 • Os estados P'::>dem incor- os esta.dos, motivado por que;tã::> de
:vorar-se entre si, subdividiii:-se, para lilnites, incumbe à UnHio restabelêCe1·
se anexar a outr(}s ou formar ne>vos a ordem, ocupando e administrando
esiad.os, mediante voto C.·a.3 respedi- a zona contestada até a solucão do
vas 11ssembléias legislativas, em duas litígio. ·
1-e-gislaturas sucessivas e aprovação do
Cc-ngresso Nacie>nal. Art . 9. 0 . Os murlicípios serão org·a-
nizadcs de forma que lhes fiquem as-
Art. 4. 0 • O distrito federal é a ca- segurados:
pital da União. 1 - a auton01n!a, pe-la eletivid;:tc:e
Art . 5. 0 , Cada estad'o ~ ·erá organi- füreta d{) p1·efeito e d•o.s. v·e rnadores
zado e regido pela Constituição e pe- .à câmara municipal, ·excetuad0is· os
Ji1s leis que adotar, contanto que ob- prefeitos das capitais dos estados e
serve esta Constituição e, especial- das estâncias hidra-minerais e clima-
mente, respeite e assegure: téricas, que ,pode;rão ser ·nome'1dots
pel0 govêrno do estado;
í - a eletividade do chefe do Po·· 2 - a administração própria de
d12r Executivo e da Assembléia Le- tudo quanto respeito ao seu peculiar
gislc.!W.va. interêsse e e::pecialmente:
4

I - a decretação C:e impostos e ta- XVI - fazer o 1'>eeenseametó ge-


xas, anecadação e aplicação de su'ts ral da população;
rendas ; XVII - conceder anistia;
II ____: a organização dos serviços ele XVIII - legislar sôbre:
sua competência. · _ a) <iireito civil, comercial, penal,
Art . 10. o distrito federal será ad- do traoalh'o, aéree e prooessual; re-
ministrado por um prefeito de_ no- gistros públicoo e juntas comerciais~
meação do presidente da República e b) direito e1eitoral, dispondo a l&
por uma câma.ra ele~ta pel'O pov_o, à sôbre a preferência limitadi'.'t, para o;;;
-qual caberão as funçOês dellberat1va.s. candidatos diplomáticos em politica e
ParáeTafo único - A· lei orgaruza- administração;
rá a admmistração do distrito fe - e) organização judiciária da UniãG,
óeral. do distrito · federal e C:IOs territórios;
d) d·Esapropriaçõe·s, J'equisições ci-
Art. 11. Compete privativamente à vis e militares, em tempo de gu.c:rr-a ;
União: e) regime dos portos e naveg.1çãs
I - manter as r-elações com oo es- . de cabotagem, assegurada a exclusi-
tados estrangeir·OS e cel-ebrar tratados vidade desta, quanto a me-rcadocr:ias,
e convenções inte_rnacionais;
n - concedtr 'Ou -negar pa.ssagem a aosf) navios nacionair>;
naturalillação, entrada e expul-
fôrcas estrangeira:; pelo tera·itório na- são de ·e stnmgeiros, extradição, emi-
cio1ial; gração e imigraçã:o, pod·endo ser proi-
III -- dechra1· a guerra e fazer a bidas em razão C:a procedência -0u to-
~,az·

l· IV - re.õolv.;r definitivamente sô- talme·n te;


g) .sistema de medidas;
tre os limites do território nacional; h) estatísticas de interêsse coletivo ;
V - organizar a defesa externa, . i) comércio exterior e interestadual
a policia e segurança das fronteiras e instituições de crédito; câmbio e
::.s íôrças armadas; tran.sferência de v·alor-e:s• para fora d()
Vl - autorizar a produçãio e 1•egu- · país; normas gerais sôbre o tra~­
lar e fiscaliza1· o comércio de material lho a produçã:o e o consumo, poden-
de guerra; - do estabelecer limitações exigidas pele
VII - man\,ér ·(),} serviç•os de cor- bem público; ·
reios ; j) bens d-o domínio federal, rique-
VIII -.- ·explora.r ou dar em conces- zas do subsolo, mineração, metalur-
são os serviço de telégrafos, rádio- gia, armas, energia hidráulio'.'t, flo-
C{,municações .e ·naveg.ação. aérea, m- restas caç.a ç ptsca;
clusive as instalaçõss de pouso, bem k) conC'.foõe~ de capacidade para' e
como as vias férreas. que liguem por- exercício dê oro:fü&~õ-es.
tos marítimos e fr'Ónteiras nacionais Parágrafo Único. Os servidores fe-
ou transponham o limite dum es- denüs, bem P-omo os atos e decisõe.s
taco; das autorid,ades da Ulil.ião. serão exe-
IX - .e,. tabelecer o plano nacioTu;Ll cutados em todo o territóÍ:io nacional.
de viação férr-ea e o de estrada de ro- por funcionários fed erais; mas, em
0

dagem e r.egulamentar -0 tráfego rodo- casos especiai:o, em hav·end'o anuência.


viáric interestadual. · dos g-ovêrnos dos estados, pod·er-
X __ c1·iar e nmEter alfândegas e lhes-á ser confiada a execução.
-e:1 ll ·spostos;
Art. 22: Compete privativamente
XI ~ p1"over avs serviços da políci:a aos .e stados ex-erc·er . todo e qualquer
manLima aér·e a e de fronteira, sem poc·er que lhes não S·e ja negad<J ex-
pre3i.úzo dos serviçcs' policiais dos es- pressa ; ou implíci-t a,mente tp'Olr 1esta
taclus; Constituição.
XII - fixar o sistema monetário,
cunhar ·E· emitir moeda, ini'i tituir ban- Art. 13. Compete concorrentemen-
co de emissão; te à União e ª°'"° Estaclos:
XIII :___ r·egular e fiscalizar -as ope- I - velar 1m .gua.rda da Constitui-
r.ações de bancos, seguros e · caixas ção e das leis;
econômicas particular-es; II - cui·dar da saúde e assistência
·XIV - traçar normas gerais sôbre pública;
o ensin'O secuncJário e superior; III - fiscalizar a aplicação das leis
XV - organizar a administração s0ciais;
C.·o,~ territórios e do distrito· federal IV - difundir a educação popular;
e os serviços nele reservados à Uniã-o; V - . promover a col:onização.
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- 5 -

Parágrafo único. Cumpre à União 1 - as terras devolutas ,,ituadas


organizar a çi-efesa permanente contr1:i. em seus respectivos territórios.
es efeitos de seca, sem exclusão das 2 - as ·m árgens dos ri'()s e lagos
i11iciativa1s· estaâuais . navegáveis, · destinados ao uso públi-
Art. 14. E' v.cd.i.do à União, aos Es- cn. •
tados, ao Distrito Federal e aos mu- CAPíTULO SEGUNDO
J1icípi'os:
1 - criar C:istinções entre brasiiei- SEÇÃO PRIMEIRA
ros n1.tos, ou pref-erênciais em ·favor
de uns contra outros; Da Orgcmização dos Poderes
2 - estabc1ecer. subvencionar, ou
embaraçar/ o exerdcio de cultos reli- Art . 20. Divide-se o pod·er público,
giosos; · quanto à seu e·xercício, em legislati-
3 - pr~crever leis retroativas vo, executivo e judiciário, indepen-
4 __:.._ criar impostos de trânsitos pe]lo dentes ~e harmônicos entre si'.
território de um Estado, óu na passa- R1rágrafo único: O cidadão inves-
gem de um para Qutro, s-0bre produ- tido nas funções .de qualquer dos po-
too próprios, de out:i:os Estados ou deres nã'O po:!erá exercer as de ou-
estrangeiros, bem .a ssim sôbr.e os veí- tro. ·
culos que -0s transpm::tarem;
5 - impedir ou embaraçar, em tem- Sala da Sub-Comissão, em 28 de
po de paz, o livre trânsito de pessoas março <le 1946. - Clodomir Caràoso,
eu mercadorias, em qualquer ponto do Rr.esiáente, com r.estriçõer'>', nos têr-
í&ritório nacional salvo po.r. motivo mos do substitutivo. Ataliba
lle saúde pública; ' Nogueira, Relator. - Argemiro Fi-
6 - tributar bens, rendas e servi- gueiredo, corh restrição quant'o à au-
os tms dos 'Outros. tonomia do Dsitrito Federal.
Parágrafo único . Os serviços pú~
]ilicc.s concediC:oo não gozam de ii~en ­ SUBSTITUTIVO
,ão tributária, salvo a que lhes for ou- Nós os representantes do Povo bra-
torgada, no interêsse comum, por lei sileil'o, ;reunidos em Assembléia Cons-
~special da entidade tributante.
tituinte p.:i..ra dotar o Brasil de uma -
Art . . 15. Nenhuma 1:i.U:toridad;e fe- nova Coni>tituiçã'O, capaz de lhe as-
deral, estadual ou munici~l, recusará segurar a unidade a ordem a liber-
fé aos documentos emanados de e-ade, a justiça· e o bem estar social
l{Ualqner delas. - pondo a -nossa confiança em Deus
Art. 16. E' defes'O aos ·e stados e - decretamos e pr-0mulg·1mos a se-
,guinte
!rnlt(nicír-~c.s C'onltrainem empréstimo
externo, sem autorizi;ição do senado
. flederal.
Art. 17 . E' defe.w aos est:idos de- Constituição dos Estados
negarem a extradição de criminosos Unidos do Brasil
.solicitada C:-e ac'ôrdo com as leis da
União, pelas justiças !ceais. Art. l.º - O BraSil, sob a deno-
Art. 18. Incluem-se entre IOS bens minação de Estados Unidos do Brasil,
do domínio da União. constitui uma República federativa,
governada sob o regime de represen -
1 - os lagos e rios em terrenos de tação popular.
1reu domínio, ou que banhem mais de
llm estado sirvam de limites com ou- Art. 2.0 - A União é integrada pe-
tros países ou se estenct.:i.m a territó- los Estados e Territórios atuais e peZO
1rios estrangeiros. Distrito Federal.
2 - as ilhas fluviais e lacmli·es em Art. 3. 0 - O território federal com-
zona das fr'onteiras com outros pai- preend.e todo o território brasileiro e
lles; poderá ser acrescido. de acôrdo com
3 - · a faixa de território incfupen- . _o direito internacional e a lei brasi-
sável à defesa das fronteiras, fortifi- leira, vedadn a guerra de conquista.
~ações construções filitares e estra-
d:tS de feno federais . Art 4. 0 - Os Estados podem in-
corporar-se entre si, subdividir~e,
Art. 19. Incluem-se entre os bens para se aneX:lr a outros, ·-0u formar
li.i:> C::omínio estadual. nove& e~tados :rrw;diante aquiescência
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cres !l'espectiva.s aE:..s,emibléias legisla- VII - para assegurar a observân -


tivas em duas legislaturas, e aprova- cia dos princípios constitucionais
ção do Poder Legislativo. enumerados no art . 7. 0 •
VIII - para reorganizar tis finan -
Art. 5.º - A c•:i.pital da União é o cas do Estado, quando êste, sem m o-
Distri 1Jo P.ederal. tivo de fôrça maior, suspender, po:r
Art. 6. 0 - A. bandeira, o hino, o · mais de dois anos consecutivos, o ser -
escudo e as annàs nacionais são de viço da sua dívida fundada .
uso cbrigatório em todo o país, e não § 1.º - Entre as razões q·ue podem
poderão os Estados terem símbolos dar lugar à intervenção, no caso do
correspondentes. A lei r egulará o u so n. 0 V compreende-Se as diliculdades
ã.os símbolos nacionais. · opostas à execução de lei oú decreto
do Poder Legislativo, e de decisão ou
·Art. 7.0 - Càda Estado será ürga- ordem do Poder Judiciário, bem co-
nizado e regido pela Constituição e mo a falta injustificável de. paga-
pelas leis que adotar, contanto que 1nento, vor mais de três meses, no
obseTVe esta Constituição e, ·espeda.1- mesmo exercício íinanceiro, dos ven -
mente, respeite e assegure: cimentos de. urn ou mai s magistrados.
I - a federação e a forma repu - § 2.0 - A intervenção, no caso do
blica.na representativa do seu· govêr- n. 0 VIII, ainda quanto aôs Estados já
no; - em atrazo no po.,gamento da sua . .dí-
II - a independência e ·harmonki vida fundada, não se poderá e1etuar
dos poderes ; . antes de decorrido.s dois anos, conta -
III - a temporariedade das fun- dos da data desta Constituição. __
ções eletivas, qiie se não poderão ~s­ Art . 10 - Comvete ao Presidente
tender par períodos maiores que os
das funções federais correspondentes, da Re11ública dec1·etar a intervencaó
proibída a reeleição dos governadores nos casos dos ns . I a VI do artigo
e vreteitos para o período imediato; anterior.
IX - a autonomi'a do-s municípios; § 1.º - A decret acão n os três últi-
V - as garanti.as do Poder Judiciá- mos desses casos devende :
r io local ; !i a) - no- caso do n. IV, de pr évia-
VI - a pi·estação de contias da ad- autorização do Senado;
ministi:ação; · b) - no do n. 0 V, de solicitação do
VII - a possibilidade da reforma Poder Legislativo ou do poder ExP,-
constitucional a qualquer tempo e a cutivo, conforine a coação seja exer-
competêJwia •do Poder !Legislativo cida contra o primeiro ou contra o
para decretá-la . seg·undo, e de requisição do Supremo
Tribunal Federal, se fôr o Judiciário
Art. 8.0 - os Estados proverão a o voder coagido,
·e xpensas próprias às necessidades do e ) no caso do n. 0 VI, de requisição
seu govêrno e da ,~·ua a;dministração, do Su'P'remo Triauiwl Federal, ou, se
cmnprindo, porém, à União prestar- a ordem ou decisi": fôr da justiça
lhes socorros, quando solicitado, em eieiloral, de requisição do Tribunal
caso de calamidade pública . Superior Eleitoral .
Art. 9.0 ~ O Govêrno Federal não . § 2. 0 - Em quc,zquer dos cinco vri -
'intervirá nos negócios peculiares aos meiros casos, d3crretoda a interven-
Estados, salvo: ção. o President.i3 da República a su?-
I - par a manter a integridade n a- meterá iinedjal<t1:ient~ ao Poder Le -
cional ; gislativo, que, se não estiver funcio-
II - para repelir invasão estran- nando, será convocado .
geira, ou de um E<stado em outro;
§ 3.º - Os representantes dos po -
III - para assegurar a éxecução de deres estaduais eletivos, ao solicitar
l ei federal; a intervenção, de.v erão prdvar a l egi -
IV - para por têrmo à guerra ci - timidade do seu exercício, mediante
vi l; atestado do T ribunal Superior E lei - .
V - para gar atir o livr e exercício toral.
de qualquer dos poderes públicos es - Art. 11 - A i ntervenção será de -
taduais; cretada vo r lei federal nos ca1sos dos
VI - para assegúrar a execução de ns . VII .e VIII do art . 8.0 •
ordem ou decisão de juiz ou tribunal Par ágrafo único . N o caso do n. 0 VII
Jeii,t;1 cil, mna vez decretada, a i ntervenção se-
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·.rã submetida pelo Procuradoria Ge- para a instalação, exploração e adnti-


ral da RepúSlica, e só será levada a nis.tração de servti!ços público>S 1no-
.efedto se êste a declarar constitucio- miins.
nal. § 1.º Os municípios poderão ser 01·-
~t. 12. O ato que decretar a in- gcmizados por lei ordinária, mas dtt
tervenção fixar-lhe-á o objeto, a am- Constituição do Estado há de cons-
_plitude e o prazo, estabelecendo os tar a condição que possa dar lugar Q,
têrnws em que deverá ser executada. supressão de qualquer deles, e outra
§ l.º Se houver de ser nomeado In- não será ·ela senão a reduçã,o da ren-
tervento1·, também essa nomeação da municipal àquém de um certo 1ní-
constará do ato, salvo s_e a interven- nimo. '
ção for deçretada por 'lei (art. T. 0 , § 2.º São nwntidos os municípios
ns . VII e VIII), porque, neste caso, o atuaiS, sujeitos, entretanto, às nGvas
Interventor não será nomeado pelo leis orgânicas. '
.Pode.r Legislativo, mas pelo Senado, Att. 15. O Govêrno -estadual pode-
ou mediante delegação deste, pelo rá inte.r vir nos muni'Cípios para lhes
Presidente da República . regularizar ·as finanças, isto quando
§ 2.º Quando motivada pela in-
constitucionalidade de uma lei, ou de . se ve1·ijique impontualidade nos ser-
viços de empréstimo garantido pelo
-um dispositivo legal, cuja suspensão Esfado, oii falta de pagamento da dí-
baste para que se restabeleça a nor- vida fundacla municipal por mais de
malidade ao · regímen, a intervenção,
dois anos consecutivos, obser vadas,
uma vez decret-!tda, se'l"á executada no que for aplicável, as· normas dos
pe.lo Senado, !'! ne;gsa suspensão deve- artigos.
rá consistir. . .
§ 3. 0 Sempre que a intervenção não Art . 16. O;S Territórios serão. regi-
tivei· por o:ausa ato do Poder Executi- dos por lei especial, é o Poder Legis-
vo, e a situação puder ser solvida pe- lativo poderá dividi-los, anexár um. a
.la. cooperação da fôrça federal com o outro, ou convertê-los em Estados .
GO'lfêrno do Estado, poderá a autori-
dade a 'que compe,tir decretá-la, optar · Art. 17. O Distrito Federal será
por .essa solução. administrado por um prefeito de no-,
Art. 13. - Fora do caso previsto no meação do Presidente da República e
art. 12, § 2. 0 a intervenção será exe- por uma Gâma.ra, elei'Ga pelo povo, à
cutada pelo Presidente da República . qual c,:i,berão as funções deliberativas.
§ L 0 A lei mganizará a administra-
Nos casos em que a intiervenção de-•
pende de requisição do Supremo Tri- ção do Distrit'o Federal.
§ 2. 0 A receita do Distrito Federa,l
bunal Federal, ou do Tribunal Sue-
rior Eleitoral (art. 10, letra b e c), é constituicla pór tJributos corre:spon-
poderá aquele que a houver feito co- dentes aos que cabem aos municípios
missionar um juiz para .tornar efetiva e aos Estados.
ou fiscalizar a execução da · decisão Art. 18. Compete privativamente à
ou ordem. . União: ~
Art. 14. Na organização dos muni- I - m1::mter a·elações com os Estados
cípios cumpre aos Estados assegurar- 'e,:;trangeiro.s e celebrar tratados e
lhes a ·autonomia em tudo que res- con ·.r:enções internacionais;
peite ao seu peculiar · interêsse, espe- II - declarar a guerra se não rou-
cialmente ãuanto: ber ou malograr-"e o recurso do ar-
a) a elegibilidade dos prefeitos e bitramento, e fazer a paz;
vereadores, excetuados os prefeitos III - ccmceder Pl:i,ssagem a forças
das capitais e das e-stâncias hidro- estrangeiras pelo território nacional;
minerais, que poderão ser de livre IV - 0 rganizar administrativa e
nomeação e demissão do govêrno do · ·judicialmente o Distrito Fe.d eral e os
Est:ado; Territóri'OB;
b) aos impostos de caráter muni- V - resolver definitivamente sôbre
cipal criados por esta Constituição, os limites do.s Estados entre si, do
ou .que o Estado criar, as quais só- Distrito Federal e do Territóna na-
mente pelos 1nunicipios poderão se·r ciona.I ·com o dos outros países;
deci·etados;
VI - org.:i,nizar a ,c'.·efesa externa.
c) à orgànizaçdo das repartições, e,. as fôrças armadas a polícia e segu-
em geral, dos serviços municipais; rança das fronteira.s;
d) à faculdade que assiste aos mu- VII - autorizar a produçãb e fis-
nicípios de uma mesma região de se caJ!zar o .comércLo de maiterkü de
agruparem num órgão autarquico guerra;
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VIII - manter os ·serviços de cor- florestas, caça e pesca e sua explo-


reios; ração;
IX "-- criar e manter alfândegas e m) direito civil. direito comerci!a.l,
entrepostos; direito aéreo, ,c:ireíto operári'O, direito
. X - prover aos serviços da polícia cessual;
marítima e portuária, sem prejuír.o n) desapropriações e requisições mi-
doi: serviços d'Os Estados; lita·res em tempo de guerra;
XI - explorar ou .cJia.r em concessão o) condições de capa-c idade para o
os serviços d telégrafos, rádio-cmnu- exercício de profisões· lib-ei·ais;
nicação e navegação aérea, inclusive p) direito de autor ; imprensa; di-
as instalações de pouso, bem como as l"eito de assoc1ação, de reunião, de ir
via.s férreas que liguem .qiretamente e vir; J·egistro público e mudiinça de
pcrtvs marítim'Os a fronteiras nia.cio- nome;
iilais ou transponham os limites de q) privilégios de invento, assi~
u.m Estado; como a proteção dos niodelos marcas
XII - traçar as diretrizes ,c a edu- e outras c•esignações de merêadorias;
cação nacional; i-) cooperativas e instituições destL
XIII - fiscalizar as oper'l.çêies de nadas a re<:olher e empregar a eco-
bancos, seguros e caixas econômicas nomia popular;
pr.rticula.re;S•; . . · s) regime de seguros e su1:t fiscali-
XIV - emitir moeda, instituir ban- zação;
cos de emissão; t ) normas fundamentais da defesa
XV - fazer o recenseamento geral e proteção da saúde, especialmente da.
da população; saúde da criança;
XVI - conceder anisti,a.; u) unificaçãlo e estandardiz,:tção dos
XVII - legislar acerca das maté- estabelecimentos e instalações elétri-
rias de que tratam os ns. IV, V, cas, bem como as medid ~· de segu-
VI, VII, IX, X, XII, XV e XVI, rança que devam ser adotaC:as nas
supra, bem corno a respeito das se- indústrias de , pri:-dução de energi111.
guintes: elétrica; o regime das linhas para as
a) naturalização; entra.dia. de pes- correntes de alta tensão, quando
soas no território nacional e saída transponham os limites de um Es-
pa.ra o exterior, expulsão de estran- tado; -
geiros, extradição, emigração e imi- v) o regime dos teatros e · ci.nema-
gração, podendo a imigm.ção ser ,tógrafos;
proibida em razão da procedência, ou x) organização, instt_ução, justiça e
totalmente; garantia das fôrças policiais dos Es-
b) prnc'llção e comércio de armas tados e sua utilizaão como re"Serva
munições- e explosivos; do exército.
c) finanças federais, moeda, crédi- Parágrafo único. Os serviços fe-
to, bolsa e banco; derais bem como os atos e decisões
d) · comércio exterior ·e interesta- dais autorie1 ,des da União, serã'O exe~
1

dual, câmbio e tr1a.nsferência de va- cutados em todo o país, por funcio-


lores para fora do país; . nários federais; mas mediante acôr-
e) normas gera.is sôbre 1:> trabaiho do com os govêrnos dos Estados, po-
a produção e o consumo, podendo es- derá ser-lhes confiada essa execução.
t abelecer as limitadas exigidas pelo Art. 19. Compete privativa.mente
bem público; aos Estados exercer todo e · qualquer
f) monopólios ou estadização de pot,;u qu·e ~ · estia, Con;-tituição lhes
i>ndustr~1is; não seja .negado expressa ou impli-
g) pes•os e meclic>as, modelos, título citamente.
e garantia dO:s• metais preciosos;
Art. 20. Os Estados 71odern 1egislar
h) estatisticas de interêsse coletivo; acêrca das matérias que coinpetern tJ,
í) telégrafos e rádio-comunicação; uniao:
1) comunicações e transportes por I - rnediante autorização do Poder
via. férrea, via d'água, via 1:térea ou Legislativo quando se trate de. maté-
por estradas de ;r.odagem, se tiverem r i a que interêsse ao Estado de rnodo
caráter internacional ou interesta dual; '!!redominante, caso _em que a lei
k) navegação de cabotaggem, só estadual a . regulará. ou suprirá a la~
permitid,a,, quant'O a merca.dorias, aos cuna da, lei federal;
navios nacionai;S·; II - independentemente de auto-
l) bens do domínio federal, minas, rização, se, sendo a matéria alguma
metarlurgia, energia hidáulica, águas, d<J.,s seguintes, não houver lei federal
- 9-

rJUe a regule, for deficiente a lei fe - Art. 24. Mediante acôrdo com o
ieral ou houver peculiaridade locais Govêrno Federal, poderão os Estados
a qué o Estado deva atender; incumbir fimcionários da União da
a) riquezas do subsolõ, 11iineração execução de leis, serviços, atos ou de-
metalurgia., .. águas, energia hidro-ele- cisões do seu govêrno.
trica, "florestas, caça e pesca .e sua ex-
Art. 25. Compete concorrentemen-
ploração;
b) rádi,p-comunicaç!fo, ·regime de te à União e aos · Estados.
. eletricidaàe, salvo o disposto no n. 0 24 I - velar na guarda dq, Constitui-
do art. 18; ção e das lei:.s-; -
c) assistência pública, obras de hi -
II - cuidar das saúde e assistên-
giene popular, casas de ·saúde, clíni- cia públicas;
cas, estações de ·clima e fontes medi- III - proteger as belezas naturais
cinais; e os monumentos de valor histórico
d) organizações 'Públicas, que te- ·ou artístico, podendo ~mpedir a eva-
nham por fim a concili ação extra- são das obras de arte;
judicial nos litígios, Dil a decisão ar- IV - promover a colonização;
bitral; .. V - fiscalizar ti aplicação das leis
e) medidas de polícia para a prote- sociais; •
ção das plantas e dos rebanhos con- . . VI - difundir a instruçcío pública
tra as moiéstias · oiL agentes nocivos; em todos os graus.
f) crédito agrícola incluídas as co- Parágrafo fu1ioo. Cumpre à União
operativas entre· agricultores; organiz,?.r a defesa parmanente, con-
g) processo judicial ou extr.a -judj- tra os ef.eit·os da seca, nas zonas atin-
cial . gidas · pela calamidac:e. sem exclu~ ão
§ 1. 0 Nos casos previstos pelo n .0 I, d1J,S iniciativas estaduáis.
a lei estadual só entrará .em vigor de- Art. 26. E' vedado à · União, a.os
pois de a11ro,jada pl}ló Poder Legisla - Estados, ao Distrito Fetleral e aos
tivo. Municípios:
§ 2. 0 Quer n os casos do n. 0 l quer I - c1iar distinçã-0 entre brasileiros·
nos do n. 0 Tl, sobrevindo lei, ou regu - natos, ou preferência em favor de
lamento federal, que regula a maté~ uns contra outros Estad0ts- 'Ou muni-
:ria, a · lei estadual deixará de vigomr cípios;
ou só vigorará na parte que não for
incompatível com o ato da União. II - estabelecer, subvencionar ou
embaraç,:i,r o exercício de cultos reli-
Art. 21 . Poderão os Estados manter giosos;
serviçais de rádio -comunicação, para · III - prescrever ieis retroativl&;
atender as suas necessidades drni-
nist;rativàs, bem com,o estabelecer li- IV ~ ~tabelecer quaisquer bar -
nha stelegráfica!s en'tre os d,iversos reira alfandegárias, ou outras limita-
pontos dos seus territórios e entre ês- ções ao tráfego, por meio de impostos
tes e os de outros Estados, que se não interes·taduais, intenmmicipais, ou de
fLCharem servidos por ·Unhas federais trânsito, d e viação, ou de transporte,
assistindd, entretanto. ·â União o di- que gravem oiL perturbem a circula -
reito de desapropriá~las, quando fôr ção dos ·bens, das pessoas ou · dos veí-
de interê.sse geral. culos que os lransportarem.
V - imoedir ou embaracar · filil
Art. 22. Os Estados terão vreferên - •tempu de p-az. o livre trânsito -de ' pi:s -
cia, nos respectivos territórios, para soas ou merêadorias, em qualquer
·a .concessão federal de vias ·férreas, ponto do tenitóri.o nacional, St'J,lVo por
serviços portuários. nav egação aérea motivo de saúde pública;.·
telégrafos e outros de utilidade pü -
blica, bem como para ·a aq1Lisição dos VI - tributar ben:> l'endas e ser-
bens alienáveis da União. viços uns dos outros. '
:Parágrafo único. Os serviços pú-
Art . 23 . Podem a União e os Esta- blicl'.>s concedidos não gozam de isen-
dos bem como estes entre si, concluir ção tributária, salvo a que lhes f.or
acôrdos para a melhoi acoordenação outorgada, no interêsse comum, orp
e desenvolvimento dos respectivos lei esp.ecial da entidade tributfmte.'
ser_viços, e, especialmentei, para a
u_niformização de leis, regras .ou prá- P....rt. 27. Nenhurna autoridade fe-
tzcll\S, arrecadação de impostos, pre- ~eral, estadual ou municipal recasará
venção e repressão da. criminalidade fé aos documentos emanad0ts de qual-
e permuta de informações. ,_ quer dela.s.
- 10

Art. 28. E' defeso a União e aos ParágrajÓ unzco . Continua a caber
Estados decretar impostos que não à União, nas terras devolutas, a por-
sejam · uniformes, respectivamente, uo ção indispensável para a defesa dris
território nacional, on no território fronteiras, fortificações, con§t r u ções
estadual. militares e estradas de ferro f ederais .
Ar L. 31. São do domín'fo dos Et ta-
Art . 29. E' proibido aos Estados C:·c;: .
d.e·m:gar a extradição d·e criminosos, 1::1;) - os bens de propriedade d e.Zcs,
quando ,,ülicit,::1;d a, de acôrdo c'Om as nos . têrmos da legislação em v igor,
lt:i s da União. pelas justiças locais. com as restrições do artigo anterior;
Art . 30. São do domin~o federal:
~-> os bens que pertencerren1 à b) as margens dos rio:,- e lagos •ia-
união, nos , tênnos das leis atualmen- ;-vegáveis, destinadas c~o itso público,
te em vigor; se por algum titulo não forem do do-
mínio federal, estadual ou· munici pal;
. b) os .· lagos e qua:iEquer correntes
e) as ilhas situadas nos rio·s que
banhem mais de um Estado, sirv.a.m
de limite com outros p~,íses, ou se es- banhem mais de um Estadq, ou sir -
tendam :;, t:::r:"itórios •e-str angeiros; vam de limite co moiltros paíseJ, ex-
c) as ilhas fluvi·ais .e lacustres si- ceio a,s de que trata o art. 30, letra e.
tuad1::: <em zonas das fronteiras com Sala da Sub-Comis.;ão, 28-3-46 . -
outros países , Clodomir Cardoso.
SEGUNDA SU BCOMISSÃO
Relatório da Subcomissão de Discr!m!nação de Rendas
I municipal em plena atividade simul-
tânea, por uma lenta evolução, que
ORIENTAÇÃO GERAL trazia n o seio os germes do federa-
lismo.
Não datam do nosso tempo, agonia-
do pela questão social e atravancado Não era possível, pois, à Comissão
pelas múltiplas e complexas funções reabrir um debate t ravado há quase
atribuídas ao Estado contemporâneo; dois séculos, por mais sedutora e eco-
cada qual a exigir maior soma de nômica que pareç·a, aos que se esque-
despêndios, as dificuldades parn o es- cem das razões profundas da tríplice
tabelecimento da boa di~criminação e complexa competência fiscal, a sin-
de i·eceitas num país de estrutura fe- geleza do único aparelho, que imporia
derativa. Essas· dificuldades nasceram os . tributos e os repartiria entre a
congénitamente com o Estado Federal nação, estados-membros e entidades
e desafiaram a sutileza dos funda- locais. Tal simplicidade só se poderia
dores dêsse tipo de organização po- obter com a própria negação das ins-
litica. HAMILTON dedicou nada menos tituições federais, como expressiva ex-
de 7 de . seus artigos reunidos no periência histórica, que .é ocioso re-
"Federalista" a êsse problema, no cordar em seus pormenores°, já o de-
propósito de vencer a11tipatias à so- monstrou. Nessa, como em outras -
lução americana de 1787, quando ti- matérias de índole eminentemente
nha sob os olhos uma economia sim- política, a i;ealidade do que é con-
;ples de tipo agrário, governada tran- diciona as possibilidades· que deveria
qüilamente por pequena elite, onde ou poderia ser.
mal se esboçava a riqueza móvel, 2. Mas não é só a estrutura federal
que, nascida no comércio e da in- a complicar o problema: sôbre êle
dústria, iria esmagar o predomínio pesam as tradições, a história e os
rural. hábitos ao povo (" ). Em regra, o
E naquelas pá.gínas, onde, aínda homem da rua, cujos interêsses e
hoje, há o qa.e · aproveitar, já se aspirações de forma um tanto reflexa
mostra que, numa federação, se .co- inspiram a escolha de seus represen-
meça por sacrificar a simplicidade, tantes, não se inteira bem das con-
criando necessàriamente a plurali- seqüências econô;nicas ou políticas de
dade de aparelhos arrecadadores sô- cada impôsto . Não os distingue senão
bre o mesmo campo geográfico e po- pelas velhas denominações, que vêm
pulacional como condição básica de das gerações anteriores, ou pelo apa-
perenidade do sistema político, ex- rente processo administrativo de co-
perimentado, do ponto de vista finan- ·1eta. Daí a in'c oerência das reaçõe:o
ceiro, no período anterior, confedera- psicológicas da massa aos diversos
tivo, quando as partes deviam e não tributos, vendo-se alguns proprietá-
fJUeriam de boa; vontade subvencionar rios, negociantes e· indµstriais irrita-
o todo . Aliás bastariam as neces- dos quando ·há agTavações de impoo-
sidades da política comercial inter- tos de consumo ou prediais, que
nacional para justificar a compe- transferem ínvariàvelmente à clien-
tência tributária da União simultâ- tela, ou pessoas de condição humilde
neamente com .à dos Estados.
No caso brasileiro, a república veio
encontrar os três aparelhos arreca- ("') Fíndlay Shirras - "Science of
'1adores - o geral, o. provinci~l e o Finance", HJ36, l.º v., pág. 148, .150.
. -12-

que estremeceriam à notícia de que minação das rendas "•públicas. Nesse


o impôsto de consumo e de vendas particular, a perfeição cede lugar &.
seria substituído por impôsto de ren- perfectibilidade, ·à , possibilidade, en-
da, abrangendo salários com descon- fim, de deixar-se margem ao trabalhe
tos na fonte. Dificilmente, um co- lento, continuo e pertinaz de procurar
merciário, ou um funcionário público os meios de aperfeiçoamento, através
aceitaria a verdade de que, nos selos da experiência e da observação dos
colados aos sapatos, às caixas de fós- homens de Estado com a colaboração·
. foros, :às roupas, à lata de manteiga, dos técnicos. ·
· ao pa.ccte de café e aos frascos de
remédios, ou diluídos na. massa de 4. Seria, portanto, temerário tra-
suas compras, êle paga, proporcional- çar linhas inflexíveis ·à reforma do
mente, muito mais do que pagaria sistema fiscal, na vã suposição de
por um impôsto direto sôbre os -or- que as próximas legislaturas e sobre-
denados com exclusão de todos aquê· tudo, as gerações que se sucederem
les tributos sôbre as coisas mais na esperança de que a Consti~uiçã~
essenciais à vida em · padrão . compa- de 1946 venha a ter melhor sorte d6
tível com a dignidade humana. que as anteriores e a perenidade que
São essas· reações psicológicas sem lhe auguramos, ou, pelo menos, lhe
fomento de razão esclarecida, que ex- desejamos - enfim de que legislatu-
plicam a sobrevivência secular do cha- ras ordinárias, no futuro, emprestem
vão segundo o qual o melhor impôsto adesão estreita à fórmula intangível
seria o mais antigo. Dão-se as mãos, por acaso adotada. Buscou a comissão,
nisso, a incompreensão das classes apenas, indicar os í·umos gerais e re-
menos cultas e a astúcia dos benefi- fletir as tendências do momento, en-
ciários do statu quo geralmente iní- corajando as que lhe parecerem mais
quo e opressivo . · Daí o horror às justas e abrindo-lhes válvulas de ex-
inovações em matéria tributária, sem- pansão, que a lei ordinária e sobre-
pre recebidas com desconfiança. Se tudo a política acentuarão, segund~ <>-
:G:ôsse verdadeira, essa parêmia can- matiz cambiante das representaçoes
sada, o impôsto de consumo não parlamentares.
faria aparecimento como único meio Assim pro.cedendo, inspirou-se 11(}
de contribuírem o clero e a nobreza conceito proclamado de que as cons-
nos séculos XVII e XVIII, nem seria tituições devem revestir-se do aspectn ,
sobrepujado pelos impostos sõbre a de túnicas amplas, que se modelam,
renda e sôbre a herança, nos séculos pelas formás e relêvo do corpo social,
XIV e XX, para ser alcançada a bur- e não camisas de fôrça com que se v
guezia enriquecida, quando transfor- reduzem à imponência, sem os curar,
mou aquêle impôsto no meio prático -os .doentes agitados, até. que as ras-
de debitar a maior parte do custo guem no desespero extremo.
das despesas essendiais da coletivi-
dade à massa proletária. · Também, nesse particular, a e_x pe-
riência é bem eloquente. Os "Fathers"
Tudo isso foi presente ao espírito americanos não reconheceriam os or-
da Comissão que se in.c linou a intro- çamentos de Franklin Roosi:;velt e &
duzir, no projeto, diretrizes para uma próprio Rui Barbosa, que sabia ver aa
reforma gradual, a ser realizada pa~ longe, encontraria surpresas nos ?r-
ralelamente por um trabalho de per- çamentos brasileiros dos no~so~ dias,
suasão e de compreensão a cargo dos a despeito da timidez dos propnos go-
partidos politicos, de preferência là vernos do fato em face dos interêsses
mutação violenta e repentfoa, de di- das ·classes poderosas.
fícil aceitação no momento.
3. Além disso, a ciência financeira Mais adiante será porm1morizado <>
critério da Comissão ·para concifütr a
~tá na infância, tàteiando à busca
escolha daqueles rumos a flexibilidade
do caminho . Costuma-se dizer, mes- que entendeu facultar às flutuações
mo, que, em Finanças Públicas, só na politica financeira na .linha que-
se pode reputar científico o que nela brada em todo caso presumivelmente
se contém de econômico. Tudo mai.S orientada para a mesma direção so-
é direito, política, técnica financeira, cial, segundo as tendências d~ noss6'
ainda inçadas de empirismo . tempo. Porque - insistamos msso -,.
Dest'arte, seria veleidade da Comis- as vindouras representações .parla-
são se pretendesse descobrir e propor mentares assinalarão os altps e baixos
uma soluÇão certa, perfeita, cientifica dessa lh'1.ha quebrada, segundo o en-
e rígida, para o problema da discri- tre-choque, as investidas e recuos dos
I

--13 -

iute!·êsses e aspirações em conflito. 6. ' Dado que os impostos de um


mas não poderão fugir à unidade de país não devem ser um amontoadG
orientação tendencial no sentido de de sangrias sucessivas sôbre as suas
um ideal de justiça econômica, que fürças econômicas, sem quaisquer pre-
se revela por tôda a parte e acio- ocupações, senão as de que bastem à
na movimeiltos aparentemente anta- voracidade estatal, convém pôr em
gônicos. relêvo o mínimo de requisitos exi-
gíveis de um razoável sistema tribu-
II tário . . Através de uma, algumas ou
de tôdas as peças do aparelho, é ne-
JIIRETRIZES PARA UM SISTEMA TRIBUTÁRIO cessário que preencha, pelo menos,
as seguintes condições:
5. ci problema não é ·apenas o de
fixar uma divisão de rendas entre a a) Produtividade - isto é, que for-
União, Estados e Municípios, ou seja neça, permanentemente, abundantes
ama partilha de recursos financeiros, receitas com o mínimo de despesas
mas o de montar um sistema tributá- de arrecadação e fiscalização, me-
rio para todo o país, levando em con- diante simples alterações de t arifas,
sideração não só os requisitos míni- qualidaP.e que, em regra, oferecem os
mos de qualque~· sistema fiscal, mas impostos pessoais e diretos .
tamb.ém a correlação das partes entre b) Elasticidade, pela qual se dilate,
si e délas para com o todo. acompanhando com a conjuntura, "
Além disso, como já acentuou um maior incremento da riqueza, muito
dos maiores financistas in:flêses da embora sofra contrações nos períodos
atualidade, JosrAH STAMP, há neces- de crises . Geralmente isso acontece
sidade de aicomodar três interêsses 'O U com os impostos indii'etos.
pontos de vista, não dizemos antagô- e) Cornpcr,tibilidade com a renda
nicos, mas nem sempre coincidentes: nacional, para que a não absorva ao
o ponto de vista do Estado, vale dizer ponto de destruir a formação de ca-
àos poderes públicos, o do contribuinte pitais ou provocar o êxodo dos mes-
e o da comilnidade social (1) . mos. :E:, antes, problema de modera-
Não basta que se dividam os im- ção nas tabelas e tarifas, matéria,
postos.· É indispensável pensar nos portanto, estranha ã. Constituição,
· efeitos econômicos de cada . um dêles que proibindo o confisco, evidente·-
entre si e de todos sôbre a economia, mente condena tôdas as conseqüên-
sôbre a política e sôbre a vida da cias do velho conceito de Marshall:
população . Para demonstrá-lo não há "- the power to tax involves the
·necessidade de recordar as revoluções power to destroy". Antes, com Holmes,
. como as inglêsas e americanas do sé- o poder de tributar é inseparável do
culo XVIII, provocadas por fatos fi- dever de ·manter, conservar e incen-
nanceiros, se temos o exemplo da In- tivar, salvo quando o impôsto fôr em-
confidência Mineira. pregado- com a finalidade extra-fiscal,
Assim, tanto quanto possível, a Sub- visando proibir ou impedir determi-
comissão procurou imprimir à discri- nadas tendêpcias, atividades ou coi-
minação das receitas o sentido har- sas : - alimentos imprórpios (mar-
monioso e orgânico de um sistema, garinas, p . ex.) bebidas alcoólicas,
estatuindo princípios gerais aplicáveis maltusianismo, etc.
à União, Estados e Mun~ios e or-
denando a conexão das respectivas d) Fidelidade aos ideais de justiça
atribuições tributárias, enquanto 15e da época - Desde que a justiça é
permite de sugerir à Subcomissão uma idéia-fôrça, antes mesmo dos
adequada que se atribua ao Poder quatro cânones de SM.ITH sôbre a tri-
Le~slativo federal a competência para butação, ela vem exercendo ação re-
legislar sôbre o direito financeiro, res- formadora e profunda sôbre a con-
salvado aos Estados a faculdade de cepção elos impostos. Em regra, não
expedir leis e regulamentos internos, se contesta, hoje, que os ifilpostos de
segundo as peculiaridades locais, desde herança, renda e lucros extraordiná-
que não colidam com as normas bá- rios s§,o mais justos do que os impos- ·
sicas federais. tos de consumo e outros indiretos. Na
efetivação prática dêsse princípio, des-
dobra-se nos ;problemas de propor-
cionalidade e progressividade dos tri-
(1) J. STAMP - "The Fundamental butos, mínimo de existência discri-
Principles of Taxation". minações, etc . · '
e) Previsão dos efeitos econômzco·s econômica e financeira do período
- Compreendendo não só os efeitos colonial quando disputavam as ma-
eôbre ã concorrência internacional gras sobras da produção .incipiente .. a
(exportação e importação), mas ainda Coroa portuguêsa, a Igreja e as mu-
os fenômenos de repercussão, amorti- nicipalidades, para não falar nas exa-
!lacão, transformação, evasão e ou- ções do.s donatários de capitanias nos
trós, já que, mstituído o impôsto, não çlois prin1eiros séculos .
é lícito ao legislador quedar indife- A tributação era praticada sobre-
rente à questão de saber que parte tudo pelos municípios, que, na ver-
da população vai suportar, efetiva- dade, suportavam o pêso dos poucos
mente, o sacrifício, _a fim de que a serviços públicos de interêsse das po-
repartição, das despesas públicas se pulações. Herdaram do município
:laça dentro de capacidade de pagar português certas "sisas", pailavra que
de cada um . àquele tempo designava impostos. de
j) Flexibilidade às mutações do fu- consumo sôbre alguns alimentos, ge-
turo - Num regime democrático, so- ralmente o azeite, o vinho, a carne -
bretudo, a alternação dos partidos en- como descreve LÚCIO DE AZEVEDO, -
seja variações da política fiscal, que e cedo tiveram de defender-se dos
se devem efetuar sem modificação es- apetites do monarca sôbre essas fon-
sencial do sistema. Além disso, as tes de receita (2) . Nas atas dos ve-
.flutuações da conjuntura econômica readores da Bahia, no século XVII,
comandam certas reações da máquina vemos o governador e a câmara às
fiscal. · Um sistema rígido ataria as turi:as, porque os edis recalcitravam
mãos do legislador, pois freqüentes . na criação de tributos dêsse gênero
emendas constitucionais são pràtica- para manutenção da tropa lusitana
mente irrea.I' záveis sem o fator tempo. aquartelada como cautela depois da
g) Utilidade como instrumento de pnme,,ra mvasão batava .
govrno e àe politica - No poder de Ma.s a Jl.li!êibrÓjpole se nuitria sobretu-
tributar, está igualmente o de go-
Yemar, regular, exercer o chamado. do die certos ®rei.tos r ea1eIJjg·o5 (pau-
1

poder de polícia . Os impostos são bra.sil, engenh'O dáigua ip!ara, moenda


meios práticos de fomentar e também 6e açúcar, minas, s·aU, moeid!a, cterp•!J·i>
de dificultar e até impedir atos e ati- e, :peõc'a d!a iba:1e'i.a ·etc) , aos quais foi
tudes contrários ao interêsse sociàl, aõ.icicm a.d:a a 1•miãa .à!e lalfân1dagas,
eomo o ausentismo, o latifundio, o im1P·c<:tos ti:e eXIIJl'JTta•çãO' e mm1opó- •
luxo, o celibato, etc. lfos fisoaiis, (t'abaico, '.P'ó'Jlvoira <ettc so~
h) Previsão e solução de bitributa- bretuôJO, ITTOIS sécu:l'os XVII 'e XVIII)
ções - O fato é particularmente im- que, ;p;àft.Jc.amente, funcionavam co-
portante nos Esta,dos Federais e sobe m 10 iPTGoessos tJéieni.ccs de cob1ramça
de vulto em relação a certos impostos ·de iu,pôsto· de co•nswrno.
como o de herança e o de renda, dado Não· que S•e ~onhec-e1S.s·em im;pcstçH>
que uma pessoa pode falecer em lugar d'2!tlomiG'Ja<l:Os d'e exp·ortaçâo: - iPe1'a
diverso do seu domicílio, deixando impossibilidade evidente da existência
bens em outros locais para h erdeiros de im;pôsilo teru:'i.torial àquele tempo
residentes em pontos diversos dêstes, num 1P.aís 6e extensão mailS ou me-
ou perceber rendas de fontes sujeitas 1n'cis Óesco~11h'ecdà'a, ifoi m uito mais
a poder político diferente daquele de cc1Jwm.ientle ati.ngir a tierr.a através
seu domicílio. Mesmo nos Estados
unitários o problema existe na órbita do jp!l'úd'lllto e:x1por:t.ãv.el, v:a,1e dizer,
internacional e dêle se ocupou a S-o- n,os àlois [Jrimeiroo séculos, o açúcar.
ciedade das Nações, cometendo-o ao AN'ro~HL sumaTi•a o atsUltlto e conhe
estudo de sábios como SELIGMAN, o;;mo.s, através dêl-e, & ict,emonstr.ação.
STAMP, EINAUDI e BRUINS. .da.s ipa<rcdas f'l~•c.a.is. 'rl._o custo ide ven-·
dia dcs !Prndu!;;os o.rasile.i:rios coloc·à dos
i) Distensibilidade rápida nos tem-
pos- de guerra, o que, afinal, se con- nvs [l'Ort.os po·rltugues·eis.
tém naquele requisito . da produtivi- Nf~s·e quadro·, o pl'ivi1égio1 realeTugo
dade ou suficiência. d.lo ouir·o e dJos diama01te1S lcc:ali:lia uma
paisagem à pa.r te po·r sucessivas re-
III formas e rea,çõ.es, qUJe se• enco'rl.tr,a.m
'Vivas e r:;olori.d•as pfü1tui::as na obra do
OS ANTECEDENTES FISCAIS DO BRASIL
7. O sistema tributário brasileiro (2) LúCIO DE AZEVEDO - "l'Cpílcas die:
encontra seus germes na organização Pcl'tugal IDc:oo1ômico" .
- l li

.eitiarlo Lúcro DE AZEVEDO e na àe RO- quezi~ mrnbiliária .do pais.,- •escassos os


BERTO SIMONSEN. oaip-itais, limitadas as rendas .
Mas, do ponto d~ vista tributiá!rio, Em vfüo, d!esd:e o Im1P~rio, vozes s·e
a verdade é que o tesouro, fora dos eTgueram contra: a imipôsto de 'ex-
dirtaitcs r.egalféticos ,bebia 11argamen- portação e •em ;prol da tributação fil-
te na 'PTod.Uçáo, - tiarifando os piro- II"·eta dhs teil"ii"13.s e cta renda. M<JNTE-
dutos coloniais ,e:lQP'ortáveis, - ·eo no ZUMA, LAFAIETE, 1 TAVARES BASTOS,
coIJJSumo, êst>e a s·aciar a <:.'Oroa oom o AFONSO CELSO, Rur e tantos outws
ta1l:Jlaco, o sal, o sabão eltc. e ~ mu- lutal"lam em ·Vão contra ·o fisoo die
nici.palid<1des cem alguns, gêneros bá- 151eu te!IIlilJO'.
sicos d.a aliiirrwntáÇãio àique~e te<mipo Qua.ndo :o prirn!'etro mirsi1hame.-nto,
dle uso di~seminad•o com{) o vinho, nos albomes da Rle1Públtic'.a, deixou
u 1a21eite dle alivia . falàdo o Tesouro, .a. reação ·enérgica
Só ao a([loaigar 'CJla15 ltwes d'o domínio õ.le CAMPOS SALES e <i'e MURTINHO de-
português, há tímidos erusaios do im- ver-se-ia fazer p'or :meio do impêsto
pôsto d1e heranç.a e l egados ·e de in- dle · consrumo que pfüisou a a ti1Ugir 14
dlÚJSi:n:i'a s e pro!fissõ-es. ieSUJéc:iJes de artigos.
Objeta!l'-se-•á com a e:idstên.ci-a du-
1
8 . - Já SJe tem :ereTito j;númeras
ma vasta coleção d'i; tiribrntos, taxas, vezes que .o Bratil vem sendo gover-
finta:;, direitos novos e velhos, cujas TI!adlo bradidona1mlente · rpD!f uma ai·is-
·pitorescas · denom'.nações se podem towacia rurr·a l. .Oe1S1S'a i1ealida-de, fa-
v·e[· nos li·wos d.e CASTRO" CARREIRA, JO- da.dia :a <ies.a;pa•rteoer, mais dia, menos
SÉ MAURÍCIO PEREIRA E BARROS, FER- dda, p1e]o inicreme•nlto da riqrneza m·o- ·
"REIRA BORGES, . SILVA 1vIAIA e oubr0$ fi- .bi1iária com 'ª d'e.n'ominação paralela
nancistas do passado . Mas diminu- da indústria e do grande comércio,
U:sima in1[lortância tin'ham na vida :resultou essa re-sistêinoia das class,e s
finan!Cleiira d10 Bra1Sil, pró&p•eras a tõda ·f mma de tributa-
A IP:l'lêdominância. da.qUJele•s d.Gás ção que a\S cofüessre .em cheio .
campos tr!!Qutári·os - a produção, O irniP&to tenitm·ial abriu cami-
através áa exportação, e o consumo, nho dificilmente n.015 váirioo Estados
através da importação (o Brasil do ,e, até ho.jre , mão exisik :o impôsto ce-
Sécu:lo XIX ·e até o oomêço do sécuiio d'Ul.a'!' de IJ.'ien.d:a sôbre os ,pr<Jve111too .d a
XX COiJlliP~a qulasi trndo à Euro1pa, agricu1tura.
desde a mam.te.i ga e o queijo. !lltié as Também nunca houve Estado que
oamis.as e calçadois) exeirCle até hoje QUis.asse. 1.ributar o agricultor ou ()
inf1uêlnlcia pod'eirosa., de modo que os o..Tiaid<ctr de gad'o por mefo doíl impos-
!lllC!Ssos homenis púb'lico-s do Im\l)ério e tGs d'e indlústa:iat> 'P. profiissões.
doa. Reipúblioa, com 'Várias e hcinrosas Df<:stalfte, no pais 1essencioa1mente
e:ioc·e9fres., crJJão dtl.vis·a m outras fontes 01gr&col!a, ia IIJII"inc.i,pal .ativilldad•e ·eco-
d•e receita. nôm.ica es.oap-a, eom n·•egra, à 00i111tri-
Debalde Rur BARBOSA, há mais dle buição ip.a•11a .6 funtcfon:amenfo dlos
50 anos, denunciQU resisa iPPlítio'a fis- se'l'vil;os ;púb'lioos. O im?êsto doe trans-
cal d'antolhQs, que .enxerga:va. a3,Je- missão causa mortis só rwentemon·tJe
n:as um seintido, d'eixa1I1ld:O e:sc,a.par
0 a:st:umiu, na ge•nle'ra.lid a;de .cl'os Esta-
ac\.3 lia.dos 'Vária1S manifestações ci1e dos, e.ará.ter 191eissoal e f.o!l;rna iPTogu'es-
!l"iqwezta tr:i butiâiv el : · · siwi,, a.1nda assim modie:r·aid'a por vi'a
"Não iha'V'em1osi id'e ,cingir-nos em d1e .r'eg'ra. ..
matéri'a .,,dlc im'P'Ostos, aos instrumen- 9. De tudo isso' ~-.esultou que, ·am-
tO'S 'etrJ!f1eTrujaQlos, às fontes esoa:ssas pJ.tandQ-s.e, ai!llo a -an<J, o cooceito da.s
de que se suscentavam as Províncias fli\Ilçõies do Esta:dlo. ·e, 'Conseqüen'lie-
no antigo regime. Muit os ramos de mente, ias exigência:s do T·esour.o pa-
mlatéria t.ributiá.vel ·e.stã'O a.í v-ergie1ns; ra re.alli.zi-1as , >0 nooso ;país ofiereceu: o
e ê.sse. campo, sôhre o qrnal paS1Sa'Va e aJ.Tua•rgo €\S:petáculo da. França na se-
:rteip.ais.s·ava, s·em urtfiilz;á-lo, é V!l!Sto., se-- gunda metade do século XIX, - d·a
guro e · de .considerável decundida- qual se diss,e que,, pelo esg\J·tamento
d'e." (3) das class<es humiLd1es po·r obra de im-
No~e-s·e qu·e o nosis o .: maior •esta.dis- po.s~-0s indir-eltros, exibia o maiis ex-
ta esone:via: i~so IC!Uand'o quase · não pressivo d:ocumento do egoísmo eia
havia ind'ústria e eira :Péquena a ri- cl.a<se dominante.
R:ealrneinte. se observannos os qua-
(3) RUI BARBOSA - Disc. 16 de dros comparativos dos primeiros 50
dezembro d e 1890.
anos . da República vemos que, no Alem des~a .desigualdade. :di~amo5
p;rime·iiro qwa.rt)ea, pr'eiPomlder.aram os - . veil"tica.l - no co·rte · dia ;pirâmide
illl[}ostos d'e importação. .e no 1l'egun- das classes, outras de conseqüências
do aipoo a. guierra de 1!}14-1918, os morais •e soci·ais igU'almen'te oata:s-
de' consumo. Só Tecentemeiillte, o im- •tró:ficas se op.e1ra no s'entido · hori-
pôMo sôbr'e 'ª irenda alca.nça lug·ar liiont,al gieogní.-fico e pouític-o, pe1·a.
sahlen'be nas .reI11das f·ed'el"ais. exaustão econômica e financeira de
Os Estad'os, até ia Constituição de :todio o ter;ritório do ipa.ÍS· a. benefí-
1934, insistiam ineptamente [)Jos im- oio das c•aipi1Jais, esrpec:ialirn!ente Rio e
p01Sibos de .ex1Po1ttaição, ·a .d!espeito. d.a São Ps.U!lo.
vio11rnlta con!()orrência de outros :p·aí- 11. No\s primeiroo :anos da R'eipúc
sei? de •econolmi.a coJ:o[lJi.al, e, a paJ·tk b'.l.ic!a, am-.e:di ta va.m estad~stas emi-
dlaqu1!'·1a Carta, majQl!'a;r:am até 400% nen1ties que 1a U'Ili·ão fôra ma11 :aqui- ·
ü · .irn(pôsto de 'V·e ndas - pirà'tioomente nhoardia :n·a ;piartil11a dos tll'ibuto~
um im1pôsrto ge.ral sôbr1e -o CO>IllS'Wno com os Estadós, também beruefioia-
- t ornando-o taiz me-st•ra d'a sua. im- d0rs pela Oonlstiituição de 18;}1 com as
plantlaçã.o fin.a111~eir.a. · •IJea-ras d!evoluta:s. E:n.trietanto, ·o dle-
Assim, ainda. em nossos dias, se · . cUl!so do tlell),P'O V•eio p:rovar que , :g1"a-
illl[J.ostos r •rn.is e h1d'iretos coiill:tituem ças à competência concorrente, a.a
o JJês o maior tcJ.a .pr·essão . ftsc-al, one- •b urr:as f·ediei' ai6 !r·eoeberiam 'ª p1a1·te
a·1ando brutalmente as c1asses ràe me- do leão, enquanto os municípios,
nor .ca[l·acidade ecooomica, o que quJe j •á a:r:l'ecadav.am . re111dias u;i1rópr.ias
vlem. i]J<ermitindo à.s· doitada.s ct:e· :m.afor desdie ·a colâtnia, fora.m duramente
a·iqueZ'a a fuga. rà justa :tYarte que lhes i:lraita:clos ·e esnoltados.
c1abe •Ilia rerpartição dos ·ooca1rgos ;pú- Sem iP'Oide~•e~s para mi1ar impostos
blicos. [),OVOS, 1imita.dlos .ao :prouico· que l!hes
A expoS•içã;o dles~as \nerd'adies in- r·es·e•r vbu ia Oons'tituiç·ã o, -sem auxí-
rc·ontesbálveis, 1nesta Jwrra de espe!r'an~ lios dos Estados, os mwndcíiP·i os fo-
!fas ·em melhor-es dias - sobretudo ra.i.n decaindo 1P1rogT1e-ssivanrente .até
em dias mais dignos paJ:a todos - a situlaiçã.o d.e 'Vlei·rdladre:iira penúria,
vis.a.• a:p.eoos, diemon&trair qUle o nosso que lhes impossibilita o desempenho
a·e,gime fi.scal ·ainrda S'El -a,fralS'~a niuito das mais ess·e1rnci·ais funçõ·e:s wd'rninis-
do idieal de justiça, que se 1a1icerça tJr.a:ti v.as die p.eculi1a1r · in berêsse d'as-
na i•egira bá.sic°a rle .que os iillld'i.vítduoo cr1c'tip1ectiivas p101Pi.ilações·. Nia,da mais
dlejp1rdmente da ICJapacida.de ,poJític'a
· d!evifm contribuir s'egualtl'o a sua
m a iar ou ~nenor oap.acida<l'e de pa- de nos1Sos homiens aue o cont11a5te
gaQ· . eTiitre o . lornrgo iro1 a;ê f-.ml(ões ·e ser-
viços púb[icos c-ometidos às prefei-
Al1él'n td'i.s-so, . ao ioaso se aiplioa o . turas pe-1-as L€is Oirgâlllicai;;. das Mu~
conceito dia Côl"te Suprern:a, rdos Es- niic1ipto.s - die ca<l'a Estaido e .a dieta
tadio-s Unidot> - "um'a ipágill1la de ·his- fiinancei·r a ·dlen•t ro dia qua1 t:eTiam oo
tóa·ia vela um v-olume 1d:e lógica." (4). gestores municipais de realizar o
mi]agire. Arrercadla.nd 0 quantias 1ridi-
IV cula.,s par.a as .!suas niocessid'a des, ela-
· O PROBLEMA DOS MUNICÍPIOS
ª'º que o:s gov:eTn.os municipais qua-
s'e u11ad.a puderam ·eifetuar no s·entido
10. Mas as máculas da noss-a .apa- dre •s·a:tisfia:?Jê-la:s e daí se: t'fa·oUJ .a con-
reN1•agiem nacional nã.o se limitam clusão :sim~lits'!;a. ,dia inca!P'a cidade ,do,s
ao selu dissídio com o-s cânones da home:n§ d o sertão ·e dle- foT.8, das óa-
justiça sociaJ, dessangrando as clas- pi tais rpaira. organização e p!I'ovime<Tu;
&elS mrenios f.a vorec·id'a;s roe]a fori·utna tio .dO's s·erviços !Públicos mais iJrJdlis-
•em pr·ov·eito de eÚte f1ar~t.a. e podero- .tPensáiveis. D'êsse ·raciocínio primário ·
s·a, com o que se da1ria razão por mo- ao franco inten·encionismo na auto-
Üvos fisoais, 1aqui, àq,uie1e ,prlessu!.Do·s- nomia muni.ci.p'a l foi só um paslso, a
rto d'e que os r:iJcas s e- tonruam cadra pre't1exrto Ido d'e!l'icit crônic•o d!a mai.rnr
vtez mais ricos e . os :pobres cada viez :p.arte d.a·s u;il!'efeitur.as. · -
mais pobres. · •E ssa a:notJ:nali.a 1die esma-g.am·e1n:to ·
rt·ancreiro ictios mUinicípios vem sendo
p e-rc'ebicfu e denunciadla há vlálr'ios
(4) - New York Trust .Co. Vis. Eis- ~;nos, antes mesmo .d'a Co1t1sÜtuição
,n'err- 256 - U .S. 345. d~e· 1934, ;E?m cujo âmbito divteit.s·as'
17-

vooes awto,ri:z!ad as Ee l evanttaram _s uf::iclenlbes ·à sua. p opulatãio. As CF.-


.ciootra o d?esoala.bll-o ·evidente ·Oriun- p:Lt.a.-ils a r€\SlCdiam •P aJl'!a g an.idio d'os .es-
do dêsse fato. Hoj,e, ihã ver<liooeiro t<UiJi.stas, c lli.ia oa1Pruc.ilc1a1clte aldrrrúln.ts'-
dOOJ.o•r n aci onal contlra o · abruso . •sen- t r atilv>a s e aifletr.ia :peiliai aiberuw de
<lo difícil amolar todos os 'estadistas e,,v.eITTlild!als ou cOlll!SltruçÕles die pré'di.os
e~tatfurti<>os . finamJci stas. ·pens:Ml'ores S'UJDJtUOEIOS, porém '.IllaJS rnie1&mrus Capi-
e escritores que t omaram a defesa tiams. E o orgiulho.. nia1cli•0trna•l se e:nch ta
<llós Munidpios e d:iJ:igem aipielos --Ole e1I11tlt:tlia-sano IP'ela. obra die s•e us di-
.constantes à Assemb1iéia C'onstitti'in- rrigiei!llt1as, Embcma- !élJ ·f ome 1e a !IIl!Oirte
te de 1946 . a·oodJalS'srem nos,sa-s :pori:Jars ·e d'e-sapaTe-
.12. R'Meirência especial, enttr-eta-nto e1ess.e1111 IPfOl1' faltla. diei •e1el!l1Jellrt:<ai'e:& r e-
deve se·r f'ei t!a aci ISr. Jurar•ez 'I'áivora, OOr&Ot3 dle higi1et!le 1pu.,eveltllti'Vlai, trieZlern.-
que, em 1932, em "Sug.estõ.es sôbfr.e <brus rrnil mila.nç.ais .airuuiarmernlte. Tanto
a Revi·são Trfüuit.árila ap1•eserri.tad.a i,i,. illlG:Wtimos nos erra>1, quer 'O iprobllema
Qc,miesão de E&too~ Fina111celi~·-os'', já., a:g·o:r.a, nãio ·é ·aipenms db ãn.11l~'or
·e·l!(PU!I1ha · 'O ca"E-o iem 1tôdia a sua e-s- - o e:iroesoo cue populações n1as Caipi-
canda losa nudez . tialils e o cr1esic.im•ell1lto 'V1eo:tig.i>o11'0ro e
J·á ;rieiul!1li1dia a Clorustii!truám.tie, uma d!ESIO\l'idetn1aicl:o 1dte:s.tais relSitão ;a., exiigÍ'r ,
gtÍ'llindla arutto1"idJaJdle elm aissunt'os ~1ta­ cla-rairnelll1:Je, so1uçõei5 que ·ISie nã:o eu.-
t:(l&jjj]Qcl3, lo Sr. R,lafG/Z<l XlalV'iler, que oontraan de prom.ítlo.
<r!®111Je a ,PJ'Otbabkllardle o~el!litífir..,,a; '8 a
m!e.tli:cu1rnsli1dla1dle à suttl1rezra. na· :i111.-w;:- A cienttra<liza·ção •dle lbodoi.:1 -os rec;ur-
J:;{l'-Litia:çã:o d'o1s 1J!Úm'8!!.'0l'5" vollll'la.va· 13.IO as-· s.c<s :prov.m·iiente:s dú 1lraba1rho do, iinlte-
duin:t!~s 1€1!n qrulrud:roo 1e. c.o.nsitd;ea:a.çõçs
a·1or DlalS CaQJitafüs dos Eis>tiaJd0\5 e, co-
a]air:mJan!tes : · mo rC1ons1etj_üênc:ia, airnd'a ma:i\s• nra C:a-
"N'o •oogotia.niernbo .progreisst'V'O' e in- p1ta1 ido P:aiís, ~ó pCtdlecr-iJai lJroid.uzi:r oo
c:cxnro~anrl:ie, d'a oajp1a1Did!ardlé · fi.nam10eira dlea>'J101ráve.i!s resulfua1dios que se tta.'du-
do-s municípios, vê "a 1):1.ais saliente zsm no dlas!Clomifôrto quie -e&ta'1IJ;(JjS sen-
r~einfüll ·a IQa!Wlai ;pum'JJClijpa1" ,1d'o fr•aica!Sso
it'i<r11à,o e q me .t.e1PJdie' ai •Mml!einl'lar na.
dlrus ncl31S•ais a1;1_pilra>ÇÕles >dle ie,111gram1dleci- >nreismai IP'l'OIPOl~ção ieim que . se robll6t.e-
m\e1nt1.10 ipü'lúitàroo, ·OOonôn'üco 1e ,s!O:otaJJ. do 'Clera OIS f.ait:ores 1Própri1Qrs da, CQIIJ.Cen-
pais, trancado o Brasil huma centra- rtrnçãlo (6) .
lização absur da. e estéril" . . A expressão fri·a dos mimeros com-
:ti.1;erie1CJem1 rn!eld!ilt;aiçãJ01 iais S'Ulars ipa-
11>rovia re;::l!:ia. 1,ráigj:ca :iiea.1iicta•àle q.ue as-
l:JJVJ">alS :
\ tp!em da Oomistilt1l!iiru1:1e .dJe 1946 a te1-a.-
"C\5 limitie;s ·dle: !l'OOUJ.'S-O.s .a pel'oeibler ipbu1JiJciai dlerc'hs':isva, ;pOliis, o mal se está
re m>ai'S' ·a ,pena. de ~agarr boon C·a~'O iP'e- ;a1g.rava1niàlo -v1e.ritiginooam:eíI11te. O Sr .
lo dineiitlo d!e p·e1·eiebê-l!C1S, it1m·I11a.:ITu.'ll JiU!alrez 'I1ávor•a, €fil 1932, 1espainibaNars-e
ruJm im'ilto a- 1!ibe:r.Q~icJJe de 1aiUltútdleter:mi- !POTCIUe oo IIlllU!Ildioílpi o's a:rireieaJdiaJViam.
naçãio .e rrn'ln.l:Zimrm o Mu!PJilcípi'O bm- apemfüs 16% do to.tal d'i~rp:endidto p:e<-
si'lJeti,ro ra umi 1ootaldio dle ;pienúl'ila que 1os hmisdweiroo' 0om ·t ributos'. Hoje, <re
o ilniCJarpa.c:i!ba. ;p1ali"a , :pi·omovier os ma~s oaidla crueiei ro de impostos (plll:gtos pelo
el'ml1€1111úame1S · s1erviç,o.s públiiClol.s· re- mu:i-- povo br·s.~tleiro ª' Und·áo recebe 48 oen-
ito mafus par.a re1alizar, c·om Siaus 1PJ'ó- :taJV•CB, ·00 Tuúau:ltos -37, o Distrito Fe-
prloo mei·oo, o.J:>ra. die· fJ,,~aç?.o, a.m[!1airo •dleral 7 ier oo Municf:pi<CYs •ali:Hmiais 8 ! A
dlei sua. gienbe •e d:e sua riqUJellla.. ridi1CJU11atilai a1S1S;e1gmra.aa.; ' em 11944, às
".&Lsít11mimam, Uirnião e E.sit:aodo, !POr munici[lalird>rudles !l'e1pTe1SJeil'!Jtai a mm1ude
1LUna tnv-ersão d-0 sis1tema ,f1e1dle:rtart:liiv'o dlo quase nardlai de 1932 .
o oontu.•q1Je e 1a1 >e::reicu.ção de todios os
Quaudlo um f.altlo sooi-al :w.in~'-e a
e.."l!Vla.rgm qUle., p0tr 1dled'iir..içã-0 e sµ:a; na-
reLs:Sa. gra.vfüfi;nd!e •e s«:: a11>re €il1ltla 001.1.
t1wet11a, deVie.riaan s•er frunçãJo doiS• g;o- tiEJTIJdiê:nrci.a à agra.vis.:çã.o, cumipre d!air-
'Vifu"'l1101;:i l01oa.is. ~ci·füll'lam mn a.pareJJJ.o
lhie ·remédíi<o 1prm:uto sem quari~ue-r
b111r'cicr1áiti>co c:entrali2la.d.ro 1n01ra exe<-
lhoofülações. O qum:dro ootia.it~:it.ii1eo abru-
0111ǧ..o dos :programas .t ra.çaid!os e :p.ara
tillJIJ!ba :r:ed'UZfil·1am .ao :rnú1imo as p'Os-
xo é .por >& .mesmo ewktremite .
sibllidirud'es 1111mi'oi<Pafu cl;e• df1;1en·v'dlJvi-
rrtiê!PJbo. Começ"Oü ·a. obra lenta . de
su;c.çãlo, a1ão só .d'e rooursos, coma de (6) Oonferên,C>i_.a n>a mstalaição da fil-
vilOOres hn1ima.I11os . . A vilda. munil.dpal sociaçãio BDaiS·i'lei:ra <los Ml\linictpms
~a•gu.w.ldta, não prQporctlona'V'a mieios - 15 d\e março die 1946 .
REOEIT~S PúBLICAS

:MILHÕES DE CRUZEIROS

_ - . -'-
1 '1 1 1
1 1 1 1
1
1 1 % 1 Distrito 1 %
1
Total União % Estados % 1 Municípios Federal

,--
Anos 1 1 1 1 1 1

1 1 1 I' 1 1 1

1 1 1 1 1
1
i 1 1
341
1
150
1
4
1925-2.9 1 3.508 1 1.970 56 1 1.047 30 10 1 1
1930 . 1 3.276 1 1.678 51 '[ 1.016 31 386 12 1 196. 1 6
1931 3.504 1. 753 50 1 1.155 33 413 12 1 183 1

5
1932 { 3. 472
.1
l 1.751 '50 1 1 ..142 . 33 396 11 1 183 1 6
1933 3.839 · 2 .078 54 1 1.133 30 419 11 1 209 1 5
1 1
1934 4.45'5 i 2. 520 57 . 1 1. 25.1 28 437 10 1 247 1 5 ,_.
1 co
1 1 1 1 1
1 1 1 1 1
1935 5.054 2.723 M 1 l.·624 32 4~0 8 1 287 1
1 6
1 1
1936 5.83·5 3.121 '54 1 1. 814 31 607 10 1 287 ! 5
1 1
1937 6.270 3.462 55 1 1.819 29 673 11 1 316 1 5
1 1
1938 6.870 3.880 57
1
1 1.860 27 702 ·10 1 428 1 6
1 1
IS39 7.331 3.795 52. 1 2.192 30 940 1 13 1 404 1 5
1 1
1 1 1 1 1
1 1 1 1 1
1

1 1 1 1 1
1940 7 . 69l! 4.036 •52 1 2.295 30 937 12 1 423 1 6
1 1
1941 8.237 4.046 49 2. 684 33 1. 002 . 12 1
. '505 1 6
1 1 1
1942 9~045 4 .377 48 1 2.591 33 1.063 12 1 655 1 7
1 1
1943 12 .071 5.443 45 1 4.645 33 1.098 9 1 885 1 7
1 1
1944 15 . 410 7.366 48 1 5.766 37 1. 261 8 1 1.016 1 7
1 1 1 1
1 i i
l l t 1
1 ! l 1 1
19 -

Não há necessidade ct·e insistir nas tfLnica com as dos Estados Unidos,
conseqüências funestas da cop.centra- pondera qu~ só nêste país as despe -
ção demográfica, econômica e finan- sas locais excedem as nacionais. To-
ceira na Capital da República en- da via êle próprio noticia que a Aus-
quanto os municípios do interior de trália apresenta 34 % para as provín-
todo o país sofrem o fenômeno in- cias e· 14% para as entidades locais;
verso, tendo como principal causa a r, Nova Zelândia 54% para o govêr-
quase inexistência de serviços públi- no cen tral e 46% warn os órgãos lo-
cos, à míngua de receitas, que ali são cais, e, alérii disso, essa maior arre-
coletadas sem nenhuma recuperação cadação nacional é compensada pelos
em despesas públicai; de interêsse lo- subsídios normalmente concedidos pe-
cal; com o que cada vez mais se em- le poder nacional às províncias à ba -
pobrece o interior. o fato, pois, de- - s e d a f. O\JUla ~~ ã'.J ou sob outros crité-
ve ser recebido como alarma, porque rios . (9)
não trgduz a.penas um desajuste ff. Note-se que n os Estados Unidos se·,
nanceirc, mas sobretudo social. depois de FRANKLIN' ROOSEVELT, meiho -
raram as percentagens das r eceitas
14. Em contraste com essa exaus- federais também crcisceram "tremen- ·
tíí.o de todo o país ·em proveito de damente" os "grants-in-aid", ou se-
dois focos. demográficos descompensa- jam os auxílios financeiros da União
dos e mais ou menos parasitários, ve- .aos Estados ,e dêstes aos municípios,
mos, nos Estados Unidos, quadro intei- registrando-se também subsídios di-
ramente oposto, pela predominância retos da Uniã o às entidades locais (lG)
das receitas e desnesas municipais. Entretanto; se quase todos os ho-
De cada dolar que o povo americano mens esclarecidos da vida pública bra-
pagou de impostos, em 1932, 52 cents sileira concordam em que não deve
e meio couberam aos municípios, 18 perdurar/ êsse drama de .p auperizaçã o
cents e meio aos Estados e apenas e expl01·ação das populações produ-
20 cents à União (7) . Evidentemen- toras do interior, através da espolia -
te, com as despesas astronômicas da ção dos municípios, não há acôrdo de
ultima guerra, iúclusive o plano do opiniões quanto à escolha dos meios
"lend and lease'', as arrecadações fe- para a correção ew,quela terrível er-
derais se hipertrofiaram, lá, exceden- ronia das Constituições anteriores.
do de muito as estaduais e locais, pe- Muitos se inclinam para a fórmula
lo motivo óbvio de que competem à simplificadora de um só aparelho ar-
União às medidas militares e de po- recadador que di'vidil'ia o produto lí-
lítica internacional . (8) quido das receitas, beneficiando maiis
generosamente os Municípios. (11)
Os quadros e diagramas que inte-
Tal sistema tem a sedução · da eco-
gram êste relatório dispensam maiores
comentários sôbre êsse profundo con-
traste entre o Brasil e os Estados (9) FOCNDLAY SHIRRAS: obr. cit. pg.
Unidos. 162: "In the self-governing Domínions
it is customary for the Central Go~
Il: verdade que um observador de vernment to subsiOJse the provinces,
reputação mundial, comparando ci- as, for -exemple, in Australia, South
fras das nações da comunidade b1;i- Africa, and Canada . In Canada, each
Provincial Government receives ã
(7) Cifras segundo KING, "Public fixed grant according to population,
Finance". · and an additional grant, etc. etc.
(10) .SCHULTZ: "Ameri{!an Public
(8) Vide quadros da arrecadação dos Finance" , 1942, pág. 760 a 763.
municípios californianos, até 1945, em (11) Nêsse sentido: JuAREZ TÁVORA,
comparação com as receitas do Es- . "Sugestões" cit., Barr os Carvalho:
tado da California e Govêrno Federal. "Os Municípios e a Constit. ",- arti-
("Tax Digest" ... ) go em "O Jornal" , 21-3-46; e outros.
...., 20· -

nomia e -da própria simplici'dade a , EJstaido. (13) Outros propõem a des-


par de garantir sempre, sem receio locaçao das. cédulas de impôsto de
de freqüentes bitributações, a mesma· renda sô'bre propriedades r urais, que,
cota propàrcional ·à União. Estados e já a Constituição de 1934 reservava
Municípios, fá se praticando, no Bra- aos Municiipios, ao la:do da totalidade
ci.o ililpôsto de indústrias e prOifissões
sil, regime semelhante com o impôs- e de uma taxa de turismo. (14) O
to unico sôbre combustíveis. · (12) lmpãsto territorial, tm 1932~ teve as
Mas contra êle talvez se levantem simpatias do Sr. Juar~z 'l'avora. (1!i)-
os co:nheci:dos argumentos apostos à Ora, tanto quan.to o exprimem as
utopia de que União, Elst.a·dos e Mu- estatísticas, a metade do impôsto de
nicípios sejam condôminos de bom indústrias e profissões, ou ó territo-
convívio, o que não está abona:do pe- _. ·rial, tomando isoladamente, não ~em
· los precedentes. E se lev·a nta ainda produtividade bastante para que ·os
Municípios arrecadem sensivelmente
a experiência da Confederação Nor- m11Js do que os miseráveis 8 % da
te-Americana , cujo malôgro conduziu parte d:. renda na:cional aplica-O.a ao
à pluralidade e discriminação da's re• custei.o dos seryiços públicos.
celtas e dos a.parelhos ar:recadadnres.
Há, pois, necessida!Cie de pôr e, dis-
'Nem os próprios Estados t~tárioo posição dos cofres municipais algo
realizam integ'r>1lmente o sistenj;a da mais substancial e importante;· tanto
arrecadação únks .. mais quanto a União e os Esta,dos.po-
derão ressa11cir-se de quaisquer dese-
Muito emhora um grande mestre já quiHbrics _momentâneos recorre;ndo à
houvesse aconsefüado _jIBse processo majoução das· tabelas dos seus tri-
de arrncaidação a outro país f.e.dernl butos de grande produtiv1dade e tam-
sul-ame-ricano, vimos no Império, que bém à sua atribuição constitucional
as províncias invadiam o campo na.·. para criar impostos de competência
cional e,na República, que os Estados ' concorrente. Por maioria de votos, a
subconiissão optou pe1a cessão aos
eY.igiram subsiid.ios aos pobres m 1nli-
cípios . Peor ainda se um arrecadar Iv.Ilmieípio.s do impôsto de indústrias
e profissões em sua tota.lidaide, cédula
para todos, caso em que será pràtica- de rendimentos rurais e impôsto de
mente difícil uma sanção para a im- herança de imóveis rurais_
pon tuali'dade.
16. E' oportuno deixar ass1narado
Outros rireten<iem resolver o assunto que, sem diminuir a gravidade dessa
através duma reprodução daquele mi- questão de miséria ·das finanças mu-
lagre evangélico da muJtiplicaçã,o dos 1;1icipais, muitos exageram casos isola-
pãies nesse ano d11, .graça de 1946 : - dos em. que o fenômeno é apenas ;llpa-
;:i.creditam que basta deslocar um im- rente. Afirma-se por exemplo, que em
Pôsto estadual · e logo se estabelece- certos munic]pios do Estado do Rio,
rá o desejado equilfürio entre as par- como Cabo Frio, São Gonçalo e ou-
tros; a União arrecada dezenas de
tes e o todo, sem que se perturbem os
orçamentos -O.a entidade desfalcada .
(13) Parece ser · o pensamento do-
As preferêndas quanto aos impos- minante em Minas, a julgar oelas oni-
tos a sel'em transferidos aos Muni- niões expendklas pelos Srs. - BeneditB
a!pios também votriam. A1gm1s pro- Va!ada:res, Prof. Orlando Carvalho
pendem para o de im:lústrias e pro-· e · outros. Defende·- o ~ambém, caloro-
fissões, eliminada a participação do samente, para os Municíptos o Sr. ,,
Horácio Lafer.
(14) Sugestão ·dos Srs. Romão Jú-
12) Ver Leis Constitucionais n .0 3, nior, Soares Filho e José Leomil. ~
arts. 35, cl; n.º' 4, .artigo . único. 05) Sugestõ~s. eit.
/ j j

- 21-

QU~DRO DEMONSTRATIVO DAS ARRECADAÇÕES NO . ESTADO DA


CALIFORNIA, .ATÉ 1945, DEMONSTRANDO O EFEITO DA GUERRA
. - SÔBR:É A TRIBUTAÇÃO FEDERAL

TOTAL TA X E s· .e o L l E e T E D
FROM .· CALIFORNIANS

51
4~------~~---~~----
o
o
3 FEDERAL

o
---- -
------~·

- ----iii'i STATE

CD LOCAL
o "3_2/3 "34 ·35 ·:36 ~37 "38 ·39 "40 . "41 , '42 ·43 '44 '45

PER CAPITA TA X. E S
e o L L E eT ED FRoM e A L 1 F o R"N 1 A N s.

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a: 300 -----~------­ FEDERAI.


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- 23 -

milhões de cruzeiros, enquanto a Pre- talho se vende .por Cr$ 0,20, represen-
feitura está reduzida a poucas cen- ta Cr$ 0,10,5), o que concorre para a
tenas de milhares. Há, apenas, apa- falsa impressão já externáda por mui-
rência, pois se trata de municípios on- tos espiritos intrigados com o estri-
de existem indústrias cujos prciutos dente contraste.
são suj eitos ao impôsto federal de
CONFRONTOS E CONTRASTES
coosumo (sal, de Cabo Frio; fósforos,
de São Gonçalo, etc.) . As fábricas lo- Evidentemente, os sdstemas fiscais
cais, são "contribuintes de direito", dos diferentes países apresentarão
que, apenas, adiantam ao govêrnó fe - s!'mpre pontos de diferenciação, gra-
deral o impôsto de consumo, o qual, ças à· evolução histórica diversa, pe-
na realidade, mercê da repercussão, culiari:d&des da situação geográ:fica ou
vai suportado pela massa de consu- estrutura econômica e causas outras.
midores de outros Estados e Municí- Mas é sempre proveitoso o confronto,
}>l!os. :Estes são os que carregam o sa- para que ressaltem os pontos fráigeis
crifício. de' nossa aparelhagem, dado que cer-
O impôsto de consumo sôbre os fós.:- too fatos e conceitos são humanos é
for_os por exemplo, excede, muitias ve- não a-penas nacionais . JJmpôsto de
zes, o custo da produção e o lucro dos consumo, hcje, sôbre co.isas indispen-
rodutores e intermediários (só a es- sáveis à vitla das classes humildes
tampilha colocada à caixa, que a re- constitui injustiÇa social tanto Í10 Bra-
§' ::i !!l.
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1 1 1 1 1 1 til
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Direitos aduaneiros . \ 2,3 '% 1 - 21,6 % 10,9 % 15,5 % 8,5 .% 7,8 %1 a~~
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Vendas Gerais .. ... / - 1 3,6 % _J
rnio/o 14 % 1114 % 3,7 % 7,4% 1 o
"'o
<l i::.
1

Consumo (excises) ..
1
U,4 % l 10,7 % 16,8 % 6 % 1 7,6 % 116,5 % 5,2 % l 13 % 3,'7 % 19,5 % 3,9 % o 'O (j)
"">!>-
.,.... ,.... ....,
(j)

:Propriedade . . ..... . - ' 31,6 % 18,2 % - f 3,4 % 1 - 14,6 % 1 2,3 % j 15,5 ,% 1 3 % 1 0,9 % Q p:> <l'

~ p, ft
Negócios 15,1%1 11 % - 1. 5,2 % 7,3 % 0,1 % 1 3,7 % 1 7 % j 11,4 % ~ ~· ~.
Renda . 7,7 %
1
1 1,5 % 34,'7 % 1 ,.._ i 13,3 % 1 - j 21,9 % - 1 l
17,l % 13,1. % 19 % 1 0,6 %
~ ~ . sn
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Herança . . . .. . . . .. · 1 2,6 % 1 % 8,7 % 1 ~ 2,6 % 1 ? ? 1 0,5 % - 5,2 % ' - P->
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Outros .... .'. . . . . . . 0,7 % ô,9 % 0,1 % l- 1 0,3 1 -· 4,9 % 1 0,5 % l- 20,3 % 1 -
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- 25 -

Notar-se-á, desde logo, ·que, nos· IGs- minuciosa de tendas, como a n ossa
tados federais - Estados Unido~. de ':i.891. Estabeleceu po1· motivos de
canadá e Alemanha, existe equilíbrio _política coínercia,I, que os impostos -
entre as partes e o ·todo, êste só ex- -" aduari!eiros seriam federais, proibiu
cedendo as arrecadações locais, no os de exportação e atribuiu a o Con-
úJ!timo país citado·, ainda assim em _ gresso competência para decretar ·e
7% anenas, o que se ' explica pelo de- arrecadar contribuições, direitos, im-
sequiÜbrio fina,nceiro do Reich de- postos e sisas (exc-ises), uniforme-
pois de 1914-19~8 . Ora, o Brasií, mente no tf!)rritório, com o fim de pa -
apesar de sua organização política
f·e:derativa. oferece ·a suuprctendente gar as dívidas, prover à defesa comnm
e· a o bem-estar geral dos E. Unidos. Vi - ·
e•trutura 1 'nn_anceira mais semelhan -
té à dos · países unitários, sendo bem · gorou, portanto, o iptlncípi? da compe-
vizinhas da Itália (6,3%) as sm>.s ci- tência concorrente, ainda que certo ar-
fras muríicipais (8o/o em 1944), com tigo sôbre a tributação direta servisse
e~ageração . das arrecadaçres nacic - _ de pretexto para a Côrte Supren:ia der-
miis (57% em 1934 e 1938) . rubar o primleiro impôsto sôb~"e a
Não só, do ponto de vista d.1 jus- renda; pelo receio do socialismo, sus-
tiça social, mas também sob outros citando a Emenda XVI, que cortou
aspectos, é instrutiva a apreciação quaisquer dúvidas sôbre a admissibi-
analítica do sistema tributário norte- lidade dêsse tributa. o sistema cres-
a-mericano, em 1938-1939, antes da al- ceu ao impulso das necessidades, so-
teração naturalmente introduzidr' bretudo das crises e guerras; mas
pela última guerra. · guarda certa fidelidade d-0s princí- ·
Como se sabe, a Constituição ame- pios básicos da tributação, sobretudo
ricana não traçou uma discrimi.ns.çã.o aos da justiça. Eis o quadro: --

ESTADOS UNIDOS
PERCENTAGEJ'.;f DA RECEITA
Tipo do im-pôsto Federal Estd. e Mun . To tai

Direitos aduaneiros . .. . ..... . . . 5,8% 2,3%


Geral S/vendas . . ...... . .. . ...... . 5,9 % 11,2%
S/bebidas . . . .. .. , . . ... . . . ..... . 10,7% 2,6 % 5,8~~
S/fumo : . . .. . ........... . ... : . 10,6% 0,7 % 4,6%
S/outras vendas . . . . .. ... ·. . . .. . . 3,5% 0;2% 1,5 %

Total \'end.as.. . . . . : ...... . 24,8% 9,4 % 15)5% .

