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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

“Nas propostas mais recentes falta uma tomada de posição diante de


questões como a do abandono de algumas ideias como a de estrutura,
preconizada pela matemática moderna, que trazia consigo o deslocamento
das atenções dos objetos para as relações que os articulam.” (PIRES, Célia
Maria Carolino. Currículos de matemática: da organização linear à ideia de
Rede. São Paulo, FTD, 2000. P. 17)

O CONTEÚDO DE MATEMÁTICA COMO MEIO PARA As ideias básicas de uma reforma num período de efervescência
DESENVOLVER IDEIAS MATEMÁTICAS FUNDA-
A matemática estava se tornando a estrutura básica da ordem social.
MENTAIS, A EXEMPLO DE: PROPORCIONALIDADE, Por isso tornava-se necessário e urgente reformular seu ensino, adaptando-
EQUIVALÊNCIA, IGUALDADE, INCLUSÃO, RELA- a às necessidades de uma sociedade moderna.
ÇÃO, FUNÇÃO, ESCALA, DENTRE OUTROS. O PA-
Surgem, então, três características da Matemática moderna:
PEL DO CONHECIMENTO GEOMÉTRICO NA MATE-
MÁTICA E SUA VINCULAÇÃO COM PROCESSOS DE  ela é viva
REPRESENTAÇÃO TÉCNICA E DE LINGUAGEM  ela é profunda
GRÁFICA. A MODELAGEM NA ORGANIZAÇÃO DE  ela constitui uma linguagem universal
IDEIAS MATEMÁTICAS. AS MEDIDAS, A NOTAÇÃO A matemática é considerada universal por ser a linguagem dos discur-
CIENTÍFICA E SEU PAPEL NA LEITURA DO MUNDO. sos técnico e científico modernos.
O DESTAQUE PARA PRIORIDADE DE RESOLUÇÃO A Matemática Moderna vem com características herdadas de Bourbaki
DE PROBLEMAS E A PRÁTICA PEDAGÓGICA VOL- e de Piaget:
TADA PARA A GARANTIA DO DIREITO DE APREN-  o formalismo e a ideia de estrutura de Bourbaki; e
DER MATEMÁTICA; A ÉTICA DOCENTE NO CON-  as diretrizes de uma pedagogia ativa e as discussões sobre es-
TEXTO DAS RELAÇÕES DE APRENDIZAGEM. truturas de pensamento.

CURRÍCULOS DE MATEMÁTICA E MOVIMENTOS DE REFORMA Equívocos e distorções


Questiona-se muito, em muitos países, os currículos de matemática. O principal equívoco provocado pelo movimento da Matemática Moder-
Questiona-se os objetivos do ensino da matemática, os conteúdos na foi o fato de que ela aparecia definida como linguagem. Suas noções
abordados, os aspectos metodológicos e didáticos, bem como os resulta- jamais poderiam ser construídas a partir de problemas abordáveis pelos
dos desse ensino. alunos.
As reformas curriculares para o ensino da matemática desenvolvem-se, Outro ponto sensível era o da possibilidade de explorar algumas ideias
quase sempre, em meio a mudanças gerais o que não aperfeiçoa em nada com crianças de pouca idade.
o ensino da matemática. Os reformadores assumem que a aprendizagem das estruturas mate-
Tais reformas ocorrem de maneira lenta na sala de aula. máticas deve corresponder ao desenvolvimento das estruturas intelectuais
da criança, apoiados nas afirmações de desenvolvimento de Piaget.
A autora se propõe a analisar as características dos currículos de ma-
temática elaborados desde o surgimento da Matemática Moderna até Para Piaget, a criança transforma-se, transformando seu entorno por
nossos dias. Destaca que o traço marcante na organização desses currícu- manipulação ou operação.
los é a linearidade na construção do conhecimento matemático, linearidade Com relação aos conteúdos havia um certo consenso entre os especia-
esta que conduz a uma prática educativa completamente fechada. listas, principalmente no tocante à:
 teoria dos conjuntos
Quase meio século de reformas  tópicos da álgebra
A necessidade de reforma começou a existir em 1950.  tópicos da análise
 1952 – vários matemáticos franceses, reuniram-se com filósofos  tópicos do cálculo de probabilidades e da estatística.
suíços para discutir o ensino da matemática nas escolas elemen- Divergiam com relação ao ensino da geometria.
tares.
Os protestos contra o formalismo originavam-se no resgate do interes-
 1956 – os belgas colocam em ação suas primeiras experimenta- se pela História da Matemática.
ções.
O movimento da Matemática Moderna seduziu educadores e matemá-
 1958/1959 – tem início um movimento de reforma. ticos fascinados pelas ideias de estrutura e unidade, pela formalização de
 1959 – A Organização Europeia de Cooperação Econômica conceitos, pela linguagem de conjuntos.
promoveu um encontro que tinha como meta a reformulação dos
currículos vigentes.
A Matemática Moderna no Brasil
 1960 – tem início o movimento da Matemática Moderna – princi-
pal marco das reformas dos últimos 35 anos. A autora apresenta um programa de matemática de 1969, com orienta-
ções para os professores da época.
“As primeiras manifestações oficiais da introdução de novos progra-
Chegou-se à conclusão de que compreender aspectos sociais, antro- mas, bem como a introdução da linguagem da Matemática Moderna, desti-
pológicos, psicológicos, linguisticos tinha uma importância muito grande na nada aos alunos da escola secundária, foram feitas nos Congressos Brasi-
aprendizagem da matemática. leiros do Ensino da Matemática, realizados em Salvador (1955), Porto
Porém, os partidários da Matemática Moderna erraram ao achar que os Alegre (1957), Rio de Janeiro (1962) e Belém (1967).” (PIRES, Célia Maria
conceitos mais adiantados deveriam ser ensinados na escola infantil. Carolino. Currículos de matemática: da organização linear à ideia de Rede.
Em 1980, algumas reformas curriculares começaram a ser colocadas São Paulo, FTD, 2000. P. 32)
em prática em diversos países. No sistema de ensino do Estado de São Paulo, registra-se a presença
O movimento da Matemática Moderna apresentava uma proposta ex- da Matemática Moderna na elaboração dos Guias Curriculares.
plícita, assumindo a disciplina como base de uma cultura voltada para a
ciência e a tecnologia. Deveria ensinar o aluno a abstrair mais do que se O quadro mundial mais recente
preocupar com as aplicações diretas.

Matemática 141 A Opção Certa Para a Sua Realização


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França: “em 1985, uma resolução baixada pelo ministro da Educação A linearidade pode ser observada no movimento da Matemática mo-
mostrou que outras indicações tomaram o lugar das pregações do movi- derna e nos movimentos que o sucederam. Agora a linearidade não apare-
mento Matemática Moderna.” (PIRES, Célia Maria Carolino. Currículos de ce mais ligada às estruturas matemáticas, o que significa que não foram
matemática: da organização linear à ideia de Rede. São Paulo, FTD, 2000. rompidos os compromissos das novas propostas com a linearidade.
P. 35) Ligada à ideia de linearidade, está a ideia de acumulação. Há uma
Estados Unidos: em 1986, uma junta nacional de professores de ma- ideia bem marcante de acúmulo.
temática (NTCM) cria uma comissão que tem o objetivo de ajudar a melho-
ria da qualidade do ensino da matemática. As atuais reformas do ensino da
matemática neste país fundamentam-se na alfabetização matemática dos ATENÇÃO ÀS NOVAS IDEIAS
alunos. Introdução
Itália: Em 1979, a Matemática Moderna passa por outra reforma, no Nesta segunda parte do livro, a autora busca uma fonte de sustentação
sentido de formar o cidadão em termos mundiais e não somente em termos para uma proposta alternativa de organização dos currículos da matemáti-
nacionais. Inclui-se aqui a Matemática do certo e a Matemática do provável. ca, contrapondo-se ao modelo linear.
Inglaterra: em 1980 desenvolve-se uma abordagem investigativa do Na Pedagogia, busca a interdisciplinaridade.
ensino da matemática. Os professores criaram algum métodos para regis- Na Ciência, a analogia.
trar o progresso dos seus alunos, numa tentativa de tornar o currículo bem-
Na Biologia, a concepção sistêmica da vida.
sucedido dentre da sala de aula.
Na Física, utiliza a metáfora do universo como sendo uma teia.
Japão: Há uma possível quebra de linearidade pela valorização da me-
todologia e resolução de problemas. Dá-se muita importância à estatística Na Psicologia, explora-se as teorias sobre as inteligências múltiplas.
por causa da sua presença marcante na sociedade informatizada. No campo da Comunicação, desenvolve-se a ideia de conhecimento
Portugal: Em 1970 uma reforma do sistema de ensino incluiu a adoção como rede.
de novos programas que generalizavam, a todos os níveis de escolaridade, Na Tecnologia da Informação, utilizaremos o hipertexto.
a Matemática Moderna. Na Matemática, utilizaremos as categorias e as alegorias.
Espanha: Em 1983 o Ministério da Educação Espanhol iniciou a refor- Na Educação, revisa-se a proposta de construção de teias de aprendi-
ma Experimental do Ensino Médio em algumas escolas. Em 1984 tem início zagem.
essa reforma no Ciclo Superior do Ensino Básico.
Holanda: Algumas decisões políticas promoveram uma transformação
curricular das séries iniciais para as séries finais. Novas ideias no campo da Pedagogia: Interdisciplinaridade
Que se entende por interdisciplinaridade? Como se dá nossa relação
com o mundo social, natural e cultural? Esta relação se dá fragmentada, de
Reformas curriculares recentes no Brasil tal modo que cada fenômeno observado ou vivido é entendido ou percebido
Muitas das reformas ocorridas recentemente no Brasil, a nível federal, como fato isolado? Ou essa relação se dá de forma global, entendendo que
estadual ou municipal, trazem consigo muitas semelhanças. cada fenômeno observado ou vivido está inserido numa rede de relações
A análise que a autora faz neste momento é com relação à proposta que lhe dá sentido e significado. Enfim como se dá o conhecimento? E
implantada pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. A incor- como se realiza um fazer docente pautado no conceito de interdisciplinari-
poração à prática dessa proposta não ocorreu como se poderia esperar. dade?
Defendia-se a ideia de que dominar as ideias básicas e usa-las eficien- As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – Parecer
temente exige constante aprofundamento da compreensão que delas se CEB/CNB no. 15/98, instituídas pela Resolução nº. 4/98, entre outras
tem. disposições, determinam que os currículos se organizem em áreas – “a
base nacional comum dos currículos do ensino médio será organizada em
“A aprendizagem de uma criança em matemática, deve ser avaliada
áreas de conhecimento” – estruturadas pelos princípios pedagógicos da
pelos resultados que ela apresenta ao resolver um problema, ao efetuar
interdisciplinaridade, da contextualização, da identidade, da diversidade e
uma operação, ao explorar relações espaciais ou propriedades algébricas,
autonomia, redefinindo, de modo radical, a forma como têm sido realizadas
ao analisar dada situação ou ao fazer uma síntese dos seus raciocínios, o
a seleção e organização de conteúdos e a definição de metodologias nas
que significa considerar cada impulso, cada manifestação de raciocínio
escolas em nosso país.
diante dessas situações, cada registro. “(PIRES, Célia Maria Carolino.
Currículos de matemática: da organização linear à ideia de Rede. São Foram organizadas e propostas três áreas curriculares: Linguagens e
Paulo, FTD, 2000. P. 51) Códigos e suas tecnologias, Ciências da Natureza e Matemática e suas
tecnologias e Ciências Humanas, Filosofia e suas tecnologias.
Entre os princípios pedagógicos que estruturam as áreas de conheci-
Análise comparativa das reformas mais recentes
mento destaca-se como eixo articulador, a interdisplinaridade. Para obser-
As novas concepções adotadas nas reformas mais recentes (anos vância da interdisciplinaridade é preciso entender que as disciplinas escola-
80/90) parecem que querem desligar-se totalmente das correntes antigas res resultam de recortes e seleções arbitrários, historicamente constituídos,
que determinam a organização curricular. expressões de interesses e relações de poder que ressaltam, ocultam ou
Existe uma preocupação muito grande para desfazer dois mitos: negam saberes.
 do tipo biológico/genético – matemática é algo para quem tem E mais: alguns campos de saber são privilegiados em sua representa-
dom, para quem é geneticamente dotado de certas qualidades; ção como disciplinas escolares e outros não. Historicamente são valoriza-
 do tipo sociológico – é preciso ter um capital cultural para atingir dos determinados campos do conhecimento escolar, sob o argumento de
o universo matemático. que se mostram úteis para resolver problemas de dia a dia. A forma de
inserção e abordagem das disciplinas num currículo escolar é em si mesma
As reformas mais recentes implantadas se diferenciam do movimento indicadora de uma opção pedagógica de e propiciar ao aluno a construção
da Matemática Moderna porque propõem uma ruptura em relação à con- de um conhecimento fragmentário ou orgânico e significativo, quanto à
cepção cultural e escolar da matemática e do seu ensino. compreensão dos fenômenos naturais, sociais e culturais.
Agora, fazer matemática significa construí-la, frabricá-la, produzi-la, en- O desenvolvimento das ciências e os avanços da tecnologia, no século
gajando os alunos no processo de produção matemática, ao invés de faze- XX, constataram que o sujeito pesquisador interfere no objeto pesquisado,
los reinventar uma matemática que já existe. que não há neutralidade no conhecimento, que a consciência da realidade
se constrói num processo de interpenetração dos diferentes campos do
Linearidade e acumulação: mitos que prevalecem saber.

Matemática 142 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Ao sistematizar o ensino do conhecimento, os currículos escolares ain- Novas ideias no campo da Matemática
da se estruturam fragmentadamente e muitas vezes seus conteúdos são de Unidade e estrutura
pouca relevância para os alunos, que não vêem neles um sentido.
A preocupação com a unidade da matemática foi uma característica
É importante deixar claro que a prática docente, ao adotar a interdispli- marcante do movimento da Matemática Moderna. Para Papert, o problema
naridade como metodologia no desenvolvimento do currículo escolar, não da unidade da matemática adquiriu sua forma moderna na segunda metade
significa o abandono das disciplinas nem supõe para o professor uma “pluri- do século XIX. Muitas das teorias criadas para produzir unificação acabam
especialização” bem difícil de se imaginar, com o risco do sincretismo e da por construir novos problemas.
superficialidade. Para maior consciência da realidade, para que os fenôme-
nos complexos sejam observados, vistos, entendidos e descritos torna-se O surgimento das estruturas em Matemática significou identificar pa-
cada vez mais importante a confrontação de olhares plurais na observação drões analógicos ocultos em objetos diferentes, operações e métodos
da situação de aprendizagem. Daí a necessidade de um trabalho de equipe matemáticos.
realmente pluridisciplinar. “Embora veiculada pelo movimento da Matemática Moderna, a ideia de
A contextualização, outro princípio pedagógico que rege a articulação estrutura foi menos incorporada e teve menos força que a de conjunto.
das disciplinas escolares, não deve ser entendida como uma proposta de “(PIRES, Célia Maria Carolino. Currículos de matemática: da organização
esvaziamento, como uma proposta redutora do processo ensino aprendiza- linear à ideia de Rede. São Paulo, FTD, 2000. P. 99)
gem, circunscrevendo-o ao que está no redor imediato do aluno, suas
experiências e vivências. Um trabalho contextualizado parte do saber dos O Caráter polissêmico do termo “estrutura”
alunos para desenvolver competências que venham a ampliar este saber
Para Papert, o conceito de estrutura é um dos mais obscuros entre os
inicial. Um saber que situe os alunos num campo mais amplo de conheci-
conceitos básicos das ciências humanas.
mentos, de modo que possam efetivamente se integrar na sociedade,
atuando, interagindo e interferindo sobre ela. Uma estrutura matemática é similar ao esqueleto humano: não importa
a aparência externa de uma pessoa, sua estrutura e organização dos ossos
Os princípios da identidade, diversidade e autonomia redefinem a rela-
é muito similar.
ção a ser mantida entre os sistemas de ensino e as escolas. Essa proposta
não deve ser entendida como ausência ou omissão do Estado. Ao contrá- É sabido que toda a matemática tradicional se fundamenta na Teoria
rio, a identidade e a autonomia das escolas são exercidas no contexto dos Conjuntos. Podemos dizer, na verdade, que todas as ideias matemáti-
constituído por diretrizes gerais de ação e assessoramento à implantação cas são de~ finíveis em termos da noção de conjunto e que as linguagens
das políticas educacionais, o que exige dos sistemas educacionais (federal, de todas as teorias matemáticas são particularizações da linguagem da
estaduais ou municipais), para que a autonomia não se configure como Teoria dos Conjuntos.
descaso ou abandono, a definição de diretrizes de uma política educacional A Teoria dos Conjuntos baseia-se na Lógica Clássica, para sermos
que reflita as necessidades e demandas do sistema, em consonância com mais precisos, no que se chama Cálculo de Predicados Clássicos de Pri-
as Diretrizes Nacionais e a estruturação de mecanismos de supervisão / meira Ordem (com ou sem igualdade). Quando se fala de Teoria dos Con-
assessoramento, acompanhamento e avaliação dos resultados do desem- juntos, é preciso que se tome cuidado; de fato, desde as investigações de
penho das escolas. matemáticos como K. Gödel (1906-1978) e P. J. Cohen (1934- ), constatou-
É importante ressaltar que essa autonomia implica em planejamento se que há várias Teorias de Conjuntos-não equivalentes entre si. Em algu-
conjunto e integrado da escola, expressão de um compromisso tácito entre mas delas, são válidos certos princípios, como o Axioma da Escolha, que
os agentes envolvidos sobre objetivos compartilhados, considerando a não valem em outras.
especificidade, as necessidades e as demandas de seu corpo docente e
discente, criando expressão própria e local ao disposto na base nacional Categorias, alegorias
comum.
No mesmo ano em que é publicado Morphismes et Catégories, ocorre
Esses pressupostos justificam e esclarecem a opção pela organização no interior da Matemática o que parece ser um novo salto qualitativo, com a
do currículo em áreas que congregam disciplinas com objetos comuns de entrada em cena da noção de Alegoria, uma generalização da noção de
estudo, capazes, portanto de estabelecer um diálogo produtivo do ponto de categoria elaborada por Freyd e Scedrov (1990).
vista do trabalho pedagógico, e que podem estabelecer também um diálogo
entre si enquanto áreas. Em uma alegoria também existem objetos e relações; essas, no entan-
to, enquanto instrumentos correlatos aos morfismos, deixam de representar
Ao ser mantida uma disciplinarização, existente ainda nos currículos necessariamente funções, ou seja, de ter necessariamente uma orientação
escolares, a organização da escola se mantém inflexível, o que dificulta da origem para a extremidade, passando a constituir elos, arcos de ligação,
uma prática docente mais articulada e significativa para os alunos. As aulas relações em sentido mais amplo. Em outras palavras, numa alegoria, os
se sucedem de acordo com uma “grade” curricular em tempos sucessivos, objetos constituem feixes de relações que incorporam as relações funcio-
tratando de temas dissociados um dos outros. nais, ou as causais, mas que incluem também interações de outros tipos,
Várias iniciativas de articulação dos conhecimentos escolares têm sido como as relações analógicas, ou mais genericamente, associações do tipo
realizadas. Um dos modelos de integração disciplinar é a multidisciplinari- dizer B para significar A, sem que se afirme que A implica B ou que B
dade: o mesmo tema é tratado por diferentes disciplinas, em um planeja- implica A.
mento integrado. Outro método de trabalho didático é aquele em que o Convém notar que, no percurso dos conjuntos às alegorias enquanto
currículo se constitui ou se desenvolve em uma série de projetos que objetos matemáticos para a representação do conhecimento, paralelamente
problematizam temas da sociedade, que tenham interesse para o grupo. ao enriquecimento das técnicas, houve considerável transformação na
Uma articulação possível é a de diversos campos de conhecimento, a ontologia subjacente à utilização dos correspondentes objetos, resultante
partir de eixos conceituais. Uma metodologia importante de trabalho didáti- tanto do progressivo deslocamento das atenções dos entes para as rela-
co é a que se dá através de conceitos, como tempo, espaço, dinâmica das ções, quanto do fecundo alargamento da noção de relação.
transformações sociais, a consciência da complexidade humana e da ética Ainda que possa ser associada a processos inconscientes, de um pon-
nas relações, a importância da preservação ambiental, o conhecimento to de vista filosófico, ou a um efeito não planejado, do tipo serendipty, a
básico das condições para o exercício pleno da cidadania. A articulação do ampliação no significado do termo relação parece extremamente importante
currículo a partir de conceitos-chave, sem dúvida, dá uma organicidade ao do ponto de vista epistemológico. Provavelmente, tal alargamento teria
planejamento curricular. impedido Jung, um mestre do pensamento analógico, de afirmar, de forma
É necessário um planejamento conjunto que possibilite a eleição de um tão magoada e contundente, que a Matemática não teria a ver com o de-
eixo integrador, que pode ser um objeto de conhecimento, um projeto de senvolvimento do raciocínio lógico; no quadro conceituai junguiano, o lógico
intervenção e, principalmente, o desenvolvimento de uma compreensão da parecia excluir o analógico.
realidade sob a ótica da globalidade e da complexidade, uma perspectiva No caso específico das alegorias, as repercussões de tal objeto fora do
holística da realidade. âmbito da Matemática ainda não são suficientemente visíveis, ou são
praticamente inexistentes. Alguns de seus aspectos mais desafiadores são

Matemática 143 A Opção Certa Para a Sua Realização


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o reexame da noção de causalidade e o desenvolvimento da concepção de A proposição ~p tem sempre o valor oposto de p, isto é, ~p é ver-
conhecimento como rede de significações, como alternativa para as cadei- dadeira quando p é falsa e ~p é falsa quando p é verdadeira.
as causais, mesmo as que se disfarçam em árvores ou estruturas hierár- Esse critério está resumido na tabela abaixo, denominada tabela-
quicas. verdade da proposição ~p.
Do ponto de vista epistemológico, uma perspectiva menos otimista na
análise da importância do percurso dos conjuntos às alegorias como ins- p ~p
trumentos matemáticos para a representação do conhecimento, a despeito V F
do enriquecimento ontológico já referido, sugere a existência de uma vin- F V
cuiação estreita entre a linguagem categórica – ou alegórica – e a lingua- 3. Proposição composta - Conectivos
gem conjuntista, da qual as outras permaneceriam tributárias. Tal ponto de A partir de proposições dadas podemos construir novas proposi-
vista parece relevante e mereceria uma análise cuidadosa. ções mediante o emprego de dois símbolos lógicos chamados conectivos:
conectivo (lê-se: e) e o conectivo  (lê-se: ou).
A linguagem das categorias no ensino secundário Colocando o conectivo  entre duas proposições p e q, obtemos
Como já ocorrera com os Grupos e as Estruturas em geral, no caso das uma nova proposição, p  q, denominada conjunção das sentenças p e
Categorias, é novamente no âmbito do referencial piagetiano que surgem q.
as tentativas pioneiras de exploração do novo objeto externamente ao Vamos postular um critério para estabelecer o valor lógico (V ou F)
terreno matemático, na constituição/organização do conhecimento. de uma conjunção a partir dos valores lógicos (conhecidos) das proposi-
ções p e q:
De fato, se o desenvolvimento da álgebra ocorrido nos anos 30 inspirou
A conjunção p  q é verdadeira se p e q são ambas verdadeiras;
os primeiros trabalhos piagetianos, conduzindo-o a situar a estrutura de
grupo no centro de suas atenções e atividades, se os trabalhos do grupo se ao menos uma delas for falsa, então p  q é falsa.
Bourbaki, nos anos que sucederam a Segunda Guerra Esse critério está resumido na tabela abaixo, em que são exami-
nadas todas as possibilidades para p e q. Essa tabela é denominada tabe-
Mundial, privilegiando a noção de estrutura como instrumento funda- la-verdade da proposição p  q.
mental na própria arquitetura da Matemática, tornaram Piaget um estrutura-
lista convicto, seria, talvez, previsível, sua adesão entusiástica ao novo
p q pq
instrumento, que surge como uma generalização natural da noção de
estrutura, como uma teoria geral das estruturas. VVFF VFVF VFFF
No âmbito do referencial piagetiano, é significativa a contribuição de
Papert para o deslocamento das atenções das estruturas para as categori- Colocando o conectivo  entre duas proposições p e q, obtemos
as. Seu artigo Structures et Categories (1969) é fecundo e esclarecedor, uma nova proposição, p q, denominada disjunção das sentenças p e
tanto no que se refere ao conteúdo examinado quanto no que tange ao q.
esclarecimento sobre o fato de o interesse de Piaget pelo tema ser conse- Vamos postular um critério para decidir o valor lógico (V ou F) de
quência natural das pressuposições básicas de sua epistemologia genética. uma disjunção a partir dos valores lógicos (conhecidos) das proposições p
e q:
Lamentavelmente, não restou muito tempo ao mestre genebrino para a A disjunção p  q é verdadeira se ao menos uma das proposições
exploração da nova seara; tendo falecido em 1980, apenas dez anos de-
p ou q é verdadeira; se p e q são ambas falsas, então p  q é falsa.
pois, na Suíça, é publicada uma coletânea de trabalhos de Piaget e de
Esse critério está resumido na tabela abaixo, denominada tabela-
quase duas dezenas de seus colaboradores, na qual a noção de categoria
ocupa a posição central, explicitando-se de modo claro e convincente sua verdade da proposição p  q.
natural vinculação com a epistemologia genética. Em Morphismes et Cate- p q pq
gories, um novo ciclo de atribuições de significados aos objetos matemáti- VVFF VFVF VVVF
cos na representação e na justificação do conhecimento parece ter início.
Em especial, o capítulo intitulado Teoria das Categorias e Epistemologia 4. Condicionais
Genética é lúcido e equilibrado, devendo tornar-se leitura básica de todos Ainda a partir de proposições dadas podemos construir novas pro-
os que se pretendem piagetianos. Nele, Ascher afirma: "Eu tentei tornar posições mediante o emprego de outros dois símbolos lógicos chamados
plausível – em grandes linhas – a ideia de que a teoria das categorias, condicionais: o condicional se ... então ... (símbolo: ) e o condicional ...
considerada como teoria das construções matemáticas, reflete a constitui- se, e somente se, ... (símbolo: ).
ção genética dos instrumentos cognitivos humanos: o desligamento de Colocando o condicional  entre duas proposições p e q, obte-
esquemas transferíveis de um conjunto de ações, seguido de operações mos uma nova proposição, p  q, que se lê: “se p, então q”, “p é
semelhantes sobre esses esquemas, seguidas de operações sobre esque- condição necessária para q”, “q é condição suficiente para p”.
mas de esquemas e assim por diante" (1990:217). No condicional p q, a proposição p é chamada antecedente e
Fonte: PIRES, Célia Maria Carolino.
q é chamada consequente.
Currículos de matemática: da organização linear à ideia de Rede.
São Paulo, FTD, 2000. Vamos postular um critério de classificação para a proposição p
 q baseado nos valores lógicos de p e q:
CONJUNTOS E FUNÇÕES O condicional p  q é falso somente quando p é verdadeira e q é
Noções de Lógica falsa; caso contrário, p  q é verdadeiro.
1. Proposição Esse critério está resumido na tabela abaixo, denominada tabela-
Chama-se proposição ou sentença toda oração declarativa que verdade da proposição p  q.
pode ser classificada em verdadeira ou em falsa. p q pq
Observemos que toda proposição apresenta três características
VVFF VFVF VFVV
obrigatórias:
1ª) sendo oração, tem sujeito e predicado;
2ª) é declarativa (não é exclamativa nem interrogativa); Colocando o condicional « entre duas proposições p e q, obtemos
3ª) tem um, e somente um, dos dois valores lógicos: ou é verdadei- uma nova proposição, p « q, que se lê: “p se, e somente se, q”, “p é
ra (V) ou é falsa (F). condição necessária e suficiente para q”, “q é condição necessária e sufici-
ente para p” ou “se p, então q e reciprocamente”.
2. Negação Vamos postular para o condicional p « q o seguinte critério de clas-
A partir de uma proposição p qualquer, sempre podemos construir sificação:
outra, denominada negação de p e indicada com o símbolo ~p. O condicional  é verdadeiro somente quando p e q são ambas
Para que ~p seja realmente uma proposição devemos ser capazes verdadeiras ou ambas falsas; se isso não acontecer, o condicional « é falso.
de classificá-la em verdadeira (V) ou falsa (F). Para isso vamos postular
(decretar) o seguinte critério de classificação:

Matemática 144 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Assim, a tabela-verdade da proposição p  q é a seguinte:

p q pq
VVFF VFVF VFFV

5. Tautologias
Seja v uma proposição formada a partir de outras (p, q, r, ...) mediante o emprego de conectivos ( ou ) ou de modificador () ou de condicionais
( ou ). Dizemos que v é uma tautologia ou proposição logicamente verdadeira quando v tem o valor lógico V (verdadeira) independentemente dos
valores lógicos de p, q, etc.
Assim a tabela-verdade de uma tautologia v apresenta só V na coluna de v.
Exemplos:
1º) (p p)  (q  p) é uma tautologia, pois:

p q ~p p p qp (p p)  (q  p)


VVFF VFVF FFVV FFFF VVVF VVVV

2º) ~(p  q (~p q) é uma tautologia, pois:

p q pq ~(p  q) ~p ~q ~p ~q ~(p  q)  (~p  ~q)


VV VF VFFF FVVV FF FV FVVV VVVV
FF VF VV FV

6. Proposições logicamente falsas O quantificador existencial é indicado pelo símbolo $, que se lê:
Seja f uma proposição formada a partir de outras (p, q, r, ...) medi- “existe”, “existe pelo menos um”, “existe um”.
ante o emprego de conectivos ( ou ) ou de modificador () ou de condi-
cionais ( ou ). Dizemos que f é uma proposição logicamente falsa 10. Como negar proposições
quando f tem o valor lógico F (falsa) independentemente dos valores lógi- Já vimos o que é a negação de uma proposição simples, no item 2
cos de p, q, etc. deste capítulo.
Assim, a tabela-verdade de uma proposição logicamente falsa f Vamos destacar aqui processos para negar proposições compos-
apresenta só F na coluna de f. tas e condicionais.
Tendo em vista que ~(p  q)  ~p  ~q, podemos estabelecer
7. Relação de implicação que a negação de p  q é a proposição ~p  ~q.
Dadas as proposições p e q, dizemos que “p implica q” quando na Tendo em vista que ~(p  q)  (~p  ~q), podemos estabelecer
tabela de p e q não ocorre VF em nenhuma linha, isto é, quando não temos que a negação de p  q é a proposição ~p  ~q.
simultaneamente p verdadeira e q falsa. Já que ~(p  q)  p  ~q, podemos estabelecer que a nega-
Quando p implica q, indicamos p  q. ção de p ® q é a proposição p  ~q.
Observações:
1ª) Notemos que p implica q quando o condicional p ® q é verda- Conjuntos
deiro. 1. Conjunto - Elemento - Pertinência
2ª) Todo teorema é uma implicação da forma Na teoria dos conjuntos três noções são aceitas sem definição, isto
hipótese  tese é, são consideradas noções primitivas: a) conjunto, b) elemento, c) perti-
Assim, demonstrar um teorema significa mostrar que não ocorre o nência entre elemento e conjunto.
caso de a hipótese ser verdadeira e a tese falsa. A noção matemática de conjunto é praticamente a mesma que se
usa na linguagem comum: é o mesmo que agrupamento, classe, coleção,
8. Relação de equivalência sistema.
Dadas as proposições p e q, dizemos que “p é equivalente a q” Cada membro ou objeto que entra na formação do conjunto é
quando p e q têm tabelas-verdades iguais, isto é, quando p e q têm sempre chamado elemento.
o mesmo valor lógico. Um elemento de um conjunto pode ser uma letra, um número, um
Quando p é equivalente a q, indicamos: p  q. nome, etc. É importante notar que um conjunto pode ser elemento de outro
Observações: conjunto. Por exemplo, o conjunto das seleções que disputam um campeo-
1ª) Notemos que p equivale a q quando o condicional p « q é ver- nato mundial de futebol é um conjunto formado por equipes que, por sua
dadeiro. vez, são conjuntos de jogadores.
2ª) Todo teorema, cujo recíproco também é verdadeiro, é uma Indicamos um conjunto, em geral, com uma letra maiúscula, A, B,
equivalência. C, ..., e um elemento com uma letra minúscula, a, b, c, d, x, y, ... .
hipótese  tese Sejam A um conjunto e x um elemento. Se x pertence ao conjunto
A, escrevemos: x A.
9. Sentenças abertas, quantificadores Para indicar que x não é elemento do conjunto A, escrevemos: x
Há expressões como: A
a) x + 1 = 7 2. Descrição de um conjunto
b) x > 2 Utilizamos dois recursos principais para descrever um conjunto e
que contêm variáveis e cujo valor lógico (verdadeira ou falsa) vai seus elementos: enumeramos (citamos, escrevemos) os elementos do
depender do valor atribuído à variável. conjunto ou damos uma propriedade característica dos elementos do
Nos exemplos citados temos: conjunto.
a) x + 1 = 7 é verdadeira se trocarmos x por 6 e é falsa para qual- Quando um conjunto é dado pela enumeração de seus elementos,
quer outro valor dado a x; devemos indicá-lo escrevendo seus elementos entre chaves.
b) x > 2 é verdadeira, por exemplo, para x = 0. Quando queremos descrever um conjunto A por meio de uma pro-
O quantificador universal, usado para transformar sentenças aber- priedade característica P de seus elementos x, escrevemos:
tas em proposições, é indicado pelo símbolo ", que se lê: “qualquer que A = { x | x tem a propriedade P}
seja”, “para todo”, “para cada”. e lemos: “A é o conjunto dos elementos x tal que x tem a propriedade P”.

