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1 Introdução

Tema: contraversões e crimes, ilícito civil, criminal, administrativo.


Objectivo geral …..
Objectivo específico ….

Delimitação do tema
O tema reveste se de um interesse duo dimensional, sendo o primeiro interesse teórico na
medida em que em que se pretende conhecer as diferenças entre crimes e contraversões
em termos de manifestações, sanções. O segundo interesse é prático, como futuros
juristas e de munir de conhecimentos práticos desde já afim de saber como articulares as
infrações resultantes dos crimes e contraversões correlação a legislação aplicada no
nosso ordenamento jurídico o interesse jurídico o interesse jurídico e propor ou sugerir
medidas que visam minimizar a prática de infrações na sociedade.

Metodologia de pesquisa
No âmbito da metodologia, a técnica usada para a realização do presente trabalho foi de
consulta bibliográfica de alguns autores (60%), consulta de alguns artigos de direito penal
na internet (20%) e uso de código penal, civil (20%).

Divisão
No primeiro capítulo faremos um breve historial dos crime e contraversões (evolução
histórica dos conceito ate actualidade )…..

2 Evolução histórica
O Direito Romano considerava delitos civis certos actos precisamente indicados na lei, aos
quais estava ligada uma pena civil, que consistia em multa pagável ao ofendido. Como
porém, alguns actos eram igualmente prejudiciais a outrem, ainda que estivessem
designados expressamente na lei, a evolução jurídica os equiparou aos primeiros,
surgindo uma classe de obrigações que nasciam como de delitos “quasi ex delicto”. Os
factos desta categoria eram de natureza vária: alguns podiam ser capitulados entre os
delitos.

Já na doutrina francesa, foi-se conceituado de delito civil todo acto praticado sem direito,
com intenção de prejudicar e efetivamente causando dano: e reserva o nome de quase-
delito para o ato que causasse dano, sem ter havido, da parte do agente, ânimo de
prejudicar.

3 Acto Ilícitos
Considera-se acto ilícito, para alem de representar uma mera violação ou infração da lei,
traduz no não cumprimento ou violação de um dever, ofensa ou lesão de um direito
subjetivo, e toma o nome de ilícito de acordo com o ramo de direito que pode ser ilícito
penal, civil. CASTRO MENDES (1973: 629-630).

3.1 Pressupostos do acto ilícito


São pressupostos do acto ilícito:

• Relação de causalidade;
• Ocorrência de dano.
Com efeito, para a caracterização do acto ilícito e a consequente sanção, é imprescindível
que haja uma relação de causa e efeito.

Não estará caracterizada a ilicitude se o facto danoso tiver sido propiciado por um agente
externo, por exemplo, o caso fortuito, ou por culpa exclusiva da vítima. Se esta se atira sob
as rodas de um automóvel, com a intenção patente de suicidar-se, incorre a causalidade
referida, e a ilicitude não resta caracterizada. Para que o acto ilícito se configure é
necessário, também, que exista dano. Não fica tipificado o acto ilícito, por exemplo, no
crime impossível quando não se pune a tentativa por ineficácia absoluta do meio ou por
absoluta impropriedade do objeto, factores que tornam impossível a consumação do crime.
Em tal caso, existe a responsabilidade civil, que se apura somente em termos
indemnizatórios.

3.1.1 Elementos da ilicitude


O acto ilícito compõe-se de alguns elementos sem os quais ele não ingressa no plano de
existência. Dessa forma, há requisitos elementares para que se verifique a hipótese de
acto ilícito, quais sejam:

Conduta pessoal: A conduta humana pode ser positiva ou negativa, isto é, o acto ilícito
existe quando a pessoa faz ou deixa de fazer alguma coisa que devia.
Intenção: O elemento vontade se faz presente, isso por meio do dolo ou de culpa.
Regras anteriores: O acto ilícito exige a previsão de tal conduta como acto ilícito. As regras
jurídicas determinam os comportamentos a serem seguidos com padrão de conduta,
devendo ser de conhecimento do infractor a regra que reprova a atividade comissiva ou
omissiva (vide art 1 e 5 do código penal, que passaremos a designar de C.P.)
4 Espécies de ilicitude
O acto ilícito manifesta-se em todas as áreas da Direito, ilícito civil, administrativo,
tributaria, trabalhista, eleitoral, processual, e mas. Acentuando isso o acto ilícito recebe
mais atenção em algumas subdivisões do Direito, como se da no direito penal, no qual ele
recebe tratamento como infração penal, desdobrando-se em crime, contravenção e acto
infracional.

De início, convém introduzir a temática abordando a análise de Aníbal Bruno, que trata da
tentativa de encontrar diferenças entre os ilícitos civis e penais, e que se pode aplicar
também na compreensão da adequada dimensão do ilícito administrativo: “Antes de tudo o
problema fora mal formulado: o que se buscava era inexistente, não há diferença em
substância entre ilícito penal e ilícito civil. O que os distingue é antes questão de grau que de
essência.Todo ilícito é uma contradição à lei, uma rebelião contra a norma, expressa na
ofensa ou ameaça a um bem ou interesse por esta tutelado. A importância social atribuída
a esse bem ou interesse jurídico é, em grande parte, o que determina a natureza da
sanção – civil ou penal. É uma questão de hierarquia de valores. Ao legislador é que cabe,
tomando em consideração condições do momento, fixar que espécie de bens jurídicos devem ser
elevados à tutela penal, e, portanto, a que determinados factos se atribuirá o caráter de
crime. Mas afinal a pena é um recurso extremo de que se vale o legislador quando de
outro modo não lhe seria possível assegurar a manutenção da ordem jurídica. A sua
oportunidade é marcada pela insuficiência da sanção civil” (grifo nosso).
Assim também é o entendimento de Nelson Hungria. Para o autor é irreal a distinção
ontológica entre ilícito administrativo e ilícito penal, pois “conforme acentua Beling, a única
diferença que pode ser reconhecida entre as duas espécies de ilicitude é de quantidade ou
de grau: está na maior ou menor gravidade ou imoralidade de uma em cotejo com a outra.
O ilícito administrativo é um minus em relação ao ilícito penal.”[1]
Na mesma trilha Cretella Jr.: “No campo do direito, o ilícito alça-se à altura de categoria
jurídica e, como entidade categorial é revestida de unidade ôntica, diversificada em penal,
civil, administrativa, apenas para efeito de integração, neste ou naquele
ramo, evidenciando-se a diferença quantitativa ou de grau, não a diferença qualitativa ou de
substância. Deste modo, o ilícito administrativo caminha em plano menos elevado do que o
ilícito penal, é um minusem relação a este, separando-os o matiz de oportunidade
conveniência, avaliado pelo critério axiológico, possível na esfera discricionária do
administrador e do magistrado, contingente ao tempo e às áreas geográficas”.
Complementando a análise dessa distinção, que, como exposto, não é de substância e
sim de grau, vejamos algumas lições acerca do instituto que representa essa
quantificação, consubstanciado no bem jurídico tutelado.

Conforme ensina Luiz Regis Prado: “Assim, originariamente, com base na mais pura
tradição neokanista, de matiz espiritualista, procura-se conceber o bem jurídico-penal
como valor cultural – entendida a cultura no sentido mais amplo, como um sistema
normativo. Os bens jurídicos têm como fundamento valores culturais que se baseiam como
em necessidades individuais. Estas se convertem em valores culturais quando são
socialmente dominantes. E os valores culturais transformam-se em bens jurídicos quando
a confiança em sua existência surge necessitada de proteção jurídica.”

Os bens jurídicos são preexistentes ao direito, são bens da vida. Esse é o magistério de
Arturo Rocco: (…) como o bem, antes de ser jurídico, é um bem da vida humana individual
e social, e o interesse, antes de ser jurídico, é um interesse humano, assim, o conceito de
bem, antes de ser jurídico, é um conceito sociológico ou psico-sociológico (…).”