S/gasolina . . ............ . .... , . . 3,,8% 9,7o/o 7,3%


S/licença de auton1óveis . : . . . .. . ... . 4,6 % 2,8%

Total s/:i:odovias (Ifighway) 3,8% i4,3 o/o 10,1%

S;Propriedacte . . .. . ..... . . ... . .. .. . . 52)5%1 31,6%


S/Renda- S/"Corpm·ations" ........ . 20,4% 1,7% 9,1%
S/Franquias "ccrpora.ti ons " . . . . . . .. . 2,3% 1,3 % . 1,7%
S.'Ufüidades .. . . . . . . . . . .. .. . . ..... . 1,1 ~lo 2,5% 2,0%
·s1Bancos e Segmr.s . . . . .. . . . .... . . 1,3 % 0,7%
Trai-1sferências de · ações : .. . . ... . .... . 0,7% 0,3% 0,5~{,

Diversu.s í!cenç&5 . . : .. . .. . . . . . ..... . 1,0% 0,6%


Outros negócicn . . .... '. ............ . 0,5o/o 0,3%

Total smegócio:;; . . ..... . 24,5o/a 8,6% 14,9%


/.

- 26 -

Pr~cfuru (ipa:y,r oll) 13,5% 9,6% 11,2%


P.a:isoa.1 .s/rml<lla . . . 19,4% 2,5 % 9,2%
He:1'emça ,e DaaÍÇões . . . . ......... • . 6,-6% 1,6% 3,6%
Div.ersoo . . ........ . ..... . . . ... . · · 1,6% 1,5 % 1,5%

100 100..

(Qua1dr'O <d:[!J "Ta:x: Reseairi0h Fot~dlatiicrn", apud ScHuLrz : . "AmeriJcan


Publitc F1nam1ce", e.d. 1942, [l . 3·38) .

E' SJe<I1JSí.v·e l, isobretudio ct.ep-0iis de F. 'Iia:bia\c1os 0,C2


ROo'SEVELT, w pr•EfPD'nderân.cia efetitvia 2,68
e siTI1oera idos iJJ.111Po&tos di.l.. etas sôbre
a ol'aiSSic; mad!s p r ó5Jp er·a ie o rabr a'ii.dar Exip1ora;ção 1aigrí001la e i:11dúS1-
mein<to <lia P'l''e'BlE1ão fis'Cral sôb!l'le ·;i. ma;S- tri1a.l .................. ; .. . 1,55
aa huma1n1a1 ide frac0s .rieic1ru·sos €'CO-
IlIÔl!llilCos . Qvturos1 ....... . ......... . .. .. 10,43
Rlooe:iJtais rde r'uaix2,.s, etc. . ' . . :. ll,el6
üs i:m[Jroi5l~O'S .sôbr·e ro coninnno re-
ooiem sôbre b'ebird!ais e f1umo1S, pn~d­ í00,00
.JPIU18Jme'l1lte, die soi'lbe que as d!emais
oCliMs 111e1cEJ.:i;,ári:a:s à vSd•ar são leve-
roJe!l'JtlE: lbrfüuba1dia!S 1du ,permai!llce"eu"'ll (Se@1UIDiàJo os 1dalà!os cJJe "Fin.ainças
~lllm1nes . O gl'Oseo tdia izriip.osição esta - do. Brasil". V. XIII; 19'.!4 rpg. 49 e
rd:Uial e 10iCral :iiru:ild·e &Ôbre ra [ll'Orpr'ile- 50, iPUb~. :pe1o ·aoooelho Técniico de
<l'a;d.e (nia. r:ea.Llda;die, o ".g.e111er1al prn-· Ecomctrma ,e Fl!nramça.s) .
peu·ty <ba.x" é U!m impOOto medi,,clo pe- Preaxmlderam, poiiS, no fisoo esta-
la pr;op~·ie<W-de, mas pago pela, renàaQ . dUJa.1 <!lo Brasi.l, ·ais ·tribUJtaJÇÕes mais
ie o da f18!d.le·raJll sôbre 'ª 1·eu11d:a e 'lucros jr,1,jusitias e ·anti~ecc-nômioois - e ~­
clcmer.oilai.s . ,,No qrmvcb:10 :acima; \está bir1e· vieiil!da,.,, e· 1cicnsi•gJJJaiçõeis, que pri1-
ilt>JC1uido ro ";piayro11" - ilmpôsitio sô- 1tilcau11!enltle ~quirv ale a :impô&to grea'a 1
bre .a.s fô1hais de pa,garniecrilt.o <lo1:1 sa- e im:d1smimi·n a:do sôbre ,0 C'O'!lfül!InO, e
láirid s, ,pa.ra :fülnis .c'Je prev•ilcl.lênic.ira so- a de tra!ll!Smdis<sãio "ri!lltier-viv•OIS", O!Ue
ciial, in5ti/tlutíido jpielo "Sodal SeeJUrity emblaxa;Ça os n1eigócios e .ai circulação
Arcit'', de 1935, e 1eqUl.irv a1benrl:;e aoo dres- d!e rititrel,tOIS· sô1bre imó1vieis.
0Qll1;tos . rp;au·ia: ·os nossos iI11Stit1utos de N 8J arr:ecwt·fü.çãlOi d'1ederal, ·temo's o
aiPJos·entaidor1as e ;piensões . 1312rg1ui'nrt:ie q'lllaldiro, ;;rm 1942:
V.ale 1JJ1omldiernu· üalmbém, a ciu·ou.n,s'- Imipôsto sôbr.e .o com-
itânci'a die que 'º léigi\Slaidor americaJ!lo srnno 1. 253:612.~300
não 'se· ipÔiàJe ex.unilr da nie1C1essida1de d'e Ihljpôat!o ~Ô~~· :a; ·;,;~,d~1 . 988: 336~.366
r·ecorr.erem a. Unliãio, .fil-:rtJados e Mu- DirE:i!tos a;d;uan1eirosr .. 674:220$3H
rnácíipios aos meisll1ors Ca;ITJ.pos die 1n- ·Sêlia . . .............. . 431:945$159
. ai!d:êl!1cia . S/parte no imp. únilco
s/combmit.ivieils . . . .. 8:7V$428
Nru 1an·ecadl[!JÇãio •esta;àu:al braJsó.liei-
ra, em 1942, ,vierrnoo: Don'lÍdte SB ,000.1iclUii q'Uie o C',On5umo,
oo Blra!iil, ainda -&1.l/POirrta. uma preis-
Vienldlais ie <Cons~gina.ções . .. •. 43,54 sãlo fris.c-aI treime111da e ta n1to mais 0

'I1enritório I'IUil.~aJ . .... .· . . . . . . . . 4,55 1 co.ni:l!ernáV'e1 ql\l:anto :ifn!Cdldie t:ôbre 44


clia!sJSles dle axtig;oo, J:l.ia. sua ·mad,or par-
'là'a.i1smi\5são "i:rut!eT-v1rvos" ·.. 10,21 te ess::"'illiei.ad's à viid!a da1s classes mais
Exipjor1ba;ç.ã10 ... . ...•.... . , • . • 5 ,96 [';;()Ql'EtS, abraJllge111do o Yiestuã.rio, a.1i-
i111.1e<J1ltaçã10, hrabilta1ção 1e níedicamaYJ;tos
Imid'úlsitri!as & Pl'olfi'ssões . . . .. 8,44 d'e bafu(.o .pr:eço e usio do proleits.riado
Tol'!P~al-€le, dest'a(l"te u:m itr.\pê<!itkl' 11e-
Sêlo . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . 3,,84
griessti'V10, ist-0 é, in!vieTsamen!tle iPl'Ó-
Bebidas alcoól!ilcais 0,22 g1l'rOOsirvo, ~"eti:ram.1do dios 1p€q,U€nl0\s sa-

- 27

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- 28 --

S ILLI0 ~8 OF
~!JO-
LLA_R_s-~~-~- -·-~.,·--~~~--

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-· 29-

láriQ> '\.llÍ!la aliOJU'Clta. mail(}r do que trtbhl>ção d>êsses tri:brntcs é comple-


·dM grandes r endas. Seria preferível X'c1: a) 30% dl~ aicõrod.o com a ipopu~a~
mínimo de vida admitido pelo impôsto
sôbre a r enda com desconto nas fontes ção v1e1·ilfdlc:a1da no últlim•o recie>n&ea-
e isentar paralelamente todos aqueles memrtJci; b) 30 % · dle a10ôrdo com as
. artigos de primeira necessidade dos d!e~e·.:;.rus ocçamenúárias dle 1934; e)
individuas i:nal remunerados. ·
30% .dJe .acôroo com os recursos per- ·
A Argentim, sem 'embargo de sua cebidcs pela província, cada no ante-
organização polític a federal não exer-
ceu influência n a evolução f'.nanceira rircrr , a. 1934; d) 10 % diz acôrdo com
brasileira, a despeito de terem t ido ·airr-ooatdtação do fo:npôs100 · die venda de
voga, nos circules da gera4~to de 1891, i0a1d:a. iPWvíncia caJd·a ano il:Iltediait'O
constitucionalistas e financista pla-
tinos . A Constituiç?,o de Alberdi, de ai!l!terilor Cêste !-tem não é a1Pl'icâ,vel
1860, reservou à União .os impostos de ã. ca.pita.l) . As prCJ1Vincia·s, segiu_'rndo o
importação e export::.ção, êstes últimos cr'iitério de caid'a uma, Q)airitilham com
co11denados ao desaparecimento e m
1866, e lim'.tou-se a fixar princípios Gs mUIIl!Íd1p.i1os as pa!teu1t1es dte auto-
gerais de tributação, dentre os quais móvei•s , o impâsto sôbre imóv.ei5 e
os de que os tributos diretos seriam outl'!t.s re:eeiltms.
nacionais por " tempo indeterminado"
e dl'.S províncias sem quaisquer i·estri- N1.i·&ta exip~-siçã10, o rel-aitor gu~ou-se
ções. ficando os indiretos na compe- :p.01· i-rni'mT.a.s..ções 1pa1rt>i.müa.roo .do iloo~
!.ência crncurrente dos govêr:nàs fe- tre ffa1aaroisba a11g1e1n1tiL.1'JJo, DR. Gru-
cle:rais e provincial.
Lr.nn . FGunouGE, •do Oen.tro d·e Inves-
Na. ;pró.tioa., l~<'i;:i21·êrnciii3JS ~p:::es.s·as
1:Dsa,~õ2t;; dlç Diretúo Fm-a.ncei1ro, de
d:e 1:-i·s a, ~illlllXotos dilr·;;.tos· e :hrn::il'e-
tO\S ocasia.nam .cc:rutrové..rsia,s e ilise- Buenos Aires, já q.ue .;;.e acha. aniti-
gqrra·nças, ,podl.'3 nã:o há ai'IJJdla ie.ri·té- q1u:a1:11o o livro de· L'GPEs VARELA ".El
r.iio uniforme 1JªJ'aJ a di·s tinção, in- Regimte Iimpo.sitiv0o .Arge01itin<o", de
c!in.a:ndo-0e arn.tl!tos .arclJi:Jcmes p.a:ra a
fórmuh· d'e F aville ({l:treit».s os .que i·e- 1925, - mtúito arntleirior à.is, modii.fióaÇões
cwern sô br·e t:tiltüia.ções p;eumaill!enltes atSSmala üa1S .
oo duráve1.;s, como a ·exis;t;êTi.'Cia da Oc:c.r.r·e 1n.1a, Argentina. o mesmo fe-
p<!$.Soa, a propr'.edade, a p,osse; indi-· nômmo bll-.a,;;ile:i!ro dle lütpelntrofia fe-
iie.to:s OiS qiue aitin:g;e m f aitoo taús com o
os atos jurídicos ou econômicos, v . g . , deral com as me&mas conis•eqüên'Cioo

.. 'a ooma:·rs., a. trooa., a .quitação, et;.c)


€!1'..0U'anto J;::zE ccl!1ib3st•a não só o ri-
gor c&mtíifico, ma•s a própria exis-
.e cau.o:a·s, cem suas i-.eaçõe'S r eieín:>ro-
cas, imdus.i'v-e ,a, ·d&1p;r<JiPprção diemo-
grá:f.iica entre ·a capital magnífica e
tência -re·a.1 de ta.l .a.•n;>t:j:nção . Bem
a1Yls:ad:os an1dairam poi-s, os legisl aido- o .reifi.0 <io p aís . Por ·rnwtro ra<'lo, se
rn\s constiltuintes evita•Illdo r.a.utelo:s9.- 1c;S AAUJdos fi1na.n ceirn.s a lcançaram
menile aque.l.a ' dtilstinçãio coms.a,grn.d.a .aJto gi·!llll e h anram .a. ouM•ura ct;aque-
na Carta. atg.z•ntina.
le 1pai ~, elill WJ:1i.ta1de ias sua.s institui-
Por via. 1fa. l ei~conrvêni-0 n .0 12.139,
de ·1934, i.;i!Íifi·cclllrse, por 20 anos, a çães fiscais .não sã:o modêlo digno de
a.niecaid.ação d·os i!m~ms.tos de co1w11- i.nspira!l' rudoçfüLS ·e. ada!P'tações, sub.s1."-
mo (irrXJJpues1to1s ii!Jlt:ea··rno;,1), oom r:. :pro-. ti:n:do 1a.1gmn:s d'OiS mortiv9s · d·a. orítica
],)ÓS.Ílbo cl1e e'Vi.tar a S't.llP~liPOSiçã.o dos mn .tanto .fra:p.JOa e severa feilta ·por
g:rwv.a.mes naiciona:i\S .e provh'Wi:ai:s,
naida cabrnm:l'o aO!S municípios . Parti~ JÉZE l:lJa.s suas C...-mferânciias pronrm"
ci:pam. as ,p·rov1n1Ci:a:s do:s irn,po•3tos na.:. ci•RICTaf:> .em BUJe:nos Air·es, há ,pouco
ciio1.na:U:'I sôb:r.e VTrnrd·a e .r e!I1Cl'a., ê's te 1mams dle vimite .a.nos, critilca$, a.L\ás;
arbdo .em 1933. E1::n1d!o a!dtm'itido à _ 1em g-raJJ1dJe parte 'aiplic~veis ao Brasil
pan-tHha •a1Penas 'o municí;pio idie Bue-
noo Aires, - oan)iital. Tocam mais a•i nd.a. hojre Cl6l .
QU ' mentes 82,5%- palra a nação e
17,50% par·a. as .provím.cias (Leis nú- (16 ) G. JÉZE - Las Finainç·as Pú-
meros 12 .143 e 12 . 147) . Entl'le as bl:iica de ra Reip. Argientina. - Bs. As.
~avIDcias e .a Oa;pttal Fed'exal -a d:is- 1923, · ~p.edallll(EO:J.te ,pág-s. 77 a. 96.
- 30 -

]\.S PRINCIPAIS FONTES TRIBUTÁRIAS NORTE~.AMERICANAS DE


1938 A 1939

FINALIDADES DAS DESPESAS GOVERNAMENTAIS NORTE-AMERI-.

.
CANAS EM 1938
- 31 --

VI em que se tem entendid_Q. que a pres~


· crição do Código Civil, relativa às dí-
o PLANO DA ·suBCOMISSÃO
vidas inferiores a Cr$ 100,00, não . se
aplica às ob1igações fiscais. Verifica-
Preliminarmente, a subcomissão, im- da, pois, essa tendência à autonomta
pressionada com a circunstância de que do direito financeiro, deve ser entregue
se: encontram normas financeira.s, na a competência leg"islativa respectiva ao
Constituição de 1934, disseminadas do Congresso Nacional, . a fim de que., i;e
primeiro Título ao último, deliberou obtenha a conveniente uniformidàde
submeter à Comissão Constitucional o na disciplina de relações jurídicas dá
seu propósito de reunir essas normas mesma natureza. E só assim o sistema
numa seção só: "Da organização finan- tributário terá probabilidades de fun~
ceira", subordinada ao Título "Da Or- cionar dentro de um princípio de so-
gimizaç:fo Federal" e dividi-la em três lidariedade, entre o todo e as partes .
ct1.pítulos: ·
Em suas linhas gei'ais, o plano ado-
a) Da Discriminação das Rendas; taclo pela subcomissão buscou inspirar-
b) Da Elaboração dos Orçamentos: se no que acima já. foi exposto, espe-
e) Da Execução e Fiscalização dos cialmente, naqueles requisitos mínimos
Orçamentos. a qualquer sistema tributário. Entra·-
Neste Último capítulo ficariam com- tanto, para melhor compreensão dos
preendidas as disposições sôbré Tri.bu- seus objetivos e do sentido que presi-
nais de Contas. Para coordenação com diu à elaboração de seus trabalhos,
a seção adequada, t ambém se inclinou , dar-se-á aqui sumar.í ssima justificação
li. entrega à competência do Congresso de cada dispositivo, em que se xegistrou
Nacional a. legislação financeira, espe- qualquer inovação em confronto com as
cialmente a éodificação fiscal, sem pre- Constituições de 1934 e de 1937.
juízo, é óbvio, da competência estadual A1·t. A:
não só para expedir seus regulamentos Nessa disposição, inteiramente nova
internos senão também para legislar em comparação com as Cartas po-
subsidiáriamente, provendo às peculia- líticas anteriores, ficou indicado que
lidades locais e omissões da.lei federal, a discriminação das receitas, em todo
dentro dos princípios gerais desta. o país, deve formar um sistema or-
A crescente expansão das atividades gânico e harmonioso, de modo que
do Estado moderno, exigindo-lhe maio- cada govêrno tributante, ao criar
res recursos monetários, incrementou o impostos ou ao fiXar as tabelas, tenha
desenvolvimento das relações jurídicas sob os olhos as reações sôbre os demais
entre o fisco e os contribuintes, compli- tributoo. Ficou expresso que o tributo,
cou-as, tingiu-as de matizes próprios, além da sua função primacial de meio
011 principias específicos, que conduzem de obter dinheiro para a criaçifo e ma-
à autonomia do direito financeiro com nutenção dos serviços públicos (e por-
sentido orgânico e métodos próprios. tanto com exclusão de despesas que se /
Embora controvertida a tese dessa au- não vinculam a tais serviços), inclusive
tonomia, de que foi precursor Myrba- assegurar a pontualidade no pagamen-
ch-Rheinfeld e há defensores ilustres to de obrigações oriundas de eqip1·ésti-
_como Trotabas, Pugliesi além de outros mos - primeira condição para existên-
menos familiares aos nossos círculos cia do crédito público - é, também,
jurídicos, esboça-se no mundo oficial um .iTiiStr:umento extra-ifiscaa de go-
a tendência para reconhecê-la, através vêl'nÓ e de polítiioa, no sentido se.vero
de codificações financeiras importantP.s, da palavi·a - .poder de polícia e de
c-Otno a alemã e a mexicana, além de regu1&'11eu1.tação, que d-eve ser exer-
Yários projetos ou estudos atualmente. c.iJdo sempre s-e.m quel>ra dos prlncí])iDs
Não se trata de mera discussão aca- da justiça socia!l e .equitativa ·repa.r ti-
dêmica, pois há diversas conseqüências ção dos &11carigos púfbllcoo.
de caráter prático nessa questão e já Nas boas 1'.orutes america,nas, em
se observam os seus refléxos sôbre a regra, sea:nip11e se entendeu que o tri-
jurisprudência dos tribunais brasileiros. buto pGd:e ser usado oomo poder de
Inúmeros são os julgad·os, por exemplo, polfoia e de regiu1lal!Ilentação, como se
- 32

ie em COOLEY e SELIGMAN - a tal justiçà s aciall", há O.e ser ententdída


po.nto que a Côrte Supl'ema reco:nhe - em tôda a suia . plenitude e assim
ceu .a oomitLtudO'nali1dade do lmpôst o .c omarrud:ará a r.e.gra de que as exi "
forte da União sôbre bhlih•et es emit idos · gêno~as fiscais -deivfüão ser m eifildra~
pór um baIJJCo esta,fü~a-1, como meio pela caipa.cildaidie 'd e' p.a.g·ar e quar.tu
efi.oiente de regular a circulaçã-0 mo- p ossa - fazer o Est a do, p elos m eios
netáxia, ;pUl'lga:rudo-1a _d!e t ais cédulas trib'Utárioo, par a süilução da ques,tão
(.17). scciaJ e·n '<;o1ntra peJ:"J'.eit a j usti<fic&t iva
IPlor ou,t.ro la·do, não há democraiei.a., '10 teX!tO.
na sua meQhor conicep;:ão . <:;mteTIJ.iPO- Niuirna Ocmstituiç§.o l atinó·-americana
râ!llea, s~ perf.eita a1desão aios prin - reoentísl':>ttria, a do Equad.oc- d e 6 cte '
cípios da jru;tiça f i·sc·a11. Na ma.is ca- março d.e 1945, está exp:·esso : "El re-
pfüÚisi;a das nações, o Professor RAT- - gimen de la vida €JCOEômica .-debe
NE.Jt ·e screveu d(){)umenttvdo volume de responU:er a pril1cípios d:e justioçJ, so-
mais die 500 páginas, p1:o·v an:do quie; cial y :tenidler a :fil'berar de la miseria
atraiv>és da Históri:a, _a tributaição a todos los equatoriànos, proporcio-
a.gira., nos Es!liaidos· Üni>dos, como fôrça nandoles uma ·eXil':>ten,ch digna",
SQCiail democraitIDad.or.a . . São suas es- Acreditou a subcÕmissão que o apa~
-s as pa:la;VC!'as ·e::>:Jp•r:essivas e opo•r tunas relho trH:mtál~io pod0 ser usado efi-
no convu•ls-lvo J!lu:rrdo em que vi·vz- cazmente oomo instrumento de t'e·-
mos: forma socia;l, füs[}en)Saindo o a.pêlo à
violência, e às mecUdas outras drfui-
"More aspiration by the com-
ticfüs.
anon peaple for a fu.lle:r a.llJd ri-
:c...1-J,er lilf.e. wouil'd be iln;.i:>oten.t wi- E' óibvio , q110, rnf1e.rLmlo-S·~ o r;rtigu ,
·t liout a nationaa gove;rnment en- · A, exipressaa:ne:nte, à União, Estado,
Muntc~pio, Territórios e Distl'iGo Fe-
1dowed with powe•rs to counte-
r<&et the oCa.wentration of econo- deral a S'Ua -diisci.plina como a das
mk a,nd po~itic.al p QWe:· in the demais dik."l]Josições da Seçiio, s:e _ im-
han>ds od' an oohgarelhy . The eco- põe às futuras Constituições dos E.,s-
nomic · basiis.·for the oreation and taid·os: é "lei suiprema. da te,rra".
preserrvation of democracy is the Art. A § 1.º -
1ilistri1mtion rnf wealith and income A semelhança da Constituição de
rumong: the majority Jf the pe·o- 1934, s,rt. 17, VIII, firma -se expressa-
1Ple in suc.h a fashion that nJ mente o princípio da legalidade do
elite oa..l'l pe<rmaneu<:.ly ã.o-ri:linate impôsto e também a da ren ova-
the OOII1Jl11'l illity'' (18) ção anual da autorização orçamen- -
tária para a sua cobrança, origem,
E o próprio JE:zE, insuspeito por aliás, das instituições democráticas
haver combatido 'ª noção de finanças modernas. ·coibe-se igualmente ó
com tendências comunistas de "l.VAG- mau vezo de alguns Estados criarem
NER, reconheceu legitimas "as 'idéias ou maj orarem impostos no orçamen-
de justiça sociail, todo pocl.erosas nas to, que só é lei no sentido . for-
dtemocra;cia.s· modernas" e qu-~ de'Vem mal, nãp passando de ato-condição
nortear q.uaisqueJ." reformas, .aicres.cen- (19). Aibre-se exceção p.arn o .case
tan1do que "na hora atual não é de gu~rra, no curso do exercido, e
possíivea descoooooer os- ide'1.''.s de jus- ressaJJvoon-s1e as a11torizaçi'Yes que a5
tiça . demoerwttca sem prnvocar dis- tarifas aduaneiras. contém, geralmen-
túrr:bios ::ioda.is giia'Ves". te, ao P.re&k\iente t1a Re'f}'Úbfü:-a. para
Destarte. a cláusula relativa à reid!uzir ou a>ume•nitaT os direitos, · den-
car.formi1daide com "ois pr_incípios de tro ide ce:rtos liuütes,. em det8'.l·nün a.-
dos caros espireíii1cos e que demnn-
(17) - Veazie Baink versus Fem.10 di!llm ação ime.aw.:ta · (medi'das al1ti-
- 8 WalL - 533 . dumping, ii'epresáliás, reação contra
(18) - SIDNEY' RATNER - "Ameri-
oa.n Taxatiom It.s History as a (19) ·_ G. J:EzE - "Cours '-- Theo-
Soci.al Force in Democra.cy'.' - N. rie g.enera1le du Budget", 19·22 -
y. 19412, pág. 22. pág. 2$;

/
- 33 -

coligações de 1rudustriais beneficiados tadual ou municipal (várias leis s õbre


pelo ,protecionismo. etc.). ' o Banco do Brasil; Decretos-leis nü-
Art. A § 2.0 -
meros 22 . 239, d·e 1932 e 581, de 1938
À contribuição de melhoria, a que e outros sôbre cooperativas; artigo
se re~riu o art. 124 da Constituição 68 Código de Minas, redação alterada
dt:l 1934, foi dado caráter compul- pe_lo. Decreto-lei n. 0 5.247, de 1941;
.sório. Não constituirá apenas facul- Cod.go de Trânsito, isto ê, Decre-
dade que o poder público usará ou to -lei n. 0 2.994, de 194Í, relativamen-
não, segundo suas conveniências ·fis- te a carros movidos a á1cool ou "ª-
cais, mas dever de Cl).ráter social, zogênio; Deo:reto n. 0 771, de 1g39,
pois não é moral nem justo que sôbre restaurantes operários; Decre-
um grupo de proprietários se lo- to · n. 0 20. 944, de 1932, em favor das
cuplete indevidamente em detrimento emprêsas de aeronáutica, •etc. etc.).
da massa de contribuintes, que pagou Em princípio não se pode dar aqui-
a obra pública. Aplica-se, aqui, o lo, que se não possui. Mas, no caso,
· princípio de Pompônio . Também a pode ponderar-se que certos fins fo-
seu conceito recebeu maior precisão, ram atribuídos pela. Constituição à
tomando como limites do tributo os União e, portanto, como sustentava.
do dispêndio de administração pú- HAMÍLTON, há mais de século, exis-
blica e os da valorização ganha pelo .tem "poder.es implícitos", pois quando
contribuinte . A lei ordinária regulará a Carta Política quer um fim, conce-
pormenores, merecendo especial refe- de virtualmente todos os meis ade-
rência · o ante-projeto BILAC PINTO - quados.
ANHAAIA DE MELO, por iniciativa do Entre êste.'l os de natureza fiscal,
· Círculo dos Estados Municipais (20) . ou, mais exatamente, a r egulação pe-
. Art. A § 3.0 - - los meios tributários. A cláusula "re-
-Com ligeiras alterações, é o mesmo gular o comérclo" que a Constituição
art . 10, VIII e parágrafo único da Norte Amer~cana atribui ao Congres-
Constituição de 1934 . Se o Estado vai so vem servindo para jwtificar inú-
arcar com as depesas da arrecadação meras práticas e precedentes, inclusi-
é justo que lhe toque o maior quinhão. ve de natureza tributária, consagra-
Mercê dêsse artigo e das simples a l- dos por jurisprudência totr·e ncial da ·
terações de tarifas, já que dispõe de Côrte Suprema. "O poder .para re-
receitas de larga produtividade, po- gular ê o poder para governar, isto é,
derá refazer-se do desfalque resul- o poder para restringir, proibir, fo-
tante da transferência de tributos mentar, estimular" - escreve CoR-
para os municípios. WIN (21).
Árt. A § 4. 0 - Mas, para que o uso légítimo não
E ' a mesma disposição da Constitui- degenere em abuso, convém que se
ção da 1934, art. 11, adaptado tam- deixe . expresso quando :::ão permiti-
bém aos municípios. ·das tais intervenções federais no
ll.rt. A § 5. 0 - fisco dos Estados e Municípios:
apenas para proteger e preservar ati-
Fica prevista e solucionada, por vidades que se identificam com os
.essa regra expressa, uma fonte de fins atribuídos pela Constituição ao
,controv; érsias e de litígios. Houve, govêrno federal ou por êle "regula-
desde o regime de 1891, e há, ainda
dos".
'hoje, inúmeras demandas, porque
os Estados e Municípios se insur- E' oportuno salientar que o Supre-
giram contra leis federais que , con- mo Tribunal Federal, contra o voto
cederam isenções ou reduções de trl- apenas do Ministro Filadelfo Azeve-
.butos da privativa competência e~- do, reconheceu a constitucionalidade

(20) - o texto desse ante-proj.e1o


:pode· ser lido no fase. 1. 0 da Revista
<de Di..reito Mu.rui.cipail (Ba.tüa) .
- 34 -
·da isenção , de impostos estaduais e Att. A § a. 0 - alíneas I, 11 e III e V:
municipais concedida .por lei federal São disposições expressas das Cons-
.às emprêsas de aeronáuticas C22) • tituições anteriores. Inovou-se, apenas,
No mesmo sentido já se manisfesta- a alínea IV, pela qual os Esta-dos po-
ra o Tribunal de Apelação. de São . derão discriminai: o "impôsto de expor-
Pau~. · · tação, conforme o país de destino' da
Art. A § 6. 0 mercadoria, mediante autorização do
(Mesma regra ·da Constituição de legislativo federal. Circunstâncias de-·
1937 art. 32 parágrafo único) - A ·correntes da política comercial poderãe
União cobra taxas telegráficas e pos- recomendar essa medida, que, entre-
ta,is' aos Estados, mas resiste ·a pagar tanto, exige consulta à União, como
os preços de água consumida. diretora daqúela política, atravê.s de
Art. A § 7.0 -
tratados de comércio, convenções adua-
n.eiras, etc.
Tanto nos Estad·o Unidos quanto no
Brasil se tem escrito; discutido e de- · Art. B:
mandado acêrcà da tributação e da Ha, apenas, duas ínova.ções em con-
imunidade dos títulos eia dívida pú- fronto com as constituições anteriores
. blica. e dos vencimentos de funcioná- Como a União não decretou até hoj~
-rios, sobretudo se um govêrno pode impôstô proporcional ou cedular sôbre
tributar êsses meios de ação, "instru- rendimentos d'e imóveis rurais, trans•
feriu -se a respec~iva competêncü•, fis-
--- mentalidadesl' de outro govêrno. De-
pois de várias--.etapas, a jurisprudência
tlo Supremo Tribunal Federal incÍina-
.se pela afirmativa, tendo passado pelo
cal para os Municípios, sempre mai.8
indicados para esse típo de. inwosição.
Atribuiu-se à União a competência.
rude gope de ver anulado por decreto- para' criar impôsto sôpre o capital das
lei o seu acordão favorável aos ma- grandes emprêsas. Em v·e rdade, é im-
gistrados da Bahia. pôsto medido pelo capital e pago· pela
renda, que já existe nós Estados Uni-
Na · prática, a 'União cobra impôsto dos, desde 1933, sob a denominação de
sôbre a rencia dos juros de apólices "capital stock t ax" ..Antes, em 1916,
estaduais e vencimentos dos funcio- já se ensaiara, tributação análoga
nários · estaduais e municipais, mas os sôbre as "corporations" de mais de U.
Estados têm cerimônia de exigir im- S. $ 99.000. Na sua restauração de
pôsto sôbre os que herdam títulos fe- 1933, foi combinado com o "excess
derais . profit tax'', de tempo de paz, com o
propósito de coibir as fraudes. Se há
A disposição acima estabelece o
exageração ficticia do capital, para
princípio do . igual tratamento: cada
govêrno pode tri.butar os vencimen-
evasão do impôsto sôbre a renda,. o
contribuinte sofre o impôsto sôbre o ca~
tos dos funcionários . de outro govêr- · pital. Se dissimula o capital, vai atin-
no ou as apólices que ê.ste emitir até gído pelo impôsto de -lucros excessivos.
Q limite .e m que tributa os seus 'pró- .
Não se deve confundir êste com o im-
prios títu.los. e. a r ~muneração de pôsto extraordinário do mesmo nome
seus func10nanos. Nunca acima. Pa- em tempo de guerra.
r~ce . tão evidente a justiça do princí-
p10 que não há necessidade de invo- Claro que, como todo impôsto novo ·
car a doutrina sôbre o ·assunto. exige a técnica adequada. Aliás, no cas~
a sua previsão e a~ribuição ao fisco fe-
(22) Acord. de 24- 1-45 no "Arqill- dem!, deco1'!'e da conexão com o im-
vo 'Judiciário", vol. 75, pág. 109. Pe- pôsto sôbre a renda, que, no parecer
los s~us estabelecimentos. Note-se da mai?ria da. sub-comissão, compre-
aliás, que a União se permite recla~ ende todas as modalidades de pro-
mar direitos aduaneiros sôbre impor- ventos, inclusive os lucros extraordi-
tações diretas dos Estados e Munid- nários ou excessivos.
·pios, .a ponto de ter legislado sÔbre Dada .a naturezà peculiar da ener-
'reduções, como &e lhe fôsse lícita tal gia elétrica, forçando a criação de fi-
cobrança. guras especiais no direito penal, fel!:-
. - 35 -

se menção expressa dela na alínea sô- e o impôsto proporcional sôbre o ren-


bre o ·impôsto de consumo de merca- dimento das atividades rurais.
dorias. . No impôs-to territorial urbano, ficou
Manteve-se o statu quo do impôst.o compreendido expressamente, por ex-
·único sôbre combustíveis -(Emenda tensão, a tributação das valorizações
• Constitucional n. 0 4), ficando extensi- aleatórias · de imóveis, isso é, as mais
vo aos gazes úteis o respectivo regime. valias. eventuais adquiridas pela pro-
Art. C __:.. priedade independentemente de obras
Da competência estadual foram re- no local, o que distingue êsse tributo
tirados, por maioria de votos, em fa• em confronto com a contribuição de
vor do Município, a metade do impé- melhoria.
to de indústrias e profissões e a trans- Ensaios sôbre êsse impôsto adequa·~
missão mortis causa sôbre imóveis ru- do aos países em progresso já foram
rais. Pouco representam para as arre- feitos por LLOYD GEORGE na Inglaterra;
cadações estaduais estruturadas, em pelo marechal LYAUTEY em Argélia e
todo o país, no ·impôstci de vendas e Marrocos; pelos alemães em Kiau
consignações. Limitou-se o impôsto de Tchiú e outras localidades. (24)
exportações a 5 % , coibido o abuso de Na discussão do ante-projeto cons-
mascará-lo de taxas ·de estatísticas. , titucional de 1933, houve confusão dês-
Muito embora reconhecesse a sub- se impôsto sôbre as mais-valias ter-
comissão a conveniêneia de extingui- ritoriais · (o "unearned increment" dos
lo, curvou-se à situação especial de inglêses; "impôt sur les plus value8
certos Estados, Õllde o impôsto terri- fonciêres" dos francêses) com a con-
torial ainda não assumiu, nei:n poderá . tribuição de melhoria, como o demons-
assumir tão cedo, necessário desdobra- trou BrLAO PINTO, em sua obra sôbre
mento, para substituir aquele tributo êsse último tributo.
anacrônico . e anti-econômico, que os
Constituintes de 1891 já desejavam eli- Na valorização aleatória não há
minar. obras públicas no local: o enriqueci-
mento do proprietário, sem esforço
Não dev·e causar surpresa essa di- · próprio, decorre do desenvolvimento
'ficu~dade em acabar-se o impôsto de da · po:imlação, da riqueza, dos serviços
exportação, pois a Argentina preten- públicos da comunidade, etc. (25).
deu fazê -lo a partir de 1866 e teve de Prosperarão com isso, por certo, os
restabelecê-lo várias vêzes até 1932. municípios sertanejos, cujo amparo
Ainda recentemente, em 1942, surgiu ainda está assegurado pelo parágra-
um projeto .de restauração, como im- fo único, que obriga o Estado a subsi-
pôsto móvel. (23) diá-los, se, no território de cada um
Quanto ao impôsto de vendas, per- dêles, arrecadar mais do que a res-
mitiu-se a discriminação segundo a pectiva Pr~feituta.
espécie da mercadoria, de modo que Art. E:
os Estados possam manter e até ma- Em caso de guerra externa,' a mo-
jorar as elevadas tarifas atuais sôbre :biliza~o fina;riceira deve ser rápida e,
mercadorias indesejáveis (bebidas, car- como "3 projeto prevê que os impos-
tas de jogar, fumo, etc.) e mitigar a de tos não mencionados expressamente,
estabelecimentos que vendem exclusi- serão partilhados· com os Estados e Mu-
vamente artigos indispensáveis à ali- nicípios, há necessidade de .'lfa.star
mentação., vestuários, etc. essa regra em tal emergência.
Art. D e parágrafo único:
Foram melhorados us municípios em (24) Sôbre a expenencia marroqui-
três recursos - a totalidade do impôs- na e. respectiva técnica, veja-se REN1il
to de indústria e profissãó.; o lm- PoURQIER - "L'Impôt sur las plus va-
pôsto de. herança sôbre imóveis rurais; lues iµunobiliêres au Maroc".
(25) O conhecido livro de NITTI
(23) o. w. ALZAGA - "El Impuesfo e,sclarece . o assunto (Science des · Fi-
Movi! a la Exportacion,.. 1942 pág. 64. nances, vol. · II, pag. 52 ~ seg . )
- 36 -

Admitiu de, em caráter excepcional A SUJbcomissã.o oumpre o 00\necr ·de


e extrao11d'inário, 1Pa1Fa guena e ' o coMgirar aqu1 a suia grtidão a quan-
t!liIJÓS-'giuerra, o impooto .d'efendido ;por tos Ilhe facmtrur-am o trabalho pela
JÉzE NITTI -e outros, <lieipojs Jdla heca- co1aboração, fOirnJecimento de d'adoo
tombe die 1914-1918, sõbre oo ca.pitais esljjatílsticos, sug~·tãio ou ctiti'ca. Pair-
[Joda.DJd:o-se uma 1Par1Je dêles qUJanJdo tioulM ref·eTênda id'eve JS·er !lJei-00. -à •
m'Ui·tos '.l"egatei:µn a prÓ[Jria 'vi1d:a. E' dieidiioa,d'a assistênda <tos f•UJ11cianã-
o '',prevelemient suT le 10a:pital", isto ricls do OonseJho de EStUJdos Econô-
é, a conscrição das fortunas, poiS o md.c}Ó,s :e Fina!lldeiras, do Ministélrio
-QU.Slto das guerrais modetrna•s1 não po- da Fa:?Je.nid!a, STs, Afonso Alimiro e
'Clle<rá ser pago aipenirus com iparue dia Gers1on Silva ..
:renid!a nacional. /'
Os quad!ros estat~lt'icos •e diagra;mas
E' julsto que a:s elas.soes mails prós- CtOlffi\P1eltam ie in'tegram ês.!Je rella.it!ó-
peras - as que •mends 1Sofre,m c-om a rto.
gueiJ'!ra •e qiuasi 'SeIIJ\Pre enriqUlec'8'm A subcomissãio se reseil"V'a ;para, em
oom e.la - pagUJecrn uma partle do
sacrifício -da nação na hora ·extrema, sessão conj1UJIJJ1Ja ocom ars. diemadis sub-
n1S-e impôs1ío é aipiic"a;do UJma só vez, comissõe1S, ou ·através dle emendalSI,
ainda qUJe lpos15a ser diviru1do em aipres•entar 'a s 1ndrmws dias .DiS•posi-
prestações. Vinculacse o .QJi,s,positivo à ções Transitárias sô'b!'e a 1I11at.éri'a n-
necie:E1sidade dle ctus.t e.a.r a guerra mais
com iJrn.postos dio que com •em[présti- n1aI11eiei1ra, . oosim como sôbile ~ fi-
mos, cuj-o vu;l'tcl jaimaiis pclderá seT oonç:a·s id'olS! Territórios.
amort1'zado. · Paládo Tiiraidenves, abril de 1946.
Art. F:
- (a;ooin.): A. de Souza Costa, Pl'e-
s'tden1te,- Joom restrições. - Aliomar
São dil&pOIS>i.Ções da Cons-tiotuiçãio dle Baleeiro, RelaJtor. - Deodono Men-
1934, Ide oconvemência e morali'dad'e dlomça . - Benedito Valadares, oom
Iles1Jri-ções, nos têrmos do· su'b stiltutivo
evildent e . quJe ofwece e pede seja e'IlJCa·m i:nhado
Orçarnento:
à _COl!IlIB.'lão.

Algumas rngra·s básicas deJV'em ser


nacionais, lalpl'icáV'eiJs tamblém ao\s Es- TíTULLO PRIMEIRO
ta:dos e Munidpios, inc1usi'V'e a fisca-
lização oblrigatória Ida execução orça- DA ORiGANIZAÇAO FEDERAL
mentária pelos Tribunai·s .dle Oorustas,
como deleg·ações do Leglli~latiVIO, Aliás SEÇÃO PRTMEIRA
tudo quanto se conJtém no rpmjerto já
fi,gura nas CO'IlStitUiiçõ:e•s que os vá- Da 01ganfizaçã:o d'p. Uneáo\ Estados
ri;os EsbdO\S 1a1d:otaram_ em 1935 . e Municípios
..
SEÇÃO SEGUNDA
* *
A cir0111!1JStâmJCia ·dle .teT sildo es-ta co~
1 Da Organização Finano.eiT101
mi&sã.o composta de .q uawo mlem'bros
·t ornou freqüenrtie o ·e mpate id'as opi- CAPíTULO I
niões te'Il.do_.,s-e lJ!'/sim deliberaido, nes
tes casos, adotar o driltério dle induir DA DISCRIMINAÇÍÍtO DAS RENDAS PÚBLICAS
no proj·e to os inciso•s de aJCôrdo 'com
ia (l'edação dos seus .al\ltoTes, l"lcs-ervan- Arit. A. - O 15istema tributário ipro-
do-'5,e ca1da membro, inclwsive o -re·la~ '1-'erá ao cusrbeio dOJs s·erViço.s públicos
tor, ,p ara 1e~o1I" o s·e'U penJSa ment'o rla lJlniãio, Es'tados, Municípios, Dis-
jp€1S'soal na 1d/iJE1Cussão que se tratVaT trito Feclleral e Territórios, 0.ss,e gura-
fPerante a Comâ.S1Sálo. Nem 1S·e po-cfüria rá a pontuJaJ.id'a1de •d as •Obri,gações ori-
imagi<n'ar iplena !harmonia de vista e undas do crédito ;públiico e a!benlderá
dle !diretrizes 1em ltôd'a a exterusão de taJmbém a!()I~ obj etiv:os rexrt;ra-fiscais da
um tra;ba1ho coletivo JSô'bre tão com- 1ei, lieipaJ:timJdld os en;cargos ldlen<tre
plexo assunto. doo pri11cÍiIJio\s da justi-ç a s:ocl:al.
-37 -

i l.º - Nenhrum tribulto seTá. -exi- stvie maigist'r'3Jd/OO, Ida União, Estados
gidQ nem majorado, 'Sfem prévia lei, e MUJThi>eíjpioo, oem limites s'lllperiores
qwe o ins.titoo e, tess alva!da a tarif·a aos que o ipocl'er trtbutante fixar prura
l!ldtuaIJJeI.ra ou o rc:aso de gu!e<rra, iauto- 3/s suas jpIÓprias obrig>ações e para
riza,çãio 1()(rçaaneintlfilria, !para ·a S1Ua os 1Provenrtos •die ·sua)SI arutori.dades,
oobrMiça <em cada e:xlerctÍcio. fulrucionários e 1agen11:Jes.
i 2. 0 - Cobrar~e-á contribuição de § 8.0 - - E' vedado, adnida, qualquer
rniel:hdria Se<llJ/Pre que se 'verificar a que ~eja a forma ou de'Il.ominação:
~lortzaçãio do irnãve·l ·em viTtU!de de !) à Uniálo, ES'lla;dos e Munieí>pios
obras 1Púb1icai,1, não ipode[lido o govêr- ·t ribrutar bens, 'ren1cilas e sel".Viços m1s
no, que as fez, exigí-la em limites su- tllos outros.
pleriO'res à deS{p'esa ·r.ealizaK'La, nem aq
II) à União, Es'baidos •e M'unicíjpios
aarésdm,o do 'V'aloir id!ela ·dloooirr€'llte,
pM<a a :prqpried'ade beneficiada. , aiplioar tributoo JSôbre 1e:feitos rpro'<i'u-
zidos 'Por at'OS jmíid'icos perfeitos e
§ 3. 0 - A]ém dos qU!e l:h!es !ôrem a ca ba;dioo:;
iatlri'buid.bs nesua - Gomtitlliição, a III - ·a os Estadas oe Munic~pios es-
União e os Elstad~1 ;poderão cri:ar ou- tabelecer difeTença tributJária em ra-
tr0s impostoo, o.s quais serã,o ar:re<:a- zãlo da prooedlê'nicta, e!Il;tl"e bens de
liaidos ipelos Estados, cabendo a êstJes qualquer natmr-e za;
40%, e o resto, em ipartes i·g uais, à
União e ao Municwio, em ratei.os tri- IV) aos Estados :estaibelec·e r ldis>crl-
mestrais. minaçãio quanto ao des•t ino idas n'l'er-
oo·dO'rias, 'J.·•el!aJtivamenJte ' ao impooto
§ 4.0 - E' vedadlà 'ª bi..itributtação, de eX1plJiltação, JSal'Vo autorização ex-
como tal en<fJeTIJdilci'.a ia idie gov·er'Il!oi:i d'i- pressa d!o podleir J:egis·lJati'Vo federal.
ferenitJe.s sôbre. a mesma jpessoa ou V) à União decretar i•IDjpostos que
coisa em razãK> do mesmo fato, pre- não sej.am unüormes em todo o ter-
'VlalecetTitclio o im)pôsto {lleC'J."etado pela T:itório nacio:n;al.
União quando a comipetêooia fôr Art . !B. COirliPetJe, pr:i:vativament'e,
c001J0orren1Je. Sem prejllJJÍZO do roou<rso à UniãO':
jufdici.al q,ue coul:Jeo:, incumbe ao Se- !) Decreta.r imjpostos.
Iliado F edieral, ex-;afficio ou a réqueri- a) sôbre a imlpoo:tação de mercado-
meniúo àie qual'quie<r contribuinte, de- rias de 1P'r'ooed'ê ncia ·esitr-anig:ein:"a;
clarar a oexrus·tênda da bi-tributação b) de consumo de merc·adlmias e
e de1Jerminar qual dos 1cJlois rtribuoos 'também de energm elétrica;
diev·e jpreva]ec•er, s·em iIJTejuizo ido 1diis-
e) ide ,renda e IIJ'!Wentos Ide qual~
posto no IP;:l'l"álgr,afo anterior. quer natureza, excetuados os rendi-
§ 5. 0 - A l ei fe>dell1a~ só :poldeTá imentOl3 oriurud-os dle ati·vtàiaides ru
coDJCed'er isenções ou reduções de tri- · rais, reseTvados à tributaçã:o c'edulaz
b'uitols T1e.serva1dos à arr.ecadação dos iprqporcio.nal dos municípios;
Els-'trudios •e Municíipios se tiver o ob- à) sôbre o .1aa,pi'tal de sooiedadte
jetivo d'e proteg.e r ou preserv>a.T ati- ·a.nônilmas e .empirêsas cujas lucros
'V'ild.ald'es ou co~ias, qrue conlStitua,m atinj•am a mais ldle Cr$ 5-00.000,00
finJs a1tribuí1dos; rpor iesta cónstitui- a;n,uais;
çiW, à oompl&tlê!nlc:i:a <lia União.
e) ia.too, contratos e ins1rriurmentoo
§ 6. 0 - Os serviços públioos conce-
.regulados por ilei - fleide.ral, eXICeto a
didos nãlo gozaim de isençã:o tributá-
c0In1Pra e V'eilicJla, ou ,aiqtrêles em que
ria, ~alvo a ,que lhes fô:r outocga.da,
forem partes, d:iireta-inenite ou ;po:r in~
no in,iterêsse ooormm, por lei esipecial. 1Jermédio de suas ·autaTquiias, -OS Es-
§ 7.0 - Nenhum tributo atingirá taKios -ou oo Munidpio\S;
por qualquer forma obrigações da· di-
"Jida púb1iica cru JPTO''"eilltOiS ele aultorl- f) transferência de í'urudlos para. o
d'l!ldes, fUlllcion.árioo e agentes, inc.Iu- exterior;
g) sõbr.e produçãio, comércio, dis~ § '1.º - O imipôsto ·dle vtenidns seirá
ilribudção ·e OOI11Sumo, :inJclul<Jilve a im- ,un:iJforme, sem lclli'Stimção de iproce-
portação e a eiqporta.çã,o <l!e ioa-rvão dência ou destino .
miner.aral nacional oe dos carnbustí- /2 .0 - O i!lllfPôsto sôblr'e tranF-mls-
'V.e is e lubrificantes líqu.iidos OIU gaso- são die be111.JS 1cor1póreo's., oa'l:Jle ao Es-
sos ·d e qualqueir naitmeza ou CY.rigem. 1ta.do em cujo •territmio se aciham ~i- .
h) 11los t.lerritórfos, os impostos p'l'e- tuados, r es-sal'Vlad!o o d1.l51Posto no ar t ..
vistos no art. e. D , inlci~o ""f" .e o ide ' ltlranS!nIBsãio
' oa,usa m0<rtiils dle bent 1 inJooripór•e·OIS,
II) OO'b t-ar:
iruc·l usiv'e tttulos e créditis, ao Estado
a) contribuição de melhoria; onde se twer ·,ab\erto' a suc'8\Ssão .
Quain.dlo le15'1:1a, :se naja al:Jiwto no 'exte-
b) ltiaXlaS lpe·~oo ·sieu):1 s·er'viços es-
il'ÍOr, s•erá devido o i:m;pôsto a.o Es-
peciais 1e cLi visÍJVleis; t!lld·o em \c'\:uj o t enrl:tóri.o OIS '\11a1o.r:es
e) .p1reçcis ipe.las ipr<idutO's dos es- d,a, hl:Tanç!a fru:_em liqudd~dos, ou.
·'tiabeteic:iim;entoo ifederai's. tran.s.f-eridoi:r aos herdeilrOIS.
Parágrafo único. O tributo sõbre § 3. 0 - Nenhuma quota sob qual-
c-0.mbustív.eiss e lU'brificantes líquiidos quler <len.ominação óu .fomna, poderá
ou g.aiEIOSOS terá a fC1l'm'<t dle -iJmpõstlo, !S>,e r exigilcfa l]J'elo Elstaido a.os MU!nicí-
úniico, indd'indo sôbre cada •e spécie pioo.
d'e iproduto. Da sua art'ecaidlação ca-
berá aos Estado e Município uma · Art. D. >- Além d'aqU!eles dle que
q.uoll:Ja-1p1a!l'lte plroipOil'!CiilOII1!a1 ao consu- participam, ex-vi do artigo B , pará-
mo icl!O'S l'·etil)J€ctivos ter;ritó'l'i1os. grafo único ou os que lhe fÕlrem
tiransferi·dOlS, no toQ:o ou em parte;
Art. C. - Oomjp:ete, p1rivati1vamen- rpeil.o .E stado, per'úell'.!ce?n rp1rirvativa-
te, aos EstaidioS': _ men tie aios MUJniJCÍ(pios;
!) d0011etar iID1Posta.s s·õ'br·e
'a) o dom1Pôs'to dle licenças;
a) v'enlda 'e cO!IllSignia,ções iefettua- b) o imiPô...<>tcl jpT'€1d'íal .e o ilein'itorial
dalsi IPOO' quaisquer come.rcl'runte ie IP'l'O-
duitdres, isenta a ,primeira oiperação · urbano, inclusi'V·e sõbre a valOl'ização
alealtória de imóvieis;
do 1Pequeit1Jo ;p1rodutor, icomo taJ defi- ·
nido em lei ; · e) o i.rnlpô(i:to sõbre div•ensõies ;púb11-
ldas;
b) iexipm<tação rd'as merrcaid;o1'ias cte
S>u!a ipro'dlução até o máximo dle 50 % d) o imtpôsltio oeduraT sôbre a tren-
ad valorem vedados quaisqueil' adicio- d a de imfrveirs .rurais;
warlrs, ou, &e .exced erem ide 1/ 2%, it'a-
1
xa:s de qualquer na'turez.a; e) o in1pô'&to die indü:StTi!lG· e ~r o­
fissôles ;
.e) t!Ílan!sm'.i ssão ide pir®irie1ci'ai11e
ilmob'iliálria "inter-'VWos", inclusive a /) o im;põsto idle 'tiransmi.ssão "icau-
sUJa incor,poraçãio ao ºª'P'itJaà das socie- s·a-mblrt'i.s" sô'llre im.ówts ru:rails1 si-
l:na!d!es; 'tuados no seu teNitório;
dD tira,Illmnissãlo ldle ,PJ.'Olj)lri·e<d!aldoe g) contribuição de melihoria. em
''\oa't$a-molrtis", exceto 3, de irmó;v'eiS v'i.rtu/de .d:e obras muilÍiC'ifP'a;is;
·ruirais rese.rva·da aos M'l1111Jilcí!pi<01S; h) taxais pe1os ISlenls serv,i.ços eS!Je-
0

e) atos •e negálc1os 1d!e sua .e cono- ciai5 e ài'v:isweis;


mia .ou reguloados ipor let "est'a.d'ual. i) pll'eços 1p.elos produtos lcJJe seus
•estabeledmlentós.
II) Cobrar:
Pa:rágrafo únko - O Elsilaido sub-
a) contributção ide m elho.ria;
sidirá o Município até a concurrência
b) 'tJaxlalS 1piel10s sié'lWi.Ç<Jis espieciais ida meta.de do que a arrecaidação es-
e di'V'is·íveh1; rtaidual, lllo respeotiv:o 'tel"litório, ex-
e) prêços pelos produtos de seus ceder a do1S itirfüurtos ie rendas muni-
wtabífu:cim.enlúos . · citpai\s.
- 39

Art. E. - Em cais-o •d\e gUJS.Ta ex- § 3.0 A liei de .orçamlelllto não c·on-
tlerna, e a'tlé um 1alllo ·'Cllepois de cel:e- i:lffuá dfilslpo.si'tivo •estJralllho à r•eicei.ta
brar ·a paz, .a Uniãio ai!nida ip·ode[·á · iprevi1Sta e à dlespesa fi:im«lla 1para os
dec:reta;i·: serviços a1I1teriolrmente criaid-0s. Não
se i!Úcruem n-e\Slta (proibição :
a) i•ITI1P&to ,pr0g11es.sivo e geral sô-
bre o :patTimôn'io, ·a té 30 % dlo ju.sto a) autmiz·ação paTa a abertura de
valor ldlê;rt!e; orédlitlOiS sll{P]eo:n!en taries e opeirações
.d'e créd!ito 1por ant;ec~ação dle recei-
b) imipõ.sito ·rd<e 'Vellldais coillC'li,rren te- .ta;
m~te coan os Esta-d-os;
b) .a .a•pl.iJcação de saldo, ou o moldo
e) outros irnQJo.stos de carátierr- ex-
de cobrir o "deficit".
1irao11dinário S€JII1 d.iepend'êoo'ia do dis-
pos•t o do iart. A, § 3. 0 • § 4.0 E' vedado ao Poder Legi>Slati-
vo conicad!Br crédlitos iiliimitaidos.
Pan-ágrafo único. Os im.posorto.s de-
cretados na f01rma diê.ste ·a rtigo serão § 5. 0 .Será IP'l'Ol'l'Og,aido o :orçlaimento
sUljJ!!'es~;o'S meüialllte T'ed'uções ga-adiati- viig.e-nte .s'e até 30 d'e nwembr·o, o vin-
vas demitro em 5 anos dleipod\s )jje :tleita 1C.0UJTO [1·á o lhouv,e1· 1Skllo 1 eIJ1Viad.o .ao
a paz. P.cdietr Ex·ecurti!vo, IJ>aI'la a sanção.

Art. F. O ipr:rdd'uto da:s m'ultas § 6. 0 Nenhum triburbo \Slerá reserva-


não pade~'á ·s1er ·aitril:míid:o, no tod'o ou do eLS1PeC'i.almeniJe ;i;la-r 'a determinada
em partJe, iaos fundonários, que as dlespesa .
iimpu,zeram cm oorotrmar-em.
Arit. I - Nos seus Qll'Ç'aJIIllentos a
Pwá1~arfo úlmo. As mUilt'as de União, Estados .Mumidpios, Distrirto
mora pc;r :falta .de jpagao:nento de tJri- Federal e T eQiritórios rererv;arão, no
butos lançaidoo não poderão exoedler · mínimo, icrédiitos nunca inferiores:
d\e 10 % sôbre .a im.pontânleia em de-
bito . ia) -a 20% ·de .s111a>S receitas para
tleSIJllesas oOlm a eidluoação;
Art. G. - E' .defl€\SK} aos Est!aJdlos
b) .a '15 % de sua>S re>Cleibas p.ara
e Mutruc~ios oonrtra'ir eIIJIP'l"ésltio:no despesas com viação.
externo sem autorizaçã-o do Senado
§ !l. 0 Os l!:stados e Municíipi-oo, !as-
F-e1deiial.
solados .peI:a soca, empregarão, pelro
menos 5% ldle ~1U1ais reoeitais ·em O•biras
OAPíTULO II .e serviços die 1a&Sistêlru0ia aJdlequada,
se.gu111do a lei que traça:r o pDall!o sis-
DA ELAB•ORAÇÃO IDOS ORÇAMENTOS
temático 1d'e dlefsa contra •es•s a oala-
Art. H. - O orçamento Sieirá un-o, mild'aü'e. A mesma a,p lioação <ficará
marallon·a'nldo-S\e ·oblrtgatõria.me'IJJtle à su1eito o O!l'çam.ento fed1eTal em base
~·eceilta todos os tribu'to& i'enld'aJs e id'êl!1tica.
SU{P!l'imlê1I1itos .d!05 .fluinldoo, ' ,e 'i!ncl'u in- ATt. J. E' vedado: a) •o esforno de
do--se, d'~sCl·imi'n!aià'IDme~1 te, na despesa iveo:bais ; b) ahenturia. dle c rétdii·tosi sem
'tjjdlas •as 1cJb!jja.çõelsi n.oc.essáriia.s a:o as dienominaçõles da rei; e) a ·a bertu-
cootJeio ,dos - s'er'vi.ços 1Púbhioos. r:a d!e crléldiltos extra olrçamentrurio,
§ 1.0 O Pode'l' !ExleicUJtivo enviairá ao s•a lvo extraordinário, am:tes de d.ecor·
Podier l!egislativb, d'enitro do primeiro riido o p'l·im·eiTo s·emJe&tre do e:xie<rcí-
mêts da s-oosão legisl:a.tiva .ardinárda, a C•Ílo; d) o ire.curso ao crédito público
iprr·oiposta .d!e orç'amento. O orçamento para desipes:as o:ridiná:rias d'e ;oairátJerr
f.edeiral \5exá -enviad-o à Câmara d:os perma.n'ente.
Deiputlad.os.
§ 2. 0 O oirçamento ·dia deSJpoo•a cITvi- CAPíTU!JO III
CÜir-Ele-á ieirn d'uias partes. uma fixa e
DA EXECUÇÃO E FISCALIZAÇÃO DOS ORÇA~
ouJtra v:ariáve1, não poclJffilld-o :a pri-
MENTOS
meira se>r altera:da ·senão em 'Virtude
d:e lei aniteriOO'. A lpa,r'te vairiável obe- .(\rt.. K ~ ·execurção Q·O; orrçame/!1~,
cleceTá a rigO!l'osa e&pecilalizaçã:o. a.ssim oomo a adplilµst.ração fiz:ian-
- 40

ceilra. em gea:·al, além d'<t · vigilânJCi.a Palácio Tira'Clerutes, ablril: dle 1946.
pelas autoridaid.es respons·áv>ew, será - A. ,àe Souza Cosrta, Pll"'e151:dlenite,
fisoaliiza,da pelo Poder Legislativo,
na Uniãio, nos EstJaido·s ,e l!lJOS Muni- com I'eslSstJrições. - Alipmar Bale-
cí;pios, IPOr int ermédio dos TTibunais ~o,, ~elllltor . . - Beniecl.ft'o Valaáa-
de Có.ntas, C'Uljos memJbros terão as res, com ll'estrições, nos têrmos do
m'esmas condiçõee de in'Vestildura e suhstitmo. - DeodJOro Mendon.Ça.
g.arantias d!os ministros do SutP'I'emo
Trib'una1 Federal •e das OôrtJes de -
Apelação, respeotivamente .
§ 1.0 Os contratos que, por qual-
qu61!' mOldo, inltere:ssa,rem imedi.ata- SUBSTITUTIVODOi.S'R. DEPUTADO
mente à receita óu à de.spies.as, só BENEDITO VALADARES
s:e reputarão perfeitots e ac-al>ados
quando i-.egi:stradds pelo TribUilial de
CQntas. ,A rec1USa <lo · ;registro sus- TITULO PRLMEIRO
penid!e a execução d:o cQlilftr·a,to até
ao rpa:onunctamento do Poder Legis- DA ORGANIZAÇÃO FEDERAL
[a,two.
§ 2. 0 Será sujeito ao ;registro previo DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
do Tribunal de Contas qualquer &to
de a~im~s1J.ração pública, de qll!e re- SEÇÃO PRIMEIRIA
suilte ol:Jirigação de pagamento pelo
T.e.so·u.ro ,Nacional, ou por conlta dêiste. Da compet'êncva da União, EsfJa<i,<w
e Municípios
§ 3.0 1Em todos os calEos a recusa do
registro, ;por falta de saldo no cré- SEÇÃO SEGUNDA
dito ou i!J'Or im.putaçãio a e:rédii to im-
prQpirio, t em oaráiter 1proibitivo. Quan- DG; Or'ganiza:gão Financei;ra
do .a reoosa tive·r ·outro fll!ndiamento,
a despesa potle·rá •efetuan:-se, a.póls A:rt. - Nenhum ·t l;ibmo será exi..
d>espacll.o do Poà!er EX!ecutivo, o re- gii.do s·em prévia lei que o autorize.
gistro sob r eserva do T ribunal de
C~ ntas e recurso ex-officio iPara a Aut. - E' V'edado à Undão, EStad.os
Câmara dos Depu1Ja•dos . .e MunicÍ!Pioo t r i'buta:r bens, remas e
§ 4.0 A '.fisoolização financeiTa doo seil'viÇJOs 1HIB dos out1·os.
seirviços autônomos também será Parágrafo único - Os serviços pú-
feita pelos Tribu1na,is dle Contas. blicos concedi-dos nãio goZ/am. de iren-
§ 5. 0 iNos Municípios, a .execução do ção tributá.Iria, salvo .a que ihes fôr
arça;mento s•e rá fiscaliza;da, s•cgundo outorgaidla, !D.O interêss1e comum, por
M disposi-çães dêste artigo, pelo Tri- Jiei especial.
bUlillal. <lJe Conitais. do Estia.do, que po-
derá especi.a.Llzar uma: Câmar·a · pan Art. - E' vedlaldo ainda, qualquer
êsse fim e comunicairá os r<e1Sult8Jdos que seja a forma ou denominação:
de seus trabalhos não só às Câmaras a) à União, de~etar i.mjpcts'tos q•.e
de v.ereaidores, mas taanbém aos ·po-
dleres 'executivos .e legislativo do Es- não :s·eja:m UJTidfoirm.es em todo o ter-
taido. ritório naoional;
§ 6. 0 O TribUJiliall de Contas dará b) iao Est8Jdos, Distrito Fedecral e
·p arecer prévio, no prazo de trinta Municípios, estabelecer di.fie.rençla trl-
d11as, sôbtr<e .ais contas q'llle o Poder butária, em !razão da ip.rocieàiên.cia,
Executivo deve anualment;e ;pr-estar ei!l.Jtre bens de quialquer ~11aitu:rieza.
ao Poder Legislativo. Se esta.s não
forem enviadas em temrr>o útil, co- Art. - C'OII11Pete, priv.atisvamen.te,
municará o fato ao Poder Legi&la- à União:
.tivo, pata os fiTuS de direito, aipre- I - De<:a-etar iIDiPostos:
sentando-Ihe num ou noutro ca.so,
minucioso relatório do exercicio fi- a) sôbre a imJpo'rtação de ma-ce.-
nanceiro terminado. dorias él:e procedência. esta"'a.n.gel.N,;
b) dle consUttno Ide quaisquer mer- quidados ou tramferido aO\SI henl:ei--
.orudorias, incl'll:Si ve de •energia elétri- , ros .
ca, exceto Ois c·ombll!stíveis tdie motO'r § 3.0 E' isle'nlta Ide impostos, no Es-
dJe eXjplo·s áo; /
tJaldo por •dOll'llde se •exipOtl'tar, •a produ-
e) de ;rendas e ,p rowntos cte qual- ção .àos ·outros E&taldos.
qUJfil' naJtwrezia, 1exic•etu;aidfa. a r:enlda
oedU!ll:ur de imóY.eis; iA.Tb. Aliém rd:aq'lllelies quê lhes
forem tr'a.nsf.eritdos spelo Estado, IP'er-
d) de transfle'rência de fundos pal"a tenc-em aos Munidpio\SI :
o merior;
a) -o iànpôs<to sôbre a .propri·e dade
e) robl"e .atos, ccmtratos ·e instru- terJ:itorial urbana;
mentos regulados .POr lei fed•e ral, ex-
ceto a compra ·e 'Ve'.Illda ·au aquêJ:es _b) o impôsto ide -l ic·ença;
001 que forem ipartes -os Estaidos e os e) o i:m•pôslto sô bl'e diviersões ;pu-
MUJI1Í.cipios, ou suas autarqui·as; blii.cas;
/) nos Te;rritórios, .ainda, oo que a dJ .o .!mpõstso sôbre in-d'úsiJria e
Consititufção atribu.iir ·a;Os Estados. ,proifissões;
II - Cvbr'a'r taxa!SJ telegráficas, e) -o fmpôsto oedulair sôbre -a ren-
positruis ~ de outros s<ell'viçds' feder.ais . da lfquida '8feti1Va ou presumi-da dos
Art. ~ Compete, 1P!Iivattva1mente, prédios urbanos e n1stioas, inclusive
n.os ifils.tados·: ·os habitados jp'elos p r-0;prieitários;
I - Decretar impost-os d€': /) as .taxais de :s·erviços municipais.
a) a \propriedadle 'te:rritori'al, ex- P all'áJgTafo único. O Es-t ado e~p.edirá
ceto a urbana; ·ii, liegiE1
1ação referente ao i!IIlpôsto mu-
.nici.pal s ôl:>re iml:'úsit;ria •e profi.ssões,
b) .a transmIB.soo de ,In'oiplriedade a fim de unifoxmizar .a s ua incidên-
ca~a-mortis; cia.
e) a. transmissão de plroprtedade
Art. _A União, os Estados e os
imobiHá:ria ,in.terr-vüvos, inclUiSi ve 'ª MUIIlicípio·s podell'ão oobr~r contribw-
sUJa incor0poração •ao c·~irtal d!e so- ções de melhoria semrrire que se v.e-
Ciedadle; rifica.ir valorização de imóvel 'POT mo-
.d) vendas .e úonsignações, e[letua- ti vo de obr-as públicaiss, ,p.ão 1pod€!Ildo
dias .por oomerlci.ant:es •e ~rodutores, ser ultrap ~~iado o limitJe -d'a desip'élSa
O isenta a primeira operação do peque- r ealizada, nem -0 do .a;créscimo d-0 va-
no prod'llltor, como tal defi.Jni..do ·e m loir idooorr.ernte da melhoxia. ·
!_ei;
Art. .Além idos que lhes f.orem
e) •exlpotrtaÇãio .cl'as mercadorias de :atribuídos nesta Constitu'.ção, a Uni-
sua ,p'rodução, a;t:é o máximo d'e <dez ão -é os Estaidos po-d·erão Cll'iar novos
por oerntb ad-vawrem, Vledados quai:s- impostos. E' vetdada, entre.tanto, a
qwer .adicionais . bitributação prevalecendo o impôsto
II - Gob1·ar tax.as die serviços es- decretado pela União, quando a com-
taduais. petência for _concorrente . E' da com-
petência do Senado Federal, por ini-
§ 1. 0 - O im:pôsto de vendas e ciativa própria, ou· do Presidente da
cülnsignações será uni.:f.orme, sem dis- R~pública. ou mediante representação
tinção die rprocedência ou .aiesti.:no. do contribuinte, declarar a existência
da bitributação, suspendendo a co-
§ 2.0 - O i!llllpôsto ide transmissão brança do tr '. buto estadual.
de bens cor;póx.eos cabe :a.o Estado em
cujo territóJ:io se achem situados; e
oo Ide transmissãio causa-mortis, .de CAPÍTULO II
beoo incarjpóreos, inclusive d'e tftulo
DA ELA!liORAÇÃO DO {)ÇAMENTO
e crédi.too, -a o Estad{) ondie s·e tiver
aberto a suc<esBão. Quanto .e sta s·e Art. o or~a:mento s•erá uno, in-
haja 'aberto no exterior, smá devido o corporando-se obrigatoriamente á re-
imlPÕ&to ao Estado em cuj 9 territó- ceita todos os tribllltos, rendas e su-
rio QG valores d:a heranÇça forem li- primentos de fundos, e inclUind<H>e
- 4.2

d~scrimma·dJa,mente na desipesa- tô'Cl'as. Art. ComQJete ·ao Tribunê-1 de


illls 1do!1Ja;cõ.e1s, Tue!Cle\Ssiá.rias ao· cll!slteio Corltas: .•
U:os •serviços !Públicos.
a) acbmu:>arlti,ar e fiscalizar a exe-
§ 1. 0 O P'reside11'te da República
cução orçamentária, diretlllmente ou
enviará :à Gâma1"a d;os Deputados,
d en tc."o do ipa·imeiro mês da s essão :ie- . 1p o·r delegações;
.g.i•s lativa Olrdinária, :a pro•posta de .QIJ:- b) j'U!lgar as contas• dds. relE]ponsá-
çament:o. veis !Pefos bens, fünhei:ro •.e valores
§ '2.º o m:ç;amento :dia · 1de•s.pes!a di- públicos;
vi!dir-&e-á .em ·ciiu'a s 1parte;,:., uma fixa, e
owtra 'V<arifüv eJ, não ;po·diend.o a pri- e) juJgar ct:a Le.gali:dade dos contra-
meira <&er ·alterada ,s,en ã o ·em virtude tos ieeleorado•s ;pela União, os .quais
de lei anterior. A parte variável obe- só s·e Teiputiarã:o perfeito,s e ,acal:)atlos
t1ece:i'á a rigornsà esiJ)•eiCializaçã,o.
a1pós •O s·eUJ reg:ilstro.
§ 3. 0 A lei 1d·e •o•r çam.ento não cón-
terá dilSJPOSitiivo estranho à 1.rnceita Art. - IA recU!Sa do regi&tro, ipor
i[Jrevist a e 0. d esrpe·s a fixada piara O·s falta •de -saldo no 'Cl"éd'ifo ou QJOr lm-
serviç'os anteri·a .rmente cria;dos. Não pultaÇâ'o a crédito . imprqpr'io, tem ca-
se 'incluem nes:fa tproibição·: Táter proibitivo. Qüam:lio a recusa ti-
a) aU!tori·z ação para a abertura de ver CYU!tro fuTud:amentÕ, .a de:iri•es:a p'o-
crélClito•s i.':•U!i!.J[.emenltares e ;opera.ções ;derá efetuar-se aipós 'deliberação ido
de ca::éJditoo !POr ·antedpação de r ecei-
t:a; Pode·r Executivo, registro Mb rese·r -
ya do Tribunal de Conita;s, ·e r ecurso
b) a aplicação l(]!o iSa·ldo, .a.u o modo· "ex-oif'fici,o" ip·a:ra a Gâma:ra dos
tle cobrir .a "•d'efioif." . DeipU!tado-s .
§ 4. 0 \E' veda;do a'o Poder Le.gts1lati- Art. - ;\ ex.ecu't(ão orçamentária
vo COThcc•der cré'tl.'Hos ilimitad:os. nos Ministélri'ol~ MiJttares ficará su-
§ 5. 0 Será iprorr.ogado :o ot·ç.amentto jei ta · a r egime eE!POOi~l, .estabelech:l.o
vig ell_te \Se :atfé 30 fde novembro não em lei.
houver -sido envi:a;do :ao .Presidente da Art. - As Oonsti'tluiçõe5 es:taiçluais
Reipúb1ka, :par.a sanção. estJabelece•rão 'p.aira •OS Tribunais 'de
§ 6. 0 Nenhum t!ribu'to QJoderá ser Contas -o.os Estacfüs aitribtüçõ'e s 'B'e-
destinad!o es•pe'Cialmen te !Par.a deter- melhantes 1à/::1 d~s Tribunais de CO'll- •
mina·da id:eSl]Jesa. -tas 'da Uni.ã,o.
Art. - Noe mum.lic~ios, a fiscali-
CAPITULO III zação fin.ance ir·a \S•e rá exoouitJa·dia pela
fo,r ma por que dispus.e rem :as Co1n s- .
'DA EXECUÇÃO E FISCALIZAÇÃO
t i tuições e'Staduais, podendo ser a,tri-
. DO ORÇAMENTO
buida aos Tribunais de Contas dos
A!:rt. - O Tribunal de Con tas da Esta.dci1S1.
União, ·d iretamente •Ou [por delega- Art. - O Tribwnal de Oontas emi-
ç&?·s ·or ganizadas d·e acfüldo com a ttrá parecer, no prazo de· trinta dias,
lei fiscalizará a execução do orça- sôbre as contias que o Pre<&tdente 'da
República deverá prestar, anua.Jl.men-
mento em ·t odo · o territóri.o n!acion.al. t.e, ao Po1der L egislativo. Se as con-
Art . . - Olo, mini1s•tro•s, do Tribunal tas não lih:e f.o r ern enviadas no lptra-
<ie Conttas. sierão nOimeados pelo .Pre- z.o legal, ccmunicará ês's e fato à Câ-
mara dos · Deputados, .a:presenitandoi:-
sidente d'a Re,públiea e\ terão os mes- 13,e- lhe relatório ·do ex.eT'Cfu'i..o finan-
mos •d'i'reito6, garantias e iprerr ogati- ceiro. .encerrado.
'Vas dos ministros· ·do 1SUi!.Jremo Tr-ibu- Art. - A oll'ganizaçãp doo Trfüu-
IJla.J. Federal. na.:i.s• de Contas se>rá regu1rerra ~m lei.
CONTRlBUIÇõES DOS MUNICtPIOS
CONSTANTES DOS ORÇAMENTOS ESTADUAIS PARA Hi45
. íl'
- ·EM CRUZEIROS - 1

I
Depart. Depárt.
' '
Arr. do
!' -
1
1
Conselho
Taxa de AB-
sistência a
Educação Serviço Pronto das
Municl-
Asilo Estadual Presídio Plano 1 Sem
Discrim!-
·10 % na
!arma
Fomento Impôsto /Ilumins.çíl.o
de
Biblioteca
Estatística
Assistência. ! Serviço Empréstimo Higiene e
externo Assistência
T écnico
de Econ .
Cadastro menores
e Del. 1 % s/ o T otal
S/ o total
da despesa
S/ o total
da despesa N.º
N.º ESTADOS e de D . Macedo de Inf. 1
Saúde Incêndio Socorro palidRdes Costa e s. José Rodoviário nação da .lei Vegetal Indústrlas da Capital Pública Técnica Policial 1927/ 8 Pública · e Flnan. Mob. total d a Rec. Estadual Municipal 1
1 Arrecad. dos
Propaganda e Profissões 1 Estadual
Municípios

l
1
1
• 1
-
!1 Amazonas . . . . . . . . . . •. . . 1.172.484 ~ 1.172 . 484 2,89 10,23 l

1 681.400 4.853.200 6,68 12,00 2


2\Pará ......•..........• 2.300.000 800 .000 591.800 240.000 120.000 120.000
1
945.0()0 140.000 230.000 1.315.000 3,57 12,51 3

31 Maranhão : . . .... .. .. ... .


1.100.000 3,46 12 . 65
4 1 Pia.ui . . .. . ... . . . .. . ..... . 1. 100.000 '- 4
1
1
5 \ Ceará . .... . ... 1 ••••• • • 200.000 .'.- 200.000 0,37 1,07 5
1
61 :n,oa
r
Rio Grande do Nora 830.000 250.000 .800.000 1 1. 880. 000 5,71 6

71 Parniba ...•......•..... :-': 800.000 360.000 800.000 1,69 5,31 7


1
1 1. 900. 000 1.123 . 566 . 2. 747 .000 2,05 5,53 8
8 1 Pernambuco . . ..... . . . .. . 487 .000 1~7 . 084 405.000 -30 . 000 230 . 750
~ I 1

9 /. Alagoas ........•. . ....•. . 569.800 75. 720 2 . 526.200 7,65 18,40 9


'
I • (") 110 . 981 386. '107 1,19 4,50 10
10 Sergipe 200.000

11 Bahia ..... . . ... , . . . .. . . . - 7.000.000 L 1 7 .000.000 3,05 10,28 11

- 12 l Minas Geràis ... . . .... . . . 300.000 r


1
105.000 -1 300 . 000 0,06 0,16 12

1
1.320.000 170.000
l 1.595 . 000 2,43 12,34 u
13 1 Espír ito Santo 770.467
j
1
14 1 Rio de Janeiro .. ..... . . . 3.017 . 197 1.530 . 241 L 5 317 . 905 2,50 5,89 14

15 São Paulo 480.000 7 . 000.000 3 .622. 015 11 .102.015 0,48 2,45 13

16 Paraná , . . . .... , . , ..... , . . 500.000 370.000 870.000 Q,76 2,47 16

11· l Santa Catarina ... ... . . 474. 698 790.000 853.000 3.325.477 2.500.00 1 . 264. 698 1,68 5,11 17

18 ( Rio Grande do Sul 1.121.300 7 . 799.777 1,19 4,30 18

19 Mato Grnsso 570.000 60.280 570 . 000 2,25 6,47 19

20 Goiás 70.000 }0.000 70.000 1 270 . 280 0,44 1,69 20

1
1 1

(• ) Arrecadação de 1944.
I
43 -

RECEITA TRIBUTARIA

ARRECADAÇÃO DE 1944 (*)


Cr$ %

União . . . .. . ... . ........... .. ........... .. . 5. 631. 423 .129 54,9


Estados e D. Federal . . . . . . . . . . .......... . 3.775 . 337.103 36,8
Municípios 856.832.033 8,3

Total . . . 10.263.592.265 - 100,0

C*) -:-- Dados provisório~.

RECEITA TRIBUTARIA ESTADUAL

ARRECADAÇÃO DE 1944
· Unidades Federadas Cr$

Amazonas . 40. 137. 252.


Pará . . . 61.387.949
Maranhão . 35 . 560.632
Piauí (*) . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ·•· ....... . .. .• 22.722.315
Ceará . . .. .... . .... ... ........•................... : ..... . 54.064.651
Rio Grande do Norte . . . . . . .. .... ..... ......... . . ....... . 25.586.837
Paraíba . . 38.942.923
Pernambuco 141. 020. 886
Alagoas 29.343.793
Sergipe . . 35. 841.368
Bahia . . . · ........................ .... .................. . 173 . 354.521
Minas Gerais . . .. . . . . .. . . . . . .. . .. .. .. . .. .. .. .. .. • .. .. 406 . 087. 229
Espírito Santo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60. 335. 085
Rio de Janeiro . . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . .. ... 164.527.360
Distr.ito Federal . . .. . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 611.102. 295
São Paul<J . , . .. .. .. .. . .. . .. .. . .. .. .. .. .. .. .. .. ... .. . .. . 1.309.636.130
Paraná . . . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. 119. 748.829
Santa Catarina . . . . ............ .. ..................... :.. 73.512.711
Rio Grande do Sul . . .. .. .. .. .. .. . .. .. .. .. . .. .. .. .. .. .. . 312. 548. 253
Mato .Grosso . . . .. .. . .. ..... . .. ... .. . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 18.396. 795
Goiás . . .. .. . .. .. . . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 41.479.289

Total 3.775.337.103

(*) - Os dados do Piauí são de 1943.


44 -

RECEITA TRIBUTARIA MUNICIPAL

ARRECADÂÇÃO DE 1944
Municípios por Unidades
Federadas Or$
Território do ' Guaporé (") . 1.604.283
Território do Acre (*) . . . . . . • . . ·.. •••. ... . ......•... : ..•• 1.639. 211
A1nazonas (*) . . .• ..........•.... : .•...... . ....•.•.... : .. 8.597.107
Territ. do Rio Branco . . ... ......... ........... ... ..... . 748.000
Pará (•) . . . . . . ·............................·............... 40.518.129
T erritório do Amapá. (*) .•.......••.•.•.•....•....•..... 768.824
Maranhão . . . ·· ..... ....... ....... ........ .. ..... ....... . - 7.920.398
Piauí -. . . .. ... ........ .... ........ . ..................... . 6.493.280
Ceará (*) • • • • ••••• •• . •... .•.••.• ••• ••••••••• ••• •••• ••• 13.464. 719
Rio Grande do Norte (") . . - ............................. . 4.851.181
P araíba . . . .. ........................................... -.. 11.996.575
Pernambuco 46. 528. 03.5
Alagoas . 10.164.834
Sergipe . . 8.654.138
Bahia (*) . 46.462.504
Minas Gerais (*) . . . . . . . . . . . . . ............. .. ....... .. .. 115. 511. i:s8
Espírito Santo (*) . ............•.•••.................. 9.602.040
Rio de Janeiro (") ................................... . 56.413.450
São Paulo (*) . . . . .... . .. ............................... .. 298.725.604
.. Paraná ......................................... ; .... . 27.842.191
Território do Iguaçu .. . . ~ ................. : .... : ....... . 896.355
Santa Catarina . . . . .. ... ... ..... . . ........... ." ........ . 22.004.8111
Rio Grande do Sul (*) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 .217.084
Território de Ponta Porã (*) • . ..• •...•.. ... •..... ....... 761.i78
Mato Grosso (*) . . • ...... . ... ... .... • ........ : ......... . 6.273.986
Goiás (.*) •••••.•••..••...•••••••••••••...• • ••..•...•••• 11.172.~118

Total 856.832.083

(*) - Dados provisórios.


