Explorar E-books
Categorias
Explorar Audiolivros
Categorias
Explorar Revistas
Categorias
Explorar Documentos
Categorias
Causas
Em novembro de 2013, o então presidente da Ucrânia,
Viktor Yanukovych anunciou num comunicado oficial que desistia
de assinar um acordo de livre-comércio com a União Europeia,
preferindo dar prioridade às suas relações com a Rússia. No dia
21 do mesmo mês, milhares de pessoas foram para as ruas
protestar contra esta decisão, resultando numa repressão
violenta e em dezenas de mortos.
No dia 22 de fevereiro, Yanukovych deixou a capital do país,
Kiev, e foi afastado da presidência pelo Parlamento do país.
Foram convocadas eleições para maio de 2014 e foi formado um
novo governo.
Na Crimeia, o parlamento local foi tomado por um
comando pró-Rússia, que nomeou um novo premiê (primeiro-
ministro) - Sergei Axionov e aprovou sua independência e
posterior anexação à Federação Russa. O governo é considerado
ilegítimo pela Ucrânia, que pede às forças internacionais que não
o reconheçam.
A importância estratégica da Crimeia
A Crimeia é uma província semiautónoma da Ucrânia
localizada na região sul do país, numa península situada às
margens do Mar Negro. Trata-se de uma zona que, apesar de
fazer parte do território ucraniano, ainda possui fortes relações
étnicas e políticas com a Rússia, sendo um dos principais
entraves entre os dois países no âmbito diplomático.
O principal valor estratégico da Crimeia é, sem dúvida, a
sua posição geográfica. A região representa uma saída
importante para o Mar Negro, que é o único porto de águas
quentes da Rússia. Isso significa que essa zona possui relevância
tanto em nível comercial tanto no plano militar para os russos,
por facilitar a movimentação de cargas e por garantir o controle
do canal que liga esse mar ao Mar de Arzov.
Outro ponto importante é o valor económico desta região,
dado que é uma grande produtora de grãos e vinhos,
apresentando também uma avançada indústria alimentar. Os
portos da Crimeia também são responsáveis por boa parte do
escoamento da produção agrícola ucraniana que segue em
direção à Europa e à própria Rússia, além de ser o ponto onde o
país realiza uma considerável parte de suas importações,
incluindo o gás russo.
Num acordo assente em 2010, a Rússia instalou uma base
militar em Sebastopol, cidade localizada no sul da Crimeia, com a
permanência prevista até o ano de 2042. Em troca, o governo de
Moscovo cedeu 40 bilhões de dólares em gás natural, fonte de
energia da qual a Ucrânia é extremamente dependente.
Revolução Ucraniana e a Crise da Crimeia
Consequências
O referendo
No dia 16 de março, foi realizado um referendo na Crimeia
(apesar da forte oposição da ONU), apresentando resultados
favoráveis para a Rússia, em que 95% dos eleitores votaram pela
separação da Ucrânia e a consequente anexação à Rússia. O
acontecimento é um marco definitivo na crise entre estes países,
mas os problemas na Ucrânia começaram em novembro de
2013, com protestos violentos.
No entanto, uma pesquisa feita antes da invasão revelou que
apenas 42% dos habitantes eram favoráveis ao
desmembramento, o que levantou suspeitas na comunidade
internacional de que o resultado do referendo possa ter sido
manipulado. Os EUA e União europeia reiteraram que a votação
nunca será reconhecida pela comunidade internacional.
Após o referendo, o governo de Moscovo anunciou que
consideraria a Crimeia como parte de seu território. Por
unanimidade, o Tribunal Constitucional da Rússia considerou
legal a assinatura do tratado que anexa a Crimeia a seus
territórios pelo presidente Vladimir Putin.
“A Crimeia sempre foi parte da Rússia nos corações e mentes das
pessoas “, declarou Putin em um pronunciamento em Moscovo,
após a assinatura.