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Atualização e Prática

Direito do Entretenimento

Tema da Aula: Propriedade Intelectual.

Prof. Carlos Eduardo Guerra de Moraes

e Prática Direito do Entretenimento Tema da Aula: Propriedade Intelectual. Prof. Carlos Eduardo Guerra de Moraes
Noções Propedêuticas
Noções Propedêuticas

Atualização e Prática

Arte na Pré-história Anteriores a escrita Realidade e Misticismo
Arte na Pré-história
Anteriores a escrita
Realidade e Misticismo
Primeiros Registros – Arte Rupestre 34.000 a.C Caverna Chauvet
Primeiros Registros – Arte Rupestre
34.000 a.C
Caverna Chauvet
Manifestações em Todo o Período Pré-histórico

Manifestações em Todo o Período Pré-histórico

Manifestações em Todo o Período Pré-histórico

Pintura

Escultura

Arquitetura

34.000 a.C Caverna Chauvet Manifestações em Todo o Período Pré-histórico Pintura Escultura Arquitetura
Atualização e Prática

Atualização e Prática

Atualização e Prática
Atualização e Prática
Atualização e Prática
Atualização e Prática
Noções Propedêuticas
Noções Propedêuticas

Atualização e Prática

Distinção

Distinção

Arte

Artista

Noções Propedêuticas Atualização e Prática Distinção Arte Artista
Roma Antiga
Roma Antiga

Atualização e Prática

“Na Roma antiga e escravagista o autor tinha o privilégio do reconhecimento publico, mesmo que
“Na Roma antiga e escravagista o autor tinha o privilégio
do reconhecimento publico, mesmo que ele fosse escravo
e, portanto, apenas um instrumento de trabalho”. (Plínio
Cabral)

Obra

Senhor

Autoria

Artista

Direito Romano não considerava a obra de arte como propriedade

Atualização e Prática

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Atualização e Prática
Atualização e Prática
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Renascentismo
Renascentismo

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 O artista era remunerado, contudo, a obra pertencia a quem encomendou (contratou).  O
 O artista era remunerado, contudo, a obra pertencia a
quem encomendou (contratou).
 O artista era honrado, reconhecido e remunerado.
 Primeiros traços do contemporâneo Direito Moral do
Autor.
 A identificação da obra ao seu autor era reconhecido,
portanto, não era a sua propriedade material, que
pertencia a quem pagou.
 A obra de arte não era para o uso comum.
Atualização e Prática
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Atualização e Prática
Atualização e Prática
Papel
Papel

Atualização e Prática

 A palavra papel vem do latim papyrus e faz referência ao papiro, uma planta
 A palavra papel vem do latim papyrus e faz referência
ao papiro, uma planta que cresce nas margens do rio
Nilo no Egito.
 Papiro invenção dos egípcios, 3.000 anos a.C
 Papel origem chinesa, 105 anos d.C
 Em 1454, Johannes Gutenberg desenvolve a prensa,
dando escala ao livro, tornando-o de uso comum.
 “Impressores e livreiros obtinham esse privilégio real
para imprimir e vender qualquer obra, desde que
aprovada pelos governantes”. (Plínio Cabral)
Papel
Papel

Atualização e Prática

" Desde fins do século XVII foi tomando corpo um forte movimento de opinião favorável
" Desde fins do século XVII foi tomando corpo um forte
movimento de opinião favorável a liberdade de imprensa e
ao direitos dos autores – os quais consideravam-se
protegidos pela common law – e contrários aos Stationers
Company, de Londres, poderosa corporação que defendia
os interesses dos impressores e livreiros que haviam
recebido o privilegio de censurar as obras que
publicavam." Délia Lipszyc
dos impressores e livreiros que haviam recebido o privilegio de censurar as obras que publicavam." Délia
Estatuto da Rainha Ana
Estatuto da Rainha Ana

Atualização e Prática

“ a promulgação em 1710 do Estatuto da Rainha Ana, considerado a primeira lei de
a promulgação em 1710 do Estatuto da Rainha Ana,
considerado a primeira lei de copyright. A despeito do rompimento
com o sistema anterior, é certo que o Estatuto não tinha como
objetivo primordial o reconhecimento de direitos ao autor. Na
realidade, buscava-se apenas a regulação do comércio de livros em
um ambiente desprovido de monopólio e censura. Desse modo,
mesmo se considerarmos os resultados posteriores decorrentes das
disputas judiciais em torno do Estatuto, ainda assim estaremos
apenas diante de uma legislação que marcou a transição entre o
regime dos privilégios e as modernas leis de direitos autorais”.
Leonardo Estevam de Assis Zanini
Estatuto da Rainha Ana
Estatuto da Rainha Ana

Atualização e Prática

“ os "stationers"- impressores e livreiros – poderiam continuar imprimindo suas obras, mas deveriam
“ os
"stationers"- impressores e livreiros – poderiam continuar
imprimindo suas obras, mas deveriam adquiri-las de seus
autores através de um contrato de cessão”. (Plínio Cabral)
imprimindo suas obras, mas deveriam adquiri-las de seus autores através de um contrato de cessão”. (Plínio
Direito Autoral
Direito Autoral

Atualização e Prática

“ os "stationers"- impressores e livreiros – poderiam continuar imprimindo suas obras, mas deveriam
“ os
"stationers"- impressores e livreiros – poderiam continuar
imprimindo suas obras, mas deveriam adquiri-las de seus
autores através de um contrato de cessão”. (Plínio Cabral)
imprimindo suas obras, mas deveriam adquiri-las de seus autores através de um contrato de cessão”. (Plínio
Direito Autoral
Direito Autoral

Atualização e Prática

O Direito Patrimonial do Autor “vai surgir somente com os decretos revolucionários de 1791 e
O Direito Patrimonial do Autor “vai surgir somente com os
decretos revolucionários de 1791 e 1793, que substituíram o
regime dos privilégios na França, consolidando, pela primeira
vez, a noção de propriedade literária, artística e científica.
Atribui-se então ao autor a propriedade sobre sua criação
intelectual”. Leonardo Estevam de Assis Zanini
“Os direitos morais foram tarefa que coube à jusriprudência
francesa do século XIX”. Leonardo Estevam de Assis Zanini
Primeiras Normas Atualização e Prática “Em 1858 realizou-se, em Bruxelas, um congresso internacional sobre
Primeiras Normas
Atualização e Prática
“Em 1858 realizou-se, em Bruxelas, um congresso internacional sobre
propriedade intelectual. Foi uma reunião ampla, com a participação oficial e
não oficial de muitos países, alem de escritores, professores, cientistas e
jornalistas”. (Plínio Cabral)
“Em 1878 Victor Hugo presidiu um congresso literário mundial. Surge a Associação Literária Internacional que
“Em 1878 Victor Hugo presidiu um congresso literário mundial. Surge a
Associação Literária Internacional que passa a trabalhar em prol de um
documento em defesa dos direitos universais do autor”. (Plínio Cabral)
“Em setembro de 1886 realizou-se em Berna a terceira conferência
diplomática sobre direitos autorais. A ata dessa conferência é que vem a ser,
finalmente, a "Convenção de Berna para a proteção das obras Literárias e
Artísticas“. (Plínio Cabral)
Convenção de Berna
Convenção de Berna

