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 Compostos:

 A maioria dos elementos pode interagir com outros elementos para formar
compostos. O gás hidrogênio, por ex, incendeia-se em presença do gás oxigênio
para formar água.

 Misturas:
1- MATÉRIA:  A maioria das matérias que encontramos consiste de misturas de diferentes
 É qualquer coisa que tem massa e ocupa espaço. Assim, o ouro, a água, um livro, substâncias, cada substância em uma mistura mantém sua própria identidade
são ex’s de matéria, já a radiação eletromagnética (como a luz) não são matérias. quimica e, assim, suas próprias propriedades.
 Podem ser classificadas pela sua fase (sólido, liquido, gás) ou pela sua constituição  Enquanto substâncias puras tem composições fixas, as composições das misturas
(composição =tipos de átomos, estrutura= estrutura desses átomos) pode variar. Ex: xicara de café pode ter muito ou pouco açúcar.
 As substâncias que compõem uma mistura são chamados de componentes.
 Substâncias Puras:  As misturas podem ser heterogêneas (não uniformes, mais de 1 fase, água e areia)
 É uma forma simples e pura da matéria, é a matéria que tem propriedades ou homogêneas (uniformes, 1 fase, agua e açucar).
distintas e uma composição que não varia de amostra para amostra. Ex: Agua e sal
de cozinha.
 O ar, a gasolina e as calçadas não são quimicamente puras, mas podemos separar
ou decompor esses tipos de matérias em substâncias puras diferentes.

 Elementos, compostos, misturas, átomos e moléculas:


 Toda a matéria é feita de várias combinações de formas simples da matéria,
chamados de elementos químicos.
 Um elemento é uma substância formada por um único tipo de átomo, que não
pode ser decomposto em substância mais simples.
 Compostos são constituídos de 2 ou + elementos, logo eles contém dois ou + tipos
de átomos.
 Misturas são combinações de 2 ou + substâncias nas quais cada uma mantem sua
própria identidade química.
 A matéria é feita de partículas inimaginavelmente pequenas, a menor partícula
possível de um elemento é chamado de átomos.
 Os átomos podem se combinar para formar moléculas nas quais dois ou + átomos
estão ligados de forma especifica.
1.1- PROPRIEDADES DA MATÉRIA:
 Propriedades físicas: Podem ser medidas sem alterar a identidade e a composição
das substâncias. Incluem características como ponto de fusão, dureza, cor, estado
da matéria (sólido, liquido, gás) e a densidade
 Propriedades químicas: descrevem como uma substância pode se alterar ou 2- MOL:
reagir para formar outras, refere-se a capacidade de uma substância de  1 mol de objetos contém um determinado numero de objetos igual ao número de
transformar-se em outra substância. Ex: Capacidade de sofrer combustão. átomos que existe precisamente em 12g de carbono-12.
 Esse número é o número de Avogrado: 6,02.10^23 atomos, partículas...
1.2- PROPRIEDADES INTENSIVAS E EXTENSIVAS DA MATÉRIA:  É um número que relaciona o mundo macroscópico ao microscópico.
 Intensivas: são propriedades que não dependem da quantidade de amostra
analisada. Ex: Temperatura, Ponto de Fusão, Densidade...
 Extensivas: são propriedades que dependem da quantidade de amostra analisada
(quantidade de substância presente). Ex: Massa e volume.
 PRIMEIROS MODELOS ATÔMICOS:
1.3- MUDANÇAS FISICAS E QUIMICAS:  Demócrito e outros filósofos pensavam que o mundo material deveria ser
 Físicas: uma substância altera sua aparência física mas não sua composição. Todas constituído de partículas indivisíveis e muito pequenas que eram chamadas de
as mudanças de fase (estado) são físicas. Ex: evaporação da água. átomos.
 Químicas: Reações químicas. Quando uma substância é transformada em uma  Depois, Platão e Aristóteles formularam a hipótese que não poderia haver
substância quimicamente diferente. Ex: H2 + O2 -> H2O partículas indivisíveis.

 OBSERVAÇÕES:  MODELO ATÔMICO DE DALTON: (bola de bilhar)


A) REAÇÕES DE METÁSTESE OU DUPLA-TROCA:  Cada elemento é composto de partes muito pequenas chamadas átomos.
São as reações químicas em que ocorrem “troca de parceiros” AX + BY  AY + BX  Todos os elementos de um dado elemento são iguais, os átomos de diferentes
elementos são diferentes, têm propriedades e massas diferentes.
Ex: AgNO3(aq) + KCl(aq)  AgCl(aq) + KNO3(aq)
 Os átomos são permanentes e indivisiveis.
 Os átomos não se convertem em diferentes tipos de átomos por meio de reações
B) FORMULAS QUIMICAS:
químicas, os átomos não são criados nem destruídos em reações químicas.
Formula é uma representação gráfica de uma determinada substância. Tipos:
 As transformações químicas consistem em uma combinação, separação ou arranjo
de átomos.
 Os compostos são formados por átomos de 2 ou + elementos em razão fixa (lei das
proporções definidas: um certo composto tem sempre o mesmo numero relativo
dos mesmos tipos de átomos).

 RAIOS CATÓDICOS E MODELO ATÔMICO DE THOMPSON: (pudim de passas)


 Thompson, na experiência de raios catódicos, descobriu os elétrons e prótons,
concluindo que os átomos eram compostos por partículas ainda menores.
 Propôs um modelo atômico que afirmava:
 Os elétrons e os prótons estariam uniformemente distribuídos, garantindo o
equilíbrio elétrico entre as cargas positivas dos prótons e negativas dos
elétrons.
 MODELO ATÔMICO DE RUTHERFORD:  ESPECTRO VISÍVEL CONTINUO E ESPECTRO DE LINHAS:
 Contestou o modelo de Thompson, devido a sua experiência, em que bombardeou  A maioria das fontes de energia radiante, incluindo lâmpadas incandescentes,
uma película fina de ouro, com partículas alfa (positivas), emitidas pelo Polônio. produz radiação contendo muitos comprimentos de ondas. Quando a radiação é
 Observou que a maioria das partículas atravessava a lâmina de ouro em linha reta separada por seus diferentes comprimentos de onda, um espectro é produzido.
ou com pequenos desvios, porém algumas atingiam a lâmina e voltavam ou
sofriam grandes desvios. A primeira conclusão foi que as partículas que passavam  Espectro Contínuo Visível:
sem desvios passavam por espaços vazios. Essa conclusão já contestava o modelo  Um prisma dispersa a luz de uma lâmpada incandescente formando um prisma
de Thompson, pois nele não existia espaços vazios. continuo (faixa continua de cores). O exemplo mais comum é o arco íris produzido
 Rutherford percebeu que os desvios das partículas eram semelhantes. Concluiu pela dispersão da luz do sol pelos pingos de chuva ou neblina.
que as partículas eram desviadas pois se aproximavam do núcleo do átomo e
então eram repelidas, concluindo que o núcleo tinha carga negativa e os espaços
vazios cargas negativas. Com isso, propôs o seu modelo atômico, que afirmava:
 O átomo possui um núcleo central pequeno e denso, que concentra toda a
carga positiva e a maioria da massa do átomo.
 A maior parte do volume total do átomo são espaços vazios, no qual os  Espectro de Linhas:
elétrons movem-se ao redor do núcleo.  Nem todas as fontes de radiação produzem espectro continuo.
 Quando diferentes gases são colocados sob pressão num tubo com alta voltagem,
 ÁTOMO MODERNO: os gases emitem cores diferentes. Quando a luz vinda de tais tubos passa por um
 Os átomos são formados de elétrons (orbitam o núcleo), prótons e nêutrons (no prisma, apenas linhas de poucos comprimentos de onda estão presentes nos
núcleo). Os átomos tem um numero igual de elétrons e prótons, logo, eles tem espectros resultantes.
uma carga elétrica liquida neutra.  As linhas coloridas são separas por áreas pretas, que corresponde a comprimentos
 O núcleo é extremamente pequeno e contém quase toda a massa do átomo. de onda ausentes de luz.

Espectro do Hidrogênio.

 PLANCK: QUANTUM:
 Propôs que a energia na radiação não é continua, mas sim dividida em  MODELO ATÔMICO DE BOHR:
minúsculos “pacotes” ou quanta.
 Para explicar o espectro de linhas do H, começou supondo que os elétrons
 Ou seja, disse que a energia podia ser liberada (ou absorvida) por átomos apenas moviam-se em orbitas circulares ao redor do núcleo, mas, de acordo com a física
em “pedaços” distintos de tamanhos mínimos. clássica, uma partícula carregada (como um elétron) que se move em trajetória
 Planck nomeou de quantum a menor quantidade de energia que podia ser emitida circular perderia energia continuamente pela emissão de radiação
ou absorvida como radiação eletromagnética. eletromagnética e iria se mover em forma de espiral em direção ao núcleo.
 Considerou que a energia, E, de um único quantum é igual à constante  Assim, Bohr baseou seu modelo em 3 postulados:
multiplicada pela frequência (v): E = h.v, h é a constante de Planck (6,63.10^-34);  Somente orbitas de certos raios, correspondendo a certas energias definidas,
 De acordo com ele, a energia é sempre emitida ou absorvida pela matéria em são permitidas para os elétrons de um átomo (concluiu que os elétrons
múltiplos de hv, 2hv, 3hv e etc. ficavam em orbitas fora do núcleo, e que essas orbitas eram especificas, de
 Se a quantidade de energia emitida for igual a 3hv, por exemplo, dizemos que raio fixo, cada uma caracterizada por níveis de energia bem definidos).
foram emitidos 3 quantas de energia.
 Um elétron em certa orbita permitida tem certa energia especifica e está em  PRINCIPIO DA INCERTEZA:
um estado de energia ‘permitido’. Um elétron em estado de energia permitido  Afirma que é impossível conhecer simultaneamente e com certeza a posição e o
não irradiará energia e, assim, não se move em espiral em direção do núcleo. momento de uma partícula, tal como o elétron.
 A energia só é emitida ou absorvida por um eletron quando ele muda de um  Quanto mais corretamente um é conhecido, menos precisamente o outro é.
estado de energia para outro. Essa energia é emitida ou absorvida como
fóton, E=hv (efeito
 Quanto mais longe a orbita estiver do núcleo, mais o elétron consegue
permanecer nela sem perder energia (orbita mais estável) .  É um método de distribuir os elétrons na eletrosfera do átomo e dos íons.
 Um átomo armazena energia, fazendo seus elétrons saltarem de uma orbita mais  Provou, experimentalmente, que os elétrons são dispostos nos átomos em ordem
interna pra uma orbita + externa. Assim, sempre que um átomo absorve energia, 1 crescente de energia, ou seja, a medida que as camadas se afastam do núcleo,
ou + de seus elétrons saltam para uma orbita mais externa. aumenta a energia dos elétrons nela localizados.
 Quando o fornecimento de energia cessa, os elétrons que foram deslocados pra  Isto pois toda vez que um elétron recebe energia ele salta pra uma camada mais
orbitas mais distantes, tendem a restaurar o equilíbrio, retornando à sua orbita externa, e no momento que volta pra sua camada de origem, ele emite luz em
original. Mas, toda ação que acumula energia, se for revertida, terá que liberar virtude da energia absorvida anteriormente.
essa energia.  Em cada camada ou nível de energia, os elétrons se distribuem em subniveis de
 Então, quando o elétron retorna à orbita original, ele deve liberar a mesma energia, representados por s,p,d,f em ordem crescente de energia.
quantia de energia recebida, e o faz sob forma de energia luminosa, ou seja,  O número máximo de elétrons em cada subnivel também foi determinado:
emitindo um fóton.

 DUALIDADE ONDA-PARTÍCULA DA MATÉRIA:


 Dependendo das circunstâncias experimentais, sabia-se que a radiação parecia ter
um carácter ondulatório ou de partícula (fóton).
 De Broglie ampliou essa ideia, sugerindo que todas as partículas deveriam ser
estendidas como tendo propriedades de ondas (dualidade onda-particula).
 Sugeriu que o elétron, em seu movimento ao redor do núcleo, tinha associado a
ele um comprimento de onda particular.
 Disse que o comprimento de onda característico do elétron ou qqr outra partícula
depende de sua massa m, sua velocidade v, e h cte de Planck.

mv é chamado de momento do objeto.


 Como a hipótese de De Broglie é aplicável a toda matéria, qualquer objeto de
 Diagrama de Linus Pauling:
massa m e velocidade v daria origem a uma onda de matéria característica
* Dispositivo prático que permite colocar todos os subníveis de energia conhecido em
 Mas a equação diz que o comprimento de onda associado a um objeto de
ordem crescente de energia, a ordem crescente dos subníveis é a ordem na sequência das
tamanho comum (avião) é tão pequeno que esta fora da faixa de qualquer
diagonais:
observação possível (diferença entre picos é tão pequena que não percebe-se).
 Configuração Eletrônica por Gases Nobres ou condensada:
Assim, 1s² é o menos energético e o 7p6 o mais energético  Ajuda a enfocar apenas nos elétrons de valência (mais externos).
 Usa-se o gás nobre anterior ao elemento.
=> OBSERVAÇÃO:  Basicamente, usa-se a configuração eletrônica desse gás nobre, e apenas
a) Z= Número atômico = representa o número de elétrons. completa-se os elétrons que faltam.
b)Camadas de Valência:
 Exemplos:
a) Li, 3 elétrons: [He] 2s¹ => usou a configuração 1s² do He e apenas completou 1é.
b) O, 8 elétrons: [He] 2s² 2p^4
c) Na, 11 elétrons: [Ne] 3s¹ = Ne 10 elétrons, termina a configuração em 2p^6.
d) S, 16 elétrons: [Ne] 3s² 3p^4
e) Li+ (cátion) = [He] => 1s² perdeu um elétron
f) Na+ = 10 é, [He] 2s² 2p^6
g) O-² = fica com 10 = [Ne] ou [He] 2s² 2p^6

c) Em um íon, o elétron irá sair ou entrar da camada de valência e não do orbital mais
energético:

d) Orbitais que não estão representados no diagrama não existem.


 Como l varia de 0 a n-1, e n vai de 1 ao infinito, l pode ter valores maiores que 3,
nesse caso continua usando letras, ou seja: l=4 (g), l=5 (h) e etc
 Erwin determinou o conceito de orbital:
s²=1 orbital,2 spins/p^6=3 orbitais,6 spins/d¹°=5 orbitais,10 spins/f^14= 7 orbitais,14 spins
 É a região do espaço ao redor do núcleo onde existe a máxima probabilidade
de se encontrar o elétron. 3- Número quântico Magnético (ml):
 Cada orbital em energia e forma caracteristicas.  Fornece a orientação do orbital no espaço.
 Tem valores inteiros entre -l e l. ml= -l, -l+1,-l+2 ... , 0, ... +l-2, +l-1, +l.
 OBS:  A posição (-l...0...l) do último elétron representado no preenchimento do orbital é
 Um orbital (modelo da mecanica quantica) não é o mesmo que órbita (modelo de que dá o real valor de ml.
 Os valores de ml são representados por quadradinhos, sendo que cada quadrado
Bohr). O modelo da mecanica quantica não se refere a òrbitas porque o
é um orbital.
movimento do elétron num átomo não pode ser medido ou localizado com
 Os orbitais à esquerda o orbital 0 são considerados negativos, e à direita, orbitais
precisão (principio da incerteza). positivos.
 O modelo de Borh introduziu um unico numero quantico, n, pra descrever certa  Lembrando que cada orbital comporta no máximo dois elétrons.
órbita.
 O modelo da mecânica quântica usa 4 numeros quanticos, n,l, ml,ms pra descrever  Número máximo de orbitais: ml máx = 2l + 1 (l = azimutal = 2x ele + 1 que é do
um orbital. zero)

 NÚMEROS QUÂNTICOS:
Cada elétron de um átomo é caracterizado por 4 números quânticos:
1- Número quântico Principal (n):
 Fornece o tamanho (distância do elétron ao núcleo) do orbital, refere-se a camada
em que o elétron se encontra. Ex: a distância do orbital 7s ao núcleo é maior que a
distância do orbital 1s.
 Tem valores positivos e inteiros (1,2,3...)
 O principal indica a camada ou nível de energia (K,L,M,N,O,P,Q) em que o elétron
se encontra, indo, respectivamente, de 1 a 7.
 À medida que n aumenta, o orbital torna-se maior, e o elétron passa mais tempo
mais distante do núcleo.
Logo:
 Um aumento em n significa também que o elétron tem energia alta e, por isso, n= 1,2,3...,5,6... l= 0,1,2,...4,5... (n-1) ml= -5,-4,...,-2,-1,0,1,2,...,4,5
está menos fortemente ligado ao núcleo.
4- Número quântico de Spin (ms):
2- Número quântico Azimutal (l):
 Descreve a rotação do elétron em torno do seu eixo.
 Define o formato do orbital, os orbitais s são esféricos, os orbitais p têm a forma
 O número ms pode valer somente +1/2 ou -1/2.
de halteres u de um oito e etc.
 Um orbital comporta no máximo 2 elétrons, que não se repelem pois giram em
 Representa os subníveis de energia (s,p,d,f), que são, respectivamente, 0,1,2,3.
sentidos opostos, criando campos magnéticos que se atraem.
 Cada subnivel é formado por orbitais, que comportam 2 eletróns.
 No preenchimento de orbitais, o sentido da seta indicará o spin, que é adotado
 Tem valores inteiros, de 0 a n-1. por convenção, ou seja, se quiser que as setas para cima indiquem spin +1/2, as
 O valor de l para certo orbital é normalmente assinalado por letras. setas pra baixo indicarão -1/2, mas o contrário também pode ser feito.
 Regra da Exclusão de Pauli: 2) Qual o conjunto dos 4 números quânticos que caracteriza o elétron mais energético do
 Dois elétrons de um mesmo orbital apresentam os 3 primeiros números 9F?
quânticos iguais, mas possuem spins opostos. 1º Distribuição eletrônica: tem 9 elétrons: 1s² 2s² 2p^5
 A regra de Pauli diz: Dois elétrons de um mesmo átomo nunca podem ter os 2º O elétron + energético está na camada 2, por isso seu n=2.
mesmos 4 números quânticos. 3º Seu subnivel é p, logo, ml=1
4º Seguindo a Regra de Hund, o preenchimento dos orbitais 2p^5:
 Regra de Hund:
 Diz que, ao preencher esses orbitais, deve ser feito de modo que tenhamos o
maior número possível de elétrons desemparelhados, isto é, isolados (em 5º A última seta do preenchimento ficou no orbital 0, logo ml=0.
orbitais separados), com spins paralelos. 6º Convencionando que para cima é +, o valor do ms=-1/2.
 Isso significa que preechemos todas as setas para cima e só depois voltamos Logo, o conjunto dos 4 números quânticos é: n=2, l=1, ml=0, ms=+1/2
preenchendo com as setas para baixo (ou o contrário, dependendo da
convenção adotada).

