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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA

ISABELLE MARIA SANTOS PEIXE


JOSÉ ARY GONÇALVES JÚNIOR
LETICIA MARIA RIOS GARCIA
MARIA VICTÓRIA ALVES ARAÚJO

UM ESTUDO A CERCA DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO SEARA DA CIÊNCIA E NO MAUC


Introdução

No que diz respeito a divulgação científica, no âmbito educacional e social, nos


deparamos com uma ferramenta imprescindível em resposta aos obstáculos existentes
na inserção efetiva, visando a construção de um modelo no qual as relações entre ciência,
tecnologia e sociedade precisam ser reconstruídas e estimuladas.
https://dialogoscciencia.wordpress.com/2013/07/25/o-biologo-e-a-divulgacao-cientifica/

A divulgação científica evolui ao longo do tempo, assim como o desenvolvimento da


ciência e tecnologia, podendo estar atribuída para diferentes viés, como:
• Educacional: ampliação da compreensão a respeito do processo científico e sua
lógica.Trata-se de transmitir a informação científica tanto com um caráter prático,
com o objetivo de esclarecer sobre o processo relacionado a algum fenômeno já
cientificamente abordado, quanto com um caráter cultural, visando estimular o
saber enquanto formativo pessoal;
• Cívico: Buscando o desenvolvimento de uma opinião pública aos impactos do
desenvolvimento técnico-científico sobre a sociedade.Portanto, influenciaria a
consciência do cidadão a respeito de questões socioeconômicas e ambientais em
relação a ciência e tecnologia.
• Mobilização popular: Ampliação do posicionamento cidadão e de participação na
sociedade, através de transmissão de informações científicas , observa-se os
atores intervirndo de uma melhor forma nos processos decisivos.
http://proec.ufabc.edu.br/a-proec/divulgacao-cientifica/ufabciencia/a-
importancia-da-divulgacao-cientifica-para-a-sociedade-atual

Destaca-se ainda, o papel da divulgação cientifica como uma das principais


diretrizes utlilizadas nas relações entre ciência, tecnologia e sociedade.Exercendo uma
enorme responsabilidade de democratizar o conhecimento , promovendo uma revolução
da alfabetização científica/ tecnológica. Contudo, existe uma grande diferença entre
divulgar ciência e reproduzir conhecimentos que estão nos livros didáticos.

Em relação ao curso de Ciências Biológicas, destaca-se o posicionamento ativo


no processo de divulgação da ciência e da importância ímpar para a grade curricular do
futuro biólogo.Mas, sabemos que estudantes de Biologia raramente pensam em atuar na
área de divulgação,visto que ainda não há uma carreira de “Biólogo divulgador científico”
bem estabelecida no Brasil. O que existe propostas dentro da universidade que propõe e
estimula o uso dessa.

https://dialogoscciencia.wordpress.com/2013/07/25/o-biologo-e-a-divulgacao-cientifica/

Metodologia
Todas as aulas de campo seguiram uma linha de pesquisa comum. A investigação
na área de divulgação científica pode insere-se em uma abordagem qualitativa de
pesquisa, tendo em vista que reconhece a dimensão subjetiva da busca pelo conhecimento
e do estabelecimento de possíveis inferências sobre os saberes de um grupo de indivíduos
(SILVERMAN, 2009).
De acordo com Minayo (1999) a denominação de qualitativa se aplica a uma
investigação que tem como pressuposto a partilha densa com pessoas, fatos e locais que
constituem objetos de pesquisa. Seu intuito é arrancar dessa convivência os significados
explícitos, bem como os ocultos, que somente são perceptíveis a uma atenção
compassiva. No geral, após esse convívio, o pesquisador interpreta os significados do
seu campo de pesquisa em um texto de formato científico.
Nas pesquisas qualitativas, é possível utilizar várias ferramentas de coleta de
informações. Nas aulas de campo, os alunos utilizaram-se da entrevista. Essa última foi
feita com os monitores/participantes dos locais visitados, na forma de perguntas que
foram endereçadas aos mesmos.
Aliando-se a entrevista, também utilizou-se as observações sobre os
espaços/ambientes que visitamos e das ações que foram feitas durante as aulas de campo.
Não esqueça de descreva detalhadamente cada uma dessas atividades observadas.

