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Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Lista de exercícios
ALUNO: VANILSON WANDERMAZZ LONARDELLI PERÍODO: 1º ANO/SEMESTRE: 2018/1
PROFESSOR: ANDRÉ BERNARDO CAMPOS CURSO: PROFMAT – MESTRADO PROFISSIONAL EM MATEMÁTICA
DISCIPLINA: MAT511 - NÚMEROS, CONJUNTOS E FUNÇÕES ELEMENTARES CAPÍTULO: 2

2.1. Seja a e n números naturais, com a<n, Y = { a e n ∈ N/ a<n e a≤n<n+1}, pelo


princípio da indução, P(a) é válida, se n ∈ N, isso implica em n+1 também ser
válido, então o conjunto Y é formado pelos números naturais maiores do que ou
iguais a a.
Sendo X=Ia ∪ Y, e a=n – 1, temos X=In – 1 ∪ Y. Logo, podemos escrever o conjunto
X={1,2,3,4,...,n – 1, n}. Pelo princípio da indução: P(1) é válido, se P(n) é válido,
P(n+1) também é válido. Assim, o conjunto X=N e como n – 1 é a, Ia é o conjunto
dos números naturais menores ou iguais a a.

2.2. Seja X={ n ∈ N/ 2n + 1 ≤ 2n}, temos que n>2. Além disso, como n ∈ X, isso implica
em n + 1 ∈ X pelo princípio da indução. Aplicando a monotonicidade e a
transitividade da relação de ordem, podemos concluir que isso é válido, veja:

Monotonicidade: 2n + 1 ≤ 2n ⇒(2n+1) . 2≤2n . 2⇒4n+2≤2n+1

Transitividade: 2(n+1)+1<4n+2 ⇒2n+3<4n+2 ⇒1<2n

Como n é um número natural, qualquer que seja n>2, temos 1<2n. Logo
2(n+1)+1<4n+2≤2n+1, provando assim a desigualdade para todo n>2.

Seja Y={ n ∈ N/ n² < 2n}, para todo n≥5. Além disso, como n ∈ Y, isso implica em
n+1 ∈ Y pelo princípio da indução. Aplicando a monotonicidade e a
transitividade da relação de ordem, podemos concluir que isso é válido, veja:

Monotonicidade: n² < 2n ⇒n² . 2< 2n. 2⇒2n²<2n+1

Transitividade: (n+1)²<2n² ⇒n²+2n+1<2n² ⇒1<n²–2n

Como n é um número natural, qualquer que seja n≥5, temos 1< n²–2n. Logo
(n+1)²<2n²<2n+1, provando assim a desigualdade para todo n≥5.

3+1 3 4 3 64
2.3. Como n≥3, P(3) é válida, pois ( ) ≤3 ⇒( ) ≤3 ⇒ ≤3. Supondo que P(n) é
3 3 27
válida, isso implica em P(n+1) ser válida. Segue-se que:
𝑛+1 𝑛 𝑛+1
(A) ( ) ≤ n multiplicando ( ) em ambos os lados temos
𝑛 𝑛
𝑛+1 𝑛+1
(B) ( ) ≤ n+1
𝑛
𝑛+2 𝑛+1 𝑛+1 𝑛+1 𝑛+2 𝑛+1
Agora, por transitividade, se ( ) for menor que ( ) ,( ) será
𝑛+1 𝑛 𝑛+1
menor que n+1, e ficará provado a desigualdade. Logo:
𝑛+2 𝑛+1 𝑛+1 𝑛+1
(A) ( ) < ( )
𝑛+1 𝑛
𝑛+2 𝑛+1
(B) <
𝑛+1 𝑛
𝑛(𝑛+2)
(C) < 𝑛+1
𝑛+1
𝑛(𝑛+2) 𝑛+1 𝑛+1
(D) . < 𝑛+1.
𝑛+1 𝑛+1 𝑛+1
𝑛(𝑛+2) (𝑛+1)²
(E) <
𝑛+1 𝑛+1

(F) n(n+2)<(n+1)²
(G) n² + 2n <n² + 2n + 1
(H) 0<1 (comprovando a desigualdade)
3 4 𝑛 𝑛+1 𝑛
Já para a sequência 1, √2, √3, √4, ... √𝑛, temos que ( ) < n, seguindo as
𝑛
seguintes implicações veremos que isso é verdadeiro:
𝑛+1 𝑛
(A) ( ) <n
𝑛
(B) (n+1)n < nn+1
𝑛+1 𝑛
(C) √𝑛 + 1 < √𝑛
Logo, quando n≥3, a sequência é decrescente.