Ainda de acordo com Luiz Flávio Gomes: “Não é reduzido o grupo de doutrinadores
que afirmam que a constituição é o referencial mais idôneo para que a teoria do bem
jurídico venha a cumprir uma função crítica e limitadora do jus puniendi”.
É imperiosa a necessidade de se tutelar valores constitucionais a fim de legitimar qualquer
acto jurídico. Não pode ser diferente nos actos emanados no bojo do processo
administrativo disciplinar, seja pela comissão processante, seja pela autoridade
instauradora/julgadora.

Ensina Salo de Carvalho que: “A estrutura arquitetónica piramidal elaborada por Kelsen,
cuja concepção é cerrada sob a visualização da constituição lógico-formal e direcionada
ao interior do sistema jurídico estatal, inverte-se e amplia-se, voltando seu olhar tanto para
o interno quanto para os novos valores e princípios abstractos advindos do exterior. Trata-
se de legitimidade que provem de fora ou, nas palavras de Ferrajoli, de um modelo heteropoiético
de legitimação do direito – legitimità dal basso. O interessante é notar que esta legitimidade
externa conforma sua nova estrutura escalonada dos ordenamentos jurídicos, não mais
referendados por princípios e valores jusnaturalistas (metajurídicos), mas por instrumentos
legais positivados pelos Estados signatários das declarações de direitos (grifo nosso)”.
4.1 Ilícito administrativo
O ilícito administrativo-disciplinar por sua vez é a conduta contrária aos dispositivos
estatutários praticados como actos funcionais pelo servidor publico. É exercido um poder
punitivo particular fundado na necessidade da defesa da coesão e eficácia de certo grupo
existente na comunidade politica.

O Estatuto, como já foi visto, fixou os deveres gerais dos servidores públicos e as
proibições, cujo descumprimento constitui ilícito administrativo e, como tal, passível de
aplicação, na forma da lei, de medidas disciplinares.

O ilícito administrativo, em suas origens, verifica-se pela perturbação do bom


funcionamento da administração, em virtude do descumprimento de normas especialmente
previstas no elenco de deveres, proibições e demais regras que integram O Estatuto Geral
Dos Funcionário E Agente Do Estado
Caracteriza-se, pois, pela ofensa a um bem jurídico relevante para o Estado, que é o
funcionamento normal, regular e ininterrupto das actividades de prestação de serviços
públicos. No ilícito administrativo, agride-se o funcionamento interno do Estado.

Assim é que o regime disciplinar prevê um elenco de hipóteses configuradoras de faltas


administrativas de conceituação genérica concebidas, propositadamente, em termos
amplos para abranger a um maior número de casos. Daí dizer-se que a infração disciplinar
pode ser atípica para uns, de tipicidade aberta para outros, mas, para ambas as posições,
de comprovado e bem caracterizado prejuízo ao interesse público.

4.1.1 Classificação de ilícitos administrativos


Da combinação das espécies vistas, pode-se concluir pela existência da seguinte
classificação de ilícitos administrativos:

1. a) Ilícito administrativo puro: afecta somente a administração;


2. b) Ilícito administrativo-civil: conduta contrária a dispositivo estatutário e causadora
de prejuízo ao erário ou a terceiro;
3. c) Ilícito administrativo-penal: afeta não apenas a administração, mas a sociedade como
um todo;
4. d) Ilícito administrativo-penal-civil: além de afetar a administração e a sociedade, causa
prejuízo ao erário ou a terceiro.
4.2 Ilícito penal e criminal
A responsabilidade criminal incide face à transgressão de um tipo penal, caracterizando
um crime ou contravenção. O Direito Penal cuida dos ilícitos considerados mais graves e
lesivos à sociedade como um todo. Por isso as normas penais são consideradas de direito
público.