Resultados e Discussão

Os museus alargaram consideravelmente seu potencial educacional nos últimos


anos, com o desenvolvimento de técnicas educativas e de exposição. O papel educacional
e informativo dos museus de ciência e tecnologia sempre esteve presente (ALBAGLI,
1996), e esse fato é bastante perceptível principalmente no Seara da Ciência, que tem
como principal objetivo difundir a ciência de maneira simples e dinâmica. A busca pelo
elo entre a ciência e a arte também se faz necessária a nosso ver, visto que a arte pode ser
uma maneira indireta e curiosa de se transmitir saberes científicos, seja de forma indireta
e subjetiva (através de pinturas e esculturas), ou mais diretas (por meio de músicas ou
peças teatrais). No MAUC tivemos a liberdade de analisar e relacionar subjetivamente as
obras com a ciência, buscando maneiras incomuns de divulgação.

Na ida ao Seara da Ciência, que é um ambiente muito comunicativo, existiam


atividades diversas, tanto aquelas que precisavam do envolvimento do visitante quanto as
que a interação devia ser a observação. Como exemplo, pode-se citar o “Ciclos
Biogeoquímicos e Chuva Ácida” (Figura 1), atividade esta que mostra de maneira bem
didática os ciclos que ocorrem na natureza, explicitando como ocorre cada um deles
através da utilização de luzes e elementos específicos de cada ciclo. Observar algo, de
forma esquematizada, que acontece a todo instante no planeta traz sempre uma admiração
que nos deixa maravilhados, já que nos damos conta do quão extraordinários são os
mecanismos da vida.
Figura 1: Ciclos Biogeoquímicos e Chuva Ácida

Já no MAUC, a experiência é bem diferenciada, pois a arte em si não tem como


objetivo base divulgar ciência, ou seja, precisa-se de uma visão um pouco subjetiva por
parte do visitante para ver além do que está à frente de seus olhos. A obra “A baleia e o
polvo” (Figura 2) evidencia, com um jogo de cores e traços, a diversidade biológica
marinha. Em uma visão mais aplicada, podemos tomar com uma forma de expor a
importância da preservação do ecossistema aquático. Outra obra, entre as tantas em tela
que podemos visualizar, está o retrato da crença religiosa nordestina e a pobreza
vivenciada pela população. Assim, vivia o povo do sertão, com fome e sede causadas pela
situação climática e financeira da região, mas que vem melhorando graças aos avanços
tecnológicos da ciência.
Esse pensamento de ligação entre ciência e as artes muitas vezes se mostra difícil
de imaginar, contudo, após as visitas, percebemos que é possível a conexão de ambas. A
possibilidade de divulgar ciência fugindo da monotonia atual, ou seja, divulgar ciência
através de atividades interativas e, também, de obras artísticas, nos evidenciou que não
existem meios fixos para difundir e fazer ciência.

Figura 2: A baleia e o polvo. Fonte: Alunos


Considerações finais

Foi concluído, com a realização desse trabalho e com a ida à Seara da Ciência e
ao MAUC, que a divulgação científica é tida como uma ferramenta educacional, social e
pedagógica, visto que é dotada de um potencial de interação da ciência e da tecnologia
com o público, que consegue aprender de forma dinâmica e divertida, além de obter
conhecimento sobre arte, no caso do MAUC, pintura, expressão pessoal, etc. A
aprendizagem interativa permite despertar tanto no público leigo, quanto nos estudantes,
maior interesse no ato de estudar ciência, tendo papel motivador para futuros cientistas
brasileiros.

Referências bibliográficas

SILVERMAN, D. Interpretação de dados qualitativos: métodos para análise de


entrevistas, textos e interações. Porto Alegre: Artmed, 2009.

MINAYO, M.C.S. O Desafio do Conhecimento. São Paulo: Hucitec, 1999.

ALBAGLI, Sarita. Divulgação científica: informação científica para a cidadania? Ci.


Inf., Brasília, v. 25, n. 3, p. 396-404, set./dez. 1996

DA SILVA, A. O biólogo e a divulgAção científica. Disponível em:


<https://dialogoscciencia.wordpress.com/2013/07/25/o-biologo-e-a-divulgacao-
cientifica/>. Acesso em: 28 nov. 2017.

A importância da divulgação científica para a sociedade atual. Disponível em:


<http://proec.ufabc.edu.br/a-proec/divulgacao-cientifica/ufabciencia/a-importancia-da-
divulgacao-cientifica-para-a-sociedade-atual>. Acesso em: 28 nov. 2017.