Você está na página 1de 25

ANOTAÇÕES

SEMANA 4 PARA SEREM LIDAS APÓS COMPLETAR SUA LIÇÃO DE CASA DA SEMANA 4.

F requentemente, aconselho pessoas que têm problemas financeiros. Na maioria dos


casos, tudo isso podia ter sido evitado se, antes de tomar as decisões que as colocaram
em situação difícil, elas tivessem buscado conselho de alguém com um sólido entendimen-

ER O
to da perspectiva de Deus sobre o dinheiro.

D N
ES
B U SCA N D O CO N S E L H O

E VO
Duas atitudes impedem-nos de buscar conselho. A primeira é o orgulho. Nossa cultura
vê a busca de conselho como um sinal de fraqueza. Foi ensinado a nós: “Firme-se sobre
os seus próprios pés. Você não precisa de ninguém para ajudá-lo a tomar decisões!”. Os

D SI
propagandistas sutilmente encorajam isso porque sabem que a venda por impulso frequen-
temente se perde se o comprador buscar conselho.


A segunda é a atitude de teimosia. Essa teimosia caracteriza-se pela declaração: “Não

U me confunda. Já tomei minha decisão!”. Frequentemente resistimos a procurar o conselho


de alguém porque não queremos ser confrontados com os fatos financeiros que outra pes-
TO L
soa possa vir a descobrir. Não queremos que ninguém nos diga que não temos condições
C
de comprar algo que já decidimos comprar.
Deus encoraja-nos a usar um grande dom que Ele providenciou para nosso benefício:
EN X

conselheiros que temem a Deus. Provérbio 19.20 diz: “Ouça conselhos e aceite instruções,
e acabará sendo sábio” (NVI). E Provérbio 12.15 diz: “O caminho do insensato aos seus
M E

próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos”. E Provérbio 10.8, na
Bíblia Viva, diz: “O homem sábio aceita com alegria as instruções que recebe, mas quem se
A O

apressa a dizer ‘Isso eu já sei!’ acaba arruinando sua própria vida”.


Procuramos conselho para receber percepções, sugestões e alternativas que nos aju-
darão a tomar a decisão correta. Não é papel do conselheiro tomar a decisão. O aconselha-
N S

do é que retém essa responsabilidade.


EI U

QUEM BUSCA CONSELHO Para tomarmos decisões nem sempre devemos contar somente com informações que
DEMONSTRA SABEDORIA. nos pareçam lógicas. Precisamos juntar os fatos que influenciarão nossa decisão, porém
ATITUDES COMO também precisamos buscar a direção do Senhor e, algumas vezes, isso pode ser contrário
A

ORGULHO E TEIMOSIA à nossa avaliação dos fatos em si.


IMPEDEM AS PESSOAS DE Isso é claramente ilustrado em Números 13 e 14. Moisés enviou 12 espias para a Terra
TR R

OUVIR CONSELHOS.
Prometida. Todos os espias voltaram com avaliações idênticas dos fatos: era uma terra
PA

próspera, mas terríveis gigantes viviam nela. Somente dois espias, Josué e Calebe, dos
12 que haviam sido enviados, compreenderam o que o Senhor queria que eles fizessem
– entrar e possuir a Terra Prometida. Porque os filhos de Israel apenas se basearam nos
fatos tangíveis e não agiram pela fé sobre aquilo que o Senhor queria para eles, sofreram
40 anos perambulando pelo deserto, até que toda aquela geração morresse.

FO N T E S D E C O N S E L H O

Quais fontes de conselho devemos procurar? Antes de tomar uma decisão financeira,
especialmente uma decisão importante, submeta a decisão a três fontes de conselho.

58
O CONSELHO DAS ESCRITURAS
Primeiro, o que a Palavra de Deus diz sobre essa questão? O Salmista escreveu: “Tam-
bém os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros” (Salmo 119.24 – ARC).
Salmo 119.98-100 diz: “Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos;
porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais do que todos os meus mes-
tres, porque medito nos teus testemunhos. Sou mais prudente que os idosos, porque guardo
os teus preceitos”.
Quando pensamos em pessoas habilitadas a tomar decisões financeiras, geralmente

ER O
imaginamos especialistas ou pessoas mais velhas e mais experientes. No entanto, as Escri-
turas oferecem mais percepções e sabedoria do que aqueles que são instruídos e experien-

D N
tes em finanças, mas que não conhecem a maneira de Deus lidar com o dinheiro. Prefiro

ES
obedecer à verdade das Escrituras a arriscar-me a sofrer as consequências financeiras por
seguir minhas próprias inclinações ou opiniões de outras pessoas.

E VO
A Bíblia faz essa impressionante declaração sobre si mesma: “Porque a palavra de
Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes... e... apta para
discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4.12). A Bíblia é um livro eter-
no que nosso Senhor usa para comunicar sua direção e suas verdades, que são relevantes

D SI
para todas as gerações.
Pode ser uma surpresa saber que as Escrituras têm 2.350 versículos que ensinam


como devemos lidar com dinheiro e bens. O primeiríssimo filtro que devemos utilizar numa

U
decisão financeira é o das Escrituras. Se as Escrituras claramente respondem a essa per-
gunta, não precisamos ir a nenhum outro lugar, porque a Bíblia contém a vontade revelada
TO L
e escrita de Deus.
C
Roberto e Bárbara estavam enfrentando uma decisão difícil. O irmão de Bárbara e
a esposa dele tinham acabado de mudar de Chicago para a Flórida. Como eles estavam
EN X

experimentando dificuldades financeiras em Chicago, o banco negou-lhes emprestar di-


nheiro para comprarem uma casa, a não ser que alguém avalizasse a promissória. Assim,
M E

o casal pediu a Roberto e Bárbara que avalizassem a promissória. Bárbara implorou a


Roberto para que ele o fizesse, porém ele estava relutante.
A O

Um amigo falou-lhes dos versículos que advertem contra a fiança. Quando Bárbara
leu os versículos, ela disse: “Quem sou eu para argumentar com Deus? Não devemos ser
QUANDO A BÍBLIA NOS DÁ
avalistas”. Roberto ficou tremendamente aliviado.
N S

DIREÇÕES CLARAS SOBRE


Dois anos mais tarde, o irmão de Bárbara e sua esposa divorciaram-se e ele declarou UM ASSUNTO FINANCEIRO,
EI U

falência. Você pode imaginar a pressão sobre o casamento de Roberto, se ele tivesse avali- SABEMOS O QUE FAZER.
zado aquela promissória? Ele poderia ter dito: “Bárbara, não acredito que o seu irmão fez
isso conosco! Você me envolveu nisso! Eu não queria ser avalista, mas você me forçou!”.
A

Provavelmente, eles não seriam capazes de sobreviver financeiramente.


