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Hamartiologia- Soteriologia

Aluno:
A doutrina da Salvação
Introdução:

Antes de dizer “seja a luz” Deus disse “seja a cruz”.


A queda do homem não pegou a Deus de surpresa, uma das grandes afirmações das
Escrituras é que Cristo foi destinado antes da fundação do mundo para entregar sua
vida e providenciar um meio de salvação para o homem.
A Soteriologia (gr. soteria + logos) é o estudo ou a doutrina da salvação.
A doutrina da salvação é tão simples que qualquer pessoa, adulto o criança, a pode
entender e experimentar o seu poder transformador, mas ao mesmo temo é tão
profunda que inúmeros livros tem sido escritos sobre ela, e a maior parte dos
estudiosos concordam com que a sabedoria de Deus manifestada nela excede a
compreensão das mentes mais avantajadas. (1 Cor 1:26,27, Rom 11:30-33)

Como crentes em Cristo Jesus, a nossa motivação para o estudo desta doutrina não
pode ser simplesmente intelectual. Confiamos que este estúdio nos capacitará em
primeiro lugar para nos gozar e louvar a Deus pelo que já temos (Ef 1:3) e também
nos permitirá compartilhar a mensagem do Evangelho de maneira fiel à Palavra de
Deus. (Ef 1:3, Gal 1:7-10)

Lição 1: Salvação... de quê?


O Inferno é de verdade.

Tim Keller disse que se bem a maioria dos comentaristas e teólogos creem que as
imagens bíblicas de fogo e trevas são metafóricas, isso não representa consolo
nenhum, pois quando nas Escrituras são usadas metáforas para descrever realidades
espirituais, estas ficam aquém da verdade literal. O fogo e a escuridão são formas
vívidas para descrever o que acontece quando perdemos a presença de Deus. A
escuridão se refere ao isolamento e o fogo à desintegração de estar separados de
Deus.

A. A importância da doutrina do inferno


a. É importante porque Jesus ensinou sobre o inferno
i. Jesus falou do “fogo eterno” como destino final dos que
rejeitaram a Deus. Mat 25:41al fuego eterno,46
ii. Jesus disse que o “inferno de fogo” é o castigo pelo pecado. Mat
5:22 fatuo, al fuego del infierno..., 18:8-9 mejor sin mano que
enterro al infierno...
iii. Jesus disse que o inferno é um lugar real, e os sofrimentos lá são
bem mais terríveis do que o sofrimento na terra. Mat 10:28 no
temas a los que matan el cuerpo...
iv. Se Jesus sendo amoroso e misericordioso, ensinou tanto sobre o
inferno e duma forma tão vívida, então deve ser uma verdade
crucial
b. É importante porque mostra quanto nós dependemos de Deus.
i. Essencialmente o inferno é a separação da presença de Deus.
ii. Sendo que o homem foi criado para viver em comunhão com
Deus, a separação de Deus impede cumprir esse propósito. O
sentido de “fazer perecer” em Mat 10:28 não é deixar de existir
mas uma condição de sofrimento e desespero.
iii. Neste mundo ainda os que vivem sem se importar de Deus
desfrutam da sua graça (At 14:16-17lluvias y tempos
fructíferos...; Sal 104:10-30 producción alimento etc; Tg. 1:17
toda boa dadiva...)
c. É importante porque mostra a gravidade e o perigo de viver sem Deus.
i. Poderíamos dizer que pecado é amar o que Deus odeia, e odiar o
que Deus ama. Deus permite ao homem ter aquilo que seu
coração deseja. Rom 1 e 2.
ii. O inferno é Deus nos entregando ativamente àquilo que nosso
coração desejou. C.S. Lewis disse: “só existem dois tipos de
pessoas, aqueles que dizem a Deus “faça-se tua vontade” e
aqueles aos que Deus dirá no juízo final: “faça-se se tua vontade”
d. É importante porque é a única forma de sabermos o quanto Jesus nos
amou
i. Jesus experimentou o abandono de Deus (Mat 27:46)
ii. Jesus disse “Está consumado” (Jo 19:30), isso significa que ele
suportou mais do que todos os infernos juntos (Is 53:5)
iii. O sofrimento de Jesus mostra quanto valemos para Ele (Is
53:11)

B. As características do castigo no inferno Mat 25:34-46


a. É um castigo privativo. Vs 41. Como vimos, o terrível do inferno é a
separação total da presença de Deus. Os que entrem na eternidade sem
Deus serão privados da presença de Deus. (Ver A.b)
b. É um castigo positivo. (Será efetivamente cumprido) V.46. Irão estes...
Existem em nossos países muitas condenas que logo, por diversos
motivos, não são efetivamente cumpridas, mas não será assim no caso
daqueles condenados para o inferno. Alguns acham que um Deus que é
amor, no final não condenará ninguém, mas lembremos que Deus é
justo, e se ele não poupou seu próprio filho do castigo, também não
poupará aqueles que o rejeitaram. Interessante o que Dante escreveu
na porta do Inferno:

Por mim se vai à cidade dolente,


por mim se vai à eterna dor,
por mim se vai entre a perdida gente.
Justiça moveu o meu alto feitor;
fez-me a divina potestade,
a suma sapiência e o primeiro amor.
Antes de mim não foram coisas criadas
senão eternas, e eu eterna duro.
Deixai toda esperança, vós que entrais.

O escritor Jairo de Oliveira disse: “o amor não é um sentimento


condescendente. Ele também não é a única virtude divina e não age de
maneira independente das demais. Além do amor, a natureza de Deus
possui características como santidade, bondade, verdade, justiça e
muitas outras. Em Deus, todos esses atributos convivem
harmoniosamente: o amor não se alegra com a injustiça mas se alegra
com a verdade”. Visto doutra maneira, se a bondade de Deus deixasse
sem castigo a maldade humana, então não seria bondade!

c. É um castigo pessoal. V 46. E irão estes...


Em 2 Tes 1:8-9 Paulo ensina que o castigo será para aqueles que não
conhecem a Deus e não obedecem ao evangelho.
Cada um será julgado segundo as suas próprias obras. Ap 20:12

d. É um castigo permanente. V46. Irão... paro o castigo eterno.


Aqueles que vão para o inferno, não tem sequer a esperança de morrer.
Alguém disse: “Se o castigo não fosse eterno, no mesmo instante em
que o castigo acabasse a cruz de Cristo deixaria de ter sentido”

Lição 2: Salvação... por que?


Segundo a Bíblia toda ação de Deus não tem motivação alguma fora de si mesmo. Ele
é soberano e tudo o que ele faz o faz com total liberdade.
A razão pela qual Deus salva está no primeiro lugar nEle.
Deus salvou o povo de Israel da escravidão “por amor de seu Nome” (Sal 106:8 Mas
ele os salvou por amor do seu nome, para lhes fazer notório o seu poder. )
O apóstolo Paulo, logo de descrever o que Jesus fez para salvar os homens deixa claro
que o alvo principal é que Cristo seja exaltado e Deus glorificado (Fil 2:5-11)
Mas a Bíblia também mostra que a salvação tem a ver com a natureza e condição do
homem e com o caráter de Deus.

A. A grandeza e miséria do homem.


a. O homem é o único ser na criação que foi feito a imagem e semelhança
de Deus. (Gén 1:26)
b. O homem recebeu autoridade de Deus (Gên 1:26)
c. Porém a condição do homem depois da queda é terrível:
i. Separado (Gn 3.9; Ef 2.11-13). O pecado separa o homem de
Deus. Não há vida nem amizade com o Criador.
ii. Culpado (Gn 3.10-11; Sl 51.4; Rm 1.20; 3.19; Ef 2.1-3). Essa é a
condição do homem diante de Deus. Nós somos culpados diante
de Deus por causa do que somos.
iii. Condenado (Gn 3.14-19; Jo 3.17-18; Rm 3.9-23; 2Ts 1.7-9).
Aquele que não está em Cristo, já está condenado.
iv. Morto (Gn 3.3; Rm 5.12; 6.23; Ef 2.1). Morte significa separação.
Envolve a morte física, espiritual e eterna. O homem sem Cristo
também está espiritualmente morto.
v. Depravado (Gn 5.1-3; Rm 3.9-23; Cl 2.13). É o estado do homem
sem Cristo. Não tem nada a ver com a conduta ou
comportamento do homem, mas com o seu estado ou condição
diante de Deus.
vi. Devedor (Cl 2.13-14). Por causa do pecado o homem está em
dívida com Deus. Mas, ele não tem condição nenhuma de quitar
essa dívida.
vii. Inimigo (Rm 8.7-8). O homem não pode agradar a Deus,
portanto, é inimigo Dele.
viii. Sob o poder de Satanás (2Co 4.3-4; Gl 4.8; Ef 2.1-3; 1Jo 5.19). O
homem encontra-se também sobre a influência de Satanás

B. O caráter de Deus
O caráter de Deus é revelado nas Escrituras e na forma como Ele agiu com as
pessoas.
a. Santo (Lv 19.2; Is 6.3; 57.15; 1Pe 1.15-16). Deus é perfeito e o padrão
de tudo o que é correto. Ele é separado daquilo que é mal ou do pecado
(1Jo 1.5). A santidade é o atributo que O distingue de todas as criaturas
e que O exalta acima de todas elas.
b. Justo (Dt 32.4; Sl 11.7; 119.137; Is 45.21; Dn 9.7,14). Deus sempre faz o
que é certo. Todas as suas decisões e ações estão corretas. A justiça de
Deus tem dois aspectos: a justificação do pecador e a condenação do
ímpio.
c. Amoroso (Jo 3.16; Rm 5.8; Ef 2.4-5; 1Jo 4.7-21). É um atributo
difícil de definir. É o Seu desejo e interesse pelo bem estar de Suas
criaturas. No amor de Deus está incluso a Sua misericórdia e graça.
O amor de Deus para com a humanidade não é algum tipo de força
cósmica impessoal que opera inexoravelmente por uma lei do universo,
mas é intensamente pessoal. Deus ama cada um de nós com uma
paixão. Nós achamos esse incrível fato extremamente difícil de
acreditar, e ainda mais difícil de entender. Olhamos para dentro de nós
para encontrar a razão de Seu amor. Todavia, não seria reconfortante
se Deus nos amasse por merecermos ou incitarmos Seu amor de
alguma forma, pois poderíamos mudar e perder essas características
atrativas, perdendo assim Seu afeto. Em vez disso, é encorajador saber
que Ele nos ama por causa de quem Ele é nEle mesmo, e apesar de
quem e o que somos. Uma vez que Deus é amor e uma vez que nunca
muda, estamos seguros por toda a eternidade e nunca precisaremos
temer a perda de Seu amor por causa de qualquer coisa que possamos
fazer ou deixar de fazer.1
C. Os aspectos da Salvação 1 Joao 3:1-2
Neste verso vemos o amor de Deus envolvido na obra de salvação e também
vemos que esta obra é cumprida na vida de cada crente em três “etapas”. A
salvação não tem a ver com o que o homem finito pode fazer para Deus mas
com a obra maior que um Deus infinito podia fazer pelo homem, pois não é
possível conceber um estado superior para um homem do que ser feito
“semelhante a Cristo”

a. No tempo passado. Salvos da pena pelo pecado.


Todo crente, filho de Deus, foi salvo da culpa y da pena do pecado no
momento em que ele creu (At 16:30,31; Rom 5:1; 1 Cor 1:18; Ef 2:8)
b. No tempo presente. Salvos do poder do pecado
Todo crente que vive neste mundo está sendo salvo do poder e domínio
do pecado. Este processo, chamado de santificação, é produzido no
poder do Espírito Santo a través da Palavra de Deus (Jo 17:17, Rom
6:14, Rom 8:2, Fil 2:12-13, Gál 5:16)
c. No tempo futuro. Salvos da presença do pecado
Todo filho de Deus, ainda tem que ser, e será salvo da presença do
pecado na presença de Deus. (Rom 13:11, 1 Ped 1:3-5, 1 Jo 3:1-2)

Lição 3. O Salvador
O estudo da pessoa de Cristo corresponde à “Cristologia” porém, a maravilhosa obra
de salvação só é possível em razão a pessoa do Salvador, quem não só é Deus, nem só
é homem, senão que é uma Pessoa Divina com duas naturezas: a divina, que é
eternamente sua, em razão da sua deidade, e a humana, assumida no tempo histórico
dos homens por meio da sua encarnação. De modo que o Verbo Eterno de Deus se fez
homem (Jo 1:14) Montou a sua barraca entre nós....
Se fosse somente Deus não poderia morrer pelos homens, se fosse somente homem
não poderia substituir a todos os homens. É preciso conhecer então a pessoa do
Salvador, para podermos entender a salvação.

A. A preexistência de Cristo

1 Ishy, T. Apostila de Hamartiologia e Soteriologia. IBP 2015


a. Antes de nascer em Belém Cristo já existia como Deus
i. A Bíblia o chama de “Padre Eterno” ff o mejor, el Padre (o
«Fuente») de eternidad. Eterno en sí mismo, otorga vida eterna a
aquellos que creen en Él. Vine comenta: «Hay una doble
revelación en esto:
ii.
iii. (1) Él habita y posee la eternidad (Isa 57:15);
iv.
v. Is 9:6
vi. A Bíblia ensina que “suas origens são desde os dias da
eternidade” (Mi 5:2)
vii. Jesus reconheceu a sua preexistência (Jo 8:58)
b. As manifestações da sua preexistência
i. Deus se manifestou em forma de homem no passado, essas
manifestações são chamadas de Teofanías ( Gên 18)
ii. O “Anjo do Senhor” se identifica com Deus mesmo (Gên
22:1,11,12; Ju 13: 3,22)
iii. O “Anjo do Senhor” aplica a se próprio palavras e ações que são
próprias de Deus (Josué 5:13-15)
iv. Sendo a Segunda Pessoa da Trinidade quem se fez homem, só
Ele poderia ter se manifestado dessa maneira antes do seu
nascimento em Belém.