 PASSOS PARA RESOLVER QUESTÕES:


1º Fazer a distribuição eletrônica do átomo, seguindo o diagrama de Linus Pauling.
2º Identicar o elétron mais energético (camada mais afastada), sabendo assim seu número
quântico principal (n = camada).
3º Pela distribuição eletrônica (subnivel do elétron mais energétici) ou por l=n-1 descobre-
se o número quântico azimutal (ou secundário).
4º Para descobrir os outros números quânticos faz-se o preenchimento do orbital desse
último súbnivel, lembrando que o subnivel s tem 1 orbital (comporta 2 elétrons), p tem 3
orbitais (comporta até 6 elétrons), d tem 5 orbitais (comporta até 10 elétrons) e f tem 7
orbitais (comporta até 14 elétrons).
5º O preenchimento deve seguir a Regra de Hund, e o spin é adotado por convenção. A  Os elementos estão dispostos em ordem crescente de número atômico.
posição da última seta indica o valor do número quântico magnético (ml).  Períodos: são as 7 linhas horizontais, elementos de um mesmo período tem o
6º A orientação da seta (cima ou baixo), indica o spin, sendo +1/2 ou -1/2 seguindo a mesmo numero de camadas.
convenção.  Famílias ou grupos: são as 18 colunas, elementos de uma mesma coluna tem o
mesmo número de elétrons em seus orbitais do nível mais externo (orbitais de
 EXEMPLOS: IDENTIFICAÇÃO DOS Nº'S QUÂNTICOS E PREENCHIMENTO DE ORBITAIS: valência), as similaridades na ocupação dos orbitais levam a similaridades nas
1) He = possui 2 elétrons, e só uma camada. propriedades.
1º Distribuição eletrônica:
 CARGA NUCLEAR EFETIVA (Zef):
 É a carga real do núcleo que exerce influência sobre determinado elétron.
 É a atração real que o elétron sente vindo do núcleo.
Podemos identificar os números quânticos do 1º e do 2º elétron:  Cada elétron é simultaneamente atraído pelo núcleo e repelido pelos outros
1º eletron: n=1 -> l=0 -> m=0 -> spin =+ 1/2 (convenção) elétrons.
2º elétron (+ energético): n=1 -> l=0 -> m=0 -> spin=- 1/2 (convenção)  A carga positiva sentida pelos elétrons exteriores de um átomo é sempre menor
Como visto, por estarem no mesmo orbital, os elétrons tem os 3 primeiros números que a carga nuclear total, pois a carga negativa dos elétrons do mesmo nível de
quânticos iguais, porém, como mostra a regra da exclusão de Pauli, seu 4º número energia e principalmente pelos elétrons dos níveis mais internos (entre núcleo e
quântico será diferente.
elétron em questão) blindam, parcialmente a carga positiva do núcleo, assim os
exteriores sentem só uma fração da carga nuclear total.
 A carga nuclear de um átomo é dada pelo número de prótons presentes no núcleo 2- ENERGIA DE IONIZAÇÃO (EI)
deste átomo e chama-se número atômico (Z). Z = carga nuclear = número de  É a mínima energia necessária pra remover um elétron de um átomo ou íon
prótons, mas a carga nuclear efetiva não é igual à carga no núcleo devido ao isolado no seu estado fundamental, no estado gasoso.
efeito dos elétrons internos.  Mede quão fortemente um átomo segura seus elétrons.
 Como mais de um elétron pode ser removido, pode ter 1º EI, 2º EI e etc, sendo
que quanto mais elétrons tu tira, mais difícil (+ energia precisa) pra tirar outro, já
que quanto mais próximo do núcleo, + atraído está, + difícil é de tirar (Zef maior).
 Ou seja, a carga nuclear efetiva sofrida pelos elétrons mais externos é determinada
pela diferença entre a carga do núcleo e a carga dos elétrons mais internos.

 PROPRIEDADES PERIÓDICAS DOS ELEMENTOS QUIMICOS:

1- RAIO ATÔMICO:
 Refere-se ao tamanho do átomo ou íon.
Ex: EI=> Cl(g)  Cl+ (g) + é AH= +1,251 Kj/mol (energia que ganhou pra remover elétron)
 Representa a distância entre o centro do núcleo de um átomo e a camada de
valência (camada mais externa da eletrosfera).
3- AFINIDADE ELETRÔNICA: (AE):
 Depende de sua carga nuclear (Z), do nº de elétrons que ele possui, e dos orbitais
 É uma medida de quão facilmente um átomo atrai elétrons adicionais.
nos quais os elétrons de nível mais externo localizam-se.
 É o oposto da EI, é a quantidade de energia liberada (exotérmico) quando um
átomo gasoso recebe um elétron, formando um ânion.
 Mede a atração ou afinidade de um átomo pelo elétron adicionado.
 Quando um átomo tende a ganhar um elétron, energia é liberada, assim a
quantidade AH (quantidade de energia) para o processo é negativa.
 Quanto mais negativo o valor da AH, maior a tendência do átomo em receber
elétrons, pois significa que como íon ele fica mais estável.
 A Afinidade Eletrônica fica mais negativa a proporção que caminha em direção aos
halogênios, pois eles tem maior tendência de receber elétrons, logo liberam mais
 RAIO IÔNICO: energia quando os recebem.
 O raio depende das mesmas coisas que no átomo.
 Cátion: desocupa os orbitais mais extensos, e também diminui as repulsões
totais elétron-elétron, assim, os cátions são menores que os átomos que lhes
deram origem.
 Ânion: quando elétrons são adicionados à um átomo neutro pra formar um
ânion, o aumento das repulsões elétron-elétron faz com que os elétrons se
espalhem mais no espaço, assim os ânions são maiores que os átomos que
lhes deram origem. Ex: AE => Cl (g) + é  Cl- (g) AH = -349 kj/mol (grande tendência em receber elétrons,
pois fica mais estável, valor negativo pois é quanto liberou de energia pra receber um é).
4- ELETRONEGATIVIDADE:  SIMBOLOS DE LEWIS:
 Tendência (força) de um átomo em atrair o par de elétrons que ele está  Os elétrons envolvidos em ligações químicas são os elétrons de valência.
compartilhando com outro átomo em uma ligação covalente, para perto de si.  O símbolo de Lewis consiste do símbolo do elemento químico mais um ponto para
 Depende da Zef e da distância entre o núcleo e a camada de valência. cada elétron de valência.
 Quanto menor o valor do raio atômico (maior Zef) maior sua eletronegatividade.  Os pontos são colocados ao lado do símbolo atômico, cada lado comporta 2 é.
 O nº de elétrons de valência é o mesmo do nº do grupo do elemento na tabela.

Ex:

 REGRA DO OCTETO:
 Os átomos tendem a ganhar, perder ou compartilhar elétrons até que estejam
circundados por 8 elétrons de valência.
5- ELETROPOSITIVIDADE:  Isso pois os átomos fazem ligações pra atingir o nº de elétrons do gás nobre +
 Capacidade que um átomo tem de doar elétrons comparando a outro átomo. perto deles na tabela, já que os gases nobres são muito estáveis e todos (menos o
He) tem 8 elétrons de valência, chegou-se a essa conclusão.
6- RESUMO DE CRESCIMENTO:
1- LIGAÇÃO IÔNICA:

 Forças eletrostáticas que existem entre íons de cargas de sinais contrário.


 Ocorre transferência de elétrons entre os íons (do cátion para o ânion).
 Geralmente ocorrem entre metais do lado esquerdo da tabela com não metais do
7- METAL X NÃO METAL: lado direito (menos os gases nobres), assim, é uma ligação onde há elevada
diferença de eletronegatividade, sendo assim o tipo de ligação mais forte.
 Por terem alta diferença de eletronegatividade, as reações de formação de
compostos iônicos são muito exotérmicas.
 A razão para os compostos iônicos serem estáveis é a atração entre íons de cargas
opostas, que mantem os íons unidos, liberando energia.
 Para fundir um composto iônico precisa de uma temperatura muito elevada.
Ex: NaCl, KCl, NaF, NaH.
 Ligações químicas são forças que agem entre os átomos.
 Os átomos unem-se através da ligação química para formar espécies chamadas
 NaCl: A formação de Na+ a partir de Na e de Cl- de Cl2 indica que o sódio
moléculas, compostos com raios diferentes tem propriedades diferentes.
perdeu 1 elétron e um átomo de cloro ganhou 1. A transferência de elétrons
 A formação de qualquer ligação química será sempre um processo exotérmico. pra formar íons de cargas opostas ocorre quando os átomos envolvidos
 Isso porque 2 átomos só se unem e formam uma molécula se for “lucrativo” pra diferem muito em suas atrações por elétrons (eletronegatividade).
eles, ou seja, como moléculas eles ficarão mais estáveis, sendo assim, durante a  O elétron entra e sai da camada de valência e não do orbital mais energético.
formação da molécula terá um abaixamento (liberação) de energia. Ex: Cl 1s²2s²2p^6 3s² 3p^5 => [Ne] 3s²3p^5 (por gases nobres)
 Já o rompimento de qualquer ligação química será um processo endotérmico. Cl- 1s²2s²2p^6 3s² 3p^6 => [Ne]3s² 3p^6 = [Ar] (Igual a conf. do argônio).
 Sólido Iônico:  Em ligações duplas, faz-se 2 traços, e tripla 3 traços. Em muitas moléculas, os
 É um conjunto de cátions e ânions que se mantem juntos em um arranjo regular. átomos atingem os octetos pelo compartilhamento de + de um par de elétrons:

3- POLARIDADE DA LIGAÇÃO:
 Quando 2 átomos idênticos se ligam, como em Cl2, os pares de elétrons devem
No NaCl, os ions Na+ se alterna com os íons Cl-. estar compartilhados igualmente. Em compostos iônicos, como NaCl, não há
compartilhamentos de elétrons, um elétron de Na é transferido completamente
pro cloro (terá a formação de um polo positivo e negativo, logo toda ligação iônica
 Energia de Rede: é polar) As ligações que ocorrem na maioria das substâncias covalentes se
 É a energia requerida pra separar completamente um mol de um composto encaixam em algum ponto entre esses 2 extremos.
sólido iônico em íons gasosos.  A polaridade é baseada na diferença de eletronegatividade entre os átomos
 É uma medida da quantidade de energia necessária para a estabilização que se constituintes da molécula.
obtém quando íons de cargas opostas são agrupados em um sólido iônico.
 Para certo arranjo de íons, a energia de rede aumenta à proporção que as cargas  Ligação Covalente Apolar:
nos íons aumentam e que seus raios diminuem (Ciclo Born Haber)  É aquela na qual os elétrons estão igualmente compartilhados entre 2 átomos.
 Ocorre em moléculas onde a diferença de eletronegatividade é 0.
 Ocorre em compostos com elementos iguais, ou com elementos iguais, desde que
não se forme polos, ou seja, não sobre elétrons no átomo central.
Ex: F2, Cl2, BCl3, CO2, CH4.
2- LIGAÇÃO COVALENTE:
 Ligação Covalente Polar:
 Um dos átomos exerce maior atração pelos elétrons ligantes que os outros.
 Ocorre quando há diferença de eletronegatividade entre os átomos.
 Resulta do compartilhamento de elétrons entre 2 átomos, formando pares  Nesse caso, o átomo mais eletronegativo atrai a nuvem eletrônica, criando uma
eletrônicos (um elétron de 1 átomo com 1 elétron do outro átomo). diferença de polaridade.
 Possuem, diferentemente da iônica, baixos pontos de fusão e ebulição.  Quanto maior a diferença na eletronegatividade entre os átomos, mais polares
serão suas ligações.
 Estruturas de Lewis:
 Mostramos cada par de elétrons compartilhados como um traço e os pares de
elétrons não compartilhados como pares de pontos: Procedimento:
1) Some os elétrons de valência de todos os átomos. Para um ânion adicione 1
elétron e para um cátion subtraia um elétron.
 Para não-metais, o nº de elétrons de valência = nº do grupo, logo os elementos da
coluna 7A formam 1 ligação covalente, da 6A formam 2 ligações covalentes... 2) Escreva os símbolos para os átomos a fim de mostrar quais átomos estão
ligados entre si, e una-os com uma ligação simples (traço, representando 2
elétrons). O átomo central é, geralmente, menos eletronegativo que os
átomos ao seu redor.
3) Complete os octetos dos átomos ligados ao átomo central.
4) Coloque qualquer sobra de elétrons no átomo central, mesmo que ao fazer
isso provoque mais de um octeto.
 São aquelas moléculas nos quais o arranjo conhecido dos átomos não pode ser
5) Se não existem elétrons suficientes pra dar ao átomo central um octeto, tente
descrito adequadamente por uma única estrutura de Lewis.
ligações duplas ou triplas.
 As estruturas em ressonância tem a mesma colocação dos átomos (mesmo
arranjo), mas a colocação dos elétrons é diferente.
 As estruturas em ressonância são representadas por uma seta de 2 cabeças.
Exemplos:

 Exercício: Fazer a estrutura de Lewis para:


a) CH2Cl2 b) C2H4 c)BrO3- d) PO4-³

 As exceções são de 3 tipos principais:


1) Moléculas com número impar de elétrons
2) Moléculas deficientes em elétrons.
3) Moléculas com expansão do octeto.

1- Moléculas com nº impar de elétrons:


 A maioria das moléculas, o número de elétrons é par. Quando o número de
elétrons é impar, é impossível o emparelhamento desses elétrons, logo um octeto
ao redor de cada átomo não pode ser atingido.

Ex:

2- Moléculas com Deficiência em elétrons:


 Moléculas nas quais um átomo tem menos de um octeto (- de 8 é no nível de
valência num átomo). Ocorre mais em compostos de Boro e Berilio.

Ex: BF3 Nesse caso, tem só 6 é no nível de valência ao redor do B.


3- Moléculas com Expansão do Octeto: 3- PRIMEIRA ENERGIA DE IONIZAÇÃO (EI1):
 Moléculas na qual um átomo tem mais de um octeto (+ de 8 é no nível de valência  Energia necessária para remover o elétron do Metal.
num átomo)  Se remover 1 elétron, teremos apenas EI1, se removermos mais elétrons (mais
 Ex’s: PCl5 , SF4, AsF6... (a expansão só é observada pra elementos do terceiro calor, pois fica mais difícil com menor raio), teremos EI2, e assim por diante.
período da tabela em diante).  É um processo endotérmico (cedo energia pra remover um elétron) EI1>0.

4- PRIMEIRA AFINIDADE ELETRÔNICA (AE1)


 Energia liberada pelo átomo ao receber um elétron.
 Da mesma forma que na EI, podemos ter AE1, AE2, dependendo do ciclo.
 É um processo, geralmente, exotérmico, AE1 < 0 .
 É uma aplicação da Lei de Hess, para cálculo de entalpia.  Atenção: Na formula, a afinidade eletrônica deve aparecer do tipo:
 É a forma que podemos calcular a energia de rede (U) de um composto iônico, a.AE , sendo a o número de átomos que se formou na AHdiss
somando os processos desde quando temos apenas átomos neutros, até quando Esse número de átomos é igual ao número de átomos na parte dos reagentes, no
temos um composto iônico. exemplo, tem-se ½ . 2 = 1 átomo que irá se formar, logo 1AE

Exemplo: Sendo M um metal qualquer e H um halogênio qualquer: 5- ENERGIA DE REDE (Ur):


M(s) + ½ X2(g)  MX (s)  Como esse processo de formação de um composto iônico é apenas o inverso da
energia de rede, a variação da entalpia em todos os processos é o negativo da
energia de rede, a quantidade que queremos determinar.
AH = - AHrede = ?

6- AH FINAL:
 É a soma de todos os 5 processos, com devidos sinais e escalares.
 O valor do AH final será igual ao valor encontrado em laboratório indo direto de
M(s) + ½ X2(g) -> MX(s).

 Para encontrar o valor da Urede, basta isolar o AHrede da formula e resolver.


 Processos:  Na formula, Ur deve estar negativo.
1- AHSublimação:
 Processo onde se geram átomos gasosos vaporizando o metal sólido. Exemplo 2: Ciclo de Born Haber do NaCl:
 Processo endotérmico (aquecimento, dá energia), logo AHsub > 0 (positivo).

2- AHdissociação:
 Processo que formamos átomos gasosos do halogênio por quebra das ligações.
 Processo endotérmico (aquecimento, dá energia), logo AHdis > 0 (positivo).
 Atenção: Sendo M(s) + b X2 (g) -> MX(s) , na formula colocar sempre:
b. AHdis, no exemplo acima b=1/2.
 Lembrando:
 Número Atômico (Z): é o nº total de prótons.
 Número de massa (A): nº total de prótons + nº total de nêutrons. A=Z+n.

 Todos os átomos são constituídos de prótons, nêutrons e elétrons. Como essas


partículas são as mesmas pra todos os átomos, a diferença entre átomos de
elementos diferentes deve-se unicamente à diferença no nº dessas partículas
subatômicas de cada átomo.
 Todos os átomos de um elemento têm o mesmo número de prótons no núcleo.
 Esse número especifico de prótons é diferente para variados elementos.
 Como um átomo não tem carga elétrica liquida (ele é neutro), seu número de
elétrons deve ser igual ao número de prótons. Ex: Carbono tem 6 prótons e 6
elétrons, mas não necessariamente tem 6 nêutrons.

 ISÓTOPOS:
 São os átomos que tem o mesmo nº de Prótons (e consequentemente, de
elétrons), mas que diferem no número de nêutrons (e consequentemente, de
massa também).