Neste caso, não haverá reparação e sim a aplicação de uma pena pessoal e intransferível
ao transgressor, em virtude da gravidade de sua infração, pois a finalidade neste caso é
dupla: a reparação da ordem social e a punição.

4.3 Ilícito civil


A responsabilidade civil é marcada pelo dano que ocorre face à transgressão de um direito
juridicamente tutelado, sem a prática do crime. Neste caso, haverá reparação do dano
(moral ou patrimonial) por meio de indenização ou recomposição do statu quo ante.
Segundo Maria Helena Diniz, A responsabilidade civil é a aplicação de medidas que
obriguem uma pessoa a reparar o dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em
razão de ato por ela mesmo praticado, por pessoa por quem ela responde, por alguma
coisa a ela pertencente ou de simples imposição legal.

4.4 Distinção do ilícito penal e civil


Acto ilícito penal e civil: Estão muito próximos e só podem ser separados um enfoque
positivista. Vejamos tais diferenças:

Princípio da legalidade: O direito penal conta com infrações penais seja crime ou
contravenções, fixados taxativamente pela legislação (art. 5 do C.P.). Ao revés, não se
exige a previsão normativa da conduta a ser considerada ilícito civil nessa forma de ilícito,
a repercussão se da em forma de prejuízo, lesão de direito, não contando com as
condutas especificadas na norma.
Bem jurídico: Enquanto ilícito penal trata de proteger bem maior, o maior valor maior no
meio social e mesmo para o individuo, o ilícito civil vai sempre tratar de bens de menor
importância geralmente situados na esfera patrimonial.
Sanção: A consequência do ilícito penal vai ser, na maioria das vezes, a imposição de
penas sobre a pessoa, como as penas restritivas de liberdade ou de direitos, lembrando
que persiste em menor escala a pena de multa, enquanto, no ilícito civil conta como a
reparação dos prejuízos como sanção e a coercibilidade na maioria dos casos.
Transferência de responsabilidade: Uma vez constatada a ocorrência de infração penal
praticada pela pessoa, a sanção vai incidir sobre ela, não se permitindo a transferência a
outrem (art. 28 C.P.). No ilícito civil, a responsabilidade pode ser transferida como os avós
assumem a obrigação dos pais de alimentar os filhos, a seguradora assume a posição do
infractor para indenizar, patrão assume os actos de seu empregado.
Efetiva ocorrência de Lesão: A tentativa de infração penal resulta na imposição de pena
do crime consumado, com a redução de um a dois terço (art. 11 conjugado com art. 13 e
10 do C.P ), no ilícito civil a pessoa só tem obrigação de indenizar se o acto praticado
causar dano a outra pessoa.
Tipicidade

O ato ilícito penal é tipificado pelo Direito Penal, ou seja, só pratica o acto ilícito penal
gerador da responsabilidade penal o indivíduo que contraria o tipo penal específico.
Vale lembrar que tipo penal é a descrição legal de uma conduta definida como crime.
Quem diz que um fato é crime e estabelece uma pena para a prática deste é o legislador.

Ex.: tipo penal que descreve o crime de lesão corporal – art. 329 do Código Penal
– “Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena – detenção, de 1 meses a um ano””.
Já o ato ilícito civil não possui uma tipificação numerus clausus como tem o ato ilícito penal,
todo aquele que pratica um acto conforme o art. 186 do CC (com antijuridicidade,
culpabilidade e lesividade) comete acto ilícito civil.
5 Crime
Crime pode ser entendido como sendo um facto voluntario declarado e punivel pela lei
penal, isto é, plasmado no código penal e lesgislacao avulsa ou o conjunto de
pressupostos de que depende a aplicação ao agente de uma pena ou medida de
seguranxa criminasi (art. 1 do do Código Penal)

Em um sentido vulgar, crime é um ato que viola uma norma moral. Num sentido formal,
crime é uma violação da lei penal incriminadora. No conceito material, crime é uma ação
ou omissão que se proíbe e se procura evitar, ameaçando-a com pena, porque constitui
ofensa (dano ou perigo) a um bem jurídico individual ou coletivo.
Portanto dividiremos o crime em conceito formal, legal, material e analítico.