Quando a Bíblia nos dá direções claras sobre um assunto financeiro, sabemos o que
TR R

fazer. Se a Bíblia não é específica sobre uma questão em particular, devemos sujeitar nossa
decisão a uma segunda fonte de conselho: pessoas que levam Deus a sério.
PA

CONSELHO DE PESSOAS QUE LEVAM DEUS A SÉRIO


“O justo sempre fala o que é certo e sempre dá bons conselhos, porque obedece de
coração à Lei do seu Deus” (Salmo 37.30,31 – BV). A vida cristã não é uma vida de inde-
pendência dos outros cristãos, mas de interdependência. Em nenhum lugar isso é mais
claramente ilustrado do que no discurso de Paulo concernente ao Corpo de Cristo, em
1 Coríntios 12. Cada um de nós é visto como um membro diferente desse corpo. Nossa
habilidade de funcionar bem depende de todos os membros trabalharem juntos. Deus
tem dado a cada um de nós certas habilidades e dons, porém Ele não deu a uma pessoa
sozinha todas as habilidades de que ela necessita para ser mais produtiva.

59
Cônjuge
Se você é casado, a primeira pessoa que precisa consultar é seu cônjuge. Franca-
mente, tem sido uma experiência constrangedora procurar o conselho de minha esposa,
Bev, em assuntos financeiros, porque ela não tem nenhum treinamento financeiro formal.
Porém, seu conselho sábio tem me ajudado a economizar muito dinheiro.
As mulheres tendem a ser dotadas de uma natureza maravilhosamente sensível e
SE VOCÊ É CASADO, intuitiva, que geralmente é muito precisa. Os homens tendem a focalizar os fatos objetiva-
A PRIMEIRA PESSOA QUE mente. O marido e a esposa necessitam um do outro para alcançarem o equilíbrio adequa-

ER O
PRECISA CONSULTAR É do para uma decisão correta. Também creio que o Senhor honra o “ofício” ou a “posição”
SEU CÔNJUGE. da esposa como auxiliadora de seu esposo. Muitas vezes, o Senhor fala de maneira mais

D N
clara ao marido através de sua esposa.

ES
Maridos, deixem-me ser sincero. Não importa qual seja a aptidão ou a experiência que
sua esposa tenha em finanças, você precisa cultivar e procurar o conselho dela. Compro-

E VO
meti-me a nunca tomar uma decisão financeira sem o consentimento de Bev. Há benefícios
adicionais ao procurarmos o conselho de nosso cônjuge:

ŠŠ Preservará o relacionamento

D SI
O marido e a esposa devem concordar, porque ambos experimentarão as conse-
quências da decisão. Mesmo que a decisão seja desastrosa, o relacionamento deles


U permanecerá intacto. Não há espaço para a reação: “Eu não lhe disse?”.
TO L
ŠŠ Honrará seu cônjuge
C
Infelizmente, muitas pessoas em nossa cultura sofrem com o sentimento de não
serem valorizadas. Procurar o conselho de seu cônjuge ajudará muito no desenvol-
EN X

vimento de uma autoestima adequada e saudável. Quando um cônjuge procura o


conselho do marido ou da esposa, ele(a) está na realidade dizendo-lhe: “Eu te amo.
M E

Eu te respeito. Eu valorizo tua percepção”.

ŠŠ Preparará seu cônjuge para o futuro


A O

Pedir o conselho de seu cônjuge de maneira regular também o ajuda a estar in-
formado sobre sua verdadeira condição financeira. Isso é importante, caso você
N S

venha a faltar antes dele ou fique incapaz de trabalhar. Meu pai sofreu um ataque
EI U

cardíaco que o deixou incapacitado de trabalhar por dois anos. Porque ele havia
sido fiel em manter minha mãe a par dos seus negócios, ela foi capaz de assumir e
manter o negócio com sucesso até que ele se recuperasse.
A

Pais
TR R

A segunda fonte de conselho são os nossos pais. Provérbios 6.20-22 diz: “Filho meu,
PA

guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamen-
te ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te
deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo”.
Nossos pais têm o benefício de anos de experiência e eles nos conhecem bem. Em
minha opinião, devemos buscar o conselho deles, mesmo que ainda não conheçam a Cristo
ou que não tenham sido administradores sábios de seu próprio dinheiro. Ao longo dos anos,
é bastante comum criarem-se barreiras veladas entre pais e filhos. Pedir-lhes conselhos é
uma forma de honrá-los e de derrubar qualquer barreira que possa existir. Quando pedimos
conselho a alguém, nós o estamos honrando – estamos expressando o quanto admiramos
essa pessoa. Uma palavra de cautela: embora o marido ou a esposa deva procurar o con-
selho de seus pais, esses conselhos devem ser subordinados ao conselho do cônjuge, espe-

60
cialmente se um conflito familiar se materializar. Gênesis 2.24 diz: “Por isso, deixa o homem
pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”.

Conselheiros financeiros cristãos


O ponto de vista do seu conselheiro financeiro é de vital importância porque, em úl-
tima instância, todo bom conselho financeiro tem sua raiz na sabedoria bíblica. Somente
um conselheiro financeiro cristão, equipado para liberar sabedoria bíblica, pode oferecer
orientação e conselho consistentes com os valores e as prioridades de um cristão. Contu-

ER O
do, uma das maiores necessidades, ignoradas e não supridas, do Corpo de Cristo hoje é a
habilidade de encontrar um conselheiro financeiro competente e capaz, que compartilhe

D N
ES
uma perspectiva bíblica sobre decisões financeiras.
O ministério Kingdom Advisors, fundado por Larry Burkett e liderado por Ron Blue,
destina-se a equipar conselheiros financeiros cristãos a aplicar sabedoria bíblica em seus

E VO
conselhos e orientações. A Kingdom Advisors deixa para outras organizações o forneci-
mento de certificações de treinamento técnico para conselheiros em suas profissões. Como
parte de sua missão exclusiva, contudo, criou a certificação do Programa de Qualificação
Kingdom Advisor para prover a garantia de que um conselheiro em particular participou do

D SI
programa de treinamento do ministério, preencheu determinados requisitos no programa
de treinamento e nos valores éticos deste ministério, e tem se comprometido a incorporar


U
a sabedoria bíblica aos seus conselhos e orientações financeiras.
Os conselheiros financeiros que buscam essa certificação são aqueles bastante en-
TO L
volvidos nas disciplinas financeiras primordiais, incluindo profissionais de planejamento
financeiro, profissionais de investimento, advogados, contadores, profissionais da área de
C
seguro e de empréstimos imobiliários. Para saber mais sobre o ministério e a certificação,
entre no site <www.kingdomadvisors.org>.
EN X

Pessoas experientes
M E

Devemos também consultar pessoas experientes na área na qual estamos tentando


tomar uma decisão. Se você estiver considerando fazer um investimento em um imóvel,
A O

procure entrar em contato com o investidor de imóveis mais qualificado possível para o
aconselhar a respeito da transação. Se for comprar um carro, procure, antes de efetuar a
N S

compra, um mecânico de confiança e peça-lhe para examinar o carro e dar-lhe sua opinião.
EI U

“O CORDÃO DE TRÊS
Uma multidão de conselheiros DOBRAS NÃO SE REBENTA
COM FACILIDADE”.
Provérbio 15.22 diz: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos
A

conselheiros há bom êxito”. E Provérbio 11.14 diz: “Não havendo sábia direção, cai o povo,
mas na multidão de conselheiros há segurança”.
TR R

Encontro-me regularmente com um grupo de pessoas para oração e compartilhamen-


PA

to de nossas vidas. Os membros do nosso grupo se conhecem e se entendem muito bem.


