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Conteúdo
• Introdução
• Formação da moderna sociedade de organizações
Aula 2 – Teoria Geral da industriais

Administração • Ciência moderna e Administração como ciência


• Escolas do pensamento administrativo
– Taylor e a Administração Científica
– Fayol e a Teoria Clássica
– Mayo e a Escola de Relações Humanas
Profª. Drª. Sonia V. W. Borges de Oliveira – Abordagem Sistêmica
– Abordagem Contingencial

Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 2

Introdução Introdução
• Na sociedade moderna todos estão cercados de
Organizações
• “Aprender Administração constitui uma
Receita
viagem pessoal que levará, toda sua Prefeitura
Federal
Escola
carreira, toda a sua vida.” (BATEMAN; Depto de
Trânsito
SNELL, 1998) Estado
Clube

Secretaria Sindicato
Segurança Cia
Telefônica
Saneamento Básico
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Administração - Resumo
RECURSOS

Formação da moderna
Pessoas
Informação

sociedade de organizações
Espaço
Tempo

industriais
Dinheiro
Instalações

OBJETIVOS DECISÕES
Resultados esperados do Planejamento
sistema Organização
Execução e direção
Controle

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Antecedentes Históricos Revolução Industrial


• A administração e as organizações • Produto de dois importantes eventos do século XVIII:
tiveram influências diversas, como: – surgimento das fábricas;
– invenção das máquinas a vapor.
– Filósofos e cientistas
• Comerciantes: reuniram trabalhadores em galpões
– Organizações militares para poder controlá-los
– Igreja Católica • Invenção das máquinas: aumento da produtividade
– Arsenal de Veneza • Migração das zonas rurais para os centros
– Revolução Industrial industriais:
– Fundição Soho – crescimento das cidades;
– necessidade de infra-estrutura.
– New Lanark
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A Administração Hoje Administração: Ciência ou Arte?


• Diversas teorias: cada uma tem sua contribuição
• Não há modelo ideal para nenhuma
organização: TUDO DEPENDE!!!
• Importante:
– Conhecer bem o contexto
– Ter MUITAS informações sobre TUDO
– Fazer um bom planejamento
– Ter critérios para tomar decisões
– Saber medir os resultados

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Profª. Dra.
Drª. Sonia
Sonia V. Valle
W. B.W.
deB. Oliveira
Oliveira 10
10

Administração como Arte Administração como Ciência

Experiência
ADMINISTRAÇ
ADMINISTRAÇÃO
COMO CIÊNCIA

Jogo de ADMINISTRAÇÃO Critério/ Teorias Técnicas


cintura COMO ARTE Insight

Conhecimentos
Percepção / Feeling

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Escolas do Pensamento
Administrativo

Taylor e a Administração
Científica

Frederick Taylor (1856-1915) Organização Racional do Trabalho


• Desenvolveu princípios e técnicas de • Estudo dos tempos e movimentos
eficiência para minimizar esses problemas
• Aplicou métodos e técnicas da engenharia
industrial
• Preocupações básicas de Taylor:
– eliminar o desperdício;
– elevar os níveis de produtividade.
• Conceito de Homo Economicus
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Organização Racional do Trabalho (ORT) Princípios de Taylor


1. Análise do trabalho e estudo dos tempos e • Princípio do Planejamento: planejar o
movimentos
método de trabalho
2. Estudo da fadiga humana
3. Divisão do trabalho e especialização do operário • Princípio de Preparo: trabalhadores
4. Desenho de cargos e tarefas selecionados e treinados, trabalhando em
5. Incentivos salariais e prêmios de produção local adequado
6. Conceito de Homo Economicus • Princípio do Controle: verificar se tudo
7. Condições de trabalho está sendo feito como planejado
8. Padronização
• Princípio da Execução: disciplina e
9. Supervisão funcional responsabilidade sobre as tarefas
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Considerações sobre a
Henry Ford Administração Científica
• Henry Ford (1863-1947) • Melhorou a produtividade e eficiência das fábricas
• Criou a linha de montagem móvel • Introduziu a análise científica no ambiente de
• Produção em massa trabalho
• Especialização do trabalhador • Gratificação diferenciada: recompensas =
desempenho
• Padronização das peças
• Colaboração entre a administração e os
• Dia de trabalho de 8 h trabalhadores
• Duplicou o valor do salário • Visão incompleta do homem
• Mecanicismo