Matemática 145 A Opção Certa Para a Sua Realização


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3. Conjunto unitário - Conjunto vazio 4ª) (A  B)  C = A  (B  C) (associativa)
Chama-se conjunto unitário aquele que possui um único elemento
Chama-se conjunto vazio aquele que não possui elemento algum. 8. Interseção de conjuntos
O símbolo usual para o conjunto vazio é . Dados dois conjuntos A e B, chama-se interseção de A e B o con-
junto formado pelos elementos que pertencem a A e a B.
4. Conjunto universo A B = { x | x A e x B }.
Quando vamos desenvolver um certo assunto de Matemática, ad- O conjunto A Ç B (lê-se “A inter B”) é formado pelos elementos
mitimos a existência de um conjunto U ao qual pertencem todos os elemen- que pertencem aos dois conjuntos (A e B) simultaneamente. Se x  A 
tos utilizados no tal assunto. Esse conjunto U recebe o nome de conjunto B, isso significa que x pertence a A e também x pertence a B. O conectivo e
universo. colocado entre as tuas condições significa que elas devem ser obedecidas
Assim, se procuramos as soluções reais de uma equação, nosso ao mesmo tempo.
conjunto universo é  (conjunto dos números reais); se estamos resolven- Sendo A, B, C conjuntos quaisquer, valem as seguintes proprieda-
do um problema da Geometria Plana, nosso conjunto universo é um certo des:
plano a. 1ª) A  A = A (idempotente)
Quase sempre a resposta para algumas questões depende do uni- 2ª) A  U = A (elemento neutro)
verso U em que estamos trabalhando. Portanto, quando vamos descrever 3ª) A  B = B A (comutativa)
um conjunto A através de uma propriedade P, é essencial fixarmos o con- 4ª) A  (B  C) = (A  B)  C (associativa)
junto universo U em que estamos trabalhando, escrevendo: Quando A  B = , isto é, quando os conjuntos A e B não têm
A = {x  U | x tem a propriedade P} elemento comum, A e B são denominados conjuntos disjuntos.
Sendo A, B e C conjuntos quaisquer, valem as seguintes proprie-
5. Conjuntos iguais dades, que inter-relacionam a reunião e a interseção de conjuntos:
Dois conjuntos A e B são iguais quando todo elemento de A per- 1ª) A  (A  B) = A
tence a B e, reciprocamente, todo elemento de B pertence a A. Em símbo-
2ª) A  (A  B) = A
los: A = B  ( x) (x A  x  B)
3ª) A  (B  C) = (A  B) Ç (A  C) (distributiva da
Observemos que na definição de igualdade entre conjuntos não in-
reunião em relação à interseção)
tervém a noção de ordem entre os elementos; portanto: {a, b, c, d} = {d, c,
4ª) A (B  C) = (A  B) È (A  C) (distributiva da
b, a} = {b, a, c, d}.
interseção em relação à reunião).
Se A não é igual a B, escrevemos A ¹ B. É evidente que A é dife-
rente de B se existe um elemento de A não pertencente a B ou existe em B
10. Diferença de conjuntos
um elemento não pertencente a A.
Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre A e B o con-
junto formado pelos elementos de A que não pertencem a B. A - B = { x |
6. Subconjuntos
Um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e somente se, xAexB}
todo elemento de A pertence também a B. Com a notação A  B indicamos
11. Complementar de B em A
que “A é subconjunto de B” ou “A está contido em B” ou “A é parte de B”.
Dados dois conjuntos A e B, tais que B A, chama-se comple-
Quando A  B, também podemos escrever B A, que se lê “B
mentar de B em relação a A ao conjunto A - B, isto é, o conjunto dos ele-
contém A”.
Com a notação A  B indicamos que “A não está contido em B”, mentos de A que não pertencem a B (
C AB ).
isto é, a negação de A B. É evidente que A  B somente se existe
ao menos um elemento de A que não pertence a B. CONJUNTOS NUMÉRICOS
Vimos anteriormente o conceito de igualdade de conjuntos: 1. Conjunto dos números naturais
A = B  ( x) (x  A  x  B). Chama-se conjunto dos números naturais - símbolo N - o conjunto
Nessa definição está explícito que todo elemento de A é elemento formado pelos números 0, 1, 2, 3, ...
de B e vice-versa, isto é, A  B e B A; portanto, podemos escrever: Neste conjunto são definidas duas operações fundamentais, a adi-
A = B  (A  B e B  A). ção e a multiplicação, que apresentam as seguintes propriedades:
Assim, para provarmos que A = B, devemos provar que A  B e [A.1] associativa: (a + b) + c = a + (b + c)
B  A. [A.2] comutativa: a + b = b + a
Sendo A, B e C três conjuntos arbitrários, valem as seguintes pro- [A.3] elemento neutro: a + 0 = a
priedades: [M.1] associativa: (a b) c = a (b c)
1ª)   A [M.2] comutativa: a b = b a
2ª) A A (reflexiva) [M.3] elemento neutro: a . 1 = a
3ª) (A  B e B A)  A = B (anti-simétrica) [D] distributiva da multiplicação com relação a adição: a (b + c)
4ª) (A  B e C)  A C (transitiva) =ab+ac
Dado um conjunto A, chama-se conjunto das partes de A - notação
P(A) - aquele que é formado por todos os subconjuntos de A. Em símbolos: 2. Conjunto dos números inteiros
P(A) = { X X  A}. Chama-se conjunto dos números inteiros - símbolo Z - o seguinte
conjunto:
7. Reunião de conjuntos Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...}
Dados dois conjuntos A e B, chama-se reunião de A e B o conjunto No conjunto Z são definidas também as operações de adição e
formado pelos elementos que pertencem a A ou a B multiplicação apresentadas anteriormente e, além delas: [A.4] simétrico:
A  B = { x | x  A ou x B} para todo a Î Z existe -a  Z tal que a + (-a) = 0.
O conjunto A  B (lê-se “A reunião B” ou “A u B”) é formado pe- Dizemos que o inteiro a é divisor do inteiro b - símbolo ab - quando
los elementos que pertencem a pelo menos um dos conjuntos A e B. Note- existe um inteiro c tal que c . a = b. Quando a é divisor de b, dizemos que
mos que x é elemento de A B se ocorrer ao menos uma das condições: “b é divisível por a” ou “b é múltiplo de a”.
x  A ou x  B. Dizemos que um número inteiro p é primo quando p ¹ 0, 1 e -1 e o
conjunto de seus divisores é D(p) = {1, -1, p, -p}.
Sendo A, B e C conjuntos quaisquer, valem as seguintes proprie-
dades:
3. Conjunto dos números racionais
1ª) A  A = A (idempotente)
Chama-se conjunto dos números racionais - símbolo Q - o conjunto
2ª) A   = A (elemento neutro)
dos pares ordenados (ou frações) ab, em que a Z e b  Z*, para os
3ª) A  B = B È A (comutativa)
quais adotam-se as seguintes definições:

Matemática 146 A Opção Certa Para a Sua Realização


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a c Para iniciarmos um estudo analítico mais detalhado da função
  ad  bc quadrática, vamos primeiramente transformá-la em outra forma mais con-
1ª) igualdade: b d veniente, chamada forma canônica.
a c ad  bc Representando b2 - 4ac por  , também chamado trinômio do
  segundo grau, temos a forma canônica:
2ª) adição: b d bd
 b  
2
a c ac f ( x )  a  x    2 
 
3ª) multiplicação: b d bd  2a  4a 
.
3. Zeros:
Pode-se verificar que a adição e a multiplicação de racionais apre-
sentam as mesmas propriedades dos inteiros e mais: [M.4] inverso: para Os zeros ou raízes da função quadrática são os valores de x tais
a b a b que f(x) = 0 e, portanto, as soluções da equação do segundo grau.
 1 Número de raízes - Observe que a existência de raízes reais para
todo b Q, existe a  Q tal que b a . a equação do segundo grau ax2 + bx + c = 0 fica condicionada ao fato
a de  ser real. Assim, temos três casos a considerar:
Notemos que todo número racional b pode ser representado por 1º.)  > 0, a equação apresentará duas raízes distintas .
a 2º.)  < 0, a equação apresentará duas raízes iguais .

um número decimal. Passa-se um número racional b para a forma de 3º.)  = 0, sabendo que nesse caso   , diremos
número decimal dividindo o inteiro a pelo inteiro b. Na passagem de uma que a equação não apresenta raízes reais.
notação para outra podem ocorrer dois casos: Interpretando geometricamente, dizemos que os zeros da função
1º) o número decimal tem uma quantidade finita de algarismos, di- são as abcissas dos pontos onde a parábola corta o eixo dos x.
ferentes de zero, isto é, é uma decimal exata.
2º) o número decimal tem uma quantidade infinita de algarismos 4. Máximo e mínimo:
que se repetem periodicamente, isto é, é uma dízima periódica. Dizemos que o número yM  Im(f) é o valor máximo da função y =
f(x) se, e somente se, yM 
y para qualquer y IM(f). O número xM 
4. Conjunto dos números reais
D(f) tal que yM = f(xM) é chamado ponto de máximo da função.
Existem números cuja representação decimal com infinitas casas
decimais não é periódica. Eles representam um número não racional, ou Dizemos que o número ym  Im(f) é o valor mínimo da função y =
ainda, um número irracional. f(x) se, e somente se, ym  y para qualquer y  Im(f). O número xm  D(f)
Chama-se conjunto dos números reais -  - aquele formado por tal que ym = f(xm) é chamado ponto de mínimo da função.
todos os números com representação decimal, isto é, as decimais exatas Teorema 1: Se a < 0, a função quadrática y = ax2 + bx + c admite o
ou periódicas (que são números racionais) e as decimais não exatas e não  b
periódicas (chamadas números irracionais). yM   xM  
As operações de adição e multiplicação em  gozam das mesmas valor máximo 4a
para 2a .
propriedades vistas para o conjunto Q. Teorema 2: Se a > 0, a função quadrática y = ax2 + bx + c admite o
 b
5. Intervalos ym   xm  
valor máximo 4a para 2a .
Dados dois números reais a e b, com a  b, definimos:
a) intervalo aberto de extremos a e b é o conjunto: ]a, b[ = { x   7. Vértice da parábola
|a<x<b}  b   
b) intervalo fechado de extremos a e b é o conjunto: [a, b] = { x V  , 
 | a  x  b }  2a 4a 
O ponto é chamado vértice da parábola re-
c) intervalo fechado à esquerda (ou aberto à direita) de extremos a presentativa da função quadrática.
e b é o conjunto:
[a, b[ = {x  | a x b} 8. Eixo de simetria
d) intervalo fechado à direita (ou aberto à esquerda) de extremos a
e b é o conjunto: Teorema: O gráfico da função quadrática admite um eixo de sime-
[a, b] = { x  | a < x  b} tria perpendicular ao eixo dos x e que passa pelo vértice.

9. Informações que auxiliam a construção do gráfico


Funções Quadráticas Para fazermos o esboço do gráfico da função quadrática f(x) = ax2
Uma aplicação f de  em  recebe o nome de função qua-
+ bx + c, buscaremos, daqui para a frente, informações preliminares, que
são:
drática ou do 2º. Grau quando associa a cada x  o elemento ( ax2 + 1º) O gráfico é uma parábola, cujo eixo de simetria é a reta
bx + c )  , em que a, b, c são números reais dados e a  0. b
x
1. Gráfico: 2a perpendicular ao eixo dos x.
O gráfico de uma função quadrática é uma parábola.
2º) Se a > 0, a parábola tem a concavidade voltada para cima. Se
A parábola representativa da função quadrática y = ax2 + bx + c
a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo.
pode ter a concavidade voltada para “cima” ou voltada para “baixo”.
3º) Zeros da função: Se  > 0, a parábola intercepta o eixo dos x
Se a > 0, a concavidade da parábola está voltada para cima. Se a
em dois pontos distintos:
< 0, a concavidade está voltada para baixo

2. Forma canônica:  b     b   
P1  ,0 e P2  ,0 .
A construção do gráfico da função y = ax2 + bx + c com o auxílio  2a   2a 
de uma tabela de valores x e y, torna-se às vezes um trabalho impreciso.

Matemática 147 A Opção Certa Para a Sua Realização


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 b  II. Potência de expoente inteiro negativo
P ,0 1. Definição:
Se  = 0, a parábola tangencia o eixo dos x no ponto
 2a  .
Dado um número real a, não nulo, e um número n natural, defini-se
Se  < 0, a parábola não tem pontos no eixo dos x. a potência a-n pela relação
 b    1
V ,  a n 
 2a 4a  , que é máximo
4º) Vértice da parábola é o ponto an
se a  0 ou é mínimo se a  0. isto é, a potência de base real, não nula, e expoente inteiro negati-
vo é definida como o inverso da correspondente potência de inteiro positivo.
LOGARITMOS
Potências e Raízes 2. Exemplo:
I. Potência de expoente natural 1) 2-1 = 1 / 21 = 1 / 2
1. Definição: 2) 2-3 = 1 / 23 = 1 / 8
Seja a um número real e n um número natural. Potência de base a 3) ( -2 )-3 = 1 / (-2)-3 = 1 / -8 = - 1 / 8
e expoente n é o número an tal que: 4) ( -2 / 3 )-2 = 1 / (-2 / 3)-2 = 1 / (4 / 9) = 9 / 4

a  1
0

 n 3 Observações:
 n 1
a  a . a , n, n  1 Com a definição de potência de expoente inteiro negativo, a pro-
priedade (P2) : am / an = am-n , a ¹ 0 , passa a ter significado para m < n.
Dessa definição decorre que: Se a = 0 e n Î N*, 0-n é um símbolo sem significado.
a 1  a 0 . a  1. a  a Com as definições de potência de expoente natural e potência de
expoente inteiro negativo, podemos estabelecer a seguinte definição:
a 2  a 1 . a  a. a Se a Î Â e n Î Z, então:

a 3  a 2 . a  (a . a ). a  a . a . a 1 se n = 0
e, de modo geral, para p natural e p ³ 2, temos que ap é um produto  n 1
de p fatores iguais a a. a  a . a se n > 0
n

2. Exemplos:  1
1) 30 = 1   n se n < 0 e a  0
a
2) (-2)0 = 1
Estas potências têm as seguintes propriedades:
3) (1 / 7)1 = 1 / 7
P1. am.an = am+n
4) 32 = 3.3 = 9
P2. am / an = am-n
5)(-2)3 = (-2).(-2).(-2) = -8
P3. ( a.b )n = an.bm
6) 00 = 1
P4. ( a / b )n = an / bn
7) 01 = 0
P5. (am )n = am.n
em que a Î Â* , b Î Â*, m Î Z e n Î Z.
3. Propriedades:
Se a Î Â, b Î Â, m Î N e n Î N, então valem as seguintes proprieda-
III. Raiz enésima aritmética
des:
1. Definição:
P1. am.an =am+n
Dados um número real a ³ 0 e um número natural n, demostra-se
P2. am / an = am-n , a ¹ 0 e m ³ n
que existe sempre um número real positivo ou nulo b tal que bn = a.
P3. ( a.b )n = an.bm
Ao número b chamaremos raiz enésima aritmética de a e indica-
P4. ( a / b )n = an / bn , b ¹ 0
n
P5. (am )n = am.n remos pelo símbolo a em que a é chamado radicando e n é o índice.
Nas ampliações que faremos a seguir no conceito de potência, 2. Exemplos:
procuraremos sempre manter sempre válidas as propriedades, isto é, estas 5
propriedades serão estendidas sucessivamente para potências de expoente 1) 32 = 2 porque 25 = 32
inteiro, racional ou real. 3
Na definição da potência an , a base a pode ser um número real 2) 8 = 2 porque 23 = 8
positivo, nulo ou negativo.
Vejamos o que ocorre em cada um desses casos: 3) 9 = 2 porque 32 = 9
10. Caso 7
4) 0 = 0 porque 07 = 0

0  0 n  N , n  1
n
6
  0 5) 1 = 1 porque 16 = 1

0  1
a=0
3. Observações:
n
20. Caso Da definição decorre ( a )n = a , para todo a ³ 0. Assim obser-
 a  0 n  N
n
a>0
vemos que 36  6 e não 36  6 .
isto é, toda potência de base real positiva e expoente n Î N é um
número real positivo.
4. Propriedades:
30. Caso Se a Î Â+, b Î Â+, m Î Z, n Î N* e p Î N*, temos:
n. p

a  0 n  N
2n
P1.
n
am  a m. p
  2 n 1
  0 n  N
n
a. b  n a . n b
a<0 a P2.
n
isto é, toda potência de base negativa e expoente par é um número a a
real positivo e toda potência de base negativa e expoente ímpar é um
n  (b  0)
número real negativo. P3.
b n
b

Matemática 148 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Notemos que:
P4.
(n a ) m  n a m a) todo o número de A1 é menor que qualquer número de A2.
p n pn
b) existem dois racionais r e s tais que r < a <s e a diferença s-r é
P5. a  a menor que qualquer número positivo e arbitrário.
Exemplos de potências como expoente irracional:
IV. Potência de expoente racional 1 2
2 3  2 3
1. Definição: 2 ,4 ,5 ,   ,( 2)
p  3
 * e Q ( p Z e q  N * ) Se a = 0 e  é irracional e positivo, daremos a seguinte definição
Dados a
q , define- especial: 0a = 0
se potência de base a e expoente p / q pela relação:
p 2. Observações:
q 1) Se  = 1, então 1a = 1, "  irracional.
a  aq p

Se a = 0 e p / q > 0, adotamos a seguinte definição especial: 2) Se  < 0 e a é irracional e positivo, então o símbolo aa não tem
p significado.
3) Se a é irracional e negativo (<  ), então 0a não tem significa-
0 0q
do.
2. Exemplo: 4) Para as potências de expoente irracional são válidas as proprie-
1 dades aplicadas a expoente racional.
1) 3  3
2

2 VI. Potência de expoente real


2 1 Consideremos que já foram definidas anteriormente as potências
7 3
 7
3
3 de base a ( *+) e expoente  (  racional ou irracional ), então já está
2) 49
definida a potência ab com *+ e .
11
1
 2 3  2 3 1. Observações:
    
3 3
 3  3 2 1) Toda potência de base real e positiva e expoente real é um nú-
3) mero positivo  > 0  b > 0.
3. Observações:
p 2. Propriedades:
p
0 q com 0
O símbolo
q não tem significado, pois
P1.

p a . a  a b c
b c
(a  * , b  e c )
Q P2.
q N *  p  0  0p b
eq não tem significado. a
Toda potência de base positiva e expoente racional é um número  a b c (a  * , b  e c )
real positivo ac
P3.
4. Propriedades:
p r p r

 a. b c
 a c .bc (a  * , b  * e c )
P4.
P1. a .a  a
q s q s
c
p  a ac
p r    c (a  * , b  * e c )
a q   b b
r
a q s
P5.
a

s
P2.
p p
p

P3.
 a. b q  a .bq q
Logaritmos
p
p I. Logaritmo
q 1. Definição:
 a a q
   p Sendo a e b números reais e positivos, com a ¹ 1,
 b chama-se logaritmo de b na base a o expoente que se deve
P4. bq dar à base a de modo que a potência obtida seja igual a b.
r Em símbolos: se a, b Î Â, 0 < a ¹ 1 e b > 0 , então:
loga b = x Û ax = b
 qp  s p r
.
Em loga b = x, dizemos: a é a base do logaritmo, b é o
a   a q s
  logaritmando, x é o logaritmo.
 
P5.
2. Exemplos:
a) log2 8 = 3, pois 23 = 8.
V. Potência de expoente irracional b) log3 1/9 = -2 , pois 3-2 = 1/9.
c) log4 8 = 3/2 , pois 43/2 = (22)3/2 = 23 = 8
1. Definição: d) log0,2 25 = -2 , pois (0,2)-2 =(1/5)-2 = 52 = 25
Com as restrições impostas ( a, b Î Â, 0 < a ¹ 1 e b > 0
Seja a Î Â, a > 0 e a um número irracional; consideremos os con- ), dados a e b existe um único x = loga b.
juntos : A operação, pela qual se determina o logaritmo de b (
A1  r  Q \ r    A2  s  Q \ s   
b Î Â e b > 0 ) numa dada base a ( a Î Â, 0 < a ¹ 1 ), é chama-
e da logaritmação e o resultado dessa operação é o logaritmo.

Matemática 149 A Opção Certa Para a Sua Realização


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II. Antilogaritmo VI. Cologaritmo
1. Definição: Chama-se cologaritmo de um número b ( b Î Â e b > 0
), numa base a (0 < a ¹ 1 e a Î Â), ao oposto do logaritmo de b
Sejam a e b números reais positivos com a ¹ 1; se o lo- na base a.: Se 0 < a ¹ 1 e b > 0, então cologa b = - loga b.
garitmo de b na base a é x, então b é o antilogaritmo de x na Considerando que loga b = - loga 1/b, temos: se 0 < a ¹
base a. 1 e b > 0, então cologa b = loga 1/b.
Em símbolos, se a, b Î Â, 0 < a ¹ 1 e b > 0, então:
loga b = x Û b = antilogax VII. Mudança de base

2. Exemplos: Há ocasiões em que os logaritmos em bases diferen-


tes precisam ser convertidos para uma única base convenien-
a) antilog32 = 9, pois log3 9 = 2. te.
b) antilog1/3 3 = 1 / 8 , pois log1/2 1 / 8 = 3 Vejamos o processo que permite converter o logaritmo
de um número positivo, em uma certa base, para outro em
III. Consequências da definição base conveniente.

Decorrem da definição de logaritmos as seguintes pro- Propriedade:


priedades para 0 < a ¹ 1 e b > 0. Se a, b e c são números reais positivos e a e c diferen-
1) O logaritmo da unidade em qualquer base é igual a tes de 1, então tem-se:
0 ® loga 1 = 0. log c b
2) O logaritmo da base em qualquer base é igual a 1 log a b 
® loga a = 1. log c a
3) A potência de base a e expoente logab é igual a b ®
alogab = b. Observação: A propriedade da mudança de base pode
4) Dois logaritmos em uma mesma base são iguais se, também ser assim apresentada: Se a, b e c são números
e somente se, os logaritmos são iguais ® loga b = loga c Û b reais positivos e a e c diferentes de 1, então tem-se:
= c.
log a b  log c b.log a c
IV. Sistemas de logaritmos Função Logarítmica
Chamamos de sistemas de logaritmos de base a ao 1. Definição:
conjunto de todos os logaritmos dos números reais positivos Dado um número real a ( 0 < a ¹ 1 ), chamamos função
em uma base a ( 0 < a ¹ 1 ). logarítmica de base a a função f de Â*+ em  que associa a
a) sistema de logaritmos decimais é o sistema de base cada x o número loga x.
10. Indicaremos o logaritmo decimal pela notação log 10 x ou Em símbolos:
simplesmente log x. f :  *  
b) sistemas de logaritmos neperianos é o sistema de
base e . Indicaremos o logaritmo neperiano pelas notações x  log a x
loge x ou ln x. 2.Exemplos:
a) f(x) = log2 x.
b) p(x) = ln x.
V. Propriedades dos logaritmos c) h(x) = log x
1) Logaritmo do produto: 3. Propriedades:
Em qualquer base a ( 0 < a ¹ 1 ), o logaritmo do produ-
to de dois fatores reais positivos é igual à soma dos logarit- 10.) Se 0 < a ¹ 1, então as funções f de Â*+ em  defi-
mos dos fatores: Se 0 < a ¹ 1, b > 0 e c > 0, então loga (b.c) = nida por f(x) = loga x e g de  em Â*+ definida por g(x) = ax
logab + logac. são inversas uma da outra.
2) Logaritmo do quociente: 20.) A função logarítmica f(x) = loga x é crescente ( de-
Em qualquer base a ( 0 < a ¹ 1 ), o logaritmo do quoci- crescente ) se, e somente se, a > 1 ( 0 < a < 1 ).
ente de dois números reais positivos é igual à diferença entre
o logaritmo do dividendo e o logaritmo do divisor: Se 0 < a ¹ 1, Observações: Quando a base é maior que 1, a relação
b > 0 e c > 0, então loga (b / c) = logab - logac. de desigualdade existente entre os logaritmos de dois núme-
ros positivos tem o mesmo sentido que a relação entre esses
3) Logaritmo da potência: números. Exemplos: 4 > 2 Þ log2 4 > log2 2 , 0,42 < 6,3 Þ
Em qualquer base a ( 0 < a ¹ 1 ), o logaritmo de uma log7 0,42 < log7 6,3.
potência de base real positiva e expoente real é igual ao pro-
duto do expoente pelo logaritmo da base da potência: Se 0 < 4. Imagem:
a ¹ 1, b > 0 e a Î Â, então loga b a = a. loga b. Se 0 < a ¹ 1, então a função f de Â*+ em  definida por
f(x) = loga x admite a função inversa de g de  em Â*+ definida
Como corolário desta propriedade, decorre: por g(x) = ax. Logo, f é bijetora e, portanto, a imagem de f é :
Em qualquer base a ( 0 < a ¹ 1 ), o logaritmo da raiz Im = Â.
enésima de um número real positivo é igual ao produto do 4. Gráfico:
inverso do índice da raiz pelo logaritmo do radicando. Com relação ao gráfico cartesiano da função f(x) = log a
Em símbolos: Se 0 < a ¹ 1, b > 0 e n Î N*, então log a x ( 0 < a ¹ 1 ), podemos dizer:
n
b = loga b1/n = 1 / n loga b.
1) está todo à direita do eixo y ( x > 0 );
2) corta o eixo x no ponto de abcissa 1 ( loga 1 = 0 para
todo 0 < a ¹ 1 );
As expressões que envolvem somente as operações
3) se a > 1 é de uma função crescente e se 0 < a < 1 é
de multiplicação, divisão e potenciação são chamadas ex-
de uma função decrescente;
pressões logarítmicas, isto é, expressões que podem ser
4) é simétrico em relação à reta y = x ( bissetriz dos
calculadas utilizando logaritmos, com as restrições já conhe-
quadrantes ímpares ) do gráfico da função g(x) = a x.
cidas.

Matemática 150 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5) toma um dos aspectos da figura abaixo: 2. Inequações logarítmicas:
Assim como classificamos as equações logarítmicas
em três tipos básicos, vamos também classificar as inequa-
ções logarítmicas em três tipos:

10. Tipo: loga f(x) > loga g(x)


É a inequação que é redutível a uma desigualdade en-
tre dois logaritmos de mesma base a (0 < a ¹ 1).
Como a função logaritmo é crescente se a > 1 e de-
crescente se 0 < a < 1, devemos considerar dois casos:
Caso 1: Quando a base é maior que 1, a relação de
desigualdade existente entre os logaritmandos é de mesmo
sentido que a dos logaritmos. Não nos devemos esquecer
que, para existirem os logaritmos em Â, os logaritmandos
deverão ser positivos.
Caso 2: Quando a base é positiva e menor que 1, a re-
lação de desigualdade existente entre os logaritmandos é de
sentido contrário à dos logaritmos. Também não nos podemos
esquecer que os logaritmandos deverão ser positivos para
que os logaritmos sejam reais.

Equações Exponenciais e Logarítmicas 20. Tipo : loga f(x) >/< k


1. Equações exponenciais: É a inequação logarítmica que é redutível a uma desi-
gualdade entre um logaritmo e um número real.
Abordaremos agora as equações exponenciais que Para resolvermos uma inequação deste tipo, basta no-
não podem ser reduzidas a uma igualdade de potências de tarmos que o número real k pode ser assim expresso
mesma base pela simples aplicação das propriedades das k = k . loga a = loga ak
potências. Portanto, são equivalentes as inequações:
A resolução de uma equação deste tipo baseia-se na loga f(x) > k Û loga f(x) > loga ak
definição de logaritmo, isto é, se 0 < a ¹ 1 e b > 0, tem-se: ax = e
b Û x = loga b. loga f(x) < k Û loga f(x) < loga ak

2. Equações logarítmicas: 30. Tipo : incógnita auxiliar - são as inequações que re-
Podemos classificar as equações logarítmicas em três solvemos fazendo inicialmente uma mudança de incógnita.
tipos: Logaritmos Decimais

10. Tipo: loga f(x) = loga g(x) 1. Introdução:


É a equação que apresenta, ou é redutível a, uma
igualdade entre dois logaritmos de mesma base a ( 0 < a ¹ 1 ). Dentre os diversos sistemas de logaritmos estudare-
Não nos devemos esquecer das condições de existên- mos com particular interesse o sistema de logaritmos de base
cia do logaritmo, isto é, a base do logaritmo deverá ser positi- 10.
va e diferente de 1 e o logaritmando deverá ser positivo. As- Onde suas principais propriedades são:
sim sendo, os valores encontrados na resolução da equação 1) log 1 = 0
só serão considerados soluções da equação logarítmica pro- 2) log 10 = 1
posta se forem valores que satisfaçam as condições de exis- 3) x > 1 Þ log x > 0
tência do logaritmo.

20. Tipo : loga f(x) = a.


É a equação logarítmica que apresenta, ou é redutível
a, uma igualdade entre um logaritmo e um número real.
A resolução de uma equação deste tipo é simples;
basta aplicarmos a definição de logaritmo.

30. Tipo : incógnita auxiliar - são as equações que re-


solvemos fazendo inicialmente uma mudança de incógnita.

Inequações Exponenciais e Logarítmicas


1. Inequações exponenciais:
Enfocaremos agora as inequações exponenciais que
não podem ser reduzidas a uma desigualdade de potências
de mesma base por meio de simples aplicações das proprie- 0<x<1
7
0 log x < 0.
dades de potências.
A resolução de uma inequação deste tipo baseia-se no 2. Característica:
crescimento ou decrescimento da função logarítmica, isto é, Qualquer que seja o número real positivo x que consi-
se ax > 0, b > 0 e 0 < c ¹ 1, tem -se: deremos, estará necessariamente compreendido entre duas

log c a  log c b se c > 1
x
potências de 10 com expoentes inteiros consecutivos.
(I ) a x  b   Exemplos: x = 0,04 ® 10-2 < 0,04 < 10-1 , x = 0,351 ®
log c a x  log c b se 0 < c < 1
 10-1 < 0,351 < 100.
Assim, dado x > 0, existe c Î Z tal que :

log c a  log c b se c > 1
x
10c £ x < 10c+1 Þ log 10c £ log x < log 10c+1 Þ c £ log x
( II ) a  b  
x
< c+1.

log c a  log c b se 0 < c < 1
x

Matemática 151 A Opção Certa Para a Sua Realização


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3. Regras da característica: 3. Ciclo trigonométrico
A característica do logaritmo decimal de um número x real positivo Tomemos sobre um plano um sistema cartesiano ortogonal uOv.
será calculada por uma das duas regras seguintes. Consideremos a circunferência l de centro O e raio r = 1. Notemos que o
Regra I ( x > 1 ): comprimento dessa circunferência é 2p, pois r = 1.
A característica do logaritmo decimal de um número x > 1 é igual
ao número de algarismos de sua parte inteira, menos 1.

Regra II ( 0 < x < 1 ):

A característica do logaritmo decimal de um número 0 < x < 1 é o


oposto da quantidade de zeros que precedem o primeiro algarismo signifi-
cativo.

4. Mantissa:
A mantissa é obtida nas tábuas ( tabelas ) de logaritmos.
Em geral, a mantissa é um número irracional e por esse motivo as
tábuas de logaritmos são tabelas que fornecem os valores aproximados dos
logaritmos dos números inteiros de 100 a 999.
Ao procurarmos a mantissa do logaritmo decimal de x, devemos
lembrar a seguinte propriedade. Vamos agora associar a cada número real x, com 0 £ x < 2p, um
único ponto P da circunferência l do seguinte modo:
Propriedade da mantissa: 1º) se x = 0, então P coincide com A;
A mantissa do logaritmo decimal de x não se altera se multiplicar- 2º) se x > 0, então realizamos a partir de A um percurso de com-
mos x por uma potência de 10 com expoente inteiro. primento x, no sentido anti-horário, e marcamos P como ponto final do
Uma consequência importante é : Os logaritmos de dois números percurso.
cujas representações decimais diferem apenas pela posição da vírgula têm
mantissas iguais. A circunferência l acima definida, com origem em A, é chamada ci-
clo ou circunferência trigonométrica.
5. Exemplos de aplicações da tábua de logaritmos:
1) Calcular log 23,4 Razões Trigonométricas na Circunferência
A característica é 1 e a mantissa é 0,3692, que é a mesma do nú-
mero 234. Temos, então: log 23,4 = 1,3692. 1. Noções gerais

2) Calcular log 0,042 Consideremos um ciclo trigonométrico de origem A e raio OA, em


A característica é -2 e a mantissa é 0,6232, que é a mesma de que OA = 1. Para o estudo das razões trigonométricas na circunferência,
420. Temos, então: log 0,042 = -2 + 0,6232 = -1,3768. vamos associar ao ciclo quatro eixos:

Arcos e Ângulos 1º) eixo dos cossenos (u)


1. Arcos de circunferência 2º) eixo dos senos (v)
Consideremos uma circunferência de centro O e um ângulo central 3º) eixo das tangentes (c)
AÔB, sendo A e B pontos que pertencem aos lados do ângulo e à circunfe- 4º) eixo das cotangentes (d)
rência.

A circunferência fica dividida em duas partes, cada uma das quais


é um arco de circunferência: arco de circunferência AXB e arco de circunfe-
rência AYB. A e B são as extremidades do arco.
Se A e B são extremidades de um diâmetro, temos dois arcos, ca-
da um dos quais é chamado semicircunferência. Se não houver dúvida
quanto ao arco a que nos referimos, podemos escrever apenas AB, ao
invés de AXB.
2. Seno
2. Medidas de arcos Dado um número real x Î [0, 2p], seja P sua imagem no ciclo. De-
Medida de um arco AB em relação a um arco unitário u (u não nulo nominamos seno de x (e indicamos sen x) a ordenada do ponto P em
e de mesmo raio que AB) é o número real que exprime quantas vezes o relação ao sistema uOv.
arco u “cabe” no arco AB. As medidas a serem utilizadas aqui serão o grau Se x é do primeiro ou do segundo quadrante, então sen x é positi-
e o radiano. vo. Se x é do terceiro ou do quarto quadrante, então sen x é negativo.
1 Portanto, para todo x Î [0, 2p], temos -1 £ sen x £ 1. Então -1 é o valor
mínimo e 1 é o valor máximo de sen x.
Grau (símbolo º) é um arco unitário igual a 360 da circunferên-
cia que contém o arco a ser medido. 3. Cosseno
A medida (em graus) de um arco de circunferência é igual à medi- Dado um número real x Î [0, 2p], seja P sua imagem no ciclo. De-
da do ângulo central correspondente. nominamos cosseno de x (e indicamos cos x) a abscissa do ponto P em
Radiano (símbolo rad) é um arco unitário cujo comprimento é igual relação ao sistema uOv.
ao raio da circunferência que contém o arco a ser medido. Se x é do primeiro ou do quarto quadrante, então cos x é positivo.
Se x é do segundo ou do terceiro quadrante, então cos x é negativo. Por-

Matemática 152 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
tanto, para todo x Î [0, 2p], temos -1 £ cos x £ 1, isto é, -1 e +1 são os
  3 
valores, respectivamente, mínimo e máximo da abscissa de P, ou seja, do x  , 
cosseno.
Teorema 4: Para todo x real, x Î [0, 2p] e  2 2  , vale
4. Tangente 1
sec x 
 3 a relação: cos x .
x x
2 e 2 Teorema 5: Para todo x real, x Î [0, 2p] e x Ï {0, p, 2p}, vale a rela-
Dado um número real x Î [0, 2p], , seja P
sua imagem no ciclo. Consideremos a reta OP e seja T sua interseção com 1
o eixo das tangentes. Denominamos tangente de x (e indicamos tg x) a
cos sec x 
ção: senx .
 Corolário: Para todo x real, x Î [0, 2p] e
x
medida algébrica do segmento AT. tg x não está definida para 2 e   3 
x   0, ,  , ,2 
3  2 2  , valem as relações:
x
2 . 1
Se x é do primeiro ou do terceiro quadrante, então tg x é positiva. cot gx 
Se x é do segundo ou do quarto quadrante, então tg x é negativa. tgx
5. Cotangente
tg 2 x  1  sec 2 x

Dado um número real x Î [0, 2p], x Ï {0, p, 2p}, seja P sua imagem
1  cot g 2 x  cos sec 2 x
no ciclo. Consideremos a reta OP e seja D sua interseção com o eixo das 1
cotangentes. Denominamos cotangente de x (e indicamos cotg x) a medida cos 2 x 
algébrica do segmento BD. cotg x não está definida para x = 0, x = p ou x = 1  tg 2 x
2p.
Se x é do primeiro ou do terceiro quadrante, então cotg x é positi- tg 2 x
va. Se x é do segundo ou do quarto quadrante, então cotg x é negativa.
sen x 
2

1  tg 2 x
6. Secante
Redução ao 1º Quadrante
  3 
x  ,  1. Redução do 2º ao 1º quadrante
Dado um número real x Î [0, 2p],  2 2  , seja P sua

imagem no ciclo. Consideremos a reta s tangente ao ciclo em P e seja S  x
sua interseção com o eixo dos cossenos. Denominamos secante de x (e Dado o número real x tal que 2 , seja P a imagem de
indicamos sec x) a abscissa OS do ponto S. sec x não está definida para x no ciclo. Seja P’ o ponto do ciclo, simétrico de P em relação ao eixo dos
 3 senos. Temos:
x x sen x = sen(p - x)
2 e 2 . cos x = - cos(p - x)
tg x = - tg(p - x)
Se x é do primeiro ou do quarto quadrante, então sec x é positiva. cotg x = - cotg(p - x)
Se x é do segundo ou do terceiro quadrante, então sec x é negativa. sec x = - sec(p - x)
cossec x = cossec(p - x)
7. Cossecante
2. Redução do 3º ao 1º quadrante
Dado um número real x Î [0, 2p], x Ï {0, p, 2p}, seja P sua imagem
3
no ciclo. Consideremos a reta s tangente ao ciclo em P e seja C sua inter-  x
seção com o eixo dos senos. Denominamos cossecante de x (e indicamos Dado o número real x tal que 2, seja P a imagem
cossec x) a ordenada OC do ponto C. cotg x não está definida para x = 0, x de x no ciclo. Seja P’ o ponto do ciclo, simétrico de P em relação ao centro.
= p ou x = 2p. Temos:
Se x é do primeiro ou do segundo quadrante, então cossec x é po- sen x = - sen(x - p)
sitiva. Se x é do terceiro ou do quarto quadrante, então cossec x é negativa. cos x = - cos(x - p)
tg x = tg(x - p)
Relações Fundamentais cotg x = cotg(x - p)
1. Relações fundamentais sec x = - sec(x - p)
cossec x = - cossec(x - p)
Teorema 1: Para todo x real, x Î [0, 2p], vale: sen2 x + cos2 x = 1.
  3  3. Redução do 4º ao 1º quadrante
x  ,  3
Teorema 2: Para todo x real, x Î [0, 2p] e  2 2  , vale  x  2
senx Dado o número real x tal que 2 , seja P a imagem
tgx  de x no ciclo. Seja P’ o ponto do ciclo, simétrico de P em relação ao eixo
a relação: cos x . dos cossenos. Temos:
Teorema 3: Para todo x real, x Î [0, 2p] e x Ï {0, p, 2p}, vale a rela- sen x = - sen(2p - x)
cos x cos x = cos(2p - x)
cot gx  tg x = - tg(2p - x)
ção: senx . cotg x = - cotg(2p - x)
sec x = sec(2p - x)
cossec x = - cossec(2p - x)

