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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS- UNIFAL MG

DEPARTAMENTO DE FÍSICA
PRÁTICAS DE FÍSICA EXPERIMENTAL III

EXPERIMENTO VII:

CAMPO MAGNÉTICO

Nome: Susana Maria da Silva

E-mail: susanasilva.027@gmail.com

Matrícula: 2017.2.07.005

Turma: Licenciatura em Química

Professor: Dr. Pérson P. Neves

Alfenas, 19 de fevereiro de 2018


SUMÁRIO

Introdução 2

Objetivo 3

Fundamentos teóricos 4

Materiais e métodos 8

Resultado e discussão 9

Conclusão 11

Referências 12

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INTRODUÇÃO

O campo magnético tem diversas aplicações na engenharia, uma delas


são os autofalantes de diversos dispositivos eletrônicos como computadores,
celulares, aparelhos de som, televisões, entre outros, que utilizam ímãs. Estes
campos podem ser gerados por correntes ou por partículas que possuem um
campo magnético intrínseco.

Neste experimento vimos como um campo magnético afeta uma bússola


e um feixe de elétrons emitido de um filamento metálico superaquecido.

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OBJETIVO

Estudar o efeito do campo magnético sobre uma bússola e determinar a


razão massa/carga dos elétrons do filamento metálico.

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FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Assim como as interações elétricas podem ser descritas pela teoria do


campo elétrico, as interações magnéticas também podem ser descrito por
campos magnéticos. Um campo magnético poder ser criado por um eletroímã (
corrente de partículas eletricamente carregadas em um fio) ou por meio do uso
de partículas elementares como elétrons e prótons, que possuem um campo
magnético intrínseco e ao se combinarem podem formam um campo nas
vizinhanças.

A existência de um campo magnético, B, em uma região do espação


pode ser demonstrada com uma agulha de bússola, que se alinhará na direção
do campo. Por outro lado, quando uma partícula carregada com carga q e
velocidade v entra em uma região onde existe um campo magnético, ela é
desviada transversalmente de sua trajetória sob a ação de uma força

magnética, FB, que é proporcional à carga da partícula, à sua velocidade, à
intensidade do campo magnético e ao seno do ângulo entre a direção da
velocidade da partícula e a direção do campo. A força magnética também é
perpendicular à v e B.

FB = qvBsenθ

O campo magnético pode ser definido por um vetor B, também chamado


de indução magnética, cujo módulo é dado pela razão entre a força magnética
e o produto do módulo da carga pela velocidade.

𝐹
𝐵
𝐵 = |𝑞|𝑣

    
Vetorialmente, a relação entre FB e B é dada por FB = q v x B.

Figura 1: Esquema da relação vetorial ente campo magnético, velocidade e força magnética.

Fonte: BRESCANSIN M.L, Aula 8- Campo magnético. UNICAMP. [ 2013]. Disponível em:
https://sites.ifi.unicamp.br/f328/files/2013/10/Aula-08-F328-2S-2013.pdf. Acesso em: 19 de fev.
de 2018.
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O campo magnético pode ser representado como linhas de campo, onde

a direção tangente de uma linha fornece a direção de B naquele ponto e o

espaçamento entre as linhas representa o módulo de B. Quanto mais intenso
for um campo magnético, mais próximas estarão as linhas e quanto mais fraco,
mais distantes estarão as linhas.

Figura 2: Linhas de um campo magnético gerado por corrente elétrica

Fonte: Departamento de Física da Universidade de Coimbra. Campo magnético. Disponível em:


<http://fisica.uc.pt/data/20072008/apontamentos/apnt_330_12.pdf>. Acesso em: 19 de fev. de 2018.

As linhas de força do campo magnético criado por um magneto saem do polo


norte entram no polo sul e continuam dentro do íman na direção do polo norte,
formando portanto linhas fechadas.

Figura 3: Linhas de campo magnético gerado por corrente elétrica

Fonte: Departamento de Física da Universidade de Coimbra. Campo magnético. Disponível em:


<http://fisica.uc.pt/data/20072008/apontamentos/apnt_330_12.pdf>. Acesso em: 19 de fev. de 2018.