 Os átomos são pequenos pedaços de matéria, portanto eles têm massa.

a) A escala de massa atômica:


 Os cientistas sabiam, no século XIX, que átomos de diferentes elementos tinham
diferentes massas.
 Descobriram, por exemplo, que cada 100g de água contém 11,1g de Hidrogênio e a) MOLÉCULAS E FORMULAS QUIMICAS:
88,9g de Oxigênio. Logo á agua tem 8x mais oxigênio, por massa, que hidrogênio.  Muitos elementos são encontrados na natureza na forma molecular, isto é, 2 ou +
 Ao entender que a água contém 2 átomos de hidrogênio para cada átomo de átomos do mesmo tipo ligados entre si.
oxigênio, concluíram que um átomo de oxigênio deve ter 2x8= 16x mais massa que  Ex: Oxigênio encontrado no ar compõe-se de moléculas que tem 2 átomos de O.
um átomo de hidrogênio.  Representamos essa molécula pela Fórmula Química (ou Fórmula Molecular) O2.
 Ao Hidrogênio, o átomo mais leve, foi arbitrariamente atribuída uma massa  O índice inferior diz que 2 átomos de O estão presentes em cada molécula,
relativa 1 (sem unidades), e as massas atômicas de outros elementos foram (molécula diatômica)
inicialmente determinadas em relação a esse valor. Assim, ao Oxigênio foi  O Oxigênio também existe na forma de Ozônio, O3, que mesmo sendo compostos
atribuída a massa atômica de 16. por átomos de oxigênios, possuem propriedades químicas e físicas bem diferentes.
 É conveniente usar a unidade de massa atômica (u), que é definida fixando uma
massa de exatamente 12u para um átomo do isótopo ¹²C de carbono.  Moléculas Diatômicas:
 São moléculas constituídas de 2 átomos.
16  Os elementos, em geral, encontrados como moléculas diatômicas são Hidrogênio,
Assim, a massa de ¹H = 1u = 1,67.10^-24 e de O= 16u = 2,656.10-²³ g. Oxigênio, Nitrogênio e halogênios.
 Ao falarmos de Hidrogênio, Oxigênio, Nitrogênio e Halogênios, nos referimos à O2,
b) Massas Atômicas Médias: N2, F2, Cl2, Br2 ou I2, a menos que se fale o contrário.
 A massa atômica média de cada elemento (expressa em u) é também conhecida
como seu peso atômico, e estão listados na tabela periódica.  Compostos Moleculares:
 A maioria dos elementos são encontrados na natureza como mistura de isótopos.  São compostos constituídos de moléculas e contém mais de um tipo de átomo.
 A massa atômica média de um elemento usa massas de seus vários isótopos e  Ex: H2O => 1 átomo de O e 2 de H / H2O2 = 2 átomos de O e 2 átomos de H.
suas abundâncias relativas  A maioria dos compostos moleculares que acharemos contém apenas não metais.
 O carbono encontrado na natureza, por ex, é composto de 98,93% de ¹²C e 1,07%
de ¹³C, onde as massas desses nuclídeos são 12u e 13,00335u, respectivamente. b) FÓRMULAS MOLECULARES E MINIMAS:
Calcula-se a massa atômica média do carbono a partir da abundância (fração) de  Existem 2 formas possíveis de fórmulas químicas.
cada isótopo e a massa daquele isótopo.
(0,9893). (12u) + (0,0107). (13,00335u) = 12,01u.  Fórmulas Moleculares:
 São aquelas que indicam os tipos efetivos de átomos (combinação de símbolos
químicos) e os índices que expressam os números reais dos átomos de cada
elemento presente em uma molécula.

 O átomo é a menor amostra representativa de um elemento, mas só os gases  Fórmula Mínima ou Empírica:
nobres são encontrados normalmente na natureza como átomos isolados.  Dão somente o número relativo de átomos de cada tipo em uma molécula.
 A maioria da matéria é composta de moléculas ou íons.  Expressa a proporção dos átomos entre si.
 Os índices inferiores são sempre os menores inteiros proporcionais possíveis.
 A molécula é a reunião de 2 ou + átomos ligados firmemente entre si.
 O ‘pacote’ de átomos resultante comporta-se em vários aspectos como um objeto
único e inconfundível.  Observação:
 Para muitas substâncias, a formula molecular e mínima são idênticas, pois não tem
como “simplificar” a formula molecular, como por exemplo, na água.
 Exemplos:  No exemplo: Do lado esquerdo temos 4 átomos de H e 2 átomos de O, da mesma
1) Peróxido de Hidrogênio: Formula Molecular: H2O2 / Formula Mínima: HO. forma que do lado direito, assim, a equação está balanceada.
2) Etileno: Formula Molecular: C2H4 / Formula Empírica: CH2.  Sabendo as formulas dos reagentes e produtos numa reação, escrevemos a
3) Água: Formula Molecular: H2O / Fórmula Empírica: H2O. equação não balanceada e arrumam-se os coeficientes até balancear.
 Sabendo a formula molecular de um composto podemos determinar a mínima,  Geralmente, usam-se os menores coeficientes inteiros possíveis.
mas conhecendo apenas a formula mínima não podemos determinar a molecular. Exemplo: a Hc:
 ‘a’ é o coeficiente do Hidrogênio, ou seja, quantos mols de hidrogênio eu terei,
 Determinando a Formula Molecular através da Empírica ou Mínima: não altera a identidade das substâncias, altera a quantidade.
Exemplo: Glicose, cuja formula empírica é CH2O (proporção 1:2:1)  ‘c’ é o índice inferior, que altera a identidade das substâncias (Ex: H2O =/= H2O2).
 A massa dessa formula empírica, sabendo que as massas atômicas desses  Indicies inferiores nunca devem ser mudados ao balancear uma equação.
elementos valem C=12, H=1, O16, é: Massa CH2O = 12.1+ 1.2+ 16.1 = 30.
 Apenas a formula mínima não determina a formula molecular, precisamos da  Exemplos Balanceamento:
Massa Molar desse composto, que é a massa de 1 mol dele. a) Na(s) + H2O (l)  NaOH (aq) + H2(g) Resp: 2,2,2,1.
 No caso da Glicose, sua massa molar é de 180g/mol, depois podemos calcular b) Fe(s) + O2 (g)  Fe2O3 (s) Resp: 4,3,2.
quantas vezes a massa da formula mínima “cabe” na massa molar da substância. c) C2H4(s) + O2(g)  CO2(g) + H2O (g) Resp: 1,3,2,2.
 180 / 30 = 6, multiplicando as proporções de cada elemento da molécula por 6, d) Al (s) + HCl (aq)  AlCl3 (aq) + H2 (g) Resp: 2,6,2,3.
temos a proporção de cada um na formula molecular:
C6H12O6, que é a formula molecular da glicose.

 Reações de Combinação:
A+BC
 Lei da Conservação da Massa:  Dois reagentes se combinam para formar um único produto.
 A massa total de uma substância presente ao final de uma reação química é a  Quando ocorre entre um metal e um não metal, o produto é um sólido iônico, e a
mesma massa total do inicio da reação. formula de um composto iônico é determinada pelas cargas dos íons envolvidos.
 Os átomos não são nem criados, nem destruídos durante qualquer reação química. Ex: 2Mg(s) + O2(g)  MgO (Mg+²O-²)
 Assim, o mesmo conjunto de átomos está presente tanto antes como depois da O magnésio, ao reagir com o oxigênio, perde elétrons e forma o íon magnésio
reação, as mudanças que ocorrem durante qualquer reação é simplesmente um Mg+², e o Oxigênio ganha elétrons e forma o íon óxido O-², logo o produto é MgO.
rearranjo dos átomos.
 Exemplos: C(s) + O2(g)  CO2 (g) / N2(g) + 3H2(g)  2NH3(g) /
CaO(s) + H2O (l)  Ca(OH)2 (s)

Exemplo: 2H2 + O2  2H2O  Reações de Decomposição:


 Os números diante das fórmulas são os coeficientes de balanceamento. C A + B
 Uma vez que os átomos não são formados nem destruídos em uma reação, a  Um único reagente quebra-se (aquecimento) para formar 2 ou + substâncias.
equação química deve ter um número igual de átomos de cada elemento de cada
lado da seta.  Exemplos: 2KClO3 (s)  2KCl (s) + 3 O2 (g) / Cu(OH)2 (s)  CuO (s) + H2O (l).
 Quando essa condição é satisfeita, diz-se que a equação está balanceada.
 Reações de Combustão:  Esse número é o número de Avogadro: 6,022.10²³
Hidrocarbonetos (só C e H) + O2  CO2 + H2O
 São reações rápidas, que produzem uma chama.  Exemplos: 1 mol de átomos de ¹²C = 6,022.10²³ átomos de ¹²C
 Exemplos: C3H8 (g) + 5 O2(g)  3CO2 (g) + 4H2O(g) 1 mol de moléculas de H2O = 6,022.10²³ moléculas de H2O.
1 mol de íons NO3- = 6,022.10²³ íons de NO3-
 Exemplo: Colocar em ordem crescente de números de átomos de Carbono:
12g de ¹²C , 1 mol de C2H2, 9.10²³moléculas de CO2.
 12 g de ¹²C = por definição, isso é 1 mol de átomos de C= 6,02.10²³ átomos de C.
 Massa Molecular:
 1 mol de C2H2: existem 6,02.10²³ moléculas de C2H2, como existem 2 átomos de
É a massa em u de 1 molécula de uma substância.
C em cada molécula, ela contém 12.10²³ átomos de C.
 É a soma das massas atômicas de cada átomo em sua formula química.
 9.10²³ moléculas de CO2 = como cada molécula tem 1 átomo de C, a amostra
Exemplo: MM do H2SO4 = 2.1 + 32,1 + 4. 16 = 98,1 u.
contém 9.10²³ átomos de C.
Ordem: 12g ¹²C < 9.10²³ moléculas de CO2 < 1 mol de C2H2.
 Como substâncias iônicas existem como redes de íons, não é apropriado falar de
moléculas de NaCl, e sim, falarmos em formula unitária, representada pela
 Exemplo: Calcule o número de átomos de H em 0,35 mol de C6H12O6:
formula química da substância.
1 mol de C6H12O6 --> 6,02.10²³ moléculas de C6H12O6
 A formula unitária do NaCl compõe-se de um íon Na+ e um íon Cl -.
0,35 mol --> x => x= 2,107.10²³ moléculas de C6H12O6.
 Assim, a massa molecular do NaCl é a massa de uma formula unitária
MM do NaCl = 23 u + 35,5 u = 58,5 u
 A cada molécula de C6H12O6 tenho 12 átomos de H, em 0,35 mol tenho quantos?
1 mol C6H12O6 --> 6,022.10²³ moléculas C6H12O6 --> 72,264.10²³ átomos H
 Composição Percentual a partir de Fórmulas:
2,107.10²³ moléculas C6H12O6 --> x
 É a contribuição percentual em massa de cada elemento na substância.
X= 25,3.10²³ átomos de H em uma amostra de 0,35 mol de C6H12O6
 O cálculo depende da massa molecular da substância, da massa atômica de cada
elemento e do número de átomos de cada elemento na formula química.
 MASSA MOLAR:
É a massa em gramas de 1 mol de uma substância. (g/mol)
Ex: Qual a composição percentual Na2CO3?
A massa molar de uma substância é sempre numericamente igual a sua massa
Massa Molecular: 2x23 + 12 + 3x16 = 106u
molecular (em u).
Agora, 106u contém 46u de Na, 12u de C e 48u de O, fazendo regra de três:
 Um mol é sempre o mesmo número (6,02.10²³), mas um mol de diferentes
106u – 100% 106u – 100% 106u – 100%
substâncias terá diferentes massas.
46u - %Na 12u - % C 48u - % O
 Comparando 1 mol de ¹²C e 1mol de 24^Mg: um único átomo de ¹²C tem massa de
Na= 43,4% C= 11,32% O= 45,28%
12u, enquanto um único átomo de 24^Mg tem massa 2 vezes maior, 24u.
 Como um mol apresenta sempre o mesmo número de partículas, um mol de
24^Mg deve ter uma massa 2 vezes maior que um mol de ¹²C.
 Mesmo as menores amostras com que trabalhamos no laboratório tem um  Já que um mol de ¹²C pesa 12g (pela definição), um mol de 24^Mg deve pesar 24g.
número enorme de átomos, íons ou moléculas. Assim, criou-se uma unidade de  Assim, a massa de um único átomo de um elemento (em u) é numericamente
contagem especial pra descrever nº’s grandes de átomos, moléculas e etc: mol. igual à massa (em gramas) de 1 mol daquele elemento.
 Um mol é a quantidade de matéria que contém tantos objetos (átomos, moléculas
ou o que considerarmos) quantos números de átomos existem em 12g de ¹²C.
 Essa declaração é sempre verdadeira, independente do elemento, e também para
outros tipos de substâncias, onde também existe a mesma relação numérica entre
a massa molecular (em u) e a massa (em gramas) de 1 mol de substâncias.
 Exemplos:
1) Calcule quantos mols de glicose há em 5,38 g de C6H12O6:
 Exemplos:
1 mol de C6H12O6 --> 180 g
 1 átomo de ¹²C tem massa de 12u => 1mol de ¹²C tem massa de 12g.
X --> 5,38 g x= 0,03 mol de C6H12O6.
 1 átomo de Cl tem massa 35,5u => 1 mol de Cl tem massa de 35,5g.
 1 átomo de Au tem massa de 197u => 1 mol de Au tem massa de 197g.
2) Calcule a massa, em gramas, de 0,433 mol de Nitrato de Cálcio:
 1 molécula de H2O tem massa de 18u => 1 mol de H2O tem massa de 18g.
1 mol Ca(NO3)2 --> 164,1g
 1 íon NO3- tem massa de 62u => 1 mol de NO3- tem massa de 62g.
0,433 mol --> x x= 71,1g de Ca(NO3)2.
 1 unidade de NaCl tem massa de 58,5u=> 1 mol de NaCl te massa de 58,5g
3) Quantas moléculas de glicose existem em 5,23g de C6H12O6:
 Essa relação fica clara quando observamos que, como visto:
1 mol C6H12O6 --> 180g --> 6,022.10²³ moléculas de C6H12O6
5,23g --> x => x = 1,75.10²² moléculas de C6H12O6.

 Fazendo uma regra de 3 => Hidrogênio 4) Quantas moléculas de ácido Nítrico existem em 4,2g de HNO3? E quantos átomos
 Massa molecular (1 molécula) = 1u * 1 mol de H tem 6,022.10²³moléculas. de O existem nessa amostra? Resp: 4,01.10²²moléculas / 1,2.10²³ átomos de O
- 1molécula de H pesa 1u, que é igual a 1,66.10^-24g. Quanto pesa 6,022.10²³
moléculas de H?
1 molécula pesa --> 1,66.10^-24g (massa molecular, massa de 1 molécula)
6,022.10²³ moléculas --> x gramas ( 1 mol pesa quantas gramas?)
X= 1 g.
 Logo, temos uma relação que 1u equivale a 1g.

Nome Fórmula Massa Massa molar Nº e tipo de partículas em 1 mol


molecular (u) (g/mol)
Nitrogênio N 14 14 6,022.10²³ átomos de N
atômico
Nitrogênio N2 28 28 - 6,022.10²³ moléculas de N2
Molecular - 2. (6,022.10²³) átomos de N.
Prata Ag 107,9 107,9 6,022.10²³ átomos de Ag.
Íons prata Ag+ 107,9 107,9 6,022.10²³ íons de Ag  A fórmula mínima de uma substância diz o número relativo (proporção) de átomos
Cloreto de BaCl2 208,2 208,2 - 6,022.10²³ unidades de BaCl2
Bário - 6,022.10²³ íons Ba+² de cada elemento que ela contém.
- 2. (6,022.10²³) íons Cl-  Assim, a fórmula H2O indica que a água contém 2 átomos de H para cada átomo
de O. Essa razão também se aplica em nível molar; logo, 1 mol de H2O contém 2
mols de átomos de H e 1 mol de átomos de O.
 Conversões entre Massas, mols e número de partículas:  A razão da quantidade de matéria (mol) de cada elemento em um composto dá os
 A massa molar e o nº de Avogadro são usados como fatores de conversão de indicies inferiores da formula mínima do composto.
gramas --> mols --> átomos.
 Como resolver:  Fórmula Molecular a partir da fórmula mínima:
 Obtida a partir da mínima se conhecermos a massa molecular do composto.
 Os índices inferiores na formula molecular são múltiplos dos índices inferiores na
fórmula mínima.
 O valor desse múltiplo é encontrado comparando o peso da fórmula mínima com a
massa molecular.

 Exemplo:
1) Forma molecular do ácido ascórbico: a formula mínima do ácido ascórbico é
C3H4O3, resultando uma massa molecular de 3.12 + 4.1 + 3.16 = 88u.
 A massa molecular determinada experimentalmente é 176u, assim, a molécula
tem uma massa 2x maior (176/88) e deve, assim, ter 2x mais átomos de cada tipo
 Exemplos: do que são dados em sua fórmula mínima.
1) O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73,9% de mercúrio e 26,1% de  Assim, a fórmula molecular do ácido ascórbico é : C6H8O6.
cloro em massa. Qual a formula mínima desse composto?
 Isso significa que em 100g de amostra, temos 73,9g de Hg e 26,1g de Cl. 2) O mesitileno (hidrocarboneto) tem uma forma mínima C3H4. A massa
 Quantos mols de Hg e Cl temos em 100g do composto: molecular pra essa substância é 121u. Qual a sua formula molecular?
1 mol Hg – 200,6 g 1 mol Cl – 35,5g  Massa molecular da fórmula mínima: 3.12 + 4.1 = 40u.
X - 73,79g x - 26,1g  121u / 40u = 3, que é o fator usado pra multiplicar a mínima e dar a molecular.
X= 0,368 mol de Hg x= 0,735 mol de Cl. Formula molecular: C9H12.

 Dividindo os valores pelo menor deles para obter a razão molar:  Análise por Combustão:
Hg= 0,368 / 0,368 = 1 Cl= 0,735 / 0,368 = 2 => Formula Minima: HCl2  Usada, principalmente, em compostos com C e H. Quando um composto contendo
C e H sofre combustão completa, todo o carbono no composto é convertido em
 Essa é a formula mínima pois seus índices inferiores são os menores inteiros que CO2 e todo o Hidrogênio em H2O.
representam a razão dos átomos presentes no composto.  A partir das massas de CO2 e H2O formados, podemos calcular a quantidade de
matéria de C e H no composto original, e determinar a fórmula mínima...
2) O ácido Ascórbico contém 40,92% de C; 4,58% de H e 54,5% de O em massa. Qual  Se um 3ºelemento tiver presente no composto, sua massa pode ser determinada
é a sua formula mínima? subtraindo-se as massas de C e H da massa total original do composto.
 Em 100g: 40,92g de C , 4,58g de H e 54,5 g de O.
1 mol de C – 12g 1 mol de H - 1g 1 mol de O – 16g  Exemplo:
X - 40,92g y - 4,58g z - 54,5g 1) Álcool Isopropílico é composto de C, H e O. A combustão de 0,255g de álcool
X= 3,407 mol de C y=4,58 mol de H z= 3,406 mol de O produz 0,561g de CO2 e 0,306g de H2O. Determina formula mínima:
 Podemos usar ‘mol’ pra achar o nº de gramas de C presentes no CO2 e o nº de
 Dividindo tudo pelo menor valor encontrado, acharemos a razão molar: gramas de H presentes na H2O. Essas são as quantidades de C e H presentes no
C= 3,407/3,406 = 1 H = 4,58 / 3,406 = 1,33 O= 3,406 / 3,406 = 1 álcool isopropilico antes da combustão.
 O nº de gramas de O é igual a massa do álcool menos a soma das massas de C e H.
 Razão: 1C : 1,33 H : 1C, a formula mínima é dada pelos menores índices inteiros:
Formula Minima: C3H4O3
 Tendo o nº de gramas de C,H e O, podemos fazer como antes, calculando o  Exemplo:
número de mols de cada elemento e determinar a razão molar. 1) Quantos mols de H2O são produzidos a partir de 1,57 mol de O2?
Se 1 mol O2 --> 2 mols H2O
1 mol de CO2 - 44g 1 mol de CO2 – 12 g de C 1,57 --> x x= 3,14 mol de H2O.
X - 0,561 X= 0,01275 mol . 0,01275 - y > y= 0,153g de C.
2) Tendo a equação: 2 C4H10 + 13 O2 --> 8CO2 + 10 H2O
1 mol de H2O – 18g 1mol de H2O – 2 g de H a) Qual a massa de CO2 produzida quando 1g de C4H1O é queimado? Resp: 3,03g.
X - 0,306g x= 0,017 mol 0,017 - y y=0,034g de H b) Qual a quantidade de O2 consumida?

