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A Expressividade na oralidade

ORIENTAÇÕES – FALA DO TEXTO

• Leia, primeiro, o texto silenciosamente. Procure entender o significado do mesmo e o


objetivo da mensagem. É uma mensagem alegre? Informativa? Irónica?

• Faça uma leitura preparatória com o lápis na boca. As palavras que oferecem
dificuldade de leitura devem ser lidas isoladamente mais de uma vez. Leia a palavra
separando as sílabas e, depois, de forma corrida.

• Leia para uma pessoa em particular. Se estiver em um auditório, visualize uma pessoa
de cada vez, e não o todo, e fale o texto para ela. Repito, fale como se contasse uma
história.

• Não quebre a leitura no meio da frase por falta de fôlego. Respire no início das frases.
Leia com voz mais alta os trechos mais importantes, que você já sublinhou antes na
leitura silenciosa.

Conte a história para o ouvinte hipotético, seja criativo, varie a leitura.


Articulação de Palavras e frases Isoladas

Leia de forma clara, com o lápis na boca, por três vezes. Leia outra vez, logo depois, sem
o lápis, três vezes. Repita a sequência seis vezes.

Ex - 007

R no final da palavra – Importante: faça o erre final suave, sem a vibração rrrrrrr.
Pronuncie o erre, mas fique atento: amar é diferente de amá e atar é diferente de atá.

ATAR AGIR ABRIR


AMAR VIVER DIZER
SENTIR BRAMIR GRITAR
PARTIR NADAR COMPRAR
LUTAR SORRIR OLHAR
BUSCAR MEXER SAIR
ORAR CHORAR ENGRAVIDAR
ALAVANCAR ESPARGIR AZUCRINAR
ESCORREGAR ESPREMER ESPANTAR
REFULGIR ENTENDER INSTRUIR
TALHAR EXIGIR ESTUDAR
RECREAR PACIFICAR CONSENTIR
EMPENHAR RAMIFICAR COALHAR
AMARGURAR ESTABELECER REPARTIR
ESTREMECER EDIFICAR
AMEALHAR EMAGRECER
ABOCANHAR ENVELHECER APUNHALAR
ESTRATIFICAR FELICITAR EMBEVECER
ENDOIDECER CAPACITAR ESMORECER
ESCRUTINAR RELAMPEJAR ENTABULAR
MULTIPLICAR APARELHAR COMUNICAR
METRALHAR ENVELHECER REDOBRAR
VIVENCIAR DIVAGAR
Ex – 008

Pronúncia do S em final de palavra – Este esse é sibilante. Evite o esse chiado.

LÁPIS TRECOS
LECOS FRISOS
ONDAS RUAS
PÃES RATOS
CORDAS LIRAS
RONCOS FALAS
ROUCOS ILHAS

Ex - 009

S no final da palavra

JANELAS ROCHEDOS NOVELAS CANELAS HISTÓRIAS CALÇADAS


PEGADAS VEXATÓRIAS GRAMADOS CARTÓRIOS SIMPLÓRIAS
ENCHARCADOS
ANIMADAS RODEADOS BATIZADOS PISOTEADOS CHAMUSCADOS
ALIMENTADOS
CHAPISCADOS COBERTORES ESTRANGEIROS
ADORNADOS GUARDADORES LIMPADORES
OBRIGAÇÕES ORDINÁRIAS PROTETORES TREMORES ARRUMAÇÕES
ESCRITURÁRIOS
EMPREGADORES TEMERÁRIOS EXTRAORDINÁRIOS
PROMOÇÕES PLANTAÇÕES ARBITRÁRIOS
ESTIMULANTES GRITADORES FERRADURAS AMARGURADOS
ACARICIANTES AGRAVANTES
PISADURAS ESTUDANTES ENERVANTES
DESTROÇADOS EMPAREDADOS ENCAMINHADOS
REFRESCANTES APRESSADOS ELEGANTES RECALCADOS
ENREGELADOS EMPOLGADOS
ALOUCADOS EMOCIONADOS ADOCICADOS LIMITANTES
BALBUCIANTES ESTONTEANTES
ESTIRADOS FULMINADOS COMPENSADOS ALONGADOS
ENDIABRADOS ENEGRECIDOS
COMPENETRADOS RECONQUISTADOS ARREDONDADOS
PLANEJADOS ESTIPULADOS DESENCORAJADOS

Ex - 001

Era à sobremesa; ninguém já pensava em comer. No intervalo, corria um burburinho


alegre, um palavrear de estômagos satisfeitos; os olhos moles e húmidos, ou vivos e
cálidos, espreguiçavam-se ou saltitavam de uma ponta à outra da mesa, atulhada de
doces e frutas, aqui o ananás em fatias, ali o melão em talhadas, as compoteiras de
cristal deixando ver o doce de coco, finamente ralado, amarelo como uma gema, - ou
então o melado escuro e grosso, não longe do queijo e do cará.

Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas)

Ex-002

Que vida interessante a do primo Basílio! - pensava.

O que ele tinha visto! Se ela pudesse também fazer as suas malas, partir, admirar os
aspetos novos e desconhecidos, a neve nos montes, cascatas reluzentes! Como
desejaria visitar os países que conhecia dos romances - a Escócia e os seus lagos
taciturnos, Veneza e os seus palácios trágicos; aportar às baías, onde um mar luminoso
e faiscante morre na areia fulva; e das cabanas dos pescadores, de teto chato, onde
vivem as grazielas, ver azularem-se ao longe as ilhas de nomes sonoros! E ir a Paris! Paris
sobretudo! Mas, qual! Nunca viajaria de certo; eram pobres; Jorge era caseiro, tão
lisboeta!

Eça de Queirós (O Primo Basílio)


Ex-003

Uma técnica fundamental na linguagem telejornalística é a regra dos 180 graus. Trata-
se da sucessão de atitudes técnicas quanto ao enquadramento de planos para produção
de entrevistas para a televisão. É uma regra imprescindível, e deve ser rigidamente
seguida. Tem o seguinte fundamento: quando se realiza uma entrevista para
telejornalismo, três participantes da reportagem - o entrevistado, o repórter e o
cameraman - têm de estar posicionados de um só lado de uma linha imaginária que
divide o cenário em dois. Para isso, deve-se traçar uma linha que ligue o repórter e o
entrevistado. Essa linha se prolonga até o infinito, nos dois sentidos. Em seguida, deve-
se realizar todo o trabalho visual da entrevista dentro de um só lado dessa linha
imaginária. Com a regra dos 180 graus fica mais claro o conceito da necessidade da
realização dos contra-planos da entrevista. Os contra-planos são os enquadramentos
que mostram o rosto do repórter no momento em que o entrevistado está falando ou
ouvindo a pergunta do repórter.

Sebastião Squirra (Aprender Telejornalismo)

Ex - 004

Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5
minutos me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo, creio, no momento, que sou amado.

No momento anterior e no ano seguinte, como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas.

Do contrário, evapora-se o amor pois ao dizer: Eu te amo, desmentes, apagas, teu amor
por mim.

Carlos Drummond de Andrade (As impurezas do branco)


Ex - 005

Você sabe o que é a teoria da evolução? Como funciona uma astronave? Por que o céu
é azul e a água do mar salgada? O que é a camada de ozônio? Como o cérebro cria
ideias? Quando surgiu a vida na Terra?

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Ex - 006

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Moraes (Soneto da fidelidade)

Ex - 010

R e S finais em frases. Faça o final das frases vivo, com energia. Não deixe o final da
frase “morrer”.

Quando você atar, eles atam.


Se atares, deixa que os outros atem também.
Quando você agir, eles agem.
Se agires, deixa que os outros ajam também.
Quando você abrir, eles abrem.
Se abrires, deixa que os outros abram também.
Quando você amar, eles amam.
Se amares, deixa que os outros amem também.
Quando você sorrir, eles sorriem. Se sorrires, deixa que os
outros sorriam também.
Quando você agradecer, eles agradecem, Se agradeceres, deixa
que os outros agradeçam também.
Se pedires, outros podem pedir.
Se sorrires, outros podem sorrir.
Se lutares, outros podem lutar.
Se comprares, outros podem comprar.
Se nadares, outros podem nadar.
Se agires, outros podem agir.
Ex - 011

R e S em finais de frases. Faça a pontuação na fala.

Os ventos batiam forte e as telhas de barro das casinhas do bairro soltavam-se a todo o
momento.

Pássaros multicoloridos presos em gaiolas faziam a festa das agitadas crianças na feira.

Pingos de luz em todas as gotas de orvalho e cheiros de flores enchiam os ares daquela
primavera.

Postes enfileirados, ônibus, caminhões e automóveis exaustos subiam as rampas das


ruas íngremes.