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Quando um fluxo de elétron se move em uma região com campos
elétrico e magnético cruzados, a força gerada por esses campos afeta a
trajetória das partículas.

Elétrons emitidos por um filamento em uma das extremidades de um


tubo, evacuado e acelerado por uma diferença de potencial, ao passarem por
uma fenda formam um feixe estreito. Quando esse feixe passa por campos
cruzados e atinge uma tela fluorescente, produz um ponto luminoso. Ao se
alterar o módulo e a orientação dos campos, a força resultante também é
alterada e o ponto é desviado (Figura 4). A força a que é submetida uma
partícula de carga negativa na presença de um campo elétrico tem sentido
contrário ao do campo. Desta forma um feixe de elétron submetido a um campo
elétrico e a um campo magnético, é desviado para cima pelo primeiro e para
baixo pelo segundo, pois as forças elétrica e magnética são opostas.

Figura 4: Uma versão moderna do equipamento usado por J.J. Thomson para medir a razão
carga/massa do elétron.

Fonte: HALLIDAY,D.; RESNICK ,R.; WALKER,J.; Fundamentos de Física. 8. ed. Rio de


Janeiro: LTC, 2009. p. 207.

O desvio sofrido por uma partícula carregada, submetida a campos


cruzados, após passar por uma região entre duas placas é dado por

|𝑞|𝐸𝐿2
𝑦=
2𝑚𝑣 2

onde v é a velocidade, m é a massa, q é a carga, E é o modulo do campo


elétrico e L é o comprimento das placas.

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𝐸
Se a forca elétrica e magnética são ajustadas para que se cancelem 𝑣 = 𝐵,

desta forma,

|𝑞|𝐸. 𝐿2 |𝑞|. 𝐿2 |𝑞|. 𝐿2 𝐵 2 𝑚 𝐵 2 𝐿2


𝑦= = = → =
𝐸2 𝐸 2𝑚𝐸 |𝑞| 2𝑦𝐸
2𝑚 2 2𝑚 𝐵
𝐵

onde todas as grandezas do lado direito são conhecidas, permitindo que a


razão massa carga das partículas seja determinada.

Quando partículas quando se movem em com velocidade linear v’ , são


submetidas a um campo magnético perpendicular, uma força 𝐹𝐵 = 𝑞𝑣′
 ×
𝐵, está
força introduz uma aceleração centrípeta nos elétrons fazendo com que
descrevam uma trajetória circular.

O módulo da força que age sobrea a partícula é |q|v’B. Aplicando a Lei


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  para o movimento circular 𝐹 = 𝑚 𝑣′ e temos que |𝑞|𝑣′𝐵 =
de Newton (F = ma) 𝑟
𝑣′2 𝑚𝑣′
𝑚 e consequentemente 𝑟 = |𝑞|𝐵, onde r é o raio da trajetória circular. O
𝑟
2𝜋𝑟 2𝜋 𝑚𝑣′
período,T, é igual à circunferência dividida pela velocidade:𝑇 = = =
𝑣′ 𝑣′ |𝑞|𝐵
2𝜋𝑚 1 |𝑞|𝐵
|𝑞|𝐵
, a frequência f é 𝑓 = 𝑇 = e a frequência angular 𝜔 é ,portanto 𝜔 =
2𝜋𝑟
|𝑞|𝐵
2𝜋𝑓 = . Podemos concluir que o período, a frequência e a frequência
𝑚

angular não dependem da velocidade da partícula, mas da razão massa/carga,


porem o diâmetro da trajetória varia com a intensidade da velocidade.
Partículas rápidas se movem em círculos grandes, enquanto que partículas
mais lentas se movem em círculos menores.

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MATERIAIS E MÉTODOS

Nesta prática foram utilizados uma bússola, voltímetro, amperímetro,


aparato para gerar um campo magnético formado por um filamento condutor
enrolado submetido a uma corrente, uma ampola evacuada com mercúrio
rarefeito com um filamento de metal.