Matemática 153 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Funções Circulares 2  tga
1. Noções básicas tg2a 
Dados dois Conjuntos A e B, chama-se relação binária de A em B
c)
1  tg 2 a
todo subconjunto R de AxB.
R é relação binária de A em B Û R Ì AxB. d) cos 3a  4  cos 3 a  3  cos a
e) sen3a  3  sena  4  sen a
3
Dados dois conjuntos A e B, não vazios, uma relação f de A em B
recebe o nome de aplicação de A em B ou função de A com imagens em B 3  tga  tg 3 a
se, e somente se, para todo x Î A existe um só y Î B tal que (x, y) Î f. tg3a 
f é aplicação de A em B Û (" x Î A, $ 1 y Î B | (x,y) Î f). f)
1  3  tg 2 a
Geralmente, existe uma sentença aberta y = f(x) que expressa a lei
mediante a qual, dado x Î A, determina-se y Î B tal que (x, y) Î f. Então: 3. Fórmulas de divisão
f = {(x,y) | x Î A, y Î B e y = f(x)}
Isso significa que, dados os conjuntos A e B, a função f tem a lei de x 1  cos x
correspondência y = f(x). cos  
a) 2 2
2. Funções periódicas
x 1  cos x
Uma função f: A ® B é periódica se existir um número p > 0 satis- sen 
fazendo a condição
b) 2 2
f(x + p) = f(x), "x Î A.
x 1  cos x
O menor valor de p que satisfaz a condição acima é chamado pe- tg 
ríodo de f. c) 2 1  cos x
O gráfico da função periódica se caracteriza por apresentar um
elemento de curva que se repete, isto é, se quisermos desenhar toda a
curva bastará construirmos um carimbo onde esteja desenhado o tal ele- 4. É dada a tg(x/2)
mento de curva e ir carimbando. Período é o comprimento do carimbo Vamos apresentar fórmulas para calcular as funções trigonométri-
(medido no eixo dos x).
x
tg
3. Funções pares e funções ímpares cas de x, conhecida a 2:
Uma função f : A ® B é denominada função par se, e somente se:
f(x) = f(-x), "x Î A
isto é, dando valores simétricos à variável, obtemos o mesmo valor x
2tg
para a função. O gráfico de um função par é simétrico em relação ao eixo y. 2
a) senx 
x
Uma função f : A ® B é denominada função ímpar se, e somente 1  tg 2
se: 2
f(-x) = -f(x), "x Î A x
2tg
isto é, dando valores simétricos à variável, obtemos valores simé-
b) tgx  2
tricos para a função. O gráfico de uma função ímpar é simétrico em relação x
à origem do sistema cartesiano. 1  tg 2
2
Transformações x
1. Fórmulas de adição 1  tg 2
cos( a  b)  cos a  cos b  sena  senb c) cos x 
2
a) x
cos( a  b)  cos a  cos b  sena  senb 1  tg 2
b) 2
c)
sen( a  b)  sena  cos b  senb  cos a
5. Transformação em produto
d)
sen( a  b)  sena  cos b  senb  cos a Em Álgebra Elementar, têm grande importância prática os recursos
tga  tgb para transformar um polinômio em produto de outros polinômios (fatora-
tg ( a  b)  ção). Muitas vezes aplicaremos esses recursos à Trigonometria, recorrendo
e)
1  tga  tgb a transformações. Além dos recursos algébricos, a Trigonometria dispõe de
fórmulas que permitem completar uma fatoração. Vamos apresentar agora
tga  tgb fórmulas para transformar somas e diferenças trigonométricas em produtos.
tg ( a  b) 
1  tga  tgb pq pq
f) a) cos p  cos q  2 cos  cos
cotga  cotgb  1 2 2
cotg( a  b)  pq pq
g)
cotga  cotgb b) cos p  cos q  2sen  sen
2 2
cotga  cotgb  1
cotg( a  b)  pq pq
cotgb  cotga c) senp  senq  2sen  cos
h) 2 2
2. Fórmulas de multiplicação pq pq
d) senp  senq  2sen  cos
a) 2 2
cos 2a  cos 2 a  sen 2 a  2  cos 2 a  1  1  2  sen 2 a sen ( p  q)
e) tgp  tgq 
b) sen2a  2  sena  cos a cos p  cos q

Matemática 154 A Opção Certa Para a Sua Realização


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sen ( p  q) que sen x < m estão na interseção do ciclo com o semiplano situado abaixo
f) tgp  tgq  de r. Finalmente, partindo de A e percorrendo o ciclo no sentido anti-horário
cos p  cos q até completar uma volta, descrevemos os intervalos que convêm ao pro-
blema.
Equações
1. Equações fundamentais 4. Resolução de cos x > m
Sejam f(x) e g(x) duas funções trigonométricas da variável real x e Marcamos sobre o eixo dos cossenos o ponto P2 tal que OP2 = m.
sejam D1 e D2 os seus respectivos domínios. Resolver a equação trigono- Traçamos por P2 a reta r perpendicular ao eixo. As imagens dos reais x tais
métrica f(x) = g(x) significa determinar o conjunto S, denominado conjunto que cos x > m estão na interseção do ciclo com o semiplano situado à
solução ou conjunto verdade, dos números r para os quais f(r) = g(r) é direita de r. Para completar, descrevemos os intervalos que convêm ao
uma sentença verdadeira. Observemos que uma condição necessária para problema.
que um certo r seja uma solução da equação dada é que r Î D1 e r Î D2.
Quase todas as equações trigonométricas reduzem-se a uma das 5. Resolução de cos x < m
três equações seguintes: Marcamos sobre o eixo dos cossenos o ponto P2 tal que OP2 = m.
1ª) sen a = sen b Traçamos por P2 a reta r perpendicular ao eixo. As imagens dos reais x tais
2ª) cos a = cos b que cos x < m estão na interseção do ciclo com o semiplano situado à
3ª) tg a = tg b esquerda de r. Completamos o problema descrevendo os intervalos que
convêm.
Denominadas, por esse motivo, equações fundamentais. Assim,
antes de tudo, é necessário saber resolver as equações fundamentais para 6. Resolução de tg x > m
poder resolver qualquer outra equação trigonométrica. Marcamos sobre o eixo das tangentes o ponto T tal que AT = m.
Traçamos a reta r = OT. As imagens dos reais x tais que tg x > m estão na
2. Resolução da equação sen a = sen b interseção do ciclo com o ângulo rÔv. Para completar, descrevemos os
intervalos que convêm ao problema.
    2k ou
sen  sen  
      2k
7. Resolução de tg x < m
Marcamos sobre o eixo das tangentes o ponto T tal que AT = m.
3. Resolução da equação cos a = cos b Traçamos a reta r = OT. As imagens dos reais x tais que tg x < m estão na
interseção do ciclo com o ângulo vÔr. Para completar, descrevemos os
intervalos que convêm ao problema.

    2k ou Funções Circulares Inversas


cos  cos          2k 1. Introdução
     2k Uma função f de A em B é sobrejetora se, e somente se, para todo
y pertencente a B existe um elemento x pertencente a A tal que f(x) = y. Em
símbolos:
4. Resolução da equação tg a = tg b f : A  B. f é sobrejetora Û " y, y Î B, $ x Î A | f(x) = y
Notemos que f : A ® B é sobrejetora se, e somente se, Im(f) = B.
    2k ou
tg  tg        k Em lugar de dizermos “f é uma função sobrejetora de A em B”, podemos
      2k dizer “f é uma sobrejeção de A em B”.
Uma função f de A em B é injetora se, e somente se, quaisquer
que sejam x1 e x2 de A, se x1 ¹ x2 então f(x1) ¹ f(x2). Notemos que a definição
Inequações proposta é equivalente a: uma função f de A em B é injetora se, e somente
1. Inequações fundamentais se, quaisquer que sejam x1 e x2 de A, se f(x1) = f(x2) então x1 = x2.. Em lugar
Sejam f e g duas funções trigonométricas de variável real x. Resol- de dizermos “f é uma função injetora de A em B”, poderemos dizer “f é uma
ver a inequação f(x) < g(x) significa obter o conjunto S, denominado conjun- injeção de A em B”.
to solução ou conjunto verdade, dos números r para os quais f(r) < g(r) é Uma função f de A em B é bijetora se, e somente se, f é sobrejeto-
uma sentença verdadeira. ra e injetora. Ou seja, uma função f de A em B é bijetora se, e somente se,
Quase todas as inequações trigonométricas podem ser reduzidas a para qualquer elemento y pertencente a B existe um único elemento x
inequações de um dos seguintes seis tipos: pertencente a A tal que f(x) = y. Em lugar de dizermos “f é uma função
1ª) sen x > m bijetora de A em B”, poderemos dizer “f é uma bijeção de A em B”.
2ª) sen x < m 2. Função arco-seno
3ª) cos x > m A função seno não possui inversa pois não é sobrejetora e nem in-
4ª) cos x < m jetora. Mas, se considerarmos a função seno restrita ao intervalo
5ª) tg x > m
6ª) tg x < m   
em que m é um número real dado. Por esse motivo, estas seis são  2 , 2  e com contradomínio [-1, 1], temos: x1 ¹ x2 Þ sen x1 ¹ sen x2.
denominadas inequações fundamentais. Assim, é necessário saber resolver
 
as inequações fundamentais para poder resolver outras inequações trigo- Então, esta função admite inversa, que é denominada função arco-
nométricas.   
seno, que associa a cada x Î [-1, 1] um y Î
 2 , 2  tal que y é um
2. Resolução de sen x > m  
Marcamos sobre o eixo dos senos o ponto P1 tal que OP1 = m. arco cujo seno é x. Temos, portanto, que:
Traçamos por P1 a reta r perpendicular ao eixo. As imagens dos reais x tais y = arc sen x Û sen y = x e
que sen x > m estão na interseção do ciclo com o semiplano situado acima  
de r. Finalmente, descrevemos os intervalos aos quais x pode pertencer,  y .
tomando o cuidado de partir de A e percorrer o ciclo no sentido anti-horário 2 2
até completar uma volta.
3. Função arco-cosseno
3. Resolução de sen x < m A função cosseno não possui inversa pois não é sobrejetora e nem
Marcamos sobre o eixo dos senos o ponto P1 tal que OP1 = m. injetora. Mas, se considerarmos a função cosseno restrita ao intervalo [0, p]
Traçamos por P1 a reta r perpendicular ao eixo. As imagens dos reais x tais e com contradomínio [-1, 1], temos: x1 ¹ x2 Þ cos x1 ¹ cos x2.

Matemática 155 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Então, esta função admite inversa, que é denominada função arco- Assim, uma P.A. é uma sequência em que cada termo, a partir do
cosseno, que associa a cada x Î [-1, 1] um y Î [0, p] tal que y é um arco cujo segundo, é a soma do anterior com uma constante r dada.
cosseno é x. Temos, portanto, que: y = arc cos x Û cos y = x e 0 £ y £ p.
2. Exemplos:
4. Função arco-tangente 1) f1 = (1, 3, 5, 7, 9, ...) em que a1 = 1 e r = 2;
A função tangente não possui inversa pois é sobrejetora mas não é 2) f2 = (0, -2, -4, -6, ...) em que a1 = 0 e r = -2;
injetora. Mas, se considerarmos a função tangente restrita ao intervalo 3) f3 = (4, 11/3, 10/3, 3, ...) em que a1 = 4 e r = -1/3.
  
aberto
 2 , 2  e com contradomínio Â, temos: x1 ¹ x2 Þ tg x1 ¹ tg x2. 3. Classificação:
  As progressões aritméticas podem ser classificadas em três cate-
gorias:
Então, esta função admite inversa, que é denominada função arco- 10. Crescentes : são as P.A. em que cada termo é maior que o an-
terior. É imediato que isso ocorra somente se r > 0, pois : an > an-1 Û an -
   an-1 > 0 Û r > 0.
tangente, que associa a cada x Î Â um y Î
 2 , 2  tal que y é um
20. Constantes: são as P.A. em que cada termo é igual ao anteri-
  or. É fácil ver que isso só ocorre quando r = 0, pois : a n = an-1 Û an - an-1 =
arco cuja tangente é x. Temos, portanto, que:
0 Û r = 0.
  30. Decrescentes: são as P.A. em que cada termo é menor que o
y = arc tg x Û tg y = x e  y .
anterior. Isso ocorre somente se r < 0, pois : an < an-1 Û an - an-1 < 0 Û r <
2 2 0.
SEQUÊNCIAS
4. Notações especiais:
Noções iniciais
Quando procuramos obter uma P.A. com 3 ou 4 ou 5 termos é mui-
1. Definição:
to prática a notação seguinte:
Chama-se sequência finita ou n-upla toda aplicação f do conjunto
10.) para 3 termos : ( x, x+r, x+2r ) ou (x-r, x, x+r )
Nn*  1,2,3,, nem . 20.) para 4 termos : ( x, x+r, x+2r, x+3r ) ou ( x-3y, x-y, x+y, x+3y ) ,
Assim, em toda sequência finita, a cada número natural i ( 1 i n ) em que y = r / 2.
está associado um número real ai . f = { (1, a1), (2, a2), ..., (n, an)}. 30.) para 5 termos : ( x, x+r, x+2r, x+3r, x+4r ) ou ( x-2r, x-r, x, x+r,
x+2r ).
2. Definição:
Chama-se sequência infinita toda aplicação f de N* em Â. 5. Fórmula do termo geral:
Em toda sequência infinita, a cada i Î N* está associada um ai Î Â. f Utilizando a fórmula de recorrência pela qual se define uma P.A. e
= { (1, a1), (2, a2), ..., (i, ai), ...} admitindo dados o primeiro termo ( a1 ), a razão ( r ) e o índice ( n ) de um
Vamos, daqui em diante, indicar uma sequência f anotando apenas termo desejado, temos:
a imagem de f : a2 = a1 + r
f = ( a1, a2, a3,..., ai,...) a3 = a2 + r
em que aparecem entre parênteses ordenadamente, da esquerda a4 = a3 + r
para a direita, as imagens dos naturais 1, 2, 3, ..., i, ... . ................
Quando queremos indicar uma sequência f qualquer, escrevemos f an = an-1 + r
= (ai), i Î I , e lemos “sequência f dos termos ai em que o conjunto de índices Somando essas n - 1 igualdades, temos:
é I “. a2 + a3 + a4 +...+ an = a1 + a2 + a3 +...+ an-1 + ( n-1 ) . r
3. Exemplos: e então,
1) (1, 2, 3, 4, 6, 12) é a sequência (finita) dos divisores inteiros po- an = a1 + (n - 1) . r.
sitivos de 12 dispostos em ordem crescente. Assim, seja o seguinte Teorema:
2) (2, 4, 6, 8, ..., 2i, ...) é a sequência (infinita) dos múltiplos inteiros Na P.A. em que o primeiro termo é a1 e a razão é r, o n-ésimo ter-
positivos de 2. mo é: an = a1 + (n - 1) . r.

4. Igualdade: 6. Interpolação aritmética:


Sabemos que duas aplicações f e g são iguais quando têm domí- Em toda sequência finita ( a1, a2, a3,..., an ), os termos a1 e an são
nios iguais e f(x) = g(x) para todo x do domínio. Assim, duas sequências chamados extremos e os demais são chamados meios.
infinitas f = (ai) Î N* e g = (bi) Î N* são iguais quando f(i) = g(i), isto é, ai = bi Interpolar, inserir ou intercalar k meios aritméticos entre os núme-
para todo i Î N*. Em símbolos: ros a e b significa obter uma P.A. de extremos a1 = a e an = b, com n = k + 2
f = g Û ai = bi , " i Î N*. termos. Para determinar os meios dessa P.A. é necessário calcular a razão,
o que é feito assim: an = a1 + (n - 1) . r Þ b = a + ( k + 1 ) . r Þ r=
5. Lei de formação: ba
Interessam à Matemática as sequências em que os termos se su- .
cedem obedecendo a certa regra, isto é, aquelas que têm uma lei de for- k 1
mação. Esta pode ser apresentada de três maneiras:
- Por fórmula de recorrência; 7. Soma:
- Expressando cada termo em função de sua posição; Vamos deduzir uma fórmula para calcular a soma Sn dos n termos
- Por propriedade de termos ( ë dada uma propriedade que os ter- iniciais de uma P.A.
mos da sequência devem apresentar). Teorema 1 - A soma dos n números inteiros positivos é
n(n  1)
Progressão Aritmética .
1. Definição: 2
Chama-se progressão aritmética ( P.A. ) uma sequência dada pela Exemplo: A soma dos 50 termos iniciais da sequência dos inteiros
seguinte fórmula de recorrência: 50(50  1)
positivos é: 1 + 2 + 3 + ... +50 =  25.51  1275.
a1  a 2
 Utilizando a fórmula do termo geral, podemos calcular a soma Sn
an  an 1  r , n  N , n  2 dos n termos iniciais da P.A. ( a1, a2, ..., an , ...).
em que a e r são números reais dados.

Matemática 156 A Opção Certa Para a Sua Realização


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n(n  1) determinar os meios dessa P.G. é necessário calcular a razão. Assim ,
Teorema 2 - Em toda P.A. tem-se: Sn = na1  .r b
2 temos: an  a1.q n 1  b  a.q k 1  q  k 1 .
n(a1  an ) a
Teorema 3 - Em toda P.A. tem-se: Sn = .
2 6. Produto:
Vamos deduzir pelo teorema, uma fórmula para calcular o produto
Progressão Geométrica
Pn dos n termos iniciais de uma P.G.
1. Definição: n ( n 1)
Chama-se progressão geométrica ( P.G. ) uma sequência dada pe-
la seguinte fórmula de recorrência: Teorema - Em toda P.G. tem-se : Pn  a1n .q 2
, que cor-

a1  a responde a fórmula do produto.



an  an 1.q, n  N , n  2 7. Soma dos termos de P.G. finita:
Sendo dada uma P.G., isto é, conhecendo-se os valores de a1 e q.
em que a e q são números reais dados.
Temos o seguinte teorema:
Assim, uma P.G. é uma sequência em cada termo, a partir do se-
Teorema - A soma dos n termos iniciais de uma P.G. é:
gundo, é o produto do anterior por uma constante q dada.
a1q n  a1
2. Classificação: Sn  , (q  1) .
As progressões geométricas podem ser classificadas em cinco ca- q 1
tegorias: Daí, surge o seguinte corolário: A soma dos n primeiros termos de
10.) Crescentes são as P.G. em que cada termo é maior que o an- an q  a1
terior. Notemos que isso pode ocorrer de duas maneiras: uma P.G. é: Sn  , (q  1).
a - P.G. com termos positivos q 1
an
an  an 1  1 q 1 8. Soma dos termos de P.G. infinita:
an 1 Dada uma P.G. infinita ( a1, a2, ..., an, ... ), dizemos que a1 + a2 + ...
b - P.G. com termos negativos = S se, formada a sequência ( S1, S2, ..., Sn, ...) em que :
a S1  a1
an  an 1  0  n 1 0  q 1
an 1 S 2  a1  a2
20.) Constantes são as P.G. em que cada termo é igual ao anteri-
or. Observemos que isso ocorre em duas situações:

a - P.G. com termos nulos: a1 = 0 e q qualquer S n  a1  a2    an
b - P.G. com termos iguais e não nulos:
an essa sequência converge para S, isto é lim S  S .
an  an 1  1 q 1 n n
an 1 Teorema - Se ( a1, a2, ..., an, ... ) é uma P.G. com razão q tal que -1
30.)
Decrescentes são as P.G. em que cada termo é menor que o a1
< q < 1, então: Sn = a1 + a2 + ...+ an + ... = .
anterior. Notemos que isso pode ocorrer de duas maneiras: 1 q
a - P.G. com termos positivos:
Observações :
an
an  an 1  0  1 0  q 1 - Se a1 = 0, a condição -1 < q < 1 é desnecessária para a conver-
an 1 gência da sequência ( S1, S2, ...). Neste caso, é óbvio que a P.G. é ( 0, 0,
...) e sua soma é 0, qualquer que seja q.
b - P.G. com termos negativos:
- Se a1 ¹ 0 e q < -1 ou q > 1, a sequência ( S1, S2, ...) não converge.
a Neste caso, é impossível calcular a soma dos termos da P.G.
an  an 1  n 1 q 1
an 1 Matrizes
40.) Alternantes são as P.G. em que cada termo tem sinal contrá- 1. Noção de matriz:
rio ao do termo anterior. Isso ocorre quando q < 0. Dados dois números m e n naturais e não nulos, chama-se matriz
50.) Estacionárias são as P.G. em que a1  0 e a2 = a3 = a4 = a5 m por n ( indica-se m x n ) toda tabela M formada por números reais distri-
= ... =0. Isso ocorre quando q = 0. buídos em m linhas e n colunas.
Exemplos:
3. Notações especiais:
Para obtenção de uma P.G. com 3 ou 4 ou 5 termos é muito práti- 3 5  1 
ca a notação seguinte: 1)  4  é matriz 2 x 3.
1 - para 3 termos : ( x, xq, xq2 ) ou ( x/q, x, xq ) 0 2
2 - para 4 termos : ( x, xq, xq2, xq3 ) ou ( x/q3, x/q, xq, xq3 )  5 
3 - para 5 termos : ( x, xq, xq2, xq3, xq5 ) ou ( x/q2, x/q, x, xq, xq2 )
5 
4. Fórmula do termo geral: 2)
1  é matriz 3 x 1.
Utilizando a fórmula de recorrência pela qual se define uma P.G. e  
admitindo dados o primeiro termo ( a1 ¹ 0 ), a razão ( q ¹ 0 ) e o índice (n) de  3
um termo desejado, temos:
Teorema 1 - Na P.G. em que o primeiro termo é a1 e a razão é q, o 3) 0 9 - 1 7 é matriz 1 x 4.
n ésimo termo é: an = a1.qn-1.
Em uma matriz qualquer M, cada elemento é indicado por aij. O ín-
5. Interpolação geométrica: dice i indica a linha e o índice j a coluna às quais o elemento pertence. Com
Interpolar k meios geométricos entre os números a e b significa ob- a convenção de que as linhas sejam numeradas de cima para baixo ( de 1
ter uma P.G. de extremos a1 = a e an = b, com n = k + 2 termos. Para

Matemática 157 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
até m ) e as colunas, da esquerda para a direita (de 1 até n), uma matriz m 2)
x n é representada por : 11 9 8 1 0 0 1 1 11 9 8 1 0 0 - 1 - 1  11 9 7 0
- 1 4 7 1  4 7 8 - 1  - 1 4 7 1  - 4 - 7 - 8 1  - 5 - 3 - 1 2 
a11 a12  a1n   a11 a12  a1n 
         
a a  a   
 21 22 2n  ou  a21 a 22  a 2n  ou 5. Produto de número por matriz:
M  M 
    Dado um número k e uma matriz A = ( aij )mxn , chama-se produto
    kA a matriz B = ( bij )mxn tal que bij = kaij para todo i e todo j. Isto significa
a a 
am1 a m2  a mn   m1 m2  a mn  que multiplicar uma matriz A por um número k é construir uma matriz B
formada pelos elementos de A todos multiplicados por k.
a11 a12  a1n Teorema - O produto de um número por uma matriz apresenta as
a21 a 22  a 2n seguintes propriedades:
M  . (1) a . (b. A) = (ab) . A
 (2) a . (A + B) = a . A + a . B
(3) (a + b) . A = a . A + b . A
am1 a m2  a mn (4) 1 . A = A
em que A e B são matrizes quaisquer do tipo m x n e a e b são
Uma matriz M do tipo m x n também pode ser indicada por: M = ( números reais quaisquer.
aij ); i Î {1, 2, 3, ..., m} e j Î {1, 2, 3, ..., n} ou simplesmente M = ( aij ) m x n .
6. Produto de matrizes:
2. Matrizes especiais: Dada duas matrizes A = ( aij )mxn e B = ( bjk )n x p, chama-se produto
Há matrizes que, por apresentarem uma utilidade maior nesta teo- AB a matriz C = ( cik )m x p tal que:
ria, recebem um nome especial: n
a) matriz linha - é toda matriz do tipo 1 x n , isto é, é uma matriz cik  ai1.bik  ai 2 .b2 k    ain .bnk   aij b jk , para todo i Î {1, 2,
que tem uma única linha. j 1
b) matriz coluna - é toda matriz do tipo m x 1, isto é, é uma matriz ..., m} e todo k Î {1, 2, ..., p}.
que tem uma única coluna.
c) matriz nula - é toda matriz que tem todos os elementos iguais a Observações: 1) A definição dada garante a existência do produto
zero. AB somente se o número de colunas de A for igual ao número de linhas de
d) matriz quadrada de ordem n - é toda matriz do tipo n x n , isto é, B, pois A é do tipo m x n e B é do tipo n x p.
é uma matriz que tem igual número de linhas e colunas. 2) A definição dada afirma que o produto AB é uma matriz que tem
Chama-se diagonal principal de uma matriz quadrada de ordem n o o número de linhas de A e o número de colunas de B, pois C = AB é do tipo
conjunto dos elementos que têm os dois índices iguais, isto é, {aij | i = j } = { m x p.
a11, a22, ..., ann }. 3) Ainda pela definição, um elemento cik da matriz AB deve ser ob-
Chama-se diagonal secundária de uma matriz quadrada de ordem tido pelo procedimento seguinte:
n o conjunto dos elementos que têm soma dos índices igual a n + 1, isto é, { (I) toma-se a linha i da matriz A:
aij | i+j = n+1 } = { a1n, a2,n-1,..., an1 }. ai1 ai2 ai3 ... ain (n elementos)
e) matriz diagonal - é toda matriz quadrada em que os elementos (II) toma-se a coluna k da matriz B :
que não pertencem à diagonal principal são iguais a zero. b1k
f) matriz unidade ( ou matriz identidade ) de ordem n - é toda matriz b2k
diagonal em que os elementos da diagonal principal são iguais a 1. b3k

3. Igualdade:
bnk (n elementos)
Duas matrizes A = ( aij )mxn e B = ( bij )mxn são iguais quando aij = bij
para todo i ( i Î {1, 2, 3, ..., m} ) e todo j ( j Î {1, 2, 3, ..., n} ). Isto significa que
(III) coloca-se a linha i de A na “vertical” ao lado da coluna k de B:
para serem iguais, duas matrizes devem ser do mesmo tipo e apresentar
ai1 b1k
todos os elementos correspondentes (elementos de índice iguais) iguais.
ai2 b2k
ai3 b3k
4. Adição:
Dadas duas matrizes A = ( aij )mxn e B = ( bij )mxn chama-se soma A  
+ B a matriz C = ( cij )m x n tal que cij = aij + bij , para todo i e todo j . Isto ain bnk
significa que a soma de duas matrizes A e B do tipo m x n é uma matriz C
do mesmo tipo em cada elemento é a soma dos elementos corresponden- (IV) calculam-se os n produtos dos elementos que ficaram lado a
tes em A e B. lado:
Teorema - A adição de matrizes do tipo m x n apresenta as seguin- ai1 x b1k
tes propriedades: ai2 x b2k
(1) é associativa: ( A + B ) + C = A + ( B + C ) quaisquer que sejam ai3 x b3k
A, B e C do tipo m x n;  
(2) é comutativa: A + B = B + A quaisquer que sejam A e B, do tipo ain x bnk
m x n;
(3) tem elemento neutro: existe M tal que, A + M = A qualquer que (V) somam-se esses n produtos, obtendo cik.
seja A do tipo m x n; Exemplos:
(4) todo elemento tem simétrico: para todo A do tipo m x n : existe
A’ tal que, A + A’ = M; 7 
Assim, tome as seguintes definições: Dada a a matriz A = ( aij )mxn , 1 2 3  8  50 
chama-se oposta de A (indica-se -A) a matriz A’ tal que A + A’ = 0. 1) A =  4 5 6 eB=
  Þ A.B= 122
Dada duas matrizes A = ( aij )mxn e B = ( bij )mxn , chama-se diferen-   9   
ça A - B a matriz soma de A com a oposta de B.
Exemplos: 1 2  5 6 19 22 
1 2  1 - 2  2) A = 3 4 e B=  7 8 Þ A.B= 43 50
1) A =   Þ -A= 
4      
 3 4  3 -  Teorema - Se A = ( aij )m x n , então Ain =A e ImA = A.
 5   5 

Matemática 158 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Teorema: A multiplicação de matrizes apresenta as seguintes pro- Podemos memorizar esta definição da seguinte forma:
priedades: a) Repetimos, ao lado da matriz, as duas primeiras colunas.
(1) é associativa : ( AB ) . C = A . ( BC ), quaisquer que sejam as b) Os termos precedidos pelo sinal + são obtidos multiplicando-se
matrizes A = ( aij )m x n , B = ( bjk )n x p e C = ( ckl )p x r. os elementos na direção da diagonal principal.
(2) é distributiva à direita em relação à adição: ( A + B ) . C = AC + c) Os termos precedidos pelo sinal - são obtidos multiplicando-se
BC , quaisquer que sejam as matrizes A = ( aij )m x n , B = ( bij )m x n e C = ( cjk os elementos na direção da diagonal secundária.
)n x p. Este dispositivo prático é conhecido como regra de Sarrus para o
(3) é distributiva à esquerda : C ( A + B ) = CA + CB, quaisquer que cálculo de determinantes de ordem 3.
sejam as matrizes A = ( aij )m x n , B = ( bij )m x n e C = ( cki )p x m.
(4) (kA) . B = A(kB) = k(AB), quaisquer que sejam o número k e as 2. Menor complementar e complemento algébrico:
matrizes A = ( aij )m x n , B = ( bjk )n x p . Consideremos uma matriz M de ordem n ³ 2; seja aij um elemento
de M. Definimos menor complementar do elemento aij , e indicamos por Dij ,
Observações: É muito importante notar que a multiplicação de ma- como sendo o determinante da matriz que se obtém suprimindo a linha i e a
trizes não é comutativa, isto é, para duas matrizes quaisquer A e B é falso coluna j de M.
que AB = BA necessariamente. Consideremos uma matriz de ordem n ³ 2; seja aij um elemento de
M. Definimos complemento algébrico do elemento aij ( ou cofator de aij ), e
7. Matriz transposta: indicamos por Aij, como sendo o número ( -1)i+j . Dij.
Dada uma matriz A = ( aij )m x n, chama-se transposta de A a matriz
At = ( a’ji )n x m tal que a’ji = a ij, para todo i e j todo j. Isto significa que, por 3. Definição de determinante por recorrência:
exemplo, a’11 , a’21 , ..., a’n1 são respectivamente iguais a a11, a12, ..., a1n, Seja M uma matriz de ordem n. Definimos determinante da matriz
vale dizer que a 10. coluna de At é igual à 10. Linha de A. Repetindo o M, e indicamos por det M, da seguinte forma:
raciocínio, chegaríamos à conclusão de que as colunas de At são ordena- 1º) Se M é de ordem 1, então: M = [a11] e det M = a11.
damente iguais às linhas de A. 2º) Se M é de ordem n ³ 2, então:
 a11 a12  a1n 
Teorema: A matriz transposta apresenta as seguintes proprieda- a
des: a  a2 n  e definimos det M = a11 . A11 +
(1) (At)t = A, para toda matriz A = ( aij )m x n
M   21 22
   
(2) Se A = ( aij )m x n e B = ( bij )m x n , então ( A + B )t = At + Bt,  
(3) Se A = ( aij )m x n e k Î Â, então ( kA )t = kAt, an1 an 2  ann 
(4) Se A = ( aij )m x n e B = ( bij )m x p então ( AB )t = BtAt. n

Definições:
a21 . A21 + a31 . A31 + ... + an1 . An1 =  a .A
i 1
i1 i1 . Isto é, o determinante de
Chama-se matriz simétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal
uma matriz de ordem n ³ 2 é a soma dos produtos dos elementos da 1ª.
que At = A.
Coluna pelos respectivos cofatores.
Chama-se matriz anti-simétrica toda matriz quadrada A, de ordem
n, tal que At = -A.
4. Teorema fundamental ( de Laplace ):
O determinante de uma matriz M , de ordem n ³ 2, é a soma dos
8. Matrizes inversíveis:
produtos dos elementos de uma fila qualquer ( linha ou coluna ) pelos
Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos que A é matruz
respectivos fatores.
inversível se existir uma matriz B tal que AB = BA = In. Se A não é inversí-
vel, dizemos que A é uma matriz singular.
5. Propriedades dos determinantes:
Teorema - Se A é inversível, então é única a matriz B tal que AB =
- Matriz transposta: Se M é a matriz de ordem n e Mt sua transpos-
BA = In.
ta, então det Mt = det M.
- Fila dupla: Se os elementos de uma fila qualquer (linha ou coluna)
Definição:
de uma matriz M de ordem n forem todos nulos, então det M = 0.
Dada uma matriz inversível A, chama-se inversa de A a matriz A-1 (
- Multiplicação de uma fila por uma constante: Se multiplicarmos
que é única ) tal que AA-1 = A-1A = In. É evidente que A-1 deve ser também
uma fila qualquer de uma matruz M de ordem n por um número K, o deter-
quadrada de ordem n, pois A-1 comuta com A.
minante da nova matriz M’ obtida será o produto de K pelo determinante de
M, isto é, det M’ = K . det M.
Determinantes
- Troca de filas paralelas: Seja M uma matriz de ordem n ³ 2. Se
1.Definição:
trocarmos de posição duas filas paralelas ( duas linhas ou duas colunas ),
Consideremos o conjunto das matrizes quadradas de elementos
obteremos uma nova matriz M’ tal que det M’ = -det M.
reais. Seja M uma matriz de ordem n desse conjunto. Chamamos determi-
- Filas paralelas iguais: Se uma matriz M de ordem n ³ 2 tem duas
nante da matriz M ( e indicamos por det M ) o número que podemos obter
filas paralelas (duas linhas ou duas colunas) formadas por elementos
operando com os elementos de M da seguinte forma:
respectivamente iguais, então det M = 0.
1) Se M é de ordem n = 1, então det M é o único elemento de M.
- Teorema de Cauchy: A soma dos produtos dos elementos de
M = [a11] Þ det M = a11
uma fila qualquer de uma matriz M, ordenadamente, pelos cofatores dos
elementos de uma fila paralela, é igual a zero.
2) Se M é de ordem n = 2, o produto dos elementos da diagonal
- Filas paralelas proporcionais: Se uma matriz M de ordem n ³ 2
principal menos o produto dos elementos da diagonal secundária.
tem duas filas paralelas (duas linhas ou duas colunas) formadas por ele-
a11 a12  mentos respectivamente proporcionais, então det M = 0.
M= a a   det M  a11a22  a12a21 - Combinação linear de filas paralelas: Seja M = [aij] uma matriz de
 21 22  ordem n e sejam p quaisquer de suas colunas )ou linhas) de índices s 1, s2,
s3, ...sp. Multipliquemos, respectivamente, estas p colunas pelos números
c1, c2, c3, ...,cp e construamos as somas:
a11 a12 a13  1  c1.a1s1  c2 .a1s 2    c p .a1sp
a a a  
3) Se M é de ordem n = 3, isto é, M =
 21 22 23  , defi-  2  c1.a2 s1  c2 .a2 s 2    c p .a2 sp
a31 a32 a33  
............................................
nimos: det M = a11 . a22. a33 + a12 . a23 . a31 + a13 . a21 . a32 - a13 . a22 . a31 -  n  c1.ans1  c2 .ans2    c p .ansp
a11 . a23 . a32 - a12 . a21 . a33 

Matemática 159 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Diremos que o conjunto {a1 , a2, ..., an } é uma combinação linear Exemplo:
das p colunas.
1 2  4  3
- Teorema da combinação linear: Se uma matriz quadrada M = [aij], 1º.) Se M   , então M '   , pois
de ordem n, tem uma linha (ou coluna) que é combinação linear de outras 3 4  2 1 
linhas (ou colunas), então det M = 0.
A11 = (-1)2.4 = 4, A12 = (-1)3.3 = -3, A21 = (-1)3.2 = -2, A22 = (-1)4.1 = 1
- Teorema de Jacobi: Adicionando a uma fila de uma matriz M, de
ordem n, uma outra fila paralela, previamente multiplicada por uma
9. Matriz adjunta:
constante, obteremos uma nova matriz M’ , tal que det M’ = det M.
Seja M uma matriz quadrada de ordem n e M’ a matriz dos cofato-
- Matriz triangular: Chamamos matriz triangular aquela cujos ele-
mentos situados “de um mesmo lado” da diagonal principal são iguais a res de M. Chamamos de matriz adjunta de M, e indicamos por M ,a
zero, isto é, M = (aij) é triangular se aij = 0 para i < j ou aij = 0 para i > j. O transposta da matriz M’, isto é, M =(M’)t.
determinante de uma matriz triangular é o produto dos elementos da diago- Teorema: Se M é matriz quadrada de ordem n e In é matriz de or-
nal principal.
- Teorema de Binet: Se A e B são matrizes quadradas de ordem n, dem n, então M. M = M .M = det (M).In.
então: det (A . B) = (detA) . (detB).
10. Processo de cálculo da inversa de uma matriz quadrada M:
6. Matriz de Vandermonde (ou das potências): Teorema: Se M é uma matriz quadrada de ordem n e det M ¹ 0, en-
Chamamos matriz de Vandermonde, ou das potências, toda matriz 1
de ordem n ³ 2, do tipo: tão a inversa de M é: M 1  .M .
 1 1 1  1  det M
 a Corolário: Seja M uma matriz quadrada de ordem n. A inversa de
 1 a2 a3  an  M existe se, e somente se, det M ¹ 0.
 a1 2
a2 2
a32  an2 
  Sistemas Lineares
     
1. Equação linear:
a1n 1 a2n  a a3n 1  ann 1 
Chamamos de equação linear, nas incógnitas x1, x2, x3, ...xn, toda
Isto é, as colunas de M são formadas por potências de mesma ba- equação do tipo a11x1 + a12x2 + a13x3 + ... +a1nxn = b.
se, com expoente inteiro, variando desde 0 até n-1 (os elementos de cada Os números a11, a12, a13, ...,a1n , todos reais, são chamados coefi-
coluna formam uma progressão geométrica cujo primeiro elemento é 1). cientes e b, também real, é o termo independente da equação.
Os elementos da 2ª. Linha são chamados elementos característi-
cos da matriz. Indiquemos o determinante de uma matriz de Vandermonde 2. Solução de uma equação linear:
por V (a1, a2, a3, ..., an). Dizemos que a sequência ordenada de números reais (a1, a2, a3,...,
an) é uma solução da equação linear a11x1 + a12x2 + a13x3 + ... +a1nxn = b, se
7. Propriedade da matriz de Vandermonde: a11 a1+ a12a2 + a13a3 + ... +a1nan = b for uma sentença verdadeira.
O determinante V (a1, a2, a3, ..., an) é igual ao produto de todas as
diferenças possíveis entre os elementos característicos, com a condição de 3. Sistema linear:
que: V (a1, a2, a3, ..., an) = (a2 - a1)...(an - 1)(a3 - a2)...(an - a2)...(an - an-1) = É um conjunto de m (m ³ 1) equações lineares, nas incógnitas x1,
i Î {1, 2, ...,n} e j Î {1, 2, ...,n}. x2, x 3, ...xn. Assim, o sistema
 (a  a )
i j
i j
a11x1  a12 x2  a13x3    a1n xn  b1
Exemplos: a x  a x  a x    a x  b

1 1 1 S  21 1 22 2 23 3 2n n 2 é linear.
             