Duzentos, trezentos, quatrocentos ou talvez quinhentos soldados, quem sabe,


bloqueavam as ruas.

No temporal, relâmpagos, fortíssimos trovões e raios assustadores faziam os instantes


intermináveis.

As planícies avermelhadas do centro-oeste eram desafiadoras e tinham encantos para


os aventureiros.

Os dias corriam como águas de corredeiras e todos sentiam dificuldades em seguir seus
passos.

Os papagaios comiam os frutos verdes e seus gritos lembravam festas de adolescentes


em férias.

Os batedores eram esforçados no trabalho e suas gastas sandálias de couro diziam das
suas qualidades.

Pequenas, médias e grandes - em cores variadíssimas – as chicletes eram disputadas


pelos meninos.

Seis sóis se passaram antes de o índio retornar à aldeia com variadas caças e diversos
peixes.

Cavar e retirar a terra molhada, no meio da chuva, era como construir castelos de areia
à beira-mar.
Dizer do amor que tinha pelos pequeninos é tão difícil como falar da dedicação que tinha
pelos mais velhos.

O ar estava cheio de uma música que lembrava o mar em tardes marcadas pelo subir e
descer das ondas.

Errar é comum, mas errar tantas vezes como ele errou decididamente era errar mais
que qualquer um.

O brilhar dos fogos, o ruído ensurdecedor das músicas e o passar rápido das pessoas
anunciavam a festa.

Para conter o avanço do mar e proteger as construções das altas marés, ele mandou
construir o quebra-mar.

Para romper a rede de proteção e alcançar a liberdade o peixe ficava horas e horas a
saltar até se cansar.

Ele gosta de rebuscar o desenho em que imaginava encontrar a mesma luz que
encantara o seu olhar.

No shopping sua programação era passear, olhar roupas, comparar sapatos e observar,
observar.

Caminhar cedo, trabalhar até o início da noite, ver teatro e beber com os amigos era o
que gostava de fazer.

Estava de férias e ia pescar, viajar, ler alguns livros e visitar alguns parentes que desejava
encontrar.

O estalar das paredes e o ronco do motor do carro no interior da casa despertaram a


vizinhança.
Ex - 012

R e S em finais de frases. Faça a pontuação na fala.

Os amigos eram poucos, realmente selecionados, prontos para socorrê-los em todas as


situações.

Ao comprar a casa o seu encanto fora o pomar rico em árvores frutíferas e um encanto
ao olhar.

Os seres superiores apresentam luzes que irradiam a felicidade nas situações as mais
diversas possíveis.

Seu olhar era terno e seus grandes olhos azuis pareciam encantar a todos os rapazes
que lá iam estudar.

Rosas de todas as cores e de perfumes variados eram oferendas deixadas aos santos às
sextas-feiras.

Pintar era uma arte que tentava dominar desde que, menina, começou a escrever e a
desenhar.

Ruas, rampas, rosas, ramos, remos, rios, rumos, ralos, retos, ritos, rotos, ratos, reles,
rolos, roucos, renas.

Amar, beber, curtir, sentir, ouvir, falar, cantar, escrever, viver, intuir, distrair, contrair,
comparar, mostrar, prever.

Amados, queridos, admirados, enaltecidos, reconfortados, encaminhados,


acompanhados, esquecidos.

Desejo de possuir, mania de comprar, ânsia de viver, sonhos a realizar, etapas a vencer,
desafios a superar.

Casas amarelas, automóveis vermelhos, ruas brancas, homens amarelos, árvores


castanhas, pássaros verdes.

Brinquedos de armar, casas de montar, pastas para arquivar, aparelho de cortar, fogo
para assar.
As longas noites do verão estavam chegando ao fim. Noites maravilhosas, inesquecíveis,
intermináveis.

Desejava fazer uma composição especial. Queria compor uma canção para ficar, para
ser sempre lembrada.

Os meninos viviam em festas naquele inverno. As águas das bicas eram disputadas como
brinquedos raros.

Os homens estirados debaixo das árvores pareciam bêbados. Mas estavam apenas
tirando sestas no almoço.

Viver perigosamente, viver e saber que a morte a qualquer momento pode chegar: coisa
de policial militar.

Seus sapatos estavam sempre lustrados e refletiam os cuidados pessoais que nele eram
quase obsessivos.

Nossos melhores craques são vendidos como bananas muito maduras aos clubes
internacionais.

