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Princípios básicos para a

CriaçãodeCães
Eduardo de Souza Teixeira
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realmente UPA o arquivo para FileWarez. Esse ebook foi upado por Murilo Bauer!!!

Princípios básicos para a


criação de cães
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Eduardo de Souza Teixeira

Princípios básicos para a


criação de cães
© 2000 de Eduardo de Souza Teixeira

Direitos desta edição reservados à


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Coordenação editorial: Mirna Gleich


Assistente editorial: Maria Elisa Bifano
Revisão: Regina Colonéri e Luciana Abud
Capa: César Landucci
Composição: FA Fábrica de Comunicação
Impressão: Paym Gráfica e Editora Ltda.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Teixeira, Eduardo de Souza


Princípios básicos para a criação de cães / Eduardo de Souza
Teixeira. — São Paulo : Nobel, 2000.

ISBN 85-213-1133-8

1. Cães - Criação I. Título.

00-2953 CDD-636.7082

Índice para catálogo sistemático:


1. Cães : Criação 636.7082

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO

Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida, copiada, transcrita ou mesmo transmitida
por meios eletrônicos ou gravações, sem a permissão, por escrito, do editor. Os infratores
serão punidos pela Lei no 9.610/98.

Impresso no Brasil / Printed in Brazil


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Agradecimentos

Agradeço a meu pai José, a minha mãe Cleide,


a meus irmãos Júnior e Márcia e a meus amigos,
que sempre me apoiaram. Agradeço
especialmente a Deus, não só pela realização
deste trabalho, mas pelo dom da vida.

Aquele que trabalha somente


pelo que recebe não merece
ser pago por aquilo que faz

Abraham Lincoln
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Dedicatória

Desde menino, sempre gostei de animais, principalmente


dos cães, mas como já se passaram muitos anos não me lembro
mais os motivos de não ter tido um cão na minha infância.
Mas sempre pensava: um dia terei o meu.
Quando fui estudar medicina veterinária no interior de São
Paulo, comprei uma casa, e, antes mesmo de escolher os móveis,
percebi que o sonho de menino poderia se tornar realidade.
Era uma tarde ensolarada de terça-feira em 1990, quando
fui até o mercadão municipal de Marília e comprei um cãozinho,
uma cadelinha linda mestiça de pastor alemão.
Na mesma hora comprei comedouros, ração, coleira, esco-
va, brinquedinhos e fui embora com a bichinha no colo. Batizei-
a com o nome de Juma de Souza Teixeira, afinal ela já fazia
parte da minha vida e da minha família.
Durante sete longos anos, Juma me fez muita companhia.
Estudamos, brincamos, ficamos tristes e alegres e nos protegía-
mos mutuamente. Um dia, nos mudamos para um condomínio
de chácaras, onde montei o meu canil com o nome de Alta Paulista,
dando início à criação de pastores alemães.
Terminei a faculdade de medicina veterinária, e em 1995
inaugurei a Clínica Veterinária Nobre Alta Paulista.
Em 1997, ao retornar de uma de minhas viagens ao Rio de
Janeiro, encontrei minha grande amiga muito doente. Levei-a
para o Hospital Veterinário e lá foram feitos todos os exames.
Fizemos tudo o que estava ao meu alcance e dos meus colegas.
Apesar dos dois longos dias de tratamento intenso, muita dedi-
cação e acima de tudo carinho e paciência, no amanhecer do
terceiro dia ela se foi.
Entendi a mensagem que Juma tentou me dizer: já era hora
de voltar para casa.
Que Deus a tenha em bom lugar. Saudades.
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Sumário

Introdução 11

1. O cão 13
Origem e domesticação 13
Os principais sentidos 15
Comunicação 16

2. Escolha da raça 17
Cães de utilidade 18
Cães de companhia 28
Cães de caça 29

3. O canil 33
Localização 33
Construção 34
Manutenção 44
Plantas tóxicas 47
Escolha do funcionário 49

4. O plantel 51
Compra de matrizes 51
Cuidados com as matrizes 53
5. A criação 66
Cio e acasalamento 66
Hora do parto 69
Cuidados com os filhotes 71
Cuidados com a mamãe 73
Venda dos filhotes 75
Escolha do médico veterinário ideal 76
Morte 77

6. Documentação e exposição 78
Pedigree: o que é? 79
Na pista 80
Homologação de títulos 82
Registro de ninhada 83
Nomes para os filhotes 83
Relação de clubes e associações 87

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Introdução

Na virada de século, uma coisa é clara: na política, nos ne-


gócios e na convivência entre as pessoas não há mais lugar para
truques, meias-verdades ou improvisações. O brasileiro está re-
cuperando princípios esquecidos e exige honestidade. O consu-
midor já conhece seus direitos e lutará por eles.
Seja qual for o ramo de negócio, o caminho a percorrer é
longo e árduo, e os objetivos são muito claros: aumentar as pers-
pectivas de crescimento, obter lucro, oferecer serviços melhores
e diferenciados, diminuir custos sem perder a qualidade.
É fácil? Não. Mas também não é impossível. Dependerá de
muita força de vontade e determinação.
Um dia o presidente da Royal Canin do Brasil, Sr. Bernard
Divry, me disse: “Para saber onde quer chegar, primeiro deve
saber onde está”.
Este livro foi elaborado para as pessoas que gostam de cães,
mas que por algum preconceito, por falta de informações para
possuir um cãozinho, por ter pouca ou nenhuma convivência com
cães, deixam de desfrutar da companhia desse maravilhoso ami-
go, que acima de tudo nos ajuda a resgatar princípios básicos
esquecidos, como o respeito.
O objetivo deste trabalho é mostrar e aplicar técnicas para
uma criação comercial de cães ou simplesmente para o proprie-
tário de um único cão que deseja, nas devidas proporções, ter

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instalações adequadas, fazer manejo apropriado, visando o bem-
estar dos cães.
Por milhares de anos, o homem tem considerado o cão como
algo necessário a sua vida, no trabalho ou na prática de espor-
tes, como guarda ou como simples companhia. O desejo de pos-
suir um cão está, hoje em dia, bastante generalizado e muitos
são aqueles que esperam ansiosamente pelo dia em que terão
um lar apropriado para eles e mais tempo disponível para des-
frutar sua companhia.

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O cão

Origem e domesticação
O primeiro “cão” apareceu na Terra há cerca de 20 mi-
lhões de anos, de acordo com os achados de ossos em montes
pré-históricos e foi, provavelmente, o primeiro animal a ser do-
mesticado, há pelo menos cerca de 12 mil anos. Algumas autori-
dades recuam o tempo até 15 mil anos, aproximadamente. As
regiões mais quentes da Europa e as áreas ao sul e sudoeste da
Ásia foram os primeiros lugares de domesticação dos cães, como
atestam esqueletos que datam de 8 mil anos a.C. Quando o ho-
mem e o cão associaram-se, seu valor como caçador, guarda ou
animal de tração foi logo reconhecido.
Além da controvérsia quanto ao período em que o primeiro
cão teria se tornado útil ao homem, há muita especulação sobre
sua origem. Algumas teorias consideram que seu ancestral é o
lobo; outras que o cão provém do cruzamento entre o lobo e o
chacal; outra afirma que o cão surgiu de uma espécie selvagem
distinta do lobo e do chacal que já foi extinta.
Considerando-se a falta de provas, a primeira teoria pare-
ce a mais aceitável.
A dificuldade em descobrir o verdadeiro ancestral dos cães

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de estimação é maior porque nenhum outro animal doméstico
apresenta tal variedade de cor, tamanho, pêlo e comportamento.
Existem mais de 500 raças conhecidas em todo o mundo. O
menor cão é o chihuahua, uma raça proveniente do cão mexica-
no, medindo apenas 15 a 23 cm de altura e pesando em média
somente 3 kg (às vezes ele é tão pequeno que chega a pesar cerca
de 500 a 700 gramas). O maior cão é o pouco conhecido irish
wolfhound, que pode atingir cerca de 90 cm de altura. Os mais
pesados são os mastifes, que atingem em média até 75 cm de
altura e pesam de 80 a 100 kg; e o são-bernardo, que atinge em
média 70 cm de altura e pesa 90 kg.

Fig. 1 — A altura dos cães não se mede do mesmo modo que os humanos: é
medida de um ponto específico, a cernelha. Para localizá-la, basta achar o início
das vértebras da coluna dorsal (costas), com o término das vértebras da coluna
cervical (pescoço). A distância entre esse ponto e o chão corresponde à altura do
animal. Esse sistema também é usado para outros animais, como eqüinos e
bovinos.

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Os principais sentidos

Olfato
O olfato é o principal sentido dos cães, podendo variar de
raça para raça. Nos cães, a membrana olfativa contém cerca de
220 milhões de células receptoras, contra 5 milhões no homem.
Além disso, as células olfativas caninas trabalham com mais efi-
ciência do que as nossas.
Como a maioria dos carnívoros, o cão usa o olfato para sen-
tir o odor do alimento e decidir se lhe apetece. Sendo de seu agra-
do, o engole, na maioria das vezes, praticamente sem mastigá-lo.
O cão, quando restrito a um local, por exemplo uma resi-
dência, torna-se territorial, sendo as fronteiras do seu território
demarcadas pela urina. Esse odor de urina avisará os outros
cães machos para se afastarem dali ou informará as cadelas so-
bre a presença de um possível companheiro.

Paladar
O paladar não é muito desenvolvido nos cães. Na verdade,
eles possuem menos papilas gustativas na língua do que os ho-
mens. Os cães não sentem necessidade de trocar de alimento
como muitas pessoas pensam.

Visão
A visão é relativamente boa, embora o cão não possua uma
percepção perfeita das cores. Os olhos estão situados para ver
bem à frente, e, como seria de se esperar, a visão é mais apura-
da nos cães de trabalho e nos usados em esportes como a caça.
Os cães de caça, que apontam e capturam a presa, dependem
muito da visão aliada ao olfato para cumprir as tarefas que
lhes são destinadas.

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Audição
O sentido de audição do cão é muito apurado. Ele pode
captar sons de alta freqüência como o apito silencioso para cães,
inaudível para o homem.

Comunicação
O latido do cão doméstico, tão expressivo e familiar, pare-
ce ter sido desenvolvido durante a domesticação, uma vez que
os cães selvagens não latem.
Os cães de estimação latem e dão ganidos. Os de trabalho
são os mais quietos e só latem quando necessário ou quando
estão excitados. Os sons emitidos pelos cães são como um códi-
go: o rosnar é um sinal de agressividade e o ganido funciona
como um aviso de inquietação. Os cães comunicam-se através
de sons, como os lobos, antes de partirem para uma caçada.
Além dos sons, o cão utiliza-se de uma variedade de movimen-
tos para expressar diferentes estados de comportamento, tal como
abanar a cauda e saltar para manifestar alegria, abaixar a cauda
quando está assustado ou deprimido.

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Escolha da raça

As mais de 500 raças de cães atualmente conhecidas foram


obtidas por meio de cruzamentos baseados nas características
físicas e habilidades específicas para exercer uma determinada
função.
Através da história, as raças foram se desenvolvendo. Cães
altos e ágeis foram usados para a perseguição da presa avistável
mesmo a longa distância; cães mais baixos e de faro aguçado,
para a caça pequena.
Os cães maiores e mais fortes foram utilizados para a fun-
ção de guarda e luta, como, por exemplo, no combate em arenas
contra leões.
Os pequeninos, os chamados miniaturas, caracterizaram-
se como cães de luxo e de companhia.
Além dos atributos físicos, os cães foram selecionados pelo
temperamento, estrutura e facilidade de aprendizado para desem-
penhar determinadas funções, mas seus instintos naturais persis-
tem, no entanto, ao longo de gerações, como animais domésticos.
Para adquirir ou comprar um cão, é essencial inteirar-se
bem a respeito de características do temperamento, cuidados bá-
sicos e principalmente saber qual o tamanho (porte) da raça,
pois uma escolha equivocada poderá ter resultados desastrosos.
Uma vez um amigo comprou um lindo cãozinho para viver em
um apartamento. Após algum tempo descobriu que o filhote, sen-

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do um dogue alemão, era incompatível com o espaço disponível
para ele. Aqui cabe um conselho: muitas vezes, apesar de admirar
a beleza de uma determinada raça, deve-se primeiro saber qual
função esse cão irá desempenhar, se trabalho ou companhia.
No Brasil, a CBKC — Confederação Brasileira de Cinofilia
— estabelece os padrões oficiais de todas as raças. Nesse padrão
estão incluídos características, aptidões e temperamento de cada
raça.
De maneira geral, a classificação dos cães obedece a um
mesmo critério no mundo inteiro.
Durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se necessário
enviar cães europeus para os Estados Unidos, onde havia mais
disponibilidade de alimento. Isso deu ao país a oportunidade de
estabelecer excelentes canis para a criação das diversas raças,
cujos descendentes vêm sendo, desde então, exportados para todo
o mundo. Por isso, nos Estados Unidos a cinofilia é muito difun-
dida, chegando a ter padrões de raças diferentes da Europa.

Cães de utilidade
Os cães de trabalho são divididos em três grupos, de acor-
do com a natureza de suas obrigações: cães de guarda, cães pas-
tores e cães de transporte. Todos os cães classificados como cães
de trabalho devem realmente ser considerados como tal, embo-
ra a muitos deles não seja exigido mais do que guardar a proprie-
dade de seu dono, coisa que fazem por instinto. Os cães de tra-
balho devem ser tratados com respeito e alguma cautela: não
devem ser provocados e seus avisos devem ser levados a sério.
Quando dizem não, querem realmente dizer não, coisa que qual-
quer intruso, mesmo com boas intenções, logo descobrirá.
Os cães de guarda não costumam ter um comportamento
hostil, sendo usualmente amáveis e receptivos. Não devem, en-

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tretanto, ser subestimados. O instinto de proteção ou defesa des-


ses cães poderá vir à tona em questão de segundos. Necessitam
de adestramento e devem ser controlados desde os primeiros
meses. Devem obedecer ao dono, do contrário serão extrema-
mente perigosos. É suficiente que o cão receba um treinamento
básico de obediência com profissionais capacitados para tal. Ele
precisa de um líder ao qual respeite e o domine com firmeza
mesclada com muita paciência e carinho.
O comando, uma vez dado, deve ser imediatamente obede-
cido, pois, se o cão sentir que pode desafiar seu dono, acabará
por perder o respeito que lhe deve, tornando-se, assim, rebelde a
qualquer tentativa de controle.
O cão de trabalho, em geral, é criado para viver e trabalhar
com o homem e seu instinto é ficar sempre nas proximidades da
casa para observar tudo o que nela acontece.
O cão tratado com carinho e respeito dificilmente foge ou
se sente inclinado a vagar por lugares distantes.
A maioria dos cães de guarda é excelente companhia para
crianças, controlando sua inclinação natural para brincadeiras
rudes e violentas. Entretanto, é arriscado deixar uma criança no
comando de um cão de grande porte, pois, caso surja alguma
situação interpretada pelo cão como sendo de perigo, dificil-
mente a criança poderá controlá-lo e principalmente contê-lo.
Um dos primeiros ensinamentos que se deve dar ao cão é andar
corretamente com a trela ou guia, pois nada é mais ridículo do
que a figura de uma pessoa sendo puxada por seu cão. Por outro
lado, a vista de um belo cão andando calmamente e com digni-
dade ao lado de seu dono é sempre motivo de admiração. O
grupo dos cães de trabalho necessita de cuidado e exercícios
controlados durante o período de crescimento. Os cães devem
ter uma cama grande o suficiente para que possam esticar-se em
todo o seu comprimento, para não ter, mais tarde, as feias
calosidades que costumam formar-se nos cotovelos.
Em todas as raças de grande porte, as fêmeas são sempre
menores, mais leves e, segundo minha experiência, mais educadas
do que os machos. Elas são ainda mais devotadas e corajosas

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caso precisem atuar como guardas, provavelmente devido ao
instinto materno.
Quando o homem adquiriu o costume de reunir seus ani-
mais (bois, vacas, ovelhas) em rebanhos para viajar de um cam-
po a outro, teve necessidade de um determinado tipo de cão que
fosse capaz de reunir animais desgarrados, conservar as feras
afastadas e proteger o rebanho dos lobos e ladrões de gado. Dois
tipos de cães serviram a esses propósitos: o ágil e esperto pastor
e um tipo de cão maior e mais agressivo, de cor branca, para ser
mais facilmente visto pelos lobos. Muitos países possuem seus
próprios pastores. Na Grã-Bretanha existem, por exemplo, o
colie, o pastor de Shetland, o colie barbudo, o old english
sheepdog e os corgis (cardigan e pembroke).
A seguir citaremos algumas raças.

Boiadeiro bernês. Um dos descendentes do mastife, com patas


mais curtas e músculos fortes, foi idealmente adaptado para
puxar pequenas cargas através das montanhas na Suíça, seu país
de origem. Desde que o carro e sua carga estejam equilibrados e
dentro dos limites de sua capacidade de força, esse cão estará
apto a desempenhar seu serviço, sentindo, além do mais, grande
prazer em poder exercitar-se e acompanhar seu dono.
Peso médio 40 a 44 kg, altura média 58 a 70 cm.
Boiadeiro de Flandres (bouvier de Flandres). Cão originário da
Bélgica. O pêlo é áspero e duro e possui focinho bastante largo.
Apresenta grandes qualidades no trabalho. É excelente compa-
nhia, paciente com crianças, sempre vigilante e leal. Muito po-
pular na Europa.
Peso médio 27 a 40 kg, altura média 58 a 69 cm.
Border colie. Oriundo da Grã-Bretanha, do século XVIII, tam-
bém usado para pastoreio. De coloração alvinegra, a raça só foi
oficializada pelo Kennel Club em 1976. É um cão alegre, vivo e
de convívio harmonioso com seu dono. Excelente cão pastor.
Peso médio 14 a 20 kg, altura média 46 a 54 cm.
Bóxer. Dos descendentes do mastife, o bóxer é o que maior
popularidade alcançou, especialmente como companheiro e

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guarda de centenas de lares do mundo inteiro. É suficientemente


grande para impor respeito, mas seu tamanho não chega a ser um
problema para exercitá-lo ou alimentá-lo. A raça originou-se na
Alemanha, no final do século passado, tendo alguns traços do
bullembeisser alemão e do tipo mais antigo de buldogue inglês. É
um cão esguio e musculoso, com surpreendente força nas patas
dianteiras. A capacidade de compreender o pensamento humano
vai além de simples inteligência. É um pouco obstinado, ama o
conforto e possui grande senso de humor, tendendo, às vezes, a
ignorar, com a maior tranqüilidade, as ordens que lhe são dadas.
O maior problema do bóxer é sua extrema dependência
da companhia humana, podendo, inclusive, sofrer se deixado so-
zinho por muito tempo. Pode até tentar descarregar suas frustra-
ções destruindo objetos à sua volta. Não deve ser adquirido, por-
tanto, por pessoas que necessitem passar muito tempo (dias) fora
de casa. É um cão maravilhoso para crianças, com as quais sem-
pre gostará de brincar, mesmo adulto e até em idade bastante
avançada. Sua vida tem a duração média de dez anos.
Peso médio 25 a 35 kg, altura média 53 a 63 cm.
Obs.: A linhagem do bóxer europeu difere em altura, peso e
estrutura.
Bulmastife (bullmastiff). Resulta do cruzamento do mastife com
buldogue. É um cão valente e tranqüilo, capaz de apanhar um
ladrão e segurá-lo sem o machucar, desde que devidamente trei-
nado. É amoroso e alegre com o dono. Precisa ser obrigado a se
exercitar diariamente, pois tende a ser preguiçoso.
Peso médio 40 a 60 kg, altura média 64 a 70 cm.
Chow-Chow. De origem chinesa. Embora existisse há mais de
dois mil anos, só se tornou conhecido na Inglaterra no século
XIX quando foi usado para puxar carroças e como cão de guar-
da. Na China, sua pele era artigo de luxo e sua carne considera-
da uma iguaria para consumo humano. Hoje é usado como cão
de companhia. É conhecido por ter a língua azul.
Peso médio 20 a 35 kg, altura média 45 a 56 cm.
Colie barbudo (bearded collie). É uma versão menor do old
english sheepdog, possuindo uma pelagem menos densa no cor-