1º.) 2 3 4  (4  3).(4  2).(3  2)  2 am1 x1  am 2 x2  am3 x3    amn xn  bm
4 9 16 Lembrando a definição de produto de matrizes, notemos que o sis-
tema linear S pode ser escrito na forma matricial.
1 1 1 1  a11 a12 a13  a1n   x1   b1 
a a2 n   x2   b2 
2º.) 2 1  3 5
 8.4.3.(4).(5).(1)  1920  21 a22 a23 
4 1 9 25  a31 a32 a33  a3n   x3   b3 
8 1  27 125  .    
         
         
Cálculo da matriz inversa por meio de determinantes     
8. Matriz dos cofatores am1 am 2 am 3  amn   xn  bm 
Seja M uma matriz quadrada de ordem n. Chamamos de matriz
dos cofatores de M, e indicamos por M’, a matriz que se obtém de M, 4. Solução de um sistema:
substituindo cada elemento de M por seu cofator. Dizemos que a sequência ordenada de reais (a1, a2, a3,..., an) é so-
 a11 a12 a13  a1n  lução de um sistema linear S, se for solução de todas as equações de S,
Assim, se a a22 a23  a2 n  , então:
 21 isto é:
M  a31 a32 a33  a3n  a11 a1+ a12 a2 + a13 a3 + ... +a1n an = b1 (sentença verdadeira)
  a21 a1+ a22 a2 + a23 a3 + ... +a2n an = b2 (sentença verdadeira)
    
a31 a1+ a32 a2 + a33 a3 + ... +a3n an = b3 (sentença verdadeira)
an1 an1 an 3  ann  ..................................................................
 A11 A12 A13  A1n  am1 a1+ am2 a2 + am3 a3 + ... +amn an = bm (sentença verdadeira)
A A22 A23  A2 n 
 21 . 5. Sistema possível. Sistema impossível:
M '   A31 A32 A33  A3n  Se um sistema linear S tiver pelo menos uma solução, diremos que
  ele é possível; caso não tenha nenhuma solução, diremos que S é impossí-
    
vel.
 An1 An1 An 3  Ann 

Matemática 160 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
6. Sistema linear homogêneo: em que aii ¹ 0, " i Î {1, 2, 3, ..., n}. E então, a matriz incompleta do
Chamamos de sistema linear homogêneo todo aquele em que o sistema é a matriz triangular:
termo independente de todas as equações vale zero.
É fácil notar que um sistema linear homogêneo admite sempre co-
a11 a12 a13  a1n 
mo solução a sequência (a1, a2, a3,..., an) em que ai = 0, " i Î {1, 2, 3, ...,n}. 0 a a23  a2 n 
 22

7. Matrizes de um sistema: A0 0 a33  a3n 


Dado um sistema linear S de m equações e n incógnitas, conside-  
remos as matrizes:     
 a11 a12 a13  a1n   a11 a12 a13  a1n b1   0 0 0 anm 
a  a b2  .
 21 a22 a23  a2 n   21 a22 a23  a2 n
D = det (A) = a11a22a33. ... ann ¹ 0; logo, pelo teorema de Cramer, S
a a32 a33  a3n   a31 a32 a33  a3n b3  é possível e determinado. Os valores a1, a2, a3,..., an da solução podem ser
A   31  e B 
            obtidos resolvendo o sistema por substituição. Partindo da última equação,
           obtemos xn; em seguida, substituindo esse valor na equação anterior,
    obtemos xn-1. Repetindo esse procedimento, vamos obtendo xn-2, xn-3, ..., x2,
am1 am 2 am 3  amn  am1 am 2 am 3  amn bm 
x1.
A é chamada matriz incompleta do sistema e B, matriz completa.
Notemos que B foi obtida a partir de A, acrescentando-se a esta coluna 2º. Tipo - número de equações é menor que o número de incógni-
formada pelos termos independentes das equações do sistema. tas. Nesse caso o sistema S terá do tipo:
8. Teorema de Cramer: a11x1  a12 x2  a13 x3    a1n xn  b1
Consideremos um sistema linear em que o número de equações é  a22 x2  a23 x3    a2 n xn  b2
igual ao número de incógnitas (isto é, m = n). Nestas condições, A é matriz

S
quadrada; seja D = det (A).  
Teorema: Seja S um sistema linear com número de equações igual 
ao número de incógnitas. Se D ¹ 0, então o sistema será possível e terá amr x r +  + amn xn  bm (r > j)
Di com m < n.
solução única (a1, a2, a3,..., an), tal que i  , i  {1, 2, 3, ..., n}, Para resolvermos tal sistema, podemos tomar as incógnitas que
D não aparecem no começo de nenhuma das equações (chamadas variáveis
em que Di é o determinante da matriz obtida de A, substituindo-se a i-ésima livres) e transpô-las para o segundo membro. O novo sistema assim obtido
coluna dos termos independentes das equações do sistema. pode ser visto como sendo um sistema contendo apenas as incógnitas do
primeiro membro das equações. Nesse caso, atribuindo valores a cada uma
9. Sistema possível e determinado: das incógnitas do 1º. Tipo, portanto, determinado; resolvendo-o, obteremos
Os sistemas lineares que têm solução única são chamados possí- uma solução do sistemas. Se atribuirmos outros valores às incógnitas do 2º
veis e determinados. membro, teremos outro sistema, também determinado, resolvendo-o,
obteremos outra solução do sistema. Assim, segue-se que podemos extrair
10. Sistemas escalonados: do sistema original um número infinito de soluções. Um tal sistema é dito
Dado um sistema linear: possível e indeterminado. Chama-se grau de indeterminação o número de
a11x1  a12 x2  a13x3    a1n xn  b1 variáveis livres do sistema.
a x  a x  a x    a x  b
 12. Sistemas equivalentes - Escalonamento de um sistema:
S  21 1 22 2 23 3 2n n 2
Dizemos que dois sistemas lineares S1 e S2 são equivalentes, se
             
toda solução de S1 for solução de S2 e toda solução de S2 for solução de
am1 x1  am 2 x2  am3 x3    amn xn  bm S1.
em que em cada equação existe pelo menos um coeficiente não Teorema 1: Multiplicando-se os membros de uma equação qual-
nulo, dizemos que S está na forma escalonada, se o número de coeficien- quer de um sistema linear S por um número K ¹ 0, o novo sistema S’ obtido
tes nulos, antes do primeiro coeficiente não nulo, aumenta de equação para será equivalente a S.
equação. Teorema 2: Se substituirmos uma equação de um sistema linear S
Exemplos: pela soma, membro a membro, dela com uma outra, o novo sistema obtido,
S’, será equivalente a S.
 x  y  3z  1
 13. Escalonamento de um sistema:
1º.) S1  yz4 Para escalonarmos um sistema, teremos que seguir alguns pas-
 2z  5 sos:
 1) Colocamos como 1ª. Equação aquela em que o coeficiente da
1ª. Incógnita seja diferente de zero.
x  4 y  z  5 2) Anulamos o coeficiente da 1ª. Incógnita de todas as equações
2º.) S2  (com exceção da 1ª.), substituindo a i-ésima equação (i ³ 2) pela soma da
 2y  z  0 mesma com a 1ª. Multiplicada por número conveniente.
3) Deixamos de lado a 1ª. Equação e aplicamos o 1º e 2º passos
11. Resolução de um sistema na forma escalonada: nas equações restantes.
Há dois tipos de sistemas escalonados a considerar: 4) Deixamos de lado a 1ª. e 2ª. Equações e aplicamos o 1º e 2º
1º. Tipo - número de equações igual ao número de incógnitas. passos nas equações restantes, e assim por diante, até o sistema ficar
Nesse caso o sistema S terá a forma: escalonado.

a11x1  a12 x2  a13x3    a1n xn  b1 14. Sistema linear homogêneo:


 a22 x2  a23x3    a2 n xn  b2 Um sistema linear homogêneo é aquele em que os termos inde-
 pendentes de todas as equações valem zero.
S
 Tal tipo de sistema sempre admite a solução (a1, a2, a3,..., an) em
 que ai = 0, " i Î {1, 2,..., n}, chamada solução nula, trivial. Portanto um siste-
 amn xn  bm ma linear homogêneo é sempre possível. Se o sistema linear homogêneo

Matemática 161 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
for determinado, apresentará apenas uma solução (a nula), e se for inde- Seja M um conjunto com m elementos, isto é, M = {a1, a2, ...,am}.
terminado apresentará, além da solução nula, outras soluções não nulas, Chamamos arranjo com repetição dos m elementos, tomados r a r, toda r-
também chamadas soluções próprias. upla ordenada (sequência de tamanho r) formada com elementos de M não
necessariamente distintos.
Análise Combinatória
1. Introdução: Exemplo: Uma urna contém uma bola vermelha (V), uma branca
A Análise Combinatória visa desenvolver métodos que permitam (B) e uma azul (A). Uma bola é extraída, observada sua cor e reposta na
contar o número de elementos de um conjunto, sendo estes elementos urna. Em seguida outra bola é extraída e observada sua cor. Quantas são
agrupamentos formados sob certas condições. as possíveis sequências de cores observadas ?
Cada sequência é um par ordenado de cores (x, y) em que x, y Î M
2. Exemplos: = {V, B, A}. Logo, pelo princípio fundamental da contagem ( parte A), o
número de pares é: 3 . 3 = 9
1) A é o conjunto de números de dois algarismos distintos forma-
dos a partir dos dígitos 1, 2 e 3. 5. Fórmula do número de arranjos com repetição:
A = {12, 13, 21, 23, 23, 31, 32} e A possui 6 elementos.
Seja M = {a1, a2, ..., am} e indiquemos por (AR)m,r o número de ar-
2) C é o conjunto das sequências de letras que se obtém, mudan- ranjos com repetição de m elementos tomados r a r.
do a ordem das letras da palavra ARI. Cada arranjo com repetição é uma sequência de r elementos, em
C= { ARI, AIR, IRA, IAR, RAI, RIA} e C possui 6 elementos. que cada elementos pertence a M.
Pelo princípio fundamental da contagem, o número de arranjos
3. Princípio fundamental da contagem: (AR)m,r será:
(AR)m,r = m . m . m ... m = mr
Lema 1: Consideremos os conjuntos A = {a1, a2, a3, ..., am} e B =
{b1, b2, b3, ..., bn}. Podemos formar m . n pares ordenados (ai, bj ) em que ai 6. Arranjos:
Î A e bj Î B.
Exemplo: Quantos números de dois algarismos (distintos ou não) Seja M um conjunto com m elementos, isto é, M = {a1, a2, ..., am}.
podem ser formados, usando os dígitos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ? Chamamos de arranjo dos m elementos tomados r a r (1 £ r £m) a qualquer
Cada número pode ser considerado um par de dígitos (a, b) em r-upla ordenada formada com elementos de M, todos distintos.
que a Î {1, 2, 3, ..., 8} e b Î {1, 2, 3, ..., 8}.
Logo o resultado procurado é: 8 . 8 = 64. Exemplo: M {a, b, c, d}. Os arranjos dos quatro elementos de M,
tomados dois a dois, são os pares ordenados (x, y) formados com elemen-
Lema 2: O número de pares ordenados (ai, aj) tais que ai Î A = {a1, tos distintos de M.
a2, a3, ..., am} e aj Î A = {a1, a2, a3, ..., am} e ai ¹ aj ( para i ¹ j ) é m(m - 1). Pelo princípio fundamental da contagem ( parte B ), o número
de pares ordenados é : 4 . 3 = 12.
Exemplo: Quantos números com dois algarismos distintos podem
formar com os dígitos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8? 7. Fórmula do número de arranjos:
Cada número pode ser considerado um par de dígitos (a, b) em
que a Î {1, 2, 3, ..., 8} e b Î {1, 2, 3, ..., 8} e a ¹ b. Seja M = {a1, a2, ..., am} e indiquemos por Am,r o número do arran-
Então o resultado procurado é: 8 . 7 = 56. jos dos m elementos tomados r a r.
Cada arranjo é uma sequência de r elementos, em que cada ele-
- Princípio fundamental da contagem ( parte A ): mento pertence a M, e são todos distintos.
Pelo princípio da contagem (parte B), o número de arranjos Am,r se-
Consideremos r conjuntos: A = {a1, a2, ..., an1} , A com n1 elemen- rá:
tos; B = {b1, b2, ..., bn2} , B com n2 elementos; ...; Z = {z1, z2, ..., znr} , A com (AR)m,r = m . (m - 1) ... [m - (r - 1)]
nr elementos.
Então, o número de r-uplas ordenadas (sequências de r elemen- 8. Permutações:
tos) do tipo (ai, bj, ..., zp), em que ai Î A, bj Î B, ..., zp Î Z é: n1. n2. ... nr.
Seja M um conjunto com m elementos, isto é, M = {a1, a2, ..., am}.
Exemplo: Uma moeda é lançada 3 vezes. Qual o número de se- Chamamos de permutação dos m elementos a todo o arranjo em que r = m.
quências possíveis de cara e coroa?
Indiquemos por K o resultado cara e por C o resultado coroa. Que- Exemplo: Seja M = {a, b, c}. As permutações de M são todos os ar-
remos o número de tripas ordenadas (a, b, c), em que: aÎ (K,C} , b Î {K,C} e ranjos constituídos de 3 elementos.
c Î {K,C}. São eles: (a, b, c) , (b, a, c) , (c, a, b) , (a, c, b) , (b, c, a) , (c, b, a).
Logo o resultado procurado é: 2 . 2 . 2 = 8.
9. Fórmula do número de permutações:
- Princípio fundamental da contagem ( parte B ):
Seja M o conjunto M = {a1, a2, ..., am} e indiquemos por Pm o núme-
Consideremos um conjunto A com m (m ³ 2) elementos. Então o ro de permutações dos m elementos de M. Então, temos: Pm = Am,m. Logo:
número de r-uplas ordenadas (sequências com r elementos) formadas com Pm = m . (m - 1) . (m - 2) ... 3 . 2 . 1
elementos distintos dois a dois de A é:
m . (m - 1) . (m - 2) . ... [m - (r -1) ] : r fatores. Exemplo: De quantas formas podem 5 pessoas ficar em uma fila ?
Notemos que cada forma de ficar na fila é uma permutação das 5
Exemplo: Quatro atletas participam de uma corrida. Quantos resul- pessoas. O número de permutações (modos de ficar na fila) será: P5 = 5 . 4
tados existem para o 1º , 2º e 3º lugares ? . 3 . 2 . 1 = 120.
Cada resultado consta de uma tripla ordenada (a, b, c), em que a
representa o atleta que chegou em 1º lugar, b o que chegou em segundo, e 10. Fatorial:
c o que chegou em terceiro.
a, b, e c pertencem ao conjunto dos atletas e a ¹ b, a ¹ c e b ¹ c. A fim de simplificar as fórmulas do número de arranjos e do núme-
Logo, o número de resultados possíveis é: 4 . 3 . 2 = 24. ro de permutações, vamos definir o símbolo fatorial.
Seja m um número inteiro não negativo (m Î N). Definimos fatorial
4.Arranjos com repetição: de m (e indicamos por m!) por meio da relação:
m! = m . (m - 1) . (m - 2) ... 3 . 2 . 1 para m ³ 2

Matemática 162 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1! = 1
0! = 1 Exemplo: Quantos anagramas existem da palavra PARAGUAI ?
Então temos que n = 8 e n1 = 3. Logo:
Exemplos: P83  8.7.6.5.4  6720 .
3! = 3 . 2 . 1 = 6
4! = 4 . 3 . 2 . 1 = 24
Agora, considerando n elementos, dos quais n1 são iguais a a1 , e
Observação: O cálculo de m! pode ser tornar trabalhoso à medida n2 são iguais a a2, e os restantes são todos distintos entre si e distintos de
que aumenta ( 10! = 3628800 ). Entretanto, esses cálculos podem ser a1 e a2.. E então, indiquemos por Pnn1, n 2 o número de permutações
simplificados:
nessas condições. Assim a fórmula das permutações, corresponde
10! 10.9!
Por exemplo,   10 . n!
9! 9! a: Pn
n1, n 2
 .
n1!n2!
Assim, as fórmulas de arranjos e do número de permutações po- Assim, notamos que essa fórmula pode ser estendida para o caso
dem ser simplificados com a notação fatorial: de mais de 2 elementos iguais.
Permutação : Pm = m!
m! Exemplo:
Arranjos : Am,r = 1) Quantos anagramas existem na palavra ANALÍTICA ?
(m  1)! Temos que a letra A se repete 3 vezes, e a letra I se repete 2 ve-
11. Combinações: 9!
Seja M um conjunto com m elementos, isto é, M = {a1, a2, ..., am}. zes, portanto: P93, 2   30240 .
Chamamos de combinações dos m elementos, tomados r a r, aos subcon- 3!2!
juntos de M constituídos de r elementos. 14. Partições ordenadas:
Exemplo: M = {a, b, c}. As combinações dos 4 elementos, tomados
dois a dois, são os subconjuntos: {a, b}, {b, c}, {c, d}, {a, c}, {b, d} e {a, d}. Consideremos um conjunto A e K subconjuntos de A não vazios
A1, A2, ..., Ak, tais que:
12. Fórmula do número de combinações: - Ai Ç Aj = Æ
- A1 È A2 È ... È Ak = A
m Chamaremos de uma partição ordenada do conjunto A à sequência de
Seja M = {a1, a2, ..., am} e indiquemos por Cm,r ou   o número conjuntos (A1, A2, ..., Ak )
r  15. Partições não ordenadas:
de combinações dos m elementos tomados r a r. Consideremos um conjunto A e K subconjuntos de A não vazios
Assim, a fórmula do número de combinações, é dada por: A1, A2, ..., Ak, tais que:
 m m! - Ai Ç Aj = Æ ( para i ¹ j )
cm, r     , m, r  N* e r < m. - A1 È A2 È ... È Ak = A
 r  (m  r )!r! Chamaremos de uma partição ordenada do conjunto A à sequência de con-
juntos {A1, A2, ..., Ak }.
Exemplos:
1) Deseja-se formar uma comissão de três membros e dispõe-se Binômio de Newton
de 10 funcionários. Quantas comissões podem ser formadas ? 1. Introdução:
Note que cada comissão é um subconjunto de três elementos. Lo- Utilizando técnicas de Análise Combinatória, obtemos técnicas pa-
ra obter o desenvolvimento do binômio (x + a)n para n Î N e x, a Î Â.
10  7! O procedimento é o seguinte:
go o número de comissões e´:    C10,3   35 . 1) De cada fator (x + a) selecionamos exatamente um termo, que
3  4!3! poderá ser x ou a, multiplicando-os em seguida.
2) Continuamos o processo até esgotar todas as seleções possí-
2) Temos 7 cadeiras numeradas de 1 a 7 e desejamos escolher 4 veis de um termo de cada fator.
lugares entre os existentes. De quantas formas isso pode ser feito ? 3) Tomamos todos os produtos obtidos e calculamos sua soma.
Cada escolha de 4 lugares corresponde a uma combinação dos 7 4) Essa soma obtida é o resultado do desenvolvimento de (x + a)n.
elementos, tomados 4 a 4, pois a ordem dos números escolhidos não Exemplo:
 7  7! (x + a)2 = (x + a) . (x + a)
interessa. Logo o resultado procurado é: C7, 4      35 . Soma: x . x + x . a + a . x + a . a = x2 + 2ax + a2
 4  4!3! Portanto, (x + a)2 = x2 + 2ax + a2.
2. Teorema binomial:
13. Permutações com elementos repetidos: O desenvolvimento de (x + a)n para n Î N e x, a Î Â é dado por:
 n  n  n n   n
( x  a) n   .x n   .x n 1a1   .x n  2 a 2     .x n  p a p     .a n
Consideremos a palavra ANA e procuremos seus anagramas. Va- 0
  1
  2
  p
   n
mos indicar por A* o segundo A. Assim, temos: ANA*, A A*N, NA A*, N A*A, Exemplo:
A*NA, A*AN. Porém, notemos que a 1ª e a 5ª permutações são iguais; Desenvolver (3x2 + a)4.
assim como a 2ª e a 6ª e finalmente, como a 3ª e a 4ª. Temos:
Então, na verdade, não temos 3! = 6 permutações distintas, mas  4  4  4  4  4
(3x 2  a) 4   .(3x 2 )4   .(3x 2 )3.a1   .(3x 2 ) 2 .a 2   .(3x 2 ).a3   .a 4
apenas 3. 0 1   2 3   4
Essa diminuição do número de permutações decorreu do fato de Portanto, (3x2 + a)4 = 81x8 + 108x6a + 54x4a2 + 12x2a3 + a4.
termos duas letra iguais, A e A, no conjunto das letras a serem permutadas.
Portanto, considerando n elementos dos quais n1 são iguais a a1 e 3. Termo geral:
os restantes são todos distintos entre si e distintos de a1., e indicando por Já vimos que:
Pnn1 o número de permutações nessas condições, temos que a fórmula n n n  n
( x  a) n    x n    x n 1a      x n  p a p     a n .
n1! 0 1   p n
das permutações, corresponde a: Pnn1  .
n!

Matemática 163 A Opção Certa Para a Sua Realização


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 n  n p p
O termo   x a , é o termo geral, pois fazendo p = 0, 1, Exemplos de experimentos aleatórios:
 p
a) Lançar uma moeda e observar a face de cima.
2, ..., n obtemos todos os termos do desenvolvimento.
b) Lançar um dado e observar o número da face de cima.
c) De uma urna contendo 3 bolas vermelhas e 2 bolas brancas, se-
4. Triângulo aritmético de Pascal:
lecionar uma bola e observar sua cor.
É uma tabela onde podemos dispor ordenadamente os coeficientes
d) Observar o tempo que um certo aluno gasta para ir de ônibus de
n  sua casa até a escola.
binomiais:   .
 p 2. Espaço amostral:
0
  Chamamos de espaço amostral, e indicamos por W , um conjunto
0 formado por todos os resultados possíveis de um experimento aleatório.
1  1
    Exemplos:
 0 1 a) Lançar uma moeda e observar a face de cima.
 2  2  2 W = {K, C}, em que K representa cara e C, coroa.
     
0 1   2 b) Lançar uma moeda duas vezes e observar o número de caras.
3  3 3  3 W = {0, 1, 2}
       
0 1   2  3 3. Evento:
      
Consideramos um experimento aleatório, cujo espaço amostral é
k  k  k 
      W . Chamamos de evento todo subconjunto de W . Em geral indicamos um
0 1  k  evento por uma letra maiúscula do alfabeto: A, B, C, ..., X, Y, Z.
         Diremos que um evento A ocorre se, realizado o experimento, o
resultado obtido for pertencente a A. Os eventos que possuem um único
elemento serão chamados eventos elementares.
Isto é:
A 1ª linha contém o coeficiente binomial com n = 0
Exemplo:
A 2ª linha contém os coeficientes binomiais com n = 1
Um dado é lançado e observa-se o número da face de cima.
A 3ª linha contém os coeficientes binomiais com n = 2
W = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
..............................................................................
Eis alguns eventos:
A kª linha contém os coeficientes binomiais com n = k.
A : ocorrência de número ímpar: A = {1, 3, 5}.
B : ocorrência de número primo: B = {2, 3, 5}.
C : ocorrência de número menor que 4: C = {1, 2, 3}.
Notemos que:
D : ocorrência de número maior que 7: E = Æ.
A 1ª linha do triângulo contém os coeficientes do desenvolvimento de (x +
a)0.
4. Combinações de eventos:
A 2ª linha do triângulo contém os coeficientes do desenvolvimento de (x +
União entre dois eventos - Sejam A e B dois eventos, então A È B será
a)1.
também um evento que ocorrerá se, e somente se, A ou B (ou ambos)
A 3ª linha do triângulo contém os coeficientes do desenvolvimento de (x +
ocorrerem. Portanto A È B é a união entre o evento A e o evento B.
a)2.
Interseção de dois eventos - Sejam A e B dois eventos, então A Ç B
E assim por diante.
será também um evento que ocorrerá se, e somente se, A e B ocorrerem
simultaneamente. Portanto A Ç B é a interseção entre o evento A e o
5. Propriedades do triângulo de Pascal:
evento B.
Complementar de um evento - Seja A um evento, então Ac será tam-
1ª) Em cada linha do triângulo, o primeiro elemento vale 1, pois
bém um evento que ocorrerá se, e somente se, A não ocorrer. Portanto Ac é
n o evento complementar de A.
   1 . União de n eventos - Seja A1, A2, ...An uma sequência de eventos. En-
0 n

2ª) Em cada linha do triângulo, o último elemento vale 1, pois tão A  A1 È A2 È ... ÈAn , será também um evento que ocorrerá se,
i
i 1
n e somente se, ao menos um dos eventos Aj ocorrer.
   1 . Interseção de n eventos - Seja A1, A2, ...An uma sequência de eventos.
n n
Então  A1 Ç A2 Ç ... ÇAn , será também um evento que ocorrerá
3ª) A partir da 3ª linha, cada elemento (com exceção do primeiro e A i
do último) é a soma dos elementos da linha anterior, imediatamente acima i 1

dele. se, e somente se, todos os eventos Aj ocorrerem simultaneamente.


5. Frequência relativa:
4ª) Numa linha, dois coeficientes binomiais equidistantes dos ex- Num experimento aleatório, embora não saibamos qual o evento
tremos são iguais. que irá ocorrer, sabemos que alguns eventos ocorrem frequentemente e
Probabilidade outros, raramente. Desejamos, então, associar aos eventos números que
nos dêem uma indicação quantitativa da ocorrência dos mesmos, quando o
1. Experimentos aleatórios: experimento é repetido muitas vezes, nas mesmas condições. Para isso
definimos frequência relativa de um evento.
Chamamos de experimentos aleatórios aqueles que, repetidos em Portanto, seja ni o número de vezes que ocorre o evento elementar
idênticas condições, produzem resultados que não podem ser previstos ai e então, a frequência relativa do evento {ai} corresponde ao número f, tal
com certeza. Embora não saibamos qual o resultado que irá ocorrer num ni
experimento, em geral conseguimos descrever o conjunto de todos os que: f  , i  {1, 2, ..., k}.
resultados possíveis que podem ocorrer. N
Matemática 164 A Opção Certa Para a Sua Realização
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6. Definição de probabilidade: 11. Teorema da multiplicação:
Consideremos um espaço amostral finito W = {a1, a2, a3, ..., ak }. A cada Uma consequência importante da definição formal de probabilidade
evento elementar {ai} vamos associar um número real, indicado por pi, condicional é a seguinte:
chamado probabilidade do evento {ai}, satisfazendo as seguintes condi- P( A  B)
ções: P( A | B)   P(A  B) = P(B).P(A | B) ,
(I) 0 £ pi £ 1 " i Î {1, 2, ..., k} P( B)
k P( A  B)
(II) p
i 1
i  p1  p2  ...  pk  1 . P( B | A) 
P( A)
 P(A  B) = P(A).P(B | A) ,

Dizemos que os números p1, p2, ..., pk definem uma distribuição de Isto é, a probabilidade da ocorrência simultânea de dois eventos
probabilidade sobre W.Em seguida, seja A um evento qualquer de W . (P(AÇB)) é o produto da probabilidade de um deles pela probabilidade do
Definimos probabilidade do evento A (e indicamos por P(A) ) da seguinte outro, dado o primeiro.
forma:
(I) Se A = Æ , P(A) = 0 12. Independência de dois eventos:
Dados dois eventos A e B de um espaço amostral W, diremos
(II) Se A ¹ Æ , P(A) = p i que A independente de B se: P(A|B) = P(A),
a i A isto é, A independente de B se a ocorrência de B não afeta a probabili-
Isto é, a probabilidade de um evento constituído por um certo número dade de A.
de elementos é a soma das probabilidades dos resultados individuais que Observemos que, se A independente de B (P(A) > 0), então B indepen-
constituem o evento A. dente de A,
pois: P( A  B) P( B).P( A | B) P( B).P( A) .
P( B | A)     P( B)
7. Teoremas sobre probabilidades em espaço amostral finito: P( A) P( A) P( A)

Teorema 1: A probabilidade do evento verto é 1. Números Complexos


Teorema 2 : Se A Ì B, então P(A) £ P(B). 1. Operações com pares ordenados:
Teorema 3 : Se A é um evento, então 0 £ P(A) £ 1. Seja  o conjunto dos números reais. Considerando o produto cartesi-
Teorema 4 : Se A e B são eventos, então P(A È B) = P(A) + P(B) - P(A ano  x  = Â2:
Ç B).
Teorema 5 : Se A é um evento, então P(Ac) = 1 - P(A). 2  {( x, y) / x   e y  }
isto é, Â2 é o conjunto dos pares ordenados (x, y) em que x e y são
8. Espaço amostrais equiprováveis: números reais.
Vamos tomar dois elementos, (a, b) e (c, d), de Â2 para dar três impor-
Seja W = {a1, a2, ..., ak}. Diremos que uma distribuição de probabilidade tantes definições:
sobre W é equiprovável, se p1 = p2 = ... = pk , isto é, se todos os eventos a) igualdade: dois pares ordenados são iguais se, e somente se, apre-
elementares de W tiverem a mesma probabilidade. sentarem primeiros termos iguais e segundo termos iguais.
b) adição: chama-se soma de dois pares ordenados a um novo par or-
9. Probabilidade de um evento num espaço equiprovável: denado cujo primeiro e segundo termo são, respectivamente, a soma dos
primeiros e a soma dos segundos termos dos pares dados.
Seja W = {a1, a2, ..., ak} e uma distribuição equiprovável pi = 1 / k, " i Î c) multiplicação: chama-se produto de dois pares ordenados a um novo
{1, 2, ..., k}. par ordenado cujo primeiro termo é a diferença entre o produto dos primei-
Seja A um evento, tal que: A = {a1, a2, ..., ar} ros termos e o produto dos segundos termos dos pares dados e cujo se-
1 1 1 gundo termo é a soma dos produtos do primeiro termo de cada par dado
P(A) = p1 + p2 + ... + pr =   (r vezes). pelo segundo termo do outro..
k k k Esquematizando, fica:
r a) (a, b)  (c, d )  a  c e b  d
Portanto, num espaço W, com distribuição equiprovável, P(A) = .
k b) (a, b)  (c, d )  (a  c, b  d )
c) (a, b).(c, d )  (ac  bd , ad  bc)
10 Probabilidade condicional:
2. Conjunto dos números complexos:
Seja W um espaço amostral e consideremos dois eventos, A e B. Com
Chama-se conjunto dos números complexos, e representa-se por C, o
o símbolo P(A|B) indicamos a probabilidade do evento A, dado que o even-
conjunto dos pares ordenados de números reais para os quais estão defini-
to B ocorreu, isto é, P(A|B) é a probabilidade condicional do evento A, uma
das a igualdade, a adição e a multiplicação.
vez que B tenha ocorrido. Quando calculamos P(A|B), tudo se passa como
É usual representar-se cada elemento (x,y) Î C com o símbolo z , por-
se B fosse o novo espaço amostral reduzido dentro do qual queremos
calcular a probabilidade de A. tanto: z  C  z  ( x, y), sendo x, y   .

Exemplos 3. Propriedades:
1) Consideremos o lançamento de um dado e observação da face de A operação de adição em C verifica as seguintes propriedades: associ-
cima: W = {1, 2, 3, 4, 5, 6}. ativa, comutativa, existência de elemento neutro e existência de elemento
Sejam os eventos: simétrico.
A : ocorre um número ímpar
B : ocorre um número maior ou igual a 2 4. Subtração:
B = {2, 3, 4, 5, 6}, portanto, P(A|B) será a probabilidade de ocorrer nú- Decorre das propriedades acima que, dados os complexos z1 = (a,b) e
mero ímpar no novo espaço amostral reduzido (espaço amostral do evento z2 = (c,d), existe um único número z Î C tal que z1 + z = z2. Esse número z é
B). chamado diferença entre z1 e z2 e indicado por z2 - z1 . Portanto: z2 - z1 =
Atribuindo 1 / 5 para a probabilidade de cada evento elementar de B, o (c,d) + (-a,-b) = (c-a, d-b)
evento ocorrer número ímpar no espaço amostral reduzido será {3, 5} e 5. Propriedades da multiplicação:
portanto:
1 1 2 A operação de multiplicação em C verifica as seguintes propriedades:
P( A | B)    associativa, comutativa, existência do elemento neutro e existência do
5 5 5 elemento inverso.