No decorrer dos anos, cada um de nós tem sido confrontado com circunstâncias difíceis e
decisões importantes. Temos observado que, quando alguém está sujeito a uma circuns-
tância dolorosa, é muito difícil tomar decisões desapaixonadas e sábias. Temos experimen-
tado os benefícios e a segurança de ter um grupo de pessoas que se amam e que podem
dar conselhos objetivos até mesmo quando isso dói. Somos mais receptivos à crítica cons-
trutiva quando ela vem de alguém que se preocupa conosco.
Também temos percebido que a vantagem principal desse relacionamento íntimo é
conhecermos as fraquezas e forças uns dos outros. Esse conhecimento favorece nosso
discernimento e nosso conselho.

61
Salomão descreve os benefícios da mútua dependência em Eclesiastes 4.9-12: “Me-
lhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem,
um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o
levante... Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três
dobras não se rebenta com facilidade”.
Pode ser muito produtivo reunir seus conselheiros porque muitas vezes as sugestões
de um estimularão as percepções do outro e uma direção mais clara frequentemente surge.
Quando se busca uma multidão de conselheiros, não espere que eles lhe ofereçam

ER O
as mesmas recomendações. Na realidade, pode até haver um grande desacordo entre
eles. Mas, geralmente, uma ideia comum começará a se desenvolver ou, às vezes, cada
conselheiro suprirá você com uma peça diferente do quebra-cabeça necessário para to-

D N
ES
mar a decisão.
Queremos encorajá-lo a incluir o seu pastor entre os seus conselheiros, particular-

E VO
mente quando você estiver enfrentando uma decisão importante.
POR TODA A BÍBLIA SOMOS
ENCORAJADOS A ESPERAR O CONSELHO DO SENHOR
NO SENHOR.
Durante o processo de analisar os fatos, examinar a Bíblia e obter o conselho de

D SI
pessoas que levam Deus a sério, devemos procurar a direção do Senhor. Isso é a coisa
mais importante que podemos fazer. Isaías 9.6 diz que um dos nomes do Senhor é


U “Maravilhoso Conselheiro”.
Os Salmos também identificam o Senhor como nosso conselheiro. “[Diz o Senhor:]
TO L
Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei
conselho” (Salmo 32.8). “Tu [o Senhor] me diriges com o teu conselho” (Salmo 73.24 – NVI).
C
“Bendigo o Senhor, que me aconselha” (Salmo 16.7).
Nas Escrituras há numerosos exemplos das consequências infelizes de não procurar o
EN X

conselho de Deus e das bênçãos em atender ao seu conselho. Depois que os filhos de Israel
começaram a sua campanha bem-sucedida de conquistar a Terra Prometida, alguns dos nati-
M E

vos (gibeonitas) tentaram entrar em um acordo de paz com Israel. Os gibeonitas enganaram
os líderes de Israel ao fazê-los crer que eram de uma terra distante. Josué 9.14,15 diz: “Então,
A O

os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao Senhor. Josué concedeu-lhes


[gibeonitas] paz e fez com eles aliança de lhes conservar a vida” (grifo do autor).
N S

A consequência de Israel não ter procurado o conselho do Senhor foi que a Terra
Prometida permaneceu povoada de pessoas ímpias, e Israel foi enredado pelos seus falsos
EI U

deuses. Os líderes foram influenciados pelos “fatos” que se podiam ver – fatos que foram
maquiados para enganá-los e fazê-los pensar que os gibeonitas vinham de uma terra dis-
tante. Geralmente, somente o Senhor pode nos revelar a verdade real e a direção adequa-
A

da. Somente o Senhor sabe o futuro e as consequências finais de uma decisão.


Por meio de todas as Escrituras somos encorajados a esperar no Senhor. Sempre que
TR R

você se sentir apressado, pressionado ou confuso a respeito de uma decisão, vá para um


PA

lugar tranquilo que lhe permita ouvir a voz mansa e suave do Senhor. O mundo em sua volta
pode gritar “Depressa!”, mas vale a pena esperar o conselho do nosso amoroso Pai celestial.

C O N S E L H O A S E R E V I TA D O

EVITE CONSELHO DO ÍMPIO


Precisamos evitar uma fonte de conselho em particular. “Bem-aventurado o homem
que não anda no conselho dos ímpios” (Salmo 1.1). A palavra “bem-aventurado” literalmente
significa “ser feliz repetidas vezes”. A definição de uma pessoa “ímpia” é de alguém que

62
vive sem considerar a Deus. Um ímpio é alguém que ainda não conhece o Senhor Jesus ou
alguém que conhece o Senhor Jesus como Salvador, mas não o está seguindo em obediên-
cia. Devemos evitar o conselho do ímpio.
Em nossa opinião, quando você estiver procurando por fatos ou experiência técnica,
é permissível buscar informação daqueles que são especialistas nessa área, tenham eles
conhecido a Cristo ou não. Mas após considerar a informação deles, você é responsável por
tomar a decisão final.

ER O
Cartomantes e médiuns
A Bíblia claramente exorta-nos a nunca procurarmos o conselho de cartomantes

D N
ou médiuns: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os pro-

ES
cureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Levítico 19.31).
Estude a passagem a seguir cuidadosamente: “Assim, morreu Saul por causa da sua

E VO
transgressão cometida contra o Senhor e também porque interrogara e consultara uma
necromante e não ao Senhor, que, por isso, o matou” (1 Crônicas 10.13,14). Saul morreu,
em parte, porque consultou uma médium. Devemos evitar também quaisquer métodos
que eles usam para prognosticar o futuro, tais como horóscopos, cartas e todas as outras

D SI
práticas do ocultismo. PERGUNTAS E RESPOSTAS


Aconselhamento tendencioso
U
Precisamos ter cautela com o conselho de pessoas tendenciosas. Quando receber
Pergunta: Com que frequência
eu e meu marido deveríamos
rever o orçamento?
TO L
conselho financeiro, faça a si mesmo a seguinte pergunta: “Que interesse essa pessoa tem
no resultado de minha decisão? Ela leva vantagem ou perde com essa decisão?”. Se o con- Resposta: Reúnam-se pelo
C
menos uma vez por semana
selheiro levar vantagem, seja cauteloso quando avaliar o seu conselho e sempre procure
para orar, rever seu progresso
EN X

uma segunda opinião não tendenciosa.


financeiro e celebrar as vitórias.
Usem esta oportunidade para
UMA PALAVRA PARA O ACONSELHADO
M E

crescerem em seu relaciona-


Quando buscar conselho, passe ao conselheiro todos os fatos importantes. Não tente mento conjugal.
A O

manipular seu conselheiro ocultando informações importantes para que ele lhe dê a res-
posta que você quer ouvir.
N S

Decisões importantes
EI U

Sempre que estiver enfrentando uma decisão financeira importante, como mudança
de emprego ou compra de uma casa, é bom ir para um lugar recluso onde possa gastar
A

tempo em oração, lendo a Bíblia e buscando o Senhor sem ser interrompido. Encorajo-o a
considerar o jejum durante esse tempo.
TR R

Conheça os seus conselheiros


PA

Seja seletivo na escolha de seus conselheiros. Procure incluir entre eles aqueles que
são dotados de sabedoria. “Quem anda com os sábios será sábio...” (Provérbio 13.20). As-
segure-se de que eles terão a coragem de dar-lhe conselhos, mesmo que sejam contrários
aos seus desejos.
Peça continuamente ao Senhor por sabedoria. “Se, porém, algum de vós necessita de
sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á
concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando” (Tiago 1.5,6).
Quando procurar conselho, não fique surpreso se a resposta vier de sua própria boca.
A interação com outros lhe dá a oportunidade de verbalizar pensamentos e sentimentos
que você nunca antes foi capaz de expressar claramente.