Organizar e criar uma associação, motivar pessoas a elas dedicar horas de trabalho, é
inovar, é liderar.

Os grupos vocais surgidos nas últimas décadas caracterizam-se pelas coreografias


ousadas e sons originais.

Ao comandar o florescer da arte, inicialmente foi pintar e desenhar, junto ao mar,


sempre ao entardecer.

Homens habilidosos, construtores dedicados, construíram as trilhas que serviram de


base às estradas atuais.

Ao compreender como difícil era arrancar a verdade dos seus lábios preferiu partir a
ouvir meias verdades.
Ex – 013 - Leia como se estivesse conversando com um amigo

A língua que falamos

Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. A começar que a nossa
língua oficial, o português, nós a recebemos do colonizador luso, o que foi uma bênção.
Imagina se, como na África, nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade,
ou, então, se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios, que alguns tentaram,
mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Mesmo porque as
tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões, cada uma fala o seu
dialeto; o pataxó, por exemplo, não tem nada a ver com o falar amazônico; pelo menos
é o que nos informam os especialistas.

Mas, deixando de lado os índios que nós, pelo menos, pretendemos ser, falemos de nós,
os brasileiros, com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos
nossos vários milhões de nativos. Pois aqui no Brasil, se você for a fundo no assunto,
toma um susto. Pegue um jornal, por exemplo: é todo recheado de inglês, como um
peru de farofa. Nas páginas dedicadas ao show business, que não se pode traduzir
literalmente por arte teatral, tem significação mais extensa, inclui as apresentações em
várias espécies de salas, ou até na rua, tudo é show. E o leitor do noticiário, se não for
escolado no papão, a todo instante tropeça e se engasga com rap, punk, funk, soop-
opera, etc, etc. Cantor de forró do Ceará, do Recife, da Bahia só se apresenta com seu
song book, onde as melodias podem ser originalmente nativas, mas têm como palavras-
chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios
americanos entendem.

Rachel de Queiroz

Ex - 014 - Conte a estória para o seu ouvinte invisível. Chuí comanda o tráfego

No domingo, à hora cinzenta em que terminam as festas e todos voltam meio


decepcionados para casa, rugiam de impaciência os automóveis ante o sinal vermelho.
Alguns farolavam de longe, pedindo passagem. Mas só o vermelho não cedia ao verde.
E com a força de seu símbolo, paralisava o tráfego. Os terríveis moleques da praça
perceberam a confusão. Chuí, o principal deles, resolveu intervir. Vai para o meio do
asfalto, começa a acenar aos motoristas.
Que passem! Livre estava o trânsito para a direita.

– Podem vir! Não estou brincando! É de verdade...

Hesitaram alguns a princípio. Depois romperam. Outros os seguiram. Chuí, imponente,


estende os braços para a rua principal.

Os motoristas enfim acreditam nele. E a imensa massa de veículos - cadilaques,


oldsmobiles, buíques, fordes e chevrolés – desfila ao comando único do pequeno
maltrapilho.

Em enérgico movimento, Chuí ordena aos carros que parem. Gira o corpo, estica o
braço, e manda que sigam pela esquerda os da rua principal. No que é obedecido.

Passageiros e motoristas atiram moedas. Mas o improvisado inspetor, cônscio de suas


responsabilidades, sabe que não pode abaixar-se para apanhá-las sem risco para o
trânsito.

Quando, gritando de longe, a mãe do garoto o ameaçava com uma coça, aparece,
uniformizado, um inspetor de verdade. Prende Chuí e o leva para o Posto.

– Nós apanhamos as moedas para você – gritaram – lhe os companheiros.

Não eram as moedas que ele queria, oh! Não era isso! O que Chuí queria era voltar ao
tráfego, continuar submetendo aqueles carros enormes, poderosos, ao seu comando
único, ao aceno de seu bracinho...

SILVA, Elza M. Rocha. In: Aníbal Machado.

Ex - 015 – Passe a receita para uma amiga em voz alta.

Receita

Ingredientes

2 conflitos de gerações; 4 esperanças perdidas; 3 litros de sangue fervido; 5 sonhos


eróticos; 2 canções dos Beatles
Modo de preparar

dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração
leve a mistura ao fogo adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas
corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado
com os sonhos eróticos mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver
parte do sangue pode ser substituído por sumo de groselha mas os resultados não serão
os mesmos sirva o poema simples ou com ilusões

Nicolas Behr