Crime Conceito Formal


É o fato típico e antijurídico que esta descrito em lei, em outras palavras, é a conduta que
a norma penal descreve.

Crime Conceito Legal


O conceito legal de crime é aquele que vem estampado na lei. Ocorre que no Moçambique
há divergências quanto a existência do conceito legal de crime.

Crime Conceito Material


A teoria que conceitua o crime materialmente que prevalece nos dias atuais é a do bem
jurídico. Segundo esta teoria, crime é a conduta que viola o bem jurídico tutelado pela
norma penal.

O bem jurídico tutelado pela norma penal, também chamado de bem jurídico penal esta
definido por Claus Roxin como aqueles bens imprescindíveis para a convivência em
sociedade. Exemplos desses bens são a vida, a liberdade, a honra, o patrimônio, etc.
Portanto, materialmente falando, crime é aquela conduta que viola de forma significativa o
bem jurídico penal.

Crime Conceito Analítico


O crime na visão analítica possui diversas definições, como o presente trabalho é voltado
para concursos, traremos aqui duas correntes muito discutidas no Brasil, que é a Bipartida
e a Tripartida.

Crime Conceito Analítico – Corrente Bipartida


A corrente que traz o conceito analítico do crime como bipartido diz que o crime é fato
típico e ilicitude.

Crime Conceito Analítico – Corrente Tripartida


A corrente tripartida, conceitua crime analítico como fato típico, ilícito e culpável.

5.1.1 Acção
Os actos meramente reflexos não são actos voluntários, logo não se enquadram no
conceito de ação. Nos actos tomados por impulso (uma reação brusca a uma agressão,
por exemplo), existe acção, pois sempre há a concorrência da vontade.

A vontade não se confunde com a intenção (finalidade), sendo esta o direcionamento ao


fim almejado. A vontade é a força psicológica que determina o movimento; a intencão é o
conteúdo da vontade, aquilo que se deseja.

5.1.2 Omissão
Os crimes omissivos, por sua vez, apresentam maior dificuldade, eis que não é a catuação
do indivíduo que causa o dano. Pune-se o agente por ter deixado de agir conforme a
norma penal — não fez o que tinha obrigação de fazer. Logo, a omissão só é verificável
confrontando-se a conduta praticada com a conduta exigível, o que implica,
necessariamente, uma valoração por parte do juiz.

6 Contraversões
Contravenção é uma infração penal considerada como “crime menor”. É punida com pena
de prisão simples, multa ou ambas. A contravenção é uma infração considerada de menor
gravidade que o crime. Esse julgamento pode variar ao longo do tempo pelo legislador,
consoante a evolução da sociedade (vide art. 3 do Codigo Penal).

6.1.1 Principais diferenças de regime entre contravenção e


crime
Quantos a tentativa
Nas contravenções não se pune nunca a tentativa, ou seja, não há facto contravencional
tentado, enquanto que há responsabilidade por crimes praticados na forma tentada terço
(art. 11 conjugado com art. 13 e 10 do C.P ).
Quanto a cumplicidade
Não se pune a cumplicidade no âmbito das contravenções (art. 25 do Código Penal); ao
passo que os cúmplices dos crimes são punidos com as penas fixadas para os autores,
especialmente atenuadas, conforme preceitua o art. 22, conjugado com art. 24 Codigo
Penal.
Quanto aos prazos de prescrição do procedimento criminal, tanto maiores são quanto
maiores forem as penas.
Quanto ao princípio da proporcionalidade
Tendencialmente é verdade que as contravenções são menos graves que os crimes; por
força do princípio da proporcionalidade, que é também um princípio de política penal, a facto
menos graves devem corresponder sanções menos graves; onde, as contravenções são
menos sancionadas que os crimes; logo, se os prazos de prescrição do procedimento criminal
são mais amplos consoante maiores forem as penas, então se pode dizer que os prazos
de prescrição do procedimento criminal são mais curtos no âmbito das contravenções do
que no âmbito dos crimes.
Quanto a extradição
É admissível a extradição em matéria de crime; não se admite extradição se se tratar de
uma contravenção.
Quanto ao efeito do dolo
No âmbito dos crimes, só há responsabilidade criminal se os factos forem praticados
dolosamente; ressalva-se a excepção do art. 13º CP, e a responsabilização criminal por
facto negligente, quando a lei expressamente o disser. Nas contravenções é indiferente a
responsabilização fundada em facto doloso ou facto negligente.
Quanto a Pena Privativa de Liberdade
Crime: Reclusão ou detenção