TERCEIRA SUBCOMISSÃO
Do Poder Legislativo
CAPíTULO I Regimento Interno, regular sua pró-
pria polícia, organizar sua secretaria
DISPOSIÇÕES GERAIS . e nomear os funcionários respectivos
Art. · 1. 0 o Poder Legislativo é exer- e eleger suas comissões, assegura ndo a
cido pelo Congresso Nacional, que se representação proporcional das cor-
compõe de dois ramos: a Qâmara dos rentes nela definidas. Poderá, igual-
Deputados e o Senado Federal. mente, .nomear Comissões técnicas ou
Art. 2. 0 A eleição para deputados e de inquérito, com funções limitadas e
sena dores far-se-á simultâneamente prazos prefixados.
em todo o país. Art. 8. 0 Os deputados e os senado-
Art. 3. 0 O Congresso reunir-se-á, na res são invioláveis por suas opiniões,
Capital Federal, independentemente pala vras e votos, no exercício do man-
de convocação, a 3 de maio de cada dato.
ano, e funcionará até 31 de dezembro,
Art. 9. 0 Os membros do Congresso
podendo ser adiado ou prorrogado. Nacional, desde que tiverem recebido
(Art. 23, a) . Também poderá ser con-
diploma, até à expedição dos diplomas
voca do, extraordinàriamente, por ini- pE>ra a legislatura subseqüente, não ·
ciativa de um quarto era tQ.talidade das
poderão ser processados criminalmen-
duas Câmaras, ou pelo Presidente da te, nem presos, sem licença da Câ-
República. ·
mara a que pertencerem, salvo 0aso
Art. 4. 0 Os membros das duas Câ- de; flagrância em crime inafiançável.
maras, ao tomarem assento, contrai- Art. 10. A prisão em flagrante, por
rão compromisso formal, em sessão
crime inafiançável, será logo comuni-
pública, de bem cumprir os seus de- ca da ao Presidente da respectiva Câ-
veres .
mara, com os a utos do processo, para
Art. 5. 0 A Câmara dos Deputados e que ela autorize ou não a formação
o Senado Federal, excetuados os casos da culpa.
previstos no artigo 17, trabalharão se-
Art. 11. Em tempo de guerra, 011
paradamente; e, quando não r esolve- deputados e os sena do.res, civis ou mi-
rem o contrário, em sessõe~ públicas. litares, incorporados às fôrças arma-
Art . 6. 0 As· deliberações serão to- das, mediante licença da respectiva
madas por maioria de votos, achando- Câmara, ficarão sujeitos às 1'eis e ré-
se presente, em cada uma cias Câma- gulamentos militares.
ras, a maioria absoluta de seus mem- Art. 12. Os deputa dos e os senado-
bros, prevalecendo sempre o voto se- res, além da ajuda de custo, perce-
creto nas eleições, e nas deliberações .berão, no decorrer do ano, um subsi-
sõbre vetos e contas do Presidente da dio pecuniário mensal e igual, e, du-
R-epública.
rante a sessão legislativa , uma
Art. 7. 0 "A cada uma das Câmaras remuneração correspondente ao com-
compete: eleger sua Mesa, elaborar seu parecimento, fi.Xados pelo Congresso,
no fim de cada legislatura, para a se- sos . de incompatibilidade eleítoral
guinte. serão · estabelecidos em lei ordinária .
Art. 13. Nenhum membro do Con- Art. 17. A Câmara dos Deputados
gr·esso Nacional, desd•e a ·expedição do reunir-se-á em sessão conjunta com o
diploma, poderá: Senado Federal, sob a dir·eção da Mesa
dêste, para a inauguração .solene da
a) exercer cargos públicos ou de au-
sessão legislativa, elaboração do Regi-
tarquia, e aceitar pomeação para car- mento comum e recebimento do com-
go de que possa ser demitido ad mi-.
promissé do Presidente da Repúbliéa.
tm:n;
b) aceitar missões e comissões de Art. 18. Os membros da Câmara
natureza oficial, ou comandos milita- dos Deputados, nomeados Ministros de
res, sem licença de sua Câmara, salvo Estado, não perdem o mandato, sendo
nos casos de_ guen-a ou naqueles em substituídos, enquanto exerçam o car-
que a honra e a integridade da União go, pelos sup1'~ntes.
s·e acharem· empenhadas;
c) ser proprietário ou diretor de CAPÍTULO II
emprêsas beneficiadas com privilégio,
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
isenção ou favor, em virtude de con-
tratos com pessoas de direito público;
Art. 19. A Câmara dos Deputados
d) patrocinar causas contra a União, com~õ~-se de representantes do povo,
os Est,ados e os Municípios; bras1le1ros natos, maiores de 25 anos,
e) deixar de obsuvar as disposições eleitos pelos Estados, pelo Distrito
regimentais relativas à obrigatoriedade Federal e pelos T~rritórios mediante
de comparecimento; sufrágio universal, igual, direto, obri-
gatório e secreto e segundo o sistema
j) acumular um mandato com outro . de representação proporcional.
de caráter legislativo, federal, •e stadual
ou mÚnicipal. Art. 20. Cada legislatura durará
quatro anos.
Art. 14. A inobservância do dispôs-
to em qualquer dos incisos do artigo Art. 21. O número de deputados
anterior importa a perda do mandato, será proporcional à população e · fixa-
decretada pelo Tribunal Superior Elei- do em lei, não podendo exceder de
toral, mediante provocação do Pre- um, por cento e cinqüenta mil habi-
siden te da Câmara a que pertencer . tantes, até o máximo de vinte, e, ·dêste
o mandatário ou de qualquer de seus limite para cima, de um por duzentos
pares, ou representação documentada mil habitantes. 1l:sse número, entre-
de mais de cem eleitores. tanto, não serf. inferior a sete por
Estado e a um por Território, não po-
Art. 15. Os membros do Congresso dendo ser reduzida a representação
Nacional, que forem funcionários ci~ que já ~ver sido fix_ada em lei.
vis ou militares e estiverem no exer· Art. 22. Nos casos de vaga e na-
cício do mandato, conta.J:ão, por duas queles que forem previstos no Regi-
legislaturas, no máximo , tempo para mento Interno será convocado o su-
·promoção; aposentadoria ou reforma, plente; e, na falta dêste, o Presidente
não perceberão, dos cofres públicos, ou- da Câmara comunicará o fato ao Tri-
tras vantagens pecuniárias, além das bunal Sup'e rior Eleitoral ·para que
estabelecidas no artigo 12, e sàmente determine a eleição.
por antiguidade poderão ser promovi-
1 dos. Art. 23. Compete à Câmara dos
Deputados a iniciativa:
Art . 16 . As condições de elegibilida-
de dos deputados e senadores, não de· a) . do adiamento e prorrogação- da
terminadas na Constituição, e os ca- sessão legislativa (art. 3.º);
- 47

b) das léis sôbre matéria Jiscal ou CAPÍTULO IV


financeira;
DAS A.TRIBUIÇÕES DO CONGRESSO
c) das leis de fixação das fôrças
armadas; Art. 28. E' da competência exclu-
siva do Congressc Nacional:
d) da discussão dos projetos ofere- a) re;;olver definitivamente sôbre
cidos pelo Poder Executivo; tratados e convenções com as n ações
· e) da declaração de prçicedência ou estrangeiras; celebrados pelo Presi-
improcedência da acusação contra o , dente. da República, inclusive os rela-
Presidente da República, e contra os tivos à paz;
Ministros de Estado nos crimes co- b) julgar as contas do Presidente
nexos com os do Presidente da Repú- da República; · ·
blica.
c) aprovar ou suspender o estado de
CAPÍTULO III sítio e a intervenção nos Estados, de-
cretados no intervalo de suas sessões;
DO SENADO FEDERAL
d .) prorrogar suas sessões e adiá-las;
Art. 24. O Senado Federal compõe-
se de brasileiros natos, maiores de 35 e) mudar temporariàmen~e sua sede;
an·os, em número de três por Estado e f) fixar a ajuda dé custo e o sub-
pelo Distrito Federal, tendo o man- sídio dos membros da Câmara dos
dato de senador a duração de oito Deputados e do Senado Federal, e o
anos. subsídio do Presidente da República;
, Art . 25. O Senado Federal reno- g) autorizar o Presidente da Repú-
var-se-á qe quatro em quatro anos, blica a ausentar-se para país estran-
alternativam ente, por um e dois ter- geiro; "
ços Cart . 2. 0 ) • O senador eleito em h) promulgar e mandar publicar,
caso de vaga exercerá o m andato pelo por intermédio do Presidente de .q ual-
tempo .que restava ao substituído. .quer das Câmaras iniciadoras, as leis,
Art. 26. ; Compete privativamente decret os e resoluções da competência
ao Senado 'Federal: exclusiva do Congresso Nacional e as
leis cuja promulgação e publicação não
a) julgar o Presidente da Repúbli- forem efetivadas pelo Presidente da
ca e os Ministros de Estado nos cri- _ República, nos casos em que deva fa-
mes conexos; zê-lo.
b) autorizar os empréstimos exter- Art . 29. É 1 da competência priva-
nos dos Estados, do Distrito Federal tiva do Congresso .Nacional, com a
e dos Municípios; sanção do Presidente da República:
c) aprovar, mediante voto secreto, a) votar anualmente o orçamento
a nomeação dos mfnistros do Supremo da receita e da despesa;
· Tribunal Federal, do Procurador Ge-
ral da República, dos Chefes de mis- b) diS'Pôr sôbi:e a dívida pú'blica da
sões diplomáticas e dos ministros do União e sôbre os meios de pagá-la;
Tribl.lnal de Contas. r egular a arrecadação · e a d~stribui­
Ção das suas rendas; autorizar emis-
Art. 27. O Senado, quando delibe- sões de .curso forçado, abertura e _ope-
rar como poder judicante (art . 26, rações de créçl.ito;
letra a) , será presidido pelo Presi-
dente do Supremo Tribunal Federal; c) iegislar sôbre o comércio exterior
não proferirá sentença condenatória e o interim~, podendo autorizar as li-
senão por dois terços dos seus mem- mitações exigidas pelo bem público;
bros; e não poderá impôr outras penas d) votar anualmente a lei de fixa-
além da perda do cargo, sem prejuízo ção das fôrças armadas da União, a
da ação da justiça ordinária. qual sõmente poderá ser modificada
- 4'8

por iniciativa do Presidente da Repú- Art. 32. Os projetos de lei a que


blica; se refere o artigo anterior ·serão enca-
e) aprovar as resoluções das assem-
minhados pelo Presidente da Repú-
bléias legislativas dos Estados sôbre blica à Câmara dos Deputados onde
incorporação, sub-divisão. ou desmem- deverá ser iniciada a sua discussão.
bramento dêstes, e qualquer acôrdo Art. 33. Os projetos de lei serão
entre êles; incluídos na ordem do dia; mediante
requerimento de qualquer deputado
f) decidir sôbre a execução de obras
ou sena;dor, e independentemente de
e manutenção de serviço da compe- parecer, depois de transcorridos ses-
tência da União; senta dias do seu recebimento.
g) criar e extinguir empregos· pú- Art : 34. O projeto de lei, adotado
blicos federais, fixar-lhes e alterar- .em uma das Câmaras, será submetido
lhes- os vencimentos, semp~e por lei à outra; e esta, 8e o aprovar, en-
especial; viá~lo-á ao Presidente da República,

h) transferir temporariàmente a que, aquiescendo, o sancionará, pro-


sede do govêrno, 'quandÓ o exigir a mulgará e mandará publicar.
segurança nacional; Ãrt. ·35. Quando o Presidente da
República julgar um projeto de lei,
i) autorizar o Presidente da ~epú­ no todo ou em parte, inconstitucional
blica a declarar a guerra e a negociar ou contrário aos interêsses nacionais,
a paz; o ·vetará, total ou parcialmente, den-
j) conceder anistia; tro de dez dias úteis, a contar daquele
em que o recebeu, devolvendo, nesse
k) decretar a intervencão nos Es- ·prazo e com os motivos do veto, o
tados, nos casos previstos -nesta Cons- projeto ou a parte vetada à Câmara, ·
tituição; onde inicialmente foi discutido e vo-
tado.
l) autorizar a decretação e a pror-
rogação do estado de sítio; Art. 36. O silêncio do Presidente da
República, no decêndio, importa san-
m) legislar sôbré as demais maté- ção; e, no caso de ser esta negooa,
rias da competência da União. quando já estiver encerra·do o Con-
gresso, o Presidente dará publicidade
CAPíTULO V às suas razões.
Art. 37. Devolvido o projeto à Câ-
DA ELABORAÇÃO LEGISLATIVA
mara iniciadora, aí se sujeitará a uma
Art. 30. A iniciativa dos projetos discussão e votação nominal, conside-
de lei, não compreendidos nos arti- rando-se aprovado, se obtiver dois
gos 23 e 31 desta Constituição, cabe t·e rços dos votos dos presentes. Neste
ao Presidente da ·República ou a qual~ caso, o projeto será remetido à outra
quer dos membros e comissões do Con- Câmara, que, se por igual foJ:\IDa o
gresso Nacional. aprovar, remetê-lo-á, como lei, ao
Presidente da República, para a for-
Art. 31. A iniciativa dos projetos de malidade da promulgação.
lei que aumentem vencimentos de /
funcionários, criem empregos em ser- Art . 38. O projeto de uma Câmara,
viços já organizados, ou modifiquem, emendado ·na outra, volverá à pri-
durante o prazo de sua vigência, a lei meira, que, se aceitar as emendas,
de fixação das fôrças a rmadas, per- enviá-lo-á, devidamente modificado, ao
tence exclusivamente ao Presidente da Presidente' 'da República. No caso con-
República, não se compreendendo, po- trário. volverá à Câmara revisora e,
rém, nessa pren-ogativa, as leis per- se as :a lterações obtiverem dois terços
tinentes aos serviços ·administrativos dos votos dos membros presentes, con-
do Congresso Nacional (artigo 7. 0 ). siderar-se-ão aprovadas, sendo então
- 49

-remetidas com o projeto à Câmara ini- Rio de Janeiro, 30 de març&


dadora, que só poderá rejeitá-las pela de 1946. ·- Gustavo Capanema, presi-
mesma maioria. Neste caso, o .projeto dente . - Benedicto Costa Netto, rela-
:aerá submetido, sem elas, à sanção. tor . - Soares Filho, vencido. Minhas
divergências com o projeto acima col13-
Art . 39. Os projetos rejeitados, ou tam do substitutivo que se segue:
não sancionados, não poderão ser re-
novados na mesma sessão .legislativa.
SEÇÃO I
Art. 40. Poderão ser aprovados em
globo, p0r maioria de votos, os projetos DISPOSIÇÓES GERAIS
· d.e Códigos ou Consolidação de leis, de-
pois de i;evistos por uma Comissão Art . 1. o Poder Legislativo é exer-
0

mista da ·c âmara e do Senado. cido pela Câmara dos Deputados, com


a colaboração do Senado Federal.
CAPíTULO VI Art. 2. 0 A eleição para Deputados
e Senadores far -se-á simultâneamente
DO ORÇAMENTO DA REPÚBLICA
em todo o país.
Art. 41. O orçament.o será uno, § 1. 0 Ninguem poderá ser, ao 'lles-
incorporando-se ..obrigatàriamente à mo tempo, Deputado e Senador.
receita ºtodos os tributos, rendas e su-
§ 2.° Cada legislatura durará quatro
primentos dos fundos, e incluindo-se
discriminadamente na despesa tôdas as anos.
dotaçóes necessárias ao custeio . dos Art. 3. 0 A Câmara dos Deputados
serviços públicos. reune-se anuaJmente no dia 1 de Abril
Eút . 42 . O Presidente da República na Capital da República, sem depen-
enviará a proposta. de orçamento à dência de convocação, e funciona du-
<Jâmara dos Deputados, dentro do pri- rante nove meses, podendo ser con-
meiro mês da sessão legislativa ordi- vocada extraordinàriamente, por ini-
nária. ciativa de um têrço de seus membros,
'
Art . 43. O orçamento da despesa
pela Seção Permanente ou pelo P1·e-
sidente da República.
dividir-s·e-á em duas partes: uma fixa,
que não poderá ser alterada senão em Art. 4. 0 O Senado Federal funcic··
viltude de lei anterior; e outra va-- nará durante o mesmo período que a
riável, que obedecerá a rigorosa espe- Câmara dos Deputados . Sempre qu.e
-ci!icação . a segunda fôr convoca0.a para re~olver
sôbre matéria em que o primeiro dev;: .
Art. 44. A lei de orçamento não colaborar será êste convocado extraor-
-conterá, dispositivo estranho à receita dinàriamente pelo seu presidente ou
prevista e à despesa fixada para os peio Presidente da República .
.servlçoo anteriormente criados. Não se
incluem nessa proibição: Art. 5. 0 A Cª-mara dos Deputados
a) a autorização para a abertura de reunir-se~á em sessão conju:nta com o
créditos suplementares e oueracões de Senado Federal, sob a direção da Mesa
crédito por antecipação de· rec~ita; daquela, para ilmugmaçã.i do regimen-
to comum e recebimenr.o do compro-
b) a aplicação de saldo, ou o modo misso do Pr.e sidente da República
<le cobrir o deficit.
§ 1. 0 A Câmara dos Deputados ~ o
Art. 45. ll: vedado ao Poder Legis-
lativo conceder créd.itos ílimitados. · Senado Federal trabalharão separada.-
mente e em sessóes públicas, quando
Art. 46. Considera-se prorrogado o não fôr resolvido o contrário. Fun-
-vigente orçamento, se até 15 de no- cionarão todos os dias úteis com, &
vembro o vindouro não houver sido de- presença de 1/10, p.elo menos, de seus
finitivamente aprovado pelo Congresso membros. As deliberações, salvo os ca-
Nadonal. sos expressos n esta Constituição, serão
- 5•0 -

tomadas por m:;üoria de votos, achan- ficarão sujeitos .à s leis e obrigações


do-se presente em cada, uma das ·Câ- militares.
maras metade e mais um dos resper.- Art. 10. Nenhuní Deputado ou -se-
-tivos membros. · nador, poderá:
§ 2. 0 Nenhuma alteraÇão regimental
1- desde que diplomado:
será aprovada sem proposta escrita,
impressa, disüribuída em avulso e dis- celebrar' contrato com pessoa,i; de
a)
cutida, pelo menos, em dois dias de direito público ou com autarquias;
sessão. b) aceitar de pessoas de di.reito pú-
Art. 6. 0 Incumbe à Câmara dos blico, ou de autarquias, cargo, comis-
Deputados e ao Senado eleger a sua são ou emprêgo remunerados, ou exer-
Mesa, regular a sua própria polícia, cê~lds, salvo as exceções previstas nes-
organizar a sua Secretaria, com obser- te artigo;
vância do art .... e o seu Regiment.o 2- desde que empossado:
Interno, no qual assegurará, quanw
pÓssível, nas comissões, a representa- a) ser proprietário, sócio, dket.or, ou
ção proporcional das correntes de opi- receber remuneração, por qualquer tk
nião nela Jef< ·.·üdas. tulo, de emprêsa beneficiada com pri-
vilégio, isenção ou favor, em virtude
Art. 7.0 Os Deputados e Senadores, de contrato com poosoa.s · 'de direito
·além da ajuda de custo, perceberão, ' público;
no decorrer do ano, um· subsídio pe- b) a-oeitar nomeação para cargo pú-
.cuniário mensal e igual, e, durante a blico, de que seja demissível ad ·nutuin;
sessão legislat!va, uma remuneração
correspondente ao comparecimento, fi- e) acumular um mandato com outrq,
xados no fim de cada legislatura, para de caráter legislativo federal, estadual
ll seguinte. ou murnidpal ;
d) patrocina;T caUB·a s contra a União,
Art. 8. 0 ')s Deputados e Senadores
Estidos ou Municípios.
são invioh.veis por c;uas opiniões, pa-
lavras e "Otos no exercício das funções § 1.º E' permitido ao Deputado ou
do mandato. Sena;dor, roedi·a nte licença prévia de
sua respe0tiva Câmara, desempenhar
Art. 9. 0 Os Deputádos e Senadores, missão dbplo11).ática, sem incorrer .na
desde que tiverem recebido diploma sanção prevista no art ...
até à expe.dição dos diplomas para a
§ 2. Durante a~ sessões da Câmara
0
legislatura subseqüente, não poderão
dos De1putaidos e Senado Federal, o
ser processados criminalmente, nem
furncionári-o público, civil ou , militar,
presos, sem licença das respectivas no exerdcio do mandato legisla't:vo,
Câmaras, salvo caso de flagrância em Hmrá, no peTfodo dêste, llifastado de
crime inanançável. Esta imunidade é suas fl.lil1ções , na situação de · disponi-
extensiva ao Suplente imediato do bilidade; seindo civil, e na de reserva,
Deputado em exercício. sendo militar, contando tempo de ser-
§ 1..0 No caso de flagrância, a auto- viço apen.ias para ef:eito de promoção
ridade processante, comunicando ime- por antiguidade, de aposentadoria, ou
diatamente o fato, remeterá os autos de r·e forma.
à Câmara respectiva para que ela r.e- § 3. 0 A infração dos ns. 1 e 2, e res-
solva ,. sôbre a legitimidade e conve- pectivas 1etras deste artigo importa
niência da prisão, e autorize ou proiba per,ria do mandato, decre-tada pelo
a formação da culpa. Tribunal SU[le 1i.or E1eitoral, mediante
1

provo0ação do Prestdente da ·Câmara


_§_2. 0 Em tempo de guerra, os Depu- dos Derputadbs, do Presidente do Se-
tados e Senadores, civis ou militares, llilido F.ederal, de Deputado, de Senador
incorporados às Fôrças Armadas por ou de eleitor, garantida plena defesa.
licença das suas respectivas Câmaras, ao a;cusado.
- 51

Art. 11. Importa re.núncta do man- SEÇAO II


dato a au.sência ·do Deputado e do
' Senaidor às sessões" durante três meses DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
consecutivos.
ATt. Fl. A Câmarn dos Deputados
Art. 12. A Câmara dos Deputados oompõe-se de representa,ntes do povo,
e o Senado Federal criarão comissões eleitos por quatro anos, mediante sis-
de inquérito sôbre fato determinado, tema proporcional e sufrágio universal,
sempre que o requerer a têrça parte, igual, direto e secreto.
pelo menos, dos seus respectivos mem-
§ 1.º o número de Deputados será
bros, a;plicando-se a tais inquéritos as
normas do processo penal, indicadas fixa,do por lei, pmporciona.lmente 8.
população de cada Estado e ·do Dis-
no Regimento Interno. trito Federal, não podendo ex.ceder de
1 por 150 mil habitantes até o má-
AÍ't. 13. A Câmara dos Deputados ximo de 20, e, dêste limite paira cima',
e o Senaido Federal podem convocar de 1 por 250 mil habitantes. ll:sse
qualquer Ministro de Estado par a número, entretanto, não será inferior
prestar, perante êles, informações sõ- a sete por Estaido e um por Território,
bre questões prévia e expressamente não ,podendo ser reduzida a represen-
d!eterminaldas, atinentes a ' assuntos do
respectivo Ministério. A falta de com- tação que já tiv.e r sido fixada em lei.
parecimento do Ministro, sem ju.sti- § 2.0 O Tribunal Superior Eleitoral
ficação, ímporta crime de responsa- determinará com a neC'essárfa tmte-
biUdà:de . cedência, e de acôrdo com os' últimos
cômputos oficiais da população, o
§ 1. 0 Igual facuLda,de, e nos mesmos número de Deputados que deva ser
têrmO.s, cabe às comiSsões. eleito em cada um dos Estados e no
Distrito Federnl.
§ 2. 0 A Câma,ra dos Deputados e o
Senado Federal ou as suas comissões Art. 18. Nos casos do art. .. . de ·
d·e signarão dia e hora para que os · vaga por perda do mandato, renún-.
Ministros de Estado lhes prestem as eia ou morte do Deputado, socá con-
informações pedi d as, fica,ndo êstes, vocadà o Suplente na forma da lei
nessa ocasião, suJeitos às me s m a ;; ·eleitoral. Se o caso fôr de vaga e
prescrições regimentais que vigoram não houver Suplentes, proced·er-se-á
para os Deputados e Sena.dores. a eleição, salvo se faltarem menos de
·Art. 14. O voto ·s.e rá s·e creto nas elei- 9 mese~ para o encerramento d& úl:..
ções, bem como nas deliberações sôbre tima sessão da legislatUil"a.
o veto. \
Art. 19;· Inaugurada, a Câmara dos
Art. 15. São condições de elegibilidade Deputados passará ao exame e jul-
pau-a a Câmara dos Deputados e para gamento das contas do Presidente da
.o Seruiido Federal: República; relativas ao exerdcio an-
·i. ser brasileiro nato; terior.
~. estar no exercício dos direitos § 1. 0 Se o Presidente da. República
políticos; não as prestar, a Câmara dos Depu-
t~dos elegerá uma comissão para or-
3. ser maior de 25 anos, para a Câ-
ganizá-las, determinando as provt-
mara dos D~putados, e maior de 35,
pa,ra o Senado Federal. dências para a punição dos que fo-
rem achados em culpa.
Airt. 16. O Deputado, nomeado Mi-
§ 2. o A,,, delibe'rações sõbre as con-
nistro de Estado, não perde o· mandato,
sendo swbstituído, , enquanto exerça o tas do Presidente da República serie
oa;rgo, pelo a;uplente. tomadu por V-Oto secreto.
Art. 20. Compete priva.tiva.mente b) autorizar o Presidente da Rei>\\-
ao Poder Legislativo. ~ com a sanção blica a doola.rar a guerr.a, nos têrmos
do Presidente da República: do art. . . ., se nãio couber ou malo-
1) votar anualmente o Ot1"çamento
gr~r-se o recurso do arbitramento, a
da receita e da despesa, . é, no início a negociar a paz;
. de moda legislatura, a lei de fixação · e) julgar as contas do P.residente
das fôrças armadas da . nião, a qual, da República;
nesse periodo, somente poderá ser . d) aprovar ou suspender o estado
modificada por iniciàtiv.a do Presi- de s~tio, e a intervenção nos Estad{)S,
dente da República; decretados no intervalo das suas s:ea-
2) dispor sôbre a divida. pÚ!blica sões;
da. União e ·sôbre os meios de pagá. e) conceder anistia;
la; regular a arrecaida.ção e a. distri- f) prorrogar as suas sessões, sws-
buição das suas . rendas; a.utori?ia.r ' pendê-las e adlá-las;
emissões de papel moeda. de curso g) mudar temporària.mente a . sua
força.do, abertura. e. operações de cré- sede;
füto; h) autorizar o P'l'·e sidente da Repú-
3) resolver sôbre a execução de blica a au.s·e ntar-se pa.r a pais estra,11-
o·bra.s e manutenção ·de serviços da geiro;
competência da União;
4) criar ·e extinguir empregos pú- i) decretar ,a iµtervenç ão nos Es-
blicos federais, fixar-lhes e alterax·- tados, na hipótese do art.
lihes os vencimentos, sempre por lei j) autorizar a decretação e a pror-
especi:S.l; · ' rogação do estado de sitio;
5) trans<f.erir temporàriamente a . k) fix;ar a ajuda de custo e o sub-
sede ·do Govêrno, quando o · exigir a sídio ) dos membros da Câmara dos
segurança nacional; Deputados e do Senado Federal e o ·
6) dec:retar leis · orgânicas para a su!Jskl_io do Presidente da B,epública.
comple.ta ex.ecução da Constituição.
7) legislar sô bre: Parâgra.f.o único. As leis, decretos
a) o exercício dos poderes federais; e f·esoluções da competência exclusi-
b) a.s medidas necessárias para fa- va do Poder Legislativo serão pro-
cilitar, entre os Estados, a prevenção mulgadas e mandados publicar pelo
e · repressão da. criminalidade e asse- Presidente da Câmar:a dos DeputadOB._
gurar ·a prisão e extraidição dos acusa-
dos e condenados; SEÇAO' III
e) a organização do Distrito Fe- DO SENADO FEDERAL
deral, dos Territórios e dos · serviços Art. 22. Ao Senado Federal, nos
neles reserva,dos à Uniã,o;
.têrmos dos arts. 25 e 26, ,i ncumbe co-
d) li!cenças, aposentadorias e re-· lrborar na feitura de leis, velar pela
formas , não podendo por disposições Constituição, proni.ov•er a coordena-
especiais concedê-las, nem alterar ·as ção dos . poderes federais entre si e
ooncedida.s; prati!car os demais atos de sua com-
e) tôdas as matérias de competên- petência.
c ia da União, constantes do art. Art. 23 . O Senado Federal comipõe-
ou d·e pendentes de · lei federal, por se de três repr.esentantes de cada Es-
fôrça da Constituição. tado e do Distrito Federa-!, eleitos pqr
Art. 21. ll: da competência exclu- oito anos, mediante sufráigio univer-
siva do Pode:r Legislativo: sal, direto, iguail e s·ecreto.
· . a) resolver definitivamente sôbre Pa·ráigrafio único. A ~epresentação di3
trata.dos e convenÇões .com a.s nações éa.ida Estado e do Distrito Federal re-
estrangeiras,' celebr.a;dos pelo Presi- novar-se-á por um e por i dois terços
dente da. República, inclusi've o.s re- conjunta.mente COl!Il a eleição para a
lativos à paz; Câm.aTa dos Deputa<los.

53

Arl. 24. Nos casos de Va@a J:?Or ~r-­ _i) -vias de comunicação 1nteresta-
dfi, de maindato, r.e núncia ou morte de dUJal;
Senador proceder-se-á a eleição, sal- .j) sistema monetárd:o e de medld~:s;
vo se faltarem menos de 12 meses pa- · banco de; emissão;
r& o' encerramen<to da, última sessão k) SOCOITOS !WS Estaidos.
da. legd'Slatura. · '
II - examinar, em confronto com as
A'rt. 25. São a.triibuições privativas respectivas leis, os regulamentos ex-
do Senado Federal:
pedidos pelo Poder Executivo, e '!ti$-
aJ a;pravar, media·nte voto secreto,
penider a execuÇiio .dos· dispo<sitiVQS ile-
s;; nomeações de maigistrados, nos ca- ga;ls;
60& previstos na CO!Il&tituição; as dos
MIDi.stros de Esta.do; as dQS Ministrós "III - propor ao Poder Executivo,
do Tr1buna~ de COl!1tas, a do Procura.- media;nte recla-mação f·u ndamentaida,
dar. Geral da Repúblfc.a; ais dos Q1fi- dos interes&ados, a .revogação de atos
clais Genera;is do Exército, da Mari- das amtorida;des administrativas, quan-
nha e da Aeronáutica, bem como as do praticaidos contra a lei ou eiva;clQS
designações dos ·chefes d'e missões di- dt> abuso de poder;
plomáiticas no exterior; IV - suspender a execução, no todo
b) autorizar a intervenção foderal
O'U em pa;rte, de qualquer lei ou aito,
nos Esta.dos, 110 caso do· art. . . e d.os deliberação ou regu1amento, quamdo
empréstimoo emern.os dos Est&dos, do haja;m sido declara-dos inconstitucio-
Distrito Federal . e dos Municípios;
e) iniciar os projetos de . lei, a que nruis .pelo Poder Judiciário;
V - eleger a sua Mesa, tegular a
se refere o art ... ; .sua própria polícia, .orga;nizar o §e;u
d) suspender, eY.iceto nos casos de Regimento Interno · e a sua Secretada,
~ntervenção decretaida, a -{:Oncentração
propondo ao Poder "Legislativo a cria-
de fôrça federal nos Estados; quando ção ou supressã;o de caxgos e os venci-
as necessi•d ades de ordem públi,ca não · men.to.s respectivos; ·
a j-usitifiquem; /
e) aprovar as res-o-luções dos órgãos VI - :rever os proje1ia<s de código e
legislativos estadua;is sôbre incorpora- de consol~da;cão de le·is, que devem
ção, su:bdii:visã o ou desmemhramento ser apr·ovaido; ' em globo, pela Câmara
de Esta-do e qualquer acôrdo entre dos Deputaidos;
êles. VII - exere& as atn:i·buições cO'Ils-
Art. 26. Compete ao . Senado .Fe- tan<tes dos arts .. .
d-e ral: Art. 27. O Senado, por deliberação
I - cola<borar com a Câmara dos do seu plenário, pod·erá ·propor à con-
Deiput;a;dos na ela1b oração das leis , sideração da Câmara dos Deputados
sóbre: proj etos de lei sôbre matérias nas quais'
a) estado de sítlo; não tenha que colaborar .
b) sistema eleitor-a.1 e de reprEJsen- -
tação; · SEÇÃO :i;v
c) orgiamiza;ção judiciária fe.dernl;
DA SEÇ~O PERMANENTE
d). tributos e tJarifas;
Art. 28: Durant·e o período de re-
e) mob!Hização, cteclaração de guer-
.::esso parlamentar funcionará uma Se~
ra, celebração de paz e passagem de ção Permanente, composta de 33 mem-
fôrça estrangieiras pelo território na- bros dos quais 22 Deputados e 11
cional; S enadores escolhidos pelas respectivas
/) trata;dos e conv·enções com as na- Câmaras na véspera do encerramento
ções estrangeiras; Je cada sessão legisfativa, ri.a forma
g) CQl!llércio -intema;cional e interes- estabelecida pelos respectivos Regimen-
tadual; tos Internos. devendo quanto à Câ-
fl,) · reginÍe de .p ortos, navegação de . mara ser respeitada quanto possível, a
cl))botag·e m e nos rios e lagos do domi- reoresentação proporcional dos parti-
n! 7 da lini,á o;. /( dos.
/,
L ' .:. t _ : .
- .54-
I
Art. 29 . A Seção Permanente, além . nos casos em que o Senado colabora.
da.s funções expressament.e conferidas com a Câmara, também a qualquer -dos
por esta Constituição, terá ainda as seus membros ou Comissões.
seguintes: § 1. o Compete exclusivamente à Câ-
1 - velar na observância da Consti- mara dos peputados e ao , presidente
tuição no que respeita às prerrogativas da , República a iniciativa das leis de
do P oder Legislativo; nxação das fôrças armadas, e, em ge-
ral, de tõdas as leis sôbre matérias
II - providenciar sôbre os vetos pre-
fiscal e financeirá .
..sidenciais, na forma do art.
§ 2. 0 Ressalvada a competência da
I II - deliberar, "ad referendum" da Câmara dos Deputados e do Senado ·
·Câ mara dos Deputados , sôbre o pro- F'ederal, quanto aos respectivos servi-
·cesso · e a prisão de Deputados e sÔb:re ços administrativos, pertence exclusiva-
· a decretação do estado de sítio pelo mente ao Presidente da República a
.P r esidente da República; iniciativa dos projetos de lei que au-
IV - autorizar êste último a se au-- . mentem vencimentos de funcionários,
:sentar para país estrangeiro; criem empregos em serviços já organi-
- V - deliberar sôbre ·a- nomeação de zados, ou modifiquem, durante o prazo
magistrados e funcionários, nos caBos_ da sua vigência, a lei de fixação das
de c 0mpetência do Senado Federal; fôrças armadas.
§ 3 . ° CÜmpete exclusivamente ao
VI - criar comissões de inquérito,
:s ôbre fatos determinados, observando Senado · Federal a iniciativa das leis ·
.o pará grafo único do art. · sôbre a intervenção federal, e, em ge-
ral, das que interessem determinante ~
VII ~convocar extraordinàriamente mente a úm ou mais Estados.
·a. Câmara dos Deputados. Art. 31. Transcorridos sessenta dias
§ 1. 0 Achando-se reunida a Câma- do recebimento de um projeto de lel
ra dos Deputados em sessão extraor- pela Câmara; o Presidente , desta, a
diná ria, pa ra a qual não se faça mis- requerimei1to ele qualquer . Deputaçl.o,
ter a convocação do Senado Feder al, mandá-lo-á incluir na ordem do dia
compete à Seção Permanente delibe- para- ser discutido e ·votado, .indepen-
rar .sôbre prisão e processo de Senado- dentemente de parecer.
res . Art. 32. Aprovado pela Câmara dos
§ 2. 0 Na abertura da sessão legisla- Deputados, sem modificações, o pro-
tiva a Seção PeÍ'manente apresentará j.e to de lei iniciado no Senado Federal,
à Câmara dos Deputados e ao ·Senado oµ que não dependa da colaboração
Federal o relatório dos trabalhos rea- ,dêste, será enviado ao · Presidente da
li!liados no intervalo . República, que, aquiescendo, o sancio-
nará e promulgará.
0
§ 3 .. - Quando no exercício das
Pará grafo t:rnico. Não tendo sido o
suas funções. na Seção Permanente,
projetei iniciado no Senado Federal,
terão os membros desta o mesmo sub-
mas dependendo da sua colaboração,
sidio que lhes compete durante as ses-
ser-lhe-á submetido, remetendo-se de-
sões legislativas. ·
pois de por êle aprovado, ao Presi-
dente da República, para os fins da
SEÇAO V sanção e promulgação.
DA ELABORAÇÃO DAS LEIS Art. 33. o projeto de lei da Câ-
mara dos Deputados ou do Senaoo
Art . 30. Compet.e a iniciativa dos Federal, quando êste tenha de cola-
projetos de lei, guardado o disposto nos borar, se emendado pelo órgão revi-
parágrafos dêste . artigo, a qualquer sor, volverá ao iniciador, o qual, acei-
membro ou Comissão da Câmara dos tando as emendas, envia-lo-á modifi-
[!eputados, ao plenário do Senado Fe- cado, nessa conformidade, ao Presi-
deral e ao Presidente da República; dente da República.
- 55 -

§ 1.º No caso contrário, volverá ao ção Permanente e esta o publicará


órgão revisor, que só as poderá man- convocando extraordinàriámente a
ter por dois terços dos votos dos mem- Câmara dós Deputados para sôbre êle
bros presentes, devolvendo-os ao ini- deliberar, sempre que assim conside·
ciador. :ll:ste só as poderá rejeitar .d e- rar necessário aos interêsses nacionais.
finitivamente por igual maioria, se Art. 35. Não sendo a lei promul·
fôr a Câmara dos Deputados, ou por ·gada dentro de 48 ·horas pelo Presi-
dois terços dos seus membros, se o dente da República, nos casos· dos
Senado Federal. §§ .... do art . . ... , o Presidente da
§ 2.0 Para reduzir as divergências Câmara dos Deputados a promulgará.
quanto às emendas apresentadas, po.,, Art. 36. Os projetos rejeitados não
deráo a Câmara dos Deputados e o poderão ser renovados na mesmo ses-
Senado Federal constituir conussao são legislativa.
m_ista que organizará o projeto a ser
votado em globo em cada Câmara. Art. 37. Os projetos de lei serão
§ 3. 0 O projeto, .no seu texto defini- apresentados com a respectiva emen-
tivamente aprovado, será submetido à ta, enunciando, de forma suéinta,.r o
sanção. seu objetivo e não poderão conter ma-
Art. 34. Quando o Presidente da téria extranha ao seu enunciado.
República julgar um projeto de lei, no Art. 38. A Câmara dos Deputados
todo ou em parte, inconstitucional ou poderá criar Comissões para o estud.o
contrário aos interêsses nacionais, o dos Códigos, Consolidação de dispo-
vetará total ou parcialmente, dentro sitivos legais e matéria que julgar re-
de dez dias úteis, a contar daquêle em levante, designadas mediante o cri-
que o receber, devolvendo nêsse prazo, tério da especialização.
e com os motivos de veto, o projeto,
ou a parte ·vetada, à Câmara dos Parágrafo único. Os projetos re-
Deputados. sultantes dêsses estudos serão votados
§ 1. 0 O silêncio do Presidente da nos dois primeiros turnos pela pró-
República, no · decêndio, importa a pria Comissão Especial e sujeitos à
sanção. discussão e votação do plênário, apenas
no último turno.
§ 2. 0 Devolvido o projeto à Câ-
mara dos Deputados, será submetido, Art. 39. A delegação legislativa só
dentro de trinta dias do seu recebi- é permitida ao Poder Executivo, no
mento, ou da reabertura dos traba- caso de guerra externa, devendo em
lhos, com parecer ou sem êle, a dis- tal hipótese ser fixado o prazo, a ma
cussão única, considerando-se aprova- téria e os limites dessa delegação.
do.. se obtiver ci voto da maioria abso- Art. 40. E' assegurãdo às associa-
luta dos seus membros. Nêste caso, o ções culturais, profissionais e ec·o ·
projeto será remetido ao Senado Fe- nômicas, consideradas por lei federal
deral, se êste houver nêle colaborado, · de utilidâde pública, o direito de apre-
e, sendo aprovado pelos mesmos trâ- sentar à Câmara dos Deputados pro-
mites e por igual maioria, será en- jetos de lei relativos aos aspectos da
viado, como lei, ao Presidente da Re- vida jurídica, social e econômica dQ
pública, para a formalidade da pro- país que se incluam nas suas finali-
mulgação. dades.
§ 3. 0 No intervalo das sessões legis- Parágrafo único. Aplica-se a tais
lativas, o veto será comunicado à Se- projetos o disposto no art . . .
I
)
/

QUARTA SUBCOMISSÃO
Do Poder Executivo
SEÇAO 1 -· enumeradas da letra b do mesmo ar-
tigo . .
DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
e) os substitutos eventuais do Pre-
Àrt. 1.º O Poder Executivo é exer- sidente da . República, que tenham
cido pelo Presidente da República exercido o, cargo; por qualquer tempo,
com os Ministros qe Estado. · · dentro dos seis meses imediatamente
anteriores à eleição.
Art. 2.0 O período presidencial du- § 5. 0 Decorridos sessenta · dias da
rará um ......... :. . . . não podendo data fixada para a posse, se o Presi-
o Presidente da. República ser reeleito dente da República, por qualquer mo-
senão quatro anos depois de" cessada tivo, não houver assumido o cargo, o
a sua função, qualquer que tenha sida Tribunal Superior de Justiça Elei-
a duração desta. toral declarará a ·vacância dêste, e·
§ l.º A eleição do Presidente e do providenciará logo para que se efetue
Vice-Presidente da República far-se-á nnva eleição. .
em todo o território da República, por § 6.º Nos impedimentos do Presiden-
sufrágio universal, direto, secreto e te da República 'e do Vice-Presidente.
maioria de votos, cento e vinte dias serão chamados sucessivamente a exer-
antes do término do ............., õu cer o cargo o Presidente da Câmara
sessenta dias depois de aberta a vaga. dos Deputados, o do Senado Federal
e o do Supremo Tribunal Federal.
. § 2. 0 A apuração ~realizar-se-á, den-
tro de sessentà dias, pela Justiça Elei- · Art. 3.0 , Ao empossar-se, o Presi-
toral, cabendo ao seu Tribunal Su- dente da República pronunciará, em
perior proclamar o nome do eleito . sessão conjunta da Câmara dos Depu-
tados com o Senado Federal, ou se
3. São condições essenciais para não estiverÇ)m reunidos, perante o su-
0

ser eleito Presidente da República: premo Tribunal Federal, êste compro-


ser brasileiro nato, estar no gôzo dos misso: "Prnmeto manter e cumprir
direitos políticos e ter mais de 35 anos 'com lealdade a Constituição Federal,
de· idade. ·
promover o bem geral da República,
' § 4.0 São inelegíveis para o cargo observar as suas leis, sustentar-lhe a
de Presidente da República: união, a integridade e a indepen-
dência."
,a) os parentes até 3. grau, inclu-
0

sive os afins, áo Prei;;idente que esteja Art. 4. 0 o Presidénte da R_epública


em exercício, ou não o haja deixado e o . Vice-Presidente terão o subsídio
pelo menos um ano antes da eleição. fixado pela Câmara dos Deputados,
b) as autoridades enumeradas no no último ano da legislatura anterior
art. 112, n.0 1, letra a, durante o à sua eleição.
prazo nêle previsto, e ainda que licen- 5:
Art. 0 o Presidente da República~
ciadas um ano antes da eleição, e as sob pena de perda do cargo, não po-
__:_ 57 -

derá ausentar-se para país estrangei- ças· estrangeiras pelo, território nacio-
ro, sem perm1ssao da Câmara dos nal;
peputados, ou, não estando ·esta reu- 12 - intervir nos Estados ou nêle.s
nidà, da ·seção Permanente do Senado .executar a intervençã-0, nos · têrmos
Federal . constitúcionais;
13 - decretar o estado de sítio , de
SEÇAO II acôrdo com o artigo 175, parágrafo
7.º ;
DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA· 14 - prover os cargos federais, na
REPÚBLICA forma da Constituição e das leis;
15 - vetar, nos têrmos do artigo
Art. 6.0 - Compete privativamente 45, os projetos de lei aprovados peio
ao Presidente da República: Poder.. Legislativo; . ·
1.º - sancionar, promulgar e faz er 16 - autorizar br.asileiros a aceita-
publicar as leis e expedir decretos e rem pensão, emprêgo ou comissão re-
regulamentos para a sua fiel execução; munerados de govêrno estrangeiro; ·
17 - declarar a necessidade ou uti-
2. 0 - nomear os Ministros de Esta -
lidade pública para as desapropria-
do e o Prefeito do Distrito Federal; ções; _,
3. 0 ' - perdoar, ingultar e comutar, Art. 7. 0 - As deliberações do Po-
mediante proposta dos órgãos compe- der Executivo que estaibeleçam normas
tentes, penas criminais; do Govêrno, bem assim , a iniciativa e
a regulamentação das leis, devem ser
4.º - dar conta anualmente da si- tomadas em reunião conjunta do Pre-
tuação do país à Câmara dos Depu- sidente com os seus ministros.
ta,dos, indicando-lhe, por ocasião . da
abertura da sessil,o legislativa, as pro- SEÇAO III
vidências e reformas que julgue ne-
cessárias; DA RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE
DA REPÚBLICA
5.0 - mant.er relaçÕ~s com os Es-
tados estrangeiros; Art. 3. 0 - São crimes de re&ponsa-
bilidade os atos do Presidente da Re-
6.º - celebrar convenções e tratados
pú:bltca, definidos em lei, que aten-
internacionais, ad referendum do Po- tarem contra:
der Legislativo;
a) a existênci!a da·· unmo·
7. 0 - exercer a chefia. suprema das b) a Constituição e o regime} de-
fôrças militares da União, adminis- mocráJtico;
trando-as por intermédio dos órgil,os e) o livre exercício dos podei-es po-
do alto comando; líticos;
8. 0 - decretar ·a mobiliza:ção das à) o gôzo ou e~ercíicio legal dos
fôr ças armadas ; :dirr·eitos polítiicos, sociais ou indivi-
9.0 - declarar a guerra, depois Çle duais;
autorizado pelo. Poder Legislativo, e. e) a segurança interna do Pa ís;
em caso de invasão ou agressão estran- f) a probi·da1de da aidrrunistração;
gefra, na ausência da ·c âmará dos g) a guarda ou ernprêgo lega l dos
Deputaidos. mediante autorização da dinheiros públicos; · ·
Seção Permanente do Senado Fede-
ral, se não tiver lugar ou .malograr-se as leis orçamentárias:
h)
o cumprinwnta dias decisões ju-
i)
o recurso do arbitramento ;
diciárias.
10 - fazer a paz ad referendum do P.arágraifo único. A lei que definir
Poder Legislativo, quando por êste au- esses crim1es deverá ser promulga.ida
toriza.ido; imediabametrite a;pós ~sta Constitui-
ção .
11 - permitir, após · autorização do Art . 9. 0 O P~·esiidente da R epública
PO'der Legislativo, a passagem de fõr- será processaido e juJ.gado, ncs crimes
-58 ~

comuns, pelo SU/premo · rrí.bunal Fe- § 6.0 Decr.etada a a.cusàção, o Pre-


deral, e nos die res.ponsabilidades, por sild'!l!llte d:a RJeipública fioairá . dieSld·e
um Tribunal Especial, que terá como logo, aifastaido do exercic'.o do cargo.
Presidente o do refendo Supremo § 7. 0 ·o Tribunail Especial, po<l:erá
Tribunal, e se co1mporá de nove juí- ruplic·a r sàmente a pena de perda do
zes sendo três Ministros do Supremo cargo, oom inabilitação at~ o má-
Tribunal FedJeral, três membros do ximo de cinco anos paira ci exercício
Senado Federal, e· três membros da de qualquer função pública, sem pre-
Câmara dos 'Deputaidog. O Presidente juízo ·das ações civis e cri.minais c>a-
terá aipen•a.s voto de qualidade. bíveis na eS1Piécie.
§ .l. º Far-;;e-á a escolha dos juízes SEÇAO IV
do Tribunal Especial por sorteio,
dientro de ciinco dias úteis, depois de DOS MINISTROS DE ESTADO
decretada a M:ru>aç.ão, nos têrmos do
§ 4.0 , ou no caso do § 5. 0 dêste Art. 10 - · Os Ministros de Estado
artigo. cooperarão com o Presidente da Rt-
pública na forma do artigo 1.0 •
§ 2.0 A denúnci!a sera oferecida Parágrafo único - São condições
por cem elei-tores ao Pres~cler1 te do para o cargo d1~ Ministro de Estado:
Supremo Tribunal Fede·ra~1 que C<Hl- ser brasileiro nato, maior de 25 anos ·e
vooará logo a Junta ES!Pecia1 éle I.n- estar no gozo dos seus direitos polí-
v.estigação, coo:nposta de um Ministro ticos. · ·
do referiJdo SUJpremo Tri-buna.l Fe-
deral, de um meml:H'O do Senado Art. 11 - Além das atribuições que
Fed-e ral e de UJm representa.nte da a lei ordinária vier a fixar, competi-
Câimara dos Deputa<dos, eleit-os anual- rá aos Ministros:
mente pe1as resp-ectivas co-rpora·- a) subscrever os atos do Presiden-
ções. te da República;
§ 3.0 A J.u nta procect.3.r á, a seu b) expedir instruções para a bôa
critério, à investigiação dos fatos ar- execução das leis e regulamentos;
güidos , e, ouvido o Presvcle-n te, en- c) apresentar ao Presidente da Re-
viará à Câmara dos De1p utados um pública o relatório dos serviços do seu
relatório com os dOCUJm•Ffiltos respec- Ministério no ano anterior;
tivos. - d) comparecer à Câmara dos Depu-
t~dos, ao Senado Federal e às suas
§ 4. 0 Submetido o re1atór!o da Jun- comissões, nos cásos e para os fins
ta Especial, coo:n os documentos. à )Specificados na Constituição, sob pena
Câimara d:os Deputados, esta, dentiro de responsabilidade;
de trinta dias, depoi.5 de emi.tido e) preparar as propostas dos orça-
parecer pela . Comissão competente, mentos respectivos.
decretará, ou não, a acu:sa,ção, e, no Parágrafo único - Ao Ministro da
caso afirmativo, ordenará a remessa Fazenda compete mais:
de tôd:as as peçàs aio Presidente do 1.0 - organizar a proposta geral
Tribunal Especial, para o de~do do orçamento · da Receita e Despe-
processo e julgamento. sa, com os elementos de que dispuser
§ 5. 0 Não se pronunci'.vndo a. Câ- e os fornecidos pelos outros Ministé-
mara dos Deputaidos sõbre a acusa- rios;
ção, no prazo fixaido no ê 4. 0 o P-:-e- 2. 0 - apresentar, anualmente, ao
si-dente da J-lIDta de Inves-tigaçã,o re- Presidente da República, para ser en-
meterá cópi1a do r-elaitório é iàcumen- viado à Câmara dos Deputados, com
tos ao P.resi<dente do Supr-emo Tri- o parecer do Tribunal de Contas, o _
bunal Fed.eral, pa.ra que promo-va a balanço definitivo da receita e des-
formação do Tribunal Especial, e pesa do último exercício.
este decrete, ou não, a acusaçiW, e, Art . 12 - São crimes de responsa-
no caso aifimmativo, pr-ocesse e julgue bilidade, além do previsto no art. 37,
a · denÚIIlcia. in fine, os atos definidos em lei, nos
têrmos do art. 57, que os Ministros Artigo 5.0 - Ao empossar-se, o
praticarem ou ordenarem; entenden- Presidente da Repúbblica prestará
do-se que, no tocante às leis orçamen- compromisso perante o ·P arlamento:
tárias, cada Ministro responderá pe- "Prometo manter e cumprir com leal-
las despesas do seu Ministério, e o da dade a _ConstitÚição Federal, prónio-
Fazenda, além, disso, pela ·arrecadação ver o bem do Brasil, observar-lhe
·d a receita . as leis, sustentar-lhe a união, a in-
§ 1.0 - Nos crimes comuns e nos tegridade e a independência".
d11 responsabilidade, os Ministros se-· Artigo 7.0 - O Presidente da Re-
rão processados e julgados pela Su- pública não pode ser eleito para o pe-
premo Tribunal . Federal, e nos cri- ríodo seguinte.
mes conexos com os do Presidente da A1tigo 8.0 - Em caso de impedimen-
República, pelo Tribunal Especial. to temporário, ou de vaga, enquanto
~ 2. 0 - Os Ministros são responsá- não se fizer a eleição, será o Presi- ·
vei.s pelos atos que subscreverem, ain- dente da República substituído pelo
da que conjuntamente com o Pre- Presidente do Senado e, na falta dêste,
sidente da República, ou praticarem sucessivamente pelo Presidente da Câ-
por ordem dêste . mara e pelo Presidente do Supremo
·AI·t . 13 - Os membros da Câmara
T ribunal Federal .
d<>I! Deputados nomeados Ministros Artigo 9. 0 - Vindo a vagar a Presi-
de Estado não perdem o mandato, dência da República, e não estando
sendo substituídos, enquanto exerçam reunido o Parlamento, será êste ime-
o cargo, pelos suplentes respectivos . diatamente convocado a fim de eleger
Sala das Sessões, 2 de abril de 1946. o -novo presidente, cujo mandato será
- Graccho Cardoso: Presidente, com igualmente de seis anos.
restrições. - Flores pa . Cunha, Re~ Artigo 10 - São atribuições do Pre-
!ator. - Acurcio Torres, com restri-· sidente da República:
ções . - Raul Pila, venqido. a) representar a Nação perante o
Estrangeiro;
VOTO DO SR. DEPUTADO RAUL b) concluir convênio, e tratados in-
PILA terna.cionais;
o Sr. Raul Pila apresentou à sub- e) exercer o comando SJ.lpremo das
Cemissão o seu voto em separado, com fôrças armadas;
esta redação: d) nomea.r e demitir os ministros e
secretários de Estado, devendo neces-
DO PODER EXECUTIVO sàriamente demití-los quando a Câ-
mara dos Deputados lhes negue a sua
Artigo 1.0 - O Poder Executivo é
exercido pelo Presidente da República confiança; ·
e pelo Conselho de Ministros . e) receber o compromisso dos minis-
tros e secretários de Estado ;
a) do Presidente da República: /) presidir às reuniões do Conse-
Artigo 2. 0 - O Presidente da Repú- lho de Ministros, quando· o julgue con-
bll:ca personifica a Nação e é o seu veniente;
supremo magistrado. · g) convocar, suspender e dissolver o
Artigo 3. 0 - O Presidente da Repú- Parlamento;
blica é eleito pelo Parlamento Federal, h) promular as leis e expedir dj
por escrutúüo secreto e maioria abso- eretos e regulamentos;
luta de seus membros . o seu manda- i) remeter ao Parlamento os proje-
~º é de seis anos . . tos de decretos que repute infringentes
Altigo 4. 0 - A eleição do Presidente das leis em vigor;
da República far -se-á 20 dias antes cÍe j ) nomear e demitir, de acôrdo com
expirado o mandato presidencial, de- as leis e os regulamentos, os funcioná-
vendo para isto reunir-se o Pa rlamen- rios federais e os oficiaiB das fôrças
t-0, se ·não estiver funcionando. armadas;
60 -

k) exercer o direito de graça. .. ção são regulamentadas por. lei or-


Ai-tigo 11 - Todos os atos do Pre- dinária.
sidente da República devem ser refe- Parágrafo único. Em casos espe':'
rendados, no mínimo, pelo Presidente éiais, podem nomear-se ministros sem
do 0onseillo e pe.lo Ministro da pasta paS·ta. '
correspondente. · . Artigo - O Conselho de Minis-
. Pará.grafo único: Os decretos de d€- tros decide por maioria absoluta de
missão de ministros e os de nomeação voto.s; em caso de empate, .preponde-
do rtovo Presidente do Conselho serão ra 'º voto do _ Presidente . .
referendados pelo Presidente do Con- Artigo - Devem eis Ministros sub- ·
selho demissionário; e, recusa,ndo-se meter previamente ao Conselho to'."
êste, pelo novo Presidente. dos os projetos de leis e regulamen-
Artigo 12 - O Presidente da Re- tos , -berrí como tôdas as questões que
pública não é politicamente respon-
sável. Respondem os minis.tros pelas interessem vários ministérioo e a res-
declarações por· êle feitas no eirnr- peito ~as quais haja divergência ~ú-
tre ·êles. ·
cício db cargo.
Art:go 13 - Mediante acusaÇão do Parágrafo único. Em cada Minis-
Parlamento, o Presidente da Repúbli- tÚio funcionará uma subdireti:nia,
ca será julgado perante o Supremo · composta . de profissionais esíJ)eciàii-
Tribunal Federal, por crime de alta za·dos nos respectivos serviços, os qua.i.S
traição, ou violação culposa da Cons- colaborarão na feitura dos projetos
tituição .e das Leis. de iniciativa do .conselho. As · sub-
Artigo - O Presidente da Repú- diretorias técnicas serão também ór-
bli>ca não pode ser, ao mesmo tempo, gãos auxiliares da.s comissões do Par~
.membro do Parlamento. - lamento. ·
/

. b) Do Conselho .de Ministros Artigo Os Ministros podem in-


tervir, por si ou por 'seus represen-
Artigo 1 - O Conse1ho de . Mirns-
tantes, nas deliberações da Câmara
tros exerce as funções supremas da
dos Deputa.dos e do Senado, e tomar
admil~i·strnção federal. parte nos trabalhos das comissões.
Artigo 2 - O Presidente do Con- Devem comparecer pessoalmente a
selho e, po·r indicação dêste, os demais qualquer das casas- do r>arlamento,
ministros são nomeados e demitidos quando a sua presença seja requerida
pelo Presidente da República .' por um quarto dos seus membros, e
Parágrafo único - Logo depois de às comissões, quando estas o solici-
constituído, comparecerá o Conselho tem . ·
perante o Pariamento, ao qual · api·e- Artigo - Os Ministreis são oib riga-
sentará o seu programa de governo. dos a dar, tanto a.o Parhmento e
Artigo 3 - D ependem os ministros · suas comissões, como ao Presid.ente
da confiança da. Câmara dos Depu- da República, tôdas as informações
tados e devem demitir-se quando esta que, a respeito G.os seus serviços, Ules
illes manifeste a sua desconfiança . fôrem pedidas.
Parágrafo únicó - Todavia, pode o Artigo - . Os Ministros podem .ser
Conselho de Ministros apelar para o auxiliados na sua gestão e ser re-
pronunciamento da Nação, solicitando presentados no Parlamento "por se-
ao Presidente da República a disso- c-retários de Estado, designados d:a.
lução da Câmara dos Deputados. Esta mesma forma que êles.
não poderá ser dissolvida mais ,de uma
vez pelo mesmo motivo. Parágrafo único. O Secr.etário . de
Artigo Os ministros prestarão Estado está subofüinado ao respec-
compromisso perante o Presidente da tivo Ministro.
Re1pública. Artigo - Em ca.so de impedimento
· Artigo O número de minis- temporário, · o Ministro será substi-
tériO.S, suas atribuições e · organiza- . tu~do pelo +espectivo secretário, cni
-61~

pelo Ministro que o Presidente do DECLARAÇÕES DO SR. DEPUTADO


.c-0nselho designar. FLORES DA CUNHA -
Artigo - O exerdcio das funções o Deputado Flores da Cunha, re-
de ministro ou secretário de Estado lator da sub-comissão· do Poder Le-
nác implica a perda do mandato gislativo no início dos seus trabalhos
legislativo. Durante o impedimento, de relator, focalizando o que cbfa,-
será o Ministro ou o secretário de mou os malefícios causados pelo Es-
Estllido substituído no Parlamento tado Novo às institÚições nacionáis,
pelo respectivo .s uplente. disse:
"Depois de longo e doloroso perío-
Artigo - Somente os membros do do de anomalia instituciona,l, em que
P{l.rlamento poderão exercer as fun- subvertida a ordem jurídica, tiveram
ções de Prestdente do Conselho _de livre expansão o arbítrio discricioná-
Ministros. rio e o abuso do poder de fato, pro-
cura agora o país cristalizar os , seu$1-
DO PODER LEGISLATIVO anseios veementes de legalidade na
estruturação de um Código politítico
(Artigos corresP-Ondente<; ao Poder que lhe organize a vida e discipline
Executivo de forma parlamentar) a atividade.
A matéria que nos foi distribuída e
Artigo - A moçãio de desconfiança submetida a estudo é, sem dúvida, de
ao Conselho deve ser a.presentada suma importância, porque a crise pro-
por vinte deputados, no mínimo, e so- fu..11da e prolongada, de que se quer
mente pode ser discutida e votada sair, encontrou raízes na hipertrofia
cinco dias depois de prQPosta e se do poder executivo fede1;al, que, não
considera aprovada ·unicamente se só se sobrepôs aos outros dois, extin-
tiver conseguido o voto da maioria guindo um e intervindo no outro. ao
· absoluta dos membros da Câmara ponto de alterar-lhe a própria orga-
dof Deputados. ,, moção de. con- nização funcional, como também se
fiança proposta p'elo Conselho pode outorgou a si mesmo a prerrogativa
ser vota.da imediatamente e se c·on- de baixar Decretos-leis e anular ou
shlera aprovada por simples maio- modificar ~restos da justiça.
ria.. Foi, portanto, pela intromissão vio-
Artigo lenta, indébita, senão criminosa do
.o Presi'Cl.ente da Repú- Poder
blica pode dissolver a Câmara dos Executivo. em esfera que lhe
Deputados, a fim de a;pelar para o era defesa, que .se verificou o desqui-
julgamento d-a Nação, quand0 o so- líbrio na harmonia dos órgãos da so-
licite o Conselho de Ministros co- berania nacional, apesar de indepen-
lhido por uma moçã-o de descon- dentes e coordenados entre si, como o
fian ça. declara a· Constituição de 1934 . Não
é esta a oportunidade mais asada para
Parágrafo - O decreto precisará . a recapitulação dos excessos, êrros e
Oll motivos da dissolução, será am- malefícios cometidos no ensaio _de um.
plamente d~vulgado na imprensa, e regime que, tendo subvertido e desar-
convocará a nova eleição ·pii.ra den- ticuiado tudo, ainda afundou o pais
tro de sessenta Cias. na' mais terrível penúria econômica.
Artigo - A Câmara dos Deputados E dizer-se que viera para salvar os
reune-se de pleno direito, indepen- brasileiros da d, esordem iminente,
dentem·ente de convocação, e retoma criar-lhes a prosperidade, promoven-
a sua autoridade como ramo do PÓ- do ·ao mesmo tempo o bem estar, a
der Legislativo, desde que não se ha- segurança e a felicidade de todos l
jam realizatj.o as 'novas eleições den- Mas; ainda quando não seja posí-
tro do prazo estipula'Cl.o pelo arti- vel, desde já, julgar das proporções
go . dos danos-, de tôda sorte, sofridos,
- 62-..

pode-se afirmar, pelo que é lícito per- vérsia para demonstrar a prevalên-
quirir e saber, que longo tempo e cia dêste ou daquêle regime polí-
grandes sacrifícios serão necessários tico.
para que o Brasil re cupere o que per- No seio da nossa subcomissão, 11.s
opiniões divergiram, tendo o ilu.sti·e
deu em estragos morais e malversações professôr Raul Pila, como sempre, in-
devastadoras do Estado Novo! · sistido pela adoção, entre nós, do
Que Deus se apiede de nós e da parlamentarismo, isto é. a forma de
nossa gente, inspirando-nos juízo e a govêrno em que se creára e organi-
determinação de nunca mais supor- zara a nacionalidade brasileira e que,
tarmos a afronta do despotismo, sem- ao seu entender e preconício, mais :se
pre éxecrável e nefasto. adapta e atende à vocação liberal do.
Tratando-se de reconstrução polf- nosso povo .
tica e jurídica p.o país, ccinvém, sobre- Afora isso, afirma, os dados forne-
modo, assentar aquêles princípios que cidos pela experiência são em faYor
deverão constituir a viga m~tra .da dêsse regime, único em cuja vigência
organização ou regime que se vai mo- estaria banida tôda a possibilidade
delar. de tirania do poder pessoal.
O seu trabalho, brilhante e concei-
Ainda quançlo não me deixe levar tuoso, asslm como também a conde-
pelo fetichismo de doutrinas políticas nação que êle fêz em artigos, encon-
conhecidas e experimentadas em vá- · tram-se, em original, no fim desta li-
rias épocas e em diferentes países, te- geira exposição.
nho para mim que, modernamente, Definindo o modo como o Presidente
tôdas elas sofreram e hoje mais do da República execerá o Poder Exe-
que nunca sofrem as modificações cutivo, entendeu-se acrescentar: com
impostas pela inevitável evolução so- os seus Ministros, estendendo-se por tal
cial e dolorosa. experiência de que ·fo- forma a indispensável respons11.btli-
ram objeto em tempos o:minosos e de dade governamental.
subversão dos valores culturais, mo- No concernente à fixação do período
rais e políticos dos povos. presidencial houve, igualmente, dis-
Por isso, inclino-me ao ensinamento crepância, por entenderem os Depu~­
de que é preferível conservar, melho- dos Graco Cardoso e Acúrcio Torres
rando, a obra dos constituintes de 91 de dilatar o prazo de quatro para lleis
e 34, tanto quanto possível, em conso- anos. o Dr. Raul Pila e eu adotamos
nância com -as aspirações e necessi- a duração de 4 anos tal qual o fizeram
dades da époça atual. os constituintes de 91 e 34.
Levei o espírito de transigência 11.té
Não há como fügir a êsse impe-. o ponto de admitir a ampliação para
rativo. cim::o ou mesmo seis a.nos, mas sob a
No tocante ao Poder Executivo, condição de ser proibida a reeleição
duração do período presidencial, cria- em qualquer tempo.
ção do lugar de vice-presidente, atri- Não pude ver aceita a minha su-
buições e responsabilidades do presi- gestão
dente e vice-presidente da República, Por parecer à Subcomissão anseio
dos ministros de Esta do, aguardarei o generalizado o restabelecimento do
pronunciamento dos demais membros cargo de Vice~Presidente da Repúbli-
da sub-comissão para lavrar o que ca, assim deliberou unânímemente e
fôr, afinal, aprovado. Só então po- estabeleceu que a eleição será simultâ- .
deirei fazer o relatórlo do trabalho nea com a do Presidente.
realizado". Quando tratou das atrlbuicões do
Assentado, como foi, que à Cons.: Presidente da Reuública. deu-lhe com-
tituição de 1934 serviria, . tanto quanto petência privativa para "declarar a
possível, de paradigma para o traba- guerra, depois de autorizado pelo Po•
lho de reconstitucionalização do país, der Legislativo. e. em caso de inva•
pareceu-nos desde lOfiO inútil a contra- são estrangeira, na a.u.sêncfá da. Câma•
- 63

ra. 'dos De:outados. mediante . autoriza• DECLARAÇÃO DOS SRS. DEPU-


ção da Secão Permanente do Senado TADOS GRACO CARDOSO E
Federal. senão tiver luoar ou mala• ACURCIO TORRES.
grar-se o recurso do ar_bitramento"_
O nosso voto nesta 4.ª ·Subcomissão
O acréscimo foi feito com . o nobre é para elevar de quatro para sei&. anos
propósito de restabelecer o prindpio a extensão do período funcional atri-
da arbitragem, que fala claro· e alto buído ao Presidente da República.
da vocação pacüista de nossa cilltu-
Rui Barbosa assinala que desde os
ra. tempos mais longínquos da evolução
Atribuiu-se ainda ao Presidente <Ia política da humanidade, uma das ca-
República o poder de declarar a ne- racterísticas da forma republicana co-
cessida;de ou a utiltdaide pú'bllca para meçou a ser, com poucas exceções,
as desapropriações, matéria apenas re- explicada pela contingência acidental
ferida. até hoje, na lei civil. de certos fatos ou meios sociais, a li-
No pensamento elevado de \'O.ar mitação, rigorosamente temporária, do
ma10r vigor e responsabiij.dade às poder do Chefe da Nação, contrapos-
deliberacões do Poder Executivo, fo1 ta à duração, ordinàriamente por tôda
proposta, e ,por todos aiceita, .a exigên- a vida humana, da supremacia do so-
cia de que, quando estabeleçam normas berano. das monarquias.
de govêrno, bem assim a iniciativa e Desta noção tem resultado, não so-
a regUiamentação das leis, devam ser mente ser restrito a um curto prazo
tomadas em reunião conjunta do Pre- o têrmo de exercício da primeira
sidente com os seus Ministros. magistratura, senão também "vedar-
Ao tratar da res:oonsabilidade do se a reeleição do que a ocupa, re-
Presidente da Renública, definindo ceiando-se que a fiticuldrude c-onLrá-
como -crime atentar contra a Constitui- ria importe em deixar ao Chefe do
ção e o regime democrático, determi- Estado aberta a porta à perpetuida-
nou: "a lei que definir êsses crimes de no gôzo -da soberania" (Rui Bar-
deverá ser promulgada imediatamen- bosa, Comentários . à Const. Fed. Bra-
te após esta Constituição". sileira, coligidos .e ord·enadlos por
Homero Pires, vol. III, p. 162).
A denúncia contra o Presidente da
República será oferecida ao Presidente E "os publicistas, em sua grande
do Supremo Tribunal Federal e deve- maioria'', coniorme esclarecem Ro-
rá ser ass.i nada por cem eleitores. drigo Otávio e Pau!o Viana - (Ele-
mentos de Direito Público e Consti-
Ao tratar dos Ministros de Estado, tucional, p. 158) - "sustentam que
determinou a Subcomissão que "os Mi- o prazo do mandato para que o Pre-
nistros de Estado cooperarão com o sidente possa exercer com eficácia a·
Presidente da República na forma do ação política, não deve ser por de-
árt. 1. º" e, além das atribuições que mais curto, nem excessivamente lon-
a lei ordinária vier a fixar, compe- go ".
tirá, entre outras, "comparecer à Entre os nossos mais conspícuos
Câmara dos ·D eputados, ao Senado Fe- constitucionalistas, Barbalho acha
deral e às suas comissões, nos casos e curto e período de ·quatro anos e
para os fins especificados na Cons- Carlos Maximiliano o tem por. defi-
tituição, sob pena de responsabilida- ciente, segundo observa Paulo de La-
de".
cerda, em seus - Princípios de Direi-
.F oram essas as mínimas modifica- to Constitucional Brasiléiro, vol. II,
ções introduzidas no regime de 34, em p. 103, para manifestar-se, depois,
· cuja sistemática se não nos abebera- êle próprio, em favor do tempo ·fixa-
mos por completo, ainda assim, ·serviu do pelos constituintes de 1891 - ou
de certo modo para orientar a obra sejam qua.t ro anos. ·
de conjunto que o legislador consti- Comungamos, porém, com o pro-
tuinte vai realizar. vecto Barbalho, cuja opinião, pensa-
-64-

mos, deverá pre.v alecer na espé~ie, presidente com uma nova legislatura.
em face dos ineiutaveis argumentos preséntando as mesmas ideatoà.hçJJ
com que a ampara. Eleitos no mesmo momento político,
'Diz êle, referindo-se à Constituin.te representando as mesmas idéias
de 1891: "O período presidencial será triunfantes na ocasião, o chefe do
de quatro anos pelo projeto Améri- executivo e os membros do legislativo
co Braziliense (art. 27) - de cinco subiriam ao poder animados do mes-
pelo projeto Magalhães Castro (arti- mo ·espírito, e isto concorreria muito
go 74) e pelo da comissão do Go- eficazmente para facilitar a missão
vêrno Provisório (art. 44), - de seis de ambos, estabelecendo uma. situa-
pelo dêsse ·govêrno (artigo 40) , - e ção de concórdia e boa inteligên-
de sete pelo projeto Werneck-Pesta- cia entre êles. O período prestdencial
na, (artigo 114). de seis a.n os tinha, assim, a sua ra-
De cada um dêsses prazos se en- zão de ser, além da vantagem de avi-
contram exemplos n as Constituições gomr o Executivo, dMldo-lhe tempo
de governos republicanos. Não se S'U!ficiente para desenvolver seus pla-
pode, porém, a priori em a.bsoluto, di- nos, ver medrar suas providências,
zer qual é o preferível, pois entram completar s:uas .reforma;s, corrigí-1~
na determinação dêle as condições no que a prática fôsse acon&elllando,.
· especiais de ca;da povo, seu tempe- e de dar à sua administraçã-o e à suai
rameí1to e até seus preconceitos . In- política mais seguro e eficaz impulso.
clinamo-nos para os menos escassos, ·E sta inapreciãivel vantagem, ipo'l1ém,
que não sejam, porém, de tal extensão foi rejeitada pelo Congresso, aprovan-
que adiem por um grande número de do êste uma emenda que reduziu o
anos a manifestação da faculdade período presidencial a quatro anos, à
soberana da n ação de n,omear o seu imitaç:io dos Estados Unidos - imi-
chefe, e a satisfação .da necessidade, tação mal avisada, incong1ruente, in-
inerente ao regimen, da renovação completa. Ali, os deputados são eleitos
dessa autoridade. Só assim poderá o por dois anos, renova-se pelo terço o
presidente praticar bem o se:u plano senado também bienalmente e, se o
de administração, desenvolver sua prazo da Presidência é "de quatro anos,
política com bastante eficácia; um (o que permite a coincidência das elei-
período maior contribui para dar-lhe ções) a Constituição de certo modo
mais vigo1j, para lt(ornar-llle mais remedeia essa estreiteza, permitindo a
enérgica · e firme a ação. O prazo reelegibilidade (proibida pela nossa) e
curto diminue-lhe o estímulo e como dêste feitio proporcionando à na,ção um
que o desanima, Não lhe dá tempo meio de conserva!' o bom a;dministra,-
para seguir o curso de suas provi- dor, d<e prolongar as funções dos pre-
dências. Para que iniciar e dar an- sidentes que bem tenham servido. O
damento a certas me-didas que lhe período é curto, mais sincrono com o
parecem bem, mas que êle não tem fixado à legislatura e é proJ.Togãivel.
tempo de ver progredirem e se com- :íl:ste sistema compreende-se, é lógico.
pletarem, nem sabe se, cl,eixando-as Mas, dar à Presidência um pTazo e&-
em comêço ou inababadas, seu suces- _ casso, ao mesmo tempo vedando a re ..
sor, já próximo, as quererá ou. não eleição e desencontrando as épocas
continuar? Govêrno, por isso, sem eleitorais, é proceder sem sistema, sem
grandes iniciativas, govêrno de expe- exata compreensão do assunto; sem
diente, de meias medidas, govêrno seg·uro critério . (Barbalho, Comen-
fraco, isto é, mau govêrno. tários à Const. Fed. Brasileira, pag.
O projeto do Govêrno Prnvisório ti-· 225, usque 226.)
Ilha estabelecido periodo legislativo de Quem já, entre nós, red'utou ê.s.sea
três anos, renovação do Senado, tam-· irrespondíveis argumentos do pai dos
bém .trienal, e período presidencial de nossos constitucionalistas, ar:g'Um•entos
seis anos (Arts . ·17, § 2.0 , 31 e 42): não só filosóficos, mas de pilro s~o
aooim coincidiria sempre a eleição do comum?
-65-

Ao que saibamos, ninguém, por is~o tável constitucionalist!i.: "Nos pa1ze3


que as opiniões contrárias à sua, c1- novos, sobretudo, de éducação política
:rram-se a encarar e contraditar par- deficiente e fraca disciplina social, pre-
<lie 'd elas apenas, passando por cima cisa sei' estável e forte a autoridade,
dos principais raieiocínios, com que sol- livre dos efeitos da volúbilidade da
ve a momentosa questão. · opinião pública; carece dispor de tem-
po, para executàr um programa desa-
"No intuito de fortalecer o Executi- fogadamente, não perturbada pelos re-
vo" - é ainda Rui Barbosa _quem es- ceios das derrubadas imprevistas que, ·
creve - dando maior duração às suas em algumas regiões, obrigam o go-
ftmções, a-lguns _dos mais eminentes vêrno a · manter vigilância ,constante
constituintes norte-americanos, como e exaustiva e a cuidar mais da própria
Hamilton, iYiadison e Edmund Ran- conservação que do bem geral. Desa-
dolph, pensaram em dotar de vitali- parece, assim, a necessidade de admi-
ciedade o supremo cargo. Mas preva- nistradores complacentes, débeis na
leceu a solução média, a que atribui ação, preocupados em cortejar as
ao período presidencial um quatriênio maiorias apaixonadas, forçados a mu.:
de duração, com a possibilidade legal dar de rumo a cada passo, sem um
tle se repetir tantas vêzes, quantas o roteiro definido; a flutuar ao sabor
eleitoraido renovasse a sua Escolha" . dos acontecimentos." (Op_ e autor cits.
(op. cit., pág. Hl3). pág. 464)'.
Apesar de julgar deficiente o têrmo A fixação do têrmo do período pre-
legal de quatro anos, para o ex.e rcí- sidencial em quatro anos, além de
cio da alta magistratma nacional, importar em plena instabilidade po-
Carlos Maximiliano, no seu livro jã; lítica, torna impossível o desenvolvi-
citado, (pág. 469, nota 1.8·), demons- mento regular do melhor plano de ad-
tra a necessidade de· um período de ministração, pois que o tempo e a con-
maior extensão para o Chef·e do Po- tinuidade de ação são fatores indis-
der E~ecutivo l"ederal, escudando es- pensáveis de todo o _progresso.
sa opinião com as seguintes palavras: E' da maior conveniência, portanto,
"Juridicamente o Presidente governa aumentá-lo para seis, espaçando mais
desde o dia em que toma posse do o pronunciamento das urnas, em rela-
cargo, até transmiti·r o poder ao su- ção à magistratura suprema, e sincro-
cessor, pràticamente não é assim que nisando-o com a eleiçãb dos represen-
se deve contar o quatriênio. Acha-se tantes do povo às duas ca~as do Con-
escolhido o canfüdato à magistratura gresso, como o' exige o nosso sistema
suprema, em virtÚde de combinações político e com tão irresistível conch,t-
seguras, nó prmclplo do segundo se- · dência o demonstrou o grande Bar,-
m.1e stre do berceiro · ano do período balho . ·
constitucional, anterior. Reina, desde
então . Ouvem-no atentamente con- Garantida completamente, como foi,
a liberdade do sufrágio, nas eleições
gressistas e chefes de serviço; até mi- de 2· de dezembro de 1945, um manda-
nistros opõem delicauamente a s:ua to mais largo seria atribuido ao legi-
op1mao à do Presiuente atual, que timo beneficiário çlessa inapreciável
apenas conserva um simulacro de po- reivindicação democrática.
der; s<e tem critério, conforma-se com O direito constitucional comparado,
as circunstâncias, e procurà agir evidencia serem inúmeros 'Os países
de acôl"do com o pensamento de vence- que ·consagram prazo extremo; Repú-
dor. Completam-se, na realidade, os blica Alemã · - sete anos, podendo o
quatro anos, governando de fato, nos chefe da nação ser reeleito - CArt.
últimos dezoito meses de um quadri- 43) ; Austria - seis anos, podendo
ênio e nos primeiros trinta do período dar-se a ree!eiÇão uma só vez - (art.
seguinte, cadâ chefe do EXecutivo Na- 60) ; Checoeslováquia - sete anos, po-
cional".
dendo o Presidente da República ser
Antes, inspirando-se em Perfecto reeleito duas vezes consecutivas - (.§
Araya, pondera, a propósito, esse no- 58, ns 1 e 4) ; Filândia - seis anos ~
- 66 -

( § 23) ; Polônia - sete anos (art. 37) ; viam manifesta;do •antes pelo prazo de
Espanha - seis anos - Cart. 71) ; Ar- quatro anos, assim formulava o seu
gentina - seis anos - (art. 77)_; pensamento:
França - sete anos - Equador - seis
anos; México - seis anos; S. Salvador "0 projeto constitucional propõe o
- seis anos; HaitL=: sete anos. prazo de seis anos, com impossibili-
dade para a reeleição. Têm sido apre-
Partidári_o •do período de quatro sentadas · emendas restringindo êste
anos, Paulo de Lacerda - Princípios prazo a quartro anos, sem incapaci-
. de Direito Constitucional BrasileirOj
dade Para a reeleição, o que equivale
pág. 402, voz. II, reconhece todavia· que
a t ê-lo prolongaido a oito, porque a ,
a fixação do período presidencial em segunda eleição, presidida pelo pró-
quatro anos e, ao mesmo tempo, a le-
gislatura em três anos e a renovação prio candidato, n ão pode ser consi-
do terço do Senado, de três em três derada livre. Senhores, é- certo que a
anos, não · foi obra bem ponderada. Constituição dos Estados Unidos con-
Conviria combinar - salienta ~ de signa o prazo de quatro anos para o
algum modo o tempo dos períodos exercício do mandato do chefe do Po-
presidenciais com o da renovação total der Executivo. Mas, um notável es-
da Câmara dos Deputados e a parcial critoi: francês, que tem estuda-do as
do Senado; isto no pressuposto de que instituições daquela grande nação -
as eleições exprimam verdadeiramen- De Chambrun - censura a multipli-
te a opinião e a vontade da nação. cidade das eleições, qÚe êle considera
como elemento corruptor do povo, por
Subscrevendo, como revisor especial, desviá-lo da ,a plicação do trabalho,
o pi·ojeto de Constituição enviado à afeiçoá-lo às incandescentes intrigas
primeira Constituinte Repúblicana, pe- partidárias e constHuir uma numero-
lo Govêrno Provisório, no qual, art. 40, ·s a classe de políticos de profissão, ou
fôra assente a duração ·de mandato ·antes, instrumentos eleitorais, homen·s
presidencial em seis anos, Rui Barbo- desocupados, agitadores corrompidos,
sa era, · não há n egar, adepto desse que vivem a eh"Plorar as ambições de
prazo, e , basta, portanto, a sua ora- uns e a ingenuidade de outros, des-
cular autoridade para justific_ar a fi- virtuando o sentimento sagrado do
xação dêsse limite ': amor.· da Pátria. Seaman, notável pu-
bl'.cista americano, abunda nas mes-
"Com o período de seis anos, pro-
posto pelo Govêrno Provisório, sendo mas considerações a re&peito da vida
de três o da legislatuia, a eleição pre- política de seu · ~aís. Ainda o mesmo
sidencial concordaria sempre com a re- reparo é feito por Janet e outros es-
novação da Câmara e do têrço do Se- critores que se têm ocupado em es-
nado, de modo que, - como diz ,João tudar as instituições da grande re-
pública norte-ame1:icana.
Barbalho, subiriam sempre ao poder
- o presidente e o Congresso - repre- Eleito pÓr quatro anos, dependente
sentando as mesmas idéias triunfantes da reeleição, não sõmente ü chefe do
na ocasião e a:rli.mados do mesmo espí- Poder Executivo acha-se em posição
rito". CAgenor de Roure, - A Consti- enfraquecida, corno também o perío-
tuinte Republicana, 1. 0 vol., p . .689) . do determinado é demasiadamente
Embora não tivessem prevalecido, na curto para o desenvolvimento· de pla··
Conr;tituinte de que resultou o Pacto nos de administração. Se se nos
Fundamental de 1934, foram apresen- põem, em r esposta a esta última ob-
tadas emendas fixando o período pre- jeção, a possibilidade da reeleição, en-
sidencial do Chefe da Nação em seis tão responderemos que, a r ealizar-se
anos. esta, n ão será feita com liberdade, por-
que exatamente um presidente que
Na primeira Constituinte republica- não tiver bem exercido o seu m andato,
na, o deputado paulista Almeida No- mas que tiver apêgo ao cargo, não he-
gueira, divergindo de quantos _se ha- sitará em lançar mão de todos os
-67-

meios oficiais para comprimir a liber- pende dos atr!i'b utos· que exornem a.
dade e -alcançar a vitória das urnas. personalidade do chefe do Estado .
Preocmisan.do amda o seu rnod.a de
Senhores, uma eleição pleiteada
abala sempre o espírit_o público, altera Tooolver o assunto, o insigne Ruy fir-
ma aifünal sôbre êle a; S'Ua .Jpinião ;te-
a ordem moral e prejudica o desen- il'i:ni·ti'Vlamente fr0rnwl:
volvimento do traibalho, o comércio, a
indústria, as finanças, pondo em ris- "Algum dos Ill&ssos pri ndpa<is ho-
co a ·firmeza das relações sociais, a . mens púJb1iJcos têm pôsto em dúrvida
tranquilidade e a segurança pública. a s:albedoriia do perfodo de quatro
piversos escritores americanos e ame- anos, e advogado o de seis, acompa-
ricanistas encaram, por isso, como n.hadlO da prmbiçã.o de um segunido
grave êrro, em um país de vastas di- 1Periodo. E a menos que se não ima-
mensões, em uma nação 'de sessenta ginasse algum método pelo qual uma
miJ,hões de habitantes, em um povo pam~ me1nos costi.rdeirável d:o período de
ativo e laborioso, o fato da multipli- quart1'0 alllJos f•oss•e dardoi. a ouvir pre-
cidade de eleições. O que é inconve- t!IDdeinties a empit'ég1os ~ a fazer no-
niente, o que é cômodo na Suíça, onde meações, seria sáibio da,r ao :t>residen-
, a população é diminuta e densa, é te, dilatando-lhes o prnzo, melhor
difícil, é prejudicial nos Esta.idos Uni- chance de mostrax o que poderia êle
dos e o é também no ·B rasil, onde, ;f.azer pelo país . Dev-e-s;e demais admi-
se não idênticas, são análogas as cir- tir que a i.neiliegibiL1dade para um se-
cunstânCias a êsse respeito". gundo pe!ríardo, dairá à sanção do Exe-
cutivo mais independência. (Ruy Bar-
Não deve impedir a dilatação do b'osa, Comentários à Constitnição Fe-
pr.azo de duração do _mandato do dem!, ob. cliit. pág. 10- e 11).
chefe da Nação o receio de ·que um
govêrno autoritário possa fazer ma.! J'IJ1'ltifieiamidro a razão de ser do 1pe-
ríodo de seis anos inserto no pacto
ao país, com a soma de poderes que federal argentino, acentia o emérito
concentra no exercício de suas atribui-
ções, tornando-se despota ou mani- constitucionalista platino Joaquim V.
festando -se i.neipito. Isto importa em Gonçalves:
comp1eto diesiccmimcimE-nto da natu- Seis- anos são considerados suficien-
~ie.za do regime prestdC<nóal, em que tes para que cada . presidente desen-
ta.nito o Oonga-esso, como o P.ode't" Ju- volva a sua ação ·política ou adminis-
diciárLo, podem f.a.z;er o Ex;;cu-Gi vo 11ão . trativa e dê curnprimento aos anelos
exice-der os limires p.os•tos à sua a uto- da opinão pública, ·expressos pelos
ridade, contendo-o dentro da esfera eleitores; e em sentido contrário são
discric1onária que lhe -é próp;ri.a, sem bastantes para. evitar os perigos rea!S
cotlneter ilegalilda,des. Des·'ie que - ao de um . poder perpétuo. Também se
P1'esid'ell1Jte da 'Repúbliica. nã.o eeja da- combinou êsse prazo com o das Câ-
do o p.adieQ· de dissoiver o Congr(!ESO maras do Congresso, de modo que,
ou o de!rfiltir juíze-s, não h á o que fosse um têrmo médio entre a duracão
temer dte sua. atuaçálo, se·n ã.o naqui.ro da de Deputados e a do Senado. isto
em que ela é incontrastável. E a ver- é, entre quatro e. i;iove anos. Assim,
diade é que, neste particular, a ques- tem-se que o ramo mais numeroso e
tão de p.mz;o é de somenos importân- móvel dura quàtro, Senado nove. Pre-
cia . A quem não ,preeritel1e1· os requ.i- sidente seis, Poder Judiciário indefini-
sitos indispensáveis ª'º exe-rdciro da damente, a 'fim de que na lei cola-
magistratura suprema da nacào não bore o maior ·número de inteligências,
serão pI'eClisos quatr·o anos paÍa com- para que haja na legislação certo es-
prometer os irnrterêsses d a República . pírito conservador, para que a admi-
Em quinze dias, num ·mês poderá cau-
sar-lhes piores malefícios. A ques-
o
nistração seja resultado de um con-
trapeso de ambos e, pnr último, para
tã.o, a.ssim, nãJO é de quivntidat.ie ou que a jurisprudência se mantenha
de :me:nçã.o, mas de qualidade. De- sempre constante e qni.forme como o
- 68 -

exige a natureza ci.a justiça, qi.lc é no, atentando-se em que a continül-


perpétua e imutável. dade da dÍreção administrativa favo-
Se há observado que os govêrnos rece o desenvolvimento do país.
1nseguros e revolucionários se caracte- Dentre os elementos essenciais à boa
rizam por uma curta duração das fun- organização do Executivo, o Federalis(
ções públicas, ç que uma maio:r fre- d·e que disse Guizot a Rosh - é o
qüência das agitações dos movimen- maior livro que eu conheço - enu-
tos eleitorais ocasionam consideráveis mera em primeiro lugar a unidade e
prejuízos às indústrias e aos negócios. logo após a duração. ll: claro, acres-
Seis anos têm o intuito de estabelecer centa Hamilton, que tanto mais as
a conciliação entre estas razões e os suas ~unções durarão, t anto m aiores
graves i~convenientes de um Govêrno probabilidades há de se obter vanta-
demasiado largo, semelhante às tira- gens importantes. Se aquele que
nias e aos despotismos. ( Manual ãa ocupa a magistratura dum país, sabe
.,"Constituição Argentina, . pág. 537) . - que dentro em pouco tem de deixá-la, ·.
Encerremos êstes nossos despreLen- Interessar-se-á pouco pela sua funÇão,
siosos subs~dios , por uma homenagem com receio de incorrer .e m alguma
ao brilhante técnico de direito consti- censura importante ou grave inquieta-
tucional pátrio, ministro Aníbal Frei- . ção .ou temor de afrontar o mal hu-
re . Embora acabe por perfilhar o pe- mor passageiro de uma parte do po-
ríodo constitucional de · quatro anos der legislativo. Em qualquer caso, a
parà o Presidente da República, obser- fraqueza e a irrésolução se tornariam
·va êle em a sua erudita monografia os caracteres decididos desta maglB-
Do Poãer Executivo na República tratura. (Ob. cit. pág. 27) .
Brasileira, págs. 27 e 28 v. : "Sôbre :tl:stes os fundamentos em que estri-
a duração do mandato presidencial bamos a nossa opinião.
não se manifestam acordes os escri- Sala das Comissões; 30 de março
tores . A tendência geral é ,para au- de 1946 : - Graccho Cardoso.
mentar a duração do prazo do govêr- Acurcio Torres.

