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Pólos Magnéticos

Os efeitos magnéticos externos a uma barra imantada são mais intensos nas regiões
próximas às suas extremidades, regiões essas chamadas pólos magnéticos.

​Atividade Experimental

O objetivo desta atividade é discutir a existência de apenas dois tipos de pólos magnéticos e
o tipo de interação (atrativa ou repulsiva) entre eles.

● Tome três imãs em forma de barra sem indicação dos seus tipos de pólos.
● Para cada uma das extremidades de um dos imãs determine a natureza da interação
(se atrativa ou repulsiva) com cada uma das extremidades dos outros dois imãs.
● Por argumentos lógicos mostre, a partir daí, que a natureza da interação entre todos os
pares de extremidades consideradas pode ser descrita com apenas dois tipos de pólos.

Linhas de Campo

Para determinar a direção do campo magnético em um determinado ponto utilizamos uma


bússola, com o seu eixo de giro colocado sobre o ponto. A direção da agulha magnética mostra
a direção do campo magnético tangente à linha de campo naquele ponto.
Mas para determinar a configuração completa do campo são necessárias várias
experimentações e um tempo de observação muito longo.
Por outro lado, como um minúsculo fragmento de ferro se magnetiza quando próximo de um
imã e se orienta conforme o campo local, pode-se usar limalha de ferro para visualizar as linhas
de campo magnético.

​Atividade Experimental

O objetivo dessa atividade é observar diferentes configurações de linhas de campo usando


limalha de ferro.
● Sobre um imã ou um conjunto de imãs, coloque uma folha de papel.
● Sobre a folha de papel, coloque limalha de ferro cobrindo uniformemente a região do(s)
ímã(s).
● Bata de leve na folha de papel para facilitar a redistribuição da limalha e observe as
configurações do campo no plano da folha de papel.
● Repita o procedimento para diferentes arranjos de imãs.

​Atividade Experimental

O objetivo dessa atividade é discutir a forma do campo magnético da Terra e a não


coincidência dos pólos magnéticos e dos pólos geográficos.
● Introduza um imã em barra ao longo de um diâmetro de uma esfera de isopor.
● Monte uma bússola na extremidade de um suporte de modo que ela fique livre para
girar ao redor de dois eixos perpendiculares.
● Use essa bússola como indicador do campo magnético local ou das linhas de campo.
Lei de Gauss

Numa região de campo magnético, consideremos uma superfície S dividida em um grande


número N de partes (elementos de superfície) Ak (k = 1, 2, ... N), pequenas o suficiente para
que, sobre cada uma delas, o campo possa ser considerado constante.

A cada elemento de superfície Ak associamos um vetor ​A​k, perpendicular ao


correspondente elemento de superfície.
A grandeza:

 =  ​B​k ​A​k
ou
 =  Bk Ak cos 

onde o somatório sobre k se estende de 1 a N, é chamada fluxo do campo magnético através


da superfície S.
A lei de Gauss para o magnetismo expressa a inseparabilidade dos pólos magnéticos, ou
seja, a inexistência de pólos magnéticos isolados (monopólos magnéticos).
Em termos do fluxo magnético, a lei de Gauss afirma: o fluxo do campo magnético através
de qualquer superfície fechada é sempre nulo.
Matematicamente:

 ​B​k ​A​k = 0 [Superfície Fechada]

Isto significa que toda linha de campo é uma linha contínua e fechada, ou seja, partindo do
polo N vai ao polo S por fora do imã e, daí, por dentro, retorna ao polo N.
Portanto, é claro que o número de linhas de campo magnético que passam através de
qualquer uma das três superfícies S1, S2 e S3 de fora para dentro é igual ao número de linhas
de campo que passam de dentro para fora, de modo que o fluxo magnético total, para cada
superfície, é nulo.
O mesmo vale para qualquer outra superfície fechada que se tome.

Lei de Gauss

Numa região de campo magnético, consideremos uma superfície S dividida em um grande


número N de partes (elementos de superfície) Ak (k = 1, 2, ... N), pequenas o suficiente para
que, sobre cada uma delas, o campo possa ser considerado constante.

A cada elemento de superfície Ak associamos um vetor ​A​k, perpendicular ao


correspondente elemento de superfície.
A grandeza:

 =  ​B​k ​A​k
ou
 =  Bk Ak cos 

onde o somatório sobre k se estende de 1 a N, é chamada fluxo do campo magnético através


da superfície S.
A lei de Gauss para o magnetismo expressa a inseparabilidade dos pólos magnéticos, ou
seja, a inexistência de pólos magnéticos isolados (monopólos magnéticos).
Em termos do fluxo magnético, a lei de Gauss afirma: o fluxo do campo magnético através
de qualquer superfície fechada é sempre nulo.
Matematicamente:

 ​B​k ​A​k = 0 [Superfície Fechada]


Isto significa que toda linha de campo é uma linha contínua e fechada, ou seja, partindo do
polo N vai ao polo S por fora do imã e, daí, por dentro, retorna ao polo N.