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po e cabeça, e uma longa cauda. Precisa praticar muito exercí-
cio e dar longas caminhadas diárias. Deve ser lavado e escovado
com mais freqüência, condições essenciais para sua manutenção
dentro da casa.
Peso médio 18 a 27 kg, altura média 51 a 56 cm.
Colie de pêlo longo (collie rough). É o mais conhecido. Tornou-
se famoso pelos inúmeros filmes de Lassie. Tem bom tempera-
mento e precisa de companhia e de vida ao ar livre.
Peso médio18 a 30 kg, altura média 51 a 61 cm.
Doberman (dobermann). É um cão idealizado e concebido como
as linhagens dos cavalos mais puros-sangues. É a síntese de
tudo o que os alemães sempre esperaram de um cão de guarda
e de policiamento. Foi criado por Ludwig Dobermann, e é o
resultado de cruzamentos dos melhores pinschers, dinamarque-
ses, pastores alemães, schnauzers, rottweilers e black terriers,
num programa planejado para a produção do que seria a últi-
ma palavra em matéria de cães de trabalho: alerta, vivo, inteli-
gente e com grande resistência e vigor físico. O doberman é
leal ao dono e precisa ser firme e constantemente controlado,
podendo vir a ser muito devotado a uma família que o trate
com carinho.
Peso médio 30 a 40 kg, altura média 65 a 70 cm.
Dogue alemão ou dinamarquês. Descende igualmente do mastife,
e, presume-se, também do galgo. A raça tem pouca ligação com
a Dinamarca, sendo encontrada, principalmente, na Europa Cen-
tral. Costuma ser um cão muito calmo e agradável quando fica
dentro de casa, mas, no momento em que resolve colocar-se de
pé em todo o seu infindável comprimento, consegue alcançar a
maioria das estantes da sala, mesmo as mais altas. Além do mais,
o dogue alemão precisa de considerável espaço para poder es-
tender-se para dormir. São cães temidos por seu tamanho e pelo
som trovejante de seus latidos, mas não costumam ser bravos,
atendendo imediatamente a qualquer pessoa da casa que o cha-
me com demonstrações de carinho. O dogue alemão não é gulo-
so e para um bom crescimento e perfeita formação precisa de
menos alimento do que se poderia pensar. Embora de criação

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problemática, devido ao crescimento muito rápido, exigindo


muita atenção em virtude de sua estrutura óssea, são cães mag-
níficos, mais facilmente controláveis do que muitos animais de
menor porte.
Peso médio 45 a 55 kg, altura média 76 a 81 cm.
Dogue de Bordéus (dogue de Bordeaux). Descendente dos anti-
gos mastifes, é de visível força bruta. Foi usado para espetáculos
de arena para brigar com touros. É excelente companheiro e
ótimo cão de guarda.
Peso médio 35 a 45 kg, altura média 58 a 70 cm.
Fila brasileiro. É um cão de grande porte, utilizado no Império
como companhia e também para localizar escravos fugitivos.
Seu instinto de agressividade era usado para caça de felinos sel-
vagens. Muito devotado a seus donos ou pessoas da casa, com
um aguçado instinto protetor e faro infalível, não admite que
estranhos entrem em seu território. Pode ter o pêlo de várias
cores e tonalidades.
Peso médio 40 a 50 kg, altura média 61 a 76 cm.
Husky siberiano. É um cão próprio para puxar trenós. A raça,
criada pelo povo chukchi do nordeste da Ásia, é capaz de supor-
tar alegremente as piores dificuldades. Muitos exploradores têm
expressado sua admiração pela coragem e orgulho desses ani-
mais que suportam tudo, menos a perda de seu status na mati-
lha. É absolutamente indispensável que sejam mantidos sob con-
trole, devido à tendência natural da raça de lutar sempre para
estar em plano de superioridade aos demais cães.
Peso médio 16 a 27 kg, altura média 50 a 60 cm.
Komondor. É um cão pastor muito grande, originário da Hungria.
Seu tamanho é equivalente ao do mastim napolitano. Seu pêlo,
como o do puli, é longo e eriçado, assemelhando-se igualmente
a um desordenado monte de cordões. Manter um komondor em
casa significa disposição para enfrentar a árdua tarefa de tratar
de seu pêlo convenientemente. Em sua terra nativa, ele aprendeu
a viver fora de casa em qualquer condição de tempo. Costuma
ser calmo durante o dia, tornando-se ativo à noite, pois sua obri-
gação original era a de guardar o rebanho enquanto os homens

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descansavam. É um guarda alerta e ativo; não é um cão adequa-


do para se ter dentro de casa.
Peso médio 36 a 61 kg, altura média 66 a 81 cm.
Kuvasz. É um cão pastor de tamanho grande, igualmente origi-
nário da Hungria. Seu pêlo é branco e forma uma espécie de
gola à volta do pescoço. Lembra um pouco o cão dos Pirineus. É
um ótimo trabalhador e uma agradável companhia. Precisa de
exercícios e vida ao ar livre.
Peso médio 32 a 55 kg, altura média 35 a 70 cm.
Malamute do Alasca. Herdou este nome de uma tribo situada
no nordeste do Alasca, a tribo malhamut da raça inuit. É um
cão usado para transportar cargas muito pesadas. É uma raça
inteligente, de natureza cordial e gosta do convívio com o ho-
mem. Muito popular nos Estados Unidos.
Peso médio 40 a 57 kg, altura média 58 a 71 cm.
Mastife (mastiff). Um dos mais antigos cães existentes, foi intro-
duzido na Grã-Bretanha pelos fenícios antes da primeira inva-
são romana. Raças semelhantes são encontradas por toda a Eu-
ropa, descendendo dos molossos, cães que viajavam com os exér-
citos romanos, prestando-lhes toda a sorte de serviços e toman-
do parte em espetáculos esportivos como, por exemplo, os com-
bates com leões. As mandíbulas poderosas são características
do cão de luta. O faro do mastife não é muito aguçado e sua
visão não chega a ser excelente, mas é um cão muito observador,
inteligente, capaz de perceber o menor movimento que se faça.
Seu porte enorme faz com que necessite de uma alimentação
adequada e balanceada. É uma raça que precisa de tratamento
realmente especializado.
Peso médio de 80 a 90 kg, altura média 70 a 86 cm.
Mastim napolitano (mastino napoletano). De origem italiana,
era usado em lutas de arena na época romana devido a sua força
colossal. Caminhando, lembra um urso, e embora grande não é
agressivo. Leal, amistoso com pessoas que conhece bem, é nos
dias de hoje um eficiente cão de guarda.
Peso médio 50 a 70 kg, altura média 65 a 75 cm.

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Old english sheepdog. Há bem pouco tempo, era apenas um
ótimo cão pastor, trabalhando com ovelhas no sossego das fa-
zendas. A propaganda e programas de televisão tornaram-no
extremamente popular da noite para o dia, sobrevindo, conse-
qüentemente, o aumento do número de criadores irresponsáveis
e a descaracterização do temperamento dócil, obediente e facil-
mente adestrável. É uma agradável companhia.
Peso médio 30 kg, altura média 56 a 61 cm.
Pastor alemão. Também chamado cão da Alsácia, é o mais po-
pular do grupo dos cães de trabalho. Pode adaptar-se admira-
velmente como cão policial, guia de pessoas cegas, cão de guarda
ou companhia. É uma raça bastante arredia a estranhos, aos
quais dificilmente demonstrará afabilidade ou amizade. Em
compensação, é extremamente leal e devotado a seus donos.
Um pastor alemão proveniente de uma boa ninhada e criado
em condições ideais, no que se refere a espaço, exercício e ali-
mentação, é perfeito como companheiro, amigo e guarda da
família. Deve aprender logo, no entanto, a obedecer os coman-
dos do seu dono. Um cão de tal vigor será perigoso se não
controlado. As virtudes principais da raça são a inteligência, o
entusiasmo e disposição de aprender o que lhes é ensinado e a
extrema devoção ao dono. Admirado no mundo inteiro por
sua dignidade e autoconfiança.
Peso médio 34 a 43 kg, altura média 57 a 62 cm.
Pastor belga. Possui excelente disposição para o trabalho. Há três
tipos muito semelhantes entre si, exceto pela cor do pêlo: o
groenendael, preto, o tervueren, avermelhado com máscara pre-
ta, e o mallinois, que pode ser amarelado ou vermelho. De tempe-
ramento equilibrado, é muito obediente, leal e apegado ao dono.
Obs.: Os mallinois são utilizados pela Força Aérea Brasileira.
Peso médio 28 kg, altura média 56 a 66 cm.
Pastor de Brie (briard). É o cão pastor da França. Bastante alto,
de pêlo áspero e revolto, e olhos encobertos por compridos tu-
fos de pêlos. É extrovertido e alegre, excelente companheiro.
Tem ouvido muito aguçado e se dá muito bem com crianças.
Peso médio 34 kg, altura média 56 a 69 cm.

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Não dê crédito as pessoas que apenas copiam arquivos de outro site!!! Os créditos são de quem
realmente UPA o arquivo para FileWarez. Esse ebook foi upado por Murilo Bauer!!!

Pastor de Shetland. É muito semelhante ao colie, porém bem


menor e mais barulhento. O shetland é um cão irrequieto, de
movimentos rápidos e muito adequado para o treinamento. A
falta de exercício faz com que se torne irritadiço. É um cão que
se adapta bem à vida em família.
Peso médio 6 a 7 kg, altura média 35 a 37 cm.
Puli. É um pastor ativo, extremamente ágil e alerta, originário
da Hungria. Seu estranho pêlo, que parece feito de cordões, atrai
muita atenção. O puli não precisa ter o pêlo cortado ou excessi-
vamente tratado, mas de vez em quando os “cordões” deverão
ser desembaraçados uns dos outros e divididos. Donos de puli
afirmam que esta é uma agradável tarefa para ser feita enquanto
se assiste à televisão. Nos Estados Unidos, o puli costuma ser
tosado mais ou menos no estilo do poodle. Os apreciadores da
raça, entretanto, combatem tal procedimento.
Peso médio 9 a 18 kg, altura 33 a 48 cm.
Rottweiler. É um possante animal de origem romana, criado
como cão pastor e de guarda na cidade alemã de Rottweill. Pe-
sando até 50 kg, o rottweiler, uma vez sob controle, torna-se o
mais digno e reservado de todos os cães de guarda, não havendo
a menor possibilidade de se revelar traiçoeiro em relação aos
donos e suas famílias. Um treinamento firme e paciente será al-
tamente recompensado, pois essa raça possui infinita capacida-
de de aprender tudo o que lhe for ensinado.
Peso médio 41 a 50 kg, altura média 58 a 69 cm.
Samoieda (samoiedskaia sabaka). Herdou esse nome de uma
tribo, a dos samoyedos. É um cão do Ártico, como bem indica,
aliás, seu espesso manto branco. É ótimo companheiro para crian-
ças; seu pêlo, que passa por duas mudas completas todo ano,
deve ser cuidado.
Peso médio 23 a 30 kg, altura média 46 a 56 cm.
São-bernardo. Descende do molosso romano, mas também de
cruzamentos feitos entre o cão dos Pirineus e o terranova pelos
monges do Mosteiro de São Bernardo. Os monges precisavam
de cachorros que os acompanhassem quando solicitados a res-
gatar viajantes perdidos nas neves alpinas. A história do são-

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bernardo é cercada de lendas um tanto fantásticas de força e
heroísmo. Sua cabeça, de ossatura forte, dá a impressão de
grande benevolência, o que não significa que esse seja um tra-
ço sempre verdadeiro de seu caráter. Crianças desconhecidas
não devem provocá-lo ou exasperá-lo. É um cão muito grande
e que sofre terrivelmente com o calor. Excelente cão de compa-
nhia. Existem dois tipos de pelagem e cores: pêlo liso ou crespo
e combinações de cores branco e vermelho ou vermelho-ama-
rela-acastanhado.
Peso médio 50 a 90 kg, altura média 60 a 70 cm.
Schnauzer gigante. Há três variedades de schnauzer e este é o
maior de todos, sendo considerado “gigante”. Seu país de ori-
gem é a Alemanha do século XV. É um cão forte, musculoso, e
empregado como guarda de estabelecimentos comerciais, como
cervejarias e açougues. Tem temperamento calmo, sendo prote-
tor e leal.
Peso médio 32 a 35 kg, altura média 60 a 70 cm.
Shar-pei. De origem chinesa, do século XVI. Foi usado como
cão de briga. Sua principal característica são as pregas de pele
solta que lhe cobrem o corpo e a cabeça, e que foram criadas
para dificultar sua derrota na arena. Hoje é usado como cão de
companhia.
Peso médio 16 a 20 kg, altura média 46 a 51 cm.
Terranova. É um cão adaptável a qualquer clima, sentindo-se
tão à vontade dentro d’água como em terra firme. Seu pêlo é
oleoso, próprio para a água, e suas patas são protegidas por
uma espécie de palmilha. Excelente companheiro para crian-
ças, mas causa considerável distúrbio em uma casa: é um cão
imenso (o macho pesa até 68 kg), e por ocasião da mudança do
pêlo, um verdadeiro manto, que ocorre sempre durante o ve-
rão, dá trabalho para quem cuida da limpeza da casa. Mas é
um belo cão.
Peso médio 58 a 68 kg, altura média 66 a 71 cm.

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Cães de companhia
Os cães de companhia se destinam única e exclusivamente
a acompanhar seus donos a passeios e a alegrar os lares com
suas travessuras. Costumam ser tratados com todo o mimo
por adultos e crianças que apreciam a companhia canina.
Buldogue inglês. É oriundo da Grã-Bretanha do século XIX.
Possui uma musculatura quase desproporcional ao seu tama-
nho, que não ultrapassa em média 37 cm de altura. Foi usado
em briga de cães, esporte muito popular até 1840. Quando as
lutas de cães foram proibidas, tornou-se um cão de companhia,
sendo um cão valente. Na criação é freqüente que as matrizes
tenham problemas no parto. Praticamente 100% das cadelas
necessitam de cesarianas.
Peso médio 25 kg, altura média 37 cm.
Cairn terrier. Originário do Reino Unido do século XVI. É um
cão forte, musculoso, focinho curto e com algumas rugas na
testa. De índole afetuosa, é inteligente e simpático.
Peso médio 6 a 8 kg, altura média 25 a 30 cm.
Lhasa apso. Seu país de origem é o Tibete. Apareceu no ano de
600 d.C. Acompanhava os monges tibetanos e vivia em mostei-
ros. Robusto e valente, sua pelagem é comprida e necessita de
cuidados.
Peso médio 6 a 7 kg, altura média 25 a 28 cm.
Lulu da Pomerânia. Oriundo da Alemanha, do século XIX. São
muito carinhosos e alegres. Têm pelagem espessa, e sua caracte-
rística é a cauda ereta e inclinada para frente. Apesar de peque-
nos, são bons sentinelas.
Peso médio 2 a 3 kg, altura média 28 cm.
Maltês. Originário do país de Malta, no ano de 500 a. C. Exí-
mio caçador de ratos. Atualmente é considerado um cão de com-
panhia. Muito inteligente, alegre, elegante e carinhoso, sua
pelagem é comprida e necessita de cuidados especiais.
Peso médio 2 a 3 kg, altura média 25 cm.

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Pinscher. É de origem alemã, do século XIX. É pequeno, de pêlo
curto. As cores variam podendo ser marrom-escuro, preto, cho-
colate e azul. Inteligente, alerta e boa companhia.
Peso médio 11 a 16 kg, altura média 41 a 48 cm.
Poodle. Pode ser encontrado em quatro tamanhos: miniatura,
anão, médio e standard. De origem francesa do século XVII, é
muito inteligente, carinhoso e esportivo. Inicialmente usado como
cão de caça de aves aquáticas, hoje é um dos cães mais conheci-
dos e populares no mundo e criado para companhia. Sua pelagem
necessita de tosa e escovações constantes.
O peso varia conforme o tamanho podendo ser de 2 a 32 kg,
e a altura média também entre 15 a 38 cm.
Schnauzer miniatura. Oriundo da Alemanha, do século XV, acre-
dita-se que o porte miniatura resulte do cruzamento entre o
schnauzer standard e o affenpinscher. Foi visto no Reino Unido
pela primeira vez em 1928. É excelente caçador de ratos, muito
afetuoso, rápido, vivo e muito bom para companhia.
Peso médio 6 a 7 kg, altura média 33 a 36 cm.
Teckel (dachshund). Oriundo da Alemanha, do século XIX.
Existem também em miniatura, tamanho padrão e em três va-
riedades: pêlo curto, pêlo longo e pêlo duro. São muito inteli-
gentes, rápidos e atentos ao menor movimento. Afetuosos e
determinados, eram utilizados para caçar texugos. Ótimo para
companhia.
Peso médio 4 a 9 kg, altura média 30 cm.

Cães de caça
O cão de caça é companheiro das aventuras, e como cão de
estimação e companhia exige exercícios freqüentes. Se tratado
com respeito, carinho e boa alimentação, fará suas tarefas com
alegria e devoção.

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Os sabujos são cães que caçam guiados pela visão, olfato e


em matilhas. Geralmente possuem pêlo curto, tendo variação de
cores e de conformação. Em alguns foi dada ênfase especial à
robustez e a outros à velocidade. Nem sempre se adaptam a
casas ou apartamentos, necessitando de espaço e exercícios.
Os cães terriers são relativamente pequenos; apesar disso,
alguns são extremamente musculosos, ferozes e muito fortes,
mas todos são leais aos seus donos, muito vivos e espertos. Esses
cães foram usados em fazendas, e hoje muitos são considerados
cães de companhia.
Afghan hound. Oriundo do Afeganistão, século XVII, caçador
de gazelas e lobos, sua exportação era proibida e na Europa foi
visto no fim do século XIX, trazidos por soldados britânicos de
volta das guerras afegãs. É um cão ativo, de pêlos muito longos,
que merecem um tratamento especial.
Peso médio 23 a 27 kg, altura média 64 a 74 cm.
Airedale terrier. Oriundo do Reino Unido, século XIX, é utiliza-
do para caçar texugos e lontras. É o maior terrier, mas apesar do
tamanho, é dócil e inteligente. Seu pêlo é áspero, em tons de
preto com castanho.
Peso médio 20 a 23 kg, altura média 56 a 61 cm.
American pit bull terrier. De origem americana do século XIX, criado
exclusivamente para briga, é usado até hoje para esse fim. Descen-
de do staffordshire bull terrier com buldogue, é extremamente for-
te, valente e possui uma mandíbula muito poderosa. Feroz, nem
sempre é agressivo, dependendo de como foi criado. Infelizmente
algumas pessoas de má índole fazem desse belo animal uma verda-
deira fera. Em alguns países a criação foi proibida. Esse assunto é
muito polêmico, mas acredito que as autoridades deveriam pren-
der as pessoas que tornam os cães verdadeiros assassinos.
Peso médio 23 a 36 kg, altura média 46 a 56 cm.
Basset hound. Oriundo da Grã-Bretanha, século XIV, é usado
para caçar raposas e lebres. Sua característica marcante são as
pernas curtas e a expressão de cão carente. De ossatura pesada,
é um cão independente e muito brincalhão.
Peso médio 18 a 27 kg, altura média 33 a 38 cm.

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Beagle. Oriundo da Inglaterra, século XVI, é um cão de pêlo
curto, carinhoso e muito brincalhão. Tem bom olfato e até hoje
é usado como cão de caça, apesar de muito popular como cão
de companhia.
Peso médio 8 a 14 kg, altura média 33 a 40 cm.
Bulterrier (bull terrier). Oriundo do Reino Unido, século XIX,
era usado para perseguir touros. É rápido e forte, gosta da com-
panhia do homem e é impaciente com os outros cães. Tem pêlo
liso e curto, e é uma boa companhia.
Peso médio 24 a 28 kg, altura média 53 a 56 cm.
Cão de Santo Humberto (bloodhound). Oriundo da Bélgica no
ano 800, foi criado por monges beneditinos. Considerado o me-
lhor cão farejador do mundo (só para se ter uma idéia, é capaz
de rastrear as pistas chamadas de “pistas frias”, feitas há mais
de 15 dias, ou acompanhar um rastro por cerca de 220 km).
Provas descobertas por esse cão já foram usadas e aceitas em muitos
tribunais. Apesar da expressão de cão feroz, é simpático, de bom
gênio e confiável.
Peso médio 36 a 41 kg, altura média 58 a 69 cm.
Cocker spaniel inglês. Originário da Grã-Bretanha do século XIX,
deu origem ao cocker americano, que é um pouco menor e com
pêlos mais compridos. Era muito usado na caça de codornas,
mas hoje em dia é mais utilizado como cão de companhia. É
carinhoso, brincalhão e pode ser encontrado em várias cores.
Peso médio 13 a 18 kg, altura média 38 a 41 cm.
Greyhound. Seu país de origem é a Grã-Bretanha. Há registros
de cães semelhantes representados em tumbas egípcias de apro-
ximadamente 5 mil anos. Um manuscrito inglês confirma que a
raça chegou na Grã-Bretanha por volta do ano 900 d.C. É rápi-
do e veloz (dizem até que é tão rápido como o vento), de confor-
mação atlética e musculosa, pêlo curto, apresentando uma grande
variedade de combinações de cores. Antigamente era utilizado
na caça ao cervo e ao javali.
Peso médio 27 a 32 kg, altura média 69 a 76 cm.
Retriver do labrador. De origem canadense, século XIX, sua fun-
ção era ajudar os pescadores a puxar as redes. Hoje são usados

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para caça e também como guia de cegos. É um cão de pêlo curto


e cauda grossa, dócil, inteligente, brincalhão e que adora água.
Precisa se exercitar, pois tende à obesidade.
Peso médio 25 a 35 kg, altura média 54 a 57 cm.
Setter irlandês. Da Irlanda do século XVIII, é um cão de pêlo
longo e coloração avermelhada. Ativo, sempre disposto a brin-
cadeiras, afetuoso, é usado para trazer a caça abatida e como
companhia.
Peso médio 27 a 32 kg, altura média 64 a 69 cm.
Terrier miniatura. Originário da Grã-Bretanha da década de 30,
só foi reconhecido como raça pelo Kennel Club em 1936. Resul-
tado do cruzamento das raças chihuahua e toy terriers ingleses,
foi utilizado como caçador de ratos. Hoje ajuda pessoas deficien-
tes dentro de casa e é um bom cão de companhia, alerta e alegre.
Peso médio 2 a 3 kg, altura média 25 cm.
Weimaraner. De origem alemã do século XVII, é um cão de caça,
de pêlo curto, com muitas utilidades, excelente faro, dócil, forte
e musculoso e fiel. Essa raça foi retratada em uma tela do pintor
flamengo Van Dyck.
Peso médio 32 a 39 kg, altura média 56 a 70 cm.
Yorkshire terrier. Oriundo do Reino Unido, século XIX, é um
cão pequeno de pêlo longo e de cor azulada no corpo e dourado
na cabeça e no peito. É dócil e inteligente. Necessita de cuidados
com sua pelagem.
Peso médio até 3 kg, altura média 23 cm.