\ .
~'

' QUl~ff A SUBC.OMISSÃO


Do Poder Judiciário
A Subcomissão incumbida de orga- que, em face das peculiaridades ão
nizar o capítulo "Do Poder Judiciei.rio'' nosso meio, venha ·a Constituição a
vem apresentar a V. Ex.ª e à Egré- ser efetivamente um instrum_e nto de
govêrno democrático e uma garantia
gia Comissão o seu trabalho. · de instituições livres.
Excluída qualquer preocupação de A Subcomissão aproveita a oportu-
inovar, teve ela em vista a . prática nidade para apresentar a V. Ex.ª e à
judiciária dá vida republicana, que já Egrégia Comissão Constitucional as·
é bastante longa e oferece excelente suas homenagens.
cabedal de experiência. Foram ado··
tadas como ponto de partida e base Sala das Sessõ.es, em 29 de marçó
de estudos, além de projetos como o de 1946. - Waldemar Pedrosa, Presi-
do Instituto da Ordem dos Advogados 1 dente ; - Milton Campos, Relator.
e o do Professor Sampaio Dória, as Atilio Vivaqua .
Constituições ·anteriores, especialmente
a de 34, na qual se refletiraní mais CAPÍTULO
acentuadamente as aspirações e ne-
. cessidades da Justiça brasileira. SEÇÃO l
Também foram apresentadas ·à Su11-
comissão várias sugestões partidas de Preliminares
instituições, estudiosos e interessados,
e outras se esperam · aincla, a tempo Art. 1. 0 São órgãos do Poder Judi-
dé serem examinadas no curso ·da ela- ciário:
boração d() projeto. , a) o Supremo Tribunal Federal e
Trilmnais Federais de Rec;irsos; ·
Em assunto de tamanha relevâ,'lcia,
era natural que entre os membros da b) os Juízes e Tribunais dos Esta-
subcomissão ocorressem algumas he- dos, do Distrito Federal e dos Terri-
. sitações e divergências. Daí conside- tórios;
rarem provisórias as soluções propos-
tas, ri.a certeza de· que as- luzes da c) os Juízes e Tribunais Militares;
egrégia Comissão e as emendas do d)' os Juízes e Tribunais Eleitorais;
plenário da Assembléia indic arão as
~oluções defintivas e mais sábias. e) os Juízes e Tribunais do Traba-
Não lhes foi também alheio o pen- lho;
samento de que a sobriedade da . cons- /) os Juízes e Tribunais que a lei
trução talvez aconselhasse a limitação
da matéria tratada no Capítulo. pre- criar, na forma desta Constituição.
feriram, porém, sem embargo da aten- Art. 2. 0 Salvo as restrições expressas
ção devida ao espírito de sistema, ceder
de preferência às imposições da reali- na Constituição, os juízes gozarão cJcas
dade e ao propósito de· eficiência, para garantias seguintes:

- 70-

a) vitaliciedade, não podendo perder rios e serviços auxiliares, observado:!


o cargo senão por sentença judicial, · os preceitos legais.
·exoneração a pedido ou aposentadoria. Art. 6. º-Nenhuma percentagem será
Esta será compulsória aos 70 anos de atribuída a magistrado em virtude de
idade ou por invalidez , comprovada, e cobrança de divida. -
fácultativa· após 30 anos de serviços
públicos efetivos, contados na forma . Art. 7. 0 Os pagamentos devidos pela.

da lei; Fazenda Federal, Estadual ou Muni-


cipal, em virtude de sentença judiciá-
b) inamovibilidade, exceto promoção ria, far -se-ão na ordem de apresenta-
aceita ou remoção, que se fará a pedi- ção dos precatórios e à .c onta dos
do ou quando ocorrer motivo de inte- créditos respectivos, sendo vedada a··
rêsse público, reconhecido pelo voto designação de casos ou pess·oas nas
de dois terços dos· juízes efetivos do verbas orçamentárias ou créditos des-
tribunal superior competente; tinados àqueles fins.
c) irredutibilidade dos vencimentos, § 1. 0 Mediante requisição do Poder
os quais ficam, todavia, sujeitos aos Judiciário, serão consignadas no or-
impostos gerais. çamenta as verbas e os créditos ne·
§ 1. 0 A vitaliciedade não se esten- cessários aos pagamentos determinados
derá obrigatõriamente aos Juízes com por sentença. Se isto não fôr feito no
funçõ es limitadas ao preparo dos pro- período orçamentário seguint~ ao da
cessos e\ à substituições de juízes jul- reqms1çao, o Presidente do Tribunal
gadores. comunicará a omissão ao Poder com'-
petente para os efeitos do art . ..
§ 2. 0 A aposentadoria compulsória § 2. 0 As verbas orçamentárias e os
será decretada com os vencimentos da créditos votados sei'ão consignados ao
atividade. Poder Judiciário, r~colhendo-se as im-
Art. 3. 0 Os Juízes, ainda que em - portâncias à Repartição competente .
disponibilidade, não podem exercer Cabe ao P,,residente do Supremo Tri-
qualquer outra função pública, salvo bunal Federal ou dos Tribunais Su-
os casos previstos na Constituição. A periores,. conforme o caso, expedir as
violação dêste preceito importa a per- "ordens de pagamento dentro das fôr-
da do cargo judiciário e de tôdas as ças do depósito e autorizar, a reque-
vantagens correspondentes. rimento do · credor preterido em seu
direito de precedência, -o sequestr-o
Art. 4. E' vedada ao Juiz atividade
0
de quantia necessária para satisfa-
politico-partidária. zê-lo, depois de ouvido o chefe do
Art. 5. 0 'Compete aos Tribunais: Ministério Público.
§ 3. 0 Os preceitos dêste .a rtigo se-
a) eleger entre seus membros os pre-
sidentes e demais órgãos de direção; rão observados, no que forem apli-
cáveis, aos pagamentos devidos pelas ""
b) elaborar seus regimentos inter- autarquias.
nos, organizar as respectivas secreta-
rias, cartórios e mais serviços auxilia- Art. 8. 0 As justiças locais e, re-
;res, bem como propor ao Poder Legis- ciprocamente, as federais não podem
lativo a criação ou supressão de em- intervir em questões submetidas às
pregos e a fixação dos vencimentos jurisdições federais ou ·e staduais, nem
corr.espond:e n tes; anular ou suspender suas sentenças
ou · ordens, salvo os casos exipressoo
e) conceder 'licença, nos têrmos da na Constituição e as ·diligências de-
lei, a seus membros, e aos Juízes e precadas na forma da lei.
serventuários que lh:es são imediata-
mente subordinados; Art. 9. 0 Só por maioria absoluta
de votos da totalidade de seus mem-
d) nomear, >Substituir e demitir os bros poderão os tribunais declarar a
funcionários de suas secretarias, cartó- inconstitucionalidade da lei. Veriti-
-71-

calda a dec1aração no Súpremo Tri- máitica, nos crimes· .c omuns e nos de


buna"! Federal, o respectivo Presiden- :responsabiri-da:de; salv-o, quanto aos
te fará a oomU!l1.icação ao Senado Ministros de Estado, o disposto no
para os fins do art. . .. art ....
Art. 1'0 É mantid.·a a inStituição e) os litígios entre nações estran-
do júri. geiras e a União, os Estados ou os
Municípios;
SEÇAO II.
·d) as causas e os conflitos entre
Do Supremo Tribunal Federal a União e os !Estados, •ou entre ês-
Art. 11. o Supremo Tri'bunal Fe- tes;
e-) -es coruflitos -de jurisdição entre
deral, com sede na Capital da Re- tii'bunais federais, entre êstes e os
pública e jurisdição em todo o terri- dos Estados, ·b em como entre juízes
tório nacional, conipor-iS·e -á de 1'1 ou tri< b unais de Estados diferentes,
ministros. inclusive ·o' Distrito Federal e os Ter-
§ l. 0 li:sse númer·o não será redu-
zido, mas poderá ser elevado por · ritÕirios;
j) os conflitos de atribuição ·e ntre
}ei aité 1'6, precedendo proposta do àutori:drudes judiciárias e adminfotra-
- Supremo Tribunal Fede.r al.
tivas da União; ou entre autmidades
§ 2. 0 Também por proposta do Su-
judiciárias estaduais •e as administra-
premo Tribunal Federal, poderá êste tivas da União, de outro Estaldo, do
ser dividido pela lei em câmaras ou Distrito Federal! ou 'dos Territórios;
turmas, ressalvada a competência do g) a extradição de criminosos · re-
. tribunal! pleno, :nos casos previstos 111a quisitada par - ·.o utras nações ·e a
Constituição e na foi. homologação de sentenças ·e strangei-
Art. 12. Os Minmtros · do Supremo ·ras; /
Tribunàl Federal se~·ão nomeados h) o habeas corpus, quando .fôr pa-
pelo Presidente da República, com ciente, ou coator, tri'buna1, funcioná-
a:provação da maioria absoluita do rio ou autori'dade, cuJos atos estejam
Senado, entre brasileiros natos, alis- sujeitos imediatamente à jurisdição
tados eleitores, de notável. sa'ber ju- -do Supremo Tri:bunal Federal; ou
rklico e reputação ilibada, não poden- quando se tratar de crime sujeito a
do ter menos de 35 anos nem mais essa mesma jurisdigão em única ins-
de 60 anos de ida.de. tância; ·e ainda se houver perigo de
Art. 1'3. Os Ministros do Supremo se consumar a violência antes que
Tribunal Federal serão julgados, nos outro Juiz ou Tribunal possa conhe-
crimes de responsa:bilidade, pelo Tri- cer do pedido;
bunal ·especial competente para o pro- i) o mandado de seguran~a contra
cess-o e julgamen:to .dos crimes de res- aJtos do Presidente da República ou
ponsa:bHidade do Presidente da Re- de Ministros de Estado;
pública; e, nos crimes comuns, pelo
S enado. j) a execução das sentenças, nas
causas de sua competência -originária,
Art. 14. Ao Supremo Triibunal Fe- facultada a delegação de atos pro-
dera.! compete: cessuais a outros Tribunais pu Ju~
I - Processar e julg·ar· originària- zes.
>mente: lL - Julgar as ações rescisóri::rs e
a) à .Presidente da República, nos as revisões criminais de seus acórdãos
crimes comuns;
b) os Ministros .de Esta:do, os Juí:-
e, mediante recurso ordinário:
zes dos Trfüunais superiores e dos a) as decisões de única ou última
Tribunais de Recursos d'!l. União; · os instância dos tribunais locais é da.
dos Tribunais de Apelaçífo dos 'Esta- União sôb_Ie mandados de segurança;
dos,. do Distrito Federal e dos Terri- b) as decisões de únicà ou ú1t_ima
tórios; os Ministros do Tribunal de instância das justiças locais ·e dos tri-
Contas e os chefes de missão diplo- bunais da União em matéria de ha-
-72 .
1Jeas corpus, quando denegatórias, e, b) ·e m que se tratair de crimes pr.a-
quando conce:ssiva;s, ·s e a _lei o esta- tioa,Kios .e m prejuízo de h8m.s, rendas,
'be1ecer; serviços ou interêsse.s da União, res-
c) os crimes políticos . salva;da; a competência da justiça elei-
III - julgar em recocso iextmordi- ·t oral oiu mili tair;
!!1álrió -a:s- causas decididas em única ou e) e.ril. qUJe o fundamento fôr con-
última -instância: trato ou trata;do do Bra;sil eoom outra
· a) quando, em ação recisória, se na·ção;
questiona;r sôbre aplica;ção da lei fe- d) em que forem pàrtes um Estado
deral e a deCisão fôr contrai e-la; estr·angeiro e pessoa .domicil:i:ada no
b) quando se disc11tir a vigênda ou Brnsil. ·
a validade de lei federal em . fa ce da Art. 18. Precedendo proposta do
Corustituição e ·a deciJSão recorrida ne- Supremo Tribunal F ederal., poderá a
gair aplicação à lei impugnada; - lei cri,a r outros Trfüwrrails Fede-
C) .qUJando seº constestar a valid'ade rais de Recurnos em diferentes
de lei ou ·a fo dos govêrnos loca.is em ~'egiões do País, fixando-lhes ai
face da Constituição ou de lei f.ede- · jurisdição territoriail e atendendo.
.r.al, e a d ecisão do Tribunal local jUl- aos princípios -estabeleci!dos nos arti- ·
ga;r válida a lei ou a..to impugna.d'O; gos ant ecedentes sôbre a composição e
d) qua.n do ocorrer dÍv·e rsidade de a competência.
interpretaçãio ,definiti V:a ~de lei fede- Parágrafo único. Aos Tribunais Fe-
ral entre dois tribunais· ou .·entTe um ·deqüs ·de Recursos apli-ca-se o dispooto
dêles ·e o Supremo Tri,b una'l Federal. no artigo 11, §§ 1. 0 e 2. 0 •
Neste caso, o recurso poderá ser tam-
bém interposto pelo Mini;stéirio Pú~ SEÇÃO IV
blico .
Da ·Justiça Eleitoral
Art. 15. Compete a;o Presidente do ·
Supremo Tribunal FederaJl, com re- Art. 19. A Justiça Eleitoral terá
CUTSO voluntário paira o mesmo Tri- por órgãos: o !Superior Tribunal iElei-
bunal, conceder exequatur às cairbas toraf, na Ca·pital· da República; um
rogatóri:a.s das justiça.s estra,ng.eiTfilL Tribunal Regiona1, na capital de cada
·Estado, na 'dos Territórios que a lei
SEÇAO III designar e no Distrito Federal; ·e juízes
singulares n as comarcas, com· as atri-
Do Tribunal Federal de Recursos
buições que a Jei conferir, além das
Art. 16. O Tri'bunau F ederail d e Re- juntas espec1a1s admitMas n o ar-
cursos, com sede na Capital d a Repú- tigo 2. 0 , § 3·.0 •
blica, compor-se-á de nove juízes, no- § 1 a 0 s . .· T ·b ·1 El it . l
m eados pelo Presidente da; R ep'bli' -- · upenor .ri una . e ma
~tre J·u:ri··ºtas q t h u . ~a será pr€sidido pelo Vi,c e-Presidente do
~" · " · ' ue · en a·m os r eqms1-
tos· do art. 12, s·endo dois terços esdo-
s upremo. T r:ouna ., 1 d 1 i
F_'e era e os Re~ o-
'
l·h idos
' entre
· · Jm'zes· · ·e D esemuarga
,__ d ores na1s · pelos
d v1ce-pres1•
- dentes . dos Tnbu-
dos Estadoo, d:o Distrito F ed eral e dos nfl,.lS · .e A~elaçao, _cabendo o cargo ao
T=Ti
·~·
"to·n·os , e um• te· rç o ·ent re a d vog.a1- pnme1ro · . v1ce-pres1dente, quando hou-
dos e m embros do Ministério Públi V·er .mais <le u~ · . .
co. § 2.º O Superior Tribunal Eleitoral,
Art. 17. Ao Tribuna;l Flederal de além de seu presidente, ·compor-se-á
Recursos compe·t e: de juízes efetivos escolhi:dos ·do se-
. I - Processar ·e j1.llgar •as ·ações r·e s- guihte modo: '
cis?ri::S e füs revisões cri·i:ninaisr de S'eu.s _ a) três quartos eleitos, em partes·
aicordaos. iguais e ·e scrutínio secreto, pelo Su-
II - .Julga~, _em recurso Oll'dinál.ri!o, premo Tribunal Federal, pelo Tribu-
as caus·a s dec1d1das pela;s justiças' lo- n al Federal ide Recursos pelo Tribunal
cais em última instância;: de Apelação do Distrito' F ederal entre
a) em que a União fôr inte1'eS'S'aid:a seus respectivos membros· •
CO:(Jlo autora ou ré, assistente ou opo- b) o quarto· restante, ~ameado pelo
<mte; Presidente da República, en.t re cinco
- 73

cidadãos de li.otável saber â\lrí'dico e ~) ,a'Clotar ou propor provtdências


reputação ilibaida, indicaJdos, .em . e~- para que as ~ eleições se realizem no
crutínio secreto, pelo Supremo Tn- tempo- e n~ forma determinados em
bunal Federal; e que nã.o sejam incõm- lei;
patíveis por lei. · d) !fixar a data das eleições,' quando
§ 3.º No caso 'de impedimento, não não determinaida nesta Constituição ou
existindo quorum, será o membro d·o na dos Estados, de maneira que se
Tribunal substitu~do por pessoa da efetuem, em regra, nos três últimos
mesma categorfa, designa/da pelo Pre- ·ou nos três .primeiros meses dos per~o-
sidénte. dos governamentais; .
§ 4.º Os Tribunais Regionats com- e) resolver as arguições de inelegi-
por-se-ão de modo análogo e por idên- bilidade e incompatibmdaide;
tlco processo: dois terços entre os de- /) conceder habeas corpus e manda-
sembargadores da respectiva sélde e dos de segurança em casos pertinentes
juízes de direito, eleitos pelo Tribm1al ,a matéria eleitoral; .
de Apelação; e o terço restante no- g) proceder à apuração dos sufrá-
mealdo pelo Presidente da República gios (]Jroclamar os eleitos e expedir os
sob proposta do Tribunal de Apelação, dipl~mas; , -
em lista de seis nomes. · · h) 1proc·essar e ]ulgar 'os crimes elei-
§ 5.º .se o número de Juízes dos Tri- toràis e os comuns que lhes forem
bunais Eleitorais não permitir a exata conexos;.
· proporcionalfdade prevista nos pará- i) !decretar perda do mandato legis-
grafos anteriores, o Superior Tribunal lativo nos casos estabeleciodos nesta
Eleitoral determinará a distribuição · · .coii&~Úuiçã0 e nas dos Estad~s.
das categ_o rias aicima discriminadas, de § 1.º As decisões do Superior Tribu-
modo que a maioria, no Tribunal, seja nal Eleitoral são irrecorríveis, salvo as
escolhida entre magistrados. .que pronunciarem a nuliid8Jde ou inva-
0
§ 6. Os membros dos Tribunais Itdade de .ato ou de lei em face da
Eleitorais servirão, obi:igatàriamente, constituição Federal e as que negarem
· por dois anos, nunca, porém, por mais habeas corpus e manda1dos de segu-
de dois biênios consecútivos. Para êsse rança'. Ne;;tes casos, haverá recurso
fim, a lei organizará o sistema de ;para 0 ,s uperior. Trij;Junal Federal.
rotatividade.
§ 2.º Os Tribunais Regionais decidi-
0
§ 7. Durante o temipo em que ser- rãa em última instância sôbre eleições
virem, os membros, da Justiç~ Eleitoral municipais, exceto nos -casos do § -1.0 ,
gosarão das garantias das letras a e, em que cabe recurso dketamente para
b do aí:t. 2:0 e, nessa quaUdrude, não o Supremo Tribunal Federal, . e no
terão outras incompatibiliidades senão · do § 5.º. ·
as que forem declaraidas na lei. § 3 _0 Para a apuração das eleições,
0
·§ 8. ·Oabem aos juízes locais vitalí- a lei poderá organizar juntas espe-
cios, nos têrrnos , da léi, as funções de, ciais de . três membros, dos quais dois,
juízes eleitorais com jurisdição plena. pelo menos, serão magistrados.
A'rt. 20. Á Justiça Eleitoral, que · § 4.o Nas ·eleições ·federais e e3ta-
terá competência privativa para o pro- duais, inclusive a de governador, da
cesso das eleições federais, estaduais decisão que proclamar os eleitos c,a- ·
e municipais, comrp~Ee: _ berá recurso para 0 Superior . Tribunal
a) organizar a divisão eleitoral da Eleitoral. ·
União, dos Esta1dos, do, Distrito Federal § 5.º Em todos os casos, dar-se-á re-
e dos Territórios, só pocil.endo alterá-la curso · da decisão do Tr~lmnal Regio-
qui-nquenalmente, salvo -e·m caso de rial para 0 Superior Tribunal, quando
motiificação na divisão judiciária ou não observada a jurisprudência dêste.
aidministrativa ·do Estado ou Territó- § 6.º Ao Superior Tribunal compete
rio e. em consequencia desta; regular a forma e o processo dos re-
b) fazer o alist'a mento; . cursos 'de_ que lhe - caiba conhecer.
- 74 -

Art. 21. A lei, mediante proposta individuais e coletivos entre empre-


do Superior Tribunal Eleitoral, podetá. gados e empregadores e as demais
organizar a Justiça Eleitoral c01n a conrtr.cyvéTSias m·iundas de relações de
participação de juízes permanentes e trrubalho regidas pela legislação social.
privativos, respeitados, no que forem
aplicáveis, os princípios desta Consti- § 1.0 •S ão órgãos da Justiça do
tuição quanto à investidura e garan- 'Tuwbafüo:
tias dos juízes e composição dos Tri- a) o Ta:ibunal Superior do Trabalho,
bunais . (Artigos 2. 0 e 19, §§ 2. 0 e 4. 0 .) cam sede na capital federal;
b) os Trl!bunais Regionais do Tra-
SEÇÃO V
balho;
Da Justiça Militar
c) Junrta:s e Juízes de conciliação e
Art. 22 . Os militares e as pessoas julgamento e outros órgãos· irusti-tuidos
que lhes são assemelhadas terão fôro em lei para· os fins previstos neste ar-
especial nos delitos ·militares. ~sse tig-o.
fôro poderá ser estendido aos civis nos
casos expressos em lei, para a repres- §. 2.º . A lei poderá, nas crnnarcas
são de crimes contra a segurança ex- onde :rrão existirem Juntas, atribuir
terna do País ou contra as instituiç6es aas Juízes .de Direito a competência
militares. destas .
Art. 23. A lei regulará, tamhém, a
jurisdição dos juízes militares e a apli- Ar•t. 27: A compo•sição, jurisdição,
cação das penas da legislação militar, com1Dertência e condições de exercício
em tempo de guerra. dos di'Versos órgãos da Justiça do Tra-
Art. 24. São órgãos da Justiça ~/U­ . balho serão reguladas em }ei, 0 observa-
litar o Supremo Tribunal Militar e os do o dispos-to no art. ui. § 7. , no que
Tribunais e Juízes inferiores, criados fôr aplicá'Vel.
por lei.
Parágrafo único. As vagas de Juízes SEÇÃO VII
togados do Supremo Tribunal Militar Da Justiça dos Estados, ão Distrito
serão preenchidas alternadamente: a Federal e dos Territórios
primeira, por auditores de guerra per-
manentes; a segunda, por advogados Art. 28. Crnnpete aos Estados le-
ou membros do Ministério Público gislar sôbre a sua divisão e organiza-
Militar de notório saber e reputação ção judiciária e prO'Ver os respectivos
tlibada, com 10 anos, pelo menos, de cargos, observados os preceitos da Se-
prática forense, indicados em lista trí- ção I dês·t e Capítulo e ai·n da os prin-
plice e escrutínio secreto pelo inesmo cípios seguintes: ·
Tribunal; e a terceira, por livre no-
meação do Presidente da Repúblic~•• a) inrvestidurá' na magistratura vi-
entre juristas que tenham os requi- talícia mediante cdncurso ae provas,
sitos acima exigidos. organiza-do pelo Tri·bunal de Apelação
. . com a co:la1boração do Oonselho Sec-
Art : 25. A inamovibilidade assegu- cional respectivo da Ordem dos Advo-
rada aos juízes militares não os exime gados do Brasil, fazendo-se a classi-
da obrigação de acompanhar as fôrças ficação, seIIl.IPre que pos·sfvel, em lista
junto às quais têm de servir. tríplice.
Parágrafo único. Cabe ao Supremo
Tribunal Militar determinar a remo- b) promoção dos juízes, de en'tra.n-
ção de juízes militares, de conformi- cia a entrância por merecimento e
dade com o art. 2. 0 , letra b. por antiguidade, _alternadamente;
SEÇÃO VI e) ina1terabiltdaide da di'Visão e or-
ganização jwdiciáiria dentro de cin~ ·
Da Justiça do Trabalho co anos da daita da lei que a estrubele-
Art. 26. Compete à Justiça do Tra- cer, salvo proposta motivada do Tri-
balho conciliar e julgar os dissidios bunal de Apelação;
- 75 -

à) irredu,tLbi~ildade do número de znleinto e reiputação iUbada, com lll


DesembargaiÇlor·es do T.ri'bunal de Ape- amos pelo menos de práitica forense,
Jiação, a nãio ser poF proposta do mes- escolhidos · de lista tríplice, organiza-
m1:> Trfüunal; da. pe~o TrfüunàI em escrutínio s·e -
creto.
e) fixaçãio dos vencimentos dos De-
sembargaid.'Or-es dos Trilbunais de Ape- § 5. 0 Os Estados poderão criar jui-
Ioaçã,o em quam.tia não inferior a um zes carn 1nve-stidura lirnitaida a certo
terço do que percebem os Mi1rüstros tempo e competênda para julgamento
do Surprem'o Tr.füunal Federal, e os dos das· cSJusas ·de pequeno · valor, prep.a.r-J
demais juízes vitalícios com diferença das eooc-edeintes de sua alçada e subs-
nãJO excedente a 3()1 % de uma para ou- tituição dos juizes v.italícios.
tra entrância, atrtbumdo-se aos da Art. 29 . As causas em que à União
enitrâITTJCia mais eleva.O.a não menos de fôr .autora ou ré serão aforaidas em ·um
dom terços dos vencimenws dos de- dos Juízos da capital do Estado em
sembargadores; que tiver domicílio a outra parte.
f) Qompetência priivativa do Tribu- § 1.º Nas causas em que forem par-
nal de Apelação para o processo e jul- tes as autarquias, ainda que criadas
gamento dos juizes inferiores, nos cri- pela União, _a competência ·será da
mes C()l!Il'U!Il'S e nos de respommlbil~dade. justiça local, ressalv.aidas as exces--
§ 1.0 Em caso de muda/Ilç..a da se- sões estabelectdas em lei.
de do Juízo·, é facultad·o ao Juiz re- § 2. 0 O disposto neste artigo não ex-
mover-se c-om ela ou pedir disponibi-
clue a competência da justiça local
lida'lie c°?1 vencime:rutos· integrais.
nos processos de falência em que a
§ 2. 0 A inivestidura nos·- ·Tri:bunais de Fazenda Nacional for interessada.
Alpelaçã10 dar-se-á medüynte promoção
de juízes da entrâ;ncia mais elevada, § 3. 0 A ação para cobrança judicial
alternadamente, por mereciménto e da dívida ativa da' Fazenda Pública
aintiguidaide. Quailldo o · critério· fôr o da União, dos Esta;dos, dos Municípios,
de mereéimento, o Tribunal de Ape- do Distrito Federal e dos Territórios
lação organizará lista tríplice para será ,proposta no fôro do domicílio do
ser sU!blmetida ao Poder Executivo; réu. Se não o tiver, no de sua residên-
qualIJ!do fôr o da anttgufidade, decidirá, cia ou no lugar onde for encontrado.
preliminarmente, se deve ser propos-
to o. J.uiz mais aintigo; · e, se três quar- Art. 30. Excetualdas as causas atri-
t~ dos votos dos juizes efetivos, forem
buídas -à competência dos tribunais fe-
pela negativa, proceder-se-á à vota- derais, tôdas as demais competirão às
ção relativarrnente ao imediato em a.n- justiças locais Cart. i.o, letra b) .
tiguidaide e asstm por diante, até se fi- Art. 31. A lei poderá determinar e
xar aL indicação. Num e noutro caso, fixar a cooperação financeira da União
as votações se farão pr escrutínio se- com os Estados, para atender às des-
creto. pesas decolTentes da a.drninistração da
§ 3. 0 Os Estaidos poderão mamter a justiça.
justiça de paz eletiva, com atrilbuição
judiciária de substituição, exceto em SEÇÃO VIII
ai-05 decisórios, e com a competência
para o •processo de celebração de ca- Do Ministério Público
samentos e outros atos que a lei enu- Art. 32. O Ministério Público será-
merar. organiza;do, na União, no Distrito Fe-
§ 4. 0 Na cQIIDposiçã;o dos '.l'riibunais deral e nos Territórios, por lei fede-
Superiores serão reservados lugares ral e, nos Esta;dos pelas leis locais.
correspon'lientes a um quinto do nú-
mero total para que ·seja-m preenchi- § 1.º O chefe do Ministério Públi-
dos por adivoga.d:os, ou membros do co Federal, nos Juízos comuns, é o Pro-
Ministério Público, de notóri0 eTeci- curaidor Geral da República, de no-
-76-

meação do Presiidente da República, nos Territó1ios · serão nomeados en-


com aprovação do Senado, dentre os tre juristas de notório sabe;r e reputa-
cidadãos com os · requisitos estabeleci- ção ilibada, alistados e!eitores e maio-
dos para os Ministros do Supremo res de 30 anos, caibendo-lhes venci-
Tribunal Federal. Terá os mesmos mentos iguais aos dos desembargado-
vencimentos dêsses Ministros, sendô; ;res .
porém, demissível ad-nutum. ,
§ 2.0 Nas Capitais, a· União será re-
§ 4. 0 Os membros do Iv.tinistério Pú-
presenta;da em Juízo po;r procurndores bli<eo terão as garantias de estabilid.11,-
da República, podendo a lei cometer de determinaidas em lei.
essa representação, -nas Comarcas do
interior, ao Ministério Público dos Es- Art. 33. O Ministério Público, nas
tados. Justiças Militares, Eleitoral e do Tra-
§ 3. 0 Os chefes do Ministério Público balho, será organizaido por leis espe-
nos Estados, no Distrito .Federal e ciais.

I_


Sexta Subcomissão
TíTULO Parágrafo único ... Não podem alis-
tar-se eleitores: ...,
Da declaração de direitos ' . a) os que não saába,m ler e escre-
ver;
CAPÍTULO I
b) os que não falem a língua na-
ciona-1;
:liA· NACIONALIDADE E DA ·-CIDADANI_A
e) os militares em serviço ativo
.i\rt~ 1.º São dda!dãos brasileiros: salvo os oficiais, ·os aspirantes a ofi-
a) os nascidos no Brasil, ainda que ciais e os alunos das escolas mi.m ares
de vais estrangeiros, não residindo de ensino superior;
&te a serviço de sua nação: d) os mendigos;
b) os filhos de brasileiro" ou bra- e) os que estejam, tempo.raria ou
sileira, nasci<dos em país estrangeiro, definitivamente, privad-Os dos direi-
estando os seus pais a serviço do . Bra- tos políticos.
sil; e, fora dêste caso, se, a,tingi<da a ·Art. 4. 0 o aJi.s.ta,meüto e o vo.to sã,o
maioridade polLtica, optarem pela na-
obriga,tórios., para homens e mulhe-
ci{)nalidade brasileira;
res, com as sanções e exceções que a
. e) os que já adquiTiram· a na!Ciona - lei determinar.
lidaide brasileira, nos têrmos do a.rt. Art. 5. 0 O sufrágio é universal. e
69 ns. 4 e 5, da Constituição de 24 de
direto, assegurados o sigilo do voto
fevereiro de 1891; e a ,re.p resentação das minorias na
d) ós estrangeiros naturalizados ,forma que a lei estabelecer .
pela forma que a lei estabelecer. Art. · 6.0 Os direi.t os do cildadão bra-
Art . 2. 0 perde a nacionalidade o sileiro só se sTuSpenó.em ou se per-
brasileiro: dem nos casos aqui particularizados:
a) que, · por naturalização voluntá~ § 1.º Suspendem-se:
ria, adquiriT outra naciona~idad~; a) por incapacidade civLl absolu~.a;

b) que, sem licença do presidente , b) por condenação criminal; en-


da República, aeeitar de . govêrno es- quanto durarem se.us efei-tos.
trangeiro pensão, emprêgo remunera-
§ 2. 0 Perdem-se:
do pu comissão;
a) nos casos do art. 2. 0 ; .
e) que, mediante o processo que a
b) pela recusa,motivada par coil!Vic-
lei estabelecer, tiver cancela,da a sua çã,o religiosa, fHosófica ou política, de
natm:alização, por exercer atividade . obrigf!,ção, enca;rgo ou serviço, imipos-
nocilva ao interêsse nacioilllll. tos poi: lei ao11 brasileiros;
e) ·pela aceitação de título nobili-
Art . 3.0 São eleitores os cidadãos de árquico ou condecoraÇão estràng~i­
um e outro sexo ,mlj-iores de 18 anos, ra, que importe restrição de dii-eirtos
que se a.listarem na forma da lei. ou deveres para com a Nação.
'
-78-

§ 3.º A .perda dos direi.t os polf.ticos vernadores· e seus secretários, a os


a-0arreta, simultâneamente, a do ca.r- respectivos Estados.
go público. V - para prefeitos municipais, os
§· 4.º A lei estabelecerá as condições que t en ham exercido o cargo até 6
de reaquisição dos dkeitos politicos. 1 mese& antes da eleição.
Art. 6.º sã.o inelegíveis os que não Parágrafo único - Os dipositivos
esti·verem alistados elei.tores. dêste artigo aplicam-se por igual aos
Art. 7. 0 São também inelegíveis, titulares efetivos e interinos dos car-
descte que não afastadoi; definitiva- gos mencionaidos.
mente das · respectivas funções: Art. 8. 0 · São ainda inelegíveis, nas
I ~ para presidente e vice-presiden- mesmas condições do artigo anterior,
te da República: ·os parentes, ainda que por afinidade,
a) até 1 ano, o presidente, e o vice- até o 3.0 gráu:
presidente da Repúbioa que tLver I - Do préscidente, e do vice-presi-
assumido a presidência; dente da República que assumir a
b) até 6 meses, os governadores dos Presidência:
'Est!lldos, os interventores nomeados a) para presi'dente da República;
conforme o art., .. ., os ministros de b) para governador de Estado;
Estados e o. prefeito do Distrito Fede- e) para senador e deputado fede-
ral; ral, salvo se jà tiverem · exercido o
e) até ·3 meses, os ministros do Su-
mandado ou forem eleitos simultâ-
premo Tribunal Federal, do Supremo neamente com o presidente ou vice-
presidente da República.
Tribunal Militar e çio Tribunal de
II - Do governador, ou interventor
Contas ; o procurador geral da Repú-
nomeado de acõrdo com o art. . .. :
blica; os juizes, o procurador geral e
a) para governador de Estado;
os procuradores regionais da Justiça
b) para senador e deputado fede-
Eleitoral; os chefes e sub-chefes dos
Estaidos Maiores das Forças Arma- ral, salvo se já tiverem exercido o
d.as; os secretários de Estado da Se- mándato, ou forem eleitos simutâ-
neamente com o governaidor .
gurança e chefes de polícia.
IÍ - Para governadores dos Esta-
III - Do prefeito municipal :
a) para prefeito;
dos: b) para verea;dor.
a) até 1 ano, o presidente, e o vi-
ce-presidente da República que tiver CAPíTULO II
assumido a presidência, e, nos respec-
tivos Estaidos, os governadores, e os DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS
interventores nomeados conforme o , Art. 9. A Consti tu1ção assegu·-
0

art .... ; ra aos brasileiros e aos estrangeiros,


b) até 6 meses, os secretários de salvo, quanto a êstes, as restrições
Estado, os chefes de polícia, os mem- que a lei estabeleçà por motivo de
bros do Poder Judiciário e o procura- .ordem pública, a inviolabilidade dos
dor geral, nos respectivos Estados; direitos concernentes à vida, à liber-
dade, à segurança individual e à
e)' até 3 meses, com exceção dos propriedade, nos têrmos seguintes:
referidos na letra a dêste número, os
que forem inelegíveis para presidente 1) Todos são íguais perante a lei.
da Repúblic.a. 2) - Ninguém pode ser obrigado a
fazer ou deixar de fazer alguma coi-
III - para o Senado F·e deral e a sa, senão em virtude de lei.
Câmara dos Deputados, até 3 meses, 3) A lei não 11rejudicará O · direi-
as pessoas refer~das nos ns. I e II, to adquirido, o ato jurídico perfeito
nas mesmas condições neles estabe- e a coisa julgada.
leddas. 4) Nenhum assunto relativo a direi-
IV - par.a as Assembléias Legisla- to poderá ser excltiído do conheci~
tivas 'Estaduais, até 2 meses, os go- mento do poder judiciário. ·
- 79 -

5) E' livre a manifestação do pen- mitérios particulares, obedecidas as


samento, sem . dependência de censu- ,prescrições legais.
ra, salvo quanto a espetáculos e dl· 13) A todos é lícito reunirem-se li-
verfJÕes públicas, respondendo cada . vremente e sem armas, não podendo
um pelos abusos que cometer, nos intervir a polícia senão para manter
casos e pela fornia que a lei deter- a ordem pública . Com êste fim, oo-
minar. Não é permitido o anonima - derá a polícia designar o local da
to. E' assegurado plenamente o dl- reunião, desde que com isso não a
reito de resposta . impossibilite ou frustre. .
6) E' inviolável o sigilo da corres- 14) E' assegurada a liberdade de
pondência . associa ções para fins lícitos. Ne-
7) A publicação de livros e periô- nhuma associação será compulsória-
dicos independe / de licença do poder mente dissolvida senão por sentença
público . Não será, porém, tolera da judiciária .
propaganda de guerra ou de proce'l· 15) E' livre o exercício de qualquer /
sos violentos para subverter a ordem profissão, observadas as condições. de
política ou social, nem o comércio capacidade técnica que a lei estabe-
de gravuras ou impressos ofensivos ao lecer.
pudor . 16) o Estado, nos limites da sua
8) O regime democrático, os di- capacidade econômica, assegurará,
reitos fundamentais do indivíduo e pela assistên.cia e pela instrução, o
as liberdades públ~ cas serão · protegi- desenvolvimento dos atributos do tn-
dos contra qualquer processo, mani- divíduo, que possam ser úteis, a êste
fes tação ou prqpaganda tendente a e à sociedade .
suprimi-los, ou a instaurar sistema 17) Só a Constituição, e as leis
incompatível.__Qom a sua existência. a ela conformrn, aut orizam a a ção
9) E' inviolável a liberdade de- do Estado para suprir as deficiências
consciência e de crença, e garanti.do da iniciativa individual. _
o livre exercício dos cultos religio- 18) Em tempo de paz, qualquer
sos, desde que não contravenham à 'pessoa pode• entrar no território na-
ordem pública ou aos bons costumes . cional, nêle permanecer ou · dêle sair
As associações religiosas a dquirem com sua for t una e bens, ' observadas
pf;rsonalidade jurídica na forma da as prescrições da lei. .
lei civil. ./
19) A União poderá expulsar do
10) Por motivo de convicções filosó- território ·n acional os estrangeir os pe-
ficas, políticas ou r eligiosas, ninguém rigosos à ' ordem pública ou nocivos
será priva do de qualquer dos seus aos interêsses nacionais, salvo se, ca-
direitos, salvo se as invocar para s~ sados com mulher brasileira, tiverem
eximir de obrigação, encargo ou ser- filho n ascido no país e dependente da
viço impostos por lei aos brasilein'S. sua economia .
11) Haver~ assistência religiosa 20) A casa é o asilo inviolável do
nas expedições militares e· nos esta - indivíduo. Ninguém ' p o d~rá aí pene-
belecimentos oficiais de internação t rar, · de noit~. sem consentimento do
coletiva, quando solicitada, e sem morador, senão para acudir a vítimas
constrangimento dos assistidos . Nas de crimes ou desastres, nem de dia,
expedições militares a assistên d a re- sen:â,o nos casos . e pela - forma pres-
ligiosa será exercida por sacerdote
brasileiro n a to. . . critos na lei.
12) Os cemitérios terão car áter se- 21) O direito de propriedade man-
cular e serã o administrados pela au- t ém-se em suá plenitude, salvo a de-
t oridade municipal, sendo livre a sapropriação por . necessidade ou uti-
tõdas as confissões r eligios_a s a prá- lidade pública, mediante prévia e jus-
tica dos respectivos ritos. As asso- ta indenização, e vedado o seu exer-
ciações religiosas poderão manter ce- cício cont ra o interêsse _social.
-.:.. 80 ~-

Em caso de perigo iminente, como achar .ameaçado de sofrer violência ou


guerra ou comoção intestina, as au- coação em sua · liberdade de loconió-
toridades competentes poderão usar ç_?.o, pÓr ilegalidade ou abuso de po-
da propriedade particular até onde o de!'.. ·
bem público o exija, ressalvado o di-
reito a indenização ulterior. 28) Para proteção dos direitos ll-
quidos e certos, que não consistam
22) Os inventos industriais perten- na privação ou ameaça . de privação
cerão aos ·seus autores, aos quais a . da liberdade de ir e viI, concedet.-
lei garantirá privilégio temporário, ou se-á mandado de segurança, seja qual
concederá justo ~orêmio, quando a sua fôr o autor ou o responsável pela ile-
vulgarização convier à coletividade. galidade ou abuso de poder.
23) É asseglU'ada a propriedade das 29) É assegurada aos acusados am-
marcas de indústria e comércio, e a pla defesa, com todos os recursos e
exclusividade de uso do nome comer~ meios essenciais a ela, desde a nota
ciaL de culpa, ·entregue em 24 ,horas ao
24) Aos autores de obras literárias, prêso, e assinada pela autoridade
artísticas ou ciêntíficas, cabe o direl- competente, com os nomes do acusa-
/ to exclusivo de reproduzi-las pela im- dor e das testemunhas.
prensa oil por qualquer outro proces- 30) · Não haverá fm;o privilegiado
so mecânico. Os herdeiros dos auto- nem tribunais de exceção; admitem-
res gozarão dêsse dir~ito. pelo tem- se, porém, juízos especiais, em razão
po que a lei determiní\r. da natureza das causas.
25) Ninguém será prêso senão em 31) Ninguém será processado, nem
flagr~nte delito, ou por ordem escri- sentenciado, senão pela autoridade
ta da autoridade competente, nos competente, em virtude de lei ante-
casos expressos em lei, nem revista- rior e na forma por ela prescrita.
do em público, sob pretexto de busca
ou apreensão de armas, salvo eni ato 32) A lei penal só · retroagirá qtlan-
de captura de criminoso. Fora dês~ dÓ · beneficiar o réu.
ses casos, o ordenador, o· executor da 33) Nenhuma pena passará da pes-
prisão ou busca, se forem policiais ou soa do delinqüênte.
funcionários civis, perderão o pôsto
ou cargo, com inabilitação, por cin- 34) Não haverá pena de banimen-
co anos. para o exercício de qualquer .to, morte, confisco, ou de caráter per-
outro. Se a infração se praticar con- pétuo, ressalvadas, quanto à pena de
tra o livre exercício do alistamento morte, as di.spo5içõés da legislação
ou sufrágio, aplicar-se-ão, além das militar, em tempo de guerra com paÍJi
mencionadas, as penas constantes da estrangeiro.
lei eleitoral. 35) ~ão haverá prisão por dívidas,
26) Ninguém poderá ser conserva- multas, ou custas, salvo a do deposi-
do e~ ·prisão, salvo nos casos espe- tário, na forma da lei civil.
cificados em lei; nem levado à ,pri- 36) O poder judiciário negará apli-
são, ou nela detido, se prestar fian- cação ás leis que, implícita· ou expli-
ça idônea, nos casos em .que a lei a c; ' -mente, contrariarem a Constituição
· admitir. A prisão ou detenção de àu os princípios nela consagrados.
qualquer pessoa ·será imediatamente 37) Nenhum tributo poderá ser co-
comunicada ao juiz competente, que a brado senão em virtude de lei que
relaxará, se não fôr legal, e promove-· · o autorize .
rá, sempre que de direito, a · respon-
sabilidade da autoridade coatora. 38) Não será concedida a Estado
estrangeiro extradição por crime po-
27) Dar-se-á habeas corpus . sem- J.ítico ou de opinião, nem, em c ::i. ~o al-
pre que alguém fôr prêso, ou ·se gwn, a de brasileiro.
- 81

39) A União e os Estados concede- ~'>.) Qualquer cidadão será parte le-
rão aos necessitados assistência judi- gítima para pleitear a declaração de
ciã.ria, na forma que a lei estabelecer. nulidade ou de anulação dos atos le-
40) A lei assegurará: sivos do patrimônio da União, C'•r;
Estados· ou· dos Municípios.
a) O rápido andamento dos proces- 43) "ifenhum juíz "eixará de senten_
so11 nas repartições públicas; ciar por motivo de omissão na lei.
b) a com]Jnica~ão, aos interessados
Ocorrendo esta, decidir~, por analo-
dos despachos, e das informações a que gia, pelos princípios gerais de direito
êles se refiram; ou por equidade.
44) Perderá o cargo qualquer Au -
. e) a expedição das certidões re .. toridade ou funcionário que impe-
queridas a bem de interesses indi- dir o livre exercício dós direitos as-
viduais; sc;;urados pela Constituição.
d) a expedição das certidões re- Art. 10.0 A especificação dos direitos
queridas para esclarecimento dos ne- e garantias expressis na Constituição
nih:i excluí outros decorrentes do re-
gócios públicos. salvo quando o inte- gime e dos princípios que ela ado··
rêsse nacional imponha reserva. t.a.
41) E' permitido a qualquer do po- -Sa:la das- Comissões, 26 de março
vo representar, mediante petição aos de 1946 . - Arthur da Silva Bernar-
poderes públicos, denúnciar abusos da.s des, Presrctente. - Maria Masagão,
autoridades e promover-lhes a respon- Relator. - Ivo d'Aquino. - Eduardo
sabilidade . Duvivier. - Milton Caires de Brito.
' .

Sexta Subcomissão
TíTULO te processo admlnistrativo em -que .
se lhes assegure ampla defesa . -
Dos funcionários públicos Parágrafo único - Extinguindo-se
o cargo, o funcionário estável será
Art. 1. 0 Os cargos públicos são obrigatbriamente aproveitado em
acessíveis a todos os brasileiros, ob- outro análogo, que venha a vagar.
servados os requisitos que a lei esta-
tuir. São vedaàas as acumülações Art. 5. 0 Invalídad~ por senten-
de quaisquer cargos; ·exceto o de ça a demissão de qualquer funcioná-
magistério, que poderá ser exercido rio'; será êste reintegrado; e o qu~
juntamente com- cargà técnico ou ci- lhe houver .o cupado o lugar ficará
entífico de matéria correlata. destituído de plano, ou reconduzido
Art. 2. 0 São vitalícios os magis- ao cargo anterior, sempre selll direi-
trados, os serventuários de ofícios de to a qualquer indenização. . ·
justiça, e os professôres catedráti-· Art . 6. 0 As pessoas jurídicas de
eos. direito público interno são civilmente
Art. 3. 0 São estáveis, salvo quan- responsáveis pelos dànos que seus
do exerçam cargo de confiança, ou funcionários, nessa qualidade, cau-
que a lei declare de livre nomeação e sem a terceiro. ·
demissão: Parágrafo único ~ Caber-lhes-á
a) - desde a posse, os· funcionários ação regressiva contra os funcionários
!lomeados por concurso e os membros causadores do dano quando · tiver
do . Ministério Público; havido culpa dêstes. -
b) - depois de dois anos de exer- Art. 7. 0 Nenhum funcionário
cício, os nomeados sem concurso · participará do produto de multas ou
Art. 4. 0 Somente podem perd~r o acréscimos a tributos, nem percebe-
eargo: rá vencimentos proporcionais à sua
a) - os funcionários vitalícios em arrecadação.
razão "de sentença judiciária; ' Sala das Comissões, 26 de março
b) - os funcionários estáveis, no de '1946. - Arthur da Silva Bernar-
easo da letra anterior, no de se ex- des, Presidente. - Maria Masagão,
tin~uir o cargo, ou quando lhes seja. Relator. - Ivo. d'Aquino. - Eduardo
apllcada a pena de demissão median.- Duvivier. - Milton Caires . de Brito .

·'
- '

SÉTIMA SUBCOMISSÃO
Ordem Econômica ·e Social
EJxmo. Sr. Presidente da Comissão tiva ou de empresa com a valoriza-
Oons~itucional : ção humana do trabalho.
A Subcomissão, incumbida de re- Parágrafo P-nico. É assegurado · a
latar o título - Da Ordem econômica · todos trabalho que possibilite . exis-
e social, da futura Constituição, vem tência digna.
aipresentar ,a_ Vossa. Excelência o seu
trabalho. Art. 2. 0 A intervenção no dominio
econômico será. fixada em lei, dentro
A orientação da Subcomissão foi dos limites que o interêsse público
de equilfbrio entre a ordem existente, aconselhar, podendo a União mono-
cujas estruturas foram d'ixaidas na polizar determinada indústria ou ati-
Constituição de 1934, e a evolução so- vidade econômica, nos têrmos em que
cial no estágio em que nos encontra- fôr autorizada por lei especial.
mos.
Ax:t. 3. 0 O direito de propriedade e
Não teve igualmente a . Subcomis-
são a pretensão de fazer obra pertei- o seu uso serão condicionados ao bem
ta ou definitiva, e sim de oferecer, estar social, distribuindo-se a proprie-
em <forma legislativa, sugestões que dade pelo maior número e possibili-
deverão .servir de base .para a dis- tando-se a todos iguais oportunida-
cussão do projeto constitucional. des.
Seguimos· a linha merua, concilian- Art. 4. 0 Os trusts, cartéis, entendi-
do o fato social com o fato político, mentos ou ajustes de qualquer orga-
no desejo de disdplinar as transfor- nização, gr upo, emprêsa ou indivi-
mações economicas, impostas pelo duo, sejam de que natureza forem,
nosso crescimento industrial. para dominar os mercados internos,
Muito esperamos da c·o laboração do eliminar osconcorrente s e explora.r os
Plenário, da Comissão e da própria consumidores pelos preços ou qual-
Assembléia . quer outra forma de opressão serão
declarados fora da lei e dissolvidos
Com essas ressalvas, apresentamos de acôrdo com a· legislação especial
o vesultrudo do nosso estudo e as nos-
sas homenagens a Vossa Excelência _e que fôr votada pelo Congresso-:-
à douta Comissão. Agamemnon Art. 5.0 As tarifas não poderão ele-
Magalhães, Relator Geral. - Café var-se quP.ndo o preço das mercado•
Filho. - B&na Neves. - Hermes rias protegid:>.s atinjam internamen-
Lima. te a mais de 10% do preço do pro-
duto estrangeiro, salvo os casos de
DA ORDEM ECONôMICA E SOCIAL defesa contra o dumping.
Art. 1.0 A ordem econômica tem Parágrafo único - Nenhuma tari·
por base os princípios da justiça so- fa poderá ser alterada senão em vir-
cial, conciliando a liberdade de inicia- tude de lei especial e precedida de
inquérito sôbre ' o custo da produção · § 2. 0 O aproveitamento da energia
· da mercadoria, que a União julgue hidráulica, de potência reduzida •
necessário proteger. para uso exclusivo do proprietário, in-
depende de autorização ou concessão .
Art . 6. 0 A lei proJl1overá o fomen-
t o da economia pdpular pelo desen- § 3. 0 Satisfeitas as condições esta-
volviment o do crédito e do coopera- belecidas em lei, entre as quais a de
tivismo. os' crimes contra a economia possuírem os n ecessários serviços téc-
popular serão definidos ·em lei. nicos e a dministrativos, os Esta dos
passarão a exercer, dentro dos re11-
P arágrafo único - É proibida a pectivos t erritórios, a · atribuição com;-
usura . Considera-se usura a cobrança t ante dêste artigo.
de juros, inclusive comissões e taxas,
q ue ultrapassem o limite legal. § 4. 0 A lei regulará a na cionaliza-
ção progr essiva das minas, jazidas mi-
Art. 7.0 A lei regulará a n aciona- . n erais e quedas dágua ou outras fon- .
l ização dos bancos de depósito e tes de energia hidráulica, julgadas bá-
e das empresas de seguro em tôdas as sicas ou essenciais à defesa econômi-
suas modalidades . ca ou militar d o :país .
Ar t . 8. 0 As empresas concessioná- § 5 . 0 A União, n os casos prescritog
rias de serviços públicos f ederais, es- em lei e t endo em vista o interêsse
'taiduai:s ou municipais dever ão con5ti- da coletividade, a uxiliará os Esta dos'
tuir com maioria de brasileiros a sua no estudo e apar elhamento das estân-
a dministração ou delegar a brasileiros cias minero-medicinais ou têrm o-me-
toios os poderes de gerência . dicinais.
Parágrafo único . A lei federal re-
§ 6. 0 Não dependem de concessão ou
gulará a fisc alização e revisã o das
tarifas dos serviços públicos explora- autorização o aproveitamento das que-
dos por concessão para que, no in - das dágua já utilizadas industrialmen-
terêsse coletivo, a r etribuição do ca- t e na da'ta da promulgaçã,o da Cons-
pit al n ão impeça a expansão e me- tituição de 1934, e sob esta mesmi>.
lhoramentos dos serviços . A lei se ressalva, a exploração das minas em
aplicará às concessões f eitas no regi- lavra, ainda que transitoriamente
me anterior de tarifas estipuladas .saspensa .
par a todo o t empo de duração do con- Art. 11.º E ' vedada a propriedade
trato. de emprêsas jornalísticas políticas ou
Art , 9. 0 As minas e demais riquezas noticiosas a sociedades anônimas por
do sub-solo, bem como as quedas dá- ações ao portador e a est rangeiros .
gua, constituem proprieda de distinta ~stes e as pessoas jurídieas não po-

da do solo para o efeito de explora- dem ser acionistas das sociedad es


ção ou aproveitamento industrial. anônimas proprietárias de . tais em-
prêsas . A responsabilida de principa l e
A,rt . 10.0 O aproveitamento indus- de orientação intelectual ou admini.s-
trial das min as e das jazidás mine- tra tiva da mesma imprensa política ou
ra is, bem como das águas e da energia noticiosa só por brasileir os nat os pode
hidráulica, ainda que de propriedade .s er exercida .
privada, depende de . a utorização ou
Art . 12.0 Os proprietários, armado-
con cessã o federal na forma da lei.
res , e comanda.n tes de navios n acio-
§ 1. 0 As ·a uto,riza,ções ou concessões nais, bem como os tripulantes na.
11erã o conferidaii exclusivamente a bra- proporção de d ois t erços, pelo m enos,
slleiros ou a empresas Õrgallízadas no
J3rasil, r essalvada -ao proplietário pre- devem ser b:i:asileiros natos, r eservan-
f erência na · explora~ã.o ou copartici- dq-se t am)lélllta êstes a praticageJ!l d~a
:Qa.Ção . ~ l ucr().IJ,. barras, portos, .rios e lagos.
Art. ,13.0 Excetuados quantos exer- tese depois 'd(> parto, sem prejuizo do
çam legitimamente profissões. liberais sáfárfo e 'do °émprêgo, e iiístitÚiçíl!.6
na. data da Constituição, e os caso<1 de pr·evidênciá,~médiante contribuiÇâo
de ·reciprocidade ínternacío.n àl admi- igual da União, do 'e mpregador e ·'do
tidos em lei', sàrriente poderão exercê- em'j:>rega;do, a favor da velhice, da
las os brasileiros nates e os naturali- invaiidez, da maternidade, doença ·e
zados que tenham ·prestado serviço nos casàs d0$ aiciclientes de tfabálha
militar ao Brasil.. -Somente aos b~asi­ e de morte;
leiros natos é permitida, a revalidação k') assistência a-es des>em'preg<ados;
de diplomas expedidos por institutos
estrangeiros de ensino. ' l) regulamentação do exercfüfo c:ie
tô'da:s as profissões;
Art. 14. 0 A associaÇão profissional m) re1eon.ble<eimeTuto dais conven-
ou 'sindical é livre; regulando a lei a
ferma de constituição, a representação .ç ões coletiva'& de trabalho;
legal nos contratos coletivos de tra- n) ai percenta,gern de emprega.d.o:!l -
balho e o exercício de funções delega- brasileiroo que devam ser mantidos
. das pelo_ poder público. ob<rigatàriamente nos serviços pú-
blicos dados em concessão, e nos es-
Art. 15. 0 A legislação do trabalho tabelecimentos de determinados ra. 7
obs-ervará os seguintes preceitos,' além mos de comércio e· indústria.
de outros que visem melhorar a · con-
dição dos .trabalhadores: § 1. 0 - 'J;'ara o efeito dêste ar-
tigo, não há distinção entre o traba-
a) proibição de diferença de salário lho manual e ·o trabalho intelectual
para um · mesmo trabalho, po,r motivo ou técnico, nem entre -os profissionais
de idade, sexo, nacionalidade ou esta- respectivos.
do cívil;
§ 2. 0 -As terras que não estiverem
b) salário mínimo, capaz de satis- cultivada;s nas zona.s aigrícoLas e de
fazer, conforme as condições de ·cada maior densidaide de população, bem
região, as necessidades normais do oomo a;s terras não aprov·e itáveis e
trabalhador e d'e sua família; Públicas ou beneficadas pelas obras
e) participação obrigatória nos lu-
irrigáveis em conseqüência de Ob :as
cros das emprêsas; de saneamento, pO'derão >Ser desa.p ro-
. priadas .pela União ou pelos Estados e
d) trabaLlio diári~ 111ão excedente divididais na forma que a suai explo~
de oito horas, re.duzíveis mas só pror- ra,ção agrícola a.coinselha.r.
rogáveis ·nos caoos previ>Stos em 1e1; · § 3. 0 -A le,i orientará a política ru-
e) proibição de trabalho a meno- ral no sentido de fixar 0 homem no
res de 14 anos; de tral:>alho noturno crumpo, estabe1ecendo planos de co-
a menores ·cte 16; e em indústria·s- in- lomitação e aproveitamento das ter-
aalubres, ai. menores de 18. anos e a ras públicil!S. 'Na. ,colonização dessas
mulheres; · terras serão preferidos os tra-
/) repouso hebdomadiário, dle pre- balhadores nacionais e para elas
f erêne:ia aos domingos; deverão ser ·e ncaminhados os habi-
tante.s das zonas empobrecidas, que o
fJ) férias anuais remuneradas; desejarem e os sem trabalho.
h) indenização ao trabalhador dis- § 4. 0 - As terras marginais dos
pensado s·e m justa causa; rios, lagioas e outros mana,n.ciais e
t) ·estabilidade no emprêgo depo\s que não sejam cultivadas pelos res-
de dez ano;:i de serviços ininterruptos; pectivoo proprietários, õu quando
êstes impeÇ·arn, pelo preço do arren-
f) assistênêia médica, sanitária. e damento e outras exigências, que OS·
hootpitalar ao traballhador e à ges- lr.vraidores da região nelas · traba-
tante, assegurada a esta o descanso an- lhem poderão ser desa.pr0priad!a.s ·
'
tara ere1,1J0 de equita.t.lva1 diMbul- imóvel do chefe de :família, nã'o 11erá
oão da riqueza. agrícola. suscetfv.eJ. de penhora, por divida ou
i&n. 16 - Os conflitos oriundos das impostos, desde que seu salá.rl.o Dão
relações entre empreg1adores e empre- exceda ao limite da isenção do im-
ga<d.()6, regulaid36 na. leg!l:slagão so- pôsto de renda.
cial, serão dirimidos pela ju5ti~a.' do Art. 23. 0 Provada e. valorização do·
'trsibalho, que terá jurisdição autô- imóvel por motivo de obras públicaa,
noma., bem como organização ade- a administração, que as tiver efetua-
:qu:ada, não se lhe aplica,ndQ as dis- do, poderá cobrar dos benéfici,ados
~çOeS desta. Constll.tudçlão relat1- contribuição de melhoria. ,,
T815 à competência, ao recrutamento Art. 24.0 Tôda. emprêsa. industria! 011
" às prerrogaitivas da justi,Çai co- agrícola, fora dos centros escolares, e
mum. onde trabalharem mais de cinqüenta
Parágrafo único - ll! reconhec1d:o o 1, pessoas, será obrigada a lhes propor-
direito de greve. cionar ensino gratuito.
Art. 17.0 - São equiparados aos
trabalhaicliores, parai todos os efei- Art. 25. 0 Todo brasileiro que, não
too das garantias e dos benefícios da sendo proprietário rural ou urbano,
1'egíslBJÇão sociaJl, oo quie exeroem ocupar, por dez anos contínuos, sem
profiSsões liberais. oposição nem reconhecimento de do-
mínio alheio, uin trecho de terra até
Art. 18.0 - Nenhuma concessão de dez hectares, tornando-o produtivo
terras de superficie superior a dez por seu trabalho e tendo nêle a sua
mil hectares poderá ser feita sem morada, adquirirá o domínio do solo
que, parai cada caso, proceda. autorl- mediante sentença declaratória devi-
zaçláo do Senado Federal. damente transcrita .
Art. 19.0 - Nenhum banco, estabe-
lecimento comei:cial , ou industrial, Parágrafo único. Para defesa do
poderá reter terras ou outros bens direito assegurado neste artigo 9 Es-
imóveis além das neeesSlidacl!es das t ado proporcionará assistência judi-
respectivas atividades econômicas. ciária gratuita.
Art. 20. 0 - Fica~ sujeitas a im- Art. 26. 0 Serão reduzidos de cinqtten-
pôsto progressivo as transmissões d~ ta por cento os impostos ·que recaiam
beoo por herançai ou legado. sôbre o imóvel rural, de área não su-
Art. 21. 0 - A ·Vocação para suceder perior a cinqüenta hectares e de va-
em bens de estrangeirosi existent es lor a té cinqüenta -mil crureiros, ins-
no Brasil será regula.da pela lei nac tituído em bem de família.
cional em benefício de cônjuge brasi-
ltiro e dos sem filhos, sempre que Art. 27. 0 A lei limitará os lucios,
n ão lhes seja mais favorável o es- regulando . a distribuição e aplicação
tatuto do de cujus. do que exceder os limites fixados.
Art . 28. Os conflitos oriundos das
Art. 22. 0 - Ao chefe de familia, relações entre usineiros, lavTadores de
que n ão seja proprietário de imóvel
rural ou urbano, a lei assegurará cana e propriet.á rios dos fundos agrí-
pr.e.ferência na renovaçãio do arren- colas, serão resolvido.$ pelos órgãos de
óifumento, bem como o direito de conciliação e julgamento para êsse
opção, no caso de alienação do imó- fim criados pela legiSlaçã o especial e
vel a.rrenda.do . complementar.
Parágrafo único. A casa que ser- . Sala da Comissão, em 21 de março
vir de moradia e seja o Ú.nico bem de 1946.
OJTAVA SUBCOMISSÃO
Família, Educação . e Cultura

CAPtTULO PRIMEIRO Art. 7. Compete à União:


fixar o plano nacional de educa-
a)
DA FAMÍLIA
1 çãó, com as diretrizes gerais do ensino
Arl . 1. A família, constituída pelo
em todós os graus e ramos, coordenam-
casamento monogâmico e indissolúvel - do-Lhe e fiscalizando-Ihe a execução;
tem direito a amparo especial dos po- b) legislar sôbre o ensino secundá-
d ere8 públicos. rio e o superiox.
Art. 2. Incumbe à União, aos es- Parágrafo único - O plano nacio-
tad.08 .. e aos municípios, nos têrmos das nal de educação só poderá ser i:er:'ova-
leis respectivas, sococrer as famílias do ou modificado em prazos deter-
de prole numerosa.
.
Art. 3. A lei civil determi'!llará os
minados e obedecerá às seguintes nor-
mas:
casos de desquite e de a~1'Ulação do a) ensino primário obrigatório e
casamento, . havendo sempre recurso gratuito nos estaibelecimentos oficiais;
ex-offi ci o; com efeito suspensivo.
b) tendência à gratuidade do ensi-
A.ri. 4. O casamento será civil e no ulterior ao primário;
gratuita a sua celebra.ção . o casamen-
to perante .o ministro de qualquer e) livre iniciativa dos poderes pú-
confissão religiosa, cujo rito não con- blicos ou dos particulares, observadM
trarie a ordem pública ou os bons co~­ as normas legais;
tumes e que fôr previa.mente decla- d) ensino no idioma páitrio, salvo
rada em lei, produzirá, todavia, ps 'le língua s estrangeiras;
mesmos efeitos que o casamento civil,
uma vez que seja in·s crito no registro e) r·e conhecimento dos cursos parti-·
civil, dependendo a inscriçffi,o de ha- cu:lares de ensino quando assegurarem
bilitação e da verificação de impedi- aos professnres estabfüdade e remu-
mentos peranrte a autoridade civ.il. O neração cnndigna;
r egi-stro será gra.tuito. f) freqüência obrigatória, nas esco-
Art. ó. Os fi1hos adulterinos não las superiores, ·sendo assegurada épo-
serão reconhecidos. ca especial de exames aos que I ·a lta-
rem às aulas por fôrça de trabalho
necessário à própria manutenção .
-
DA
-
OAPtTULO S1E GUNDO

EDUCAÇÃO
Art. 8. Compete à União, aos Esta-
dos e aos municípios ·organizar e man-
ter sistemas educativos, respeitadas as
Art . !! . A educação é dever e direito diretrizes do plano nacional de edu-
natural dos ·país, competindo suvle- cação. ,
tiva e subsi:diariamente aos poderes Art. 9.º O ensino religioso, nos es-
públiriOl!I. tabelecimentos oficiais constit•i\rá mai-
(

-88-

téria dos respeotivos horários, será de e) de doações, heranças, lega<los e


freqüência facultativa e ministrad0 de quaisquer c-0ntribuições;
scôrdo com os principias da c-0nfis- f) d•os recursos que lhes forem atri-
5ão religiosa do aluno, manifestada buídos pOT leis federais, estaduais e
por êle, quando capaz, ou pelos pais municipais.
ou responsáveis. Ait. 15 O provimento do magistério
Art. 10 Nenhum tributo incidir% sô- oficial, secundário ou superior será.
bre estabelecimento de educação gra- feito mediante concurso de prnvas e
tuita, oficialmente considerado idô- títulos.
neo. § l.º - O disposto neste artigo nãa
Art. 11 Nenhum impôs.t o gravará impede o contrato , por tempo certo,
diretamente os proventos de escritor, de prof.essores· ou cientistas de nomea-
jornalista ou professor. da, nacionais ou estrangeiros ·.
Ai:t. 12 É garantida a Uberdade de § 2. 0 - · - Os professores dos institu-
cátedra. tos oficiais, pravidos mediante concur-
,Art. 13 A União e os munic1pios so, são vitalícios e inamovíveis, só po-
aplicarão nunca menos de 20 % das dendo ser demitidos mediante sen-
rendas de impostos na manutenção e tehça judicial passada em julgado.
desenvolvimento de sistemas educa- Art. 16 ó eX1ercício do magis~ério·
tivos. ;não é incompatível com . o de outra
Pará!grafo umco. A União reser- qualquer função pública, inclusi.vc le-
gislativa.
vará pelo menos 20% das cotas des-
tinadas à educaçã-0 nos seus on;.amen- Art. 17 As emprêsas industriais, co-
tqs para a realização do ensino . nàs merciais e agrícolas, em que traba-
zona\S rurais. lhem mai·s de cem pessoas, serão
dbrigadas a manter ensino primário
Art. 14 A União, os Estados e o
Distrito Federal formarão fundos de gratuito para os seus servidores anal- ·
educação, com administração próp1·ia, fabetos e os seus filhos .
destinados exclusivamente ao desen- Parágrafo único . . - As emprêsas
v-0lvimento da educação sob todos os industriais serã-0 obrigadas a manter
seus aspectos. escolas profissionais ·ou aprenctizados"
,na forma que a lei- determinar, . res-·
§ '1.0 - ll:stes fundos compor-ze-ão: .peitados os direitos das profissões,
a) de parte dos respectivos patri- Sala da Subcomissão, 29 de mfl,rço
mônios territoriais ou de percentagens de 1946. - Flavio Guimarães, Presi-
.sôbre as vendas de terras públicas: dente, com restriçã o. - Ataliba No-
b) das sobra;s das dotações orça- gueira, Relator, da parte da Familia,.
mentárias; com restrição . - Ferreira de Souza,.
e) da·s heranças jacentes; Relator da parte da Educação, com
restrição. - Arruda Câmara. - Gua-
d) de impostos ou taxas especiais; raci Silveira, c-0m restrição.
Nona Subcomissão
DA SEGURANÇA DA PÁTRIA E DO REGIME b) o estabelecimento ou .exploração
de quaisquer, indllist rias que interes-
Art. 1. 0 As fôrças .armadas, cons- sem- à segurança do P aís.
tituMas essencialmente pelo Exército,
Mar}nha .e Aeronáutica, são "institui- § 1. 0 A lei es'P'e'cifi0a1rá as zonas
cões nacionais permanentes, organi- consi!derr·.a:das est>ratégicas, regu'.a1·á a
~adas na base da disciplina e da hie- sua utiliziaçã:o e ·p rovid·e nciará para
rarqui.a, sdb a .autoridaid•e sUJprema do que .nas indústrias nelas situadas P'l'e-
Presidente da República.
domtnem os capi•t ais e trabalhadores
Destinam-se .a defender a PátTia e b11ai~d1eiros.
gar.antir os poderes constituciOIIlais, .a;
§ ·2. 0 As autorizações referLdas nas
ordem e .a lei. a;lím.•eas a e b dêste artigo. poderão ,
. r
Art. 2. 0 Tôdas as questões relativas em qua;lquw tempo,, ser revistas e
à segurança naicional serão estwd'a:das modificadas pelo Conselho.
e coordenadas pelo Conselho de S'e·- .&rt. 4.º ·c abe ao Presi·dernte da Re-
gurança Nacional e pelos órgãos das púib:lioca a dir.eção política da gueru
. fôrças armadas destinados à prepa- e a escolh<a dos Coma.n;dantes-Ohefes
mção d·à mobiliza.ção e à deofes-a do das fôrça§ em operações .
País.
Art. 5. 0 Todos os bra.sileiros são
•§1. 0 O Conselho será di!l'igido pe1o obrigaidos .ao serviço m1l'itar . e a oo-
Presi!dente da Reipúiblica e 'pa.rtircipa- tros encargos necessános à de1fesa da
rão dêle, como membros efetivos, os Pátria, noo têrmos .e sob as rpenas da
Mi!Ilistros de Estado e os C:lref.es dos léi.
Esta1dos-Maiores do Ex1éo:cito, da Ma-
rinha e da Aeronáutica. § 1. 0 As mulh1eres fica.m is•entas do
serviço militar, mas sujeitas aos re-
§ 2. 0 A ·orgMíização e o funciona- feri'dos encairg·os.
mento do Conse;Lho será-o regula:dios
§ 2. 0 o serviço militar dos ecle-
em lei, que promoverá também o. de-
siásticos· será ,p restado sob a forma
senvolvimento da ciênci.a, d'a técnioo de a•ssistência espiritua!l e hospita.la:
e da arte, mo que concerne à segu- às fôrças aTm.a;dais .
rança. na,cional. § 3. 0 Nenhum 'brasileiro pade<rá
:Anit . 3·. 0 ·Nas zonas coi!LSidJe!l'adas exercer função pública ou asseme-
estra;tégilcas paira a def:esa na.ctona:l, lha:d·a., s·em PT•OVair o cumprimento d.as
nã-0 será .pe·i:mitLdo, sem pre'Vll3J au- obrigações ·estaibeleci'das neste artigo.
diênci.a do Conselho de Segurança.
N a>ci'OOlal: Art. 6.º o estaido de guerra, exter.
a) qualquer .ato referente ao domí- na ou i•nterna, implica.:rá a suspensão
nio ou posse de terras, ou a;bextura dais garantias constitucionais que
d.e 'V'iu de comunicação; p0&<>am prejudica.r, direta ou indire·

1
I
-90-
t:.tanente, _a segurança da PátriB. ou do colha dos Comandante6-Chefee e :ts
Regime. comissionamentos em tempo de guen'a.
Airt. '1. 0 Será d'ecla.Tado o estado § 4.0 O oficial das fôrças aimadas
de sítio por tempo d\eterminado; no só perderá o seu pôsto e patente por
todo ou em parte do território na- condenação passada em julgado a
ci'cma1, nos casos de alllleaça ou e<lller- pena restritiva da liberdade por tem-
g,ência de a,gressã-o externa, e de co~ po superior a .dois anos, ou quando,
moç.ãio intema, tendiente a p.extrurbar por tribunal militar competente, :fôr,
a. paz ou 'J)Ôr em perigo as institlrl- nos casos definidos em lei, declarado
Çõe.s, a s~ança do Pais ou dús ci- indigno do oficialato ou ·com êle in-
dadãos. compatível.
Parágrafo único. Durante o estado § 5. 0 O militar que, em serviço ati-
dle sLtio, só se permitem estas· medi- vo das fôrças armadas, aceitar cargo
das de exceção: público permanente, estranho à sua
a) ·destêm-o para outroo pontoo do carreira, será transferido para ·a i-e-
território naci.Onal, ou determinação serva.
de •permanênc~a ·e m certa 1ooaliidade; § ô.º o militar que, em serviço ati-
b) detenção em edifício ou local vo das fôrças armadas, aceitar cargo
·nã)o destina·do a réus d<e · crimes co- público temporário, de eleição ou no-
muns; meação, não privativo da qualidade
e) censura da c-orrespOill!dênic.i a de de militar, será agregado ao respec-
qualquer natureza e das pulblioações tivo quadro, com a contagem de tempo
em g.eral; de serviço, inclusive para a promoção
d) suspensão da liberdade de reu- por antiguidade. Aquêle que perma-
nião e de tribuna; necer em tal situação por mais de oito
e) busca e apreensão em domicílio. anos, contínuos ou não, será transferi,
do para a reserva, com as vantagens
Art. .8.º Declarado o estado de que lhe . couberem por lei. ,
guerra, externa ou interna, ficarãr} § 7.0 O militar da ativa, da reserva
sujeitos à legislação e aos juízes e tri- ou reformado só não terá direito aos
bunais militares os crimes cometidos vencimentos ou proventos militar~s,
contra a segurança da Pátria ou do enquanto recebet os subsídios do man-
Regime, bem como os que o forem dato ou os vencimentos do cargo de
nas zonas de operações militares. nomeação perr_nanente ou temporária. _
Art. 9. 0 Uma lei especial regulará Art. 11. As polícias militares, cons-
o estado de guerra e o de sitio. tituídas essencialmente para a segu-
" Art. 10 .õ As patentes e os postos rança interna e manutenção da or-
são assegurados em tôda a plenitude dem nos respectivos Estados, Distrito
aos oficiais da ativa, da reserva e nos Federal e Territórios, são considera-
reformados do Exército, da Marinha das reservas do Exército e gozarão
e da Aeronáutica. das vantagens -ao pessoal dêste atri-
§ 1.0 Os deveres e garantias gerais buídas, quanQ.o mobilizadas ou a sar-
dos militares do Exército, da Mari:!:J.ha viço da União.
e da Aeronáutica são. estabelecidos no Art. 12. O tipo de organização das
Estatuto dos Militares . , unidades de polícia militar, a sua ins-
§ 2. 0 Os títulos, postos e uniformes trução e serviços, inclusive o de Jus-
das fõrças ·armadas são privativos dos tiça, serão regulados pelo Estado
militares de carreira, em atividade, Maior do Exército, tendo em vista
da reserva ou reformados. o emprêgo eventual das mesmas, na
§ 3. 0 As promoções nas fôrças ar- emergência da mobilização.
madas, em . todos os graus da hierar- Sala das Comissões, 27 de I,D.arço d~
quia, obedecerão ao critério do mt>re- 1946. - Silvestre F'éricles. - Maga-
cimento e da antiguidade, salvo a es- lhães Barata . - Edgar de Arru<la.
PRIMEIRA SUBCOMISSÃO
Parecer sôbre as emendas
A 1.ª Subcomissão, tendo examina.do Três, as de ns. 928, 1. 640 e 2 .1~.
&:s emendas apresentadas ao preâm- optam por esta forma: pondo a nossa
bulo, ao título I, ao título II, capi- confiança em Deus. ·
tulo I, ao título III, capítulo I, se-
çõee I e III, capítulos II e III, e ao Implorando a benção de Deus, di-
·titulo VI, capítulo III, e arts. 193 e zem as de ns. 217 e 1.834; com a graça
194 do çap'itulo VIII, do Projeto da de Deus, lê-se· na de n .0 217-A; inspi-
Constituição, elaborou o seguinte pa- rados pela confiança em Deus, eis o
recer, em que são refundidos os 'seus que está na de n. 0 513; implorando a
pareceres parciais - sôbre as mesmas proteção de Deus, são as palavras da
ma1érias : · de n. 0 835; invocando a proteção de
Deus, tal a preferência das de números
1. 638 e 927; sob a invocação do nome
O preâmbulo de Deus, com a proteção de Deus e
confiando na proteção de Deus, é o
Emendas ns. 217, 217-A, 513, 835, 927, que se vê, respectivamente, das de nú-
928, 929, 1. 384, 1. 638, 1. 640, 1. 641, 1. 642, meros ·2.188, 2.101 e 2.194.
2.188, 2.189, 2.190, 2.191, 2.192, 2.193 e
2.194 . . A· de n. 0 929 é pela supressão do
artigo definido que antecede a pala-
1. Como se vê pelo número de emen- vra repre?entantes.
das que sofreu, o preâmbulo do projeto
suscitou muitos reparos. As mais lacônicas são as de números·
2.191, 217-A e 5i3.
Vários constituintes manifesta.ram-se
pela adoção da fórmula de 1934. outros 2. Ao nosso ver, ou não "deve haver
p.ropuzeram fórmulas novas. preâmbulo, porque o consideremos ex-
cusado, ou o preâmbulo deve dizer al-
Três emendas caracterizam-se pela guma cousa mais do que aquilo que <;e
substituição do verbo organizar na ex- contém nos dois primeiros artigos do
pressão organizar um regime democrá- projeto. Deve refletir, numa fórmula.
tico. Duas, ·as · de ns. 2 .18·8 e 1. 384, ampla, o pensamento dominante nas
trazem, em lugar dêsse, ·o verbo res- várias partes do texto.
tabelecer. Noutra, a de n. 0 217 vêm
dois verbos: restabelecer e remodelar. Certo, a expressão regime democrá-
tico, que vem no preâmbulo do projeto,
Há uma que é supressiva do pre- diz concisamente, quanto à forma de
âmbulo - a de n. 0 1. 641. govêrno, quasi tudo. Mas precisamen-
Em algumas, estatuir é substituído .. te parece-nos que a idéia contida nela
por decretar. Tais são as de ns. 217-A, deve ser desdobrada. Com essa conci-
928, 1. 384, 2 .192 e 2 .193. são, temo-la no art. 2'. 0 • E não há no
preâmbulo nenhuma alusão à forma
Suprime o mesmo verbo a de nú- de Estado .
mero 513. As de números 1.642 e 1.640
substituiem-no por aprovar. Não é aqui que nos devemos preo-
cupar com a síntese. Os · preâmbulos
Apenas duas não se referem .a Deus: não costumam ser breves. Nêles falam
as de ns. 2.189 e 2.193. livremente o. sentimento e o ideal, que
:Não há, entretanto, acôrdo, entre as - são, de sua natureza, expansivos.
q_ue fazem a referência, quanto à for- Vejam-se os preâmbulos da Consti-
m.'t que ela deve revestir. tuição norte-americana, da Com.titui-
-92-

ção argentina, da Constituição cubana, fim estabelecer, como ato formal, a


da Constituição tchecoslovaca, da existênciá. dela, o seu teor e a sua re-
Constituição finlandeza, da Constitui- gularidade . É, noutros têrmos, "uma
ção húngara, da Constituição, iugos- certificação, comparável à do oficial
lava, da Constituição polonêsa, da público que, recebendo um ato, lhe im-
Constituição que, votada, há pouço, na prime o caráter de autenticidade".
França, deixou de ser referendada Por isso mesmo, como acrescenta o
pelo povo. São todos longos. autor, a promulgação deve ser obra de
Temos que traduz bem o nosso ob- autoridade diferente da que faz a lei.
jetivo e o sentimento geral da Consti- "Uma promulgação que não fôsse da
tuinte o seguinte preâmbulo: parte do promulgante senão o atesta-
"Nós, representantes do povo do da:' sua obra pessoal deixaria de ter
brasileiro, reunidos em -Assembléia sentidÓ".
Constituinte, com o pensamento 7. É exato que o preâmbulo, nesse
em Deus, para elaborar uma nova ponto, limita-se a reproàuzir o que .;;e
lei fundamental, que assegure à lê nas Constituições de 1891 e 1934.
Pátria a sua unidade e garanta Suéede, porém, que, a despeito do que
a liberdade, a justiça, a paz e o se vê de uma e de outra, foram am-
bem estar social e econômico, ado- bas, na realidade, promulgadas por
tamos e decretamos a seguinte ato da Mesa da Assembléia Consti-
Constituição". tuinte, isto, aliás, com 'fundamento
Sob essa forma, o preâmbulo tem em numa disposição final, que abstraiu do
vista o que consta de algumas emen- preâmbulo.
das, inspirando-se nelas, sem repro- Dir-se-á que a . Mesa faz par'te da
duzir integralmente nenhuma . Assembléia.
Falando na unidade nacional, alu- Mas não haverá distinguir aqui
dimos, embora indiretamente, à forma entre essa e a promulgação no p1·ó--
de Estado. •
prio ato em que a ' Constituição é de-
Referindo-nos à liberdade, à justi- cretada?
ça, à paz e ao bem estar social e eco-
nômico, resumimos, sem dúvfd<t, o 8. Trata-se, é certo, no nosso caso,
ideal expresso no texto (emendas nú- de uma questão doutrinária, sem al-
~meros 928, 1. 640 e 2 .192) .
cance prático, por isso que a lei aqui
4 . Usamos da expressão lei junda- é a própria Constituição. O que se
mental pela n ecessidade de evitar o fizer com fundamento nela estará feito
têrmo Constituição, que é usado em e será válido.
seguida. Antes dela, vem a palavra A nós, porém, nos parece que, ca-
Constitllinte, que lhe determinaria o recendo de significação, como a,aen-
sentido, se êste não fosse, como é, su- tua Melberg, a promulgação pela pró-
ficientemen te claro. On entend par pria Assembléia, devemos ou deixá-la
Const itu t ion, diz Planiol, l a loi fon- para a Mesa, mediante novo dispo-
dam entale de l ' État . . . " E ' a ex- sitivo, ou não falar em promulga99:_0,
pressão empregada no preâmbulo de adotando a fórmula da Constituwao
mais de uma Constituição estrangeira. de Weimar.
5. Para nós, os verbos adotar e de- Esta, no preâmbulo, trouxe a de-
cretar exprimem satisfatoriamente a.s
idéias a que estão servindo. Por que claração de que o povo alemão r-e-
havemos de substituir decretar por solveu dá-la a si próprio ·e, no artigo
estatuir, quando aquêle verbo já está 181, dispôs' o seguinte: · "O povo ale-
na nossa tradiçã o legislativa? E' o mão, por intermédio da AssembléJa
que se vê das fórmulas de. sanção que Constituinte, aprova e decreta a pre-
vieram nas Constit uições de 1891 e · vigor sente Constituição, que entrará. em
1934. Também os trouxeram os pre- no dia em que fôr publicada".
âmbulos dêsses dois estatutos. Ocorrerá aqui o aue sucede com os
6. Ao verbo decretar juntámos outro decretos do Poder Executivo, que não
:-- adotar, que o antecede, e suprimi- são sujeitos à promulgação: não, como
mos o promulgamos. · dizem alguns, porque trazem uma fôr1;a
executória congênita, mas porque,
A promulgação, como diz ·Melberg, é como observam· outros, seria uma for-
wna operação necessária entre a ado- malidaqe inexplicável a certificacão
ção e a publicação da lei, tendo por do ato pelo seu própi'io autor.
93 -

Das formas de Estado o m-0mento da reorganização política


do Estad-0. Dizem que o Brasil, ou o.s
e de govêrn o Estados Unidos do Brasil mantêm ou
adotam a forma republicana de go-
ARTS. 1. 0 E 2. 0 vêrzio.
Oxa, é preferível o m-odo de dizer
En1enda iil. 0 1 - Optamos por esta. das Constituições da Europa, e das
O art. 1.º é nela expresso nestes têr- mais n-ov as da América do Sul, as
0

mos: "O Brasil, cons•t ituído em fe- quais, aludindo à situação posterior à
deração, pela uniã-o indissolúvel dos sua promulgação, isto é, à situação
seus Estados, sob o nome de Estados presente aqs que as lerem, dizem o
Unidos do Brasil, é uma república que -0 país é, ou constitui como forma
democrática e representativa". Segue- de g-ovêrno e <le Estado.
se-lhe a seguinte disposição: "Pará-
gra:fo único - A União compreende, As explicações históricas devem fi-
além dos Esta,ctos, o Distrito FeÇleral e car no preâmbulo.
os Territórios" . A Constituição de Weimar, ar.pesar
Por esta emenda, desaparece o arti- de elaborada para reger uma repú-
go 2. 0 do projeto, cuja matéria é inte- blica que sucedia à velha manarquia,
grada na do art. 1.º. De fato, dizen- tüsse, no art . l.º, simplesmente isto:
do êste ru:tigo que o Brasil é uma "O Reich (Estado) alemão é uma re-
república aemocrática e representati- pública. Todo -0 poder político emana
va, torna desne<;essário t-qd-0 quanto do povo". .
o projeto encerra no art. 2. 0 • No preâmbulo, sim, aludiu, à re-
No § 1.º, o integram, do projeto, forma por que passa vam as institui-
é substituido por compreendem, isto ções, pois a í se lê o seguinte: "o povo
porque, como explica a justificação, alemão, unido e animado da v-0ntade
não sôam corren1Jemente as palavras de renovar. e consolidar o seu
i ntegram ci União. Reich ... "
Ns. 326, 327, 412, 413, 644, 646, 881, E eis o que disse a Constituição
l. 1!39, 2 . 196, 2. 197 e 2. 203. Estas austríaca: . "A Austria é uma repú-
emendas não se referem ao Brasil, blica demo.crática".
mal! à Nação Brasileira. lt, entretan- A da Tchecoslováquia: "O Estado
to, do Brasil, do Estado brasileiro, tchecoslovaço é uma República demo-
que o árt. 1.º deve tratar . Diz-se crática, que tem por chefe- um presi-
que o Estado personifica a nação, mas dente eleito".
não se empregam indiferentemente os
dois \ têrinos. O objeto do art. 1. 0 · é A Finlândia usou de ·expressã-0 cor-
a divisão terri torial ·e política do país. respondente: "A Finlândia é uma re-
Ora, é ao Estado que se acha ligada púb1ica soberana". Foi no preâmbulo
a idéia do território . que referiu a sua transformaçã-0 po-
lítica .
Em algumas Constituicões da Amé-
rica do Sul, é verdade, Õs d'ois têrmos Foi t ambém no preâmbulo que a
são c onfundid os, e nelas vem Nação Assembléia polonêsa aludiu ao passa-
onde se devia achar Estado. Mas essa do de que a nação emer.gia. No artigo
sinon imia não é admissÍVel. A dis- 1.0 não disse senão isto: "O Estado é
tinçã-0 é feita pelas mais novas Cons- uma repú:blica".
tituições de.s sa própria parte da Amé- Além disso, numa das três emendas
rica, como 'a do Chile e a do Equa.dor, a que ora nos referimos, a de núme-
e, quanto às Constituições européias, ro 1. 638, o art. 1. 0 fic<iu muito longo,
nenhuma alude, senão ao Estado, na vindo juntos nela qua tro adjetivos.
disposição correspondente à do arti- Outra, a · de n. 0 2.195, alude à "!Re-
go 1. 0 do nosso projeto: umas trazem pública · Federativa proclamada a 115
apenas o nome do país, enquanto ou- de novembro de 1889". Ora, pode su-
tras dizem Estado tal ou Estado qual, ceder que a República resultante da
como as da Espanha e a da Tche- nova Constituição não seja exatamente
c o~lqváquia, nas quais se lê: Esrt ado
'espanhol e Estado Tchecos lovaco.
a primeira que tivemos.
N.P 2.1'!19 - Por esta emenda, a.
Ns. 514, 1. 638, 2 .190, 2 .195, 2. 202 disposição deve ser redigida - assim:
e .2. 222. Nestas não se vê a e~pressão
/íll{;ão Brasileira. Tôdas, entretanto, " Os EStados Unidos do Brasil cons-
.oJOO.ae~~, :pQr que ~sim 4igam~. ti ttúdos em federação, pela U.nião ill'-
-- 94 - ·
fl:i!solúvel dos seus Estados, Terrltó- N. 0 2.204 ---- De acôrldo com a- d~
l'ios e Distrito Federal, é uma repú- número, o art. 2. 0 deve escíareoer qne
blica democrática e rel)Tesentativa". a nossa república .é federativa e de--
Par ece-nos preferível· dizer que foi mocrática, s01b o regime represent&•
o. Brasil que se constituiu em federa-
tivo . A emenda n .0 l, aceita por noo,
ção, sob o nome de "Estados Unidos é, a êste respeito, clara. Aliás, qua.-nito
do Brasil". . . sob o nome de "Estados a · ·êste particular, clairo é também. o
Unidos de Venezuela", diz a Consti- projeto, o que se vê. do seu art. 1.º
t uição venezuelana. · combinado com a . segunda parte do
art. 2 ..0 •
A emenda n. 0 1, como vimos, alude,
11.0 mesmo tempo, ao Brasil, que é ART. l. 0 , § 2. 0
nome do Estado, indiviso, uno, como
aparece nas relações internacionais N. 0 515 - Diz respeito está emenda
(Pontes de Miranda) , e aos Estados ao § 2. 0 do art. 1.º. Propõe a substitui-
Unidçs do Brasil, isto é, à forma fede - ção do parágrafo por outro, de que
rativa, que o pais reveste internamen- conste. que a Caipital da União, é a
te. cidade do Rio de Janeiro, e não o Dis-
trirto Federal, que compreende mais
ART. 1.º, §1 do que a cidade. Mas isto seria uma
inovação, ante o que vem sendo dito
N. 930 L Esta emenda, e a sua ·em tódas as Constituições republica- ·
0
própria justificação o de-clara, é uma nas, e as razões da emenda não a jus-
variante da de n. 0 1. Dela difere no tificam.
parágrafo único, propondo a seguinte N. 0 2.200 - Supressiva do § 2.º do
redação: art . 1. 0 Discordamos.
Parágrafo único - A União N<S . 414 e 2.204 - Manda a de
compõe-se dos Estados, Distrito · n.Q 414 que se suprima a -primeir0, par-
Federal e Territórios . te do al'lt. 2. 0 , para que êste fique
·S ubstitui, assim, pelo verbo compor, ieduzi-do à segunda, declarando apenas
o ver:bo compreender, que v-em na que "tbdo o poder emana do povo e
emenda n .0 1, e desta retira a locução em seu -nome é exercido". A primei-
a lém de, pois, como se ver ifica da ra, os autores da emenda, como se vê
transcrição retro,- o parágrafo dessa de outra que apresentaram, sob o 413,
emenda é . redigido assim: "A União entendem que deve ser inwgrada no
compr-eende, além dos Estados, o Dis- art. 1. 0 •
trito Federal e os Territórios". Prejudicaida.
A locução, entretanto, tem a sua Da União
explicação no fato de já haver, no·
principio do- artigo, uma referência
aos Estados. A'.RT. 3. 0