2.4. Para n=1, podemos ver que a igualdade é verdadeira.


1(1 + 1)(2.1 + 1)
1=
6
2 .3
1=
6
1= 1
Supondo agora que a igualdade é verdadeira para n, isso implica que para n+1
também é verdadeira. Segue-se a comprovação por indução:

𝑛(𝑛 + 1)(2𝑛 + 1)
1 + 2² + 3² + ⋯ + 𝑛2 =
6
𝑛(𝑛 + 1)(2𝑛 + 1)
1 + 2² + 3² + ⋯ + 𝑛2 + (𝑛 + 1)2 = + (𝑛 + 1)²
6
𝑛(𝑛 + 1)(2𝑛 + 1) + 6(𝑛 + 1)²
=
6
(𝑛 + 1)[𝑛(2𝑛 + 1) + 6(𝑛 + 1)]
=
6
(𝑛 + 1)[2𝑛2 + 𝑛 + 6𝑛 + 6]
=
6
(𝑛 + 1)[2𝑛2 + 3𝑛 + 4𝑛 + 6]
=
6
(𝑛 + 1)[𝑛(2𝑛 + 3) + 2(2𝑛 + 3]
=
6
(𝑛 + 1)(𝑛 + 2)(2𝑛 + 3]
=
6
Logo, ficou provado que essa soma é verdadeira para todo n natural.

2.5. É óbvio que a argumentação está errada, pois 1 é pequeno, mas ao se


acrescentar a n uma unidade, esse número pode ser tão grande quanto se
queira. Isso acontece devido ao fato de n ser qualquer número natural, e n+1 o
sucessor de n, logo n não vai ser sempre pequeno, e sim um valor que cresce a
medida que se soma uma unidade a ele.

2.6. Veja a seguir dois casos para se usar a distributiva para (m+n)(1+1):
1º caso: (m+n)(1+1)
m.1+m.1+n.1+n.1
m+m+n+n
2m + 2n

2º caso: (m + n)(1+1)
(m + n) . 2
2m + 2n

Agora, usando a lei do corte para m+n=n+m, temos:


m+n=m+n
(m + n) + p = (n + m) + p
(m + n) + p + 1 = (n + m) + p + 1
(m + n + p) + 1 = (n + m + p) + 1

Assim, (m + n + p) e (n + m + p) são iguais, pois tem o mesmo sucessor, então


por indução m + n = n + m.

2.7. Seja X ={ n ∈ N/ 1 ≤ n}, pois todos os números naturais menores do que n


pertencem a X e n ∈ X, como X é subconjunto de N, vamos supor que há algum
número natural maior que n, que pode ser o seu sucessor, n+1. Porém, um
número natural somado a outro número natural tem como resultado um
número natural, X=N, pois se não fosse assim, haveria algum número natural
que não é natural, que é um absurdo.

2.8. Supondo que P(1) e P(2) são verdadeiras, podemos também supor que P(n) e
P(n+1) são válidas para todo n, isso implica em P(n+2) ser válida. Então, n ∈ N
e n+1 ∈ N, e n + 2 também pertence ao conjunto dos números naturais, pois ele
é o sucessor de n + 1. Deste modo, P(n) é verdadeira para todo número natural
pelos axiomas de Peano.

2.9. Para n=1, a igualdade é válida.

1
1³ = . 1² . (1 + 1)²
4

1
1 = . 1 . 2²
4

1=1

Supondo que n seja válido para todo número natural, isso implica em n + 1 ser
válido, logo:
1
1³ + 2³ + 3³ + . . . + n³ + (n + 1)³ = n²(n + 1)² + (n + 1)³
4

1
Como n + 1 deixa a soma igual a (n + 1)² + (n + 2)²,segue-se que:
4
1 1
(n + 1)²(n + 2)² – n²(n + 1)² = (n + 1)³
4 4

1 1
(n + 1)² . [ (n + 2)² – n² ] = (n + 1)³
4 4

1 4 4 1
(n + 1)² . [ n² + n + – n² ] = (n + 1)³
4 4 4 4

(n + 1)² . (n + 1) = (n + 1)³

(n + 1)³ = (n + 1)³

Comprovando assim, por indução que a igualdade é verdadeira.