Contravenção: Prisão simples

As contravenções são uma espécie das infrações penais é, por isso o seu regime jurídico
é em geral o dos crimes, com as particularidades que a própria lei estabelece.

Neste contexto vale dizer que as contravenções são aplicáveis as normas do direito
comum, com excepcoes próprias do seu regime.

Acresce ainda que o mal das contravenções esta na eventualidade dos perigos que advém
como resultado da negligencia, imprudência dos comportamento do agente no desvalor da
Acção.

A contravenção pode ser dolosa ou culposa, mas a lei pune a contravenção


independentemente da toda intenção maléfica, punindo sempre a negligência (art. Art 4,
conjugado com art. 2 do código penal).

Alguns autores no passado pretendiam que nas contravenções seja irrelevante a vontade
culpável ou que a culpa seja presumida por lei, significa que apenas que o mal da
contravenções, esta simplesmente no desvalor da Acção, mas é sempre exigível a
vontade culpável do agente e, consequentemente, relevante o grau da culpa para efeitos
de punição.

6.1.2 Distinção dos agentes do crime e das contravenções


Os sujeitos das infrações ou acções criminas designam se de autores do crime ou
criminoso (vide art. 19 do código penal) enquanto os autores das contravenções designam
se de infratocres ou cúmplices. Acresce ainda que nas contraversões não é punível a
cumplicidade, mas sim são puníveis os autores (vide art.25 do código penal).
Nos crimes a tentativa e o delito frustrado são puníveis pela sua cumplicidade do autor,
mas as contravenções não existe esta sanção, existe sim ou consiste na violação das
normas que impõem cautelas ou proíbem comportamento imprudentes, mas essa violação
não pode ser incompleta, mas sim completa.

7 Conclusão
Ainda por rever (Amílcar)
Como forma de finalizar o estudo sobre crimes e contravenções, concluímos que a
sociedade como tal encontra-se politicamente organizada testa o tendo em vista o seu
próprio desenvolvimento da mesma e que devido a existência de comportamentos
destintos, cria normas jurídicas acompanhadas pela proteção coativa com a finalidade de
promover a boa convivência social transformando a vida numa realidade tranquila e de
segurança, justiça, bem-estar como fim ultimo da sociedade.

Entretanto, devido a dureza ou fragilidade dos homens causadas por várias situações,
violando ou desvalorizando por meio de desobediência as tais normas como leis e
regulamentos por meio de ação ou omissão cometendo assim crimes e contravenções.

Contudo de acordo com o objetivo do Direito penal que é de fixar os pressupostos de


aplicação de determinadas reações legais que engloba penas e medidas de segurança,
isto no âmbito de prevenção dos crimes, s as pessoas, tivessem todos a consciência de
não praticar tais infrações quer por ação ou omissão, a vida na sociedade seria igual a
utopia de Thomas More no qual a sociedade seria perfeita onde desprezava o feitos de
guerra, onde o roubo não existiria tornando antiquado todo e qualquer sistema penal ou
praticas de castigo físico e moral, ou seja, seria um mar de rosas.