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Teoria Clássica
• Maior expoente: engenheiro de minas
Henri Fayol (1841-1925)
• Ampliação do campo de estudo da
administração:
– ênfase na estrutura;
– visão no todo organizacional;
Paris em 1900 – atenção para a complexidade do trabalho do
Fayol e a Teoria Clássica gestor.

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Henri Fayol Henri Fayol


• Fayol contribuiu para a teoria das
• Estruturas e Funções da Empresa
organizações com: – Definiu 6 funções básicas da empresa:
– Estruturas e Funções das Empresas
Empresa
– Funções básicas da Administração
– 14 Princípios Gerais de Administração Função de
Administração
Função Função Função Função de Função de
Técnica Comercial Financeira Segurança Contabilidade

– 16 Deveres dos gerentes Fonte: Maximiano (2000)

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Profª. Dra.
Drª. Sonia
Sonia V. Valle
W. B.W.
deB. Oliveira
Oliveira 24
24

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Henri Fayol Criticas à Teoria Clássica


• As funções básicas da administração: • Não considerava o conteúdo psicológico e
– Planejar: visualizar o futuro e traçar o programa social
de ação • Ausência de método rigorosamente científico
– Organizar: estabelecer uma estrutura humana e • Extremo racionalismo na concepção da
material para a realizar o empreendimento
administração
– Comandar: dirigir e orientar o pessoal
• Mecanicismo
– Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos atos e
todos os esforços coletivos • Abordagem de sistema fechado
– Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo • Porém, ainda tem sua utilidade no mundo de
com as regras estabelecidas e as ordens dadas hoje
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Burocracia
• Principal precursor: Max Weber (1864-1920)
• Forma de administração sujeita ao exagero
de regulamentos e controles
• A razão está acima da emoção
• Visão racionalista do ser humano
Heidelberg, Alemanha
• Divisão do trabalho e hierarquia
Burocracia • Facilita a atividade de supervisão do
trabalhador

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Max Weber Burocracia Ideal de Weber


• Definiu 3 bases da autoridade: 1. Divisão do trabalho: tarefas simples e
rotineiras
1. CARISMÁTICA: “devoção” dos 2. Hierarquia da autoridade: o de cima controla o
seguidores pelo líder de baixo
2. TRADICIONAL: passam de geração a 3. Seleção formal: por qualificação técnica
4. Regras e regulamentos formais: assegurar
geração uniformidade
3. RACIONAL OU BUROCRÁTICA: 5. Impessoalidade: evitar envolvimento e
autoridade formal preferências pessoais
6. Orientação de carreira: profissionalismo do
cargo
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Conceitos Iniciais
• Reação às teorias de Taylor e Fayol
• Ênfase nas pessoas
• Desenvolveu-se a partir do início da
década de 30
• Entender como os processos psicológicos
Western Electric
e sociais interagem com o trabalho e
Mayo e a Teoria das Relações influenciam o desempenho
Humanas
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Experimento de Hawthorne
Idéias Centrais (1927 a 1933)
• A Teoria das Relações Humanas se • Realizado pelo Conselho Nacional de
deve aos seguintes fatos: Pesquisas na fábrica da Western Eletric
1. Necessidade de humanizar e democratizar Company, no bairro de Hawthorne, perto
a administração de Chicago
2. Desenvolvimento das ciências humanas e • Coordenação de Elton Mayo
sua aplicação na organização industrial
• Objetivo inicial: pesquisar a correlação
3. Idéias advindas da filosofia e da psicologia
entre a iluminação e eficiência dos
4. Conclusões da Experiência de Hawthorne:
operários, medida por meio da produção
Elton Mayo (1927 e 1933)
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Decorrências da Teoria das