B. A Deidade de Jesus Cristo


a. A Bíblia ensina que Jesus Cristo é Deus. (Jo 1:1; Jo 20:28; Ro 9:5; Tit
2:13; 1 Jo 5:20)
b. Jesus tinha consciência da sua Divinidade (Jo 8:58, Jo 10:30)
c. Jesus Cristo mostrou os atributos e prerrogativas divinas
i. Conhecimento sobrenatural (Mat 11:27, Mar 2:8; 14: 12-16)
ii. Omnipresença (Jo 3:13)
iii. Omnipotência (Milagres Mar 4:41, Ressurreição Jo 10:18)
iv. Eternidade (Jo17:5)
v. Digno de adoração (Mat 2:11;14:33; Mat 28:9)
vi. Perdoou pecados (Mar 2:1-11)
vii. Criador e sustentador do universo (Jo 1:3; Col 1:16,17)

C. A Humanidade de Jesus Cristo


a. Jesus Cristo é chamado de Homem (Mat 4:4)
b. Tem corpo humano, inclusive depois da ressurreicao (Luc 2:52;
24:39,40)
c. Tem alma humana (Mat 26:38)
d. Tem espírito humano (Jo 1:33)
e. Tinha limitações (Mat 4:2; Jo 4:6; 19:28)
f. Experimentou sofrimentos humanos (Mat. 27:46; Luc. 22:44; He. 2:16;
5:7).
g. Experimentou a morte (Jo 19:30)
D. Jesus Cristo é uma pessoa Divino-Humana.
a. Jesus Cristo não são duas pessoas, mas uma Pessoa com duas naturezas.
b. A natureza divina que lhe corresponde eternamente como Deus
c. A natureza humana que lhe é própria como homem
d. As duas naturezas mantem suas características sem mescla nenhuma
e. Os teólogos chamam esta verdade de “União hipostática”

E. A santidade absoluta de Cristo


a. A Bíblia afirma que Cristo foi sem pecado (Heb 4:15; 1 Ped 1:19; Is
53:9)
b. As possibilidades do homem em relação ao pecado
i. Poder pecar ou não pecar. Aconteceu no Jardim do Éden
ii. Não poder deixar de pecar. Situação de todo homem.
iii. Não poder pecar. Só Jesus Cristo homem.
c. A razão de Jesus Cristo não poder pecar é porque Ele é uma só pessoa.
Todo quanto ele faça no uso de qualquer das suas naturezas afeta a
única Pessoa que Ele é. E como Ele é uma Pessoa Divina, não existe
possibilidade de que Ele peque, pois Deus não pode pecar.
d. Jesus não herdou o pecado de Adão (Luc 1:35... o santo que nascerá...).
A Pessoa Divina estava pressente desde o começo da concepção de
Jesus, fazendo impossível que o pecado fosse transmitido nessa
humanidade.

Lição 4. Os sofrimentos do Salvador


L.S. Chaffer escreve: “Assim como na presença da sarça ardente, Moisés teve que tirar
os sapatos dos pés, porque o lugar que ele estava caminhando era terreno sagrado,
também nós, devemos nos aproximar com um santo temor e respeito, tão grande
quanto possível para aqueles que estão sujeitos às limitações humanas, à misteriosa,
sublime e solene revelação sobre os sofrimentos e a morte do Salvador”.
Deus revelou desde tempos antigos que aquele Libertador prometido iria sofrer para
o homem perdido.
Os sofrimentos reais de Cristo são o antítipo dos anunciados tipologicamente no
Antigo Testamento. No Antigo Testamento aparecem as sombras das realidades
reveladas no Novo Testamento. Os tipos2 Rom 5:14 1 Tim 4:12são “sobra das cousas

2Tipo (tuvpo) é uma representação ou ilustração, divinamente estabelecida, através


de pessoas, lugares, objetos, ofícios, instituições ou eventos, preparados para
configurar uma futura realidade espiritual.
que haviam de vir” (Col 2:17). Conhecer esses tipos3 permite apreciar melhor a
dimensão da obra redentora de Cristo.

A. Os sofrimentos tipificados
a. Tipos pre-mosaicos
i. A oferta de Abel (Gên 4:4; Heb 11:4). É importante notar que o
sacrifício de Abel envolvia derramamento de sangue (Heb 9:22)
ii. O altar e sacrifício de Noé (Gên 8:20-22). O altar simboliza algo
que não é feito pelo esforço humano, mas é o elemento que
sustenta o sacrifício diante de Deus.
b. Alguns tipos mosaicos.
i. O cordeiro pascoal. (Ex 12:7-9). Tem muitos aspectos da
pessoa e obra de Cristo tipificados. O sangue do cordeiro era a
base da paz e o cordeiro era o centro da unidade do povo. Tinha
que ser um cordeiro perfeito, e aqueles salvos pelo sangue
deviam participar dele como seu alimento.
ii. As ofertas levíticas (Lev 1:1-7:38). Se referendo ao holocausto
e a o sacrifício de expiação C. H. Mackintosh escreve: “Os dois
tipos incluem um único e grande antítipo , embora o apresentem
sob aspectos muito diferentes de seu trabalho. No holocausto,
Cristo responde às afetos de Deus; na oferta pelo pecado
responde às necessidades profundas do homem. O primeiro nos
apresenta como Aquele que cumpre a vontade de Deus, o
segundo, como Aquele que carrega o pecado do homem”
iii. As duas aves (Lev 14:1-7). Uma era sacrificada, e a outra logo
de ser molhada no sangue era soltada. Ambas representam
Cristo quem foi morto pelas nossas transgressões e ressuscitado
para nossa justificação (Rom 8:25)
iv. O cerimonial do Dia da Expiação. O bode imolado pelo pecado,
um bode soltado que “levava o pecado”, o Sumo Sacerdote
entrando no lugar Santo, etc. Muitos aspetos da obra de Cristo
são tipificados. (Ver Heb 9 y 10)

B. Os sofrimentos do Salvador
Cristo é apresentado profeticamente como o Servo do Senhor (Is 52:13), o qual
é confirmado no Novo Testamento (Fil 2:6-7), a obra de salvação estaria
marcada pelo seu sofrimento (“o penoso trabalho de sua alma” Is 53:11). Uma
passagem chave é Heb 10:5, o autor se refere ao Salmo 40:6-8 onde o salmista
disse “abriste os meus ouvidos”, alguns entendem que se refere à total

3J.M. Martínez diz: "As conexões (entre o tipo e o antítipo) não são feitas
arbitrariamente. Eles não são, como na interpretação alegórica, o produto da fantasia.
Elas correspondem ao desenvolvimento da revelação progressiva e têm sua fundação
no próprio Deus, que organizou os elementos típicos do Antigo Testamento para que
eles implicassem e prefigurassem as realidades que se manifestariam na era do Novo
Testamento ”.
obediência de Cristo à vontade do Pai, outros pegam o sentido literal
“perfuraste minha orelha” e o entendem como uma referência à lei do escravo
por amor. (Ex 21:5,6). A iniciativa da crucifixão de Cristo foi do Pai (At 2:23)
mas Cristo como servo obediente diz um “sim” salvador (Luc 22:42)

a. Sofrimentos durante seu ministério


i. Sofrimento na tentação (He. 2:7ss; 4:14; 5:7ss), o cual o capacita
para se compadecer de nós.
ii. Sofrimento a causa da santidade do seu caráter. (2 Cor 5:21
Aquele que não conheceu pecado...).
iii. Sofrimento a causa da sua compaixão (Mar 6:34 como ovelhas
sem pastor...)
iv. Sofrimento a causa da sua presciência(Mt. 16:21lhe era
necesario padecer…; 17:12,23 lhe matarão…; Mr. 9:30,32; Lc.
9:31, 44)

b. Sofrimentos durante a paixão


i. A agonia em Getsêmani. (Heb 5:7). É impossível para a mente
humana entender cabalmente o que sofreu nosso Salvador nessa
hora. Quem estava lá era Deus e Homem. Poderão dizer que
Deus não sofre, mas quem sofreu em Getsêmani era Deus.
ii. Sofrimentos na casa do Sumo Sacerdote (Mr. 14:65; Lc. 22:63-
65).
iii. Sofrimentos durante a flagelação (Jo 19:1-5)
iv. A coroa de espinhos (Jo 19:2). O estado de Jesus devia ser tão
terrível que Pilatos o apresenta “Eis o homem”, alguns
comentaristas dizem que essa expressão equivale a dizer :
“Olhem, nem figura humana tem!”. Pilatos considerava que com
tamanho castigo os inimigos de Jesus ficariam satisfeitos, mas
eles pediram “Crucifica-o!”
v. O tormento da crucifixão (Luc 23:33) Os evangelistas não dão
muitos detalhes, simplesmente dizem “o crucificaram” mas pela
historia é sabido o tremendo sofrimento que implicava a
crucifixão, era uma grande tortura, a dor dos cravos, a
dificuldade para respirar, a sede, a vergonha, tudo desenhado
para provocar o máximo de tormento antes de morrer.

A Cruz de Cristo, em toda da dimensão da palavra, é o resultado do amor de


Deus e da entrega voluntaria do Salvador: o Bom Pastor deu a sua vida pelas
ovelhas (Jo 10:10). A grandeza do amor de Deus só se alcança desde a
compreensão da sua obra em nosso favor (Gal 2:20). Ante esse tremendo amor
demostrado só cabe uma forma de expressar gratidão (Rom 12:1)
A obra da Salvação
Lição 5: Jesus Cristo, nosso substituto.
“Cristo morreu por todos” é uma impressionante afirmação que faz o apóstolo Paulo
(2 Cor 5:15). Isso não somente significa que ele morreu por “causa” de nós, e nossos
pecados, mas que ele morreu no nosso lugar.

A. Vocábulos. Existem duas palavras gregas (anti, huper) que podem ser
traduzidas como “em lugar de”. A primeira sempre tem esse sentido, a segunda
as vezes pode ser traduzida também como “em favor de”.
Observe as seguintes passagens (Lc. 22:19-20huper; Jn. 10:15 huper; Ro. 5:8
huper; Gá. 3:13 huper; 1 Ti. 2:6; Tit. 2:14; He. 2:9; 1 P. 2:21; 3:18; 4:1

B. Desenvolvimento do conceito nas Escrituras. Percebemos o conceito de uma


morte substitutiva ao longo das Escrituras:
a. Um sacrifício por um homem (Gn 4.4; Hb 11.4) Já vimos!.
b. Um sacrifício por uma família (Êx 12.3) Pascoa.
c. Um sacrifício por uma nação (Lv 16.5por él mismo,15por el pueblo-
16,34 VER HEB 9:27).
d. Um sacrifício por toda a humanidade (Jo 1.29) Eis o cordeiro.).

C. O conceito de substituição aparece claramente na profecia de Isaías (Is 53:4-6)


e é confirmada no Novo Testamento por Jesus mesmo (Mat 20:28 ANTI) e
pelos apóstolos (passagens já lidas).

D. Jesus Cristo foi o substituto perfeito por causa da sua:

a. Encarnação (Mt 1.1; Lc 3.23). Se Ele daria a Sua vida em resgate pelos
pecados dos homens, era necessário que ele possuísse a natureza
humana completa.
b. Identificação (Hb 5.1-3,7-9). Antes que Cristo pudesse substituir os
homens, deveria estar de tal forma identificado com eles a ponto de
passar pelas mesmas experiências que eles passaram, com exceção do
pecado, a fim de ser o fiel sumo sacerdote.
c. Separação (Jo 8.46; Hb 4.15; 7.23-27). Se Ele fosse apenas um homem
entre os homens não seria um substituto aceitável, pois o substituto de
que precisamos é alguém santo, inocente, sem mácula e separado dos
pecadores.
d. Morte (Is 53.4-6; Rm 5.8; Hb 2.9). Quando Jesus Cristo se entregou à
morte, tinha consciência de que levava em si os nossos pecados. Estava
consciente de que o castigo divino aplicado ao pecado e aos pecadores
recairia sobre Ele por ser o Único sem pecado.
Tendo ocupado o lugar do pecador, satisfazendo totalmente as exigências divinas
para salvação, o pecador pode ser salvo reconhecendo que Cristo morreu pelos seus
pecados, aceitando-o como Salvador pela fé.

Os dois polos da natureza de Deus: a justiça que anelava castigar o pecado e o amor
que anelava perdoar e salvar o pecador se encontraram na pessoa de Cristo. O amor
proveu o que a justiça exigiu.

A obra de Cristo na cruz.


O alcance da obra de Cristo excede o âmbito da terra e de seus moradores, entrando
incluso na dimensão do mundo dos espíritos e da criação inteira, tanto animada como
inanimada. A obra da cruz, providencia do meio para que o pecado seja julgado e
desterrado definitivamente, abrindo a perspectiva dum futuro livre dos efeitos que
produziu na criação atual.
O pecado afeta aos homes pelo menos de quatro formas:
-É um ato de rebeldia e desprezo à justiça e santidade de Deus.
-É uma mancha que contamina ao ser humano.
-É um estado escravizador.
-É a causa que converte ao homem em inimigo de Deus.
A obra de Cristo, foi uma obra de graça destinada à salvação dos perdidos, fazendo
reversíveis as consequências do pecado.
A solução ao primeiroREBELDIA aspeto exige um ato de propiciação. O segundo
exige limpeza por meio do sangue, um ato de expiaçãoCOBRE MAS TIRA. O terceiro
precisa uma obra de redenção ESCRAVOou resgate. Finalmente o quarto demanda
uma reconciliaçãoINIMIGOS.
Os quatro aspetos: Propiciação, expiação, redenção e reconciliação, devem ser
considerados no estudo da obra da salvação.

Lição 6: Propiciação
Uma propiciação é um meio pelo qual se satisfaz a justiça, se evita a ira de Deus e
assim Ele pode mostrar misericórdia sobre a base de um sacrifício aceitável.
Nas religiões pagãs é muito comum a ideia de aplacar a ira dos deuses, por meio de
sacrifícios feitos pelos humanos e assim mudar a atitude dos deuses para com eles e
receber benefícios. A Bíblia, porém, mostra que Deus é essencialmente um Deus de
amor e misericórdia, mas que é justo e castiga o pecado (Num 14:18 Grande en
misericórdia lento para la ira..., Na 1:3 idem... no terá por inocente). A propiciação não
tem como propósito mudar a sua atitude, mas ao satisfazer as sua justiça Ele fica
“livre” para agir em benefício dos pecadores.
Deus não começou a amar depois que Cristo morreu, pelo contrario Cristo morreu
porque Deus nos amou. (Rom 5:8)
O mais importante... não é uma iniciativa do homem!