Portanto, é claro que o número de linhas de campo magnético que passam através de
qualquer uma das três superfícies S1, S2 e S3 de fora para dentro é igual ao número de linhas
de campo que passam de dentro para fora, de modo que o fluxo magnético total, para cada
superfície, é nulo.
O mesmo vale para qualquer outra superfície fechada que se tome.

Campo Magnético

O vetor campo magnético ​B​ em um dado ponto do espaço é definido a partir da força ​F​ que
age sobre uma partícula de carga q que passa por esse ponto com velocidade ​v​ por:

​F​ = q ​v​ x ​B

O símbolo ​v​ x ​B​ (produto vetorial) significa que o vetor ​F​ é perpendicular ao plano dos
vetores ​v​ e ​B​ e o seu sentido é dado (se a carga q é positiva) pela regra da mão direita.
Se os dedos da mão direita são colocados na direção e no sentido do vetor ​v​ e girados para
que fiquem na direção e sentido do vetor ​B​, o polegar, que faz o papel de eixo de rotação,
aponta o sentido do vetor ​F​.
O símbolo ​v​ x ​B​ significa também que o módulo da força ​F​ é dado por:

F = qvB sen

onde  é o ângulo entre ​v​ e ​B​.


Assim:
B = F / qv sen

No sistema internacional de unidades, a unidade de intensidade de campo magnético é o


tesla:

T = Ns / Cm = N / Am

No sistema cgs, a unidade é o gauss:

1gauss = 10​4​ T

O módulo do campo magnético perto da superfície da Terra está entre 10​5​ e 10​4​ T, ou seja,
entre 0,1 e 1 gauss.

Partícula num Campo Uniforme

Um campo magnético é uniforme quando tem mesmos módulo, direção e sentido em todos
os pontos do espaço.
As linhas de campo associadas a um campo magnético uniforme são retas paralelas e
equidistantes umas das outras.
Um campo magnético uniforme perpendicular à página é representado por um conjunto de
sinais equidistantes uns dos outros, indicando os lugares onde as linhas de campo atravessam
a página. Se o campo aponta para fora da página, os sinais são pontos, e se o campo aponta
para dentro da página, os sinais são cruzes

Considere uma partícula de carga positiva q se deslocando numa região de campo


magnético uniforme ​B​, com velocidade ​v​ perpendicular a ​B​.

Sobre a partícula atua, em todos os pontos de sua trajetória, uma força ​F​, perpendicular a ​v
e ​B​. Nessas condições, o movimento da partícula é circular e uniforme e a força magnética ​F
atua como força centrípeta.
Assim, sendo R é o raio da trajetória:

qvB = mv​2​ / R
ou
R = mv / qB

Lei de Biot-Savart

O campo magnético devido a uma corrente elétrica que passa em um fio de forma arbitrária
pode ser calculado diretamente a partir da lei de Biot-Savart.
Consideremos o fio dividido em um grande número N de segmentos (elementos de
comprimento) lk (k = 1, 2,... N), pequenos o suficiente para que o campo criado pela corrente
em cada um deles possa ser considerado constante.
A cada elemento de comprimento lk associamos um elemento de corrente i​lk​ .

O campo magnético criado em um ponto P pelo elemento de corrente i​l​k é dado por:

​B​k = ( o / 4 ) ( i​lk​ x ​r​ ) / r​3

onde ​r​ é o vetor que vai do elemento de corrente ao ponto P.


Essa expressão constitui a lei de Biot-Savart.
A direção do vetor ​B​k é perpendicular ao plano de i​l​k e ​r​ e o sentido é dado pela regra
da mão direita. É interessante observar que o módulo do campo depende do inverso do
quadrado da distância.
O campo magnético total no ponto P criado por todos os elementos de corrente é a soma
​B​1 + ​B​2 + ... + ​B​N.
Como exemplo de aplicação da lei de Biot-Savart vamos calcular o campo magnético no
centro de uma espira circular com uma corrente i.

Para calcular o módulo do campo magnético no ponto considerado, dividimos a espira em


um grande número N de partes, cada qual de comprimento l = 2r / N. Assim, o módulo do
campo magnético produzido pelo elemento de corrente i​l​k vale:
Bk = ( o / 4 ) ( ilk r sen 90​o​ ) / r​3​ = oilk / 4r​2

O módulo do campo magnético produzido pela espira inteira é a soma dos módulos dos
vetores campo magnético produzidos por todos os N elementos de corrente, já que esses
vetores são paralelos e de mesmo sentido. Assim:

B =  Bk = ( oi / 4r​2​ )  lk

e como  lk = 2r, vem:

B = oi / 2r

Lei de Ampère

Numa região de campo magnético, consideremos uma linha fechada C dividida em um


grande número N de segmentos (elementos de comprimento) lk (k = 1, 2, ... N), pequenos o
suficiente para que, sobre cada um deles, o campo possa ser considerado constante.

A cada elemento de comprimento lk associamos um vetor ​l​k.