Atualização e Prática

Promulga a Convenção de Berna para a Proteção

das Obras Literárias e Artísticas, de 9 de setembro

de 1886, revista em Paris, a 24 de julho de 1971

a Proteção das Obras Literárias e Artísticas, de 9 de setembro de 1886, revista em Paris,
Convenção de Berna
Convenção de Berna

Atualização e Prática

ARTIGO 2 1) Os temas "obras literárias e artísticas", abrangem todas as produções do domínio
ARTIGO 2
1) Os temas "obras literárias e artísticas", abrangem todas as produções do
domínio literário, cientifico e artístico, qualquer que seja o modo ou a forma
de expressão, tais como os livros, brochuras e outros escritos; as
conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza; as
obras dramáticas ou dramático-musicais; as obras coreográficas e as
pantomimas; as composições musicais, com ou sem palavras; as obras
cinematográficas e as expressas por processo análogo ao da
cinematografia; as obras de desenho, de pintura, de arquitetura, de
escultura, de gravura e de litografia; as obras fotográficas e as expressas por
processo análogo ao da fotografia; as obras de arte aplicada; as ilustrações
e os mapas geográficos; os projetos, esboços e obras plásticas relativos à
geografia, à topografia, á arquitetura ou às ciências.

Atualização e Prática

os princípios mais elementares das leis de direitos autorais

vedam a transmissão da autoria de obra, independentemente

do meio pelo

(Pedro Paranaguá e

Sergio Branco)

qual

se

dá a cessão

autoria de obra, independentemente do meio pelo ” (Pedro Paranaguá e Sergio Branco) qual se dá

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Fases do Direito Autoral no Brasil (Antônio Chaves)

Primeira Fase

1827

a 1916

Lei 496/1829 Lei Medeiros e Albuquerque Código Criminal 1830

 

crime de violação de direitos

autorais

Segunda Fase

1916

a 1973

Código Civil de 1916

   

Lei 5.988/73

Terceira Fase

1973 até os dias

Constituição da República de

atuais

1988

Lei 9.610/98

– Terceira Fase 1973 até os dias Constituição da República de atuais 1988 Lei 9.610/98

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Sistemas Internacionais

Droit D´Auteur

Sistema Francês ou Continental

Proteção à criatividade,

reconhecimento do direito

moral do autor.

Copyright

Sistema Anglo- americano

Possibilidade de reprodução de cópias (fair use), valoração do direito patrimonial do autor.

Anglo- americano Possibilidade de reprodução de cópias (fair use), valoração do direito patrimonial do autor.

Obras

Protegidas

Obras Protegidas Atualização e Prática Proteção de Criações do Espírito Humano

Atualização e Prática

Proteção de Criações do Espírito

Humano

Obras Protegidas Atualização e Prática Proteção de Criações do Espírito Humano

Legislação

Básica

Legislação Básica Atualização e Prática Lei 9.610/98

Atualização e Prática

Lei 9.610/98

Legislação Básica Atualização e Prática Lei 9.610/98

Requisito

Básico

Requisito Básico Atualização e Prática Originalidade

Atualização e Prática

Originalidade

Requisito Básico Atualização e Prática Originalidade
Exemplificação
Exemplificação

Atualização e Prática

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,
expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte,
tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais
como:
I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
II - as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma
natureza;
III - as obras dramáticas e dramático-musicais;
Exemplificação
Exemplificação

Atualização e Prática

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,
expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte,
tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais
como:
IV - as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica
se fixe por escrito ou por outra qualquer forma;
V - as composições musicais, tenham ou não letra;
VI - as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as
cinematográficas;
Exemplificação
Exemplificação

Atualização e Prática

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,
expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte,
tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais
como:
VII - as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo
análogo ao da fotografia;
VIII - as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e
arte cinética;
XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras
originais, apresentadas como criação intelectual nova;
Exemplificação
Exemplificação

Atualização e Prática

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,
expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte,
tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais
como:
IX - as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma
natureza;
X - os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia,
engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e
ciência;
Exemplificação
Exemplificação

Atualização e Prática

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,
expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte,
tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais
como:
XII - os programas de computador;
XIII - as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias,
dicionários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção,
organização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma
criação intelectual.
Cópia de Obra de Arte Plástica
Cópia de Obra de Arte Plástica

Atualização e Prática

Art. 9º À cópia de obra de arte plástica feita pelo próprio autor é assegurada
Art. 9º À cópia de obra de arte plástica feita pelo próprio autor
é assegurada a mesma proteção de que goza o original.
À cópia de obra de arte plástica feita pelo próprio autor é assegurada a mesma proteção

Atualização e Prática

Objetivos da Enumeração Legal

Objetivos da Enumeração Legal

Enfatizar a necessidade

da obra ser exteriorizada

Minimizar o meio em que

a obra foi expressa

Pedro Paranaguá e Sérgio Branco

da obra ser exteriorizada Minimizar o meio em que a obra foi expressa Pedro Paranaguá e

Requisitos Exigência Doutrinária (Pedro Paranaguá e Sérgio Branco)

Atualização e Prática

Forma

Pertencer ao domínio das letras, das artes ou

das ciências.

Originalidade

Não se trata de ovidade a soluta, e si

como elemento capaz de diferençar a obra de determinado autor das demais.

Exteriorização

Qualquer meio.

Temporariedade

Encontrar-se no período de proteção.

determinado autor das demais. Exteriorização Qualquer meio. Temporariedade Encontrar-se no período de proteção.
Obras Não Protegidas
Obras Não Protegidas

Atualização e Prática

Art. 8º Não são objeto de proteção como direitos autorais de que trata esta Lei:
Art. 8º Não são objeto de proteção como direitos autorais de que
trata esta Lei:
I - as idéias, procedimentos normativos, sistemas, métodos,
projetos ou conceitos matemáticos como tais;
II - os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais,
jogos ou negócios;
III - os formulários em branco para serem preenchidos por
qualquer tipo de informação, científica ou não, e suas instruções;
Obras Não Protegidas
Obras Não Protegidas

Atualização e Prática

Art. 8º Não são objeto de proteção como direitos autorais de que trata esta Lei:
Art. 8º Não são objeto de proteção como direitos autorais de que
trata esta Lei:
IV - os textos de tratados ou convenções, leis, decretos,
regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais;
V - as informações de uso comum tais como calendários,
agendas, cadastros ou legendas;
VI - os nomes e títulos isolados;
VII - o aproveitamento industrial ou comercial das ideias contidas
nas obras.

