Você está na página 1de 16

Cronograma de

implantação para
indústria no Polo
Industrial de
Manaus
Otacílio Neves, Esp.
Este cronograma foi elaborado com a
análise legal e todos os trâmites nos órgãos regulamentadores
dos Incentivos Fiscais, que tem a finalidade dos
esclarecimentos as normas e procedimentos para a fruição
legal do Incentivo Federal e Estadual.

Foco Tax Outsourcing

otacílio.neves@yahoo.com.br

(92) 9 9535-2805

Manaus/AM 2016
CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO PARA INDÚSTRIA
INCENTIVADA NO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS (PIM)

Otacilio Neves, Esp.


Planejamento Tributário para ZFM
Foco Tax Outsourcing
Email: otacilio.neves@fipecafi.edu.br
Fone: (092) 9 9535-2805
“Cidadão orgulhosamente amazonense”
1 Fase 1: Constituição e elaboração de Projetos
1.1 Registros nos órgãos públicos
1.1.1 – Junta Comercial do Estado do Amazonas
1.1.2 – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)
1.1.3 – Emissão de Licença Ambiental Prévia (IPAAM)
1.1.4 – Cadastro junto ao Fundo de Garantia por tempo de serviços (FGTS)
1.1.5 – Cadastro junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
1.1.6 – Cadastro junto a Secretaria de Fazenda do Estado do Amazonas (SEFAZ/AM)
1.1.7– Emissão junto ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (IMPLURB)
1.1.8 – Cadastro junto a Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA
1.2 Fluxograma do processo de constituição

2 Fase 2: Pré operação


2.1 Habilitação para importação de máquinas e equipamentos

Este pedido, deverá ser solicitado junto a Secretaria de Estado de Fazenda – SEFAZ/AM, possuindo uma
validade de 180 dias, prorrogáveis, impreterivelmente, por mais 180 dias

2.2 Alteração de endereço


2.3 Indicação de Diretor Residente
2.3.1– Emissão de Licença de Instalação (quando a empresa já esta em fase de instalação) ou
Licença de Operação (quando a empresa já esta apta a produzir, com as linhas montadas e em fases
de teste)
2.4 Fluxograma do processo Pré-operacional

3 Fase 3: Operação
3.1 Emissão de Licença de Operação junto ao IPAAM
3.2 Laudo de Operação (SUFRAM A)
3.3 Divulgação do Polo Industrial de Manaus (PPIM)
3.4 Laudo de Produção (SUFRAMA)
3.5 Laudo Técnico (SEPLANCTI)
3.6 Fluxograma da fase operacional

4 Fase 4: Obrigações Acessórias


4.1 Manutenção de Placa alusiva aos incentivos fiscais junto a SUFRAMA
4.2 Manutenção de Placa alusiva aos incentivos fiscais junto a SEPLANCTI
4.3 Laudo Técnico de Auditoria Independente (LTAI)
4.4 Sistema de Gestão de Qualidade (ISO)
4.5 Manutenção de Benefícios Sociais
4.6 Atualizações cadastrais junto a todos os órgãos envolvidos

5 Fase 5: Incentivos Fiscais após inicio da produção


5.1 Redução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica
5.2 Reinvestimento
5.2.1– Conceito
5.3 Finalidade
5.3.1– Vantagens
5.3.2– Fluxograma para solicitação do Reinvestimento

6 Disposições Finais
Fase 1: CONSTITUIÇÃO E ELABORAÇÃO
DE PROJETOS

Nesta fase ocorre a constituição da junto a SUFRAMA e SEPLANCTI. Esta fase inicia-se com o
registro junto a Junta Comercial do Amazonas – JUCEA e conclui-se com a emissão de inscrição junto a
SUFRAMA para indústria incentivada.