Matemática 165 A Opção Certa Para a Sua Realização


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6. Divisão: Dados z1 = a + bi ¹ 0 e z2 = c + di, temos:
Decorre das propriedades acima que, dados os complexos z1 = (a,b) ¹ z1 c  di (c  di)(a  bi) ca  db da  cb
(0,0) e z2 = (c,d) , existe um único z Î C tal que z1 . z = z2 . Este número z é     i,
z1 z2 a  bi (a  bi)(a  bi) a 2  b 2 a 2  b 2
chamado quociente entre z1 e z2 , e indicado por , portanto : z2
z2 isto é, para calcular basta multiplicar numerador e denominador pelo
z1  a b   ca  db da  cb  z1
 (c, d )   2 , 2  ,  conjugado do denominador.
a b a  b2   a 2  b2 a 2  b2 
2
z2 Exemplo:
3  2i (3  2i)(1  i) (3  2)  (2  3)i 5 1
7. Propriedade distributiva:     i.
Em C, a operação de multiplicação é distributiva em relação á adição: 1 i (1  i)(1  i) 11 2 2
z1 . (z2 + z3) = z1 . z2 + z1 . z3 , " z1 , z2 , z3 Î C.
14. Forma trigonométrica:
8. Forma algébrica: Chama-se norma de um número complexo z = x + yi ao número real
Consideremos o subconjunto R’ de C formado pelos pares ordenados não negativo N(z) = x2 + y2.
cujo segundo termo é zero: R’ = {(a, b) Î C / b = 0 }. Chama-se módulo ou valor absoluto de um número complexo z = x + yi
Consideremos agora a aplicação f, de  em R’, que leva cada x Î Â ao
par (x,0) ÎR’. ao número real não negativo, z  N ( z)  x2  y 2 . Algu-
Primeiramente notemos que f é bijetora, pois, todo par (x, 0) Î R’ é o mas vezes, em lugar de |z| usamos os símbolos r ou r para representar o
correspondente, segundo f, de x Î Â, ou seja, f é sobrejetora; e dados x Î Â e módulo.
x’Î Â, com x ¹ x’, os seus correspondentes (x, 0) Î R’ e (x’, 0) Î R’ são distin- Exemplos:
tos, de acordo com a definição de igualdade de pares ordenados, ou seja, f
é injetora. 1) z = 3i  z  2
E também, notemos que f conserva as operações de adição e multipli-
cação. 2) z = -1 -i  z  2
Assim, devido ao fato de existir uma aplicação bijetora f : Â ® R’ que
conserva as operações de adição e multiplicação, dizemos que  e R’ são 15. Propriedades do módulo:
isomorfos. Devido ao isomorfismo, operar com (x, 0) leva a resultados Se z = x + yi é um número complexo qualquer, então:
análogos aos obtidos operando com x. Isto justifica: x = (x,0), " x Î Â. Assim, (i) |z| ³ 0
o corpo  dos números reais passa a ser considerado subconjunto do corpo (ii) |z| = 0 Û z = 0
C dos números complexos: Â Ì C.
(iii) z  z
9. Unidade imaginária: (iv) Re(z) £ |Re(z)| £ |z|
Chamamos unidade imaginária e indicamos por i o número complexo (v) Im(z) £ |Im(z)| £ |z|
(0, 1). Notemos que: i2 = i . i = (0,1) . (0,1) = (-1,0) = -1. Portanto, a proprie-
dade básica da unidade imaginária é: i2 = -1.
Mais geralmente, para todo n Î N, temos: i4n = 1, i4n+1 = i , i4n+2 = -1 , i4n+3 16. Módulo do produto, do quociente e da soma:
= -i. Se z1 e z2 são dois números complexos quaisquer, então:
agora, dado um número complexo qualquer z = (x,y), temos: z = (x,y) = (i) |z1.z2| = |z1|.|z2|
(x,0) + (0,y) = (x,0) + (y,0) . (0,1). Portanto, z = x + y.i. z1 z1
Assim, todo número complexo z = (x,y) pode ser escrito sob a forma z = (ii)  , (z 2  0)
x + yi, chamada forma algébrica. O número real x é chamado parte real de z z2 z2
e o número real y é chamado parte imaginária de z. Em símbolos: x = Re(z)
(iii) |z1 + z2|  |z1| + |z2|
e y = Im(z).
Chama-se real o número complexo cuja parte imaginária é nula. Cha-
17. Argumento:
ma-se imaginário puro todo número complexo m cuja parte real é nula e a
Chama-se argumento de um número complexo z = x + yi, não nulo, ao
imaginária não.
ângulo  tal que: cos 
x y
A forma algébrica ( x + yi ) é muito mais prática que o par ordenado ( x, e sen   , em que  = z .
y ) na representação dos números complexos, uma vez que ela facilita as  
operações. Note-se que:
1) a condição z  0 garante   0;
10. Conjugado:
2) fixado o complexo z  0, estão fixados cos  e sen , mas o ângulo
Chama-se conjugado do complexo z = x + yi ao complexo z = x - yi, is-  pode assumir infinitos valores. Assim, o complexo z  0 tem argumento
to é : z = x + yi Û z = x - yi.
   0  2k , k  Z , em que 0, chamado argumento principal de
11. Propriedades do conjugado: x y
Para todo z Î C, temos: z, é tal que cos 0 = , sen 0 = e 0  0 < 2. Frequentemente,
i) z + z = 2 . Re(z)
 
ii) z - z = 2 . Im(z).i trabalhamos com 0 chamando-o simplesmente argumento de z.
iii) z = z Û z Î Â
18. Plano de Argand-Gauss:
12. Conjugados da soma e do produto: As noções de módulo e argumento tornam-se mais concretas quando
Se z1 e z2 são números complexos quaisquer, temos: representamos os números complexos z = x + yi = (x,y) pelos pontos do
plano cartesiano xOy com a convenção de marcarmos sobre os eixos Ox e
i) z1  z2  z1  z2 Oy, respectivamente, a parte real e a parte imaginária de z.
Assim, a cada número complexo z = (x,y) corresponde um único ponto
ii) z1.z2  z1.z2 P do plano xOy.
13. Uso do conjugado na divisão: Nomenclatura:
Já vimos como pode ser calculado o quociente de dois números com- xOy = plano de Argand - Gauss Ox = eixo real
plexos. Agora, baseado em que zz = (a + bi)(a - bi) = a2 - b2i2 = a2 + b2. Oy = eixo imaginário P = afixo de z

Matemática 166 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Notemos que a distância entre P e O é o módulo de z: OP = Para resolver uma equação trinômia faz-se xn = y, obtém-se y1 e y2 raí-
zes da equação ay  by  c  0 , e finalmente, recai-se nas equa-
2
x 2  y 2   , e o ângulo formado por OP com o eixo real é 0 tal
ções binômias xn = y1 e xn = y2, determinando-se as 2n raízes.
x y
que cos 0 = e sen 0 = ; portanto 0 é o argumento principal de z.
  Polinômios
1. Função polinomial ou polinômio:
Dada a sequência de números complexos (a0, a1, a2, ..., an ), conside-
– Forma Trigonométrica: remos a função : f: C  C dada por f(x) = a0 + a1x + a2x2 + ... + anxn.
Dado um número complexo z = x + yi, não nulo, temos: z = x + yi =
A função f é denominada função polinomial ou polinômio associado à
x y sequência dada.
.   i .  , e portanto: z = .(cos  i.sen  ) , chamada Os números a0, a1, a2, ..., an são denominados coeficientes e as parce-
  las a0 + a1x + a2x2 + ... + anxn são chamadas termos do polinômio f.
forma trigonométrica ou polar de z. Uma função polinomial de um único termo é denominada função mo-
nomial ou monômio.
Potenciação
18. Módulo e argumento de produto: 2. Valor numérico - Raiz:
Teorema: O módulo do produto de dois números complexos é igual ao Dados o número complexo a e o polinômio f(x) = a0 + a1x + a2x2 + ... +
produto dos módulos dos fatores e seu argumento é congruente à soma anxn , chama-se valor numérico de f em a a imagem de a pela função f, isto
dos argumentos dos fatores. Logo: Seja z1 = 1 . (cos 1 + i.sen 1) e z2 = é:
f (a) = a0 + a1a + a2a2 + ... + anan
2 . (cos 2 + i.sen 2), e então z = z1 . z2 = .(cos  i sen  ) ,
onde  = 1 . 2 e  = (1 + 2 ) + 2k, k  Z. Igualdade
Essa fórmula se estende ao produto de n fatores ( n > 2 ), aplicando a Neste parágrafo vamos estabelecer o que são dois polinômios iguais e
propriedade associativa da multiplicação: z = z1 . z2 . z3 ... zn = .(cos  + como se pode constatar a igualdade de dois polinômios examinando ape-
i.sen ), onde  = (1 + 2 + 3 +...+n) + 2k, k  Z e  = 1 . 2 . 3 ... nas seus coeficientes.
n., isto é, o módulo do produto de n números complexos é igual ao produto
dos módulos dos fatores e seu argumento é congruente à soma dos argu- 3. Polinômio nulo:
mentos dos fatores. Dizemos que um polinômio f é nulo (ou identicamente nulo) quando f
A forma algébrica facilita as operações de adição, subtração, multipli- assume o valor numérico zero para todo x complexo. Em símbolos indica-
cação e divisão de números complexos, porém não é muito prática no mos: f = 0  f(x) = 0,  x  C.
cálculo de potências. Assim, veremos uma forma de calcular a potência de
números complexos. 4. Coeficientes do polinômio nulo:
Teorema : Um polinômio f é nulo se, e somente se, todos os coeficien-
19. Primeira fórmula de Moivre: tes de f forem nulos. Em símbolos, sendo f (x) = a0 + a1 x + a2x2 + ... + anxn,
Dado o número complexo z = .(cos  i.sen  ) , não nulo, e temos: f  0  a0  a1  a2 ... an  0 .

o número inteiro n, temos: z   .(cos n  i.sen n ) .


n n
5. Polinômios idênticos:
Dizemos que dois polinômios f e g são iguais ( ou idênticos ) quando
Radiciação assumem valores numéricos iguais para todo x complexo. Em símbolos:
20. Raiz enésima: f  g  f (x)  g (x), x  C.
Dado um número complexo z, chama-se raiz enésima de z, e denota-
se
n
z , a um número complexo zk tal que zkn  z . 6. Coeficientes de polinômios idênticos:
Teorema : Dois polinômios f e g são iguais se, e somente se, os coefi-
n
z  zk  z  z n
k cientes de f e g forem ordenadamente iguais. Em símbolos, sendo:
n

21. Segunda fórmula de Moivre: f (x )  a0  a1x  a2 x 2 ... an x n   ai xi e


Teorema: Dado o número complexo z = .(cos  i.sen  ) e
i0
n
o número natural n (n  2), então existem n raízes enésimas de z que são g (x )  b0  b1x1  b2 x 2 ...bn x n   bi xi
da forma: i0

  2   2   temos: f  g  ai  bi , i  {0,1,2,..., n} .
zk  n  . cos  k .   i .sen  k .   , em que
  n n   n n 
Operação
n    e k  Z. 7. Soma de polinômios:
Dados dois polinômios:
n
Equações binomiais e trinômiais
Chama-se equação binômia toda equação redutível à forma axn + b = f ( x )  a 0  a1 x  a 2 x 2 ... a n x n   a i x i e
0, em que a, b  C , a  0 e n  N .
i0
n
Para resolver uma equação binômia basta isolar xn e aplicar a definição g (x )  b0  b1x1  b2 x 2 ...bn x n   bi xi chama-se soma
b b i0
de radiciação em C: ax  b  0  x    x  n 
n n

a a n

Observemos que a equação binômia admite n raízes que são os valo-


de f com g o polinômio : ( f  g )( x )   (ai  bi )xi .
i0
b
res de n  . 8. Propriedades da adição:
a Teorema: A operação de adição define em P, conjunto dos polinômios
Chama-se equação trinômia toda equação redutível à forma: de coeficientes complexos, uma estrutura de grupo comutativo, isto é,
ax  bx n  c  0 , em que a, b, c  C, a  0, b  0 e n  N.
2n
verifica as seguintes propriedades:
- propriedade associativa,
Matemática 167 A Opção Certa Para a Sua Realização
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- propriedade comutativa, Caso 1 – o dividendo f é o polinômio nulo ( f = 0 )
- existência de elemento neutro, Caso 2 – o dividendo f não é polinômio nulo, mas tem grau menor que
- existência de inverso aditivo. o divisor g ( r  g ).
16. Método de Descartes:
9. Diferença de polinômios:
Este método, também conhecido com o nome de método dos coeficien-
Tendo em vista o teorema anterior e dados dois polinômios:
n tes a determinar, baseia-se nos seguintes fatos:
f (x )  a0  a1x  a2 x 2 ... an x n   ai xi e (I) q  f  g ,
i0
(II) r  g ( ou r = 0 )
n
g (x )  b0  b1x  b2 x ...bn x   bi x
1 2 n i
, definimos O método de Descartes é aplicado da seguinte forma:
i0 1) Calculam-se q e r ,
diferença entre f e g como o polinômio f - g = f + ( -g ), isto é: 2) Constroem-se os polinômios q e r, deixando incógnitos os seus coe-
( f  g )  ( a 0  b0 )  ( a1  b1 ) x  ( a 2  b2 ) x  ( a n  bn ) x .
2 ficientes, n

3) Determinam-se os coeficientes impondo a igualdade qg + r = f.


10. Produto de polinômios:
Dados dois polinômios: 17. Existência e unicidade do quociente e do resto:
n Teorema: Dados os polinômios
f (x )  a0  a1x  a2 x 2 ... an x n   ai xi e f  a m x m  a m1 x m1  a1 x  a 0 ( am  0 ) e
i0 n 1
n
g  bn x  bn1 x
n
b1 x  b0 (bn  0), existem um único
g (x )  b0  b1x  b2 x ...bn x   bi x
1 2 n i
, chama-se polinômio q e um único polinômio r tais que qg + r = f e r  g ( ou r =
i0 0 ).
produto fg o polinômio, (fg)(x) = a0b0 + (a0b1 + a1b0)x + (a2b0 + a1b1 + a0b2)x2
+ ... + (an - bn)xn. 18. Método da chave:
Notemos que o produto fg é o polinômio h(x) = c0 + c1 x + c2 x2 + ... + Vejamos como construir o método da chave com o seguinte exemplo: f
cm+n xm+n , cujo coeficiente ck pode ser assim obtido: = 3x5 -6x4 + 13x3 - 9x2 + 11x -1 e g = x2 - 2x + 3.
k – 1º grupo de operações:
ck  a 0 bk  a1bk 1  a k b0   a i bk  i .
3x 5
i0 Formamos o primeiro termo de q pela operação 2
 3x 3 e cons-
Notemos ainda que fg pode ser obtido multiplicando-se cada termo ai xi x
de f por cada termo bj xj de g, segundo a regra (ai xi ). (bj xj ) = ai bj xi+j , e truímos o primeiro resto parcial r1 = f - ( 3x3 )g = 4x3 - 9x2 + 11x - 1 , que
somando os resultados obtidos. tem grau maior que g .
– 2º grupo de operações:
11. Propriedades da multiplicação:
Teorema: A operação de multiplicação em P ( conjunto dos polinômios 4x 3
de coeficientes complexos) verifica as seguintes propriedades: Formamos o segundo termo de q pela operação  4x e cons-
– associativa, x2
– comutativa, truímos o segundo resto parcial r2 = r1 - (4x)g = -x2 -x -1, que tem grau igual
– existência de elemento neutro, a g .
– distributiva. – 3º grupo de operações:

Grau x 2
12. Definição:
Formamos o terceiro termo de q pela operação  1 e cons-
x2
a 0  a1 x  a 2 x 2 ... a n x n um polinômio não nulo.
Seja f = truímos o terceiro resto parcial r3 = r2 - (-1)g = -3x + 2.
Divisão por binômios do 1º grau
Chama-se grau de f, e representa-se por f ou gr f o número natural p tal
19. Teorema do resto:
que a p  0 e ai = 0 para todo i > p. O resto da divisão de um polinômio f por x-a é igual ao valor numérico
de f em a.
Assim, o grau de um polinômio f é o índice do “ ultimo “ termo não nulo
de f. 20. Teorema de D’Alembert:
Um polinômio f é divisível por x-a se, e somente se, a é raiz de f.
13. Grau da soma:
Teorema: Se f, g e f + g são polinômios não nulos, então o grau de f + 21. Algoritmo de Briot-Ruffini:
g é menor ou igual ao maior dos números f e g Dados os polinômios
  ( f  g )  maxf , g . f  a 0 x n  a1 x n1  a 2 x n 2  a n1 x  a n ( a 0  0) e g = x - a ,
vamos determinar o quociente q e o resto r da divisão de f por g.
n 1 n 2
14. Grau do produto: Façamos: q  q 0 x  q1 x  q n1 , e apliquemos o
Teorema: Se f e g são dois polinômios não nulos, então o grau de fg é
método dos coeficientes a determinar:
igual à soma dos graus de f e g   ( fg )  f  g . E então, obtemos,
q 0 x n  ( q1  aq 0 ) x n1  ( q 2  aq1 ) x n 2  ( q n1  aq n 2 ) x  aq n1
Divisão Impondo a condição q . ( x - a ) + r = f, resultam as igualdades:
Dados dois polinômios f (dividendo) e g  0 (divisor), dividir f por g é q0 = ao
determinar dois outros polinômios q (quociente) e r (resto) de modo que se q1 - aq0 = a1  q1 = aq0 +a1
verifiquem as duas condições seguintes: 1) q . g + r = f , 2) r  g (ou r q2 - aq1 = a2  q2 = aq1 +a2
= 0, caso em que a divisão é chamada exata).  
qn-1 - aqn-1 = an-1  qn-1 = aqn-2 +an-1
15. Divisões imediatas:
Há dois casos em que a divisão de f por g é imediata. r - aqn-1 = an  r = aqn-1 +an

Matemática 168 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Os cálculos para obter q e r indicados acima tornam-se mais rápidos não é divisível por (x - r)m+1 , ou seja, a decomposição de P apresenta
com a aplicação do seguinte dispositivo prático de Briot-Ruffini. exatamente m fatores iguais a x - r.
Quando m = 1, dizemos que r é raiz simples; quando m = 2, dizemos
22. Teorema: que r é raiz dupla; quando m = 3, dizemos que r é raiz tripla; e assim por
Se um polinômio f é divisível separadamente por x - a e x - b, com a  diante.
b, então f é divisível pelo produto (x - a) . (x - b).
9. Relações entre coeficientes e raízes (Relações de Girard):
Equações Polinomiais Equação do 2º. grau: Consideremos a equação: ax2 + bx + c = 0 (a 
1. Definição: 0) , cujas raízes são r1 e r2. Vimos que essa equação pode ser escrita sob a
Trabalharemos com funções polinomiais P(x) = a0 + a1x + a2x2 + ... + forma: a(x - r1) (x - r2) = 0.
anxn, em que os coeficientes a0, a1, a2, ..., an são números complexos e a Então, temos a identidade: ax2 + bx + c = a(x - r1) (x - r2), x, isto é:
variável x também é complexa, isto é, x pode ser substituído por um núme- b c
ro complexo qualquer. x2  x   x 2  ( r1  r2 ) x  r1 r2 , x , portanto:
Assim, dadas duas funções polinomiais f(x) e g(x), chama-se equação a a
polinomial ou equação algébrica a sentença aberta f(x) = g(x). b c
r1 + r2 =  e r1 r2 = , são as relações entre coeficientes e raízes da
2. Raiz de equação polinomial: a a
Dada uma equação polinomial f(x) = g(x), chama-se raiz da equação equação do 2º. Grau.
todo número que, substituído em qualquer lugar de x, torna a sentença
verdadeira. Assim, o número r é raiz de f(x) = g(x) se, e somente se, f(r) = Equação do 3º. grau: Consideremos a equação: ax3 + bx2 + cx + d = 0
g(r) é sentença verdadeira. (a  0) , cujas raízes são r1 , r2 e r3 . Vimos que essa equação pode ser
escrita sob a forma: a(x - r1) (x - r2) (x - r3) = 0.
3. Equações equivalentes: Então, temos a identidade: ax3 + bx2 + cx + d = a(x - r1) (x - r2) (x - r3),
Duas equações polinomiais são equivalentes quando apresentam o x, isto é:
mesmo conjunto solução, isto é , toda raiz de uma equação é também raiz b c d ,
x 3  x 2  x   x 3  ( r  r  r ) x 2  ( r r  r r  r r ) x  r r r , x
da outra e reciprocamente. a a a
1 2 3 1 2 2 3 3 1 1 2 3

Há duas transformações que não alteram o conjunto solução de uma b c d


equação polinomial, isto é, há duas maneiras de transformar uma equação portanto: r1 + r2 + r3 =  , r1 r2 + r2r3 + r3r1 = e r1r2r3 =  , são as
polinomial em outra: a a a
1º.) somar aos dois membros a mesma função polinomial relações entre coeficientes e raízes da equação do 3º. Grau.
2º.)multiplicar os dois membros pelo mesmo número complexo k ( k  0 ).
Na resolução de uma equação polinomial procuramos sempre trans- Então, essas relações podem ser generalizadas para uma equação de
formá-la em outra, equivalente e mais simples, em que o conjunto de solu- grau n qualquer.
ções possa ser obtido com maior facilidade.
Quando transformamos uma equação polinomial para a forma P(x) = 0, 10. Raízes complexas:
podem ocorrer dois casos imediatos: Raízes conjugadas
1º.) P(x) é identicamente nula, Teorema: Se uma equação polinomial de coeficientes reais admite co-
2º.) P(x) é constante e não nula. mo raiz o número complexo z =  + i (  0), então essa equação tam-
bém admite como raiz o número z    i , conjugado de z.
4. Número de raízes:
Como toda equação polinomial pode ser colocada na forma P(x) = anxx
+ an-1xn-1 +... + a1x + a0 = 0, é evidente que as seguintes proposições são Multiplicidade da raiz conjugada
equivalentes: Teorema: Se uma equação polinomial de coeficientes reais admite a ra-
(1) r é raiz da equação P(x) = 0 iz z =  + i (  0) com multiplicidade p, então essa equação admite a raiz
(2) r é raiz da função polinomial P(x) z    i com multiplicidade p.
(3) r é raiz do polinômio P 11. Raízes reais:
e as três proposições são sintetizadas por P(r) = 0. Teorema de Bolzano: Sejam P(x) =0 uma equação polinomial com coe-
Diremos também que a equação P(x) = 0 é de grau n se, e só se, P(x) ficientes reais e ]a;b[ um intervalo real aberto.
e P são de grau n. 1º.) Se P(a) e P(b) têm mesmo sinal, então existe um número par de
raízes reais ou não existem raízes da equação em ]a;b[.
5. Teorema fundamental da álgebra: 2º.) Se P(a) e P(b) têm sinais contrários, então existe um número ímpar
Todo polinômio P de grau n  admite ao menos uma raiz complexa. de raízes reais da equação em ]a;b[.
6. Teorema da decomposição: Exemplos:
Todo polinômio P de grau n (n  1) : P = anxn + an-1xn-1 + ... + a1x +a0 ( (1) Quantas raízes reais a equação x3 + 5x2 - 3x +4 = 0 pode apresen-
an  0), pode ser decomposto em n fatores do primeiro grau, isto é: tar no intervalo ]0;1[ ?
P = an(x - r1) (x - r2) (x - r3) ... (x - rn), em que r1, r2, r3, ..., rn são as raí- Temos:
zes de P. P(0) = 03 + 5(0)2 - 3(0) +4 = 4 > 0
P(1) = 13 + 5(1)2 - 3(1) +4 = 7 > 0
7. Consequência do teorema da decomposição: Como P(0) e P(1) são positivos, a equação pode ter duas ou nenhuma
Teorema: Toda equação polinomial de grau n (n  1) admite n, e so- raiz real no intervalo dado.
mente n, raízes complexas.
(2) Determinar m de modo que a equação: x5 -2x4 +3x3 -5x2 +x + (m - 3)
8. Multiplicidade de uma raiz: = 0 tenha ao menos uma raiz real compreendida entre 0 e 2.
Seja o exemplo: Consideremos a equação polinomial (x - 3) (x - 1)2(x - A condição para isso é que P(0) e P(2) tenham sinais opostos. Temos:
4)3 = 0, o que apresenta seis raízes, sendo uma raiz igual a 3, duas iguais a P(0) = m - 3 e P(2) = m +3, portanto: P(0) . P(2) < 0  (m - 3)(m +3 )
1 e três raízes iguais a 4. < 0  -3 < m < 3.
Dizemos que 3 é raiz simples, 1 é raiz dupla e 4 é raiz tripla da equa-
ção dada. 12. Interpretação geométrica:
Então, dizemos que r é raiz de multiplicidade m (m  1) da equação Se y = P(x) é uma função polinomial de coeficientes reais e variável re-
P(x) = 0 se, e somente se, P = (x - r)m. Q e Q(r)  0, isto é, r é raiz de al x, podemos, a cada par (x, y) da função, associar um ponto do plano
multiplicidade m de P(x) = 0 quando o polinômio P é divisível por (x - r)m e cartesiano e, assim, obter o seu gráfico.

Matemática 169 A Opção Certa Para a Sua Realização


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13. Raízes racionais: b) ordenada de P é o número real yp = OP2
Teorema: Se uma equação polinomial de coeficientes inteiros, admite c) coordenadas de P são os números reais xp e yp , geralmente indica-
uma raiz racional p / q, em que p  Z, q  Z+* e p e q são primos entre si, dos na forma de par ordenado (xp, yp) , em que xp é o primeiro termo
então p é divisor de a0 e q é divisor de an. d) eixo das abscissas é o eixo x
Observações - O teorema anterior só se aplica a equações polinomiais e) eixo das ordenadas é o eixo y
de coeficientes inteiros ( todos ). Não é suficiente que o coeficiente domi- f) sistema de eixos cartesiano ortogonal é o sistema xOy
nante (an) e o termo independente (a0) sejam inteiros. g) origem do sistema é o ponto O
h) plano cartesiano é o plano 
Transformações
1. Equação primitiva e equação transformada: 2. Teorema:
Transformação de uma equação algébrica P1(x) = 0 é toda operação Entre o conjunto dos pontos P do plano cartesiano e o conjunto dos pa-
com a qual se obtém uma nova equação P2(y) = 0 cujas raízes estejam res ordenados (xp, yp) de números reais existe uma correspondência biuní-
relacionadas com as raízes da equação inicial através de uma relação voca.
conhecida y = f(x). A principal consequência deste teorema é que :
A equação P1(x) = 0 é chamada equação primitiva; a equação P2(y) = 0 a) “dar um ponto P “ significa dar o par ordenado (xp, yp);
é chamada equação transformada e a relação y = f(x) é chamada de rela- b) “pedir um ponto P” significa pedir o par de coordenadas (xp, yp).
ção de transformação.
Exemplo: Se P1(x) = 3x4 - 7x2 + 5 = 0 é a equação primitiva e y = x2 é a 3. Posições de um ponto em relação ao sistema:
relação de transformação, então: Os eixos x e y dividem o plano cartesiano em quatro regiões angulares
chamadas quadrantes, que recebem os nomes indicados na figura:
P2(y) = 3( y )4 - 7( y )2 + 5 = 3y2 - 7y + 5 = 0 , é a equação trans- Um ponto pertence ao eixo das abscissas se, e somente se, sua orde-
formada. nada é nula. Um ponto pertence ao eixo das ordenadas se, e somente se,
sua abscissa é nula. Um ponto pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares
2. Transformação multiplicativa: se, e somente se, tiver coordenadas iguais. Um ponto pertence à bissetriz
Chama-se transformação multiplicativa aquela em que a relação de dos quadrantes pares se, e somente se, tiver coordenadas simétricas.
transformação é y = k.x, k  0. Se uma reta é paralela ao eixo das abscissas, então todos os seus
Dada a equação primitiva P1(x) = 0, substituindo x por y / k e fazendo pontos têm a mesma ordenada.
as simplificações, obtemos a transformada P2(y) = 0, cujas raízes são Se uma reta é paralela ao eixo das ordenadas, então todos os seus
precisamente as raízes de P1(x) = 0 multiplicadas por k. pontos têm a mesma abscissa.

3. Transformação aditiva: 4. Distância entre dois pontos:


Chama-se transformação aditiva aquela em que a relação de transfor- Dados dois pontos A(x1, y1) e B(x2, y2), calculemos a distância d entre
mação é y = x + a (a  C). eles.
Dada a equação primitiva P1(x) = 0, substituindo x por y - a e fazendo 1º. caso: AB // Ox
as simplificações, obtemos a transformação P2(y) = 0, cujas raízes são d = dA1B1 = |x2 – x1|
precisamente as raízes de P1(x) = 0 acrescidas de a, sendo a um número
complexo qualquer. 2º. caso: AB // Oy
d = dA2B2 = |y2 – y1|
4. Transformada aditiva e divisão de polinômios:
Teorema: Dada a equação primitiva P1(x) = anxn + an-1xn-1 + ... + a1x + 3º. caso: AB não // Ox e AB não // Oy
a0 = 0, a sua transformada aditiva é P2(x + a) = Rn.(x + a)n + Rn-1.(x + a)n-1 +
... + R1.(x + a) + R0 = 0, em que R0, R1, ..., Rn são os restos das divisões de d=  x2  x1  2   y2  y1  2
P1, e sucessivos quocientes, por x + a. 5. Razão entre segmentos colineares:
Dados três pontos colineares A, B e C ( com A  B  C ).
5. Dispositivo prático de Horner-Ruffini: Chama-se razão entre os segmentos orientados AB e BC o número re-
Do teorema anterior resulta que a transformada aditiva de P1(x) = 0, de
grau n, é definida pelos n + 1 restos das divisões do polinômio P1, e suces- AB
al r tal que : r .
sivos quocientes, por x + a. As divisões sucessivas por x + a podem ser BC
feitas rapidamente com o auxílio do algoritmo de Horner-Ruffini. Sendo r o quociente entre as medidas algébricas de AB e de BC, te-
mos:
6. Transformação recíproca: 1) se Ab e BC têm o mesmo sentido, então a razão r é positiva;
Chama-se transformação recíproca aquela em que a relação de trans- 2) se AB e BC têm sentidos opostos, então a razão r é negativa.
formação é y = 1 / x, x0.
Dada a equação primitiva P1(x) = 0, substituindo x por 1 / y e fazendo 6. Coordenadas do terceiro ponto:
as simplificações, obtemos a transformada P2( y ) = 0, cujas raízes são Dados dois pontos A(x1, y1) e B(x2, y2), é possível calcular as coorde-
precisamente os inversos das raízes de P1(x) = 0. nadas (x3, y3) de um terceiro ponto C pertencente à reta AB, desde que
conheçamos a razão entre dois segmentos com extremidades nesses
7. Equações recíprocas: pontos.
Uma equação polinomial P(x) = 0 é chamada recíproca se, e somente No caso particular de C ser o ponto médio do segmento AB, então
se, é equivalente à sua transformada recíproca P( 1 / x ) = 0. x1  x 2 y  y2
AC
Teorema: Dada a equação recíproca P(x) = 0, se  é uma raiz com r  1 e daí: x 3  e y3  1 .
multiplicidade m, então 1 /  também é raiz com a mesma multiplicidade. CB 2 2
7. Condição para alinhamento de três pontos:
COORDENADAS CARTESIANAS NO PLANO Teorema: Três pontos A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3) são colineares se, e
1. Noções básicas: somente se, suas coordenadas verificam a igualdade: (x2 - x1) (y3 - y2) = (x3
Consideremos dois eixos x e y perpendiculares em O, os quais deter- - x2) (y2 - y1)
minam o plano .
Dado um ponto P qualquer, P  , conduzamos por ele duas retas: x’ Equação da reta
// x e y’ // y. Denominemos P1 a interseção de x com y’ e P2 a interseção de Teorema: A toda reta r do plano cartesiano está associada ao menos
y com x’ . uma equação da forma ax + by + c = 0 em que a, b, c são números reais, a
Nessas condições definimos:  0 ou b  0, e (x, y) representa um ponto genérico de r.
a) abscissa de P é o número real xp = OP1

Matemática 170 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Teorema: A toda equação da forma ax + by + c = 0, com a, b, c  , a ax + by + c = 0  ax + by = -c  a b 
 x y1
 0 ou b  0, está associada uma única reta r do plano cartesiano cujos c c
pontos P(x, y) são as soluções da equação dada. x y
x y
 1    1.
1. Interseção de duas retas: c c p q
Todo ponto de interseção de duas retas tem de satisfazer as equações  
a b
de ambas as retas. Portanto, obtemos o ponto comum P(x0, y0) a duas retas
concorrentes resolvendo o sistema formado pelas suas equações: 8. Forma paramétrica:
( r ) a1 . x  b1 . y  c1  0 As equações geral, reduzida e segmentária relacionam-se diretamente
(S )   entre si as coordenadas (x, y) de um ponto genérico da reta. É possível,
( s) a 2 . x  b2 . y  c2  0 entretanto, fixar a lei a ser obedecida pelos pontos da reta dando as coor-
Exemplo: Obter a interseção das retas: ( r ) x - y + 1 = 0 e ( s ) 2x + denadas x e y de cada ponto da reta em função de uma terceira variável t,
y-2=0 chamada parâmetro
Vamos resolver o sistema pelo método da adição:
x - y + 1 = 0 (I) Teorema Angular
+ 2x + y - 2 = 0 (II) 1. Coeficiente angular:
--------------------- Fixemos em uma reta dada r dois pontos distintos A e B. Se y A = yB , r
3x - 1 = 0  x=1/3 é paralela ao eixo x; neste caso, adotaremos como sentido positivo da reta r
(I) 1 / 3 - y + = 0  y=4/3 o sentido positivo do eixo x.
Logo, a interseção de r com s é P(1 / 3, 4 / 3). Se yA  yB, então yA > yB ou yB > yA ; neste caso, adotaremos como
sentido positivo da reta r aquele em que se parte do ponto de menor orde-
2. Posições relativas de duas retas: nada ( A ou B ) e se chega ao ponto de maior ordenada ( B ou A).
Dadas duas retas r e s, elas podem ocupar apenas três posições relati- Ângulo que uma reta r forma com o eixo x é o ângulo rx , assim defi-
vas no plano cartesiano. Essas posições são definidas com base no núme- nido: se r // x, rx é nulo; se r // x , rx é o menor ângulo formado pelas
ro de pontos comuns às retas, isto é: semi-retas Ix e Ir, em que I é o ponto de interseção de r com x.
r e s concorrentes  um único ponto comum De acordo com essa definição, a medida do ângulo rx , que chama-
r e s paralelas e distintas  nenhum ponto comum remos , na unidade radiano, é tal que 0   < .
r e s coincidentes  infinitos pontos comuns O coeficiente angular ou declive de uma reta r não perpendicular ao ei-
Com o símbolo r x s indicaremos que r e s são concorrentes; com r  s xo das abscissas é o número real m tal que : m = tg .
=  indicaremos que r e s são paralelas e distintas; com r = s indicamos E seguem as seguintes propriedades:
que r e s são coincidentes. Notemos que r // s significa r  s =  ou r = s. – se rx é agudo, então m é positivo
3. Feixe de retas concorrentes: – se rx é obtuso, então m é negativo
Feixe de retas concorrentes é um conjunto de retas coplanares, con- – se rx é nulo, então m é nulo
correntes num único ponto P(x0, y0). – se rx é reto, então não se define m
Um feixe de retas concorrentes fica definido por seu centro P(x 0, y0) ou
por duas de suas retas. 2. Cálculo de m:
Só é possível calcular o coeficiente angular de uma reta quando dela
4. Feixe de retas paralelas: se conhece: dois pontos distintos, ou a equação geral, ou a direção.
Feixe de retas paralelas é um conjunto de retas coplanares, todas pa- Para dois pontos conhecidos, A(x1, y1) e B(x2, y2), temos: m =
ralelas a uma reta dada ( logo paralelas entre si ).
Um feixe de paralelas está determinado quando conhecemos uma de
y 2  y 1 y
= .
suas retas. x 2  x 1 x
5. Formas da equação da reta: a
Forma geral – A equação geral da reta r, a qual é satisfeita por todos
Para a equação da reta, ax + by + c = 0, temos: m =  .
os pontos P(x, y) pertencentes à reta r, é : ax + by + c = 0
b
Forma reduzida:– Dada a equação geral da reta, ax + by + c = 0, se b 
3. Equação de uma reta passando por P(x0, y0):
0, temos:
Seja P(x0, y0) um ponto conhecido. Se quisermos obter a equação de
by = -ax - c  y = (- a / b ) x + (- c / b ) , onde (-a / b ) = m e (-c / b ) uma reta, entre outras propriedades, tem a propriedade de passar por P,
= q  y = mx + q, está última equação, que expressa y em função de x, é podem ocorrer dois casos:
denominada equação reduzida da reta r.
Assim, m é o coeficiente angular da reta e q, é a mediada do segmento 1) essa reta ( r ) não é perpendicular ao eixo dos x, portanto, existe o
que r define no eixo Oy.
y  y0
coeficiente angular de r, que é : m = , em que (x, y) representa
6. Interseções com os eixos: x  x0
Consideramos uma reta r de equação geral ax + by + c = 0 com a  0,
b  0 e c  0, para que a reta corte os eixos em pontos distintos P(p, 0) e um ponto genérico Q, pertencente à reta.
Q(0, q). Determinemos p e q: Neste caso, a equação da reta é: y - y0 = m(x - x0).

Pr  a.p+b.0+c=0  p c 2) essa reta ( s ) é perpendicular ao eixo dos x, portanto sua equação
a é: x = x0.
Qr  a.0+b.q+c=0  q c
b 4. Condição de paralelismo:
Teorema: Duas retas r e s, não verticais, são paralelas entre si, se e
7. Obtenção da equação segmentária a partir da equação geral: somente se, seus coeficientes angulares são iguais:
A equação segmentária é obtida a partir da equação geral da seguinte r // s  mr = ms
maneira:
5. Condição de perpendicularismo:
Teorema: Duas retas r e s, não verticais, são perpendiculares entre si
se, e somente se, o produto de seus coeficientes angulares é -1.

Matemática 171 A Opção Certa Para a Sua Realização


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6. Ângulos de duas retas:
Dadas duas retas ( r ) a1x + b1y + c1 = 0 e ( s ) a2x + b2y + c2 = 0, va- 1
1º.) caso – uma das retas é vertical : tg q1 = .
mos calcular os ângulos que elas determinam. mr
Quando duas retas são concorrentes, elas determinam quatro ângulos,
dois a dois opostos pelos vértices. ms  mr
Calculemos q1 , ângulo agudo formado por r e s: 2º.) caso – nenhuma das retas é vertical : tg q1 = .
1  ms . mr

Distância de ponto a reta


1. Translação de sistema:
Sejam P(x, y) e O’(x0, y0) dois pontos referidos a um sistema cartesiano.
Se x’O’y’ é um sistema tal que x’// x,y’ // y e x’, y’ têm respectivamente o mesmo sentido positivo de x, y, dizemos que x’O’y’ foi obtido por uma transla-
ção de xOy.
Assim, uma relação entre as coordenadas de P no novo sistema x’O’y’ e no antigo xOy, são:
No eixo dos x, temos: x = x0 + x’.