A ira de Deus.
Definição: é a reação de Deus contra tudo que se opõe a sua majestade ou a sua
perfeição moral. O pecado do homem provoca a ira de Deus
A. No Antigo Testamento
a. O conceito de “ira de Deus” a causa do pecado aparece mais de 500
vezes
b. Deus está airado a causa da idolatria (Dt. 6:4 MANDAMENTO solo a
Dios; Jos. 23:16 ver si traspasareis el pacto de Jehová vuestro Dios que
él os ha mandado, yendo y honrando a dioses ajenos, e inclinándoos a
ellos. Entonces la ira de Jehová se encenderá contra vosotros, y
pereceréis prontamente de esta buena tierra que él os ha dado.; Sal.
78:21 no tanto pero SI FALTA DE CONFIANZA; Is. 66:15-
17TAMPOCO...).
c. Os efeitos visíveis da ira de Deus eram vários. (Aflição vddSal 88:7,
Pestilência Ez 14:19, Morte Ez 9:8, Destruição Ez 5:15, Entrega aos
inimigos 2 Cr 28:9, Sequia Deut 11:17, Pragas 2 Sam 24:1, Doenças Num
12:10, Exílio 2 Rei 23:26)
d. O propiciatório: era a tampa da arca da aliança, feita de ouro puro.
Dentro da arca estavam:
i. Maná. Era uma prova da rejeição das provisões materiais feitas
por Deus.
ii. Vara florescida de Arão. Era um prova da rejeição da liderança
estabelecida por Deus.
iii. Tábuas da lei. Era uma prova da rejeição à santidade de Deus.
Quando Deus olhava para a arca da aliança, Ele via a rebeldia
do homem. Mas, quando o sumo sacerdote aspergia o sangue
do animal, Ele via o sangue e cobria o pecado do homem por
mais um ano.
B. No Novo Testamento o conceito descansa em duas palavras
a. “Orge” tem uma conotação mais assentada (Jo 3:36; Ro. 1:18; Ef. 2:3; 1
Ts. 2:16; Ap. 6:16).
b. “Thumos” tem uma conotação mais apaixonadaAT 19 :28 LUC 4:28 solo
ahi es usada... el resto en apocalipses de Dios (Ap. 14:10,19; 15:1,7;
16:1; 19:15 )
c. A ira de Deus deve ser apaziguada não por vingança mas por justiça.
d. Deus requereu a oferta sacrificial de seu Filho a causa da sua ira pelo
pecado.
e. A propiciação esta relacionada com a morte de Cristo (Ro 3:25)
f. Cristo não somente é o propiciatório mas a oferta de propiciação (He.
2:17; 1 Jn. 2:2; 4:10).
A Bíblia ensina que Deus mesmo tem proporcionado o único meio pelo qual a sua ira
pode ser aplacada e o homem ser reconciliado com Ele. No Novo Testamento, o ato da
propiciação sempre se refere à obra de Deus e não aos sacrifícios ou ofertas dadas
pelo homem. A razão é que o homem é totalmente incapaz de satisfazer a justiça de
Deus. Não ha serviço, sacrifico ou regalo que o home possa fazer para apaziguar a
santa ira de Deus ou satisfazer a sua perfeita justiça (Is 64:6).
A propiciação só foi completa na obra de Cristo, a propiciação no Antigo Testamento,
mediante o sacrifício de animais era apenas uma sombra dessa obra (Heb 9:13,14;
10:3)

Lição 7: Expiação
Às vezes, o termo "expiação" é usado para se referir à plenitude da obra de salvação.
Chafer escreve:
"O uso popular tentou introduzir a palavra expiação para este propósito; mas esta
palavra não aparece sequer uma vez no Novo Testamento e, de acordo com seu uso
no Antigo Testamento, significa apenas cobrir o pecado. Isso forneceu uma base para
um perdão temporário "por ter negligenciado, em sua paciência, pecados passados"
(Rm 3:25). Embora nos tempos do Antigo Testamento nada fosse necessário além do
sacrifício de um animal para "remir" (literalmente "tolerar", "ignorar") e "disfarçar"
(literalmente ignorar sem punição) (Atos. 17:30) dos pecados, Deus estava, no
entanto, agindo com perfeita justiça ao fazer este pedido, uma vez que Ele olhava para
a manifestação de Seu Cordeiro, que viria não apenas negligenciar ou cobrir o pecado,
mas remov-o de uma vez por todas (João 1:29)
A. No Antigo Testamento
Dia da Expiação (Lv 16). Era um dia instituído por Deus em que o sumo
sacerdote aspergia o sangue de animal sobre a tampa da arca da aliança
(propiciatório).
a. Era uma oferta anual (v.34).
b. Era uma oferta pelo pecado nacional (v.16,34).
c. Era uma demonstração da santidade de Deus (v.2,16-17).
d. Era o sangue que fazia a propiciação (v.14).
e. Era oficiado pelo sumo sacerdote (v.3-4,11).
Quando os anciãos impunham as mãos, os pecados de Israel eram transferidos
para o animal e ele era imolado como seu substituto. A expiação fornecia a cobertura
da culpa do verdadeiro criminoso e a tornava invisível aos olhos de um Deus santo.
Este pensamento é sugerido em escrituras como as seguintes: "Esconde o teu rosto
dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqü idades" (SI 51:9); " .. .lançaste para
trás de ti todos os meus pecados" (Is 38: 17); " .. .lançará todos os nossos pecados nas
profundezas do mar" (Mq 7:19).

B. No Novo Testamento
Como foi dito, a palavra "expiação" pertence ao Antigo Testamento, pois em
Cristo temos mais do que uma cobertura para os nossos pecados. Eles são
perdoados - são completamente removidos. O sangue dos animais sacrificados,
levados pelo adorador, só seria suficiente para cobrir os pecados do homem
até que o precioso sangue de Cristo fosse derramado para removê-los.
(Hb10:4-10).

C. O aspeto expiatório da morte de Cristo


a. Cristo foi o substituto que sofreu a pena o castigo que merecia o
pecador (Lv. 16:21; Is. 53:6; Lc. 22:37; Mt. 20:28; Jn. 10:11; Ro. 5:6-8; 1
P. 3:18)
b. Como sacrifício pelo pecado, teve que morrer na cruz e sofrer o juízo
pelo pecado do mundo (1 Co. 15:3-4; 2 Co. 5:19-21; 1 P. 1:18-19)
i. Não só é o sacrifício, mas também é o Sumo sacerdote que o
oferece (He 7:25-27)
ii. Jesus ofereceu sua vida na cruz, como sacrifício pelo pecado (He
10:1-10)
c. A pena pelo pecado pode ser remitida pelo caráter expiatório do
sacrifício de Cristo.
i. Como vimos na antiga dispensação o pecador era perdoado
quando apresentava um sacrifício cruento para a expiação, que
era tipo da morte de Cristo na Cruz.
ii. A mesma verdade prevalece em relação com o sangue
derramado no Calvario, como base para o perdao para todo
pecador8 Col 1:14; Ef 1:7
iii. O pecador pode ser perdoado porque o juízo pelo seu pecado
caiu com todo rigor sobre Cristo na cruz (1 Ped 2:24; 3:18)
iv. Em razão do sacrifício expiatório de Cristo, Deus está em
liberdade de manifestar a sua graça àqueles que não tem mérito
nenhum, salvando-os. (Rom 5:8; Ef 2:7-10)
v. Toda condenação é quitada para sempre em razão do sacrifício e
os méritos do Filho de Deus (Jo 3:18; 5:24; Rom 8:1; 1 Co
11:31,32)

Lição 8: Redenção
A palavra "redenção" significa libertação do cativeiro, escravidão ou morte, pelo
pagamento de um preço, chamado de resgate.
Assim sendo, o termo tem um sentido duplo: significa tanto o pagamento de um preço
como a libertação do cativo.

A obra da Cruz opera uma “redenção geral” que compreende muitos aspetos alguns
dos quais serão considerados, mas tem um sentido específico da compra dum escravo
e sua libertação (1 Ped 1:18,19)
O aspecto de Resgate
A. Termos usados no Antigo Testamento
a. O verbo “ga=al” implica o resgate para devolver ao seu dono, objetos,
coisas ou pessoas
i. Exemplos: Ex 6:6; Lv 25:25; Rut 4:4,6; Sal 72:14; 106:10; Is 43:1
ii. Desse termo deriva “go=el” que é usado para designar ao
“parente remidor”, o que pela proximidade tinha os direitos para
adquirir (Vemos isso na historia de Rut)
iii. Cristo é o Redentor perfeito, pois cumpre todas as demandas
estabelecidas na Lei.
1. Ser parente (Rt 3.12-13; He 2:11-14)
2. Ser capaz de pagar o preço (Rt 4.4-6; 1Pe 1.18-19)
3. Estar livre da situação de quem tinha que ser resgatado Rt
4.6 ; Jo 8:46; Hb 4.15; 7:25; 1 Ped 2:22)
4. Ter disposição de fazê-lo (Rt 4:4; Jo 10:11,18; He. 10:5-7)
b. O termo “paraq” que implica resgatar quebrando as ataduras do
escravo (Sal 136:24)
c. O substantivo “ge=ullah” (procedente do verbo “ga=al”) tem a ideia de
resgate ou direito ao resgate (Lv 24:24,26,29,31,48,51,52; Rut 4:6,7; Jer
32:7)
d. O termo “ganah” que equivale a remir comprando algo por preço (Is
11:11; Ne 5:8)

B. Termos que expressam a ideia específica de “redenção” no Novo Testamento


a. Agorazo
i. Tem a ver com a compra de algo (Mat 13:44; 14:15; Luc 14:18)
ii. Equivale a comprar no mercado público (agora)
iii. Aplicado à salvação, e o ato pelo qual Deus, mediante o preço da
obra de Cristo, compra para si um povo, antes escravo (1 Cor
6:19,20; 7:22,23; 2 Ped 2:1)
b. Exagorazo
i. Literalmente “comprar do mercado”
ii. Implica algo mais do que pagar um preço, é também tirar do
lugar dos escravos ao escravo comprado para fazê-lo livre
iii. Em relação à salvação, adiciona ao anterior o conceito de
liberdade por Cristo (Gal 3:13; 4:5)
c. Lutroo
i. Tem a ver com por em liberdade mediante um resgate
ii. A obra da cruz foi necessária para poder liberar aos crentes od
poder escravizador do pecado que leva ao homem a cometer
toda classe de iniquidade (Tit 2:14)
iii. Pedro ensina que a libertação do poder do pecado, herdado
desde os primeiros pais, se produz em razão duma obra que se
substancia com a morte do libertador, como Cordeiro de Deus
predestinado (1 Ped 1:18)
d. Apolutrosis
i. A ênfase dessa palavra está na redenção final.
ii. Acontecerá quando formos transferidos deste mundo para o
celeste. O Espírito Santo é a nossa garantia da redenção eterna.
(Ef 1.13-14).
e. Periopiesis
i. Equivale a adquirir como possessão própria (At 20:28 ef1:14
adquierida; 1 Ped 2:9)
ii. O crente vem a ser, por redenção, propriedade ou possessão
particular de Deus.
C. Extensão
a. 1. Aos redimidos (1Pe 1). Todos os salvos foram comprados do
mercado de escravos.
b. 2. Aos não redimidos (2Pe 2.1). Aqui neste verso o verbo “resgatar”
pode também ser traduzido por “comprar”. Assim, por meio de Sua
morte na cruz, o Senhor Jesus comprou o mundo e todos os que estão
Nele. No entanto, não resgatou o mundo todo. Apesar de Sua obra ser
suficiente para resgatar toda a humanidade, só é eficaz para aqueles
que se arrependem, creem e aceitam a Cristo.

A redenção pode ser resumida então em três ideias básicas: 1) As pessoas são
redimidas “de algo” (escravidão do pecado); 2) são redimidas “por meio de
algo” (pagamento dum preço: o sangue de Cristo) e 3) são redimidas “para”
algo (liberdade, mas usando essa liberdade para servir como escravos do
Senhor)
Dios ha efectuado una obra de redención.

1.1. El costo ha sido la vida de su Hijo (1 P. 1:18-20).

1.2. La redención produce la libertad de la esclavitud del pecado, permitiendo


al creyente servir a Dios (Ro. 6:18,22).

1.3. El creyente ha sido libertado de la potestad de las tinieblas, para poder


vivir en la voluntad de Dios (Col. 1:13).

1.4. El que ha sido rescatado de su vana manera de vivir, no debe presentarse


nuevamente para ser siervo del pecado (Ro. 6:13).
1.5. La vida de libertad exige una vida de obediencia y santidad (1 P. 1:14-
16).

Lição 9: Reconciliação LEER DOS TESTIMONIOS!!!


Vimos que a propiciação retira o homem de sob a ira de Deus. A redenção retira
o homem da escravidão do pecado e de Satanás. E a substituição retira o homem
de sob a penalidade da morte, através da morte de Cristo. E expiação tira a
mancha do pecado...
Estes três atos de Cristo já derrubaram a barreira que o pecado do homem
levantara entre ele e Deus. Contudo, mesmo depois de destruída a barreira, o
relacionamento entre Deus e o homem precisa ser restabelecido. Este é o ato de
reconciliação.
A reconciliação retira o homem da separação com Deus para levá-lo a ter
comunhão com Ele. São duas pessoas reiniciando um relacionamento que fora
interrompido.

A. Necessidade
A necessidade de reconciliação do homem com Deus é mostrada em
Romanos 5.6-11:
a. O homem é fraco sin fuerza (v.6).
b. O homem é ímpio d no meramente irreligioso, sino actuando en
rebelión contra las demandas de Dios (v.6-7).
c. O homem é pecador (v.8).
d. O homem é inimigo (v.10).
B. Fundamentos
As bases para a reconciliação são:
a. A pessoa de Cristo (Rm 5.11; 2Co 5.18).
b. A morte de Cristo (Rm 5.10).
c. A cruz de Cristo (Ef 2.14-16).dd el Señor Jesús eliminó la
enemistad al eliminar la causa de la misma. Los que le reciben son
contados como justos, perdonados, redimidos, exculpados y
liberados del poder del pecado. La enemistad es quitada; ahora
tienen paz para con Dios. El Señor Jesús une al creyente judío y al
gentil en un solo cuerpo, la iglesia, y presenta este Cuerpo a Dios,
desaparecida toda traza de antagonismo. Dios nunca tuvo que ser
reconciliado con nosotros: nunca nos odió. Pero nosotros sí
necesitábamos ser reconciliados con Él. La obra de nuestro Señor
en la cruz proveyó una base justa sobre la cual pudiésemos ser
introducidos ante Su presencia como amigos, no como enemigos.
C. Palavras
a. Diallaso (Mt 5.24 ve a reconciliarte con tu Hermano...). Significa
“mudar a mente de alguém”, “reconciliar”, “renovar a amizade com
alguém”. É tornar duas pessoas que são inimigas em amigas. Esta
palavra não é usada em relação a Deus, porque foi o homem que
voltou às costas e não Ele conosco.
b. Apokatallaso (Ef 2.16; Cl 1.20). Significa “reconciliar
completamente”. Lembrando que toda a criação foi afetada pelo
pecado... a obra de Cristo não só reconcilia aos homens, mas
também reconciliará toda a criação... NÃO SALVACAO
UNIVERSAL...
c. Katallaso (2Co 5.17-21). Significa “reconciliar aqueles que estão
em divergência”, “voltar a ter o favor de”. Tanto o uso dessa
palavra como a anterior significam uma mudança completa da
inimizade para a comunhão. Quando estas palavras são usadas
implicam que apenas uma pessoa estava em estado de inimizade e
foi restaurada à comunhão com a outra. Não é certo alguém dizer
que “Deus está reconciliado”, mas “estou reconciliado com Deus”. O
homem é que precisa de reconciliação e Deus estava fazendo isso
em Cristo. Portanto, a reconciliação é o homem aproximando-se de
Deus e não o contrário.
D. Ministério
a. A reconciliação é parte do ministério de todo salvo por Cristo (2Co
5.18-20). Sem esse ministério, pecadores não saberão do padrão
divino. Deus deu aos seus filhos a tarefa de anunciar aos homens
que Ele foi satisfeito em Cristo Jesus.
b. Depois que o salvo tem paz com Deus, ele é convocado a ser um
embaixador de Cristo.4 A importância do ministério é avisar que
Deus quer que sejamos reconciliados... Duas pessoas estão em
enemizade... um tem medo de se aproximar...
Reconciliaos com Deus... Deus não roga... EMBAIXADOR!
E. Observações
a. A Bíblia não afirma nunca que Deus se reconcilie, pois isso suporia
que Ele mudou.
b. A morte de Cristo permite a Deus “mudar completamente” a
posição do mundo, sem que isso suponha uma mudança na sua
justiça
c. Em razão da morte substitutiva de Cristo, Deus vê ao mundo
totalmente cambiado em relação com Ele
d. A reconciliação permite a Deus exercer compaixão com os rebeldes
sem prejuízo da sua justiça
e. O “rogo” em nome de Deus (1 Cor 5:20) dos embaixadores Seus
aos homens para que aceitem a reconciliação, não é de Deus, mas
dos pregadores. Notemos a frase “como se Deus exortasse por
nosso intermédio” Reconciliaos com Deus... Deus não roga...
EMBAIXADOR!