Resumo das Conclusões de Mayo Relações Humanas
• Tratamento dispensado ao funcionário: • Nova linguagem na • São contestados os
administração: conceitos clássicos de:
influencia fortemente seu desempenho – autoridade;
– motivação;
• Lealdade ao grupo: pode ser mais forte – hierarquia;
– liderança;
que à administração – racionalização do
– comunicação; trabalho;
• Esforço coletivo: trabalho em equipe,
– organização – princípios gerais da
auto-governo e cooperação informal; administração;
• Autoridade: cooperação e coordenação, – dinâmica de grupo – departamentalização
no lugar da coerção etc. etc.
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Conceitos Iniciais
• A partir da década de 50 nos EUA
• Valorização do comportamento do indivíduo
• Estudo do comportamento organizacional
• Origens: ciências comportamentais e
psicologia organizacional
• Tema fundamental: motivação humana
Teorias sobre Motivação
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Ciclo Motivacional Ciclo Motivacional

Equilíbrio Equilíbrio
Estímulo ou Estímulo ou
incentivo Compensação incentivo
Satisfação
Necessidade Necessidade
Frustração

Comportamento Tensão Comportamento Tensão


ou ação ou ação

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Principais Teorias da Motivação Hierarquia das Necessidades de


Humana Maslow
• Teoria da Hierarquia das Necessidades – Trabalho criativo e desafiante, Diversidade
e autonomia, Participação nas decisões
Auto-
Auto-
Alto Nível

Maslow realizaç
realização Responsabilidade por resultados, Orgulho
Auto-
Auto-estima e e reconhecimento, Promoções
• Teoria ERC – Alderfer reconhecimento Amizade dos colegas, Interação
com clientes, Chefe amigável
• Teoria dos Dois Fatores – Herzberg Sociais (Amor)
Condições seguras de trabalho,
Baixo Nível

Remuneração e benefícios,
• Teoria da Realização – McClelland Proteç
Proteção e seguranç
segurança Estabilidade no emprego
Intervalos de descanso, Con-
Necessidades fisioló
fisiológicas forto físico, Horário de trabalho
razoável
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Teoria ERG (ERC) – Alderfer Comparando Maslow com ERG

• Variação da teoria da Hierarquia de Maslow ERG


Maslow Auto-
Auto-
• Somente três níveis de necessidades de realizaç
realização Crescimento
motivação dos funcionários: Auto-
Auto-estima e
reconhecimento
– necessidade de existência (E): combinação
dos fatores fisiológicos e de segurança Sociais (Amor) Relacionamento
– necessidade de relacionamento (R): envolve
ser compreendido e aceito por pessoas Proteç
Proteção e seguranç
segurança

– necessidade de crescimento (G): envolve o Necessidades fisioló


fisiológicas
Existência
desejo de auto-estima e de auto-realização
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Teoria dos Dois Fatores – Herzberg


Teoria da Realização – McClelland
Fatores de Fatores
Higiene Motivadores • Conhecida como Teoria das Necessidades
Adquiridas:
Estado neutro de motivação, • Geram satisfação no indivíduo
satisfação e desempenho: • Afetam a satisfação no
– certas necessidades são aprendidas e
• políticas da empresa e
trabalho socialmente adquiridas.
• Incitam indivíduos a
administração;
• relacionamento com
desempenho superior • McClelland classificou essas necessidades
supervisores e pares; • Alto estado de motivação: em 3 categorias:
• realização;
• condições do ambiente e de
trabalho; – Necessidades de realização
• reconhecimento;
•vida pessoal, status e segurança; • responsabilidade; – Necessidades de afiliação
• relacionamento com
subordinados; • promoção, progresso; – Necessidades de poder
• principal: salário. • crescimento.