1.1 Registro nos órgãos públicos


1.1.1 Junta Comercial do Estado do Amazonas
1.1.2 Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)
1.1.3 Emissão de Licença Ambiental Prévia (IPAAM)
1.1.4 Cadastro junto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
1.1.5 Cadastro junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
1.1.6 Cadastro junto a Secretaria de Fazenda do Estado do Amazonas (SEFAZ/AM)
1.1.7 Emissão de Certidão de Informações Técnicas para uso do solo (CIT), junto a Instituição Municipal
de Planejamento Urbano (IMPLURB)
1.1.8 Cadastro junto a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA)

Ressalta-se que a fruição dos Incentivos Fiscais dar-se-á somente com a expedição do Laudo
Técnico de Inspeção junto a SEPLANCTI e Laudo de Operação e Produção junto a SUFRAMA, cujos processos de
emissão serão realizados na fase 2, detalhada a seguir.
1.2 Fluxograma do processo de constituição

• Registro empresarial
• JUCEA
1 • Receita Federal

• Elaboração de Projeto Técnico Econômico junto a


SEPLANCTI e SUFRAMA
2

• Registros nos órgãos publicos de Manaus


• INSS, SEFAZ e FGTS
• Emissão de Licença Ambiental (Prévia)
3 • Emissão de Certidão de Informações Técnicas
• Inscrição Municipal

• Pré-habiliatação para usufruto dos incentivos


• Inscrição junto a SUFRAMA
• Emissão de Decretos Concessivos
4 • Emissão de Portaria Suframa aprobatória de projetos
(SUFRAMA)
Fase 2: PRÉ OPERACIONAL

2 Fase 2: Pré-operação

Após a conclusão da etapa da constituição empresarial, a empresa deverá realizar


procedimentos junto a SUFRAMA, SEPLANCTI e SEFAZ/AM, visando habilitar-se para a aquisição de maquinas,
equipamentos e insumos para poder iniciar sua produção.

Os pedidos de Laudo junto a SUFRAMA e SEPLANCTI, somente poderão ser iniciados após a
empresa estar instalada no endereço onde irá realizar o processo produtivo.

Somente após a emissão destes Laudos (Laudo Técnico de Inspeção, Laudo de


Operação/Produção) a empresa poderá usufruir dos incentivos fiscais previstos no projeto.

2.1 Habilitação para importação de maquinas e equipamento

No interstício entre a emissão do Decreto Concessivo (referente ao Projeto de Implantação)


e a obtenção do Laudo Técnico de Inspeção, a empresa poderá solicitar um Regime Especial, para acobertar a
fruição dos incentivos de isenção, diferimento e redução de base de calculo, referente às operações de
entradas de insumos e bens na empresa.¹

Este pedido deverá ser solicitado junto a Secretaria de Estado de Fazenda – SEFAZ/AM via
“DTe” (Domicilio Tributário Eletrônico), onde possuirá validade de 180 dias, prorrogáveis, impreterivelmente,
por mais 180 dias.

2.2 Alteração de endereço

Esta etapa deverá ocorrer caso a empresa não seja constituída no local onde esta irá iniciar
a sua operação industrial.

2.3 Indicação de Diretor Residente

Quando uma empresa realizar alteração no Contrato Social, deverá ser informado o Diretor
Residente da empresa. O mesmo deve ter endereço fixo na Cidade de Manaus, especificado no Contrato
Social.

A necessidade de a empresa possuir este Diretor Residente deve-se a exigência da


SEPLANCTI em contrapartida à concessão dos incentivos fiscais, conforme Art. 22, do Decreto n° 23.994/03:

“...

Art. 22. As empresas beneficiadas com os incentivos fiscais


deverão cumprir as seguintes exigências:

IX – manter a administração no Estado, inclusive um


diretor-residente;

...”

¹ Conforme Art. 8° do Decreto n° 23.994 de Dezembro de 2003


A necessidade de Diretor Residente também esta prevista na Resolução n° 202 de 2006 que
dispõe sobre o acompanhamento de projetos industriais junto a SUFRAMA:

“...