Como falamos no início deste capítulo, existem mais de 500


raças, das quais citamos aqui apenas algumas.
Em algumas raças, a amputação de parte das orelhas e da
cauda era muito comum, principalmente em cães de luta, para
evitar a mutilação no combate. Esse procedimento não tem sido
mais usado e alguns países não permitem a mutilação de animais.

32
3

O canil

Localização
O melhor local para a construção de um canil seria uma
chácara afastada dos grandes centros, mas nem todos podem
gozar desse privilégio e acabam construindo o canil em sua pró-
pria casa na cidade.
Existem pontos fundamentais que devem ser levados em con-
sideração como: a circulação do ar, a presença do sol, a direção
dos ventos e a qualidade da água, tendo em vista como principal
objetivo o bem-estar dos cães.
A circulação do ar é muito importante, pois um local bem
arejado proporciona maior conforto aos cães em dias muito
quentes, principalmente se a raça escolhida tiver pelagem espes-
sa, como, por exemplo, o são-bernardo, malamute do Alaska,
shih-tzu, lhasa apso, pequinês, etc., embora essas raças se adap-
tem muito bem em países tropicais como o nosso.
A constante renovação do ar ajuda a eliminar os odores de-
correntes das fezes e principalmente da urina, que exala um forte
odor de amônia, podendo causar problemas respiratórios nos cães.
A presença do sol é fundamental, pois ajuda a manter os
boxes (as baias) permanentemente secos, evitando assim man-
chas nas paredes — local ideal para a proliferação de fungos —

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que podem causar problemas respiratórios, alérgicos e de pele


nos cães. Comentaremos a importância do sol para os filhotes e
os cães adultos em outro capítulo.
A direção dos ventos também é importante, pois dependen-
do da posição do canil poderá haver perigosas correntes de ar.
Nesse caso, você certamente terá sérios problemas com doenças
respiratórias, principalmente no inverno, e os filhotes e os cães
idosos serão os mais prejudicados. Não se esqueça de que os
ventos também disseminam vírus e doenças. Caso o canil já te-
nha sido construído, você pode resolver esse problema parcial-
mente com uma simples cortina de lona ou plástico, diminuindo
a incidência dos ventos.
A água que os cães bebem deve ser de boa procedência. Em
sítios ou fazendas, é aconselhável que a água seja tratada evitan-
do assim problemas gastrintestinais.
Você poderá pedir orientação de como tratar a água na com-
panhia de água e esgoto (SAE) da sua cidade.
Se o canil for construído em uma residência, outro detalhe
que deve ser observado com cuidado é o excesso de cães, pois
existe uma lei que autoriza a ter no máximo dez cães em cada
residência. É preciso, portanto, não exceder esse número de ani-
mais para não ter problemas com fiscais e vizinhos.
O local deve ser tranqüilo, pois uma grande circulação de
pessoas estranhas nas dependências do canil deixa os cães exci-
tados e estressados. O estresse pode fazer com que os cães dimi-
nuam sua resistência, levando-os a problemas de saúde.
A presença de plantas (verde) é também importante, mas
temos de ter cuidado com algumas delas, pois há espécies tóxi-
cas. Esse assunto será abordado em outro capítulo.

Construção
Agora temos de nos concentrar na implantação e na cons-
trução do canil, levando em consideração vários itens, e sem

34
Fig. 2 — Cortina para evitar o vento.

esquecer o objetivo principal, que é o bem-estar e a segurança dos


cães, bem como a tranqüilidade do proprietário e dos funcioná-
rios. Primeiro devemos saber as medidas do terreno que será des-
tinado à construção do canil para fazer uma planta definitiva.
Um bom canil não deve ser apenas bonito e agradável para os
cães e para as pessoas que irão visitá-lo, mas funcional e prático.
A estrutura física de um canil deve ter cozinha, depósito,
ambulatório, vestiário, dormitório, escritório, tanque para o
banho, baias ou boxes. É interessante que tenha também alguns
pontos de telefone, um no dormitório, um no escritório, e um na
cozinha ou ambulatório. Um telefone sem fio também resolverá
o problema.
Todas as dependências do canil, inclusive as baias ou bo-
xes, devem ter de 2,30 a 2,50 metros de altura, para evitar o
excesso de calor e facilitar a limpeza.

Cozinha
Você pode estar achando estranho construir uma cozinha
em um canil, já que o alimento oferecido aos cães consistirá de
ração seca industrializada, pronta para ser consumida, mas o
objetivo é dispor de um local onde se possa colocar o alimento

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certo e na quantidade adequada para cada cão, armazenar cor-


retamente a embalagem de ração aberta, armazenar os come-
douros e utensílios de cozinha ou até mesmo fazer um cafezinho
nas noites que passaremos em claro cuidando de alguma cadela
que está prestes a dar cria ou de algum cão que necessite de
cuidados 24 horas.
A cozinha destinada a um canil deve ter em média 10 a 12
metros quadrados, pois ela abrigará armário, fogão, geladeira,
uma pia com duas cubas, uma mesa ou bancada. A área deve ser
azulejada para facilitar a limpeza.

Depósito
O tamanho do depósito irá depender do número de cães e
da raça criada, mas para um canil com mais ou menos dez cães
de raça de grande porte deverá ter de 8 a 10 metros quadrados.
Deve ser uma área arejada, pois ali serão estocadas todas as
embalagens de ração fechadas. É aconselhável que se tenha um
estoque suficiente para alimentar os cães durante um mês.
As embalagens devem ficar armazenadas em cima de estra-
dos de madeira para evitar umidade.

Ambulatório
O ambulatório é muito importante para um canil, pois ser-
ve para armazenar os medicamentos, estocar o material básico
de primeiros socorros e também é usado para a administração
de medicamentos e vacinas. Deve ter uma pia, materiais como
luvas, algodão, produtos para assepsia, material de sutura, etc.,
pois se algum cão precisar de atendimento de urgência e da pre-
sença do médico veterinário, este terá todas as condições para
fazer o trabalho rápido e, acima de tudo, limpo. A área do am-
bulatório deve ser de 10 a 12 metros quadrados, de preferência
azulejada até o teto para facilitar a limpeza.
Para saber quais os materiais básicos necessários a um am-
bulatório, peça ajuda ao seu médico veterinário.

36
Fig. 3 — Baia-maternidade, ambulatório, dormitório, banheiro.
Uma baia pequena de 2 metros quadrados pode ser
construída ao lado para algum cão que necessite de repouso e
observação. Não esqueça de um ponto de luz, água e um ralo
para facilitar a limpeza do local.

Vestiário
O vestiário serve para que seu funcionário, você ou até mes-
mo o seu médico veterinário troquem de roupa ao chegar no
canil ou tomem banho.
O vestiário pode ser um banheiro espaçoso, dividido em
duas partes: a seca e a úmida.
Parte úmida: nessa área devemos ter um ou dois chuveiros,
pia, um vaso sanitário.
Parte seca: nessa área devemos ter um armário, de prefe-
rência de ferro para guardar roupas; banco ou cadeiras, de pre-
ferência de plástico, que são mais duráveis.
Esta área pode ter de 10 a 12 metros quadrados.

Dormitório
Esse espaço deve ser construído em um local estratégico
perto do vestiário, ao lado da maternidade e se possível com

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uma passagem para o ambulatório, caso você ou o funcionário


tenham de passar a noite cuidando de alguma parturiente ou de
algum cão que necessite de acompanhamento 24 horas.
Deve ter espaço suficiente para uma ou duas camas e um
armário, sendo suficiente uma área de 10 a 12 metros quadrados.
O quarto será muito útil em noites frias e chuvosas, princi-
palmente nos dias em que suas cadelas parirem.

Escritório
O escritório é o cartão de visitas do seu canil, por isso cons-
trua um bem espaçoso e arejado, com uma área de 10 a 12 metros
quadrados, para poder atender seus futuros clientes com confor-
to. Pode ser decorado com troféus, prateleiras, livros e com mó-
veis que devem estar à altura do canil que estará construindo.
Não construa o escritório perto das baias, pois os latidos
dos cães podem atrapalhar o atendimento aos clientes.

Tanque
Dispor de um tanque será muito útil quando os cães tive-
rem de tomar banho.
O piso deve ser áspero para evitar escorregões (apesar de
muitos preferirem o acabamento de azulejo), estar a 70 ou 90
cm do solo, com 1 a 1,5 metro de comprimento e 70 a 80 cm de
profundidade. Dependendo da raça do cão, essas medidas po-
dem variar.
Seria interessante você pesquisar e pedir informações aos pro-
fissionais dessa área, assim a sua margem de erro será quase nula.
A água tem de ser aquecida e ter uma vazão boa, o que
ajudará bastante na hora de enxágüe dos cães grandes ou cães
de pêlos fartos.
Alguns criadores instalam aquecedores de água indepen-
dentes da rede central conseguindo uma boa vazão de água.
O tanque pode ser construído em qualquer área, desde que
seja um local ensolarado, para que os cães não sintam frio.

38
Boxe ou baia
As medidas dos boxes ou baias podem variar dependendo
da raça criada, mas, como diz o ditado popular, “em lugares
grandes cabe o grande e o pequeno”. Além disso, uma vez
construídos os boxes, que serão o lar permanente dos cães,
repará-los será bastante trabalhoso.
Os boxes devem ser feitos de alvenaria, com tijolos ou pla-
cas de concreto, e divididos em duas partes: uma coberta e uma
ao ar livre. A altura da construção não deve se basear na altura
do animal, pois é preciso lembrar que a limpeza do local e o
manuseio dos animais serão feitos por humanos.
Os cantos das paredes, se possível, devem ser arredondados
para evitar o acúmulo de sujeira e facilitar a limpeza e higienização.
Cada boxe deve ter dois pontos de luz independentes, um
na área coberta e o outro na área descoberta.
O lugar dos bebedouros deve ser estratégico: abrigado do
sol, para manter a água sempre fresca e de preferência na área
descoberta, evitando que a área coberta fique molhada ou úmida.
Os bebedouros convencionais podem ser substituídos por
bebedouros automáticos, que, após o cão beber água, comple-
tam o nível da água e mantêm a água fresca (semelhante ao sis-
tema de uma caixa d’água). O custo é relativamente alto mas
evitará que seu funcionário se preocupe em repor a água de três
a quatro vezes ao dia. Esse tempo livre permitirá a ele escovar os
cães ou cuidar de outras tarefas.
Existem dois tipos de bebedouros automáticos, os de ferro
e os de fibra de vidro. No entanto, os cães gostam de mastigar a
fibra de vidro, o que o obrigará a substituí-los com freqüência.
Não compre bebedouros que se destinam à criação de porcos.
Os cães não devem ficar expostos diretamente ao vento e
a correntes de ar. Isso pode causar-lhes problemas respiratóri-
os ou disseminar vírus e doenças, por isso verifique a direção
dos ventos predominantes na sua região. O vento deve passar
primeiramente pelos cães sadios e depois pela área de isola-
mento.
O sol é imprescindível para a saúde dos cães, bem como
para a manutenção higiênica das instalações, evitando a umida-
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de. Os raios solares devem percorrer toda a extensão das baias


para que todas fiquem expostas ao sol da manhã ou da tarde.
Antigamente, e até nos dias de hoje, a maioria dos criadores
utiliza estrados de madeira para evitar o contato do cão direta-
mente com o piso, evitando assim a friagem e formação de calos.
Esse tipo de cama é barato mas tem alguns pontos fracos: é pesa-
da, de difícil manuseio, demora para secar depois de lavada,
freqüentemente necessita de reparos, além de precisar ser erguida
diariamente para remoção de sujeira e pêlos. A melhor opção,
mas não a mais barata, é comprar pedaços de borracha lisa vendi-
dos nas melhores casas do ramo. As vantagens desse tipo de cama
são várias: é resistente, durável, fácil de manusear, pode ser lava-
da diariamente, bastando secá-las com um pano limpo. A única
desvantagem é que alguns cães acabam roendo a borracha.
Vistos esses detalhes, vamos às dimensões propriamente di-
tas de uma baia para um cão de raça de grande porte.

Área coberta
O tamanho depende do tipo de instalações de que o cria-
dor dispõe.
Se o local oferece uma grande área onde os cães podem
ficar soltos a maior parte do dia, ou se eles ficam presos apenas
por um curto período ou à noite, é bom que a área coberta seja
maior, pois será mais útil, por exemplo, na hora do parto ou em
períodos prolongados de chuvas ou mau tempo.
De qualquer forma, a medida mínima para a área coberta é
de 3 metros quadrados por 2,30 a 2,50 metros de altura

Área descoberta
Para esse espaço não existe um tamanho mínimo ou máxi-
mo, mas se os cães não saem para se exercitar, a área descoberta
precisa ser maior.
Para separar uma baia da outra na área descoberta, a divisão
poderá ser feita de tela com apenas três fiadas de tijolos para fixá-
la. Os tijolos também servirão para evitar que as fezes ou a urina
passem para a baia vizinha no momento em que é feita a limpeza.

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Área interna Área interna Área interna

Área externa Área externa

Área externa

Fig. 4 — Modelos de baias.

Outra opção é fazer um muro de separação mais alto, com


aproximadamente 1 a 1,20 metros de altura para evitar que os
cães fiquem latindo um para o outro. A mureta será completada
com tela até 2 a 2,20 metros de altura. Essa estrutura, principal-
mente a parte da tela, deve ser bem fixada e esticada.
O portão deve ser individual e ter o trinco firme e confiável
para que o cão não possa abri-lo e causar algum acidente.

Baia ou boxe-quarentena
Essa área deverá ser separada das demais dependências, por
destinar-se a isolar um cão doente. Evita-se assim contaminar
outros cães, principalmente por vírus, como os da parvovirose
ou coronavirose.
Lembre-se de que os ventos devem passar primeiramente
por todo o canil e em seguida pela baia-quarentena.
Nunca comece a limpeza por essa baia e sim pelas baias
sadias. O esgoto também deve ser independente e ligado direta-
mente à rede principal.

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Todo o material para limpeza dessa baia deve ser de uso


exclusivo, como roupa ou macacão, botas, vassouras, baldes,
mangueiras, comedouros, etc.
Esses materiais devem ser guardados em um depósito de
aproximadamente 3 metros quadradros, construído ao lado da
baia-quarentena.
Com essas precauções você diminuirá a possibilidade de con-
taminar outros cães, principalmente filhotes.
As medidas da área devem ser iguais às das demais baias.
Obs.: Existem no mercado produtos específicos para me-
lhor higienização e desinfecção da baia-quarentena.

Maternidade
Essa área será destinada às cadelas com seus filhotes recém-
nascidos. Algumas acabam parindo seus filhotes em outro local,
mas assim que o parto tiver terminado, transfira a mãe e seus
filhotes para a maternidade, que deverá ter sido previamente
lavada e desinfetada.
Esse local não deve ter correntes de ar ou frestas. Para man-
ter o ambiente sempre aquecido, utilize um aquecedor.
A lâmpada deve ser amarela, para evitar desconforto desne-
cessário aos cães e também a aproximação de insetos. Não colo-
que lâmpadas de cor branca para aquecimento. Dessa forma você
previne acidentes como queimaduras nos filhotes ou até mesmo
um incêndio.
O local pode ter de 3 a 4 metros quadrados.

Piso
O piso de todas as dependências deve ser de cimento ou
tijolos. É importante que tenha uma superfície áspera para evi-
tar que funcionários, clientes e cães escorreguem.
As baias onde os cães ficam a maior parte do dia também
devem ser ásperas para evitar escorregões e conseqüentemente a
má formação estrutural, sobretudo dos filhotes.

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Para um bom escoamen-
to da água, principalmente em
dias chuvosos, as baias devem
ser em desnível.

Ralo
O ralo das baias pode ser
feito com sifão ou uma
canaleta externa percorrendo
todas as baias. O problema do
ralo de sifão é que quando cho-
ve pode acumular pêlos e im-
pedir o escoamento da água,
causando alagamento e che-
gando até a molhar os cães. A
melhor opção é uma canaleta, Fig. 5 — Piso de tijolos.
que deve ter de 25 a 35 cm de
largura e 20 cm de profundidade. A largura deve corresponder à
de uma vassoura, permitindo que esta percorra livremente toda
a canaleta para que a limpeza seja feita com rapidez e agilidade.

Telhado
Para diminuir o custo, o telhado das baias pode ser de “uma
água”. É bom evitar os telhados de amianto. São mais baratos,
mas, em dias ou regiões quentes, causam terrível desconforto ao
cão. São ideais as telhas de barro do tipo “francesa ou romana”,
que proporcionam mais conforto aos cães no verão e no inverno.
As calhas no telhado são importantes para evitar respingos de
água dentro do canil, mantendo a parte interna sempre seca.
Obs.: As portas de todas as dependências podem ser de fer-
ro, algumas devem ser mais largas, como a do ambulatório, da
maternidade e do boxe-quarentena para facilitar a passagem
quando algum cão precisa ser transportado no colo ou em uma
maca. As outras podem ser como as de “baia de cavalo”, dividi-

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das ao meio, o que melhora a circulação do ar (principalmente


em dias quentes) na cozinha, no depósito e no escritório, por
exemplo.

Manutenção
Para que o trabalho de limpeza e manutenção das instala-
ções seja bem feito, é preciso fornecer ao funcionário todo o
material necessário para a execução das tarefas com segurança.
Todo o material — uniforme, luvas, botas de borracha, óculos
de proteção, capa de chuva, escovas, vassouras, baldes, man-
gueira, etc. — deve ser de uso exclusivo do canil.
Existem muitos funcionários que relutam em usar princi-
palmente o material de proteção, alegando que não se acostu-
mam, mas se você não cuidar bem de seu funcionário, a ausên-
cia dele por motivos de doença ou acidentes de trabalho pode
trazer grandes transtornos.
Para economizar água, seria interessante lavar as baias e demais
dependências com máquinas de pressão.
Todos os produtos de limpeza devem ficar armazenados em
suas embalagens originais, longe dos alimentos e principalmen-
te dos cães, e em local seguro. O único produto de limpeza que
poderá ser retirado de sua embalagem original é o sabão em pó,
que pode ser transferido para uma garrafa plástica de dois li-
tros. Dessa forma não se estragará caso o funcionário o deixe
em contato com a umidade.
Nunca deixe baldes com desinfetantes no chão: os cães adul-
tos ou os filhotes podem beber essa água, e ter sérios problemas.
Caso seja necessário combater roedores, podemos utilizar
ratoeiras, mas tomando todo o cuidado para que, uma vez ar-
madas, os cães, principalmente os de pequeno porte, não pos-
sam se aproximar. Outra opção são os venenos, mas é preciso

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Fig. 6 — Planta do canil com posições do vento e do sol.

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muito cuidado com os filhotes e mesmo com os cães adultos,


pois, mesmo se ingeridos ou inalados em pequena quantidade,
geralmente são fatais.
Para controlar as formigas devemos ter os mesmos cuidados,
principalmente se o produto utilizado for granulado.
Para manter as instalações sempre limpas e sempre bem
organizadas, devemos ter uma rotina diária, semanal e mensal
para que o trabalho não se acumule.