Insatisfação 0 Satisfação Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 46

Resumo das Hipóteses sobre


Motivação Humana
Motivação: perspectiva do
Homem econômico-racional ganho.
Bens materiais
Motivação: é o grupo.
Homem social Reconhecimento e
aceitação pelo grupo
Motivação: realização
interior.
Homem auto-realizador
Satisfação íntima
Teorias sobre Liderança
Motivação: não tem causa
Homem complexo única.
Diversos motivos
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Conceitos Iniciais Teorias sobre Liderança


• Experiência de Hawthorne: • Há 3 grupos de teorias sobre liderança:
– constatação da existência de líderes – Teorias de traços de personalidade
informais;
– controle sobre o comportamento do grupo; – Teorias sobre estilos de liderança
– trabalhadores: grupo social coeso e – Teorias Situacionais de Liderança
integrado.
• Liderança: necessária e fundamental nas
empresas

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Estilos de Liderança de Rensis


Likert Teorias sobre Liderança
Maior probabilidade
de ineficiência, de Sistema 1:
manter relações Autoritário coercitivo
ruins no trabalho e
de se deparar com Autocrá
Autocrático Consultivo Participativo
repetidas crises Sistema 2:
financeiras Autoritário benevolente
Liderança Liderança
centralizada centralizada nos
Sistema 3:
no chefe subordinados
Consultivo Maior probabilidade
de haver alta
produtividade, boas
CENTRALIZAÇÃO DESCENTRALIZAÇÃO
Sistema 4: relações no
Participativo trabalho e elevada
rentabilidade
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Reflexão sobre o Enfoque


Comportamental
• Muita ênfase nas pessoas
• Abordagem mais descritiva e menos
prescritiva
• Crítica ao modelo “autoridade x Ludwig von Bertalanffy
Sistema Solar
obediência”
• “Colaboração-consenso”: democrático e
humano
• Novos conceitos sobre o homem e suas Teoria de Sistemas
motivações
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Fractais

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Conceitos Iniciais Teoria de Sistemas


• Complexidade: • Teoria Geral de Sistemas (TGS):
– surgiu com os trabalhos do biólogo
– grande número de problemas; alemão Ludwig von Bertalanffy (1901-1972)
– grande número de variáveis; • Abordagem sistêmica na TGA ocorreu somente a partir
– qual é a melhor solução? da década de 60
• Soluções complexas para problemas • Visão Holística:
– visão do todo, totalidade.
complexos:
• Conceito de Sinergia:
– uso do Enfoque Sistêmico – o todo é maior que a simples soma das partes.
• Soluções que consideram as diversas • Conceito de Eqüifinalidade:
– existem muitos caminhos que conduzem ao mesmo resultado.
implicações simultaneamente

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Teoria de Sistemas Classificação quanto à interação


• A necessidade de uma Visão Global da • Sistemas fechados
Organização: – Sem intercâmbio com o ambiente externo
– Não existem sistemas totalmente fechados
– é preciso ter em conta a totalidade dos
elementos de uma organização; – Saídas invariáveis

– é preciso ter em conta o ambiente no qual a • Sistemas abertos (dinâmicos)


organização está inserida; – Têm intercâmbio com o ambiente externo
– São influenciados e influenciam o ambiente pelas
– é preciso que a informação circule num
entradas e saídas
sistema.
– Adaptam-se para sobreviver

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Contribuições da Teoria de
Sistemas Eficiência X Eficácia
• A organização na Abordagem Sistêmica: • Eficiência - fazer certo
– é um conjunto de partes inter-relacionadas e • Eficácia - fazer a coisa certa
interdependentes;
– deve ser organizada de maneira a produzir • Eficiência - relacionada à capacidade
um todo unificado; operacional de realização das atividades
– é um sistema aberto: influencia e é previstas (Processos internos)
influenciada pelo ambiente externo; • Eficácia - relacionada aos resultados
– busca eficiência e eficácia. obtidos com o conjunto de atividades
realizadas (Processos externos)
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Teoria de Sistemas Ambiente Organizacional