Art. 6°. As empresas com projeto aprovado na SUFRAMA


deverão ter pelo menos um de seus diretores ou sócios-
gerentes, com domicílio fiscal e civil em Manaus ou na
Amazônia Ocidental.

...”

2.3.1 Emissão de Licença de Instalação (quando a empresa está em fase de instalação) ou Licença de
Operação (quando a empresa já está apta a produzir, com as linhas montadas e em fase de testes).

Após a emissão da Licença Prévia junto ao IPAAM, a empresa poderá solicitar a Licença de
Instalação, cuja documentação necessária segue:

 Cadastro da atividade – Industria e Beneficiamento (modelo IPAAM);


 Certidão Negativa de Débitos (em vigor), expedida pela SEFAZ/AM, se Pessoa Jurídica;
 Planta baixa do imóvel contendo as disposições das instalações, indicando os pontos de emissões e
descargas dos efluentes no corpo receptor, com a assinatura do responsável técnico;
 Sistema de tratamento de esgoto doméstico/sanitário (aprovado pelo órgão competente) ou cópia do
Habite-se;
 Projeto arquitetônico, em escala compatível, legendada e ilustrada, contendo a área total do imóvel,
área do projeto, área de preservação permanente, cursos d’água e as distancias em metros entre
todos os vértices da poligonal, acompanhado de cronograma físico, devidamente assinado pelo
responsável técnico, acompanhado do ART;
 Projeto de Drenagem de Águas pluviais (inventário da flora, devidamente assinada pelo responsável
técnico, acompanhado de ART;
 Descrição detalhada do sistema de armazenamento de resíduo oriundos da atividade, quantidade e
destino final, devidamente assinada pelo responsável da empresa;
 Layout (em planta baixa em escala compatível), e ou fluxograma do processo produtivo, indicando
equipamentos, materiais e substâncias utilizadas em todas as etapas de fabricação do produto (se
pertinente);

2.4 Fluxograma do Processo Pré-operacional

• Solicitação do Regime Especial junto a SEFAZ/AM


1

• Solicitação de Licença de Implantação - IPAAM


2
Fase 3: OPERAÇÃO

3 Fase 3: Operação

As etapas descritas nesta fase deixarão a empresa apta a adquirir os insumos importados
previstos em projetos, produzir e faturar seus futuros.

Abaixo seguem os tramites que devem ser seguidos:

3.1 Emissão de Licença de Operação junto ao IPAAM.

Essa licença somente é liberada pelo IPAAM quando as máquinas estiverem instaladas e em
fase de testes. Somente será necessária a apresentação de documentos se vier à solicitação no verso da
Licença de Instalação, caso contrário, será somente o requerimento de solicitação e a taxa de expediente e
uma cópia da Licença de Instalação.

3.2 Laudo de Operação (SUFRAMA)

Após a emissão de Licença Ambiental de Operação junto ao IPAAM, a empresa deverá


solicitar junto a SUFRAMA o Laudo de Operação². Este laudo tem a função de verificar a instalação total ou
parcial das maquinas e equipamentos a serem utilizados nas linhas de produções incentivadas.

O pedido deste Laudo gera uma vistoria na empresa.

Este Laudo libera 30% das Quotas de Importação previstas para o primeiro ano, em moeda
estrangeira (Dólar US$), previsto em projeto aprovado pelo CAS (Conselho de Administração da SUFRAMA).

Após a aprovação do Laudo de Operação a empresa poderá realizar as aquisições de


insumos importados e iniciar sua produção. Ressalta-se que o Laudo de Operação não cobre os incentivos
fiscais nas saídas dos produtos, ou seja, a empresa não poderá faturar apenas de posse apenas do Laudo de
Operação.

A validade deste Laudo de Operação estará vinculada diretamente com o contrato de


aluguel do imóvel quando não é próprio. Caso contrário, terá validade aos prazos constitucionais da Zona
Franca de Manaus.

