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I.

UM BOM COMEÇO:
CONHECER A QUESTÃO DO AUTISMO

O autismo foi descrito pela


Dr. Leo Kanner (médico
primeira vez em 1943 pelo
austríaco, residente em
Baltimore, nos EUA) em seu histórico artigo escrito
originalmente em inglês: Distúrbios Autísticos do
Contato Afetivo. Nesse artigo, disponível em português no
site da AMA,
Kanner descreve 11 casos, dos quais o primeiro, Donald T.,
chegou até ele em 1938.

Em 1944, Hans Asperger, um médico também austríaco e formado na Universidade de Viena - a


mesma em que estudou Leo Kanner -, escreve outro artigo com o título Psicopatologia Autística da
Infância, descrevendo crianças bastante semelhantes às descritas por Kanner. Ao contrário do artigo
de Kanner, o de Asperger levou muitos anos para ser amplamente lido. A razão mais comumente
apontada para o desconhecimento do artigo de Asperger é o fato dele ter sido escrito originalmente
em alemão.

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Hoje em dia, atribui-se tanto a Kanner como a Asperger a identificação do autismo, sendo que por
vezes encontramos os estudos de um e de outro associados a distúrbios ligeiramente diferentes.

Definição
Autismo é um distúrbio do desenvolvimento que se caracteriza por alterações presentes desde idade
muito precoce, tipicamente antes dos três anos de idade, com impacto múltiplo e variável em áreas
nobres do desenvolvimento humano como as áreas de comunicação, interação social, aprendizado e
capacidade de adaptação.

É muito difícil imaginar estes desvios juntos. Um exercício que pode ajudar é o proposto em palestra
no Brasil pela pesquisadora Francesca Happé, de imaginar-se na China, ou em um país de cultura e
língua desconhecidas, com as mãos imobilizadas, sem compreender os outros e sem possibilidades de
se fazer entender. É por isso que o autismo recebeu também o nome de Síndrome de “Ops! Caí no
Planeta Errado!”.

Incidência
De acordo com estudos recentes o autismo seria 4 vezes mais freqüente em pessoas do sexo
masculino.

O autismo incide igualmente em famílias de diferentes raças, credos ou classes sociais.


A incidência do autismo varia de acordo com o critério utilizado por cada autor.