Rotina diária
Limpeza geral: varrer todas as dependências do canil e lavá-
las se necessário.
Cama de madeira ou de borracha: deve ser retirada do boxe,
lavada, desinfetada e colocada ao sol para secar.
Boxe ou baia: retirar as fezes, varrer os pêlos, lavar com
água e sabão neutro ou sabão em pó, enxaguar bem e desinfetar
com uma mistura de 20 litros de água para 300 ml de hipoclorito
de sódio (cloro).
É importante evitar que o cão permaneça dentro do boxe
durante a lavagem, pois os produtos ou desinfetantes podem
causar lesões nas patas ou alergias, além de deixar o animal
molhado ou úmido. O cão só deve retornar depois que o boxe
estiver seco.
Bebedouros: limpar os bebedouros com bucha e sabão de
coco e enxaguar bem. Se o bebedouro não for automático, tro-
car a água no mínimo de 3 a 4 vezes ao dia.

Rotina semanal
Maçarico: passar o maçarico (também conhecido como
vassoura de fogo) no piso e nas paredes de duas a três vezes por
semana para queimar pêlos e prováveis ectoparasitas, como pul-
gas e carrapatos.
Este procedimento deve ser executado com muito cuidado:
o funcionário deve estar calçado e os cães devem obrigatoria-
mente ser retirados.

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Portão: verificar as condições do portão, verificar se os trin-
cos não estão com folgas, se as grades ou alambrados estão bem
fixados.
Dica: o maçarico também pode ser usado para ajudar a
secar a baia em dias frios.
Caso seja uma época chuvosa, após lavar a baia coloque
jornal no piso para secar mais rápido, repetindo a operação se
necessário, mas retire o jornal quando o cão retornar à baia.
Caso tenha dificuldade em lavar as baias em dias chuvosos,
coloque dois cães juntos na mesma baia, desde que você saiba
que não irão brigar.

Rotina mensal
Todos os boxes devem ser pintados, por dentro e por fora,
com cal para pintura misturada a produto antimoscas.
Reorganizar e limpar todas as prateleiras, verificar medica-
mentos e observar a data de validade.
Verificar ou reparar a rede elétrica, rede de esgoto, vidros,
torneiras quebradas, etc., mantendo o funcionamento do canil
sempre em perfeito estado. Quando necessário, pintar as demais
dependências.

Plantas tóxicas
As plantas são usadas para alegrar nossas vidas ou um de-
terminado ambiente. Quem não gosta de ter um vistoso jardim
com muitas flores e plantas?
Algumas plantas, belas e inofensivas para nós, não são para
os nossos amigos cães. Podem causar desde uma irritação por
contato, ou irritações orais, faringianas, esofagianas, gástricas,
intestinais, gastrintestinais diversas, bem como efeitos
gastrintestinais tardios, distúrbios cardiovasculares, convulsões

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e alucinações. Algumas plantas podem ser fatais se ingeridas até


mesmo em pequenas quantidades.
As plantas podem ser tóxicas para uma determinada espé-
cie e para outras não. Por exemplo, uma determinada planta
que intoxica o cão pode não intoxicar eqüinos ou bovinos.
Os cães costumam comer uma quantidade mínima de “ver-
de”, como grama ou ervas, e se no jardim ou até mesmo em
vasos existirem plantas tóxicas, o risco de intoxicação e ou mor-
te se torna iminente. Os filhotes gostam muito de brincar com
plantas, correndo maiores riscos.
Com essa preocupação, vamos citar a seguir algumas das
plantas tóxicas mais comuns.

Nome popular Nome científico


Alamanda amarela Allamanda cathartica
Alamanda roxa Allamanda blanchetti
Antiga-açu ou linga Montrichardia linifera
Antúrio-de-flor ou antúrio Anthurium
Banana-de-imbê, banana-de-macaco ou guaimbê Philodendrum
Batata-do-inferno, perna-inchada ou tártago Jatropha podagrica
Buxinho, buxo ou árvore-da-caixa Buxus sempervirens
Camarão amarelo Pachystachys lutea
Comigo-ninguém-pode Dieffenbachia picta
Coroa-de-espinho, coroa-de-cristo, colchão-de-noiva, Euphorbia milli
dois-irmãos ou bem-casado
Corriola ou jetirana Ipomoea cairica
Costela-de-adão Monstera deliciosa
Dama-da-noite ou boa-noite Ipomoea alba
Espirradeira ou oleandro Nerium oleander
Glicínia ou wistéria-japonesa Wisteria sinensis
Gloriosa ou lírio-trepadeira Gloriosa rothschildiana
Hera ou hera-inglesa Hereda helix
Hera-da-algéria ou hera Hereda canariensis
Inhame-pintado Alocasia marchalli
Lírio-vermelho ou beladona-do-cabo Amaryllis belladonna
Orelha-de-elefante-gigante, inhame-gigante, taiá-rio- Alocasia macrorhiza
branco
Poinsétia, bico-de-papagaio, folha-de-sangue ou flor- Euphorbia pulcherrima
de-páscoa
Pulmão-de-aço ou escorpião Alocasia cuprea
Vinca, vinca-de-gato, vinca-de-Madagascar ou boa- Catharanthus roseus
noite

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Escolha do funcionário
Esse item é tão importante quanto a compra de matrizes ou
a escolha da alimentação dos cães. Eu diria até que é a base ou a
alma para o perfeito funcionamento, manutenção dos animais e
do canil.
No início da criação, geralmente o funcionário não é neces-
sário, mas, quando as coisas tomarem rumo, o funcionário será
imprescindível.
Para escolher seu colaborador, não tenha pressa. À medida
que o trabalho no canil aumentar, comece a selecionar seu futu-
ro empregado, tendo alguns cuidados e precauções.
Existem muitas pessoas atuando nesta área, mas mesmo
assim é muito difícil encontrar esse tipo de mão-de-obra, que
nem sempre é especializada. As pessoas disponíveis no mercado,
ou que possuem alguma experiência no trato com os cães, são
relativamente caras e, como acontece na grande maioria das ve-
zes, já adquiriram alguns vícios de trabalho.
Esse funcionário pode ter o vício de chegar atrasado, não
lavar as mãos antes de servir as refeições aos cães, não dar a
alimentação na hora certa e em local próprio, não lavar as vasi-
lhas após as refeições, para evitar moscas, tratar os cães com
brutalidade e estupidez, não dar os remédios e ou não fazê-lo na
hora certa, não escovar os cães diariamente, deixar os boxes
sem lavar, deixando o serviço se acumular.
Esses são os principais defeitos de um profissional da área.
O bom funcionário deve, primeiro, gostar de animais, ser
responsável, não se atrasar para o trabalho, ter dinamismo, bom
humor e boa educação. Deve morar relativamente perto do tra-
balho, para ser chamado em uma eventualidade, e ser uma pes-
soa de absoluta confiança caso o proprietário tenha que se au-
sentar do canil por algumas horas ou dias.
Achar um funcionário no mercado com essas qualidades é
muito difícil e caro. O melhor a fazer é contratar alguém jo-
vem que nunca tenha trabalhado com cães e, com muita pa-

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ciência, educá-lo e ensiná-lo a executar as tarefas, evitando os


vícios de postura. Informe-se se ele tem algum animal de esti-
mação, cão, gato ou qualquer outro, pois, por trabalhar no seu
canil, poderá ser uma fonte de transmissão de doenças para
seus cães. Caso tenha, ajude-o a manter o animal com vacinas
e vermifugação em dia.
Faça registro em carteira, para sua segurança e do funcio-
nário, e procure dar-lhe uma cesta básica por mês. Como diz o
ditado: um funcionário feliz rende muito mais.

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4

O plantel

Compra de matrizes
Quando falamos em canil, muitas pessoas imaginam uma
infinidade de boxes, inúmeras cadelas e machos, muitos funcio-
nários, etc.
Mas, para começar uma criação, dê preferência a duas fê-
meas e nunca comece com um casal, um erro muito comum en-
tre os criadores novatos.
Evite comprar os filhotes no primeiro canil que você visitar e
principalmente evite comprar um filhote em feiras de animais,
pois há um grande risco de comprar um filhote doente. Nesses
locais há uma grande circulação de pessoas e animais, o que au-
menta o risco de o filhote se contaminar, principalmente por ví-
rus, ou você pode comprar um filhote com problemas congênitos.
Não se impressione com lacinhos e com a aparência sadia do cão.
Nessas feiras de filhotes a maioria das pessoas que está ven-
dendo cães dá garantia em média de 10 dias, caso o filhote ve-
nha a ter algum problema, mas os filhotes que estão sadios hoje
já podem estar infectados por algum tipo de vírus que fica incu-
bado de 5 a 15 dias, dependendo da resistência do animal. Lem-
bre-se de que os bons criadores não colocam seus filhotes em
feiras.

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Deixe a emoção de lado nessa hora e aja com a razão, evi-


tando levar crianças na hora da compra.
Para comprar as matrizes (assim são chamadas as fêmeas
reprodutoras), procure conhecer e visitar vários criadores.
Pesquise não apenas os preços, mas a qualidade genética dos
filhotes, observando também onde esses filhotes vivem, a higie-
ne do canil e dos próprios filhotes.
Evite comprar o filhote muito novinho, pois assim você não
terá como avaliar sua movimentação.
Peça para o criador deixar você visitar o canil. Se o criador
for sério e correto, não terá motivos para evitar sua entrada nas
dependências. Nem todos os criadores aceitam essas visitas. Al-
guns alegam que é uma questão de segurança e higiene.
Existem criadores que, por algum motivo, passam por difi-
culdades financeiras ou querem se desfazer do seu canil e colo-
cam à venda suas melhores matrizes. Caso você se interesse por
algum exemplar, procure se informar sobre o histórico do cão
em questão.
Não é aconselhável comprar cães adultos, principalmente
se você estiver iniciando uma criação, mas, se o criador lhe ofe-
recer, faça a si mesmo algumas perguntas:
Se o criador diz que é um excelente exemplar, por que quer
vendê-lo?
Será que essa matriz é boa mãe, isto é, cria e cuida bem de
seus filhotes?
Será que essa matriz ou esse padreador (o macho repro-
dutor) transmite geneticamente todas as características boas para
o filhote?
Será que essa matriz ou esse padreador transmite algumas
características indesejáveis para o filhote (criptorquidismo,
prognatismo, displasia coxofemoral)?
Será que a matriz ou padreador tem algum problema que
não conseguimos perceber?
Procure saber o histórico do macho e da fêmea e se os filho-
tes gerados por esses “pais” são bons ou estão abaixo da média.
O correto é comprar apenas fêmeas filhotes, assim essas

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matrizes poderão cruzar após o terceiro cio, ou seja, em média
com um ano e meio de idade. Se comprar um casal, há algumas
associações que só permitem o cruzamento do macho após dois
anos de idade, e durante todo esse período você terá gastos com
alimentação, vacinas, assistência veterinária, etc.
Não se preocupe por não ter um macho no seu plantel; quan-
do chegar o momento de cruzar suas matrizes, você terá a seu
dispor uma infinidade de padreadores ou reprodutores. Esse as-
sunto será visto adiante.
Prefira que suas matrizes tenham “pais” diferentes entre si,
para começar a criação com duas linhas de sangue diferentes.
As matrizes devem ter uma diferença de idade superior a
três ou quatro meses, assim elas não entrarão no cio nem terão
as primeiras crias ao mesmo tempo, o que sempre causa um enor-
me transtorno, principalmente pela falta de experiência do cria-
dor novato.
Não se preocupe se precisar começar a criação com poucas
matrizes; o importante não é a quantidade e sim a qualidade das
matrizes.
O senhor Ludwig Doberman criou a raça doberman e man-
tinha em seu plantel aproximadamente oito matrizes.
Quando estiver ciente e consciente da raça escolhida, e quan-
do tiver certeza de onde comprar suas matizes, procure levar
junto uma pessoa mais capacitada para o auxiliar na escolha de
bons exemplares e, se possível, leve também o médico veteriná-
rio, assim a margem de erro será quase zero.

Cuidados com as matrizes


Alguns itens são muito importantes para que as matrizes se
desenvolvam perfeitamente: alimentação, higiene, vacinação,
vermifugação e exercícios. Desses cuidados vai depender a saú-
de da cadela e de seus futuros filhotes.

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Alimentação
Muitos cães domésticos são superalimentados e, normal-
mente, recebem alimentos impróprios. Esses dois fatores, muito
comuns, infelizmente só os prejudicam. A obesidade encurta a
vida dos cães e prejudica a reprodução.

• Lateral, coluna vertebral e ossos da bacia não são


Ideal
visíveis, mas facilmente palpáveis.
• Esgalgamento evidente.
• Fina camada de tecido adiposo sobre a caixa toráxica.

• Ossos da bacia e coluna vertebral são palpáveis com


Excesso dificuldade.
de peso
• Esgalgamento ausente.
• Depósito de gordura evidente na coluna vertebral
e na base da cauda.

Obeso • Grande quantidade de gordura sobre o tórax,


coluna vertebral e na base da cauda.
• Distensão abdominal evidente.

Fig. 7 — Gráfico de silhueta.

O organismo de um cão, dependendo de sua raça, peso,


tamanho e estado fisiológico, necessitará de uma determinada
quantidade de nutrientes, como, por exemplo, proteína e gordu-
ra (extrato etéreo).
Uma alimentação muito rica em fósforo predispõe o cão a
distúrbios renais na meia-idade.
Qualquer cão facilmente se acostumará à carne se esta for
oferecida, mas um cão tratado somente com carne, além de cus-
toso, logo apresentará problemas sérios de estrutura e, em pou-
co tempo, nada mais lhe parecerá suficientemente apetitoso a
não ser a carne.

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O leitor poderá perguntar: “Mas os animais selvagens não
comem só carne?” A resposta é não. Os animais como os leões e
outros carnívoros matam sua presa, mas começam a se alimen-
tar pelas vísceras, rica em vitaminas e minerais, e somente de-
pois alimentam-se da carne.
Alguns cães, mesmo depois de adultos, continuam a gostar
de leite; para outros o leite funciona como laxante e alguns, ain-
da, revelam-se alérgicos ao produto.
Os alimentos enlatados possuem grande quantidade de
umidade (água); assim sendo, é necessário um grande volume de
latas para alimentar um cão, principalmente de grande porte.
A melhor maneira de alimentar um cão é com as modernas
rações industrializadas, que, além de práticas e fáceis de utilizar,
contêm todos os elementos nutritivos e balanceados para as ne-
cessidades diárias do cão, como vitaminas e minerais.
Uma boa alimentação é fundamental para o bom desenvol-
vimento e formação estrutural e evita muitas doenças, fazendo
com que o cão tenha uma vida saudável e prolongada.
Há no mercado alimentos usados por criadores profissio-
nais, desenvolvidas para cada fase da vida do cão.

A multinacional francesa Royal Canin é a única empresa


no mundo que possui uma linha completa de produtos para
cães, levando em consideração tamanho, peso, fase de cresci-
mento, necessidades energéticas, idade, atividades e estados par-
ticulares (gestação, lactação, pré e pós-operatório, cães conva-
lescentes, etc.).
A linha de produtos Royal Canin Size Nutrition é o único
programa nutricional “sob medida” inteiramente fabricado em
função do tamanho dos cães, permitindo uma resposta às ne-
cessidades nutricionais de acordo com cada idade e raça.
First age milk. Alimento substituto do leite materno para fi-
lhotes, é recomendado nos seguintes casos: órfãos ou ninhadas
numerosas, filhotes muito fracos, rejeição da mãe, cadela com
falta ou baixa produção de leite e problemas mamários. Acom-
panha o produto mamadeira com bicos em três tamanhos.

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Indicação do produto: do nascimento até a 4a semana de vida.


A2 ou papinha desmame. Produto farináceo. Misturado à água
quente se transforma em uma papinha muito bem aceita pelos
filhotes de cães em fase de desmame. Esse alimento faz uma tran-
sição gradativa do alimento líquido (leite) para a alimentação
sólida (ração seca).
Indicação do produto: de 4 a 8 semanas de vida.
Starter. É um único produto indicado para ser utilizado em três
fases (gestação, lactação e desmame dos filhotes).
É um alimento altamente energético, hiperprotéico, que li-
mita o ganho de peso da matriz durante a gestação. Tem ótima
digestibilidade, favorece a proteção da mucosa intestinal e asse-
gura a beleza da pelagem. Os croquetes são adaptados e muito
bem apreciados pelos filhotes.
Indicação do produto: de 3 a 8 semanas de vida e para a
cadela gestante.
Mini junior. Produto específico para filhotes de raças pequenas
que, quando adultos, atinjam no máximo 10 kg de peso vivo.
Indicação do produto: de 2 a 10 meses de vida.
Mini adult. Produto específico para cães adultos. Manutenção
de raças pequenas que atinjam no máximo 10 kg de peso vivo.
Indicação do produto: de 11 meses a 8 anos de vida.
Mini mature. Produto específico para cães idosos de raças pe-
quenas que atinjam no máximo 10 kg de peso vivo.
Indicação do produto: acima de 8 anos.
Medium junior. Produto específico para filhotes de raças mé-
dias que, quando adultos, atinjam no mínimo 11 e no máximo
25 kg de peso vivo.
Indicação do produto: de 2 a 12 meses de vida.
Medium adult. Produto específico para cães adultos. Manuten-
ção de cães de raças médias que, quando adultos, atinjam no
mínimo 11 e no máximo 25 kg de peso vivo.
Indicação do produto: de 1 a 7 anos de vida.
Medium mature. Produto específico para cães idosos de raças mé-
dias que atinjam no mínimo 11 e no máximo 25 kg de peso vivo.
Indicação do produto: acima de 7 anos.

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Maxi junior. Produto específico para filhotes de raças grandes
que quando adultos, atinjam mais de 25 kg de peso vivo.
Indicação do produto: de 2 a 15 ou 18 meses de vida.
Maxi adult. Produto específico para cães adultos. Manutenção
de cães de raças grandes que, quando adultos, atinjam mais de
25 kg de peso vivo.
Indicação do produto: de 15 ou 18 meses a 5 anos de vida.
Maxi mature. Produto específico para cães adultos idosos de
raças grandes que, quando adultos, atinjam mais de 25 kg de
peso vivo.
Indicação do produto: acima de 5 anos de vida.
Maxi giant. Produto específico para cães adultos de raças gi-
gantes que, quando adultos, atinjam mais de 45 kg de peso vivo.
Indicação do produto: após os 18 meses de idade e até o
fim da vida.

Existem até rações dietéticas ou hipocalóricas para cães


obesos e diabéticos, rações terapêuticas que são utilizadas por
médicos veterinários como forma de auxílio no tratamento e
prevenção de distúrbios como gastrenterites, problemas renais,
dermatológicos, cardíacos, etc.
É muito importante servir a quantidade exata conforme re-
comendação do fabricante, mesmo se lhe parecer que a quantida-
de recomendada é muito pequena para seu cão. As quantidades
foram rigorosamente estudadas e pesquisadas conforme as neces-
sidades diárias do seu cão.
Depois de servir o alimento para o cão, não deixe o alimento
exposto por muito tempo. Em primeiro lugar porque você deve
condicionar o cão a comer na hora certa e também para evitar
moscas e a aproximação de roedores transmissores da leptos-
pirose e de outras doenças.
A ração deve ser servida ao cão em um local onde não bata
sol e não haja umidade. Quando umedecida (hidratada) ou mo-
lhada se não for consumida em pouco tempo (mais ou menos 20
minutos), pode entrar em processo de fermentação, especialmente

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Não dê crédito as pessoas que apenas copiam arquivos de outro site!!! Os créditos são de quem
realmente UPA o arquivo para FileWarez. Esse ebook foi upado por Murilo Bauer!!!

em dias de muito calor. Se o cão comer a ração fermentada,


acabará tendo problemas digestivos ou poderá até se intoxicar.
Os cães não sentem necessidade de mudar a alimentação
constantemente, podendo passar toda a vida com o mesmo tipo
de alimento. Se você mudar o tipo ou a marca do alimento de
seu cão, sempre faça a substituição gradativa, pois em muitos
casos a mudança brusca pode gerar problemas intestinais no
filhote ou até mesmo em cães adultos.
Para fazer uma transição gradativa de um alimento para
outro, devemos proceder da seguinte maneira: dar 1/3 da quan-
tidade do produto novo e 2/3 da quantidade do produto a ser
substituído, durante três dias. Após esse período devemos dar 1/
2 do produto novo e 1/2 do produto a ser substituído, durante
dois dias. A seguir dar, 2/3 do produto novo e 1/3 do produto a
ser substituído, totalizando sete dias de transição. No oitavo dia
seu cão já poderá se alimentar somente com o produto novo.
Os filhotes devem ser alimentados de três a quatro vezes ao
dia no período de desmame, diminuindo-se a quantidade de vezes
durante o crescimento. Quando adultos, os cães devem ser ali-
mentados duas vezes ao dia, sem esquecer, é claro, de aumentar a
quantidade de ração diária, conforme as instruções do fabricante.
É interessante pedir orientação ao seu médico veterinário so-
bre a alimentação, para saber qual é o alimento mais adequado
para cada etapa da vida. Dessa forma você poderá oferecer ao seu
cão totais condições para o pleno desenvolvimento quando filhote
e a melhor qualidade de vida possível na vida adulta e na velhice.
Há também, em lojas especializadas, chocolates, refrigeran-
tes e petiscos feitos especialmente para cães, mas esses produtos,
consumidos em excesso, podem causar obesidade e distúrbios
gastrintestinais. Não dê doces, molhos, gorduras, carne e ossos de
suínos, aves, ossos de aves — que poderão, quando triturados
pelos dentes, se transformar em objetos perfurantes (lascas) —,
massas, polenta, petiscos em geral (exceto os fabricados para
cães), sobras de comida, batatas e frituras. Escolha muito bem o
alimento que você servirá ao seu cão. E lembre-se que os petis-
cos nunca deverão substituir as refeições de seus cães.

