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Segundo Henri Wallon o primeiro estágio de desenvolvimento e aprendizagem do ser humano


corresponde ao Estagio Impulsivo Emocional, que segue dos primeiros meses de vida até um
ano de idade. O estágio contém dois momentos: o da impulsividade motora e o emocional.
A criança nasce em uma situação de total dependencia de seus cuidadores(meio externo).A
criança necessita do meio meio social para interpretar, dar significado e trazer respostas a ela.
Primeiramente as reaçoes que o bebê tem de bem-estar e mal estar irmão se manifestar
mediante descargas motoras indiferenciadas. Essas manifestaçoes atravez dos adultos que o
cerca causara reaçoes de cunho afetivo e de natureza emocional, provocando respostas a sua
necessidades. De forma continua a interação criança-meio externo construirá um campo de
comunicação recíproca. Onde a mae consegue entender as necessidades especificas da
criança, atraves das reações que o bebe aprende a mandar. " ##  
  
    
É manipulado por outros, e no movimento do outro que tomaram formas as primeiras atitudes
da criança. Segundo Wallon, a criança inicia sua vida sendo global, indiscernível e social. Essa
vivencia com o social antecede nela a formaçao da consciencia de si. Somente com o contato
com o outro, em suas complexas interaçoes, com a espera por ser compreendido em suas
distintas reaçoes, conseguindo saciar suas necessidades, que a criança conseguirá diferenciar-
se vagarosamente de seu meio, constituindo seu eu, diferenciado do outro."  
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Em uma relacao dialetica, o eu e o outro internalizados serão parceiros constitutivos da vida
psíquica. É social não em virtude de contingências exteriores, mas em consequencia de uma
necessidade íntima. Ele o é geneticamente (Wallon, 1975) Nesse primeiro período
caracterizado por uma indeferenciaçao , a criança iniciará a construção de sua identidade na
interação com seus envolventes mais proximos (...) modelação do eu pelo meio, da consciência
individual pelo ambiente coletivo (...) (Wallon, 1975)

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Nas primeiras semanas após nascimento, atividade do bebê esta totalmente dirigida pelas
necessidades primarias fisiologicas, de postura, alimentar ou de sono. Direfente de como era
no útero(automático), repentinamente o bebe se sente dependente do outro para sacia-las e
isso causa um estranhamento, um desconforto, pelos momentos de espera e de ansiedade.
Esses desconfortos provocará descargas motoras que são movimentos reflexos, impulsivos,
descontinuos e não intencionais, que não tem nenhuma outra utilidade a não ser diminuir esse
estado de tensão! " ## 
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Inicia-se assim um processo de comunicacao entre a criança e seus envolventes, sob esse
campo de origem essencialmente emocional, surgira muito em breve um processo de
expressao, compreensao e intencionalidade, que dará origem ao campo das relaçoes
individuais.

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O movimente ocupa lugar de destaque na teoria walloniana. Desde o incio da vida, ele é uma
das principais formas de comunicaçao da vida psiquica com o ambiente externo. É uma das
grandes possibilidades de traducao do mundo interno da criança, uma vez que ela se faz
entender por gestos que representam suas necessidades e seu humor.
A primeira forma são ? ?? 
  ?, reações de compensação e de
reajustamento do corpo, passar da posicao deitada para sentada, depois de joelhos e
finalmente em pé. A segunda são os ??   ? ????que corresponde
aos deslocamentos do corpo e dos objetos no espaço, que trarão à criança outra concepção de
si mesma e do domínio do espaço. A terceira são as  ? 
 que são os
deslocamentos dos segmentos corporais, que vão permitir atitudes expressivas e mímicas.
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O estágio emocional se origina das transformações das descargas motoras em meio a


expressão e comunicação. A intencidade das trocas sociais criam um verdadeiro campo
emocional, do qual gestos, atitudes, vocalizações e mimicas adquirem nuança cada vez mais
diversificada de dor, tristeza, alegria, cólera. De modo que devagar, todas as variedades
essenciais da emoção podem ser discriminadas.
A afetividade inicialmente é pura emoção, somática, epidérmica, e depende inteiramente da
presença e da resposta dos parceiros. É dessa osmose afetiva entre criança e seus envolventes
que surge o início da vida psiquica, a consciência subjetiva, na qual vão se formando as
primeiras imagens mentais e nas quais se imprimirão as primeiras marcas de sua
individualidade.

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Na segunda metade do primeiro ano de vida, a criança começa a entregar-se a uma série de
atividades repetitivas que irão promover aprendizagens importantes e que enunciam o estágio
posterior: o sensório motor.
As atividades circulares são movimentos inicialmente casuais, mas que serão repetidos
intencionalmente pela criança, levando-a a investigar a conexão entre seus movimentos e seus
efeitos, onde a partir de então cada vez os resultados são obtidos, tornando os movimentos
cada vez mais precisos e úteis. Primeiramente os atos impulsivos não tem motivo psí quico,
posteriormente com a mediação do outro, seus efeitos passam a fazer parte da vida psíquica.
A criança mediante atividade circular, entrega-se repetitivamente à manipulação dos objetos ,
apalpando-os de diversas formas, colocando-os na boca, esfregando-os no corpo, atirando-os
insistentemente no chão. Diverte-se com o barulho feito ao amassar o papel, ao rasga-lo em
pedaços, e ao espalhar o que restou dele. Percebe assim seus proprios gestos e os resultados
de suas ações. E por meio de balbucios e gorgeios a criança passa meses experimentando e
precessando vocalizações.
A atividade circular é assim, um importante instrumento de aprendizagem em diferentes
áreas. Inicia-se neste estágio, ainda marcado pela subjetividade afetiva e de construção de si,
mas alcançará seu auge no estágio seguinte, o sensório motor.