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Tradução Caso do Senhor dos Anéis

Atualização e Prática Tradução – Caso do Senhor dos Anéis
Proteção ao Título
Proteção ao Título

Atualização e Prática

Art. 10. A proteção à obra intelectual abrange o seu título, se original e inconfundível
Art. 10. A proteção à obra intelectual abrange o seu título, se
original e inconfundível com o de obra do mesmo gênero,
divulgada anteriormente por outro autor.
Parágrafo único. O título de publicações periódicas, inclusive
jornais, é protegido até um ano após a saída do seu último
número, salvo se forem anuais, caso em que esse prazo se elevará
a dois anos.
Exemplo não Protegido
Exemplo não Protegido

Atualização e Prática

Amor (2012) O Amor (1971)
Amor (2012)
O Amor (1971)
Exemplo não Protegido Atualização e Prática Amor (2012) O Amor (1971) http://www.imdb.com/

http://www.imdb.com/

Exemplo não Protegido Atualização e Prática Amor (2012) O Amor (1971) http://www.imdb.com/
Nomes Semelhantes
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Atualização e Prática

Nomes Semelhantes Atualização e Prática Um Namorado para Minha Mulher (2016) Um Namorado para Minha Esposa
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Um Namorado para Minha Mulher (2016)

Um Namorado para Minha Esposa (2008)
Um Namorado para Minha Esposa (2008)

Um Namorado para

Minha Esposa (2008)

http://www.imdb.com/

e Prática Um Namorado para Minha Mulher (2016) Um Namorado para Minha Esposa (2008) http://www.imdb.com/
Nome Original
Nome Original
Nome Original Atualização e Prática Two and half Men (Dois homens e Meio) - Série Meu

Atualização e Prática

Two and half Men (Dois homens e Meio) - Série

e Prática Two and half Men (Dois homens e Meio) - Série Meu Malvado Favorito -

Meu Malvado Favorito -

2010

House of Cards - Série

Two and half Men (Dois homens e Meio) - Série Meu Malvado Favorito - 2010 House

http://www.imdb.com/

Autor
Autor

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Art. 11. Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica. Parágrafo
Art. 11. Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística
ou científica.
Parágrafo único. A proteção concedida ao autor poderá aplicar-se
às pessoas jurídicas nos casos previstos nesta Lei.
único. A proteção concedida ao autor poderá aplicar-se às pessoas jurídicas nos casos previstos nesta Lei.
Autor
Autor

Atualização e Prática

Art. 12. Para se identificar como autor, poderá o criador da obra literária, artística ou
Art. 12. Para se identificar como autor, poderá o criador da obra
literária, artística ou científica usar de seu nome civil, completo ou
abreviado até por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro
sinal convencional.
de seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro
Autor
Autor

Atualização e Prática

Art. 13. Considera-se autor da obra intelectual, não havendo prova em contrário, aquele que, por
Art. 13. Considera-se autor da obra intelectual, não havendo
prova em contrário, aquele que, por uma das modalidades de
identificação referidas no artigo anterior, tiver, em conformidade
com o uso, indicada ou anunciada essa qualidade na sua
utilização.
no artigo anterior, tiver, em conformidade com o uso, indicada ou anunciada essa qualidade na sua
Autor
Autor

Atualização e Prática

Art. 14. É titular de direitos de autor quem adapta, traduz, arranja ou orquestra obra
Art. 14. É titular de direitos de autor quem adapta, traduz, arranja
ou orquestra obra caída no domínio público, não podendo opor-se
a outra adaptação, arranjo, orquestração ou tradução, salvo se for
cópia da sua.
público, não podendo opor-se a outra adaptação, arranjo, orquestração ou tradução, salvo se for cópia da
Autor
Autor

Atualização e Prática

Art. 15. A co-autoria da obra é atribuída àqueles em cujo nome, pseudônimo ou sinal
Art. 15. A co-autoria da obra é atribuída àqueles em cujo nome,
pseudônimo ou sinal convencional for utilizada.
§ 1º Não se considera co-autor quem simplesmente auxiliou o
autor na produção da obra literária, artística ou científica,
revendo-a, atualizando-a, bem como fiscalizando ou dirigindo sua
edição ou apresentação por qualquer meio.
§ 2º Ao co-autor, cuja contribuição possa ser utilizada
separadamente, são asseguradas todas as faculdades inerentes à
sua criação como obra individual, vedada, porém, a utilização
que possa acarretar prejuízo à exploração da obra comum.
Autor
Autor

Atualização e Prática

Art. 16. São co-autores da obra audiovisual o autor do assunto ou argumento literário, musical
Art. 16. São co-autores da obra audiovisual o autor do assunto ou
argumento literário, musical ou lítero-musical e o diretor.
Parágrafo único. Consideram-se co-autores de desenhos animados
os que criam os desenhos utilizados na obra audiovisual.
Parágrafo único. Consideram-se co-autores de desenhos animados os que criam os desenhos utilizados na obra audiovisual.
Autor
Autor

Atualização e Prática

Art. 17. É assegurada a proteção às participações individuais em obras coletivas. § 1º Qualquer
Art. 17. É assegurada a proteção às participações individuais em obras
coletivas.
§ 1º Qualquer dos participantes, no exercício de seus direitos morais,
poderá proibir que se indique ou anuncie seu nome na obra coletiva,
sem prejuízo do direito de haver a remuneração contratada.
§ 2º Cabe ao organizador a titularidade dos direitos patrimoniais sobre
o conjunto da obra coletiva.
§ 3º O contrato com o organizador especificará a contribuição do
participante, o prazo para entrega ou realização, a remuneração e
demais condições para sua execução.
Registro
Registro

Atualização e Prática

Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro.
Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de
registro.
Registro Atualização e Prática Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe
Registro
Registro

Atualização e Prática

Art. 19. É facultado ao autor registrar a sua obra no órgão público definido no
Art. 19. É facultado ao autor registrar a sua obra no órgão público
definido no caput e no § 1º do art. 17 da Lei nº 5.988, de 14 de
dezembro de 1973.
a sua obra no órgão público definido no caput e no § 1º do art. 17
Registro
Registro

Atualização e Prática

Art. 20. Para os serviços de registro previstos nesta Lei será cobrada retribuição, cujo valor
Art. 20. Para os serviços de registro previstos nesta Lei será
cobrada retribuição, cujo valor e processo de recolhimento serão
estabelecidos por ato do titular do órgão da administração
pública federal a que estiver vinculado o registro das obras
intelectuais.
Art. 21. Os serviços de registro de que trata esta Lei serão
organizados conforme preceitua o § 2º do art. 17 da Lei nº 5.988,
de 14 de dezembro de 1973.