No primeiro experimento, foi colocada uma bússola em uma região


próxima a um campo magnética para que fosse observada a deflexão da
agulha gerada pelo campo.

No segundo experimento o filamento de metal foi aquecido e submetido


a campos elétricos e magnéticos cruzados, onde variou-se a voltagem e a
corrente.

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

No primeiro experimento foi verificado que quando o gerador do campo


magnético foi ligado, a agulha da bússola, que antes estava alinhada com o
campo magnético da Terra, apontando para o norte, se alinhou com o campo
gerado no experimento e mudou de direção quando o objeto se aproximou do
campo.

No segundo experimento foi observado que ao aquecer o filamento


metálico elétrons se desprendiam do material, formando uma espiral de fótons
ao retornarem para o estado de menor energia (figuras 5 e 6). Quando
variamos a corrente e a diferença de potencial (V), observamos que o raio da
espiral e o número de voltas mudavam, uma vez que ambas as variáveis
dependem da razão massa/carga, que por sua vez depende do campo elétrico.

Figuras 5 e 6: Formato espiral do feixe de partículas


Fonte: Própria

𝑒
Utilizando a equação 2𝑉 = 𝑚 𝑟 2 𝐵, onde B foi calculado pela equação
𝑛𝐼
𝐵 = 0,715𝜇0 . 𝑅 , onde r é o raio do filamento de metal igual a 200 mm, R é o raio

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das espirais igual a 5, n é o número de espirais, e 𝜇0 é uma constante igual a
1,256.10-6 T.m/s.

Foi construída a tabela abaixo com os valores calculados utilizando os


valores de corrente e diferença de potencial escolhidos:

Voltagem (V) Corrente (A) Campo Magnetico (T) r2 B2 2V


300 1,67 0,000577395 8,33462E-10 600
280 1,62 0,000560108 7,84301E-10 560
260 1,56 0,000539363 7,27281E-10 520
240 1,5 0,000518618 6,72412E-10 480
220 1,44 0,000497873 6,19695E-10 440
200 1,37 0,000473671 5,60911E-10 400

A partir dos dados da tabela acima, foi construído o gráfico de 2V (onde


V é potencial elétrico) em função de r2B2. O ajuste por um modelo linear da
curva do gráfico, gera uma equação cujo coeficiente angular (m) determina o
valor da razão e/m:

2V em função de r2B2
600
580
560 y = 7,15E+11x
540 R² = 9,99E-01
2V

520
500
480
460
440
420
400
5,6E-10 6,1E-10 6,6E-10 7,1E-10 7,6E-10 8,1E-10 8,6E-10

r 2B 2

Grafico1: Determinação da razão carga/massa


Fonte: Própia

O valor de e/m = m encontrado, conforme mostra a equação da reta é


7,15 x1011.

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CONCLUSÃO

Podemos concluir que o campo magnético exerce uma forca de atração


onde ele atua e que um feixe de partículas submetidas a essa força faz uma
trajetória circular cujo r varia em função da razão massa/carga. Essa razão
depende do módulo do campo elétrico e do campo magnético cruzados e seu
inverso pode ser determinado como o coeficiente angular de uma curva 2V x
r2B2 .

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REFERÊNCIAS

Departamento de Física da Universidade de Coimbra. Campo magnético


[2008].Disponível em:

<http://fisica.uc.pt/data/20072008/apontamentos/apnt_330_12.pdf>.Acesso em
: 19 de fev. de 2018

HALLIDAY,D.; RESNICK ,R.; WALKER,J.; Fundamentos de Física. 8. ed. Rio


de Janeiro: LTC, 2009. p. 207

BRESCANSIN M.L, Aula 8- Campo magnético. UNICAMP. [2013]. Disponível


em: https://sites.ifi.unicamp.br/f328/files/2013/10/Aula-08-F328-2S-2013.pdf.
Acesso em: 19 de fev. de 2018.

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