3.3 Divulgação do Polo Industrial de Manaus (PPIM)

² Conforme Art. 17 da Resolução n° 202 de 17 de Maio de 2006


A empresa deverá inserir em seus produtos, peças de propagandas e marketing, inclusive
nas audiovisuais com os destaques a expressão “Produzido no Polo Industrial de Manaus”, bem como no
logotipo de garça em pleno voo (fig. acima) conforme abaixo transcritos:

“...

Art. 45. As empresas cujos produtos sejam incentivados


pela SUFRAMA deverão inserir com destaque expressões
“PRODUZIDO NO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS” e
“CONHECENDO A AMAZÔNIA”, juntamente com o
desenho estilizado de uma graça em pleno voo, em
qualquer peça de propaganda, promoção de vendas e
merchandising de seus produtos.

§ 1° Nas peças impressas em jornais, revistas, catálogos e


manuais promocionais, a inserção da marca deve ser logo
abaixo do logotipo principal e, em dimensões de largura
não inferior a ¾ (três quartos) deste.

...”

3.4 Laudo de Produção (SUFRAMA)

Quando os produtos estiverem sendo produzidos, a empresa deverá requerer junto a


SUFRAMA inspeção para emissão do Laudo de Produção. Este laudo tem a função de verificar se a empresa
está cumprindo seu Processo Produtivo Básico (PPB), de acordo com a legislação em vigor.

Após a emissão do Laudo de Produção, a SUFRAMA irá liberar os 70% restantes das Quotas
de Importação previstas em projeto aprovado para o primeiro ano. ³

Este laudo também garante o usufruto de todos os incentivos fiscais na venda do produto,
referente aos tributos federais.

Este laudo terá a validade de acordo com a legalidade constitucional da Zona Franca de
Manaus.

3.5 Laudo Técnico de Inspeção (SEPLANCTI)

Tal qual o Laudo de Produção emitido pela SUFRAMA, este Laudo também tem a função de
verificar os processos produtivos básicos.

Após emitido, a empresa terá usufruto total dos incentivos fiscais na venda do produto,
referente aos tributos e contribuições estaduais.

³ Conforme Art. 30 da Resolução n° 202 de 17 de Maio de 2006


3.6 Fluxograma da fase operacional

• Emissão de Licença Ambiental de Operação junto ao IPAAM


1

• Solicitação de Laudo de Operação (SUFRAMA)


2

• Pedido de anuência para uso de modelo da divulgação do Polo


Industrial de Manuas
3

• Solicitação de Laudo de Produção (SUFRAMA)


4

• Solicitação de Laudo Técnico de Inspeção (SEPLANCTI)


5
Fase 4: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

4 Fase 4: Obrigações Acessórias

Por ser uma região de exceção tributária, empresas que possuem projetos aprovados junto
a SUFRAMA, devem manter-se regulares quanto ao cumprimento do Processo Produtivo Básico e a qualidade
da produção, visando manter um produto fabricados no PIM de alta qualidade e competitivo diante outros
mercados.

Alem das inspeções para a emissão dos Laudos de Operação e Produção e as inspeções
rotineiras que a SUFRAMA faz nas empresas, existem dois outros instrumentos que esta Autarquia utiliza para
verificar se a empresa esta regular quanto a estes dois itens (PPB e Sistema de Qualidade), que são
especificados abaixo:

4.1 Manutenção da Placa alusiva aos incentivos fiscais junto a SUFRAMA

A empresa deverá manter fixada em local visível, placa alusiva aos incentivos fiscais da
SUFRAMA, conforme disposto no Art. 15 da Resolução 202 de 17 de Maio de 2006.

“...

Art. 15. A fruição de incentivos fiscais para os produtos


constantes dos projetos industriais aprovados na forma
estabelecida nas Seções I e II deste Capítulo será
condicionada, sem prejuízo dos demais requisitos
estabelecidos nesta Resolução, a observância das seguintes
condições:

(...)