A grandeza:

 =  ​B​k ​l​k =  Bk lk cos 

onde o somatório sobre k se estende de 1 a N, é chamada circulação do campo magnético ao


longo da linha C.
A lei de Ampère afirma que a circulação do campo magnético ao longo de uma linha
fechada que envolve as correntes i1, i2, ... iM é:

 ​B​k ​l​k = oi [Linha Fechada]

onde i = i1 + i2 + ... + iM.


Quando se aplica essa equação deve-se considerar a linha fechada, chamada de
amperiana, e, portanto, todos os elementos ​l​1, ​l​2, ... ​l​N, orientados segundo os dedos da
mão direita com o polegar na direção da corrente total i.
Como exemplo do uso da lei de Ampère vamos calcular o campo magnético ao redor de um
fio reto, de comprimento infinito, por onde passa uma corrente i.
Pela simetria do problema, o módulo do campo magnético num ponto qualquer deve
depender apenas da distância do ponto ao fio.
Assim, escolhemos para o cálculo da circulação uma circunferência de raio R, centrada no
fio e num plano perpendicular ao fio.
Ainda pela simetria do problema temos que o campo em cada ponto da amperiana
escolhida deve estar no plano da amperiana, numa direção perpendicular ou tangente a ela. Da
experiência sabemos que o campo é, na verdade, tangente à amperiana.
Assim, como o ângulo entre ​B​k e ​l​k é 0​O​ e como o campo magnético tem o mesmo
módulo em todos os pontos da amperiana, segue-se que:

 ​B​k ​l​k = B  lk cos 0​O​ = B 2R

e pela lei de Ampère:

B 2R = oi
ou
B = oi / 2R

Assim, as linhas do campo magnético de um fio reto infinito são circunferências


concêntricas, com centro no fio.

O Conceito de Divergência

Consideremos um caudal cuja fonte é um depósito que está a perder água. As linhas de força
do vector velocidade têm origem no depósito e saem dele. A intensidade deste campo vectorial
depende da variação da quantidade de água existente no depósito.

As linhas de campo podem nascer ou desaparecer numa determinada região do


espaço. Isto significa que se circunscrevermos essa região por uma superfície fechada, o
número de linhas de campo que entra é diferente do numero de linhas de campo que saem. Ou
seja

onde ​n​ é a normal à superfície fechada S dirigida para o exterior.

Daqui resulta a existência duma grandeza, a ​Divergência de A,​ que representa este
desequilíbrio, traduzido pelo Teorema de Ostrogradsky-Gauss

onde ​Ñ·​A ​representa a divergência de​ A​, numa representação simbólica de produto interno​.

A maneira de calcular a divergência é considerar um elemento de volume infinitesimal


d​V​ tal que

e fazer ​dV
​ ®
​ ​ ​0

A representação da divergência dum vector através do produto interno simplesmente


simbólico do operador ​Ñ​ pelo vector resulta da expressão da divergência em coordenadas
cartesianas (ver apêndice)

que exibe plenamente o caracter de produto interno. Mas esta semelhança formal só é válida
para coordenadas cartesianas não o sendo noutros sistemas de coordenadas.

O Conceito de Rotacional.

O conceito de​ Rotacional​ surge naturalmente da ideia de linha de campo fechada. Ao circular
ao longo duma tal linha, o integral envolvendo o vector de campo ​A

​ ​ é 0 vector elemento de arco da linha de campo.


onde ​ds

A sua representação mais simples está associada ao escoamento da água duma


banheira. A certa altura a água entra em remoínho, parecendo que a velocidade estabelece
uma linha fechada.

De acordo com o teorema de Stokes existe um vector cujo fluxo através do segmento
de superfície limitado pela linha de campo é não nulo, e igual à circulação de ​A​. Este vector é o
Rotacional de A,​ representado por ​Ñ´​A
Nesta expressão a normal ​n​ à superfície pode definir-se de várias maneiras
convergentes. Assim um observador de pé sobre a superfície e com a normal no sentido dos
pés para a cabeça vê a circulação positiva no sentido da direita para a esquerda. A normal é
ainda o sentido de progressão dum saca-rolhas quando roda no sentido da circulação (regra do
saca-rolhas); ou ainda o sentido do polegar, orientando a mão direita com o indicador no
sentido da progressão.

Podemos generalizar o conceito a qualquer linha fechada, de campo ou não. Esta


generalização permite calcular as componentes do rotacional dum vector. De facto se
considerarmos uma circulação em torno dum elemento de superfície infinitesimal ​dS
​ ,​
verificamos que

e portanto

o que permite calcular o valor do rotacional segundo uma determinada direcção ​n. ​Portanto se
fizermos coincidir as direcções​ n​ com os versores ​a​x​,​ a​y​ ​e ​a​z​, imediatamente calculamos as
componentes de ​Ñ´​A ​nas três direcções cartesianas fundamentais. O mesmo pode ser feito
para qualquer sistema de coordenadas.(ver apêndice).

A utilização do operador na forma ​Ñ´​A ​para designar o rotacional resulta da sua forma
simplesmente simbólica em coordenadas cartesianas. Tal implica que o rotacional possa ser
calculado pelo determinante duplamente simbólico

homólogo do determinante simplesmente simbólico

É porém necessário ter em conta que este facto só é verdadeiro em coordenadas


cartesianas, não o sendo mais para outro qualquer sistema de coordenadas.