63
UMA PALAVRA PARA OS CONSELHEIROS
Aconselhar os outros pode ser uma experiência frustrante, a não ser que você tenha
um entendimento adequado do papel de um conselheiro. Em palavras simples, o conselheiro
deve, em amor, comunicar a sua compreensão da verdade à pessoa que procura conselho e
deixar os resultados com Deus. Tenho, algumas vezes, cometido o erro de tornar-me emo-
cionalmente envolvido e preocupado se a pessoa seguirá ou não minhas recomendações.
Depois descobri que algumas pessoas ainda não estão prontas para seguir conselhos. Em
outras ocasiões, descobri mais tarde que o meu conselho fora inadequado ou incompleto.

ER O
O conselheiro precisa se contentar em saber que o Senhor está no controle de todas as
experiências de aconselhamento.

D N
ES
Mantenha estrita confidencialidade
A pessoa que procura conselho precisa saber que nada do que ela diz será comuni-

E VO
cado a outra pessoa sem a sua prévia permissão. Somente neste ambiente de confiança
haverá o diálogo honesto que produz resultados de sucesso.

Quando você não sabe

D SI
Quando você se depara com uma pergunta que não sabe responder, seja cuidadoso


para não fabricar uma resposta. Simplesmente responda a verdade: “Não sei”. Muitas ve-

U
zes, alguém surge com um problema, ou com uma circunstância, que está fora de nossa
experiência. A melhor forma de ajudar é encaminhar essa pessoa a alguém que tenha
TO L
experiência nessa área de necessidade.
C
EN X
M E
A O
N S
EI U
A
TR R
PA

64
PA
TR R
A
EI U
N S
A O
M E
EN X
C
TO L
U
D SI
E VO

D N
ER O
ES
MINHAS ANOTAÇÕES
SEMANA 4

65
66
PA
TR R
A
EI U
N S
A O
M E
EN X
C
TO L
U
D SI
E VO

D N
ER O
ES
“Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade

ER O
cada um com o seu próximo.”

D N
ES
(Levítico 19.11)

E VO
D SI
HONESTIDADE


U
TO L
SEMANA 5
C
EN X
M E
A O
N S
EI U

O padrão de Deus é absoluto


A
TR R
PA
LIÇÃO DE CASA
SEMANA 5 COMPLETAR ANTES DA REUNIÃO DA SEMANA 5

Versículo para Memorizar

“Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo” (Levítico 19.11).

ER O
D N
ES
Aplicação Prática

E VO
ŠŠ Complete o Plano de Pagamento das Dívidas.
ŠŠ Complete a seção Ajustando seu Orçamento.

D SI

U
Dia Um – Vamos rever a lição sobre Conselho
TO L
Leia as anotações sobre Conselho nas páginas 58 a 64 e responda:
C
1. Ao conhecer a perspectiva de Deus sobre Conselho, que pontos mais interessaram a você?
EN X

Marido:___________________________________________________________________________________________________
M E

________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________
A O

________________________________________________________________________________________________________
Esposa:___________________________________________________________________________________________________
N S

________________________________________________________________________________________________________
EI U

________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________
A

2. Você realmente procura conselho quando está diante de uma decisão financeira importante? Se não, como você se
TR R

propõe a fazê-lo no futuro?


PA

Marido:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________
Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

68
H O N E S T I DA D E

Dia Dois
1. O que estas passagens lhe dizem sobre a exigência de Deus quanto à honestidade?

Levítico 19.11-13___________________________________________________________________________________________

ER O
________________________________________________________________________________________________________
Deuteronômio 25.13-16____________________________________________________________________________________

D N
ES
________________________________________________________________________________________________________
Efésios 4.25______________________________________________________________________________________________

E VO
________________________________________________________________________________________________________
1 Pedro 1.15,16____________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

D SI
2. Você tem sido consistentemente honesto, mesmo nos menores detalhes? Se sua resposta for não, o que fará para


mudar?

U
Marido:___________________________________________________________________________________________________
TO L
________________________________________________________________________________________________________
C
Esposa:___________________________________________________________________________________________________
EN X

________________________________________________________________________________________________________
M E

3. Cite dois fatores que influenciam ou motivam as pessoas a agirem desonestamente.

Marido:___________________________________________________________________________________________________
A O

________________________________________________________________________________________________________
N S

Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
EI U

4. Como isso se aplica a você?


A

Marido:___________________________________________________________________________________________________
TR R

________________________________________________________________________________________________________
Esposa:___________________________________________________________________________________________________
PA

________________________________________________________________________________________________________

Dia Três
Leia Êxodo 18.21,22 e responda:
1. O Senhor requer honestidade dos líderes? Por quê?

Marido:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________

69
Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________

2. De acordo com esses versículos, quais são as consequências da desonestidade para as pessoas que estão em posi-
ção de liderança?

Provérbio 28.16___________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

ER O
Provérbio 29.12___________________________________________________________________________________________

D N
________________________________________________________________________________________________________

ES
3. Como isso se aplica a você?

E VO
Marido:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
Esposa:___________________________________________________________________________________________________

D SI
________________________________________________________________________________________________________


U
Dia Quatro
TO L
C
Leia Provérbio 14.2 e responda:
1. Alguém pode praticar a desonestidade e ainda temer (respeitar, honrar) a Deus? Por quê?
EN X

Marido:___________________________________________________________________________________________________
M E

________________________________________________________________________________________________________
Esposa:___________________________________________________________________________________________________
A O

________________________________________________________________________________________________________
N S

Leia Provérbio 26.28 e Romanos 13.9,10.


EI U

2. De acordo com esses versículos, você pode ser desonesto e ainda amar o seu próximo? Por quê?

Marido:___________________________________________________________________________________________________
A

________________________________________________________________________________________________________
TR R

Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
PA

Dia Cinco
1. Quais são alguns dos benefícios da honestidade encontrados nestes versículos?

Salmo 15.1-5______________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________
Provérbio 12.22___________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

70
Provérbio 20.7___________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________
Isaías 33.15,16____________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

2. De acordo com estas passagens, cite algumas maldições da desonestidade.

ER O
Provérbio 3.32___________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

D N
ES
Provérbio 13.11____________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

E VO
Provérbio 21.6____________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

D SI
Dia Seis


U
Leia Êxodo 22.1-4; Números 5.5-8 e Lucas 19.8 e responda:
1. O que a Bíblia diz sobre restituição?
TO L
Marido:___________________________________________________________________________________________________
C
________________________________________________________________________________________________________
EN X

Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
M E

2. Se você adquiriu alguma coisa de maneira desonesta, como fará a restituição?


A O

Marido:___________________________________________________________________________________________________
N S

________________________________________________________________________________________________________
EI U

Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
A

Leia Êxodo 23.8; Provérbio 15.27 e Provérbio 29.4.