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Algumas pessoas acham determinados alimentos para cães
muito caros e optam pelos mais baratos e de baixa qualidade.
Cabe lembrar aqui a relação de custo-benefício. Os gastos com
veterinário serão menores e você terá sempre um cão saudável,
bem nutrido e com pele e pêlos vistosos e brilhantes sem necessi-
dade de lhe dar suplementos vitamínicos ou medicamentos.
Para mais informações sobre os produtos Royal-Canin:
www.royal-canin.com.br ou ligue para 0800-554040.

Fig. 8 — Ganho médio de peso diário das diferentes raças.

Fig. 9 — Curva de crescimento das diferentes raças.

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Higiene
A higiene deve estar presente em qualquer ramo de ativida-
de. No caso das criações, esse item torna-se ainda mais impor-
tante, independente da raça escolhida.
Todos os cães necessitam de banhos regulares e de escovações
diárias para eliminar os nós e pêlos velhos que acabam atrapa-
lhando o desenvolvimento de novos pêlos. Os filhotes devem
tomar banhos somente após os 3 meses de idade. Se for necessá-
rio dar um banho, antes leve-o ao médico veterinário. Os pro-
dutos como xampu e sabonetes devem ser específicos para cães,
sendo contra-indicado o uso de produtos para humanos.
Enquanto o cão não atingir três meses de idade, limpe-o da
seguinte maneira: passe um pano umedecido em uma solução de
uma parte de água, uma parte de álcool e uma parte de vinagre
(branco). Essa mistura é boa para remover sujeira e pulgas.
Para as raças que necessitam de tosa, existem locais espe-
cializados, como os pet-shops, ou você poderá aprender em cur-
sos, mas somente com o tempo e a prática você ficará apto a
desempenhar essa função e economizar esse dinheiro.
As orelhas devem ser limpas semanalmente com um algodão
embebido em produtos próprios para a remoção de cera de ouvi-
dos de animais. Caso uma orelha apresente inflamação ou infec-
ção, limpe primeiro a orelha sadia para depois limpar a orelha
com problema, evitando infectar a orelha que está perfeita.
Os olhos devem ser limpos regularmente com uma gaze
embebida em soro fisiológico ou água boricada. Novamente,
se um olho apresentar alguma irritação, limpe primeiro o olho
sadio para depois limpar o olho irritado, evitando contaminar
o olho bom.
Verifique sempre os dentes, especialmente nos cães de pe-
queno porte, pois podem apresentar tártaro. Se perceber a for-
mação de tártaro, leve o cão ao veterinário para a remoção,
caso contrário poderá ocorrer uma gengivite ou até mesmo a
queda dos dentes com o passar do tempo.
Os cães adultos possuem 42 dentes, o filhote, 32. Os incisi-
vos aparecem geralmente aos 30 dias e aos três meses se nive-

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lam. Os incisivos definitivos apareceram aproximadamente aos
quatro meses e os molares definitivos aos cinco meses. Aos sete
meses o filhote terá sua dentição definitiva completa.
As unhas devem ser aparadas sempre que necessário, por
uma pessoa capacitada ou pelo médico veterinário.
Até os três meses de vida, evite aplicar inseticidas contra
pulgas e carrapatos. Atualmente existem produtos altamente se-
guros no mercado, mas todos eles devem ser usados com caute-
la, com base nas precauções impressas nos rótulos e seguindo
rigorosamente a orientação do médico veterinário. Caso as ins-
truções não sejam seguidas corretamente, o cão pode se intoxi-
car ou até mesmo morrer.

Vacinação
Até há poucos anos a importação de vacinas no Brasil era
proibida, e alguns criadores não estavam satisfeitos com a qua-
lidade das vacinas nacionais. Com a liberação da importação,
os laboratórios brasileiros tiveram de se atualizar e equiparar
sua tecnologia às existentes no exterior.
Hoje existem excelentes vacinas nacionais no mercado, mas
a grande maioria dos criadores e dos veterinários continua pre-
ferindo as importadas.
As vacinas são importantíssimas para a saúde de seus cães e
de seu canil. Não só imunizam o cão, mas previnem também a
disseminação de doenças que muitas vezes não têm cura, caso
da raiva e da leptospirose, que são também zoonoses. O tempo
de imunização é de 12 meses.
Vacine sempre os seus cães com o médico veterinário, pelos
seguintes motivos: na clínica veterinária, antes da vacinação, os
animais são examinados clinicamente por profissionais; o médi-
co veterinário conserva as vacinas de forma correta, sabe se o
seu cão está apto a receber a vacina, não vacina cães debilitados
e, ou doentes, gestantes e sabe corretamente a via de administra-
ção; um bom médico veterinário usa vacinas de boa procedência
e monta um esquema de vacinação adequado para o seu cão,
usando seringas e agulhas descartáveis.

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As vacinas imunizam seus cães contra as seguintes doenças:


parvovirose canina, cinomose canina, leptospirose, hepatite in-
fecciosa canina, infecções respiratórias por adenovírus tipo 2,
raiva, parainfluenza canina, coronavirose e complexo da tosse
dos canis. Esta última é necessária, pois a tosse dos canis é mui-
to freqüente em grandes criações.
Obs.: Os cães adultos devem ser revacinados todo ano com
uma dose de reforço.

Vermifugação
A verminose é um dos maiores causadores de morte em fi-
lhotes, daí a importância de se fazer uma boa vermifugação nos
seus cães.
A verminose, como o nome diz, é uma doença causada por
inúmeros tipos de vermes que interferem diretamente na saúde e
no desenvolvimento dos animais.
O que são vermes? Vermes são parasitos do trato gastrin-
testinal e de outros órgãos que causam muitos danos à saúde
dos cães e também do homem.
Os principais tipos de vermes que acometem os cães são:
Toxocara canis, Trichuris vulpis, Ancylostoma caninum e
Dipylidium caninum.

Fig. 10 — Toxocara canis, Trichuris vulpis, Ancylostoma caninum e o Dipylidium


caninum.

Os problemas decorrentes da verminose são: menor aprovei-


tamento dos nutrientes, falta de apetite, atraso no crescimento
dos filhotes, perda de peso, fraqueza, pêlos sem brilho e eriçados,
aumento do volume do abdome e dor abdominal, diarréia, vômi-

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to, queda de resistência causando maior predisposição a infecções
secundárias, lesões do trato gastrintestinal e anemia. Em casos
mais graves a verminose pode causar a morte, principalmente de
filhotes, que são mais suscetíveis do que animais adultos.
As principais doenças transmitidas ao homem pelos vermes
dos cães são:
Larva migrans visceral, causada pelas larvas de Toxocara
canis, que se localizam em diversos órgãos, como olhos e siste-
ma nervoso central, causando graves lesões.
Larva migrans ocular, causada por larvas de nematódeos
pode provocar sérias lesões oculares.
Larva migrans cutânea, ou bicho geográfico, causada pela
larva do Ancylostoma, que penetram na pele do homem e cau-
sam dermatite com coceira intensa.
Hidatidose cística, causada pela larva de Echinococcus, for-
ma cisto hidático em órgãos como fígado, baço e sistema nervo-
so central.
Conhecer o ciclo de vida dos principais vermes é funda-
mental para fazer uma boa vermifugação. O cão infectado eli-
mina os ovos dos vermes através das fezes. No meio ambiente,
ovos e larvas estão prontos para infectar outros cães. Esse mes-
mo cão, ou outro, ingere os ovos ou larvas dos vermes presentes
no meio ambiente.
As larvas de Ancylostoma possuem a característica de pe-
netrarem ativamente através da pele íntegra do cão.
Os cães também podem se infectar através da ingestão de
hospedeiros intermediários (pulgas, roedores e vísceras cruas)
que contenham cistos de cestóides. As larvas e cistos transfor-
mam-se em vermes adultos, que ficam no intestino causando
prejuízos à saúde do cão. Os vermes adultos colocam ovos, que
serão eliminados pelo cão através das fezes, reiniciando o ciclo.
Geralmente os filhotes contêm uma quantidade muito gran-
de de vermes adquiridos quase sempre através da fêmea prenhe
(grávida). As larvas de Toxocara atingem os fetos através da pla-
centa infectando-os e as fêmeas em lactação infectam os recém-
nascidos através do leite com larvas de Toxocara e Ancylostoma.

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Por isso, devemos consultar o médico veterinário, vermifugar


os cães periodicamente e adotar medidas que controlem a con-
taminação do meio ambiente, como o recolhimento das fezes e
desinfecção do piso e das baias ou boxes.
Para cada idade e peso do seu cão existe um programa es-
pecífico de vermifugação.
Filhotes: vermifugar durante a amamentação e após o desmame.
Cães jovens: vermifugar os cães com intervalos de três meses em
três meses.
Adultos: vermifugar os cães com intervalos contínuos de três a
seis meses.
Fêmeas em reprodução: vermifugar antes do acasalamento e dez
dias antes da data provável do parto.
Os vermífugos Endal Plus ou Endal da empresa Schering-
Plough, se usados corretamente e de acordo com as instruções do
médico veterinário, são muito seguros e eficazes.
Para mais informações sobre os produtos Schering-Plough,
ligue para 0800-117788 ou acesse o endereço eletrônico
www.splough.com.br

Exercícios
Todos os cães devem se exercitar naturalmente ou serem obri-
gados a se exercitar, pois algumas raças são mais preguiçosas que
outras. Evite expor cães em fase de crescimento a uma carga muito
pesada de exercícios. Se for possível exercitar os cães diariamente,
prefira os horários mais frescos do dia, principalmente no verão.
Algumas pessoas desinformadas passeiam com seu filhotes
por grandes distâncias, acreditando que o bichinho possa
acompanhá-las. Isso seria o mesmo que amarrar uma pessoa co-
mum a um corredor de São Silvestre e sair correndo pelas ruas. O
cão quando se cansa, principalmente o filhote, tende a deitar-se no
chão. Caso isso ocorra, pegue-o no colo ou espere alguns minutos.
Os exercícios devem ser aumentados gradativamente, e são
ótimos, principalmente para o filhote, mas o exagero pode levar a
deformidades estruturais.

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A melhor maneira de exercitar um filhote é brincar e deixá-
lo à vontade. Solte-o em um lugar amplo e seguro, de preferência
em um piso aderente ou grama: com uma simples bolinha ele fará
exercícios sem perceber e saberá a hora de parar.
Caso ocorra um acidente e ele começar a ganir desesperada-
mente, mantenha a calma. Se não houver ferimentos evidentes,
massageie devagar todo o corpo do animal, certificando-se de
que ele consegue fazer todos os movimentos. Se houver uma feri-
da bem visível, lave o local com água corrente, verifique se não
há no ferimento nenhum corpo estranho alojado, pressione o lo-
cal até diminuir o sangramento. Se notar que o cão pode ter sofri-
do uma lesão interna, ou o corte for muito profundo, leve-o ao
médico veterinário de confiança ou ao mais próximo.
Quando levar o filhote para passear, nunca o deixe sem a
guia (mesmo depois de adulto), pois ao avistar outro cão ele
pode querer brincar, e uma agressão de um cão adulto pode ferir
seriamente o filhote.
Nunca deixe o cão trancado dentro do carro por um período
prolongado, pois em dias quentes (a capacidade de regulação tér-
mica do cão não é a mesma que a do homem) o aumento da
temperatura interna do veículo pode causar uma rápida desidra-
tação do cão e inclusive levá-lo à morte.
As picadas de abelhas, como de outros insetos, são dolo-
rosas e dependendo do local da picada, elas podem gerar com-
plicações. Se no local da picada aparecerem uma grande infla-
mação e um edema, principalmente ao nível da faringe, é ne-
cessário levá-lo ao médico veterinário para evitar maiores com-
plicações.
Dica: Não o deixe correr atrás de insetos, repreendendo-o
desde cedo para desestimular esse hábito.

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A criação

Cio e acasalamento
Como resultado da domesticação, o ciclo reprodutivo dos
cães foi alterado em relação aos seus ancestrais selvagens.
A maturidade sexual ocorre mais cedo nos cães domésti-
cos, um a dois anos antes. As cadelas entram no cio duas vezes
por ano e os machos podem acasalar em qualquer época depois
de adultos. Os machos são atraídos pelo cheiro da fêmea no cio,
mesmo à distância.
O macho sempre tentará montar a fêmea, porém, ela não
permitirá o acasalamento até que atinja o cio completo. Quan-
do a cadela estiver receptiva, permitirá que o macho a fecunde.
O período de duração da cópula (acasalamento) pode variar de
15 minutos a 1 hora aproximadamente.
O primeiro cio representa a maturidade sexual das fêmeas e
existe muita discussão em torno desse assunto. Alguns alegam
que a idade ideal para a primeira cobertura é logo no primeiro
cio. Outros acreditam que, no primeiro cio, a fêmea ainda não
atingiu plenamente seu desenvolvimento e seu crescimento estru-
tural. Conforme já foi dito, as associações possuem seus regula-
mentos internos e acabam ditando regras que devem ser seguidas.
Além disso, convém ouvir a opinião de especialistas.

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O primeiro cio varia de fêmea para fêmea e de raça para


raça, mas geralmente ocorre entre os 5 e 12 meses de vida. Ca-
racteriza-se pelo aumento de volume da vulva e pela presença de
um corrimento sanguinolento. Os dias mais apropriados para
cobertura são entre o 10o e o 15o dia após o início do cio. Geral-
mente a matriz é coberta pelo macho duas vezes apenas, uma
vez no 12o dia e outra no 14o dia.
O período da gestação pode variar de 58 a 62 dias. Para ter-
mos uma idéia aproximada da data do nascimento, devemos saber
as datas exatas em que a matriz cruzou. O médico veterinário deve
lhe fornecer orientações sobre os dias mais férteis da matriz para a
cobertura, observar a evolução da gestação, orientá-lo sobre ali-
mentação ideal, exercícios, higiene, acompanhar o peso, e se for
necessário deve orientá-lo também sobre o uso de medicação.

Escolha do macho ideal


Como em nosso plantel não existe um macho e temos de cru-
zar nossa matriz, o primeiro passo a ser tomado é procurar um
macho com antecedência, porque os cães de ponta (assim chama-
dos os cães de excelentes características genéticas e boa estrutura)
são muito requisitados, devendo-se fazer uma reserva de cobertu-
ra. Existem casos em que os criadores mandam suas matrizes para
outras cidades ou até mesmo para outros estados ou países (trans-
portando-as de avião), tudo para encontrar o macho ideal.
Na grande maioria das vezes os proprietários desses
reprodutores cobram a cobertura, mas há alguns que recebem o
filhote como pagamento. Esse sistema não é muito vantajoso
para o dono da fêmea, pois o proprietário do reprodutor tem
direito à primeira escolha.
O valor da cobertura varia muito de raça para raça e de macho
para macho; por exemplo, cruzar sua matriz com um reprodutor
que é campeão nacional ou está em alta é bem mais caro do que
cruzar com um cão que vive em uma residência qualquer. A van-
tagem de se usar um bom reprodutor ou campeão é que vender a
ninhada é bem mais fácil e às vezes mais lucrativo.

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O maior macho ou o mais vistoso nem sempre é o reprodutor
ideal. Vamos citar alguns itens importantes. A linha de sangue é
o principal e nessas horas o pedigree, ou registro, é fundamental
para que não exista a possibilidade de consangüinidade, saben-
do-se assim quem são o pai, a mãe e avós tanto do macho como
da fêmea.
Em algumas raças (como a do pastor alemão, por exem-
plo), devemos observar a coloração e a pigmentação. Esta últi-
ma pode ser observada facilmente através das unhas: se as unhas
forem escuras ou pretas, é sinal de boa pigmentação. A estrutu-
ra é importante: altura, massa muscular, ossatura, inserção das
orelhas, tamanho da cabeça, presença dos dois testículos (ma-
cho), movimentação, angulação, comportamento e o que é fun-
damental, o temperamento. Procure se informar sobre a capaci-
dade de fertilização do macho e se ele transmite toda sua carga
genética aos seus descendentes.
É bom pedir auxílio a outros criadores mais experientes ou
às associações e ou ao kennel clube de sua cidade para encontrar
um bom macho. Lembre-se de que na criação de cães o impor-
tante é criar bem, obtendo cães dentro do padrão da raça. Exis-
tem pessoas ou “criadores” que querem ter cães altos, fortes,
bravos, etc. Se essas características não forem compatíveis com
o padrão da raça que você cria, é melhor então procurar outro
ramo de atividade, pois criar cães não é criar o que se quer ou
desejaria e sim tentar atingir através de cruzamentos os exem-
plares mais próximos do padrão da raça.

Cuidados antes da cobertura


Após encontrar o macho ideal para sua matriz, você tem de
ter alguns cuidados antes da cobertura. Primeiramente um exa-
me de fezes para se certificar de que a cadela esteja livre de
endoparasitas (vermes), evitando assim contaminar os filhotes
durante a vida intra-uterina.
Se o prazo de validade das vacinas estiver próximo do ven-
cimento de imunização, revacine a cadela antes do cio, fazendo

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com que o nível de anticorpos seja aumentando e conseqüente-


mente transmitido depois para os filhotes através do colostro
(na amamentação).
Aconselhamos não dar banho na cadela antes da cobertu-
ra, pois esse procedimento diminui o odor que caracteriza o cio
para o macho e, sem esse cheiro característico, ele pode perder o
interesse por ela.
No dia marcado para a cobertura, deixe sua fêmea em je-
jum para evitar maiores problemas. A matriz deve sempre ir ao
encontro do macho; evite os horários mais quentes do dia, o
melhor horário é pela manhã ou no fim de tarde, evitando assim
um maior desgaste dos animais.

Hora do parto
Abaixo relacionamos uma série de procedimentos impor-
tantes para que o nascimento ocorra da melhor forma possível.
• Quando estiver se aproximando o dia do parto, cerca de
uma semana antes, é aconselhável dar um banho na matriz.
• Geralmente, a fêmea age por instinto, ficando em jejum
cerca de um a dois dias antes do parto. Caso seja oferecido ali-
mento ou mesmo carne pura com insistência, ela poderá até co-
mer para agradar o dono, mas na maioria das vezes acabará
vomitando. A matriz costuma esfregar as unhas no piso para
apará-las e evitar machucar sua cria; caso ela não o faça, corte
suas unhas.
• A futura mamãe se torna impaciente, fica sempre procu-
rando uma posição confortável e geralmente quer permanecer
perto do seu dono. Procure, nessas horas, dar o máximo de aten-
ção a ela, principalmente se for a primeira cria.
Em geral, o início do parto ocorre nos horários mais cal-
mos, à noite ou ao amanhecer, podendo durar até 12 horas. Exis-

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tem relatos de fêmeas que ficam até 24 horas em trabalho de parto.
• É aconselhável fazer um exame de raio X ou uma ultra-
sonografia após 45 dias de gestação para se certificar da gravi-
dez e saber quantos filhotes existem. Assim, na hora do parto, o
proprietário saberá exatamente quando terminou.
• Você pode deixar a fêmea escolher o local para ter a cria.
Caso ela escolha um local de difícil acesso para o acompanhamen-
to do dono (como embaixo da cama ou de outros objetos), tire a
cadela desse lugar e faça com que escolha outro local, de preferên-
cia a baia-maternidade. Se ela não se sentir cofortável lá, deixe
que tenha os filhotes em outro lugar e após o término do parto
faça a mudança.Escolhido o lugar, prepare uma cama com panos
ou carpetes, deixando-a mais confortável.
No momento do parto, a cadela começará a ter contrações
e respiração ofegante. É hora de ficar calmo, ainda mais se for
sua primeira cadela a dar cria. Pegue uma cadeira confortável e
prepare uma garrafa térmica de chá ou café e observe em silên-
cio, sem ligar rádio ou conversar em voz alta, sempre deixando
as crianças, se houver, longe. Evite mexer na cadela, achando
que ela está em uma posição desconfortável. Após o nascimento
do primeiro filhote, a fêmea morderá a bolsa que envolve o ca-
chorrinho e o cordão umbilical, lamberá a cria para limpá-la ao
mesmo tempo em que a massageia para estimular sua respira-
ção. Caso o cordão umbilical não pare de sangrar, mantenha a
calma e amarre-o com um fio dental previamente desinfetado
em uma solução (uma parte de álcool e uma parte de iodo).
Tenha à mão uma tesoura previamente desinfetada.
• Às vezes a matriz, em vez de cortar o cordão umbilical
colocando sua boca lateralmente em relação ao abdome do fi-
lhote, acaba puxando-o. Nessa hora intervenha, amarrando a
base do umbigo com um pedaço de fio dental desinfetado com a
mesma solução. Depois corte, com a tesoura, a uma distância de
dois a três dedos da base amarrada.
• É muito comum a mãe comer a placenta e os restos do
parto, pois eles contêm uma quantidade muito grande de nu-
trientes que a ajudarão a se restabelecer.

