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PÓS-GRADUAÇÃO DE DIREITO CONSTITUCIONAL

MÓDULO DIREITO CONSTITUCIONAL APLICADO

Professor: Ricardo Victalino de Oliveira

1. Material pré-aula

a. Tema

Federação brasileira.

b. Noções Gerais

Sobre este tema, destacam-se os seguintes pontos:


• Organização do Estado
• Sistemas de governo; formas de governo; formas de Estado
• Língua oficial e símbolos da República
• Vedação entre os entes federativos
• Os entes federativos brasileiros
• Criação de novos Estados
• Criação de novos Municípios
• União
• Estados-Membros
• Municípios
• Distrito Federal
• Modelos de repartição de competências
• Intervenção

c. Legislação

Constituição Federal – artigos 1º; 18; 60 §4º, I.

d. Julgados/Informativos

(íntegra dos respectivos acórdãos em:


http://stf.jus.br/portal/inteiroTeor/pesquisarInteiroTeor.asp -
informar apenas o número do processo sem ponto ou dígito
verificador e serão listadas as classes relacionadas ao número)

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"A questão do federalismo no sistema constitucional brasileiro – O
surgimento da ideia federalista no Império – O modelo federal e a
pluralidade de ordens jurídicas (ordem jurídica total e ordens jurídicas
parciais) – A repartição constitucional de competências: poderes
enumerados (explícitos ou implícitos) e poderes residuais." (ADI
2.995, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 13-12-
2006, Plenário, DJ de 28-9-2007.) No mesmo sentido: ADI
3.189, ADI 3.293 e ADI 3.148, Rel. Min. Celso de Mello,
julgamento em 13-12-2006, Plenário, DJ de 28-9-2007.

“O instituto da intervenção federal, consagrado por todas as


Constituições republicanas, representa um elemento fundamental na
própria formulação da doutrina do federalismo, que dele não pode
prescindir – inobstante a expecionalidade de sua aplicação –, para
efeito de preservação da intangibilidade do vínculo federativo, da
unidade do Estado Federal e da integridade territorial das unidades
federadas. A invasão territorial de um Estado por outro constitui um
dos pressupostos de admissibilidade da intervenção federal. O
Presidente da República, nesse particular contexto, ao lançar mão da
extraordinária prerrogativa que lhe defere a ordem constitucional,
age mediante estrita avaliação discricionária da situação que se lhe
apresenta, que se submete ao seu exclusivo juízo político, e que se
revela, por isso mesmo, insuscetível de subordinação à vontade do
Poder Judiciário, ou de qualquer outra instituição estatal. Inexistindo,
desse modo, direito do Estado impetrante à decretação, pelo chefe do
Poder Executivo da União, de intervenção federal, não se pode inferir,
da abstenção presidencial quanto à concretização dessa medida,
qualquer situação de lesão jurídica passível de correção pela via do
mandado de segurança.” (MS 21.041, Rel. Min. Celso de Mello,
julgamento em 12-6-1991, Plenário, DJ de 13-3-1992.)

Previdência social (CF, art. 40, § 13, cf. EC 20/1998): submissão dos
ocupantes exclusivamente de cargos em comissão, assim como os de
outro cargo temporário ou de emprego público ao regime geral da
previdência social: arguição de inconstitucionalidade do preceito por
tendente a abolir a ‘forma federativa do Estado’ (CF, art. 60, § 4º, I):
improcedência. A ‘forma federativa de Estado’ – elevado a princípio
intangível por todas as Constituições da República – não pode ser
conceituada a partir de um modelo ideal e apriorístico de Federação,
mas, sim, daquele que o constituinte originário concretamente adotou
e, como o adotou, erigiu em limite material imposto às futuras
emendas à Constituição; de resto as limitações materiais ao poder
constituinte de reforma, que o art. 60, § 4º, da Lei Fundamental