Atualização e Prática

Direitos Morais Direitos Patrimoniais Direitos do Autor
Direitos Morais
Direitos
Patrimoniais
Direitos do Autor
Atualização e Prática Direitos Morais Direitos Patrimoniais Direitos do Autor
Direitos Morais
Direitos Morais

Atualização e Prática

Art. 24. São direitos morais do autor: I - o de reivindicar, a qualquer tempo,
Art. 24. São direitos morais do autor:
I - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II - o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado
ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
III - o de conservar a obra inédita;
IV - o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer
modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma,
possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação
ou honra;
Direitos Morais
Direitos Morais

Atualização e Prática

Art. 24. São direitos morais do autor: V - o de modificar a obra, antes
Art. 24. São direitos morais do autor:
V - o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;
VI - o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer
forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou
utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;
Direitos Morais
Direitos Morais

Atualização e Prática

Art. 24. São direitos morais do autor: VII - o de ter acesso a exemplar
Art. 24. São direitos morais do autor:
VII - o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se
encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por
meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual,
preservar sua memória, de forma que cause o menor
inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será
indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.
Direitos Morais
Direitos Morais

Atualização e Prática

Art. 26. O autor poderá repudiar a autoria de projeto arquitetônico alterado sem o seu
Art. 26. O autor poderá repudiar a autoria de projeto
arquitetônico alterado sem o seu consentimento durante a
execução ou após a conclusão da construção.
Parágrafo único. O proprietário da construção responde pelos
danos que causar ao autor sempre que, após o repúdio, der como
sendo daquele a autoria do projeto repudiado.
pelos danos que causar ao autor sempre que, após o repúdio, der como sendo daquele a

Atualização e Prática

Art. 27. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis. Inalienáveis Irrenunciáveis
Art.
27.
Os
direitos
morais
do
autor
são
inalienáveis
e
irrenunciáveis.
Inalienáveis
Irrenunciáveis
Imprescritíveis
Direitos Morais
do autor são inalienáveis e irrenunciáveis. Inalienáveis Irrenunciáveis Imprescritíveis Direitos Morais
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 28. Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra
Art. 28. Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor
da obra literária, artística ou científica.
Art. 28. Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literária,
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a
utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
I - a reprodução parcial ou integral;
II - a edição;
III - a adaptação, o arranjo musical e quaisquer outras
transformações;
parcial ou integral; II - a edição; III - a adaptação, o arranjo musical e quaisquer
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a
utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
IV - a tradução para qualquer idioma;
V - a inclusão em fonograma ou produção audiovisual;
VI - a distribuição, quando não intrínseca ao contrato firmado pelo
autor com terceiros para uso ou exploração da obra;
a distribuição, quando não intrínseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso ou exploração
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a
utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
VII - a distribuição para oferta de obras ou produções mediante
cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que
permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para
percebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por
quem formula a demanda, e nos casos em que o acesso às obras
ou produções se faça por qualquer sistema que importe em
pagamento pelo usuário;
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a
utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
VIII - a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou
científica, mediante:
a) representação, recitação ou declamação;
b) execução musical;
c) emprego de alto-falante ou de sistemas análogos;
d) radiodifusão sonora ou televisiva;
b) execução musical; c) emprego de alto-falante ou de sistemas análogos; d) radiodifusão sonora ou televisiva;
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a
utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
VIII - a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou
científica, mediante:
e) captação de transmissão de radiodifusão em locais de
freqüência coletiva;
f) sonorização ambiental;
g) a exibição audiovisual, cinematográfica ou por processo
assemelhado;
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a
utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
VIII - a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou
científica, mediante:
h) emprego de satélites artificiais;
i) emprego de sistemas óticos, fios telefônicos ou não, cabos de
qualquer tipo e meios de comunicação similares que venham a
ser adotados;
j) exposição de obras de artes plásticas e figurativas;
Direitos Patrimoniais
Direitos Patrimoniais

Atualização e Prática

Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a
utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
IX - a inclusão em base de dados, o armazenamento em
computador, a microfilmagem e as demais formas de
arquivamento do gênero;
X - quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que
venham a ser inventadas.
de arquivamento do gênero; X - quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a
Atos Permitidos
Atos Permitidos

Atualização e Prática

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: I - a reprodução: a) na imprensa
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo
informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção
do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram
transcritos;
b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em
reuniões públicas de qualquer natureza;
transcritos; b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza;
Atos Permitidos
Atos Permitidos

Atualização e Prática

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: I - a reprodução: c) de retratos,
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem,
feitos sob encomenda, quando realizada pelo proprietário do
objeto encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles
representada ou de seus herdeiros;
d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo
de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins
comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro
procedimento em qualquer suporte para esses destinatários;
Atos Permitidos
Atos Permitidos

Atualização e Prática

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: II - a reprodução, em um só
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para
uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de
lucro;
III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio
de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de
estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a
atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra;
Atos Permitidos
Atos Permitidos

Atualização e Prática

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: IV - o apanhado de lições em
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por
aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral
ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as
ministrou;
V - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas,
fonogramas e transmissão de rádio e televisão em
estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração
à clientela, desde que esses estabelecimentos comercializem os
suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização;
Atos Permitidos
Atos Permitidos

Atualização e Prática

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: VI - a representação teatral e a
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
VI - a representação teatral e a execução musical, quando
realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente
didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em
qualquer caso intuito de lucro;
VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para
produzir prova judiciária ou administrativa;
VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou administrativa;
Atos Permitidos
Atos Permitidos

Atualização e Prática

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: VIII - a reprodução, em quaisquer obras,
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
VIII - a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de
obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral,
quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não
seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a
exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo
injustificado aos legítimos interesses dos autores.
a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.

Atualização e Prática

Art. 49. Os direitos de autor poderão ser total ou parcialmente transferidos a terceiros, por
Art. 49. Os direitos de autor poderão ser total ou
parcialmente transferidos a terceiros, por ele ou por seus
sucessores, a título universal ou singular, pessoalmente ou
por meio de representantes com poderes especiais, por meio
de licenciamento, concessão, cessão ou por outros meios
admitidos em Direito, obedecidas as seguintes limitações:

Atualização e Prática

Art. 49. I - a transmissão total compreende todos os direitos de autor, salvo os
Art. 49.
I - a transmissão total compreende todos os direitos de autor,
salvo os de natureza moral e os expressamente excluídos
por lei;
II - somente se admitirá transmissão total e definitiva dos
direitos mediante estipulação contratual escrita;
III - na hipótese de não haver estipulação contratual escrita,
o prazo máximo será de cinco anos;
IV - a cessão será válida unicamente para o país em que se
firmou o contrato, salvo estipulação em contrário;

Atualização e Prática

Art. 49. V - a cessão só se operará para modalidades de utilização já existentes
Art. 49.
V - a cessão só se operará para modalidades de utilização já
existentes à data do contrato;
VI - não havendo especificações quanto à modalidade de
utilização, o contrato será interpretado restritivamente,
entendendo-se como limitada apenas a uma que seja aquela
indispensável ao cumprimento da finalidade do contrato.