TR R

3. Qual é a posição bíblica sobre subornos?


PA

Marido:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________
Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________

4. Você já subornou alguém ou já foi subornado? Em caso afirmativo, descreva o que aconteceu.

Marido:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________

71
Esposa:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________

Agirei da seguinte maneira como resultado do estudo desta semana:

Marido:___________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________

ER O
________________________________________________________________________________________________________
Esposa:___________________________________________________________________________________________________

D N
ES
________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

E VO
D SI

U
TO L
Lembretes
C
;; Por favor, escreva seus pedidos em seu Diário de Oração antes de vir para a próxima aula.
EN X

;; Ore pela quantia a ofertar e prepare o envelope de oferta para a reunião.


M E
A O
N S
EI U
A
TR R
PA

72
PA
TR R
A
EI U
N S
A O
M E
EN X
C
TO L
U
D SI
E VO

D N
ER O
ES

73
ANOTAÇÕES
SEMANA 5 PARA SEREM LIDAS APÓS COMPLETAR SUA LIÇÃO DE CASA DA SEMANA 5.

T odos nós temos que tomar decisões diárias sobre lidar com o dinheiro honestamente
ou não. Será que você avisa o caixa do supermercado quando recebe troco a mais?
Você já tentou vender algo e se sentiu tentado a não dizer toda a verdade, temendo perder

ER O
a venda?

D N
ES
H O N E S T I DA D E N A S O C I E DA D E

E VO
Essas decisões são mais difíceis de serem tomadas porque quase todos ao nosso re-
dor parecem estar agindo desonestamente.
Depois de abastecer minha camionete no valor de R$ 30,00 de gasolina, pedi um
recibo e o frentista fez um recibo de R$ 40,00. Quando lhe mostrei a discrepância, ele

D SI
respondeu: “Ora, apenas apresente o recibo para sua companhia e você ganhará R$ 10,00
fácil, fácil. Afinal de contas, é isso que a maioria dos carteiros nesta região faz”.


Quando ouvi isso, fiquei abatido. O versículo que imediatamente me veio à mente foi

U Juízes 17.6, que diz: “... cada qual fazia o que era reto aos seus próprios olhos”. As pessoas
hoje fazem o mesmo, formulando seus próprios padrões de honestidade, que podem mudar
TO L
de acordo com as circunstâncias.
C
H O N E S T I DA D E N A S E S C R I T U R A S
EN X
M E

Centenas de versículos na Bíblia comunicam o desejo de Deus de que sejamos com-


pletamente honestos. Por exemplo, Provérbio 20.23 diz: “O Senhor detesta todo o tipo
de mentira e desonestidade” (BV). E Provérbio 12.22 afirma que: “Os lábios mentirosos
A O

são abomináveis ao Senhor”. Em Provérbios 6.16,17 lemos que: “... o Senhor aborrece... a
língua mentirosa”.
N S

Estude no quadro abaixo a comparação entre o que a Escritura ensina e o que a nossa
sociedade pratica com relação à honestidade.
EI U

O DEUS DA VERDADE
QUESTÃO BÍBLIA SOCIEDADE
A

A verdade é um dos atributos de Deus. Ele é iden-


tificado repetidamente como o Deus da verdade. “Eu
TR R

Padrão de honestidade Absoluto Relativo sou... a verdade” (João 14.6). Além disso, o Senhor nos
ordena a refletir seu caráter honesto e santo: “tor-
PA

Preocupação de Deus Deus não existe nai‑vos santos também vós mesmos em todo o vosso
quanto à honestidade Ele exige honestidade ou pensa de forma procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque
absoluta diferente eu sou santo” (1 Pedro 1.15,16).
Em contraste com a natureza de Deus, João 8.44
Em que se baseia a
Fé no Deus vivo e Apenas nos fatos que descreve o caráter do diabo: “Ele [o diabo] foi homicida
decisão de ser honesto
invisível podem ser vistos desde o princípio e jamais se firmou na verdade, por-
ou não
que nele não há verdade. Quando ele profere mentira,
Pergunta geralmente fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da
Isso agradará Será que vou conseguir, mentira”. O Senhor deseja que nos moldemos ao Seu
feita na decisão de ser
a Deus? sem ser descoberto? caráter honesto em vez de nos moldarmos à natureza
honesto
desonesta do diabo.

74
H O N E S T I DA D E A B S O LU TA

Deus impôs o padrão da honestidade absoluta para os cristãos, pelas razões a seguir.

1. Não podemos ser desonestos e amar a Deus


Dois dos Dez Mandamentos falam sobre a honestidade: “Não furtarás. Não dirás falso
testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20.15,16). E Jesus nos diz: “Se me amais, guarda-

ER O
reis os meus mandamentos” (João 14.15).
Não podemos desobedecer, praticando desonestidade, e ainda amar a Deus. Quando

D N
ES
somos desonestos, agimos como se o Deus Vivo nem mesmo existisse! Não cremos que
Deus é capaz de providenciar o que necessitamos, mesmo que Ele tenha prometido fazê-lo
(Mateus 6.33). Decidimos resolver as coisas por conta própria e agimos desonestamente.

E VO
Também agimos como se Deus fosse incapaz de descobrir a nossa desonestidade e não
tivesse poder para nos disciplinar. Se realmente cremos que Deus nos disciplinará, deixare-
mos de agir desonestamente.
O comportamento honesto é uma questão de fé. Uma decisão honesta pode parecer

D SI
tola à luz daquilo que podemos ver. Mas a pessoa piedosa sabe que Jesus Cristo está vivo,
mesmo sendo invisível. Todas as decisões honestas afirmam e fortalecem a nossa fé em


U
Deus e nos ajudam a crescer num relacionamento mais íntimo com Cristo. Porém, se decidi-
mos agir desonestamente, estamos na verdade negando o nosso Senhor. É impossível amar
TO L
a Deus com todo o nosso coração, nossa mente e nossa alma se, ao mesmo tempo, formos
desonestos e agirmos como se Ele não existisse. As Escrituras declaram que a pessoa de-
C
sonesta na verdade odeia a Deus: “O que anda na retidão, teme ao Senhor, mas o que anda
em caminhos tortuosos, esse o despreza” (Provérbio 14.2).
EN X

Uau! Antes de saber qual é o ponto de vista de Deus sobre honestidade, eu não tinha
ideia de que Ele se interessasse tanto por isso. Eu era frequentemente desonesto em minha
M E

área financeira. Contudo, uma vez que comecei a quebrar meus hábitos desonestos, perce-
bi que o interesse principal de Deus em nossa honestidade é que possamos experimentar
A O

um relacionamento mais íntimo com Ele.


