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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Centro De Ciências Humanas E Sociais – CCH


Pedagogia Para Os Anos Iniciais Do Ensino Fundamental
PAIEF/UNIRIO/CEDERJ

ROZANE MOREIRA ALVES

PEDAGOGIA DE PROJETOS – UMA METODOLOGIA QUE

ESTIMULA A AUTONOMIA NA BUSCA DO SABER

Rio de Janeiro- RJ
2008

ROZANE MOREIRA ALVES

PEDAGOGIA DE PROJETOS – UMA METODOLOGIA QUE

ESTIMULA A AUTONOMIA NA BUSCA DO SABER

TCC apresentado à Universidade


Federal do Estado do Rio de Janeiro -
UNIRIO como requisito para a
obtenção do grau de Licenciada em
Pedagogia.

Profª Orientadora: Helen Silva


Escansette

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RIO DE JANEIRO

2008

Sumário

1. Introdução..................................................................................................... 3

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Introdução

Este é um Trabalho de Conclusão de Curso que tem por finalidade


realizar um estudo científico sobre a Pedagogia de Projetos como formadora de
sujeitos autônomos na busca do saber.

Busco comprovar que o trabalho com Projetos tem também o objetivo de


formar alunos pesquisadores, com o desejo de aprender, de buscar o saber sem
que haja a cobrança do professor.

Assim, este trabalho ficará dividido em:

1ª parte : Introdução

 1.1. Justificativa

 1.2. Epígrafe

 1.3. Resumo

2ª parte : Desenvolvimento

 2.1. Delimitação do tema

 2.2. Objetivos da pesquisa

 2.3. Metodologia da pesquisa

 2.4. Análise de estudo

 2.5. Conclusão

3ª parte: Referências

 3.1. Bibliografia

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 3.2. Anexos

1.1. Justificativa

Trabalhando por quase dez anos com turmas da Educação Infantil à 4ª


série nas prefeituras municipais de Volta Redonda, Quatis, Pinheiral e Barra Mansa
tive muitas experiências com a Pedagogia de Projetos, que foi a metodologia
implantada em algumas das escolas em que trabalhei.

Durante o trabalho com projetos, os alunos apresentavam muitas


dúvidas e uma das estratégias que utilizei para que assimilassem os novos
conteúdos e sanassem suas dúvidas era a busca autônoma individual e coletiva
dos conceitos e conteúdos.

Pude perceber que quando o próprio aluno buscava respostas para as


dúvidas que surgiam em sala e, estas faziam parte do tema estudado no projeto, o
saber fazia-se mais sólido.

Para exemplo prático, quero aqui relembrar um pequeno fato que


aconteceu numa turma de 3ª série em que eu lecionava. Estava trabalhando um
projeto sobre o Aquecimento global e, depois de falarmos muito sobre o assunto,
sentei-me com um primeiro grupo em que ia estimulando-os a escreverem sobre os
assuntos trabalhados, dando a eles alguns títulos, quando um dos alunos iniciou a
sua escrita e percebeu que precisava saber mais detalhadamente sobre as
queimadas e perguntou-me o porquê do fogo ser prejudicial à camada de ozônio,
eu expliquei que era por que os homens utilizavam-no para queimar as árvores que
produzem o oxigênio além de liberar o CO2 ou gás carbônico na queima. Então ele
começou a escrever e de repente levantou a cabeça e disse “Sabe professora, eu
sempre tive a dúvida de como surgiu o fogo, antes não havia fósforo, nem nada,
como os homens faziam?”

Então pedi que os alunos trouxessem uma pesquisa sobre o surgimento


do fogo e pedi que respondessem a algumas perguntas baseados no texto em que
acharam sobre o surgimento do fogo. Na sala de aula então iniciamos a conversa

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sobre o que pesquisaram e sobre as respostas que encontraram para as
perguntas. Assim, registrei no quadro as melhores respostas analisadas.

Por este exemplo notamos que há a necessidade de esclarecimento de


fatos que sempre perduram em nossas mentes, talvez desde crianças e que muitas
vezes não temos estímulos para os decifrarmos, mas quando isso se torna um
hábito (a pesquisa), dúvidas vão sendo solucionadas e o conhecimento vai se
tornando um objeto que nos transforma.