Inicialmente = 0,153 g C + 0,034g de H + X g de O = 0,255 => X= 0,068 g de O.

 Quantos mols de C, H e O eu tinha inicialmente?


1 mol C – 12g 1 mol O – 16g 1mol H – 1g
X - 0,153g y - 0,068g z - 0,034g
X= 0,0128 mol C y= 0,0043 mol O z= 0,034 mol H

 Dividindo tudo pelo menor valor encontrado:


C= 0,0128/0,0043 = 3 O= 0,0043/0,0043=1 H= 0,034/0,0043 = 8
Formula mínima: C3H8O.

Considerando a equação: 2H2 (g) + O2 (g)  2H2O (l)


 Os coeficientes dizem que 2 moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2  Ocorre quando um dos reagentes é usado completamente antes dos outros.
para formar 2 moléculas de H2O. Segue que as quantidades relativas de mols são  A reação para tão logo que algum dos reagentes é totalmente consumido,
iguais aos números relativos de moléculas: deixando o reagente em excesso como sobra.
 O reagente completamente consumido é chamado reagente limitante, pois ele
limita a quantidade de produto formada,.
 Os outros reagentes (que sobram), são chamados de reagentes em excesso.
 Assim, quem determina a quantidade de produto formado é o reagente limitante,
portanto ele que manda na reação, quando ele acaba, a reação para.
 Os coeficientes em uma equação química balanceada podem ser interpretados
tanto como o número relativo de moléculas (ou formula mínima) envolvido em  Exemplo:
uma reação quanto como a quantidade relativa de matéria (mol). 1) Suponha que tenhamos uma mistura de 10 mol de H2 e 7 mol de O2 reagindo
para formar água. 2 H2 (g) + O2 (g)  2H2O (l)
 Ou seja: A relação estequiométrica: 2 mols H2 + 1 mol O2  2 mols H2O pode ser  Como a relação de H2 e O2 é 2 mols para 1 mol, a quantidade de matéria de O2
usando pra encontrar as quantidades de reagentes e produtos em uma reação. necessária para reagir com 10 mols de O2 seria de 5 mols.
 Como tenho 7 mols, O2 está em excesso, e 2 mols de O2 estarão presentes  Rendimentos teóricos:
quando todo o H2 tiver sido consumido.  A quantidade de produto formada calculada quando todo o reagente limitante foi
 H2 = reagente limitante consumido é chamada de rendimento teórico.
 O2 = reagente em excesso.  A quantidade de produto de fato obtida é chamada de rendimento real.
2 H2(g) + O2 (g)  2H2O (l)  O rendimento real é sempre menor que o rendimento teórico, alguns motivos
Quantidades 10 mols 7 mols 0 mol disso são que parte dos reagentes podem não reagir ou podem reagir de forma
iniciais: diferente da desejada.
Mudanças (reação): -10mols (consome) -5 mols (consome) +10mols
 O rendimento percentual de uma reação é a razão entre o real pelo teórico:
(produz)
Quantidades finais: 0 mol 2 mols 10 mols

2) Na reação: N2(g) + 3H2 (g)  2 NH3 (g) . Qual quantidade de matéria de NH3
pode ser formada a partir de 3 mols de N2 e 6 mols de H2? Resp: 4 mols NH3.

 Solução é uma mistura homogênea de 2 ou + substâncias.


 A substância presente em maior quantidade é chamada de solvente (normalmente
água) e as outras substâncias são chamadas de solutos.
 Uma solução se forma quando 1 substância se dispersa uniformemente em outra.
3) Uma tira de zinco metálico pesando 2g é colocada em uma solução aquosa
contendo 2,5g de nitrato de prata, provocando a seguinte reação: 5.1- SOLUÇÕES SATURADAS E SOLUBILIDADE:
Zn(s) + 2AgNO3(aq)  2Ag(s) + Zn(NO3)2 (aq)
a) Qual é o reagente limitante? b) Quantas gramas de Ag são formados?  Solubilidade:
c) Quantos gramas de Zn(NO3)2 são formados?  É a quantidade de soluto que posso dissolver em certa quantidade de solvente
d) Quantos gramas de reagente em excesso restará ao final da reação?  O grau ou coeficiente de solubilidade mostra o ponto de saturação, que é a
Resp: a) AgNO3 b)1,59g c)1,39g d)1,52 g de Zn. quantidade exata de soluto que o solvente dissolve.

 Soluções Saturadas, Insaturadas e Supersaturadas:


 Insaturada: Contém menos soluto do que o indicado pelo coeficiente
 Supersaturada: contém mais soluto do que o indicado pelo coeficiente. Forma
precipitado, ou seja, “sobra” soluto no fundo.
 Saturada: soluto dissolvido é exatamente o mesmo indicado pelo coeficiente. Não há
formação de precipitado. Mas, adicionando qualquer quantidade terá uma solução
supersaturada (com precipitado) e retirando qualquer quantidade de soluto terá uma
solução insaturada.

 Solução diluída e concentrada:


 Diluída: solução com concentração pequena de soluto.
 Concentrada: solução com concentração alta de soluto.
5.2- FORMAS DE EXPRESSAR A CONCENTRAÇÃO => [ ] : 5.3- DILUIÇÃO:

a) Concentração Comum ou Fração Pondero- Volumétrica:  Processo em que ocorre adição de água à uma solução concentrada, diminuindo
sua concentração, por consequência.

b) Concentração MolaR: (matéria por Litro / mol por Litro):

C molaR -> depende do volume (L)  Regra da Diluição:


c) Concentração MolaL: (mol soluto / massa solvente):
 Como o número de mols não é alterado numa diluição, temos:

C molaL -> depende da massa (Kg)


 A concentração em mols C1 é sempre maior que a concentração em mols C2.
 Como o volume aumenta com a diluição (add água), o V2 é sempre maior que
d) Fração Molar: (razão do nº mols)
V1

 Observação: Podemos usar qualquer unidade de volume, desde que seja usada em
ambos os lados da equação.
e) Concentrações Percentuais ou Títulos:
 Fração Volumétrica: (% volume / volume):  Regra para Mistura de 2 ou + soluções de mesmo soluto e solvente:

 Fração Ponderal: (% massa/ massa):

 Como C3 (concentração da solução final) seria a soma do número de mols divido


 Observação: PPM ( Partes por milhão):
pelo volume final, temos que n1= c1v1, n2=c2v2 e n3=n1+n2.
 As concentrações de soluções muito diluídas são geralmente expressas em ppm:

 Uma solução cuja concentração de soluto é 1ppm contém 1 g de soluto para cada
milhão (10^6) de gramas de solução.  Mistura de Soluções de Soluto Diferente:
 Ex: Adicionam-se 650ml de Al2(SO4)3 0,01M a 100ml de solução de Ca(OH)2 0,03M.
Qual a concentração final de CaSO4?

a) Sol – Sólido:
 Tanto o dispersante como o disperso estão na fase sólida.
 Colóides são dispersões com características intermediarias às misturas  Ex: Pedras preciosas coloridas.
heterogêneas (grosseiras) e às misturas homogêneas (soluções).
 Numa dispersão coloidal, as partículas do disperso são pequenos agregados de b) Sol:
átomos, de íons, de moléculas, de macromoléculas, cujo diâmetro médio vário  Dispersante na fase liquida e disperso na fase sólida.
entre 1nm (maiores do que os de um átomo ou molécula) e 100nm (bem menores  Não tem forma definida e predomina o estado liquido.
do que os de partículas que podem ser vistas a olho nu), sendo que 1n = 10^-9m. Ex: Gelatina (água+proteína) antes de esfriar.
 As partículas numa dispersão coloidal são suficientemente grandes para que exista
uma superfície de separação entre elas e o meio onde estão dispersas.  Outros nomes:
 Logo, elas têm mais de uma fase, e só são observadas no microscópio eletrônico. o Hidrossol: caso onde o dispersante é a água.
 As fases recebem os nomes de: fase dispersa (ou disperso) e meio dispersante. o Organossol: dispersante é solvente orgânico.
o Aerossol: dispersante é o ar.

c) Gel:
 Dispersante em fase sólida e o disperso em fase liquida.
 Tem forma definida e predomina o estado sólido.
 O estado gel é o oposto ao estado sol, formando-se uma rede de partículas do
dispersante organizadas.
Ex: Gelatina depois de esfriar, manteigas, geleias, pérolas.

d) Emulsão:
 Dispersante e disperso na fase liquida.
 Mistura de 2 líquidos imiscíveis, onde um se apresenta em maior quantidade,
fazendo o papel de dispersante. Emulsões são instáveis.
 Classificação de Sistemas Coloidais quanto as fases:
 A substância emulsificante é formada por uma longa cadeia de átomos ligados  Classificação quanto à afinidade disperso-dispersante:
com uma extremidade polar e uma apolar, e, como a regra da solubilidade é:
semelhante dissolve semelhante, ela não é imiscível.  Colóides Liófilos:
Ex: Água, óleo e detergente ; leite ; maionese;  Colóides cujas partículas dispersas têm grande afinidade pelo dispersante.
 Quando o dispersante é água, o colóide chama-se hidrófilo.
e) Espuma Sólida: Ex: ámido em água, proteína em água, goma.
 Dispersante na fase sólida e disperso na fase gasosa.
Ex: Isopor, Maria-mole (ar disperso em clara de ovo solidificada).  Colóides Liófobos:
 Colóides cujas partículas dispersas tem pequena afinidade pelo dispersante.
f) Espuma Líquida:  Quando o dispersante é água, o colóide chama-se hidrófobo.
 Dispersante na fase liquida e disperso na fase gasosa. Ex: Enxofre em água, cloreto de prata.
Ex: Creme de chantilly, musse pra cabelos, espuma de sabão.

g) Aerossol Liquido:
 Dispersante na fase gasosa e disperso na fase liquida.  Formação de Partículas Coloidais:
 É uma névoa formada de minúsculas gotas de um liquido dispersa num gás.
Ex: Neblina (água em ar), spray inseticida. a) Métodos de Dispersão:
 A substância se desagrega em partículas cada vez menores até que atinja o
h) Aerossol Sólido: tamanho coloidal.
 Dispersante na fase gasosa e disperso na fase sólida.  Em alguns casos, partículas maiores podem desintegrar-se mediante reagentes
Ex: Fumaça de cigarro (cinza dispersa no ar), poeira dispersa no ar, fumaça por chaminé. químicos, processo chamado de peptização e o reagente que provoca o processo é
chamado de agente peptizante.
 Classificação quanto a Natureza das partículas do Disperso: Ex: Batida e agitação mecânica.
Ex: NaOH faz com que a argila se desagregue e forme uma dispersão coloidal.
 Dispersão Micelar:
 Constituído por micelas, que são aglomerados de átomos, íons ou moléculas. b) Métodos de Condensação:
Ex: Dispersão de átomos de ouro em água, enxofre em água.  Formação de substâncias insolúveis a partir de soluções.

 Dispersão Molecular:  Propriedades dos Colóides:


 Constituído de macromoléculas (moléculas muito grandes e de elevada massa
molar), normalmente polímeros. 1) Movimento Browniano:
Ex: dispersão de amido em água.  As partículas do dispersante tão constantemente se chocando com as do disperso.
 Devido aos choques constantes que recebem, as partículas do disperso adquirem
 Dispersão Iônica: movimento desordenado e ininterrupto.
 Constituído de macroíons (íons de elevada massa molar).
Ex: Dispersão de proteína em água. 2) Efeito Tyndall:
 Efeito óptico de dispersão da luz provocada pelas partículas de uma dispersão
coloidal.
 Ele permite distinguir as soluções verdadeiras dos colóides, já que soluções 6.2- VELOCIDADES DE REAÇÕES:
verdadeiras são transparentes e não dispersam a luz.  A velocidade de uma reação química (taxa de reação) é a variação na
concentração dos reagentes ou produtos por unidade de tempo.
3) Adsorção:  Unidades: é concentração em quantidade de matéria por segundo (mol/L.s), ou
 Retenção superficial de substâncias presentes no meio pelas partículas coloidais. seja, variação na concentração dividida por um intervalo de tempo (segundos).

4) Eletroforese:  VELOCIDADE MÉDIA DE REAÇÃO:


 É o movimento das partículas coloidais em direção ao polo positivo ou negativo A  B
quando submetidas à passagem de corrente elétrica.  A velocidade média dessa reação pode ser expressa como a taxa de
desaparecimento do reagente A ou como a taxa de aparecimento do produto B.

 Se, na reação hipotética AB, temos inicialmente 1 mol de A em 1L (1mol/L), após


6.1 – FATORES QUE AFETAM AS VELOCIDADES DE REAÇÕES: 20segundos a concentração de A caiu para 0,54 mol/L e a de B subiu para 0,46
mol/L. A soma das concentrações ainda é 1 mol/L pois um mol de B é produzido
a) Estado físico dos reagentes: Superfície de contato: para cada mol de A que reage. Após 40s a concentração de A é 0,3 mol/L e a de B
 Os reagentes devem entrar em contato para que reajam, quanto mais é 0,7 mol/L.
rapidamente as moléculas se chocam mais rapidamente elas reagem.
 Quanto maior a área superfície de contato maior a velocidade da reação.  Velocidade Média em Relação a B = - Velocidade Média em Relação a A:
 Portanto, reações que envolvem sólidos tendem a serem mais rápidas.
=-
b) Concentração dos Reagentes:  A velocidade média em relação à B dará um valor positivo, pois descreve a taxa de
 Quanto maior a concentração, maior a velocidade da reação. aparecimento de B.
 A medida que a concentração aumenta, a frequência com a qual as moléculas se  A velocidade média em relação à A dará um valor negativo, pois descreve a taxa
chocam também o faz, levando ao aumento da velocidade. de desaparecimento de A.
 O módulo da Vm em relação a B é igual ao módulo da Vm em relação a A.
c) Temperatura na qual a reação ela ocorre:
 As velocidades de reações aumentam conforme a temperatura aumenta.  Velocidade Instantânea:
 Quanto maior a energia cinética, mais rápidos movem-se as moléculas, e assim  A velocidade diminui durenate uma reação, pois a concentração dos reagentes
elas se chocam com mais frequência e também com mais energia, aumentando a diminui, assim, podemos descrever a variação na velocidade à medidade que a
velocidade. reação prossegue em um gráfico da concentração x tempo.
 Com este gráfico, podemos analisar a velocidade instântanea, dada pela
d) Ter catalisador: inclinação da reta tangente ao gráfico em certo ponto.
 Catalisador é um agente que aumenta a velocidade de reação sem ser consumido.  Chamando a velocidade instântanea de taxa, na reação AB, ela seria dada por:
 Eles fazem isso, diminuindo a energia de ativação.
 Velocidade da Reação e Estequiometria: 6.3- MECANISMOS DE REAÇÃO:
 Consideramos até então, na reação AB, que as relações estequiométrias são um  Uma equação balanceada indica apenas as substâncias presentes no inicio da
para um, ou seja, 1 mol de A forma 1 mol de B. reação e as produzidas conforme a reação prossegue, mas não fornece informação
 Considerando agora reações cuja relação estequiométrica não seja 1 pra 1, onde, sobre como a reação ocorre.
de modo geral, a velocidade é dada por:  O processo pelo qual uma reação ocorre é chamado de mecanismo de reação.

 Etapas Elementares:
 Reações que ocorrem em uma única etapa.
 O número de mols que participam como reagentes em uma etapa elementar
define a molecularidade.
 Os sinais negativos nas velocidades de A e B aparecem pois suas concentrações  Se uma molécula (1 mol) está envolvido, a reação é unimolecular, etapas
diminuem durante a reação, e assim /\[ ] / /\ t dará negativo, e o sinal negativo elementares com colisão de 2 moléculas de reagentes são bimoleculares e etapas
que tem ali deixará positivo, podendo igualar à C e D. envolvendo a colisão simultânea de 3 moléculas são termoleculares.
 Quando falamos da velocidade da reação, sem especificar um reagente ou  As etapas termoleculares são processos muito menos provaveis que os uni ou
produto, queremos falar no sentido dessa equação. bimoleculares, e são raramente encontrados.

 Exemplo 1:  Mecanismo de várias etapas:


2HI  H2(g) + I2 (g)  Quando a formação do produto ocorre após etapas intermediárias.
 Podemos medir a velocidade de desaparecimento de HI ou a velocidade de
aparecimento de H2 ou I2.
 Como 2 mols de HI desaparecem para cada mol de H2 ou I2 que se forma, a
velocidade de desaparecimento de HI é 2x a velocidade de aparecimento de H2 ou
I2. Ex:
 Assim, pra igualar as velocidades devemos dividir a velocidade de - Como o NO3 não é um reagente nem um produto na reação global (é formado em uma
desaparecimento de HI por 2 (seu número de mols). etapa elementar e consumido na próxima), é chamado de intermediário.

6.4 – CONCENTRAÇÃO E VELOCIDADE:


 A equação que mostra como a velocidade depende das concentrações dos
 Exemplo 2: reagentes é chamada de lei da velocidade:
2 O3(g)  3 O2(g)  Para um caso geral:
a) Como a velocidade de desaparecimento de ozônio relaciona-se com a velocidade
de aparecimento do oxigênio?
b) Se a velocidade de aparecimento de O2 (/\[O2] / /\t) é 6.10^-5 mol. L-¹. s-¹ em
certo instante, qual é o valor de desaparecimento de O3 nesse mesmo instante?
K = constante da velocidade.