N S

2. Não podemos ser desonestos e amar o nosso próximo


EI U

O Senhor exige honestidade absoluta porque o comportamento desonesto tam-


bém transgride o segundo mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”
(Marcos 12.31). Romanos 13.9,10 diz: “Se você amar o seu semelhante tanto quanto ama A HONESTIDADE ABSOLUTA
A

a si próprio, não desejará maltratá-lo ou enganá-lo, matá-lo ou roubar-lhe algo. ...O amor CAPACITA-NOS A
DEMONSTRAR A REALIDADE
não faz mal a ninguém” (BV).
TR R

DE JESUS CRISTO
Quando agimos desonestamente, roubamos algo de outra pessoa. Podemos enganar
ÀQUELES QUE AINDA
a nós mesmos com o pensamento de que é apenas a firma, o governo, ou uma empresa de
PA

NÃO O CONHECEM.
seguros que está sofrendo a perda, mas, na verdade, são os donos dos negócios, os cole-
gas contribuintes do imposto de renda ou os assegurados que estamos roubando. É como
se roubássemos o dinheiro de suas carteiras. A desonestidade sempre fere as pessoas. A
vítima sempre é uma pessoa.

3. Credibilidade para o evangelismo


A honestidade absoluta na administração do dinheiro capacita-nos a demonstrar a
realidade de Jesus Cristo àqueles que ainda não o conhecem.
Nunca me esquecerei da primeira vez que falei para um vizinho como ele poderia vir
a conhecer a Cristo como seu Salvador pessoal. Ele me respondeu irado: “Conheço um ho-

75
mem que sempre vai à igreja e fala muito sobre Jesus. Mas você tem que tomar cuidado, se
fizer algum negócio com ele. Ele enganaria a própria avó. Se isso é ser um cristão, eu não
quero nada com isso!”.
As nossas ações falam mais alto do que as nossas palavras. A Bíblia diz: “para que
PERGUNTAS E RESPOSTAS
vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração
Pergunta: É permitido reduzir pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Filipenses 2.15).
meu recolhimento de impostos Podemos influenciar as pessoas para Jesus Cristo ao lidarmos com o nosso dinheiro
ao usar deduções legais? honestamente. Robert Newsom estava tentando vender um carro há meses. Finalmente,

ER O
Resposta: Com certeza, você um comprador interessado fez uma oferta razoável. Porém, no último momento, ele disse:
deve utilizar as deduções legais “Compro esse carro com uma condição: se você não registrar essa venda para que eu não
tenha que pagar o imposto estadual”.

D N
e pagar o que for devido após

ES
suas deduções. Embora tentado, Robert disse: “Me desculpe, eu não posso fazer isso porque Jesus
Cristo é o meu Senhor”. Robert disse mais tarde: “Você precisava ver a reação daquele

E VO
homem. Ele quase teve um ataque cardíaco! Então, algo interessante aconteceu. A sua
atitude mudou completamente. Ele não apenas comprou a camionete, mas jantou comigo
e com minha esposa. Raramente tenho visto uma pessoa tão aberta conhecer a verdade
sobre Jesus Cristo de uma maneira pessoal”.

D SI
Pelo fato de Robert ter agido honestamente, mesmo que fosse lhe custar dinheiro
(“para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis”), ele demons-


trou àquela pessoa (“uma geração pervertida e corrupta”) a realidade da fé pessoal em

U Jesus Cristo (“resplandeceis como luzeiros no mundo”).


TO L
4. Confirma a direção de Deus
C
Provérbios 4.24-26 diz: “Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade
dos lábios. Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras diretamente diante de ti. Ponde-
EN X

ra a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos”. Que princípio tremendo! Ao
ser totalmente honesto “todos os teus caminhos serão retos”. Escolher andar pelo caminho
M E

estreito da honestidade elimina as muitas possibilidades da desonestidade.


“Se eu tivesse compreendido essa verdade”, Raimundo disse, chorando. “Mas eu e
A O

Dora queríamos tanto a casa. Era a casa dos nossos sonhos. Porém, nossas dívidas eram
tão grandes que não tínhamos as qualificações para conseguir o financiamento. A única
N S

saída para comprar a casa era esconder algumas de nossas dívidas do banco”.
“Foi a pior decisão de nossas vidas. Quase imediatamente ficamos impossibilitados
EI U

de pagar o financiamento da casa e as outras dívidas também. A pressão aumentou e foi


maior do que Dora podia suportar. A casa dos nossos sonhos se tornou um pesadelo para a
família. Eu não perdi apenas a minha casa, quase perdi a minha esposa.”
A

Se Raimundo e Dora tivessem sido honestos, o banco não teria aprovado o emprés-
timo e eles não poderiam ter comprado aquela casa. Se eles tivessem orado e esperado,
TR R

talvez o Senhor tivesse mostrado algo mais acessível. Isso lhes teria poupado o estresse
PA

que quase acabou com o casamento. A honestidade ajuda a confirmar a direção de Deus.

5. Mesmo o menor ato de desonestidade é prejudicial
Deus exige que sejamos totalmente honestos, pois mesmo o menor ato de desones-
tidade é considerado pecado e interromperá a nossa comunhão com o Senhor. A menor
“mentirinha social” endurecerá o nosso coração, fazendo com que a nossa consciência
fique cada vez mais insensível ao pecado e ensurdecendo nossos ouvidos à voz do Senhor.
Essa única célula cancerígena de uma pequena desonestidade multiplica-se e espalha-se
até tornar-se uma desonestidade maior. “... e quem é desonesto no pouco, também é deso-
nesto no muito” (Lucas 16.10 – NVI).

76
Um fato na vida de Abrão tem nos desafiado a sermos honestos nas pequenas ques-
tões. Em Gênesis 14, o rei de Sodoma ofereceu todas as coisas que Abrão recuperou quan-
do retornava de um bem-sucedido salvamento do povo de Sodoma. Mas Abrão respondeu
ao rei: “Levanto a mão ao Senhor, o Deus altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que
nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que
não digas: enriqueci a Abrão” (Gênesis 14.22,23).
Assim como Abrão estava disposto a não levar um fio ou uma correia de sandália,
nós o desafiamos a comprometer-se de maneira semelhante nessa área de honestidade.

ER O
Comprometa-se a não roubar um selo, ou uma fotocópia, ou um clipe de papel, ou um
telefonema interurbano, ou um centavo do seu patrão, do governo ou de qualquer outra
pessoa. O povo de Deus deve ser honesto, mesmo nas pequenas questões.

D N
ES
Para que possamos amar a Deus e ao nosso próximo, evangelizar eficazmente, con-
firmar a direção de Deus e desenvolver um coração sensível a Deus – não é de admirar que

E VO
nosso Senhor saiba que o melhor para nós é a absoluta honestidade.

ESCAPANDO DA TENTAÇÃO DA DESONESTIDADE


Um amigo estava ensinando esses princípios numa escola secular. Um dos estudantes

D SI
levantou a mão e disse: “Acho que todos nós desejamos ser a pessoa da qual você está
falando. Mas sei no meu coração que, na primeira oportunidade que surgir, vou ser deso-


U
nesto”. Creio que ele está certo. Se não vivermos a nossa vida rendidos ao Espírito Santo
todos nós vamos agir desonestamente.
“VIVAM PELO ESPÍRITO E DE
MODO NENHUM SATISFARÃO
TO L
“... Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a OS DESEJOS DA CARNE.”
carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne” (Gála-
C
tas 5.16,17 – NVI).
O caráter da natureza humana é agir desonestamente. “Pois do interior do coração
EN X

dos homens vêm os maus pensamentos... os roubos... o engano.” (Marcos 7.21,22 – NVI). O
desejo do Espírito Santo é que sejamos absolutamente honestos. A vida absolutamente
M E

honesta é sobrenatural. Devemos nos submeter inteiramente a Jesus Cristo como Senhor
e permitir que Ele viva a Sua vida por meio de nós. Não há outra maneira.
A O

Recomendamos fortemente a leitura de um pequeno livro de Andrew Murray chama-


do Humildade. É um estudo excelente e motivador para você viver a sua vida totalmente
N S

rendida a Cristo como Senhor.