f. “Não pode se discutir o fato de que há duas classes de


reconciliação: uma levada a cabo por Deus para todos, em Seu
amor para o mundo; a outra levada a cabo no crente individual no
momento em que crê”5

4 Pontos A-D tomados da Apositlia “Hamartiologia e Soteriologia” Ishy, T. IBP


2015
5 Chaffer, F. Teologia Sistemática, Tomo I. Pág. 906elm

1
Lição 10: Alcance da obra de Salvação
Por quem morreu Cristo? A resposta a esta pergunta tem dividido aos teólogos
por anos. As posições poderiam se classificar em
-Hiper-calvinistas: eles sustêm a “redenção limitada”, isto é, Cristo morreu só por
alguns que eternamente foram escolhidos para salvação. Alguns dos versos nos
quais se baseiam são: Mat 2:28, Mr 10:45
-Calvinistas moderados: sustêm a “redenção ilimitada”, isto é, Cristo morreu por
todos e não só por alguns. Alguns versos que apoiam isto são: 2 Cor 5:14,15; 1
Tim 2:6
-Arminianos: também creem na “redenção ilimitada”, e sustêm que a morte de
Cristo proporciona a todos os homens uma medida de graça comum para que
posam crer se quiserem.

Não entraremos em todos os detalhes e argumentos. O raciocínio de aqueles que


acreditam na “redenção limitada” é basicamente que se Cristo pagou o preço de
todos os pecados de todos os homens, então ninguém se perderia, pois Deus não
cobraria duas vezes pelo pecado. Também afirmam que seria um desperdiço do
sangue de Cristo se ele tivesse sido derramado em favor de alguém que poderia
rejeitá-lo.
Esta doutrina está fortemente ligada com os outros quatro pontos do Calvinismo.

Vários teólogos e comentaristas, mantêm que existem dois aspetos diferentes no


que tem a ver com a substituição feita por Cristo.
Existe uma “substituição global” e uma “substituição formal”.
O teólogo Francisco Lacueva escreve:

“O que se entende por substituição global? Simplesmente o seguinte: Cristo não


me substituiu pessoalmente no Calvário, nem expiou atualmente meus pecados,
nem os teus, nem os de ninguém (no caso contrário, nasceríamos já justificados,
pois nossos pecados estariam já apagados), mas que providenciou uma salvação
abundante para todos propiciando a Deus globalmente pelo pecado do mundo,
de modo que, satisfeita a justiça divina, o amor de Deus transbordasse sobre um
mundo perdido, mudando a posição do mundo respeito de Deus. Agora bem,
quando uma pessoa se apropria pessoalmente, pela fé e arrependimento (Mr
1:15), da obra do Calvário, é então quando tem em Jesus um substituto formal;
por isso, só aos crentes se aplica em plural a substituição pelos seus pecados (1
Ped 2:24,25)6
A. Versos que ensinam a universalidade da salvação.
a. João 3:16,17.
i. A palavra “mundo” se refere a toda a humanidade
ii. Os “limitacionistas” forçam o conceito limitando-o aos
eleitos

6 Teología Sistematica Vol 5. Lacueva, F. Pág 331

2
iii. Seria também contrário a uma boa interpretação substituir
por “eleitos” os termos “mundo” ou “todo aquele” em outras
passagens (Jo 1:29; 2 Cor 5:14,15,19: At 10:43; 17:30; 1 Tim
2:4,6; He 2:9; 1 Jo 2:2)
iv. O contexto seguinte ensina que a causa da condenação para
os homens é “preferir as trevas à luz” (Jo 3:19)
b. At 17:30
i. Deus estabelece o arrependimento para todos os homens e
não para alguns.
ii. Não seria possível admitir uma demanda assim sem que
houvesse uma salvação ilimitada que alcançara a todos.
iii. Se Deus manda a todos que se arrependam, no sentido que
depositem a fé e se volvam a Deus, é que há graça suficiente
para que todos possam ser salvos.
c. 2 Cor 5:14-21
i. Expressa uma redenção universal
ii. Em razão da morte de Cristo, Deus coloca ao mundo em
posição de reconciliação com Ele (19)
iii. Nessa base exorta ao mundo a aceitar a mensagem que
proclama a reconciliação.
d. 2 Ped 2:1
i. O verso se refere a falsos profetas que estão baixo juízo de
Deus, no entanto continuam negando ao Dono que os
comprou.
ii. Os “limitacionistas” explicam o verso argumentando que
não se trata de resgate mas dos benefícios que Deus dá
também aos maus.
iii. Pedro utiliza o verbo “agorazo”, que é aplicado
indistintamente para crentes ou incrédulos, no entanto que
“exagorazo” é só para quem, por salvação, sai do estado de
escravidão.
iv. O pagamento do preço da redenção, se fez na Cruz, por todo
o mundo, o qual é prova da “universalidade” da redenção.
e. 1 Tim 2:4,6
i. O desejo de Deus, não seu desígnio, é que todos os homens
sejam salvos, chegando ao pleno conhecimento da verdade.
ii. Enfaticamente afirma que Jesus Cristo se deu a si mesmo
em resgate por todos
iii. E preciso notar a universalidade do termo “todos”
iv. Os “limitacionistas” sugerem que esse “todos” quer dizer
“sem distinção de classes”, porém não “sem exceção”
v. O verbo salvar, aparece em um tempo verbal que indica que
Deus fez provisão de salvação para todos, e não que tenha
decidido salvar inquestionavelmente a todos.
vi. A substituição (v. 6) foi em favor de todos.
f. 1 Tim 4:10
i. Paulo ensina que Deus é o Salvador de “todos” (gr. Panton)
os homens

3
ii. Adiciona que é Salvador “especialmente” ou
“principalmente” dos que creem.
iii. Não se afirma nenhuma exclusão para salvação, porem, se
enfatiza que só é eficaz para alguns, isto é, para os que
creem “os fieis”
iv. Isto concorda plenamente com o ensino do Evangelho (Jo
3:16)
g. Tit 2:11
i. A substituição levada a cabo na Cruz, inclui ou é extensiva a
todos os homens
ii. A graça de Deus obrou a salvação que inclui a todos os
homens, para fazer possível o chamamento geral do
Evangelho de “bona fide”
h. He 2:9
i. O sujeito do padecimento é Jesus, feito um pouco menor do
que os anjos, em quanto a sua natureza humana
ii. Foi exaltado, coroado de glória e honra
iii. Gostou, no sentido de experimentar em toda a sua
dimensão, consciente e livremente (Jo 10:17,18)
iv. A obra substitutiva alcança a “todos”
i. 1 Jo 2:2
i. Uma das afirmações mais claras e diretas de todos os textos
que ensinam a universalidade salvífica da morte de Cristo
ii. O adjetivo “holou” (todo, inteiro) é contundente, isso faz
claramente extensível a propiciação “potencialmente” a
todos os homens
iii. John Stott escreve: “Este texto não pode ser forçado a
indicar que todos os pecados ficam automaticamente
perdoados mediante a propiciação de Cristo, mas que se
oferece um perdão universal pelos pecados do mundo todo,
perdão que é desfrutado pelos que o abraçam”7

B. Algumas referências usadas pelos que sustentam a “redenção limitada”


a. Mat 20:28 (Mr 10:45)
i. Evidentemente neste verso a obra da Cruz fica limitada a
“muitos” e não a “todos”.
ii. Em razão duma correta exegese é preciso fazer concordar
esta afirmação com as anteriores consideradas.
iii. A obra eficaz só alcança àqueles que creem, pelo que
“virtualmente” morreu só por eles.
iv. Él dio Su vida en rescate por muchos. Su muerte dio
satisfacción a todas las justas demandas de Dios contra el
pecado. Fue suficiente para quitar todos los pecados del
mundo. Pero es eficaz solo para aquellos que le aceptan
como Señor y Salvador. ¿Lo has hecho tú ya?
b. Is 53:11

7 John Stott. “Epistles of John” (London, Tyndale Press, 1966), pág. 84. (Trad. Livre)

4
i. O profeta anuncia uma “justificação” que alcança só a
“muitos”
ii. O texto confirma o sentido considerado anteriormente.
iii. A justificação pela fé só é possível para aquele que crê (Ro
5:1)
c. Outras referências: Jo. 10.15; 15:13; 17:2,6,9,20,24; Ro. 4:25; Ef.
1:3-7

As referências vistas no ponto A, são interpretadas pelos “limitacionistas” como


sendo aplicadas só aos “eleitos” forçando assim a interpretação natural do texto.

Lição 11: Quem será salvo? Doutrina da Eleição


A. Introdução necessária
a. A Escritura apresenta profundas verdades, e muitas vezes a
mente humana não alcança a compreender algumas em toda a sua
dimensão e em ocasiões, há aparentes contradições com outras
partes da Escritura.
b. Pedro diz que algumas verdades são difíceis de entender (2 Pe
3:16)
c. Dentre elas a “doutrina bíblica da eleição”
B. Posições
a. Existem muitas posições e interpretações sobre o que é a eleição.
Seria impossível estudar cada uma delas em profundidade neste
curso.
b. Porém, gostaria de apresentar duas posições e analisar cada uma
delas.
i. Posição 1: A eleição não se refere a que Deus escolheu
pecadores para serem salvos, mas que Deus escolheu os
salvos para obterem certos privilégios
ii. Posição 2: A eleição se refere à escolha que Deus fez de
pecadores para serem salvos.

C. Posição 1.
Vou transcrever aqui o material apresentado na apostila de Soteriologia
escrita por Pércio Coutinho

Introdução

1. Eleição da Teologia 1: “É uma escolha de pecadores individuais para


que sejam salvos... pertence exclusivamente à obra de Deus, um fruto da
soberana e discriminadora misericórdia...”

5
2. Eleição da Teologia 2: “O ato de Deus que predestina pecadores à
salvação em Cristo ‘antes da fundação do mundo...’”

3. Eleição da Teologia 3: “É o exercício da vontade de Deus na


predeterminação de certas pessoas para a salvação”.

4. A eleição nesta era não tem a ver com a escolha de pecadores para a
salvação, mas tem a ver com a escolha de Deus dos santos para as bênçãos
celestiais. A eleição não é para a salvação, mas para bênçãos e propósitos
que seguem a salvação. Um simples estudo das palavras eleição e
predestinação ajudará a esclarecer a distinção.

5. A palavra eklektos, variadamente traduzida “escolhido” ou “eleito” é


usada em seis diferentes contextos: em relação a Cristo; à igreja em
Cristo; à nação de Israel; aos crentes dentro da nação de Israel; aos doze
discípulos; e a Paulo.

6. A teologia Reformada falhou em diferenciar Israel e a igreja e isto


ajudou a gerar muita confusão. A Eleição da Bíblia é diferente da Eleição
da Teologia.

I. Em relação a Cristo
1. Mateus 12.18 e Isaías 42.1-5. O Senhor Jesus é o escolhido e amado de
Deus. Escolha e Amado são os temas-chaves para a compreensão da
eleição da igreja, desde que somos escolhidos Nele e aceitos no Amado
(Ef. 1.4,6).

2. 1 Pedro 2.9, 2.6 e Isaías 28.16. Cristo é o eleito significando escolha e


preciosidade por parte do Pai e não pode ter nada a ver com ser escolhido
para a salvação.
3. Cristo foi separado por Deus Pai para a grande obra da redenção e
julgamento (Is 52.11, 13-14, Lucas 3.22).

II. Em relação aos anjos


1 Timóteo 5.21. Sem especular quem eram esses anjos, podemos estar
certos que não eram anjos caídos. O uso de eleitos no contexto nada tem a
ver com anjos escolhidos para a salvação, sendo que jamais lemos em
qualquer lugar na Bíblia de salvação para anjos. Deus elegeu anjos para o
serviço, ofício e privilégio. O termo eleito é, no contexto, um título de
posição e dignidade.

III. Em relação a Israel


1.Igualmente a nação de Israel foi eleita para um propósito (Gên. 12.2-3,
Isaías 44.1, 45.4).

2.A nação foi escolhida em Abraão (Gên. 12.2,3), o propósito era ser o
povo de Deus na terra (Gên. 12.2), a extensão da bênção era terrena,

6
material e temporal (Gên. 15.18-21). É essencial observar que a eleição de
Israel, serviço e bênçãos têm a ver principalmente com a terra.

3.Paulo nos esclarece que aqueles que fazem parte da eleição nacional de
Israel não estão automaticamente justificados (Rm 9.6-7).

4.Há ainda outro uso do termo eleito relacionado aos crentes em Israel e
este ocorre nos Evangelhos sinópticos. Todas as referências para verificar
que todas elas se aplicam ao remanescente crente dos fins dos tempos:
Mat. 24.22,24,31; Mc 13.20,22,27; e Lc 18.7.

5.Podemos resumir que eleito em relação a Israel se aplica (1) a toda a


nação no passado, (2) aos crentes da nação no passado e presente, (3) ao
crente remanescente na tribulação, e (4) a toda a nação no milênio futuro.