N. 0 64'5 - Esta observação responde N. 0 2.209 - Esta emenda sugere


às ponderações da emenda n. 0 645. uma nova redação paira o proêmio do
Ns. 2 .190, 411 e 4i3 - Por estas, o art. 3. 0 , que, de acôrdo com ela, deve
Distrito- Federal e os Territórios são ser êste:
'incluíldos no artigo 1. 0 , juntamente · Art. 3. 0 E' da compertência exdu-
com os Estados, e a forma de govêrno siva da União o poder de legislação e
se torna, como no projeto, matéria de execução nas seguintes matérias :
outro dispositivo. Tem a emenda em vista que as ma-
Julgamos, entretanto, preferível que térias do art . 3. 0 cabem, ·i nteiras, na
0 art. 1. 0 trate, no seu proêmio, não só competência da União, pois é esta que
da forma de Estado, mas também da não só legisla sôbre elas, 1nas tam-
.forma de govêrno, ficando para outra bém executa as leis, ao passo que as
disposição, a do parágrafo único, a leis de que t rarta o art. 4. 0 podem
enumeração das partes integrantes da deixar de ser executadas diretamen-
União. te pela própria União .
Em algumas constituições, como a Em têi!'mos a nálogos são expressos
austríaca, a divisã-0 territorial e polí- o art. 10 da Constituição austríaica e
ticã do país vem em artig-o diferente o art. 3.0 da Constituição espanhola.
daquele que estabelece a forma de g-o- A maioria da SUib-Comissão, porém,
vêrno e de estado. é de pacrecer que não se · torna neces·-
- 95 -
-sár1o- farer -expressamente essa dis-lê no projeto, não .nos pareee :r;eco-
tinção entre os dois artigos do pro- - mendável. O que o inciso quer s1gm-
ficar é que cabe à União dirigir ai-
jetQ.. ' ' relações internacionais e êste -_ é o
ART. 3.(), I verbo que se encontiia em disposições
coxrespondentes de aLgumas consti-
Ns. 414-A - 51-6 - 1.208 Por
tuições. Por isso mesmo; adCJltamo-lo.
estas emendas, devemos substituir, no N.º 2.234 - A recomendação que,
n.0 I dó art. 3.0 , o têrmo Nações por nosegundo esta emenda, deve ser feita
Estados. , -
inciso, positivamente não é neces-
Já tivemos ensejo de mostrar que sária. Nem há de -ser porque a Cons-
não- é lícito confundir os conceitos titiüção a faça expressamente que os
expressos pelas duas palavras . tratados hão de observá-la.
· Não podemos, ·entretanto, deixar de Os tratados são ·celebrados pelo
Pll':e sidente da República e sUJbmeti-
reconhecer que, no ,tocante à maté- dos ao Congr-e·sso. Não ·uevemos ad-
-ría do inciso em aprêço, não sucede mitir que deixarão de atender aos no-
o que ocone com relação à do art. 1. 0 , sos intexêsses, pelo esta·belecimento da
onde o projeto traita, -ao mesmo tem- redproddade, quando a natun;za do
po, da divisão política do país e da caso o extgir.
sua divisão territorial. _
No inciso em exame, admitimos que ART. 3. 0 , li!
se use do têrmo Nações pela mesma
l"azão por que é _êle empregado nas
expressões - Liga das Nações e Na- N.º 4t5 - O poder de assina[' ar-
ções Unidas. mistício, que, pela -emenda, deve ser
Não se chama direito internacional conferido à União, já ela o tem pe!o
o direito que disciplina as relações projeto.
entre os Estados? Não se dizem in- Coníp.r-.eende-s·e no poqe.r de dirigá!l'
ternacionais essas - relações? as relações com as nações estrangei-
A Constituição da Grécia diz no ras, ou de celebr-a.r com elas trata-
art . 1. 0 : "O Estado helênico é uma dos e convenções, quando não este-
república", isto é, refere-se ao Estado ja na competência para declarar a
e não à Nação. Mas, ~m seguida, de- guerra e celebrar a paz.
clara: "'Todos os poderes emanani d·a
Nação -e -exe;rc-em-se no seu initerês- AR'T. 3. 0 , TI'I
se e do mod9 qu:e a C_ons-tituiçifo pres- N.º 329 - Prncede a justificaçãio da
creve." emenda, 'quando aduz que no arti-
Da .Constituição do Chile: "O Es-- go 3.º não deve a Co.ns·t ituição tra-
tado do Chi1e é unitário. O seu go- tM' dos limites interesta;duais.
-vêrno é uma república e uma de- .[)e fato, -nêsse Mtiigo são _enumera.:
mocracia repr-es€nrtativa. A sobera- das apenas as matérias da compe-
nia reside essencialmente na Nação.'' têr.cia privativa da União, e não- é
Disposições semelha-n tes encontram- privativa -a sua competência para re-
se nas Constituição da -Finlândia, da solver sôbre tais limites. São os Es-
Estônia, da Tchecoslováquia, da Po- tados que os estabelecem. A União
lônia, da Rumânia, do l14éxjco, do Pa- adscre"l'e-se a aprová-lo-s, ou negar-
raguai, do Uruguai, etc. , lhes aprovação . -
Pela emenda, é o .a rt . 5..0 o luga.r
• A Nacão não se confunde com o próprio para a matéria . Aqui diVfil-
Esta-do. ·Mas, entre a doutrina s·egun- gimos dela. Nêsse -a-rtigo figuram as
do a qual não há distinguir entre um matérias de competência concorrente,
e ourtra e a que os separa intei['a-. d'a União e -dos Es_tados. Ora, como
i:nenrte, sustentando que o Estado é _ se está vendo, não é concorrente a
a expr.e·ssão de uma 011ganização real, competência de que trata o ir,ciso
uma pessoa em si, existe a que aponta IiII. Dlierem, entre si, no tocante ao
aqui duas faces de uma mesma pes- assunto, os poderes dos Estados e os
soa, que, conforme o caso, pode ser da União, pois têm o·b jetos dist1n-
considera;da por uma ou por outra tos.
face. •
N. 0 2.221 ~ Onde, no projeto, se
o lugar em que o projeto deve
traitM" da matéria é a seção reiferen-
lê - as nações estrangejras, dev-emos, te aos E&tados.
s·egundo esta emenda, escr·e ver outras
·naç_ ões. JulgSJmos pref·erível a forma Aí, aliás, já foi ela enquadr.a da. E'
·do projeto, que, ,vem, aliás, de 1891. o que se vê do art. 115_, segundo_ o
No entanto, o verbo manter, que se qual ;podem os Estados, com aprovaçao -
-96-
(
do Congresso, incorporar-se entre si, te ·. atinente aos limites com out.ros
subdividir-se ou desmembra.r-se, para países. No que toca, porém, aos limi-
se anexar a outro, ou formar novoo tes entre os Estados, há de se dizer,
Estados, assim haja ·acôrdo entre ê1es. de qualquer meda, que a . União só
De fato, se os Estado~ se podem sub- intervem para a solução final.
div~dir, ou desmembrar, é cla.r o que O art. 115, ci.ta.do, não trás o advér-
lhes é licito retificar ou modifica.r os bio, mas porque nê1e a matéria é tra-
respectivos limites. Apenas será neces- tada em outros têrmos, que não oo do
sário que o Congress-o lhes aprove o inciso III. l!:sse ar:t~go declara: ex.pres-
acôrdo, po.r isso que essa aprovação samente que o acôrd:O dos Estados de-
é exigida pelo citado artigo. pende de aprovação d-0 Congresso.
Aludimos ao caso de acôrdo, por- Quanto aos limites do Distrito Fe-
que, se houver divergência, a questão , deral e dos Territórios, é matéria que
tornar-se-á judicial. poderá ter o seu assento no · capitulo
II do título III, ou no art. 34.
Pir-se-á que não é mais possivel
questão judicial em matéria de limi- Ns. 647, 1.387 e 2.2-14 - A primei-
tes interestaduais. Mas isto não será ra é de redação. Subsbituir pela co-
eimto, em face da nova Ccm.stüuição, pulativa e .a locução bem como.
se o projeto não reproduzir a disposi- Para a segW1da emenda, nada tem
ção do art. 184 da Constituição ·de a União com os limites interestadua1S.
1937. Pela terceira, à União deve ser defe-
Essa disposição proibiu as reivin- rida competência para resolver defi-
. dicações judiciais em matéria de li- nitivamente sôbre os limites do ter-
mites enfoe os Estados. Mas não as rltõrio nacional com outros paises, não,
questões sôbre êsses limites. Questões
porém, p.a ra se · pronunciar sôbre os
tais poderiam ainda suscitar-se. Ape- limites interestaduais, por isso que,
n as, n ão seriam julgadas pelos tri bu- salvo o caso Minas - E. _ Santo, não
nais. Teriam de ser decididas pelo há mais questão de' limites entre os
Serviço Geográfico do Exército e pelo Es.t ados.
Congresso Nacional, pois uma lei, é Reportamo-nos ao que ficou dito no
claro, seria necessária para aprnva.r as pareoer sôb.r.e a emenda n. 0 329.
conclusões do Serviço.
ART ·, 3.0 , IV
Assim, ou o art. 184, cita.d o, passa
para a Conts:tiuição que elabora.mos, N. 0 416 - Não rios parece que a
ou, se não passar, a.s questões sôbre as correlação existente entre a matérla
limites interestaduais readquirirão o do n. 0 VI, que é a organização das
caráter judicial. fôrças armadas,, e a do n. 0 IV, rela-
1,
Outra seria a solução se a Consti- tivo à organização e segocança das
tuição de 1937 houvesse estatuído que fronteiras e à defesa externa, impo-
cada Estado entra.va a possuir defini- nha a reunião das duas num só inciso.
tivamente todo o território sôbre que O fim das fôrças armadas n ão é .
estivesse ex.ercendo a sua jurisdição. apenas garantir--nos contra as agres·
Então, bem, não haverta mais ques- sões do exterior. E' também o de cte-
_tão; ou tôda a questão suscitável se ha- f ender os poderes constitucionais, as-
veria de resoJv.e r na de v.erifi.car até sim como a · lei e a ol'dem interna
onde ia a jurisdição de cad·a Estado. (art. 168). '
Mas não foi isso o que ocorreu. Pela
Constituição, ficou o Serviço Geográ- N. 0 1. 677 - Por esta emenda devem
fico do Exército de examinar os limi- desaparecer os incisos IV e VI, a que
tes a respeito dos quais houv-esse dú- se refere o parecer supra, para dar lu-
vida, o que quer dizer que tem cará- gar a outro, redig·ido nestes têrmos:
ter provisório a posse por ela atribuí- Organizar a segurança nacional. --
da aos Esta•dos sôbre os territórios su- As,sim expresso, não há dúvida, o
jeitos às suas leis e às suas autori- incifo abrangeria as duas matéri~s.
dades. · Quanto aos pormenores, f:ircaria.m
N. 0 1. 215 - Por esta emenda deve para o capitulo rel-ª'tivo à segurança
desaparecer do n. 0 III o advérbio de- . nacional, que d eve ser restabelectdo
jinitivamente. · · com a sua epígraf·e ·própria-.
A verdade, quanto a êste particular Aludindo, porém, especificadamen-
é , a segutnte:: onde qller que ·seja ,re: te às fôrças .armadas, a . Constituição
gu~a;df!.. 1a ,,m!l-téria do -inciso, . o advér- tqrna c1arp que Of3 Estados nã-1> po-
bi~ ,:ní!@«tem éabimento qu~to- à par~ dem ter forças :dessa ,natµre~.. ·

./
- 97 -

ART. 3.0 , V A modificação estende-se ao art. 174,


e consiste em tirar às polícias o ca-
Ns. 417, 836, 882, 1.209, 1.386, 1.391, ráter de fôrças estaduais.
1.644, 2 . 229, 2.244 e 3.887. O inciso V Segundo o art . 174, as Polícias Mi-
do art . 3.0 regula a passagem de fôr - litares .constituem-se para a seguran-
ças estra·n geiras pelo território na- ça interna e manutenção-- da ordem
cional, bem como a sua perma.nência nos Estados e Territórios e no Dis-
nêle, e tôdas as emendas supra- enu- , trito Federal, sendo, entretanto, re-
meradas encerram disposições -que lhe servas do Exército, e gozando as van-
modificam a redação. tagens atribuídas ao pessoal dêste,
quando mobilizados, ou a serviço da
Julgamos preferível a da emenda União .
n.º 882, que é a seguinte: Pela emenda, passam as polícias a
V - Permitir que fôrças estran- ser organizadas para a segurança in-
geiras transitem pelo território terna e manutenção da ordem no
nacionaLou, por motivo de guena, Território Nacional. e como reservas
nê~e permaneçam. ' do Exército, que sao, gozarão dos di-
reitos, garantias e vantagens fixadas
Aliás, temos como excusado êsse in- em lei. Serão distribuídas nos Estados
ciso, porque consideramos a sua ma- e Territórios e no Distrito Federal,
téria abrangida pela disposição ati- -que para a manutenção dos efetivos
nênte às relações internacionais. Déla à sua disposição, contribuirão com
deve o projeto tratar especialmente no parte das despesas. As atuais polícias
art~ 34, onde estabelece a competên- estaduais serão extintas dentro de
cia do Congresso, fazendo a discrimi- dois anos.
nação entre ela e a do Presidente da Ao nosso ver, deve ser conservada a
República. · disposição do projeto.
N. 0 417 - Pela emenda n. 0 417,
logo após a palavra permitir, deve-se ARTIGO 3.0 , VII
acrescentar - ou negar. Mas, posi- Ns. 418, 1. :no, 2-. 226, 2. 229 - Nos
tivamente, a competência para negar têrmos do inciso VII, cabe à Uniã,o
a permissão compreende-se na que é privativamente autorizar a produção
dada para permitir. e fiscalizar o comércio de material de
Ns. 836, 1. 644, 2 . 229 - Acrescentam guerra.
o advérbio temporariamente: as -duas Pela emenda n. 0 418, também deve-
primeiras, a permaneçam; a última, a rão s·e r ffocalizados o uso e o - trans-
estacionem. r porte do material.
P.ela de n .0 1 . :na, a ímportaçã,o
N. 0 1. 209 - Substitui o permane- deve depender de' autorização do go-
.çam por conservem provisóriamente. vêrno .
De acôr-do com a de n .0 2'. 2215, é
N. 0 1.386 - Manda acrescentar .após necessário acrescentar no fim do in-
a palavra estrangeiras' "de país aliado ciso: "caso não pretenda explorá-los
e em período de guerra". diretamente".
N. 0 1. 387 - Substitue a expressão Segundo a de n. 0 2 . 229, também a
do país por nacional, e permaneçam produçã-0 deve ser fiscaliza-da e deve
por estacionem. ser autorizado o comércio. ·
N. 0 ·2 .244 ~Também manda substi- Consideremo-las uma a lima.
tuir por estacionem o permaneçam
.do projeto. Na competência que tem a Uniã,o
N. 0 1.391 - Emenda supressiva. para fiscalizar o comércio do ma,terial
de guerra e regular, o consumo (arti-
go 4.º, XI), está, de certo, implícito o
ART. 3. 0 vr poder de tornar dependentes da .sua
fiscalização o transporte e o uso .desse
N.0 2.217 - Pelo projeto, art. 3.0 ,- material.
.a Uni-ã.o organizará as fôrças arma- Quanto à necessidade de ser auto~·i­
das. Pelo art. - 4. 0 , n .0 IV,.· caber-lhe-á zada a importação, ocorre que ~ Um_ao,
legislar sôpre a organização da polícia pelo projeto, ·poderá estabel~c!!-la, in -
militar. · dependentemente · de dl~pos1çao i:s~­
A emenda manda suprimir o últi- cial uma vez que tera competencia ,
mo dêsses incisos, para que fique o pari r€gular o comércio internacional
primeiro sob esta forma: · (art. 4. 0 , X) .
VI, organizar as fôrças armadas Desnecessário é, do mesmo modo,
e a polícia milita r . o acréscimo proposto pela emenda nú-
--'- 98

mero 2. 2·26, pois o inciso, não permi- podendo, entreta.nto, a União parti-
tindo a produçã-0 sem aut-Orização do cipar dêle em casos especiais. No ca-
govêrno federal~ estabeleceu o mono- pítulo próprio ist-0 poderá ser .dito de-
pólio em favor da União. vidamente.
Quanto à última das emendas ci-
ta.das, é evide·n te que o inciso confere ART. 3.0 , IX
à União o poder de fiscalizar a pro-
duçã-0, pois a autorização de que -êle N.0 1. 681 - Divide esta emenda em
trata pode ser subordinada a essa con- dois o inciso IX, dispondo que a par-
dição. Se a União tem o monopólio te relativa ao sistema.' monetário de-
da produção do material de guerra, o ve passar para o ~rt . 4. 0 , porque a
comércio .dêle estará dependente de fixação dêsse sistema é feita por -lei,
. tôdas .as condições que por ela forem e não por at-0 do Poder Executivo.
estabelecidas. · O art. 3. 0 , porém, não diz respeit-0
apenas a matérias da competência do
ARTIGO 3.0 , vnr Poder Executivo : O que o caracteriza,
Trata o inciso supra da competên- dist'.nguindo-o do art. 4.0 , é que as
cia ·da UnH'i,o para prover os serviços matérias de que trata, cabem, inteiras,
da policia marítima, aérea e d·e fron- na competência da União, contrapos-
teiras. ta, assim, à dos Estados.
ó parecer de um dos membros da Ora, as leis sôbre o sistema mone-
Suboomissã-0 é que 'êle dev·e ser su- tário, é a própria União que as exe-
primido. cuta . •
Segundo a1gumas emendas, o s_erviço
deve comp~tir à União, mas não pri- ART. 3. 0 , X
vativamente. Ora, neste caso, o lugar
da dispos;ição não pode ser o art. 3.0 : N. 0 932 - É supressiva esta emenda.
há de &e·r o capítulo relativo à segu- Os seus autores têm razão quando di-
ranca nacional. Não é no interêsse zem : 1.º que a exciusividade do poder
da -defesa na,cional que a ' competên- de criar e ma,nter alfândegas, atribuí-
cia é também atribuída à União? da. à União, pelo inciso X, do art. 3.0 ,
Examinemos, entretanto, as emen- está implícita na competência priva-
das. tiva que à União é deferida para de-
N. 0 419 - Manda acrescentar a pa- cretar e cobrar o impôsto de impor-
lavra portuária entre as palavras ma- tação; 2. 0 , qu·a os poderes implícitos,
rítima e aérea. O têrmo vinha na sem o exercício dos quais não pode-
Oo.nstituição de 1934. E' que há por- ria a União atingir os seus fins , são
tos· abertos ao comércio interestadual tão incontestáveis como os expressos.
e internacional que não são maríti-
mos. A ser mantidÓ o inciso, poderá É certo, em suma, que ainda na fal-
ser redigido assim: ta do mencionado inciso, a União, e
só ela, 1Joderá ter alfândegas.
VIII - Prover os serviços de
polícia marítima, portuária, aérea Assim, o i•nciso deixa de ter cabi-
e de fronteiras, sem prejuízo das mento quer no art . 3. 0 , quer no ar-
funções policiais do_s Estados. tigo 4. 0 • A sua maté'ria deverá cons-
tituir objeto do art. 34, que define a
Ns. 2.837 e 3.177-A - Emendas de competência · do Congresso Nacional,
redação, que a Comissão de Redação em contraposição à do Poder Executi-
ex.aminará. vo. ·
N. 0 2.208 - Emenda aditiva. Por N .0 2.239 - Reportamo-nos -ao que
ela, deve também competir aos Es- dissemos contra a aceitação da emen-
tados "a polícia de segurança do Es- da n. 0 2.234.
tado, da ordem social, bem assim os Trata-se de matéria que deve . ser
definidos na lei ordinária, quando in- deixada a cargo dos poderes Legis-
teressa.da a Fazenda Nacional". lativo e Executivo, para que, nos ca-
Somos contrários ao acréscimo. Por sos ocorrentes, defendam os nossos
que não pode ser cometido, em cada interêsses de acfü·do com as circuns-
Estado, à policia local êsse serviço? tâncias.
N. 0 1. 684 - Segundo esta, a União,
quanto à matéria do inciso em apreço, N. 0 2. 767 - "A União poderá con-
deve ficar apenas com a comp<etência ceder portos francos a Estados não
para orientar a polícia. litorâneos".. São palavras, estas, que,
A-verdade é que normalmente o ser- pela ' emenda n. 0 2. 767, devem ser in-
viço deve . estar a cargo do Estado, cluídas onde convier. _
- 99 -

ART . 3.0 , XI ART . 3. 0 , XIV


Ns 931 e 2 . 235 - De acôrdo com a N. 0 934 - A União, nos têrmos desta
emenda n .0 931, a expressão institutos emenda, devem ser deferidos poue-
ãe crédito p.articulares deve s::r substi- res exclusivos para ·dispor a respeito
tuída por estabelecimentos · de crédito, das linhas de n avegação fluvial e la-
o que torna dispensável a referência custre .e- das .rodovias e vias férreas
especial aos bancos. constantes do plano na.cional de via-
Sucede, porém, como ·se vê da emen- ção, ainda que as vias férreas se não
da n. 2.235, que· todo o inciso é des-· compreendam na disposição do inci~
0

necessário e deve desaparecer. so ·xrv.


Os bancos e os estabelecimentos de Assim, pela emends,, essa disposi-
crédito Em geral constituem matéria ção deverá ser aprovada nestes têrmos:
da competência legislativa da União,
matéria, portanto, que deve !>er re- :X:IV - Exp1oi·ar ou ·dar em con-
gulada .entre . as disposições do e,r- ce·s são os serviços d-e telégrafos,
tigo 4.0 .,
de rádio-comunicacão e de na"e-
ga,ção aérea, assirn como os· de
Competente pa.ra legislar sôbre os via.ção que se integrarem n o pla-
estab ..Jecimentos· de crédito, a União no nacional a que se refere o nú-
. disporá, com.o .melhor lhe pa1·ecer, mero ·XII .
sõbre ,.a fiscalização dêles . Pelo a.r t . 4.0 , como o redigimos, ten-
N'. 0 l.2U - . Inclui esta emenda, do em vista a menda n. 0 555, a União
entre as operações que devem ser fis- ficará com a 'competência para legis-
calizadas pela União, as d; ~ ::;eguros e lar sôbre tôdas as . comunicações e
de capit1lização. A inclusão, ao nosso vias de transporte, desde que sejam
ver, deve ser feita no a.rt. 4. 0 , onde se internaeionais ou inteTestaduais.
declarará que a União terá compet-ên- Não é isso, entretanto, o que, se-
cia privativa para legislar . sôbre tais gundo o critério a que ··obedeceu a
matérias. emenda; se está tornando mistér . O
ART. 3.0 , XII que é ne·cessário, de acôrdo .com êle,
é que a União fique. com o poder de
Ns. 420 e 1. 680' - A primeira manda explorair ou dar em conce8são os ser-
acresoentar, . logo diê•pois da palavra viços. "
estab,elecer, a palavra executar, e, no M a,s, em primeiro lugar, com a COl!Il-
fim do inciso, o seguinte: incluindo p·etência, constante do projeto, para
neste o rodoviário, com beneficiamen- estabe.Je,cer o plano nacional de via-
to simultâneo e equitativo, (!,~ todos . ção, poderá a União dispor a respei-
os estados nele cantemplados". to dêle como entender.
A segunda emenda propõe a passa- Em se.gundo lugar, o art. 5. dar- 0

gem da matéria para o ·art. 4. 0 • lhe-á poderes para legislar spbre os


Sendo nacional, o plano de viação é, · sHvi.ços de viação, o que queir d<izer
por is-so só, da competência exclusiva que, por êsse arttgo, terá ela compe-
da União . e, assim, o inciso é supér- tência para ps executar, na medida
fluo no art. 3. 0 em que o determinar a lei .
Mas há outra razão para que o não Em te·rneirn iugar, d·esde que s·e-
incluamos aí: é que da execução dêle jam da União as obras do serviço de
não devem ser excluídos os Esta-O.os . viação, lícito lhe será não só explorá-
O lugar da matéria é o capítulo da lo, mas taimbé·m dá- lo em conées-
Orciem Éconômtca e Social. são .
Quanto ao sistema rodoviário, é ex- Ta.mbém, como indica a emenda,
cusado falar , espe.c ialmente dêle, pois deve a Uniáo ficar· com a· competên-
se compreende no plano geral di:: via- cia para le·gislar sôbre o saneamen-
ção . . to. ·
N. 0 2.223 - A compet-ência para es- Quanto ao tráfego rõdoviá..rio, esta-
t abelecer o plano nacion:ü da siderur- mos de acôrdo c'om a em·e nda, na par-
gia e do petróleo, já a União a tem, te em que dispõe que a União deve
sendo, pois, inútil a disposição plei- ficar com a competência pa.r n o sub-
teada pela ·~mert·da. meter a r egràs gera.is, sem distinguir
Tem a União essa competência, em entre o tráf.e.go· dentro de ca.da Esta"
vista do que dispõe o art. 164, § 9. 0 • do e interestadual.
segundo o qual o aproveitamento in- Ns. 934, J..643, 1.646, 2.210 e 2 .216.
dustrial das minas e das jazidas mine- Como a d'e n. 0 934, estas emendas pro-
rais depende de autorização ou con- põem que se cometa à União a com-
cessão fe:di2-ral. petência privativa para exploraQ· ou
1
,_ 100 -

da·r .em concessão o service de via- ·mado do poder de encampar as em-


ção integrante do p<Ia.no nacional de p1,êsas concessionárias?
que trata o inciso XTI. Reportamo- Somos pela manuténção do inciso.
nos, por isso, ao que acabamos de N. 0 421 - Não nos parece que a
dizer. emenda tenha razão de ser.
Ns. 3,648 e 2,2:18 - Segund"O ·estas O têrmo explora·r não tem apenas
eme;ndas, ·a Constituição de·ve tratar a significação a que ela se refere.
no art. 3. 0 , n. 0 XIV, do s·erviço te- Depois, não é exato que a União
lclônic-o inter.e stadual, atribuindo aí não oossa auferir lucro dos serviços
à União a competênci.a para o explo- que mantém. Apenas, ês&es lucros de-
rar ou· concedei< verão ser moderados. Neles haverá
O que se torna necessário , ao nos- uma reserva para as despesas que
so ver, é que a União tenha compe- de futuro forem exigidas pelos ·pró -
tência parn legislar sôbre os telefo- prios serviços.
nes interestaduais . Aliás, uma emen- Ns. 1.385, 2.215 e 2.216 - Estas
da por nós aceita atribui competên- emendas propõem ·que também seja
cia à União para 1e.gislar sôbre as federal o serviço de rádio-difusão. A
comunicações inter.e staduais e inter- terceira encerra outra parte, de quti
nacionais em geral. tratamos noutro lugar.
A disposição da Oonstirtuição me- A União, pelas três, explorará ou
xicana, citada na ·e menda n. º 648, concederá o serviço, que ficará, assim,
diz precisamente isto: que o Con- -equiparado ao de rádio-comunicação.
g.r.esso pode legisla.r sô.bre as vias ge- Contrários à aceitação das emen-
rais de comuni<:ação. das. A competência da União, . nes•ta
N. 0 96 - Por esta, o monópolio da matéria, deve limitar-se à legislação.
União deve ter por objeto tõda es-
pécie d·e tele-comunicação. Ns. 1.214 e 2.2·3\3 - Pelo inciso
XIV, só a União pode explorar ou dar
N. 0 518 A · disposição do nú- em concessão as vias férreas que li-
mero XIV, pretende -se, por esta emen- guem portos marítimos a fronteiras
da, juntar outra, pela qual tôda a nacionais. A emenda . estende-o as
ene.r;gia · elétrica passe a ser mono- vias férreas que atinjam tais portos
polizada pela União. ou tais fronteiras . Mas por que isso?
A emenda é acompanhada de longa Por que não poderão tais estradas ser
e substanciosa justificação que mernce exploradas, ou concedidas pelos Esta-
ser liqa . Não nos parece, porém, que dos, se a União pode conceder a par-
seja a-conselhável a medida . ticulares as estradas de que trata o
Propõe a emenda ainda que se inciso? Não basta, quanto às que não
acrescente ao art. 3. 0 êste inciso: fo1·em federais, que as possa desapro-
priar?
XX - Determinar, fiscalizar e
rever periodicamente as t&rifas de N.º 2.237 - Por que há de a União
fornecimento de energia elétrica. fiscalizar as estradas de ferro intra--
estaduais quando não estivermos em
:i!:ste dis.positivo, mutatis mutandis, estado de guerra?
reproduz outro, de lei ordinária, vi - Quando estivermos nesse estado, a
gente entre nós . fiscalização poderá ser lícita, indepen-
Para que consigná-lo na Constit ui- dentemente de qualquer disposição es-
ção? A União pode ficar com ·o poder pecial.
de legislar sôbre a energia elétrica, e
isto parece -nos bastante. N. 0 2. 219 - A concessão das estra-
Se o caso fôr de energia elét rica das de ferro. de que trata CY·inciso XIV,
obtida mediante fôrça hidráulica, o não poderá ser feita, nos têrmos desta
govêrno estará aparelha do para le.g is- emenda, senão a nacionais. Exigên-
lar &ôbre a matéria da emenda. em cia tal é, sem dúvida, mais explicá-
virtude do disp osto no art. 4.0 , ·xu, vel ·do que a ·das emendas a que nos
e no·.art. 164, §§ 8. 0 e 9.0 do p1·oj.eto . acabamos de referir. Não nos parece,
N. 0 730 - Esta é' contrária à dispo- porém, que deva ser atendida. O mal
sição do inciso XIV que permi.te .a resultante de uma concessào a em-
concessão dos serviços de que trata, e prêsa em que haja estrangeiros pode
m anda que ela seja suprimida, argu- ser remediado. Pode o govêrno, por
mentando com os perigos que podem exemplo, encampar a estrn,da. Em
deconer dos privilégios concedidos aos ;t empo de guerra poderá requisitá-la .
particulares . E pode.i:emos obviar, tão fàcilmente,
Mas podemos refugir a contigên- ao inconveniente da falta de capitais
cia de que hão resultado as nossas brasileiros para a construção de vias ·
concessões ? Não fica o govêrno ar- férreas no país?
101

ART. 3. 0 , N. 0 XV .vem pássar para o capítulo da Ordem


Econômica e Social .·
Ns. 219, 838, 2.227 e 2.23ô - Pe- N .0 2 . 213. De acôrdo com esta só
las três primeiras, a defesa contra a a sêca deve constituir matéria do
sêca e as inundações, no país, deve art. 3. 0 • As inunclações ficarão melhor
ter caráter geral. ' Pela qua rta, a dis- no art. 5. 0 .
posição, na parte relativa à sêca, deve
referir-se . aos Estados periàdicamerite ART. 3.0 , N.º XVI
atingidos por ela. Na verdade, tôdas Versa êste inciso sôbre a valorização
exprimem a m esma idéia. econômica da Amazónia.
O dispositivo deve aludir aos Es- E' outro problema que tem de cons-
tados atingidos periodicamente pela tituir objeto do canítulo da Ordem
sêca, e, quanto às inundações, os seus Econômica e Social, -e n§.o do art. 3. 0 •
têrmos devem s;cr os do projeto , Isto pelas mesmas razões que acabam
· Ns. 4, 218, 520 12· 2 . 227 - Es-t as ·emen- de ser expostas no tocante à sêca e às
das obedecem ao pensamento ' de que inundações .
não é possível trata r do problema da N. 0 1.389 - Os pormenores em que
sêca e das iundações em tênnos que entra esta emenda, tratando da sêca,
pareçs,m excluir a colaboração dos das inundações e da Amazônia devem
Estados interessados. ficar para lei ordinál'ia.
Por isso propõem as duas primeiras Ns. 2. 224 e 2. 240 - Estas emendas
.que tais matérias passem a constituir dizem respeito aos incisos XV e· XVI
objeto. do art. 5.0 . e são Gupr~ssivas.
Certo, não é possível desconhecer
aos Estados imediatamente interessa- O . fundamento da primeira é que
dos o direito de se defenderem: por não devemos distinguir entre proble-
si próprios. Assim, o lugar da matéria, I:has nacionais de.• igual importância,
ll:áo é o artigo 3.0 • Cumpre, porém, para procurar solver uns mediante im-
fique acentuado ser ·primacial o dever posi,ções constitucionais, descurando
da União. Por isso, a matéria não entretanto, os outros. .
tem ·o seu luga1~ no art. 5.0 , que trata A segunda justifica-se pelo argu-
da competência concorrente. mento ele que as ma térias dos dois
O assunto deve ser regulado no citados inéisos cw1stituem objeto, res-
cap!tulo da Ordem Econômica, onde pectivamente, dos arts. 139 e 140.
melnor poderão ser definidos o dever Discordamos da primeira e · o pd-
da União e os direitos dos Estados. meiro dos baixa.do assi-n ados está de
Dizemos os direitos, não porque os acôrdo com a úJtima.
Estados não se achem também na N. 0 2. 220 - E' esta pelo desloca-
obrigação de fazer com o mesmo fim, mento dos dois incisos, o XV e o XVI,
o que estiver ao seu alcance. Mas para aos Disposições diversas . Preju-
é qúe obrigação tal não deve consti- dica.da.
tuir objeto eia disposição constitucio- ART .' 3. 0 , XVII
n~. - .
Se os serviços são nacionais, ou são N. 0 5-19 - ·segundo esta emenda, o
considerados globalmente porque se recenseamento deve ser perma.nente,
estendam por ma'is de um Estado é a cargo do Serviço de Estatística. A
claro que se não torna nec-e ssário ~x­ idéia é boa, mas a forma do recen-
cluir da execução deles a comp.ctencia seamento não deve ser estabeleCida
dos Estados, e, neste caso, não se em disposição constitucional.
compr-e ende que deles trate o art. 3.º Caso a emenda seja aprovad·a, a sua
São coilsiderados em relação a ·cada matéria melhor ficará n o caoítulo da
um dos Estados beneficiados? Neste Ordem Econômica e S'ocia.l .•
caso é estranho que se procure ex- N.º 2.241 - o art. 3. 0 não é lug-a r
' cluir a competência dêstes . em que venham disposições relativas
. Dir-se-á que l!ma coisa será o ser- ' ao recenseamento nacional, serviço ·
v1ço da UniG,o e outra os que os, Esta- federal pela sua natureza., isto é,--i-nde-
dos possam ter. Nem por isso entre- pendentemente de uma disposição que
tanto, a idéia dominante n~ inciso isto dedare. Somos assim pela acei:ta.-
passa a ser a dg exclusividade da com- çã-o da emenda, que é s.upressiva..
p~tência da União. Outra não é se-
nao ~ da imposição de um dever. - ART. 3. 0 , XVIII
Ao nosso ve r, - e já está dito - N . 0 2. 242 - Os dois dispositivos que
as mr,térias dos· incisos XV e XVI, do tratam da anistia, o art. 3 . 0 , XVIII,
mesmo modo que a do inciso XII, de- e o art . 35 têm fins distintos. O pri-
- 102

meiro exclui, na m atéria, a oompetên- Aliás deve ser cometida aos Esta-
cLa dos Estados; o segundo, a do Pre- dos a competência para legislar su-
sidente da RepúbLi.ca. · pletiva oú complementarmente sôbre
o primeiro é um dos preceitos pelos a imigração . ,
quais se nos define a f.e deração. · Ns. 1. 390 e 2.20r - Matéria parn.
Dizendo-se no art. 35 que a anistia o capítulo 10 da. Ordem EC-Onômica e
é da competência do Congresso, sem Social.
N.º 1. 679 - A intervenção federal,
que se exclua no art . 3. 0 a dos Esta- pela sua própria natureza, não pode
dos, pa.recerá que, quanto aüS crimes entrar na competência dos Estados.
julgados pela justiça estadual, pode- o . mesmo ocorre com relação à mu-
rão os Esta.dos exercer atribuiçao idên- dança da capital da União. Não tem,
ttca. pois, cabimento estas m 11.térias
.. nos ar-
tigos 3.0 ·e 4. 0 • ·
ART. 3. 0 , XIX
Quanto à suspensão âas garantias
Ns. 1. 678 e 2. 243 - Pela última das de direitos, d'esde que a Constituição
duas; o inciso deve ser suprimido, por- as estabelece, não as poderá suspen-
que a matéria já é regulada.. nos ar- der senão a entidade que, para isso,
tigos 121 a 123 . ·Pela primeira, deve tiver poder expresso. Ora , os Estados
êle pass:3.r para o art. 4. 0 • · não o têm e tê-lo-á a União, nada
A verdade é que deve ser suprimi- importando que não conste da Cons-
do, por isso que, pela sua própria na- tituiçã.o ser êle privativo desta . A
tureza, independentemente de qualquer União o terá por disposições do ca-
disposição especia.l qve a exclua da pítulo atinente ao estaido de sítio e ao
competência dos Esta.dos, a organi- esta-do de guerra .
za.ção administrativa do Distrito Fe- N.0 2. 909 - A União cabe legislar
deral e dos Territóriós, compre·e nde- àcerca da imigração e da coloniza-
se entre os poderes exclusivos da União. ção. Tem. ela, portanto, competência
para esta;belecer a sua su pervisií,o sõ-
O que se torna necessário aqµi é bre uma e outra .
decla1·ar a quem cabe, na União, êsse
poder : se' ao Presidente da R19públdca, ART. 4.0
se ao Congresso.
Ns . . 22·1, 426, 1.223," 1.393, 1.688,
Ora, a essa questãio responde o ar- e 3.582 - O J;>rojeto encerra,
2.250
tigo 121, quando diz que organização no art. 4. 0 , ªli matérias sôbre as quais
tal s·erá r egulada por lei, o que torna cabe à União legislar privativamente.
desnecessário atê que dela trate o ar- Não traz, entretanto~ uma disposi- ,
tigo 34. Aliás, os dois artigos, o 121 ção correspondente à que se lê na
e 124 devem ser reduzidos a um só . Constituição de 1934 e 1937, sôbre a
competência supletiva ou-.complemen:.
N. 2. 2·25 - A competência para or-
0
tar dos Estados em matéria legisla-
ganizar sistemas educativ,os no Distri- tiva.
to Federa.l e nos Territó1ios sómente As emendas acima mencionadas têm
pode ser da União, e, se o que se por fim SUJ;>rir essa lacuna.
pretende pela emenda, é focalizar o Mas como suprí-1.a?
assunto, o luga.r próprio para isso é o Nas duas citadas Constituições, a
capítulo sô.bre a Educação e Cultura. competência dos. Estados para legis-
lar, sôbre certas matérias, supletiva
ADITAlVIBNTOp ou co·mplementarmente, é dada em
parágrafo de um artigo que as de-
N. 0 729 - Saúde ·dos Portos - Com- clara da competência. privaUva da.
preende-se esta matéria nas disoosi- União .
0
ções .do art . 5. , IV, e do a.rt.- 4. , ., Não existe a~ uma contradição prõ-
0

VIII. " , priamente dita. Más positivamente


N. 0 922 - A · imigraçã-0 ns.o é ma~ · não é essa a melhor forma para re-
téria que caiba totalmente na com- gular a matéria: se também os Es-
petência da União. A União cumure tados podem legislar acêrca de certa
regulá-la, mas a lei pode ser, ou não, assunto, a competência da União para
execEtada por ela . Nã.o deve. pois, o regular deixa de ser exclusiva .
ser incluíd a no art. 3. 0 • mas n uma A emenda n. 0 2.250 corrige ê·sse de-
das disposições do art. 4. que, aliás , feito, dividindo em duas partes q ar-
0

encerra, a êsse respeito, um indso, o tigo 4. 0 do projeto . Uma parte cons-


XIV . ta das matériàs que . são, na realida-
\ \
\
103

de, da compe't ência · privativa da Em geral, as emendas o consideram


Uniã.o; a outra, das matérias que incompleto. Para essas, é de mistér
competem à União, mas ' entram tam- que novas divisões sejam acrescen-
bém ·na competência supletiva · ou tadas.
complementar dos Estados. Outras restringem o dispositivo, que-
Estas· constituem artigo e·special, um rendo, por exemplo, que se lhe sub-
novo a;rt. 5. 0 , que começa assim: traia o direi.to processual.
Devemos incluir nêle todo o d.freito
Art. 5. 0 - Compete à União, público?~ Certo que não; pois há sub-
mas não privativamente, o poder divisões dêsse direito sôbre as quais
de legislar sôbre: também os -Estados devem legislar. Tal
Na enumeração que se segue, vem, é, por exemplo, o direito administrati-
além de matérias- que se acham no vo.
· art : 4. 0 do projeto, outras, que se en- Quanto ao direito internacional pú-
contram no art. 5. 0 , o que se compre- .blico, cumpre-nos ter em vista a ad~
ende, pois as matérias dêste competem vertência de uma , ·das emendas, na
à União, mas não privativamente. redaçã.o do inciso. ~ste deve ser re-
Em parágrafo ao. art. 5. 0 vem,.- na digido de modo que tôdas as relações
emenda. n. 0 2 . 250, êste dispositivo: clisciplinadas pelo direito internacio-
nal fiquem subordinadas à União.
Parágrafo únko - A competên-
cia atrtbuida à União, para legis- No que toca particularmente ao di-
lar sôbre as matérias indicadas rei'to internacional privado, é claro
neste artigo, não excluí a legisla- que sôbre êle sàmente pode legislar a
ção estadual, supletiva ou comple- entidaide a que competir o poder de
mentar, d·esde que se abservem legislaçil.-0 sôbre o dir-ei.to privado in-
os preceitos da legislação federal. terno; pois as questões acêrca dêsse
direito se resolvem na de saber qual
Ns . 220 e 521 - A primeira altera a regra aplicável: se a nacional, se
a ordem em que vêm, no projeto, os a estrangeira . Ora, decidir que é a
incisos dos arts. 3. 0 , 4. 0 e 5. 0 • A se- estrang,Eira é fazer dela, porqu·e assin1
gunda diz respeito á ordem do artigo digamos, uma regra nacional para
4.0 • A Comissão de Redação deve exa-
miná- las. A disposição do parágrafo aplicações especiais.
úriico da emenda n. 0 220, se for acei- Relativamente aos dfreitos deno-
ta, deve enquadrar-se no capítulo sô- minados sociais, nãio devem êles . s~1c
bre a Educação e Cultura. 1 consideradós de um mo.do g·e ral, na
Trataremos especialmente da emen- competência que se der privativa.men-
da n. 0 521, na parte em que se refere te à Uni!W para os regular.
ao art . 5.0 , quando nos ocuparmos do Devem ser atendi·das as emendas
inciso IV. que mandam '.ncluir no inciso o direi-
N. 0 1.194 . - A matéria da emenda to aéreo oú aeronáutico, ns. 42, 1.217,
deve constituir objeto de lei ordiná- 2.266 e 2.271) e o direito do trabalho
ria. (ns. 222, 422; 2.246, 2.266 e 2. 271) .
N. 0 1.689 - Trata esta da alimenta-
ção pública. No poder que tem a União ARTIGO 4. 0 , H
de cuidar da Saúde pública compre-
ende-se, sem dúvida, o de dispor sô- N. 0 · 422 - Pretende esta emenda
bre a alimentação do povo. No en- que se pass·e para o n. 0 I a matéria
tanto, uma disposição especial, a êsse do n. · II. Na Constituição de 1934 um
0

respeito, poderá ser acrescentada ao só inciso reunia tôdas essas matérias,


inciso . · isto é, às divisões do direito junta-
vam-se os registros públicos e as jun-
ART . 4. 0 , I tas comerciais. Tratando, porém,
dos r,egistros e das juntas, a Gonsti-
Ns . 222, 422, 936, 938, 1.217, 1.393, tuição tem em vista não só as regras
2.246, . 2.254, 2.264, 2.266, 1.692, 2. 254 jm:ídicas que os gov,e rnam, mas tam-
e 2.271. São emendas apresentadas ao bém .os .serviços que uns e outras cons-
n .0 I do art . 4. 0 , onde se enumeram tituem, e esta circunstância distin-
as divisõés do direito sôbre as quais gue esta<> ma.térias das que são men-
tem a União competência para legis- cionadas no n .0 ·r.
lar: privativamente . - Depois, os regi,s tros públicos e as
Os têrmos dêsse inciso são êstes: juntas cvmerciais c.ompreendem-se en-
I - Direito privado, e bem assim tre os assuntos a que a Constituição
direi:to penal, eleitoral e processual. · deve aludir especialmenrte, para dizer
- 104 ~

q,ue os Estados poderão legislar suple - · esta emenda· não sm·ia a.ceitável, pois
tiva ou complementarmente sôbre êles, é claro que a União, qua.ndo legislar
e convém, por· isso, que fiquem em sôb1·e os seus bens, tem que respeitar
inciso especial, a que outra disposição os diQ·eitos e interêsse·s dos Estados e
possa fazer referência. Munieí'PiOS.
Aliás, de acôrdo com a emen.da nú-
mero 2.250, .devem ser mencionadas A'RT. 4. 0 , VI
em artigo distinto do referente às di- /
visões do direito. · N.0 1.691 - De aicôrdo. Deve-se pôr
desapropriação ondoe está desapropria-
N. 0 2. 26.S - Caso esta emenda séja ções.
aprovada, temos que deve ser enqua-
drada no capítulo aitinente aos bens AR!T. 4. 0 , VH
dos Estados. Trata-se de uma nova
restrição oposta ao direito de proprie- N.0 2. 252 - Ta.mbém concordamos
dade que lhes é reconhecido sôbre as com esta; segundo ·ela, deve-se acres-
terras devolutas. c-entar - em tempo de , guenra às pa-
N. 0 5 - Emenda d.e redação, que a la vra.s requisições civis e militares.
Comissão de redação examin_ará .
ART. 4. 0 , VIU
Ns. 1. 69'3 e 2. 269 - Ambas estas
emendas reduzem o n. 0 III do artigo N. 0 2.295 - A ação do govêrno fe-
4. a estas palavras --Organização ju-
0
deral, quanto aos rios, não se <leve
diciária, significando isto que só a estender senão aos que forem fe-
União deve legislar sôbre essa orga- der·ais, isto é, aos que corram ·e m ter-
nização ou que a magistratura brasi- rns do domínio da União, ou banhem
leira deve ser una e federal. mais de um Esta.do, o.u se estendam
E' uma tese já suficientemente de- ao estrang.eiro.
batida. Somos pela dualidade.
Não temos, como os · Estados Unidos, Ora, quanto a êsses, o aicréscimo
pluralidade de · direi.~o su1b stantivo e o proposto é inútil, por isso que S"e tra-
nosso próprio direito processual já se ta de bens da União.
un1ficou .
AR:T. 4. 0 , I•X
Pensamos, porém, que, numa 'fede -
ração, devem os Esta·dos ter os três Ns. 1.647, 1.687, 2.216-A, 2.251 -
poderes. Pelas três últimas emendas, a cir-
ARTIGO 4. 0, IV culacão rodoviária dev.e s·er incluída
entré as 'm atérias sôbre as quais sõ-
N. 0 2.21'7 - · Desta ·emenda já nos mente a União poderá legislar. Pela
ocu,pamos ao tratar do artigo 3.0 , VI. primeira, a União esta-belecerá as re-
gras gerais de ci.rnulação rod-oviáüa
ARTIGO 4. 0 , V em to·do o país. Estamos de acôrdo
N. 97 - E' supressiv\l- esta . Manda
0 com esta.
suprimh· os incisos IV e V. O primeiro N.0 2.270 - Tôdas as comunicações
trata da -or.ganização judiciárta dia e transportes inter·estad.ua1s devem, de
União, do Distrito F1ederal e dos Ter - fato, ser regulados por lei federal ; é
ritórios. VeTsa a segunda sôbr·e os uma emenda que aceitamos; encer-
bens do domínio federal. ra disposi·ção. nêsse sentido.
· Concordamos. A suprnssã-o expU-
ca-se porque um e outro inciso tra- ART. 4. 0 X
tam de matéria da competê_ncia d•a
União pela sua própria natureza, sen- Ns. 1.393 ·e 939 - De acôrdo. Quan-
d-o, por isso, desnecessário mencioná- . to ao c-omérci-o, somente o interes.t,a-
la no art. 4. 0 , on:cle se definem os pJ- dual e o exteiior devem ser regulados
deres da União e, por via de conse- po:r lei federal.
qüência, os dos Estados. N. º 2.267 - ' Manda qu.e se inc·l ua,
Da org·anizaição judiciáiria do Dis- entre as matérias do art. 4. 0 , o -co-
trito Federal e dos Tem-itórios tra.ta m ércio de material de guer.r a. Uma
o artigo 124. Dos aludidos bens deve vez que o comércio i.ntraestadual pas-
trata.r o art. 34. Já êste investe o sa a -ser regulli,do pelos Estados, a
Congresso· na competência pa,ra criar referência especial aio oomércio do
os cargos públicos . . máte-rial de g.uerra torna-se neces -
N. 0 731 - Quando fôsse de manter . sário. Conco!!'damos, po,r isso, com o
o tnciso V, o acréscimo p roposto poQ'
1 aditamento .
\\
.

\ 105 -
1

ART. 4. 0 , XI descnnlie.c·e r-lhe3 o poder de estaibe-


lecer a-s çlir2trizes da. ed·uc.ação, na
Ns . 1. 219 e 2 ,·257 - Goncüir.damos . parte em que a legislação sôbre esta
À Uníão deve ser da•da competência fique a s·eu cargo ?
pa;ra legislaó!' sôbre o.s seguros . em Quando queiramos dar essa ccm-
g.e ral. pct.ência à. União, não há de ser com
Ns. 1. 392 e 1. 648 - A previdência ca.ráter privativo.
dev.e, sem dúvida, s er incluida na A1s dil,etrizes ou base:s gerais dia.
competênda. da União. Aliás, entre educação d.evem co.n s·tituir objeto do
as matérias sôbre as quaJs poderão · capítulo re1a.tivo à Educa.ção e .Cul-
os Estados legislar supletiva ou -com- tura, onde será po.ssíveI entrar em
plementarmente. ;pormenores que bem definam os po-
N. o 524 - Em relação à matéria deres da União e o dos Estaidos.
do inciso, isto é, ao tra1ba,lho, à pro-
dução e ao1 conõumo, é, de fruto, ner.- ART. 4. 0 , ·xvn
ce.ssári-0 que os Estados possam ·exei!.\- Ns. 839, 939-A e 2.250 - A pri-
cer a competência s·up-letiva ou com- meira é de redação. A segunda
.p lementar: manda suP.rimir as pa.la,vras finais
N. 0 2. 260 - Quanto às lim~tações - "liberais e técnico-científicas, as-
exigida,s pelo bem público, e a que sim ·como do jarnalism'o", para que
se refe1·e a emenda, delas tr.a.t-a o fique. a União com o poder de regu-
prGj eto .no ar.t. 164, § 2. 0 • lar as conpições de ca.pa.cidade para
tôd'a e q.ua.lquer .profissão. A ter-
ART . 4 . 0 XII ceira somente tra.ta das profissões
técnico-científicas.
Ns . 522 e i . 218 - Segundo estas à A npsso ver, o i11ciso deve ficar
União deve ser dada competência ª'sim: "Condições de ca.pacidoa.c1e
para legislar sôbre a energia elétrica. pa.ra o exerdcio da,s profissões
De acôrdo, devendo, porém, ser reco - liberais e técnico-científi-cas".
.n hecida aos Estados a competência O jornalismo compre.e11·de-se nas pro-
complementar ou supletiva. fissões liberais, que se contra.põem às
que se ·e xercem por meio CLas artes ma-
ART .. 4. 0 , XIV nuais. A denominaçào vem-lhes da
antiguidade, quando estas artes se dis-
N. º 423 - Esta.mos pelo acréscimo . tinguis.m por serem exercidas pela.s
N . 1. 220 - De acôrdo, quanto à
0 pessoas livl'es. Não concordamos com
imig·rs,_ção. a redação da terceira emenda, porque
l1á prnfissões-liberais que não são téc-
ART. 4. , XV E ~VI
0 nico-·científ'Lcas.
Esta última ex:pressão é que pod.e
Ns. 223 - . 225 424 - 425 !OU' demasiada .
.523 - 883 - 937 - 1. 221 -:- 1. 392
- 1.395 - 1.694 - 2.247 - 2. 249 N:º 2.215-A - De acôrdo . A União
e 2.263 - Túda.s tratam da CDmpe- deve legislar sôbre a ráidio~difusão,
tência da União para legishr sôbr.e nelo mesmo motivo por que legisla
o ensino. sôbre a imprensa.
Uma.s a. ampliam, atribuindo à
União o pod1er exclusivo de legis1a.r ART. 4. 0., XVIII
sôbr·e tnd-0 o· ensino. Outras a. res- Ns. 2. 253, 2 . 261 e 508 - A primeira
tr1ngem ao ensino s,uperiül', secundá- manda suprimir o inciso.
r io •e comerei.ai. Como éstá r edigido, o n. 0 XVIII,
Ficamo.3 com as ú1timas. de fato, é supé1~fluo, pois n enhum.
Algumas dá.o competência à União Estaidci podi 'rá desconhecer à União a ·
;para estabelecer as diretrizes e bases competência eX'clusiva para legis1a1·
gerais da educação. Há um•a que sôhre a forma dos símbolos nacionais.
alude às condições minimas da or- Podemos modificá-lo de acôrdo com
gani.zação do ensino. a emenda n. 0 2 . 261, que propõe êstes
;ênrios: "Uso dos símbolos nacionais".
Quanto às dire·t rizes ou base.s ge- Também pode &Eff p,ceit'.t . a disposi-
rais da educação, não se traita. de ção proposta pela emenda n. 0 508, que,
:q1aitéria ql\e deva ser da competência entretanto, dev•e s:r reduzida às suas.
exclusiva d,a União. ll: claro qu_e os pa.lavras finais, pelas quais é defeso
Estados não as poc1erão es,t abeiecer aos Estados ter hinos, bandeiras e ar-
com o caráter nacional. Mas como mas próprias, distinta.s dos nacionais.
- 106
.-
N.º 1. 685 - Discordamos da emen- As expressões do projeto vêm da.
.da~ porque, aidmitÍ-la," seria desconhe- Constituição de 1891. (att. 35, n. 0 I),
cer aos Estados o direito de come- e podem ser usadas, indiferentemen-
mora~., por. meio de feria-dos, .as suas te, essas ou as das emendas. A Co-
gran{les da.as. missão de redação, entretanto, exa-
É claro que os feriados estaduais minará as dum;- sugestões.
não podem envolV1or as repartições fe- N.º 226 - A proposição - mas não
derais, e . que a União pode dispor privativamente, que se· encontra na .
sõbre . os eJeitos dos feriados locais ca.beça do art. 5. 0 , vinha também no
.quando prejudiquem a execução dé lei citado artigo da nossa pdmeira Cons-
fed•:-rai. - tituição republicana . Pela emenda
1. n. 0 226, devemos suprimi-la.
A..li.T. 4. 0 , XIX Uma vez que, quer o art. 3.0 , quer
o art. 4. 0 , trazem o advérbio privati-
N.° 1. 39'7 - Sômos de parecer que vamente, a falta dêle no art. 5. 0 há
a rn.atéria deve ser inciuída no capítulo de significar, parece-nos também a
.da Ordem Econômica · e Social. nós, que a cmhpetência estabelecida
ADITAMENTOS
nesta última disposiçã.o não é priva-
tiva ,
. N, 0 1. 394 - Diz respeito esta· ao ur- Mas s, supressão proposta não é
.banis-mo. Somos-lhe contrários. '.pref ~rív-el a clareza que resulta ·cta
N.0 2. 258 - Para as disposições tran- proposição?
sitórias. ·
Ficamos com a redação de 1891.
N. 0 1.396 __.:._Deve s::r aiceita a emen- N. 0 22.l - De acôrdo com esta emen-
da na parte em que atribui com- d9, , devem ser suprimidas do inciso
petência à União para legislar: a) sõ- VII estas · palavras - as ciências, e
bre as comunicações e os ·transportes ao artigo se deve juntar uma nova
desde que tenham caráter inteii.õsta- disposição, pela qual ·fiquem a União
dual ou internacional; b) sôbre a im- e os Estados com a competência para
prensa; e) sôbre o privilégio de in- organizàr institutos de pesquisas jun-
vento, as marcas e outras designações to aos estabelecimentos de ensino su-
de mercadorias. perior. .
N. 0 2. 2·55 - Já o projeto •trata do as- Não é necessário eliminar a alusão
sunto no art. 5. 0 , que tem por obje- às ciências, para que se possa come-
to as matérias de competência con- ter, de modo. particular, aos gover-
corrente. nos federal e estaduais o encargo de
que trata a emenda . Pode ela ser
ART. 5.0 aprovada; ficando, entretanto, o inci-
N. 0 432 e 2.274 - Supressiva. De so como está. Uma vez, porém, apro-
acôrdo. Examinaremos entretanto. as vada deve a sua disposição entrar no
demais emendas. · · capítulo relativo à Educação e Cul-
tura, ou noutro em que se reunam a&
Ns. 6, 525, · e ·1. 697. Prociode, sem disposições atinentes à educação, es-
dúvida, a observação das três primei- parsas no projeto. ,
ras, quanto à redação que deve ter N. 0 332 - A respeito do coopera-
·o proêmio do artigo.
De fato, a constar dêle o dever da tivismo, de que trata est.a emenda,
Uni§,o e dos Estados de velal' na guar- já há, no projeto, urna disposição, a
da da Constituição e das leis, o lu- dei art. 164 § 12. ·
gar em que o devemos mencionar há . N.º 427. Dizendo que a Un'.ão e os
de ser um inciso especial, e não o Estaidos devem desenvolver a colo-
proêmio. nização; o n. 0 r · do art. 5. 0 há dito,
por isso só, que lhes cabe orientá-la.
Temos, porém; que a razão está corri Julgamos assim,· desnecessária a dis-
a última das três emendas, que é. su- posição da emenda.
pressiva, por ser excus:>.da a disposi- ·N.º 942. Tem todo o cabimento aqui o
ção. que E-Screvemos acêl1ca das emendas
Ns. 649 e ' 1. 649 ·_ Pela primeira ns. 6 . 525 a 1.697.
· das duas,. a adversativa mas, do proê- N. 0 1.390. Tendo a União, como tem,
;nio deve ser substituída por porém, competência · para regular os serviços
e, em lugar da expressão velar na de imigração e colonização, o modo de
deve o artigo conter esta: velar pela. os coordenar deve ser matéria de lei.
De · acôrdo com a segunda emenda, N. 0 2. 773. O inciso, seg.undo- esta,
devemos dizer· velar pela observância deve al.udir não só à colonização, mas
e não velar na guarda. também à imigração . De acõ1xl.o.
107

ART. 5. 0 , II Se a parte da emenda, atinente à


ação i,m pletiva, não diz respeito ape-
N.º 428. De créditos e cooperativis- nas à educação, mas deve ser enten-
;mo, já tratá 9 projeto no art. 164, dida de um modo geral, nem por isso
§ 12 - Torna-se excusada a referên- será · mais necessária ou eficiente no
cia à pecuária, porque; entre as novas proj.eto. -
disposições do art. 5.° resultantes do
exam;; a que· pr.ocedemos, figura uin ART. 5. 0 , 'VI
inciso, o III, pelo qual os Estados po-
derão cuiidar da proidução em g·e- · N. 0 430 - Desnecessária a disposi-
ral. , ção da emenda. Não será, de fato,
Ns. 940, 941, 1.650, 1.696, 2.216-B e porque a Constituição diga, expressa-
2. 272. As seis emendas tratam ·de obras mente, que compete a União e aos
e serviços de viação. Nos têrmos dos Estados assegurar, de modo rigoroso, .:. ·
seus dispositivos, a União e os Esta<l.vs o cumpri~~nto das leis educacionais,
deverão .s·xecutar ou promover uma e que elas füW de ser cumphdas mais
outra coisa. · rigorosamente.
Pare.ce-nos desnecessário fazer uma N. 0 433 - Esta enrnnda encerra. ma-
r eferência especial às obras. Basta que téria idêntica à de que acabamos de
se inc1ua, entre ás disposições do ar- trats,r. Estendemos-lhe, . por isso, as
t igo. 5. 0 , um novo inciso, que atribua observações que aí ficam.
a os Estaidos, do mõsmo modo oue à
União, a competência para legislar ART. 5. 0 , VII
sôbre o serviço de viação. e

N.0 1.698. O saneamento da Amazô-


· .. ~ N. 0 2 . 277 - A disposição do nlune-
nia cornpreende-se no plano de valo- - ro VII do art. 5. 0 vi.gora entre nós
rização econômica dessa região, de que desde 18~1, pois veio da Constituição
o projeto trata nos arts. 3. 0 , XVI, e dêsse ano. Teve por ii1n distin.gul.r
140. Não há, assim, necessidade da entre s, competência para ministrar o
disposição justiftcada na emenda nú- ensino, que não foi atribuída, concor-
mero 1.698. · rentemente, à Uriiã,o e aos ;Estados, e
a de amparar as ciências, as letras e
Tôda essa ma.tédR, aliás, deve ser· as artes.
objeto do capítulo relativo à Ordem
Eecmômica e Sncial. A ão n. 0 VIII surgiu na Co11'stitui-
. ção de 1934, que se inspirou em ou-
ART. 5. 0 , rv tras. A da Espanha, por exemplo, ::m-
cerra uma cJJsposição, ' a elo art. 45 .
Ns. 42fJ° e 2.276 - São emendas onde• se lê que tôda. ·a riqueza artís-
aãiti.vas estas duas. T ratam especial- tica e histórica do país, seja qual fôr -
mente : uma, da política· demográfica u seu proprietário, constitui o tesou-
e da proteção à maternidade, à infân- ro cultural da nação e estará sob 9.
cia e à juventude; a outra, da n1a- salvaguarda do Estado, que poderá
proibir~lhe a exportação e alienação,
t.ernidade e da asst stência à infân- bem como expropriá-la, quando isto
cia .
se torne necessário para a sua de-
O art. 5. 0 n. 0 IV, declara ser um fesa. · ·
dever da União e dos Estados ctúdar
da assistência rncial. Se êste inciso Isso expliiea 8, disposição do proje-
deve ser desdc1b rado, os pormenores to, qu·e não distingue . entre coisa11 ·
fi carão melhor no capitulo atinente à públicas ·e coisas partic.ulares, ofere- ·
Ordem Social e Econômica. Aí · po- cendo uma base segura para as des-
der-se-á fazer também - uma referên- pesas feitas pelo Estado no interêss~
cia geral à po.Jítica demográfica . de tôds,s.
N .0 2 . 275 - Impondo como impõe S-ucede;-- porém, que a mi téria do' in-
.à Uni~"º ê aos Estado~ o dever d~ ciso VIII constitui também objeto do
clifundir o en's ino, o prnJeto tem dito · art. 164, §§ 35 e 36, que a tornam
quanto se contém nessa emenda. isto dispensável. Aliás, melhor virão es-
é, tem declal'.ado que a essas entida- tas disp.osições sob 9 , título Educação
des cabe não só exercer a acã-0 su- e Cultura.
P!etiva onde quer que se faça- neces'-
sana, por deficiência de iniciativas N. 0 2.291 - O inciso é excusado. A
ou de . recursos, mas também estimu- ser admitido, deve figurar no capítule
ktr a obra educativa. · da Educação e Culturá.
108 -

ART. 5. 0 , VIII mar-se com mais fôrça, uma fôrça de


que, na realidade, aiinda carece, e que
Ns. 227, 431, l.122 e 1. 399 Es- compensará o enfraquecimento da in-
tamos de acôrdo com estas emen- dependência. Mas não .é só. A mudan-
das, que devem ser examinadas pela ca no conceito desta estará mais na
Comissão de Redacão, .pal'a formular, fomm do que na sU:bstância.
com as sugestões -de cada um:;t, Ulil A independência, das nações é fru-
artigo em que não haja repetições. to de um equilíbrio entre as fôrça:s das
grandes potências Apenas êsse equi-
A...T'l.T. 6. 0 líbrio se rompe, · a ameaça sob . que
elaJ vive. se atualiza. Ora, o qv_e vamos
Ns. 233, 9~.3, 2.278 e 2.283 _e De- ter de 'novo é ápemi,s isto: ' o ponto
clara o art. 6. 0 gue o Legislati.vo, o em cme tais fôrcas se cruzam, ponto
Executivo e o Judiciário são poderes: em que já existe, em estado poten-
da União. De acôrdo com as quatro cial, o órgão controlador, vai se ma.-
en1enc1as, devemos restabelecer a dis- .teiializar.
posição correspondente das Constitui-
ções de ls.fH e 19·3 4, dizendo qµe os Qual a nação que tem escapado à
três poderes sifo órgãos ela soberania influência dêsse centro, e que ora para
naCioiial. lhe evitar o deslocamento, ora para
o produzir, não há cedido num senti-
Por que se haverá o projeto afas- .do ou noutro, num ou noutro dos se-
ta-do, nesse ponto, das duas Consti- tores em que se deve manife:star a
tuições? Terá sido porque, para a sua vontade, a sua independência, a
grande Comissão, a soberania das na- sua soberania,? ·
ções seja .incompatível cop:i a existên-
cia do direito internacional público, Nem se compreende que à situação
ou com a projeta da organização in- existente possa suceder a nova, senão
ternacional, isto é, com a existência como resultado de . uma necessidade
de um órgão que represente a vonta - inelutável, qual a de substituir a
. de de todos os Esta.dos, e a que .cada ficção pela realidade. ·
um se eleva submeter? , Assim, a razão do artigo 6. 0 , da sua
Temos que não. forma, eleve ser procurada fora do âm-
Se a submissão fôr espontânea, não bito em que. se processa essa substitui-
haverá falar em tal" incompati]:}i)ida- ção.
de. Haverá nela apenas uma auto- Seia, porém, qual fôr essa razão, o
limitaçi?,o, an.á loga à que sofre a so- melhor a nosso ver. é que o dispositi·
berania interna sob a ação do dir~i­
to, que os Estados decretam, e a que
vó fique COJX\O está. Referindo-se aos.
po-deres àa União, o projeto encerra
se sujeitam. uma fórmula, simples e verdadeira.
Se passa a .haver um contrôle · dos Soberania é têrmo que teín mais de
Estados, estabelecido independente- uma acepção, pelo que, como diz um
mente da sua vontade, o caso será di- autor, é assunto mui delicado. Con-
ferente . Mas, nêste caso, poderemos siderando-se com· · expressão do po-
pergunta,r se, na Vel'dade, o Estado de , der do povo, podemos, sem dúvida, di-
direito é uma criação espontânea dos zer que os poderes Legislativp, Exe-
Esta.doo, ou se, ao , contrário, o direito cutivo e Juclici~,rio são _órgãos ~la so-
com que bs Estados limitam o seu berania nacional. Não, porém, no sen-
poder, não vem a ser o efeito ele uma tido de que sejam os únicos, por isso-
pressão coletiva, a que;seri:i perigo, não que são apenas os principai:s, os órgãos
pouem ser indiferentes. por 'excelência dessa so-berania. Oi:_a,
Como quer que seja, é exato que as c·om êste pensamento, a declaraçao
palavras resistem, comumente, às perde a sua razão ele ser'.
tra·n.'Sformações das Méias que expri- Há i.m1 ato ele soberania onde quer
mem, não sendo raros os conceitos no- que haja um 'ato de império. Ora,
vos expressos por v)>lhas palavras. A atos dêsses, também os exercem ds
soberania há de sobreviver à consti- poderes elos Estados, e isto não como
tuição do órgão internacional que ou- delega°;dos da União, ma~ por cleleg~ ­
tra coisa não será, senão o · resultado ção direta do povo, mecllante . ? pro-
da evolução por que pa:ssa o sentimen- prio instrumento de que se ong1;na ai
to da soli·cla.ri·eda-de humana. / competência dos pod~r·es federa1:s.,
A igualdade, que é um elos eleme'n- A diferença que hs,, quanto a este
tos ela soberania externa, poderá afir- pa·rticular, entre unS' e outros poderes,
- 109 -

·é que os dos Estados são, em geral, uma coisa é ist·o e outra dizer que
controlados pelos da União, enquanto só os poderes da União representam
.êstes · não sofrem senão o contrôle a soberania. nadonal .
recipro,co. - A Cons-ti-tuição do México, que é
A União controfa as funções ÀOS Estaido federal, e,s·tatui no · ar-t. 49:
Estados, em certos casos, m~di1ante a "0 poder suprerno da Federação di-
inter:ve,nção, e, em outros, ;pe1o it'·e- vtde-se, p ara o seu exerdci.o, em le-
curso dos prejudicados para os tri- g'isla>ti-vo, execu.ti vo e j.udiciá.rio".
bunais fed·erais. Antes, no ar.t . 39, diz o seg·utnte:
"A ·soberaonia naicional r.e side essen-
Tem-se dito que não h á um P od·er cialmente no .povo, acrescentando no
Judiciário Estadual, que todo o P o- .r airtigo 41 : " O .povo exerne a sua s-o-
der Judiciã:rio é na,.cional . 1': um berania po·r -n:1eio dos poderes da
modo de dizer, derivado da a;mpli- Uni-ão nos casos em que êstes são
t ude da a·ção dêsse poder. A rei?Jl.i- competentes, e d:os Estados no que
dade é o.u~ra: é que essa ·a mplH1ud:e, toca ao seu . regime inte.r ior, nas con-
verd adeira, apesa.r ,de se.r estadual o dições respecti'vament.e e:sta.bele·cid!as
poder , ·signifi.c·a que é amplo o, cam- pela pres·e nte Constituição federal e
p o em que a soberamia n:aciona.l se pelas Constituições dos Estaidos".
exerce por meio dos Es-tados.
Certo, o contrôle exercido ; pela A GOTuSti.tuição de Venezue1a, de -
União, em larg.os limites, sô.bre os pois de dize·r, no art. 40, que a so-
Estll!dos, obsta a que ês·tes se possam ber,ania -· resid.e nó ipovo, sendo
considerar . soberanos, pois uma coisa exercida por intermédio dos poderes
é ser soberano e outra praitica.r· atos · públicos, estatu í no art. 51 : "O poder
de scbera.nia. Sem dú-v ida, scoberano, público rep:u'te-se entre o Poder Fe-
s ó o é o Esta.d-o fedeJ'a.l, como se vê deral, o P oder Estadual e o Poder
da soma dos seus poderes, · da pre- Municipal, nos limites fixados por
ponderânda das suas leis, nos p;ró- esta Constituiç§,o . O P oder Fed-eral
;prios casos d,e .competência concor- divide-se em . Legislativo, Executivo e
~·ente, da interv,e nção f.edffi·,a;l, do it'e-
Judiciário".
curso extrn.ordinál'io, da sua compe- N .0 327-A - De acôrdo. Redija-se
t ência em matéria internadonal, assim o dispositivo :
~ l.º O cidadão investido nas fun-
etc ._ etc . cões de um dos poderes não poderá
Não sendo, porém, a compe.tência exercer as de outro, observadas as ex-
dos Esta.d.os deleg.a,d:a .peI:a União, mas ceções constitucionais .
prcma.na.n o di.reta:mente do povo, Ns . 334 e 2. 282 - São emendas
como timhl'am em ded·a.r-ar .as nossas supressivas · do § 2. 0 • • '
Constitiuições, não h á como d!esco- É certo, como se lê ' na justificação
nhece.r que os poder·es es·t a·du:ais exer - das duas, que não há uma separaçií,o
cem as suas funções em nome da absoluta entre os três poderes. a que
n ação, e que não são os· poderes f.e- se refere o art. 6. 0 Mas também é
dera.i:S os únicos órgãos da scrb erainia verdade que não há nêsse artigo a
n acional. expressão de uma tese contrária.
Nada importa · que venhamos de Quando êle diz tais poderes são in-
um regime unHá.rio, ou que a nossa dependentes, mas harmônicos, visa,
fed&ração não seja um. ato de com- precisamente, a mostrar que a inde-.
posição à;a.s a.ntigas unidades naci-o- pendência de cada um tem que ceder
a1'ais, desde que foi o povo que, to- 'aos demais, na medida em que isto se
mando a seu cargo, ·por• meio dos s.eus torne necessário para o bom funcio-
~· e presenta.ntes, a noss:a organdza.ção namento do mecanismo do Estado.
política, fêz a distribuição das co·rµ - Relativamente à delegação de atri-
~3etências , serµ d·i stinguir entre a de- buições, o princípio deve ser, sem dú -
lega.ç ão aio Es-taido fed.e ral e a de:le- vida, o que vem consig·nado no § 2. 0 •
g·ação a:os Estados fede r ados, senão Porque, se o_ não for, teremos permi-
pela extensão dada a uma e a outra tido que num só órgão se confundam
e pela subo.rdinà.ção· em que, dentro os poderes· de todos, e hoje, como on-
d os limi tes cons tituciona.is, se acha tem, as conseqüências de confusão
a com.petê·n cia esta,dual em rela.cão tal serão· as mais temerosas , .
à federal. - · Certo, a essa regra podem-se abrir
A . unida.de estática vem, de f:ato, exceções. As exceções, porém, não
da comp etência controla.dma ll!t.ric poderão ser outras, senão as que a
buí da aos poderes da União. Mas própria Constituição estabelecer.
~HO-

Não temos certamente em vista Quanto aos princ1p1os especificados


permitir a continuação dos decretos- no projeto, a mesma Comissão pas-
leis. sou-os para outro art'.go, o que enu-
. mera os casos de intervenção federal,
Ns. 331, 526, 650, 1.699, 2.281. São iniciando-o assim:
emendas de redação, prejudicadas, em
face dos pareceres supra sôbre o ar- Art. 117. O Govêr:no Federal
tigo 6. 0 nã.Q poderá intervi·r em negócios·
. A de n. 0 1. 699 manda transpor a peculiares aos Estados, salvo:
matéria dêsse artigo, para que venha I - Para assegurar a observãn-
no título I, erh seguida ao art. 2. 0 , cifl, dos seguintes princípios cons.,-
por isso que à enumeração dos po- titucionais: ·
déres deve preceder a matéria de com-
petência. Sucede, porém, que a com- Assim, êste artigo, que, pelo projeto
petência de' que ti-atam os arts . 3.0 , aprovado no se'.o da grande Comissão,
4.º e 5.º, é a da União, considerada ' se J:mitava, quanto a tais princípios, a
em contraposição aos Estados . Por isso reportar-se ao outro, o art. 9:0 , atual
mesmo, a questão de saber quais os art. 112," passou a espedficá-lo&.
podert>s que exercem não importa.
O art. 4.0 alude, é certo, ao poder Por isso mesmo, o art. 112 pode ser
de legislar, mas, nêle, carece de im- redigido em têrmos mais •simples, isto
portância o conhecimento do. órgão, é, nil,o há mais necessidade de h aver
cu dos órgãos a que êsse poder é nele a dupla r·eferência à Constitui-
cometido. ção: uma geral, ao seu t exto, e outra·
espec'.al, aos princípios em aprêço.
ART. 112
Podemos, em suma, usar dos têr-
Ns. 41, 460, 554, i.638, 1.868, 1.869, mos da disposição correspondente da,
2.~85, 2.686, 2.637, 3.956, 4.047. Pro- Constituição de 1891, dizendo: ,
poem nova redação par.a o artigo. Art. 112. Cada Estado reger-
No projeto aprova<lo pel~ grande s.z-á pela Constituição e pelas leis
e.omissão, o dispos'..tivo, que · era en- que adotar, respei.tados os princí-
tão do artigo 9. 0 , constava dêstes têr- pios constitucionais dà União.
mO"S:
E', aliás, o que sugerem as emen-
Art. "Cada Estado reger-se-à das ris. p54 . e L869 .
peia Constituição e pelas 1eis que
adotar, respeitada .a Constituição Pergunta-se: mas ·que princ1p1os
Federal, assim como os seguintes são êsses a que o art:go alude ? E' cla-
princípios": ro: sã0 todos aqueles que, p.elos seus
têrmos, impuseram,' direta ou indi-
E seguia-se a enumeração dos prin- retamente, uma obrigação aos Esta-
cípios cuja violação dará lugar à in- dos.
tervenção federal.
E qual a sanção que lhes· assegura
Houve n~cessidade de a'lud'.r, no o r·espeito devido ? Fácil é também
ar.tigo, não só aos princípios enume- sabê-lo. bo art. 117, n. 0 I, do projeto,
ractos, mas também, de um modo ge- vê-se quais são os garantidos pela in-
ral, à Constituição, porque não é só terV•$D.Ção federal. Os demais · terão
a êsses princípios que os Estados de- por si o recurso para os tribunais sem-
vem respeito. pre que a transgressão importar lesão
i!:sses são os que não podem ser .vio- dE; direito individual.
lados, sem qUe a . União intõrvenha no
Estado. Mas há os outros, os que, · N. 0 1. 870 - Dá novas epigrafes a
quando infringidos, abrem aos preju- capitules e seções do título III. A
dicados as portas dos tribwmis. Comissão de Redação cabe conhecer
dela. ·
A Com'.ssão de Redação, porém, deu
tto ~artigo esta nova forma: N. 0 3. 572 - Por esta ·emenda, a
Constituicão deve vedar a acumula-
"Art. 112 - Cada Estado reger- ç_ão de . mandatos eletivos estaduais,
se-á pela Constituiç§,o e. pelas municipais e federais.
leis que .a dotar, resp.:itada a
Constituição Federal, assim como A matéria, no gue toca apenas aos
os princípios constitucionais que Estados e municípios, dev.? ser regida
dela decorrerem". pelas Constittiições estaduais.
- 111

ARTS. 113, 114 e 115 Entendemos que se devem -tornar


§§ 1. 0 e 2. 0 do art. 112 os arts . 113"
Ns. 555 e 2. 688 - 0 art. 113 de- e 114.
clara ser facultado. aDs Estados o exer,- Quanto ao acréscimo, aceitamo-lo,.
cício dos poderes que a Constituição devend.o, ,porém, constituir o § 3.0 do
não lhes negue expl'essa . ou implici- art. 112.
tamente. Com isso atende-se, de certo modor
Facultar, porém, é dar faculdade, à emenda _n. 0 42.
permitir. Não exclui, pois, êsse verbo N.P 43. Emenda de redacão.
a competência da Uni§,o. N. 0 2.162-A - Não ·nos.parece ne-
cessária a providência. ,Todavia a Co-
Dir-se-á que, por meio ele uma cons- missão deve examinar a emenda.
trucão lógica, se verificará que êle N. 0 4.047-A - Conrt.rários à primeira
tení em · vista declarar privativos dos parte (n. 0 42) a qual diz respeito aos
Estados os poderes de que trata. Mas arts. 113, 114.
será isto motivá para · que. não seja-
mos claros, isto é, para que não redi- N. 0 35,9 - Deixa a emenda de ter
jamos uma disposição que diga. tudq razão de ser em ·face' da modificação·
por si própria? sofrida pelo § 1. 0 ·do art. 114, modi-
ficação necessária, corno se vê da jus-
Nos Estados Unidos, a Constituição tificação da emenda n. 0 42. ·
silenciou quanto aos poderes dos Esta-
dos, talvez . porque isto . fôsse havido .o auxílio, a que se refere êsse pa-·
como excusado, ante o argumento de rágrafo, tem por fim compensar as
·que os poderes residuais, isto é, os não despesa.s que os Estados fizerem com
conferidos à União, lhes deviam per- a · execm;ão de serviços federais. Não
, tencer. Houve_, porém, necessidade de há; portanto, estendê-lo aos municí-
esclarecer a matéria, e a Constituição pios.
teve .de ser modificada. Os Estados terão também direito a
A modificaçãp constou da emenda_ socorros em casos de- calRmidacl-e pú-
X, assim expressa: blica. Mas dêsses, é evidente, partici-
parão os municípios, pois ora num,
"The powers not delegated to the ora - no litro, ·é que hão de ocorrer as
United States by Constitution, nor calamidades.
prohibited by it to the States are
reserved,-to the States respectively Ns. 1. 283, 2 . 055, 1. 325 - De acôrdG.
or to th,e people'. N. 0 3.853 Pata o capitulo II,
Sec. II,. dó titulo IV - Da Organiza ..
A emenda n. 0 555 propõe que se cão financeira.
adote o têrmo reservado, que vem · Ns. 3. 576 Pela rejeição da
também nas Constituições do México, emenda.
art. 124, e da ,Argen-tina, art. 104.
ConcDrdamos. \. N. 0 1.638 - Quanto ao primeiro ar-
tigo, somos pela aplicação do prin-
·Fica· assim prejudicada a emenda cípio estabeh~cido no art. 117, I, ll .
n. 0 2. 638, que é de redação. Quanto ao segundo, estamos . pela ·
Há quem defenda a idéia de que os aprovação da emenda que, sôbre a ma ..
poderes enumerados devem ser os dos téria, foi apresentada às Disposições
Estados, ficando todos os mais parn, transitórias . ·
União. Para adotá-Ia, porém, não bas- Ns. 2. 690, 2. 690-A, 2 . 781, 2. 793 e
taria modificar o art. 113. Aliás, tão 2. 7g13 - Pela · manutenção do dispos to·
vastos são os poderes expressos da no art. 115 do projeto. ·
Uniào e tal é amplitude em que ca-
berão os seus poderes imulícitos·, que
não nos parece seja de rêcear venha Da intervenção federal
ela a ficar, em alguma -circunstância
sem poderes constitucionai's para rea·· ART. -117
lizar os seus fins. · '
N.º 465 - A forma propo•s ta pela
Ns. 42 e 55ü - A urimeira é su- emenda não modifica a idéia contida
pressiva do § 1. 0 do arf 114 -'--- Mandá ns, dispos.ição do projeto. As duas.
a segunda transformar os arts. 113 é equivalen'l-s·e . Aliás, a do projerto vem
115 em parágrafos do art. 112, acres- das Constituições de 189'1 e 1934.
centando ao § 1. 0 do art. 114 as pa- Em 1934, pretendeu-se substituí··la
lavras - pela execução de serviços pela da emenda em aprêço, mas aca-
que lhes forem confiados. bou por prevalecer . a r~dação antiga .
.~-- .