AMBIENTE

Estágio de Estágio de Estágio de • Para conhecer uma organização: é


Insumo Conversão Produto preciso conhecer o contexto em que ela
• Matérias-primas
• Capital e recursos
• Maquinários
• Computadores
• Bens atua
• Serviços
• Recursos humanos • Hab.humanas
• Ambiente:
A organização obtém
insumos do seu
A organização
transforma insumos e
A organização
libera produtos para
– tudo aquilo que envolve uma organização;
ambiente adiciona valor a eles o seu ambiente – provoca mudanças nas organizações;
Retroalimentação – varia sempre, oferecendo oportunidades e
A venda de produtos/serviços
impondo ameaças às organizações.
permite a obtenção de insumos
A organização como um sistema aberto Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 62

Estrutura do Ambiente
Ambiente Organizacional Organizacional
• Ambiente Interno: Macroambiente
– o que ocorre dentro da empresa e só diz
respeito a ela Ambiente
Internacional
Político-legal
• Ambiente Externo: Clientes
Setorial
Distribuidores

– todos os fatores relevantes além dos limites Ambiente Interno


da empresa Organização
Tecnologia Sindicatos
– Subdivide-se em: Concorrentes
Economia
Fornecedores
• Ambiente Setorial
• Macroambiente Demografia
Social e
Natural
Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 63 Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 64

Administração por Contingências


• Um dos pioneiros foi B.F. Skinner em
1953: “Science and Human Behavior”
Henry Mintzberg
• Outros autores: Dill, Burns & Stalker,
Chandler, Mintzberg e Tom Peters
B.F. Skinner • É a abordagem mais recente da TGA
Tom Peters • O que os gestores fazem depende do
conjunto de circunstâncias que
Teoria da Contingência caracterizam cada situação
Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 66

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Administração por Contingências


• Usa a experiência e a evidência: nem
sempre a razão
• Não há nada absoluto nas organizações:
tudo é relativo Ishikawa

• Características ambientais: ocasionam as Demming


Juran
características organizacionais
• Não há uma única melhor maneira de Teoria da Administração por
administrar: tudo “depende” Processos
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Conceitos Ciclo PDCA


• Início em 1924 • Melhoria contínua: Ciclo PDCA
• Principais autores: Walter Shewart, W.E.
Deming, Joseph Juran, Kaoru Ishikawa
P
• Plan (planejar)
• Foco principal: qualidade total
A • Do (executar)
• Desenho dos processos da organização D
• Busca pela eficácia organizacional • Check (verificar)
• Departamentalização por processos • Act (agir)
C
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Walter Shewart, em 193070
Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira

5 S’s Diagrama de Ishikawa


• Kaoru Ishikawa: 1950 • Espinha de peixe, ou causa-efeito ou dos
• A denominação "5S" é devido às cinco 6 M’s
palavras iniciadas pela letra "S", quando
pronunciadas em japonês:
– SEIRI: organização;
– SEITON: arrumação;
– SEISO: limpeza;
– SEIKETSU: padronização;
– SHITSUKE: disciplina.
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Just-in-time e Kaizen Kanban


• Just-in-time ( JIT ): • Kanban (Cartão):
– redução de estoques; – é um registro visível ou placa
– ter a peça certa, no momento certo e na visível usada como meio de
quantidade certa.
comunicação;
• Kaizen (Melhoramento contínuo):
– informa ao processo-fornecedor exatamente
– envolve todos, em qualquer ambiente;
o quê, quanto e quando produzir;
– focada na eliminação de perdas;
– finalidade: repor estoques com base na
– contínuo monitoramento dos processos:
demanda.
utilização do ciclo PDCA.