Da definição de rotacional resulta o seguinte

​ — O rotacional dum vector é solenoidal, e portanto a divergência do


Teorema 2
rotacional é nula (​Ñ​·​Ñ´º​0​).

Demonstração​ (​ad absurdum)​ : Suponhamos que as linhas de campo do


rotacional são abertas. Então haverá um ponto do espaço aonde emergirão ou serão
destruídas linhas de campo. Neste ponto convergirão várias linhas de campo.

Mas se isto sucede significa que haverá um ponto do espaço aonde o


rotacional dum vector teria necessariamente mais de um valor, o que contraria a
definição de rotacional.

Donde as linhas de força do rotacional são fechadas e ​ipso facto​ o rotacional é


solenoidal. Donde ​Ñ​·​Ñ´º​0

q.e.d.

Da conjugação dos Teoremas 1 e 2 resulta o seguinte

​ — O rotacional do gradiante é o vector nulo (​ѴѺ​0);


Teorema 3

e é possível formular o seguinte

​ — A = 0 sse ​Ñ·​​ A = ​0 ​Ù​ ​Ñ´​A = 0.


Teorema 4

Condição Suficiente: A = 0 ​®​ Ñ


​ ​·​A = ​0 ​Ù​ ​Ñ´​A = 0

Demonstração: ​É óbvia.

Condição Necessária: ​Ñ​·​A = ​0 ​Ù​ ​Ñ´​A = 0 ​®​ A = 0

​ ​¹0
Demonstração ​(​ad absurdum)​ : ​Suponhamos que A ​ ​. Então

Ñ​·​A=​0 ​®​ as linhas de força têm que ser fechadas;

Ñ´​A=0​ ​®​ as linhas de força são abertas.

Mas as linhas de campo não podem ser simultaneamente abertas e fechadas.

”​ ​A=0.

q.e.d

II.5 — O conceito de Laplaciano

O operador ​gradiante​ transforma escalares em vectores; o operador ​divergência​ transforma


vectores em escalares; o operador ​rotacional​ transforma vectores em vectores.
Apresentaremos agora o operador ​Laplaciano,​ representado por ​D​, que se aplica
indistintamente a escalares e vectores conservando a natureza da grandeza a que se aplica na
transformação que efectua.

Comparemos a expressão do rotacional do rotacional em representação simbólica com


o desenvolvimento do duplo produto externo

O operador ​DºÑ​·​Ñ​ é o Laplaciano. Quando aplicado a um escalar é obviamente a


divergência do gradiante
Porém quando aplicado a vectores

Quando usamos o sistema cartesiano de coordenadas

e num sistema de coordenadas cilíndricas com eixo polar segundo ​a​z

Consideremos agora as identidades de Green. Se tomarmos ​A​=​fÑy​,​ ​então

e substituindo no teorema da divergência, obtém-se a Primeira Identidade de Green

A Segunda Identidade de Green obtem-se trocando ​f​ com ​y​, e fazendo a subtracção
da expressão anterior o que dá

As Identidades de Green são importantes para o estudo de condições fronteiras.

Solenóide

Um enrolamento helicoidal é chamado solenóide.

Como outro exemplo para a aplicação da lei de Ampère consideremos um solenóide com n
espiras por unidade de comprimento com uma corrente i.
Se as espiras estiverem muito próximas e o solenóide for muito comprido, o campo
magnético é uniforme e está confinado completamente ao seu interior.
Pela simetria do problema é conveniente escolher como amperiana a linha ACDEA.
A contribuição do segmento DE à circulação é zero porque o campo é nulo fora do
solenóide. A contribuição dos segmentos CD e EA também é zero ou porque o campo é nulo
fora do solenóide ou porque o campo é perpendicular a esses segmentos na parte interior do
solenóide.
Assim, a única contribuição à circulação vem do segmento AC.
Agora, levando em conta que, nesse segmento, ​B​ é constante e tem direção e sentido de A
para C vem, para a circulação do campo magnético ao longo da amperiana escolhida:

 ​B​k ​l​k = B  lk cos 0​o​ = BL

O número de espiras dentro da amperiana é nL, de modo que a corrente total que atravessa
a espira é inL. A lei de Ampère garante, então, que:

BL = oinL
ou:
B = oin

Força sobre Condutor de Corrente

Um condutor percorrido por corrente elétrica mergulhado numa região de campo magnético
fica sob a ação de uma força que resulta da soma das forças magnéticas que atuam sobre as
partículas carregadas em movimento, que constituem a corrente.