- :112

O que se pode argüir, no caso, é que, ll: certo que o poder de intervir pode
entre as matérias do art. 117, a lgumas degenerar em abuso. Mas não haverá
há que não constituem negócios µe- aibuso ou atentado contra a autono-
culiar·es aos Estados. Mas o art. 117 mia dos Estados quando a intervenção
não diz o contrário. Os negócios a foT decrntada nos casos especifica-
qU:e êle alude , não estão nessas maté- dos pelo projeto, pois o exercício da
-rias. São aquêles em relação .aos quais soberania nacional pelos Estados, por
terá a União de eJ!!3rcer_ a sua au- isso mesmo _q ue êles não são sobera-
toridade, para levar a têrmo a inter- nos, não pode deixar de ser controla-
venção . do pela União.
O sentido do não poderá foi objeto ART. 117, I
de célebre discussão entre Ruy Bar-
bosa e Epitácio Pessoa, então Presi-
dente da República. N. 0 365 - it de desejar o estabeleci-
ment o da coincidência . Mas devemos
;Ruy sustentou que não bastava a ter . em vis-ta a necessidade a que
verificação de um dos casos enume- atende a alínea, isto é, a necessidaide
rados na Constituição para que se ve- de que os mandatos estaduais não
rificasse a inte rvenção., por isso mesmo excedam os federais. A questão tem
que a Constituição não a impunh ~l , que ser r esolvida pelo caso da União.
mas apenas a permitia, como exceção, N. 0 766 - De fato, a disposição çio
depois de a vedar como regra . inciso I deve passar para o úliJ!'mo
Mas tambérn, aduziu, não tinha lugar .
sempre o Presidente d!l. República a Ns. 3 . 967 e 2. 685 - ll: · indiferente
liberda de de deixar de inter.vir. Tud:i que os princípios enumerados n-0 in-
dependia das circunstâncias. Ao pre- ciso I venham nele oú ·no art .. 112.
sidente 'impendia não só o dever de Para que, pois, mudar a ordem do pro-
não exercitar o poder, senão dadas. jeto? O que ocorreu, quanto a essa
as condições que lhe legitimassem o · or.dem, disse.mó-lo ao iniciar o e'Xame
uso, mas também o de não deixar de do art. 112.
o exercer, dadas as condiÇões exigidas. N. 0 5_73 - Somos peÍa supressã-0 d1l.
Para Ruy' Barbosa o texto era clara, palavra constitucionais, que vem nô
/
expresso, inequívoco, e parece-nos que, fim do n. 0 I. Se os princípios vêm na
sem embargo do grande debate a que constituiç?.o, redundante é·, de certo, o
· aludimos, devemos mantê-lo. Não é epíteto.
possível converter o não poderá in- N. 0 2 . 730 - Pela manutenção do in-
tervir em deverá intervir, e, S€ assiín ciso I. · ·
é, por um lado, enquanto por outro, N. 0 2.801 - E' nosso parecer que a
nos é impossível estabelecer casuisti- letrn a deve ser suprimida. Na verda·
camente as condições necessárias para de, os Estados podem atentar contra
que a intervenção seja decretada, o os princípios que ~-regem a fede-ração,
que nos res ta é deixar a medida como . o que sucederá, por ex,emplo, se qui-
um ato discricionário, isto é , suJeito serem celebrar tratados internacionais.
ao prudente arbítrio dos pode res pú- Haverá, nesse caso, uma transgressão
blicos. do art. 3, n. 0 I , a .
No caso de que tratou, Rui Barbosa A disposição d'e sta alínea, porém, é
não condenou a disposição consti - sôbre m aneira ampla e compreenderá
tucional: censurou o govêrno porque tôda violação do artigo, bem como a
nã o exerceu o seu poder conveniente - de outros, nos quais, do mesmo modo
mente . que nêsse, é _definida a federação pela
N .0 2.800 - A -emenda reduz o nú- enumeração dos poderes do Estado
mero dos casos de intervenção a qua- federal.
tro, que são os en1mciados nos inci- Ora, não está no nosso pensamento
sos II, III, IV e VII do art. 117. estender o poder de interv enção a to-
Discordamos. dos êsses casos .
Concorda.mos com as disposições dos N. 0 2 . 809 - Optamos pelas .dispo -
§ §· i:o e 2.º do primeiro artigo da sições do projeto;
emenda.
ART. 117, I, C
Quanto ao segundo artigà, aceita-
mos-lhe em têrmos a · sugestão. N. 0 3. 771 - O pincípio consagrado
Discm;damos do ~ 2. 0 do terceiro na alínea e deve ficar. Na realidade,
artigo. o Executivo é poder absorvente. Não
- 113 -
~
será, porém, pela supressão do inciso, ArÍ'ecada do o impôsto, de cujo pro-
eiue se lhe poderá corrigir a hiper- duto devam participar os municípios,
irofia . Pelo contrário, com isso tere·- os Est a dos tornar-se-ão deve·dGres da
mos cort a do o meio por que se poderá cota dêstes, e, pois, suj eitos a ser de-
.eontê-lo na ónbita da sua competên- man dados judicialmente para o IJ11ga-
cia. men,to, e não é d:e a dmitir que a isso
se sujeitem .
ARTIG O 117, I , D O Município que, por qualquer
r azão, deixar de propor a ação, t ambém
N.0 2.805 - P referimos a disposi- não pedirá a in t ervenção fed eral .
ção do projeto. Não há o propósito de
igualar a duraçifo das funções ele- N. 0 1. 896 - Con trários.
tivas est aduais à das funções federais Reportamos-nGs ao que acábam-05
correspQndentes. Apenas . se pret ende de dizer, quanto ao a.créscimo do nlii-
que a primeira nã-o se estenda além . mero de casos de intervençé,o.,
d.a última .

ARTIGO 117, I E
ARTIGO n 7, § úNIC_Q

Ns. 117, 2.732, 365 e 5.74 - Somos


N.0 1. &94 - P•ela disposição do pro- pe1a supressão de todo o parágrafo .
jeto, isto é, pela proibição geral das Niã o porque não deva haver inter-
.reeleiç-Oes. venção no caso, e sim porque se trata
de uma disj;J-osição simplesn.1ente expli-
ARTIGO 117, I, I cativa . A matéria, de fat-0, compreen-
de-se no pl>e·ceito de n .0 VI do próp1·io
0
N. 2.51 - A . disposição surgiu na artigo 11'7.
Constituição de 1934 para evitar um
preceito comum nas Constituições lo- ART IGO 118
cais : aquêle pelo qual não po-deriam
elas ser .reformadas dentro de certo N. 0 5'Í4 -
De acôrdo', /
período, ainda que outra fôsse a von-
tade do povo . A legis1atura, observa- A subsis'bência da inter- .
N. 0 2.812 -
'1as certas condições, se poderá con- venção fica dependendo de atprovação
verter em oonstituinte, e a qualquer não só da Câmara, mas também lio
tempo: eis o que quer dizer a alínea . Senado Cart . 119, § ·2. º ), pelo que a
Por isso somos pela cons€rvação dela. emenda carece de fundamento.

A:...~TLGO l:l 7, III ARTIG O 119, § 1. 0 , I

N.0 2.8(}3 - Péla manutenção. do Ns. 914, 2. 811 e 2.812 - P·ela su-
inciso em aprêço . 'Q uanto ao ·inciso I, presi;ão.
a, somos pela supressão dêle. N. 0 1.475 - A intervenção pode .
ARTIGO 117, IV constituir necessida.de a ·que se deva
atender urgentemente. Somos, por
. N .0 2 . 802 - Na vercla,de, o. disposi-
isso, contrários à emenda . O art. 119,
§•2. 0 , atende as considerações com que
tivo pode dar lugar a abuso. Mas como é ela justificada . Decretada a inter-.
tornar, no caso, a inte1·vençãD depen- venção, o Presidente da R epública deve
dente de pedido do Poder Executivo submeter a interv•enção imediatamen-
local., quando a guena civil p·ocle ser
pi-ove.cada por êle ? te ao Congresso Nacional. Se êste não
estiver funcionando, há de ser convo-
A..'l't TIGO 117, VII cado.
0
Esta circunstância é bastante para
N. 1.8[12 - Manda esta emenda que que a mediüa não s·eja utilizada sem
onde está, no inciso, dívida fundada, ponderação . -
se a.cl'escente externa. Ns. 1. 897 e 1. 898 - Concordamos.
Concordamos.
ARTIGO 119, § 2 . 0 , I
N.º 1.8!f5 - Em matéria de inter-
venção, · &om-os pela manutenção do N. 0 1.899 -'-- E', a nosso V·er , tão fá-
stc.tu quo, oontrárfos a criação de no- cil reunir a Câmara dos Deputados
Yos casos. como .o Senado. E, se a convocação fila'
- 114 -

necessaria, dever será de todos, sena- verno.s estaduais os munkipios das


dores e deputados, atender a convoca- capitais dos Estados.
ção. 2. Ninguém contesita que à .u ;nião
assiste o direi.to de ter uma sede pa-
A· medida, p.e1a si.,m gravidade, dev·e ra o seu Govên10. l\iias como r:eco-
ser submetida ao Congresso. nheoeer isso, por um lado, e, por ou-
ART. 120 trn, pa-.ete·n der que o Govêrno d•a União
Ns . 1.900, 1.476, 1.901, 2.813 e 2.814 ' sofra · no Distrito Federal o contraste
- A nomeação, com efeito, deve ser de outro g·ovêrno?
feita em todos os casos pelo Presi- o Dist1ito Fed•eral é, sem dúvida,_
dente da R·epúblioa . uma honra para o Brasil, seja quaJ ffü'
o as pé to por que o consideremos.
Ns. 575 e 2. 800 - Substitua-s.e pm Não nos parece, porém, que impdrte,
êste o- art. 120, e os seus pa.rágra!fos: para êle, uma dimi·nuição o fato de
ter como seu GovernadoT o Pr·esiden-
A.it. Não será ·nomeado Inter- te da R epública, pois é esta a.uto.ridade
ventor, sempre que o caso possa que o adnlinistra, executando as leis
~ser resolvido pelo simples emprêg·o d·e caráter loc al, votacla.s pelo Con ~
da fôrça fed.e ral. gresso .
§ 2. 0 - Quando o caso fôr de E' o Oongresso o verdadçfiro ór.gão
' · conflito entre Estados, moti.vàdo legislativo do Distri.to Federal. O Pre-
po;r questões de limites, o govêrno feito e a Câmara Mtmicipal corres-
federal restabelecerá a ordem, pondem aos órgãos· das municipalida-
ocup2,ndo e admirüstrando a zona des dos Estados .
contestada, até à · solução do li- Não se comprnend·eri,a, sim, que uni-
tigi o . da.d.e tão , consider ável da . União, nas
E acrescente-se êste artigo: lt!tras, ns.s ciência.s, nas artes, na in-·
ãú.s-tria.. no comérdo. em todos os se·-
"Nos casos enumerados no ar- tor-es da atividade nacional, vivesse
tigo 117, n. 0 -VII, o CongTesso Na- sem participar da v.ida políitioa do país.
cional limitar-se-á a suspender a Mas esta injustiça, não a sofre, . pois
·e xecução do ato argüido de incons- ti:>m repN~sentantes no Sena.do e n a
titucional, desde que essa medida Câmàra do.s nepwtados, r·epresentan-
ba.ste pars, o restabe1ecimento da tes que estão participando brilhant·e-·
normalidade no Estado, observa- menite dos trabalhos da Constituinte.
do, antes, o disposto no ·art . 118, Quão diferente é a situação do Dis·-
parágrafo único". trito de Columbia, onde se ac-ha a ca-
N. 0 2. 804 - Concordamos com a
pita·l dos Estados Uni-dos. E' êle go ..
verna.do pa.r três comissários nomea-
emenda, introduzindo, entretanto, nela dos pelo Pr·esidente da República com
uma modificação. Devemos dizer: - se a aprovação do Senado. Teve já um
por outro rnotivo não dever subsistir o co·n selho eletivo. Mas êsse mesmo de-
afastarnento, pois não é o processo por sap.fLreceu em 1874, e tôd·a a funç ão
crime ele responsabilidade a únic-a ra- legislativa do Distriito ·Federal :pas-
zão que pode dar lugar a que· o a.f asta- sou para o Congr.esso, onde êl•e não
m·e nto subsista. tem nenhum rep-r·a senta.nte.
Por tudo isto, somos, quanto ao ob-
Do Distdto Federal jeto da emenda, pela manutenção do
projeto.
N .º 2, 187 - De·vemos reunir num
ARTIGO 121 só artig·o as disposições dos ar.ts . 121
e 124, pr .
Ns'. 215, 317, 2.815, 2.816, 2.819, Asshm, o ·ar,t . 121 . deve · ser expres-
2. 82 1 e 3.. 772. Por· estas emen das é so ass\m: ,
defendi-da a autonomia do Distrito F e-
deral. A organização administrativa e
judiciária do Distrito Federal e
A ·matéria· já tem sido largamente do.s Territórios ·r egular-se-.á por
debatida. 1-ei fede-ral, obs·erva.dos, quanto à
Todos estão aicordes em reconhe•.:;er justiça, os princípios -estabeleeidos
que o Disrtrito Federal deve con:;ti- no art. 116.
tui.r um Est::ido, assim .:J.. ~LJC" de &er a·
Capital da União. Quan to, porem, à
sua situação atual, a opi :i.ião domi- ART. 122
nante é aue. &ede do Govêrno Fe - ·N.0 467 De acôrdo quanto ao
dera.l, devê . êle s.er subrn·etidc a êss,, artigo, n§ºo quanto à copulativa.
govêrno, comó submetidos são aos go- N. 855 - A maité,ria deve fkar pa-
0
115

ra a lei orgânica, isto é, a lei que de- N.º 3.S63 -- A disposição da emen-
terminar os serviços a cargo do Dis- da é desnecessária, em face do dis-
trito F ederal. posto nos arts. 121 e 125 .
N.º 3 . 627 - A m atéria está r egula.da
numa emenda apresentada às disposi - N .0 4. 054 - Matéria da Organiza-
cões transitóri as e com que estam os ção financeira.
de acôrdo. Refer,i1no-nos à emenda Ns. 578 e 2 . 830 - Pela aceitação da
que regula as pr óximas eleições . primeira e do § 1. 0 da segunda.
ART . 123 N. 0 4. 048 - A matéi'ia do a;rt. 193
Ns. 2.822, 577, 767, 2 . 623, 3 . 773. deve, de fato, ter outra localização .
2. 833 - Somos pela S<)guinte redação: A Comissão de Redação examinará
a emenda.
Art. 123 . Os Territórios, me-
diante lei esp.ecial, poderão ser
constituídos em Estados, subdivi- ART. 126
didos em novos Territórios, ou ex-
tintos p::i.ra que voltem a integrar Ns. 262, 386 e 569 - Não há necessi-
os Estados de que se h ajam des- dade de uma disposição (;Special sôbre
membrado. a matéria da emenda 11.º 262.
~s. 83, 763, 832, l.í97, i.287, 3.552, Aceitam-cs com modificação a das
3.597, 3 . 630, 3.773, 3 .593, 134, 325. As emendas ns. 366 e 579. -
matérias destas ,emendas deverão ser
consid5radas pela leg:slatura ordiná- Ns.- 263, 401, 2.162 - o· ór.gão esta-
ria . dual de assistência aos Municípios
pode ser útil. Ma.s, oara a criacão
ART. 124 dél!e, não há necessida.d.e de uma áu-
tcrização coustitucional ei~pr€ssa, sal -
Ns. 1.052, 2.284, 2.825, 2.826, 2.827-A vo se as suas ins tn;.ções tiverem de
e 3. 962 - Pela manutenção do pará- ser ob1iga.t ória,3 . ·
15rafo, tal como vem no proJeto .
Pr.a, como ·dM'~lhes êss.e caráiter.
N. 0 1. 711 - Contra a substituição. sem cerceai: a autonomia municipa-1 ?
A expressão do projet0 " ... no que
lhes fôr aplicável", é correta.. E' como · Ns. 264 - 530 - 769 - 1.479 - 1.480
se estivesse escrito: naquilo Cou na - 1.481 - 1.904 - 1.905 - 2.831 -
parte) quer fôr aplicável a uma e ou- 80 - 1.289 - 1.290 - 2 .831 - 2.832
tra i ustiça. , . - 2 .833 - 2.838 - 2.835 - 2.837 -
N. 0 1. 902 - Uma vez que a justiça 2.840 - 2.841 _ - 2.842 - 2.843 -
não é unif:cada, .carec; de r azão de 2.344 - 2.845 - 3. 77ô. - S omos
ser a emenda. pela ma.nutenção do art . 126 do p.rn-
jeto, com a modi.ficação da letra a
1~. 0 1. 903 - Na nossa terminologia do n. 0 II.
legal, entende-se pGr funcionário pi;i-
blico -todo aquêle qua exerce uma Onde está criação diga-se decreta-
função federal, estadual ou munici·· ção, isto pelas razões expostas ma jus-
pal. Mas não vemos o têrmo funcio - tificação da emenda n. 0 578,
nários no parágrafo único do art. !24. N. 0 265 - Os Esta,dos não poderão
N. 0 3.774 - A emenda não tem ra- obstar a que os Municípios realizem
zão de ser, '{)Ois isso que subsist-em o censo eswla.r, ainda Q·Ue nada, a.
os Territórios. · êste respeito, conste da Consti•tuiçãó.
E nãÕ é de admitir que deixem
Dos Municípios de ter em ccr..ta o resulta.do do censo,
qua.ndo tiverem de cria·r escolas.
Ns. 48 e 2.828 - Emendas ·de re-
daçã.o, . que poc1::m ser atend!das . Ns . 1. 054, 1.288 e 4.047 - Quanto
N. 0 769 - P eia manutenção das d'.s- à intervenção, os Estados devem fica,r
posições do projeto . com o pode1i de decretá-li:). nos se-
guintes casos·: .
Ns. 1.478 e 2 .829 .,.-- A matéria dev-e
se1· regida em lei ordinária . 1. º, Para assegur.ar a execução de
lei federal,. esta.d ual ou municipa-1;
N. 0 3. 775 Pois aue subsistem os
Territórios, a emenda. não dev.e ser 2. 0 , Para lhes regula1·izar as fi-
aceita . ,,r'· nanças:
' - 116 -

a) quando se veri'.fcar a impontua - Disposições individuais limitaram-se a


lld•ade no serviço de empréstimo g.a- reconhecer direitos pr e-existentes , ·e,
ral.1!tido pelo Esta do; se alguma coisa inovaram, atribuindo
à Uniã o e aos Estados direitos de que
b) quando o Município deixar de estas entida des careciam, direitos tais,
pagar, por dois anos con s·ooutivos, a promulgada a Constit uição, passaram
sua dívi•da flmdada externa; a utomàticament e para o domínio de
e) no caso d•e que tr 1)J1:ra o arti- cada uma, subjetivaram-se, de m odo
go 164,- § 2.
0

que, quando sobreveio a Constituição
de 193'7, n ada havia nos dois artigos
N. 0 722 - A providênici·a p.l:eitea.d-a que pudesse ser revogado . Eram sim-
;µela ·e menda d·eve ser tomaid:a peloo ples títulos ou meios de prova; isto é,
Estados . Aliás, a cria.çã.o doo :Derri- achavam-se reduzidos à situa ção d.e
tórios a torna dispensável na maior tôda disposição legal que se esgota pelo
par te das zonfu3 frontehiças . só fato d€ entrar em vigor, ou de todo
contrato integralmente cumprido.
Dos bens públicos da União Assim, com relaçr,o aos bens discri-
e dos Estados mina.dos em 1934 e 1937, não é neces-
sário que a n ova Constit uição os re-
nmnere ,
ARTS . 187 E 188
No entanto, como convém uma r e-
N. 0 639
ferência ·especial a outros bens, não
A·ceitam01S esta emenda, compreendidos na en umeração das
que s ub~ti<tui os dois artigoiS pelo se- duas Constituições, por isso que, a seu
guinte: respeito, r eina certa confusão, o pro-
Art . 187 - Entre o.s bens pê·r - jeto, tratando especialmente dêsses,
timcentes à União e. aos Esta.dos, poderá aludir, de um modo g.eral, aos
nos têrmos das Constituições am- dêmais, tal como o faz a emenda" . ·
terio.res e das lei.:5 vigentes, iin- Passando a examinar o artigo da
cluem-se: emenda, nos seus dois incisos, aduz a
justificação :
I - quanto à União, a porção
de ten-as d-êvol:urtas que fôr in- "Quanto às terras devolutas - Nin-
dispensável p.a.ra a. defesia d:as · guém contesta que o direito dos Es-
fronteiras, fortificações, constru- tados sôbre essa.s terras, deferido pelo
ções milita.res e e:.>trad:a.s de ferro; art . 64 da Constituição de 1891, t e-
nha sobrevivido a esta . Contesta-se,
II - quanto aDs Esta.dos, as po1·ém, o direito da União.
ilhas dos rios que banham mais
de um Estado, se por tí•tulo es- Do direito dos Estados, diz-se que
pecial não forem de outrem. é um direito de propriedade, e que,
como tal, se subjetivou antes que a
N-a justificação dessa emenda, per- Constituição. cessasse de existir.
gunta o seu autm se a nova Consti- Quanto ao da União, que se originou
tuição dz·ve repwduzir as disposições do mesmo preceito, alega-se que foi
das ·de 1934 e 1937, relativru; aos bens um como direito de desapropriação,
públicos, e assim responde : meramente objetivo, ligado visceral-
"Pens-a que não . mente à carta constitucional e incapaz
Elas foram julga.das necessárias na de subsistir sem ela .
ConstUuição de 1934, onde vieram !&to não é ·exato, como tive ensejo
nos arts. 20 e 21, porque conrvinha, de mostrar num trabalho apresentado
então, pôr têrmo às controvérsias que à grande Comissão : E' conveniente,
a. matéria suscitava . entretanto, que cortemos a discussão
com uma disposição expressa no es-
A mesma nxi.s.si<l·a de já não havi•a ta.tuto que elaboramos .
·em 1937. Bastaria, · então. se o si-
lêncio nfo fôsse havido oomo sufi- Quanto às ilhas - Em favor do di-
ciente uma referência, na Constiti.IJ.ção, · reiw dos Estados às ilh as dos rios
pois é idêntica à que as duas ·consti- que banham mais de um dêles, podem-
tuições fizeram, de um modo geral, se produzir deis argumentos, além de
às leis vigentes, relativas aos bens não outros.
especificados numa e noutra . Primeiro argumento.
Os arts . 20 e 21, citados, não encer- As ilhas que existiam n os rios da
ravam matéria de caráter poli1tico. União, ao ser promulgada a Consti-
- 117 -

t•ição de 1891, tornaram-se esta duais be9a do artigo, os Estados têm a pro-
por efeito do disposto no art . 64 dêsse priedade das ilhas que nesses rios se
estat uto, na medida das terras devo- forme m.
lutas que nelas se encerravam e do Nada houve, ent re a data do deA
direito que os Estados adquiriram sô-
l1re essas terras . ereto e a da Constituição de 1934,
que o revogasse. Assim,· pois, quando·
Não há, de fato, considerar cada essa Constituição, no seu artigo 21,
uma dessas ilhas, do ponto de vista n. 0 I, declarou que continuariam
da proprjedade de que sejam objeto, a ser dos Estados os bens que lhes
como um todo indivisível. pertenciam, outra coisa não fêz, quan-.
Cada uma consta das suas margens to às ilhas dos rios que banhem mais
e das terras interiores. Estas, em 1891, de um Estado, s-enão manter o statu
podiam ser públicas, ou particulares. quo.
Também particulares, ainda quando A Constituição de 1937 reproduziu,
pública houvesse sido originàriament.e no artigo 37, a citada disposição da
tôda ilha. Na parte em que eram pú- OOnstituição a.nterior.
_blicas, podiam ter sido, ou não apli-
C!l.das a uso público. Ora, na parte em Quanto ao Código de Aguas, lillli-
q_ue não haviam tido essa aplicação, tou-se, a estatuir que seriam públicas
eram devolutas, e, nessa parte, foram as ilhas dos rios ·de domínio público
compreendidas entre as terras a que (art. 23) . E _q uando houvesse querido
aludiu o citado art. 64. significar, com iSl\O, que federais se-
Assim é, evidentemente, no que diz ria.m as ilhas dos rios federais, teria
respeito P.s grandes ilhas, em algumas vindo tarde para inovar na matéria,
\las quais se construiram cidades, onde pois somente foi publicado depois de
h §,, ao ladó de terras devolutas, terras promulgada a Constituição, que apro-
qu.e constituem bens de uso comum e vara, no art. 111 das Disposições tran-
de propriedade privada . Nã(I pode sitórias, o Decreto n. 0 21. 235" .
deixar de ser assim no tocante às
ilhas menores. N. 0 169 - Manda est a que se subs-
titua a disposição do n .0 II do art. l~'l
Quando às ilhas f.ormadas posterior- por outra, ~g·undo a qual pertencerao
mente' a 24 de fevereiro de 1891, não à Uruão as ilhas existentes em águas
se compreende que se nâto houvessem pública.s da União e as marg-ens dessas
to1·nado dos Esta·dos, nas condições águas, quando pm qualquer título
em que passaram a pertencer-lhes as não pertencerem ao domíruo estadual,
j á existentes naquela data . murucipal ou particula1·.
Segundo argumento.
Quanto 'ao art. 100, a emenda subs-
Tem êste por- objew o Decrew nú- tutui o n .0 II por dois incisos : II e III
mero 21. 351, de 2 de ab1il . d_:e 19'32, - Pelo inciso II, são do Estado os
que assim dispôs: lagos e riDs .em terrenos do domínio
"Art. 4. 0 - Quando os ;·ios fo - estadual, ou que t enham a sua nas-
rem divisórios de Estados, o domí- c·ente e foz dentro das fronteiras do
nio de cada margem com os seus Estado. Pelo inciso III, ao Estado
acréscimos caberá ao Estado em pertencem as ilhas existentes em águas
que ela se encontrar" . públicas estaduais e as margens
dessas áiguas, quando por qualquer tí-
Tratando-se especialmente -das ilhas, tulo não pertençam ao domínio fede-
disse, ·em seguida, o ar tigo: ral, municipal ou particula1·.
"Parágrafo único - o domíruo Aprovada esta emeµda, haverá ino-
sôbre ilhas formadas nos rios de vação nõ nosso direito.
que trata êste artigo será deter- Os Estados deixará() de ter o domí-
minado de acôrdo com as regras nio sôbre as ma~ens dos rios que
traçadas pelo art. 537 d.o Código forem fe derais . De fato, como se vê
Civil". das Constituições' d'e Í934 e 193·7, sãio
dos Estados as margens dos rios pú.-
O que dispõe o Código, no artigo blicos, sem distinção, s, não ser que por
citado, é que as ilhas dos rios par- "titulo especial pertençam a outrem, e
ticulares acedem às margens·. ambos ês&'2s estatutos outra coisa não
fiz-eram, com disposição tal, senão re-
Logo, proprietárioo das margens dos produzir o que Vinham ensinando os
riG.s interestaduais, como se vê da ca - civilistas.
- 118 -

Já na pr1meira ediç,ão dfl, sua Teo- que se . enq_ua.dram, como se foram


ria Geral do Direito Civil, :dizia Bevi- particulares. A Uniã o t em apenas a
láqua: ad1ninistração dê leq.
"As margens qos rios navegá- Por oútro lado, constitui território'
. \neis destina·das ao uso público se. federal te>do o territórie> brasileiro. sig-
por algum título, não forem ào nifi:cando isto que a União exerce sôbri:i
todo êle a sua jurisdição constitucio-
domínio f1tide;:al, munici·p al ou par- mü.
ticular" .
N .0 1.606 - Esta emenda aceita a
E repete esta lição nos comentários de· n .0 639, propondo, entretanto, a
ao Código Civil. transferência do artigo desta para
Em segundo lug'ar a emenda passa as disposições transitórias do proje ·
taimbém p.ara a União as ilhás dos rios to. o s:c·u ·fundamento é, sem dúvtda,
federais . que se trafa de disposições individuais,
isto é, de disposições que se esgotam
Na ;;ua justificação lê-se o seg·uinte: apenas entram em vigor.
"Ora, o uso principal das margens se 1'T.º 2 .123 - ·i t pela propriedade da
liga à n avegaç5.o que s~mpre se en- União sôbre as ilhas sitm•,das entre
tendeu entre nós devei· ser regulada dois Estados.
por iei federal. Afigura-se-me inconve-
niente qlll; a União, dona de um rio N .º 3.515 - Segundo esta, as dis -
ou lago navegável que bs,nhe mai.s de posições do art. 187, relativo aos
um Esta·do ou se estenda a territó- bens da União, devem vir em seguida
rio estrangeiro ou airn'!a seja limí·t ro- ao art. 5.0 •
fe com outms paísés, np,o seja tam- O projeto diz, nêsse artigo, que
bém dona dl~ suas· margens ttm ter- entre os bens do domínio federal se
1·itóri-0 n acional e, para qualquer obra incluem os que são ai enumerados .
de põrto, f'arol ou outro serviço rela- Pela emenda deve essa fórmula ser
tivo à navegação, tenha que entrar substituída por outra, idêntica ou cor-
em acôroo com o respectivo Estado e respondente à dos arts. 35 e 20 das
p8,gai·-Ihc inden~zaç.ão. Constituições de 1934 e 1937.
Essa d-ciação das margens dos· rios A ·Comissão de Redação examinará
públicos foi uma lfüe11da;c1J~ que o Go - a emend'a. J!: certo, entretanto, que
vêrno Provisório instituído depois da as duas· fórmulas se equivalem.
Revolução de 1930 fez aos Estados sem Ns. 323 e 2 .122 - Acrescentam· res-
motivos ponderosos que justificassem pectivamente, no fim do inciso I do
a munificência aue a Carta de 1934 art . 137, as palavras ·- nos percui·sos
homologou e o pi·ojeto pretende rati- respectivos e nos percm·sos em que o
ficar . sirvam .
Em ve11da•dl~; rws rios e lagos distin.: Prejudicadas.
guem-se os três elementos que são
suas partes integrantes - a água, o N.0 2.123 - Mânda acrescentar, no
leito e as margens. ::,>em remontarmos fim do n. 0 II do art. 187, as seguintes
ao direito romano, ocorre lembrar que palavras: ou situaãas entre dois Es-
desde o Código de Frederico se en- tados da Federação.
tende que o rio compreende a água
a riba e o alveo". Somos contra o acréscimo, por isso
mesmo que j á aceitamos o n. 0 II do
Pelo direito remano não só as art. 187 ds, emenda n. 0 639.
margens, mas também as ilhas dos rios
públicos, eram particulares. N. 0 169 - Propõe esta, :
N. 0 170 - Emenda de redação . 1. , a substituição · do n. 0 II do ar-
0

N. 0
821 -
Manda passar os dois tigo 18'7 por êste: "As margens dos
ar~~gos para o primeiro título, porque rios e a.s ilhas µêles situadas, nas
nele é que se trata de federação. terras do seu domínio. ou nas zonas
onde se faça sentir a· influência das
Disco1idamos. marés e nas limítrofes com outros
países'';
As terras e águas füderais, afora as
dos Território-s e do Distrito Federal, 2. 0 , a rep1·octução do disposto no
estão sob a jurisdição dos Esta;dos em art~l7, n. 0 IV, _da Constitufção de
1934 .
- 119
/
·Quanto ao n. 0 1, prejudicada. Quan- N. 0 3. 523 . - Atribui a cada Estado
to ao n-. 0 2, :não nos parece que deva os lagos e rios que lhe percorram o
baver uma disposição constitucional território, nos trech,os que n ele se si:
a respeito Cla xnatéria. , tuem e, expressamente, determina que
serão mantidos os usos anteriormepte
N.º 822 - Acrescenta, no fim do estabelecidos nas margens dos rios e
n .0 III do art. 137; as palavras lag os destinados a o uso público.
desde que sejam demarcadas.
:Prejudicada .
Discordamos. 'A União há de ter oC:
cfüeito ' de uti.lizar as terras devo- N. 0 4.050-A - Acrescenta ao n .0 II.
lutas, para os fins constitucionais, in- do a.rt . 188 - ressalvada, em todos os
dependentemente de qualquer condi- casos, a servidão estabelecida a favor
ção . da Un:ã o pela legislação em vigor.
Ns. 1.675 e · 3 . 516 - Onde, no ar- Prejudicada. ·
tigo 187, III, está - estradas de ferro,
nropõe a emenda que se nonha - Disposições diversas..
êatradas federais, ou estradas ele ferro
e estradas de rodagem fede rais .
Ns . 315 e . 3. 533 - A proibição aos
De ll,côrdo . Territórios' compreende-se na que é
N .0 3.513 - _ C oncordamos. Diga~se, feita à Uniào e aos Municípios. . Os
110 art . 137, III, que sejà indispensável territórios nã o legislam e os r espec-
à defesa naciónal onde está - que tivos governadores são, ddegados do
se.ia indispensável à defesa das fron ~ President e da l~epúb!ica . .
tefras. · Ns. 827 e 3. 536 - As disposições do
N.0 3. 51$ - Dem~cessária a dispo- art. 193 devem, de fato, passar para
sição. A enumeração do projeto é outro lugar, mas não para o título Da
exemplificativa . Federação e da República . Podem ser
distr'.buídos por difer.:ntes capitules .
;_·J. 0 171 - Emenda de r edacão. ao A Comissão de Redação examLnará a
a·. t . 188, pr. Reportamo-nos âo aue matéria .
fico u dito quanto - à emenda n .0 3. Ú5 .
A fórmula proposta e ã · do projeto AET . 193, I
· si'ío equivalent es .
Ns. 596 e 3.852 o preceito tem
N .0 1.070 -'- Contráríos à emenda . em vista · a distinção en tr.e os b-rasi-
As margens dos rios e lagos n ão na- leiros por ~ativo do Estado do seu
vegá veis são, pelo art. 537 a o Código nascimento.
Civil, particulares, e como t ais devem
continuar. Quanto aos brasileiros naturaliza-
dos, o caso é diferente: A própria
N.0 1 . 606 Desde que se trata de- Consti.tuição distingue-os dos brasil ei~
separa1: ·as terras _dos Estados das ros nàtos. Ou dar-se-á que se trata
que lhes nifo pertençam, ou · sôbre de igualdade ent:r:e os naturalizados?
cuja propriedade haja questão, o pro-
ce_sso cJ~eve ser federal, isto é, náo Não há razão para excluir o Distrito
hs, razao para abrirmos acmi uma
exceção à regra do art . 4.0 , - I. Federal dentre as entidades a que se
ref.ere o artigo.
N. 0 3.521 - Quanto ao acréscimo
proposto pela emenda ao art. 188, I, N.0 2. 534 - A disposição deve ser
já o projeto trata da matéria no ampla como está redigida .'
capítulo Dos direito's sociais, e não
· convém modificar ' essas disposições. ART. 193, III
0
N. 3 .520 - Como a de n. 169, é0 N. '3. 531 - Somos pela conservaçã6
0

esta pelo reconhecimento à União do dos têrmos ~em que está red-ig·ido o in -
d'1·eito sôbre as ilhas dos rios que ba- ciso .
nhem mais de um Estado. N. 0 3. 535 - Pode haver a cola.bora-
Prejudicada. ção entre o Estado e uma igreja ou
_:: 120 -

culto, sem aliança recíproca; nem re- ART. 194


lação de dependênc:a.
N. 0 211 - Entre os documentos a Ns. 828 e 4. 050 - Para a Comissil.~
que alude o inciso, compreendem-se de Redação. - Clodomir Cardoso. -
Ataliba Nogueira, com restrições. -
as certidões. . J.oão Agripino, com riestrições, poiio
Se, para certos atos fôr exigido, por opino por uma referência expressa ii
lei, outro documento que não uma manutenção do correio aéreo, mante-
simples certidão, o caso não impor- nho a emenda sôbre a intervençãe
tará. infração do preceito constitucio- federal, de que sou sig·natário,, e nfo
nlll, desde que a lei .n ão distinga en- concordo com os limit;s opostos à ~.u­
tre os Estados. tonomia municipal.

...
SEGUNDA SUBCOMISSÃO
Discriminação de Rendas

Relatório geral das emendas ofe- nho), 1.345 (Herofilo Azambuja);


recidas ao Título !V - "Da or- 1. 055 (Alencar Araripe), 2. 880 (Adal-
ganização financeira" (arts. 127 berto Ribeiro); 2.885 (Dantas Jor.) ·
a Wi). 2.160 (Luís Viana) . Em complemento ~
Sub~Comissão inclinou-se a incl{ür
MÉTODO - O Nobre . Presidente da mais um inciso susceptível de evitar
Granel.e Cmni.ssão Constitucional anun- o casuísmo, que resultaria dessas e
ciou a deliberação de que as Sub-co- outras emendas, no sentido de r es-
missões deveriam apres·e ntar: a) pare- guardar contra o fiscalismo injusto o
cer sumaríssimo de cada emenda ; b) pequeno produtor, a pequena proprie-
quadro geral das emenda.s; c) redação dade, etc. :.!!:sse dispositivo de ordem
dos respectivos Títulos já integrados geral é redigido nos seguintes têrmos :
cGJn as emendas acaso i1.provadas, to- "Sempre que possível, os tribu-
tal ou parcialmente . tos terão caráter pessoal e serão
A 2.ª Sub-Comissão acredita ter gradua.elos pela capacõ..dade eco-
dado desempenho a essa determine,- nômica do contribuinte. "
ção, exjbindo o seu parecer sõbre as
emendas, em forma sucinta. O Gua- Princípio idêntico foi expresso, em
dro está contido nêste relatório,- no outras palavras, oela Constitui,~ão
curso do qual se discutem su...inaria - Francêsa, de abril -de 1946, art. 31:
mente as tendências gerais, a orien- "La participation de chacun aux dé -
tação aceita pela Sub-Comissão após penses publiques doit être progressive
debater sôbre cafü•, assunto, indica- et calculée en fonction d_ l'impm·tance
das, sempre que possível, as emendas de la 'fortune et des revenus, comnte
virtualmente aceitas ou prejudicadas. tenu des charges familiales" .. A cláu-
Em conclusão, nova redação é propos- sula "terão caráter pessoal" envolve
t~.. para o Título IV, como integrante
as deduções por encargos de família,
dêstt;) relato. . o mínimo de existência, etc.
REDAÇÃO - Várias emendas envol- A emenda n .0 2. 968 alvejou o mes--
vem e.penas a redação, ou a coorde- mo fim com o emprego das expressões
na_ção dos dispositivos, assunto que, "impostos diretos" e "indiretos", que
ev1de~temente, em tempo oportuno, apesar de em contradição em outras
devera ser objeto da cuidadosa aten- Constituições, como a americana (Se-
ção do Relator Geral e da Comissão ção IX, § 4. 0 ) e a argentina, suscita -
~·an:i,.. dive~sidade de interpretação pela
de Redação Final. Tais emendas, em JUnsprudencia, ao tempo em aue a
regra, não foram submetidas à deli-
bei·ação, salvo qúando envolviam dú- doutrina as reputa destituídas àê pre-
vidas sôbre o fundo, ou alcance do dis- cisão científica (Jêze) . Em regra,
J?OSitivo, casos em que foram aprecia- quasi todos os impostàs podem se1· re-
aa,s, para que se estabelecesse o exato gulados de modo pesscal, segundo 'as
pensamento inspirador dos disposi- condições e circunstâncias individuais
tivos . de cada contribuinte (discriminações
Art. 127 - disposição inicial: por idade, estado civil, encargos de
família, presença ou ausência do país,
A emenda n. 0 1. 057 visou restabe- existência de dívidas, etc.) , o que im-
lecer em parte, o ar,i.te-pro.Jeto, intro- prime ao sistema tributário mais jus-
duzmdo a noção de justica social tiça e perfeição. · ·
como princípio, que deve no"rtear tôd~ SP o Estado não é culpado das ini-
& organização financeira o que aten-· quidades da organizaç.ão social con-
derá a várias outras emendas, como temporânea, cumpre-lhe · evit::'i.-las,
as de ns. 113 (Alde Sampaio), 57 quando e quanto possível e, sobretudo,
<Carlos Pinto) 2. 9ô8 (Alcedo Couti- não agravá-las por fiscalismo, que n §..11
- 122

eonsulta à capacidade econômica dos Ar t 127, n. 0 IV :


co~tribu.intes tão diversos ent1:e ~i , O An teprojeto, no a rt. A § 4
que se chegaria a tremendas rnJust1- conceituava a bitributaçã o como "a
ças s-e fossem tratadas igualmente de governos diferen,tes sôbre a mesma
pelo fisco. pessoa ou coi'Sa, · em razço dQ mesmo .
Art . i27, n. 0 -I: fato". Essas palavr as foram supres-
.sas nela Grande Ccmissão, que as-
A reáação desdobrou o § , 1 do . A~t . sim 'r·estab€leceu quase integralmen-
A do ante pro-j eto da Suocom1ssao, te o art. n da Constituição de 1934.
aprovado pela Comissão Constitucio- ,Quaisquer que fôssem as ii;ispirações
nal. em duas disposições diversos -
onº I do art. 127 e o § 3'1" do
art . 15!} do Projeto - ensejando obs-
deste dispositivo, a crítica o recebeu
com severidade e a inte-r preta.ção lhe
deu o sent.i'do que mais . claramente
curidade, que se traduziu em várias se lia no Anteprojeto da Subcomis- ·
emendas com o propósito de restabe··· são . Consulte-se, a propósito, ·o co-
lecer a unida.de. São as em-enàas ns. mentário áspero· de Pontes de Miran-
37-1 (J. Cleofos), 584 (N . Parijós), da (Coment., V.I, pgs. 339 a ·342, es-
1.092 (A. Baleeiro) e 2.886 (Jací Fi- necia!mente ~-s hipóteses aí aventa-
gueirndo) . das) . No Senado, criado pela Cons-
Aceitando essas emendas (ressal- titiucáo de 1934, . é bem conhecido o
vada a de n. 0 584, N . Parijós, que paree~ei· do eminente_ Sen~dor Çlodo-
iilâo faz referênda' ao art. 159 n. 0 37), mir Cardoso a. respeito desse d1spos1-
a Subcomissão restabeléceu o dispo- tivo, cuja inteli,gência pelos ~agis­
sitivo tal como foi a.provado pela .tradOs se pode Vfü em vános JUlg.a-
Grande Comissão . dos (Rev. Trib . de S. Paulo, v. -f4{, '
A sub-comissão não se convenceu pg. 299; v. 140, pg. 127 ; R€v1sta
das vant.a.gens da Em. n .0 3.777, que Forense, v . 95· pg. 139; v . 101, pg.
di-sp.ensa a autorização orçamentária 309) . Qna.nto à comp-et$ncia do Po-
rpara criação ou nw,joração do 'impôs- ·der Judiciário no caso, é tambem
to de exportação. · muito divulgada a opüiião do Minis-
Art. 127, n. 0 II: tro Castro Nunes (Revista Forense,
A. subcomissão aceitou ·· a ·emenda V . 91, pg . 5 ou Rev. Trib. V. 139,
n .0 150 (R. Cincurá), que restabele- .pg. • 789) . Essas indicações, colf?.idas
ceu a cláus ula das Constituições an-. na angústia de tempo de que d:spo-
teriores relativas à proibição d·e pre- rrnos, revelam quanto o ·prob1en;.a
fer&ncia €!TI favor de poxtos de uns vem sendo debatido em · nosso Pal.3,
contra outros Estados, e rejeitou a onde entretanto, a organiza.ç ão. fe-
ire n. 0 266 ('Nestor Duarte), que, sem <leral n ã o impede a 'tendência a um ·
Justific·ação, pretende suprimir o dis- critério que restringirá ao m_~nimo. os
positivo . dncovenientes da dupla tnoultaç~o,
objeto de estudos de grandes sáb~os
Art. 127, n. 0 ~II: e técnicos comissionados pela Socie-
Conexo com o imediato, esse dispo- dade das Nações.
sitivo exige solução qu-e coordene am- À. emenda n. 0 2.857 (C. Mariani),
bos, em face da diversid::i.de de propondo a . wdicão das palavras "Em
opiniões, refletidas nas emendas , todos os casos"; antes da cláusula ''.é
umas e extenderu:lo aos Municípios a vedada a. bitributação", visa dar ma1-
competência para criar novos im- 01· amnlitucJ.ie a os dispositiv.os, de modo
nostos (n. 0 370 - B . Condé; Alde a impedir que o g·ovêrD:o compete_nte .
Sampaio; 367 - Jl.fagalhães 'Pinto; reclame de dois ou mais modos im-
6'85 - N. Parijós) , outras r-estrin-
gi.ndo tal competência à União (2. 848 pôsto "que füe é atribui'Cl.o pela, Colll!-
- A1cedo Coutinho e aincla outros tJtui.ção. E o que se percebe da JUSfa-
pela arrecadação federal em logar da ficação. Coloca-se, como se vê, em
estadual Cn. 0 2 .'874 - J'aCÍ Figueiredo). ponto de ,vista di"ametralmente opos~o
A subcomissão pronunciou-s.e pela ao de Pontes de Miranáa e Clodom.ir
manutenção do dispositivo, com reda- Cardoso . Isso exclue a clareza que,
ção que par-ece mais clara, ficando no final de justifitcação, se alfirma
prejudicadas as emendas já indicadas existir no art. 11 da Constituição de
.e mais·· as de ns . 771, 1. 295., 2. 866 e 19'34 e na própria Emenda n. 0 2.85'1 .
.3 . 77.8, ressalvada, porém, para opor- Por outro lado, é perigoso, nesse
tuna apreciaçii,o, a Em . n. 0 2 . 867 assunto, invoz:ar doutrina ou juris-
(Clodomir Cardoso) . Não pare.ce jus- prodência estrangeir•as, nota.damente .
to excluir-se a participação da União ame1icana, ou a,rgentina,_ porque as
n0;s novos impostos, como propõe a Constituições dêsses doi·s países, comsi
Em . 1.910 (H. Laf<;r). a nossa de . 1891, deixam larga mar -
123 -

gem à competência concurrente, a lém dando aplicação inconstitucional às


de que seus doutrina!dores dão às pa- suas leis -- o que vem a pr o'Ciuzir o
le;vras senti·do específico oom diver so mesmo resultado. Logo, interessa cor-
do que, pelo men os atualrri·ente, im- rig'ir a inconstitucion alidade da lei, ou
pera nos meio~ jliríldicos brasileiro. de sua apHcação, sendo inteiramente
Basta consultar obra argentina, que supér'fluo pensar e falar em bitribu-
trnte do problema, como Bielsa, no tação na· órbita interna do país. Ela
":Estudios de Der·echo Publico", pg. 58, existirá apenas no quadro internácio-
ou Giulfani Fonroug.e, "Impuesto .a la nal (impostos de rend8,, herança) .
'Iirnnsm:ission Gratuita'', · pg. 197 e Ninguém pO"de fr.e iar previamente a
seg . inventiva maliciosa dcs governos neste
Ora, a dupla tributação, seja por país. Ninguém espere que ,a União
justa posição, 3eja por super-posiçãc, decrete aberts.mente impôsto de he-
é fato nem sempxe evitável, nem sem- rança, ou que o Estado ·exija o de
pre condenável, que o mesm'o Govêrno consumo. Mas não é de espantar que
não raro exernita para füf!)rentes fins o faÇam s.ob disfariCe. de cobrarem im~
(Allix) . · Não há porque vedá-la sis- postos de sua própria competência.
temàttcamente, como quer a Emenda Con.,.'1cecemos Ds•creto•lei de interven-
n. 0 2 . 857, tanto mais quanto vem serrdo tor, na Bahia, que bat.isou de "taxa
praticaida, no Brasil, com o impôsto par.a :fins educativos" o impósto- de ·
de consumo, renda e outros . capitação, com a coraessatla inte·nção
O que se c'.&seja, por amarga r.ecor·· de iludir o Decreto-lei fedem!, que
da;Ção- de pre•Jed:entes con:denf\'dos e extinguira ês-te tributo ar..acrônf.co.
condenáveis, é evitar· .a "bit:r:il:mtacão" Em tais caso, o Juàiciário está in;di·-
no senti'do de que um Govêl'no, osten- cado pr.r?. det!lar!l.r a incons.tituciona-
siva ou artHi:cialmente exija imuôsto lidade e não o Senado. itste 'deve ape-
atribuído pela Constituição à cornne- nas, ante a decisão passa.da em iul-
tên,ci:J, tributária de outro Govêl;no, gMl.o, que fElm.ina a lei·, suspender
aiconteiceu no passa/do, quando· os Es - a execução <lesta. para que outros
tados .insistiram em .arrecadar impos- contribuintes não tenham de percor··
tos de iJ?lportação, a exemplo do que rer a :mesma "via crucis" pelo Calvário
sempre fizeram as provh:lências a d'éis-· forense. A redação agoir a proposta, ·pe-
peito da lei n. 0 .99, de outubro · de la Subcomissão determina a reraessa
1335. . de .cópi-a autêntica do acórdão , que
A luz dessa in·t enção, não se uoderá declarar a inconstitucionalidg,de de lei
<lefe:n:der o n . IV do art. 127, tal
0 ou regulamento de impôsto, se.ja, feita
como reproduz o art. 11 da Consti- ao Sen.a·do, para que êste, independtm-
tuição de 1934. · temente de provocação de contribuin -
A_ :Su!xomissão adotou novo texto no tes, suspenda as disposiç:,ões CQlltami ~
intmto de curtar dúvídas e evitar na.da,<;. o '
t a;nto ql!ando pos,sfvel, as ·demanda~ Como bem pondera. a emenda n .0 50
ahmen,ta•das por aquêle .artigo da Cart a (Ponce de .Airuda), o dispositivo, ,.Co-
~e 1934. Evitá-las de todo, não é . prà- mo está, enseja comiito entre o Senado
tica.1'.lente possível, pois o problema e o Poder Judiciário, quebrando-se o
contm:ia ab~rto para os demais pa.!ses &istema da Constituição no dia em
federais, CUJOS tecnicos .>confessam se- que o mesmo impõsto fôr decl::i,ra'do
melhantes dificuJ.c1:3jdes com os fatais inconstitucional por um e constitucio-
apelos às mesmas fontes e conseqüen- nal pelo outro . l\l[as a solução não
t es. injustipas (L~ia-se , por exemplo, o há de ser das funções jurisdicionais
aTt1go de J. Sullrvan - "Coortlination do Senado: - êle eleve apes!),r acatar
a decisão judiciária, e, em função dela,
?f F ederal, Btate imd Loca.! Taxas, no suspender
Tax~s-The l\iagazine", nov., 1914, a lei, ou regulamento, si-
pg . 6:i'l e segwntes) . derado pelos iuízes E' aliás, o que
já fez o projeto no art . 33, que es-
. ~ra, .se o Projeto diS'Crimina as com- tava em choque com o art . 1127, nú-
petencias e .prevê que, no campo con- mero IV, ~ste parece .até supérfluo, .
c!.lrrente, prevalece o impôsto f eder al desde que a remessa da cópia do
sobre o estaidual, emboTa do Esta.do , acórdão que declal'a inconstitu'c~onal
S~Ja s·e mpre a o..rre< caJdação pàra par- a lei seia regra geral, para que o
h11'._a entre êle, a União e o Município, Senado exercite sua competência pre-
t,er::;mos qu~, n9s casos de exigência vista no art. 33, quer em matéria,..
ao mesmo imposto · por doiS" ou mais fiscal, quer em outras .
g?verr;.os; s:pen_as um dêstes exercita. Ficam prejudicadas, pois, s,s Emen-
mn dlrfüto, .pois cs· demais est arão das referi-das e as de ns. 581, 583,
e:n:ecutando leis inconstitucionais; ou 1. 291, ressalvada a, ele redaç§.o nú-
- 124-

mero 1. 293 CAloísio de Castro) se fôr proibiçãà.....desse incic o . Contra a aprG-


:rejeitado o ponto de vista aqui de- viação dessas emendas se poderá ob-
fendido. jetar que a menção expressa é supér -
Art . 127, n. 0 V: flua desde que, referindo-se o texto
São várias as emendas restritivas apenas a impostos (e não tributos) ,
ao inciso n .0 V, "c", de. modo que, permitem-se, "a contrário sensu", tô-
!!·Ceitas para coordenação, já que ten- das as taxa.s, inclusive o pedágio, que
diam ao mesmo objetivo, estão con- evi!fümteme<nte é espécie do gê111e..t'•
substanciadas na re.dação ora proposta ta.xas. .
e que limita a isenção aos templos, Entendem-&é prejuillca>da.s, por:tant0,
partidos políticos e instituições de .a.s eimeu11da•s ns. 2 . 851 (por supeT.flua
edtwação ou assistência socia:l que apli- já que a Subcomissão l'esülv,eu deixar
quem integralmente suas rendas aos expr~so também que o impooto de
repectivos fins no país. E' com maior ell;pol"tação se re.f.ere a meT1Cadoria.s;
ou menor amolitude o que preten- destinadas ao •estrang.e.íro); 2. 858-A,
diam as emendas ns. 201 (A1de Sam- CC. Mariani) e 2.869 CM. Masagão),
paio) , 267 (Plínio Barreto). 1.482 CB. 2.882 CJ·ruci Figueir·edo), poT que a
Cond<e), 1. 40,5 (Amando Fontes), substituiçíi..o da palavra ":irrnpôstos" poc
1.913 (C . Ma.riani), 2.850 (Jorge "iTiburtos" imp1:1dkia não só a cooran-
Amaido), 3. 964, 2. 853 CC . Ve.rgal), çai de pedfugios, mas também a de ta~
2.879 CGuaraci Silveira), 2.852 !Eu- :rns outras pm'feirtamenite justid'icáveis,
clides Figuei.redo), 405 CAlberico Fra- como ·a:s de ca.i\S, irrIBp·eção sa•n itária de
ga) e outras, ficando prejudicadas as g\aido, ou de outros pl'odutoo, die.sinfe-
suoressi'Vas de ns. 1.914 (H. Lafer), ção, us-o de balançais, etc . Foi aiten-
1. 924 (Célso Machaido), 1. 931 (Sousa dida em pa:rte, a rndação proposta pela
Costa) e outras, i,ssim como as que emeil!da n. 0 2. 855 (B. Famh) .
amnliam o alcance do dispositivo, mui- Art. 1.27, n. 0 v-:rII:
tas -das quais atendidas ' em paTte pe- De referência; a e&s·e icnci.so também
lo inciso acrescentado agora a êste se reg·istrniraim os prnntoo de vista ex- ·
art . 127 (tendência à tributação pes- t.iiema•dos, - ane·ndas, como a de nú-
soal, noção de justiça social) . E' o meil'o 82 (F. Távora) deseja;ndo' q ue o
caso das emendas ns. 2. 885 (Dantas disnoS'itivo entrass-e iime·d ia:tamente em
Jr.), 1. 489 CVargas Neto), 1. Oõ5 (Alen- vl.gor, s-em a. vigêruci.a paTioelaKl:a e pro-
car Ara.riue) e várias outras. gressiva no prazo de dez amos (Di.&p .
Quanto· ao inciso "a" parece supér- TraJ:1..:Sit&ria.s, V), outra;s pela supres-
flua a emenda 1.6671, (assim como sã;o CErnienda,s ns ... 49, 58:2, 1. 919, 1.938,
parte da eme!l'da n. 0 1.918), pois está 2.827, 2.864 e 3.782). Alguimas emen-
implícito que as autarquias ' seguem a das pr·e ierinun o tempe.r'l!mento do
mesma condições das pessoas de direito <fulposi:tivo, reduzindo o ciritério da
público de cuJo flanco brotaram. Fo- parr;ti1ha da difo:rença mei'O a meie
ram aceitas as emendas 2. 87•5 fJaci (Emen:da 3-09, Leite Neto; 1. 058, JaJ.e.;
Fi:gueil'edo), 4. 068 (G. Englertl, "i:a- Machado; 1. 296, . Aloísio de Castro e
fine", e parte da emenda 1.918 (Ho- outras). .
nório Monteiro) , para que a isenção re- ,A Emenda 2. 84!Í (Alcêdo Coutinho)
cíproca da União, Esta~os e Municí- exicluiu as caipitais e de n. 0 2. 8'"/2 (El:l-
pios não abran.ia taxas. Mas não con- náplo Queiros) v~sou a influência do
vence a emenda 1. 918 quando exclui impôsto de exiporta>ção, já que· poc
.<la isenção as autarquias, embora isso um Murrui!CÍpi-o, - um põrto, por exem-
ocona na França e na Itália. plo - se pode ·escoa<r a produção de
A Sul:>comissão aceitou. em parte, outrns, como tll!mlbéim - o fazem no-
ainda as emenda-s supressiv.a s nú- ta.r o Sema,u or J. Vilasboas, citando
meros 3B8 CN . Duarte), 3. 780 CJu- Corumbá, ao justificar .a enwnd.a nú-
randir Pires), 2, &81 (Raul Barbosa), mero 2.883, e o deputado C. Mariani
relativas ao inciso "b", por supérfluo n,a; e:menda n . 0 2. 858-B .
em face da regra geral de irretroa- Se a .clisiposdção, como está, encontra
tivtdade, consagrada no art. 159 § 3. obstáieulos na'S ciircumstâncms e&peci-
Art. 127, n. 0 VI: a.is de a1gum;· muinicipio& brasileiros -
Não há emendas de fundo. pouquíssimos aliás - a solução está
em remover-se o imroecilhü e não em
Art. 127, n. 0 VII: sUJprimb:-se o dispositivo, prej-udica.n.-
As emendas ns. 2,863, 3.56S (G. En- do a graJ11d:e maiori.a das municipal!·
g!ert, ambas) foram aceitas, por ma.io- daid:es e pe:rpetua.nido ·'Se a espoliação
ria de votos, para que se deixasse ex- muníci;pal ccmdena!da pela qua;<>e un01-
presso que o pedágio não se incluia na. nimklade.. da Aooembléia.

/
I2s
Nêsse sentido, a Subcomissão !l".zsol- Além d isso, os Esta.dos contarão com
v-eu mitigar os afettos do inci5o VIII dez anos, a partir de 1938, para o rea-
dõ a.rt. 12'7 por três altea-àções: justamento de suas · finanças e, nesse
a) A :diferença será aipUTa.-da aipenas praw, não só poderão conigir a eva-
rotre a,rrecaidaçã,o de .impõ&tos (e não são de certas t ributos, como o de he-
:flributos) do Esitaido e tôdas as rendas rança, mas até majorar êste, que ain-
municip·aiis (inclusive taxas, contribui- da é suave em nosso país r elativamen-
~ão de melhoria e rendas pa;tl'li...T!l<J- te aos grandes auinhões . E terão ainda
Jtiais) ; o recurso de cr1ar impostos novos na.
b) exicluk-s·e -ão as caipitai.s, que re- competência concurrente, faculdad'e da
p:resentatm quase mé<tade do total das qual estão exclu~dos Municípios . E '
r€'Ildas municipais, e que, bem ou mal, preferível que se obrigue o Esta-do a
nã-0 se aicham no a;ba;n<lono e na pe- dividir com os Municíuios o excesso
núria do-s &ertões ; .de suas -arrecadaçõ-es sôbre a Muni-
e) l1Jão se oomrputaTã e•n tre · oo im- ci'p.al, do que atribuir às Prefeituras
postas estaduais, pa,ra aipuração da a facui'da>de de instituir novos impos-
düer·ença , •o de e~ortação, CCtIIl -o que tos, como querem as Emendas ns. 107
se· corrigirá o problemru dos portos, (L~lde Sampaio), 357 (Magalhães Pin -
por ollJde o Es~a<d o tributa a; prcdu- to) e 585 (N. Parijós) .
ção de Municí.pias im.ternos. Em resumb, o dispositivo constitue
a única sanção .contra a displicên-
Em c0u"IBeqüência, o diapoGitivo fun- cia e a incúria do Estaido pai:a com o
ci-0na.rá sómente na.quêles casos em progresso e o bem-estar de sua popu-
que, por circunstâncias especiais, o laçã-0, cujo "peculiar interêsse" com-
Estado estiver M.'l'WaJdam:do excessiva- pete aos Municípios até hoje impo-
mente em comparação com o Municí- tentes . Os Constituintes de 1·891 · e
pio, ou &e•ja enl'iqueoendo outra.s lo- de 1S34 tivera.m a ingeilJ_Üda>de de es-
oolida1des, sobretudo a caipital, em d €- perar qu:e os Estaidos transferis&em
. t:rime-nto dos mu1ni1dpes contribuintes . alguns de seus recursos para os lVtu-
E em todos. êss·es casos, o e·nica;rgo, ntcípios : - ao -envez disso, êles exi- ·
pa<I'a o Est.a.do, não seoá eSltila•garlor giram cotas dos magros cofres mu-
por diversas· razões, que não f eorarri nk~ipais . Já nií,o é lícito perseverar na
Se.n1 ·apr.e.ciaidas na-s diversas just1fka.- velha iniqui•dade quando já nos so -
çõe5 das Emendas supre-ssivas : bram expaiência e consciência do
a) de&de que os Municípios vã.o r e- êrro .
ceber 10 % ' do impôsto de renda~ que Ficam preju:c:hcadas, pois, as~ emen-
é de grande e crescente p!t'aduti-v:ir.ta- ·das supxessivas já m.enciona'!l.as e
de, e ainda terão os impol!>tos tra.IIB- atendidas, em part<;, as restritivas de
f-eri.dos pelo Proj.eto, ciãro que a di- ns . 369, 7.73, 1.296, 1.913, 2.849 e 2.872.
:fierernça não só se reiduztrá dentro em Ai.it . 127, n. 0 IX;
~mco (5) ~no·s, senão que temerá a A eme1nda 1. 297 é inaceitfüvel, pois
runulaQ· ·se na grande mai!ori.a d-cs 1rád:undaria em i'nve1·ter o objetivo da
@l!SOs ; d.iSl!J'C-Sição e, além disso , o Projeto no
b) a obrigato-ri:eda:de da contri·b ui- wt . 138 e 140 detiermiina ob!'igações
~ã-0 de melhoria recupe~ra.rá quase tô- aos MunicÍ[pios mas não lhes dá pr-0--
d.a a de.s.pe·S;a muni.cipa.l inv·ea·tida em owra.d•ores . 1)ara gastar . A eme·nda
•bi·as públioc:as, ammentam.do as ren- 1. 916 é suiplérflua ~o.rqu•e exigênci'a é
lias municipais e, coooeqüe.."lrtemente, idéia incompatível com a de convênio
reduzindo a diferença para. com a es- ou acôrdo : se o Estado acordou, -
Jadua.l; nã-0 exigiu. A emenda 770 deve s-er·
e) 8! a,bastarn;a dos Mu;nicípios, tra- aten,C'J•d.a pela Comir<~ão d•e FÍie•d.açã,o
l!<ftIJ.do ne•CEtSsàrJamente a criação e o Conse'l·v-0u-se,- pois, o disipositivp na
apení'•eiçoa.r.o.ento de serviços públiicos sua forma pri~itiva .
J.&~is , provoca.rã o na.sicimento de ri- Art. 127, in. 0 X:
l{Ueza t.ributãvel, não só para as Pre-
ieltura.s senão t.ambém para o Es'· E' viva a ornn;trovét· sia sôbre êase
teido; inciso. A .subccnn:issão del:ibe.roiu
d) algumas. at.libuições aituaJmente
acre&o21t1itar ao ind ·so V, "a", ciáusu-
&"ercidas pelos Estados, porém mais la que ~ermite a tribi1tação d os i;;er-
0

&'dequada.s a-OS Municípios, passarão à vir~· conoedidos', mas a subordina à


4{)mpetência dêstes. desde que dispo- lei fed<eu·aJ, S>em\p.re que o s·erviço em
?'ham de recursos suficientes, o .que causa co.nstitua. matéria atribuíida à
1mpo1tará em alívio· aos cofres esta- oomtpet!ê'.!1ieia <f!1a União por dis:pos\-
duais . ções oo:nstitucionais . (Emenda 1.925) ·
126 -

Temos, postan to, as seguintes con - exercido em que o impôsto se veúce.r,


seqüências: ·cor:r endo -inais 'º juro 1eg.a l a .pairtir
a ) o govê;rno conced·ente .dar~ as do ·eieerc-í:c:fo· imedi.ato. Não há \POrquç
ioonÇões qU;e quizer, II·elativam,ente se· iOermitir ao Govêrno ·a usura, que
aos irn,po·sto.s que lh e compe·tirem; pQ·a"tiJc.ada ipocr- partitular es, é pu'll:ida
o o Estado poderá, por sua ConS·· como. pri:são.
tituiçã.a, 01b rigar •O Municipio a res- Prejudic adas, p ois, as emendas nú-
peitar as ise:r.·;;.ões ,q u e êle _pa·et end1er meros 1.487, 1.917, e 1. 926. A emein~
para. as concEs1Sões ·estaduais; . . . . da n. 0 18'1, é matéria de r egimento
e) 1 wm o E$tado, n em o Mu:lllCliPW de cust as. Aliás, no caso, o jus.t o s~­
p.oàJem obrigar a União a dar isenção ria. su:ootitiuição d!as cust.as pelo re-
'idiois ilnipo·stcl> ·dle· Q'ein1d\a , aduaneuo, gime geral de vendme·111tos, co:mo pre-
consumo e l''emess.as 1paTa O exter~ior a tende outra emenüa .
ooncessionários, arnm há razão 1P·a ra Art . 127, XII:
oue da .o :dlê, se o não ju1gar conve- Foi uim d'0ts in<::i!io(Jls. mais alvejados,
niente; .. r&gistr.al1:do-se inúmeiras eme.ndas Sü··
d) a União pcderii, obrigar E3ta•d!O presstvas (ins. 856, 1.059, 772, 1.060,
ou Iviunic~pio , a 1001!.cede!' is~çP!/Ji ou í.486, 1.929, 2.882, 2.887, 3. 860, e
recf'uçãó 1c1e im1Postos ~ião só. para a.s 3. 966) a21ém ide outras q1ue restri'ngi-
concessÕBS fe·derai'.õ, mas .ai'n.rla icom- ram a pai·Uci!P-açãó Cns. 1. 056, 2.862,
pelir .o Estado a ise,nt.acr- concessioná- 2: 8"56).
rio municipal, desde que, no caso es- Foi aiprova·da, -em. parte, a -amelKla,
beja •em jôgo ma1Jéria que a const.i·· 11.0 2.8171 - ( Gurgel Aima.ra]) , que per-.
tut~$,o aitribuiu também à comp:ortên- m ite ·.a1pe;nas a pa-rti>cip.açãü dos au-
cia :fede1ra;l. tuantes, 11os · ieas·c~~ ide fraud·e, ap:-c.w-ei-
A }ei fode>ra.1 ass1m pode·r á obrig:n tan11do-se 'ta1m.bém a e}'Jc!usão de l]}ar-
o 1Estado a isentar do im,rpôsto terri- tict!fares diem111cfantes, :pois, afinal, o
torial, IP. ex. .estraidlas de ferro e senümento dle oeligniodaide nada g.arma·
campos de aterrissagem (art. 3) ., ou o com o f.omien:to da •dela.çã,o .
lVIUJntcíllJio a atl:ter-s·e de exigir im~ Po.r essa solução, qua111~1.o rnã.o hou-
pôsto 1preidi al sôbre ·estações fei;-roviá- ver :cllo]o, a ação &os fiscais sHá an-
ria.s .ou .d·e ic.ab.o submarino, etc. tes id!e es1c1ar.eichnento, a:d.vertência e
RecoITTde-se a 'Ol)Jinião ode C. Maxi- aéi&ht'ên1c'ia, sem a cobiç.a alegada pe- ·
mi.liaino sôbr e o assiUJilto ainda illo re- · los que se quei~am de que a esperança
gime •cte 1891 (Co·m ent., 3... Edição, das rn·u1ta.s con oorre :pa.rai que os co11-
pág. 250). . fu:ibuimrve.s sejam induzidos em ê11To
Como está o di:s.p osilti.vo no ProJ·e- de boa fé , ou n ão r ecebam orientação
to, os Muni~ipi.c:s 1pioc1ieriam .a[plica~· sô.bre êlie em teUIJIPO útil.
impôsto :prnfüal sôbre as 1esita;çõet> :fe.r- Art. 127, XIII:
.rovtái'ias e ·te.rrito·r iaI wrbano sôbre
aeropo·rtos, :p. ex., enquanto os Esta- Não há conveniência na Emenda
dos nâJo treip.ida1ri.a.m em exigir im- n. 0 2.373 (Trifino Correia), pois o
uôsto terütorial sôh1·e o leito idas 1i- crédito público externo não é bom
ou m~m em si mesmo. Depende do
i.1has. Afirmam a's oorr1JC'essibnáiri·as fe- uso que dêle façam os govêrnos . O
derais que ~so· já .oc.orr.eu .até 1em S. crédito público, no3 casos técnicamen-
Paulo . Tudo isso aniquilada s·er,1iços te indicados, como, por exemplo, para
,públioos nacionais . despêsas com investimentos cuja uti-
· ~or outiro la<lo, não 'há porque isen- lidade se prc'longa até o gozo pelà
tar do impôstó de renda o lucro dos geraçáo imediata, é preferível ao im- ·
comrccssionári"C<s e i0.s vencim·ein t ois de pôsto. Em certos c2.sos, o crédit o ex-
se·u ip•e1Ssoal, ornmo Já pll'e:t1endeu a terno é preferível ao interno (Ver
"Ltght" . .EsEa orientà.çãio· ·ex clui as
1 Jêze - · Teclmique du Credit Public).
emendas ns. 1. 292, 1" 483, 2. 882, 3 . 965 A emenda 3. 784 (Jurandir Pires)
3.859, 4 . 068, iJ;tendendo-se, em pãrte foi. aceita não pelo seu fundamento.
e se1Ií ambiguidoa1de, às emendas nú- mas exatamente porque o Distrita
meros 1.922, 2 . 861, 2. 870 e outras. ... Fêder<ll não tc1n ::rútononlia e é or-
Art. 127, XI: ganizaÇlo por lei· federais , que pod_grão
ou !~2. o aCito:·iz;tr .t ais empréstimos.
A Subocmissão aceitou a emenda D~n· tal autorizo,cão ao Senado res-
111.º 2.8'77 (G. Eng'1e·r.t), isto é, cons·er- tringirá. a ação cfo Congresso na Or-
.vou a lTillllta iete. '10%, pela mora, 110 ganização do Distrito. Note-se que a
- 127 -

incllisão do Distrito Federal, nesse in- do impôsto 'de consumo; e a Em. 3.787,
ciso, foi enxerto da redação, pois a porque evidentemente seria desastro-
comissão . aprovou o anteprojeto sem so tributar os capitais no momento em
essa referência errônea. que penetrass·em no país. Tais capitaio
criarão riqueza tributável através do:;
A Subcomissão julga conveniente vários impostos que recairão sôbr·e· ·suas
introduzir um dispositivo pelo qual inversões, notadammte o de renda.
i.1Úpostos extraordinários, na iminên- Art. í28 n. 0 VI: ..._
cia da _guerra, ou no curso desta, fi- Oonservando o principio, ma.s altera-
quem excluídos do regime de partilha 'da a, redação, porque a Sub-comissão
com os Estados e Municípios ~art. 127, r"ceitoü a Em. n. 0 2.901 (Clodomir
I V) . E' o novo inciso XV ci.o artigo Cardoso), ficando prejudicadas as de
127. . ns, 114 e 2. 916 e aceitas, em parte, as
* :;: de ns. 2. 901, 1. Ôô4, e 1 :490. Vide o
Art 128 e inciso I: § 5, a.baixo .
mio há ·ern.endas de fundo, rejeitada ...t\rt. 123 § 1.º:
que foi a de n.~ 3. 785, que transferia
à União o impôs to de exporta.ção. A Subcomissão, por maioria de votos,
Art. 123 n.0 II: mantev. ~ o dispositivo. que encontra
A Subcomissão ~.provou emendas nú- símile no art. 29 e incisos da Consti-
meros 463- 469 (J . Botelho) e 3. 78G t uição Suiça .1874, 8.inda vigente.
(Jurandir) e, 2.900 (Flores da Cunha), Como se sabe, a lei que regula o ini-
para que a energia elétrica fôsse sub- põsto. sôbre ·- o consumo traz largas
mcotiàa à tributação única do inci- tabelas, discrini.inando as mercadorias
so III, de modo que ficou .supressa; nc alcanç.afü:s pelo gravame, que ·varia
inciso II, a menção respectiva, preju- segundo as classes de prêços . Assim
dicadas as Emendas 52 e 2. 918. os sapatos até tanto pagam "x"; ou
Art. 128 n. 0 III : ' . cl;; tanto .at.é tanto, pagam "y' etc.1
,

O regime da t1ibutacão única f o!


Bas ta que a lei nã o inclua os ar-
modificado pela SubconÍissão nos se- tigos consumindn somente . pela classe
gui.n tes non tos : humilde do sertão. como os tamancos,
a) L.>iclusão dos minerais do pais assim CGU].o inicie a 'tributação pelas
(Em l.(}81 - F. Távora .e 2.912, Ed- mercadorias que se elevam acima de
ge..r Anuda) e da eletrj.cidade (Em certo preço, para que se · alcance o fim
468 e 469 J. Boteliho; 3. 786 Jurnndir dó dispositivo.
Pires); . Ninguém tem dúvida de que xarque é
_b) distribuição do produto do im- alimento dos pobres, assim como zuar-
posto :aos Estados e Munidpios, se- te, chitas e outros são os que vestem
gundo um critério misto a ser de- médios, a.s classes mais modestas. Certos iie-
terr:iinado por lei federal, que aten- como o quinino., são · esuecÍifi-
dera à área ter.:itorial, população, seráveiscos contra malária, que atinge Ôs mi-
consmno e produçao, assim como de- habitantes da zonas .panta~
terminará a aplicaçifo, tendo em vista zenas nosas . _Na Itália, êsse produto, há de-
as necessidades do sistema de viacão de anos, é monopólio do Estado .
m,cional. (Em ns. 1. Oô2 e 1. 063 e ou- a fi m de que o não adulterem, nem -
tras)_. Prejudicadas, ;portanto, as se elevem os preços.
~mend as ns. 2.902- e 2.921, que que-
Quaisquer abusos ou evasões poderão
orarrnm o sistenia. dl', tributação úni- ser corrigidos pelo legislador ordi-
ca, experimentada em relação a com- nário, pois essa isenção é conclicionada
bustíveis líquidos e carvão n acionai, à lei, que incidirá ou melhor, exclui-
sem t er sofrido condenações .. r á os arttgos isentos .. Por outro lado,
ii:apostcs sôbre certas mercadorias de
Art. 128 n. IV:
0 ' baixo preço, cujo consumo i'li5.o é ge-
Não aprnvou a Subcomissão qual- ral, pecam pela improdutividade: -
quer emenda a êss:e dispositivo, desde o seu r endimento não compensa a
que reputou supérflua a de n. 0 112, 'lespes:1 e a complexidade da fiscaliza-
em . fac e da nova redação, que deu ao ção indispensável. Ridículos vintens
artigo 12? e inciso II, e ü1conveniente.s CJ? tamancos, apellls agravam o p1'3Ço
as de ns .. 54, 2.902-A e 2 . 922. d.êstes, porque os fa;bricantes sujeitos
Art. 128 n. 0 V: - - a livros, mapas, guias e riscos de mul-
Conservado, -como está, 'no Proje- t as, m ajoram o custo muito acima do
to, prejudicadas, portanto, a Em. nú- t ri:buto, enquanto o govêrno é obri-
mer,: 55, porque o impôsto sôb1·e a pro- gado a -ter exércitos de fiscais para.
duçao, ·ou se revestirá das caractcrfa- con trôle àa arrecadação escassa. Mais
t1cas do impôsto de exportação ou das vale mEjorar impbstos sôbre joias
-128 ~

t~rfumes , bebidas caras, baralhos, se- Distrito F ederal e os grandes Estados,


das, peles, brinquedos de luxo, artigo como São Paulo, Minas, Bahia, P er,-
óe pirotécnica etc . , do que insistir na nambuco e Rio Grande do Sul em
penosa, parca, injusta e anti-econô- auxilio de Piauí, Goiás, li/fato Grosso,
mica tributação de coisas usados pelos Amazonas e outros, assim como o
qÚe ganham menos do que o indis- T erritório do Acre, que ainda não
pensável a uma vida de padrão com- atingiram certo grau de desenvolvi-
:patiYel com a dignidade humana . mento econômico e financeiro .
·Ficam pr ejudicadas, pois, as emen- Não é outl'o o modo de .sentir das
das ns ~ 586, í.299, 1. 491, 1. 492, 2.915, classes produtoras, segundo as seguin- ·
~ . 917, 3 .788 e 2.920, que eliminavam· tes palavras sensatas e patrióticas do
ou restringiam o princípio, assim co- Sr . J.oão Daudt de Oliveira,, em e:{po-
mo ?.quelas outms que o ampliavam sição à Comissão de Investigação
in justamente (Em 2.904, 2.898, 2.897 e Econômica e 'Social da Constituinte:
:1. 833) . "O Brasil está dividido em di-
Art. 123, § 2 . 0 : versas r egiões geográficas e em
Ver o que já f oi dito de referência 1
número ainda maior de unidades
ao inciso III do art. 128: a distribui- pol:!ticas, onde são diferentes as
~ào atenderá ao território, população, particularidades mesológicas, a
consumo e produção de cada Estado densidade e a composição da
e :Município, relativamente a cada população. Sua h istória é a da
elemento tributado, aceitas, assim, as desigu r.Jcl~de na r eparti çifo dos
Em . 1.052, 113, 587, 1.933, 2 .894 e recursos, das atenções do govêrno
2.905, ficando subtenàido que a lei central e das preferências da ini-
federal regulsrá as minúcias, inclusi- ciativa particul:?.r. A civiliz1!,çéo
n a indicada aplicação ao sistema da litorânea e das r e?:íões d o sul é
·viação . Prejudicadas, pois, as emen-. lenta em prcpagãr-sz nn.tural-
das ns. 3. 789, 1. 493 e 268. mente para as demais. .
.Art. 128, § 3. 0 : As Classes Produtoras aspiram
A Subcomissão, por maioria de vo- a que tôdas as regiões se desen-
tos. manteve o dispositivo como est.á,- volvam h armónicamente .
prejudicadas as Em. ns. 269, (porque As regiões mais prósperas deve.:
se não justifica a isençifo geral de rifo sacrificar uma p11,rte de seu
apólices e vencimentos) e as de nú- progresso em bem das m enos
meros 2 . 906 e 2. 914, recomendadas à afortunac1!1.s. o meio de realizar
e. de Redação as Em . ns. 2 . SOS, êsse obj etivo n acional é fazer
2.913. Não melhora o texto "servi- trabalho de colonização em certas
dores" (Em. 2 .919) em vez de "agen- porções do t erritório e levar re-
tes", criada .iá pelo art. 15 do Código . cursos do Govêrno Federal para
Civil. Esta últimlJ, é mais larga, abran- outras, cujp. renda é insuficiente.
gendo chefzs cte estado e parlamen- Um plano bem estudado dêsse
tares, ao passo que a outra restringe processo democrát: co de dar opo1·-
a funcionários. tunidade a tõdas as regiões será
Art. 128 § 4 . 0 : recebido CO!Il os aplaúsos das
Foram aprovadas as Emendas, · aliás Classes Pródutoras".
iguais, de ns. 1. 932 e 2. 908, assina-das Ficaram prejudicadas, pois, as Em.
por mais ele 120 representantes elos ns. 51, 53, 2 .906-A, e, embora mere-
vé.rios partidos, no sentido de que o çam .a maior simpatia, t ambém as de
rateio dos 10% do impôsto de renda i1s. 270 (Leite Net:Y, eleva.cão do ra-
se faça em partes iguais, por todos teio at é 20%) 2 . 8!l0 (Alcêdo Couti-
os Estados e Territórios, para que nho) e 2. 910 (Antônio Feliciano) ,
oacl.8, cota seja. 'distribuída., também ambos para distribuição igual entre
em partes iguais, pelos r.espectivos todos os Municípios. o a11e encon-
lil1lmicípios, excluídas as capitais. tra obstáculo na possibilidade dos
Destarte, a úni8. o assegurará dist:ri- Estados subdividirem os municípios
buicão uniforme sem pr eferências, com o objetivo de alcancar maior au-
po~·tanto, sem ressentimentos, de sub- xílio para seus habitantes .
sídios financeirns a todo o pais, in- Art. 128 § 5 . 0 :
Grementando o progresso homogênec A emenda aprovada n. 0 2.901 (Clo-
dêste, com o que se corrigirá a alar- domir Cardoso) prejudica a de nú-
mante hipertrofia de certos focos de- mero 1. 064 (Suprimida) .
mográficos em detrimento do resto do Art . 129:
território . E ' uma vitória do esoírito Conservado como está, prejudica-
c'!e solidariedade naCional, correndo o das Em. ns. 774, 2.924, 3.791, reco-
- 129 -
' .
menda<ia à redação a Em. núme- cluiu a cláusul21 "para o estrangeiro",
ro 2.925 (Clodomir Cardoso). embora tenha sabor pleonástico, já que
Art. 130, n. 0
I: , houve abusos ainda temidos, a julgar
Várias emendas propõem a trans- pelas emendas, assim aprovadas, nú-
fr:rência do impõsto territorial para meros 2. 926 (C. Mariani) 2 . 933 (Duvi-
os Municípios (ns. 152, Aldo Sa:q1- vier) e 3.S67. Prejudicadas as de nú-
paio; 590 N. Parijós; 1.497, Brochado meros 2 .942, 2.933, 1.496, que devem
ela Rocha; 2 . 935, Alcêdo Coutinho; ficar para o legislador estadual. ·
2.938, G . Englert; 2.946; A. Feliciano, e Art. 130, u. 0 VI:
outros). Técnicamente, como tributo A Suooomissão manteve o disnositi-
àe base estreita, convem mais aos po-. vo, prejudicada pois a Em. n-Cimero
deres locais, segUDdo a opinião geral 2 .951.
dos financistas. Ai-t . 130, parágrafo l.º:
A Subcomissão, entretanto, conser- Não houve émendas.
\'OU o dispositivo, porque certos Esta- Art. 130, parágrafo 2. 0 :
d os, acertadamente, suprimiram já o A Subcomi\SSá-0 manteve o dispositi-
~mpõsto de exportação, tributando a vo, porque a cláusula. se refere ao lo-
pTodução agráf;loa através do lmpôsto cal do inventário, que, em· regrar é
t.erritoríal. Se1iam êsses os mais du- o do domicilio do de cu.jus, ficando as -
ramente atingidos pela reforma pre- sim prejudicada a Em. 2.930 (Goes
;,enclida por aquelas Emendas. Monteiro) . .
Reputam-se prejudicadas a Em. Aliás parece haver êno de impres-
1. 494, que deixa o assunto ao Consti- são na emenda, que não está sufic1-
t.ui:rure Estadual, e a n.0 2.928, por maia en temente .clara.
p:rópria do legislador ordinário. Art. 130, parágrafo 3.0 :
. Art. 130, n. 0 II: Foi mantido o pa.rágrafo 3.0 , porque
A Subcomissão manteve o dispositi- nada justifica a isenção de impôsto
'm, reputando inconveniente a arreca- causa mortis, ou qualquer outro ge-
óll,ção independente pelos Muni'!ípios, ral, ·sôbre apólice6, Is5o é dito por es-
conforme debates da Grande Comissão píritl.:>s como Pittí, Rui Barbosa, Jêze ,
.sôbre o assunto. Prejudicadas, pois, as Nitti, para não falar senão de estrelas
e-.menda.5 ns. 2. 943 e 271. de primeira grandeza. Prejudicadas,
Ar.t. 130, n. 0 m: pois, as Em. ns. 588 e 2.929. A de
Não há emenda sôbre o fundo, re- n. 0 2.941 é de redacão.
c-s · Municípios Cns . 152,, Alde Sam- Art. 130, parágrafo 4.0 :
de Sampaio) . Mantido o dispositivo, prejudicada.
Art. 130, n.0 IV: pois, as Em . 151, 118, 204, 272, 591 e
A Subcomissão reconheceu a proce- 2 .933 assim como a ampliação preten-
frência dai Em. 592 (Benedito Valada- dida pela Em. n. 0 2.931.
res), que corrigiu a indevida ex~lu­ Ar,t. 130, parágrafo 5.0 :
sãO dos agricul.tores e produtores em Vide nota suprai sôbre o art. 130, nú-
geral. Excluiu a isenção expressa doo mero IV . O inciSo II do artigo 1:17
:?eQuenos produtores, porque o assun- (tributação pessoal medida pela ca-
"° está provido pelo novo inciso do .ar-
tigo 127, II (tributaçãó pessoal, medi-
pacidade econômica. do contribuinte)
atende a9 justo fim da Em. número
da. pela capacidade econômica) . Pelai · 1. 067. A discriminação, por espécie,
' mesma razão, são supérfluas, embora · aliás defendida por Oto Gil, é· possível
dignas de simpatia, as Em . 57, 719, e desejável, cabendo ai lei ordinária de-
é .496. ~se imposto, por sua nat'..ll"eza , terminar o p1·ocesso . técnico para êsse
:ende ai ser repercutido, de modo que fim. Prejudicada, pois, a Em . 2. 927,
nem sempre onerará o pequeno produ- assim como os de ns: 2. 939, 3 . 793 .
wr . Convém, pois, que à le.i urdiná- Quanto à competência do legislador
ría, inspirada no artigo 127, II (redá- fe deral {Em. 2. 932) e a cobrança no
ção nova) , seja deixada a solução das local da comprai (Em. 3.63f), é prefe-
isenções e até a fixação do quantum rível a competência geral da União\
Jl"O(l.endo, discriminá-lo por espécie o no art. 4, para regular o direito fi-
que não está proibido pelo parágra.fo nanceiro. .
5 e atende aos fins da justa. Em. nú.; Art . 130, parágrafo 6. 0 : I
l!l'l<lro 2.936 (Jaci Figueiredo). Mantido o dispositivo, o que preju-
Art. 130, n .0 V : dica as Em. 2.940 e 2.948 e 3.793.
A Subcomissão aprovou, pela sua Art . 130, parágra,fo 7:
justificação, a Em. 116 (Alde Sam- Mantido. o dispositivo, prejudica.da11
paio) e rejeitou as emendas supressi- as Em. 58 e 3.793 . A a.utorizacão re-
. ''as 273, 588, 1.3(}2, 2 .937, 2.945. In- dera~ corrige qualquer influêné!a. no-
- lJ.0-

civa sôbre a competência da União re- Superfluos se apresentam várl<lô


lativa à política comercial. Emendas Cns . 3 . 790, III e outrast,
desde que ·adota<lo no inciso n. 0 II d~
Art. 131 e incisos : art. 127 o princípio da tendência à.
Manüdo o~ projeto, ficam prejudica - per.sonaliz.açáo e à grfllduaÇão dos tri. -
das as Emendas modifica.tivais, algu- butos segundo a capaieidade econômi -
mas já referidas a cima, assim rorr..o ca do contribuinte .
a-s de ns. 593, 1. 303, 565, 716, 275, 2.956, A conservação do impôsto de expor-
2.953, 59, 594, 719, 1.499, 1.600, '2.949, tação, cornba.ti<da pela Emenda nú-
2 . 950, 960 e 3 . 794. Supérflua:- a de nú- mero 273 e outras, justifica-se não "'~
mero 2 .955 porque é manüesta a im - pela possibilidade do .país ter o mo -
possibilidade dos Municípios tributa- nopólio virtu9!l de vários produtos, ou
rem apólices . Deve ser aceita a Em. vir a tê-lo em certas cir<:unstância."i
1.069 -(A . Araripe), embora, à pri- (guerra, quéda da produção em paí -
meira ·vista, também pareça 'Supérflua.. ses concorreútes etc.), mas também.
A.Em. 1.058 também é supérflua, por- porque vários Estados ainda não aper-
que nenhuma profjssão ou atividade é feiçoaram o impôsto territorial pa:re.
excetuada. substituí- lo, nem poderão fazê-lo en-
Merecem pronunciamento especial quanto preponderar o latüumiio maia
da Grande Comissão as emendas 1. 500 ou menos indiviso. Nem parece con-
(Baleeiro) e n. 0 2 . 868 CAcurcio Torres) veniente que a União cobre êsse imPOO··
a. respeito da tributação sôbre valor!- ·_ to, por motivos políticos, como a pre-
zação aleató1ia de imóveis, já cobra- servação d'a autonomia dos Estadm,
da, aliás, pela União, de maneira não que., quase sempre, .têm produção tí-
muito· .feliz. Silente a Constituição, pica Ccacáu da Bahia; café, de Sii.o
êaee tributo, que é inconfundível, fica.- Paulo, borracha, da Amazônia etc.)
rã no campo da competência concor- e, destarte, poderiam receber pressãG
rente. feder al;-jâ que êsse caráter predoml-
Sôbre üS motivos que inspiraram a nante da economia de ca;d.a um delea
Subcomissão de referência ao artigo tiraria uniformidade ao tributo no
131, reportamo-nos a-0 que foi dito e país, nã-0 sendo viável a mesma base
resolvido sôbre o artigo 130. "ad valorem" para tõdas as merca-
SUBSTITUTIVOS - Depois de arrxrn,du- dorias.
recido exame dos vários substitutivos Igualn1ente não pareceu vantajosa a-.
de tôda a matéria tributária nos têr- menção expressa ao impôsto de ex-
mos das Emendas dos Srs. Alde Sam- ploração agrícola e industrial CEmen.-
paio (n. 0 108), Jurandir Pires Ferreira da n. a74 e outras), poi,s tôdas ,sabem
0

e outros, assim como de várias su- que êsse tributo não passa de masca·-
gestões oriundas da Prefeitura do Dis- ra do impôsto interestadual e inter-
trito Federal e de instituições de in- municipal de exportação e, ás vêze.i,
terêsse público, como a Associação Co- aplicação rlo impôsto de consumo sô-
mercial <ie São Paulo e outras, a Sub- bre gêneros alimentícios da populaçãe
comi5são resolveu manter as linha s local. Através dos impostos de expor-
gerais do Projeto, com as alterações t ação, vendas, territorial e de i:ii<iús.-
já expóstas, algumas das quais tJam- trias e profissões, Estados e Muniçípi~
bém esposadas por aqueles substitutivos . poderão obter perfeitaimente resultado&
e críticas. iclênticds sôbre .a riqueza agrícola, pas-
toril e in:dustrial sem complicar o sis·-
Essa orientação necessària.mente pre- tema com mais um tributo, que clüere
judicou inúmeras emendas aditivas e apenas no nome .
substitutivas, de que nã o houve opor- A conservação do Projeto, na sua.
tunidade, ainda, para menção. Nêsse essência, também . prejudicou vá1iM
sentido, julgou ·destituído de eficacia transposições de impôsto, como a par-
prática e superflua, em face de rígida ticipação dos Municípios no de Ven-
observância dos princípios orçamen- das (Emenda 1. G66) , ou a partilha d !l>
tários, o restabelecimento do art. 183 impüsto de consumo entre Estados- e
da Constituição de 1934 (Em. nú.- Municípios (Emenda 3. 792) .
mero 1. 484) . Também será embaraço- A Emen<ia 2.909 CC. Mariani) con-
so ao emprêgo dos tributos para fim tém excelente sugestão, que deve sei:
extra-fiscais, ou mesmo fiscais , em ca- acolhida através do artigo 4, atribuin-
sos de guerra e crise, a restaurai;>ão do-se à União competência para: opinar
do art. 185 daquela Constituição (proi-
bição da maJoração de impostos além sôbre direito financeiro, em geral.
de 20%) , como preten<ieram algumas A Subcomissão aprovou, por maio-
Eulendas Cns. 125) . ria de votos, a . inclusão de mais um
131

d~positivo, estabelecendo que impos- Veja-se, ainda J. C . LU9-Ui - "Con-


tos extraordinários cria.dos para a guer- tri·b ucion Especial de MeJoras en Ar-
ra. não sejam sujeitos à partilha com gentina", 1944, pág. 68, 69 e outras .
Mados e Municípios, pois, à falta No mesmo sentido Bilac ·Pinto -
Ili.esse dispositivo, isso ocorreria, ex-vi "Contrib.' Melhoria", pág. 7: " . . . cujo
· mmitante não pode ultra.passar nem
80 artigo 127, III. o custo da, obra nem o valor qo bene-
::: li~