IV. Em relação à Igreja


1.A igreja foi escolhida em Cristo antes da fundação do mundo a fim de ser
povo celestial de Deus para os propósitos das bênçãos celestiais,
espirituais e eternas (Ef. 1.3-4). É essencial notar cuidadosamente a
expressão “nos escolheu nele”. Não diz que fomos escolhidos para estar
Nele, mas escolhidos Nele. Em outras palavras, aqueles que estão Nele são
escolhidos. Não é a salvação de pecadores que está em vista, mas a eleição
dos redimidos para bênçãos e propósitos especiais. Para quais bênçãos
fomos escolhidos? – são todas “bênçãos espirituais nas regiões celestiais”.
Para qual propósito fomos escolhidos? – para que sejamos “santos e
irrepreensíveis em sua presença em amor”.
2.A verdade de Efésios 1.4 não ensina que Deus escolheu certos pecadores
individuais para se tornarem crentes, mas que Ele escolheu aqueles
previstos como já crentes. Nas Escrituras, eleição nunca está associada à
redenção. A verdade da eleição tem a ver total e exclusivamente àqueles
já redimidos e nada tem a ver com pecadores.

3.Portanto, fomos escolhidos em Cristo para os propósitos das bênçãos


celestiais, espirituais e eternas.

4.Em nossa consideração de Cristo como eleito de Deus, escolhido e


amado, temos a chave para entender nossa eleição. Cristo é o escolhido de
Deus e nós escolhidos Nele (v.4). Cristo é o amado de Deus e nós somos
aceitos no amado (v.6).

7
5.Não significa que Deus escolheu fazer com que nos arrependêssemos
enquanto deixou outros sem arrependimento! Significa que enquanto nos
arrependemos e nascemos de novo no corpo de Cristo, participamos de
sua escolha. Ele é escolhido e nós somos escolhidos Nele. Isto foi, é claro,
planejado por Deus em sua presciência antes mesmo do início do
mundo”.15

6.Nesta altura é apropriado distinguir a eleição da teologia Reformada e a


eleição da Bíblia. Eleição da Teologia: Escolha de pecadores com vista à
sua salvação. Eleição da Bíblia: Escolha dos santos com vista às suas
bênçãos

7.Em alguns casos o termo eleito é usado como um título coletivo para
mostrar a dignidade dos santos, como em Romanos 8.33. Deve ser
observado que o termo eleito nunca se aplica a pecadores que ainda serão
salvos, mas sempre aos crentes. A leitura de Colossenses 3.12 esclarecerá
o significado bíblico do termo. Ali os eleitos de Deus são descritos como
santos e amados. Não há nenhuma menção de pecadores, os quais são
filhos da ira, estar entre os eleitos, os quais são santos e amados. O termo
eleito de Deus se aplica exclusivamente aos crentes e não aos incrédulos.

8.Quando o pecador crê, ele toma o seu lugar entre os eleitos de Deus. No
momento em que ele se converte a Cristo para a salvação, ele é nascido de
Deus e se torna parte do corpo de Cristo, eleição celestial de Deus.
9.Paulo usa o termo em 1 Tessalonicenses 1.4. Novamente o termo se
refere exclusivamente aos crentes que neste caso são mencionados como
a “... igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo...”
(v.1). Não há nenhuma menção de decreto absoluto para salvação ou
perdição.

10.Quando chegamos a versos como 1 Tes. 5.9 e 2 Tes. 2.13-14, é


essencial nos perguntar: Qual aspecto da salvação está em vista? É
salvação da culpa por nossos pecados ou é salvação futura da ira porvir?
O contexto nesses casos é a aparição do homem do pecado e a vinda da
tribulação.

11.Em 2 Tim. 2.10, qual é o aspecto da salvação que está em foco? Paulo
deseja sofrer dificuldades pelos interesses dos crentes (os eleitos) para
que possam também (assim como ele) obter a prometida salvação que
está em Cristo Jesus e a garantia da glória eterna. Não é que a salvação dos
eleitos dependa dos sofrimentos de Paulo por eles. Antes, é somente que
ele deseja vê-los terminar bem. Ele quer ajudá-los ir para o céu e sofrer
todas as coisas para vê-los a salvo na glória.

12.Em Tito 1.1, Paulo está novamente usando o termo como um título
coletivo que expressa a dignidade dos crentes. A fé dos eleitos de Deus é
aquela confiança em Cristo que leva um indivíduo a ser contado entre os
eleitos de Deus.

8
13. Os eleitos têm fé. Não há nenhum incrédulo entre os eleitos (João
8.47). Como sempre, o termo tem a ver exclusivamente com os crentes e
nada tem a ver com os pecadores. Como podem hoje as pessoas entrarem
para a grande companhia dos eleitos? Pela graça de Deus qualquer pessoa
pode se tornar um eleito de Deus através da fé pessoal em Cristo, em
comum com Paulo e Tito e cada crente (Tito 2.11).

14. Em 1 Ped. 1.1-2, os crentes (eleitos) também são informados por


Pedro que eles têm uma herança no céu que não pode murchar. Portanto,
Pedro e Paulo estão em perfeita harmonia quanto ao uso do termo eleitos.
Eleição é a escolha de crentes para as bênçãos celestiais.

15.Eleição é coletiva (1 Pe 5.13). Os crentes são a eleição. Se alguém


aprende eleição da teologia, ou seja, a escolha de pecadores para a
salvação, então deve insistir no conceito de seleção individual para a vida.
Entretanto, se a compreensão da eleição é baseada na Bíblia, ou seja, a
escolha dos crentes em Cristo para bênçãos celestiais, então apreciará que
a eleição é, de fato, a escolha coletiva de todos os crentes em Cristo.

16.Note a ordem em 2 Ped. 1.10, primeiro chamado e depois eleição.


Aqueles que respondem ao chamado universal do evangelho, provam as
bênçãos da eleição de Deus (Apocalipse 17.14).
17.Salvação é um assunto pessoal enquanto eleição é uma escolha
coletiva. Salvação tem a ver com pecadores, eleição tem a ver com crentes.
Salvação me leva à eleição. Quando pela graça recebi a salvação de Deus,
logo descobri que era membro da igreja, eleição celestial de Deus. A igreja
é a eleição.

A predestinação

1.Romanos 8.29-30. Aqui o propósito para o qual os crentes são


predestinados é para serem conformados à imagem do Filho de Deus.
Note que não é o pecador que é predestinado para salvação, mas os
santos aos quais Ele previu que seriam predestinados para este futuro
propósito.

2.Efésios 1.5,11.Outra vez, não há o pensamento de predestinação do


pecador para salvação. O propósito aqui é claramente adoção de filhos,
por meio de Jesus Cristo.

3.Predestinação se relaciona ao futuro dos crentes. Eleição na era da


igreja se refere à escolha de Deus dos santos para as bênçãos celestiais;
presciência se refere ao conhecimento prévio de Deus a respeito dos
santos; e predestinação se refere às bênçãos celestiais oferecidas aos
santos.
O dom de Deus em Efésios 2.8
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus”

9
1.Facilmente alguém com um pouco de conhecimento da gramática
portuguesa diria que “isto” se refere à fé, pois está relacionado à palavra
mais próxima (fé). No entanto, quando estudamos os gêneros das
palavras na língua grega notamos que “graça” é uma palavra feminina
(karis) e “fé” também é uma palavra feminina (pistis). No entanto, a
palavra “isto” é uma palavra neutra (touto). Entende-se, portanto, que
“isto” o que não vem de vós não se trata desta ou daquela palavra, mas do
conjunto todo do plano da salvação.

2.A graça é do Senhor Jesus e a fé, como estudamos em Romanos 9, vem


pelo ouvir a Palavra de Deus. Portanto, Deus graciosamente oferece a
salvação para o homem e este precisa responder através da aceitação
para ser salvo.

3.Os que ensinam que a fé também vem de Deus, obrigatoriamente têm


que aceitar a salvação em dois tempos. Uma breve explicação abaixo:
A salvação em dois tempos ensina que o espírito do homem é morto. O
primeiro ponto dos cinco pontos do calvinismo, a Depravação Total. Por
espírito morto ou Depravação Total, esse ensino está afirmando que o
homem é totalmente incapaz de tomar qualquer decisão em relação a
Deus ou às coisas espirituais. Como pode alguém ser salvo, então? A
resposta vem da escolha que Deus faz por alguns. Deus regenera o
espírito que morto (regeneração) e dessa forma o homem agora responde
sim a Jesus (salvação). Por isso, chama-se salvação em dois tempos.
Portanto, quem defende que “isto” em Efésios 2.8 se refere à fé, terá que
admitir, então, que a salvação vem ao homem em dois tempos: primeiro a
regeneração e depois a salvação. Evidentemente, também deverá ensinar
que nem todos têm a oportunidade de responder “sim” para a salvação,
mas somente os escolhidos por Deus. Para alguém responder sim precisa
ter o espírito regenerado e quem já tem o espírito regenerado não poderá
dizer não. Portanto, Efésios 2.8 tem muitas implicações dependendo do
que o estudante entende pela palavra “isto”.

D. Posição 2
1) A eleição é uma doutrina bíblica (Ef 1:4)
a) A Bíblia ensina a eleição divina em relação com Israel (Ro 11:5-8)
b) A Bíblia ensina a eleição divina em relação com pessoas
i) Como exemplo podemos ver o apostolo Paulo (Ga 1:15)
c) A Bíblia ensina a eleição divina em relação com crentes em geral (2 Tes
2:13-14; 2 Tim 1:9; 1 Ped 1:2)
2) A eleição é soberana e não se regula nem condiciona por leis humanas.
3) Em ocasiões, o homem, ao não entender a razão das ações divinas, se atreve a
increpar e discutir com Deus (Rom 9:18-21)
4) A palavra de Deus apresenta duas líneas paralelas relacionadas com a
salvação
a) O ato soberano da eleição
b) A graça livre e geral para todos

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5) A posição do crente frente às dificuldades e aparentes contradições
a) Quando o crente bíblico chega a um assunto impossível de superar,
segundo a lógica humana, deve orar sobre isso, continuar estudando-o, e
não esquecer que há coisas que só serão totalmente compreendidas na
glorificação.
b) O estudo de doutrinas não deve ser motivo de separação, mas de
comunhão.
c) Quando um crente se coloca diante da Santa Palavra de Deus, para estudá-
la, deve fazê-lo com um coração desprovido de preconceitos.

6) Algumas verdades fundamentais que preparam o caminho para o estudo da


eleição
a) Deus amou todos os homens por igual (Jo 3:16)
b) Cristo morreu por todos e não tão somente por alguns (2 Co 5:14-15; 2 Ti
2:6)
c) A substituição tem um aspeto “potencial” pelo qual Deus faz “salvável” a
todo pecador
d) O evangelho faz um convite geral à salvação (Mat 11:28; Ap 22:17)
e) Todo aquele que creia em Cristo será salvo (Jo 3:16; 5:14; Ro 1:16; 10:13;
At 16:31)
f) O convite geral da graça pode ser rejeitado (Jo 3:36)
g) As promessas de Deus não põem ser quebrantadas (Num 23:19)

7) As bênçãos que temos são “em Cristo”


a) Todo o que tem a ver com nossa salvação é “em Cristo”
i) A graça salvadora foi nos dada “em Cristo” 2 Tim 1:9
ii) A vocação para salvação é “em Cristo” (Fil 3:14)
iii) A eleição é “em Cristo” (Ef 1:4)dd El supremo llamamiento de Dios en
Cristo Jesús incluye todos los propósitos que Dios tenía en mente al
salvarnos. Incluye la salvación, la conformidad a Cristo, nuestra
condición de coherederos juntamente con Él, un hogar en el cielo, e
innumerables otras bendiciones espirituales.
iv) O perdão é “em Cristo (Ef 4:32 como também deus em cristo vos
perdoou)
v) A liberdade de condenação é “em Cristo” (Ro 8:1)
vi) A justificação é “em Cristo” (Gal 2:17)
vii) A vida eterna é “em Cristo” (Rom 6:11,23)
b) Todas as bênçãos são possíveis “Em Cristo”
i) Em relação com a santificação
(1) O crente é santificado “em Cristo” (1 Co 1:2)
(2) Radicados e edificados “em Cristo” (Col 2:7)
(3) Ensinados “em Cristo” (Ef 4:21)
(4) Levados vitoriosamente “em Cristo” (2 Co 2:14)
ii) Em relação com a esperança
(1) A ressurreição para glória está garantida para quem está “em
Cristo” 1 Cor 15:20)
8) A doutrina da eleição
a) A afirmação Bíblica “O Pai tem escolhido aos crentes”
i) Tempos verbais no grego:

11
(1) Voz ativa: O sujeito executa a ação (Deus escolhe aos homens)
(2) Voz passiva: O sujeito recebe a ação (Os homens são escolhidos
por Deus)
(3) Voz média: O sujeito executa a ação em proveito próprio (Deus
escolheu aos homens para si próprio)
ii) O verbo escolher “ekelygomai” Ατ 1:2 entresacar, seleccionar.
Significa, en la voz media, elegir para sí, no implicando ello
necesariamente el rechazo de lo que no ha sido elegido, sino elegir con
las ideas subordinadas de bondad, favor o amor significa selecionar ou
eleger.
(a) Aparece 22 vezes no N.T. e sempre em voz média
(b) Deus sinala antecipadamente aos crentes para fazê-los seus.
b) O propósito divino na eleição (Ef 1:4)
i) “Para sermos santos e irrepreensíveis”
ii) Separados para Deus
iii) O ensino tem a ver com uma operação da soberania de Deus
iv) A conduta do cristão se estabelece por causa desta provisão e
concorda com ela.
v) O crente é salvo para ser santo
c) O tempo da eleição (Ef 1:4)
(1) “Antes da fundação do mundo” (Antes da criação, Pr 9:29ss)
(2) Quer dizer, que é um desígnio eterno, que ocorre fora do tempo.
(3) Esta ação obedece a um ato soberano de Deus
(4) A eleição se produz “antes” da criação, então não se produz a causa
do fracasso humano pelo pecado
(5) A eleição dos crentes não é devida a suas obras, o que fizerem, ou
deixarem de fazer no futuro
9) A doutrina da eleição envolve três aspetos
a) Eleição para privilégios e serviços específicos
i) Abraão (Gên 12:1)
ii) Jacó (Rom 9:10-13)
b) Eleição para ofícios
i) Levitas e sacerdotes (Deut 18:5)
ii) Moisés (Ex 3:1ss)
iii) Reis, como Davi (1 Sam 13:14)
iv) Profetas (Jer 1:5)
v) Apóstolos (At 9:15)
vi) Discípulos (Luc 6:13)
c) Eleição de indivíduos para serem filhos de Deus e herdeiros da glória
eterna (Ro 11:5; 1 Cor 1:26-29; 1 Tes 1:4 reconocemos vuestra elección...
como??? Por que habían recebido!, 1 Ped 1:2; 2 Ped 1:10)d En 1Ts 1:4:
«vuestra elección» se refiere no a la iglesia colectivamente, sino a los
individuos que la constituyen; la certeza que tiene el apóstol de la
elección de ellos da la razón de su acción de gracias. Los creyentes deben
dar «la mayor diligencia para hacer ciertos su llamamiento y elección»,
por el ejercicio de las cualidades y gracias que los hagan llenos de fruto
del conocimiento de Dios (2Pe 1:10).¶ Para el correspondiente verbo
eklegomai; véase C. Véanse también ESCOGIDO
10) Características principais da eleição