Os princípios a seguir irão ajudá-lo a desenvolver o hábito da honestidade.
EI U

1. Pratique a regra de ouro


A

“Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o
que é dos outros” (Filipenses 2.4). Este versículo é melhor traduzido como “considere aten-
TR R

tamente” os interesses dos outros. O Senhor confrontou Warren por meio dessa passagem
e mostrou-lhe como estava centrado em si mesmo, sem se preocupar com os outros, bem
PA

na hora em que estava para consumar a compra de um terreno. O vendedor desconhecia o


valor real do terreno. Secretamente, Warren estava feliz consigo mesmo porque sabia que
o preço que estava sendo pedido era baixo demais. Em nenhum momento, ele pensou no
que seria justo para o vendedor. Havia se concentrado apenas em adquirir a propriedade
pelo preço mais baixo possível.
Warren reexaminou a transação à luz de “ter em vista” os interesses do vendedor e
também os seus. Depois de sérios conflitos interiores, ele concluiu que deveria pagar mais
pela propriedade, de acordo com o seu verdadeiro valor. Praticar a regra de ouro pode, algu-
mas vezes, custar-lhe mais dinheiro, mas a sua recompensa é uma consciência limpa diante
de Deus e das outras pessoas.

77
2. Mantenha um temor saudável do Senhor
Quando falo de um “temor saudável” do Senhor, não quero dizer que Deus é um Valentão
Celestial, esperando a oportunidade de nos punir. Muito pelo contrário, Ele é um Pai amoroso
que, com amor infinito, disciplina seus filhos para o seu próprio bem. “Deus, porém, nos disci-
plina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hebreus 12.10).
Uma das maneiras pela qual Deus nos motiva a viver honestamente é ter esse “temor
saudável”. Provérbio 16.6 diz: “... pelo temor do Senhor os homens evitam o mal”. E He-
breus 12.11 diz: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria,

ER O
mas de tristeza”. A disciplina dói! Temos que escolher entre obedecer à Sua Palavra ou
tomar uma decisão desonesta que leve nosso amoroso Pai a nos disciplinar.

D N
Creio que o nosso Pai Celestial não nos permitirá guardar nada que tenhamos adquirido

ES
desonestamente. Provérbio 13.11 diz: “Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem...”.
Uma amiga comprou quatro mudas de azaleias e a balconista cobrou somente uma.

E VO
Ela percebeu o erro, mas deixou a loja sem pagar pelas outras três. Ela me disse que foi
impressionante como três das azaleias morreram rapidamente!
Pense sobre isso por um momento. Se fosse pai e um de seus filhos roubasse algo,
você permitiria que ele ficasse com esse item? É claro que não, porque mantê‑lo prejudicaria

D SI
o caráter do seu filho. Você não apenas insistiria em que o devolvesse, mas ia desejar que
ele experimentasse uma dor incômoda suficiente para que produzisse nele uma impressão


U
duradoura. Por exemplo, você pode fazer com que a criança confesse o roubo e peça perdão
ao gerente da loja. Quando o amoroso Pai Celestial nos disciplina, isso é geralmente feito de
TO L
tal forma que nunca mais nos esqueceremos.
C
3. Afaste-se de pessoas desonestas
EN X

As Escrituras nos ensinam que somos profundamente influenciados pelas pessoas ao


nosso redor, tanto para o bem como para o mal. Davi reconheceu isso e disse: “Os meus
M E

olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho,
esse me servirá. Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude; o que profere mentiras
não permanecerá ante os meus olhos” (Salmo 101.6,7). Paulo escreveu: “Não vos enganeis;
A O

as más conversações corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15.33). Salomão foi até mais
enfático: “O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma” (Provérbio 29.24).
N S

É óbvio que não devemos nos isolar de cada pessoa desonesta. Na verdade, devemos
EI U

ser sal e luz no mundo (Mateus 5.13-16). Porém, devemos ser cuidadosos na escolha de nossos
amigos íntimos, ou na consideração de um relacionamento de negócios.
Se vejo que uma pessoa é desonesta na forma como lida com suas responsabilidades
A

diante do governo, ou mesmo numa questão menor, sei que essa pessoa será desonesta em
questões maiores e provavelmente na maneira como lidará comigo. Em minha opinião, uma
TR R

pessoa não consegue escolher quando ser honesta e quando não ser. Ou essa pessoa tem
o compromisso de ser absolutamente honesta ou a sua desonestidade prevalecerá cada
PA

vez mais. Será muito mais fácil permanecer absolutamente honesto se estiver rodeado de
pessoas que tenham a mesma convicção que você.

4. Contribua generosamente
Podemos escapar da tentação de agir desonestamente se contribuirmos generosa-
mente com aqueles que estão em necessidade. “Aquele que furtava não furte mais; antes,
trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao
necessitado” (Efésios 4.28).
Quando damos, ficamos mais íntimos do Senhor e isso reduz a tendência de roubar.
Afinal de contas, se vamos dar algo, não há muita razão para roubá-lo!

78
O QUE FAZER QUANDO SOMOS DESONESTOS
Infelizmente, de tempos em tempos, escorregamos e agimos desonestamente. Mas,
uma vez que reconhecemos o que fizemos, precisamos fazer o que segue.

1. Restaurar nossa comunhão com Deus


Toda vez que pecamos, quebramos a nossa comunhão com o Nosso Senhor. Isso pre-
cisa ser restaurado. 1 João 1.9 nos diz como: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é
fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Devemos con-

ER O
cordar com Deus que a nossa desonestidade foi um pecado e, com o coração grato, aceitar
o gracioso perdão de Deus para que possamos, novamente, desfrutar da sua comunhão.

D N
ES
Lembre-se, Deus nos ama. Ele é bondoso e misericordioso. Deus está pronto a perdoar
nossa desonestidade quando abandonamos essa prática.

E VO
2. Restaurar a nossa comunhão com a pessoa prejudicada
Depois que a nossa comunhão com o Senhor for restaurada, precisamos confessar à
pessoa a quem ofendemos. “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros...” (Tiago 5.16).

D SI
Ai! Isso dói. Apenas algumas pessoas já confessaram que fizeram algo de errado
contra mim. É interessante que exatamente algumas dessas pessoas se tornaram minhas


amigas, em parte, porque tenho respeito por elas. Elas quiseram tanto ter um relaciona-

U
mento honesto comigo, que se dispuseram a expor os seus pecados.
Essa prática tem sido muito difícil para mim. A primeira vez que fiz isso foi há vários
TO L
anos, quando procurei uma pessoa a quem tinha prejudicado e confessei o meu pecado.
C
Não que eu não tivesse tido outras oportunidades antes de confessar meus erros! Porém,
no passado, meu orgulho era uma barreira para mim. Depois que fiz isso, experimentei
EN X

maior liberdade no nosso relacionamento. Eu também descobri que, por ser uma experiên-
cia dolorosa e humilhante, a confissão ajuda a quebrar o hábito da desonestidade.
M E

Quando violamos esse princípio, podemos sofrer a falta de prosperidade financeira:


“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que confessa e deixa alcan-
A O

çará misericórdia” (Provérbio 28.13).