Atualização e Prática

Art. 50. A cessão total ou parcial dos direitos de autor, que se fará sempre
Art. 50. A cessão total ou parcial dos direitos de autor, que se
fará sempre por escrito, presume-se onerosa.
§
1º Poderá a cessão ser averbada à margem do registro a
que se refere o art. 19 desta Lei, ou, não estando a obra
registrada, poderá o instrumento ser registrado em Cartório
de Títulos e Documentos.
2º Constarão do instrumento de cessão como elementos
§
essenciais seu objeto e as condições de exercício do direito
quanto a tempo, lugar e preço.

Atualização e Prática

Art. 51. A cessão dos direitos de autor sobre obras futuras abrangerá, no máximo, o
Art. 51. A cessão dos direitos de autor sobre obras futuras
abrangerá, no máximo, o período de cinco anos.
Parágrafo único. O prazo será reduzido a cinco anos sempre
que indeterminado ou superior, diminuindo-se, na devida
proporção, o preço estipulado.
Art. 52. A omissão do nome do autor, ou de co-autor, na
divulgação da obra não presume o anonimato ou a cessão
de seus direitos.
Direitos Conexos
Direitos Conexos

Atualização e Prática

Art. 89. As normas relativas aos direitos de autor aplicam-se, no que couber, aos direitos
Art. 89. As normas relativas aos direitos de autor aplicam-se, no
que couber, aos direitos dos artistas intérpretes ou executantes,
dos produtores fonográficos e das empresas de radiodifusão.
Parágrafo único. A proteção desta Lei aos direitos previstos neste
artigo deixa intactas e não afeta as garantias asseguradas aos
autores das obras literárias, artísticas ou científicas.
Associação
Associação

Atualização e Prática

Art. 97. Para o exercício e defesa de seus direitos, podem os autores e os
Art. 97. Para o exercício e defesa de seus direitos, podem os
autores e os titulares de direitos conexos associar-se sem intuito
de lucro.
§ 1º As associações reguladas por este artigo exercem atividade de
interesse público, por determinação desta Lei, devendo atender a
sua função social. (Redação dada pela Lei nº 12.853, de 2013)
§ 2º É vedado pertencer, simultaneamente, a mais de uma
associação para a gestão coletiva de direitos da mesma
natureza. (Redação dada pela Lei nº 12.853, de 2013)
Noção Básica
Noção Básica

Atualização e Prática

Domínio público é o ju to de obras cujo prazo de proteção por direitos autorais
Domínio público é o ju to de obras cujo prazo de
proteção por direitos autorais já tenha expirado .
(Sérgio Branco)
público é o ju to de obras cujo prazo de proteção por direitos autorais já tenha

Atualização e Prática

Efeito do Domínio

Público

Atualização e Prática Efeito do Domínio Público Possibilidade de sua utilização independentemente de

Possibilidade de sua

utilização independentemente de autorização do autor ou do titular dos direitos autorais

obras em domínio público podem ser copiadas,

reeditadas, transformadas, traduzidas, adaptadas etc.,

sem que seja necessário pagar por esse uso”. (Sérgio Branco)

transformadas, traduzidas, adaptadas etc., sem que seja necessário pagar por esse uso” . (Sérgio Branco)

Atualização e Prática

Natureza Jurídica

Bens de Uso Comum do Povo. (Sérgio Branco)
Bens de Uso Comum do Povo. (Sérgio Branco)
Atualização e Prática Natureza Jurídica Bens de Uso Comum do Povo. (Sérgio Branco)

Atualização e Prática

Legal Voluntário Domínio Público
Legal
Voluntário
Domínio Público
Atualização e Prática Legal Voluntário Domínio Público

Atualização e Prática

Norma

Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1° de
Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por
setenta anos contados de 1° de janeiro do ano
subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem
sucessória da lei civil.
Parágrafo único. Aplica-se às obras póstumas o prazo
de proteção a que alude o caput deste artigo.

Atualização e Prática

Norma

Art. 42. Quando a obra literária, artística ou científica realizada em co-autoria for indivisível, o
Art. 42. Quando a obra literária, artística ou científica
realizada em co-autoria for indivisível, o prazo previsto
no artigo anterior será contado da morte do último dos
co-autores sobreviventes.
Parágrafo único. Acrescer-se-ão aos dos sobreviventes
os direitos do co-autor que falecer sem sucessores.

Atualização e Prática

Norma

Art. 43. Será de setenta anos o prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre as
Art. 43. Será de setenta anos o prazo de proteção aos
direitos patrimoniais sobre as obras anônimas ou
pseudônimas, contado de 1° de janeiro do ano
imediatamente posterior ao da primeira publicação.
Parágrafo único. Aplicar-se-á o disposto no art. 41 e seu
parágrafo único, sempre que o autor se der a conhecer
antes do termo do prazo previsto no caput deste artigo.

Atualização e Prática

Norma

Art. 44. O prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre obras audiovisuais e fotográficas será
Art. 44. O prazo de proteção aos direitos
patrimoniais sobre obras audiovisuais e
fotográficas será de setenta anos, a contar de 1°
de janeiro do ano subseqüente ao de sua
divulgação.
e fotográficas será de setenta anos, a contar de 1° de janeiro do ano subseqüente ao

Atualização e Prática

Norma

Art. 45. Além das obras em relação às quais decorreu o prazo de proteção aos
Art. 45. Além das obras em relação às quais decorreu o
prazo de proteção aos direitos patrimoniais, pertencem
ao domínio público:
I - as de autores falecidos que não tenham deixado
sucessores;
II - as de autor desconhecido, ressalvada a proteção
legal aos conhecimentos étnicos e tradicionais.

Atualização e Prática

Noção Básica

Creative Commons admite que o autor possibilita o uso amplo de seus materiais por terceiros,
Creative Commons admite que o autor possibilita
o uso amplo de seus materiais por terceiros, sem
que haja violação à legislação autoral.
de seus materiais por terceiros, sem que haja violação à legislação autoral. Prof. Carlos Eduardo Guerra

Prof. Carlos Eduardo Guerra de Moraes

Atualização e Prática

Noção Básica

Através do Creative Commons, o autor possibilita o uso por terceiros de forma flexível. Exemplo:
Através do Creative Commons, o autor possibilita o
uso por terceiros de forma flexível.
Exemplo: escritor pode permitir a qualquer pessoa o
uso e a alteração de um texto de sua autoria, exceto
em aplicações empresariais.
pode permitir a qualquer pessoa o uso e a alteração de um texto de sua autoria,

Condições

Básicas

Atualização e Prática

 Atribuição (Menção do Autor)  Utilização não empresarial, salvo se houver autorização 
 Atribuição (Menção do Autor)
 Utilização não empresarial, salvo se houver
autorização
 Compartilhamento
 Termos do uso
 https://br.creativecommons.org/
STJ
STJ