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• Em alguns casos a mãe se levanta durante o parto para


dar uma voltinha ou até mesmo para urinar. Não se preocupe,
apenas observe e ela voltará logo. Se ela escolher outro local
para continuar a parir, coloque novamente a cama de carpete ou
panos e mude sua cadeira de lugar e observe, não esquecendo, é
claro, de levar os filhotes que já nasceram para junto da matriz,
caso ela não o tenha feito. O novo lugar escolhido pode não ser
o melhor lugar para você, mas não se esqueça que quem esta
dando cria é ela. Se a matriz ficar um pouco atarefada ou atra-
palhada com o número de filhotes já nascidos, você poderá ajudá-
la colocando-os para mamar ou recolhendo algum filhote que se
arraste para longe dela, mas não se esqueça de lavar e desinfetar
bem as mãos antes.
• Mantenha sempre ao seu lado toalhas limpas para ajudar
a secar os filhotes, e recoloque-os de volta com a mãe.
• Papel e caneta são importantes para anotar a hora de cada
nascimento e para controlar os intervalos.
• Caso o intervalo entre o nascimento de um filhote e outro
dure mais de 40 minutos, e a cadela parecer inquieta demais,
consulte o médico veterinário.
• Não permita, de forma alguma, antes ou depois do parto,
que outros cães ou pessoas estranhas se aproximem, evitando
estresse e brigas que podem ter sérias conseqüências.

Cuidados com os filhotes


Como você tem em mãos o exame de raio X feito com 45 dias
de gestação e o laudo indica um numero x de filhotes, conte quantos
nasceram e assim você se certifica de que o parto terminou.
Para deixar os cãezinhos mais aquecidos, troque a cama da
nova mamãe, pois o lugar deve estar molhado ou úmido.
Essa nova cama deve ser feita da seguinte maneira: sobre a
cama de madeira ou de borracha coloque panos brancos que irão

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permitir melhor observação de hemorragias tanto dos filhotes pelo
“cordão umbilical”, como coloração das fezes e secreções.
Troque os panos brancos por panos limpos de duas a três
vezes ao dia, até os filhotes atingirem a época de desmame, mais
ou menos aos 30 dias. Depois desse período, os panos podem
ser substituídos por jornais, mas tome cuidado com correntes de
ar ou ventos para evitar maiores complicações.
Os panos devem ser fervidos e deixados de molho com
Lysoform e com sabão neutro líquido e muito bem enxaguados,
evitando desencadear algum processo alérgico nos filhotes e /ou
na matriz.
Nos primeiros dias a mãe fica com seus filhotes quase todo o
tempo, mantendo-os aquecidos, amamentando-os e limpando-os.
A ninhada nasce indefesa, cega e surda e se ela os deixar a
sós por um curto período, os filhotes aconchegam-se uns aos
outros procurando se aquecer. É preciso ter cuidado quando a
matriz retorna, pois algumas fêmeas distraídas acabam deitan-
do em cima dos filhotes, podendo feri-los ou mesmo matá-los.
Essa preocupação deve ser maior com os cães de grande porte.
Caso a mãe separe algum filhote da ninhada ou não queira
amamentá-lo, você terá de fazer o papel de mãe adotiva. Não se
zangue com a cadela, ela está agindo instintivamente e fazendo
a seleção natural.
Na hora da amamentação, fique de olho nos filhotes: al-
guns se aproveitam por serem maiores e acabam não deixando
os menores se alimentarem.
Os filhotes podem tomar banhos de sol durante cinco a dez
minutos, nos seguintes horários: das 8h às 9h ou das 16h30 às
17h30. Cuidado com o horário de verão.
Os olhos dos filhotes começam a se abrir entre 9 e 14 dias
de vida. Com cerca de três a quatro semanas de vida, a ninhada
dá sinais de independência e a mãe começa a separar-se da cria.
Mas ela está pronta para ajudá-los em caso de dificuldades.
Tanto os filhotes domésticos como os selvagens gostam de
brincar, o que é uma preparação para a vida adulta, pois a brin-
cadeira simula o comportamento do cão na defesa e na caça.

72
Evite passar produtos químicos nos cachorrinhos, como ve-
neno para pulgas, etc. Tome cuidado com as moscas, pois, caso a
mãe não limpe bem a cria, esses insetos podem botar ovos nos
recém-nascidos, principalmente perto do ânus ou do umbigo, e se
o criador não ficar atento, pode até perder algum filhote.
O desmame ocorre quando os cãezinhos têm aproximada-
mente um mês de vida, e deve ser feito gradativamente. Nesse
período, você vai perceber que a mãe já não tem a mesma paciên-
cia e disposição para amamentá-los, pois as mamas começam a
apresentar ferimentos, devido aos dentinhos afiados dos filhotes.
Quando os filhotes começam a se alimentar com a ração, a
mãe costuma ficar “desleixada” com a limpeza. Enfim, chegou
a hora de desmamar.
Ofereça aos filhotes uma alimentação pastosa antes da
amamentação. Utilize rações específicas, como papinha desma-
me (A2) da Royal Canin, para este fim.
Nas primeiras vezes, prepare pouco alimento, evitando o
desperdício. No início, os filhotes vão estranhar e provavelmen-
te recusar o alimento. Até se acostumarem com a novidade, não
os deixe definitivamente separados da mãe. Após as refeições,
coloque-os junto à mãe por algum tempo para brincarem e te-
rem contato físico, é fundamental nessa fase.
Peça ao médico veterinário orientação sobre como proce-
der para secar o leite da matriz após o desmame dos filhotes.
Dica: Evite se apegar muito aos filhotes, para quando che-
gar a hora de vendê-los não ficar triste demais.

Cuidados com a mamãe


Os cuidados com a mamãe são muito importantes nessa
fase. Ela está debilitada e fraca, devido à cria, à amamentação
dos filhotes e à perda de sangue no parto.
Temos de ter mais atenção ainda se a ninhada é numerosa.
Por isso, é extremamente necessária a reposição de suas forças e

73
também a higienização para evitar, além do mau cheiro, as miíases
(bicheiras), causadas por moscas.
Geralmente, a mamãe vai apresentar corrimento por alguns
dias. Esse corrimento é formado por restos de placenta, líquido
amniótico e sangue, o que é natural e não significa nada mais do
que a limpeza do útero. O que não é normal é excesso de
sangramento. Se ele não diminuir ou parar em poucos dias, cha-
me o médico veterinário.
É necessário que se dê um banho na mamãe, na região da
vulva e nas pernas traseiras, ou passar um pano úmido, para
deixar a região o mais limpa possível, evitando moscas.
Nesse período, evite passar qualquer tipo de produto quí-
mico na mãe, pois o contato com a pele dos filhotes pode gerar
alguma irritação ou intoxicar a ninhada.
A fêmea precisa se restabelecer o mais rápido possível. Para
isso, a reposição de nutrientes é fundamental. Se você tiver opta-
do pela alimentação correta, é possível que não haja problemas
com falta de leite ou desnutrição. Se tiver optado por uma ração
de baixa qualidade, você logo perceberá.

Visitas
Não há nada mais agradável do que mostrar aos vizinhos e
parentes os seus novos hóspedes, sejam eles a primeira ou a dé-
cima ninhada, mas não podemos nos descuidar de alguns itens
muito importantes.
Geralmente todos querem ver e pegar os filhotes. Nessas
horas a mãe se torna muito protetora e agressiva com estranhos
ou até mesmo com pessoas que convivem regularmente com ela.
As únicas pessoas que devem ter acesso aos filhotes são o
funcionário e o dono do canil. Se alguma pessoa fizer questão de
ver a ninhada, mostre-a de longe para não estressar a matriz.
Evite ao máximo tirá-los de perto da mãe. Lembre-se de
que o lugar dos filhotes é ao lado dela e não no colo das pessoas.
Quando você chegar da rua e tiver que manusear a ninhada
por algum motivo, troque de roupa, de sapatos e lave e desinfete
bem as mãos. Reserve uma roupa exclusiva para usar no canil,

74
como macacão e um par de botas plásticas; isso reduz o risco de
transmissão de doenças.
É recomendado que seu funcionário também tenha uma
roupa exclusiva para trabalhar no canil.

Venda dos filhotes


Para muitos criadores, a hora mais difícil é a de vender os
filhotes.
Não se desfaça dos filhotes por dinheiro nem venda para
qualquer pessoa. Certifique-se de que o futuro proprietário irá
cuidar bem dele. Lembre-se de que para um bom criador, o
fundamental é produzir exemplares excelentes e não apenas
ganhar dinheiro.
Para aumentar a procura e vender os filhotes, a maioria dos
criadores anuncia em revistas especializadas. Geralmente, os fi-
lhotes são comercializados com mais ou menos 60 dias de vida.
Em algumas raças, os filhotes são muito parecidos. Se o
futuro proprietário vir a ninhada vai escolher o mais vistoso ou
o maior. Alguns criadores para marcar o filhote colocam uma
fitinha no pescoço para identificá-lo mais tarde. Isso é muito
perigoso para o filhote, que pode ser sufocado ou se machucar.
Outro problema é que, às vezes, o filhote que hoje é o maior da
ninhada pode se tornar o menor após alguns dias ou semanas.
Aí, quando o futuro proprietário retorna para buscá-lo pode
desconfiar de que houve troca dos filhotes.
Para evitar constrangimentos de ambas as partes, proceda
da seguinte forma. Primeiro veja quantos machos e quantas fême-
as você tem à disposição e, se quiser ficar com algum, faça sua
escolha. A seguir faça as reservas por telefone (e se possível pegue
uma parte do valor como sinal), anote o nome e o telefone dos
interessados. Só deixe o futuro proprietário fazer a escolha quan-
do eles já estiverem prontos para serem vendidos e, claro, respei-
tando a lista de reservas “quem ligar primeiro escolhe primeiro”.

75
Existem tabelas com valores aproximados de cada raça. O
preço dos filhotes e a forma de pagamento quem faz é o pro-
prietário do canil e é nessas horas que quem cria com seriedade
e dedicação venderá por um preço melhor.
Um conselho: após o cliente ter feito a escolha do filhote, faça
primeiramente o acerto de contas e deixe a cargo do seu funcioná-
rio entregar o filhote, evitando assim que você se aborreça.
É obrigação do proprietário de um canil sério e idôneo en-
tregar ao futuro proprietário o filhote com a carteira de vacina-
ção devidamente preenchida e assinada pelo médico veterinário,
contendo no mínimo uma dose de vacina e as primeiras doses de
vermífugo, bem como a orientação sobre a alimentação à qual o
filhote está acostumado.

Escolha do médico veterinário ideal


Para plena realização e satisfação do criador, seja qual for a
criação, é indispensável a presença de um profissional responsá-
vel e capaz de cuidar de seus animais. Esse profissional é o médi-
co veterinário.
O médico veterinário não deve apenas se restringir a cuidar
da saúde dos cães quando eles adoecem. Deve estar ciente de
todos os procedimentos que ocorrem em um canil, como mane-
jo, alimentação, etc.
Ele deve ter tempo disponível para visitar a criação, no mí-
nimo, uma vez por semana e atender às chamadas do criador o
mais breve possível.
Para se confiar a um médico veterinário a responsabilidade
de um canil, esse profissional necessita trabalhar com uma única
fórmula, muito simples, a chamada “fórmula ch3”:
Com honestidade, com humildade, com habilidade.
Por isso, escolha bem o seu!

76
Morte
Na grande maioria das vezes, o cão acaba fazendo parte da
nossa família, e a perda de um cão adulto ou de um filhote traz
uma sensação muito desagradável e dolorosa, principalmente
para as crianças.
Não podemos evitar a morte, mas podemos sim evitar que
um de nossos cães morra precocemente. Para isso temos de ter
alguns cuidados como: vacinação, vermifugação, alimentação
adequada e especifíca, bons tratos, assistência médica veterinária
periódica e outras medidas que já foram mencionadas neste livro.
Mesmo assim, não estamos livres da morte e, se algum de
seus cães morrer, não desanime. Há criadores que dizem até que
para se tornar um grande criador é inevitável que se percam
inúmeros cães, uns por serem idosos, outros por acidente, ou-
tros por problemas congênitos ou má-formação.
Essas mortes são mais freqüentes nos filhotes, ocorrendo
uma seleção natural na qual somente os cães sadios e fortes so-
brevivem. Mesmo tendo dado a seu cão toda a assistência neces-
sária, em algum momento, como todos nós, ele terá de morrer.
Procure superar o fato com naturalidade, e tome as medi-
das práticas necessárias.
Você pode deixar o corpo do cão aos cuidados do médico
veterinário, levá-lo para ser enterrado em cemitérios próprios para
cães e gatos ou levá-lo para ser cremado, o que pode ser feito
através de incineradores das prefeituras municipais ou de facul-
dades de medicina veterinária que tenham esse tipo de serviço.

77
6

Documentação
e exposição

Para ter um canil registrado é necessário primeiramente en-


trar em contato com o kennel clube da cidade ou o mais próximo.
Você receberá todas as informações e toda a documentação
necessária para registrar o seu canil.
A documentação poderá ser obtida pelo correio. Você faz
solicitação de registro de canil e fornece três opções de nomes
que gostaria de usar para seu canil. Caso o primeiro nome esco-
lhido por você já exista, o canil será registrado com a segunda
opção e assim por diante. Caso as três opções sejam recusadas,
você receberá uma nova ficha com mais três opções de nomes
até o nome escolhido ser aceito pela FCI (Fédération Cynologique
Internationale, com sede na Bélgica).
Com esse procedimento, a FCI garante que nunca haverá
dois canis no mundo com o mesmo nome.
O outro documento é a proposta para sócio do kennel clube
que deverá ser enviada com os seguintes dados: xérox da carteira
de identidade, xérox do CIC e duas fotos 3x4. O kennel clube
cobra taxa de inscrição e também anuidade.
Sendo aprovado o canil, ele será homologado na CBKC
(Confederação Brasileira Kennel Clube), que tem sede na cida-

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de do Rio de Janeiro. O prazo de homologação é de mais ou
menos 90 dias.
Após a homologação, você receberá um certificado conten-
do o nome do proprietário, nome do canil e a raça criada. Pron-
to, seu canil já está legalizado.

Pedigree: o que é?
O pedigree ou registro nada mais é do que a árvore genea-
lógica do animal. Esse documento contém os nomes dos pais,
avós e bisavós. O pedigree é a certidão de nascimento do filhote
provando a origem e pureza do cão. Essa pureza quer dizer que
o cão não tem nenhuma mistura de qualquer outra raça, o que
fornece mais garantias de que o cão terá porte, estrutura, tem-
peramento, coloração da pelagem dentre outras características,
em conformidade ao padrão da raça escolhida.
O registro ou pedigree dará direito ao cão de participar de
vários eventos, como provas de adestramento, exposições (mui-
to importantes para o criador), provas de agilidade (agility) e,
no caso do macho, a realizar coberturas.
Um filhote só poderá ter o pedigree ou registro se ambos os
pais tiverem registro. Se um dos dois não tiver pedigree, não
será possível registrar o filhote ou a ninhada.
Existem criadores, ou melhor, maus criadores (aqueles que
estão interessados somente no dinheiro que a venda dos filhotes
vai lhes proporcionar, não se preocupando com o melhoramento
genético, alimentação e outros cuidados com suas matrizes ou
filhotes), que às vezes também compram pedigrees de outros cães;
outros cruzam suas fêmeas com reprodutores de ótimas caracte-
rísticas genéticas de outros criadores e dizem que a cadela não
ficou prenhe (grávida), deixando assim de pagar a cobertura feita
pelo macho. Quando nascem os filhotes, esses cachorreiros dizem
que suas cadelas foram cobertas por seu próprio reprodutor, que

79
é, de fato, inferior geneticamente, mas terá “produzido” uma
magnífica ninhada. Com esse tipo de procedimento, o reprodutor
ganha um falso status de bom reprodutor. Esse tipo de situação
não é difícil de ocorrer, por isso tome cuidado e procure um canil
idôneo e honesto. Não tenha pressa de ir às compras.

Na pista
A melhor maneira de divulgar seus cães e seu canil no âm-
bito regional, nacional, ou internacional são as exposições. O
calendário de exposições tem início geralmente nos meses de
fevereiro ou março e termina em novembro ou dezembro.
A exposição pode ser nacional, pan-americana e especializa-
da internacional, geral, regional. Desta última somente partici-
pam cães de uma determinada raça. Nas exposições especializadas,
além da prova de beleza e estrutura, há as de adestramento, obe-
diência e ataque para pastores alemães. Para inscrever seu cão em
uma exposição é necessário que ele tenha mais de quatro meses, o
seu número de registro ou pedigree, data de nascimento e nome,
assim como o nome do padreador (pai) e da matriz (mãe).
As exposições são divulgadas por circulares que trazem a
data de encerramento das inscrições. Às vezes podem ser feitas até
dois dias antes da exposição. Os dados do cão são incluídos em
um livreto onde figuram todos os cães inscritos na competição.
Esse catálogo é entregue a todos os proprietários de cães inscri-
tos, sendo uma boa fonte de divulgação de seu cão e de seu canil.
O julgamento é feito por pessoas capacitadas para tal fun-
ção (juízes), que avaliam estrutura, angulação, temperamento,
comportamento, movimentação, etc.

A classificação dos cães na exposição é feita em dez grupos:


Grupo 1: Cães pastores e boiadeiros, exceto os suíços (pastor
alemão, old english sheepdog, etc.).

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Grupo 2: Pinscher, schnauzer, molossos e boiadeiros suíços
(dogue alemão, mastife, etc.).
Grupo 3: Terriers (fox terrier, bulterrier, etc.).
Grupo 4: Teckel.
Grupo 5: Spitz e primitivos (malamute, husky siberiano, etc.).
Grupo 6: Sabujos e cães rastreadores (basset hound, beagle, etc.).
Grupo 7: Cães de aponte (pointers, setters, etc.).
Grupo 8: Cães recolhedores, levantadores e d´água (cocker
spaniel, retriever do labrador, etc.).
Grupo 9: Cães de companhia (poodle, bichon frisé, etc.).
Grupo 10: Galgos e assemelhados (whippet, afghan hound, etc.).

Os handlers são profissionais capacitados para expor seu


cão em pista, se encarregam de todos os cuidados que antece-
dem a exposição, como banho, escovação, etc.
Por isso, a primeira atitude a ser tomada em relação a uma
exposição é entregar seu cão aos cuidados desses profissionais,
que cobram uma taxa por apresentação em pista.
É aconselhável acertar o valor a ser pago pelo serviços pres-
tados pelo handler antecipadamente, pois o “combinado não é
caro”.
A exposição passa por três fases. No início da competição,
é escolhido o melhor macho e melhor fêmea, disputando entre si
o título de melhor da raça dentro de seu respectivo grupo. O
melhor de cada raça disputará com outros cães o melhor de seu
grupo: se for escolhido como o melhor do grupo, ele disputará
com os outros nove cães melhores de cada grupo. Daí sairá o
melhor da exposição ou o best in show.
Os prêmios são troféus, sacos de ração ou outros brindes,
mas nunca dinheiro. Para a contagem de pontos no ranking na-
cional, é interessante que o cão compareça a todas as exposições
para reunir o maior número de pontos e quem sabe tornar-se o
melhor do Brasil.
Não fique triste se o seu cão não ganhar nada nas primeiras
exposições: o importante é competir e ganhar experiência.