Como ​F​ = q ​v​ x ​B​, a força magnética sobre uma partícula de carga negativa que se desloca
numa direção tem a mesma direção e o mesmo sentido que a força magnética sobre uma
partícula de carga positiva que se desloca na direção oposta.
Consideremos o segmento de comprimento L de um condutor por onde circulam n1
partículas de carga negativa por unidade de volume e n2 partículas de carga positiva por
unidade de volume.
Assim, nesse segmento existem n1LA cargas negativas e n2LA cargas positivas, se A é a
área da seção reta do condutor.
A força magnética resultante sobre o segmento considerado tem módulo:

F = ( n1 + n2 ) LAqvB

Por outro lado, a corrente elétrica no segmento pode ser escrita:

i = ( n1 + n2 )Aqv

e o módulo da força magnética resultante fica:

F = iLB

Se ​L​ for um vetor de módulo L e direção e sentido dados pela corrente i, o vetor força
resultante sobre o segmento de comprimento L pode ser escrito:

​F​ = i ​L​ x ​B

​Atividade Experimental

O objetivo desta atividade é observar o efeito da força magnética sobre um segmento de fio
condutor por onde passa uma corrente elétrica.

● Monte um balancinho de fio condutor que possa oscilar entre os pólos de um imã.
● Coloque uma chave liga-deslida no circuito.
● Feche a chave e observe o movimento do balancinho.
A chave deve ficar fechada por um intervalo de tempo pequeno porque, nessa posição, a
bateria está em curto circuito.

Torque sobre Espira Retangular

Uma espira retangular percorrida por uma corrente i está mergulhada num campo
magnético uniforme.
O plano da espira forma um ângulo  com a direção do campo. Nessas condições, a espira
gira ao redor do seu eixo por efeito do torque resultante associado às forças ​F​ e ​ F​.
Sobre cada um dos quatro lados da espira existe uma força magnética dada por ​F​ = i ​L​ x ​B​,
onde o vetor ​L​ tem módulo dado pelo comprimento do lado e direção e sentido dados pela
corrente.
Assim, as forças que atuam sobre os lados CD e EA se cancelam mutuamente e são as
forças sobre os outros dois lados que originam o torque resultante sobre a espira.
Suponhamos que os lados AC e DE têm comprimento d e os lados CD e EA, comprimento
h.
Como o torque de uma força ​F​ em relação a um ponto que se encontra a uma distância d do
ponto de aplicação da força é dado por ​​ = ​d​ x ​F​, e como os torques associados às forças ​F​ e ​
F​ têm a mesma direção e o mesmo sentido (que é a direção do eixo da espira, no sentido de A
para C), podemos escrever, para o módulo do torque resultante:

 = 2 ( h / 2 ) [ idB sen 90​0​ ] sen  = ihdB sen 

Definindo o vetor momento de dipolo magnético por:

​​ = iA​n

onde A = hd é a área plana limitada pela espira e ​n​, o vetor de módulo unitário, direção
perpendicular ao plano da espira e sentido dado pelo polegar da mão direita quando os dedos
da mesma mão seguem a corrente, vem, para o torque resultante sobre a espira de corrente:

​​ = ​​ x ​B

Um motor elétrico a corrente contínua (cc) ou um galvanômetro funcionam, basicamente,


aproveitando o torque sobre uma ou mais espiras numa região de campo magnético.

​Atividade Experimental

O objetivo desta atividade é discutir o funcionamento de um motor elétrico a corrente


contínua.
● Construa, com fio de cobre encapado, uma bobina com muitas espiras e dobre as
extremidades de modo a formar o eixo de rotação.
● Desencape totalmente uma das extremidades e a outra, pela metade, para permitir
contato com o respectivo suporte apenas por meia volta da espira.
● Use fios desencapados para formar os suportes da bobina e conecte-os a uma pilha.
● Posicione um imã sob a bobina, com um polo sobre o outro.

Lei de Faraday

Segundo a lei de Faraday, se o fluxo do campo magnético através da superfície limitada por
um circuito varia com o tempo, aparece nesse circuito uma força eletromotriz (fem) induzida.
Matematicamente:

=
  / t

O sinal negativo expressa matematicamente a lei de Lenz.


Deve-se observar, de passagem, que o nome força eletromotriz, dado a essa grandeza, é
mantido por questões históricas. Essa grandeza não representa fisicamente uma força e sim,
uma diferença de potencial elétrico. Assim, tem como unidade no sistema internacional o volt
(V).

​Atividade Experimental

O objetivo dessa atividade é verificar a lei de Faraday.

● Conecte uma bobina constituída de muitas espiras a um amperímetro.


● Mantenha um imã de campo magnético intenso em repouso em relação à bobina e
observe a indicação do amperímetro.
● Aproxime (ou afaste) o imã da bobina e observe novamente a indicação do
amperímetro.
● Veja o que acontece quando a velocidade de aproximação (ou de afastamento) muda.
● Conecte uma bobina constituída de muitas espiras a um amperímetro.
● Conecte outra bobina a uma bateria, mantendo o circuito aberto com uma chave
liga-desliga.
● Posicione frente a frente as bobinas e observe a indicação do amperímetro.
● Feche o circuito da bateria e observe o que acontece.
● Observe o que acontece enquanto o circuito da bateria permanece fechado.
● Abra o circuito da bateria e observe o que acontece.
A chave deve ficar fechada por um intervalo de tempo pequeno porque, nessa posição, a
bateria está em curto circuito.
Como exemplo de aplicação da lei de Faraday vamos calcular a fem induzida em uma
espira retangular que se movimenta entrando ou saindo, com velocidade constante, de uma
região de campo magnético uniforme.