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Qualidade Total
Poka-
yoke • O que é GQT? Interligação de áreas distintas
como por exemplo:
clássico: – Planejamento estratégico;
medidor – Marketing;
de – Logística;
– Recursos humanos;
crianças – Programas como o 5 S.
em • Objetivo principal: eliminar falhas e satisfazer
parques totalmente seus clientes
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Sistema Toyota
• 1910: primeira viagem de Sakichi Toyoda aos
Estados Unidos
• A indústria japonesa da época:
– ineficiente;
– produtos de baixa qualidade;
Peter Drucker
– altos índices de refugo / retrabalho e baixa
produtividade;
– não podia trabalhar com elevados estoques de
matéria-prima e de produtos em processamento:
• porque não havia condições financeiras para isto. Administração Estratégica
• 1937: fundada a Toyota Motor Co.
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Conceitos Iniciais Importância


• Principais autores e datas: • Estratégia: palavra herdada dos gregos –
– Peter Drucker: A prática da Administração designava a “arte dos generais”
(1955) • Assumir o controle sobre o destino
– Alfred Chandler: Estratégia e Estrutura (1962) • Enxergar oportunidades
– H.Igor Ansoff: Estratégia Empresarial (1965) • Definir novos rumos para a organização
– Raymond Miles e Charles Snow: Estratégia
• Introduzir a disciplina de pensar a longo prazo
Organizacional (1978)
– Michael Porter: Estratégia Competitiva (1980) • Mobilizar recursos para um objetivo comum
– Samuel Certo e Paul Peter: Administração • Promover mudanças
Estratégica (1989)
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Administração Estratégica

Situação Estratégica
Situação Estratégica Desejada
Desejada

Situação Estratégica
Situação Estratégica Atual
Atual

Passado
Passado Presente
Presente Futuro
Futuro
Novos modelos de organizações
e de administração
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Novos modelos de organizações e Efeitos nas Organizações


de administração Contemporâneas
• Globalização: • Valorização dos novos elementos apresentados
– Aumento da integração econômica, social, cultural, política • Capital humano: pode valer mais que uma
– Diminuição de barreiras tecnologia inédita
– Acesso a tecnologias
– Aumento da comunicação
• Valorização da comunicação
– Uso de mão-de-obra mais barata (países em desenvolvimento) • Pensamento sistêmico: integração para a
• Qualidade de vida: saúde, possibilidade de escolhas sinergia
• Inovação: fator imprescindível • Parcerias: para a sobrevivência
• Nível tecnológico: diferencial de mercado • Certificações: provar a conformidade
• Competitividade: • Mudança como eixo de pensamento
– Concorrência acirrada • Ética
– Margem cada vez menor

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Administração Participativa Compartilhar decisões


• Nasceu na Grécia, há mais de 2000
anos com a democracia Clientes Funcio-
• É considerada como prática avançada nários
nas empresas de hoje
• Valoriza a participação das pessoas nas Organização
decisões Participativa
• Aproveita o potencial dos colaboradores
• Melhora o clima organizacional e o Fornece-
Outros
desempenho das organizações dores
Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 85 Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 86

Benchmarking Benchmarking: metodologia


• Bench-mark: marca (o) de referência • Planejamento: definição das melhores
• Comparar e imitar as organizações que práticas a serem copiadas
façam algo bem-feito • Análise: coleta, estudo e interpretação dos
• Busca das melhores práticas da dados do benchmarking
administração: vantagem competitiva • Integração: definição das modificações
• A imitação das técnicas de administração: • Ação: implementação
tão antiga quanto as organizações • Maturidade: aprimoramento

Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 87 Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 88

Reengenharia Reengenharia: etapas


• Michael Hammer (1990): “Reengenharia do • Etapa 1: Identificar necessidades do cliente e
trabalho: não automatize, destrua” objetivos do processo a ser “reengenheirado”
• Etapa 2: Mapear e medir o processo atual
• Reformular a maneira de conduzir os
• Etapa 3: Analisar e modificar o processo
negócios existente
• Deve-se reprojetar os processos e não • Etapa 4: Fazer o benchmarking para
somente automatizar da forma como estão identificar alternativas
projetados • Etapa 5: Redesenhar o processo
• Reinventar a empresa: desafiar suas • Etapa 6: Implementar o novo processo e
monitorar os resultados
doutrinas, práticas e atividades
Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 89 Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 90

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Organizações Virtuais Qualidade de Vida