81
Homologação de títulos
Para ser Jovem Campeão, Campeão, Grande Campeão,
Campeão Internacional, Capeão Pan-americano ou Grande Ven-
cedor Nacional é necessário:
Jovem Campeão — 3 CJCs (Certificado a Jovem Campeão) de
três juízes diferentes.
Campeão — Macho; 5 CACs (Certificado a Campeão), 1 de
Melhor da Raça ou uma Reserva da Raça com juízes diferentes.
Fêmea: 4 CACs (Certificado a Campeão), 1 Melhor da Raça ou
uma Reserva da Raça com juízes diferentes. Idade mínima: 12
meses e um dia.
Grande Campeão — Macho: 60 pontos de CGCs (Certificado a
Grande Campeão) e 3 Melhores da Raça. Fêmea: 40 pontos de
CGCs (Certificado a Campeão) e 2 Melhores da Raça. Idade
mínima: 12 meses e 1 dia.
Campeão Internacional — Para Macho ou Fêmea são necessá-
rios 4 CACIBs (Certificado de Campeão Internacional), com
juízes diferentes e de países diferentes.
Só serão válidos CACIBs recebidos após 15 meses de idade.
Campeão Pan-americano — Para obter esse título, o cão deve
ter no mínimo 15 meses (Macho ou Fêmea), são necessários 4
CACPABs (Certificado de Campeão Pan-americano) de juízes
diferentes e de países diferentes, sendo no mínimo 1 obtido por
juiz estrangeiro.
Grande Vencedor Nacional — 3 BIS (Melhor de Exposição),
com três juízes diferentes e em diferentes estados da Federação.

Esse tipo de exposição, pontuação, premiação e homologa-


ção de títulos é realizada pela CBKC. Algumas associações pos-
suem formas diferentes de promover suas exposições, pontua-
ções, premiações e homologação de títulos.
Também existem as competições internacionais e o campeo-
nato mundial para saber qual é o melhor do mundo. Boa sorte.

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Registro de ninhada
O procedimento para registrar uma ninhada é sempre igual,
mesmo se for a décima ninhada.
Não queira registrar a ninhada logo nos primeiros dias de
vida, porque um ou outro filhote pode não vingar (morrer) e
você acabará tendo um custo desnecessário. O período mais crí-
tico para os filhotes é de 1 a 15 dias de vida.
Quando os filhotes atingirem a época de desmame, mais ou
menos aos 30 a 35 dias, ligue para o kennel ou sociedade de sua
cidade onde você registrou o canil e solicite o mapa de ninhada
para dar entrada aos registros dos filhotes.
Esse documento deve ser preenchido corretamente com os
seguintes dados: data de nascimento, quantidade de filhotes ma-
chos e fêmeas nascidos, cor do pêlo, nome de cada filhote, nome
dos pais com seus respectivos números de registro ou pedigree,
nome e assinatura dos proprietários dos pais.
O pedigree de cada filhote virá com o nome escolhido junto
com o nome do canil. Por exemplo, se o nome do canil for Alta
Paulista, e o nome escolhido do filhote for Apolo, o nome de
registro desse filhote será: Apolo da Alta Paulista ou Alta Paulista
Apolo, dependendo de como você determinou na abertura do
canil (afixo ou sufixo).
O nome uma vez escolhido não poderá ser modificado pelo
futuro proprietário, mas o filhote poderá ser chamado por um
apelido se os novos donos quiserem.

Nomes para os filhotes


A escolha do nome para um cão não significa apenas o modo
pelo qual ele será chamado, mas deve ser um que seja compatí-
vel com as características da raça, temperamento, etc.

83
Imagine um poodle ou um yorkshire terrier chamado
Gladiador, ou chamar um mastife inglês de Frufru ou Fifi.
A maioria dos criadores adota uma maneira muito fácil de
colocar nome em suas ninhadas: a primeira ninhada terá nomes
iniciados em a, a segunda ninhada terá nomes iniciados em b e
assim por diante. Desse modo você saberá quantas ninhadas o
canil já teve.
Depois de usar todas as letras do abecedário, recomeça-se.
Outros criadores gostam de colocar nomes próprios, no-
mes de cidades, de estados e países, como também nomes de
embarcações, bebidas, objetos, comida, personalidades, times
ou de jogadores de futebol, basquete, vôlei, etc.
Os nomes não devem ser complicados ou difíceis de pro-
nunciar, caso contrário o cão poderá ter dificuldade em enten-
der. Prefira os nomes de, no máximo, duas ou três sílabas.
Aqui está uma lista com algumas sugestões para que seja
mais fácil a escolha dos nomes de seus filhotes.

A – Abará, Abaré, Abdul, Acalanto, Acamám, Aço, Adams, Ado, Agra, Aika,
Ajax, Aka, Akira, Aladim, Alan, Albone, Alex, Alf, Alfa, Alibabá, Aluá, Alvo,
Amigo, Adra, Angar, Angel, Angra, Ani, Anita, Aniz, Asterix, Astro, Apache,
Apolo, Aranis, Areta, Argos, Arizona, Aruba, Ásia, Atenas, Átila, Axé, Ayrara.
B – Babel, Baby, Bacana, Back, Bady, Bagdá, Bahia, Bali, Bandyt, Barão, Basco,
Batistuta, Beethoven, Belle, Benjy, Berna, Beta, Bia, Bianca, Bibi, Billy, Biss, Blaster,
Brenda, Bob, Bola, Bolinha, Boris, Boss, Bozó, Brasa, Bunner, Bunny, Brahma,
Branca, Brisa, Bruce, Brita, Brutus, Boni, Bidu, Big, Blue, Buba, Bat, Brown.
C – Cacau, Cacique, Cairo, Califa, Campeão, Candy, Canela, Capitão, Castor,
Catita, Catucha, Caty, Cazuza, Cebolinha, Cedro, Chamon, Chandon, Charlot,
Chefão, Cherry, Chiclete, Chips, Cindy, Claus, Clips, Coca-Cola, Colosso, Cometa,
Conan, Conga, Cookie, Cora, Cravo, Cristal, Cuba, Cyrus, Czar.
D – Dadá, Daika, Dalila, Dallas, Damis, Dan, Dandi, Dani, Danger, Dank,
Danko, Dara, Dark, Davis, Delly, Delon, Demon, Denver, Derby, Destróier,
Dianne, Dick, Didi, Dilan, Dj, Diná, Dinamite, Dingo, Dino, Dirk, Disney,
Dix, Dog, Dolly, Donald, Doris, Dragus, Drux, Duda, Dudu, Dunga, Dusa.
E – Ébano, Ebby, Ebony, Eco, Éden, Eder, Edox, Edu, Egon, Eiffel, Einstein,
Elba, Elf, Elka, Elke, Elki, Ellen, Elmo, Elvis, Emile, Emir, Emma, End, Eni,
Enno, Enzel, Enzo, Erê, Eron, Escol, Espoleta, Estônia, Estrela, Etna, Eva.

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F – Factor, Fada, Fafá, Fairy, Faísca, Falcon, Fama, Fanika, Fankt, Fanny, Fanta,
Fara, Farah, Faro, Faroeste, Farrusky, Faruk, Fay, Fellow, Fiel, Filó, Fick, Fite,
Flafy, Flamengo, Flap, Flash, Flay, Flecha, Flink, Floid, Flora, Fogo, Folly, Forest,
Fox, Frank, Fred, Frederic, Free, Freezer, Fritz, Fronzi, Fumaça, Funny, Fuzzy.
G – Gaia, Gal, Galé, Galery, Gama, Ganges, Gans, Garbo, Gary, Gelet, Gelly,
Geny, Gessy, Ghandi, Giant, Gibi, Gim, Gina, Ginger, Gino, Gipsy, Glória,
Glory, Gold, Golf, Good, Gorbi, Goya, Grã, Grace, Gracy, Granada, Granito,
Grapa, Grécia, Greese, Greg, Greta, Grim, Gris, Guam, Guapo, Guaraná,
Guardião, Guerreiro, Guga, Gugu, Guia, Gunga, Guppy, Guy, Gypsy.
H – Hagar, Half, Hall, Halle, Hallen, Halley, Hamer, Hanna, Hanny, Hans,
Hanter, Haras, Harry, Hauster, Havana, Havin, Hawk, He-man, Hebe, Hector,
Heidy, Hellen, Hera, Herói, Hess, Hill, Hippo, Hobby, Hoffman, Holanda,
Holly, Honda, Honey, Hoppy, Hot, Hp, Hulk, Hurden, Hyde, Hydra.
I – Iago, Iará, Ian, Iankee, Ibsen, Ícaro, Ida, Igloo, Igor, Iko, Iman, Imola,
Império, Ina, Inca, Inga, Ingo, Ingrid, Ingris, Iolee, Iolly, Ion, Iong, Irã, Íris,
Irma, Isa, Ishtar, Isolda, Issis, Ita, Itália, Itapoã, Iury, Ivan, Ivo, Iza.
J – Jack, Jacuzzi, Jade, James, Jan, Jango, Jano, Jasmim, Jason, Jaspe, Jeff, Jennifer,
Jerry, Jessie, Jet, Jill, Jim, Jimmy, Jô, Job, Joca, Jocasta, Joe, Johnny, Jóia, Joice,
Jolly, Joy, Judy, Juju, Juliet, July, Juma, Jumbo, June, Júnior, Jup, Júpiter.
K – Kabar, Kabul, Kainee, Kaiser, Kako, Kate, Kath, Katita, Katy, Kauan, Kauê,
Kay, Keith, Kelly, Kibon, Kika, Kiki, Killer, Kim, Kimi, King, Kinkas, Kira, Kirk,
Kiss, Kissa, Kit, Kita, Klaus, Klodô, K9, Kojak, Koren, Krissa, Krull, Kurts.
L – Lad, Laddie, Lady, Laika, Laikon, Laila, Laisa, Lara, Lassie, Láster, Latino,
Lead, Leal, Leão, Leco, Leda, Ledy, Lee, Lena, Leo, Lex, Lica, Life, Light, Lila,
Lili, Lilika, Lince, Lincon, Linda, Ling, Link, Lion, Lip, Lira, Lis, Lisa, Lobo,
Loby, Lolita, Lorde, Love, Lótus, Lua, Luana, Luck, Luly, Luma, Luna, Lux.
M – Mac, Madona, Madelein, Maggie, Magnata, Magno, Magnum, Mago,
Maguila, Maike, Major, Malte, Malko, Malu, Maradona, Marajá, Marck,
Marduk, Marfim, Marilyn, Mash, Master, Maya, Meg, Mel, Melissa, Mero,
Merry, Michael, Mickey, Mig, Mila, Milk, Ming, Minie, Mirante, Mister,
Mogno, Money, Mozart, Mug, Must.
N – Naitê, Naja, Nakon, Nan, Nancy, Nando, Nany, Nasa, Nero, Netuno,
Nevada, Nevasca, Nick, Nico, Nicor, Nig, Niger, Night, Nik, Nikita, Nilo,
Nina, Ninon, Nip, Nita, Nix, Nixie, Noia, Nord, Nuno.
O – Oásis, Odessa, Odin, Ogum, Olav, Olimpo, Oliver, Ollaf, Olly, Olodum,
Oman, Omar, Onu, Ondina, Onix, Onko, Oriente, Origan, Orion, Orixá, Orly,
Oscar, Osíris, Oslo, Oster, Othon, Otto, Osborn, Ossie, Otelo, Orla.
P – Pablo, Pacífico, Paco, Pajé, Pakita, Pallas, Palma, Paloma, Pancho, Panda,
Pandora, Pantera, Panther, Panzer, Paola, Papito, Pat, Pet, Peter, Pig, Pit, Piloto,
Pinga, Pingo, Platão, Plutão, Polar, Poli, Pony, Preta, Prince, Proteu, Puff, Puma.

85
Q – Quant, Quando, Quanto, Quartz, Quase, Quebec, Queen, Quell, Quéops,
Quéron, Quess, Quest, Quetzal, Queza, Quik, Quilo, Quin, Quirk, Quincas,
Quinn.
R – Radon, Raíza, Rajá, Ralph, Rambo, Rany, Rebeca, Red, Rei, Reina, Remo,
Rômulo, Rex, Rhona, Rick, Riko, Rin-tin-tin, Rip, Ringo, Ring, Robin, Rocca,
Rocky, Rodes, Rolf, Rolly, Roma, Ronni, Rotten, Roy, Royal, Ruana, Rubi,
Rudolf, Ruffus, Rus, Rust.
S – Sabrina, Sacha, Saga, Sam, Samanta, Samba, Sandy, Sato, Saturno, Saur,
Scoll, Scotch, Seta, Shandy, Sharife, Sharp, She-há, Sheppy, Sheriff, Shiva, Shuster,
Sigma, Simba, Sirius, Sister, Sky, Sniff, Snip, Snook, Snoop, Sol, Sport, Spot,
Star, Steeve, Stop, Storm, Sultão, Sunny, Suzuki, Suzy.
T – Tábatha, Taffy, Tag, Talita, Tambor, Tâmisa, Tammy, Tanga, Tank, Tanka,
Taretta, Tarot, Tatanka, Tatuk, Taurus, Tay, Teco, Teddy, Temps, Thor, Thorak,
Ticket, Tequila, Tétis, Tico, Tiger, Tim, Titã, Toko, Tosca, Tom, Tunder, Trinit,
Topázio, Trovão, Tróia, Tulipa, Tupi, Tupã, Turquesa, Twist.
U – Ug, Ulang, Ulan, Ulf, Ulk, Ully, Una, Uno, Urba, Urby, Urko, Ursa, Ursula,
Ursus, Urucum, Uster, Utan, Uran, Urânio, Ultra, Uva.
V – Valente, Valete, Valeska, Van, Vasco, Vaskon, Vavá, Vedete, Veja, Velóz,
Veludo, Veneza, Vênus, Verena, Vésper, Vick, Vida, Vigor, Viking, Vina, Violeta,
Vitória, Vitty, Vivi, Volpy, Von, Vonk, Voodoo, Vulcan, Vulcano, Vusca.
W – Wald, Waleska, Wally, Wanda, War, Wave, Webster, West, Whale, Whisky,
White, Wilber, Wilfred, Will, Willer, Willy, Windson, Wine, Wolf, Woody.
X – Xá, Xaika, Xama, Xan, Xana, Xangai, Xavante, Xaya, Xeik, Xenia, Xeno,
Xeny, Xereta, Xerife, Xiang, Xica, Xingu, Xispa, Xodó, Xote, Xuky, Xula,
Xuxa.
Y – Yaco, Yagan, Yago, Yan, Yana, Yang, Yanka, Yanko, Yanno, Yyet, Yet,
Ygor, Yingo, Yoko, Yokon, Yoly, Yone, Yul, Yuma, Yuna, Yuri.
Z – Zabelê, Zacca, Zaira, Zaire, Zambi, Zangado, Zangão, Zanka, Zanko,
Zany, Zar, Zara, Zazá, Zelda, Zen, Zero, Zetti, Zeus, Zico, Zip, Zoop, Zooster,
Zorba, Zorro, Zulag, Zulu, Zump, Zup, Zuzu.

86
Relação de clubes e associações*
REGIÃO 1
AMAZONAS KENNEL CLUBE – Marilene Oliveira Silva (pres.)
R. Monte Castelo, 583-A – Japinlândia – Manaus – AM – CEP 69078-510
Tel.: (92) 611-1601

CLUBE DO ROTTWEILER DA BAHIA – Raimundo Carlos S. Correa (pres.)


R. Antonio S. Coelho, 19 – J. Armação – Salvador – BA – CEP 41750-040

CLUBE PARAENSE DO DOGUE ALEMÃO – Silvia Rufino (pres.)


Av. Comandante Brás de Aguiar, 723 – Nazaré – Belém – PA – CEP 66035-000

FORTALEZA KENNEL CLUBE – José Alberto Braz Thiers (pres.)


Av. Dom Luís, 685/106 – Aldeota – Fortaleza – CE – CEP 60160-230
Tel.: (85) 239-2915 – Fax: 261-7351

KENNEL CLUBE DA BAHIA – Celso Martins Carneiro (pres.)


R. Antonio da S. Coelho, 19 – J. Armação – Salvador – BA – CEP 41750-040
Tel./fax: (71) 362-3159

KENNEL CLUBE DE RORAIMA – Eurico Ferreira Lima Neto (pres.)


Av. Benjamin Constant, 497-E – Centro – Boa Vista – RR – CEP 69301-021
Tel.: (95) 224-2255 – Fax: 224-2196

KENNEL CLUBE DE SERGIPE – José Roberto Morais Maia (pres.)


Av. Hermes Fontes, 1070 – Grageru – Aracaju – SE – CEP 49050-000
Tel./fax: (79) 224-7780

KENNEL CLUBE DO ESTADO DA PARAÍBA – Vilenia Toscano Cunha (pres.)


Caixa Postal 1135 – João Pessoa – PB – CEP 58001-970
Tel.: (83) 224-6634

KENNEL CLUBE DO ESTADO DE ALAGOAS – Davis Menezes M. Talberg


(pres.)
Av. Siqueira Campos, 1295 – Trap. da Barra – Maceió – AL – CEP 57010-001
Tel.: (82) 223-5760 – Fax: 223-7485

KENNEL CLUBE DO ESTADO DE PERNAMBUCO – Silvio José A. França (pres.)


R. do Príncipe, 732 – Recife – PE – CEP 50050-040
Tel.: (81) 222-5191

* Estes telefones estão atualizados, mas se houver outras modificações consultar


endereço na internet: www.cbkc.com.br.

87
KENNEL CLUBE DO ESTADO DE RONDÔNIA – Luis Carlos B. Brandão (pres.)
Av. Jorge Teixeira, 611 – Porto Velho – RO – CEP 78915-160
Tel.: (69) 221-7138 – Fax: 221-4675

KENNEL CLUBE DO ESTADO DO MARANHÃO – João José Marão Neto (pres.)


R. Daniel de la Touche, 999/s. 55 – Comama – São Luiz – MA – CEP 66068-022
Tel.: (98) 236-0248

KENNEL CLUBE DO ESTADO DO PARÁ – Felipe Xacur Baeza (pres.)


Av. Almirante Barroso, 5386 – Souza – Belém – PA – CEP 66610-000
Tel./fax: (91) 243-1956

KENNEL CLUBE DO ESTADO DO PIAUÍ – Ajuricaba Soares do Rêgo Filho


(pres.)
R. Gov. Arthur de Vasconcelos, 150 /s. 6 – Norte – Teresina – PI – CEP 64000-450
Tel./fax: (86) 221-6338

KENNEL CLUBE NORTE-RIOGRANDENSE – José Maurício A. Medeiros (pres.)


Av. Hermes da Fonseca, 590 – Tirol – Natal – RN – CEP 59020-000
Tel.: (84) 222-1874/222-2899/211-3400 – Fax: 221-5574

MACAPÁ KENNEL CLUBE – Edla Pinheiro Ribeiro (pres.)


Av. José Antonio Siqueira, 971 – Macapá – AP – CEP 68908-040
Tel./fax: (96) 222-0036 / 224-2630 – Fax: 223-7593

TOCANTINS KENNEL CLUBE – Paulo Marinho (pres.)


ARSE 33 QIG, Al. 06, Lote 07 – Palmas – TO – CEP 77120-020
Tel./fax: (63) 213-1247 – Fax: 213-1892

REGIÃO 2
DOBERMANN CLUBE DE GOIÁS – Maria Elisa Rizzini (pres.)
Al. Ricardo Paranhos, 140 – Setor Marista – Goiânia – GO – CEP 74175-020
Tel.: (62) 281-3707

FEDERAÇÃO MINEIRA DE CINOFILIA – Fernando Antônio Bretas Viana (pres.)


R. Serra Negra, 2003 – A – S. André – Belo Horizonte – MG – CEP 31230-220
Tel./fax: (31) 411-1251

KENNEL CLUBE CAPIXABA – José Altair Azevedo de Morais (pres.)


Av. N. S. dos Navegantes, 1801/s.705 – Torre Leste – Ed. Victória Office Tower
Enseada do Sul – Vitória – ES – CEP 29055-130
Tel.: (27) 329-3355 – Fax: (27) 227-8394

KENNEL CLUBE DA GRANDE BELO HORIZONTE


R. Japão, 413 – Barroca – Belo Horizonte – MG – CEP 30430-420
Tel.: (31) 332-9580

88
KENNEL CLUBE DE BRASÍLIA – Ana Maria Dona Dalle Rose (pres.)
SRTVN, Qd. 702/Bl. P/S. 1102 – Ed. Radio Center – Brasília – DF – CEP 70719-900
Tel.: (61) 328-1081 – Fax: 328-2064

SOCIEDADE BRASILEIRA CÃES PASTORES ALEMÃES – Francisco S. Carvalho


(pres.)
Lote no 04, Áreas Isoladas Sul – ERS/EI – CEP 70610-070
Tel.: (61) 245-4633

KENNEL CLUBE DE DIVINÓPOLIS – Eliane Mirian de Andrade Guimarães


(pres.)
Av. Sete de Setembro, 1430 – Divinópolis – MG – CEP 35500-010
Tel./fax: (37) 212-2244 / 212- 2402

KENNEL CLUBE DE DOURADOS – Flávio Ferreira Lacerda (pres.)


Av. Weimar Gonçalves Torres, 1943 – Centro – Dourados – MS – CEP 79800-021
Tel./fax: (67) 422-6980

KENNEL CLUBE DE GOIÁS – Maria Elisa Rizzini (pres.)