O fluxo do campo magnético através da superfície limitada pela espira vale  = xLB e sua
variação no tempo vale:

 / t = ( x / t ) LB = vLB

e pela lei de Faraday (sem se preocupar com o sinal):

 = vLB

Se a espira tem uma resistência R, a corrente induzida é:

i =  / R = vLB / R

Um condutor percorrido por uma corrente elétrica mergulhado numa região de campo
magnético fica sob a ação de uma força dada por ​F​ = i ​L​ x ​B​.
Assim, por efeito da corrente induzida na espira, aparecem as forças ​F​1, ​F​2 e F
​ ​M. As duas
primeiras se cancelam mutuamente. A terceira é cancelada por uma força externa, ​F​E,
necessária para manter a espira com velocidade constante.
Como a força ​F​M deve se opor à força ​F​E, a corrente induzida na espira pela variação do
fluxo magnético deve ter o sentido indicado na figura. Esse fato constitui um exemplo particular
da lei de Lenz.

Lei de Lenz

Segundo a lei de Lenz, qualquer corrente induzida tem um sentido tal que o campo
magnético que ela gera se opõe à variação do fluxo magnético que a produziu.
Matematicamente, a lei de Lenz é expressa pelo sinal negativo que aparece na expressão
da Lei de Faraday.
Para discutir a lei de Lenz vamos considerar uma bobina constituída de muitas espiras
conectada a um amperímetro e um imã de campo magnético intenso que se aproxima dessa
bobina com o pólo norte virado para ela.

A corrente induzida na espira tem o sentido indicado na figura porque, assim, gera um
campo magnético cujo pólo norte se confronta com o pólo norte do imã. Os dois pólos se
repelem, ou seja, o campo gerado pela corrente induzida se opõe ao movimento do imã.
Quando o imã é afastado da espira, a corrente induzida tem sentido contrario àquele
indicado porque, assim, gera um campo magnético cujo pólo sul se confronta com o pólo norte
do imã. Os dois pólos se atraem, ou seja, o campo gerado pela corrente induzida se opõe ao
movimento de afastamento do imã.
O fato expresso na lei de Lenz, de que qualquer corrente induzida tem um efeito que se
opõe à causa que a produziu, é a expressão, nesse contexto, do princípio de conservação da
energia.
Se a corrente induzida atuasse no sentido de favorecer a variação do fluxo magnético que a
produziu, o campo magnético da espira teria um pólo sul confrontando o pólo norte do imã que
se aproxima, com o que o imã seria atraído no sentido da bobina.
Então, se o imã estivesse em repouso em relação à bobina e uma pequena quantidade de
movimento na direção da bobina lhe fosse comunicada, ele seria atraído no sentido da bobina,
sua velocidade aumentaria e, com isso, aumentaria a intensidade da corrente induzida, que
geraria um campo mais intenso que, por sua vez, atrairia o imã com uma força maior e sua
velocidade aumentaria mais ainda e assim por diante.
A pequena energia cinética inicial cresceria sem qualquer influência externa, violando o
princípio de conservação da energia.

Correntes de Foucault

Se o fluxo de campo magnético que atravessa uma chapa metálica varia no tempo,
aparecem nessa chapa correntes induzidas, chamadas correntes de Foucault.
Pela lei de Lenz, o sentido dessas correntes é tal que o campo magnético gerado tem o
efeito de diminuir a variação do fluxo magnético.
Em termos da figura acima, aparece uma força que tende a impedir a chapa de sair da
região de campo.

​Atividade Experimental

O objetivo dessa atividade é observar os efeitos das correntes de Foucault.

● Construa dois pêndulos, um deles fixando uma vareta numa chapa metálica plana e
outro, fixando uma vareta numa chapa metálica vazada.
● Coloque o primeiro pêndulo a oscilar de modo que a chapa plana passe entre os pólos
N e S de um imã permanente em forma de U.
● Observe o tempo de amortecimento das oscilações.
● Repita o procedimento com o segundo pêndulo e compare os tempos de
amortecimento das oscilações.

II — Os Operadores e as Linhas de Campo


II.1 — O conceito de Campo e Linhas de Campo
Consideremos uma região do espaço uma região do espaço dominada por acções a
distância.

Definição 1​ — ​Campo​ é a grandeza que quantifica as acções a distância.


Quando o campo assume forma vectorial, tem associado linhas de campo e daí a

Definição 2 — Linhas de Campo são linhas tangentes em cada ponto ao vector


campo.

A definição de linha de campo implica a forma como elas são calculadas.


Consideremos o sistema de coordenadas curvilíneas (​m​, ​n​, ​l)​ ​, c​ om os versores ​(​i, j, k​),
e factores de escala (​h​1​, ​h2​​ , ​h3​​ ), tais que

então se o vector de campo tiver a expressão

o cálculo da linha de força faz-se através da tripla relação

A)

B)

que permite estabelecer duas equações diferenciaias linearmente independentes,


definindo cada uma uma família de superfícies individualizadas através dum parâmetro
de integração ​C1​ para a primeira superfície, ​C2​ para a segunda. A linha de campo é
definida pela intersecção dessas superfícies.