12
a) É incondicional
i) Se produz antes da fundação do mundo
ii) Não é devido a mérito o demérito pessoal, nem é causada por
nenhuma ação humana, pois o homem não tinha sido criado (2 Ti 1:9)
b) Tem um propósito definido: “para sermos santos”
i) Deus não escolhe porque previa que alguns iam querer serem salvos
ii) O texto não diz que Deus escolheu porque iam ser santos, mas “para
que” fossem santos.
iii) Ensinar que Deus escolhe tão somente em razão do seu pre-
conhecimento é colocar ao Eterno na posição dum simples vidente,
que desde a eternidade escolhe àqueles que por decisão própria
quiserem ser santos
iv) O propósito da eleição é então a salvação
v) Em Rom 8:29 Paulo expressa essa verdade de outro modo.
(1) Conhecer, é um ato de familiaridade no exercício de sua absoluta
soberania e vontade (Exemplo de Israel Am 3:2)
c) A eleição é realizada “em Cristo” POR QUE? Hay un solo mediador!
i) Tudo o que Deus faz é em Cristo e para Cristo
ii) Sem a Sua mediação não seria possível alcançar a realidade espiritual
para a qual foram escolhidos
d) A fonte da eleição: a soberania divina
i) A Bíblia ensina a soberania divina:
(1) Na criação (Gên 1)
(2) Na salvação (2 Tim 1:9)
(3) Se mostra abundantemente em Ef 1:5,9,11

11)Algumas críticas respondidas


a) A eleição é “em Cristo” por tanto todos os homens são escolhidos
i) Se assim fosse, o propósito divino na eleição “sermos santos e
irrepreensíveis” ficaria sujeito ao arbítrio humano e poderia fracassar
por os que não quiserem crer.
b) A eleição de alguns para salvação supõe a eleição dos outros para
condenação
i) Não existe base na escritura para tal afirmação, tudo o contrário (1
Tim 2:3-4; Jo 3:16; Ro 10:12-13)
c) A eleição anula a responsabilidade humana
i) Deus não obriga ao homem a crer, nem Ele crê pelo homem
ii) A responsabilidade é pessoal e consiste em “desobedecer” ao chamado
de Deus para salvação (Jo 3:36)
iii) Todo aquele que acuda a Deus pela fé será salvo (Ro 1:16)
d) A eleição tira o interesse pela evangelização
i) Deus estabeleceu o mandamento de pregar o evangelho a toda
criatura (Mr 16:15)
ii) O homem se salva por graça mediante a fé, crendo o evangelho (Ro
10:14-15)
iii) O evangelista deve saber que todo aquele que creia será salvo
e) A eleição é uma acepção de pessoas imprópria dum Deus justo
i) Seria assim se Deus não tivesse disposto uma oferta de salvação para
todos os homens (Mat 11:28)

13
ii) Paulo responde rotundamente a esto (Ro 9:19-21)
(1) Os vasos de salvação “foram preparados por Deus”, porém os
vasos de ira “são suportados pacientemente”
(2) Eles se preparam a si próprios (Ro 2:5)
f) Esta doutrina contradisse e não concorda com o convite geral do
evangelho
i) Poderia não concordar com o pensamento limitado do homem que
impede compreender a dimensão das “coisas de Deus”
ii) A doutrina da eleição é parte da doutrina bíblica e deve ser aceitada
por cada crente como matéria de fé.
g) A doutrina da eleição pessoal limita a grandeza da misericórdia divina
i) A eleição é a expressão da soberania de Deus
ii) A perfeição da soberania não altera nem diminui qualquer outra
perfeição de Deus
iii) A soberania de Deus não é a ação duma vontade irreflexiva, mas a ação
do Ser mais justo do universo
12)Mais algumas reflexões bíblicas em relação à doutrina da eleição
a) Deus é soberano na sua iniciativa salvífica
i) A salvação é do Senhor (Sal 3:8; Jon 2:9)
ii) O homem caído não pode fazer nada para salvar-se
iii) Deus faz o necessário para que os homens que escutam o evangelho
tenham acesso á salvação providenciada pela obra da Cruz (Jo 1:9, 1 Ti
2:4; 2 Ped 3:9)
b) A eleição para salvação não pressupõe eleição para condenação
i) Deus não põe a causa da condenação eterna num “decreto de
reprovação eterna” mas na resistência voluntaria do homem à
verdade (Is 5:5; 55:6,7 ; 59:1-2; Ez 18:23,31; 33:11; Mat 23:37; Luc
13:34; Jo 3:19-21; 8:24; At 13:46, Ro 1:18; 2:4-5)
ii) O endurecimento judicial obedece à reiterada resistência do homem
(p. ex. Is. 6:9-10, comp. Jo. 12:37-40 y Ro. 11:8; Ro. 9:17; comp. Ex.
7:13,22)

O MEIO DA SALVAÇÃO

Lição 12: Graça


A. Definição de Graça
a. Definição mais usada: “Favor imerecido”. Definição pouco usada:
“É a resposta de Deus à necessidade do homem”2. Do grego karis =
Graça e Kairo = estar feliz e bem. .
b. A graça de Deus é a resposta de Deus à necessidade do homem. É a
qualidade intrínseca do ser ou essência de Deus pelo qual Ele é
espontaneamente benigno em todos os seus atos.
c. Graça significa dar, sem cobrar nada de alguém. É dar algo para
alguém que não merece, não é Mateo 20:1ss

14
B. Mal-entendido sobre a doutrina da graça
a. O V.T. contém a Lei e o NT a Graça (Gn 2.17, 3.15, 4.4, 5.24, 6.8, Rm
7.12, 1 Tm 1.8)
b. Esforçar-se para obter a graça (Rm 4.4, 11.6)
c. Alguns pensam que o Antigo Testamento representa a Lei, a
severidade e dureza de Deus, enquanto o Novo Testamento
representa a Graça, a bondade e o amor de Deus. Essa ideia está
equivocada. O Antigo Testamento é claro em demonstrar a graça
de Deus.

C. Graça faz parte do caráter de Deus


a. Vem Dele e está em Sua natureza (1 Co 1.4)
b. Não existe um dia que Deus está mais gracioso do que os outros
dias (2 Co 2.9 no está!)
D. Graça em Adão
a. Com a queda, Adão teceu para si um avental de folhas
b. Deus providenciou cobertura de pele de animal
c. O animal morreu no lugar de Adão (Gn 3.7,21)
E. Graça em Abel
a. Abel confiou em Deus e na promessa de um futuro Libertador (Gn
3.15, 4.4, Hb 11.4)
b. Caim creu no seu próprio esforço (Gn 4.3, Hb 11.4)
F. Graça em Moisés
a. testificou da graça de Deus durante a jornada no deserto (Êx
33.12-17).
G. Graça para o povo de Israel
a. A provisão do sacrifício para os pecadores (Lv 5.17-18).
H. Graça para o rei Davi
a. testemunhou que a graça de Deus é melhor que a vida (Sl 63.3).
I. A maior expressão da Graça está em Cristo Jesus
a. Participamos da natureza de Cristo (Jo 1.16-17)
b. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo (Ef 2.5-8)
c. A graça dispensa totalmente o esforço humano (Rm 11.6)
“Deus escolheu Israel para ser seu povo milhares de anos atrás, e fez centenas de
promessas para a nação no antigo Testamento as quais ainda não se cumpriram.
Essas promessas devem ser cumpridas, se, de fato, Deus é fiel em suas próprias
promessas. Alguns estudiosos acreditam que essas promessas serão cumpridas
através da igreja, mas eu creio que elas serão cumpridas especificamente através
da nação de Israel. Eu creio que o ensino de Paulo em Romanos 11 é que Deus
converterá a nação de Israel quando Cristo retornar.”
J. Dois tipos de Graça
a. Graça comum (Mt 5.43-45; At 14.15-17; 17.24-28).
É a graça de Deus derramada sobre todos, salvos e não salvos.
Deus proporciona às pessoas inumeráveis bênçãos que não estão
relacionadas com a salvação.
b. Graça especial (Rm 5.15,17; 2Co 8.9; Ef 2.5-10; Tt 2.11). É a graça
de Deus relacionada com a salvação. A salvação é a manifestação
da graça de Deus.

15
K. Misericórdia e Graça
a. A misericórdia e a graça de Deus estão inter-relacionadas na
salvação do crente.
b. A misericórdia retira do homem aquilo que ele merece
(condenação). A graça dá ao homem aquilo que ele não merece
(salvação).

Lição 13: Fé
A. A fé é fundamental a toda experiência cristã autêntica. Ela é a resposta do
homem a Deus. A Bíblia diz que “...sem fé é impossível agradar a Deus...”
(Hb 11.6).
Entrega en confianza a Dios, crer lo que el diz... pisteuo pistes... no é
pensamento positivo.... Creer en Jesus para ser salvo.

B. Uma vez que as barreiras entre Deus e o homem já foram removidas, e


que o Senhor oferece um novo relacionamento com a Sua pessoa, o que o
homem deve fazer para tirar proveito disso e tornar a salvação uma
realidade em sua vida? Apenas crer (At 16.30-32)!
C. O pecador se salva por graça mediante a fé (Rom 5:1; Ef 2:8)
D. A fé como elemento para alcançar a salvação
a. O significado da fé
i. A fé é a certeza de saber que algo é verdade
ii. Ter fé em Cristo para salvação significa confiar em que Ele
tem poder para remover a culpabilidade do pecado e dar
vida eterna (Jo 3:16)
b. A necessidade da fé
i. A fé é o único meio instrumenta para alcançar a salvação (Jo
5:24; 17:3;Rom 5:1; Ef 2:8)
ii. A fé é o canal pelo que são recebidos os benefícios da obra
de Cristo
iii.
iv. A fé não é a causa da salvação para que a glória da salvação
não esteja no homem
c. As classes de fé
i. Fé natural (At 26.25-29; Tg 2.19). É aquela confiança ou
crença possuída por todos os homens. É uma fé morta, que
conhece a verdade, mas que não a aceita no interior. Esta fé
é insuficiente para satisfazer as necessidades espirituais do
homem ou as exigências de Deus.
ii. Fé espiritual (Rm 10.17; Hb 11.1,6). É aquela confiança ou
crença possuída pelos crentes regenerados. É uma fé viva,
que conhece Deus e a Sua vontade através da Bíblia. Esta é a
fé que agrada a Deus.

16
d. Em relação à salvação (Jo 1.12; 20.30-31; Rm 1.16). Esta é a fé em
seu aspecto inicial. A fé no evangelho de Cristo.
i. Alguns pensam que a fé é um dom de Deus (Ef 2:8, Fil 1:29)
ii. Outros que é resposta do homem ao evangelho.
iii. Ambas posturas concordam em que a fé não é considerada
uma obra.
e. Em relação a pessoa de Deus (Sl 37.3-5). É a fé de que a promessa
feita será cumprida. A base desta confiança não está na coisa
prometida, nem naquele que tem a fé, mas Naquele que faz a
promessa.
f. Em relação à palavra de Deus (At 27.22-25; 1Jo 5.10). A fé na
Palavra de Deus é aceitá-la no coração e entregar-se a cumprir as
suas exigências. A fé crê que tudo o que Deus diz é verdade, ainda
que as circunstâncias presentes pareçam ser contrárias à sua
realização (Hb 11.7).
g. Em relação à oração (Jr 32.16-17; Mc 11.24; Jo 15.7; 1Jo 5.14-15). É
a certeza do poder de Deus para cumprir a Sua palavra. Certeza da
vontade de Deus conforme revelada em Sua palavra.
h. Em relação às obras (Tg 2.21-26). As obras não produzem fé, mas a
fé produz obras, e as obras a aperfeiçoa. Quando Tiago diz que o
homem não é justificado pela fé somente (Tg 2.14), não está
contrapondo-se ao ensino de Paulo (Gl 2.16). O que ocorre é que o
assunto está sendo tratado de diferentes pontos de vista. Paulo
olha do ponto de vista de Deus e Tiago olha do ponto de vista do
homem.
i. Em relação ao batismo (Mt 28.20; Rm 6.3-4). O batismo com água é
uma das ordenanças dada por Cristo à Igreja, e tem um simbolismo
espiritual profundo. Entretanto, mesmo sendo uma ordenança e
tendo um simbolismo espiritual, ele não salva ninguém. Muitos
usam Marcos 16.16 para tentar provar que o batismo é necessário
à salvação. Mas, o que vemos neste verso é que a falta de fé que
leva a condenação e não o batismo.