Experiências como essas, deram-me interesse em continuar a busca e


saber mais sobre essa metodologia.

Alunos que não dormem com a dúvida? Que buscam descobrir sozinhos
aquilo que os intriga? Que não esperam a oportunidade para pedir a explicação ao
professor, pesquisam e encontram o que querem saber? Que alunos são esses?

Eu acredito que esses alunos são os alunos que tem um professor que
trabalha com projetos temáticos e faz com que cada aluno pesquise e se torne um
pesquisador, ele na espera o aluno chegar à universidade para fazer isso, o
pequeno pesquisador faz isso desde cedo.

Por isso, escolhi esse tema para meu Trabalho de Conclusão de Curso,
para explorar mais sobre o assunto e descobrir como facilitar esse processo com
estratégias e meios que estimulem esse conhecimento.

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2ª parte: Desenvolvimento

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Quando iniciamos um curso universitário percebemos que não basta
sermos recebedores do conteúdo que o professor nos disponibiliza, temos que ser
pesquisadores, devemos sanar nossas dificuldades e dúvidas por meio da
pesquisa.

Por mais que se fale em Pedagogia Nova, em Crítico social dos


conteúdos, o que prevalece ainda na maioria das escolas brasileiras é a
transmissão de conhecimento pelo professor. Ele é o detentor do saber e o aluno
um RECEBEDOR” e está sempre dependente na apresentação do conteúdo pelo
ensino do professor, que quando se utiliza da estratégia de pesquisa, a faz em
caráter meramente burocrático, sem a manipulação do conhecimento por parte do
aluno.

A pesquisa deve mudar esse caráter na escola, porque ela é essencial à


aprendizagem.

Os projetos temáticos devem ser parte integrante do ensino porque


permitem o desenvolvimento de competências relacionadas à contextualização
sociocultural. São baseados em princípios que levam em conta o que os
estudantes conhecem; a estruturação lógica e seqüencial dos conteúdos,
facilitadora da aprendizagem; o sentido de funcionalidade do que aprender; a
memorização compreensiva das informações e a avaliação do processo durante
toda a aprendizagem (HERNANDEZ, 1998), (NOGUEIRA, 2005).

“Dá-se o nome de conhecimento à relação que se estabelece entre um


sujeito cognoscente (ou consciência) e um objeto [...] Isso equivale dizer que o
conhecimento é um ato, o processo pelo qual o sujeito se coloca no mundo e, com
ele, estabelece uma ligação” (ARANHA & MARTINS, 1992), 1992

Seja através de um questionamento ao professor (que poderá fornecer


dados ou fontes de pesquisa) ou até mesmo de um questionamento a um colega
de classe que poderá respondê-lo, o processo de pesquisa, digo novamente,

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processo, são atos em que o aluno interage com o conteúdo, responde à
perguntas, busca novos significados, se modifica também.

Eu comparo esse processo de aprendizagem à situação da criança ao


aprender a andar. A mãe precisa que ela teste seu próprio corpo. Firme os
pezinhos, se apóie em algo, formule suas próprias estratégias para alcançar este
fim.

Por que não podemos oferecer a ela a mesma oportunidade ao aprender


outras coisas em sua vida, como por exemplo, conteúdos sistemáticos, que não
oferecem riscos, mas que promove o seu crescimento?

Assim, este projeto buscará esclarecer como a Pedagogia de Projetos


pode habituar o aluno à busca do saber, não só formal, mas também para a vida
social.

As estratégias de ensino

O papel das tecnologias

Que conteúdos

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3.1. Bibliografia

NOGUEIRA, Nibo. Ribeiro. Pedagogia dos Projetos: etapas, papéis e atores. São
Paulo: Érica, 2005.

HERNÁNDEZ, Fernando e VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por


projetos de trabalho. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação - os projetos de


trabalho. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

ARANHA, Maria Lúcia A., MARTINS, Maria H.P. Temas de filosofia. São Paulo:
moderna,1992.

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