 Expoentes na lei da velocidade:


 Os expoentes m e n são chamados de ordens de reação.
 Indicam como a velocidade é afetada pela concentraçaão de cada reagente.
 Ordem de reação global = m + n permanece constante, ou seja, CO não afeta a reação, portanto sua ordem de
 Molecularidade: a + b (nº de mols que colidem na reação). reação é 0, e assim , na lei da velocidade [CO]° = 1
 n: analisando o efeito da alteração de concentração de NO2 na velocidade,
 Lei da Velocidade para Reações Elementares: percebemos que, ao dobrar NO2 (mantendo constante CO), a velocidade
 Reações elementares são aquelas que ocorrem em uma única etapa. quadriplica, portanto, sua ordem de reação é 4:2 = 2.
 Nelas, as ordens de reação (m e n) são os próprios coeficientes da equação
balanceada, ou seja, o próprio número de mols de cada reagente.  Desta forma, a lei da velocidade para esse exemplo é:
V = K. [NO2]²
 Como os expoentes (e os componentes) na lei da velocidade não foram iguais aos
coeficientes (e componentes) da equação balanceada, trata-se de uma reação não
elementar.

b) Tendo as Etapas da Reação:


 Lei da Velocidade para Reações Não – Elementares:  Deveremos usar os reagentes da etapa lenta, usando seus coeficientes na equação
 Reações não elementares são aquelas que ocorrem em mais de uma etapa. balanceada, da mesma forma que para reações elementares.
 Nesse caso, as ordens de reação são descobertas experimentalmente.
 Para fazer a equação da velocidade, teremos :

a) Tendo uma tabela de experimentos:


Ex:
 Só saberemos se é não elementar se as ordens de reação não forem iguais aos
coefientes dos reagentes.
 Analisa-se o efeito na velocidade de cada reagente quando alterada sua
concentração. A ordem de reação é obtida divindo o “efeito pela alteração”.
 Na equação, vão apenas reagentes que mudam a velocidade (ordem reação =/= 0)
 Vimos que a lei da velocidade é igual, provando que está certo.
 Ex: CO + NO2 → CO2 + NO  NO3 e 1NO2 são intermediários, pois não participam da equação global.
.m n c) Lei da Velocidade tendo tabela com velocidade inicial:
V = K. [CO] . [NO]  Neste caso, ao alterar a concentração dos reagentes, ocorre uma mudança na
velocidade, que é dada pelo fator de alteração (f), elevado a ordem do reagente
que foi alterado.

X= ordem do reagente que teve a concentração alterada.


F= fator de alteração. Se duplica a concentração F=2, se triplica F=3...

 Descobrindo as ordens de reação: m e n:


 m: analisando o efeito da alteração de concentração de CO na velocidade,
percebemos que, ao dobrar CO (mantendo constante NO2), a velocidade
 Exemplo:  Essa situação origina-se em um mecanismo de várias etapas, quando a primeira
CH3Cl + H2O  CH3OH + HCl etapa não é determinante da velocidade.
Experimento [CH3Cl] mol/l [H2O] mol/l Velo inicial (mol.L-¹.s¹)
1 0,5 0,5 22,7  Em geral, se uma etapa rápida precede uma etapa lenta, podemos resolver para a
2 0,75 0,5 34,05 concentração de um intermediário supondo que se estabelece um equilibrio na etapa
3 0,5 0,75 51,075 rápida.
4 0,5 0,25 5,675
5 0,75 0,125 2,128
 Exemplo: 2NO(g) + Br2 (g)  2 NOBr(g)
.m n
 A lei de velocidade determinada experimentalmente é de 2º ordem em NO e de 1º
V= k. [CH3Cl] . [H2O]
ordem em Br2: V= K. [NO]². [Br]¹.
 1º Ordem do [CH3Cl]:
 Procuramos um mecanismo que seja coerente com essa lei de velocidade.
- Vf = f^m Vi => f = 3/2 (quanto multipliquei de 1 pra 2)
m= é a ordem que quero descobrir
o Possibilidade 1:
34,05 = 1,5^m . 22,7 => m= 1 (ordem de reação do CH3Cl é 1)
 Uma possibilidade é que ela ocorra em uma única etapa termolecular.
NO(g) + NO (g) + Br2 (g)  2 NOBr (g) => V= k. [NO]².[Br]
 2º Ordem da H2O:
- Vf= f^n. Vi => f= 3 ( quanto multipliquei de 4 para 3)  Mas, como visto, os processos termoleculares são muito raros.
51,075 = 3^n. 5,675 => n = 2 (ordem de reação da água é 2)
o Possibilidade 2: Não tendo etapas termoleculares.
Logo: V= k. [CH3Cl]¹ . [H2O]²

 A constante K:
 Unidade de constantes de velocidade:
 Depende da ordem de reação global da lei de velocidade como um todo.
 Em uma reação de segunda ordem, ela deve satisfazer:

 Nesse mecanismo, a etapa 1 envolve 2 processos: uma reação direta e inversa.


 A lei da velocidade foi determinada pela etapa lenta, porém NOBr2 é um
 Conhecendo-se a lei da velocidade para a reação, sua velocidade pra um conjunto intermediário gerado na etapa 1. Os intermediários geralmente são moléculas
de concentrações, podemos calcular o valor da constante da velocidade K. instáveis que tem concentração desconhecida baixa.
 Portanto, a lei de velocidade depende da concentração desconhecida de um
 Exemplo: Usando o exemplo anterior, V= K. [NO2]² intermediário.

 Podemos expressar a concentração do intermediário (NOBr2) em termos de


 OBSERVAÇÃO: concentrações dos reagentes de partida (NO e Br2).
Mecanismos com uma etapa inicial rápida:  Primeiro supomos que NOBr2 é instável. Existem 2 maneiras pro NOBr2 ser
consumido, assim que ele for formado: ele pode reagir com NO pra formar NOBr
 Quando um intermediário é um reagente na etapa determinante da velocidade, é (que é a etapa 2) ou decompor-se em NO e Br2 (que é a inversa da etapa 1).
dificil acharmos a lei da velocidade.
 Como a etapa 2 é lenta, supomos que a maioria de NOBr2 se decompõe em NO e 6.5 – VARIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO COM O TEMPO:
Br2, assim temos tanto a reação direta quanto a reação inversa da etapa 1
ocorrendo + rapidamente que a etapa 2.  A lei de velocidade nos diz que a velocidade de uma reação varia à medida que
variamos as concentrações dos reagentes.
 Assim, os processos direto e inverso da etapa 1 ficam em equilibrio e, como em  As leis de velocidade podem ser convertidas em equações que nos dizem quais são
qualquer equilibrio dinâmico, as velocidades de reações direta e inversa são as concentrações dos reagentes ou produtos a qualquer momento durante o curso
iguais. da reação.
 Podemos assim igualar: Vdireta = Vinversa.
 Reações de Primeira Ordem:

 Uma reação de 1º ordem é aquela cuja velocidade depende da concentração de


um único reagente elevado à primeira potência.
 Para uma reação do tipo A  produtos, a lei de velocidade deve ser de 1º ordem:

 Esse processo, apenas com etapas uni e bimoleculares são muito mais prováveis.
 Integrando, podemos transformar essa relação em uma equação que relaciona a
concentração de A no inicio da reação, [A]o, à sua concentração a qualquer outro
 Uso das Velocidades Iniciais para determinar as leis da velocidade: momento t, [A]t.
Ex: 2NO(g) + 2H2 (g)  N2 (g) + 2H2O (g)

Experimento [NO] mol/L [H2] mol/L Velo inicial (mol. L-¹. s-¹)
1 0,1 0,1 1,23.10-³
2 0,1 0,2 2,46.10-³
3 0,2 0,1 4,92.10-³  Essas equações podem ser usadas pra determinar a concentração de um reagente
a) Determine a Lei de velocidade para essa reação. que sobra logo após o inicio da reação, o tempo necessário pra determinada
b) Calcule a constante de velocidade. fração de uma amostra reagir ou o tempo necessário pra uma concentração de
c) Calcule a velocidade quando [NO]=0,05mol/L e [H2]= 0,15mol/L. reagente cair em certo nível.
 Em um gráfico ln [A]t x tempo dá uma reta (reta -> 1º ordem).
a) V = K. [NO]^m. [H2]^n.
m= analisando efeito do NO na velocidade usando experimentos 1 e 3:  Reações de Segunda Ordem:
- Dobrando NO (mantendo H2 cte), a velocidade quadriplica, logo m=4/2=2  Reação de 2º ordem é aquela cuja velocidade depende da concentração do
n= analisando efeito de H2 na velocidade pelos experimentos 1 e 2. reagente elevado à 2º potência ou da concentração de 2 reagentes diferentes,
- Dobrando H2, dobra a velocidade: n= 2/2 = 1. cada um elevado à primeira potência.
V = K . [NO]² . [H2]¹. Ordem de reação = 3  Considerando: A  produtos ou A + B  produtos :

b) K = V / [NO]² . [H2]¹ => K = 1,23.10-³ / [0,1]². [0,1]¹ => K = 1,23 mol-²L²s-¹


c) V = 1,23. [0,05]² . [0,15] => V= 4,6.10^-4 mol.L-¹.s-¹.
(3)
 Meia - Vida: (t ½)
 É o tempo necessário pra que a concentração de um reagente caia para a metade
de seu valor inicial: [A]t ½ = ½ [A]o.
 Uma reação rápida tem uma meia vida curta.
 Podemos determinar a meia vida das reações:

 Reações de 1º ordem: Ocorre quando as reações opostas acontecem com velocidades iguais.
 Em uma reação de primeira ordem, a meia vida não é afetada pela concentração
Ou seja:
inicial dos reagentes, assim ela permanece constante durante toda a reação.
 Velocidade reação direta = Velocidade reação inversa.
 Em um reação de 1º ordem, a concentração do reagente diminui de ½ em cada
 Velocidade na qual os produtos são formados a partir dos reagentes é igual a
uma das séries de intervalo de tempo espaçados regularmente, chamado t ½.
velocidade na qual os reagentes são formados a partir dos produtos.
 Para achar seu valor, basta substituir [A]t ½ = ½ [A]o em (2):

 O equilíbrio é dinâmico, ou seja, reagentes não param de formar produto e nem


produtos param de formar reagentes.
 No equilíbrio, temos uma mistura de reagentes e produtos. Por ex, o vapor acima
 Reações de 2º ordem: de um liquido está em equilíbrio com a fase liquida e a velocidade na qual as
 Diferentemente das de 1º ordem, a meia-vida para reações de 2º ordem e para moléculas escapam da fase liquida pra gasosa é igual a velocidade na qual as
outros reações depende das concentrações do reagente e, consequentemente, moléculas na fase gasosa chocam-se na superfície e tornam-se parte do liquido.
varia a medida que a reação progride.  A condição do equilíbrio pode ser atingida começando em qualquer um dos
 Usando (3) encontramos que a meia-vida de uma reação de segunda ordem é: sentidos (começando a reação pelos produtos também teremos o equilíbrio).

1- CONSTANTE DE EQUILIBRIO:
 Seguindo a lei da ação da massa, que expressa a relação entre as concentrações
6.6- CATÁLISE: dos reagentes e produtos no equilíbrio, sendo dada por pressões parciais para
gases e concentração em quantidade de matéria para soluções.
 Um catalisador é uma substância que faz variar a velocidade de uma reação sem  O valor da constante de equilibro varia apenas com a temperatura.
que ele seja consumido.  É adimensional, ou seja, não tem unidades.
 De modo geral, ele aumenta a velocidade de uma reação diminuindo a energia de
ativação (energia mínima necessária pra reação começar).  Para gases: (Kp)
 Existem 2 tipos de catálise:

a) Catálise Homogênea:
 É quando o catalisador está na mesma fase dos reagentes.

b) Catálise Heterogênea:  Em geral: pressão parcial da substância elevado ao seu coeficiente


 É quando o catalisador está em fase diferente dos reagentes. estequiométrico na equação balanceada. (entram apenas gases).
 Para espécies Aquosas: (Kc)
 Se produtos e reagentes estão em solução, a cte de equilíbrio é expressa pelo 1.2- Cte de equilíbrio da Reação inversa:
mesmo tipo de equação, mas com concentrações molares dos componentes.  É o inverso da cte de equilíbrio da reação direta, pois apenas invertem produtos e
reagentes. Kinv = 1 / kdir

1.3- Reação multiplicada por um fator n:


 A cte de equilíbrio final é K^n => pois multiplico os coeficientes estequiométricos
por n, e os coeficientes viram potência na cte de equilíbrio.
 Observação:
Sólidos e líquidos puros, e solventes, não entram na expressão de Kc e Kp. 1.4- Cte de equilíbrio da equação global (lei de Hess):
 É o produto das constantes de equilíbrio das etapas elementares.
 Relação entre Kc e Kp:  Na lei de Hess, onde temos as etapas elementares e achamos a equação global,
 Usada quando queremos saber a cte. de equilíbrio de uma reação envolvendo podemos achar a cte de equilíbrio da global, multiplicando as constantes de
gases em termos da concentração, e não apenas da pressão. equilíbrio das etapas elementares.

2- CÁLCULO DE CONSTANTES DE EQUILÍBRIO:

Kp e Kc: não são necessariamente iguais.  Se soubermos os valores das pressões parciais ou concentrações molares de todos
os componentes no equilíbrio, é muito fácil calcular Kp ou Kc.
 Mas, normalmente não sabemos as concentrações no equilíbrio de todas as
espécies químicas em um equilíbrio. Mas, se conhecemos a concentração no
equilíbrio de no mínimo uma espécie podemos usar a estequiometria da reação
para deduzir as concentrações no equilíbrio das outras espécies.

 Observação:  Procedimento:
 Caso tenha na equação, gás e aq, expressamos K em termos de [ ] pros aquosos e 1- Criar uma tabela com concentrações iniciais e no equilíbrio de todas as
Pressão pra gasosos, seguindo a regra de produto no numerador . espécies na expressão da constante de equilíbrio (o que for sólido, liquido ou
solvente nem precisa ser tabelado, pois não entra na expressão).
1.1- Ordem de Grandeza das Constantes de Equilíbrio: 2- Para as espécie que tanto a concentração inicial quanto a concentração no
 Podemos analisar a tendência de uma reação a certa temperatura. equilíbrio são conhecidas, calculamos a variação na concentração que ocorre
a medida que o sistema atinge o equilíbrio.
 Cte de equilíbrio grande: (Keq >>1) 3- Usar a estequiometria da reação (coeficientes na eq. Balanceada) pra calcular
 Para isso, o numerador deve ser muito maior que o denominador, ou seja, as variações na concentração para todas as outras espécies no equilíbrio
favorece os produtos, então dizemos que o equilíbrio “encontra-se a direita” (no (lembrando que produtos inicialmente tem concentração 0 e sua variação é
equilíbrio tem, praticamente, apenas produto). positiva, enquanto dos reagentes, negativa).
4- A partir das concentrações iniciais e das variações na concentração, calcule as
 Cte de equilíbrio pequena: ( Keq << 1) concentrações no equilíbrio (inicial + variação, usando sinal negativo na
 Para isso, o denominador deve ser maior, assim favorece os reagentes, e a mistura variação de reagente e positivo na variação de produtos). Estas são usadas
no equilíbrio contém reagentes na sua maioria. Dizemos que o equilíbrio para avaliar a constante de equilíbrio.
“encontra-se a esquerda”.
 Exemplo:  Casos:
Dissolve-se uma quantidade de amônia (NH3) suficiente em 5L de água a 25°C pra produzir uma
solução de 0,0124 mol/L de amônia. A solução é mantida até que atinja o equilíbrio. A análise  Q = Keq : nesse caso, a reação está em equilíbrio.
da mistura em equilíbrio mostra que a concentração de OH- é 4,64.10^-4 mol/L. Calcule Keq a  Q > Keq : As concentrações ou pressões parciais dos produtos estão muito
25°C para a reação. elevadas, logo a reação tende a se processar no sentido inverso (de formação de
NH3 (aq) + H2O (l)  NH4+(aq) + OH- (aq) reagentes, até atingir o equilíbrio).
 Q < Keq : As concentrações ou pressões parciais dos reagentes estão muito altos,
1-tabela: NH3(aq) + H2O (l) <-> NH4+(aq) + OH- (aq)
logo a reação tende a se processar no sentido direto (formação dos produtos, até
Inicial 0,0124 mol/L 0 mol/L 0 mol/ L
atingir o equilíbrio).
Variação
Equilíbrio 4,64.10^-4
Como a H2O é solvente, não entrará no Keq, então não nos preocuparemos com ela  Exemplo:
1) A uma temperatura de 300°C, o Kc (em relação a concentração, já que tem
1- Calcular a variação na concentração de OH- usando os valores inicial e do equilíbrio: formula pra passar de Kp pra Kc) de N2(g) + 3H2 (g)  2NH3 (g) é 9. Qual a
Variação = [equilíbrio] – [ inicial] = 4,64.10^-4. tendência da reação se misturarmos 3,5 mol/L de NH3, 2,5 mol/L de N2 e 1,8
mol/L de H2, à 300°C?
2- Usar estequiometria pra calcular a variação das outras espécies:
A relação é 1 mol + 1 mol <-> 1 mol + 1 mol
Logo, pra cada mol de OH formado, 1 mol de NH3 é consumido, para cada 4,64.10-4 de OH
formado, consome-se 4,64.10-4 de NH3 e forma 4,64.10-4 de NH4 também. 2) A 721K a Keq para: H2(g) + I2(g) <-> 2HI (g) é 51. Determine como a reação
Variações: NH3 = - 4,64.10-4 NH4 = + 4,64.10-4 OH= +4,64.10-4 prosseguirá pra atingir o equilíbrio à 721K, se começarmos com 2.10-² mol de HI,
1.10-² mol de H2 e 3.10-² mol de I2 em um recipiente de 2L.
3- Calculamos as concentrações no equilíbrio, usando as concentrações iniciais e
variações: [equilíbrio] = [inicial] + [+ - variação] (com sinal)
[NH3] = 0,0124 – 4,64.10-4 = 0,01194 mol/L
[NH4+]= 0 + 4,64.10-4 = 4,64.10-4 mol/ L

NH3(aq) + H2O (l) <-> NH4+(aq) + OH- (aq)


Inicial 0,0124 mol/L 0 mol/L 0 mol/ L
Variação - 4,64.10-4 + 4,64.10-4 + 4,64.10-4
Equilíbrio 0,01194 4,64.10-4 4,64.10^-4
4- CÁLCULO DE CONCENTRAÇÕES NO EQUILÍBRIO:
Keq = [NH4+].[OH-] / [NH3]  Keq = (4,64.10-4).( 4,64.10-4)/ 0,0119  Keq= 1,81.10-5.
 Casos em que temos a Keq e temos que achar as concentrações das espécies.
3- SENTIDO DA REAÇÃO (Q e Keq):
 No caso mais simples, temos a Keq e a concentração (ou pressão parcial) de todos
 Para determinar a tendência de uma determinada mistura de reagentes e
os componentes, menos de um, que devemos encontrar pela equação.
produtos de formar mais reagentes ou produtos, devemos comparar os valores de
 No caso mais “difícil”, temos apenas uma concentração para descobrir a
Q e K, onde:
concentração ou pressão parcial de mais de uma espécie.
 Q (quociente da reação) = tem a mesma forma que K (mesma equação), mas
usamos outra letra pra poder usa-la em qualquer instante da reação (com
qualquer concentração ou pressão parcial).
 Exemplos (caso mais difícil):  137,6 => H2= 59,19 – 137,6 = - 78,41 => pressões parciais negativas não tem
 A abordagem é semelhante ao calculo de Keq anterior: tabelamos as significado químico, logo rejeitamos essa solução. X
concentrações iniciais ou pressões parciais, as variações que ocorrem e as  55,3 => H2 = 3,85 atm / I2 = 63,1 atm / HI = 110,6 atm. V
pressões ou concentrações finais, com uso da estequiometria.