Lição 14: Arrependimento


A. Definição: Arrependimento é a mudança de mente. Do latim repoinetere =
sentir pesar e do grego metanoia = mudança de mente. A palavra
arrependimento (gr. metanoeo) significa “mudança de mente”, “mudança
de direção”, “mudança de atitude” ou “mudança de opinião sobre algo ou
alguém”. En el NT, el arrepentimiento y la fe son los dos lados de una
misma moneda (Act 20:21). Ellos son una respuesta a la gracia. Jesús
predicó la necesidad que tenían los judíos de arrepentirse (Mat 4:17), y
requirió que sus apóstoles/discípulos predicaran el arrepentimiento a los
judíos y a los gentiles (Luk 24:47; Act 2:38; Act 17:30). El arrepentimiento
es un profundo cambio de mente que involucra el cambio de dirección de

17
vida. El lado positivo del arrepentimiento es la conversión, el genuino
volverse a Dios o a Cristo en busca de gracia.
B. O arrependimento leva a pessoa voltar-se e acertar os seus erros. É visto
na Bíblia como elemento fundamental na resposta do homem a Deus.
Voltamo-nos do pecado para Cristo.
C. Arrependimento x remorso
a. O arrependimento não é choro nem tristeza (embora isso possa
acontecer). Alguém pode sentir profunda tristeza pelo pecado e
não querer abandoná-lo.
b. Arrependimento também não é remorso. O remorso olha só para o
pecado, enquanto o arrependimento olha para o Calvário.
c. Judas Iscariotes foi tocado pelo remorso, mas não se arrependeu
de seus pecados (Mt 27.3-5).
D. Elementos do arrependimento
a. Elemento intelectual (Mt 21.28-32). O arrependimento adota a
atitude de Deus no seu modo de pensar com relação ao pecado.
b. Elemento emocional (Sl 38.18; 2Co 7.9-10 contristado para
arrependimento). O arrependimento também gera um ódio ao
pecado e tristeza por ter ofendido a Deus.
c. Elemento volitivo (At 8.22). A pessoa resolve abandonar o pecado
e buscar o perdão de Deus. d Que no hubo un verdadero
arrepentimiento de parte de Simón queda indicado por estas
palabras: «Rogad vosotros por mí al Señor, para que no me
sobrevenga nada de esto que habéis dicho». No sentía su pecado,
sino sólo las consecuencias que pudiesen sobrevenirle.
d. Encontramos todos esses elementos na parábola do “filho pródigo”
(Lc 15.11-32):
i. Intelectual – “...caindo em si...” (v.17).
ii. Volitivo – “levantar-me-ei, e irei...” (v.18).
iii. Emocional – “...já não sou digno...” (v.19).
E. Em relação a santificação
a. Para o crente, o arrependimento é fundamental para a vida de
santificação e comunhão com Deus (1Jo 1.6-7,9).
F. Arrependimento no Antigo Testamento
a. Há dois termos que expressam arrependimento no Antigo
Testamento.
i. Nacham (Gn 6.6; Êx 32.14; 1Sm 15.11). Expressa um
sentimento profundo. Com frequência é acompanhado de
uma mudança de plano ou ação. Este termo é geralmente
aplicado a Deus. Dizer que Deus se arrepende não significa
que Ele é pecador, diferentemente do homem. Significa que
Ele altera a Sua relação e atitude para com o homem. Passa
da complacência à indignação; da ira para o favor ou
bênção. A mente de Deus é constante, porém, Suas atitudes
mudam conforme o comportamento humano (Jr 18.8; Jl
2.13; Jn 1.2; 3.4,10).
ii. Shuwb (2Re 17.13; Sl 78.34; Pv 28.13). Significa “girar” ou
“retornar”. Este termo é geralmente usado para o

18
arrependimento humano. É aplicado quando o homem se
arrepende do pecado para voltar-se para Deus.
G. Arrependimento no Novo Testamento
a. O arrependimento sempre foi tema da pregação dos principais
personagens do Novo Testamento:
i. João Batista (Mt 3.1-3).
ii. Jesus Cristo (Mt 4.15-17; Lc 13.3).
iii. Apóstolos (At 2.38; 3.19; 17.30; 20.21; 26.18,20).
H. Resultados do arrependimento
a. A parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32) também mostra alguns
resultados do verdadeiro arrependimento:
i. Reconhecimento (v.17)
ii. Confissão de pecado (v.17,21)
iii. Perdão (v.22-24,32; Is 55.7)
iv. Alegria (v.23-24,32; Lc 15.7-10)
b. Entretanto, o arrependimento não anula as consequências dos
pecados cometidos. A história de Davi com Bate-Seba ilustra bem
esse conceito (2Sm 11-12).

Os resultados da salvação
Lição 15: Justificação
A. Definição: A justificação é resultado da obra de propiciação realizada por
Cristo. Deus declara justo qualquer homem que crê em Cristo.
B. A palavra no original (gr. dikaioo) significa “absolver”, “declarar justo”,
“declarar livre de culpa e de merecimento de castigo”.
C. Justificação é o ato de Deus declarar o pecador regenerado livre da
condenação eterna.
D. Declaração: Há duas declarações importantes sobre a justificação.
a. A justificação é obra exclusiva de Deus. Não é pelas obras da lei,
mas pela graça de Deus.
b. A justiça de Cristo é recebida pelo indivíduo no instante da
salvação, exclusivamente pela fé.
E. Dois tipos de justiça
a. Justiça de Cristo (Rm 1.17; Gl 2.16; Fp 3.8-9). É pela fé na graça de
Cristo e traz liberdade.
b. Justiça do homem (Is 64.6; Rm 3.28-30; 9.30-32; 10.2-4; Fp 3.4-6).
É pela fé no esforço próprio e traz escravidão. 3:9 de filipenses!ki
F. O pecador não pode ser aceito por Deus
a. A questão do pecado teve que ser acertada antes do pecador ser
aceito por Deus (Ef 1.7)
b. O que o pecador jamais conseguiria, Cristo se tornou por ele (1 Co
1.30)
c. O pecador jamais teria chance de ser aceito por Deus (Fp 3.7-9)
G. A solução para o dilema
a. Um novo estado é estabelecido na vida do pecador por causa de
Cristo (2 Co 5.17)

19
b. .A justiça que faltava ao injusto foi imputada por Cristo (2 Co 5.21)
c. A justificação torna o pecador justo diante de Deus, como se não
tivesse pecado anterior (Rm 3.24-25)
d. Não ficou nenhuma pendência do pecador diante de Deus e da Lei
(Hb 10.14)
H. Resultados
a. Paz com Deus (Rm 5.1). A expressão “justificados” no passado
indica que a justificação aconteceu num certo instante do passado
e implica que não há necessidade de repeti-la porque seus efeitos
continuam indefinidamente.
b. Graça de Deus (Rm 5.2). O homem não merecia nada além da
condenação eterna. No entanto, quando Deus nos declarou justos,
Ele nos ofereceu as bênçãos de Sua graça a toda hora,
completamente à parte de qualquer mérito nosso (Rm 8.31-39).
Antes estávamos condenados, porém mediante a fé em Cristo Jesus
fomos justificados.

Lição 16: Imputação


A. Definição
a. A imputação também é resultado da obra de propiciação realizada
por Cristo.
b. Significa “debitar”, “atribuir responsabilidade”, “lançar na conta
de”.
c. A imputação é a contabilidade de Deus (At 7.59-60; Rm 4.1-8,22-
25). Não só o nosso pecado foi colocado na conta de Cristo na cruz,
mas a justiça Dele foi colocada em nossa vida.
d. Enquanto a justificação é um termo jurídico, a imputação é um
termo comercial.
B. O que imputação não é
a. A imputação não é um empréstimo a ser pago durante a vida (Rm
6.10, Hb 9.12,26,28, 10.10)
b. A imputação não é uma dívida lançada na conta do pecador para
pagar com as obras (Gl 2.16)
c. A imputação não é o perdão de dívida, mas a responsabilização
dela
i. Jesus tomou o nosso prejuízo para Si. Ele imputou em sua
conta a nossa dívida (Is 53.4-6)
ii. Jesus se fez pecado por nós, assumindo os nossos erros (2
Co 5.21)
iii. Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo (1 Pe 2.24-
25)
iv. Jesus se ofereceu para morrer a nossa morte (Hb 9.14)
v. A imputação assume a dívida de uma vez por todas (Hb
10.14)

C. Três usos da palavra

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a. A imputação da culpa de Adão à sua descendência (Rm 5.12-14;
1Co 15.22a). Toda a descendência de Adão (humanidade) pecou. A
palavra “passou” mostra que a morte e o pecado iniciados com
Adão foram transmitidos a todos os homens. Tanto a morte física
como a espiritual.
b. A imputação dos nossos pecados a Cristo (Is 53; 1Co 15.22b; 2Co
5.21; 1Pe 2.24-25). Cristo foi feito pecado por nós e não feito
pecador. Deus lançou na conta de Jesus um débito que não era
Dele, mas nosso.
c. A imputação da justiça de Cristo aos crentes (Rm 1.16-17; 3.10,21-
22; 4.24-25; Cl 2.14). Não só o lado negativo é imputado a nós
(pecado e morte), mas também a justiça de Cristo. Agora, não só
temos a dívida paga (pecado perdoado), mas também um saldo
positivo diante de Deus.

D. Ilustração
a. A narrativa sobre Onésimo, Paulo e Filemom ilustram
perfeitamente o conceito de imputação (Fm 17-18).
b. “...recebe-o, como se fosse a mim mesmo” (v.17) = credite a ele
meu mérito.
c. “E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em
minha conta” (v.18) = impute a mim o demérito dele.
d. Onésimo como um escravo fugitivo possuía débitos perante seu
senhor Filemom. Paulo escreveu esta carta assumindo a dívida de
Onésimo. Assim, o escravo se tornaria justo perante Filemom.

Lição 17: Regeneração

21
A. A regeneração é uma obra de renovação plena e dotação duma nova
natureza, operada pelo Espírito Santo em todo aquele que crê.
a. Antes de que um pecador possa entrar ao Reino de Deus e ser um
habitante do céu, Deus tem que obrar uma transformação nele.
b. A transformação é tal, que só pode se comparar com um “novo
nascimento”

B. A necessidade da regeneração
a. A condição do homem natural (Jo 3:6)
i. As palavras de Jesus não foram dirigidas a um homem de
condição moral baixa, mas a um líder do povo de Israel
b. A impossibilidade de estar na presencia de Deus, em seu estado
natural (Sal 24:3-4)
c. A impossibilidade do homem não regenerado para viver em
obediência à vontade de Deus
d. A necessidade de receber vida eterna, para quem está morto em
delitos é pecados
e. A necessidade de capacitar ao homem para ser templo de Deus em
Espírito (1 Cor 3:16)
C. Elementos
a. Deus é o autor (Jo 1.12-13; Ef 2.4-5). É da vontade de Deus salvar o
homem e dá-lo uma nova vida. Pentecost diz que “como a criança
nasce neste mundo, não por vontade própria, mas pelo desejo de
outros, assim também nascemos na família de Deus, não pela nossa
própria vontade, desejo, ou esforço, mas nascemos de Deus”
b. Espírito Santo é o agente (Jo 3.5-6; Tt 3.4-7). O papel do Espírito
Santo é gerar uma nova vida.
c. O Sangue de Cristo é a base (Lv 17.11; Hb 9.22; 1Pe 1.17-19). O
sangue significa vida, portanto, quando a Bíblia fala do sangue de
Cristo está dizendo que Ele deu a Sua vida na cruz. Sem a morte de
Cristo o pecador estaria condenado e não haveria regeneração.
d. Palavra de Deus é o meio (Rm 10.17; Hb 4.12; Tg 1.18; 1Pe 1.23). A
Palavra de Deus é o meio usado pelo Espírito Santo para o novo
nascimento.
e. Fé é o instrumento (Jo 1.12; Gl 3.26). O novo nascimento só é
possível pela fé em Cristo Jesus. Tornamo-nos filhos de Deus
quando cremos em Cristo.
D. Resultados
a. A regeneração resulta em duas mudanças na vida do regenerado:
i. Torna-se uma nova criatura (2Co 5.17)

22
ii. Torna-se um filho de Deus (1 Jo 3:1)

Lição 18: Adoção

A. Definição
a. A adoção é um ato divino mediante o qual, alguém que já é filho
por nascimento verdadeiro (regeneração) é apresentado como
filho adulto (Rm 8.14-17,23; Gl 4.1-7).
b. O filho verdadeiro (gr. teknos) é colocado como filho adulto (gr.
huios).
B. Explicação
a. Gálatas 4.5 fala sobre a “adoção de filhos” (gr. huiothesia), que
significa “colocação do filho na posição de adulto”.
b. Este termo é baseado no costume romano da época em que o filho
chegando numa certa idade era reconhecido publicamente numa
cerimônia como filho de seu pai e recebia todos os direitos e
responsabilidades de um adulto.
c. Nem todos os filhos adquiriam o privilégio de adoção. A adoção da
época era como se o pai tivesse um outro “eu” na pessoa de seu
filho de adoção, sendo que tudo o que o pai possuía, passava ao
filho em plenos direitos. Portanto, para os romanos da época o
filho adulto não era alguém com 18 ou 21 anos, mas o filho com
todos os direitos e responsabilidades do pai.
d. Em Romanos 8.15 diz que como filhos de adoção “clamamos: Aba,
Pai”. A palavra “aba” é aramaica e significa “pai”. Neste texto, Paulo
ao usar “Aba, Pai” está mostrando a união entre judeus (ar. aba) e
gentios (gr. pater) numa mesma filiação.
e. Em Romanos 8.17 explica que como filho de adoção, o crente tem o
direito de receber todas as coisas que o Pai tem para dar,
juntamente com Cristo Jesus, o primogênito. Se Cristo sofreu, nós
também sofreremos (Rm 8.18; Fp 1.29); se Ele foi glorificado,
também seremos.
C. Resultados
a. Libertação da lei (Rm 8.15; Gl 4.4-5). O crente já não está mais
subordinado a um tutor, mas pode encontrar-se diretamente com
o Mestre.
b. Penhor da herança (Gl 4.6-7; Ef 1.11,13-14). Thiessen diz que para
o crente “é o pagamento inicial da herança total que ele receberá
quando Cristo vier”19.
c. Semelhança à imagem de Cristo (Rm 8.29). A posição de filho de
adoção coloca o crente com o direito a herança (bênçãos
espirituais) e com a responsabilidade de se conformar com a
imagem de Cristo.
d. Revelação final (Rm 8.19,23). A adoção do crente é uma realidade
presente, mas será plenamente concretizada na ressurreição final.

23
Lição 19: Santificação
A. Definição
a. É a obra divina pela qual o crente é separado por Deus (Lv 11.44-
45 ; 19.2 igual; 20.7-8,26; 1Ts 4.3,7; Hb 12.14 seguid la santidade
sin la cual ninguno verá al Señor... salvación por obra?
b. “Separado” é usado no sentido de algo separado do seu uso comum
e dedicado para fins espirituais. Os utensílios do tabernáculo
(grelha, garfos, bacias, etc.) eram como qualquer outro objeto,
porém, devido a separação esses utensílios se revestem de grande
distinção (Êx 30.22-33).
B. Palavras
a. No hebraico a palavra “kodesh” é traduzida como “santo”,
“santificado”, “separado” ou “consagrado”. É usada tanto para
pessoas como para objetos (Lv 8.15,30; Js 5.15; 6.19).
b. No grego a palavra “hagios” é traduzida como “santo”, “separado”,
“santificado”, “dedicado”, “purificado” ou “consagrado”. Também
pode ser usada para pessoas e objetos.
jagiasmos (ἁγιασμός, G38), «santificación», significa: (a)
separación para Dios (1Co 1:30; 2Ts 2:13; 1Pe 1:2); (b) el estado
que de ello resulta, la conducta apropiada por parte de aquellos así
separados (Rom 6:19, Rom 6:22; 1Ts 4:3-4, 1Ts 4:7; 1Ti 2:1, 1Ti
2:5; Heb 12:14). Así, la santificación es el estado predeterminado
por Dios para los creyentes, al que en gracia él los llama, y en el
que comienzan y persisten en su curso cristiano. Por ello reciben el
nombre de «santos» (jagioi).¶ «La santificación es aquella relación
con Dios en la que entran los hombres por la fe en Cristo (Hch
26:18; 1Co 6:11), y para la cual el único título que tienen es la
muerte de Cristo (Efe 5:25-26; Col 1:22; Heb 10:10, Heb 10:29;
Heb 13:12).