3. Devolver qualquer propriedade adquirida desonestamente


N S

Se adquirimos qualquer coisa de maneira desonesta, devemos retorná-la ao seu dono:


EI U

“será, pois, que, tendo pecado e ficado culpada, restituirá aquilo que roubou,... ou tudo aqui-
lo sobre que jurou falsamente; e o restituirá por inteiro e ainda a isso acrescentará a quinta
A RESTITUIÇÃO É UMA
A

parte àquele a quem pertence” (Levítico 6.4,5).


EXPRESSÃO TANGÍVEL DO
A restituição é uma expressão tangível do arrependimento e um esforço para corrigir
ARREPENDIMENTO.
TR R

o erro. Zaqueu é um bom exemplo. Ele prometeu a Jesus: “e, se nalguma coisa tenho de-
fraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lucas 19.8).
PA

Se não for possível restituir, então a propriedade deve ser dada ao Senhor. Nú-
meros 5.8 ensina: “Mas, se esse homem não tiver parente chegado, a quem possa fazer
restituição pela culpa, então, o que se restitui ao Senhor pela culpa será do sacerdote...”.

HONESTIDADE REQUERIDA DOS LÍDERES


O Senhor está especialmente preocupado com a honestidade dos líderes.

Influência dos líderes


Os líderes influenciam aqueles que os seguem. O dono de uma empresa de cami-
nhões começou a usar botas de caubói para trabalhar. Em seis meses, todos os homens

79
em seu escritório estavam usando botas como as dele. Subitamente, ele mudou para um
estilo tradicional de sapatos, e seis meses mais tarde, todos os homens estavam usando
sapatos tradicionais.
De maneira semelhante, um líder desonesto produz seguidores desonestos. “Se o go-
vernador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos”
(Provérbio 29.12). O líder de um negócio, de uma igreja ou de uma casa deve ser o exemplo
de honestidade na sua vida pessoal, antes que ele exija o mesmo daqueles que estão sob
a sua autoridade.

ER O
Alguém perguntou à presidente de uma grande empresa internacional de construção
porque a sua empresa não operava em países que aceitavam o suborno como prática. Ela
respondeu: “Nunca construímos nesses países, não importando o quão lucrativo isso possa

D N
ES
ser, por causa das consequências. Se meus empregados souberem que estamos agindo de-
sonestamente, eles eventualmente se tornarão ladrões. A desonestidade deles nos custará

E VO
mais do que o lucro que poderemos vir a ter em tais projetos”.
Durante um esforço para reduzir as despesas, uma empresa descobriu que os em-
pregados estavam fazendo frequentes telefonemas interurbanos pessoais no escritório e
debitando-os à companhia.

D SI
O presidente da companhia havia, sem saber, alimentado esse problema. Ele tinha ra-
ciocinado que, por fazer chamadas interurbanas para a empresa em sua casa em número


proporcional aos telefonemas pessoais que fazia na conta da companhia, não seria necessário

U
contabilizar essas chamadas. Porém, os seus empregados apenas sabiam das chamadas no
trabalho. Concluíram que, se essa prática desonesta era aceitável para o chefe, era aceitável
TO L
para todos. Um líder deve se abster “... de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5.22 – NVI),
C
porque suas ações influenciam os outros.
EN X

Seleção de líderes
A desonestidade deveria desqualificar uma pessoa da liderança. Ouça o conselho de
M E

Jetro, o sogro de Moisés: “Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, ho-
mens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, cem, de
A O

cinquenta e de dez” (Êxodo 18.21).


Dois dos quatro critérios para a seleção de liderança que Jetro aconselhou a Moisés
N S

estão relacionados com a honestidade – “homens de verdade, que aborreçam a avareza”.


Creio que o Senhor deseja que continuemos a selecionar líderes com base nessas mesmas
EI U

qualidades de caráter.

Preservação de líderes
A

Os líderes não são apenas selecionados, em parte, pelo seu comportamento honesto,
TR R

mas um líder perde a sua posição ao agir desonestamente. “O príncipe... que aborrece a
avareza viverá muitos anos” (Provérbio 28.16). Todos nós temos visto líderes de negócios
PA

ou do governo sendo removidos por causa de um problema de corrupção pessoal.


Como pode um líder manter o padrão de absoluta honestidade? Prestando contas
para alguém. É necessário estabelecer um sistema de prestação de contas que não usurpe
a autoridade do líder, mas que ao mesmo tempo providencie uma estrutura definitiva para
o líder prestar contas.

SUBORNOS
Um suborno é definido como qualquer coisa dada a uma pessoa para influenciá-la a
fazer algo ilegal ou errado. Aceitar suborno é claramente proibido nas Escrituras: “Também
suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos

80
justos” (Êxodo 23.8). O suborno é frequentemente disfarçado como “presente” ou “comis-
são”. Avalie qualquer oferta para ver se, na verdade, não se trata de um suborno.

BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES
Listamos a seguir algumas das bênçãos que Deus prometeu para a pessoa honesta e
algumas maldições reservadas para a pessoa desonesta. Leia com atenção e em espírito de
oração, pedindo a Deus que Ele use a Sua Palavra para motivá-lo a viver uma vida honesta.

ER O
Bênçãos prometidas à pessoa honesta
ŠŠ Bênção de um relacionamento mais íntimo com o Senhor: “Porque o Senhor abomi-

D N
ES
na o perverso, mas aos retos trata com intimidade” (Provérbio 3.32).
ŠŠ Bênçãos na família: “O justo anda na sua integridade; felizes lhe são os filhos depois

E VO
dele” (Provérbio 20.7).
ŠŠ Bênçãos de vida: “O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa,
apenas um momento” (Provérbio 12.19).
ŠŠ Bênção de prosperidade: “Na casa do justo há grande tesouro, mas na renda dos

D SI
perversos há perturbação” (Provérbio 15.6). ESTATÍSTICAS ALARMANTES


U
Maldições reservadas para a pessoa desonesta
• Existem 23 milhões de ladrões
de artigos em lojas nos Estados
TO L
ŠŠ Maldição do afastamento de Deus: “porque o Senhor abomina o perverso...” Unidos que roubam mais de
(Provérbio 3.32). 10 bilhões de dólares em
C
ŠŠ Maldição na família: “O que é ávido por lucro desonesto transtorna a sua casa, mas mercadorias por ano. Cerca de
75% deles são adultos.
EN X

o que odeia o suborno, esse viverá” (Provérbio 15.27).


ŠŠ Maldição de morte: “Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e
M E

laço mortal” (Provérbio 21.6).


ŠŠ Maldição de miséria: “Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem...”
A O

(Provérbio 13.11).
N S
EI U
A
TR R
PA

81
82
PA
TR R
A
EI U
SEMANA 5

N S
A O
M E
EN X
C
TO L
U
D SI
E VO

MINHAS ANOTAÇÕES

D N
ER O
ES

Interesses relacionados