1) Colocamos em um reator 1,3 mol/L de PCl5 (g), sabendo que Keq= 78,3. Qual a 3) Bom senso químico: Um mol de gás NOCl é colocado em um recipiente de 4,0
composição do sistema no equilíbrio: PCl5 (g) <-> PCl3 (g) + Cl2 (g). litros a 25°C. O NOCl sofre pequena decomposição, formando os gases NO e
Cl2. 2NOCl(g) <-> 2NO(g) + Cl2(g)
Tabelando: PCl5 (g) <-> PCl3 (g) + Cl2 (g). Se a constante de equilíbrio Kc é 2,0 x 10-10 a 25°C, quais são as
Estequiometria 1 mol 1 mol 1 mol concentrações de todas as espécies no equilíbrio, nesta temperatura?
Inicial 1,3 mol/L 0 0
Variação - 1x mol/L +1x + 1x (1=estequio)
Inicialmente: [NOCl] = 1 / 4 = 0,25 mol/ L
Final 1,3 – x X X
2NOCl(g) <-> 2NO(g) + Cl2(g)
Keq= [ Cl2] . [PCl3] / [PCl5] -> 78,3 = (x). (x) / 1,3 –x => x² + 78,3 x – 101,79 = 0. Estequiometria 2 2 1
X’ = - ... (negativo n pode). X” = 1,27 Inicial 0,25 0 0
Variação -2x +2x +x
Logo, no equilíbrio:
Final 0,25-2x 2x x
0,03 mol de PCl5 , 1,27 mol de PCl3 e 1,27 mol de Cl2.

2) Um frasco de 1L é preenchido com 1 mol de H2 e 2 mols de I2 a 721 K. Sendo


Keq=50,5 para H2(g) + I2 (g) <-> 2HI (g). Quais são as pressões parciais iniciais e no
equilíbrio de H2, I2 e HI?  Isso é uma equação do 3º grau, porém é fácil de resolver usando o bom senso
químico: o valor de Kc é muito pequeno, ou seja, o numerador é bem menor que
o denominador, para isso acontecer, X deve ser um numero muito pequeno. Tão
pequeno que no denominador 2x se torna desprezível em comparação a 0,25.
Portanto, podemos simplificar para:

H2 (g) + I2 (g)  2HI (g)


Estequiometria 1 1 2
Inicial 59,19 atm 118,4 atm 0
Variação -x -x +2x
Final 59,19 – x 118,4 – x + 2x atm

Keq = PHI² / PH2 . PI2 => 50,5 = (2x)² / (59,19 – x) . (118,4 – x)


Isso ficará uma equação do 2º grau, cujas raízes são: 137,6 ou 55,3.
5- PRÍNCIPIO DE LE CHATELIER:  OBS 3: variar a pressão não altera a Keq, que só muda com temperatura, o que
ocorre é que o sistema sai do equilíbrio ( Q=/=Keq) e o sistema busca retoma-lo
 Como o equilíbrio é dinâmico, eles respondem à mudanças.
 Se um sistema em equilíbrio é perturbado, o sistema deslocará sua posição de  Exemplo: N2 (g) + 3H2(g) <-> 2NH3 (g)
equilíbrio de tal forma a neutralizar o efeito da perturbação (minimiza-la), 4 mols gasosos <-> 2 mols gasosos.
reestabelecendo o equilíbrio.  Aumentando a pressão: desloca para  (menor nº de mols, “tem + espaço”).
 Diminuindo a pressão: desloca para  (maior nº de mols).
5.1-Variação nas concentrações de reagente ou produto:
5.3 – Variação na temperatura:
 Adicionando uma substância: adicionando um reagente ou produto, a reação  Deveremos analisar se a reação é endotérmica (AH>0 , absorve calor) ou
se desloca no sentido de consumir a substância adicionada. exotérmica (AH <0, libera calor).
 Removendo uma substância: removendo um reagente ou produto, a reação se  A informação de AH dada ao lado da reação se refere à reação direta ()
desloca no sentido de formar mais daquela substância retirada.  Se AH>0, significa que a reação direta é endotérmica, e, por consequência, a
inversa é exotérmica.
 Exemplo: N2 (g) + 3 H2 (g)  2NH3 (g)
 Adicionando H2: reação deve consumir esse excesso, logo se desloca .  Aumento da temperatura: desloca o equilíbrio no sentido endotérmico.
 Removendo H2: reação deve formar mais H2, logo se desloca .  Diminuição da temperatura: desloca no sentido exotérmico.

 OBS: a alteração da concentração de um sólido não desloca o equilíbrio.  Temperatura e a Cte de Equilíbrio:
 Aumento da temperatura => aumento da Keq.
5.2- Variações de volume e pressão:  Diminuição da temperatura => diminuição da Keq.

 Se um sistema está em equilíbrio e seu volume é diminuído, aumentando a  OBS: Uma reação endotérmica “gosta” de calor, então se um sistema recebe
pressão total, por Le chatelier, o sistema responderá deslocando sua posição de calor, favorece quem gosta, ou seja, o sentido endotérmico.
equilíbrio pra reduzir a pressão.  Exemplo: N2 + O2  2 NO AH= + 43,2 Kj/mol
 Um sistema pode reduzir sua pressão diminuindo o número total de moléculas de  Aumenta temperatura= desloca  (sentido endotérmico)
gás (menos moléculas exercem menos pressão). Então:  Diminui temperatura = desloca  (sentido exotérmico).

 Diminuição do volume (aumento da pressão): equilíbrio se desloca no sentido 5.4 – Efeito da diluição sobre o equilíbrio:
de reduzir o número de moléculas de gás. Ou seja, o sistema vai no sentido de  Fará com que o equilíbrio seja alcançado mais rápido, mas não desloca sua
menor nº de mols gasosos. + P  - mols posição.
 Aumento do volume (diminuição da pressão): causa um deslocamento no
sentido de produzir mais moléculas de gás. Ou seja, o sistema vai no sentido 5.5 – Efeito da diluição sobre o equilíbrio:
de maior nº de mols gasosos. – P  + mols
 Diluindo (add H2O): se desloca no sentido do maior nº de mols aquosos
 OBS 1: o volume é dado pela soma dos mols gasosos.  Concentrando (tira H2O): desloca no sentido do menor nº de mols aquosos.
 OBS 2: Quando reagente e produto tem o mesmo nº de mols gasosos, a alteração
da pressão não influenciará na posição do equilíbrio.
 Exemplo: A (aq) + B (aq) <-> C (aq) 2- ÁCIDO E BASE DE BRONSTED-LOWRY:
2 mols aq 1 mol aquoso
 Diluindo: desloca para   É baseada no fato de que reações ácido-base envolvem transferência de íons H+
 Concentrando (tirando água): desloca pra . de uma substância para outra.

5.6 – Efeito da adição de um gás inerte (que não está na reação):  O íon H+ em água:
 Um íon H+ é simplesmente um próton sem nenhum elétron de valência em sua
 À Volume Constante: vizinhança.
 Não desloca o equilíbrio, pois as pressões parciais de cada componente (que  Essa pequena partícula carregada positivamente interage fortemente com os
definem o Q e K) não serão alteradas. pares de elétrons não-ligantes das moléculas de água para formar os íons
hidrogênios hidratados, o que mais veremos é o íon hidrônio (H3O+).
 Ex: 2SO2 (g) + O2 (g) <-> 2 SO3 (g) Kp= PSO3² / PSO2² . PO2. Em um balão.
 Adicionando N2 (g): A pressão exercida no balão volumétrico por SO2, O2 e SO3
permanecem a mesma. A única coisa que altera é a pressão total (soma das
pressões individuais). Mas, o que conta pro Kp é a pressão parcial e, como não
muda, Kp não muda.  Definição de Bronsted-Lowry: Transferência de próton:
 Definiram ácidos e bases em termos de suas habilidades em transferir prótons.
 À pressão Constante:  Podemos aplicar em soluções onde adicionamos água, ou soluções aquosas.
 Tem o mesmo efeito da diluição, deslocando no sentido do maior nº de mols.
 Ácido de BL: espécie que tende a doar 1 próton.
 Ex: 2SO2 (g) + O2 (g) <-> 2 SO3 (g) Kp= PSO3² / PSO2². PO2 , com um pistão.  Base de BL: espécie que tende a receber 1 próton.
 Adicionando N2: a pressão total irá aumentar, para manter cte a pressão, o
volume deve aumentar, e assim terá o efeito de uma diluição, pois altera a  Um ácido e uma base sempre atuam juntos na transferência de um próton, ou
concentração de mol/ volume. ( + volume, - pressão -> maior nº de mols) seja, uma substância pode funcionar como um ácido só se outra comportar-se
simultaneamente como uma base.
 Para ser um ácido de BL, uma molécula ou íon deve ter um átomo de H que ela
possa perder como íon H+.
 Para ser uma base de BL, uma molécula ou íon deve ter um par de elétrons não-
ligante que possa ser usada para ligar o íon H+.
1- ÁCIDOS E BASES DE ARRHENIUS:
 É um conceito restrito à soluções aquosas.  Exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) <-> NH4+ (aq) + OH- (aq).
 A amônia (NH3) é uma base de Arrhenius pois adicionando-a à água há um
 Ácido: substâncias que, dissolvidas em água, aumentam a concentração de aumento na concentração de OH-.
íons H+. Ex: HCl(g) --H2O H+ (aq) + Cl- (aq)  Ela é uma base de BL pois recebe um próton da H2O.
 Base: substâncias que, dissolvidas em água, aumentam a concentração de
 A molécula de H2O atua como um ácido de BL, pois doa um próton pra NH3.
íons OH-. Ex: NaOH –H2O Na+ + OH-.
 Exemplo: HCl(g) + H2O (l) Cl- (aq) + H3O+(aq)
 Quando vemos o que ocorre quando HCl é dissolvido em água, descobrimos que a  Forças Relativas de ácidos e Bases:
molécula de HCl transfere um íon H+ (um próton) pra uma molécula de água.
 Nesse caso: HCl é um ácido de BL e H2O uma base.  Alguns ácidos são melhores doadores de prótons que outros; algumas bases são
melhores receptoras de prótons que outras.
 Pares ácido-base conjugados:  Se ordenarmos os ácidos em ordem de habilidades em doar próton, veremos que
 Em qualquer equilíbrio ácido-base, tanto a reação direta como a inversa envolvem quanto mais facilmente uma substância doa um próton, menos facilmente sua
transferências de próton. base conjugada o aceita.
 Analogamente, quanto mais facilmente uma base aceita um próton, menos
 Ex: Considere a reação de um ácido HX (genérico) com a água: facilmente seu ácido conjugado o doa.
HX (aq) + H2O (l) <-> X- (aq) + H3O+ (aq)  Assim, sabendo sobre a força de um ácido (sua habilidade em doar prótons)
também sabemos algo sobre a força de sua base conjugada (habilidade em
- Na reação direta: HX doa um próton para H2O, e assim HX é um ácido de BL, receber prótons).
enquanto a H2O é uma base.
- Na reação inversa: o íon H3O+ doa um próton para o íon X-, logo H3O+ é o ácido Quanto mais forte o ácido, mais fraca sua base conjugada.
e X- a base Quanto mais forte a base, mais fraco é seu ácido conjugado.
- Quando o ácido HX doa um próton, ele deixa pra trás uma substância, X-, que
pode atuar como uma base.
- Semelhantemente, quando H2O age como uma base, ele gera H3O+, que pode  Classificação abrangente:
atuar como um ácido.  Os ácidos fortes transferem completamente seus prótons para a água, não
deixando nenhuma molécula não dissociada. Suas bases conjugadas tem
 Um ácido e uma base, como HX e X-, que diferem apenas na presença ou ausência tendência desprezível para receber (abstrair) prótons em solução aquosa. Ex: HCl
de um próton, são chamados: par ácido-base conjugados. (ácido forte) dissolvido em água: a solução consiste quase inteiramente só em
 Cada ácido tem uma base conjugada, formada pela remoção de um próton de seu íons H3O+ e Cl-, com quase nada de moléculas de HCL.
ácido. Ex: OH- é a base conjugada de H2O e X- é a base conjugada de HX.  Os ácidos fracos dissociam-se só parcialmente em solução aquosa e, assim,
 Analogamente, cada base tem associada a ela um ácido conjugado, formado pela existem em solução como uma mistura de moléculas de ácido e íons
adição de um próton à base. Ex: H3O+ é ácido conjugado de H2O e HX é o acido constituintes. Suas bases conjugadas mostram ligeira habilidade pra remover
conjugado de X-. prótons da agua (bases conjugadas de ácidos fracos são bases fracas).
 As substâncias com acidez desprezível são aquelas como o CH4, que contém
hidrogênio, mas não tem qualquer comportamento ácido em água. Suas bases
conjugadas são fortes, reagindo completamente, abstraindo prótons das
moléculas de água pra formar íons OH-.
 Quando X- é uma base mais forte que H2O, o equilíbrio estará a esquerda
(favorece reagentes) já que X- terá a “preferência” em pegar o próton e mais
facilidade de formar HX (reagente). Isso ocorre quando HX é um ácido fraco.

>> Ex ácido fraco: HC2H3O2 (aq) + H2O (l) <-> H3O+ (aq) + C2H3O2- (aq)
- A solução aquosa do ácido acético (fraco) tem principalmente moléculas de HC2H3O2
com poucos íons H3O+ e C2H3O2-.
- C2H3O2- é uma base mais forte que H2O (pela tabela) e, assim, pega o próton de H3O+,
favorecendo a formação do ácido acético (conjugado).
- Assim, o equilíbrio se localiza a esquerda (favorece reagentes)

Logo: em qualquer reação ácido-base a posição de equilíbrio favorece a transferência


do próton para a base mais forte (a base mais forte consegue formar + facilmente seu
par conjugado).
- Se a base forte estiver nos reagentes, favorece a formação do seu par (produto) =
equilíbrio na direita.
- Se a base forte estiver nos produtos, favorece a formação do seu par (reagente) =
equilíbrio na esquerda.

3- AUTO-IONIZAÇÃO DA ÁGUA:
 Observação:
 Podemos ver as reações como sendo governadas pelas habilidades relativas de 2  A água pura apresenta uma condutividade elétrica definida, ainda que baixa,
bases de abstrair prótons. como consequência de sua habilidade em sofrer auto dissociação.
 A água tem a habilidade em agir tanto como ácido de BL quanto como uma
 Exemplo: HX (aq) + H2O (l) <-> H3O+ (aq) + H- (aq) base de BL, dependendo das circunstancias.
- Se H2O (base da reação direta) é uma base mais forte que X- (base conjugada do  Na presença de um ácido, a agua age como um receptor de próton (base).
HX), H2O receberá o próton de HX pra produzir H3O+ e X-, como resultado, o  Na presença de uma base, a água age como um doador de próton (ácido).
equilíbrio se localizará a direita (favorece a formação dos produtos H3O+ e X-), isso  Assim, uma molécula de água pode doar próton pra outra molécula de água,
descreve o comportamento de um ácido forte em água. processo chamado de auto-ionização (ou dissociação) da água.

>> Ex ácido forte: HCl (g) + H2O (l) <-> H3O+ (aq) + Cl- (aq).  Podemos escrever a auto-ionização de 2 formas:
- HCl é um ácido forte, tem praticamente apenas íons H3O+ e Cl- ao dissolver, com quase
nada de moléculas de HCl
H2O (l) <-> H+ (aq) + OH- (aq)
- H2O é base + forte que o Cl-, logo H2O adquire o próton pra tornar-se o íon hidrônio,
favorecendo a formação do H3O+ que é produto, assim o equilíbrio se localiza a direita.
H2O (l) + H2O (l) <-> H3O+ (aq) + OH- (aq)
 Produto Iônico da Água (Kw):
 Como a auto ionização é um processo em equilíbrio, temos uma expressão da
constante de equilíbrio pra ela, onde chamaremos Keq de Kw (K water).
 Nela, H2O não entra, pois é um liquido puro.
 O valor de Kw à 25°C é 1.10^-14.  Exemplo: Qual o pH de uma solução com [H+] = 1x10-6 mol/L? pH= 6,0 (ácida)
Qual o pH de uma solução com [H+]= 1x10-7 mol/L? pH= 7 (neutra).

 Observação:
 Do exemplo, a variação de 1 na escala de pH significa que a concentração de H+
variou por um fator de 10 (varia 10 vezes a acidez, pra mais ou menos)
 Soluções Ácidas, Básicas e Neutras:

 Relações entre [H+], [OH-] e pH:


 Ácida: a concentração de íons hidrogênio (hidrônio) é maior que de hidróxido.
Tipo de solução [H+] (mol/L) [OH-] (mol/L) pH
pH < 7
Ácida >1x10-7 <1x10-7 <7
 Básica: a concentração de íons hidróxido (OH-) é maior que a de hidrogênio.
Básica <1x10-7 >1x10-7 >7
pH > 7 Neutra =1x10-7 =1x10-7 7
 Neutra: [H+] = [OH-]
pH = 7  Escala de pOH:
 Forma de expressar a concentração de OH-:
 Como [OH- ] .[H+ ] é igual a uma constante, estas 2 concentrações são
inversamente proporcionais: quando uma delas aumenta, a outra deve diminuir.
 Assim, elas são vinculados, podendo calcular uma delas através da outra, usando
Kw.  Tabela pH e pOH:
Ácido N básico
 Exemplo: pH 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
1) Qual é a concentração de íon hidróxido em uma solução de HCl 0,020 mol/L? pOH 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
 aumenta a acidez, logo maior [H+] e menor a [OH-]
Solução: Como HCl é um ácido forte, está completamente dissociado em H+ e Cl- . Aumenta a basicidade da solução, logo maior [OH-] e menor [H+] 
Além disso, todo o H+ na solução é proveniente do HCl, já que a H2O é um
eletrólito (base) muito fraco. Portanto, nesta solução, [H+ ] = 0,020 mol/L.  Relação pH e pOH (25°C):

 Exemplo: Qual o pH de uma solução de NaOH 1x10-³ mol/L à 25°C?


Solução: NaOH é uma base forte, logo consideremos que se dissocia
4- ESCALA DE pH:
completamente, e assim [OH-] = 1.10-³ mol/L.|
pOH = - log 1.10-³ => pOH= 3 pH + 3 = 14 => pH=11
 A concentração molar de H+ (aq) em uma solução aquosa é muito pequena, então
usamos a escala de pH pra expressar essa acidez de um melhor jeito.
 É definido como :
5- ÁCIDOS E BASES FORTES:  Sendo HA um ácido fraco geral, escrevemos a equação para sua ionização,
dependendo se o próton hidratado é representado por H3O+ ou H+, por:
 Os ácidos e bases fortes são eletrólitos fortes, existindo em solução aquosa
inteiramente como íons (dissociação completa).