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enumera, não significam a intangibilidade literal da respectiva
disciplina na Constituição originária, mas apenas a proteção do núcleo
essencial dos princípios e institutos cuja preservação nelas se
protege. À vista do modelo ainda acentuadamente centralizado do
federalismo adotado pela versão originária da Constituição de 1988, o
preceito questionado da EC 20/1998 nem tende a aboli-lo, nem
sequer a afetá-lo. Já assentou o Tribunal (MS 23.047-MC, Pertence),
que no novo art. 40 e seus parágrafos da Constituição (cf. EC
20/1998), nela, pouco inovou ‘sob a perspectiva da Federação, a
explicitação de que aos servidores efetivos dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, ‘é assegurado regime de previdência de
caráter contributivo, observados critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial’, assim como as normas relativas às respectivas
aposentadorias e pensões, objeto dos seus numerosos parágrafos:
afinal, toda a disciplina constitucional originária do regime dos
servidores públicos – inclusive a do seu regime previdenciário – já
abrangia os três níveis da organização federativa, impondo-se à
observância de todas as unidades federadas, ainda quando – com
base no art. 149, parágrafo único – que a proposta não altera –
organizem sistema previdenciário próprio para os seus servidores’:
análise da evolução do tema, do texto constitucional de 1988,
passando pela EC 3/1993, até a recente reforma previdenciária. A
matéria da disposição discutida é previdenciária e, por sua natureza,
comporta norma geral de âmbito nacional de validade, que à União se
facultava editar, sem prejuízo da legislação estadual suplementar ou
plena, na falta de lei federal (CF 88, arts. 24, XII, e 40, § 2º): se já o
podia ter feito a lei federal, com base nos preceitos recordados do
texto constitucional originário, obviamente não afeta ou, menos
ainda, tende a abolir a autonomia dos Estados-membros que assim
agora tenha prescrito diretamente a norma constitucional sobrevinda.
É da jurisprudência do Supremo Tribunal que o princípio da
imunidade tributária recíproca (CF, art. 150, VI, a) – ainda que se
discuta a sua aplicabilidade a outros tributos, que não os impostos –
não pode ser invocado na hipótese de contribuições previdenciárias. A
autoaplicabilidade do novo art. 40, § 13 é questão estranha à
constitucionalidade do preceito e, portanto, ao âmbito próprio da
ação direta." (ADI 2.024, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
julgamento em 3-5-2007, Plenário, DJ de 22-6-2007.)

“Cabe salientar que a mútua cooperação entre organismos policiais, o


intercâmbio de informações, o fornecimento recíproco de dados
investigatórios e a assistência técnica entre a Polícia Federal e as
polícias estaduais, com o propósito comum de viabilizar a mais

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completa apuração de fatos delituosos gravíssimos, notadamente
naqueles casos em que se alega o envolvimento de policiais militares
na formação de grupos de extermínio, encontram fundamento,
segundo penso, no próprio modelo constitucional de federalismo
cooperativo (RHC 116.000/GO, rel. min. Celso de Mello), cuja
institucionalização surge, em caráter inovador, no plano de nosso
ordenamento constitucional positivo, na CF de 1934, que se afastou
da fórmula do federalismo dualista inaugurada pela Constituição
republicana de 1891, que impunha, por efeito da outorga de
competências estanques, rígida separação entre as atribuições
federais e estaduais.” (RHC 116.002, rel. min. Celso de Mello,
julgamento em 12-3-2014, decisão monocrática, DJE de 17-3-2014.)

“A Constituição Federal conferiu ênfase à autonomia municipal ao


mencionar os Municípios como integrantes do sistema federativo (art.
1º da CF/1988) e ao fixá-la junto com os Estados e o Distrito Federal
(art. 18 da CF/1988). A essência da autonomia municipal contém
primordialmente (i) autoadministração, que implica capacidade
decisória quanto aos interesses locais, sem delegação ou aprovação
hierárquica; e (ii) autogoverno, que determina a eleição do chefe do
Poder Executivo e dos representantes no Legislativo. O interesse
comum e a compulsoriedade da integração metropolitana não são
incompatíveis com a autonomia municipal. O mencionado interesse
comum não é comum apenas aos Municípios envolvidos, mas ao
Estado e aos Municípios do agrupamento urbano.” (ADI 1.842, rel.
min. Gilmar Mendes, julgamento em 6-3-2013, Plenário, DJE de 16-
9-2013.)

“Na espécie, cuida-se da autonomia do Estado, base do princípio


federativo amparado pela Constituição, inclusive como cláusula
pétrea (art. 60, § 4º, I). Na forma da jurisprudência desta Corte, se a
majoração da despesa pública estadual ou municipal, com a
retribuição dos seus servidores, fica submetida a procedimentos,
índices ou atos administrativos de natureza federal, a ofensa à
autonomia do ente federado está configurada (RE 145.018/RJ, Rel.
Min. Moreira Alves; Rp 1426/RS, Rel. Min. Néri da Silveira; AO
258/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão, entre outros)." (ADPF 33-MC, voto
do Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 29-10-2003, Segunda
Turma, DJ de 6-8-2004.)