Atualização e Prática

AgRg no AREsp 564077 / DF Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ T6 - SEXTA TURMA Data
AgRg no AREsp 564077 / DF
Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ
T6 - SEXTA TURMA
Data do Julgamento 22/08/2017
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. VIOLAÇÃO DOS DIREITOS AUTORAIS. IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. De acordo com o entendimento
dominante desta Corte Superior, não se aplica o princípio da insignificância nos
crimes de violação dos direitos autorais. Precedentes. 2. Na espécie, verifica-se
que o Tribunal de origem proferiu o acórdão recorrido em harmonia com a
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
STJ
STJ

Atualização e Prática

AgInt no AREsp 802891 / RJ Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA TERCEIRA TURMA Data do
AgInt no AREsp 802891 / RJ
Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
TERCEIRA TURMA
Data do Julgamento 22/08/2017
1. À luz das disposições insertas na Lei nº 9.610/1998 e consoante a
jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, a simples
disponibilização de aparelhos radiofônicos e televisores em quartos de hotéis,
motéis, clínicas e hospitais autoriza a cobrança, pelo Escritório Central de
Arrecadação e Distribuição - ECAD -, dos direitos autorais de todos os titulares
filiados às associações que o integram.
STJ
STJ

Atualização e Prática

2. Para fins de reconhecimento da possibilidade da cobrança, é irrelevante que a execução não
2. Para fins de reconhecimento da possibilidade da cobrança, é irrelevante que a
execução não autorizada de obras musicais e audiovisuais em locais de
frequência coletiva tenha se dado a partir da disponibilização de aparelho
televisor com equipamento receptor do sinal de TV a cabo ou TV por
assinatura. 3. Na cobrança de direitos autorais por suposta utilização não
autorizada de obra artística, não se pode confundir a obrigação da empresa
exploradora do serviço de hotelaria com o a obrigação da empresa prestadora
dos serviços de transmissão de sinal de TV por assinatura, pois resultam de
fatos geradores distintos, a saber: (i) a captação de transmissão de radiodifusão
em locais de frequência coletiva (quartos de hotel) e (ii) a radiodifusão sonora
ou televisiva em si. Daí porque não há falar, em casos tais, na ocorrência de bis
in idem.
STJ
STJ

Atualização e Prática

REsp 1629529 / RS Ministra NANCY ANDRIGHI T3 - TERCEIRA TURMA Data do Julgamento 17/08/2017
REsp 1629529 / RS
Ministra NANCY ANDRIGHI
T3 - TERCEIRA TURMA
Data do Julgamento 17/08/2017
Os negócios jurídicos sobre os direitos autorais devem ser interpretados
restritivamente (art. 4º, da LDA), razão pela qual não se confundem a utilização
da obra intelectual mediante radiodifusão sonora ou televisiva com a captação
de transmissão de radiodifusão em locais de frequência coletiva (art. 29, VIII, 'd'
e 'e', da LDA).
Atualização e Prática STJ AgInt no REsp 1511132 / RS Ministra NANCY ANDRIGHI Data do
Atualização e Prática
STJ
AgInt no REsp 1511132 / RS
Ministra NANCY ANDRIGHI
Data do Julgamento 15/08/2017
1. É de três anos o prazo prescricional para a cobrança de direitos autorais, em
virtude da disponibilidade de equipamentos de rádio e televisão em quartos
de motel, nos termos do art. 206, § 3º, V, do CC/02.

Art. 206. § 3 o Em três anos:

V - a pretensão de reparação civil;

nos termos do art. 206, § 3º, V, do CC/02. Art. 206. § 3 o Em
STJ
STJ

Atualização e Prática

REsp 1548849 / SP RECURSO ESPECIAL. ART. 535 DO CPC/1973. FOLHA SE SÃO PAULO E
REsp 1548849 / SP
RECURSO ESPECIAL. ART. 535 DO CPC/1973. FOLHA SE SÃO PAULO E FALHA DE
SÃO PAULO. DIREITO DE MARCA X DIREITO AUTORAL. PARÓDIA. ADAPTAÇÃO DE
OBRA JÁ EXISTENTE A UM NOVO CONTEXTO. VERSÃO DIFERENTE, DEBOCHADA.
LIMITAÇÃO DO DIREITO DE AUTOR. INEXISTÊNCIA DE CONOTAÇÃO COMERCIAL.
PRESCINDÍVEL. CONCORRÊNCIA DESLEAL NÃO CONFIGURADA.
DO DIREITO DE AUTOR. INEXISTÊNCIA DE CONOTAÇÃO COMERCIAL. PRESCINDÍVEL. CONCORRÊNCIA DESLEAL NÃO CONFIGURADA.
STJ
STJ

Atualização e Prática

2. O princípio da especialidade é comando limitativo do direito exclusivo da marca, a indicar
2. O princípio da especialidade é comando limitativo do direito exclusivo da
marca, a indicar que referido direito não é absoluto (art. 124, XIX, Lei n.
9.279/1996). A exclusividade do uso do sinal distintivo somente é oponível a
produtos ou serviços idênticos, semelhantes ou afins, com o fim de evitar que o
consumidor seja induzido em erro ou associe determinado produto com outro,
de marca alheia. Autoriza-se, assim, a coexistência de marcas idênticas, desde
que os respectivos produtos ou serviços pertençam a ramos de atividades
diversos.
de marcas idênticas, desde que os respectivos produtos ou serviços pertençam a ramos de atividades diversos.
STJ
STJ

Atualização e Prática

4. A paródia é forma de expressão do pensamento, é imitação cômica de composição literária,
4. A paródia é forma de expressão do pensamento, é imitação cômica de
composição literária, filme, música, obra qualquer, dotada de comicidade, que se
utiliza do deboche e da ironia para entreter. É interpretação nova, adaptação de
obra já existente a um novo contexto, com versão diferente, debochada,
satírica.
5. Assim, a atividade exercida pela Falha, paródia, encontra, em verdade,
regramento no direito de autor, mais específico e perfeitamente admitida no
ordenamento jurídico pátrio, nos termos do direito de liberdade de expressão,
tal como garantido pela Constituição da República.
pátrio, nos termos do direito de liberdade de expressão, tal como garantido pela Constituição da República.
STJ
STJ

Atualização e Prática

6. A paródia é uma das limitações do direito de autor, com previsão no art.
6. A paródia é uma das limitações do direito de autor, com previsão no art. 47
da Lei 9.610/1998, que prevê serem livres as paráfrases e paródias que não
forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem
descrédito. Essas as condições para que determinada obra seja parodiada, sem a
necessidade de autorização do seu titular.
8. A falta de conotação comercial é requisito dispensável à licitude e
conformidade da manifestação do pensamento pela paródia, nos termos da
legislação de regência (art. 47 da Lei n. 9.610/1998).
da manifestação do pensamento pela paródia, nos termos da legislação de regência (art. 47 da Lei
STJ
STJ