La santificación también se utiliza en el NT de la separación del


creyente de las cosas malas y de los malos caminos. Esta santificación
es la voluntad de Dios para el creyente (1Ts 4:3), y su propósito al
llamarlo mediante el evangelio (1Ts 4:7); tiene que ser aprendida de
Dios (1Ts 4:4), conforme él la enseña mediante su Palabra (Jua 17:17,
Jua 17:19; cf. Sal 17:4; Sal 119:9), y el creyente tiene que buscarla
seria y constantemente (1Ti 2:15; Heb 12:14). En razón de que el
carácter santo, jagiosune (1Ts 3:13), no es vicario, esto es, no puede
ser transferido o imputado, es una posesión individual, edificada, poco
a poco, como resultado de la obediencia a la Palabra de Dios y de
seguir el ejemplo de Cristo (Mat 11:29; Jua 13:15; Efe 4:20; Flp 2:5), en
el poder del Espíritu Santo (Rom 8:13; Efe 3:16).
c.
d.
C. Aspectos
a. Existem três aspectos sobre a santificação do crente.

24
b. Santificação posicional (1Co 1.2; Ef 1.1; Cl 1.2). Todo salvo é
posicionalmente santo. Após a sua conversão, ele assume uma
posição de separado por Deus.
c. Santificação prática ou progressiva (Jo 17.17; Rm 6.13,22; 12.1; Ef
5.26). Esta santificação é um processo. No dia a dia o crente está
sendo santificado por obra do Espírito Santo mediante a Palavra
de Deus. O crente ainda luta contra o pecado e não experimenta de
uma santidade perfeita (Fp 1.6, Gal 5:22-23).
d. Santificação perfeita (Fp 3.20-21; 1Jo 3.2). No futuro os salvos
terão os seus corpos transformados e serão semelhantes a Jesus,
sem pecado. Esta é a santificação perfeita.
D. Os agentes da santificação
a. A santificação é obra de Deus em nós (1 Ts 5.23, Rm 15.16)
b. A Palavra de Deus nos santifica (Jo 17.17, Ef 5.26)
c. O sangue (a morte) de Cristo nos santifica (Hb 13.12, 10.10, Gl
6.14)
d. Somos santificados pela fé (At 26.18)

Lição 20: Perdão


A. Extensão
a. Colossenses 2.13 apresenta a extensão do perdão de Deus:
Como lo dice Meyer: «Por la muerte de Cristo en la cruz, la ley que
condenaba a los hombres perdió su autoridad penal, por cuanto
Cristo, por Su muerte, llevó por el hombre la maldición de la ley y
vino a ser el fin de la ley” A lei não morreu mas nós morremos
para ela
b. O homem estava morto. Esta era a nossa situação antes de crermos
em Cristo.
c. Deus deu vida. Fomos regenerados e recebemos uma nova vida.
d. Deus perdoou todos os nossos pecados. O perdão de Deus foi para
todo e qualquer pecado no passado, presente ou futuro. Uma vez
que estamos em Cristo, Ele se esquece dos nossos pecados (Mq
7.18-20 profundo del mar...; Hb 10.17).
B. Confissão
a. Alguém pode questionar qual a necessidade então de confessar os
pecados cometidos. Além de retornar a comunhão com Deus e a
alegria da salvação, é uma grande demonstração de humildade.
b. Em 1João 1.9 vemos a necessidade de confessar os pecados. A
palavra “confessar” (gr. homologeo) significa “dizer a mesma coisa
a respeito de algo”, “admitir”, “concordar”. Quando nós
confessamos estamos concordando com Deus.

Lição 19: Liberdade

25
A. Um dos grandes efeitos da morte de Cristo para aquele que crê é a
liberdade (Gl 5.1,13; Cl 1.13). Somos livres em Cristo Jesus não mais para
desagradar e desobedecer a Deus, mas para O agradarmos e servimos uns
aos outros.
B. Há três aspectos da liberdade que a obra de Cristo proporcionou aos
homens:
a. Justificação: Libertação da penalidade do pecado (Rm 3:26; 8:1).
b. Santificação: Libertação do poder do pecado (Rm 6.1-23).
c. Glorificação: Libertação da presença do pecado (1 Jo 3:1-3; 1
Cor:15:35-56)

Lição 21: Segurança


A. Segurança é a certeza que o salvo tem de que jamais perderá a salvação
em Cristo Jesus. Ele tem a segurança da vida eterna ao lado do Senhor (Jo
3.15-18,36; 5.24; 6.37; 17.3; Rm 8.1,31-39; Ef 1.13-14; 1Jo 5.10-13).
B. Podemos afirmar a segurança do crente
a. A Bíblia ensina que a salvação faz parte dum plano eterno de Deus
b. (2 Ti 1:9)
c. O plano eterno de Deus inclui o mais amplo perdão para o pecado
de todo aquele que creia (Col 2:13)
d. A salvação é um dom divino e por isso irrevogável (Rom 11:29)
C. A salvação é possível sobre a base da obra de Cristo na cruz
a. O preço da redenção foi totalmente pago (Ef 1:7-8)
b. A reconciliação do pecador com Deus é um fato real (2 Cor 5:18)
c. A paz com Deus é permanente para o pecador salvo (Ef 2:14-16)
D. A salvação é segura pela aplicação dos méritos de Cristo a todo aquele que
crê
a. O pecador tem sido colocado em Cristo pelo batismo do Espírito (1
Cor 12:13)
b. Deus declara ao crente justificado diante dele sobre a base da
justiça imputada de Cristo (Rom 5:1)
c. Deus santifica ao crente posicionalmente em Cristo (1 Cor 1:30-
31)
E. A segurança da salvação descansa no compromisso das Três Pessoas
Divinas
a. O propósito do Pai (Rom 8:29)
i. Sua promessa (Jo 3.16,36; 1Jo 5.11-12)
ii. Seu poder (Jo 10.29; Rm 8.31-39)
iii. Seu amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9-10)
b. Na obra e compromisso do Filho
i. Sua morte (Rm 5.8; 1Jo 2.1-2)
ii. Sua ressurreição (Rm 4.25; 1Co 15.17; Ef 2.6)
iii. Seu poder e compromisso com o crente ( Jo 10.28)
iv. Seu ofício como intercessor (Heb 7:25; 1 Jo 2:1)
v. Seu compromisso com o Pai (Jo 6:39)
c. A obra e compromisso do Espírito Santo
i. Nos comunica vida eterna nos unindo a Cristo (1 Cor 12:13)

26
ii. Nos sela como propriedade de Deus (Ef 1:13-14)
iii. Opera no aperfeiçoamento continuo do cristão (Fil 1:6)
F. Argumentos contra esta verdade
a. Textos fora do seu contexto
i. Exemplo Jo 15:6-7, não se refere à salvação mas ao
resultado da perda da comunhão com o Senhor pela
rebeldia do crente
ii. A disciplina sobre aquele que não vive uma vida conforme à
vontade de Deus é um ensino geral das Escrituras (1 Cor
5:5; 11:30; Ti 1:19-20)
iii. A disciplina de Deus a causa do pecado do crente não faz
com que perca a sua salvação
b. Confundir falsos crentes com crentes verdadeiros
i. Exemplo 2 Ped 2:20-22. A chave para interpretar esse
trecho está nos versos 17 e 19
c. Confundir afirmações com possibilidades
i. Exemplo Hebreus 10:38-39
ii. A passagem afirma que o crente não retrocede para
perdição, mas persevera na fé
d. Argumentar filosoficamente sobre trechos que ensinam
exatamente o contrário à perda da salvação (He 6:4-6)
i. A passagem se refere a verdadeiros crentes (há outras
posições)
ii. A passagem afirma que seja o que for que aconteça na vida
dum crente, nunca será renovado para arrependimento,
isto é, para uma nova experiência de salvação, porque já é
eternamente salvo
e. Converter afirmações em suposições (Ap 3:5)
i. O verso afirma que Deus nunca apagará nenhum nome do
Livro da Vida
f. Uma má interpretação que aplica à Igreja o que não é para ela (Mat
24:13)
i. Toda a passagem se refere ao tempo da tribulação (Mat
24:13)
ii. A Igreja não passará pela tribulação (1 Tes 1:10; Ap 3:10)
iii. A passagem tem a ver com Israel e não com a Igreja
g. Tomar um texto referido à rotura da comunhão com Deus como
consequência pelo pecado, para aplicá-lo à perda da salvação (Rom
11:22)
i. A passagem está contemplando o orgulho pecaminoso de
Israel pelo qual veio a disciplina de Deus sobre eles
ii. O ensino da passagem é esclarecido ao compará-lo com Jo
15:2-6; 1 Cor 3:12-15; 11:30
h. Usar um texto que fala de recompensas pela vida cristã, para o
aplicar à perda da salvação (1 Cor 9:27)
i. Note que a passagem exige a primeira interpretação e não a
segunda (vs 5-26)
i. Confundir salvação com santificação (Fil 3:12)

27
Lição 22: Ressurreição
A. Definição: Biblicamente é o mesmo que ressurgir dos mortos. É a
devolução da vida que por um tempo foi tirada.
B. Garantia
a. A garantia da ressurreição do crente para a vida eterna também
está na pessoa de Cristo.
b. Jesus Cristo é a primícias dos que dormem. Ele foi o primeiro a
ressuscitar e a permanecer vivo. Sua ressurreição foi a garantia de
uma grande colheita (At 26.23; 1Co 15.20,23).

C. Declarações
a. A ressurreição é corpórea. Os mesmos corpos que desceram à
sepultura serão tirados de lá, entretanto, glorificados.
b. As Escrituras caracterizam o corpo do crente na ressurreição como
semelhante ao de Cristo:
i. Incorruptíveis (1Co 15.42)
ii. Gloriosos (1Co 15.43)
iii. Poderosos (1Co 15.43)
iv. Espirituais (1Co 15.44)
D. Ressurreições
A Bíblia fala sobre algumas ressurreições.
a. Ressurreição parcial (Jo 11.1-46). O exemplo de Lázaro é o mais
conhecido. Ele morreu, foi ressuscitado por Jesus, mas um dia
voltou a morrer.
b. Ressurreição de Cristo (At 26.23; 1Co 15.20-23). Ele foi o primeiro
a ressuscitar para nunca mais morrer.
c. Ressurreição para a vida (Jo 5.28-29).
i. Cristo (At 26.23; 1Co 15.20-23)
ii. Igreja (1Co 15.23; 1Ts 4.13-17)
iii. Santos do Antigo Testamento e da Grande Tribulação (Is
26.19; Dn 12.2; Ap 20.4)
d. Ressurreição para o juízo (Jo 5.28-29). Os perdidos de todas as
eras ressuscitarão para serem julgados e condenados à morte
eterna. Esta ressurreição acontecerá no fim dos tempos quando
estes comparecerão diante do Grande Trono Branco (Ap 20.11-
15).

Lição 23: Glorificação


A. Glorificação significa honra exaltada, esplendor ou tornar glorioso.
B. O estágio final do processo de salvação é denominado glorificação. Ela é o
ponto em que a doutrina da salvação e a doutrina das últimas coisas se
entrelaçam, pois olha para além desta vida, para o mundo vindouro.
C. Conduzir os crentes ao estado celestial da glória, onde os crentes
compartilharão da imagem e natureza de Cristo, são promessas de Deus
(Fp 3.20-21; 1Jo 3.2). a doctrina doutrina producem

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D. A doutrina da glorificação promete que temos bênçãos melhores adiante.
Ela é prometida e qualificada como eterna (2Co 4.17-18).

PERGUNTAS

1. Por que é importante a doutrina do inferno? Dê duas raçoes pelo menos


2. Indica algumas características do inferno
3. Quais as raçoes pelas quais Deus salva?
4. O que significa “preexistência de Cristo”?
5. Dê alguma prova Bíblica da preexistência de Cristo
6. Indica alguns versos que provem que Jesus Cristo é Deus
7. Indica alguns versos que provem que Jesus Cristo é homem
8. O que é um “tipo”?
9. Dê um exemplo de um tipo do sacrifício de Cristo
10. Que coisas sofreu Jesus Cristo quando esteve no mundo?
11. O que significa o termo “substituição” em relação à obra de Cristo
12. Por que Cristo é o substituto perfeito?
13. O que significa o termo propiciação?
14. O que significa o termo expiação?
15. O que significa o termo redenção?
16. De que fomos redimidos?
17. Qual o preço da nossa redenção?
18. Para que fomos redimidos?
19. O que significa “reconciliação” em relação a obra de Cristo?
20. Por quem morreu Cristo? Fundamente com algumas referências
21. Quais as dois posições “principais” no que tem a ver com a doutrina da
“eleição”?
22. Defina “graça”
23. É a graça um conceito que aparece só no Novo Testamento?
24. Qual a relação entre misericórdia e graça?
25. O que significa ter fé em Cristo?
26. É a fé uma obra da qual um crente pode se gloriar?
27. É a fé necessária só para a salvação o também para a vida cristã? Explique
28. Qual a diferença entre arrependimento e remorso?
29. Que elementos da personalidade estão envolvidos no arrependimento e
que podemos ver na parábola do filho “pródigo”?
30. O que significa o termo “justificação”?
31. O que é uma imputação?
32. Quais as três imputações que mostra a Bíblia no que tem a ver com a
nossa salvação?

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33. O que é a regeneração?
34. O que implica que fomos adotados como filhos de Deus?
35. O que é a santificação posicional e santificação prática?
36. Qual o alcance do perdão de Deus?
37. O que significa o termo “segurança da salvação”?
38. Indique alguma referência onde se vê a segurança da nossa salvação
39. Quando ressuscitarão os crentes em Cristo?
40. Quando ressuscitarão os incrédulos?
41. O que é a “glorificação” dos crentes?

BIBLIOGRAFIA

Apostila de Hamartiologia-Soteriologia, Ishy, Thiago. IBP 2015


Apostila de Soteriologia. Coutinho, Pércio. IBP 2017
Curso de Soteriologia, Pérez Millos, Samuel. (No publicado)
De Oliveira, Jairo. O Cerne da questão. De Olivera, Jairo. Betel
Teologia Sistemática, Chaffer, L.S. Publicaciones Españolas. Tomo I y II
Teologia Sistemática, Grudem,W. Vida Nova
Teologia Básica ao alcance de todos, Ryrie ,C.C. Mundo Cristão.

Sítios na internet
https://www.coalicionporelevangelio.org/articulo/4-razones-por-las-que-la-
doctrina-del-infierno-es-importante/
http://abanheenga.blogspot.com/2013/07/a-inscricao-da-porta-do-inferno-
dante.html
http://www.hermanosencomunion.net/articulos/107/Capitulo-4-Sacrificios-
Que-No-Son-De-Olor-Grato-_-C-H-Mackintosh.html

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