"Ação direta de inconstitucionalidade: seu cabimento – sedimentado


na jurisprudência do Tribunal – para questionar a compatibilidade de

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emenda constitucional com os limites formais ou materiais impostos
pela Constituição ao poder constituinte derivado: precedentes.
Previdência social (CF, art. 40, § 13, cf. EC 20/1998): submissão dos
ocupantes exclusivamente de cargos em comissão, assim como os de
outro cargo temporário ou de emprego público ao regime geral da
previdência social: arguição de inconstitucionalidade do preceito por
tendente a abolir a ‘forma federativa do Estado’ (CF, art. 60, § 4º, I):
improcedência. A ‘forma federativa de Estado’ – elevado a princípio
intangível por todas as Constituições da República – não pode ser
conceituada a partir de um modelo ideal e apriorístico de Federação,
mas, sim, daquele que o constituinte originário concretamente adotou
e, como o adotou, erigiu em limite material imposto às futuras
emendas à Constituição; de resto as limitações materiais ao poder
constituinte de reforma, que o art. 60, § 4º, da Lei Fundamental
enumera, não significam a intangibilidade literal da respectiva
disciplina na Constituição originária, mas apenas a proteção do núcleo
essencial dos princípios e institutos cuja preservação nelas se
protege. À vista do modelo ainda acentuadamente centralizado do
federalismo adotado pela versão originária da Constituição de 1988, o
preceito questionado da EC 20/1998 nem tende a aboli-lo, nem
sequer a afetá-lo. Já assentou o Tribunal (MS 23.047-MC, Pertence),
que no novo art. 40 e seus parágrafos da Constituição (cf. EC
20/1998), nela, pouco inovou ‘sob a perspectiva da Federação, a
explicitação de que aos servidores efetivos dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, ‘é assegurado regime de previdência de
caráter contributivo, observados critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial’, assim como as normas relativas às respectivas
aposentadorias e pensões, objeto dos seus numerosos parágrafos:
afinal, toda a disciplina constitucional originária do regime dos
servidores públicos – inclusive a do seu regime previdenciário – já
abrangia os três níveis da organização federativa, impondo-se à
observância de todas as unidades federadas, ainda quando – com
base no art. 149, parágrafo único – que a proposta não altera –
organizem sistema previdenciário próprio para os seus servidores’:
análise da evolução do tema, do texto constitucional de 1988,
passando pela EC 3/1993, até a recente reforma previdenciária. A
matéria da disposição discutida é previdenciária e, por sua natureza,
comporta norma geral de âmbito nacional de validade, que à União se
facultava editar, sem prejuízo da legislação estadual suplementar ou
plena, na falta de lei federal (CF de 1988, arts. 24, XII, e 40, § 2º):
se já o podia ter feito a lei federal, com base nos preceitos
recordados do texto constitucional originário, obviamente não afeta
ou, menos ainda, tende a abolir a autonomia dos Estados-membros

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que assim agora tenha prescrito diretamente a norma constitucional
sobrevinda. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que o princípio
da imunidade tributária recíproca (CF, art. 150, VI, a) – ainda que se
discuta a sua aplicabilidade a outros tributos, que não os impostos –
não pode ser invocado na hipótese de contribuições previdenciárias. A
autoaplicabilidade do novo art. 40, § 13 é questão estranha à
constitucionalidade do preceito e, portanto, ao âmbito próprio da
ação direta." (ADI 2.024, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
julgamento em 3-5-2007, Plenário, DJ de 22-6-2007.)

"Arguição de descumprimento de preceito fundamental ajuizada com


o objetivo de impugnar o art. 34 do Regulamento de Pessoal do
Instituto de Desenvolvimento Econômico-Social do Pará (IDESP), sob
o fundamento de ofensa ao princípio federativo, no que diz respeito à
autonomia dos Estados e Municípios (art. 60, § 4º, CF/1988) (...)
Arguição de descumprimento de preceito fundamental julgada
procedente para declarar a ilegitimidade (não recepção) do
Regulamento de Pessoal do extinto Idesp em face do princípio
federativo (...)." (ADPF 33, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento
em 7-12-2005, Plenário, DJ de 27-10-2006.)

e. Leitura sugerida

- DELGADO, José Augusto. O pacto federativo e a articulação entre os


poderes após vinte anos de vigência da Constituição federal de 1988.
In: Revista do Instituto dos Advogados de São Paulo: Nova Série, v.
12, n. 23, p. 159-179, jan./jun. 2009. Disponível em
http://bdjur.stj.gov.br/xmlui/bitstream/handle/2011/36549/Pacto_Fe
derativo_Articula%c3%a7%c3%a3o.pdf?sequence=1

- FARIA, Cássio Juvenal; CARRAZZA, Roque Antônio; MAZZILLI, Hugo


Nigro. Algumas considerações sobre o princípio federativo. In:
Justitia, São Paulo, v. 51, n. 146, p. 25-28, abr./jun. 1989.
Disponível em
http://bdjur.stj.gov.br/xmlui/bitstream/handle/2011/22932/algumas
_consideracoes_sobre_principio.pdf?sequence=1