No eixo dos y, temos: y = y0 + y’.

2. Distância entre ponto e reta:


Calculemos a distância entre a origem O e uma reta r cuja equação geral é: ax + by + c = 0 . A reta s, perpendicular a r passando por O, tem equação ge-
ral: bx - ay = 0.

c
Assim, a fórmula para distância entre a origem e à reta r, é: d O ,r  .
a 2  b2
ax 0  by 0  c
Agora, a distância entre um ponto P(x0, y0) e uma reta ( r ) ax + by + c = 0, é dada pela fórmula: d P ,r  .
a 2  b2
3. Área do triângulo:
Calculemos a área do triângulo cujos vértices são A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3).

Matemática 172 A Opção Certa Para a Sua Realização


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x1 y1 1
Assim, seja DABC o determinante da matriz formada pelos vértices do triângulo, portanto, DABC = x2 y2 1 .
x3 y3 1
1
Portanto, a fórmula da área do triângulo formado pelos vértices A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3) , é dada por : S  DABC .
2
Observações – Para todo triângulo ABC, a área é um número real S > 0. Se A, B e C são colineares, isto é, se não existe triângulo ABC, temos DABC
= 0 e S = 0. A unidade de área é o quadrado da unidade de comprimento utilizada nos eixos.

4.Bissetriz dos ângulos de duas retas:


Vamos obter as equações das bissetrizes t1 e t2 dos ângulos definidos pelas retas concorrentes (r) a1x + b1y + c1 = 0 e (s) a2x + b2y + c2 = 0.
A reta divide o plano em dois semiplanos nos quais o trinômio E1 = a1x + b1y + c1 assume valores numéricos de sinais contrários, excluídos os pontos
de r. Analogamente, a reta s divide o plano em dois semiplanos nos quais o trinômio E2 = a2x + b2y + c2 assume valores de sinais contrários, excluídos os
pontos de s.

Admitamos, para raciocinar, que a distribuição de sinais seja a da figura abaixo:


Verificamos que sempre r e s determinam dois ângulos opostos pelo vértice, em que E1 e E2 assumem valores numéricos de mesmo sinal e determi-
nam dois outros ângulos opostos pelos vértice, em que E1 e E2 assumem sinais contrários. Temos então:

a1x  b1y  c a2 x  b2 y  c2
1º.) Sendo E1(P).E2(P) > 0, vem:  , que é a equação da reta t2.
a b2
1
2
1 a22  b22
a1x  b1 y  c a2 x  b2 y  c2
2º.) Sendo E1(P).E2(P) < 0, vem:  , que é a equação da reta t1.
a12  b12 a22  b22
Resumindo, as equações das bissetrizes são:
a1 x  b1 y  c a 2 x  b2 y  c2
  0.
a b
2
1
2
1 a 22  b22

Circunferências
1. Equação reduzida:
Dados um ponto C, pertencente a um plano , e uma distância r não nula, chama-se circunferência o conjunto dos pontos de  que estão à distância
r do ponto C
Consideremos a circunferência l de centro C(a, b) e raio r. Um ponto P(x, y) pertence a l se, e somente se, a distância PC é igual ao raio r.

Chama-se equação da circunferência aquela que é satisfeita exclusivamente pelos pontos P(x, y) pertencentes à curva, assim, a equação reduzida
da circunferência, é:

(x - a)2 + (y - b)2 = r2

Matemática 173 A Opção Certa Para a Sua Realização


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2. Equação normal:
Desenvolvendo a equação reduzida, obtemos:
x2 + y2 - 2ax - 2by + (a2 + b2 - r2 ) = 0,
chamada equação normal da circunferência.

3. Reconhecimento:
Dada uma equação do 2º. grau, em x e y, com coeficientes reais: Ax2 + By2 + Cxy + Dx + Ey + F = 0.
Temos, que as condições que A, B, C, D, E, F devem satisfazer para que ela represente uma circunferência, são:
B = A  0, C = 0, D2 + E2 - 4AF > 0

 D E  D 2  E 2  4 AF
As coordenadas do centro são : centro  ,  , e seu raio é dado por: raio = .
 2 A 2 A 2. A

4. Ponto e circunferência:
Dados um ponto P(x0, y0) e uma circunferência l de equação (x - a)2 + (y - b)2 = r2, vamos calcular qual é a posição de P em relação a l.
Assim, a distância de P(x0, y0) até o centro C(a, b) e comparemos com o raio. São possíveis três casos:
1º. caso: P é exterior a l. Isto ocorre se, e somente se, PC > r, isto é:
(x0 - a)2 +(y0 - b)2 - r2 > 0
2º. caso: P pertence a l. Isto ocorre se, e somente se, PC = r, isto é:
(x0 - a)2 +(y0 - b)2 - r2 = 0
3º. caso: P é interior a l. Isto ocorre se, e somente se, PC < r, isto é:
(x0 - a)2 +(y0 - b)2 - r2 < 0

5. Inequações do 2º. grau:


A principal consequência da teoria que acabou de ser exposta é o método para resolver inequações do 2º. grau da forma: f(x,y) = 0, f(x,y) > 0, f(x,y) <
0; em que f(x, y) = 0 é equação de uma circunferência com coeficiente x2 positivo.
Dada a circunferência l de equação f(x, y) = 0, o plano cartesiano fica dividido em três subconjuntos:
a) subconjunto dos pontos (x, y) exteriores a l, que é a solução para f(x, y) > 0.
b) subconjunto dos pontos (x, y) pertencentes a l, que é a solução para f(x, y) = 0.
c) subconjunto dos pontos (x, y) interiores a l, que é a solução para f(x, y) < 0.

6. Reta e circunferência:
Dadas uma reta (s) Ax + By + C = 0 e uma circunferência (l) (x - a)2 + (y - b)2 = r2, achar a interseção de r com l é determinar os pontos P(x, y) que
pertencem às duas curvas.
Ë imediato que, se P  r e P  , P satisfaz o sistema:
 Ax  By  C  0

( x  a )  ( y  b)  r
2 2 2

que pode ser resolvido facilmente por substituição.

7. Posições relativas:
A posição relativa de uma reta (s) Ax + By + C = 0 e uma circunferência (l) (x - a)2 +(y - b)2 = r2 é determinada pesquisando o número de soluções do
sistema:
 Ax  By  C  0

( x  a )  ( y  b)  r
2 2 2

Assim, aplicando o método da substituição, a equação da circunferência se reduz a uma equação do 2º. grau de uma incógnita.
Ë o discriminante (D) dessa equação que define o número de soluções do sistema e, portanto, a posição da reta e da circunferência.
D > 0  secantes

D = 0  tangentes
D < 0  exteriores

8. Duas circunferências:
Dadas duas circunferências (l1) (x - a1)2 +(y - b1)2 = r21 e (l2) (x - a2)2 +(y - b2)2 = r22 , achar a interseção de l1 com l2 é determinar os pontos P(x, y)
que pertencem às duas curvas.
Se P(x, y) pertence a l1 e l2 , então P satisfaz o sistema:
( x  a1 ) 2  ( y  b1 ) 2  r12



( x  a2 )  ( y  b2 )  r2
2 2 2

que pode ser resolvido assim:


(I) subtrai-se membro a membro as equações;
(II) isola-se uma das incógnitas da equação do 1º. grau obtida e subtrai-se em uma das equações do sistema.

Matemática 174 A Opção Certa Para a Sua Realização


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9. Posições relativas:
A posição relativa de duas circunferências: (l1) (x - a1)2 +(y - b1)2 = r21 e (l2) (x - a2)2 +(y - b2)2 = r22 , é determinada comparando a distância
C1C2 entre os centros com a soma r1 + r2 ou com a diferença |r1 – r2| dos raios.
Calculada a distância entre os centros: d = C1C2 = ( a1  a2 ) 2  (b1  b2 ) 2 , são possíveis seis casos distintos:
1º. caso – circunferências exteriores : d > r1 + r2
2º. caso – circunferências tangentes exteriormente : d = r1 + r2
3º. caso – circunferências tangentes interiormente : d = |r1 – r2|
4º. caso – circunferências secantes : |r1 – r2| < d < r1 + r2
5º. caso – circunferência de menor raio é interior à outra : 0  d < |r1 – r2|
6º. caso – circunferências concêntricas : d = 0

Problemas sobre circunferências


1. Problemas de tangência:
1º problema: Conduzir as tangentes a uma circunferência dada, paralelas a uma reta dada.
Dados ( )( x  a )  ( y  b)  r , obter t1 e t2 { paralelas a s, tangentes a l
2 2 2


( s) Ax  By  C  0
Solução: Ax + By + k1 = 0 e Ax + By + k2 = 0.

2º. problema: Conduzir por um ponto dado as retas tangentes a uma circunferência dada.
( )( x  a ) 2  ( y  b) 2  r 2
Dados  , obter t1 e t2 { passando por P, tangentes a l
P(x0 , y0 )
Solução: y - y0 = m1 (x - x0) e y - y0 = m2 (x - x0).

2. Determinação de circunferências:
Em geometria, obter ou determinar uma circunferência significa obter a sua equação: (x - a)2 +(y - b)2 = r2, pois, tendo-se a equação, estão determi-
nados o centro C(a, b) e o raio r e, assim, a circunferência está localizada perfeitamente no plano cartesiano.

1º. problema: Determinar uma circunferência l que passa pelos pontos P1(x1, y1), P2(x2, y2) e P3(x3, y3)
Solução:
P1    (a - x1)2 + (b - y1)2 = r2
P2    (a - x2)2 + (b - y2)2 = r2
P3    (a - x3)2 + (b - y3)2 = r2
Resolvendo o sistema acima, tiramos a, b e r.

2º. problema: Determinar uma circunferência l que passa pelos pontos P1(x1, y1) e P2(x2, y2) e tem raio r ( dado ).
Solução:
P1    (x1 - a)2 + (y1 - b)2 = r2
P2    (x2 - a)2 + (y2 - b)2 = r2
O sistema acima resolvido, dá os valores de a e b.

3º. problema: Determinar uma circunferência l de centro C(a, b) dado, que é tangente à reta (s) Ax + By + C = 0 dada.
Solução 1:
 Ax  By  C  0  equacao da reta tangente

(x - a)  ( y  b)  r  equacao de uma circunferencia de centro C e raio r
2 2 2

Por substituição obtemos uma equação do 2º. grau em x ou em y. A condição de tangência é que D = 0 nessa equação. Impondo essa condição,
calculamos r (única incógnita).
Solução 2:
Aa  Bb  c
r
A2  B 2
4º. problema: Determinar uma circunferência l que passa pelos pontos P1(x1, y1) e P2(x2, y2) dados e é tangente à reta (s) Ax + By + C = 0 dada .
Solução:
P1    (a - x1)2 + (b - y1)2 = r2
P2    (a - x2)2 + (b - y2)2 = r2
 Aa  Bb  C 
s tg l     r2
 A B 
2 2

Resolvido esse sistema, obtemos as incógnitas a, b, r.

5º. problema: Determinar uma circunferência l que passa por P(x1, y1) dado e é tangente às retas (s) A1x + B1y + C1 = 0 e (t) A2x + B2y + C2 = 0 da-
das.
Solução:
P    (a - x1)2 + (b - y1)2 = r2

Matemática 175 A Opção Certa Para a Sua Realização


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 A a B bC 
s tg l   1 1 1
 r2
 2 2
A1  B1  

 A a B bC 
t tg l   2 2 2
 r2
 A2  B2 
2 2

Resolvido esse sistema, obtemos as incógnitas a, b, r.

6º. problema: Determinar uma circunferência l tangente às retas (s) A1x + B1y + C1 = 0 , (t) A2x + B2y + C2 = 0 e (u) A3x + B3y + C3 = 0, dadas.
Solução:
 A a B bC 
s tg l   1 1 1
 r2
 2 2
A1  B1  

 A a B bC 
t tg l   2 2 2
 r2
 2 2
A2  B2  

 A a B bC 
u tg l   3 3 3
 r2
 2 2
A3  B3  

Resolvido esse sistema, obtemos as incógnitas a, b, r.

7º. problema: Determinar uma circunferência l que tem centro em C(a, b) dado e é tangente à circunferência (l0) (x - a0)2 + (y - b0)2 = r2 dada.
Solução:
Vamos impor a condição de tangência:
l tg l0  dcc0 = r  r0  (a - a0)2 + (b - b0)2 = (r  r0)2.
Dessa equação tiramos r, que é a única incógnita.

8º. problema: Determinar uma circunferência l de raio r dado que tangência a circunferência (l0) (x - a0)2 + (y - b0)2 = r20 dada no ponto P(x0, y0) da-
do.
Solução:
C0 C r0  r
Para obter os centros ( C ou C’ ) das soluções do problema é conveniente usar a teoria da razão de segmentos:  e
CP r
C0 C ' r0  r
 .
C' P r
9º. problema: Determinar uma circunferência l que passa por P(x1, y1) e P(x2, y2) e tangente a (l0) (x - a0)2 + (y - b0)2 = r20 .

Solução:
P1    (a - x1)2 + (b - y1)2 = r2
P2    (a - x2)2 + (b - y2)2 = r2
l0 tg l  (a - a0)2 + (b - b0)2 = (r  r0)2

Resolvido o sistema acima, obtemos as incógnitas a, b, r.

10º. problema: Determinar uma circunferência l que passa por P1(x1, y1) e é tangente às circunferências (l0) (x - a0)2 + (y - b0)2 = r20 e (l1) (x - a1)2
+ (y - b1)2 = r21.

Solução:
P1    (a - x1)2 + (b - y1)2 = r2
l0 tg l  (a - a0)2 + (b - b0)2 = (r  r0)2
l1 tg l  (a - a1)2 + (b - b1)2 = (r  r1)2

Resolvido o sistema acima, obtemos as incógnitas a, b, r.

Cônicas
Elipse

1. Definição:
Dados dois pontos distintos F1 e F2, pertencentes a um plano a, seja 2c a distância entre eles.
Elipse é o conjunto dos pontos de a cuja soma das distâncias a F1 e F2 é a constante 2a (sendo 2a > 2c).

Matemática 176 A Opção Certa Para a Sua Realização


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2. Elementos principais:

F1 e F2 = focos
O = centro
A1A2 = eixo maior
B1B2 = eixo menor
2c = distância focal
2a = medida do eixo maior
2b = medida do eixo menor
c / a = excentricidade
relação notável : a2 = b2 + c2.

3. Equação reduzida:
x2 y2
Chama-se equação reduzida da elipse a equação que P(x, y), ponto genérico da curva , verifica. Sendo essa equação igual a:   1.
a 2 b2
Hipérbole

4. Definição:
Dados pontos distintos F1 e F2, pertencentes a um plano a, seja 2c a distância entre eles. Hipérbole é o conjunto dos pontos de a cuja diferença (em
valor absoluto) das distâncias a F1 e F2 é a constante 2a (sendo 0 < 2a < 2c).

5. Elementos principais:

F1 e F2 = focos
O = centro
A1A2 = eixo real ou transverso
B1B2 = eixo imaginário
2c = distância focal
2a = medida do eixo real
2b = medida do eixo imaginário
c / a = excentricidade
relação notável : c2 = a2 + b2.

6. Equação reduzida:
x2 y2
Chama-se equação reduzida da elipse a equação que P(x, y), ponto genérico da curva , verifica. Sendo essa equação igual a:   1.
a 2 b2
Parábola

7. Definição:
Dados um ponto F e uma reta d, pertencentes a um plano a , com F  d, seja p a distância entre F e d. Parábola é o conjunto dos pontos de a que
estão à mesma distância de F e de d.

Matemática 177 A Opção Certa Para a Sua Realização


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8. Elementos principais:

F = foco
d = diretriz
p = parâmetro
V = vértice
reta VF = eixo de simetria
p
relação notável : VF =
2
9. Equação reduzida:
Chama-se equação reduzida da elipse a equação que P(x, y), ponto genérico da curva , verifica. Sendo essa equação igual a: y 2 = 2px.

10. Interseções de cônicas:


Ë regra geral na Geometria Analítica que, dadas duas curvas f(x, y) = 0 e g(x, y) = 0, a interseção delas é o conjunto dos pontos que satisfazem o sis-
tema:
 f (x, y)  0

g ( x , y )  0
Lugares Geométricos
1. Equação de um lugar geométrico:
Uma figura é um lugar geométrico (l.g) de pontos quando todos os seus pontos, e apenas eles, têm uma certa propriedade em comum.
Exemplo:
Sejam A e B dois pontos distintos de um plano a. O lugar geométrico dos pontos de a equidistantes de A e B é a mediatriz do segmento AB.
Isso significa que, no plano a, todos os pontos que estão à mesma distância de A e B pertencem necessariamente à mediatriz m, e, reciprocamente,
todo ponto de m é equidistante de A e B.

2. Como obter um lugar geométrico:


Em geometria analítica, obter um lugar geométrico, significa obter a equação que representa o l.g. e interpretar a equação, isto é, dizer qual é a curva
por ela representada.
Os problemas de l.g. devem ser resolvidos pelo seguinte processo:
1) Colocam-se no plano cartesiano os dados do problema;
2) Toma-se um ponto P(x, y) pertencente ao l.g.;
3) Impõe-se analiticamente que P obedeça às condições válidas para qualquer ponto do l.g.;
4) Obtém-se a equação do l.g., na qual devem figurar apenas as variáveis (x e y) e os parâmetros indispensáveis do problema;
5) Caracteriza-se a curva representada pela equação do l.g.

Funções
1. Definição:
Dados dois conjuntos A e B, não vazios, chama-se relação de A em B um conjunto formado por pares ordenados (x, y) em que x  A e y  B.
Exemplo
Se A = {a, b, c, d} e B = {0, 1, 2}
R1 = {(a, 0)}
R2 = {(a, 1), (b, 0), (b, 1), (c, 2), (d, 2)}
são dois exemplos de relações de A em B.
Portanto, uma relação f de A em B recebe o nome de função definida em A com imagens em B se, e somente se, para todo x  A existe um só y 
B tal que (x, y)  f.

2. Domínio e imagem:
Chama-se domínio da função f : A  B o conjunto A. Notação : D(f).
Chama-se imagem da função f : A  B o conjunto constituído pelos elementos y  B para os quais existe algum x  A tal que (x, y)  f. Notação:
Im( f ).
Chama-se contradomínio da função f : A  B o conjunto B. Notação CD( f ).

Matemática 178 A Opção Certa Para a Sua Realização


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A representação gráfica se dá da seguinte forma:
(I) Domínio D( f ) é o conjunto das abscissas dos pontos do gráfico, isto é, o conjunto das abscissas dos pontos tais que as retas verticais por eles
conduzidas interceptam o gráfico.
(II) Imagem Im( f ) é o conjunto das ordenadas dos pontos do gráfico, isto á, o conjunto das ordenadas dos pontos tais que as retas horizontais por
eles conduzidas interceptam o gráfico.

3. Funções iguais:
Duas funções f : A  B e g : C  D são iguais se, e somente se, A = C, B = D e f(x) = g(x) para todo x  A.

4. Funções polinomiais:
Dada a sequência finita de números reais (a0, a1, a2, ..., an), chama-se função polinomial associada a esta sequência a função f :    dada por :
f(x) = a0 + a1x + a2x2 + ... +anxn
Os reais a0, a1, a2, ..., an são os chamados coeficientes e as parcelas a0, a1x, a2x2, ..., anxn são denominados termos da função polinomial.
Uma função polinomial que tem todos os coeficientes nulos é chamada função nula.
Chama-se grau de uma função polinomial f, não nula, o número natural p tal que ap  0 e ai = 0 para todo i > p.
Uma função polinomial do tipo f(x) = k , isto é, uma função em que a0 = k e ai = a2 = ... = 0 é chamada função constante.
Uma função polinomial que apresenta a0 = b, a1 = a  0 e a2 = a3 = ... = 0 é chamada função afim; portanto, afim é uma função polinomial do tipo f(x)
= ax + b, com a  0.
Uma função polinomial que tem a0 = c, a1 = b, a2 = a  0 e a3 = a4 = ... = 0 é chamada função quadrática; portanto, quadrática é uma função polino-
mial do tipo f(x) = ax2 + bx + c, com a  0.
b  b 
O gráfico de uma função quadrática é uma parábola que tem eixo de simetria na reta x e vértice no ponto V   ,  . Se a >
2a  2a 4a 
0, a parábola tem concavidade voltada para cima e, se a < 0, para baixo. Conforme   b  4ac seja positivo, nulo ou negativo, a interseção da
2

parábola com o eixo dos x é formada por 2, 1 ou nenhum ponto, respectivamente.

5. Funções exponenciais
Dado um número real a, com 0 < a  1, chama-se função exponencial de base a a função f:    definida pela lei f(x) = ax.
Destacamos as seguintes propriedades das funções exponenciais:
1ª) sua imagem é *+, isto é, ax > 0 para todo x  ;
2ª) se 0 < a < 1, a função é decrescente e, se a > 1, a função é crescente;

6. Composição de funções
Dadas as funções f: A  B e g: B  C, chama-se função composta de g com f a função F: A  C definida pela lei F(x) = g(f(x)).
Isso quer dizer que a função F leva cada x  A no elemento F(x) obtido da seguinte forma: sobre x  A aplica-se f, obtendo o elemento f(x)  B, e
sobre f(x) aplica-se g, obtendo-se o elemento g(f(x))  C, também chamado F(x).
A função F, composta de g e f, também pode ser indicada com o símbolo g  f (lê-se: “g bola f”).

7. Funções inversíveis
Dada uma função f: A  B, consideremos a relação inversa de f:
f–1 = {(y,x)  B  A | (x,y)  f}

Uma função f: A  B é inversível se, e somente se, a relação inversa de f também é uma função, isto é, para cada y  B existe um único x  A tal
que y = f(x).

Limite
1. Definição de limite
Seja I um intervalo aberto ao qual pertence o número real a. Seja f uma função definida para x  I – {a}. Dizemos que o limite de f(x), quando x tende
a a, é L e escrevemos lim f ( x )  L , se para todo  > 0, existir  > 0 tal que se 0 < |x – a| <  então |f(x) – L| < . Em símbolos, temos:
x a

lim f ( x)  L  (  0,   00
|  x  a    f ( x)  L   )
x a
É importante observarmos nesta definição que nada é mencionado sobre o valor da função quando x = a, isto é, não é necessário que a função este-
ja definida em a. No cálculo de lim f ( x ) o que interessa é o comportamento de f(x) quando x se aproxima de a e não o que ocorre com f quando x = a.
x a

Teorema: Se lim f ( x)  L1 e lim f ( x )  L2 .


x a x a

2. Propriedades do limite de uma função


Supondo que a é elemento de um intervalo aberto I, e que em I – {a} estão definidas as funções f, g, ... “envolvidas” nas propriedades, temos:

1ª Propriedade: Se c   e f é a função definida por f(x) = c, para todo x real, então lim c  c .
x a

2ª Propriedade: Se c   e lim f ( x )  L , então lim[ c  f ( x)]  c  lim f ( x)  c  L .


x a x a x a

3ª Propriedade: Se lim f ( x )  L e lim g ( x)  M , então lim( f  g )( x)  L  M .


x a x a x a

4ª Propriedade: Se lim f ( x )  L e lim g ( x)  M , então .


x a x a

Matemática 179 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Lema 1: lim f ( x )  L se, e somente se, lim( f ( x)  L)  0 .
x a x a
Lema 2: lim f ( x )  L e lim g ( x )  0 , então lim( f  g )( x)  0 .
x a x a x a
5ª Propriedade: Se lim f ( x )  L e lim g ( x)  M , então lim( f  g )( x)  LM .
x a x a x a

6ª Propriedade: Se lim f ( x )  L , então lim( f ) ( x)  L , n  N * .


n n
x a x a
Lema 3: Se lim f ( x)  L  0 , então existem  e N positivos tais que:
x a

0  x  a    f ( x)  L   .
1 1
Lema 4: Se lim g ( x)  M  0 , então lim  .
x a x a g ( x ) M
f L
7ª Propriedade: Se lim f ( x )  L e lim g ( x)  M  0 , então lim  ( x )  .
x a x a x a  g  M
8ª Propriedade: Se lim f ( x )  L , então lim n f ( x )  n L com L  0 e n  N* ou L < 0 e n é ímpar.
x a x a

3. Limite de uma função polinomial

Teorema: O limite de uma função polinomial:


n
f ( x )  a 0  a1 x  a 2 x 2  a n x n   a i x i , a i 
i0
para x tendendo para a, é igual ao valor numérico de f(x) para x = a.

4. Limites laterais
Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]a, b[. O limite de f(x), quando x se aproxima de a pela direita, será L e escrevemos
lim f ( x )  L se, para todo  > 0, existir  > 0, tal que se 0 < x – a < , então |f(x) – L| < . Em símbolos, temos:
x a 

lim f ( x)  L  (  0,   0 | 0  x  a    f ( x)  L   ) .
x a 

Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]b, a[. O limite de f(x), quando x se aproxima de a pela esquerda, será L e escrevemos
lim f ( x)  L se, para todo  > 0, existir  > 0, tal que se – < x – a < 0, então |f(x) – L| < . Em símbolos, temos:
x a

lim f ( x)  L  (  0,   0 |    x  a  0  f ( x)  L   ) .
x a 

Teorema: Seja I um intervalo aberto contendo a e seja f uma função definida para x  I – {a}. Temos lim f ( x )  L se, e somente se,
x a

existirem lim f ( x )  L e lim f ( x )  L e forem ambos iguais a L.


x a  x a

O Infinito
1. Limites infinitos
Seja I um intervalo aberto que contém o real a. Seja f uma função definida em I – {a}. Dizemos que, quando x se aproxima de a, f(x) cresce ilimita-
damente e escrevemos lim f ( x )   se, para qualquer número M > 0, existir  > 0 tal que se 0 < |x – a| <  então f(x) > M. Em símbolos, temos:
x a

lim f ( x)    (M  0,   0 | 0  x  a    f ( x)  M ) .
x a
Seja I um intervalo aberto que contém o real a. Seja f uma função definida em I – {a}. Dizemos que, quando x se aproxima de a, f(x) decresce ilimita-
damente e escrevemos lim f ( x )   se, para qualquer número M < 0, existir  > 0 tal que se 0 < |x – a| <  então f(x) < M. Em símbolos, temos:
x a

lim f ( x)    (M  0,   0 | 0  x  a    f ( x)  M ) .
x a

2. Propriedades dos limites infinitos


Veremos a seguir dez teoremas cujos enunciados serão apresentados com o símbolo “x  a”, mas que serão válidos se trocarmos esse símbo-
lo por “x  a–” ou “x  a+”.
Teorema 1: Se lim f ( x )   e lim g ( x )   , então lim( f  g )( x )   .
x a x a x a

Teorema 2: Se lim f ( x)   e lim g ( x)   , então lim( f  g )( x)   .


x a x a x a

Teorema 3: Se lim f ( x)   e lim g ( x)  b  0 , então:


x a x a

Matemática 180 A Opção Certa Para a Sua Realização


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I) se b > 0, lim( f  g )( x)  
x a
II) se b < 0, lim( f  g )( x)  
x a
Teorema 4: Se lim f ( x)   e lim g ( x)  b  0 , então:
x a x a
I) se b > 0, lim( f  g )( x)  
x a
II) se b < 0, lim( f  g )( x)  
x a
Teorema 5: Se lim f ( x)   e lim g ( x)   , então lim( f  g )( x)  
x a x a x a
Teorema 6: Se lim f ( x)   e lim g ( x)   , então lim( f  g )( x)  
x a x a x a
Teorema 7: Se lim f ( x)   e lim g ( x)   , então lim( f  g )( x)  
x a x a x a

1
Teorema 8: Se lim f ( x)   , então lim 0
x a f ( x)
x a

1
Teorema 9: Se lim f ( x )   , então lim 0
x a x a f ( x )

1
Teorema 10: Se lim f ( x )  0 , então lim  
x a x a f ( x )

3. Limites no infinito
Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]a, +[. Dizemos que, quando x cresce ilimitadamente, f(x) se aproxima de L e escrevemos
lim f ( x )  L se, para qualquer número  > 0, existe N > 0 tal que se x > N então |f(x) – L| < . Em símbolos, temos:
x

lim f ( x)  L  (  0, N  0 | x  N  f ( x)   L   ) .
x

Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]–, a[. Dizemos que, quando x decresce ilimitadamente, f(x) se aproxima de L e escrevemos
lim f ( x )  L se, para qualquer número  > 0, existe N < 0 tal que se x < N então |f(x) – L| < . Em símbolos, temos:
x

lim f ( x)  L  (  0, N  0 | x  N  f ( x)   L   ) .
x

Teorema: Se c  , então lim c  lim c  c .


x x
Teorema: Se n é um número inteiro e positivo, então:
I) lim x n  
x

 , se n e' par


II) lim x n  
x 
 , se n e' impar
1 1
Teorema: Se n é um número inteiro positivo, então lim n
 lim n  0
x  x x  x
Complementos Sobre Limites
1. Teoremas adicionais sobre limites
Dizemos que uma função f, definida em A, é limitada em B  A se existir um número M > 0 tal que, para todo x pertencente a B, temos |f(x)| < M, isto
é, –M < f(x) < M. Em símbolos:
f é ilimitada em B  ( M > 0 | x  B  |f(x)| < M).
Teorema: Se lim f ( x )  b , então existe um intervalo aberto I contendo a, tal que f é limitada em I – {a}.
x a

Teorema (conservação do sinal): Se lim f ( x)  b  0 , então existe um intervalo aberto I contendo a, tal que f conserva o mesmo sinal de b
x a
em I – {a}.
Teorema (do confronto): Se lim g ( x)  lim h( x)  b e se f é tal que g(x) < f(x) < h(x) para todo x  I – {a}, em que I é intervalo aberto que
x a x a

contém a, então lim f ( x )  b .


x a

2. Limites trigonométricos

Teorema: lim sen x  sen a , limcos x  a , lim tg x  tg a .


x a x a x a

Matemática 181 A Opção Certa Para a Sua Realização


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sen x
Teorema (limite trigonométrico fundamental): lim  1.
x 0 x
3. Limites da função exponencial
Teorema: Se a   e 0 < a  1, então lim a x  1 e lim a x  a b
x 0 xb
Teorema: Se a   e a > 1, então lim a x   e lim a x  0 . n
x x   1
Teorema (limite exponencial fundamental): Chamamos
n de e o limite da função f ( n)   1   definida em N*, quando n tende a +.
 1  n
e  lim  1 
 .
n n 
O número e é um número irracional e um valor aproximado de e é 2,7182817284.

Continuidade
1. Noção de continuidade
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e a um elemento de I. Dizemos que f é contínua em a, se lim f ( x)  f ( a ) .
xa
Da definição decorre que, se f é contínua em a, então as três condições deverão ser satisfeitas:
1) existe f(a).
2) existe lim f ( x ) .
xa
3) lim f ( x)  f ( a ) .
xa
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e a um elemento de I. Dizemos que é descontínua em a se f não for contínua em a.
Observemos também que para falarmos em descontinuidade de uma função em um ponto é necessário que esse ponto pertença ao domínio da fun-
ção.
Da definição decorre que, se f é descontinua em a, então as duas condições abaixo devem ser satisfeitas:
1) existe f(a).
2) não existe lim f ( x ) ou lim f ( x)  f ( a ) .
xa xa
Dizemos que uma função f é contínua em um intervalo aberto ]a, b[ se f for contínua em qualquer elemento x desse intervalo.
Seja a um ponto do domínio da função f.
Dizemos que f é contínua à direita de a se lim f ( x )  f ( a ) e dizemos que f é contínua à esquerda de a se
lim f ( x)  f ( a ) . xa
xaDizemos que uma função f é contínua em um intervalo fechado [a, b] se f for contínua no intervalo ]a, b[ e se também for contínua à direita de a e à
esquerda de b.

2. Propriedades das funções contínuas:


Teorema: Se f e g são funções contínuas em a, então são contínuas em a as funções f + g, f - g, f . g e f / g, neste último caso, desde que g(a)  0.
Teorema do limite da função composta: Se lim g ( x)  b e se f é uma função contínua em b, então lim ( fog )( x)  f (b) , isto é,
xa xa
lim ( fog )( x)  f ( lim g ( x)) .
xa xa
Teorema: Se a função g é contínua em a e a função f é contínua em g(a), então a função composta fog é contínua em a.

3. Limite da raiz enésima de uma função:


Lema 1: Se n  N* e a  + ou se n  N* , n é ímpar a  *+, então lim n x  n a .
n
xa
Lema 2: A função h(x) = x , definida em + se n é par ou definida  se n é ímpar, é contínua em a para a  *+ (se n é par ) ou a   ( se n é
ímpar ).

Derivadas
1. Definição:

Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e x0 um elemento de I. Chama-se derivada de f no ponto x0 o limite
f ( x)  f ( x0 )
lim , se este existir e for finito.
xx0 x  x0
A derivada de f no ponto x0 é habitualmente indicada com uma das seguintes notações:
 df 
f ‘ (x0) ou ou Df(x0)
 dx 
x x0

Matemática 182 A Opção Certa Para a Sua Realização


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A diferença x = x - x0 é chamada acréscimo ou incremento da variável x relativamente ao ponto x0. A diferença y = f(x) - f(x0) é chamada acréscimo
y f ( x )  f ( x 0 )
ou incremento da função f relativamente ao ponto x0. O quociente  recebe o nome de razão incremental de f relativamente ao
x x  x0
ponto x0.
f (x)  f ( x0 )
Observemos que a derivada de f no ponto x0 pode ser indicada das seguintes formas: f ' ( x 0 )  lim ou
xx0 x  x0
y
f ' ( x 0 )  lim ou f ' ( x )  lim f ( x 0  x )  f ( x 0 ) .
x0 x 0
x0 x
Quando existe f‘(x0) dizemos que f é derivável no ponto x0. Dizemos também que f é derivável no intervalo aberto I quando existe f‘(x0) para todo x0  I.

2. Função derivada:
Seja f uma função derivável no intervalo aberto I. Para cada x0 pertencente a I existe e é único o limite
f ( x 0  x )  f ( x )
f ' ( x 0 )  lim .
x0 x
Portanto, podemos definir uma função f’: I   que associa a cada x0  I a derivada de f no ponto x0. Esta função é chamada função derivada de f ou,
simplesmente, derivada de f.

3. Derivada da função constante:


Dada a função f(x) = c, c  , temos:
y f ( x  x )  f ( x ) c  c
  0
x x x
y
f ' ( x )  lim 0
x0 x
Logo, f (x) = c  f’ (x) = 0.