 Ácidos Fortes:  Chamamos a expressão da constante de equilíbrio para ácidos fracos de Ka


 OBS: Ácido monoprótico (tem 1 H ionizável), e diprótico (Tem 2 H ionizável). (constante de dissociação ácida), e como H2O é solvente ele pode ser omitido.
- Monopróticos: HCl, HBr, HI, HNO3, HClO3, HClO4 (note: Cl,Br,I= halogênios).
- Diprótico: H2SO4.

 Exemplo monoprótico (diprótico só depois), usando ácido nítrico:


HNO3 (aq) + H2O (l)  H3O+(aq) + NO3- (aq) (ionização completa)
 Quanto maior o Ka, mais forte é o ácido , pois o produto é íons, quanto
mais se ioniza, mais produto, maior o Ka (ácido forte se ioniza mais)
 Não usamos seta dupla pois a reação esta toda pra direita (lado com íons).
 Como visto, usamos o H3O+(aq) e H+ de maneira intercambiável pra representar o
Tabela: Ka para ácidos monopróticos.
próton hidratado na água, assim podemos simplificar para:
HNO3 (aq)  H+ (aq) + NO3- (aq)

 Em uma solução aquosa de ácido forte, o ácido normalmente é a única fonte


significativa de íons H+ (da água é desprezível).
 Assim, o cálculo do pH de uma solução de ácido monoprótico forte é direto, pois
[H+] é igual a concentração original de ácido.
 Em uma solução de 0,1 mol/L de HNO3 (aq), por ex, [H+]=[NO3-] = 0,1 mol/L e o
pH seria 1, ou seja, uma solução de 0,1 mol/L de HNO3 consiste em 0,3 mol/L de
H+ e 0,3 mol/L de NO3- (tudo dissocia em íons).

 Bases fortes:
 Há poucas, as bases fortes solúveis comuns são os hidróxidos iônicos dos metais
alcalinos (grupo 1A) e alcalinos terrosos (2A), como NaOH, KOH e Ca(OH)2.
 Esses compostos dissociam-se completamente em íons em solução aquosa.  Obs: muitos ácidos fracos são compostos orgânicos constituídos só de H, C e O.
 Assim, o cálculo do pH também é direto, já que, por exemplo, uma solução de Esses compostos normalmente tem H ligados a O, e geralmente são os ligados ao
0,3mol/L de NaOH consiste em 0,3 mol/L de Na+(aq) e 0,3mol/L de OH-(aq). O que se ionizam, enquanto os ligados ao C não se ionizam.
 Cálculo do Ka pelo pH:
6- ÁCIDOS FRACOS:  Com o pH podemos descobrir a concentração de [H+] e assim calcularmos o Ka,
tendo apenas a concentração inicial do ácido.
 Ácido fraco é aquele que se dissocia (ioniza) parcialmente em solução aquosa.
 Podemos usar a constante de equilíbrio para a reação de ionização para expressar  Observação: a porcentagem de ácido ionizada é dada pela concentração de um
a extensão na qual um ácido fraco ioniza-se. dos produtos (H+ por exemplo), dividia pela concentração inicial do ácido.
 Exemplo 1: 1º Escrever o equilíbrio: HC2H3O2 (aq) <-> H+ (aq) + C2H3O2- (aq)
Preparou-se uma solução de 0,1mol/L de ácido fórmico (HCHO2), de pH=2,38.
a) Calcule Ka para o ácido fórmico. * OBS: escrevemos o H separado para indicar que ele é facilmente ionizável.
b) Qual a porcentagem de ácido ionizada nessa solução de 0,1 mol/L.
2º Escrever a expressão da constante de equilíbrio:
Solução: podemos fazer uma tabela, após determinar [H+] pelo pH, escrevendo: [Inicial],
variação e [equilíbrio], para determinarmos o Ka.

HCHO2 (aq) <-> H+(aq) + CHO2- (aq)


Ka = [H+].[HCHO2] / [HCHO2] 3º Usaremos, da mesma forma que anteriormente, uma tabela, onde definiremos como X
Pelo pH: 2,38 = - log [H+] => log [H+] = -2,38 => [H+] = 10^-2,38 = 4,2.10-³ mol/L. a concentração de H+ procurada.
Usando estequiometria: para cada molécula de HC2H3O2 que ioniza, um H+(aq) e um
*Usando a estequiometria, temos que, para cada molécula de HCHO2 que ioniza, um íon C2H2O2- (aq) devem ser formados.
de H+ e um de CHO2- são produzidos em solução. Assim, se X mol/L de H+ formam-se no equilíbrio, X mol/L de C2H3O2- também se formam
*Temos a concentração de H+ no equilíbrio, e assim temos a variação de [H+], pois e X mol/L de HC2H3O2 devem ser ionizados.
inicialmente tem 0, usando estequiometria descobrimos tudo.
HC2H3O2(aq) <-> H+ (aq) + C2H3O2- (aq)
HCHO2 (aq) <-> H+ (aq) + CHO2- (aq) Estequiometria 1 1 1
Estequiometria 1 1 1 Inicial (mol/L) 0,5 0 0
Inicial (mol/L) 0,1 0 0 Variação (mol/L) -X +X +X
Variação (mol/L) -4,2.10-³ +4,2.10-³ +4,2.10-³ Final (mol/L) (0,5-X) X X
Final (mol/L) 0,1 - 4,2.10-³ +4,2.10-³ +4,2.10-³

 Desprezamos a concentração muito pequena de H+ devido a ionização da H2O.


a) Ka= (4,2.10-³).(4,2.10-³) / (0,1 - 4,2.10-³) = 1,8.10-4

b) A porcentagem de ácido ionizada é dada pela concentração de H+ ou CHO2- no


equilíbrio, dividida pela concentração inicial do ácido, multiplicada por 100%.

Porcentagem de ionização = [H+] equilíbrio / [HCHO2]inicial x 100%


= (4,2.10-³/ 0,1) x 100% = 4,2%  Neste caso, podemos resolver por bhaskara, ou então usar o “bom senso
químico”: como Ka é muito pequeno, o numerador deve ser bem menor que o
 Usando Ka para calcular o pH: denominador, então x é um número muito pequeno, portanto 0,5 – x ~ 0,5
 Sabendo o Ka e a concentração inicial, podemos calcular [H+](aq) em uma solução  O resultado será o mesmo.
de ácido fraco.
% dissociação = [H+]eq / [HC2H3O2] inicial = (3.10-³ / 0,5) x 100% = 0,6%.
 Exemplo: Calcular o pH duma solução de 0,5 mol/L de ácido acético (HC2H3O2), pH = - log [H+] -> pH= - log 3.10-³ = 2,52.
cujo Ka= 1,8.10-5. Qual a porcentagem de dissociação?
 Observação:
 A porcentagem de ionização de um ácido forte, é maior que a de um ácido fraco,
tendo um Ka maior e um pH menor (mais ácido)

7- ÁCIDOS POLIPRÓTICOS:

 São ácidos que tem mais de um H ionizável (mais de 1 próton disponível).


 Esses ácidos podem se dissociar em etapas sucessivas, tendo cada uma delas uma
própria constante de dissociação.
 Usaremos a “nomenclatura” Kav, onde v=1,2... e v indica qual próton está se
ionizando, se for Ka2, se refere ao equilíbrio envolvendo a remoção do 2º próton
de um ácido poliprótico

 Exemplo: Cada um dos átomos de H no ácido sulforoso (H2SO3) pode ionizar-se


em etapas sucessivas (nesse caso, 2).

 Observação H2SO4:
 O valor de Ka1 aparece como grande, pois o ácido sulfúrico é um ácido forte em
relação a remoção do 1º próton (reação toda a direita, ionização completa).
H2SO4 (aq) <-> H+(aq) + HSO4- (aq) (ionização completa)
 Mas, HSO4- é um ácido fraco, com Ka2 baixo.

 Observação geral:
 Ka2 é muito menor que Ka1, o que era de se esperar, já que é mais fácil um próton  Como Ka1 é muito maior que as próximas constantes de dissociação pra esses
ser perdido da molécula neutra H2SO3 do que do íon HSO3- carregado ácidos polipróticos, quase todos os H+(aq) na solução vem da 1º ionização.
negativamente, que atrai o próton mais fortemente (positivo)  Desde que os valores sucessivos de Ka difiram por um fator de 10³ ou mais,
conseguimos uma boa estimativa do pH de solução de ácidos polipróticos
considerando apenas Ka1.
 Sempre é mais fácil remover o 1º próton de um ácido poliprótico do
que o 2º (e assim por diante).  Exemplo: Calcule a concentração de todas as espécies de soluto em uma solução
de H2SO3 0,1 mol/L. Onde Ka1=1,3.10-² e Ka2=6,3.10-8.
 Assim, os valores de Ka tornam-se menores à medida que os prótons
são sucessivamente removidos.
 Falta descobrir a quantidade de SO3-² presente. Analisando a Ka2:  Uma base de Bronsted-Lowry é um receptor de prótons. Se C for tal base:

 As duas abordagens são equivalentes, mas o de BL é mais útil para bases fracas.

 Exemplo: A base fraca mais comumente encontrada é a amônia:


 Amônia em água: forma base fraca de arrhenius: NH4OH
 Observação:
 O valor de [H+] apenas para a segunda dissociação também é 6,3.10^-8, pois a
proporção é 1-1. Esse valor é negligenciável quando comparado com o produzido
pela primeira: 3.10-².
 6,3.10^-8 também representa o número de mol/L de HSO3- consumida na  Mas na verdade, moléculas de NH4OH não existem.
segunda dissociação. Este nº é muito pequeno quando comparado a 3.10-² mol/L  Uma maneira de contornar isso é tratar a amônia como base de BL:
formado na 1º dissociação, justificando o fato de ter sido desprezado no primeiro
cálculo.

8 – BASES FRACAS:

 As bases fracas reagem com a água, “recolhendo” prótons de H2O, com isso
formando o ácido conjugado da base e íons OH-  Mas, é claro que o resultado é o mesmo, independentemente de considerar a
 A dissociação é semelhante a um ácido fraco, mas aqui a atenção é focalizada na base como NH4OH ou NH3 (algumas tabelas usam NH3, outras NH4OH.
produção de íons OH-.  No Equilíbrio:
 A constante é dita Kb (constante de dissociação básica).

A constante Kb sempre se refere ao equilíbrio no qual uma base reage com


H2O para formar o ácido conjugado correspondente e OH-.
Kb (NH3) = Kb (NH4OH) = 1,8.10^-5.
 Expressão do Kb:

 Sendo o hidróxido DOH uma base fraca de Arrhenius, sua dissociação é:


9 – RELAÇÃO ENTRE Ka e Kb:

 Outra forma de expressar é em pKa (= - log Ka) e pKb (- log Kb):

10 – HIDRÓLISE: PROPRIEDADES ÁCIDO-BASE DE SOLUÇÕES DE SAIS:


 Exemplo: Qual a concentração de OH- em uma solução de 0,15mol/L de NH3?
Sol: Da mesma forma que anteriormente, queremos [OH-], tendo a concentração inicial.  Hidrólise (quebra pela água) é uma reação entre um ânion ou um cátion e água,
com fornecimento de íons OH- ou H+ para a solução.
1º NH3(aq) + H2O(l) <-> NH4+ (aq) + OH- (aq).  Vimos que os íons podem ter propriedades ácidas ou básicas. Por exemplo,
2º Kb = [NH4+]. [OH-] / [NH3] = 1,8x10^-5 (H2O liquido/solvente não entra, ignoramos) calculamos Ka para NH4+ (cátion) e Kb para F- (ânion).
3º Tabela: NH3(aq) + H2O (l) <-> NH4+ (aq) + OH- (aq)  Isso implica que as soluções de sais podem ser ácidas ou básicas.
Estequiometria 1 1 1 1  As propriedades das soluções de sais devem-se ao comportamento de seus cátions
Inicial (mol/L) 0,15 - 0 0 e ânions constituintes (considerando eles completamente dissociados)
Variação (mol/L) -X - +X +X  O pH de uma solução aquosa de sal pode ser previsto considerando-se os íons pelo
Final (mol/L) 0,15 – X - X X
qual o sal é composto.

(x). (x) / (0,15-x) = 1,8.10^-5 => Podemos usar bhaskara ou bom senso químico:
 Hidrólise do Ânion:
=> Pegando X>0 -> X= 1,6x10-³ mol/L
=> Então: [NH4+] = [OH-] = 1,6x10-³ mol/L
 Um ânion que hidrolisa (remove um próton da H2O) é uma base conjugada de um
ácido, e a hidrólise de um ânion é uma transferência de próton da água para o
 Tipos de Bases Fracas:
ânion.
 Como reconhecer a partir de uma formula quimica se uma molécula ou íon é
 Como vimos, quanto mais fraco é um ácido, mais forte é sua base conjugada
capaz de comportar-se como uma base fraca? Há 2 categorias gerais:
(quanto mais fraco for um ácido, mais fortemente seu próton está ligado a
molécula, e assim, maior a tendência de seu ânion hidrolisar pra formar o ácido)
 Substâncias neutras que tem um átomo com um par não ligante que pode servir
 A produção de hidróxido por um ânion que reage com água depende da força do
como um receptor de próton. A maioria dessas contém um átomo de Nitrogênio
ácido com o qual ele é conjugado.
(como NH3 e compostos com amina). Ex: NH2CH3, NH3.
 Pra saber o ácido e ver sua força, basta adicionar um próton a formula do ânion.
 Ânions de ácidos fracos: Por exemplo, numa solução aquosa de NaClO, ele
 Ácido Forte:
dissolve e forma íons Na+ e ClO-. O íon Na+ é um ion espectador nas reações
ácido base. Mas o íon ClO- é a base conjugada de um ácido fraco, assim age como  Se o ácido determinado for um dos ácidos fortes, o ânion em questão terá pouca
uma base fraca em água. tendência de remover prótons da água (pois não existe a tendência de um ácido
ClO- (aq) + H2O (l) <-> HClO (aq) + OH- (aq) Kb= 3,33x10^-7 forte se formar em solução, através dos íons), e teremos dissociação completa,
sem tendência em formar novamente o ácido.
 Exemplo: O íon cloreto Cl-, hidrolisa em solução aquosa?  Resumindo:
1º Ver ácido: Adicionando um próton: HCl HCl  H+(aq) + Cl- (aq)  Ácido forte: ânion não hidrolisa (não reage com água)
2º Trata-se de um ácido forte, portanto ele se dissocia completamente, então tem  Ácido fraco: ânion hidrolisa e forma um ácido fraco e íons OH- (deixa + básico).
pouca tendência para que H+ e Cl- combinem entre si pra formar HCl.
Portanto, a hidrólise do Cl- (remover H+ da água) não ocorre.  Hidrólise do Cátion:
Cl- (aq) + H2O <-> HCl (aq) + OH- (essa seria a eq da hidrólise, que não ocorre)
 Um cátion que hidrolisa pode ser considerado um ácido conjugado de uma base
 Ácido Fraco: fraca, assim ele doa um próton para a água, produzindo íons hidrônio e baixando
 Se o ácido não for um dos 7 ácidos fortes, ele é um ácido fraco. o pH (tornando mais ácido).
 Considerando o ácido fraco como HX, sua base conjugada, o ânion, X- reagirá com  Para saber se a base é fraca ou forte, basta adicionarmos um íon OH- ao cátion.
a água para produzir o ácido fraco e íons hidróxidos (OH-), fazendo com que o pH  Logo, um cátion que hidrolisa tem como produtos uma base fraca e íons H+,
da solução aquosa fique mais básico do que ele seria (ph maior). deixando a solução mais ácida (diminui o pH)
 Um ânion que hidrolisa (reage com a água) produz um ácido fraco e íons OH-.  Sendo M+ um cátion que hidrolise, podemos representar pela equação:

 Exemplo: O íon acetato (C2H3O2-) hidrolisa em água?


1º Ácido conjugado: HC2H3O2 (ácido fraco)  Cátions de bases fortes não hidrolisam, pois não tem a tendência de doar um
2º Trata-se de um ácido fraco, então esse íon reage com água pra produzir ácido próton H+ para a água.
acético e íons hidróxido, aumentando o pH da solução. Sua hidrólise é:
C2H3O2- (aq) + H2O (l) <-> HCH3O2 (aq) + OH- (aq).  Constantes para Reações de Hidrólise de Cátions:

 Ânion Anfótero:
 São aqueles que podem agir como ácidos ou bases.
 Podem ser bases, por serem ânions, mas podem ser ácidos, pois é um ânion que
tem um próton ionizável, como o HSO3- ou HPO4-²
 O comportamento deles na água depende de Ka e Kb: se Kb for maior, é uma  Resumindo:
solução básica (age como uma base) e se Ka for maior, age como um ácido.  Base fraca: cátion hidrolisa e forma uma base fraca e íons H+ (deixa + ácido).
 Base forte: cátion não hidrolisa (não reage com a água pra formar a base).
 Constante para Reações de Hidrólises de ânions:
 Quando o ânion A- hidrolisa, o seguinte equilíbrio é estabelecido:  OBSERVAÇÕES:
1) Apenas um íon (cátion ou ânion) que hidrolisa que afeta o pH.