IX – a empresa deverá manter, de acordo com o modelo


aprovado pela SUFRAMA, placa indicativa da aprovação do
empreendimento, localizada em sua planta industrial; e

...”
4.2 Manutenção da Placa alusiva aos incentivos fiscais junto a SEPLANCTI:

A empresa também deverá manter fixada placa alusiva aos incentivos da SEPLANCTI,
conforme disposto no Art. 22 do Decreto 23.994 de Dezembro de 2003:

“...

Art. 22. As empresas beneficiadas com incentivos fiscais


deverão cumprir as seguintes exigências:

(...)

V – manter em seus estabelecimentos, em local visível ao


público, placa alusiva aos incentivos previstos neste
Regulamento, de acordo com o modelo e especificações
aprovadas pela SEPLANCTI;

...”

4.3 Laudo Técnico de Auditoria Independente (LTAI)

O LTAI deve ser apresentado anualmente, a partir do ano subsequente à emissão do


primeiro Laudo de Produção da empresa, para cada produto. O LTAI só pode ser emitido com o produto em
linha, na hipótese da empresa encontrar-se com a linha paralisada, por quaisquer motivos, a mesma deverá
informar a situação à SUFRAMA, através de manifestação por escrito protocolada.
4.4 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO)

Estabelecido pela Resolução n° 202, de 17 de Maio de 2006, no Art. 15, inciso IV e


regulamentado pela Portaria Interministerial n° 372 de 1° de Dezembro de 2005, tem prazo de implantação de
trinta meses a partir da emissão do Primeiro Laudo de Produção da empresa.

O Certificado de Qualidade deve ser emitido por empresa credenciado pelo INMETRO,
sendo que a SUFRAMA não acata, em nenhuma hipótese, Certificados emitidos por empresa que não estejam
nesta condição.

4.5 Manutenção de benefícios sociais

A empresa deve oferecer aos funcionários todos os benefícios sociais previstos em projeto
como transporte, alimentação, plano de saúde, além de creche, caso a empresa esteja empregando mais de
100 funcionários.

4.6 Atualizações cadastrais

A empresa deve manter seus dados cadastrais junto a todos os órgãos municipais,
estaduais e federais, assim como a inscrição junto a SUFRAMA e IPAAM, que devem ser renovados
anualmente.

Fase 5: INCENTIVOS FISCAIS APÓS O


INICIO DA PRODUÇÃO

5 Fase 5: Incentivos fiscais após o inicio da produção

Somente após o inicio das operações, a empresa poderá solicitar junto a SUDAM, pedido de
redução fixa de imposto de renda pessoa jurídica, ao nível de 75%. Adicionalmente a empresa também poderá
pleitear o reinvestimento de lucros, ao nível de 30% do imposto devido sobre o lucro da exploração.

Estes benefícios só poderão ser solicitados mediante a aprovação de projetos técnicos


econômicos apresentados junto a SUDAM (Superintendência da Amazônia), sediada na cidade de Belém/PA.

5.1 Redução do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica

A empresa poderá pleitear o beneficio de redução do IRPJ, através de um Projeto de


Implantação, quando sua produção atingir 20% da capacidade real instalada de produção, no ano calendário
ou quando sua produção ultrapassar o ponto de nivelamento previsto em Projeto. ⁴Por capacidade instalada,
devem-se entender as maquinas e equipamento funcionando com a capacidade máxima e em todos os turnos.

Considerando-se que esta capacidade corresponderia as quantidades de produção previstas


no 3° ano de produção do projeto, a empresa estaria apta a apresentar o projeto junto a SUDAM, quando a
produção atingisse as seguintes quantidades:

⁴ Conforme § 3° do Art. 13 da Resolução 20 de 14 de Abril de 2010


a partir do inicio de sua produção, a empresa deve recalcular sua capacidade instalada para que seja verificado
quando a produção irá ultrapassar os 20% da capacidade real instalada.