Atualização e Prática

REsp 1615980 / RJ Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO TERCEIRA TURMA Data da Publicação DJe
REsp 1615980 / RJ
Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO
TERCEIRA TURMA
Data da Publicação DJe 22/06/2017
RECURSO ESPECIAL. PROPRIEDADE INTELECTUAL. DIREITOS AUTORAIS.
REPRODUÇÃO INDEVIDA DA PERSONAGEM "VALÉRIA" DO PROGRAMA ZORRA
TOTAL. DIREITOS MORAIS SOBRE A OBRA QUE PERTENCEM APENAS AO SEU
AUTOR, RODRIGO JOSÉ SANT'ANNA, NÃO PODENDO SER TRANSFERIDOS.
IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO DA RÉ AO PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS À GLOBO, MERA LICENCIADA. ART. 27 DA LEI N. 9.610/98.
Atualização e Prática STJ 1. Caso concreto no qual ficou reconhecida pelo Tribunal de origem
Atualização e Prática
STJ
1.
Caso concreto no qual ficou reconhecida pelo Tribunal de origem a
reprodução indevida da personagem "Valéria", criada por Rodrigo José
Sant'anna e veiculada no programa Zorra Total da Globo Comunicação e
Participações S.A., pela TV OMÊGA LTDA REDE TV, tendo a ré sido
condenada ao pagamento de indenização por danos morais a ambos os
autores da ação.
2.
Os direitos morais sobre a obra autoral pertencem exclusivamente ao
seu autor, não podendo ser cedidos, uma vez que são, nos termos do
art. 27 da Lei n. 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais) intransmissíveis e
irrenunciáveis.
3.
Danos morais que não podem ser reconhecidos à Globo Comunicação
e Participações S.A. em decorrência da violação de direitos autorais por
não ser ela a autora da obra reproduzida indevidamente, mas apenas sua
licenciada exclusiva.
Atualização e Prática STJ REsp 1630851 / SP Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO Data do
Atualização e Prática
STJ
REsp 1630851 / SP
Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO
Data do Julgamento 27/04/2017
RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL. DIREITOS AUTORAIS E DIREITOS DA PERSONALIDADE.
GRAVAÇÃO DE VOZ. COMERCIALIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO PELA RÉ. VIOLAÇÃO DO ART. 535
DO CPC/73. NÃO OCORRÊNCIA. DIREITOS AUTORAIS. GRAVAÇÃO DE MENSAGEM
TELEFÔNICA QUE NÃO CONFIGURA DIREITO CONEXO AO DE AUTOR, NÃO ESTANDO
PROTEGIDA PELA LEI DE DIREITOS AUTORAIS. PROTEÇÃO À VOZ COMO DIREITO DA
PERSONALIDADE. POSSIBILIDADE DE DISPOSIÇÃO VOLUNTÁRIA, DESDE QUE NÃO
PERMANENTE NEM GERAL. AUTORIZAÇÃO PARA A UTILIZAÇÃO DA GRAVAÇÃO DA VOZ
QUE PODE SER PRESUMIDA NO PRESENTE CASO. GRAVAÇÃO REALIZADA
ESPECIFICAMENTE PARA AS NECESSIDADES DE QUEM A UTILIZA. UTILIZAÇÃO
CORRESPONDENTE AO FIM COM QUE REALIZADA A GRAVAÇÃO. INDENIZAÇÃO NÃO
DEVIDA.
Atualização e Prática STJ 1. Pretensão da autora de condenação da empresa requerida ao pagamento
Atualização e Prática
STJ
1. Pretensão da autora de condenação da empresa requerida ao pagamento de
indenização pela utilização de gravação de sua voz sem sua autorização, com fins
alegadamente comerciais, por ser ela objeto de proteção tanto da legislação relativa
aos direitos autorais, como aos direitos da personalidade.
3. Os direitos do artista executante ou intérprete são conexos aos direitos de autor e,
apesar de sua autonomia, estão intrinsecamente ligados, em sua origem, a uma obra
autoral, e a ela devem sua existência.
4. Nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei n. 9.610/98), apenas há direitos conexos
quando há execução de obra artística ou literária, ou de expressão do folclore.
5. Gravação de mensagem de voz para central telefônica que não pode ser enquadrada
como direito conexo ao de autor, por não representar execução de obra literária ou
artística ou de expressão do folclore. Inaplicabilidade da Lei n. 9.610/98 ao caso em
comento.
Atualização e Prática STJ 6. A voz humana encontra proteção nos direitos da personalidade, seja
Atualização e Prática
STJ
6. A voz humana encontra proteção nos direitos da personalidade, seja como direito
autônomo ou como parte integrante do direito à imagem ou do direito à identidade
pessoal.
7. Os direitos da personalidade podem ser objeto de disposição voluntária, desde que
não permanente nem geral, estando seu exercício condicionado à prévia autorização do
titular e devendo sua utilização estar de acordo com o contrato. Enunciado n. 4 da I
Jornada de Direito Civil.
8. Caso concreto em que a autorização da autora deve ser presumida, pois realizou
gravação de voz a ser precisamente veiculada na central telefônica da ré, atendendo
especificamente às suas necessidades.
9. Gravação que vem sendo utilizada pela ré exatamente para esses fins, em sua central
telefônica, não havendo exploração comercial da voz da autora.
10. Eventual inadimplemento contratual decorrente do contrato firmado pela autora
com a terceira intermediária que deve ser pleiteado em relação a ela, e não perante a
empresa requerida.
Atualização e Prática STJ REsp 1311629 / SP Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO Relator para Acórdão
Atualização e Prática
STJ
REsp 1311629 / SP
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO
Relator para Acórdão
QUARTA TURMA
Data do Julgamento 25/04/2017
RECURSO ESPECIAL (art. 105, inc. III, alínea "a", CF/88) - AÇÃO INDENIZATÓRIA
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS - DIREITO AUTORAL - PEÇA TEATRAL
DENOMINADA "AS FILHAS DA MÃE" - TELENOVELA VEICULADA PELA
DEMANDADA COM O MESMO TÍTULO - ART. 10, LEI 9.610/98 - ORIGINALIDADE
NÃO VERIFICADA, TRATANDO-SE DE MERA EXPRESSÃO POPULAR UTILIZADA
PELA SOCIEDADE NO COTIDIANO - ENTRETENIMENTOS DE GÊNEROS DISTINTOS,
PORTANTO NÃO SÃO PASSÍVEIS DE PROTEÇÃO PELA LEI DOS DIREITOS
AUTORAIS.
Atualização e Prática STJ Hipótese: Pretensão indenizatória deduzida pelo autor de peça teatral denominada
Atualização e Prática
STJ
Hipótese: Pretensão indenizatória deduzida pelo autor de peça teatral
denominada "As Filhas da Mãe", cujo título fora utilizado posteriormente pela
emissora de televisão para transmitir telenovela. Pugna pela condenação da
demandada ao pagamento de danos morais e patrimoniais decorrentes da
violação dos direitos do autor (art. 10, Lei 9.610/98), visto que o título da obra
de sua autoria fora utilizado sem autorização. Sentença de improcedência do
pedido reformada pelo Tribunal de origem que condenou a demandada ao
pagamento de cem salários mínimos a título indenizatório.
1-O artigo 10, caput, da Lei 9.610/98, dispõe que "A proteção à obra intelectual
abrange o seu título, se original e inconfundível com o de obra do mesmo
gênero, divulgada anteriormente por outro autor.".
Atualização e Prática STJ 1.1. Em que pese seja cediço que a proteção à obra
Atualização e Prática
STJ
1.1. Em que pese seja cediço que a proteção à obra intelectual se estende
também ao seu título, nos moldes do referido dispositivo, a tutela legal exige,
além da identidade entre os títulos, a originalidade e a inconfundibilidade
com o de obra do mesmo gênero, requisitos estes que não se acham presentes
na hipótese dos autos.
1.2. In casu, não há originalidade no título "As Filhas da Mãe", tratando-se de
mera expressão popular utilizada pela sociedade no cotidiano; e as obras
intelectuais em questão - peça de teatro e telenovela - não se confundem,
possuindo gêneros diversos.
2. Inexistentes os requisitos insertos na Lei dos Direitos Autorais para a
proteção legal ao título de obra intelectual, merece ser afastada a indenização
perseguida nos autos.
Atualização e Prática STJ REsp 1567780 / RJ Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA TERCEIRA TURMA
Atualização e Prática
STJ
REsp 1567780 / RJ
Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
TERCEIRA TURMA
Data da Publicação 21/03/2017
RECURSO ESPECIAL. DIREITO AUTORAL. TRANSMISSÃO TELEVISIVA. INTERNET.
DISPONIBILIZAÇÃO DE OBRAS MUSICAIS. TECNOLOGIA STREAMING.
WEBCASTING E SIMULCASTING. EXECUÇÃO PÚBLICA. CONFIGURAÇÃO.
COBRANÇA DE DIREITOS AUTORAIS. ECAD. POSSIBILIDADE. SIMULCASTING.
MEIO AUTÔNOMO DE UTILIZAÇÃO DE OBRAS INTELECTUAIS. COBRANÇA DE
DIREITOS AUTORAIS. NOVO FATO GERADOR. TABELAS DE PREÇOS. FIXAÇÃO
PELO ECAD. VALIDADE. LEI Nº 12.853/2013 E DECRETO Nº 8.469/2015.
VIGÊNCIA.
STJ
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Atualização e Prática