As linhas de campo podem ser abertas ou fechadas, e a sua densidade é sempre


directamente proporcional à intensidade de campo. Numa representação geométrica, a
maior concentração das linhas de campo significa uma maior intensidade do mesmo.

Definição 3 — Linhas de Campo Abertas são as que nascem numa região do


espaço e desaparecem noutra.
Definição 4 — Linhas de Campo Fechadas são as que exibem circulação do
vector campo associado.

Um feixe de linhas de campo é semelhante a um ​caudal em que o campo fosse o


vector velocidade, e as linhas de campo as linhas de circulação. No caso do vector
velocidade associado ao movimento dum fluido, a influência do caudal depende da
posição relativa da superfície que lhe sente os efeitos em face das linhas de circulação e
da sua densidade, sendo máximo quando as linhas de circulação são perpendiculares à
superfície, a secção recta, e mínimo, ou mesmo nulo quando a superfície é paralela às
linhas de circulação. Assim chamaremos a esta influência ​fluxo​ e

Definição 5 — Fluxo de Campo através de um segmento de superfície limitado


por um ​contorno (fechado) é uma grandeza que mede o
impacto do feixe de linhas de força que atravessa esse segmento
de superfície, na respectiva secção recta, definida pela projecção
da superfície sobre a secção recta mais próxima e representa-se
naturalmente por

Definição 6 — Fluxo de Campo através duma superfície que limita um


volume​, é a diferença entre o número de linhas de campo que entra e o número de
linhas de campo que saem dessa superfície, de acordo com a orientação que as definem,
sendo a normal à superfície sempre dirigida para o exterior.

Num campo com linhas de campo abertas terá necessariamente de existir uma
região do espaço circunscrito por uma superfície fechada aonde o número de linhas de
campo que entra é diferente do número de linhas de campo que saem. Mas num campo
com linhas de campo fechadas qualquer que seja a região do espaço, o número de linhas
de campo que entra em qualquer volume fechado é sempre igual ao das que saem.

Associada às linhas de campo fechadas estabeleceremos a seguinte

Definição 7 — Campo solenoidal​ é um campo com linhas de força fechadas.

O campo solenoidal conserva o fluxo (fig. 7). Vejamos como estes conceitos são
suportados matematicamente.

II.2 — O conceito de Gradiante


O conceito de Gradiante dum escalar surgiu associado ao declive duma montanha,
sendo o seu máximo declive. Neste caso as superfície equipotenciais são as linhas da
montanha com a mesma altitude.

Consideremos o operador ​Ñ (nabla). O ​Gradiante dum escalar ​j é o


vector ​Ñ​j que dá a maior taxa de variação do escalar ​j em direcção e grandeza. Num
deslocamento de ​r​ para ​r+​d​r

pelo que quando ​d​j​=0, ​Ñ​j é perpendicular à superfície ​j​=const. (Superfícies


equipotenciais).

Em coordenadas cartesianas o operador ​Ñ assume a forma simplesmente


simbólica

o que permite um uso mais geral como veremos a seguir.

Poderemos agora estabelecer o seguinte

Teorema 1​ — As linhas de gradiante são abertas​.

Demonstração 1 (​ad absurdum​): Suponhamos que as linhas de campo são


fechadas. Consideremos sobre elas dois pontos A e B. Então como

deduz-se que

o que contraria a definição de gradiante.

Logo as linhas de gradiante são abertas.

(q.e.d.)

II.3 — O Conceito de Divergência


Consideremos um caudal cuja fonte é um depósito que está a perder água. As linhas de
força do vector velocidade têm origem no depósito e saem dele. A intensidade deste
campo vectorial depende da variação da quantidade de água existente no depósito.

As linhas de campo podem nascer ou desaparecer numa determinada região do


espaço. Isto significa que se circunscrevermos essa região por uma superfície fechada, o
número de linhas de campo que entra é diferente do numero de linhas de campo que
saem. Ou seja

onde ​n​ é a normal à superfície fechada S dirigida para o exterior.

Daqui resulta a existência duma grandeza, a ​Divergência de A,​ que representa


este desequilíbrio, traduzido pelo Teorema de Ostrogradsky-Gauss

onde ​Ñ·​A ​representa a divergência de A​, numa representação simbólica de produto


interno​.

A maneira de calcular a divergência é considerar um elemento de volume


infinitesimal ​dV
​ ​ tal que

e fazer ​dV
​ ​®​ ​0

A representação da divergência dum vector através do produto interno


simplesmente simbólico do operador ​Ñ pelo vector resulta da expressão da divergência
em coordenadas cartesianas (ver apêndice)

que exibe plenamente o caracter de produto interno. Mas esta semelhança formal só é
válida para coordenadas cartesianas não o sendo noutros sistemas de coordenadas.

II.4 — O Conceito de Rotacional.