5.2 Reinvestimento

Trata-se de um beneficio fiscal, instituído pelo Governo Federal, que permitisse às


empresas beneficiadas que localizadas nas áreas de SUDAM, depositarem no BANCO DA AMAZÔNIA (BASA), o
valor da parcela correspondente a: 30% do Imposto de Renda devido, calculado sobre o Lucro da Exploração
(compreende aquele ser recolhido pela empresa após dedução do incentivo de redução de 75% do imposto),
acrescido de outra parcela de “Recursos próprios”, relativa a 50% (cinquenta por cento) dos 30% (trinta por
cento) do IRPJ devido.⁵

Exemplo:

a) Imposto devido R$ 1.000,00


b) Recolhimento para Reinvestimento (30%) R$ 300,00
c) Depósito de Recursos Próprios (50%) R$ 150,00
d) Valor total a Reinvestir em equipamentos R$ 450,00
5.3 Finalidade

Aquisição de maquinas e equipamentos novos para modernização ou complementação de


equipamento de empresas instaladas na Amazônia legal, inclusive as aquisições realizadas até 01 (um) ano
antes do exercício do depósito.

Observações:

1) No caso de aquisição com alienação só será admitido o valor do decorrente do pagamento inicial à
vista.
2) Excepcionalmente poderá ser admitida a utilização dos recursos do reinvestimento para cobertura dos
gastos realizados na fabricação das maquinas e equipamentos pela própria empresa interessada, que
deverá comprovar, a critério da SUDAM, a ser detentora do correspondente Know-how.
3) A empresa deverá fazer a opção pelo incentivo do Reinvestimento na Declaração do Imposto de Renda
(Ficha 10, linha 37 e Ficha 12, linha 11)
4) Não será admitida a aplicação de recursos de Reinvestimento na aquisição de maquinas e
equipamentos usados ou recondicionados.⁶

5.3.1 Vantagens

a) Aproveitamento da parcela do Imposto de Renda em seu próprio beneficio;

b) Possibilidade de modernização e diversificação de seu empreendimento;

c) Manutenção e geração de emprego;

d) Os recursos do reinvestimento retornam integralmente à empresa, acrescidos dos respectivos


rendimentos.

⁵ Conforme Art. 27 da Resolução n° 20 de 14 de Abril de 2010

⁶ Conforme § 5° do Art. 27 da Resolução n° 20 de 14 de Abril de 2010


5.3.2 Fluxograma para solicitação do Reinvestimento

• Definição das maquinas e equipamentos ja adquiridas ou que a


empresa tem previsão de adquirir ou verificação de valores a
1 serem apresentados em projeto

• Realização de depositos a ser pleiteado, em conta especifica do


BASA, até o limite de 30% do Imposto devido.
2

• Opção pelo Reinvestimento na Declaração do Imposto de Renda.


3

• Apresentação do Projeto Técnico Economico junto a SUDAM.


4

• Liberação dos recursos depositados.


5
Fase 5: DISPOSIÇÕES FINAIS

6 Fase 6: Disposições Finais

As informações apresentadas neste relatório são um breve resumo das providencias que a
empresa deve providenciar no momento de sua constituição, bem como as contrapartidas junto ao Estado ou
União a serem realizadas após o inicio das operações.

Somos a FOCO Tax Outsourcing, empresa de assessoria e consultoria tributária para


empresas incentivadas, onde desejamos manter uma parceria com vossa empresa, durante este importante
processo de constituição e segurança legal às indústrias incentivadas em Modelo Zona Franca de Manaus.
Dessa forma, oferecemos desde já nossos serviços para realização dos processos mencionados neste relatório.

Prosseguimos ao dispor.

Atenciosamente,

Equipe FOCO Tax Outsourcing

Manaus, 10 de Novembro de 2016