 Sendo Kh a constante de hidrólise, pra calcular seu valor usamos outros dados: 2) Quanto maior o Kh, maior é a hidrólise do cátion ou ânion.
Se a base ou o ácido forem fortes, seus Kb ou Ka serão altos, e assim Kh
será pequeno, indicando que não ocorre hidrólise, e portanto não afeta o
pH.
Constante de hidrólise para ânions.
3) É unindo essas 2 expressões do Kh que obtemos a relação: Ka.Kb = Kw.
 Exemplo geral: Determine se o sal Na2HPO4 formará uma solução ácida ou Sal: NaC2H3O2(aq)  Na+ (aq) + C2H3O2 – (aq) (ioniza completamente)
básica ao se dissolver na água. Sendo Ka (H2PO4) = 6,2.10^-8
1° Como Na2HPO4 é um composto iônico, dividimos em seus íons  Adicionando esse sal, ele se ioniza e, a adição de C2H3O2- através do sal
componentes: Na+ e HPO4-². NaC2H3O2 faz com que o equilíbrio se desloque para a esquerda, diminuindo a
2º Na+ = cátion que vem da base NaOH, que é uma base forte, então Na+ não concentração de H+ no equilíbrio.
afeta o pH, pois não hidrolisa. Assim, Na+ é apenas um íon espectador.  Assim, o pH torna-se mais básico (seu valor aumenta).
3º HPO4-² = trata-se de um ânion anfótero, pois pode, em água, agir como
uma base (por ser um ânion e vir de um ácido fraco H2PO4) ou como um ácido  Exemplo 2 (cálculo): Qual o pH de uma solução preparada pela adição de 0,3
(por ter um próton ionizável que pode doar pra água) mol de ácido acético (HC2H3O2) e 0,3 mol de acetato de sódio (NaC2H3O2)
HPO4-² (aq) <-> H+ (aq) + PO4-³ (aq) -> age como ácido em quantidade suficiente de água pra perfazer 1L de solução?
HPO4-² (aq) + H2O <-> H2PO4- (aq) + OH- (aq) -> age como base.
1º Identificamos as espécies principais na solução e consideramos seu pH:
Obs: H2PO4 é um ácido fraco, mas por quê? Trata-se de um ácido que vem do HC2H3O2 é um eletrólito fraco e NaC2H3O2 é um eletrólito forte, as principais
H3PO4, sendo então sua 2º dissociação (Ka2), tendo um baixo Ka. espécies são: HC2H3O2 (ácido fraco), Na+ (nem ácido nem básico, não sofre
hidrólise) e C2H3O2- (base conjugada de HC2H3O2).
Para saber: temos Ka do H2PO4 e sabemos que Ka.Kb=Kw
Calculando Kb do HPO4-² teremos: Kb= 1,6x10^-7 e Ka= 6,2x10^-8 2º Identificamos a reação de equilíbrio que importa: O pH da solução será
Se fossemos procurar o Ka do HPO4-², veremos que ele é bem menor do que o controlado pelo equilíbrio de dissociação de HC2H3O2, que envolve tanto
do H2PO4. HC2H3O2 como C2H3O2-.
Então, sabemos que o Kb do HPO4-² é bem maior que o Ka do HPO4-². HC2H3O2 (aq) <-> H+ (aq) + C2H3O2- (aq)
Portanto, ele age como uma base, sendo assim uma solução básica.
3ºComo NaC2H3O2 foi adicionado a solução os valores de [H+] e [C2H3O2-]
11- EFEITO DO ÍON COMUM: Não serão iguais. O íon Na+ é apenas espectador, e não influencia o pH.

 Vamos considerar agora soluções que contém não apenas um ácido fraco 4º Calculamos as concentrações no equilíbrio de cada uma das espécies que
(eletrólito fraco), mas também um sal solúvel desse ácido. participa do equilíbrio: tabela:
 Usaremos Le chatelier para ver se o pH fica mais ácido ou mais básico. HC2H3O2 <-> H+ + C2H3O2-
 Lembrando que a maioria dos sais são eletrólitos fortes (dissociam-se Estequiometria 1 1 1
completamente em água). Inicial (mol/L) 0,3 0 0,3
Variação (mol/L) -X +X +X
O grau de ionização de um eletrólito fraco (ácido fraco) é diminuído pela adição à Equilíbrio (mol/L) 0,3 – X X 0,3 + X
solução de um eletrólito forte (sal) no qual há um íon comum com o eletrólito fraco
Adicionando um íon comum à um ácido fraco: diminui [H+] e aumenta pH (mais básico) A concentração no equilíbrio de C2H3O2- (íon comum) é a concentração inicial
relativa ao sal NaC2H3O2 (0,3 mol/L) mais a variação na concentração (x)
 Exemplo 1: Determine se o pH da solução HC2H3O2 aumenta ou diminui com relativa a ionização do ácido HC2H3O2
a adição do sal NaC2H3O2:
Sol: 5º Cte do equilíbrio: Ka = 1,8.10^-5 = [H+].[C2H3O2-] / [HC2H3O2]
1º O ácido em questão é fraco, e o sal é um eletrólito forte, logo, temos: 6º Resolvendo, temos X= 1,8x10^-5 mol/L = [H+]
Ácido: HC2H3O2 (aq) <-> H+ (aq) + C2H3O2- (aq) 7º pH = - log (1,8x10^-5) = 4,74.
Uma solução de 0,3 mol/L de HC2H3O2 tem pH=2,64 ([H+]= 2,3x10-³),  Exemplo: Usando o exemplo anterior: HC2H3O2 / C2H3O2-:
portanto a adição de um íon comum diminui [H+] e aumenta o pH.
a) Se [HC2H3O2] = [C2H3O2-] -> pH = pKa => pKa= - log (1,8.10^-5) = 4,74
12- SOLUÇÕES-TAMPÃO: b) Adicionando OH-: se inicialmente tínhamos [HC2H3O2] = [C2H3O2-] = 1 mol/L,
adicionando 0,1 mol/L de OH-, qual será o novo pH?
 São soluções que sofrem apenas pequena variação de pH quando a elas são
adicionados íons H+ ou OH-. Ex: mar, sangue. HC2H3O2(aq) <-> H+ (aq) + C2H3O2- (aq).
 São soluções que contém um par ácido-base conjugado, sendo o ácido fraco ou a Adicionando OH-, neutralizo H+ e o equilíbrio vai para , assim a concentração do
base fraca misturados com um sal do ácido ou da base. ácido HC2H3O2 diminui e da base conjugada C2H3O2- aumenta.
 Elas resistem as variações no pH pois contém tanto espécies ácidas pra neutralizar Por estequiometria, adicionando 0,1 mol/ L de OH-, neutralizo 0,1 mol/L de H+ e
os íons OH- quanto espécies básicas pra neutralizar os íons H+. assim 0,1 mol/L do ácido serão “gastos” pra formar 0,1 mol/L da base.
 Mas, as espécies ácidas e básicas que constituem o tampão não podem consumir
uma a outra pela reação de neutralização. Então: pH = pKa + log [C2H3O2-] / [HC2H3O2]
 Para preencher essas exigências, é uma solução que contem um ácido mais a sua
base conjugada em concentrações aproximadamente iguais.

 Exemplo: Como a combinação HC2H3O2/ C2H3O2- tampona a solução:

 Exemplo: Qual a quantidade de matéria de NH4Cl que deve ser adicionada a


2L de 0,1mol/L de NH3 pra formar tampão de pH=9. Sendo: Kb=1,8.10^-5
NH3 (aq) + H2O (l) <-> NH4+ (aq) + OH- (aq) NH3= base.

 Equação de Henderson-Husselbach:
 Usada para analisar o pH de uma solução tampão:

 Adição de ácidos ou bases fortes aos tampões:


*Observações:  Podemos supor que o ácido forte (ou a base forte) é completamente consumido
1)[Base] e [ácido] = concentrações (mol/L) no equilíbrio do par ácido-base conjugado. pela reação com tampão (desde que não tenha concentração maior que a dos
2) Se [base]=[ácido] , pH = pKa (melhor tampão) componentes do tampão).
3) Tendo Kb, podemos achar pKb e depois pKa = 14 – pKb  O que ocorre é uma reação de neutralização ácido-base.
4) A adição de pequenas quantidades de H+ ou OH- a uma solução, fará com que o ácido se
converta na base conjugada ou vice-versa. Mas a relação entre as concentrações do ácido Sendo: HX ácido fraco e X- sua base conjugada, considere o tampão:
e base não mudam muito, e assim, pela forma, não altera muito o pH. HX (aq) <-> H+ (aq) + X- (aq)
 Adição de Ácido forte: b) Pra determinar o pH de uma solução de 0,02 mol NaOH em 1L de água pura,
 Adicionando um ácido forte, irei aumentar a concentração de H+, deslocando o encontramos o pOH = - log 0,02 e depois achamos o pH:
equilíbrio para a esquerda, aumentando [HX] e diminuindo [X-]. pH= 14 – 1,7 = 12,3

 Adição de base forte:


 Adicionando uma base forte, os íons OH- irão neutralizar os íons H+, diminuindo
sua concentração e deslocando o equilíbrio para a direita, aumentando a [X-] e
diminuindo [HX].  Veremos agora os equilíbrios envolvidos na dissolução ou precipitação dos
compostos iônicos (reações heterogêneas).
 Calculando como o pH do tampão responde à adição de ácido ou base fortes:
1° Considere a reação ácido-base e determine seu efeito em [HX] e [X-]. Essa  Solubilidade de sólidos iônicos:
etapa do procedimento é o cálculo estequiométrico.  Quando um sólido iônico não ionizável (não eletrólito) se dissolve em água, não há
2° Use Ka e as novas concentrações de HX e X- da etapa 1 pra calcular [H+]. Essa separação em íons, e assim a solução resultante tem só moléculas neutras.
etapa é o cálculo do equilíbrio e é melhor ser feito com Henderson-hasselbach.
 Exemplo: Uma solução saturada de sacarose tem apenas moléculas de sacarose
 Exemplo: em equilíbrio com um excesso de soluto que não se dissolve.
1) Um tampão é preparado pela adição de 0,3 mol/L de HC2H3O2 e 0,3 mol de C12H22O11 (s) <-> C12H22O11 (aq).
NaC2H3O2 em água suficiente pra fazer 1L de solução. O pH do tampão é 4,74.
a) Calcule o pH dessa solução depois que 0,02 mol/L de NaOH é adicionado  Quando um eletrólito forte (compostos iônicos) sólido se dissolve, pelo menos 2
b) Qual o pH resultante se 0,02 mol de NaOH fosse adicionado a 1L de água pura. tipos de partículas (íons) são liberados para a solução e rapidamente se estabelece
o equilíbrio entre o sólido não dissolvido (que fica no fundo) e os íons hidratados
a) 1º Calculo estequiométrico: que estão em solução.
Supomos que OH- vindo de NaOH seja completamente consumido por HC2H3O2, o ácido
fraco constituinte do tampão. Escrevemos a quantidade de matéria de cada espécie antes  Exemplo: Em uma solução saturada de NaCl, íons sódio e íons cloreto em solução
e depois da reação de neutralização (escrita abaixo) estão em equilíbrio com o excesso de NaCl sólido.
Como a quantidade de OH- adicionada (0,02) é menor que a quantidade de HC2H3O2 , NaCl (s) <-> Na+ (aq) + Cl- (aq).
todo OH- será consumido. Uma quantidade igual de HC2H3O2 será consumida, e a mesma
quantidade de C2H3O2- será produzida:  Produto de Solubilidade (Kps):
Antes da reação: 0,3 mol + 0,02 mol 0,3 mol  Como a reação de equilíbrio descreve a dissolução de um sólido, a constante de
HC2H3O2(aq) + OH-  H2O(l) + C2H3O2- (aq) equilíbrio que indica quão solúvel o sólido é em água é chamada de constante do
Depois da reação: 0,28 mol + 0 mol 0,32 mol. produto de solubilidade ou só produto de solubilidade: Kps.
 Em geral, Kps é a constante de equilíbrio para o equilíbrio que existe entre um
2º Cálculos de equilíbrio: soluto sólido iônico e seus ions em uma solução aquosa saturada.
Vamos pra ionização do ácido acético (equilíbrio que determinará o pH).  Na expressão do equilíbrio, não se colocam sólidos, portanto:
HC2H3O2 <- > H+ (aq) + C2H3O2- (aq)
Usando as [ ] depois da reação de neutralização, determinamos o novo pH: A solubilidade do produto é igual ao produto da concentração dos íons envolvidos no
pH= 4,74 + log 0,32/0,28 = 4,8 equilíbrio, cada um elevado à potência de seu coeficiente estequiométrico na equação
de equilíbrio.
 Lembrando que solubilidade é a quantidade que pode se dissolver no solvente,
enquanto Kps é uma constante do equilbrio.

 Exemplos: 3) Para CaF2, Kps = 3,9.10-¹¹. Supondo que dissocie completamente. Qual a
solubilidade de CaF2 em g/L?
CaF2 (s) <-> Ca+² (aq) + 2F- (aq)
Kps = [Ca+] . [F-]²

Podemos fazer uma tabela, da mesma forma que antes:


 Exemplos numéricos: Supondo que X mol/L de CaF2 se dissocie completamente quando o equilíbrio é atingido
1 ) Sabendo que, na análise da solução de Ag2CrO4 em equilíbrio, a concentração CaF2 (aq) <-> Ca+² (aq) + 2F- (aq)
de íons prata é 1,3.10^-4 mol/L. Supondo que Ag2CrO4 dissocia-se Estequiometria 1 1 2
completamente em água. Calcule o Kps: Inicial (mol/L) - 0 0
Variação (mol/L) - +X +2X
Final (mol/L) - Não importa X 2X
1º Relação estequiométrica:
Ag2CrO4 (s) <- > 2Ag+ (aq) + CrO4-² (aq) Kps= [Ag+]² . [CrO4-²]
Agora usando Kps = X. (2X)² => 4X³ = 3.9X10-¹¹ => X= 2,1X10^-4 mol/L.
1 mol 2 mol 1 mol
Equilíbrio: 1,3.10^-4 x = 0,67.10^-4 mol/L de CrO4-² no equilíbrio.
 Assim, a solubilidade molar (mol/L) de CaF2 é 2,1x10^-4 mol/L. A massa de CaF2
que se dissolve em água pra formar um litro de solução é:
Kps = [1,3.10^-4] . [0,67.10^-4]² = 1,1. 10-¹²
1 mol CaF2 – 7,81 g
2,1x10^-4 - x x= 1,6x10-² g/L de CaF2.
 Observação:
 Se for dado o valor da solubilidade de algum composto, esse valor é igual a
concentração dele no equilíbrio, e ainda, todo esse composto dissolve-se, sendo a
concentração dos íons igual a esse valor (caso a estequiometria seja 1:1:1...)
1- FATORES QUE AFETAM A SOLUBILIDADE:
2) A solubilidade do cloreto de chumbo é 1,6.10-² mol/L a 25°C. Qual seu Kps?

a) Efeito do Íon Comum:


 Esse efeito reduz a solubilidade de um sólido iônico, devido a presença de cátions
ou ânions adicionais comuns aos do sólido.
 Mas, o valor de Kps não varia pela presença de solutos adicionais.

A solubilidade de um sal ligeiramente solúvel é diminuída pela presença de um


segundo soluto que fornece um íon comum.
 Observação:
 A solubilidade é dada, normalmente, em grama por litros, podemos através do Kps  Exemplo
descobrir sua solubilidade em determinada temperatura, e então transformar de 1) Em CaF2 (s) <-> Ca+² (aq) + 2F- (aq) : a presença de Ca+² ou F- em uma solução
mol/L para g/L. reduz a solubilidade de CaF2, deslocando o equilíbrio para .
2) Calcule a solubilidade molar de CaF2 em uma solução que é 0,01 mol/L de
NaF. Sendo Kps = [Ca][F-]= 3,9.10-¹¹.  Anfoterismo:

 Usando das mesmas técnicas (tabela), cuidando apenas que a concentração inicial  Substâncias anfóteras são as capazes de se comportar como ácido ou base.
de 2F- é 0,01 devido ao NaF dissolvido.  Essas substâncias, relativamente insolúveis em água neutras, são solúveis em
CaF2 <-> Ca+² (aq) + 2F- (aq) ácidos e bases fortes, justamente porque elas próprias podem se comportar como
Estequiometria 1 1 2 ácido ou base.
Inicial (mol/L) - 0 0,01  As substâncias anfoteras incluem óxidos e hidróxidos de Al+³, Cr+³, Zn+², Sn+².
Variação (mol/L) - +x + 2x
Equilíbrio(mol/L) - X 0,01 + 2x 2- PRECIPITAÇÃO E SEPARAÇÃO DE ÍONS:

 Resolvendo: 3,9.10-¹¹ = x . (0,01+2x)² => x= 3,9.10^-7.


 O equilíbrio pode ser atingido começando com as substâncias de qualquer lado de
 Assim, 3,9.10^-7 mol/L de CaF2 sólido deve se dissolver em 0,01 mol/L de NaF.
uma equação quimica.

b) Solubilidade e pH:
 Ou seja, o equilíbrio entre BaSO4 e Ba+² e SO4-² pode ser atingido com BaSO4
sólido, ou começando com soluções dos sais contendo Ba+² e SO4-², digamos
A solubilidade de sais ligeiramente solúveis contendo ânions básicos (OH- ou
BaCl2 e Na2SO4.
ânions que sofrem hidrólise) aumenta a medida que [H+] aumenta (à medida
que o pH é diminuído).
 Quando essas soluções são misturadas, BaSO4 precipitará se o produto das
 Exemplos: concentrações dos íons, Q= [Ba+²] . [SO4-²] for maior que o Kps.

1) Mg(OH2) (s) <- > Mg+² (aq) + 2 OH- (aq) Kps = [Mg+2].[OH-]² = 1,8x10-¹¹.  Já vimos a relação de Q e o sentido que a reação deve seguir.
 Uma solução saturada de MgOH2 tem um pH=10,52 e tem [Mg+²]=1,7.10^-4.  As possíveis relações entre Q e Kps são:
 Supondo que Mg(OH)2 solido esteja em equilíbrio com uma solução tamponada a
um pH= 9 (mais ácido).  Q > Kps: ocorre precipitação até que Q=Kps
 O pOH é 5, de forma que [OH-]= 1.10^-5.  Q = Kps: existe equilíbrio (solução saturada, sem precipitado).
 Q < Kps: dissolve-se o sólido até que Q=Kps.
 Como Kps é uma constante, seu valor não pode mudar, alterando [OH-], altero
também [Mg+²], que irá tentar compensar a mudança:
 Colocando o novo valor de [OH-] : [Mg+²] = 0,18 mol/L  Exemplo: Haverá formação de precipitado quando 0,1 L de 8.10-³ mol/L de
 Assim, Mg(OH)2 dissolve-se na solução até que [Mg+²] = 0,18 mol/L. Pb(NO3)2 for adicionado a 0,4L de 5.10-³ mol/L de Na2SO4? Se PbSO4 tem
 Fica claro que Mg(OH)2 é bastante solúvel. Kps=6,3.10^-7
 Se a concentração de OH- fosse reduzida ainda mais (mais ácido), a concentração
do íon Mg+² teria de aumentar, portanto uma amostra de Mg(OH)2 se dissolverá 1º O volume total final da mistura torna-se: 0,1L + 0,4 L = 0,5 L.
completamente caso se adicione ácido suficiente.
2º Pb(NO3)2 -> Tenho 8.10-³ mol -> 1 L
X -> 0,1L X = 8.10^-4 mol na mistura.
 A quantidade de mols não varia, então:
 Assim, a concentração molar de Pb(NO3)2 em 0,5 L de mistura é:
8,10-4 mols -> 0,5 L
X -> 1 L X = 1,6.10-³ mol/L na mistura.

3º Na2SO4: Tenho 5.10-³ mol -> 1 L


X -> 0,4L X= 2.10-³ mol na mistura de Na2SO4

 A quantidade de mols não varia, então tenho esse nº de mols em 0,5L.


 [SO4-²] em 0,5 L é: 2.10-³ mol -> 0,5L
X mol -> 1 L X= 4.10-³ mol/L na mistura.

Temos então: Q = [Pb+²] . [SO4-²] = 6,4.10^-6 > Kps


Portanto, PbSO4 precipitará.

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