4. Derivada da função potência: f (x) = xn  f’ (x) = n . xn-1


5. Derivada da função seno: f (x) = sen x  f’ (x) = cos x
6. Derivada da função cosseno: f (x) = cos x  f’ (x) = -sen x
7. Derivada da função exponencial: f (x) = ex  f’ (x) = ex

8. Derivada e continuidade:
Teorema: Sejam a função f : A   e x0  A. Se f é derivável em x0 , então f é contínua em x0.

Regras de Derivações
1. Derivada da soma:
Sejam u = u(x) e v = v(x) duas funções deriváveis em I = ]a, b[. Então temos: f(x) = u(x) + v(x)  f’(x) = u’ (x) + v’ (x)
2. Derivada do produto:
Sejam u = u(x) e v = v(x) duas funções deriváveis em I = ]a, b[. E então: f(x) = u(x) . v(x)  f’ (x) = u’ (x) . v(x) + u(x) . v’ (x)
No caso particular em que f(x) = c . v(x), isto é, u(x) = c (função constante) e v(x) é uma função derivável, a regra leva ao seguinte caso:
f(x) = c . v(x)  f’ (x) = c . v’ (x)
3. Derivada do quociente:
Sejam u = u(x) e v = v(x) duas funções deriváveis em I e v(x)  0 em I. E então:
u( x ) u' ( x ). v ( x )  u( x ) v ' ( x )
f (x)   f ' ( x) 
v(x) [ v ( x )] 2
4. Derivada da função tangente:
Dada a função f(x) = tg x, temos que: f(x) = tg x  f’ (x) = sec2 x
5. Derivada da função f(x) = [u(x)]–n:
Dada a função f(x) = 1 / [u(x)]n, temos que: f(x) = x–n  f’ (x) = – n . x–(n+1)

6. Derivada de uma função composta (regra da cadeia):


Seja f : A  B uma função dada pela lei y = f(x). Seja g: B  C uma função dada pela lei z = g(y). Existe a função composta F: A  C dada pela lei
z = F(x) = g(f(x)). Supondo que f seja derivável no ponto x e g seja derivável no ponto y tal que y = f(x), F também é derivável em x e sua derivada é: F’(x) =
g’(f(x)).f’(x)

7. Derivada da função logarítmica


1 1
y  log a x  y '  e y  ln x  y ' 
x  ln a x
8. Derivadas sucessivas
Seja f uma função contínua em um intervalo I e seja I1 o conjunto dos pontos de I em que f é derivável. Em I1 já definimos a função f’, chamada função
derivada primeira de f. Seja I2 o conjunto dos pontos de I1 em que f’ é derivável. Em I2 podemos definir a função derivada de f’ que chamaremos de derivada
segunda de f e indicaremos por f’’.
Repetindo o processo, podemos definir as derivadas terceira, quarta, etc. de f. A derivada de ordem n de f representaremos por f(n)

Matemática 183 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Estudo da Variação das Funções
1. Máximos e mínimos
I) Seja a função f: D   e seja x0  D. Chamamos vizinhança de x0 um intervalo V = ]x0 – , x0 + [, em que  é número real positivo.
II) Dizemos que x0 é um ponto de máximo local de f se existir uma vizinhança V de x 0 tal que: (x) (x  V  f(x)  f(x0)). Neste caso, o valor de f(x 0) é
chamado máximo local de f.
III) Dizemos que x0 é um ponto de mínimo local de f se existir uma vizinhança V de x0 tal que: (x) (x  V  f(x)  f(x0)). Neste caso, o valor de f(x0) é
chamado mínimo local de f.
IV) Dizemos que x0 é um ponto extremo se x0 for um ponto de máximo local ou de mínimo local de f. Neste caso, o valor de f(x0) é chamado valor ex-
tremo de f.
Teorema de Fermat: Se f: D   é uma função derivável no ponto x0  D e x0 é ponto extremo local interior de f, então f’(x0) = 0.
Interpretação geométrica: O teorema de Fermat garante que num extremo local interior de uma função derivável f, a reta tangente ao gráfico de f é pa-
ralela ao eixo dos x.
Teorema de Rolle: Se f é uma função contínua em [a, b], é derivável em ]a, b[ e f(a) = f(b), então existe ao menos um ponto x 0  ]a, b[ tal que f’(x0) = 0.
Interpretação geométrica: O teorema de Rolle afirma que, se uma função é derivável em ]a, b[, contínua em [a, b] e assume valores iguais nos extre-
mos do intervalo, então em algum ponto de ]a, b[ a tangente ao gráfico de f é paralela ao eixo dos x.
Teorema de Lagrange ou teorema do valor médio: Se f é uma função contínua em [a, b] e derivável em ]a, b[, então existe ao menos um ponto x0  ]a,
f (b)  f ( a )
b[ tal que  f ' ( x0 ) .
ba
Interpretação geométrica: Segundo o teorema de Lagrange, se f é função contínua em [a, b] e derivável em ]a, b[, então existe um ponto x0  ]a, b[ tal
que a reta tangente ao gráfico de f no ponto P(x0, f(x0)) é paralela à reta determinada pelos pontos A(a, f(a)) e B(b, f(b)), por terem coeficientes angulares
iguais.
Teorema: Seja f uma função contínua em [a, b] e derivável em ]a, b[. Então:
I) f’(x)  0 em ]a, b[  f é crescente em [a, b]
II) f’(x)  0 em ]a, b[  f é decrescente em [a, b]
Teorema: Seja f uma função contínua e derivável até segunda ordem no intervalo I = ]a, b[, com derivadas f’ e f’’ também contínuas em I. Seja x0  I tal
que f’(x0) = 0. Nestas condições, temos:
a) se f’’(x0) < 0, então x0 é ponto de máximo local de f;
b) se f’’(x0) > 0, então x0 é ponto de mínimo local de f.

2. Concavidade
Teorema: Se f é uma função derivável até segunda ordem no intervalo I = [a, b], x0 é interno a [a, b] e f’’(x0)  0, então:
a) quando f’’(x0) > 0, o gráfico de f tem concavidade positiva em x0;
b) quando f’’(x0) < 0, o gráfico de f tem concavidade negativa em x0.
3. Ponto de Inflexão
P0 é ponto de inflexão quando P0 é ponto em que a concavidade “troca de sinal”.
Teorema: Seja f uma função com derivadas até terceira ordem em I = ]a, b[. Seja x 0  ]a, b[. Se f’’(x0) = 0 e f’’’(x0)  0, então x0 é abscissa de um ponto
de inflexão.
4. Variação das funções
Com os tópicos deste capítulo, podemos fazer um estudo da variação de uma função f. Para caracterizar como varia uma função f, procuramos deter-
minar: o domínio, a paridade, os pontos de descontinuidade, as interseções do gráfico com os eixos x e y, o comportamento no infinito, o crescimento ou
decréscimo, os extremantes, os pontos de inflexão e a concavidade, o gráfico.

Noções de Cálculo Integral


1. Introdução – Área
Historicamente, foi da necessidade de calcular áreas de figuras planas cujos contornos não são segmentos de reta que brotou a noção de integral.
Consideremos o problema de calcular a área A da região sob o gráfico da função f: [a, b]  , em que f(x)  0:

Matemática 184 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Podemos subdividir a área que se deseja calcular em retângulos e, assim, conseguir uma aproximação para a área A da figura. Note que quanto
menores forem as subdivisões do intervalo [a, b] (quanto mais retângulos forem utilizados), melhor será a aproximação para a área.
n
A   f ( xi ) i x
i 1
n
De um modo geral, se f é uma função contínua definida em [a, b], o número do qual as somas  f ( x ) x se aproximam arbitrariamente à
i 1
i i

b
medida que todos os ix se tornam simultaneamente pequenos é chamado integral de f em [a, b] e é representado por  f ( x) dx . Assim, podemos dizer
a
b n
que, sendo ix pequeno, i = 1, 2, ..., n, temos a igualdade aproximada:  f ( x) dx   f ( x ) x
a
i 1
i i

b
No caso da área A que estávamos calculando, podemos escrever: A   f ( x ) dx .
z

2. A integral definida
Como o objetivo deste capítulo é apenas introduzir o conceito de integrais, este tópico será visto apenas superficialmente.
Teorema: Se f é contínua em [a, b], então f é integrável em [a, b].

3. O cálculo da integral
Naturalmente, a letra que representa a variável independente pode ser escolhida arbitrariamente, e considera-se que:
b b b
A   f ( x ) dx   f ( t ) dt   f ( u) du 
z z z
dA d  x
 f ( t ) dt   f ( x ) .
x
A( x )   f ( t ) dt , então A’(x) = f(x). Utilizando a notação A' ( x ) 
dx  a
Teorema: Se , temos o resultado:
a dx 
b b
Para calcular  f ( x) dx , podemos procurar uma função como A(x) tal que A(a) = 0 e
a
A’(x) = f(x), e teremos: A(b)   f ( x ) dx .
a
Uma função F satisfazendo a condição F’(x) = f(x) é chamada primitiva de f ou, ainda, integral indefinida de f. Se F é uma primitiva de f, então F(x) +
c, em que c é uma constante, também é. De um modo geral, representamos uma primitiva genérica de f por  f ( x) dx .
Como consequência de propriedades conhecidas para as derivadas, temos ainda:

 ( f (x)  g(x))dx   f (x)dx   g(x)dx


 (k  f (x))dx  k   f (x)dx , k constante
GEOMETRIA PLANA
Noções e Proposições Primitivas
1. Noções primitivas
As noções (conceitos, termos, entes) geométricas são estabelecidas por meio de definição. As noções primitivas são adotadas sem definição.
Adotaremos sem definir as noções de Ponto, Reta e Plano.
De cada um desses entes temos conhecimento intuitivo, decorrente da experiência e da observação.
Ponto – letras maiúsculas latinas: A, B, C, ...
Reta – letras minúsculas latinas: a, b, c, ...
Plano – letras gregas minúsculas: a, b, g, ...

2. Proposições primitivas
Postulado da existência: “a) Numa reta, bem como fora dela, há infinitos pontos.
b) Num plano há infinitos pontos.”

A expressão “infinitos pontos” tem o significado de “tantos pontos quanto quisermos”.


Dados dois pontos A e B, uma das alternativas abaixo é verdadeira:
a) A e B são coincidentes (é o mesmo ponto, um só ponto com dois nomes: A e B)
b) A e B são distintos.

Dados um ponto P e uma reta r, uma das alternativas abaixo é verdadeira:


a) ou o ponto P está na reta r (a reta r passa por P): P  r
b) ou o ponto P não está na reta r (a reta r não passa por P): P  r.
Pontos colineares são pontos que pertencem a uma mesma reta.

Matemática 185 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Os pontos A, B e C são colineares. Os pontos A, B e D não são colineares.

Postulado da determinação da reta: “Dois pontos distintos determinam uma única (uma, e só uma) reta que passa por eles: (A  B, A  r, B  r)  r
= AB”

A expressão duas retas coincidentes é equivalente a uma única reta.

Postulado da determinação do plano: “Três pontos não colineares determinam um único plano que passa por eles.”

Postulado da inclusão: “Se uma reta tem dois pontos distintos num plano, então a reta está contida nesse mesmo plano: (A  B, r = AB, A  a, B 
a)  r  a”

Pontos coplanares são pontos que pertencem a um mesmo plano.


Figura é qualquer conjunto de pontos.
Figura plana é uma figura que tem todos os seus pontos num mesmo plano.
A Geometria Plana estuda as figuras planas.

Duas retas são concorrentes se, e somente se, elas têm um único ponto comum: r  s = {P}.

Segmento de Reta
A noção estar entre é uma noção primitiva que obedece aos postulados (ou axiomas) que seguem:
Quaisquer que sejam os pontos A, B e P:
1) Se P está entre A e B, então A, B e P são colineares;
2) Se P está entre A e B, então A, B e P são distintos dois a dois;
3) Se P está entre A e B, então A não está entre P e B nem B está entre A e P;
4) Quaisquer que sejam os pontos A e B, se A é distinto de B, então existe um ponto P que está entre A e B.

Segmento de reta: Dados dois pontos distintos, a reunião do conjunto desses dois pontos com o conjunto dos pontos que estão entre eles é um
segmento de reta.

Semi-reta: Dados dois pontos distintos A e B, a reunião do segmento de reta AB com o conjunto dos pontos X tais que B está entre A e X é a semi-
reta AB.

Dois segmentos de reta são consecutivos se, e somente se, uma extremidade de um deles é também extremidade do outro (uma extremidade de um
coincide com a extremidade do outro).
Dois segmentos de reta são colineares se, e somente se, estão numa mesma reta.
Dois segmentos consecutivos e colineares são adjacentes se, e somente se, possuem em comum apenas uma extremidade (não têm pontos inter-
nos comuns).
A congruência (símbolo: ) de segmentos é uma noção primitiva que satisfaz os seguintes postulados:
1) Reflexiva: Todo segmento é congruente a si mesmo: AB  AB.
2) Simétrica: Se AB  CD, então CD  AB.
3) Transitiva: Se AB  CD e CD  EF, então AB  EF.
Dados dois segmentos AB e CD, tomando-se numa semi-reta qualquer de origem R os segmentos adjacentes RP e PT tais que RP  AB e PT  CD,
dizemos que o segmento RT é a soma de AB com CD.

RT = AB + CD = RP + PT

O segmento RS, que é a soma de n segmentos congruentes a AB, é múltiplo de AB segundo n (RS = n AB). Se RS = n AB, dizemos que AB é sub-
múltiplo de RS segundo n.
Um ponto M é ponto médio do segmento AB se, e somente se, M está entre A e B e AM  MB. O ponto médio de AB é único.

A medida de um segmento AB será indicada por m(AB) ou simplesmente por AB. Ela é um número real positivo associado ao segmento de forma tal
que:
1º) Segmentos congruenles têm medidas iguais e, reciprocamente, segmentos que têm medidas iguais são congruentes.
2º) Se um segmento é maior que outro, sua medida é maior que a deste outro.
3º) A um segmento soma está associada uma medida que é a soma das medidas dos segmentos parcelas.

À medida de um segmento dá-se o nome de comprimento do segmento. Em geral, associa-se um número (medida) a um segmento estabelecendo a
razão (quociente) entre este segmento e outro segmento tomado como unidade.
O segmento unitário usual é o metro (m). Seus múltiplos - decâmetro (dam), hectômetro (hm) e quilômetro (km) ou submúltiplos - decímetro (dm),
centimetros (cm) e milímetro (mm) - também são utilizados.

Dados dois pontos distintos A e B, a distância entre A e B (indicada por dA, B) é o segmento AB ou qualquer segmento congruente a AB

Matemática 186 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Ângulos
1. Introdução
Uma região é convexa se, e somente se, dois pontos distintos quaisquer A e B desta região são extremidades de um segmento AB contido na região.
Se uma região não é convexa, então ela é uma região côncava.
Uma reta r de um plano a separa este plano em dois conjuntos de pontos a’ e a’’, chamados semiplanos.

2. Definições
Chama-se ângulo à reunião de duas semi-retas de mesma origem, não contidas numa mesma reta (não colineares). No ângulo AÔB = OA  OB, o
ponto O é o vértice do ângulo e as semi-retas OA e OB são os lados do ângulo.
Dois ângulos são consecutivos se, e somente se, um lado de um deles é também lado do outro (um lado de um deles coincide com um lado do ou-
tro).
Dois ângulos consecutivos são adjacentes se, e somente se, não têm pontos internos comuns.
Dois ângulos são opostos pelo vértice se, e somente se, os lados de um deles são as respectivas semi-retas opostas aos lados do outro. Notemos
que duas retas concorrentes determinam dois pares de ângulos opostos pelo vértice, e que dois ângulos opostos pelo vértice são congruentes.

3. Congruência e comparação
A congruência (símbolo ) entre ângulos é uma noção primitiva que satisfaz os mesmos postulados de congruência entre segmentos de reta.
Uma semi-reta Oc interna a um ângulo aÔb é bissetriz do ângulo aÔb se, e somente se, aÔc  bÔc. A bissetriz de um ângulo é uma semi-reta inter-
na ao ângulo, com origem no vértice do ângulo e que o divide em dois ângulos congruentes. Ela é única.

4. Ângulo reto, agudo, obtuso –Medida


Ângulo reto é todo ângulo congruente a seu suplementar adjacente (90º).
Ângulo agudo é um ângulo menor que um ângulo reto.
Ângulo obtuso é um ângulo maior que um ângulo reto.

Um grau tem 60 minutos (1º = 60’)


Um minuto tem 60 segundos (1’ = 60’’)

Dois ângulos são complementares se, e somente se, a soma de suas medidas é 90º. Um deles é o complemento do outro.
Dois ângulos são suplementares se, e somente se, a soma de suas medidas é 180º. Um deles é o suplemento do outro.
Pode-se estender o conceito de ângulo para se ter o ângulo nulo (cujos lados são coincidentes) ou o ângulo raso (cujos lados são semi-retas opos-
tas). Então a medida a de um ângulo é tal que 0º  a  180º.

Triângulos
1. Conceito – Elementos – Classificação
Dados três pontos A, B e C não colineares, à reunião dos segmentos AB, AC e BC chama-se triângulo ABC.

Quanto aos lados, os triângulos se classificam em:


a) equiláteros se, e somente se, têm os três lados congruentes
b) isósceles se, e somente se, têm dois lados congruentes
c) escalenos se, e somente se, dois lados quaisquer não são congruentes.

Quanto aos ângulos, os triângulos se classificam em:


a) retângulos se, e somente se, têm um ângulo reto
b) acutângulos se, e somente se, têm os três ângulos agudos
c) obtusângulos se, e somente se, têm um ângulo obtuso.

2. Congruência de triângulos
Um triângulo é congruente (símbolo ) a outro se, e somente se, é possível estabelecer uma correspondência entre seus vértices de modo que:
a) seus lados são ordenadamente congruentes aos lados do outro
b) seus ângulos são ordenadamente congruentes aos ângulos do outro.

A congruência entre triângulos é reflexiva, simétrica e transitiva.

Critérios de congruência:
1º caso – LAL: Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes dois lados e o ângulo compreendido entre eles, então eles são congruentes.
Teorema: Se um triângulo tem dois lados congruentes, então os ângulos opostos a esses lados são congruentes.
2º caso – ALA: Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes um lado e os dois ângulos a ele adjacentes, então esses triângulos são congru-
entes.
Se um triângulo possui dois ângulos congruentes, então esse triângulo é isósceles.
3º caso – LLL: Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes os três lados, então esses triângulos são congruentes.

Matemática 187 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Mediana de um triângulo é um segmento com extremidades num vértice e no ponto médio do lado oposto.
Bissetriz interna de um triângulo é o segmento, com extremidades num vértice e no lado oposto, que divide o ângulo desse vértice em dois ângulos
congruentes.
Teorema: Um ângulo externo de um triângulo é maior que qualquer um dos ângulos internos não adjacentes.
4º caso – LAA0: Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes um lado, um ângulo adjacente e o ângulo oposto a esse lado, então esses triân-
gulos são congruentes.
Se dois triângulos retângulos têm ordenadamente congruentes um cateto e a hipotenusa, então esses triângulos são congruentes.

3. Desigualdades nos triângulos


Se dois lados de um triângulo não são congruentes, então os ângulos opostos a eles não são congruentes e o maior deles está oposto ao maior la-
do.
Se dois ângulos de um triângulo não são congruentes, então os lados opostos a eles não são congruentes e o maior deles está oposto ao maior la-
do.
Em todo triângulo, cada lado é menor que a soma dos outros dois.
Em todo triângulo, cada lado é maior que a diferença dos outros dois.

Paralelismo
Conceitos e propriedades:
Duas retas são paralelas (símbolo: //) se, e somente se, são coincidentes (iguais) ou são coplanares e não têm nenhum ponto comum.
Se duas retas coplanares distintas e uma transversal determinam ângulos alternos (ou ângulos correspondentes) congruentes, então essas duas re-
tas são paralelas.
Por um ponto passa uma única reta paralela a uma reta dada.
Se duas retas paralelas distintas interceptam uma transversal, então os ângulos alternos (ou os ângulos correspondentes) são congruentes.
Uma condição necessária e suficiente para duas retas distintas serem paralelas é formarem com uma transversal ângulos alternos (ou ângulos cor-
respondentes) congruentes.

Em todo triângulo, qualquer ângulo externo é igual à soma dos dois ângulos internos não adjacentes a ele.
A soma dos ângulos de qualquer triângulo é igual a dois ângulos retos (180º).
Dois ângulos de lados respectivamente paralelos são congruentes ou suplementares.
Todo triângulo equilátero é equiângulo e, por isso, cada ângulo mede 60º.

Perpendicularidade
1. Definições – Ângulo reto
Duas retas são perpendiculares (símbolo: ) se, e somente se, são concorrentes e formam ângulos adjacentes suplementares congruentes.
Duas semi-retas são perpendiculares se, e somente se, estão contidas em retas perpendiculares e têm um ponto comum.
Dois segmentos de reta são perpendiculares se, e somente se, estão contidos em retas perpendiculares e têm um ponto em comum.
Se duas retas são concorrentes e não são perpendiculares, diz-se que essas retas são oblíquas.
Num plano por um ponto dado de uma reta dada passa uma única reta perpendicular à reta dada. Ou ainda, num plano, por um ponto P de uma reta
r existe uma única reta s perpendicular a r.
Por um ponto dado fora de uma reta dada existe uma e somente uma reta perpendicular à reta dada. Ou ainda, por um ponto P fora de uma reta r
passa uma única reta s perpendicular a r.
Altura de um triângulo é o segmento de reta perpendicular à reta suporte de um lado do triângulo com extremidades nesta reta e no vértice oposto ao
lado considerado.

A mediatriz de um segmento é a reta perpendicular ao segmento pelo seu ponto médio.

3. Projeções e distância
Chama-se projeção ortogonal (ou simplesmente projeção) de um ponto sobre uma reta ao ponto de interseção da reta com a perpendicular a ela
conduzida por aquele ponto.
A projeção de um segmento de reta AB não perpendicular a uma reta r sobre esta reta é o segmento de reta A’B’ em que A’ é a projeção de A sobre
r e B’ é a projeção de B sobre r.
A distância de um ponto a uma reta é a distância desse ponto à projeção dele sobre a reta. A distância entre P e r é a distância entre P e P’, em que
P’ é a projeção de P sobre r.
A distância entre duas retas paralelas é a distância entre um ponto qualquer de uma delas e a outra reta. A distância entre r e s paralelas é a distân-
cia entre um ponto P de r e a reta s.
Se duas retas distintas são paralelas, os pontos de uma delas estão a igual distância (são equidistantes) da outra.

Todo ponto da mediatriz de um segmento é equidistante das extremidades do segmento.

Todo ponto da bissetriz de um ângulo é equidistante dos lados do ângulo.

Matemática 188 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Quadriláteros Notáveis
1. Quadrilátero – Definição e elementos
Sejam A, B, C e D quatro pontos de um mesmo plano, todos distintos e três não colineares. Se os segmentos AB, BC, CD e DA interceptam-se ape-
nas nas extremidades, a reunião desses quatro segmentos é um quadrilátero.
O quadrilátero é um polígono simples de quatro lados.
Um quadrilátero tem 2 diagonais (d = 2), soma dos ângulos internos igual a 360º e soma dos ângulos externos também igual a 360º.

2. Quadriláteros notáveis – Definições


Os quadriláteros notáveis são os trapézios, os paralelogramos, os retângulos, os losangos e os quadrados.
Um quadrilátero plano convexo é um trapézio se, e somente se, possui dois lados paralelos:

Os lados paralelos são as bases do trapézio. De acordo com os outros dois lados não bases, temos:
a) trapézio isósceles, se estes lados são congruentes
b) trapézio escaleno, se estes lados não são congruentes.
Trapézio retângulo (ou bi-retângulo) é um trapézio que tem dois ângulos retos.
Um quadrilátero plano convexo é um paralelogramo se, e somente se, possui os lados opostos paralelos:

Um quadrilátero plano convexo é um retângulo se, e somente se, possui os quatro ângulos congruentes:

Um quadrilátero plano convexo é um losango se, e somente se, possui os quatro lados congruentes:
Um quadrilátero plano convexo é um quadrado se, e somente se, possui os quatro ângulos congruentes e os quatro lados congruentes:

3. Propriedades dos trapézios

a) Em qualquer trapézio ABCD de bases AB e CD temos: A   D  B  C  180 .


b) Os ângulos de cada base de um trapézio isósceles são congruentes.
c) As diagonais de um trapézio isósceles são congruentes.

4. Propriedades dos paralelogramos


a) Em todo paralelogramo dois ângulos opostos quaisquer são congruentes
b) Todo quadrilátero convexo que tem ângulos opostos congruentes é paralelogramo
c) Todo retângulo é paralelogramo
d) Em todo paralelogramo, dois lados opostos quaisquer são congruentes
e) Todo quadrilátero convexo que tem lados opostos congruentes é paralelogramo
f) Todo losango é paralelogramo
g) Em todo paralelogramo, as diagonais interceptam-se nos respectivos pontos médios
h) Todo quadrilátero convexo em que as diagonais interceptam-se nos respectivos pontos médios é paralelogramo.
i) Se dois segmentos de reta interceptam-se nos respectivos pontos médios, então suas extremidades são vértices de um paralelogramo.
j) Todo quadrilátero convexo que tem dois lados paralelos e congruentes é um paralelogramo.
l) Se dois segmentos de reta são paralelos e congruentes, então suas extremidades são vértices de um paralelogramo.
5. Propriedades do retângulo, do losango e do quadrado
a) O retângulo goza das mesmas propriedades dos paralelogramos
b) Em todo retângulo as diagonais são congruentes
c) Todo paralelogramo que tem as diagonais congruentes é um retângulo
d) O losango goza das mesmas propriedades dos paralelogramos
e) Todo losango tem diagonais perpendiculares

Matemática 189 A Opção Certa Para a Sua Realização


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f) Todo paralelogramo que tem diagonais perpendiculares é um losango
g) Todo quadrado é um retângulo e também é um losango. Portanto, além das propriedades do paralelogramo, o quadrado tam as propriedades ca-
racterísticas dos retângulos e dos losangos.

6. Consequências – Bases médias


a) Se um segmento tem extremidades nos pontos médios de dois lados de um triângulo, então:
1º) ele é paralelo ao terceiro lado;
2º) ele é metade do terceiro lado.
b) Se um segmento paralelo a um lado de um triângulo tem uma extremidade no ponto médio de um lado e a outra extremidade no terceiro lado, en-
tão esta extremidade é ponto médio do terceiro lado.
c) Se um segmento tem extremidades nos pontos médios dos lados não paralelos de um trapézio, então:
1º) ele é paralelo às bases;
2º) ele é igual à semi-soma das bases.
d) Se um segmento paralelo às bases de um trapézio tem uma extremidade no ponto médio de um dos outros lados e a outra extremidade no quarto
lado, então esta extremidade é pondo médio deste lado.

Pontos Notáveis do Triângulo


1. Baricentro – Medianas
As três medianas de um triângulo interceptam-se num mesmo ponto que divide cada mediana em duas partes tais que a parte que contém o vértice é o
dobro da outra.
O ponto de interseção (ou ponto de encontro, ou ponto de concurso) das três medianas de um triângulo é o baricentro do triângulo. O baricentro é o cen-
tro de gravidade do triângulo.

2. Incentro – Bissetrizes internas


As três bissetrizes internas de um triângulo interceptam-se num mesmo ponto que está a igual distância dos lados do triângulo.
O ponto de interseção (ou ponto de encontro, ou ponto de concurso) das três bissetrizes internas de um triângulo é o incentro do triângulo. O incentro é o
centro da circunferência inscrita no triângulo.

3. Circuncentro – Mediatrizes
As mediatrizes dos lados de um triângulo interceptam-se num mesmo ponto que está a igual distância dos vértices do triângulo.
O ponto de interseção (ou ponto de encontro, ou ponto de concurso) das mediatrizes dos lados de um triângulo é o circuncentro do triângulo. O baricen-
tro é o centro de circunferência circunscrita ao triângulo.

4. Ortocentro – Alturas
As três retas suportes das alturas de um triângulo interceptam-se num mesmo ponto.
O ponto de interseção (ou ponto de encontro, ou ponto de concurso) das retas suportes das alturas de um triângulo é o ortocentro do triângulo.

Polígonos b) for par, o ponto é externo ao polígono


1. Definições e elementos De acordo com o número n de lados, os polígonos recebem nomes
Dada uma sequência de pontos de um plano (A1, A2, ..., An) com n especiais. Veja a seguir as correspondências:
 3, todos distintos, onde três pontos consecutivos não são colineares, n=3 triângulo ou trilátero 3 lados
considerando-se consecutivos An – 1, An e A1, assim como An, A1 e A2, n=4 quadrângulo ou quadrilátero 4 lados
chama-se polígono à reunião dos segmentos A1A2, A2A3, ..., An–1An, AnA1. n=5 pentágono 5 lados
Indicação: polígono A1A2A3 ... An–1An. n=6 hexágono 6 lados
n=7 heptágono 7 lados
Considerando o polígono A1A2A3 ... An–1An, temos: n=8 octógono 8 lados
a) os pontos A1, A2, ..., An são os vértices do polígono n=9 eneágono 9 lados
b) os segmentos A1A2, A2A3, ..., An–1An, AnA1 são os lados do polígono n = 10 decágono 10 lados
  A A A , , A  A A A são os n = 11 undecágono 11 lados
c) os ângulos A 1 n 1 2 n n 1 n 1 n = 12 dodecágono 12 lados
ângulos do polígono n = 15 pentadecágono 15 lados
d) dois lados que têm um vértice comum (ou uma extremidade comum) n = 20 icoságono 20 lados
são lados consecutivos Em geral, para um número n (n  3) qualquer de lados dizemos que o
e) dois lados não consecutivos não têm vértice (ou extremidade) co- polígono é um n-látero
mum Um polígono convexo é regular se, e somente se, todos os lados e ân-
f) dois ângulos de um polígono são consecutivos se têm um lado do po- gulos são congruentes.
lígono comum
g) um polígono de n vértices possui n lados e n ângulos 2. Diagonais – Ângulos internos – Ângulos externos
h) a soma dos lados é o perímetro do polígono Diagonal de um polígono é um segmento cujas extremidades são véri-
i) um polígono é simples se, e somente se, a interseção de quaisquer ces não consecutivos do polígono.
dois lados não consecutivos é vazia O número de diagonais d de um polígono de n lados (n  3) é dado
j) um polígono simples é um polígono convexo se, e somente se, a reta n( n  3) .
determinada por dois vértices consecutivos quaisquer deixa todos os por: d
demais (n – 2) vértices num mesmo semiplano dos dois que ela deter- 2
mina A soma Si dos ângulos internos de um polígono convexo de n lados (n
l) se um polígono não é convexo, diremos que ele é um polígono côn-  3) é dada por:
cavo Si  ( n  2).180
Dado um polígono simples e um ponto não pertencente a ele, se A soma Se dos ângulos externos de um polígono convexo de n lados (n
conduzirmos uma semi-reta com origem no ponto e que não passe por  3) é dada por:
nenhum vértice, mas intercepte o polígono, se o número de pontos de Se = 360º.
interseção:
a) for ímpar, então o ponto é interno ao polígono

Matemática 190 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Circunferência e Círculo
1. Definições – Elementos
Circunferência é um conjunto dos pontos de um plano equidistante de um ponto dado desse plano. O ponto dado é o centro e a distância é o raio da
circunferência.
Corda de uma circunferência é um segmento cujas extremidades pertencem à circunferência.
Diâmetro de uma circunferência é uma corda que passa pelo centro
Um raio de uma circunferência é um segmento com uma extremidade no centro e a outra num ponto da circunferência.

2. Posições relativas de reta e circunferência


Uma reta secante a uma circunferência é uma reta que intercepta a circunferência em dois pontos distintos.
Uma reta tangente a uma circunferência é uma reta que intercepta a circunferência num único ponto.
Toda reta perpendicular a um raio na sua extremidade da circunferência é tangente à circunferência.

3. Segmentos tangentes – Quadriláteros circunscritíveis


Um quadrilátero convexo é circunstrito a uma circunferência se, e somente se, seus quatro lados são tangentes à circunferência.
Se um quadrilátero convexo é circunscrito a uma circunferência, a soma de dois lados opostos é igual à soma dos outros dois.

Ângulos na Circunferência
Duas circunferências são congruentes quando têm raios iguais.
1. Ângulo central
Ângulo central relativo a uma circunferência é o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência.
Tomando-se para unidade de arco (arco unitário) o arco definido na circunferência por um ângulo central unitário (unidade de ângulo), temos que a
medida de um arco de circunferência é igual à medida do ângulo central correspondente.

2. Ângulo inscrito
Ângulo inscrito relativo a uma circunferência é um ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados são secantes a ela.
A medida de um ângulo inscrito é metade da medida do arco correspondente.

Todo ângulo reto inscrito subentende uma semicircunferência.


Um triângulo que tem os vértices numa semicircunferência é inscrito nela. Se um triângulo inscrito numa semicircunferência tem um lado igual ao di-
âmetro, então ele é triângulo retângulo.

Se um quadrilátero convexo é inscrito numa circunferência, então os ângulos opostos são suplementares.

Teorema de Tales
1. Teorema de Tales
Se duas retas são transversais de um feixe de retas paralelas, então a razão entre dois segmentos quaisquer de uma delas é igual à razão entre os
respectivos segmentos correspondentes da outra.

AB A' B '
Por exemplo: 
CD C ' D '
2. Teoremas das bissetrizes
Teorema da bissetriz interna: Uma bissetriz interna de um triângulo divide o lado oposto em segmentos (aditivos) proporcionais aos lados adjacentes.
Em outras palavras, se AD é bissetriz do ângulo Â, temos:

x y

c b

Matemática 191 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Teorema da bissetriz externa: Se a bissetriz de um ângulo externo de um triângulo intercepta a reta que contém o lado oposto, então ela divide este
lado oposto externamente em segmentos (subtrativos) proporcionais aos lados adjacentes.
Em outras palavras, se AD é bissetriz externa, temos:

x y

c b
Semelhança de Triângulos
1. Semelhança de triângulos
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, possuem os três ângulos ordenadamente congruentes e os lados homólogos proporcionais.
Teorema fundamental: Se uma reta é paralela a um dos lados de um triângulo e intercepta os outros dois em pontos distintos, então o triângulo que
ela determina é semelhante ao primeiro.

2. Casos ou critérios de semelhança


1º caso: Se dois triângulos possume dois ângulos ordenadamente congruentes, então eles são semelhantes.
2º caso: Se dois lados de um triângulo são proporcionais aos homólogos de outro triângulo e os ângulos compreendidos são congruentes, então os
triângulos são semelhantes.
3º caso: Se dois triângulos têm os lados homólogos proporcionais, então eles são semelhantes.

Triângulos Retângulos
1. Relações métricas
Considerando um triângulo ABC, retângulo em A, e conduzindo AD perpendicular a BC, com D em BC, vamos caracterizar os seguintes elementos:

BC = a : hipotenusa
AC = b : cateto
AB = c : cateto
BD = m : projeção do cateto c sobre a hipotenusa
CD = n : projeção do cateto c sobre a hipotenusa
AD = h : altura relativa à hipotenusa

Relações métricas:
1) b2 = a . n 3) h2 = m . n 5) b . h = c . n
2) c2 = a . m 4) b . c = a . h 6) c . h = b . m
Teorema de Pitágoras: A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.
a2 = b2 + c2

2. Aplicações do Teorema de Pitágoras


a) Dado um quadrado de lado a, a sua diagonal d é dada por:
da 2
b) Dado um triângulo equilátero de lado a, a sua altura h é dada por:
a 3
h
2
Triângulos Quaisquer
Relações métricas
Teorema dos senos: Os lados de um triângulo são proporcionais aos senos dos ângulos opostos e a constante de proporcionalidade é o diâmetro da
circunferência circunscrita ao triângulo:
a b c
   2R
senA senB senC
Matemática 192 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Relações métricas:
a) Num triângulo qualquer, o quadrado do lado oposto a um ângulo agudo é igual à soma dos quadrados dos outros dois lados, menos duas vezes o
produto de um desses lados pela projeção do outro sobre ele: (ver última figura acima)
b2 = c2 + a2 – 2am

b) Num triângulo obtusângulo qualquer, o quadrado do lado oposto ao ângulo obtuso é igual à soma dos quadrados dos outros lados, mais duas ve-
zes o produto de um desses lados pela projeção do outro sobre ele (ou sobre a reta que os contém):
a2 = b2 + c2 + 2cm

Teorema dos cossenos: Em qualquer triângulo, o quadrado de um lado é igual à soma dos quadrados dos outros dois lados menos duas vezes o
produto desses dois lados pelo cosseno do ângulo pro eles formado:
a2 = b2 + c2 – 2bc cos A

Polígonos Regulares
Conceitos e propriedades
Um polígono convexo é regular se, e somente se, tem todos os seus lados congruentes e todos os seus ângulos internos congruentes. Um polígono
regular é equilátero e equiângulo.

Dividindo-se uma circunferência em n (n  3) arcos congruentes, temos:


a) todas as cordas determinadas por dois pontod de divisão consecutivos, reunidas, formam um polígono regular de n lados inscrito na circunferência;
b) as tangentes traçadas pelos pontos de divisão determinam um polígono regular de n lados circunscrito à circunferência.
Todo polígono regular é inscritível numa circunferência.
Todo polígono regular é circunscritível a uma circunferência.

Comprimento da Circunferência
Conceitos e propriedades
Propriedade 1: Dada uma circunferência qualquer, o perímetro de qualquer polígono convexo nela inscrito é menor que o perímetro de qualquer polí-
gono a ela circunscrito.
Propriedade 2: Dada uma circunferência qualquer e fixado um segmento k, arbitrário, podem-se construir dois polígonos, um inscrito e outro circuns-
crito à circunferência, tais que a diferença entre seus perímetros seja menor que o segmento k fixado.
Propriedade 3: A razão entre o perímetro do círculo e seu diâmetro é um número constante representado por p.
Observação: Chama-se radiano (rad) todo arco de circunferência cujo comprimento é igual ao comprimento do raio da circunferência que o contém.

Áreas de Superfícies Planas


1. Áreas de superfícies planas
Área de uma superfície limitada é um número real positivo associado à superfície de forma tal que:
1º) Às superfícies equivalentes estão associadas áreas iguais (números iguais) e reciprocamente.
2º) A uma soma de superfícies está associada uma área (número) que é a soma das áreas das superfícies parcelas.
3º) Se uma superfície está contida em outra, então sua área é menor (ou igual) que a área da outra.