Al. Ricardo Paranhos, 140/Lj. 1 – S. Marista – Goiânia – GO – CEP 74175-020
Tel./fax: (62) 281-3707

KENNEL CLUBE DO TRIÂNGULO – Milton Augusto Zonno (pres.)


R. Nordal Gonçalves de Melo, 822/ Lj.- 2 – Uberlândia – MG – CEP 38408-218
Tel./fax: (34) 236-9312

KENNEL CLUBE MATO GROSSO DO SUL – Maria Lucia Heyden de Souza (pres.)
Av. Américo Carlos da Costa, 320 – Campo Grande – MS – CEP 79080-170
Tel.: (67) 742-4766

KENNEL CLUBE NORTE DE MINAS – Affonso Lopes de Aguiar Junior (pres.)


R. Reginaldo Ribeiro, 169 – Centro – Montes Claros – MG – CEP 39400-113
Tel.: (38) 222-1487 – Fax: 221-1292 / 222-3421

LIMA DUARTE KENNEL CLUBE – Elisa Maria Meira V. Lopes de Castro (pres.)
R. Principal, 230 – S. Domingos da Bocaina – Lima Duarte – MG – CEP 36142-000

MANCHESTER KENNEL CLUBE – Denis Nogueira Pinto (pres.)


R. Batista de Oliveira, 189/sala 211 – Juiz de Fora – MG – CEP 36013-300
Tel.: (32) 215-5714

MATO GROSSO KENNEL CLUBE – Luiz Cabral Costa (pres.)


Av. Castro Alves, 247 – Jardim Santa Isabel – Cuiabá – MT – CEP 78035-100
Tel./fax: (65) 322-1260 / 981-9760

VARGINHA KENNEL CLUBE – Sebastião Guimarães da Silva Filho (pres.)


Av. Benjamin Constant, 1000/sala 102 – B. de Fátima – Varginha – MG –
CEP 37010-000
Tel./fax: (35) 221-6824

89
REGIÃO 3
BRASIL KENNEL CLUBE
R. Debret, 23 /103 – 105 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20030-080
Tel.: (21) 240-0379 – Fax: 240-5629

CLUBE DO COCKER SPANIEL INGLÊS RJ – Zenir Petersen Bittencourt (pres.)


R. Francisca Vidal, 163 – Pilares – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20750-060
Tel.: (21) 577-2626

CLUBE DO LHASA APSO – Fátima Regina Ward Moura (pres.)


R. Barão de Mesquita, 643/5 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20540-002
Tel.: (21) 571-7787

CLUBE YORKSHIRE TERRIER – Ítalo da Costa Joia (pres.)


R. Dr. Pereira dos Santos, 35/s. 909 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20520-170
Tel.: (21) 268-8943

DACHSHUND CLUBE DO RIO DE JANEIRO – Andréa Blumen (pres.)


R. Souza Franco, 386/2o andar – V. Isabel – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20551-120
Tel.: (21) 571-8050 – Tel./fax: 278-3122

FEDERAÇÃO CINOLÓGICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO –


Celma Bandeira de Mello Jóia (pres.)
R. Barão de Mesquita, 643/C. 5 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20540-002
Tel.: (21) 571-7787 – Fax: 278-3319

KENNEL CLUBE DA REGIÃO DOS LAGOS – Elizabeth Farias S. Borges (pres.)


Caixa Postal: 111423 – Centro – Cabo Frio – RJ – CEP 28901-970
Tel.: (24) 645-4835 – Fax: 645-4182

KENNEL CLUBE DE CAMPOS – Ricardo Ferreira Pessanha (pres.)


Praça Edgard Nunes Machado, n° 1 – Campos – RJ – CEP 28.050-410
Tel.: (24) 723-1249 – Fax: 733-0488

KENNEL CLUBE FLUMINENSE – Luiz Carlos Rodrigues Silva (pres.)


R. Tiradentes, 33 – Ingá – Niterói – RJ – CEP 24210-510
Tel.: (21) 6719-0567

NOVO RIO KENNEL CLUBE – Marco Antônio Watzl de Faria Lima (pres.)
Av. Pres. Vargas, 633, salas 1903/1904 – Centro – R. de Janeiro – RJ – CEP 20071-004
Tel.: (21) 232-0520 – Fax: 224-8262

PETRÓPOLIS KENNEL CLUBE – Laura Porto Moitinho Filha (pres.)


Trav. Ver. Prud. Aguiar, 38/115 – Centro – Petrópolis – RJ – CEP 25620-090
Tel./fax: (24) 242-6623

ROTTWEILER CLUBE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Yero A. Vieira (pres.)


R. Barão de Bom Retiro, 2197 – Grajaú – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20540-340
Tel./fax: (21) 577-8117

90
SIBERIAN HUSKY CLUB – Jaqueline Baltazar Haig (pres.)
R. Dulcídio Gonçalves, 584 – Teresópolis – RJ – CEP 25960-060
Tel.: (21) 642-4991

SOCIEDADE ESTADUAL DO FILA BRASILEIRO – José Mauro Gomes Ferreira


(pres.)
R. Castro de Menezes, 328 – Rio de Janeiro – RJ – CEP 21211-250
Tel.: (21) 485-1362

SUL FLUMINENSE KENNEL CLUBE – Lidiane Gouvea M. Teixeira (pres.)


R. Bouganville, 71 – Village Sul – Volta Redonda – RJ – CEP 27256-690
Tel./fax: (24) 343-0706

TERESÓPOLIS KENNEL CLUBE – Luiz Carlos Kelly Cabral (pres.)


R. Duque de Caxias, 190/202 – Várzea – Teresópolis – RJ – CEP 25950-000
Tel.: (21) 742-7446

REGIÃO 4
ASSIS KENNEL CLUBE – Durval Antônio Guerra Valente (pres.)
R. Sebastião da Silva Leite, 673 – Centro – Assis – SP – CEP 19800-000
Tel.: (14) 5561-6234 / (18) 975-3098

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DO ROTTWEILER – José Francisco Rodrigues (pres.)


Av. Pereira da Silva, 797 – Santa Rosália – Sorocaba – SP – CEP 18095-340
Tel./fax: (15) 233-0815

BAURU KENNEL CLUBE – Eduardo Satiro Prodo (pres.)


R. Batista de Carvalho, 1-23 – Centro – Bauru – SP – CEP 17010-001
Tel.: (14) 222-7437

CAMPINAS KENNEL CLUBE – Joaquim da Silva Lima (pres.)


R. Regente Feijó, 712/3o andar/Cj. 2 – Centro – Campinas – SP – CEP 13013-051
Tel./fax: (19) 234-9293

CLUBE DO DACHSHUND DO ESTADO DE SÃO PAULO – José Martinho Filho


(pres.)
R. Doralisa, 284 – Vila Carrão – São Paulo – SP – CEP 03425-000
Tel./fax: (11) 295-1407

CLUBE DO FOX PAULISTINHA – Marina Vicari Lerario (pres.)


R. Dr. Lopes de Almeida, 87 – São Paulo – SP – CEP 04120-070
Tel.: (11) 571-6776 – Fax: 549-0054

CLUBE DO HUSKY SIBERIANO DE SÃO PAULO – Joni Luiz Petrovich (pres.)


R. Padre Meliton Viguera Penillos, 107 – V. Leopoldina – S. Paulo – SP –
CEP 05305-070
Tel./fax: (11) 260-6576

91
CLUBE PAULISTA DO AKITA – Anita Cardoso Soares (pres.)
R. Martinica, 49 – Jardim América – São Paulo – SP – CEP 01436-030
Tel.: (11) 883-4596

CLUBE PAULISTANO DE CINOFILIA – Renato Luiz Paduano (pres.)


Al. dos Aicás, 1501 – Moema – São Paulo – SP – CEP 0 4086-003
Tel.: (11) 530-2994

COLLIE CLUBE PAULISTA – Antônio Costa Dalle Piagge (pres.)


R. Rodovalho Junior, 245 – Penha – São Paulo – SP – CEP 03605 – 000
Tel.: (11) 295-1882 / Fax: 814-1569 /5581-7692

DALMATA CLUBE DO ESTADO DE SÃO PAULO – Aurora Maria Ricciluca (pres.)


R. Canadá, 94 – Jardim América – São Paulo – SP – CEP 01436-000
Tel.:(11) 852-3793

DOBERMANN CLUBE DE SÃO PAULO – Claudio de Almeida (pres.)


R. Cancioneiro Popular, 499 – Brooklin – São Paulo – SP – CEP 04710-001
Tel.: (11) 241-1165 – Fax: 543-5084

FEDERAÇÃO CINOLÓGICA PAULISTA – José Eduardo L. Vieira Barsotini (pres.)


Av. Washington Luiz, 620 – Esp. Santo do Pinhal – SP – CEP 13990-000
Tel.: (19) 651-3787 – Fax: 651-3662

JUNDIAÍ KENNEL CLUBE – Carlos Augusto de O. Fagundes (pres.)


R. Prudente de Moraes, 1536 – Centro – Jundiaí – SP – CEP 13201-340
Tel.: (11) 434-0453 / Tel./fax: 434-9677

KENNEL CLUBE CAMPINEIRO – Vladimir Jansen (pres.)


R. Antonio Cesarino, 345 – Bosque – Campinas – SP – CEP 13015-290
Tel./fax: (19) 231-1998

KENNEL CLUBE CIDADE DE AVARÉ – Carmen Eliana Joia da Fonseca (pres.)


R. São Paulo, 1368 – Cx. Postal 82 – Centro – Avaré – SP – CEP 18700-970
Tel./fax: (14) 722-0196 – Fax: 722-1404

KENNEL CLUBE DA BAIXADA SANTISTA – Silvio Campos Gollegã (pres.)


R. Paraguassu, 8 – Boqueirão – Santos – SP – CEP 11050-020
Tel.: (13) 233-9237

KENNEL CLUBE DE ARAÇATUBA – Horaldo Serra (pres.)


R. Judith Marchareti, 1235 – Araçatuba – SP – CEP 16040-090
Tel./fax: (18) 623-7946

KENNEL CLUBE DE SOROCABA – Cleide Almeida Lima (pres.)


Av. Pereira da Silva, 797 – Jardim Stª. Rosália – Sorocaba – SP – CEP 18095-340
Tel./fax: (15) 232-9706/233-0815

92
KENNEL CLUBE DO ABC – Silvia Regis Canzian (pres.)
R. Juquiá, 153 – Rudge Ramos – São Bernardo do Campo – SP – CEP 09740-420
Tel.: (11) 457-2067 – Fax: 457-2055

KENNEL CLUBE ITAPETININGA – Sônia das Graças Lauriano Bloes (pres.)


R. Jorge Cardoso, 400 – Jardim América – Itapetininga – SP – CEP 18200-000
Tel./fax: (15) 271-2309

KENNEL CLUBE RIBEIRÃO PRETO


R. Amer. Brasiliense, 284/1o andar/sala 11 – Ribeirão Preto – SP – CEP 14015-050
Tel./fax: (16) 610-0572

KENNEL CLUBE SÃO PAULO – Shirley Atalla (pres.)


R. Cancioneiro Popular, 499 – Brooklin – São Paulo- SP – CEP 04710-001
Tel.: (11) 259-0044 – 257-3489 – 257-8484 – Fax: 543-5084

KENNEL VALE CLUBE


Av. das Tulipas, 97 – Jardim Motorama – São José dos Campos – SP –
CEP 12224-290 –Tel./fax: (12) 329-6932

MARÍLIA KENNEL CLUBE – Alexandre Kobayashi (pres.)


R. Piratininga, 278 – Marília – SP – CEP 17504-310 – Tel./fax: (14) 456-1139

PIRACICABA KENNEL CLUBE – Irene Santos lordello (pres.)


Caixa Postal, 1228 – Piracicaba – SP – CEP 13414-970
Tel./fax: (19) 421-8129

POODLE CLUBE PAULISTA – Maria Glória Espejo Romero (pres.)


R. Ministro Guimarães, 312 – Morumbi – SP – CEP 05750-310
Tel.: (11) 843-0682

RIO PRETO KENNEL CLUBE – Mauricio Sussumu Okasawara (pres.)


R. Dezenove de Julho, 345 – V. Aurora – S. J. Rio Preto – SP – CEP 15014-360
Tel./fax: (17) 235-1502

SOCIEDADE PAULISTA DO BOXER – Regina Colonéri (pres.)


Estrada Bela Vista, 739 – Embu – SP – CEP 06805-120
Tel./fax: (11) 494-2132

SOCIEDADE PAULISTA FILA BRASILEIRO – Sebastião Pires Vicente (pres.)


R. Pedro da Costa Faleiro, 290 – P. Fig. Grande – São Paulo – SP – CEP 04915-020
Tel./fax: (11) 418-6605

YORKSHIRE TERRIER CLUBE PAULISTA – Cesar Gerardo Moscoso Caso (pres.)


Av. Amadeu Ribeiro, 258 – Jundiaí – SP – CEP 13208-060
Tel.: (11) 7335-0391

93
REGIÃO 5
BOXER CLUBE DO RIO GRANDE DO SUL – Olga Elsa Carboni Roman (pres.)
R. Múcio Teixeira, 724 – Menino Deus – Porto Alegre – RS – CEP 90150-090
Tel.: (51) 233-6035

CLUBE GAÚCHO DO HUSKY SIBERIANO – Fabrício Renato Minúscoli (pres.)


R. Guilherme Morsch, 233/603 – Centro – Canoas – RS – CEP 92310-080
Tel.: (51) 472-4319 – Fax: 472-2527

CLUBE GAÚCHO DO WHIPPET – Carlos Lafaiete Bacelar (pres.)


R. Múcio Teixeira, 724 – Menino Deus – Porto Alegre – RS – CEP 90150-090
Tel.: (51) 233-6035 – Fax: 233-1027

CLUBE PARANAENSE DO FILA BRASILEIRO – Marisa Kanap (pres.)


R. Alfredo Barcik, 9 – Solitude – B. do Cajuru – Curitiba – PR – CEP 82960-830
Tel.: (41) 224-3136

CLUBE SUL-RIOGRANDENSE DO FILA BRASILEIRO –


Silvio Dionisio Ouriques (pres.)
R. Tapajós, 149 – Passo D’Areia – Porto Alegre – RS – CEP 91040-410
Tel.: (51) 341-7656

FEDERAÇÃO CATARINENSE DE CINOFILIA – Daniel Ceres Rubio (pres.)


R. Felipe Schimidt, 291/sala 902 – Florianópolis – SC – CEP 88000-010
Tel.: (47) 344-2938

FEDERAÇÃO CINOLÓGICA DO RIO GRANDE DO SUL – Leyla Hias Norte


Rebelo (pres.)
R. Múcio Teixeira, 724 – Menino Deus – Porto Alegre – RS – CEP 90150-090
Tel.: (51) 249-9189 – Fax: 233-1027

FEDERAÇÃO PARANAENSE DE CINOFILIA – Shozo Sugawara (pres.)


R. Eduardo Sprada, 32 – Seminário – Curitiba – PR – CEP 81220-000
Tel.: (41) 242-90700

FOZ DO IGUAÇU KENNEL – Luiz Otavio Nóvoc Cavalcante (pres.)


R. Almirante Barroso, 1445 – Centro – Foz do Iguaçu – PR – CEP 85851-010
Tel.: (45) 574-1167

GUAÍBA KENNEL CLUBE – Hélio Maciel Castro (pres.)


R. Germano Petersen Junior, 574 – Auxiliadora – Porto Alegre – RS –
CEP 90540-140 – Tel.: (51) 343-8110

KENNEL CLUBE DA GRANDE CURITIBA – João Ihor Huczok (pres.)


Av. Sete de Setembro, 3146/SH 7/loja 42 – Centro – Curitiba – PR –
CEP 80230-010
Tel./fax: (41) 232-5615

94
KENNEL CLUBE DE CANOINHAS – Simone Ballão Taques Wendt (pres.)
R. Getúlio Vargas, 1340 – Canoinhas – SC – CEP 89460-000
Tel.: (47) 622-1986

KENNEL CLUBE DE CAXIAS DO SUL – Helena Beatriz Muller (pres.)


Av. Julio de Castilhos, 2982 – S. Pelegrino – Caxias do Sul – RS – CEP 95010-002
Tel./fax: (54) 225-2567

KENNEL CLUBE DE FLORIANÓPOLIS – Luiz Nazareno dos Santos (pres.)


R. Fulvio Aducci, 656/sala 109 – Estreito – Florianópolis – SC – CEP 88075-000
Tel./fax: (48) 248-2397

KENNEL CLUBE DE ITAJAÍ – Marcos Albershein dos Santos (pres.)


R. Curt Hering, 95 – Barra do Rio – Itajaí – SC – CEP 88305-500
Tel.: (47) 344-1798

KENNEL CLUBE DE JOINVILLE – Pedro Wibbelt (pres.)


R. Lisboa, 281 – Floresta – Joinville – SC – CEP 89212-160
Tel./fax: (47) 426-0912

KENNEL CLUBE DE LONDRINA – Rodolfo Preto Júnior


Av. Inglaterra, 385/Shopping Q. Sul – loja 20 – Londrina – PR – CEP 86046-430
Tel.: (43) 330-1415

KENNEL CLUBE DE PARANAGUÁ – José Martins Rodrigues Filho (pres.)


R. José Gomes, 939 – Palmital – Paranaguá – PR – CEP 83203-150
Tel.: (41) 423-7020

KENNEL CLUBE DE SANTA CATARINA – Edgar Cardoso (pres.)


R. Mal. Floriano Peixoto, 702 – Indaial – SC – CEP 89130-000
Tel./fax: (47) 333-1788

KENNEL CLUBE DO OESTE CATARINENSE – Saulo Rosa (pres.)


Av. Nicácio Portela Diniz, 470 D – Chapecó – SC – CEP 89807-080
Tel.: (49)723-0209 / 722 2824

KENNEL CLUBE DO RIO GRANDE DO SUL – Fábio de Souza Paiva (pres.)


R. Múcio Teixeira, 724 – Menino Deus – Porto Alegre – RS – CEP 90150-090
Tel.: (51) 233-6035

LAGES KENNEL CLUBE – Silvana Aparecida Maia Granzotto (pres.)


R. Visconde de Taunay, 54 – Bairro Universitário – Lages – SC – CEP 88509-410
Tel.: (49) 223-3669

LIVRAMENTO KENNEL CLUBE – Margarita Gomez O. de Pizzorno (pres.)


R. Clem. Tanajura Guimarães, 107 – Fluminense – S. do Livramento – RS –
CEP 97574-420
Tel.: (55) 242-3573

95
MARINGÁ KENNEL CLUBE – Antonio Carlos do Nascimento (pres.)
Caixa Postal 1773 – Maringá – PR – CEP 87001-970
Tel.: (44) 224-7276

PRINCESA DO SUL KENNEL CLUBE – Ione Moraes Soares Bosone (pres.)


Av. Duque de Caxias, 697 – Fragata – Pelotas – RS – CEP 96030-001
Tel.: (53) 221-1414

RIO GRANDE/CASSINO KENNEL CLUBE – Milton José R. de Almeida Filho (pres.)


R. Henrique Buhle, 624 – Cassino – Rio Grande – RS – CEP 96205-100
Tel.: (53) 931-6601 – Fax: 236-1380

SANTA MARIA KENNEL CLUBE – Antônio Jorge Breun de Albuquerque (pres.)


R. Guilherme Cassel, 67 – N.Sra. das Dores – Santa Maria – RS – CEP 97050-270
Tel.: (55) 221-3388/227-1485

SOCIEDADE GAÚCHA CÃES DE CAÇA – Eduardo Camilo Faccin (pres.)


R. Múcio Teixeira, 724 – Menino Deus – Porto Alegre – RS – CEP 90150-090
Tel.: (51) 233-6035

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O amor, o respeito e os cuidados dispensa-
dos aos cães precisam se basear no conheci-
mento da natureza e das necessidades deles,
bem como das técnicas atualmente disponíveis
para a melhoria da qualidade de vida.
O autor, médico veterinário, criador, ex-di-
retor de exposições caninas e, sobretudo, um
apaixonado por cães fornece, neste livro, infor-
mações básicas indispensáveis para o criador –
seja ele o dono de um único filhote, seja alguém
que pretende montar um canil de criação.
Orientações sobre a escolha da raça e das
matrizes e sobre a documentação necessária
para o registro do canil e das ninhadas, dicas
sobre a construção e manutenção do canil, cui-
dados com a alimentação e com os filhotes for-
necem elementos-chave para iniciar uma cria-
ção de cães bem-sucedida, beneficiando os cães
e seus donos.

Eduardo de Souza Teixeira é formado em Medicina


Veterinária pela Unimar, Marília–SP, e pós-graduado
pela mesma instituição. Desde 1991 é proprietário do
Canil Alta Paulista.

ISBN 85-213-1133-8

9 788521 311331