Secão III
fício". l!:sse autor não defende de-
Art. 133 n:0 I, II e III: te·rmina!da limitação: apena.s refere
A Subcomissão manteve, em li- que uma lei paulista adotou a de
:i5% sôbre o valor do prédio, inclusive
geira alteração redacional, o dispo- a valorização qanha. Note-se, aliás,
.iiitivo e incisos, porque a Emenda nú- que a Prefeitura de São Paulo sem-
mero 1. 07:0 envolve matéria de legis- pre se mostrou fiel ao bom prtncípio
l6cão oMinária . Quanto à eliminação adotado pelo Projeto, pois no Ato nú-.
·de· referência e outras rendas (Inciso mero 1. 238, de 24-3-1937, estabelecem
III ver Emenda 2.963) , convém pon- o mesmo;
derar que os Governoo não as co-
~rnm como particulares: São "preços "Art. :J3 - O total das contribuições
ouase privados", "preços políticos", lançadas deverá produzir soma nunca
"preços .públicos" (Einaudi; Seligman exc edente ao custo da obra ou melho-
e outros). ·ramento público, embora se ja êste in-
As Emendas 2.964 e 2.967 (pedágio) ferior ao benefício, ou soma no mâ-
forMil atendidas no art. 130. ximo i gual ao b-enefício, quando o
A de n .0 2 .955 não melhora o texto: custo lhe fôr superior".
na ma,ioria das opiniões autorizadas, a A manutenção dos dispositivos pre-
"contrfüuição de melhoria" tem ca- jU'dica as Emendas citzdas' e mais as
ráter específico, que a diferencia das de ns. 7.14, 1. 501 e 3. 796, reserva.da à
taxas. Nenhuma justificativa ocorre redação a de n.0 776 .
cm prol ela Emenda supressiva núme- Da elaboração dos Orçamentos, etc.
ro 2.960, que nem ao menos está fun-
d.amentaida. Não se cuncebe que o po- Art . 134, e §§:
der público fique com o arbítrio. de A Sub-Comissão manteve as linhas
recuperar, ou não, os enriquecimentos gerais do projeto, atendidas as emen-
que comprovadamente proporciona a das que evidentemente o melhoram,
particulares, assim c·omo não se ad- prejudica1do, portanto, 1o substitutivo
mitem favores a proprietários, que de- n. 0 1. 305 <Ari Viana), ; que, aliás, só
les não precisam, sobretudo quando se difere, em substância, quando atribui
apulentam no patrimônio: logo, não expressamente 'ª "um órgãio", criado
há porque aprovar as Emendas 2.966, junto , à Presidência. da República" o
'f16, 470, 386 e 4.070 . E' superfiua a preparo da proposta. Não há razões
de n. 0 2. 9ol por evidente o p1incípio. convincentes para que, no particular,
Ol>..suist!ca a de n. 0 .1'19, além de incor- deixemos a tra.dição brasileira, mais,
rer na crítica feita ás de ns. 2.966 e que secula.r, da responsabilidade do
:!! .861. ./ Minis tério qa Fazenda (que poderá
N_ão é certo o que se diz n a justÍfi- cometer os serviços técnicos ·a qualquer
caçao da Emenda n. 0 470: Nenhum órgão estabelecido por lei ordinária.) ,
país, ao que saibamos, limita a 10% .para aceitar-se a reforma americana
"com pequena variante" a contribui- de 1934, que retirou do Tesouro e su-
ção e melhoria - Veja-se que o dis- jeitou diret a.mente ao Presidente o
:;;iositivo do projeto está rigorosamen- "Bureau of Budget", criado em 1S21.
te de acôrdo com a orientação ameri- Na:da se alega contra · a conveniência
cana, segundo um dos autores mais de preparar o Ministro da Fazenda,
xeputados: Buck, "Municipal Finan- por órgão a êle submetido, o orça-
ce", ed. 1937, pág. 400, p .. ex.: " ... the mento, que lhe cum1Jre executar.
law .requires the apportionment of as- Note-se que o 'Ministro brasileiro, na
'6ssnents in proportion to benefits Constituição de 1934 e no Proj-eto, tem
.-eather than costs, indivi:dua.1 asses- responsabilida1de política, que não re-
=ents are not permitted to exceed pousa sôbre os . ombros dos Secretários
the · b<lnefits confered by the. impro~ de ,Estado, do Presi1dente americano.
Tement, and the total costs, or in some Nada awnseiha, pois, a hipertrofia do
oe.ses, a specified percentage thereof" órgão sugeri'do pela Emenlda 1. 305,
(pág. 400) . Logo, só por exceção há verdadeira ferramenta para que o Pre-
".limitações, que o dispositivo também sidente escape ao contrôle . do Poder
não proibe, estabelecentdo apenas o Legislativo. Foi aceita 'a .Ememl.a nú-
mãximo exigível . mero 60.
\

132

Art. 135 : zes, advogados e membros do Minis-


Parece conveniente alterar-se para tério · Público, conservõu-se o artigo
3'0 de novembro o prazo do art . .135, com acréscimo de inciso que permita
·como propuzerem as Emendas ns. 1.071 ao· Tribunal orga.nizar sua Secretari!I.
e 2.970. · e nomear os funcionários da mêsma.
Art . 136:
Mantido o dispositivo e prejudicada,
* • Art. 143:
Mantido o projeto.
portanto, a Emenda .n. 278 pois tudo
0
Art . 144 e §§ :
aconselha a conservar-se a pwdroni-
zação dos orçamerttos, o que resulta Permitiu-se a substituição dos Tri-
igualmente da necesida.-de de unida.de bunais de C-ontas pelo Diretor da.
das estatísticas de interêsse nacio- Contabilidade, nomeado com l'.prova-
n al. Além disso, a convenção, prevista· ção da AssembléifL, a . exemplo dos
no ãispositivo, resgua!'da a autonomia Estados Unidos, onde assim se faz sem
dos Estados. il1convenientes notórios, a fiscalização
Art. 137: . financeira. Com isso, remediou-se 8.
Mantido o dispooitivo com altera- situação dos Estados que .não podem
ções r edacionais. A abertura de cré- · arcar com as despesas de um órgão
ditos extraordinários deverá ser auto- colegiado. Aos membros do Tribunal
rizaüa pela Comissão Permanente, se de Contas, ou ao Diretor de Contabi-
esta fôr conser vada no Projeto . Pre- lidade, se não existir êsse órgão, se-
j uidica-das as Eme~das 137, 471, 279, i·ão assegurados os direitos e garan-
1. 005 e 2. 968 e demais. Aliás merece . tias de gue gozarem os desemba1·ga- ,
atenção a Emenda 471 (Leite Neto) . dores.
Se fôr permiti-do, ou não proibido Art . 145:
o critério de verbas,. fraudar-se-á o Foi supresso por supérfluo, desde
contrôle legislativo sôbre os planos de
govêrno - sentido político precípuo que a lei federal organiza o Distrito
do Orça:r;nento, s·egundo Jeze - pois o Federal sob todos os aspectos, no sis-
Executivo pedirá dotações parp._ um t e}Ila _do Projeto.
fim e as obterá, . ficando com ru:bítrio Art. 146:
pára aplicá-los. em outro, que .n ão tal- l\fantido com ligeir a. alt'éração re-
vez merecesse aprovação dos represen- dacional.
tantes do povo. Art . 186 :
Secção II - Disposições Especiais A Subcomissão sugere que a maté-
Arts. , 138 e 139: ria dêsse dispositivo seja agregada
. Manti'do como está, pois se trata de ao Título IV - Da Organização Fi-
aspecto político, verda:deiro plano, sô-
bre o qual só. a Grande O-Omissão deve nanceira, Disposições Especiais .
-deliberar se comporta alterações, res- A Subcomissão, em parecer à parte
trições e ampliações . Prejuctrcadas, reserva-se para manifestar-se sôbre
pois, as Emendas : 120, 132, 133, 400, a matéxia de ·o utras Subcomissões e
473, 595, 1.305', 2.978, 2. 079, 2.082, que envolvem assuntos financeiros,
2 . 084, 3 .855, 1.187, 121, 857, 281;1.309, net a.damente as Disposições Transi-
1. 310, 1. 505, 2 . 090, 2. 985, 2. 986, 3. 619, tórias . ·
205, 858, 3.969, 2.981 , 179, 513, 2.987 Dispo~ções Transitórias
e têid.as as demais dos arts. 139, 139 e Na impossibilidade de trazer à Gran-
140, para que a Gran de Comissão de- de Comissão exposição mais minuciosa,
libere como entender. em fa.ce da angústia do tempo e do vo-
Cap. III - Fi.scalizagão Fin an ceira lume da matéria a examinar, os signa-
Art . 141: . tários níi.J' só se prontificam a quais-
Mantido ó Projeto com as alterações quer outros esclarecimentos sôbre as
ab~.ixo indicadas, fi cando prejudica- emendas, m as tàmbém se reservam
das as Emendas 63 , 373, 1.311 , 2 . 992,
2 . 994, 3 . 768 e outras que proponham
"·º· direito de qualquer dêles, inclusi-
1/e o relator, poder defender orahnen-
diferente orientacão. Foi at endido o te os pontos de vista em qÚe foram
fim o.a Emenda Í.41 (Pence Arruda) , vencidos ou' houve emoate nos tra-
permitindo-se que os Estados possam balhos a-0,.u.i ·relatados . ~
substituit t1ibunais de contas por d i - Os quadros demonstrativos dos . cál-
retor de contabilidade pública nomea- culos procedidos pelo Conselho Téc-
. dos c om aprnvaç.ão das Assembléias. nieo da Econonüa e Finanças, para
ArG. 142 e §§ : apreciação das alterações introduzidas
Corrigida a r edação, modificado pelo Projeto, nas vendas da União,
o § 1.º para .que as nomeações não Estados e Municípios, estão publica-
fi cassem restritas aos quadros de jui- das no Diário da Assembléia, edição
- 133

de lB de junho p.p.' - Sousa Costa, çôes de > e ducação e· de .aissis;tên!CJ.,a; so-·


Presidente. - Aliomar Baleeiro, Re- ciãl, desde· que suaJS relllJda:s sejam a.pli-
lator . -_ Benedito Valadares. - Deo- ca<drul integralme;ri,te, no pais, aos :res-
doro Mendonça. pe.crtivoo :fins, e, t~bém, sôbJ.'le o pa-
Nova redação, nos têlmws pel de.stinado emlusivamente à im-
do Parecer e Relwtório da a.~ pe1Ssão dos jamais e periódillcos.
Subcomissão. VII - - Os Estados-, o Distrilto FOO.e-
ral e os- Mgnic1pios não pod~rão esta-
TíTVLO IV belece·r \ dif·ffi'e<nça triJ:>UJtária;, em ra.zão
da prooed.êln<:ia, e:rutre benG de qual-
Da organização financeira quer naitm~a .
DISPOSIÇÕES.GERAIS VIII ~ E' vedado à Uni.ão, 13;00 Es-
Art. 127 . A orgaooação f:in1amx:efura tados e ao DIB!trito Fed€!11al es•t a.be:looeir
federa:l, estauua;l e municipaJl. aissiegu- limitações . ao tráfeg10 por meio de
rará o custeio dos sm·v~ços públicos, ou impostos in>teT-1estadua!is, ou iITT.oo.r-mu-
outros fins de in!terêsse col1e~vo, den- mciJpais, - die trâTI!lito, de viação "ou de
tro dos pri!Ilc1pios . de justiça social, transporte, ressalvada a cobrança de
ob&ervrudas as seg1linrtes d:IBpoo.içôelS: p.edágio ou taxas estrita.me1I1te pa11a
1 - Nenhum tributo sel'á ·e.xigido ou a.mor.tização e ccmsexvação de obra:s
mrujomdo, seirn prévia. lei, . qoo o 'de- oµ serviços, que f.aJCiliitem o uso, ·de
termine, e, ress·a'1va:da ai tairi!f.a a>d ua- veí.culos. .
:neira, ou o .c aso de gum'1-a, allltoriz·a ção XI - Os Estatdos da1·ão anuílllmen-
orçaimentãri:a. pa.ra sua cobrança em te a cad,a Município, exceto as capi,- '
cax:lia exeircfufo. · tais, meta.de do que a amrec·wdação e-s -
II - Sempre ·que poosív.el, os' tri- taidual ·de impoortos, e:KJclillido o d e .ex-
butos terão oa.ráter , pe<s·s oal e serãG portação, fed.ta; no respectivo territó-
graiduados pela capacildru:l.e econômica rio, exceder o total das re:ruc1as mtmi -
do cmrtrilbuinte . cip.ais de qualquer natureza.
III -.,, E' veidado à União crfa;r tri -
1
X - Nenth.uma. quota.,.- sob qualqv. eT
butos que não seja•m m1iif·Qil·rnes · em forma ou deno1rninaição, pcyderi o Es-
t odo o ter·rHó.rio na:ciona.l, ou que lm- tado exigir doo· Iviunici,pios.
p01tem distmçii"º' ou preferêncta. em XÍ - A ~ei f erderr-al ' só no1de~'á conJ-
favor dos portoo de· Uins contrai 6s ,de cerd•e r isenções ou limtta•iiões de trt-
ou•tros E>St8.do-s. butos reservadocS a;os Esif:.aldcs e Mm1i- .
IV ~-· A Un~ão e os' Estad-cYs pede~ cípi-os. se tiver ü obj•etivo de proteger
xão crr.i~\'T outros t.rfüutos, além doo· ou . pres-e;rv;ar atividaide\'S ou coi,sas, que
qlte lhes são- at ribuidos po[" ~es:ta Cons- se · vinculem a.os fins a.tn)::n.1ídos por
tituição, _ Jna.s o impôsto f·ederal ex- estai GonstitvJção. à compeWncia da'
cluirá o es•tadua;J idêntico. Em qua.1- Uni.ão.
quer ca,so, os i·m postos criados IJJa fm- YJI - A multa de móra, por falta
ma dêste di'9pos1t1vo será.o arrecaià.a.- de pagamento de tributos, nã.o pode-
d·JS pe1os- Estaidos, que da renda> res.ul~ r á exceder de 10% sôbre a importân-
ta;nte, à :praporçã-0 que a. a1-:reca<da.ção d a devida, quando paga no curso do
se fizel', entregau:ão 20 %,., à União e · exercíciü, cobrando-se mais o juro
40 % aos Mmiid:pios. 12gal à partir do exercício imediato .
. V - Qu ando u:m Tribuna.l, pGr de1-
1 XIII - - O produto das multas não
C1são }}a&&ada. eim julgaido, decla.i·ar in- poderá ser atribuído no todo ou em
com1titu.:eional qualquer im~ooto. em parte a qualquer pessoa, ressalvada,
face dêste a.rtigo. ou de aualquer cru- no ·c aso de dolo, a petcentagem que
tro, s·erá remetida cópia ãuwntiica do a lei conceder aos. funcionários que
ac órdão ao Senaido FedeQ··a l, parr-13;· sus - houvei·ern participado da.s diligências
pe11são das disposições Jega·iis, que o parn. descobrí-lo, ·ou comprová-lo.
cria:ra-m. · XIV - E' defeso aos Estados e .aos
. V:I - E' Droibido tan:to à União Municípios contrair empréstiino ex-
quanto a quaique't' Esta1do, Mun.i1cí;pio'. terno sem autorizacão do Senado Fe-
deral ~ -
ou. o Di:sitrito F e:deral, aq:il'iJCa•r impooitos,
sieJa qual fê.r a. forma ou denomiil1i8J- XV - Na iminência de guerra ex-
ção, sôbre: t erna, ou declarada esta, é lícito à
a) bens, ;e·nidas e seryiços um de Uni.ão criar impostos extra ordinários,
outro, sem ·prejuízo, da trfüutaçã:o dos que J:?e não partifüarão na forma do
servi-ços públioos COill.Cedidos , obsea:va- · inciso I V, dêste artigo, e deverão ser
dio o di-!>posto no !:ncilso XI; s~press os gradua;lmente, dentr.o em
b) _ templos die qualquer cU<lfo, bens e cinco anos, contados da assinatura da
serv1ços ·de pa;rtidocS poUtioos, in1S1titui- paz.
134 -

SEÇÃO II ritórios, os impostos previstos no ar-


tJgo 130. . • . .
Dos irnpostos Art . 130 . É da competência pnva-
Art. 128 - E' da competência pri- tiva dos Estados, sem prejuízo da par-
va.tiva da União decretar impostos ticipação estabelecida no § 2. 0 do ar-
tigo 128, decretar impos.tos. sôbre:
sôbre: I - Propriedade terntorial, exceto
n A importàção de mercadorias de a urbana· ·
procedênc_ia estra.ngeita; H - Transmissão de propriedade
II ) o Consumo de mer.ca?-orias:. causa mortis;
III) A produção, o comercio, a d~s­ III - Transmissão de propriedade
tribuü<ão e o ·consumo, e b~m assim imobiliária "inter vivos'.', inclusive. a
a importação e a expor!aç~o de. lu- sua incorporação ao caplt·al das socie-
bl'ificantes e de combust1ve1s líqwdos dades···
ou o·azosos de qualquer origem ou na- IV. '_ Vendas e consignações efe-
tur:za extendendo-se êsse regime, no tuadas por quaisquer comerciantes e
que fÔr aplicável, aos mi~erais do país produtores.
e à energia elétrica; V - E~portaçã-0 de mercadorias de
IV) A renda e proventos de qual- sua produção para o estrangeiro, até
quer naturez;a; o máximo de 5 % ad valorem, vedados
V) A transferência de fundos para quaisquer adicionais. ·
o exterior; · . VI - Os atos regulados por lei es-
\l1) Os n egócios de sua economia, tadual, os do serviço de sua , justiça e
os negócios -da sua economia.
es atos e instr umentos regulados por § 1. 0 Os impostos sôbre transmissão
lei federal; . de bens corpóreos (II' e III) cabem
§ l .º - São isentos do impósto de ao Estado em cujo território se achem
consumo os artigos que a lei elassifi- situados.
car · como o mínimo indispensável à § 2.º o impôsto sôbre transmis.são
habitação, vestuárl\o, alimentação e causa mortis de bens incorpóreos, in-
tratamento médico das pessbas de clusive títulos. e créditos, cabe ao Es-
r eE:trita capacidade econômica . tado onde se tiver aberto a sucessão.
§ 2.º - A tributação .J].e que trata o Quando e.sta se haja aberto no ex-
inciso III terá a fórma de imposto terior, o impôsto será devido ao ~­
único, incidindo sôbre cada espécie de tado em cujo território os valores da.
produto. Da r enda resultante caberá heranÇa forem liquidados, ou transfe-
a os Esta dos ao Distrito Federal e aos ridos aos herdeiros .
Municípios llina quota. parte proporcio- § 3. 0 Os Estados não poderão tribuc
nal à superfície, à população e ao tar títulos da dívida pública emitidos
consumo, ou produção, .nos têrmos fi - por outras pessoas jurídi.cas de direito
xa dos por lei federal. público, em limites superiores aos es-
~ 3. 0 - A União não poderá tribu- tabelecidos para as suas próprias obri-
t ar as obrigações da dívida pública g·ações . ,
§ 4. 0 Os ..Estados entregarão ao.s Mu-
estadual, ou municipal, nem os pro- nicípios, à proporção que a arrecada -
ventos dos agentes dos Estados e dos. ção for sendo feita, cinqüenta por
Mm1icípios, em limites superiores aos cento da renda resultante do impô&w
que fixa r para as suas próprias obri- sôl;lre transmissão de propriedade
gações e para os proventos dos seus causa mortis, observado, no que fôr
próprios agentes . aplicável, o disposto nos §§ 1 e 2.
§ 4. 0 A União entregará, em partes § 5. 0 O impôsto sôbre vendas e con-
iguais, aos Estados e Territórios, dez ·~ signações será uniforme sem distinção
por cento da arrecadação do impôsto de procedência ou destino .
pr evisto no inciso IV, a fim de que a § 6. 0 Em casos excepcionais, o Se-
quota respectiva seja rateiada, também n ado ·F ederal poderá autorizar, por
em partes iguais, pelos seus municí- determinado tempo, o aumento do im-
pios, excluídos os da.s capitais. pôsto sôbre a importação até o má"
§ ~.º Não se compreendem ·n as dis-
posições do inciso VI os atos jurí- Yimo de- dez Dor cento ad va lorem.
§ '7. 0 É vedado aos Estados estabe-
di.cos em que forem partes a União, lecer discriminação quanto ao destino
os Estados ou os Municípios, nem os das mercado1ias, relativamente ao im~
inst·rumentos a que ·forem reduzidos pôsto sôbre exportação, salvo se o au-
ésses a tos, ou aqueles cuja tril:mtação torizar lei federal.
seja da competência privativa estabe-
lecida nos ar tigos 130 e 131. . Art. 131. Além da renda que lhllS
Art. 129. É ainda da competência é atribuicl.a por fôrça do § 2. 0 e § ~. º
.privativa da União decretar, nos Ter- do art. 130, e dos impostos que, no
- 133
\
\ todo ou em par te, lhes forem t rans- I - A autorização p ara abertura de
feridos pelo Estado, pertencem priva- créditos suplementares e operações de
\ tiva.mente aos Municípios: crédito por antecipação da receita .
X - O impôsto de licença ; II - A aplicação d e saldo, ou o
l l - Os impostos predial e terrifü - modo de cobrir o "deficit".
rial urbanos; § 2. 0 O orçamento da despesa di-
m - o impôs to sôbre diversões vidir-se- á em duas par tes: uma fixa, ,
públicas; qtrn não podel'á ser alter a1da senã o em
IV - O impôsto de indústrias e pro- vir tude de lei a nterior; outra vaii ável,
fissões; . que obedecerá a rigorosa especializa -
17· - O impôsto sôbre atos da sua ção.
e.r.onomia ou assuntos da competên - . Art. 13-5 Prorrogar-se-á o orçamen -
da municipal; mento vigente, se até 30 de novembro
Art. 13-2 - Ao Distrit o Federal ca- vindouro não tiver sido enviado à
bí:m os mesmos impostos atribuídos sanção.
po:r esta. Constituição aos Estados e
J'.!lunicípios . OAP íTULO III
SEÇAO III
DA FISCALI ZAÇÃO DA ADML"'IISTRAÇÃÕ
DAS RE~AS NÃO PROVENIENTES DE F INANCEIBA
.IMPOSTOS
Art . 141 A 'tdmindstração financei-
Arl . 13'3 'Compete à União, assim ra, especialmen te a execução do orça-
cUI.!lo aos Estados, ao Distrito Federal mento, será fiscaiizado, na . União,
e .aos Municípios, cobrar: pelo Congresso N::J;Cional, com o auxí-
1 - ·Contribtüçã.o de melhoria, em lio do Tribunal de Contas, e , nos Es-
ccnseqüência de suas obras públicas . t ados pelas Assembléias Legislativas,
J!I - Taxas . pefo modo previsto . no .art . 144 .
Jll - Quaisquer outras rendas que Art. 142 O T1ibun al de Contas
possam provir do exercício das suas tem sede na Capital da Reopública e
21.1ibuições e da ütilização dos seus jurisdição em todo o território nacio-
bf.X'JS e serviços . nal. A sua organização será regula•da
Parági:afo único. Cobrar-se-á con- pela lei.
tTfüuição de melhoria sempre que se ·§ 1.0 As condições de investidw·a
'\'erlficar valorização de imóvel, em dos Ministros dô Tribunal de Con ta
ooosequência de obras públicas. Êste são as mesmas d a dos Juízes do Su-
t.-1buto não poderá ser exigido em li- premo Tribunal Federal.
ml:tes superiores, quer à despesa rea.- § 2.0 Aos Ministros do Tribunal de
li!6li!Jda, quer ao acréscimo de valor que Contas são assegura.odas os mesmos di -
Õll• obra püblica decorrer para. a pro- reitos, garan tias e perrog·a tivas, assim
:;lliledade bene!ficiaJda . A lei federal como os mesmos vencimentos dos Juí-
fixa.rã, .p ara to'Clo o país, normas uni- zes dos Tribunais Federais de Recur-
f.o:rmes relatirvamente à incidência e à sos .
c·ob:ra nça da contri>buição de melhoria. § 3. 0 Ao Tribunal de Contas se es -
tenderá, no que lhe for aplicável, o
C.APíTULO II disposto no art. 73.
Art. 143 · Compete ao Triobunal de
ll.'. E.LABORAÇÃO DOS ORÇA111ENTOS E DA Contas :
ARERTURA DE CRÉDITOS EXTRAOR- I - Acompanhar e fiscalizar dire-
DiliÁRIOS tamente ou por delagações süas, a
execução orçamentária.
SEÇÃO I II - Julgar privatilv.am ente as con-
Disposições gerais tas dos responsáveis por dinheiroo ou
out ros bens públicos, inclusive as dos
k;t . 134 O orçamento será uno, in- administradores {las entidades autár-
c&:qiorando-se obrigatoriamente à re- quimas e para.estatais.
eeitia tôdas as rendas e suprimentos lli - JuJgar da legalildade dos con-
dt funuos e incluindo-se discrimina- tratos e das a:posenta!doria.s, rffiormas
damente na despesa as dotações neces- e pensões. -
s~1"1.a s ao custei.o de tados os' serviços IV - Org'anizar a sua. Secretaria.- e
PUl:IJJCOS. ' . nomear os funcionários da mesma.
s '1 .
0
A lei de orçamento não e-0n- § 1. 0 Os contratos que, por qual-
tuá dispositivo estranho à pr evisão quer modo, interessarem à receita. ou
da ~·eceita e à fixação da despesa à ·despesa só se reputarão perfeitos e
parn, os sel'Viços .a.nteriormente cria- aicabados depois de 1'€gistr:a;d-0s pelo
C:~·>. Não se incluem nesta proibição: Tribunal de Contas. A recusa. do re-
136 -

gistro suspende a execução .dü con- mente com o fim de , regularizar ·J.s
trato até o pronunciam·e nto do Con- suas finanças .
gresso Nacional.
§ 2. 0 Será sujeito a.o l'egistro do CAPÍTULO
Tribunal de Contas, prévio ou poste- DOS , PAGAMENTOS DEV!DOS PELA FAZENIJA
rior conforme .a lei 'determinar; qual- PÚBLICA
quer · ato de .aidministrn.ção pública, de
que resulte ob1igação de pagamento Ar t . 147 . Os pagamentos devidos
pelo Tesouro Naicional, ou por conta pela faze nda federal, estadual ou mu-
dêste. · nicipal, em virtude de sentença ju-
§3.0 Em tedos os casos, a ·recusa diciária, far-se -ão na ordem de ap1·e -
do registro, por falta de saldo no sentação dos precatórios · e a con~a
crédito ou por imputação a crédi- dos créditos respectivos, sendo veda -
to impróprio, tem- caráter proibiti- da a designação . de casos ou pessoas
vo. Quando a recusa tiver outro fun- nas dotações orçamentárias ou nos
damento, ' a despesa poder-se .. á após créditos extraordinários abertos p31'3.
despach o· do Presidente da Repúbli- êsse fim. · ' ·
ca, registro .sob reserva elo Tribunal § l.º Mediante requisição da auto -
de Contas e recurso ex-officio para ridade jucliciária, serão consignadas
o Congresso Nacional. ~ em orçamento as dotações necessár'!as
§ 4.0 O TrilJunal de Contas dàrá aos pagamentos determinados por
parecer prévio, no prazo de ·sessenta sentença. Se ·o orçamento que se e.la-
dias, sôbre ::i.s contas que o Presi- borar em seguida à requisição- ;não
dente da Renública deve ·anualmen- consignar as dotações necessárias,. a
te préstar :w· Congresso Nacional. Se autoridade juc1ieiária comunicará a
estas lhe não forem enviá.das no · pra - omissão ao poder competente, pa;m
z.o legal, camunicará , o fato ao Con·· os efeitos dêste artigo.
gresso Nacional para os fins de direi- § 2. 0 As dotações or(;amentária.o -3
to, apresentando-lhe, · num ou noutro os créditos abcttos serão· consignados-
caso. minucioso relatório do exercí- ªº poder judiciário, recolhendo-se ali ·
cio financeiro termiliado. · , irnportõ.nçias à repartição competen ~
Art. 144 - A lei estadual cometerá· te. Cabe ao presidente do Supremo
a fiscalização financeira a Tribu- Tribunal Federal · ou dos · tribunais
nais Estaduais de Contas, ou ao Di- competentes, conforme o caso, expe-
. reter da Contabilidade Pública, s,sse- dir as ordens de pagamento dencrn
gurando a êst.e ou a os membros da- das fôrças d o depósito, e autorizar, a
queles órgãos os direitos e garantias reque.i·imento do credor pr eterido no
dos desembargador es dos Tribunais de seu direito· de pTOcedência, o seques -
Apelação. _ tro da quantia necessária à satisfa-
P arágrafo único. A nomeação dos ção do débito, depois de ouvido o
membros dos Tribunais Estaduais de chefe do ministério público.
Contas, ciu a do Diretor de Contabi- § 3. 0 Os preceitos dêste artigo se-
lidade, na fi:•.lta· àa,queles órgãos, de-- são observados, no que fôr apllcãvel,
penderá da aprovaçáo da Assembléia. aos pagamentos devidos pelas enti-
Legislativa, mediante voto secreto d:J, dades autárquicas . - Sousa Costa.
maioria absoluta da Câmara. Presidente. - Aliomar Baleeiro, R<P--
Art. 146 . A fiscalização da admi- lator . -- Benedito Vala.dares. - Doo-
nistração financeira . em cada Muni- cloro Mendonça .
cípio, cabe à sua Ci'.i,mara Murücipal,
mediante julgamento das contas do PARECERES SUMARÍSSIMOS
prefeito. _ SôBRE CA.DA EMENDA
§ 1. 0 . Sempre que ocorrer abuso na. . Ao ART. 127 E §~
gestão elos dinheiros ou outros bens Emenda n:º 718:
públicos municipais,, poderá qualquer· Aditivas - Merece aprovação . SI.1.! -
vereador, nos têrmos da constituição vo casos esporidicos, como o fanmso
estadual, recorrer do ato que houver inventário de Paul Deleuz2, tais hc-
aprovado as contas do prefeito, para rança.s re,prerentam po11çã;o despre-
o . Tribuna l Estadual de Contas, que zível das rendas federais. Atribtú-Ií.i.é
apurará devidamente as responsabi-- ao Município tem, entre outras v:r,n -
lidades. tagens, a de que não ·escaparão i\.s
§ 2. 0 Se julg-ar procedente o recur- arrecadações, como hoje ocorre, dei.x;:s
so, o Tribunal Estadual de Contas do famigerado Decreto 1. 907 .
i>olicitará ao govêrno do EStado que Emenda n. 0 1.057:
intervenh1:', no Município, exclusiva- Substitutiv a - Introduz a noção de
- 1-37

, justiça social, como básica do sistema A sugestão é ótima . Parece que se


tributário. Parece que convinha acres- poderia chegar ao me.smo resultado
o;entar que os impostos, sempre que dando à União competência para l·e-
pDBsível, seriam de caráter pessoal, gislar sôbre direito financeiro, no ar-
imune o minimo de existência. tigo 4, n. 0 I.
Emenda n.0 1. 925: Emenda n .0 2.846:
Aditiva - Redroduz o inciso do· an- ~ · Abre exceção à regra de unifotmi-
te-proj.eto da Subcomissão .da Discri- dade geográfica de impostos.
minação de Rendas, regulalido os casos Deve ser deixado à lei ordinári&.
de isenção e limitação do impôsto es- Emenda n. 0 4. OuO:
tadual e municipal por lei federal, Suprimir incisos ' V, VI VIII. X e
quando a Constit11ição deu a esta com- XII, àêste artigo, assim como, H 4.0
oetência para regular o assunto. T al e 6. 0 do art . 130. Pela rejeição.
é o caso das estradas__Qe ferro, cabo Emenda n. 0 1.304:
subm!J.rino, aeronáutica e outros que, Visa obrigar a União a subsidiar os
concedidos, podem· traz:>T a situação Municípios com 2% do que nos res-
evidentemente mal regulada pelo in- pectivos Territórios arrecadar. Não
ciso X do art. 127. Além disso, muitqs parece justa a fórmula: aproveitaria
pleitos vêm surgindo das P,úvidas sô- apenas as Capitais e, os Municípios
bre o assunto. Vide Justi.ficação. Deve dos Portos (alfândegas ) e onde hou-
ser coordenada com a supressão do in- ver indústria sujeita a impôsto sôbre
ciso X do art. 127 . o consumo . Pela rejeição.
Emenda n. 2.968:
0 Emenda n·. 0 2-.886:
Boa: diria melhor "pessoais" sô- Inciso I - Quanto à melhoria de
bre os "reais". Usadfssima -a classi- redação é evidente a crítica, porque
ficação "diretos" e "indiretos", é dividido em dois disposítivo que de-
criticada do ponto de vista científico veria ser uno.
por Jeze. Outra redação, introduzindo Qaunto à substância, não; deve ser
noção equivalente. a berta exceção para os tributos ex-
Emenda n. 3. 768:
0
. traor dinárois de guerra cobráveis ime-
Atribuicões financeiras do "Poder diatamente. E também para r ápidas
Econômic-o", que o Autor cria nou- m odificações da tarifa aduaneira 3 0-
t ras ·emendas . fr endo as circunstâncias da política
Emenda n. 0 3. 557: comercial.
Arreqadação umca: 50 % para a Emenda n. 0 584:
Uniã o; 30 % para o Estado e 20 % para. Substitutiva - Inciso I De'le ser
o Município. r ejeitada : o projeto está certo ; ape-
As vantagens não são contrabalan-· nas, na redação, o princípio foi bi-
çadas pelos inconvenientes da arreca- partido nos arts. 127 - I e 159 ~ 37.
dação única, · sobretudo porque não há A lei especial cria o impôs to; o Or-
sanções em favor do Município contra cament o condiciona a sua arrecada -
o Estado, ou dêste contra a União. Çl'io em cada exercício .
Emenda: n. 0 2.141: Outras emendas corrigem eficient-e-
Aditiva - Dispensa o processo da mente o defeito de reãação, por que
reforma constitucim:~al para modifica- coordenam com o art. 159 § 37. Ver
ções do sistema .tributário. el!lendas ns. 371, 1. 092 e 2. 888.
Não deve ser aprovada. Todo sis-
tema tributário, comjport,R ;flexibili- Emenda n. 0 3. 777:
dade para adaptá-lo às circunstâncias_ Inciso I - Livra da autorizacão
Os !fins visados pela emenda podem ser orçamentária o impôsto de expor"ta-
alcançados independente da reforma, ção. Pela rejeição.
por planos do partido e do Govêrno , Emenda n. 0 266:
que incr-ementem os impostos pessoais Supressiva - Inciso II - Não há
e mitiguem os reais. razões pelas quais se eleva suprimir
Emenda n. 0 1. 345: a regra de uniformidade dos · tri butos
Aditiva - Deve ser aceita, com re-- federais em toao o País. Unifor mi-
dação mais nítida: - predominância dade geogrâ.fica, sem exclusão de dis-
da tributação pessoa)", medida pela ca- criminações ' de caráter pessoal, ou r e-
pa.cidade econômica do contribuinte, lativas à origem dos rendimentos, co-
lsento o mínimo. de .existência : mo já ocorre na regulamentação do
Emenda n. 0 _ 2. 909: impôsto sôbre a renda. Pela rejei-
Aditiva - Dá competência à - lei . ção.
federal para traçar normas gerais do · Emenda n. 0 585:
direito tributário, inclusive limites má- Substitutiva - Inciso III - Deve
ximos de cada impôsto. ser rejeitada: a) ·porque volta ao re:
- 138 -

gime de 1891, censurado porque dei- rente, repartintlo_-os com -os Estados1
xava o· contribuinte ilimitadamente e Mllll!icípios, de'pois de doouzir as
exposto à competência concorrente da despesas-.
União e Estados ; b) porque não há Contra a União não há sançõe~
inconvenientes na arrecadação única possíveis: os Es-taidos são mais in-
para impostos iguais; e) porque o dicados para o fim . Pela rejeição.
argumento de que os prefeitos igno- Emenda n. 0 2.848:
ram o direito dos Municípios à par- Inciso III - Só a União criará
t ilha da tributação única sôbre com- :novos impostos podendo fa.rer-se ar-
bustíveis revela apenas o péssimo cri- trecada.ção únilca com ii:J.deHnida e
tério da escolha de . inéptos para a eventual participação dos Estados e
a dministração murJcipal no período Municípios.. Não há :procedência -na jm-
da ditadura. t ií'icação . ·
Emenda n. 0 717: 'Emenda 1;_1.º 1.295:
Aditiva - Inciso III - Se a Cons- Substitutiva - Inciso III - Deve
tituição não se referiu a imposto.s sô- ser rejeitada: as despesas de arre:
bre a produção parece inconveniente cadação raramente excedem de 3 a
dispor sôbre o assunto. até porque 5 %, quando eficiente administração.
não se concebe que o exija Estado Além disso, os Estados podem cele-
onde não ocorreu tal produção. ,b rar convênios com os Municípios
O s t ribut os .hoje exigidos coin ês- para utilizar os agentes arrecaidado-
/
se nome são disfarces do impôsto de res dêstes nos distritos.
.. exportação ou de· impôsto de consu- Emenda n .0 1.910:
mo. Substitutiva - Inciso III - Pare-
ce injusto e improcedente excluir a
liNerece -rejeição, por êsses motivos . ,u nião da· participação em novoo
impostos, muito embora pertençam
Emenda n. 0 ·367: a ela, sem dúvida, os melhores e
Substitutiva - Inciso III - · Em mais produtivos . .Mas como não ad-
princípio, a arrecadacão única atende mi't ir as circuilIStâncias. imperio-
à economia .e à simpÜcidade . Na prá - sas de uma guer11a? E, s·e durar a
. t ica, a experiência deu rnalôgros, a Oonsrtituição, como n ã,o supor possí-
despeito de êxitos no Canadá, Argen- veis nova;s ,f ormas d e riiqu&1a, como
tina e outros . países. A emenda per- as de hoje, insu1ipeirta.das pelos nos-
mite que a União, Estados e Muni.cí- sos a111tepa:ssaidos? P.ela rejeição.
pios possam criar e cobrar novos im- íE'menda rt. 0 3. 778:
postos, .mediante aprovação do Cõn- ·Inciso III - Impostos novos 30 %
gresso Nacional e sµjeitos à partilha pa.ra cada e mais 10- a,o- Po1der que
na mesma base do ·p rojeto . Conser- a.nieca:dar . J>iela rejeição.
var o projeto, sem competência mu- 'Emenda n.º 2.867:
nicipal para criar novos tributos. Substitutiva - Inciso III e IV -
·· Emenda n. 0 370: A redação; depois da Comissão fi-
Substitutiva e Aditiva - Inciso III :xar o conceito, que adota, sôbre bi-
- Deve ser rejeitada : subordina a t ributação. ,
criação de novos impostos a o parecer Aceito, aliás, o do 8'r. Clpdomir
ele uma Comissão Interpariamentar Ca1·closo, que é também O da So-
de Planejamento Econômico e Socfal d edade das Nações e o do Supremo.
e dá também iniciativa para novos Do· Sr. e. Ca rdoso, no Senado .
t ributos a os Municípios. Salvo nesta Emenda n .0 1. 921:
ültima parte, nada inova do que está
no pr ojeto, ou n o que êle não proíbe -Substitutiva - Inciso IV - Era
e, portanto, é matéria de lei ordi ~ êsse ·o p ens amento d'o· ant e-projeto
nária ou do Regimento de ambas as da Sub-comissão de Discriminação
Câmaras do C_pngresso Nacional. de Renda, desprezado pela grande
Comi&São. Há, porém, corrente opos-
Emenda n. 0 2.866: ta e que a brange o "bis in idem" .
S ubstitutiva. - Inciso III - A jus- R€cord,e-se o parecer Clodomir
tifica.ção não .convence : os Esta dos Oa1'doso no Senado -dissolvi<do . Vet·
em média perderão de 6 a 7 % ___'. emenda 2. 857 . Vêr nova redação do
n ão há porque lhes dar 60 % dos texto IV do · art. 127 .
11ovos impostos. Emenda n. 0 1.294 :
IEmend·a .n .0 2.874: Substitutiva - Inciso IV - Bitri-
S ubstit utiva - . Inciso IWI - Es- butação tem sido especifico, · o d,a
ta.b elece que s@ a União a rl'eca:dairá emenda aliás, mas perece ter sido _
os impo1irt-os de c-ompetência concur- out ra a intenção dos legi,sladores de
139

1!'134. Preferível à emenda é o texto Emenda n .0 .368:


oeü:rTespondente do ante-projeto da Inciso V - Suprimir as letras b
fS·11b-comissão, ac.o rde com o famoso e e: a letra b protege os atos perfei-
~ecer do Senador Clodomir Car- tos e repr(}dUZ a Constituição de
<iJ.t-so, quando o Senado interpretou 1934. A letra e isenta. instituições
'° drS!positivo idêntiCo de 1934. A religiosas e outras de interêsse pú-
!fmenda deve ser discutida com ou- •b lico.
1i'rns ao mesmo dispositivo para_ que Quanto à supressão da letra b
.!'e deixe bem clara a intenção do J.e- 1t1ão há inconvenientes.
fll':isla>Clor constiituinte•, ;atr.a vés do Qua:nto à letra e há outra emenda
,~unceito expr.esso da bitributação.:r-e stritiva mais interessante, número
VH a nova redação do art. 127, IV 267, do Deputado Plínio BB1rreto.
Emenda .n .0 5'83: Ver outras giuais. Aprovada.
Emenda n. 0 3 . 780:
S ubstitutiva - Dev.e ser rejeita- Inciso V - Suprimír a letra b.
da : A lei da pí·ogressão contínua das Aprovada.
cit.spesas públicas, atinge tamblim
:E;,;tados e Municípios, e, ·dest'airte, Emenda n .0 3 .'Wl:
niibo é possível que prevaleçam im- Inciso V - Suprimir a letra b
IN:>-stos novos da União sôbre os dos Ver outras iguais) . Aprovada.
2J,&mais Govêrnos. A partilha, como
IDl'i· Constituição de· 1934, é mais cer-
Emenda n.º 405:
t2., justa e política. A!ditiva 'Parece supérflua em
Emenda n. 0 2.857: face ido .art. 127, V, e do projeto.
Adi.tiva Inciso IV - "Em todos Emenda n. 0 1. 055:
os casos, é ptoíbida a bitributação, A!ditiva Ge111erosa a inrten.ção,
etc ." - mas ca>suís'ti:ca .a furma.
Ler a justificação; visa envolver As isenções oct-evem s•e r d a.das .em
!la bitrioutação tambem o "bis in função da incapa'Cidaide de pagan-, de
iliieni" de modo que o poder compe- m,odo que o fisc-o não atinja o mí-
t.ente não cobre o mesmo imposto nimo de existência. ·
sol> formas diversas. Oposta ao sen- . 'Emenda n. 0 1. 924:
ti'rlo do parecer Clodomir Cardoso
])() Senado dissolvi•do. Vêr emenda .Supr-essiva 'lillCiso V ~ e -
1. !!i21 e tambén1 a redação nova do Tudo compo:rta 'abusos , contra os
tvrtD . quais ihá a dilLgência d(ls interessa-
.Emenda n. 0 581: cips, no caso, o fisco. .
Sustitutiva - Inciso IV - Não Há outras emen•diás l'es-tTiti'vas que
rn'.lh ora: antes piora o di·s.positivo, res-olvem mais adequaJdamente o as-
pLJque deixa ao arbítrio do senado ' sunto._ Y·êr a nova reda.ção do texto.
regula r as bitrll:mtações, em caso
cmi.creto, sem uma norma constitu- Emr:nda n. 0 1.914:
ci·(;nal básica nos casos de· competên- \Su'pressiva - Inciso V - e -
cir, concorrente. Deve ser rejeitada. /A justificação nã;o c-onvence, muito
Emenda n. 0 1.W8: embo-r a · o dispositivo comporte l"eti-
trições, que outras emendas visaram
Aditiva - Inciso V - Sem dúvida com mais lfeliddade. Ver a nova re-
pi·ocede a emenda quanto às, taxas daç:fo do texto .
remuneratórias, não, porém, quanto
às a ut arquias. Convinha, sim, res- !Emenda n. 0 · 1.489:
sah'ar impostos indiretos, realmen- · Aditiva - Inciso V - e - J:n-
t,;o. suportados por terceiros ou os ca- clue o desporto -entr-e .a matérta isen-
,so.s de simulaçã o inocente. em que ta pe}a sua destinaçãio ao in'terêsse
hi]Joteca é masca.rada de promessa ,público. Justo em parte, levé-se em
~e venda ao devedor, como fazetn canta que muitos desportos consti-
as Caixa s Econômica$, resultando tuem profissã-0 remuner.a:um:.a, c·om,.;
disso que o verdadeiro proprietári.o o futebol, o box e etc. O legislador
elo imóvel - o devedor - fica isento. ordinário .apr-eciaxá o a:ssunto em ca-
sos concretos.
Emenda ri. 0 2.881·:
in.ciso V - Suprime '"b" por su- 'Emooda n.º 1.4S.2:
pérflua em face da irretroatividade _ ISUJbstitutiva - irrnciso V - letra
co:(lsagrada no a.rt. 159 § 3.0 - Apro- e ~ D eve s•e r coord·enada com 0\1-
vada. tras no m-esmo senti'do restritiV'o.
140 -

· 'Elnenda. n. o 2. S-83: nas imnostos sem âs taxas . A J.·e-


da.çã-0 "''de-creta.r" ta.m·b ém é m-t-
Supr-essiv.a. - O assunto é objeto lhor.
d.e ·inúmeras emendas, umas supres-
sivas, como -e sta, outras re,stritiv.as e Emenda n. 0 1 . 667 :
que colocam . o assunto em melhores I<nciso V - "a" - Está implícito
têrmos, sem o extremo de nfi-0 dar que as auta.rquias estão no me-smo re-
nada, pa.ra não dar muito . Ver a gime fiscal das pessoas de direito -Cjli'e
nova redaçã9 do art .. 127 - V. a;s creara•m.
Emel!'da n. 0 2.854:
Elnend•a. Jl. 0 3·. 964:
M<Ydifica.tiva - Art. 127 - I nciso
-V - e - .P apel de impi'E!s,;;ão e etc. Inciso V - Suprimir "b" e ."e" -
EX'istem outras ·e mendas sôbre o Ver outrn-s e re•dação atual.
assunto· exigil1'do coordenação gera.l. Eme'nda n. 0 1. 931: -
Emenda n. 0 2. 8·50: Suipressiva - Incis·o V "C" - Há.
fuciso V · ~ letra e - Restringe a. outras que ·dão melhor s·o lução · ao a.-s:-
isenção <Clje livros e instituiçõ,i;1s ·de sunto. Ver 11:ova. redação ·do texto.
interêsse. público., Em parte, proce- Emen;da n. 0 2. 766:
dente. ·
Emenda n .0 1 .291: IIllciso v· - I senção fiscal pa•ra flo-
restas. Imprópri·a d.a Odns.tttuição, pois
·substitutiva - Art. 127 - Inciso só a lei o:zxii.nária. poderá dhscrimin..'\J.'
V - Deve ser aceita para cocm1e- . os cmsvs em que essa is·enção é a-dmls-
nação com outras 110 mesmo sen- sível.
tido.
Emellida n. 0 2 . 741:
Emenda. n .0 2.879: (ou nú-
mero 2. 876-A ?) : Inciso V - Isenção 'paa'a livros e
Substi'tutiva - Coordenar com ou·· papel de livTos, "ad insfa~·" dos j or-
tras il1úm·e ras .a êsse · dispositivo na!is . Ver nova redação do texto.
(isenções religião, papel e etc . ) . Emell'da n. 0 2 .74B:
'Emenda n. 0 2.858: Ise11ção pa·rn· associ·ações médic a.~ e
Restritiva - Art. 127, V - Isen- de imprensa, com franquia. poota.1 e te-
ção aos cultos, educação, papel, etc. Jegrãifica. P-ara. lei ordinária .
O . assunto exige coordenação de
emendas .
Emenda n. 0 2.853:
.. · Emenda n. 0 2 .160:
Aditiva - Nenhum impôs-to a,tingirá
escritor, jorll'a.lis<ta· e :prDlfessor . E' in-
Restritiva. - Inciso V - e - Ex- ' jus.t a: se os prof.essôres e esccriitores
clue "bens~· religiosos da isenção fi- e jornalistas ga1nharem suficientemen-
caTIJdo apenas "attvidwde" "serviços" te devem :pa.gair como todos os cida -
"atos" . Deve ser acolhida, r-e ssalva- dãos . A isepção deve ser gera.! pa;ra
dos os -templos. o mínimo de existência. de qU;afa-
Emenda n. 0 2. 852 : quer profissões.
127 . - V - e Restringe a Emenda. n. 0 2 . 8&1:
isenção aos livros e papel para sua
impressão! SU:bsti•tutiva. - 1. ª parte - Pai-ece
Ver redação a.tua!. da<r melh-or reda.çã-0 ao airt. 127 - V
"b" - que, aliás: rep1-oduz disposi-
Emenda. .n. 0 1.485: ção análog·a de 1934. Deve ser a1c&Ha
Substitutiva - Inciso V - e - pa:ra redaçâlo. 2.ª p3!rte - A quoot ão
Deve ser acolhida., pa.:m coordenação· da i1S·e nção . religi-osa, edu.cacional,
com outras idênticas, igualmente res- -cultural, etc ., coordenar como as de-
tritl:va.s do· dispositivo, impugna.do mais.
por amplo· demais-.
Emendas n. 0 2. 8S5:
Ver nova ~·edação.
Adi'tiva. - I senção p~wa os gênercG
Emenda n. 0 2. 875: alimentíci<0s vendidos pelo pequen o
Substitutiva ·e restritiva Inciso produtor . O assunto tem a. mes.i::ia
V - ·a - Merece a.provação: a insp~raçã:o do d,iõ;>pos~tivo que isen.êa
isençã o recíproca deve a:brànger ape- do impôsto de .consumo o mínimo E~-
- 141 -

<*-BSáTio a, vida . Dev·e ser coor'denaída gulamtmtos: os · embaraços necessá.-


cmn o art. rns - § 1. 0 , :par.a que êste rios ou não a fis<:alização de certos
se torne princípio geral, 'que aliás está impostos. ·
@vresso com novo inciso II a.o a.rt. Emenda 2. 863:
127 .
Emenda;s 2&7: Inciso VII - Aditiva - Fermi.te co-
brança de pedágios; parece ·convenien-
Restritiva - V, c. Merece seT acei- te, conforme nota a outra emenda ·pa-
ta. para coordenação com butra no ra o mesmo fim .
mesmo se111tiJdo de limtta;r-se a isen-
ci\.o: As instituições de as·sistênci>a so- Emenda n. 0 2.869:
éial cuj·a l'OOda seja a.Jplicada intei'- , Substitutiva - Inciso VII - Proíbe
grn.!mernte nos seus . serviçoo;; outro também taxas no trânsito estadual,
tainto sôbre ·a isenção aos jO'rnats e uss.ndo da palavra ''tributos" a o inves
D!1<))e l de .imprensa, excluidos os 'OU - de "impostos". Mas se houver cais,
i.roo ca;;os previ.stos nos cJ.isposi>tivos. portos de imunização, pontes, cpntro-
(V'ide Emenda n. 0 368) , · le sanitário, balanças, etc.? O uso
gratuito não é justo. Contra o %bU-
Emehda n. 0 2. 880 (? ·pág. 35.) : so de impootos disfarçados em taxas
Aditiva - Isenção para a pequena há remédios j udicfais.
pi.roprie.d·ade, strn1 ex;p'loraçã-0 etc. -
:\!ão : Deve gozar da isenção n io a Emenda 582:
· pequenai · propriedade (que pode per- Inciso VIII - Deve ser rejeitatj.a: a
te>ncer a abastado ou bem remtmera- justificação revela .que o seu autor não
do) mas o pequeno_ proprie.Uv.rio, ou observou bem as estatistfoas ou, então,
melhor; quem não tenha capac.iJcLade generalizou algum ca.s o especial do
econômica, porque não ganha .o suifi- Pará, pois, mesmo neste estado, a ar-
cá:ente para suas necessidaid{)S· essen - rec&dacão estadual em 1944 foi de Cr$
ciais, seja ou não ;propr:Letário. 61. 387 .-949 ;oo çon tra CrS 40. 518 . 129 ,90
Emenda n. 0 3 . 869 : dos Municípios. O equívoco é eviden-
te. .
St~bstituti:va. - Inciso V e X - Ver
ouza·as aos mesrµioo di.spositiNüs . ~roenda 1 . 058:

Emenda n. 0 3.779: Inciso .VIII - Determina que a


União partilhe com o Município 50 %
Inciso VI e VII - Suprimir o Dis- do excesso da arrooadação federal sô-
t.:-ito Federal. bre a Municipal. Parooe que o proje-
Emenda n. 0 2.878: to resolve bem o assunto estabelecendo
a pairidade . do Estado com o .Municfpi.o,
Jn:cisos VI, VII e IX - Não justi- que, por súa vez acompJ?nhará o ritmo
üooda : prurece em€'IllcJ.ai d e redação~ da União nos dez por cento do impooto
Quanto ao inciso IX é restritiva e não sôbre a renda.
1-r:,P:rece ª 'provação: se a. despesa é mu-
nfoipal, ou do' campo de coonpetência Emenda 773:
c·umulaMva, a Câmara de ~eTeadores Substitutiva - Inciso VIII - A re-
e o Prefeito deliberarão sôbre êle, s.em dação, na ocasião oportuna.
necessidade do Estado gastar por êles.
Emenda 1. 296:
Emenda n. 0 2 .888:
Substitutiva - Inciso VIII - Deve
Inciso VII - Parece que a referên- ser rejeita.ida: "de chofre" em 10 anos?
cia deve ser só a . Impostos e não a Tantos terão os Estados para reajusta-
Tributos,. pois em alguns casos, as ta- mento dos seus aparelhos tributários,
xas são razoáveis, como nos de cais, esquecendo-se ainda o autor de que os
ha!anças, inspeção sanitária, e etc. Munieípios vão ter 10 % do imposto de
renda e mais os produtos das contri-
Emenda 3. 578: buições de melhoria, etc . evidente-
Inciso VII - Conveniente quanto a mente, estão errados os serus cálculos .
~clágio ; não; a aplicação especial. Além disso, outras emendas exclu~m
do art . 127 - VIII - os Municípios
Emenda 2.851: das Capitais, assim como também aba-
tem o i..IÍlposto de exportação. Tudo
: Inciso VII - A maitérià é de polícia isso corrige o exagero receiado pela
f:scal, a ser tratada na lei e nos re- emenda.

/
142 -

Emenda 1.915: Emenda n. 0 1.488:


Sul:X:>titutiva - Inciso VIII Não Inciso VIII - e disposições transi-
parece boBJ a emenda, que não melho- tórias - Supressiva - Nã o há ra-
ra o soneto. O fim dó dispositivo é zões para o receio transparente d~
garantir a paridade do Município com emenda: a) os Estados podem m&-
o Estado, devido às desigualdades dos jorar alguns impostos notadamente @
Municípios entre si. Aqueles que es- causa-m ortis; b) um prazo de lCt
tiverem empobrecidos rece·b erão maior anos preparará ·O reajustan1ento sua-
suooídio porque maior será a diferenç~·. ve; e) se os Municípios vão tec
para com ai arrecadação estadual. Ou- 10% do impôsto de r enda e as con-
t ra emenda e.xcluiu do cálculo com- tribuições de melhoria, etc., pequenm
pa.rativo o imposto de exportação . As será a diferença entre a arrecadaçí),(li
cüficuldades para o preparo da propos- estadual e a municipal ; d ) é notórl.3'.
ta orçamentária não se agrBJvam, por- a defraudação do impôsto causa-mor -
que inúmeras verbas são, por sua na- vis, mas isso se corrigirá quando o;;;
tu;reza, "variáveis", "incertas" e "in- Municípios passarem a interessado~
constantes", como as classificam os na sua coleta, o que concorrerá p!t -
compêndios (Vide Marnoco de Souza, ·ra atenuar ou talvez extinguir aque -
por exemplo) .. Remedeia-se, por exem- 1a <diferença; e) a comparação se
plo, com uma consignação de reserva fará entre tôdas as r endas · municf-
a exemplo da de 3% , que a Constitui- pais (inclusive patrimoniais) e as d"
ção da Bahia estabeleceu. para os cré- impostos estaduais, exclusive o de e:i:-
ditos suplementares . portação -,... Ver nov.a redação.
Emenda 1.919: Emenda n. 0 2.849:
Supressiva - Inciso VIII Não Exclue as Capitais do r egime de
procede a justificação : o Estado ela- paridade da arrecadação estadual @
bora a lei orgânica dos Municípios e municipal e manda que se distribua.
fiscaliza-lhe as finanças. Se o Muni- a diferença em partes iguais, pelo.'õ
cípio a;busa cabe ao Estado aplicar demais municípios. O assunto é in-
corretivos constitucionais. Muito pelú teressante e a idéia, em parte, pareca
collltrário, o dispositivo tornBJ o Estado digna de aprovação . Coordenar colll!.
mais vigilante sôbre a situação fi- a exclusão do impôsto de exporta-
nanceira dos Municípios. Tôdas as ção para efeito do cálculo comparn-
instituições comportam abusos, con- tivo.
tra os quais o remédio está na dili- Emenda n. 0 2.872:
gência dos prejudicados, no caso, o
Estado, sem dúvida. mals poderoso no Substitutiva - Ineiso VIII
jôgo. · ponderação é justa, porém parece-
melhor: solução a . que exclue do cál·-
Emenda n. 0 1. 930: cula comparativo o impôsto de ex·-
Supressiva - Inciso VIII - Há portação. Ver nova redação do in-
várias emendas sôbre o assunto, al- ciso VIII. .
g\!mas iguais . Reporto-me ao que es-
crevi sôbre estas, condenando-as, Emenda n. 0 369:
aliás. Modificativa - Inciso VIII - Deve
Emenda n. 0 1. 912: ser rejeitada: determina que os Esta-
dos entreguem a partir de 1950 - e
Aditiva - Não parece a melhor so- não ·antes - 10 % do excedente da
lução: muitas vêzes a arrecad·a ção fe- arrecadação est adual (tributária) sô-
deral excede a municipal, porque bre a renda municipal. O autor ar-
existe fábrica de coisas sujeitas a im- gumenta paraiógicamente: a) porque
pôsto de consumo (cigarros, fósforos, o projeto estabeleceu um prazo de lflJ
sal etc . ) em verdade suportado pelos anos para que as finanças estaduais
consumidores de outros mun~cípios . se ~eajust e~ do desfalque por acaso
sofrido e só governos ineptos não lo-
Emenda n . 0 2.827: grarão fazê-lo n esse longo período·
b) porque os Estados podem transfe:
Supressiva - Inciso VIII - Im- rir aos Municípios competência, admi-
procede a justificação, como já de- nistrativas indébitamente arrancadas
monstramos em resposta a outras às Prefeituras; e) porque na sua justi-
emendas sôbre o assunto. ficação, o autor esquece-se de que se
- 143 -

o~ impostos retirados aos Estados vão Emenda n .0 2.876:


para os Município, claro que dimi- Aditiva - Inciso IX - Embora pa-
:auirão a diferença entre a arrecada- reça implícito e também os Estados.
ção estadual e a municipal, sobretudo estejam menos e'xpostos ao arbítrio da.
~e o art . 127 VIII visa a diferença
União do que os Municípios em relação
entre a arrecadação tributária . dos a.os Estados, que lhes traçam as leis
Estados (exclusive rendas patrimoni- org~nic.as, não há inconveniente em
ais) e a arrecadação de tôdas as aceitar-se a emenda para deixar ex-
rendas dos municípios (inclusive w - presso o princípio.
trimoniais) ; d) porque não computa
c.s dez por cento do impôsto de ren- Emenda n. 0 2. õ59 :
Q.11 que aumentarão a renda munici-
pal e diminuirão a diferença de que Supressiva - Inciso IX - Não há
trata o art. 127 - VIII; e) porque porque suprimir êsse dispositivo que
o~ Estados podem majorar impostos cofbe um dos maiores abusos do-
e criar novos. cumentado com cifras no quadro' ane-
Deve ser rejeitada ." Há melhores xo ao parecer da Subcomissão . Pa-
gue~º· Estado as suas despesas e o Mu-
emendas sôbre. o assunto. Ver a no- mc1p10 pague as que lhe competirem
"ª redação do inciso VIII. segundo o a rt. 138, pois, para gastar
Emenda n.~ 2.864: nêsse fim, não necessita de que o Es-
tado seja seu tutcr. Alé~ disso, nada
Supressiva - Inciso VIII - Igual impede que os lVuricipios celebrem
a outras sem qualquer justificação acõrdos ou convêni<'S com os Estados
nova - Reporto-me à contrariedade e a União. Não pode ficar à mercê de
oferecida as anteriores - 369, exigências - "Exigir",' é o que há no
1. 488 ... Ver redação noifa do texto. dispositivo.
Emenda 11. 0 3. 782:
Supressiva - Inciso VIII - Ver Emenda P-. 0 2. 8ô5:
outras iguais e também- condenáveis Supressiva - Inciso IX - Igual à
em parte, atendida noutra parte pela outTas, p. ex·: a de n. 0 2. 859. Pela
redação nova do textO. · !"ejeição .
Emenda n. 0 . 1.668:
Emenda n. 0 1.297:
Inciso VIH - Parece superflua, por-
que se os Estados têm competência Aditiva - Inciso IX - Não há razão
jjttra ditar a Lei orgânica dos Municípios p!l.ra o acréscimo porque os Municí-
e sujeitá-los' à fiscalizacão financeira pios, salvo convênio, aplicarão o seu
cla.ro que podem evitar· a displicênci~ çlinheiro diretamente, sem que deva
dos Prefeitos, com as sanções da Cons- entregá-lo ao Es~ado para .isso.
tituição Estadual. Emenda 770-:
Emenda n .0 2.858; SUibstitutiva - Inciso IX - A Co-
.missão de Redação, em ocasião opor-·
Supressiva - Inciso VII ~ Igual a tuna.
cmtras. Quanto à obj.eção relativa aos
}'ortos ' exportadores, existe- corretivo Emenda n. 0 2. &77:
•a emenda que exclue do cálculo com- Substitutiva - Inciso XI - Multa
P8,:rati".'o os impostos ·de exportação. de móra 10 % no 1.º ano e juro legar
Nao ha porque aprovar: ver a redação · nos subseqüentes. Aceitável.
l'lOVa .

Emenqa 11.º 1.927: Emenda 11. 0 1. 926 :


Aditiva - Inciso VIII - Meuce Supressiva - Inciso XI - Sem dú-
aprovação, salvo deixar as Constitui- vida a lei estabelece as multas, mas a
ções Estaduais prover sôbre o assunto . Constituição, como garantia individual
fixa o máximo. Não é moral que Ó
Emenda n. 0 1. 911: fisco pratique a onzena, que a lei v.eda
Aditiva - Inciso IV - Parece digna aos parrticulares, em caso de mora.
de aprovação, salvo melhor red!lção. Emenda n. 0 1.917 :
Emenda 1. 916: Supressiva - Não é justo que a lel
Aditiva - Inciso IX - Parece su- considere usura juro superior a 10%
~rfl!-la: se há convenção não há exi- quando há garantia hipotecária, 011
!1'$i.cza, mas consenso de vontades. 12% sem ela, e admita que o Fisco -
- 144 -

o mais privilegiado dos credores, não (Ver as outras sôbre o assunto-) . Ler
tenha limites à sua onzena . Deve ser redação atual.
rejei t.ada .
Emenda n. 0 3 . 965 :
Emenda n. 0 1.487:
Inciso X - Suprimir "tributante" ?
Supressiva - Inciso XI - Insurge- Concessões serviços públicos. (Ver ou-
se à emenda contra o limite de 10% tras).
as multas de niora. Não é justo que
a lei fixe limites aos juros de mora Emenda n. 0 2.389:
e institua a onzena em matéria fis- Inciso X - Imunidade das emprê-
, cal. A compensação de 10% é até
excessiva . Nos Estados Unidos não sas co
concessionárias de serviço públi-
- Concede. Ver redação nova do
raro, limita-se a 7% ào ano . texto.
20 % e 40% ' de mora_ são escânda-
los . Emenda n. 0 1. 483:
Emenda I1.º 1 .913: Inciso · X - O dispositivo alvej_ado,
Substitutiva - Inciso X - As duas como está, é indefensável. Melhor
prüneiras são de redação. A 3.ª é seria permitir expressamente ao Con-
tão inconveniente quanto o dispositi- gresso isentar e limitar . impçistos,
vo alvejado: preferível que o Con- desde que o assunto estivesse dentro
gresso regule, quando , o · assunto fôr da competência federal. A emenda,
·cometido pela Constituição à Uniã-0, como outras idênticas, deve ser aco-
sem prejuizo dos favores que o po- 1 lhida para novo debate sôbre o as-
der concedente dê, querendo. sunto. ·
Emenda Íl . 1. 292:
0
Emenda n. 0 2 .870:
Substitutiva - Inciso X - Deve Inciso X - Inúmeras as emendas
ser aceita pelos seus fundamentos se · a êsse dispositivo, convém coordená.-
não forem aprovadas a emenda su- las, solução que deverá preval~r.
pressiva e outra que reproduz o ar- Ver nova redaçé,o.
tigo a, § 51 do ante-projeto da Subco-
missão, rejeitada pela Grande Co- Emenda n. 0 1.922.:
missão . Substitutiva - Inciso X - Deve
Emenda n. 0 1.908: fi-Br . coorde11ada com outra para ~
mesmo efeito como a que mdica, no
Supressiva - Inciso X - E' evi- caso, a competência do Congresso, li-
dentemente contrário ao sistema fe.- mitando-a aos fins cometidos à
derativo o inciso. Mais certo será União pela Constituição. (Ver emen-
que a lei federal regule isenções da · n. 1. 925) . Ler redação nova .
0
quando a. atividade ou coisa tribu-
ta da seja um fim cometido peja Emenda n. 0 1.056:
Constituição à União.
Inciso - XII - Reduz a· partici-
Emenda n. 0 2.860: pação dos funcionários, nas multas,
Supressiva - Inciso X - E' justa: a 10%. Sendo a emenda substitutiva,
coordenar com outras nara o mesmo a conseqüência é que poderão parti-
fim. · - · 'cipar das multas os que as impuse-
rem, ou con.firmarem. Deve ser. re-
Emenda n.P 2.831: jeitada, pois o objetivo . do artigo
Substitutiva - Inciso X - Dada a 127, XII é excluir das multas os al-
diversidade de emendas a êsse dispo- tos funcionáriDs . que decidirem do
sitivo, deve haver coordenação para cabimento delas em cada caso.
a justa correção do dispositivo evi-
dente contrário aos interêsses cole- Emenida n. 0 1.060:
tivos. ·
Substitutiva· - Inciso XII - PM"ece·
Emenda n. 0 3.783: que se deverá rejeitar pois não con-
Inciso X - Ver outras para o mes- traTia O . mterêsse público, antes O de-
mo fim .e a redação atual. fende,. a parti.ci~ação de funcicmárioo
na.s multas, des'Cie que não sejam 08
Emenda n. 0 2.847: que as confirmam ou julgam adminis-
ID:ciso X - _P roíbe isenção a con- trativamente. · ·
.cess10ná1ios ãe serviços públicos. · (Ver emendas 1. 059) .
145

Emenda n. 0 .1. 059: Eme:nda n . 0 2.856:


Inciso XII - Refere-se à pairtiici- Inciso XII - Limita a 30 % :a par-
pação dos fUI11Ci:onários nas multas, ti.bl.pação nas multas. Coordenar COllil
eiocluindo-a em qualquer caso. as outras· modifícativas do dispositivo.
Pa·r ece que se deverá rejeitar pelas V€'1' r.edação novai.
razões expostas na contra:riedade i;ls Emenda n . 0 1.486: .
emendas oo. .1 . 060.
Su:bstituti:v·
a - Inciso XII - E' a
Emenda n. 0 772: questão da · pa1iticipação dos fundoná-
Substit'lltiv.a - Inciso XII - Pa- rfos nas multas. A matéria, das mais
rece que a pa,rtici-pação dos fdscats nas aipaixonadamente debatidas, foi apre-
multas (excluídos evidenrtemente os ci.a.da já pela gra,nde Comi"ssão, oomo
que as impuserem 1_.u cemfirmarem) se em 1934. A emenda exclui a partici-
justi!fica, porque é preferível que <;>s ;paçií_o, como outras no m esmo senti-
encargos de fis·ca.lização, p11cw01"...ados do. Ver nova redação do texto.
pelos contribuintes displicentes, ou: Eme11Jda n. 0 85&:
desonestos, deva.m ser supOO'tad-os P-01'1
êles próprios . Se assim não fOira, o Subsututiva - Inciso XIII - Sou
encargo recaíria tl;lmbém sôbre os con- pelai rejeição: Vier emem1a i'<iêntica.
tribuintes zelos·os do seu dever. n. 0 7r/2.
•E menda n. 0 2.8&2: Emell!da n. 0 2.873:
Inciso XII - Aditiva - Limita a 'Substituti1Va - IDJCiso XIII - E'
participação nas multas ar 30%. Ler errôneo o que quer a emen!da pois
redação atl.l!a•l . em muitos. casos o empréstimo .externo
. é o tecnicamente mais indicado por
Emen!da n . 0 2 . 87•1: incontestáveis razões . .Vide p. ·~X.
Inciso XII - Substi•t utiva - Limüa. Jeze - Tecnique du Credit Public.
a participaiçã-o nas multas aos casos Emenda n. 0 2.868:
de dolo. Aceitável.
:Aditiva - Inciso XIV - Participa-
Emenda n. 0 1.929: ção dos Municípios no impôsto sôbre
Q lucro apurado .n a .diferença de preços
Inciso XII - E' a "V'exruta qua.es- Ide veruda de imóveis, (valorizações
tio" da participação n as multais·. aleàtórias) . Acho justa e · digna de
Coordenacr .com as demais sôbre o .a&- .aprovaçã-0 com outra redação. Aliás,
sunto. 1se a Constituinte for .silente o tribu-
Eme<DJda n. 0 2 . 8'54 - 2 . ª parte: to será divi-dido entre a União, E-stados
e Municípios (art. 127._ III e IV) .
Inciso XII - Proíbe participg.ção
dos funcionál.rios, nas múiltas, a 20 % . Emenda n. 0 1. 484 :
Coo;rdenar com várias outras . Ler no- A'ditiva - Inciso XIV - A intenção
va r€·da.ção do texto, é boa., inócµo o meio. Pràticamente,
Emenda n. 0 3.966: na;da adiantará. O mecanismo orça-
I1JJCiso XII - Su:prl!me pa•r ·ticipação mentário chega ao mesmo resultado.
das multa>S . (Ver outra.s) . . Emenda n. 0 1. 9G7:
Emenda n . 0 2 . 88.7 : JMitiva - Inciso XIV - Agrava os
Inciso XII - Proibe partieipação males ;do art. 185 da · Constituição de
nas multas . Goo:rd:enação com outras· 1'934, impe1dindo "1direta ou in•direta-
restritivas . / ~ mente" a majoração de impostos aici-
Emenda n. 0 3.MO: ma de 20%. Justo limite do impôsto
está- na consciência e na fidelidalde
Inciso XII - Proíbe partic}pação idos representantes aos eleitores que
nas multas (Ver out1-as) . são os contribuintes.
Emenda n . 0 2.884: Emenda n. 0 1.50·2 :
Substitutiva - Inciso xiI - Proíbe A!ditiva - Inciso XIV - Não há '
participação nas multas com longas e porque limitar a 20% a majoração
consilderadas justilfica.ções. Coord1;nar de impostos, oomo ·já se expôs, con·-
com ou.trais que limirta.In no "quant=" trariarudo outras .e mendas com o ob-
e apena<> aos casos de sonegação. Ler jetivo de restaurar o art. 185 da Cons-
nova redação do texto . tituição de 1934.
- 146 -

Emenda n.0 2.159: Emenda n.0 1.491:


Inciso XIV - Pl'oíbe majorações de Supressiva - § 1.º - A objeção
impostos além de 20%. Há outras que justifica a emenda é improce-
iguais e que também devem ser rejei- dente: o legislador ordinário deixa-
taidas. '.l.'á de incluir nas tabelas do impôsto
'Cie consumo os artigos que notoria-
Emenda n .0 468: mente são consumidos pelos pobres,
Aditiva - Inciso XIV Visa res- como p. ex., sapatos e tecidos grossei-
taurar o art. 185 da Constitui{)ão de ros de baixo prêço; xarque, talheres
1934, que proibia majorações de iro~ Ide cabo de pau, louça ordinária, etc.
p-0stos além do limite de 20-%. No momento, os tamancos são tribu-
Deye ser rejeitada: em muitos ca- ta·dos. Disposição iQ.êntica se lê na
sos há necessidade de ultrapassar tal IConst. da Suíça, art. 29. ·
limite, p. ex. queda brusca do valor Já Lassale, há perto de 100 anos,
da mo-eda, impostos com fins extra- <denunciava o caracter regressivo do
fiscais, etc. A guerra é .outra hipó- impôsto de consumo, que nos países ci-
tese ·q ue pode exigir majorações vio- vilizados, recai apenas sõbre bebidas,
lentas. · fumo, cartas de jogar, artigos de luxo,
Emenda n. 0 1.920: chá, produtos exóticos de alto custo,
desnecessários à vida. Qualquer pes-
A!ditiva - Inciso XIV - E' inócua soa distingue as mercadorias destina·
e supérflua, pois o mesmo efeito re- das ao vestuário dos prnletários e
sulta do processo orçamentário e da quais as de luxo médio ou grande.
votação dos créditos adicionais. Não Quem usa zuarte, brim kaki, chitas,
criar despesas s·em atribuir reoeita, caroá?
levaria ao errôneo princípio de afe-
tação de certas receitas a determi- ·E menda n. 0 2. 915:
na-das despesas. 1.0 - Supressiva ~ A lei ordi-
Emenda n.0 3. 561: nária sempre pesou, em matéria de
impôsto de çonsumo, sôbre os mais
Ê inconveniente a. aplicação especiá! pobres, prova de .:i,ue o assunto deve
de qualquer impôsto a determinada ter ' um provimento constitucional.
despesa.
'E menda ·n.0 1.299:
:ART. 128
§ 1.º - Supressiva ~ O impõsto de
Emenda n.0 2.149: consumo e ·cobrado aos fabricantes,
Determina que a União subvencio- produtores . e importadores, que pelo
ne os Municípios em dois por cento de fenômeno da repercussão, recuperam
sua renda. Pela i··e}eição. o sacrifício através do aumento do
prêço, A tributação se faz através de
Emenda n ..o 3. 790: .tabelas específicas ou ad valorem. Se
específicas, não se incluirão nelas
Cria outro irripôsto de herança para mercadorias consumidas apenas pelos
a, União. Porque ? . , miseráveis, como tamancos, calçados
Emenda n.0 4.061 (4.065 até e brins grosseiros de baixo prêço, xar-
- 4.070): ques, feijão, etc. Se ad valorem, a
isenção alcançará os produtos mais
Substitutiva - Vêr emendas núme- baratos notoriamente os usados pelas
ros 4.068, 4.069 e 4.070. classes humildes. Certos medicamen-
tos, como quinino, devem ser isentos
Emenda n. 0 1.298: . neste "vasto hospital'' de malária e
•R edação - E' preferível "•decretar verminose, moléstias que só por ex-
impostos", como está nas Constitui- ceção atacam os ricos. Disposição
ções anteriores. Deve ser aprovada. idêntica se encontra na Constituição
da Suíça, art. 29 I, a, b, e e. E' prin-
Emenda n. 0 2.920: cípio pacífico em finanças o da isen-
ção para o mínimo da existência até
§ 1. 0 . - Todos os que escreveram por comodidade .administrativa: a a.r -
modernamente ou pensaram sôbre o reca:dação não compensa a fiscaliza-
impõsto de consumo sustentam o prin- ·ç ão. -
tcípio cansagwdo no dispositivo. A
técni•ca fiscal ensina a exequibilidaQ.e Emenda n. 0 1.941:
ido alvo que se pretende. A dificul-
daide não é excusa nara que se faça . §1.0 - Supressiva - Não precede·
justiça. ' a justificação. E' perfeitamente pos-
_- 147 ;.__,

sf•:el não· inclui!· ns,s Tabelas de im- culture du pays seront taxées assi bas
pôsto de consumo mercadorias que, que possible; b) il en sera du même
notàriamente, só usam os miseráveis: des objets necessaires . à la vie; e) les ~
tamancos, por exemplo. Há quem te- obJets de lux·e seront sommes aux ta-
nha dúvida de que só pobretões usam xes le plus elevées" (art. 29, n. 0 1,
tamancos? .Xarque? Chita? Brim · e a, b e e).
sapatos grosseiros, de baixo prêço? Deve ser rejeitada: o quadro do
Idên't ica disposição se lê na Consti- Brasil, onde hã 44 classes de produtos
tuição . Suíça, art. 29. Deve ser rejei- sujeitos ao impôsto de · consumo, in-
tada como outras iguais. cluindo os hiais necessár'.os à vi.da,
1Emenda n. 0 2. 393: mostra a necessidade do dispositivo.
S.:; até tamancos são tributados num
§ 1.º - Extende a isenção do mí- pâis em que mui.tos andam déscal-
nimo necessário à habilitação, ali- ços !
mento, vestuário, e tratamento tam-
bém as demais pessoas, além de po-. Emenda n. 0 1.492.
bres . Não parece justo: caviar, seda, ReS1tritiva - O A., funcionário da
péles, .champagne etc. seriam i&entos Paz.enda, dos mais ilustres e experi-
sem nenhuma base lógica ou m..oral. menta dos, concorda com a isenção
Devemos tender à tributação direta e para mercadoris,s d)estinadlas à al'..-
pessoal, mas não se pode deixar de mentação e vestuário, mas as ·ô·xclui
tributar indiretamente artigos de luxo. para as coiSas próprias para a h abi:-
Emenda n .0 2.904: tação e tratamento médico . E' pre-
ciso não esquecer que a lei vai fixar
§ 1.0 - Não há porque isentar ex- o alcance da mc;dida: o legislado·r
pressamente as máquinas . que produ- - verá quàis são as coisas quie só se ·2m-
zem vestuário, alimentos etc. Em re-
gra não estão. sujeitas a êste 1mpôsto, pregam em casas proletárias e quais
os med'.came11tos que pela embalagem,
por outrn lado seria difícil quase sem-
pre evitar que a maquJné,ria não fôsse preço ou indicação sã o usados pelos
utilizada em coisas Jie luxo ou nã-0 nec·essitados. A química, por exemplo,
destinadas s,s classes humildes. os vermifugos só raramente curam
.moléstias dos ricos, . pois se empregam
Emenda n. 0 1. 897: - para as ·populações miseráveis das zo-
Aditiva - § 1. - Isenção adm1,-
0 nas insalubres. A lei pode condicio-
n eira e de Impôsto de Consumo às nar a ise11ção a prêço limi<tado e ce.r -
máquinas e coisas essenciais à produ- to tipo d·; embalag.em. Também pode
ção. Sem dúvida tais coisas merecem esta'belecer que a mercador'.a isenta
benigno tratamento fiscal e creio mes'- só circule em hospitais, como aconte-
mo que já o recebem. Mas algumas ce com as amostras.
destas ,máquinas e coisas já são pro-
duzidas no país, e outras têm diferen- Emenda n. 0 960.
. tes aplicações. Substitutiva - Transfere da União
•E menda n .0 3 . 788: para os Municípios, o impôsto de con-
sumo sôbre en::rgia elétrica. Preferí-
§ 1. 0 - Demagl'.>gico o dispositivo?
Veja igual na Constituição; então de- vel, incluir a energia elétrica no 're-
magógica, da Suíça ... gime de tributação única de combus-
tíve:S, etc ., o- que resolve também,
' Emenda n. 0 586: em parte, os p.robJ.êmas da isenção ou
l1ão para os serviços concedidos .
Supressiva ~ § 1. 0 - A evasão de-
pen_de da má fiscalização e da iilcor- Emenda n. 0 469.
reçao dos contribuintes. No caso, o
l~g1sl ador ordinário, por fôrça do ar- .S upressiva - Exclui do impôsto de
. trgo 128 § 1.0 , deverá excluir das ta- consumo a energia elétrica porque na
belas de impôsto de consumo, coisas emenda 468, a envolve no regime da
que só miseráveis consomem, como tri;butaição única, •ôstabelecida para
p. ex. tamancos, calçados grosseiros combustíveis. neve ser aprovada s·e
e baratos; panelas· de ferro ou barro· o fôr a de n. 0 468.
brins. grossos e barátos; a quinina ~ Emenda n: 0 587.
vermrfugos, consumidos geralmente
peJ.as .Populações das zonas malaríge- Substi·t utiva § 2. 0 - Deve ser acei-
!J.as, etc . Na Const. Suíça (fedexal) ta para coorde:qação com o.utras ao_
nã dispo.sições idênticas "les matiêre~ mesmo disposit'.vo, que exige novo
necessaires à l'industrie et à l'agri- debate.
148 -

Emenda n. 0 -1. 063. veis igualmente entr.e Estados e


Mun~cípios, nü próposito de que o.s. ~S · ·
Substitutiva - A emenda tem V:á: ta.dos .mais atrasados s·ejam awolla-
rios áspectos : a) é má _q1;1anqo exc11_.n dos pelos mais adiantados,. com o que
a particips,ção dos mumc1_p1os_ n~ tri- s-e alca;nçará o desenvolv'.mento h o-
·butacão única sôbre combust1vern, ,de mogêneo do país.
s.orte" que as Prefoituras têm inrtere;;-
ses e deverão colaborar na expansao Emenda ·1. 300 :
rodoviár!a, ma·s não terão estímulo na Substitutiva: redação . . .
possi1b'.lidade de obter rendas, ~ ~ue A expr·essão "impôsto único'', usada
os incliri2,rá, a disfs,rces anacxomcos uela emenda n .0 4 da. Constituição de
de pedágics; b) é ·boa, quando e~ta­ i937, é, pelo menps 100 anos mais ve-
belece o. critél"io mixto da superf1.c;~e , lha do que o georgismo . Usaram-na.
popula,çào e consumo para proporc1?- os fisiocrátas desde o Século XVIII.
nalida,de na par.tilha da arrecadaçao o dispositivo deve ser corrigido .no
única. Snia pred'erível ,2Jiás, que .ª sentido da emenda n. 0 •
eme1n da e nã10 a lei traçasse êss·e cr1- Em todo o ca,so, à Redação pam re-
têr'.o mixto. Não vi no impresso o solver .
anexo a que se refere a justificação
da emenda "in fine". Sou pela apro- Emenda · 3 . 739:
vação, uma v.ez qu·e contemplados os Supr,e ssiva - Não há qualquer con-
Mm1idpios . veniência.
Emenda n. 0 2. 216-iC. Emenda 1. q69 :
Merece acolhida: oart'.lha do tribu- E' merecedora de estudo e coorde-
_to .sõbr·8. combustíwis, segundo super- . nação com outra no mesmo sentide
fície, popul11Jção e_. consumo. _ e autoria do Sr . Dário Cardoso.
Ver Em . n .0 .
-Emenda n . 2.905.
0
Emenda 2.894:
Regtme de partilha do impõsto de -
·combustíveis; há várias no mesmo Substitutivo - Distribuição do im-
senti.do ou em .füversa orientação a pôsto de combustíveis, segundo área,,
exigir coordenação, esta opta pelo população e consumo . Deve ser ac,e i-
·critéTio da população. · - ta, comô as demais para o mesm@
.fim.
Emenda n. 0 1.062..
Emenda 468:
S1ubstitutiva - Inc'.so III - Pa-rece
injusto que se excluam os Municípios Aditiva - Inciso III Inclui: a
da particiipação do impôsto sôbre en ergia elétrica rio regime da tribu-
com'bustiveis, desde que, estabelecida tação única sôbre combustíveis. Me-
a tributa,ção única, ficam êl•es impe- rece aprovação.
didos de alcançar riqueza existente Emenda 2fl9:
so'b sua· jur'.sdição e que se locuple-
tará com os serviços municipais. Por Supressi.va. da cláusula final, o que
outrn lado o critério d9, pro'porci-0na- impoTta em isenção· fisca.-1 em favor
lidade ao consun10 não é único meio dos portadores de apólices e dos. fun-
possivel, nem · o ·mais justo. Antes o cionários públicos. Deve ser rejeitada:
a imunidade fisca.l dos tLtulos públicos
da proporcion alidade à população, ao e dos v·e ncimentos dos funcionários é,
ter.r i tório ou formas mixtas. A soli- hoje condenada pela doutriná, pela
da,r'.!sda à-e nacional exigiria que os Es- iurisprudência, dos tribunais e pela
tados mais rkos crnntribuissem para prática dos países. Na Inglaterra, foi
a exp;vnsão dos mais .pobres, tenden·· repelida desde Pitt. No .Brasil, Rui de-
do-se à homog,eneidade econômica e monstrou a sua iniquidade no Relató-
social do naís. O crescimento desi- rio de 18M. Nos Estados Unidos pul-
. gual do ·Brasil, civilizada p·equena verizou-a Selign,1an. Na Itália, :fmti.
parte, s·émi-bánbara o resto, poderá - Na Fr:;tnça, Jeze. O nosso ·supremo,
conduzir-ncs a dia.s sombr'.qs no fu- hoj e, exclui &penas os títulos .isentos
turo. por disposição especial ou emitidos an-
Emenda n. 0 1. 493. teriormente à criação do impôsto sô-
bre a renda . Desde a reforma de 1939
Substitútiva - Estabelece a parti- apólices e vencimentos vêm sendo tri~
lha do tributo único sôbre combustí- butados no Brasil. O proJeto consagra
- 149 - ,

a regra do igual trata_mento, evitando assim escorraçados dos mercados do


e,concorrência desleal da União, Esta- dinheiro. ,,,
dos e Municípios, no merca1do do cré- Ao Congresso Americano já se apre-
dito . sentou Emenda ' em têrmos bem seme-
lhantes,. mais tarde dispensável pela
Emenda 1. 061: evoluçãio da j.urisprudênci0, da Côrte
Suprema. o' assunto é debatido desde
Substitutiva - Inciso III - Inclue Pitt,
OB minérios no regime da tributação
no .f im do século XVIII até Rui!
única já estabelecida para combustí- Seria preferível a reds,ção genera-
veis. N-o momento, vigora regime mais liza.da do ante-projeto sem os desdo-
bramentos do Proieto.
ou menos semelhante (limitação) gr.a -
ças à atual redação do arf. 68 do Cód. Emenda 2.9'13 :
de Minas, que limita, a 8% o total •dos
tributos feder.ais, estaduais e Munici- A redação, oportunamente.
pais sôbre mtné;rios, rÇ!speitada a. li- Emenda 2.919:
berdades da arrecadação direta.
Parece preferível disposição geral da "Agentes'' - expressão usaida. no
Constituinte determinando que a lei .art . 15 do Código Civil, é mais am-
federal, para estabelecer limitaçõer, aos pla, porque abrange os membros dos
Estados e Municípios a fim de que não Poderes Legislativo e Executivo, que
tributem excessivamente atividades ou não são servidores, nem funcioná-
coisas que, pela mesma Constituinte, rios .
estarirum entregues a cGmpetência ·e Em todo o cáso, à. redação.
regulamentação da Urúão. Seria o ca- Emenda 2 . 906:
i;o das minas, s-erviços públicos, nave-
gação etc. Não. há razões para aprovar, desde
que. a intenção do Projeto foi melho-
Emenda 2.914: -- rar os Municípios e não os Estados.
.Restritivo - Isenta do impôsto de E porque aquela destinação espECial
renda os funcionários estaduais e mu- se cada Murúdpio pode ter necessida-
11.kipais, cómo "iiIBtrumentalidade'' dos des diversas.? ·
Estados e çl.os Municípios. Assim, se Emenda n. 0 2.9,23:
pensou nos E . U. , mas desde 19-39 ·a
jurisprudência deu .solução contrária. iEleva para 15 % .a cota do impôsto
Se a tributação f.e deral sôbre os fun- de renda para os Municípios e manda
eionários dos Estados e dos Municí- rateiá-lo propordona-lmente à arreca-
pios não é maior do que a aplicável dação em caida Município.
sôbre os agentes federais, não há ra- Não atende ::i.o propósito de melho-
zão para que a não admitam . Tais rar a .parte o · Brasil· mais atrazado
isenções se explicariam em proveito dos e que, em regra quase não produz im-
Estados e dos Municípios e não dos põsto sô-bre a renda.
funcionários. Ora se o ônus existe para
os próprios funcionários federais não Emeil'da n. 0 2.899:
há porque receiar que os Estados e Eleva para 15 % a cota do impôsto
MupJcípios se vejam prejudicados, pois de renda a ser rateim:l:a com os Mu-
· es trabalhadores, em qualquer ativida- nicípios e inclue também as capitais.
t!e, estão sujeitos ao mesmo gravame,
que .age com o mesmo peso sôbre todo ·asNão há razão para que s.e incluam
capitais, conforme se veri1'i-cou, na
g mercado àe trabalho.
Conüssão com estatísticas .
Emenda 2.911 : ·EmeD'd.a n. 0 l.&39:
A redação, oportunamente. A'dicional né,o passa de ma:joração
do mesn10 impôsto: se a emen>da pas-
Emenda 2. 906: sar, a União multipUcará adicionais
para lmar os municípios .
A experiência de mumeros países
11os mostra que o fato é possível e pro- Emenda n. 0 2.890:
vável: basta que a União, para auair · - Substitutivo _:_ É justa e digna de
t omadores para seus títulos dê dedu- aprovação, mas dividindo-se primei-
§(íes especiais ou 'tratamento especial, ramente tO'dos os 10% pelos Esta.doo,
para os port0Aior:es de títulos federais, em partes ig11ais, par.a que êstes, por
l'Stabeleeendo conconência desleal com sua vez, repartam, também partes
Estados e Municípios, que fica.riam iguais com os Municípios.
- 150 - ,

rD est'arte, evita-se que os Estados vimdo-se o nÜnimo tle exisbência e


multipliquem os municípios no a.fam preconizando-se como base da tribu~
de melhor colheita. · tação a capacidade econômica de caoo
Há emenda nesse sentido. contribuinte.
Emenda n. 0 1.935·: Emenda n. 0 274:
!Substituti~a - Deve ser aceita. Não há razões para referênlCia ex-
Emenda n. 0 1. 9133: pressa nem · para · a. manutenção do
odieso "impôsto de exploração agri-
Substitutiva ·- E', digna de aprova- co1a .e industrial'', que o próprio autor
ção pelos rulltivos expostos de referên- reconhece ser um disfarce do malfa-
cia a outra igual de n. 0 da!do impôsto de exportação, com a
Emenda n. 0 1.007: agr'avante de permiti-lo sôbre mer-
cadorias dentro do território nacional,
Substitutiva - Há outras emendas :Ess·e tributo é sempre o disfarce do
pr.eferíveis como as que contémplam bi-tributação vedada pelo texto cons-
tenitórios ·e população para a prapor- titucional; ora másca.r a o impôsto de
cionalida.de . exportaçij..o, ora dissimula o de consu-
Ver em IIB. mo. Os Estados mais organizados fi-
nanceir.amente o toleram apenas para
AO ART. 130 os municípios. Se os Estados necessi-
tam das arrecadações sob essa rubri-
Emenda n. 0 1.943: ca, cobrem-nas constitucionalmente
A'ditiva· Parece que o assunto pela majoração do impôsto de vendas
·deve ser ·deixado à }ei· ordinária, da- ou pela do de exportação até 5 % . Se
das as vaiiações tle nossa moeda. fôr insufióente i·ecorrarn a escalas
mais ·eriergicas do impôsto de herança
iEmem:la n. 0 :n•1: airtda muito tímido em nosso país.
Modi:ficativa - Estabelece que os Mas nã,o insistam em odiosos impos-
Municípios .ane-~a;darão diretamente . a tos indil'etos ou reais. Deve ser rejei-
meta;de que lhes toca do i:mpôsto mor- tada.
tis causa. A solução do prnjeto é Emenda n. 0 2. 739:
mais sdequa'<ia à técnica complexa do Isenção do impôsto territorial para
impôsto de herança, conforme se vê o proprietário até 25 hectares que não
das notas ta·quigrafaictas da grande possua outro · imóvel. ·
Comissão, quando discutido o assunto.
Deve ser rejeitada. Injusta: - pode o proprietário pos-
suir bens ·outros que não imóveis; pode
Emenda n. 0 565': ganhar suficientemente nesses 25 hec~
tares; pode deixar de g.a nhá-los por
A'Cl.itiva - E' supér!l'ua a disposição; sua preguiça ou displicência e o im-
nada exdue, no Projeto a tributação pôsto força-lo-ia à venda a quem
dos produtos do subsoio . No momen- queira. trabalhar.
to, há o limite de 8%, decorrente do
Código de ,M:i_nas, para evitar-se o ex- \ Emenda n. 0 3.792:
cesso de fiscalismo, q:ue poderá ma-
tar na ressurreição a exploração de Impôsto de Consumo para os Esta-
minérios do País. Vai a nova redação dos, que dividirão com o Município.
do texto sôbre tributs,ção unidade T,al impôsto de bas.e geral e larga á
eombustíveis. próprio eira União.