O conceito de Rotacional surge naturalmente da ideia de linha de campo fechada. Ao
circular ao longo duma tal linha, o integral envolvendo o vector de campo ​A

onde ​ds​ ​ é 0 vector elemento de arco da linha de campo.

A sua representação mais simples está associada ao escoamento da água duma


banheira. A certa altura a água entra em remoínho, parecendo que a velocidade
estabelece uma linha fechada.

De acordo com o teorema de Stokes existe um vector cujo fluxo através do


segmento de superfície limitado pela linha de campo é não nulo, e igual à circulação de
A​. Este vector é o ​Rotacional de A,​ representado por ​Ñ´​A

Nesta expressão a normal ​n à superfície pode definir-se de várias maneiras


convergentes. Assim um observador de pé sobre a superfície e com a normal no sentido
dos pés para a cabeça vê a circulação positiva no sentido da direita para a esquerda. A
normal é ainda o sentido de progressão dum saca-rolhas quando roda no sentido da
circulação (regra do saca-rolhas); ou ainda o sentido do polegar, orientando a mão
direita com o indicador no sentido da progressão.

Podemos generalizar o conceito a qualquer linha fechada, de campo ou não. Esta


generalização permite calcular as componentes do rotacional dum vector. De facto se
considerarmos uma circulação em torno dum elemento de superfície infinitesimal ​d​S​,
verificamos que

e portanto

o que permite calcular o valor do rotacional segundo uma determinada direcção ​n.
Portanto se fizermos coincidir as direcções n com os versores ​a​x​, a​y ​e ​a​z​, imediatamente
calculamos as componentes de ​Ñ´​A ​nas três direcções cartesianas fundamentais. O
mesmo pode ser feito para qualquer sistema de coordenadas.(ver apêndice).

A utilização do operador na forma ​Ñ´​A ​para designar o rotacional resulta da sua


forma simplesmente simbólica em coordenadas cartesianas. Tal implica que o rotacional
possa ser calculado pelo determinante duplamente simbólico

homólogo do determinante simplesmente simbólico

É porém necessário ter em conta que este facto só é verdadeiro em coordenadas


cartesianas, não o sendo mais para outro qualquer sistema de coordenadas.

Da definição de rotacional resulta o seguinte

Teorema 2​ — O rotacional dum vector é solenoidal, e portanto a


divergência do rotacional é nula (​Ñ​·​Ñ´º​0​).

Demonstração (​ad absurdum)​ : Suponhamos que as linhas de campo do


rotacional são abertas. Então haverá um ponto do espaço aonde emergirão ou
serão destruídas linhas de campo. Neste ponto convergirão várias linhas de
campo.

Mas se isto sucede significa que haverá um ponto do espaço aonde o


rotacional dum vector teria necessariamente mais de um valor, o que contraria
a definição de rotacional.

Donde as linhas de força do rotacional são fechadas e ​ipso facto o


rotacional é solenoidal. Donde ​Ñ​·​Ñ´º​0

q.e.d.

Da conjugação dos Teoremas 1 e 2 resulta o seguinte

Teorema 3​ — O rotacional do gradiante é o vector nulo (​ѴѺ​0);

e é possível formular o seguinte

Teorema 4​ — A = 0 sse ​Ñ​·​A = ​0 ​Ù​ ​Ñ´​A = 0.

Condição Suficiente: A = 0 ​®​ ​Ñ​·​A = ​0 ​Ù​ ​Ñ´​A = 0

Demonstração: ​É óbvia.

Condição Necessária: ​Ñ​·​A = ​0 ​Ù​ ​Ñ´​A = 0 ​®​ A = 0


Demonstração ​(​ad absurdum)​ : ​Suponhamos que ​A​¹​0​. Então

Ñ​·​A=​0 ​®​ as linhas de força têm que ser fechadas;

Ñ´​A=0​ ​®​ as linhas de força são abertas.

Mas as linhas de campo não podem ser simultaneamente abertas e fechadas.

”​ ​A=0.

q.e.d

II.5 — O conceito de Laplaciano


O operador ​gradiante transforma escalares em vectores; o operador ​divergência
transforma vectores em escalares; o operador ​rotacional transforma vectores em
vectores. Apresentaremos agora o operador ​Laplaciano​, representado por ​D​, que se
aplica indistintamente a escalares e vectores conservando a natureza da grandeza a que
se aplica na transformação que efectua.

Comparemos a expressão do rotacional do rotacional em representação


simbólica com o desenvolvimento do duplo produto externo

O operador ​DºÑ​·​Ñ é o Laplaciano. Quando aplicado a um escalar é obviamente


a divergência do gradiante

Porém quando aplicado a vectores

Quando usamos o sistema cartesiano de coordenadas

e num sistema de coordenadas cilíndricas com eixo polar segundo ​a​z

Consideremos agora as identidades de Green. Se tomarmos ​A​=​fÑy​,​ ​então


e substituindo no teorema da divergência, obtém-se a Primeira Identidade de Green

A Segunda Identidade de Green obtem-se trocando ​f com ​y​, e fazendo a


subtracção da expressão anterior o que dá

As Identidades de Green são importantes para o estudo de condições fronteiras.