- MARRAFON, Marco Aurélio. Novo pacto federativo para aprimorar a


democracia brasileira. Artigo publicado na Revista Consultor Jurídico
em 21 de abril de 2014. Disponível em:

6
http://www.conjur.com.br/2014-abr-21/constituicao-poder-pacto-
federativo-aprimorar-democracia-brasileira

- NUNES JÚNIOR, Flávio Martins Alves. Curso de Direito


Constitucional. “ORGANIZAÇÃO DO ESTADO (A FEDERAÇÃO)” (p.
1182). Revista dos Tribunais: 2017.

- OLIVEIRA, Ricardo Victalino de. Simetria federativa e instituição de


salários mínimos regionais diferenciados: A Lei Complementar Federal
n. 103, de 14 de julho de 2000. LTr. Suplemento Trabalhista, v. 048,
p. 235-244, 2011.

____________________________. Contornos teóricos do conceito


de assimetria federativa: relevância e aplicabilidade da tese do
federalismo assimétrico em Estados compostos heterogêneos. Revista
dos Tribunais (São Paulo. Impresso), v. 914, p. 117-152, 2011.

____________________________. Federalismo Assimétrico


Brasileiro. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2012. v. 1. 276p .

___________________________. Federalismo e Relações


Internacionais: A Atuação Externa dos Entes Federados. In: Dircêo
Torrecillas Ramos. (Org.). O Federalista Atual: Teoria do Federalismo.
1ed.Belo Horizonte: Arraes Editores, 2013, v. , p. 141-156.

___________________________. Breves notas sobre o processo


constitucional de criação de novos Municípios no Brasil. Revista
Gestor, p. 30 - 32, 20 nov. 2013.

f. Leitura complementar

- AGUADO, Juventino de Castro; CASTRO, Cristina Veloso de. O Novo


Federalismo e as Tendências Internacionais de Integração. Trabalho
publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado
em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de 2010.
Disponível em:
http://www.conpedi.org.br/manaus/arquivos/anais/fortaleza/3502.pd
f

- ARAUJO, Luiz Alberto David; Nunes Júnior, Vidal Serrano. Curso de


direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 2009 (“O Federalismo
Brasileiro”).

7
- ARAÚJO, Marcelo Labanca Corrêa de. Jurisdição constitucional e
federação: o princípio da simetria na jurisprudência do STF. Campus
Jurídico: Elsevier, 2010 (“Jurisdição Constitucional e Federação”).

- BERNARDES, Wilba Lúcia Maia. Federação e federalismo: uma


análise com base na superação do estado nacional e no contexto do
estado democrático de direito. Belo Horizonte: Del Rey, 2010.

- BULOS, Uadi Lammêgo. Curso de direito constitucional. 9ª. São


Paulo: Saraiva, 2015 (“Federação”; “Entidades componentes da
Federação Brasileira”).

- CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito constitucional: teoria do


estado e da constituição: direito constitucional positivo. Belo
Horizonte: Del Rey, 2011 (“Estado Federal”.

- CHIMENTI, Ricardo Cunha. Curso de direito constitucional. São


Paulo: Saraiva, 2010 (“Federação. A União, os Estados, o DF, os
Municípios e os Territórios (art. 18 da CF)”.

- GROFF, Paulo Vargas. Um novo pacto federativo para o Estado


brasileiro. In: Revista Brasileira de Estudos Constitucionais, Belo
Horizonte, v. 5, n. 19, jul./ dez. 2011.

- HORTA, Raul Machado. Direito constitucional. Belo Horizonte: Del


Rey, 2010 (“Estado Federal e tendências do Federalismo
Contemporâneo” p. 273-287; “Tendências atuais da Federação
Brasileira” p. 417-430; “As novas tendência do federalismo e seus
reflexos na Constituição Brasileira de 1988” p. 445-457; “Pacto
Federativo e constituições federais”).

- MELLO, Cristiana De Santis M. de F. Federação: é hora de inverter o


ônus argumentativo. In: Revista Brasileira de Direito Público, Belo
Horizonte, v. 9, n. 33, abr./jun. 2011.

- RAMOS, Dircêo Torrecillas. Federação e República. In: MENDES,


Gilmar Ferreira; MARTINS, Ives Gandra da Silva; NASCIMENTO,
Carlos Valder do (Coords.). Tratado de direito constitucional. V. 1.
São Paulo: Saraiva, 2010.

- TAVARES, André Ramos. Curso de Direito Constitucional. 14ª ed.


São Paulo: Saraiva, 2016.