íEmenrda n. 0 719: Emenda n. 0 719-A:


Merece acolhi-da par.a ser coordena- Inc!.so I - A intenção é boa, o meio
da com out.ras sôbre o mesmo assun- im.próprio. O Impôsto territorial pode
to: isenção do pequeno produtor, o ser aplicado de modo "pessoal'', que
·que está implícito no novo inciso sôbre o . torna justo e atende ao princípio
de imunidade do mínimo de existên-
a pre<doml.nâlicia da tributação pessoal. cia, encr"rgos de família, dívidas, do
'.Emen'<ia :a.o 716: contribuinte, etc.
Isso, porém, através da lei ordinária,
A emenda é justa .e simpática, tal- pois a Constituição deve conter apena~
vez imprópria da Constituição que disposição geral recomendando que os
apena.s deveria conter uma disposição impostos sejam ' pessoais, sempre que
ge:na:l favorável à pr·e ponderância dos possível, graduando-se pela capacida-
impo3tos dL"etos e pessoais, e ressal- de de pagar dos contribuintes, cujo
- 151 -

m1mmo indispensável à vida deve ser Comissão, que já preferiu a cobrança.


poupado ao fisco. do irµpôsto de heranç~ pelo Estado,
Pela rejeição, pois. entregando a metadé ao Município:
Quanto à possibilidade de dar-se ·mais simples, mais econômico e mais
forma· pessoal \liº Imp. territorial, ver cômodo para os contribuintes.
JEZE - Const. "1937, pág. 312 e ou-
tras como 326 e seguintes. !Emenda n, 0 1.495:
Emenda ' n. 0 2.935: .Inciso III - Rlestritiva. ,
Parece que "preço" restringe a apli-
Inciso I - Supressiva e substitutiva cação do impôsto inter vivos à com-
- Transfern para os Municípios o im- pra e venda, dação em pagamento e
pôsto t erritorial, como vários outros,_ incorporação deixando de fora a tro-
aliás bem inspirado do ponto de vista ca, a doação e outros contratas, que
t écnico. não devem ficar is'e ntos, o impwto
Resta sabe reamo Minas acolherá a deve recair, sôbre o 1usto va_lor e iss!l
idéia, pois devido à sua resistência . se poderá .alcançar, através da com-
nrefer-iu-se o impôsto de \Indústria e petência. do Congresso para.· legislar
:Profissões. sôbre o direito fin_a nceiro, evitando-se
Emenda n ,0 590: o fiscalismo de regulamentos de cer-
tos Estados .
Inciso I - Supr-essiva com fim
substitutivo - A emenda suprime o Emenda n. 0 1944:
dispositivo, porque reserva aos Muni- Inciso. III - D á aos Municípios o
cípiicis o impôsto territorial. impôsto de Transmissão "inter-vivos"
Tecnicamente, reflete ·o bom prin- sôbre propriedades urbanas,
cípio, do qual se af.astou o Projeto em Emenda n. 0 1. 948 : .
vi-rtude da resistência de Minas Ge-
rais (Dep . B. Valadares) que preferia Aditiva - Inciso II - Cancede aos
conservar aquêle tributo na compe- Estados o impôsto · sôbre valorizaçao
tência dos Estados. A matéria, no mo;- de imóveis, isto é, o que o Decreto
mento assumiú carater político, já que n. 0 9 . 330, de 10-6- 46 chama de im-
os representantes do P. S. D. de São pôsto sôbre lucros das pessoas físi-
Paulo também se inclinaram para o cas na venda de imóveis.
sentido da emenda, -
O assunto deverá merecer estudo
A Assembléia o decidirá. Vêr ~en­ da nova Comissão, que já tratou do
da ns. 594, 5!}3.
assunto quando o ante-projeto da
/ Emenda n. 0 2. 946: subcomissão criava êsses tributos para
I nciso I - Suprimé da competência os Municípios. Preferível o silêncio
dos Estados o impôsto territorial. Só da Constituiçã o, o y_ue terá como con-
ise for para transferi-lo aos Municí- seqüência ficar êsse tributo na par-.
pios. tilha entr-e União, Estados e Muni-
cípios .
Eme:tfda n.° 2. 938:
Inciso I - Transfere para o Muni- Emenda n. 0 592:
cípio o Impôsto Territorial. Vêr ou- Substitutiva - Inciso IV - I;>eve
tras no mesmo sentido. · ser aprovàda : não h á razões para
iEmenda n. 0 2.928: que se isente do impôsto de vendas o
produtor em geral - agrícola, pas-
Inciso I - Não há razões para Li- toril, extrativo," etc. salvo o movi-
mitar o Impôsto T·e rritorial das pro- mento ·daqueles que a lei reputar
priedades de menos lOOH e Ct$ 60,000, · "pequenos",
nem estabelecer a taxa máxima de
1 % - :íl:sse impôsto se presta a várias Emenda n .0 1.496:
aplicações, que se anulariam se tal
percentagem limitada vingasse. Substitutiva - Inciso IV - Deve
Além disso, 100 hectares, em certos ser acolhida: não é justo que agricul-
casos, podem valer muito e, noutros, tores não paguem um impôsto geral,
podem não ser o único bem do pro- salvo se forem pequeno_;; roceiros, c'.Lso
prietário. resolvido pela tributação pessoal (127.
II).
Emenda n. 0 2.943:
Emenda n. 0 3 . 967:
Inciso II - O assunto foi.objeto de
longa meditação e debate da grande A redação.-
- 152 -

Emenda n. 0 2. 926: Emenda n. 0 2. 945:


Inciso V - Consta das atas da Inciso V ....'._ Exclusão do impôsto ê.e
Grande Comissão que o. impôsto de exportação . Ver outr.os.
exportação só é cobrável• de I!lerca- Emenda n. 0 / 3 . 743:
dorias enviadas para fora do país.
Já Rui afirmava que era um pleo- Incisu - ô e 7 - Transfere o im-
nasmo dizê-lo, ainda que preferível pôsto de exportação para a União:
ao vício de cobrar o impôsto, por m- Pela rejeição . .
teligência contrária. Se há dúvidas, Emenda n. 0 2.947
fique expresso, como quer a emenda.
Emenda n. 0 1.498:· Inciso VI - Deve ser aprovada para
redação. Sem justifics,tiva.
Aditiva - Inciso V Parece que o
objetivo da emenda se alcançaria mais Emenda n .0 2:936
eficientemente por um dispositivo ge- Inciso IV · - A medida é simpática:
r-al dando competência ao Congresso impôsto indireto, o de vendas, não de-
para legislar sôbre direito financeir ri. veria recair sôbre gêneros de 1.ª ne-
Ver emenda .n. 0 • cessidade de uso das classes humildes.
Emenda n. 0 2.942: Emenda n .0 1 . 946
Inciso V - E' matéria mais pró- Inciso IV - Merece aprovação, pois
pria da lei ordinária, ou melhor: ds, não se explica isenção do impôsto de
· Constituição, de cada Estado; as pe- vendas fora do caso · do pequeno pro-
culiaridades locais -E.xigem regulamen-. dutor ou outros especiais, significati.-
tação diversá dêsse tributo, · confor- vos d.e pequena capacidade de pagar.
me sejam marítimos ou centrais, pre- Emenda n .0 1. 301
judicam certos produtos, etc.
Emenda n. 0 2.937: Inciso VI - A- isenção deve ::i,bran-
Inciso V - Exclui o impôsto de ex·· ger- todos, os pequenos produtores e .
não só os pequenos agricultores. Por-
portação . Há outras no mesmo sen- que não amparar também o sapateiro
tido e não devem ser aprovados. a domicílio. a indústria caseira e a
Emenda n. 0 2. 933: pequena avicultura. O art. 127, II,
provê ao assunto (predominância da.
Inciso V - Parece merecedora de tributaçã o pessoal) .
aprovação já que o velho e consagrado Ver emen da n. 0
pleonasmo se afigurou' a Rui Barbosa
menos nocivo do que o mal que, com Emenda 2. 930
êle se visa evitar. · Substitutiva - Ou houve erros de
Emenda n. 0 1. 302: impressão, ou s, redação do Projeto
se rebelou contra o que foi votado
Supressiva - Inciso V - Deve ser pela Cqmissão. Esta, salvo engano
rejeitada: o impôsto de exportação, de memória, votou o Art. c, II § 2.0
notoriamente indesejável, é tolerado do ante-projeto da subcomissão, quase
em certos casos, todos êles longamen- igual aos dispositivos correE;pondente
te· discutidos na Grande Comissão, a de 1934 e 1937.
cujas atas taquigrafadas me reporto. Restabeleça-se o vencido.
O Projeto, no caso, tem · símile .na
Constituição Suíça que expressamente Emenda 2. 929
admite impostos de exportação "au,ssi
moderés que possible" . :ll:sse país, .pelo Os · Estatfos podem e devem cobrar
seu aperfeiçoàmento técnico, tem mo- impôsto de herança sôbre os títulos
nopólio virtual de relógios, pois ne- públicos, contanto que não ex1Jam
nhum outro os faz tão bons e tão dos federais. cotas maiores do que co-
baratos: porque não os tributar, por- bram peios estaduais.
que nesse caso, o ônus repercute sô- Emenda n. 0 589
bre o comprador estrangeiro? E' o
caso por exemplo do cristal de rocha Supressiva - Não há razões para
da Bahia. Além disso, indivisos, em que não paguem impostos os que lu-
sua maioria, os imóveis, o impôstO ter- cram rendas de títulos públicos, quan-
ritorial ainda não é sucedâneo efici- do estão t ributados todos demais ca-
ente. pitalistas . . A matéria é velha, pronun-
- 153 -

eiando-se pela tributação a doutrina, muito pouco e ainda comporta razoá-


a jurisprudência e a prática dos paí- veis majomções.
~s, inclusive o Brasil. Deve ser re-
jeitada acima como a emenda idên- Representa, a lém disso, pequeno sa-
tica de n.0 a cuja refutação me crifício . para a grande maioria dos
reporto, como integrante desta. Estados . Somente São Paulo cobra em
base justas e produtivas, auferindo
Emenda n. 0 2. 9-H grande arrecada cões.
A redação . Emenda .n. 0 1.065
Emenda n. 0 2. 944 Aditiva - Transfere parn os Muni-
Conseqüência da emenda n.0 2. 943, cípios 50% do impôsto transmissão in-
e que deve seguir a sorte desta. ter-vivos, a fim de beneficiá-los .
Emenda n .0 2.933-A Emenda n .0 3.631
Sugere t ransferir para os Municípios Suprime: "e consignações;,
50% do impôsto territorial rural, a Acescentar : será cobrado em lugar
parte do 50% do "causa-mortis" que se efetuar 1', operação. Parece
mantido o Projeto . · prncedebte - Ver justificativa.
Emenda n. 0 1. 945: Emenda n. 0 272
Supressiva - Desdobramento de ou- · Supressiva - Deve ser r ejeitada: a
tra emenda do Autor ao art. 127, VII, emenda resulta de evidente equívOC-O
isto é, êle deseja que a União e os do autor que supõe ter o projeto re-
Estl:l.dos dêm 30%, cada, aos Municí- ser vado o impôsto de exportação tam-
pios. bém à União, por não ter ponderado
o elemento histórico relativo ao tri-
Emenda n.0 1.497 buto único sôbre combustíveis, ori-
ginado da emenda n .0 304 à Carta de
Supressiva - Visa · - parece -.,.. 1937. Há confusão também do autor
transferir para os Municípios o im- na· remissão do artigo 3, X, dispositivo,
põsto territorial ao inves do in"dus- aliás, supérfluo.
triais e profissões - o que é certo.
Emendá n.0 , 1. 067
Mas não há razão para negar aos
mu._nJcípios metade do impôsto causa Isenta . do iÍnpôsto de vendas os pa -
mortis, que representa pouco mais de · quenos negociantes ambulantes ou de
2% das r eceitas estaduais e suporta feiras - Coordenar com outra con-
majorações. Ver emenda 1.499. denada ·e favorável ao pequeno produ-
tor, através da· predominância da tri-
Emenda n. 272
0
butaçf\o pessoal (Art. 127, II - novo) .
Supressiva - Deve ser rejeitada : a Emenda n. 0 2. 932.
partilha do impôsto causa-mortis com
os municípios ' funda -se em constituir Dá à União competência para legis-
pequeno sacrifício para os Estados ls,r sôbre impôsto de vendas . Preferí-
(menos de · 2% das receitas dêstes) e vel dar-lhes competência · geral para
tratar-se de tributo de larga produti- o direito financeiro. (Art. 4 e ru.) .
vidade, que ainda comporta justas ma- · Emenda . n. 0 2 . 940 ·
jorações sôbre os quinhões de g-rande
vulto na escala progressiva. Não parece justa a emenda: o Se-
nado poderá aumentar o impôsto de
Emenda n .0 2.931 exportação até o limite compatível
Favorecer aos municípios é o desejo com as circu.nstâ-ncias.
~eral. Não está justificado porque essa
fórmula da Emenda é melhor do que F.menda n. 0 2.948
o Projeto 50% do transmissão int~r­ Dá p, Câmara a atribuição -do Se-
vivos e mortis causa . nado para aumento do impôsto de·
exportação . Tela r~j eição.
Emenda n.0 591
Supressiva - Deve ser rejeitada, em Emenda; n.0 1. 936:
face ds, justificação que não atende à Supressiva Decorre de outra
realizaÇão do caso especial do )?ará. emenQ.a em que o Autor manda que :-t
O impôsto cau$a mortis éonvém à União dê 30% de suas rendas aos Mu-
partilha com os municípios porque é nicípios.
_::::_ 154

Ficará orejudioado, pois, se recusada Emenda n. 0 2.900:


A> outra êmenda. Inciso III --Inclui a en"rgia elé-
Emenda n. 0 2.908 . trica no regime de tributação única
dos corríb.ustveis.
Substitutiva - - É rigorosamente Não há inconveniente e parece ha- .
·:igual · à emenda 1932, que con~a ou- ver · vantagens. ·
tras tantas assinaturas. M•ais de 100
deputados a apoiam. Parece-me feliz Emenda n. 0 2.902 :
medida de boa política em pról da so- Inciso n.0 III -~ isenta combustí- ·
l.idariedo:d.e nacional, pois importa em veis, os minerais 'ª fim de qu:; não so-
estabelecer um regime permanente, ge- fram os · e}~cessos de .fiscalismo esta-
ral e equitativo de subsdios federais a dual e municipal. '
tbdos os municpios -e-m partes iguais, Parece que o mes-mo fim poderia ser
e, todos· os Estados, de modo que as obti.do pela rest&uração do dispositi-
unhiades mais 1prósperas auxmarão vo do , ante-projeto qu:; permite, por
normalmente as mais atrazadas, ho- exemplo, à lei fetleral traçai• limites
mogeneizando-se a civilização e o pro- ou mesmo : isentar, coisas ..,GU ativida-
gresso do pas. des, que constituam fim atribuidor à
União pela Constituinte . Hoje, os mi-
E1mmda n .0 1. 932: nerais estão sujeitos ao r.ogime de tri-
Substitutiva - É de boa política, butação federal, estadual e- municipal,
porque promoverá a correção da diver- até o máximo de 8 % , pelo artigo 69 do
sidade sconômica e de ci:viliz·ação en- Código de Minas . Aprovada.
tre as vá.rias regiões, criando um sis-
tema permanente de subsdios da União Emenda n .0 2. 891:
aos Estados mais- a trazados. I•nciso IV - O princípio no mí-
Sou pela aprovaçáo . nimo. de existência é co:rto e vem
Rigorosamente igual à de n.0 2. 903, sendo observado pacificamente no im-
-aue conta inúmeras outras assinatu- põsto de rendas, -o que torna dispensá-
r.as, mais de 120 ao todo . vel a: isençã.o nesse , dispositivo. Por
outro lado, remediar-se ia tendo isso
Emenda n. 0 1.940: com a inclusão do -princípio g oral de
Supressiva _: É cons:+:iüência da. que os impostos deveriam ser, .sempre
Emenda do mesmo nobre Deputado sob que possíveis, pessoais, respeitado o
n.0 1. 938 que n ão deve ser aprovada.. mínimo de existência.
iPrejufü.cada, pois.
Emenda n. 0 268:
Emenda n. 0 2. 9Ó7:
Des-dobramento da emenda n. 0 2.903 Moàirficativa - Inciso VI - Introduz
e que dev:; seguir a sorte desta, que as palavras "ou produção" no dispo-
não me parece boa. sitiv-o acêrc.P. do impôsto ·único sôbre
combustíveis, visando _a situação dos
/
Emenda n. 0 3. 785: Estados que não só os consomem ma.s
Inciso I - Inconveniente: consUillo também os · produz em.
convém à União e eiDportação aos Es- Deve ser ac·e ita para coordenação
tados . com outras ao mesmo dispositivo, que
Emenda n. 0 3. 786: necessita -de novo debate.
Inci30 II e III - Inclui eletricidade
no i·egim3 tributário ímico de _ com- · Emenda n. 0 270:
bustveis. Aprovada. Ampliativa Determina que a
Emenda n. 0 2. 739-B: União aumente d-e 1% a quota a ser
Inciso II - Isenção, de imposto0 rateada com os municípios, cada ano,
Inciso II - Isenção, de impôsto de até atingir 20%.
-co!l...sumo para usinas abaix-o de 50 k.w. Realmente a União, no consensct ge-
Regulamentar e não constit ucional. ral recebe a parte leonina na discri-
Emenda n .0 1918: . minação das rendas. Resta saber &e o
Inciso II -Nunca houve · a dú- critério político acolhe a sugestão evi-'
vida receiada pela_ em2nda. .dentemente justa . '
Emenda n. 0 2.921: Emenda n. 0 2 .902:
Inciso III - Então não seria tri- Inciso IV - Exclui do impôsto de
buto único nem haveria razões para ~·enda os rendimentos dos imóv-eis como
·q_ue combusti:l'eis sofressem duplicada na ,Constituinte de 1934.
tributaçào: a pseudo-única e a normal Em qualquer caso, não se pode admi-
dos Estados e Municípios. tir que a exclusão alcance também o
A emenda não alcançou a origem, e impôsto complementar progressivo, de
os fins do Dispositivo, oriundo das caráter essencialmente pessoal e que
Emeruias n .P 4 à Carta de 1937. não prejudic'a os Municípios.
155 -

·E menda n .0 2. 922: butados contra a Constituição; também,


Inciso IV - Nenhum país no mun- invade-·se contra a Constituição, o
do isenta funcionários . Nenhum ar- campo do sê1o estadual, por 1ôrça do
gumento milita a favor da tal isen- art. 130, VI - Rejeite-se a 2.ª parj;.e.
cão. O funcionário é cidadão e deve Emenda n. 0 2.901:
pagar si ganhou o suficiente para- suas Inciso VI - A redação - Emenda
necessidades. Se ganha menos, h á bem aceitável aliás.
isenção para o mínimo de existência, Fmenda n. 0 2.903:
encargos de família et<:. , tanto para Inciso VI - Reproduz o art. 6. 0 , !,,
êle quanto para qualquer outro cida- '"e" da Constituinte de 1934 . Não há
dão. dúvida de que está casvisticamente re-
Passou a época dos privilégios . .digi.do o art. 128, - V do Projeto, o que
Emenda n. 0 3. 787: s·e cRnsigna com o corte de "compra
Inciso V - Autoriza a União cobni.r etc . . .
impostos sôbre r.emessas de fundos Mas a Constituinte de , 1934 diz: "in~­
para o país : n?- prática, quasi sempre trumentos ·de contratos ou atos regu-
será impôsto de ·exportação, pois êsses lados" ete. - todo contrato é ato,
, :fundos virão em-trcca d.e produtos ven- logo a l.ª expressão é superflua. Por
didos. ao estrangeiro. outro lado tri,buta-se o· ato, mesmo que
Emenda n. 0 2.916: dêle n!io .exista instrumento: a ·loca-
Inciso VI - A redação - Aliás, cão do imóvel através dos r·ecibos; o
acho a emenda tão castústica quanto o ií,créscimo das 'empreitadas, nos 8 dia;;
dispositivo, evidentemente merecedor da liquidação; os pag·ainentos a1Bancos
de correção. · · nas fichas de Caixa; o maior saldo de-
Emenda n~ 0 1. 490: vedor da conta cor.rente no fim do se--
Supí·essiva - Inciso VI - A emenda mestre etc. Logo, ·a redação do prn-
visa corrigir o casuismo do texto, sen- jeto, expurgado da referência à "com-
do superflU:as as palavras indicadas à. pra, troca" etc., par·ece p;referível.
· supressão, porque implícito no § 5. 0 Tributa-se a capacidade de pagar ob-
do mesmo artigo. V:êr nova redaç·ão do j·etivamente, em si mesma, e não por-
t exto. que ela se revelou no papel suj.eito a
Emenda n .0 1.938 : sêlo .
Substitutiva - Inciso V1 - Há ou- Vêr Emenda 2. 90'L
. tras emendas preferíveis sôbre o as- . Emendas ·n .0 2 .898:
sunto, evitando o casuismo que esta Inciso VI - Não merece gcolhkla,
não cerceou . porque, · nêsse caso, ts,mbém ficaria
Vêr emenda 1. 940, .ixmã desta. isento o mínimo indispensável à vida
Emenda n. 0 2.917: dos ricos: êstes comem, vestem, ha-
Inciso VI - Se é justo' o inciso bitam e tratam-se com coisas de mais
conserve··se. E' possível à tôda a gen- alto p"eço e melhor qualids,de, como
te saber ou distinguir as mercadorias é notório. Não é êsse o propósito do
us~das pelas cla.sses pobrés :. tamancos, dispositivo. · Nem deve ser.
por exemplo, tnbutados hoJe.
A Qonstituinte não passa d)IDl feixe Emenda n. 0 2. 910:
daqueles princípios endereçados ao le- Inciso · VI - Inolue as O!', pitais na
gislador ordinário. . partilha dos 10% do impôsto de ren..-
Vêr outras sôbre o assunto. da.
Emenda n. 0 l.064: As Atas da Grande Comissão ex-
Inciso VI - Realmente o art. 128, plicl',m a incop.veniência desss, me-
I V e o § 5.º sofr.erarn terrív·e1 deforma- dida.
ção na Grande Comissão, preocupada Emenda n. 0 2 .892:
eII). poupar âo sêlo f.ederã'.l atos sv_j.eitos
à tributação estadu:.tl. Há necessidade Adita.menta - Inciso VII - Intro-
de o exclui·r o casuísmo do inciso IV duz a tributRção sôbre O capital, des-
que fs..la em "corirnra e venda" etc. de que os mesmos atingirão a mais de
A emenda, na ·i.a parte, deve .ser 10 %, como venda da União.
aceita para coordenação em outras no Penso qu& merece aprovação e nêsse
mesmo sentido. A segunda pai·te é su- sentido manifestei-me no · ante-proje-
perflua em face do art'. 127, V, "a" . . to da subcon:lissáó, , mas sob outro
O importante é, exatamente. evitar o critério, a ser fixado na lei ordinária.
que quer a emenda, isto é, cobrar a. E' o "capital stock tax" dos E.U.
Uniifo sêlo de quem contrata com o e serve de contrafreio à evasão do
·Estado e ' Município, porque através re- impõsto ..de renda. Claro que exige
pe.:rcussfib, ficarão ê,;;tes govêrnos tri - c1itérios reguls,mentares e experiênd'\.
- 156

Mas experiênica só se adquire, come- Emenda n. 0 2. 9:}5 :


çando ... Proíbe tributar apólices i;ielcs Mu-
Quanto ao modo de definir quais nd:cípios .
as emprêsas sujeitas a êsse tributo, E' meih01· deiXiaT em silêncio o as-
deve-se deixar o asunto ao legislador sunto, porque os tributos municipais
o?dinário. em regra, não são sm:etíveis de cair
ART. 131
En1en da n. 0 5S3: sôbre títulos públicos ...
Substitutiva - Em doutrina e téc- Emenlda n. 0 2. 889 :
nica fin anceira, está certa . Assim pro- Parece superfluo : Çle os ' serviços são
puz na Subcomissão, onde· fui venci- do "peculiar i:nterês·s e lo·cal". eviden-
do pelo voto do Deputado Benedito temente ca,b em aos mun~cípios e ro
Valadares, que alegou a oposição ine- êstes podem cobrar remias municipa,,ia.
vit ável de 11/Iinas Gerais a uma trans- Salvo convênio, é cla.ro . .
f erência de tremendas conseqüências
pani, aquêle Estado. Já agora é um Emenda n. 0 2.9fü2:
problema polít ico a ser resolvido pe- E' de aceitar-se. A redação.
los Estados e interêsses opostos. São ·Emenda n. 0 2.949:
P s.ulo, por exemplo, preferiria a trans- Inciso II - Tranfilere a-0 Muni.c!-
fe:ç_ê ncia do I mpôsto Territorial . pio o Impôsio Territorial, suprimihdo
Ver •emendas 590, 594 quanto à ten- a palavra "urba!llcs", restritiva.. Vet>
dêneia que t !Jm o impôsto territorial outras.
par a torn:u-se impôsto local, ver Jeze
- "Cours '', 1937, pág. 54, 299. · Eménda n. 0 2.950:
Emenda n. 0 594: Inciso II - Trarwfe:re ao Municipi<> '
Substitutiva _:_ Inciso II - Transfe- o Impôsto Territorial. Ver outras.
re parn os Municípios o impôsto Ter- Eme·n da n. 0 2·. 9'53 :
ritorial, sem dúvida mais próprio para Inciso II - Tra'll.';fere aos Mur1iieí-
as Prefeituras . pios todo o Impôsto Tenitorial. Ve1·
Reporto-me ao que escrevi sôbre out.ras.
emend::rs idênticas ns. 590, 593 . Emenda n. 0 2.9{j7:
Emenda n. 0 275: Inciso II - Tra.nsf.ere para. os mu-
Modificativa - Inciso IV - Pare- n icípios 'todo o impôsto territorial. Vm·
ce merecedora de aprovação ou, pelo outros pa.ra o ,mesmo fim.
m enos, de reflexão: institue a uni- Emenda n. 0 2.956:
~ormida de do impôsto de indústria e illciso III - Não há porque isentar
profissões, dentro de cada Estado atra- do imp ôsto de diversões os teatros e
vés de lei estadual, a fim de que os circ os.
Mu.iJ.icípios n ão cometam abusos na
regulamentação do assunto. Eviden- Emen!da n. 0 1.494:
temente, a uniformidade visada pela Suh.s·titutiva - Incis-os I e -IV - A.
emenda , e a geográfica, que não ex- solucão é int.eressante: deixa,r :), Cons-
elue discriminações segundo a natu- titillâ1t e de calda Estado es.coihe.r para.
r eza . da profissão, diferentes índices os mw1icípios·: a) ou o t e.r ritoria,l; b)
de rennmeração etc ... ou o Impôs-to de indústrias e profis-
sões; e) ou a partilh:a de. câmbios.
Emenda n. 0 2 . 934: E' n<Jtório que São Paulo pT·e1ere
Desdobramento e conseqüência de da.r o t erritor ial · e 11/rinas o d-e Indús-
outra (r efer ência a participação dos tria<> e PrO'fissões . Enfim, cada E<>-
Estados e Municípios no tribut o ú ni- tado dará o pior ao Município .
eo sôbr e combustíveis) . Não há inconve·nientes se fôr a.pro-
Emenda n. 0 1.670·: vado o a.rt. 127, inciso V'III, isto é,
Salvo justificação, que não apa- o ·que ·e stabelece o eqtúlíbrio entre
receu, n ão h á porque aprovar a emen- a alTec·a da.ção esta dual e munici-
eia. I?ªl.
Emenda n. 0 1.942: Emenda n .º 1.949:
:i!: desdobramento ou conseqüência Emenda de coordenação e redação
das Emendas ns. 1.938 e 1. 940, con- em fac.e de outras do ', autm . .
denáveis como esta . 1Eme·n da n. 0 1. 500 :
Emenda n. 0 1.945-A: Inciso TI - Conc ede aos Municí-
Modifica.tiva - Dá aos Municípios. pios o impôsto sôbre a valorização
o territ orial e tira-lhes a participaçãô eventual de im6veis, co'Jl1o ·8.>CCtS<:ório
no causa-mortis . Pela rejeição. do impôs.to territorial. Preferív<:l fi-
- 157

.e ar silent~ a C.onstituição, .a fim de Emenda n .0 2. 951:


que o .t ributo se .diviJda entre Uniã-0, .I nciso VI - Transfere todo o im-
Esta:do •e Municfpio. pôsto causa mortis aos municípios.
Emenda n .0 l.4S9: !'arece melhor 'o regime de partilha,
;Substitutiva - Inciso H Tr.aru;- que é também o dos Estados UnidOIO
fere o impôsto territorial paira os e outros países .
Municípios, em luga.r do impôsto de ·E menda ns . · 3 . 794 a 3 . 796 :
indústrias e .-pratfissões. Sistema pessoal do Autor só' apre-
Ver emenda n .0 1. 497. ciável em conju..l'lto com as anteriores.
'Emend?v n. 0 1.951: OUTRAS Ei\.fENDAS
•Aditiva - Inciso IN -- Tra11sfere
oaTa os Munidnios o impôsto sô'ore Emenda n. 0 212 Manuel
transmissão iÍ!têr-ivivos de im'5veis Vítor:
urbanos. Obriga a União a aplicar nunca me-
EmienP-a n. 1. 950: .
0 nos de 10 %, os Estados nunca menoi;
\Supressiva - Inciso I:V - Emenáa de 20 % à rêde rodoviária - Quando
de coordena.ção no ·p ressuposto ·de muito seria· merecedora de aprovação
5erem- a}J'rovadas outr.a.s do antor. se aquelas cotas se destinassem à
viação em geral e não apenas a rodo-
Emenda n. 0 2.739: vias. - P.ela rejeição. · ·
Inciso IV - Não há razões para.
êsse casuísmo. I senções ger.ais para Emenda n. 0 . 205 - João Cleofas
t1 mínimo de existência, ficam sub- ~ e outros:
entenàiàas no art. 127, II, inciso novo. Manda que 1/ 3 da quantia prevista
recomendando tri·butação pessoal. · no art. 139 § 1.º se reservará para
O assunto é p;·guiamentar . socorro aos flagelados pelas sêcas e
1/3 para aproveitamento hidráulico e
EmeIÍ.•da n. 0 1. 303: -recuperação econô.m ica do São Fran-
Su·b stitutiva - Inciso IV - Deve cisco - Penso deva ser reserva<lo o
.eer .r ejeitado, ·porque é quase geral assunto para a lei ordinária. - Re-
o conse·nso de que os Municípios ne- jeito.
cessitam de ' maiores r ecursos fimi.n-
ceir.os, como remédio aos màJes mais ,E menda n .0 204 - Osvaldo Lima
evidentes da má partilha tributária e outros:
«os .Constituintes anteriores. Manda excluir as Capitais quando
o Estado houver de cumprir o § 4. 0
Emenda n. 0 1. 068: do art. 130. - P.enso que não deve
Aditiva - Inciso IV - Inclui ex- ser aprovada: é verdade que . as ca-
pressamente entre as atividades su- pitais têm recursos maiores, que as
jeitas .a-0 impôsto d·e indústrias e colocam fora do quadro de miséria dos
profissões - a pastoril .. municípios sertanejos. Mas já foram
1Fiar-E. c·e .ds.snecessáriH-: o imnôsto
1
elas banidas do rateio de 10 % do im-
em questão é g.eral e atinge evfden- pôsto de vendas e, além disso, como
temente tÇJ·da e •q ualquer profis- parece provável a exclusão do impôsto ·
de exportação, no cálculo do art, 127,
Emenda n. 0 1. 069: VIII, fica.rhm extremamente prejudi-
cadas. ~ Pela rejeição . .
Aditiva - Inciso. V - Em regra não
há atos regulados por lei municipal. Emenda n. 0 203 - João Cléofas
Nada impede, entretanto, que os Mu- e José Augusto:
nicípios cobrem taxas de expediente Substitutivo do art . • '127, V, e, res-
sôbre os papéis que transita.m por suas tringindo a isenção às associações reli-
repal'tições ou são por elas expedidos. giosas, políticas, etc. - Dev.e ser apro-
A emenda pode ser aceita par a evi- vada. por que evita a latitude do texto
tar dúvidas, como a que ocorreu ao primitivo. - Vêr nóva redação .
ireu autor,
Emenda n .0 202 - Alde Sam-
,E menda n .0 2.954 : paio;
Inciso V - Transfere aos Municí- Substitutivo das seções -I , II e III do
pios 20 % de impôsto de cm;1sumo - Cap. I, Tít. IV - (Org:anização Fi-
Defensor dos Municípios não acho, en- nanceira) - Trata-se de outro plano
tretanto, justo, porque o impôsto de de discriminação de . rendas, excluindo
consumo repercute : nã.o é pago por àa União o rendimento cedular de
todos os municípios e quase sempre o imóveis e o. de consumo; conservando
r;;uportam habitantes de outros muni- para o Est ado o "mortis causa" . Dá
. cípios: os consumidores , cumul:ativarnente à Up.ião e Estados os
- 158 -

impostos de consumo e de vendas, Assembléia estadual a criação de no-


isentos o produtor agrícola, pastoril e vos impostos municipais.
o pequeno produtor industrial. Fun- Ressalvado o caso do impôsto terri-
damenta-se na conveniência de unifi- · . torial, não me parece que o substitu-
cação de impostos sôbre o mesmo cam- tivo melhore o projeto da Comissão.
po. Afirma, contra minha opinião, que · Como o A. fêz emendas e;;pectais re-
o impôsto de consumo incide sôbre a 1ativas a cada item de seu · plano, re-
produção. Isso, acredito, ocorre rara- porto-me a cada uma delas, como in-
mente, segundçi a maior· ou menos tegrante desta contrariedade . .:...... Pela
elasticidade da procura e da oferta, rejeição.
porque, em regra, o impôsto . de con- Emenda 11. 0 2-01 - Al'Cle Sam-
sumo, pago pelo produtor, como con- paio:
tribuinte de direito, é repercutido sô- Modifioo a loca.lização do art. 127,
bre o consumidor, que sofre a incidên- V, e re.sl:.Ti;nge a isençã-0 às associaçõe:s
cia, como contribuinte de fato (ver re!i.giosas etc. (art . 127, v). Deve ser
Seligman - · "Shifting and incicience", coo:ndenaida com a em·emia 203, .para
e demais escritores que tratam do a.provação.
assunto.)
Emenda n. 0 187 - OsvaLdo Lt-
!!:, entretanto, meret:edora de aco- m·a e outro-s:
lhimento para a lei ordinária, a regra Dispõe que as custas dos e:K'ecutivos
de que o impôs"to de venda Sí< cobre fiscail'5 não devem exceder do triplo
em favor do fisco .o nde se dará o con- dai quantis, cobrada. Pela rej•eição: -
sumo . Mas inúmeras dificuldades prá- as custas devem ser banidas, rec :obeJl!-
ticas surgirão, o que evidência que o do os sei-ventuártos vencimentos fixos,
assunto só se poderá disciplinar pela co~o tod·os os demail'5 agentes públi-
lei e regulamentos. · cos e. pa.gando as partes taxas judi-
Propõe o restabelecimento do limite ciáxias propordonais ao vala.r da cau-
de 20 % para majorações de impostos sa, ém s·elos, como já se faz na Justiç·a
(Const. de l.934, art. 185) . Trnnsfere do Txabalho.
para os Municípios o impôsto terri- Emenda n. 0 15'2 . Akte
torial, o que, do ponto de vista técni- Sampaio:
co, está certo, como foi discutido, aliás Ao art. 130 - Tl'ansfeTe para o Mu-
na sul:>comissão; vencido no particular nicípio o ianpõsto teuitorial. Já me
o Relator pelo voto do Sr. Benedito manif.este'i no mesmo sentido qus.ndo
Valadares. Dá ainda ao Município se discutiu o assunto na Subcomissão.
60% do impôsto de indústrias e pro- N&.lse caso, a totalidaide do impôsto de
fissões. Veda tributações sôbre escri- inidústria e profissões seria atribuída
tor, jornalista e professor e sôbre aos Esfaidos. ·
combustíveis nacionais para motores de Emenda n. 0 15<1 .Atde
explosão. Estabelece a prescrição de Sampaio:
5 anos para dívida fiscal, o que é da Art. 130, § 4. 0 - 'Mamia eliminar
lei ordinária. Deixa a competência a tranf·e rência da; meta<le ·do impôsto
concurrente . para União, Estados e causa mortis ·a os municípios - Sou
Municípios, segundo o campo econô- contrário : o impõsto causa mortis tem
mico de incidência em que predomina fundamentos econômicos e não só ju-
o carater local, regional ou nac.i onal, rídicos . Além disso, é tributo que su-
o que, pràticamente, é mais ou menos
irrealizável. Inspirado em - S. Tomaz porta majorniÇões no Brasil, de modo
d·e A~tuino traz dispositivo que proíbe que tafa aumentos beneficia.riam s.e m-
a "cri.a ção do impôsto como ato arbí- pre E.staidos e Munidpios, m antendo·-
trio ou senhoriagem, sem base econô- os no mesmo ní·vel, como o é o objeti-
mica ou sodal que estruturalmente o vo do Projeto, transparente· no art. 127,
justifique". Parece ser a enunciação n. 0 VIII. Os iThcon.vente·nte.s s·e rão sa-
diferente do clássico cánon da justiça, na.dos por lei.
que hoj-e se expressa na regra de que Emenda. n . 0 150 - Ra..fael Cin-
os impostos devem repousar na ."ca- curá e outros:
pacidade ou faculdade de pagar "(abi- Restabelece as Cons't. 19'3'4 e 1937,.
lity to pay") . .Reputo preferível a fór- quanto à refe-rênda expre·s m aos por.· -
mula "justiça social'', que exclui o mí- tos, que não devem sof:rer nreferêJJJCia.
nimo de existência e aconselha a tri- Pela aprovação. ·
butação progres_siva ·e pessoal de pre-
ferência à real e indireta, que deve Emenda n. 0 133 - Leã.o Sam-
ser limitada ao indispensável. Subor- paio. e outros:
dina à aprovação do Congresso a cria- E.stabelece a reseTVa. d e 10 % para
ção de novos impostos estaduais e à amparo à maternida;de e à infância .
- 159 ~

Pela rej·eição, porque a ma•téria deve· tação até 1 /2%. Em te~e, está certa &
ser atendida pela lei ordL11ária ~u .or- lógica a fundamentaçao da e~e~da:
çameintária, dotando -a . do maX!mo - se são realmente taxas, nao aeve
possível. ha-Ver limite; se são disfarce.s de im-
Eíne·nda n. 0 132 - Miguel Couto postos, n§.o se permitam nem até 112%.
e outros: . A comissão a.ceito-b. essa cláusula,.
· 4 % pa.r.a, oo fins da em_enda 133 -
alvejada pela emenda, receias"l. dos
Pela rejeição, pel-0s mesmos motivos Estados que, a pretexto de tax~" de
exposto'S de referência à · emenda nú- estatística fraudam o l'mite máximo
mero 133. do imposto de exportação. Deve. ser
aprovada.
Emenda n. 0 127 Alde .sam- Emei:tda 115 - Aide Sampaio e·
paio e João Cleopas : Joã-0 Cleofàs:
Cria um Tribunal Técni>co Monetá- Substitue no art. 130, III, "imobi--
rio. - A ma.t éria é da Comissão de liária" por imóvel" - A redação.
Ordem Econômica e não F'in:anceira..
Aliás pela rejeição, pois todos os ól'· Emenda n. 0 114 - Alde Sam-
gãoo 'té.cntcGS devem ficar ,Pa.ra; a lei paio:
orxiiná1ia. Ao a.rt. 128, IV - Modifica redação
e essência do dispositivo sôbre impos-
Emenda n. 0 125 - Alde Sampaio to de sêlo, voltando mais ou menos ao
e João Cleofas : texto de 1934 - Preferível a redação do.
Nenhum impôs-to será ma.jorado Pro.ieto s-e aprovada a emenda· para
além de 20 % . - Pela rejei.ção, por- eliminaçã.o das palavra·s "compra e
que várias -circunstãncias podem exi.:. _ venda, troça etc.", dispensáveis t'm
gir o oposto: guerra, medidas extra- face do § 5.0 do artigo 128 .
fiS>Cais etc.
Emenda n. 0 113 - Alde Sampaio
Emenlda n. 0 120 - João Botelho e João Cleofas :
e outrGS: Elimina b art . 128 § 2. 0 , que estabe-
Mcidifilca a redação do a.rt. 138 (re- lece impôsto , único e arrecadação
servas mínimas pa.r a edu,cação tor- única para combustíveis, lubrifican-
nando rígida a aplicação, como po~ tes. Até agora o sist.ema veiu da.ndo
exemiplo, determinando unia subdota- bons resultados . Se há uma objeção é
ção de 20 % para ensino :rural. Pela de que distribui o produto .proporcio-
rejeição: é matéria de lei o.rdin ária nadamente a.o consumo de combustí-
ou programa de pàrtkloo e de go- veis, de modn que, · assim, os Estados
vernos. e Municípi-os, menos providos de rodo-
Emenda n. 0 119 - Etelvino Lins , vias, nunca melhorarão, qua ndo a
•e c;utros: · solidariedade e o interêsse nac\cnais
Altera o conceito da con·trfüuiçã-0 <!e aconselham a divisão equitativa, em.
melhoria, ·-·~ deixando-a sem limites e forma da ·1ru, para que os mais ad!.an-
tornando çasnístico e exemplificativo o tados concorra.m para o avanço dos
dispooitivo. Pel1t rejeiçã-0 . Não me- menos felizes . Pela rejeição.
lhora o dispositi'Vo, pélo contrário. Emenda n .0 112 - Alde ,e Cleo-
0
Emenda n. 118 - Leite Neto: fas:
Determina que os Estados só a par- Artigo 128, IV - Exclui da compe-
tir de 1950 entreguem aos Municípios tência da União, o rendimento cedu-
metade do imposto "ca.usa mortis ", lar de imóveis. Assim se pensav:1 no
observado no que fôr aplicável o § seio da Subcomissão. A Comissão·
0
2. • Antes à cobrança gradualmente entendeu de modo · diverso por quase
progressiva, a. partir de 1948, a base unanimid8,de. A aprovação da emen-
de 10 % cada ano até que atinja oo da exigiria modificaição de todo o sis-
50% em 1952. tema aceito.
Emenda n. 0 117 - Alde Sam- Emenda n. 0 . 113 - Alde e C!eo-
paio e Jo-ão Cleofas: fas:
A Redação: "Imposto;; "de" ao en- Art. 128 - Acrescenta um parágra-
\>ez de impostos "sôbre" ~ A Co- fo proibindo isenções do impôsto . !?re-
missão de Redação,. oportunamente. gressivo de venda das J_jessoas fis1cas
por motivo de procedência . Em regra.
Emenda n. 0 116 - Alde Sam- está certo, ressalva-do o mínimo de
paio . existênciai e os contribuintes residen-
Elimina a parte final do art . 130, tes no estrá:ngeiro . Aliás, parece dis-
item V, que admite taxas sôbre expor- pensã.vel, o ' princípio, porque sendo a..
,..:_ 160 -

i.sen<;á.o exceção, esta ja mais foi dada impôsto de sêlo, esquecendo-se de


às pessoas físicas, no Brasil. . que, na · realida-de, não há coisas de
Emenda n .0 110 - Alde Sam- carárer local, estadual, federal. Tô-
paio: · das as coisas, em regra, tem êsse ca-
ráter .simultâl).eamente, e se regem
Art. 128, eliminar ·o irem III isto é por. ~eis, re~ulaimentos e disposiçõei;;
o regime de impôsto único 'e um~ admi.n~trativas da União, Estados e
só arrecaidação para combustíveis e Mumcip1os. A emenda quer simplifi-
lubr~icantes. Em princípio, o disposi- car o que, infelizmenre, não é sim-
tivo evita que o fisco dos Estados e ples. Pela rejeição.
Municípios caia sôbre combustíveis e
lubrificantes, encarecendo-os , ·e; talvez Emenda n. 0 67 - Masagão e
.a té pertubando a política comercial Plíniá Barreto:
acaso estabelecida em convenções sa- .
bido que o país que nos vende a gazo- . Art. 146 § 1. 0 - Dete.rmina que do
lina, querozene e óleo "fuel" é tam- Julg;ame-nto das contas muni!Cil'aiis, po-
bém o que absorve a maior parte do dera recon'er qualquer vereadar nelo
nosso ca.fé, quasi sem · tributá-lo. Tribunal de Contas, que apurará'. ali
Poder-se-ia suprimir o dispositivo, se responsabllidades. - Exclui, portanto a
se aprovaisse a. emenda segundo a intervenção d.o Estado no Município,
.qual a lei federal poderia limitar a quando o Tnbuna•l de Contas verifi-
tributação como meio de acautelar ou car que a maioria dos vereadores
preservar fins que a Constituição aprovou contas desonestas.
atribui à União. Nêsse caso o legisla- Pela Rejeição. - Quando a maioria
dor federa.l fica•r ia vigilante aos abu- de· uma Câmara de Vereaidores e o
sos dos fiscos estadual e municipal. O Prefeito se acompliciam para desba-
assunto deve ser objeto de maior e ratar os dinheiros públicos deve haver
mais demorada reflexão. a intervenção para que n~vo Govêrno
Emenda n. 0 109 - Alde Sam- se instale despejando os ladrões ou
, paio: pi._:evaricad~r~s. No cas,o, não há go-
Redaçã6.: Art. 128 - Impôsto "de': verno mumcipal digno de preservar-se,'
e não "sôbre" - A redação. desde que estão contaminados não só
o prefeito, mas a maioria dos verea-
Emerida n.°' 108 - Alde e,Cleo- dores.
fas:
Ao art . 128, modificando a comne- Emenda n. 0 66 - Masagão e
tência fiscal da União. -Exclui -do Plinio Barreto:
impôsto de renda os rendimentos ru- Ao ar.t. 143, seus ns. e parágrafos
rais. Partilha impostos de consumo - Condensa tôdai a matéria de com-
e vendas entre a União e os Estados, p~tência do Tribunal ' de Contas num
porque são cumulativos, dando prefe- so artigo conciso, deixando o resto
rência ao Estado onde se faca :) con- para a lei ordinária. Se o fim da
sumo. Acredito que, na prática, o Constitui_çã~ é assegurar ao Legislati-
sistema encontraria mais óbices do vo um orgao seguro e independente
que o atual. O incoveniente focaliza- para fisca•lizar a execucão orcamentá-
do pela emenda é mais ou menos ine- ria, então há. mister, pelo menos de
vitável nos parses federais. o mesmo prever o assunto' do parágrafo 4.º do
ocorre nos Estaidos Unidos, onde artigo 143 . Parece que ·se deve con-
União e Estados batem, cada um de servai· êsse parágrafo 4. 0 ainda que
sua vez, às mesmas portas, conforme reputo extremamente minucioso o
demonstrei no .relatório da Subcomis- r~st~. Qu.anto à tendência a hipertro-
são. Pela Rejeição. Mas o ass1mto fia. ao Tribunal de Contas leia-se c .
exige maior meditação. Maximiliano, Comentários,' página, 849
Emenda n .0 1-07 - Alde e Cleo- n .0 481, e seguintes da 3.ª edição. '
fas:
Art . 127, item III - Estabelece cri- · Emenda n.
0
65 - Sarasate
tério difelente paira criação de no- . Art. 142, paráigrafo l.º:
vos impostos: os Municípios sôbre Mera redação.
coisas e atos de carárer local; os es-·
tados sôbre coisas de caráter regional Emenda n .0 66 - Sarasate
ou regidos por lei federal. 1': condená- Art. 142:
vel a emenda: nada mais faz do que
adotar o critério dai Constituição em Mera redaçã-0.
- 161

Emenda n. 0 63 - Masa.gão e Pli- queir_a discriminar sua exposição para.


nio Barreto - Art. 141: o paIS que concorre com êle -no be-
neficiamento de algum produtv, tra-
SubStitue "por intermédio" pela ex- tando entretanto, benêvolamente
pressão . "com auxilio, a fjm de que país que usa o produto parai outro
fique claro que o Congresso t.ambém fim.
conhece diretamente da tomada de · Suponhamos que a Bahia exporta
contas. Deve ser aprovado. cacau par;t o país A, que fabrica ape-
Emenda n. 0 62 - Ponce de Ar- nas chocolaite e para o país B que
rudai - Art. 141, Parágra'fo úni- extrai teobromina, indústria que já
co: exista na Bahia. Claro que ela deve
teir o direito de favorecer o país A,
Determina que nos Estados de ven- sem fazê-lo ao seu concorrente B,
da inferior a Cr$ 100. 000. 000. 00, (cem desde que a isso se não oponha . a
milhões de cru21eiros) · o Tribunal de União. o fumo, por exemplo, tem va-
Contas é dispensável. Justifiya com rias aplicações (charutos, rapé, cigar- ·
o caso de Mato Grosso, que não pode ros, extração de nicotina) . Não ~e
suportar essa despesa. Parece justa prejudica a União, desde que esta fi-
s ponderação não parai a simples e ca com o arbitrio de autorizar, ou
pura eliminação do Tribunal de Con- não, a discriminação desejada pela
tas, mas para que se substitua êsse emenda.
órgão pela nomeação e demissão do
Secretário da Fazenda e do Chefe da . Emenda n. 0 57 - Carlos Pinto
Contaibilidade de aprovação da As- e outros:
sembléia Legislativa. Art. 130, IV - E>tende a isenção
Emenda n. 0 135 - Gercino Pon- do impôosto de vendas às p-eque~as
tes ..,.... Art. 135: máquinas que, nas fazendas e sit10s,
beneficiam os produtos dumiJ,s e ou-
Determina que o orçamento seja tros . Pela rejeição: - além de im-
enviado à sançií,o até 30 de . novembro própria da Constitu'.ção, por hão . ser
e não até 15 de dezembro, a fim de assunto geral, mas de interêsse de
que, devido à. extensão do país e difi- r-estrito grupo, não vejo como haja
culdades de transportes, seja distri- conexão do assunto com o dispositi-
buído em tempo útil. Houve grande vo indicado. A emenda quer referir-
deba·te na Comissão, adotando-se 15 se talvez aos produtos de tais má-
de dezembro pela informação Sousa qJinas e' não a elas. Mas não é
Coota de que haverá tempo para d"is- clara.
t ribuir as instruções. Pela aprovação
da emenda: - desde que o Congresso" Emenda n. 0 ·55 _:_ Ponce de .AJ:-
:abrirá a 7 de abril há tempo sufici- ruda:
ente pa·ra oportuno preparo de orça-
mento . · Suorimir o art. 128 § 7. 0 - Há con-
fusãÕ do autor: - a palavra "discil."'.-
Emenda 60 - Masagão e Plínio minação" em finanças, tem sentid·o
Bane to - Artigo 130: €Specífico e significa o ato de dar
Suprimir o parágrafo 7.0 , pelo qual tratamento diferencial segundo de-
o Estado pode, quando autorizado pe- term'.nado critério. "Discriminação
la União, discriminar impostos de quanto ao destino" - quer dizer tri-
·exportação quanto ao destino. Pela butar mais ou ·menos conforme a n1'er-
rejeição. Im&ginemos ·que um Estado- cadoria se destine a êste ou àquêie
ronsiga obter isenção ou vantagens país . Rejeite-se, portanto.
<especiais (contingentemente, regime
.sanitário ·especial, etc.) para importa- Emenda n .0 55 - Ponce de Ar-
ção de produtos por determinado pa'ís,se ruda.:
:por exemplo, lhe concede regime mais
fa vorável de impôsto de exportação sô- Art. 128 - Substitui o impôsto de
bre matiria prima ou alimentos que exportação pelo d-e produção até o
remete par& (j) mesmo país: ·- que máximo de 5 por cento ad-valorem.
mal há nisso, se a União, por lei, o O sucedaneo é tão anti-econômico
autorizou e, portanto, mediu os re- quanto o primitivo, sendo que, não
:Ilexos sôbre a política comercia! ge- raro, se converterá em mais no im-
:ral do Brasil? O Estado é melhor juiz pôsto de consumo. Há casos em que
de suas conveniências do que a União. o impôsto de expor tação não é anti-
Pode acontecer ainda. que o Estado econômico e pode ser tecnicamente
- 162 -

indicado: a) quando os . imóveis são a União rateiarã com os Municípios:


indivisos em gran-dés latifundios, Pela rejeição, segundo os motivos qwe
como n~s países coloniais, que não inspiraram quase tôda a Comissão e
suportam o impôsto terr'.torial; b) aos qua'.s se r·e porta o autor da
quando o pais tem o monopólio natu- emenda.
ral ou virtual de um produto (caso Emenda n .0 50 - Ponce de Ar-
ros nitratos do Chile antes da fabri-
cação sintética; cristal de rocha da . ruda:
Bahia. dru:ante a guerra, etc.) Ver F . .AJ:t. 127, IV - .Exclui a apreciação
Nith., a respeito. Pela rejeição, pel~s judiical das bi-tributações, entregan-
motivos constantes dos votos taqm- d.o-&e ao Senado. Pela rejeição: 1) O
grafados na cmn:ssão Constitucional. contrô"le judiical é básico no sistema
da Constituição e sofre . exceção ape-
Emenda n. 0 54: nas nos casos políticos expressos. 2 )
Quando o judiciá1io aprec'.a incons-
Art . 28, IV - Inclui quaisquer pro- titucionalidade de um impôsto, a sua
dutores, agrícolas ou não n oimpôsto decisão apenas li:berta do onus o li-
de vendas, isento o pequeno produtor tigante, mas a lei subsiste na sua efi·
definido em 1-;ü. Pela aprovaçã?. cácia para todos os contribuintes,
obr'.gando cada um dêstes· a uma nova
Emenda n. 0 53 - Osvaldo Lima emenda. 3) Ora, a competência do
e outros: _ Senado é para cortar o mal pela
raís, estabelecendo que se coexistem,
.Art. 128 § 4 - Determina que os no campo da compõtência concorren-
Municípios empreguem 20% do que te, dois impostos análogos - um fe-
receberem da União (10% do impôsto deral e outro .estadual, deve prevale·
de venda) na ·p roteção à maternida:. cer o primeiro, ra;teiando-se o res-
de e infância. Pela rejeição. Nesse pectivo produto pela União, Estados
passo, o orçamento será pér.petuo e e Municipios s-2gundo o art. 127, III.
traçado na Cons~'.tuição. 4) Se os impostos não são de compe-
tência concorrente, um deles ou am-
Emenda n .0 52 - Ponce de Ar- boo são inconstituc'.onais.
ruda:
Emenda n. 0 49 - Pon.ce de Ar-
Art. 128, II - Isenta do impôsto cJ..e ruda:
consumo a energia elétrica quando a Manda suprimir o inciso VIII do
usina fôr do Estado ou Municípios . art. 127, i1Sto é, aquêle_segm1do o qual
Pela rejeição: - o impôsto de con- os Estados dividirão com os municí-
sumo repercute-se e é pago pelos pios a difeTença sôbre o que arl'õca-
consumidores. A isenção não bene- darem mais do que êles nos respecti·
ficia;ria o Estado ou o Município mas vos territór'.os . . O autor justifica, ge-
os usu&rios do serviço. Quanto à neralizando o caso especial . de Co-
energ:a consumida .,pela ~lumina.;áo rumbá, que, como .p ôrto de embarque,
pública e fins outros diretos dos Es- apresenta vultosa arrecadação do im-
tados e Municípios, a isenção resulta pôsto de exportação sôbre mercado-
do art. 127, V, "a" e nã-0 há necessi- ria•s produztdas em outros municí·
dade d-e novo dispositivo para êss·e pios. E' verdade que isso pode acon-
fim, duplicando as normas constitu- tecer nos portos. de expo~·tação
cionais. (Santos e as capitais dos Estados ma-
ritimos, ek.) Mas o remédio não é a
Emenda n. 51 - Ponce de Ar-
0
·supressão, que prejudiicarã os 1. 600
1·uda: Municípios do Bras'.l por motivos pe-
culiares a 20 ou 30. Corrige-se isso
Af't. 128 § 4 - ~uprimir a parte r:- não incluindo no cálculo os impostos
nal do § 4 do art. 128, isto é, a emen- de exportação. Farei emenda nesse
da manda incluir as Capitais nos 10 sentido. Pela Rejeição da emenda
wr cento d.o impôsto de venda, que n.0 49 .
TERCEIRA SUBCOMISSÃO
P~er Legislativo

Constituição dos Estados antes de tomar assento, o seg~linte


compromisso: "Prometo guardar a
Unidos do Brasil Constituição da República, desempe-
nhar fiei e lealmente o mandato que
·TÍTULO II me foi confiado e sustentar a união,
· a integridade e a indêpendência do
.Da União Brasil" .
Art. 11. A cada uma das câmaras
OAPíTULO II éompete dispor, em regimento inter-
no, sôbre a sua própria. organização:·
Do PODER LEGISLATIVO § l.º. Incluem-se, entre as atri-
buições de cada uma delas:
o texto de acôrdo com os pa.receres I. Eleger sua mesa, observando-se,
da 3." Sub-Comissão.
quanto ao Senado, o disposto no ar-
SEÇÃO I tigo 30;
II. Organizar sua secretaria e 'Jro-
D_isposições Gerais ver, na forma da lei, os respectivos
Art . 7. O Poder Legislativo é exer- cargos e funções;
cido pelo Congresso Nacional, que se · III. Regular a sua polícià.
compõe 'da · Câmara dos Deputados e § 2. 0 Na constituição das comissões,
do Senado Federal. assegurar-se-á, tanto quanto possível,
Art. 8. A eleição para deputados a representação proporcional dos par-
e senadores far.-se-á, simultâneamente, tidos nacionais que participem da
em todo o país. respectiva câmara.
§ único. São condições de elegibi- Art. 12. A Câmara dos Deputados
lidade para o Congresso NacionaJ: e o Senado Federal, sob a direção da
mesa dêste, reunir-se-ão, em sessão
I. Ser brasileiro e estar no exer~ · conjunta:
cicio dos direitos políticos; I. Para inaugurar a sessão legis-
II. S·e r maior de vinte e cinco lativa;
anos, para a Câmara· dos Deputados II. Para elaborar o regimento co-
e de trinta e cinco para o Senad:i mum;
Federal; III. Para receber o compromisso
ID. Ter o naturalizado mais de do Presidente e do· Vice-Presidente da
dez anos de permanência ininterrupta República;
no Brasil, ser casado com brasileira, IV. Sempre que resolverem, para
viúvo desta, ou ter filho brasileiro. · fim determinado e expresso, ambl\S
Art . 9. O Congresso Nacional re- as câmaras.
unir-se-á , ria Capital Federal, anual- Art. 13. A Câmara dos Deputados
mente, a ....... ... .. , e funcionará e o Senado Federal, salvo nos caso3
até 15 de Dezembro. ,do artigo anterior; trabalharão, sepa-
§ único. O Congresso Nacional radamente, com a presença, no mí-
pode ser convocado., extraordinària- nimo, de um décimo de seus membros.
mente, pelo Presidente da República, •§ 1.0 Quando não se deliberar o
e por iniciativa conjunta de um têrço contrário, as sessões, numa e noutra
de cada uma de suas Câmaras. câmara, serão públicas.
Art. 10. Os membros do Congresso §' 2. 0 Em cada uma das cã.maras,
Nacional prestarão, em sessão pública, salvo disposição constitucional em
- 164 -

contrário, as deliberações serão toma- II . Desde a posse: -...


das por maioria de votos, presente ·a a) ser proprietário ou diretor, oü
maioria absoluta dos seus membros. exercer função remunerada de em-
§ 3. 0 o voto será secreto, nas elei- prêsa que goze de favor decorrente de
ções, e nas deliberações sôbre vetos e contrato com pessoa jurídica - ele ' di-
contas do Presidente da República, reito público;
inquéritos internos e procei;;so a que b) ocupar ·cargo público de que seja. '-'·
responda qualquer dos seus membros. , demissível ad nutum;
§ 4. 0 Nenhuma alteração regimen- e) exercer outro mandato legisla-
tal · será aprovada, sem proposta es- tivo, federal, estadual ou municipal;
crita, impressa, distribufda em avµlso d) patro-cinar causa contra qual-
e discutida, em dois dias de sessão, quer pessoa jmídica de direito público
. p_elo menos . interno. -
/
r-- Art. 14. Os deputados e os sena-
dores são invioláveis por suas opi- § '1.º · A infração do dispos1;0 neste
niões; palavras e votos, no exercício artigo, assim como a - ausência, sein
do mandato . · · licença, às Sessões, por mais de seis
( -Art. 15 . Os membros _do Congresso meses consecutivos, importa perda do
.1 Nacional; desde que tenham recebido mandato,, declarada pela câmara. a ·
j diploma, até a inauguração da legisla- que pertencer o. deputado ou senador.
l tura seguinte, não podem ser presos, mediante provocação de qualquer dos
1 nem processauos criminalmente, sem seus membros, ou representação d<;l-
l prévia licença de sua camara, salvo em c·umentada ·de partido político ou do
-l flagranteporcrime inafiançável. Neste Procurador Geral da República :
§ 2. 0 Perderá, igualmente, o man-
- caso, a autoridade process_ante reme- dato o deputado ou senador cujo _p ro-
1 terá ás autos, denko de 48 horat; à cedimento fôr reputado, pelo voto de
J Câmara interessada, para que resolva clois terços de seus membros, incom-
j Eôbre a prisão, e autorize· ou não a patível com o decôro da câmara a
, formação da culpa . que pert~ncer.
Art·. 16. Em tem1JO de guerra, ou Art. 19. E' permitido ao depüt.;ido
insurreição . armada, os deputados e ou sena.dor, com prévia licença da câ-
senadores, civis ou militares, só ,po- mara a que pertencer, _desempenhar
derão ser incorporados às fôrças ar- missãà" diplomática de caráter transi-
ma-das, mediante licença de sua câ- tório .assim como tomar parte em
mara, ficando, em tal caso, sujeito n conferências, ní\ssões culturais e con-
legislação militar. · gressos, no - estrangeiro.
· Jl.rt . 17. ,Os deputados e sei:iadores
vencerão, anualmente, além de igual Art. 20. Enquanto dmar o man-
ajuda de custo, subsídio . pecuniárío dato, o funcionário público, civil · ou
igual, divid,ido, em duas partes, ir'na. militar, ficará afastado das funções
fixa que se pagará todo o ano, e ou- do seu cargo ou pôsto, contando-se-
tra variável, correspondente ao com- lhe tempo de serviço sàmente para
parecimento. · · promoção por antiguidade, aposenta-
.§ único. O subsídio será estipulado,
doria, reserva e reforma. ··
no fim de cada legislatura, para- a Art. 21. O deputado ou senador,
seguinte. · investido na funçã0 de Ministro de
Art . .18. Nenhuin deputado ou Je- Estado, não perde o mandato.
nador · poderá: Art. 22. No caso do . artigo ante-
I. Desde o recebimento do di- ('edente · e no de vaga, de denutado ou
ploma: Genador, ser á convocado Ô suplente
a) celebrar contrato com ·pessoa ju-
respectivo.
rídica de direito público, entidade au- · § único. Se o e.aso' fôr de vaga e
tárquica, ou sociedade de economia não houver suplente, o presidente da
mista, fora das cláusulas padronizacla.s câmaF-a interessada comunicará o fato
para todos os ' negócios- que lhes são ao Tribunal Superio1: Eleitoral ~ para
peculiares; que determine a eleição, sa-lvo se fal-
· bl aceitar de pessoa jurídica de tarem menos de nove meses para o
direito público, de entidade autãr- têrmo do período . O deputado ou se-
quica, de sociedade de economia mista na-dor, eleito para ·a vaga, exercerá o
ou de emprêsas concessionárias de ser- mandato pelo tempo que restava ·"'º
viços públicos, comissão ou •emprêgo substitutído.
remunerado, ou exercê-los. Não se Art. 23. Suprimido.
compreende, nessa proibição, o magfa-
tério superior e vitalício, por concurso. Art. 24. Suprimido.

/
- 165

SEÇÃO II -A rt. 31. Compete privativamênte


ao Senado Federal julgar o Presidente
Da Cdmara dos Deputados da República, nos crimes de respon-
Art . 25. A Câmara dos Deputados sabilidade, e os Ministros de Estado,
compõe-se de representantes do povo, nos crimes de responsabilidade cone-
eleitos, segundo o sistema· de repre- x-es com os do _Presidente da Repú-
sentação proporcional, pelos . Estados, blica, e bem assim processar e julgar
pelo Distrit o Federal e pelos Terri- OE Ministros do S upremo Tribunal Fe-
tórios . deral e o Procma dor Geral da Repú-
Art . 26. · Cada legislatura durará . blica, 0 nos crimes de responsabilidade.
quatro anos. § 1. Quàndo - funcionar, como Tri-
Art. 27 .• O n úmero de deputados bunal de Justiça, o Senado Federal
~.erá fixado por lei, em proporção que será presidido pelo Presidente do Su-
Yláo exceda a um para cada cento e premo Tribunal Federal.
cinqüenta mil habitantes. § 2. 0 O Se.nado Federal não profe-
§ único. o número de deputad ~.~ rirá sentença senão por ·dois terços
não será inferior a sete por Estado e de votos.
pelo Distrito Federal e a um por Ter- § 3. 0 Não poderá o Senado Federal
ritório de mais de vinte mil habi- impor outras penas além da perda do
tantes . cargo e da incapacidade .Para exeree1·
Art. 28. Compete. privativamente à outro, sem prejuízo da ação da jus-
Câmar a. dos Deputados: tiça ordinária contra o condenado.
I. A declaração da procedência ou Art. 32 . Compete ainda privativa-
improcedência, pelo voto da maioria , mente ao Senado Federal:
absoluta de seus membros, da acusa- I . •A provar, mediante voto secreto,
ção contra o Presidente da Repúbli- a nomeação de magistrados, nos ca-
ca, nos têrmos do. art. 61, e contra sos. indicados na C<mstituição, e bem
os ministros d~ Estado, nos crimes co- assim a do Procurador Geral da Repú-
nexos com os do- Presidente da Repú- blica, dos · Ministros do Tribunal de
blica. Contas, do Prefeito do Distrito Fe-
II. A iniciativa da tomada de con- rleral e dos .chefes de missão diplo-
tas do Presidente da República, me- mática de caráter permanente . ·
6Jante a designação de comissão espe- ,II. Autorizar a intervenção federal
oial, caso não sejam elas apresenta- nos Estados, no caso do n. IV do ar-
0
das, ao Congresso Nacional, dentro de t igo 117, e os empréstimos externos
sessenta dias da data da abertura ela dos Estados, do Distrito Federal e
sessão legislativa . à.os Municípios.
Art. 33. Incumbe ao Senado Fe-
SEÇÃO III -11 deral suspender a execução, no todo
Do Senado Federal ou em parte, de lei ou decreto, decla-
rados inconstit ucionais por decisão de-
Art. 29. O Senado Federal com- finitiva de qualquer tr!bunal. ·
põe-se de 1·epresentantes dos Estados
e do Distrito Federal, eleitos segundo SEÇÃO IV
e princípio majoritário . Art. 34. Compete privativamente
§ 1.° Cada Estado, assim como o ao Congresso Nacional:
Distrito Feder al, elegerá três sena·· I. Votar o orçamento.
dores. II. Autorizar a abertura de cré-
§ 2. 0 O mandato de senador será
de oito anos. dito, a realização de -operações de
§ 3. 0 A representação de cada · Es-
crédito e as emissões de curso for-
ta,do e do Distrito Federal renovar- çado. .
se-á., de quatro em quatro anos, al- J:II . Votar os tributos próprios . da
ocnmtivamente, por um e por dois União, e regular a arrecadação e dis-
tercos. tribuição de suas rendas.
f 4. 0 Substituirá o senador ou su- ·federal
IV. Dispor sôbre a dívida pública
e os meios de· pagá-la.
ceder-lhe-á, nos têrmos do art. 22, o V. Criar e extinguir cargos públi-
seu suplente com êle eleito. cos federais, e fixar-lhes os vencimen-
Art. ' 30. O Vice-Presidente da tos, sempre por lei. especial.
República é o Presidente do Senado VI. Foi suprimido .
Federal, Ónde terá voto de quali- , VII. Votar a lei de fixação das
dade. fôr ças arma:das para o tempo de paz;
§ único. Na direção da mesa e n::.. VIU. Transferir t emporàriamente
presidência da comissfüi de polícia o a sede elo Govêrno Federal, mediante
~eu voto n§.o terá restrição . proposta do Presidente da República.
- 166 - -

IX. Legislar, ressalvado o di&post0 tes, aumentem vencimentos, ou modi-


no artigo seguinte, sôbre tôdas as ma- fiquem, no. decurso de cada legisla-
térias da competência da União. tura, a lei de fi'xação das fôrças ar-
Art. 35. E' da competência exclu- milidas.
siva do Congresso Nacionâl : § 3.0 A discussão dos projetos de
Í
I. Resolver definitivamente sôbre lei de iniciativa do Presidente da
os tratados· e convenções celebrados, República começará na Câmara dos
com as nações estrangeiras, pelo Pre- Deputados.
sidente da República. Art. 37. O projeto de lei, adotado
II. Autorizar o Presidente da Re- numa das câmaras, será revisto na.
pública a declarar a guerra· e a, fa-_ outra . Esta, se o aprovar,' envia-lo-á
zer a paz. à sanção ou prõmulgação" ...-
III. Autorizar o - Presidente da § único. A revisão será discutida
República a conceder permissão para e votada num só turno, se .a câmara
que fôrças· estrangeiras transitem pelo revisora fôr o Senado. Federal; se fõr
território do país, ou nêle permane- a Câmara elos Deput8!clos, em dois tur-
çam. · nos, no máximo.
IV. Autoriza:r a decretação do es- Art. 38. O projeto de uma câma-
tado de sítio, e a sua prorrogação, e ra, emendado na outra, volverá à pl'i-
bem · assim aprovar ou suspender o meira, que se pronunciará sôbre a
estado de sítio decretado, ou prorro- modificação, aceitando-a ou rejeitan-
gado, no intervalo das sessões legici· do-a. ·
!ativas. · § 1.0 No caso de rejeição, volverá
V. _Aprovar ou suspender a inter- o pr.o jeto à câma1,a revisora. Se à
venção federal, quando decretada pelo modificação obtiver o voto da maiori.lt
Presidente da Renública. ,.- absoluta dos seus membros, se con-
VI. Conceder ãnistia. siderará aprovada, sendo então, com o
VIL Aprovar as resoluções das as- projeto, remetida à cfqnara iniciado-
sembléias legisla,tivas estaduais sôbre ra, que só poderá recusá-la por igual
a incorporação, sub-divisão .ou des- ma-ioria .
_; membramente dos Estados . § 2.0 Nos têrmos da votação final,
VIII.. Autorizar o Presidente e o será o projeto mandado à sanção ou
Vice-IPresidente -da República a se ' prnm ulgação .
ausentarem do país. _·
. · IX. Julgar as contas do Presi- Art. 38-A. Em caso de necessi-
dente da República . dade urgente, devidamente justificada,
X. Fixar . a a)uda de custo e o e para salvaguarda da segurança pú-
subsidio dos membros do Congresso blica ou da economia nacional, o pro-
Nacional e o subsídio do Presidente jeto de lei de iniciativa do Presidente
e do Vice-Presidente da Répública. d\' República · terá, em sessão cori,.-
junta ele ambas as câmaras, uma
XI. Mudar temporàriamente a saa única discussão; e será tido como
sede. aprovado e remetido para sanção, se
SEÇÃO V obtiver o voto da maioria absoluta do5
seus 'm embros.
Das Leis Art. 39. Nos casos do art. 34, ll.
Art. 36. A iniciativa das leis, res- câmara, onde se _concluir a votação de
salv8!dos os casos de competência c:x- um projeto, enviá-lo-á ao Presiden~e
Cl1;Jsiva, cabe ao Presidente ela Repú- da República q'ue, aquiescendo, o san-
blica e a qualquer membro ou c,lmis- cionará.
são da Câmara dos Deputados e do . § 1. 0 Se o Presidente da República
Senado Federal. · julgar o projeto, no todo ou em parte,
§ 1.0 \Pertence à Câmara dos Depu- inconstituci011al ou contrário aos in-
tados e ao Presidente da República a terêsses nMionais, o vetará, total ou
iniciativa da lei de fixação das fôr- parcia.Jmente, dentro de dez dias úteis,
ças armadas e de tôdas as leis sôbre daquele em que o receber, comuni-
matéria financeira . . cando, nesse mesmo prazo, à câmara
_§ 2. 0 Guardada a competência da
onde êle se houver iniciado, os moti-
Camara elos Deputados e do · Senado vos do veto. Negada a S!\nção, quando
Federal, assim como a ctos tribunais estiver finda a sessií o ' legislativa, o
federais, no que concerne aos respec- Presidente da Repúblic'a dará publi-
tivos serviços administrativos, com- cidade às suas razões.
pete exclusivamente ao Presidente ia § 2. 0 Suprimido.
R~púb!ica a iniciativa . das leis que '§ 3.0 -comunicado o veto à câmarn.
oriem empregos em serviços existen- iniciadora, aí se sujeitará o projeto a
\
1
- 167 -

\ 1
uma discussão e votação, consideran-
do-se aprovado .se obtiv!lr o voto da
não sancionadas ou nãó promulg·ada.s,
pelo :eresidente da República, vierem
\ maioria absoluta dos seus membros. a ser promurgadas pelo Presidente de
Neste caso, será remetido à outra câ- uma das duas câmaras.
cara, que, se o aprovar pelo mesmo SEÇÃO VI
trâmite e por igual maioria, o pro-
mv}gará. . ,- Da Comissão Permanente
§ 4.º o silêncio do Presid~nte da
República, no decêndio, importa san- Arts. 43, 44, 45' e 46. (Esta Seção
ção. foi eliminada) .
§ 5. 0 Suprimido. SEÇií.O VII
Art. 40. Nos casos do art. 35, con-
siderar-se-á, com a votação final, en- Do Comparecimento dos Ministros
cerrada · a elaboração éia lei, qu~ ·será de Estado
promulgada pelo presidente da câmara Art. 47. A Câmara dos Deputado3
iniciadora. , .· e o Senado Federal podem convocar
Art. 40-A. Serão usadas, para a qualquer Ministro de Estado para lhes
sanção e a promulgação as seguintes prestar informaçõ·es sôbre questões
fórmulas: , previamente indicadas, atinentes :ao
I.' para · a sanção: - "Faço saber seu Ministério.
que o Congresso ·Nacional votou e en § 1.0 As comissões é permitido fa-
sanciono a seguinte lei". zer a convocação, por intermédio dá.
II. para promulgação: "Faço sa- respectiva Câmara, se esta o aprovar.
ber que o Congresso . Nacional votou § , 2. 0 A falta de comparecimento,
e eu promulgo a seguinte lei" . sem justificação, importa crime de
Art. 41. - Os projetos de lei rejei- responsabilidade.
tados, ou não sanciona.dos, só se po- Art. 48. Suprimido.
derão renovar na mesma sessão legis- · Art. 49. A Câmara dos Deputados
lativa mediante proposta da maioria e o Senado Federal, assiin como as .
:;,bsoluta dos membros de qualquer suas comissões, désignarão dia e hora .
das câmaras. para ouvir o Ministro de Estado, que
Art. 42. Serão mandadas publi- lhes queira prestar esclarecimentos ou
car, pelo presidente da câmara inicia- solicitar providências· legislativas.
dora, as leis , da competência exclu- Fim do Capítulo II do Título II
siva do Congresso Nacional, e as que, Poder Legislativo.
'-

Votos justificados do deputado Gustavo Capanema

· Na Subcomissão do _Poder Legisla- rleTia continuar a ser o dia 3 de ~


tivo, o deputado Gustavo Capanema, maio."
· :aJém dos votos de simples aceitação
ou rejeição das emendas, proferiu os Emenda n. 0 1. 401:
seguintes, com justificação: "Aceito a emenda. Parece desne-
cessária a frase : "independentemente
ART. 7 de convocação especial."
Emenda n. 2. 285 :
0 Emenda n. 0 1. 703:
"Discordo da emenda. Não é o "De acõrdo, caso não seja aceita
Poder Legislativo, mas o Congresso a data de 21 de abril, que me parece
Nacional, que se compõe ·de dois ra- preferíVel. 7 de abril é _que não deve
ser.''
mos ou câmaras. "
Emenda n.0 2.287: ART. 11
"Concordo com a emenda, uma vez Emenda n.º 533:
que na Constituição fique declarado "E' dispensável o advérbio privativa-
que a assembléia legislativa estadual mente, pois tõdas as atribuições in-
é unicameral. " dicadas no .§ 1.0 do art . 11, i:elativa-
mente a cada uma das câmaras são
ART. 8 privativas. Também é dispensá~el a
frase na forma do respectivo regi-
Emenda n.º 885 : me1}-to interno., pois é consoante êste
"Não concordo. A emenda restrin- r~grmento que tõdas aquelas atribui-
ge, sem razão, a liberdade .política. çoes serão exercidas. "
Emenda n .0 1. 701: Emenda n. 0 1.717:
"Só depois de fixadas defirütiva- "Discordo. Entretanto, a Consti-
mente a extensão do período presi- tuição poderia declarar, no lugar ade-
de.'1cial e a do mandato dos depu- quado (capítulo I do título V), que
.tados e senadores -é que se poderá só se admitem partidos nacionais. Se
verificar se é ou nã.o possível a simul- isto se fizer, a emenda tem eabi·
tane