2. Áreas de polígonos
Dado um retângulo de base b e altura h, temos:
AR = b . h

Dado um quadrado de lado a, temos:


AQ = a2

Dado um paralelogramo de base b e altura h, temos:


AP = AR = b . h

Dado um triângulo de base b e altura h, temos:


b. h
AT 
2
Dado um triângulo equilátero de lado a, temos:
a2 3
S
4
Dado o trapézio de bases B e b, e altura h, temos:
( B  b). h
ATra 
2
Matemática 193 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Dado o losango de diagonais d1 e d2, temos:
d1 . d 2
AL 
2
3. Área do círculo
Seja C um círculo de raio R e diâmetro D. A área deste círculo é dada por:
D 2
AC    R  2

4
GEOMETRIA ESPACIAL Observações:
1. Conceitos primitivos e postulados 1ª) Para se obter a interseção de dois planos distintos, basta obter dois
As noções (conceitos, termos, entes) geométricas são estabelecidas pontos distintos comuns a esses planos.
por meio de definições. Em particular, as primeiras noções, os conceitos 2ª) Para se provar que três ou mais pontos do espaço são colineares,
primitivos (noções primitivas) da Geometria, são adotadas sem definição. basta provar que eles pertencem a dois planos distintos.
Adotaremos sem definir os conceitos de ponto, reta e plano. Do ponto, da
reta e do plano temos um conhecimento intuitivo decorrente da experiência Paralelismo
e da observação. 1. Paralelismo de retas
O espaço é o conjunto de todos os pontos. Nesse conjunto desenvolve- Postulado de Euclides: Por um ponto existe uma única reta paralela a
remos a Geometria Espacial. uma reta dada.
Se duas retas são paralelas a uma terceira, então elas são paralelas
Postulado da existência: entre si.
a) Existe reta e numa reta, bem como fora dela, há infinitos pontos.
b) Existe plano e num plano, bem como fora dele, há infinitos pontos. 2. Paralelismo entre retas e planos
Uma reta é paralela a um plano (ou o plano é paralelo à reta se, e so-
Postulado da determinação: mente se, eles não têm ponto comum.
a) Dois pontos distintos determinam uma única reta que passa por eles. Teorema: Se uma reta não está contida num plano e é paralela a uma
b) Três pontos não colineares determinam um único plano que passa reta do plano, então ela é paralela ao plano. Ou ainda, Se duas retas são
por eles. paralelas e distintas, todo plano que contém uma e não contém a outra, é
Postulado da Inclusão: Se uma reta tem dois pontos distintos num pla- paralelo a essa outra.
no, então ela está contida no plano. Se uma reta é paralela a um plano, então ela é paralela a uma reta do
Duas retas são concorrentes se, e somente se, elas têm um único pon- plano.
to comum.
Duas retas são paralelas se, e somente se, ou são coincidentes ou são 3. Posições relativas de uma reta e um plano
coplanares e não têm ponto comum. Uma reta e um plano podem apresentar em comum:
1º) dois pontos distintos: a reta está contida no plano.
2. Determinação de plano 2º) um único ponto: a reta e o plano são concorrentes (ou secantes)
Existem quatro modos de determinar planos. 3º) nenhum ponto em comum: a reta e o plano são paralelos.
1º modo: por três pontos não colineares.
2º modo: por uma reta e um ponto fora dela. 4. Duas retas reversas
3º modo: por duas retas concorrentes. Problemas que se referem a duas retas reversas (r e s) e a um ponto
4º modo: por duas retas paralelas distintas. (P) devem ser analisados em três possíveis hipóteses:
Teorema 1: Se uma reta e um ponto são tais que o ponto não pertence 1º caso: O ponto pertence a uma das retas.
à reta, então eles determinam um único plano que os contém. 2º caso: O ponto e uma das retas determinam um plano paralelo à ou-
Teorema 2: Se duas retas são concorrentes, então elas determinam um tra reta.
único plano que as contém. 3º caso: O ponto e qualquer uma das retas determinam um plano não
Teorema 3: Se duas retas são paralelas entre si e distintas, então elas paralelo à outra.
determinam um único plano que as contém.
5. Paralelismo entre planos
3. Posições das retas Dois planos são paralelos se, e somente se, eles não têm ponto co-
Duas retas são chamadas retas reversas se, e somente se, não existe mum ou são iguais (coincidentes).
plano que as contenha. Teorema da existência de planos paralelos:
Um quadrilátero é chamado quadrilátero reverso se, e somente se, não a) Condição suficiente: Se um plano contém duas retas concorrentes,
existe plano contendo seus quatro vértices. ambas paralelas a um outro plano, então esses planos são paralelos.
Observação: Chamamos figura a todo conjunto de pontos. Uma figura b)Condição necessária e suficiente: Para que dois planos distintos se-
é plana quando seus pontos pertencem a um mesmo plano, e os pontos jam paralelos, um deles deve conter duas retas concorrentes, ambas para-
são ditos coplanares; caso contrário, a figura é chamada figura reversa e os lelas ao outro.
pontos, não coplanares.
Dadas duas retas distintas r e s, ou elas são concorrentes, ou paralelas 6. Posições relativas de dois planos
ou reversas. Dois planos a e b podem ocupar as seguintes posições relativas:
1°) coincidentes (ou iguais): a  b = a = b.
4. Interseção de planos 2º) paralelos distintos: a  b = .
Postulado da interseção: Se dois planos distintos têm um ponto co- 3º) secantes: a  b = uma reta.
mum, então eles têm pelo menos um outro ponto comum.
Teorema da interseção: Se dois planos distintos têm um ponto comum, 7. Três retas reversas duas a duas
então a interseção desses planos é uma única reta que passa por aquele Problemas que se referem a três retas (r, s, t), duas a duas reversas,
ponto. devem ser analisados em duas hipóteses possíveis:
Dois planos distintos que se interceptam (ou se cortam) são chamados 1º caso: Não existe plano paralelo às três retas.
planos secantes (ou concorrentes). A reta comum é a interseção desses 2º caso: Existe plano paralelo às três retas.
planos ou o traço de um deles no outro.

Matemática 194 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Ângulo de duas retas – Retas ortogonais 2. Segmento perpendicular e segmentos oblíquos a um plano por
Uma reta r de um plano a separa esse plano em dois semiplanos. um ponto
Um ângulo é chamado ângulo de duas retas orientadas quaisquer se, e Se por um ponto P não pertencente a um plano a conduzimos os seg-
somente se, ele tem vértice arbitrário e seus lados têm sentidos respecti- mentos PP’ e PA, com PP’ perpendicular e PA oblíquo, com P’ e A perten-
vamente concordantes com os sentidos das retas. centes ao plano, concluímos que o segmento perpendicular é menor que
Teorema: qualquer dos oblíquos.
a) Se dois ângulos têm os lados com sentidos respectivamente concor-
dantes, então eles são congruentes. 3. Distâncias geométricas
b) Se dois ângulos têm os lados com sentidos respectivamente discor- Chama-se distância entre dois pontos distintos A e B (dA,B) ao segmen-
dantes, então eles são congruentes. to de reta AB ou a qualquer segmento congruente a AB. Se A = B, a distân-
c) Se dois ângulos são tais que um lado de um deles tem sentido con- cia entre A e B é nula.
cordante com um lado do outro e os outros dois lados têm sentidos discor- Chama-se distância entre um ponto e uma reta à distância entre esse
dantes, então eles são suplementares. ponto e o pé da perpendicular à reta conduzida pelo ponto.
Duas retas são ortogonais se, e somente se, são reversas e formam Observação: É fundamental diferenciar o conceito de distância entre o
ângulo reto. Usaremos o símbolo  para ortogonalidade. Se duas retas ponto P e a reta r da distância entre o ponto P e um ponto da reta r.
formam ângulo reto, então elas são perpendiculares ou ortogonais. Chama-se distância entre duas retas paralelas à distância entre um
ponto qualquer de uma delas e a outra reta.
Chama-se distância entre um ponto e um plano à distância entre esse
Perpendicularidade ponto e o pé da perpendicular ao plano conduzida pelo ponto.
1. Reta e plano perpendiculares Chama-se distância entre uma reta e um plano paralelos à distância
Uma reta e um plano são perpendiculares se, e somente se, eles têm entre um ponto qualquer da reta e o plano.
um ponto comum e a reta é perpendicular a todas as retas do plano que Chama-se distância entre dois planos paralelos à distância entre um
passam por esse ponto comum. ponto qualquer de um deles e o outro plano.
Uma reta e um plano são oblíquos se, e somente se, são concorrentes Chama-se distância entre duas retas reversas à distância entre um
e não são perpendiculares. ponto qualquer de uma delas e o plano que passa pela outra e é paralelo à
Como consequência da definição acima, se uma reta é perpendicular a primeira.
um plano, então ela forma ângulo reto com qualquer reta do plano. Dadas duas retas reversas r e s, existe uma única reta x, perpendicular
comum a essas retas (x  r e x  s).
Teorema: Se uma reta é perpendicular a duas retas concorrentes de Dadas duas retas reversas r e s, de todos os segmentos que têm uma
um plano, então ela é perpendicular ao plano. extremidade em cada uma das retas, o menor é aquele da perpendicular
comum.
2. Planos perpendiculares
Um plano a é perpendicular a um plano b se, e somente se, a contém 4. Ângulo de uma reta com um plano
uma reta perpendicular a b. Chama-se ângulo de uma reta e um plano oblíquos ao ângulo agudo
Teorema: Se dois planos são perpendiculares entre si e uma reta de que a reta forma com a sua projeção ortogonal sobre o plano
um deles é perpendicular à interseção dos planos, então essa reta é per-
pendicular ao outro lado. 5. Reta de maior declive de um plano em relação a outro
Uma condição necessária e suficiente para que dois planos secantes Se dois planos a e b são oblíquos, toda reta de a perpendicular à inter-
sejam perpendiculares é que toda reta de um deles, perpendicular à inter- seção dos planos é chamada reta de maior declive de a em relação a b.
seção, seja perpendicular ao outro.
6. Lugares geométricos
Aplicações Lugar geométrico é um conjunto de pontos caracterizado por uma pro-
1. Projeção ortogonal sobre um plano priedade.
Chama-se projeção ortogonal de um ponto sobre um plano ao pé da Dados um plano a, uma distância r, não nula, e um ponto O  a, cha-
perpendicular ao plano conduzida pelo ponto. ma-se circunferência de centro O e raio R o conjunto:
Chama-se projeção ortogonal de uma figura sobre um plano ao conjun- l(O,r) = {P  a | dO,P = r}
to das projeções ortogonais dos pontos dessa figura sobre o plano. Portanto, uma circunferência é um lugar geométrico. Todos os seus
Se uma reta é perpendicular ao plano, sua projeção ortogonal sobre o pontos e só eles têm a propriedade de distar r (raio) de um ponto O (centro)
plano é o ponto onde a reta “fura” o plano. de seu plano.
Chama-se projeção ortogonal sobre um plano a de um segmento AB, O lugar geométrico dos pontos equidistantes de dois pontos distintos é
contido numa reta não perpendicular a a, ao segmento A’B’ onde A’ = proja o plano mediador do segmento que tem esses pontos por extremidades.
A e B’ = proja B. O lugar geométrico dos pontos equidistantes de três pontos não coline-
ares é a reta perpendicular ao plano do triângulo determinado pelos pontos,
conduzida pelo circuncentro desse triângulo.

Diedro
1. Definições
Ângulo diedro ou diedro ou ângulo diédrico é a reunião de dois semiplanos de mesma origem não contidos num mesmo plano.
A origem comum dos semiplanos é a aresta do diedro e os dois semiplanos são as suas faces.

Matemática 195 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2. Secções
Secção de um diedro é a interseção do diedro dom um plano secante à aresta. Uma seção de um diedro é um ângulo plano.
Duas secções paralelas de um diedro dão congruentes.
Secção reta ou secção normal de um diedro é uma secção cujo plano é perpendicular à aresta do diedro. Secções normais de um mesmo diedro são
congruentes.

Um diedro é reto se, e somente se, sua secção normal é um ângulo reto.
Um diedro é agudo se, e somente se, sua secção normal é um ângulo agudo.
Um diedro é obtuso se, e somente se, sua secção normal é um ângulo obtuso.

Dois diedros são adjacentes se, e somente se, as secções normais são ângulos adjacentes.
Dois diedros são opostos pela aresta se, e somente se, as secções normais são ângulos opostos pelo vértice.

3. Diedros congruentes – Bissetor – Medida


Dois diedros são congruentes se, e somente se, uma secção normal de um é congruente a uma secção normal do outro.
Um semiplano é bissetor de um diedro se, e somente se, ele possui origem na aresta do diedro e o divide em dois diedros adjacentes e congruentes.

Usando analogia com ângulo plano, podemos definir:


a) soma de diedros: A secção normal do diedro soma (ou diferença) de dois diedros é congruente à soma (ou diferença) das secções normais dos
diedros considerados.
b) desigualdade entre diedros: Se um diedro é maior (ou menor) que outro, a secção reta do primeiro é maior (ou menor) que a secção reta do se-
gundo e reciprocamente.
A medida de um diedro é a medida de sua secção reta.
Dois diedros são complementares se, e somente se, suas secções normais forem complementares (ou a soma de suas medidas for 90º).
Dois diedros são suplementares se, e somente se, a soma de suas medidas for 180º (ou suas secções normais são suplementares).

Triedros
1. Conceito e elementos
Dadas três semi-retas Va, Vb, Vc de mesma origem V, não coplanares, o interior da região limitada por estas três semi-retas é chamado triedro. V é o
vértice do triedro e Va, Vb e Vc são suas arestas. aVb, aVc e bVc são suas faces ou ângulos de face. Cada duas faces de um triedro determinam seus diedros.
Um triedro notável é aquele cujas faces são ângulos retos e cujos diedros são diedros retos. Esse triedro é chamado triedro tri-retângulo (ou triedro
tri-retangular)
2. Relações entre as faces
Teorema 1: Em todo triedro, qualquer face é menor que a soma das outras duas.
Teorema 2: A soma das medidas em graus das faces de um triedro qualquer é menor que 360º.

3. Congruência de triedros
Um triedro é congruente a outro se, e somente se, é possível estabelecer uma correspondência entre as suas arestas e as do outro, de modo que
seus diedros são ordenadamente congruentes aos diedros do outro e suas faces são ordenadamente congruentes às faces do outro.
Existem dois tipos de congruência entre triedros:
1º tipo: Congruência direta: Quando os triedros podem ser superpostos por movimento de rotação e translação.
2º tipo: Congruência inversa: Quando os triedros são congruentes (satisfazem à definição acima), mas não são superponíveis.

4. Critérios ou casos de congruência entre triedros


A definição de congruência de triedros dá todas as condições fundamentais que devem ser satisfeitas para que dois triedros sejam congruentes. Es-
sas condições (seis congruências: três entre faces e três entre diedros) são totais, porém existem condições mínimas para que dois triedros sejam congruen-
tes. Estas condições mínimas são chamadas casos ou critérios de congruência. Cada caso ou critério traduz um a condição necessária e suficiente para que
dois triedros sejam congruentes.
1º critério: FDF: Se dois triedros têm, ordenadamente congruentes, duas faces e o diedro compreendido, então eles são congruentes.
2º critério: DFD: Se dois triedros têm, ordenadamente congruentes, dois diedros e a face compreendida, então eles são congruentes.
3º critério: FFF: Se dois triedros têm, ordenadamente congruentes, as três faces, então eles são congruentes.
4º critério: DDD: Se dois triedros têm, ordenadamente congruentes, os três diedros, então eles são congruentes.
Observação: Para efeito de memorização, podemos comparar os casos FDF, DFD, FFF com os casos de congruência entre triângulos LAL, ALA e
LLL.
Poliedros Convexos
1. Poliedros convexos
Superfície poliédrica limitada convexa é a reunião de um número finito de polígonos planos e convexos (ou regiões poligonais convexas), tais que:
a) dois polígonos não estão num mesmo plano;
b) cada lado de polígono não está em mais do que dois polígonos;
c) havendo lados de polígonos que estão em um só polígono, eles devem formar uma única poligonal fechada, plana ou não, chamada contorno;
d) o plano de cada polígono deixa os demais num mesmo semi-espaço (condição de convexidade).
As superfícies poliédricas limitadas convexas que têm contorno são chamadas abertas. As que não têm contorno são chamadas fechadas.
Uma superfície poliédrica limitada convexa tem:
a) faces: são os polígonos;
b) arestas: são os lados dos polígonos;
c) vértices: são os vértices dos polígonos;
d) ângulos: são os ângulos dos polígonos.
Consideremos um número finito n (n  4) de polígonos planos convexos (ou regiões poligonais convexas) tais que:
a) dois polígonos não estão num mesmo plano;
b) cada lado de um polígono é comum a dois e somente dois polígonos;
c) o plano de cada polígono deixa os demais polígonos num mesmo semi-espaço.

Matemática 196 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Nessas condições, ficam determinados n semi-espaços, cada um dos quais tem origem no plano de um polígono e contém os restantes. A interseção
desses semi-espaços é chamada poliedro convexo.
Um poliedro convexo possui: faces (polígonos convexos), arestas (lados dos polígonos) e vértices (vértices dos polígonos).
Dois poliedros são congruentes se, e somente se, é possível estabelecer uma correspondência entre seus elementos de modo que as faces e os ân-
gulos poliédricos de um sejam ordenadamente congruentes às faces e ângulos poliédricos do outro.
Relação de Euler: Para todo poliedro convexo, ou para sua superfície, vale a relação: V+F=A+2
em que V é o número de vértices, A é o número de arestas e F é o número de faces do poliedro.

A soma dos ângulos de todas as faces de um poliedro convexo é: S = (V – 2) . 360º,


onde V é o número de vértices.

2. Poliedros regulares
Um poliedro convexo é regular quando:
a) suas faces são polígonos regulares e congruentes
b) seus ângulos poliédricos são congruentes.

Prisma
1. Prisma ilimitado
Consideremos um polígono plano convexo de n lados e uma reta r não paralela nem contida no plano do polígono. Chama-se prisma ilimitado con-
vexo ou prisma convexo indefinido à reunião das retas paralelas a r que passam pelos pontos do polígono dado.
Se o polígono for côncavo, o prisma ilimitado será côncavo.

Secção é um polígono plano com um só vértice em cada aresta. Secção reta ou secção normal é uma secção cujo plano é perpendicular às arestas.
Propriedades:
1ª) Secções paralelas de um prisma ilimitado são polígonos congruentes.
2ª) A soma dos diedros de um prisma ilimitado convexo e n arestas é igual a (n – 2) . 180º.

2. Prisma
Consideremos um polígono convexo ABCD...MN situado num plano a e um segmento de reta PQ cuja reta suporte intercepta o plano a. Chama-se
prisma à reunião de todos os segmentos congruentes e paralelos a PQ, com uma extremidade nos pontos do polígono e situados num mesmo semi-espaço
dos determinados por a.
Podemos também definir o prisma como sendo a região compreendida entre duas secções paralelas de um prisma ilimitado.
O prisma possui:
a) 2 bases congruentes (as secções citadas acima)
b) n faces laterais (paralelogramos) (total de (n + 2) faces)
c) n arestas laterais (3n arestas totais)
d) 3n diedros
e) 2n vértices
f) 2n triedros
A altura de um prisma é a distância h entre os planos das bases.
Prisma reto é aquele cujas arestas laterais são perpendiculares aos planos das bases. Num prisma reto as faces laterais são retângulos.
Prisma oblíquo é aquele cujas arestas são oblíquas aos planos das bases.
Prisma regular é um prisma reto cujas bases são polígonos regulares.
Um prisma será triangular, quadrangular, pentagonal, etc, conforme a base for um triângulo, um quadrilátero, um pentágono, etc.

3. Paralelepípedos
Paralelepípedo é um prisma cujas bases são paralelogramos. A superfície total de um paralelepípedo é a reunião de seis paralelogramos.
Paralelepípedo reto é um prisma reto cujas bases são paralelogramos. A superfície total de um paralelepípedo reto é a reunião de quatro retângulos
com dois paralelogramos (bases).
Cubo é um paralelepípedo retângulo cujas arestas são congruentes.

4. Diagonal e área do cubo


Dado um cubo de aresta a, sua diagonal é dada por: d  a 3,
e sua área total é dada por: S  6a 2
.

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5. Diagonal e área do paralelepípedo retângulo
Seja o paralelepípedo retângulo de dimensões a, b e c:

As diagonais f1, f2 e f3 das faces são:


f1  a 2  b2 , f 2  a 2  c2 , f 3  b2  c2
A diagonal d do paralelepípedo é:
d  a 2  b2  c2
A área total S do paralelepípedo é:
S  2( ab  ac  bc)
6. Volume de um sólido
Volume de um sólido ou medida do sólido é um número real positivo associado ao sólido de forma que:
1º) sólidos congruentes têm volumes iguais;
2º) se um sólido S é a reunião de dois sólidos S1 e S2 que não têm pontos interiores comuns, então o volume de S é a soma dos volumes de S1 com S2.
Os sólidos são medidos por uma unidade que, em geral, é um cubo. Assim, o volume desse cubo é 1. Se sua aresta medir 1 cm (um centímetro), seu vo-
lume será 1 cm3 (um centímetro cúbico). Se sua aresta medir 1 m, seu volume será 1 m3.

Dois sólidos são equivalentes se, e somente se, eles têm volumes iguais na mesma unidade de volume.
7. Volume do paralelepípedo retângulo e do cubo
Seja P(a, b, c) o paralelepípedo retângulo de dimensões a, b e c. O volume deste paralelepípedo é V  ab c.
Portanto, o volume de um paralelepípedo retângulo é o produto das medidas de suas três dimensões. Tomando como base a face de dimensões a e b,
indicando por B a área dessa base (B = a . b) e a altura c por h, podemos escrever:
V  Bh
8. Princípio de Cavalieri
Dois sólidos, nos quais todo plano secante, paralelo a um dado plano, determina superfícies de áreas iguais superfícies equivalentes), são sólidos de vo-
lumes iguais (sólidos equivalentes).

A aplicação do princípio de Cavalieri, em geral, implica a colocação dos sólidos com base num mesmo plano, paralelo ao qual estão as secções de áreas
iguais (que é possível usando a congruência).

9. Volume do prisma
Pelo princípio de Cavalieri, podemos concluir que o volume de um prisma (reto ou oblíquo) é o produto da área da base pela medida da altura:
V=B.h

10. Secções planas do cubo


As seções planas de um cubo podem ser polígonos de 3, 4, 5 e 6 lados, isto é, triângulo, quadrilátero, pentágono e hexágono. Por exemplo:

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Pirâmide
1. Pirâmide ilimitada
Consideremos um polígono e um ponto V fora do seu plano. Chama-se pirâmide ilimitada convexa à reunião das semi-retas de origem em V e que
passam pelos pontos do polígono dado. Se o polígono for côncavo, a pirâmide ilimitada resulta côncava.
Uma pirâmide ilimitada convexa possui: n arestas, n diedros e n faces (que são ângulos ou setores angulares planos).
Uma secção de uma pirâmide ilimitada é um polígono plano com um só vértice em cada aresta.
A superfície de uma pirâmide ilimitada convexa é a reunião das faces dessa pirâmide. É uma superfície poliédrica convexa ilimitada.

2. Pirâmide
Consideremos um polígono convexo ABC...MN situado num plano a e um ponto V fora de a. Chama-se pirâmide à reunião dos segmentos com uma
extremidade em V e a outra nos pontos do polígono.
V é o vértice e o polígono ABC...MN, a base da pirâmide.
Podemos também definir a pirâmide convexa definida ou pirâmide convexa como a parte da pirâmide ilimitada que contém o vértice e limitada por um
corte de um plano, delimitando sua base.
A altura de uma pirâmide é a distância h entre o vértice e o plano da base.
Superfície lateral é a reunião das faces laterais da pirâmide. A área dessa superfície é chamada área lateral e indicada por Al.
Superfície total é a reunião da superfície lateral com a superfície da base da pirâmide. A área dessa superfície é chamada área total e indicada por
At.
Uma pirâmide pode ser triangular, quadrangular, pentagonal, etc, conforme a base (triângulo, quadrilátero, pentágono, etc.).
Pirâmide regular é uma pirâmide cuja base é um polígono regular e a projeção ortogonal do vértice sobre o plano da base é o centro da base. Numa
pirâmide regular as arestas laterais são congruentes e as faces laterais são triângulos isósceles congruentes.
Chama-se apótema de uma pirâmide regular à altura (relativa ao lado da base) de uma face lateral.
Tetraedro é uma pirâmide triangular. Tetraedro regular é um tetraedro que tem as seis arestas congruentes entre si.

3. Volume da pirâmide
Duas pirâmides triangulares (tetraedros) de bases de áreas iguais (bases equivalentes) e alturas congruentes têm volumes iguais (são equivalentes.
Todo prisma triangular é soma de três pirâmides triangulares T1, T2 e T3 (tetraedros) equivalentes entre si (de volumes iguais).
Sendo B a área da base e h a medida da altura do prisma citado no parágrafo anterior, B é a área da base e h é a medida da altura do tetraedro T1,
decomposição do prisma. Portanto, o volume de uma pirâmide qualquer (pelo princípio de Cavalieri) é:
1
V Bh
3
4. Área lateral e área total da pirâmide
A área lateral de uma pirâmide é a soma das áreas das faces laterais.
A área total de uma pirâmide é a soma das áreas das faces laterais com a área da base.

Cilindro
1. Preliminar: noções intuitivas de geração de superfícies cilíndricas
Superfície cilíndrica de rotação ou revolução é uma superfície gerada pela rotação (ou revolução) de uma reta g (geratriz) em torno de uma reta e
(eixo), fixa, sendo a reta g paralela e distinta da reta e.
Considera-se que cada ponto da geratriz descreve uma circunferência com centro no eixo e cujo plano é perpendicular ao eixo.
A superfície cilíndrica de revolução (de eixo e, geratriz g e raio r) é o lugar geométrico dos pontos que estão a uma distância dada (r) de uma reta
dada (e).

2. Cilindro
Consideremos um círculo de centro O e raio r, situado num plano a, e um segmento de reta PQ, não nulo, não paralelo e não contido em a. Chama-
se cilindro circular ou cilindro à reunião dos segmentos congruentes e paralelos a PQ, com uma extremidade nos pontos do círculo e situados no mesmo
semi-espaço dos determinados por a.
A altura de um cilindro é a distância h entre os planos das bases.
Superfície lateral é a reunião das geratrizes. A área dessa superfície é chamada área lateral e indicada por Al.
Superfície total é a reunião da superfície lateral com os círculos das bases. A área dessa superfície é a área total e indicada por At.
Se as geratrizes são oblíquas aos planos das bases, temos um cilindro circular oblíquo.
Se as geratrizes são perpendiculares aos planos das bases, temos um cilindro circular reto.
O cilindro circular reto é também chamado cilindro de revolução, pois é gerado pela rotação de um retângulo em torno de um eixo que contém um
dos seus lados.
Secção meridiana é a interseção do cilindro com um plano que contém a reta OO’ determinada pelos centros das bases.
A secção meridiana de um cilindro oblíquo é um paralelogramo e a secção meridiana de um cilindro reto é um retângulo.
Cilindro equilátero é um cilindro cuja secção meridiana é um quadrado. Portanto, apresenta: h = 2.r

3. Áreas lateral e total


A superfície lateral de um cilindro circular reto ou cilindro de revolução é equivalente a um retângulo de dimensões 2r (comprimento da circunferên-
cia da base) e h (altura do cilindro).
Isso significa que a superfície lateral de um cilindro de revolução desenvolvida num plano (planificada) é um retângulo de dimensões 2r e h. Portan-
to, a área lateral do cilindro é: Al  2rh
A área total de um cilindro é a soma da área lateral (Al) com as áreas das duas bases (B = r2). Logo: At  2r ( h  r )
4. Volume do cilindro
Consideremos um cilindro de altura h e área da base B1 = B e um prisma de altura h e área da base B2 = B. (o cilindro e o prisma têm alturas congru-
entes e bases equivalentes). Pelo princípio de Cavalieri, o cilindro e o prisma têm volumes iguais e, portanto:
V=B.h

Matemática 199 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Cone
1. Preliminar: noções intuitivas de geração de superfícies cônicas.
Superfície cônica de rotação ou revolução é uma superfície gerada pela rotação (ou revolução) de uma reta g (geratriz) em torno de uma reta e (ei-
xo), fixa, sendo a reta g oblíqua ao eixo e. O vértice (V) é a interseção das retas g e e.
Considera-se que cada ponto da geratriz (com exceção de V) descreve uma circunferência com centro no eixo e cujo plano é perpendicular ao eixo.
A superfície cônica de revolução acima citada é dita de segunda espécie. Ela possui duas folhas.
Se a geratriz é uma semi-reta, oblíqua ao eixo (e) e de origem (V) nele, temos uma superfície cônica de primeira espécie. É a mais comum; possui
uma folha.
Consideremos um círculo de centro O e raio r e um ponto V fora de seu plano. Chama-se cone circular ilimitado ou cone circular indefinido à reunião
das semi-retas de origem em V e que passam pelos pontos do círculo.

2. Cone
Consideremos um círculo de centro O e raio r situado num plano a e um ponto V fora de a. Chama-se cone circular ou cone à reunião dos segmentos
de reta com uma extremidade em V e a outra nos pontos do círculo.
A altura de um cone é a distância entre o vértice e o plano da base.
Superfície lateral é a reunião das geratrizes. A área dessa superfície é chamada área lateral e indicada por Al.
Superfície total é a reunião da superfície lateral com o círculo da base. A área dessa superfície é chamada área total e indicada por At.

Os cones podem ser classificados pela posição da reta VO em relação ao plano da base
Se a reta VO é oblíqua ao plano da base, temos um cone circular oblíquo.
Se a reta VO é perpendicular ao plano da base, temos um cone circular reto.
O cone circular reto é também chamado cone de revolução, pois é gerado pela rotação de um triângulo retângulo em torno de um eixo que contém
um de seus catetos.
O eixo de um cone é a reta determinada pelo vértice e pelo centro da base.
A geratriz de um cone circular reto é também dita apótema do cone.
Secção meridiana é a interseção do cone com um plano que contém a reta VO. A secção meridiana de um cone circular reto ou cone de revolução é
um triângulo isósceles.
Cone equilátero é um cone cuja secção meridiana é um triângulo equilátero.

3. Áreas lateral e total


A superfície lateral de um cone circular reto ou cone de revolução de raio da base r e geratriz g é equivalente a um setor circular de raio g e compri-
mento do arco 2r.
Isso significa que a superfície lateral de um cone de revolução desenvolvida num plano (planificada) é um setor circular cujo raio é g (geratriz) e
360r
comprimento do arco 2r. Sendo  o ângulo do setor, este ângulo é dado por:  graus .
g
A área lateral do cone é, então: Al = rg.
A área total de um cone é a soma da área lateral (Al) com a área da base (B = r2). Logo: At = r (g + r)

4. Volume do cone
Consideremos um cone de altura H1 = h e área da base B1 = B e um tetraedro de altura H2 = h e área da base B2 = B (o cone e a pirâmide têm al-
turas congruentes e bases equivalentes).
1
Portanto, pelo princípio de Cavalieri, o cone e o tetraedro têm volumes iguais e, assim: V  r 2 h
3
Esfera
1. Definições
Consideremos um ponto O e um segmento de medida r. Chama-se esfera de centro O e raio r ao conjunto dos pontos P do espaço, tais que a dis-
tância OP seja menor ou igual a r.
A esfera é também o sólido de revolução gerado pela rotação de um semicírculo em torno de um eixo que contém o diâmetro.
Toda secção plana de uma esfera é um círculo. Se o plano secante passa pelo centro da esfera, temos como secção um círculo máximo da esfera.

2. Área e volume
A área da superfície de uma esfera de raio r é: A  4r 2
4
O volume de uma esfera de raio r é: V  r 3
3

Matemática 200 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Sólidos Semelhantes, Troncos
1. Secção de uma pirâmide por um plano paralelo à base
Seccionando uma pirâmide por um plano paralelo à base, separamos essa pirâmide em dois sólidos:
a) o sólido que contém o vértice que é uma nova pirâmide e
b) o sólido que contém a base da pirâmide dada que é um tronco de pirâmide de bases paralelas.
A nova pirâmide e a pirâmide primitiva têm a mesma natureza, os ângulos ordenadamente congruentes e os elementos lineares homólogos (arestas
das bases, arestas laterais, alturas, ...) são proporcionais. Dizemos que elas são semelhantes.
A razão de semelhança é a razão entre dois elementos lineares homólogos. Representaremos esta razão por k. Assim, temos:
A' L ' H '
  k,
A L H
onde: A’, L’ e H’ são medidas das arestas, lados e altura da pirâmide menor;
A, L e H são medidas correspondentes das arestas, lados e altura da pirâmide original.

Para pirâmides semelhantes, temos:


b
1º) A razão entre as áreas das bases é igual ao quadrado da razão de semelhança:  k2
B
Al
2º) A razão entre as áreas laterais é igual ao quadrado da razão de semelhança:  k2
AL
v
3º) A razão entre os volumes é igual ao cubo da razão de semelhança:  k3
V
2. Tronco de: pirâmide de bases paralelas e cone de bases paralelas
Seja o tronco de pirâmide de bases paralelas, com: B a área da base maior; b a área da base menor; h a medida da altura do tronco. O volume deste

tronco de pirâmide é dado por: V


h
3

B  Bb  b 
Seja o tronco de cone de bases paralelas, com: R o raio da base maior; r o raio da base menor; h a altura do tronco. O volume deste tronco de cone
h
é dado por: V
3
R 2
 Rr  r 2 
Inscrição e Circunscrição de Sólidos
1. Esfera e cubo
a
O raio (r) da esfera inscrita num cubo de aresta a é dado por: r .
2
a 3
O raio (r) da esfera circunscrita num cubo de aresta a é dado por: R .
2
2. Esfera e octaedro regular
a 6
O raio (r) da esfera inscrita em um octaedro regular de aresta a é dado por: r
6
a 2
O raio (R) da esfera circunscrita a um octaedro regular de aresta a é dado por: R
2
3. Esfera e tetraedro regular
Propriedade: Num tetraedro regular, a soma das distâncias de um ponto interior qualquer às quatro faces é igual à altura do tetraedro.
a 6
O raio (r) da esfera inscrita em um tetraedro regular de aresta a é dado por: r
12
a 6
O raio (R) da esfera circunscrita em um tetraedro regular de aresta a é dado por: R
4
4. Inscrição e circunscrição envolvendo poliedros regulares
a
A aresta (x) do octaedro regular determinado pelos pontos médios das arestas de um tetraedro regular de aresta a é dado por: x
2
a 2
A aresta (x) do octaedro determinado pelos centros das faces de um cubo de aresta a é dada por: x
2
a 2
A aresta (x) do cubo determinado pelos centros das faces de um octaedro regular de aresta a é dada por: x
3
Matemática 201 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Superfícies e Sólidos de Revolução
1. Superfícies de revolução
Consideremos um semiplano de origem e (eixo) e nele uma linha g (geratriz); girando esse semiplano em torno de e, a linha g gera uma superfície, que é
chamada superfície de revolução.
Salvo aviso contrário, considera-se revolução completa (de 360º em torno do eixo).

2. Sólidos de revolução
Consideremos um semiplano de origem e (eixo) e nele uma superfície S; girando o semiplano em torno de e, a superfície S gera um sólido de revolução.
Como exemplo de sólidos de revolução, vamos citar alguns sólidos já estudados anteriormente e o seu processo de geração.
a) Retângulo gerando cilindro de revolução:

b) Triângulo retângulo gerando cone de revolução:

c) Trapézio retângulo gerando tronco de revolução:

c) p e q são falsas
TESTES
d) p e q são verdadeiras
1. Toda oração declarativa que pode ser classificada em verdadeira ou
4. Dadas as proposições p e q, dizemos que “p é equivalente a q”
em falsa denomina-se:
quando:
a) opção
a) p e q têm tabelas-verdades diferentes
b) proposição
b) p tem tabela-verdade falsa e q tem tabela-verdade verdadeira
c) alternativa
c) p tem tabela-verdade verdadeira e q tem tabela-verdade falsa
d) hipótese
d) p e q têm tabelas-verdades iguais
2. Colocando o conectivo  entre duas proposições p e q, obtemos 5. O conjunto dos números inteiros tem como símbolo a letra:
uma nova proposição, p  q, denominada: a) N
a) disfunção b) R
b) proposição oposta c) Z
c) sentença oposta d) Q
d) disjunção 
3. O condicional p  q é falso somente quando: GABARITO
a) p é verdadeira e q é falsa
b) p é falsa e q é verdadeira 1.B 2.D 3.A 4.D 5.C

Matemática 202 A Opção Certa Para a Sua Realização