• Derivam do grande avanço da tecnologia de • Mais ampla que as teorias tradicionais de
informação motivação
• Possibilidade de transmitir e receber • Visão holística do ser humano: bem-estar
informações entre locais distantes em tempo biológico, psicológico e social
real • Visão ética da condição humana: minimização
• Corporação virtual: soma de capacidades e de riscos ocupacionais (OHSAS 18000)
conhecimentos • Satisfação dos funcionários: quanto maior,
mais alta é a qualidade de vida no trabalho
• Administração virtual: comunicação virtual entre
a empresa e seus funcionários, clientes, • Práticas da empresa: considerar o empregado
como ser humano, não apenas como executor
fornecedores, filiais etc. de tarefas
Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 91 Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 92

Inteligência Emocional:
Inteligência Emocional ingredientes
• Há pessoas com QI (quociente de inteligência) • Auto-conhecimento: compreensão de si
elevado porém com dificuldades em lidar com próprio
os outros ou consigo próprias • Autocontrole: manejo das emoções, com
• QI e inteligência emocional: entidades base no auto-conhecimento
independentes (Daniel Goleman) • Auto-motivação: impulso interior para a
• Pessoas muito inteligentes, às vezes, fracassam realização
no mundo dos negócios • Empatia: capacidade de entender as
• Sucesso ou fracasso dependem tanto ou mais necessidades e interesses de outras pessoas
da inteligência emocional do que da inteligência • Habilidades inter-pessoais: arte de
clássica do QI relacionar-se positivamente com os outros

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Administração Empreendedora Empreendedor: dez mandamentos


Gifford Pinchot III
• Entrepreneur - termo do economista francês • Vá trabalhar disposto a ser demitido
Jean-Baptiste Say, por volta de 1800: • Evite ordens que interrompam seu sonho
– indivíduo que transfere recursos econômicos de um • Execute qualquer tarefa para seu projeto funcionar
setor de produtividade mais baixa para um de maior • Encontre pessoas para ajudá-lo
rendimento. • Escolha as pessoas pela intuição e trabalhe somente
• Drucker: o empreendedor busca a mudança, com as melhores
convivendo com os riscos e incertezas das • Trabalhe clandestinamente: evite a publicidade
decisões • É mais fácil pedir perdão que permissão
• Espírito empreendedor: exploração de • Seja leal às suas metas e realista para atingi-las
oportunidades com disposição para enfrentar • Honre seus patrocinadores
crises • Sempre compartilhe suas recompensas
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Oliveira 16
FEA-RP

Sustentabilidade Conclusões
• Desenvolvimento sustentável • Uso das teorias: de acordo com
• Ecoeficiência necessidades e oportunidades
• Responsabilidade Social • Teorias: blocos de construção, não
• Governança Corporativa respostas fixas (Gareth Morgan)
• Balanced Scorecard
Administrador: conhecer para
escolher e aplicar

Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 97 Profª. Drª. Sonia V. W. B. de Oliveira 98

Bibliografia
• BATEMAN, T. S., SNELL S. A. Administração: construindo
vantagem competitiva. São Paulo: Atlas: 1998. 539 p.
Obrigada pela atenção e • CHIAVENATO, I. Teoria geral da administração. 6. ed. Rio de
Janeiro: Campus, 1999.
• FAYOL, H. Administração industrial e geral: Previsão,
Organização, Comando, Coordenação e Controle. 10. ed. São
Boa Sorte a Todos!! •
Paulo: Atlas, 2003. 144 p.
FERREIRA, A.A.; REIS, A.C.F.; PEREIRA, M.I. Gestão
Empresarial: de Taylor aos nossos dias. São Paulo: Pioneira,
2002.
• GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Objetiva,
1995.
• MAXIMINIANO, A.C.A. Teoria Geral da Administração: da Escola
Científica à competitividade na economia globalizada. São Paulo:
Atlas, 2000.
• TAYLOR, F.W. Princípios de administração científica. 8. ed. São
Paulo: Atlas, 1990. 112 p.
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