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Um Pouco sobre

Micoses e Verrugas…

Ana Barbosa
(Podologista)
Simão Oliveira
Podologia vs Reflexologia
Podologia –É um capítulo das ciências médicas que se dedica
ao estudo do pé no seu aspecto anatomo-fisiológico, doença e
terapêutica específica.

Podologista – Profissional de saúde que tem como principal


objectivo prevenir e tratar a causa da patologia tendo a
capacidade de chegar a um diagnóstico mediante a recolha de
dados e executar o respectivo tratamento.
Podologia vs Reflexologia
Reflexologia

É a arte de detectar, prevenir e tratar desequilíbrios do


organismo, mediante áreas reflexas”.
É um método de terapia holístico.
Foi conhecido primeiramente como terapia por zonas.
Na reflexologia o reflexo é usado no sentido de reflectir ou de
uma imagem no espelho.
Micose (Dermatofitia)
É uma infecção causada por fungos que atingem a pele, as
unhas e os cabelos.

Os fungos podem ser encontrados no solo, nos animais e até


mesmo na nossa pele, convivendo "pacificamente" connosco,
sem causar doença.

Em condições favoráveis ao seu crescimento, estes fungos


reproduzem-se e causam doença, pois passam a consumir a
queratina presente na superfície cutânea, unhas e cabelos.

O calor, a humidade, a imunodeficiência ou o uso de


substâncias que alteram o equilíbrio da pele, como
antibióticos usados por longo prazo, são ideais para a
proliferação desses microrganismos.
Micose
Nos pés (pele):
As lesões situam-se nos espaços interdigitais, na planta e no
bordo.
Originam em forma de vesículas e bolhas que rebentam,
secam e descamam, provocando maceração, fissuras e
aumento da queratina.
Evoluem de forma cíclica, com maior pico em tempo quente e
tendência para a cronicidade.
Micose
Nos pés (unhas):
Surge devido à invasão das lâminas ungueais por dermatófitos
(agente etiológico).
Mais frequente nos adultos em ambos os sexos.
As alterações visíveis vão desde pequenas manchas brancas até
superfície irregular e espessamento com destruição da lâmina
ungueal.
Atinge uma ou várias unhas, sendo raro atingimento de todas o
que permite diferenciar de outras afecções similares como a
psoríase.
Micose
As dermatofitoses mais frequentes no pé são:

• Tinha Pedis (Pé de Atleta);


• Tinha Negra;
• Pitiríase versicolor;
• Micetomas;
• Candidíase.
Tinha pedis (Pé-de-atleta)
Definição:

É a mais prevalente de todas as dermatofitoses.

Os espaços interdigitais são infectados por uma espécie de


Trichophyton mentagrophytes (interdigital).
Chama-se muitas vezes Pé-de-Atleta a uma infecção fúngica da
pele. Isto deve-se ao facto das infecções fúngicas serem
muitas vezes contraídas numa piscina ou numa infra-estrutura
desportiva.

É altamente recomendável a utilização de chinelos ou outro tipo


de calçado nas piscinas ou em outros locais públicos (húmidos).
Tinha pedis (Pé-de-atleta)
Prevenção:

• Certificar que os pés depois de os lavar estão bem secos,


especialmente nos espaços interdigitais;
• Utilizar meias limpas de algodão todos os dias;
• Certificar que o calçado não está demasiado apertado. Os sapatos
desportivos e botas de borracha não efectuam uma boa
ventilação.
• Usar chinelos em duches ou balneários públicos.
• Cortar as unhas com regularidade. Cortar to mais direitas possível.
Tinha pedis (Pé-de-atleta)
Tinha negra
Definição :

É uma micose superficial causada por Exophiala werneckii;


É uma afecção benigna com evolução crónica;
É proveniente dos países africanos, por isso, é mais
conhecida por Micose de importação e é muito pouco
frequente;
Os casos conhecidos no nosso país ocorreram em pessoas
que viveram em países africanos.
Tinha negra
Dermatofitias do pé
Definição:

São alterações produzidas por Dermatofitos;


As espécies que as provocam são: Trichophyton rubrum e
Epidermophyton floccosum;
Dermatofitias do pé
Sinais e Sintomas:

As lesões situam-se nos espaços interdigitais, na planta e no


bordo do pé;
Apresentam vesículas e pústulas que rebentam, secam e
descamam para posteriormente causarem maceração, fissuras,
hiperqueratoses e alterações ungueais;
Dermatofitias do pé
Tratamento:
• Recolha de uma amostra para análise da espécie.
• Como o exame de cultivo demora entra 15 a 20 dias, aplicar
topicamente um anti-micótico de largo espectro de acção.
• Após reconhecimento da espécie proceder, se necessário, a
antibioterapia (Griseofulvina, Cetoconazol, Iatroconazol,
Fluconazol, Terbinafina).
• O tratamento não deve ser interrompido.
• No final fazer profilaxia durante 2 a 3 meses.
Dermatofitias do pé
• Candidíase
Verrugas (Papiloma Vírico)

• As verrugas são lesões da pele


e mucosas adjacentes
produzidas pelo vírus do
papiloma humano (HPV) de
que se conhecem mais de 150
tipos.
• Há alguma relação entre estes
tipos virais, a localização, a
morfologia e evolução das
lesões.
• São dermatoses víricas,
tumorais e de aspecto distinto.
Verrugas (Papiloma Vírico)
Existem várias formas clínicas de verrugas que se distinguem
pela localização e/ou morfologia:

• Verrugas vulgares - Lesões salientes, de superfície rugosa,


por vezes espiculada, em regra com poucos milímetros de
diâmetro. Podem agrupar-se e localizam-se em qualquer
ponto da pele.

• Verrugas planas - Também discretamente salientes, têm


superfície plana, cor acastanhada e dimensões inferiores às
anteriores. Aparecem na face, pescoço, dorso das mãos e
joelhos. Nalguns casos distribuem-se ao longo duma
escoriação linear.
Verrugas (Papiloma Vírico)
• Verrugas filiformes - Longas, finas e implantadas numa base
minúscula, observam-se na face e pescoço.

• Verrugas plantares - Têm o aspecto de pequena formação


encastoada na planta do pé, sobretudo nas áreas de
pressão. São dolorosas e frequentemente identificadas
como calosidades. É um papiloma epidérmico provocado
por um vírus idêntico ao da verruga comum.

• As verrugas ocorrem ainda noutras mucosas,


nomeadamente na boca, vias respiratórias e colo do útero.
Verrugas (Papiloma Vírico)
Verrugas (Papiloma Vírico)
O PVH:

O papilomavírus humano é muito disseminado e omnipresente nos


seres humanos, causando infecções sub-clíncinas ou lesões benignas
na pele e nas mucosas.
Também desempenha funções na oncogénese de lesões pré malignas
da pele e das mucosas.
Mais de150 tipos de HPV foram identificados e estão associados a
diversas lesões clínicas e doenças.
Três manifestações de infecções cutâneas por HPV ocorrem
comummente na população geral: verrugas plantares.
As verrugas plantares são comuns em, crianças com mais idade e
adultos jovens, contribuindo com 30 % das verrugas cutâneas.
Verrugas (Papiloma Vírico)
Embora a maioria das infecções pelo HPV estejam associadas
com lesões benignas, um pequeno número sofre
transformação maligna.
Tal verifica-se sobretudo numa doença rara, determinada
geneticamente, chamada epidermodisplasia verruciforme
(EV). Na ausência de EV a evolução maligna das verrugas
ocorre em duas situações: no colo do útero e nos condilomas
genitais gigantes( verrugas ano genitais).
As verrugas do colo do útero são frequentemente
determinadas pelos tipos 6, 11, 16, 18, 31 e 33. A infecção
pelos quatro últimos está associada a evolução para tumores
do colo, embora não se conheça o risco relativo de tal se
verificar.
Verrugas (Papiloma Vírico)
A transmissão do PVH só é possível, em regra, quando há
soluções de continuidade traumáticas da parte superior da
epiderme, maceração, ou ambas, como acontece nos pés
de frequentadores de piscinas, nas regiões periungueais em
pessoas com o hábito de roer as unhas, nas áreas
barbeadas, em profissões que mantêm as mãos molhadas
por períodos prolongados e nas mucosas genitais,
especialmente quando há exsudação persistente que leva à
maceração.
A infecção é favorecida por estados em que a imunidade
está deprimida, como acontece em transplantados
submetidos a terapêutica imunossupressora e doentes
infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV).
Verrugas (Papiloma Vírico)
Uma vez infectado, o vírus parasita as células da
epiderme, multiplicando-se nas camadas mais
superficiais.
Estudos experimentais demonstram que é capaz de
aumentar a multiplicação celular, o que explicará a
formação das verrugas, caracterizadas por enorme
aumento da proliferação das células epidérmicas.
Após a infecção a verruga pode levar 2 a 9 meses, e até
mais, a manifestar-se.
Verrugas (Papiloma Vírico)
A idade de maior prevalência das verrugas é entre os
12 e os 16 anos, mas observam-se, com frequência, em
todos os grupos etários normalmente unilateral.
O contágio também se pode realizar por via autónoma,
ou seja, através do sistema linfático desde a célula mãe
(papiloma principal, que se apresenta mole, branco,
com os capilares visíveis e cresce de fora para dentro),
ate aos papilomas satélites (que são duros,
amarelados, crescem do interior para o exterior e
podem ser confundidos com helomas).
Verrugas (Papiloma Vírico)
Duração das lesões: As verrugas podem persistir durante
anos se não forem tratadas.

Sintomas: desfiguração estética. As verrugas plantares


actuam como um corpo estranho e podem ser bastante
dolorosas durante as actividades diárias normais, como
caminhar, quando localizadas em pontos de pressão.
Verrugas (Papiloma Vírico)
Tratamento:

Uma boa parte das verrugas são lesões benignas com


tendência para a cura espontânea.
Certas terapêuticas são dolorosas e, pelo menos
temporariamente, incapacitantes.
Há algum risco de deixar sequelas definitivas quando se
tomam atitudes agressivas.
Deve considerar-se a idade do doente, o desejo de se
tratar, a profissão, a duração das lesões e o estado
imunológico. Duma maneira geral, o tratamento é feito
quando há dor, prejuízo funcional, prejuízo estético, ou
capacidade de se originarem tumores.
Verrugas (Papiloma Vírico)
Os tratamentos para as verrugas, gerais ou locais, são
múltiplos, o que significa que nenhum tem eficácia muito
grande.

Os fármacos mais usados são derivados da vitamina A,


nomeadamente o etretinato.
Verrugas (Papiloma Vírico)
Os tratamentos locais consistem na destruição das lesões por
meios físicos ou químicos.
Destacam-se:
Aplicação de cáusticos - Feita com os ácidos azótico ;
Aplicação de ceratolíticos - Praticada sobretudo com ácidos
salicílico e láctico, compostos que destruem a substância
córnea, constituinte importante das verrugas.;
Aplicação de citostáticos - Os mais usados são o podofilino, a
cantaridina e o 5-fluoruracilo, medicamentos que impedem a
multiplicação celular característica do processo de formação
das verrugas;
Electrocirurgia, Criocirurgia, Cirurgia.
Verrugas (Papiloma Vírico)
Bibliografia
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• White, M. (2002). O livro dos remédios caseiros. Círculo de
Leitores.
• Baran, R. et al (2001). Onicomicosis – Aproximación actual al
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• Wolff, k., Johnson, R., (2006). Dermatologia – Atlas e texto.
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