1. Cinge-se a controvérsia a saber se a transmissão televisiva via internet nas modalidades webcasting
1. Cinge-se a controvérsia a saber se a transmissão televisiva via internet nas
modalidades webcasting e simulcasting (tecnologia streaming) se configura
execução pública de obras musicais apta a gerar o recolhimento de direitos
autorais pelo ECAD e se a transmissão de músicas na modalidade
simulcasting constitui meio autônomo de uso de obra intelectual,
caracterizando novo fato gerador de cobrança de direitos autorais.
2. De acordo com os arts. 5º, inciso II, e 68, §§ 2º e 3º, da Lei Autoral, é
possível afirmar que o streaming é uma das modalidades previstas em lei
pela qual as obras musicais e fonogramas são transmitidos e que a internet
é local de frequência coletiva, caracterizando-se, desse modo, a execução
como pública. Precedente da Segunda Seção.
Atualização e Prática STJ 3.O critério utilizado pelo legislador para determinar a autorização de uso
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3.O critério utilizado pelo legislador para determinar a autorização de uso pelo titular
do direito autoral previsto no art. 31 da Lei nº 9.610/1998 está relacionado com a
modalidade de utilização e não com o conteúdo em si considerado. Assim, no caso
do simulcasting, a despeito de o conteúdo transmitido ser o mesmo, os canais
de transmissão são distintos e, portanto, independentes entre si, tornando
exigível novo consentimento para utilização e criando novo fato gerador de
cobrança de direitos autorais pelo ECAD.
4. As alterações promovidas pela Lei nº 12.853/2013 à Lei nº 9.610/1998 não
modificaram o âmbito de atuação do ECAD, que permanece competente para fixar
preços e efetuar a cobrança e a distribuição dos direitos autorais.
5. O início da vigência do Regulamento de Arrecadação e das tabelas de preços em
conformidade com os novos critérios a serem observados para a formação do valor a
ser cobrado para a utilização das obras e fonogramas, previstos na Lei nº
12.853/2013 e no Decreto nº 8.469/2015, ocorre em 21/9/2015, de modo que
consideram-se válidas as tabelas anteriores até tal data.
Atualização e Prática STJ REsp 1320007 / SE Ministra NANCY ANDRIGHI Data do Julgamento 04/06/2013
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REsp 1320007 / SE
Ministra NANCY ANDRIGHI
Data do Julgamento 04/06/2013
DIREITO DE AUTOR. RECURSO ESPECIAL. ECAD. EXECUÇÕES MUSICAIS. EVENTO
RELIGIOSO. AUSÊNCIA DE FINS LUCRATIVOS E COBRANÇA DE INGRESSO.
RECESSO FAMILIAR. ART. 46, VI, DA LEI N.º 9.610/98. REGRA DOS 3 (TRÊS)
PASSOS. DIREITOS AUTORAIS NÃO DEVIDOS.
I. A Lei n.º 9.610/98, regulando a matéria de forma extensiva e estrita, aboliu
o auferimento de lucro direto ou indireto pela exibição da obra como
critério indicador do dever de pagar retribuição autoral, erigindo como fato
gerador da contribuição tão somente a circunstância de se ter promovido a
exibição pública da obra artística, em local de freqüência coletiva.
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II. Quanto às execuções musicais, estas não dependem de autorização do autor quando realizada no
II. Quanto às execuções musicais, estas não dependem de autorização do autor
quando realizada no recesso familiar ou para fins exclusivamente didáticos nos
estabelecimentos de ensino, desde que não haja intuito de lucro.
III. Entende-se por "recesso familiar" não apenas o recinto do lar, em sentido
estritamente físico. A atuação que se permite é aquela realizada nos limites do
círculo familiar e com "intuito familiae". Dessa forma, a execução que se der
num local onde não seja a residência da família, mas se encontra,
momentaneamente, a intenção de gerar um ambiente familiar, não deve sofrer a
incidência de encargos autorais.
momentaneamente, a intenção de gerar um ambiente familiar, não deve sofrer a incidência de encargos autorais.
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IV. De acordo com a Regra dos 3 Passos, será admissível limitar o direito de
IV. De acordo com a Regra dos 3 Passos, será admissível limitar o direito de
exclusivo do autor quando:
(i)
se estiver diante de certos casos especiais;
(ii)
a utilização não prejudicar a exploração normal da obra e
(iii) a utilização não causar prejuízo injustificada aos legítimos interesses do
autor.
normal da obra e (iii) a utilização não causar prejuízo injustificada aos legítimos interesses do autor.